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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Saúde Pública]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Teste de dependência à nicotina: validação linguística e psicométrica do teste de Fagerström]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Test for nicotine dependence: psychometric and linguistic validation of Fagerström Test]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The Fagerström Test for Nicotine Dependence has been widely used as a measure of tobacco dependence. However, its Portuguese version has never before been subjected to a validation process. This was the objective of the current study. The cultural and linguistic adaptation included the use of the forward-backward translation, after a conceptual definition followed by pilot tests and a final revision. To validate the Portuguese version obtained in the previous stage, samples were recruited among smokers who attended occupational medicine, pneumology and tobacco dependence consultations, in a total of 264 smokers. Test-retest reliability was guaranteed by correlation scores of 0.990 for the original scale and 0.975 to 1.000 for individual questions. Internal consistency Cronbach» alpha was 0.660, a low value regarding the traditional standards, but higher than the values found by the authors and similar to the ones found in other studies. Criterion validity test obtained good results when scores from the scale were compared with some variables related to tobacco habit and to the self assessment of the tobacco dependence. Construct validity through factorial analysis explained 59% of the variance and detected two factors corresponding to the cigarettes consumption and morning smoke. In conclusion, some doubts remain regarding the utilization of the Fagerström Test for Nicotine Dependence. We consider that professionals as well as researchers should not rely only on the outputs produced by this scale and should also include questions about addiction which are not included in the original version.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Teste de depend&ecirc;ncia &agrave; nicotina: valida&ccedil;&atilde;o lingu&iacute;stica    e psicom&eacute;trica do teste de Fagerstr&ouml;m </b></p >     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Pedro L. Ferreira<sup>1</sup>; Carlota Quintal<sup>2</sup>; In&ecirc;s Lopes<sup>3</sup>; Nat&eacute;lia    Taveira&nbsp;<sup>4</sup></b></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><sup>1</sup>Professor associado com agrega&ccedil;&atilde;o, Faculdade de Economia da    Universidade de Coimbra. Centro de Estudos e Investiga&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de    da Universidade de Coimbra.</P>     <p><sup>2</sup>Professora auxiliar, Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra.    Centro de Estudos e Investiga&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de da Universidade    de Coimbra.</P>     <p><sup>3</sup>Assistente graduada de Imunoalergologia, Centro Hospitalar Vila    Nova de Gaia.</p>     <p><sup>4</sup>Assistente graduada de Pneumologia, Centro Hospitalar Vila Nova    de Gaia. </P>        <p>&nbsp;</P>      <p><b>Resumo</b></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O Teste de Fagerstr&ouml;m para a Depend&ecirc;ncia da Nicotina tem uma utiliza&ccedil;&atilde;o    generalizada como medida da depend&ecirc;ncia tab&aacute;gica. No entanto, a    sua vers&atilde;o portuguesa nunca tinha sido sujeita a um processo de equival&ecirc;ncia    lingu&iacute;stica e sem&acirc;ntica nem a testes psicom&eacute;tricos de qualidade.    Esse foi o objectivo do presente estudo.</P>     <p>A adapta&ccedil;&atilde;o cultural e lingu&iacute;stica incluiu a utiliza&ccedil;&atilde;o  da t&eacute;cnica de tradu&ccedil;&atilde;o-retrovers&atilde;o, precedida de uma  defini&ccedil;&atilde;o conceptual e seguida de testes piloto e de uma revis&atilde;o  final.</P>      <p>Para validar a vers&atilde;o portuguesa obtida na fase anterior, foram recolhidas  amostras compostas pelos fumadores que acorreram a consultas de Medicina no Trabalho  e a consultas de Pneumologia e de Desabitua&ccedil;&atilde;o Tab&aacute;gica,  num total de 264 fumadores. </P>      <p>A fiabilidade teste-reteste foi garantida por valores de correla&ccedil;&atilde;o  da escala original de 0,990 e das perguntas individuais de 0,975 a 1,000. O valor  de alfa de Cronbach de coer&ecirc;ncia interna foi 0,660, valor baixo em rela&ccedil;&atilde;o  aos valores padr&atilde;o tradicionais, mas superior ao valor encontrado pelos  autores e semelhante aos encontrados em outros estudos.</P>      <p>O teste de validade de crit&eacute;rio obteve bons resultados ao compararem-se  os valores obtidos pela escala com algumas vari&aacute;veis relacionadas com o  h&aacute;bito tab&aacute;gico e com a pr&oacute;pria auto-avalia&ccedil;&atilde;o  da depend&ecirc;ncia tab&aacute;gica. A validade de constru&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s  de an&aacute;lise factorial explicou 59% da vari&acirc;ncia e detectou dois factores  referentes ao consumo de cigarros e ao fumo matinal.</P>     <p>Em conclus&atilde;o, algumas d&uacute;vidas persistem em rela&ccedil;&atilde;o  &agrave; continua&ccedil;&atilde;o da utiliza&ccedil;&atilde;o do Teste de Fagerstr&ouml;m  para a Depend&ecirc;ncia Tab&aacute;gica. Consideramos que os profissionais e  os investigadores n&atilde;o devem confiar apenas nos resultados desta escala  e devem incluir outras perguntas sobre a adi&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o pertencentes  &agrave; vers&atilde;o original.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> teste de Fagerstr&ouml;m; depend&ecirc;ncia tab&aacute;gica;    vers&atilde;o portuguesa; valida&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Test for nicotine dependence: psychometric and linguistic validation of    Fagerstr&ouml;m Test</b></P>     <p><b>Abstract</b></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>The Fagerstr&ouml;m Test for Nicotine Dependence has been widely used as a    measure of tobacco dependence. However, its Portuguese version has never before    been subjected to a validation process. This was the objective of the current    study. The cultural and linguistic adaptation included the use of the forward-backward    translation, after a conceptual definition followed by pilot tests and a final    revision.</P>     <p>To validate the Portuguese version obtained in the previous stage, samples were  recruited among smokers who attended occupational medicine, pneumology and tobacco  dependence consultations, in a total of 264 smokers.</p>     <p> Test-retest reliability was guaranteed by correlation scores of 0.990 for the  original scale and 0.975 to 1.000 for individual questions. Internal consistency  Cronbach&raquo; alpha was 0.660, a low value regarding the traditional standards,  but higher than the values found by the authors and similar to the ones found&nbsp;  in other studies.</p>     <p> Criterion validity test obtained good results when scores from the scale were  compared with some variables related to tobacco habit and to the self assessment  of the tobacco dependence. Construct validity through factorial analysis explained  59% of&nbsp;&nbsp; the variance and detected two factors corresponding to the  cigarettes consumption and morning smoke.</p>     <p> In conclusion, some doubts remain regarding the utilization of&nbsp; the Fagerstr&ouml;m  Test for Nicotine Dependence. We consider that professionals as well as researchers  should not rely only on the outputs produced by this scale and should also include&nbsp;  questions about addiction which are not included in the original version.</p>     <p><b>Keywords:</b> Fagerstr&ouml;m test; tobacco dependence; Portuguese version;    validation.</P>     <p>&nbsp;</p>      <p><b>1. Introdu&ccedil;&atilde;o </b></p>     <p> Dispor de uma medida v&aacute;lida da depend&ecirc;ncia tab&aacute;gica &eacute;  essencial tanto para fins de tratamento como para investiga&ccedil;&atilde;o.  Segundo alguns autores (Etter, 2005), os instrumentos mais utilizados para medir  a depend&ecirc;ncia f&iacute;sica s&atilde;o o Question&aacute;rio Fagerstr&ouml;m  de Toler&acirc;ncia (FTQ &mdash; <I>Fagerstr&ouml;m Tolerance Questionnaire</I>),  o Teste de Fagerstr&ouml;m para a Depend&ecirc;ncia da Nicotina (FTND &mdash;  <I>Fagerstr&ouml;m Test for Nicotine Dependence</I>) e o &Iacute;ndice do Peso  de Fumar (HSI &mdash; <I>Heaviness of Smoking &Iacute;ndex</I>).</P>      <p>O primeiro, composto por oito perguntas, foi desenhado em 1978 com o objectivo    de obter uma medida curta e de auto-preenchimento da depend&ecirc;ncia da nicotina    (Fagerstr&ouml;m, 1978).</P>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A utiliza&ccedil;&atilde;o deste question&aacute;rio foi, no entanto, inicialmente    posta em causa devido a algumas limita&ccedil;&otilde;es de natureza psicom&eacute;trica,    incluindo a sua estrutura factorial, n&iacute;veis baixos de fiabilidade e m&aacute;    selec&ccedil;&atilde;o das perguntas (Heatherton <I>et al., </I>1991). Lichtenstein    e Mermelstein (1986), por exemplo, detectaram a sua multifactoriedade, com apenas    um dos factores a contribuir significativamente para a explica&ccedil;&atilde;o    da vari&acirc;ncia. Os mesmos autores e Pomerleau <I>et al.</I> (1990) detectaram    fraca coer&ecirc;ncia interna, com algumas perguntas a correlacionarem-se mais    alto com medidas bioqu&iacute;micas e de comportamento do que a pontua&ccedil;&atilde;o    total.</P>     <p>Nasceu, deste modo, o Teste de Fagerstr&ouml;m para a Depend&ecirc;ncia da    Nicotina (Heatherton <I>et al., </I>1991), uma vers&atilde;o modificada do Question&aacute;rio    Fagerstr&ouml;m de Toler&acirc;ncia. &Eacute; composto por seis das perguntas    originais, tendo sido eliminadas as perguntas referentes &agrave; taxa de nicotina    e &agrave; inala&ccedil;&atilde;o. Foi efectuada uma revis&atilde;o das pontua&ccedil;&otilde;es    nas perguntas sobre o tempo at&eacute; ao primeiro cigarro do dia e sobre o    n&uacute;mero de cigarros di&aacute;rios. Estas duas perguntas tinham, por sua    vez, dado origem a uma vers&atilde;o mais curta denominada &Iacute;ndice do    Peso de Fumar (Heatherton <I>et al., </I>1989). Embora as restantes perguntas    n&atilde;o acrescentem muito em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; previs&atilde;o    de n&iacute;veis bioqu&iacute;micos, est&atilde;o relacionadas com comportamentos    da cessa&ccedil;&atilde;o tab&aacute;gica e t&ecirc;m sido consideradas &uacute;teis    na discuss&atilde;o entre o doente e o m&eacute;dico sobre a depend&ecirc;ncia    da nicotina.</P>      <p>O Teste de Fagerstr&ouml;m j&aacute; foi validado e aplicado em diversos contextos,    como &eacute; o caso da depend&ecirc;ncia da nicotina entre adolescentes (Prokhorov    <I>et al., </I>2000; O&rsquo;Loughlin <I>et al., </I>2002; Nonnemaker <I>et    al., </I>2004) ou entre estudantes universit&aacute;rios (Sledjeski <I>et al.,    </I>2007) de uma amostra de cidad&atilde;os brasileiros (Halty <I>et al., </I>2002)    ou de fumadores ligeiros (Etter, Duc e Perneger, 1999). Foi tamb&eacute;m utilizado    num estudo de impacto da idade de inicia&ccedil;&atilde;o na depend&ecirc;ncia    da nicotina (Park <I>et al., </I>2004), num estudo de diferen&ccedil;as de comportamento    entre homens e mulheres (Psujek <I>et al., </I>2004) ou numa avalia&ccedil;&atilde;o    do &ecirc;xito de programas de cessa&ccedil;&atilde;o tab&aacute;gica (Raherison    <I>et al., </I>2005). V&aacute;rios outros trabalhos realizaram estudos comparativos    da escala de Fagerstr&ouml;m face a medidas alternativas (Hughes <I>et al.,    </I>2004; John <I>et al., </I>2004; Etter, 2005; Storr , Reboussin e Anthony,    2005; Piper, McCarthy e Baker, 2006; Wellman <I>et al., </I>2006). Alguns autores    aplicaram ainda a an&aacute;lise factorial &agrave; escala de Fagerstr&ouml;m    (Radzius <I>et al., </I>2003; Richardson e Ratner, 2005).</p>     <p>Em Portugal, e apesar de j&aacute; existirem vers&otilde;es desta escala a    serem utilizadas na pr&aacute;tica cl&iacute;nica, n&atilde;o conhecemos qualquer    publica&ccedil;&atilde;o com a valida&ccedil;&atilde;o desta escala. As vers&otilde;es    existentes diferem mesmo entre si em alguns aspectos significativos. Assim,    o objectivo do presente estudo foi a constru&ccedil;&atilde;o de uma vers&atilde;o    do teste FTND devidamente validada, quer linguisticamente quer em termos psicom&eacute;tricos,    para a l&iacute;ngua e cultura portuguesas. </P>     <p>&nbsp;</P>     <p><B>2. Adapta&ccedil;&atilde;o cultural e lingu&iacute;stica</B></p>     <p>Segundo as orienta&ccedil;&otilde;es reconhecidas pela comunidade cient&iacute;fica,    a adapta&ccedil;&atilde;o cultural e lingu&iacute;stica pressup&otilde;e a utiliza&ccedil;&atilde;o    da t&eacute;cnica de tradu&ccedil;&atilde;o-retrovers&atilde;o de Brislin (1970),    composta por quatro fases fundamentais: (i) defini&ccedil;&atilde;o conceptual;    (ii) tradu&ccedil;&atilde;o/retrovers&atilde;o; (iii) testes piloto; e (iv)    revis&atilde;o final.</P>      <p>A primeira fase passa por uma clarifica&ccedil;&atilde;o dos conceitos que    s&atilde;o medidos pelas v&aacute;rias componentes do question&aacute;rio e    tem por objectivo garantir que a vers&atilde;o em portugu&ecirc;s reflecte de    igual modo esses conceitos. Assim, num primeiro momento enquadrado nesta fase,    contactou-se o autor Karl Fagerstr&ouml;m e realizou-se uma pesquisa em bases    de dados bibliogr&aacute;ficas. Conclui-se que, de um modo geral, esta escala    &eacute; muito simples e poucas d&uacute;vidas levanta em termos sem&acirc;nticos.</P>      <p>Obtida a vers&atilde;o mais actual da escala original em ingl&ecirc;s enviada    pelo autor, dois tradutores portugueses, fluentes em ingl&ecirc;s, produziram,    independentemente um do outro, as respectivas tradu&ccedil;&otilde;es, ap&oacute;s    o que se passou a uma fase de reconcilia&ccedil;&atilde;o entre ambas as tradu&ccedil;&otilde;es.    Foram detectadas poucas discrep&acirc;ncias, tendo-se obtido uma primeira vers&atilde;o    em portugu&ecirc;s. Esta vers&atilde;o foi ent&atilde;o sujeita a uma retrovers&atilde;o    por um tradutor cuja l&iacute;ngua-m&atilde;e era o ingl&ecirc;s e procedeu-se    a uma an&aacute;lise comparada com a vers&atilde;o original. Na segunda pergunta,    a express&atilde;o &laquo;custa-lhe&raquo; foi traduzida para &laquo;does it    bother you&raquo;, talvez um pouco mais suave do que a express&atilde;o original    &laquo;do you find it difficult&raquo;; no entanto, decidiu-se manter esta express&atilde;o    na vers&atilde;o portuguesa final por se considerar que representa um grau de    intensidade mais pr&oacute;ximo do &laquo;do you find it difficult&raquo; (em    nosso entender, &laquo;does it bother you&raquo; estaria mais pr&oacute;ximo    de algo como &laquo;incomoda-o&raquo;). </P>     <p> O terceiro passo compreendeu dois testes-piloto com futuros utilizadores do    question&aacute;rio: os respondentes e os peritos na &aacute;rea terap&ecirc;utica    da pneumologia ou da cessa&ccedil;&atilde;o tab&aacute;gica. No teste de revis&atilde;o    cl&iacute;nica foi pedido a uma pneumologista que analisasse a vers&atilde;o    portuguesa, com base na vers&atilde;o original e que comentasse e fornecesse    sugest&otilde;es de altera&ccedil;&atilde;o, caso considerasse conveniente.    Os coment&aacute;rios desta especialista incidiram essencialmente na introdu&ccedil;&atilde;o    e na terceira, quinta e sexta perguntas e foram todos no sentido de introduzir    uma linguagem mais familiar e acess&iacute;vel aos futuros utilizadores.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> No que respeita aos respondentes, procedeu-se a um teste de compreens&atilde;o    com o objectivo de avaliar a clareza, a compreens&atilde;o, a adapta&ccedil;&atilde;o    do question&aacute;rio &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es dos respondentes e    a relev&acirc;ncia cultural em portugu&ecirc;s. Neste teste foi utilizada uma    amostra de sete fumadores, a quem foi pedido que respondessem ao question&aacute;rio,    sendo posteriormente entrevistados. A idade m&eacute;dia foi de 53,9 anos e    a idade mediana de 52 anos. O tempo de preenchimento variou de um a seis minutos,    com uma m&eacute;dia de tr&ecirc;s minutos e uma mediana de dois minutos.</P>      <p>Nas entrevistas foi-lhes perguntado se tinham encontrado quaisquer dificuldades    ao preencher o question&aacute;rio, nomeadamente de compreens&atilde;o de frases    ou de palavras. Houve o cuidado de garantir que os indiv&iacute;duos compreendiam,    de forma id&ecirc;ntica, as perguntas que constituem este pequeno question&aacute;rio.    Em caso de n&atilde;o compreens&atilde;o de qualquer parte do question&aacute;rio,    e ap&oacute;s se lhes explicar o seu objectivo, foi-lhes pedido uma sugest&atilde;o    de formula&ccedil;&atilde;o da pergunta.</P>     <p>Em termos gerais, nenhum respondente considerou o question&aacute;rio dif&iacute;cil,    com excep&ccedil;&atilde;o, em alguns deles, das duas &uacute;ltimas perguntas.    Assim, na quinta pergunta, houve alguma dificuldade em responder com as alternativas    de resposta &laquo;sim/n&atilde;o&raquo;. Por se tratar de uma pergunta escrita    de uma forma de certo modo complexa, considerou-se que talvez fosse prefer&iacute;vel    refazer a pergunta e as op&ccedil;&otilde;es de resposta. Em vez da formula&ccedil;&atilde;o    original</P>        <p>&nbsp;</P>      <p>5. Fuma mais nas primeiras horas depois de acordar do que no resto do dia?</P>     <p>    <input type="checkbox" name="checkbox" value="checkbox">   Sim </p>     <p>    <input type="checkbox" name="checkbox2" value="checkbox">   N&atilde;o </P>     <p>passaria a ser </P>      <p>5. Fuma mais nas primeiras horas depois de acordar ou no resto do dia?</P>     <p>    <input type="checkbox" name="checkbox3" value="checkbox">   Fumo mais nas primeiras horas depois de acordar </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>    <input type="checkbox" name="checkbox4" value="checkbox">   Fumo mais no resto do dia </P>     <p>Tamb&eacute;m a sexta pergunta foi considerada complexa por alguns respondentes    e levantou algumas dificuldades por ser um pouco amb&iacute;guo se se estava    a dar mais import&acirc;ncia a fumar mesmo quando muito doente ou a fumar na    cama. Assim, para a pergunta</P>     <p>6. Fuma mesmo quando est&aacute; t&atilde;o doente que passa a maior parte    do dia na cama?</P>     <p>    <input type="checkbox" name="checkbox5" value="checkbox">   Sim </p>      <p>    <input type="checkbox" name="checkbox6" value="checkbox">   N&atilde;o </P>     <p>foi equacionada a seguinte alternativa:</p>     <p> 6. Se estiver muito doente, de cama, fuma ou n&atilde;o?</P>     <p>    <input type="checkbox" name="checkbox7" value="checkbox">   Sim </p>      <p>    <input type="checkbox" name="checkbox8" value="checkbox">   N&atilde;o </P>     <p> No total, as entrevistas duraram de 8 a 28 minutos,    com uma m&eacute;dia de 21 minutos e uma mediana de 20 minutos. Com base nestas    entrevistas e no relat&oacute;rio cl&iacute;nico de revis&atilde;o, a vers&atilde;o    provis&oacute;ria portuguesa sofreu algumas modifica&ccedil;&otilde;es. </P>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Por fim, no quarto passo foi realizada uma revis&atilde;o final para garantir    que n&atilde;o persistiam quaisquer erros gramaticais ou de pontua&ccedil;&atilde;o    e que a apresenta&ccedil;&atilde;o do question&aacute;rio respeitava a da vers&atilde;o    original. Em <a name="topa1"></a><a href="#a1">ap&ecirc;ndice</a> apresentam-se    as perguntas que constituem a vers&atilde;o portuguesa final do FTND.</p>     <p>&Eacute; de sublinhar tamb&eacute;m a altera&ccedil;&atilde;o do t&iacute;tulo    para &laquo;Teste de Fagerstr&ouml;m sobre a sua depend&ecirc;ncia tab&aacute;gica&raquo;    (TFDT). Outra alteração, que ocorreu já na fase da validação psicométrica, diz    respeito à eliminação da frase introdutória que fazia referência ao «vício»    por oposição ao «hábito». Estas alterações estão relacionadas com a própria    indefinição à volta do verdadeiro objectivo deste teste. Construído no fim da    década de 70 do século passado e com a pontuação estabilizada já no início da    década de 90, foi elaborado numa época em que os procedimentos terapêuticos    de cessação tabágica estavam associados à dependência da nicotina e aos substitutos    desta substância Actualmente, j&aacute; existem outras formas terap&ecirc;uticas    que n&atilde;o passam necessariamente pela substitui&ccedil;&atilde;o da nicotina,    mas pela introdu&ccedil;&atilde;o de subst&acirc;ncias activas que se ligam    a alguns receptores do sistema nervoso, actuando como a nicotina (agonista principal),    aliviando os sistemas de abstin&ecirc;ncia, e contra a nicotina (antagonista),    ocupando o seu lugar. De qualquer modo, decidimos alterar para adi&ccedil;&atilde;o.</P>      <p>Outro aspecto &eacute; a distin&ccedil;&atilde;o, pouco evidente neste teste,    entre h&aacute;bito tab&aacute;gico e v&iacute;cio ou adi&ccedil;&atilde;o.    Por vezes, na realidade, o problema que se coloca &eacute; mais a necessidade    de alterar h&aacute;bitos do que tratar a depend&ecirc;ncia da nicotina, constituindo    mais um problema psicol&oacute;gico do que qu&iacute;mico. </P>        <p>&nbsp;</p>     <p><B>3. Metodologia </B></p>     <p>Nesta sec&ccedil;&atilde;o descreve-se a metodologia seguida no processo de valida&ccedil;&atilde;o  psicom&eacute;trica do TFDT, nomeadamente a selec&ccedil;&atilde;o de respondentes,  o question&aacute;rio de valida&ccedil;&atilde;o, a valida&ccedil;&atilde;o psicom&eacute;trica  propriamente dita e a an&aacute;lise estat&iacute;stica dos dados. </P>      <p>&nbsp;</P>      <p><B>3.1. Amostragem </B></p>     <p> Para validar a vers&atilde;o portuguesa do TFDT, foram recolhidas amostras compostas  pelos fumadores que acorreram, de 3 de Mar&ccedil;o a 24 de Abril de 2008, a consultas  de medicina no trabalho (amostra 1) e consultas de Pneumologia e Desabitua&ccedil;&atilde;o  Tab&aacute;gica (amostra 2). O processo de recrutamento foi sequencial.</P>      <p>A amostra 1 foi composta por 45 funcion&aacute;rios da Universidade de Coimbra    convocados de uma forma aleat&oacute;ria pelo Gabinete de Seguran&ccedil;a,    Higiene e Sa&uacute;de no Trabalho desta Universidade para uma avalia&ccedil;&atilde;o    global do estado de sa&uacute;de e detec&ccedil;&atilde;o de alguns problemas    de sa&uacute;de. Trata-se de uma amostra representativa de todos os docentes    e funcion&aacute;rios da Universidade. Apenas aos fumadores foi solicitado que    preenchessem os question&aacute;rios. </P>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A amostra 2 corresponde a 219 doentes que se apresentaram para uma primeira    consulta de Desabitua&ccedil;&atilde;o Tab&aacute;gica ou para uma consulta    de Alergologia e Pneumologia Geral no Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia,    ou nos Centros de Diagn&oacute;stico Pneumol&oacute;gico de Amarante e de Gondomar.    Para alguns destes doentes foram recolhidos dados de CO exalado bem como a avalia&ccedil;&atilde;o    por parte do m&eacute;dico da sua depend&ecirc;ncia tab&aacute;gica.</P>     <p> O <I>Quadro I</I> apresenta as caracter&iacute;sticas gerais das duas amostras    parcelares e da amostra total.</P>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Quadro I    <br>   Caracter&iacute;sticas gerais das amostras</b></p>     <p><b><img src="/img/revistas/rpsp/v27n2/27n2a05q1.jpg" width="622" height="342"></b></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p> Deste modo, a amostra total consistiu em 264 adultos, com idades compreendidas    entre 17 e 78 anos (média de 42,4 e desvio padrão de 13,2) com 61,8% de homens.    Em relação às habilitações literárias, quase metade (48,5%) possuía, no máximo,    o ensino básico e menos de um terço (29,9%) o ensino superior.</P>     <p>De acordo com o Inqu&eacute;rito Nacional de Sa&uacute;de 2005/ /2006 (INSA    e INE, 2006), 80% da popula&ccedil;&atilde;o portuguesa fumadora &eacute; do    sexo masculino e cerca de 70% tem 45 ou mais anos de idade. Assim, na amostra    utilizada no presente estudo existe uma relativa sobre-representa&ccedil;&atilde;o    das mulheres e das camadas mais jovens.</P>     <p>Consideramos n&atilde;o ser necess&aacute;rio qualquer tratamento estat&iacute;stico    de p&oacute;s-estratifica&ccedil;&atilde;o na medida em que o objectivo deste    estudo n&atilde;o &eacute; encontrar valores normais representativos da popula&ccedil;&atilde;o,    mas somente validar o TFDT. No entanto, a presente amostra (em especial a amostra    2) j&aacute; pode ser considerada como representativa dos doentes fumadores    em tratamento nas unidades de Pneumologia. </P>        ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp; </p>     <p><B>3.2. Question&aacute;rio de valida&ccedil;&atilde;o </B>&nbsp;</P>      <p>Desde meados da d&eacute;cada de 60 t&ecirc;m sido desenvolvidos modelos te&oacute;ricos    sobre o comportamento dos fumadores e v&aacute;rias formula&ccedil;&otilde;es    conceptuais t&ecirc;m sido propostas no sentido de explicar as motiva&ccedil;&otilde;es    e perspectivas dos fumadores (Pomerleau <I>et al., </I>2003). Deste modo, os    instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o da depend&ecirc;ncia tab&aacute;gica,    entre os quais se inclui o TFDT, t&ecirc;m-se baseado nestes fundamentos te&oacute;ricos.    O question&aacute;rio utilizado neste estudo para a valida&ccedil;&atilde;o    do TFDT complementou a vers&atilde;o portuguesa do teste com um conjunto de    perguntas que, de acordo com a literatura, s&atilde;o tamb&eacute;m elas potencialmente    relevantes no que diz respeito &agrave; depend&ecirc;ncia tab&aacute;gica.</P>      <p>De entre as perguntas do TFDT podem destacar-se o tempo at&eacute; ao primeiro    cigarro do dia (pergunta 1) e o n&uacute;mero de cigarros por dia (pergunta    4). Teoricamente, a primeira pergunta &eacute; importante na previs&atilde;o    da depend&ecirc;ncia tab&aacute;gica (Heatherton <I>et al., </I>1989; Kozlowski    <I>et al., </I>1981), de medidas bioqu&iacute;micas como a cotinina, a nicotina    e o mon&oacute;xido de carbono (Heatherton <I>et al., </I>1989) e do &ecirc;xito    de pro-gramas de cessa&ccedil;&atilde;o tab&aacute;gica (Kozlowski <I>et al.,    </I>1981; Kabat e Wynder, 1987). Em rela&ccedil;&atilde;o a esta vari&aacute;vel    que mede o tempo (em minutos) at&eacute; ao primeiro cigarro do dia, a classifica&ccedil;&atilde;o    da vari&aacute;vel TPCD em quatro categorias (&le; 5, 6-30, 31-60, 61+) foi    considerada superior &agrave; classifica&ccedil;&atilde;o com apenas duas categorias    (fumadores imediatos: &le; 30, fumadores tardios: &gt; 30).</P>      <p>A vari&aacute;vel que representa a frequ&ecirc;ncia di&aacute;ria de consumo de  tabaco tem sido encarada como tendo validade facial em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;  depend&ecirc;ncia tab&aacute;gica (Brantmark, Ohlin e Westling, 1973). J&aacute;  a sua capacidade de prever a abstin&ecirc;ncia tem sido objecto de resultados  contradit&oacute;rios. Para a utiliza&ccedil;&atilde;o desta vari&aacute;vel s&atilde;o  utilizadas quatro classes (1-10, 11-20, 21-30, 31+), sendo pertinente a inclus&atilde;o  de um &laquo;ponto de corte&raquo; entre 1 e mais ma&ccedil;os de tabaco.</p>      <p>Esta escala tamb&eacute;m mede a dificuldade dos fumadores em deixar de fumar    em locais proibidos (pergunta 2) ou quando est&atilde;o muito doentes, de cama    (pergunta 6), tendo em conta ainda qual o cigarro que &eacute; mais dif&iacute;cil    aos fumadores deixarem de fumar (pergunta 3) e em que parte do dia fumam com    mais frequ&ecirc;ncia (pergunta 5).</P>     <p>De todas as perguntas, a primeira e a quarta s&atilde;o aquelas que se espera    serem as mais respons&aacute;veis pela explica&ccedil;&atilde;o da vari&acirc;ncia    dos resultados. Recorde-se que &Iacute;ndice do Peso de Fumar (IPF), j&aacute;    atr&aacute;s mencionado, considera precisamente estas duas vari&aacute;veis,    produzindo valores de 0 a 6. Porque as respostas a estas duas perguntas do TFDT    utilizam classes predefinidas, decidiu-se repetir no question&aacute;rio de    valida&ccedil;&atilde;o as mesmas perguntas, solicitando-se agora um valor quantitativo.    Consegue-se assim estimativas mais precisas para a m&eacute;dia e para o desvio    padr&atilde;o, ainda que correndo o risco de os respondentes poderem considerar    que se est&aacute; perguntar o mesmo duas vezes.</p>      <p> Tamb&eacute;m a quinta pergunta do TFDT pode conter um pouco de ambiguidade    (pelo menos foi o que deduzimos do teste de compreens&atilde;o feito a fumadores),    pelo que foi inclu&iacute;do neste question&aacute;rio uma outra pergunta sobre    qual a parte do dia em que o respondente fuma mais, sendo as alternativas de    resposta apresentadas como manh&atilde;/tarde/noite.</P>     <p>As perguntas 9 e 12 est&atilde;o estreitamente relacionadas com as perguntas    entretanto eliminadas do Question&aacute;rio Fagerstr&ouml;m de Toler&acirc;ncia.    No primeiro caso, pergunta-se qual a marca de tabaco normalmente utilizada com    o objectivo de obter a taxa de nicotina (TN) consumida, embora n&atilde;o exista    grande evid&ecirc;ncia desta vari&aacute;vel, s&oacute; por si, ser um bom estimador    daquilo que os fumadores obt&ecirc;m do cigarro. Isto &eacute;, sabe-se que    a intensidade da forma como o cigarro &eacute; fumado pode &laquo;compensar&raquo;    taxas reduzidas de t&aacute;rtaro e de nicotina (Fagerstr&ouml;m, 1982; Rickert    e Robinson, 1981). Deste modo, a vari&aacute;vel TN fornece uma informa&ccedil;&atilde;o    limitada sobre a depend&ecirc;ncia tab&aacute;gica. De qualquer modo, decidimos    inclu&iacute;-la no nosso question&aacute;rio, para efeitos de descri&ccedil;&atilde;o    da amostra e an&aacute;lises explorat&oacute;rias. Al&eacute;m do mais, uma    das cr&iacute;ticas apontadas ao FTQ, relativamente &agrave; pergunta da TN,    assentava na falta de conhecimento dos fumadores sobre a TN dos cigarros que    fumavam (Heatherton <I>et al., </I>1991), j&aacute; que no FTQ as alternativas    de resposta apresentavam directamente classes de TN. No caso em estudo, esta    quest&atilde;o n&atilde;o se levanta uma vez que foram os pr&oacute;prios autores    a realizar uma pesquisa sobre a TN de cada marca. A TN foi ent&atilde;o classificada    em tr&ecirc;s grupos: taxa baixa (TN &le; 0,6 mg), taxa m&eacute;dia (TN = 0,7    mg) e taxa elevada (TN &ge; 0,8 mg). A pergunta 12 diz respeito &agrave; inala&ccedil;&atilde;o    do fumo (IF), normalmente utilizada em tr&ecirc;s n&iacute;veis (n&atilde;o    inala, inala &agrave;s vezes, inala sempre), e que tamb&eacute;m tem sido criticada    por n&atilde;o discriminar graus de depend&ecirc;ncia, com o argumento de que    quase todas as pessoas fumadoras inalam o fumo. Em rela&ccedil;&atilde;o a esta    vari&aacute;vel decidimos inclu&iacute;-la no question&aacute;rio apenas por    raz&otilde;es estat&iacute;sticas de descri&ccedil;&atilde;o da amostra. H&aacute;    evid&ecirc;ncia de que os fumadores s&atilde;o capazes de reportar com rigor    se inalam (Herling e Kozlowsky, 1988), embora j&aacute; n&atilde;o sejam t&atilde;o    rigorosos quando reportam a intensidade das inala&ccedil;&otilde;es (Stepney,    1982).</P>     <p> Por ser uma altera&ccedil;&atilde;o recente e serem ainda poucos os dados    sobre o seu impacto nos h&aacute;bitos dos fumadores, decidiu-se tamb&eacute;m    incluir uma pergunta (pergunta 11) sobre o efeito da nova lei de proibi&ccedil;&atilde;o    de fumar em locais p&uacute;blicos ainda nesta parte do question&aacute;rio    de valida&ccedil;&atilde;o, mais relacionada com padr&otilde;es de consumo.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Na pergunta 13, foi solicitado aos respondentes que avaliassem a depend&ecirc;ncia    tab&aacute;gica que sentiam ter. A auto-avalia&ccedil;&atilde;o da depend&ecirc;ncia    tab&aacute;gica constitui um dos indicadores que t&ecirc;m sido utilizados na    validade de crit&eacute;rio (e.g. Hughes <I>et </I>al., 2004; Etter, 2005).    As respostas &agrave; pergunta 13 foram tamb&eacute;m comparadas com a avalia&ccedil;&atilde;o    que os m&eacute;dicos fizeram sobre o mesmo tipo de depend&ecirc;ncia.</P>     <p>A problem&aacute;tica da dificuldade percebida quanto &agrave; cessa&ccedil;&atilde;o    e a motiva&ccedil;&atilde;o para deixar de fumar foi tamb&eacute;m considerada    no question&aacute;rio de valida&ccedil;&atilde;o. A primeira pergunta a surgir    &eacute; se o respondente sente que &eacute; dif&iacute;cil, ou n&atilde;o,    deixar de fumar (pergunta 14). Uma hip&oacute;tese de trabalho que tem sido    utilizada &eacute; a de que quanto maior &eacute; a depend&ecirc;ncia tab&aacute;gica,    menor &eacute; a confian&ccedil;a do fumador na sua capacidade para deixar de    fumar e, consequentemente, maior ser&aacute; o grau de dificuldade antecipado    pelo pr&oacute;prio (e.g. Hughes <I>et al., </I>2004; Etter, 2005). Na verdade,    o sentido desta causalidade pode mesmo ser invertido, ou seja, uma linha de    investiga&ccedil;&atilde;o j&aacute; discutida &eacute; a de que baixas expectativas    quanto ao sucesso da cessa&ccedil;&atilde;o tab&aacute;gica podem em parte explicar    a manuten&ccedil;&atilde;o da depend&ecirc;ncia (Richardson e Ratner, 2005).    Na pergunta 15, era pedido ao respondente que indicasse se se sentia motivado    para deixar de fumar nos pr&oacute;ximos seis meses.</P>     <p>O conjunto seguinte de perguntas (16 a 23) pretendia averiguar qual a posi&ccedil;&atilde;o    que os respondentes fumadores t&ecirc;m face a algumas situa&ccedil;&otilde;es    relacionadas com a depend&ecirc;ncia tab&aacute;gica. Isto inclui, no caso de    deixar de fumar, o receio de ficar irritado (pergunta 16) ou o dos outros pensarem    que se &eacute; doido em ignorar os alertas sobre fumar (pergunta 22).</P>     <p>Adicionalmente, teve-se em conta aspectos muitas vezes associados ao fumar,    como &eacute; o caso de se considerar que liberta a tens&atilde;o (pergunta    17), faz sentir-se bem ap&oacute;s algum tempo sem fumar (pergunta 18), sentir-se    relaxado e mais alegre (pergunta 23) ou ajuda a concentrar e a trabalhar melhor    (pergunta 19).</P>     <p> Em contraponto, aspectos negativos sentidos por quem fuma foram tamb&eacute;m    inclu&iacute;dos, como &eacute; o caso do fumador se sentir com vergonha quando    tem de fumar (pergunta 20) ou incomodar os outros quando fuma (pergunta 21).    Todos estes aspectos foram extra&iacute;dos da Escala das Vantagens de Fumar    de Velicher (Velicher <I>et al., </I>1985) em que aos respondentes &eacute;    pedido que d&ecirc;em a sua concord&acirc;ncia a cada uma das frases.</P>      <p>A an&aacute;lise de Pomerleau e colegas tamb&eacute;m &eacute; pass&iacute;vel    de ser aplicada a este conjunto de quest&otilde;es. Estes autores distinguem    entre o &laquo;refor&ccedil;o negativo&raquo; que tem a ver com o al&iacute;vio    dos sintomas negativos que o fumador associa &agrave; abstin&ecirc;ncia e o    &laquo;refor&ccedil;o positivo&raquo; associado ao bem-estar ou ao prazer induzido    (na &oacute;ptica do fumador) pelo acto de fumar. No &laquo;refor&ccedil;o negativo&raquo;    incluem-se por exemplo as perguntas 16 e 18 enquanto que no &laquo;refor&ccedil;o    positivo&raquo; incluem-se as perguntas 17, 19 e 23. A depend&ecirc;ncia f&iacute;sica    da nicotina estar&aacute; mais associada &agrave; depend&ecirc;ncia tab&aacute;gica    via &laquo;refor&ccedil;o negativo&raquo; do que via &laquo;refor&ccedil;o positivo&raquo;    (Pomerleau <I>et al., </I>2003).</P>     <p>Antes de solicitar aos respondentes os seus dados pessoais, perguntou-se ainda    (pergunta 24) se fumam mais entre amigos. A import&acirc;ncia dos h&aacute;bitos    (de que o &laquo;fumador social&raquo; &eacute; um exemplo) no contexto da depend&ecirc;ncia    tab&aacute;gica tem vindo a ser cada vez mais reconhecida. A pergunta 24 pode    dar-nos assim alguma indica&ccedil;&atilde;o sobre a exist&ecirc;ncia de um    efeito de consumo neutro, isto &eacute;, n&atilde;o relacionado com o efeito    negativo da abstin&ecirc;ncia ou com o efeito positivo do consumo (Pomerleau    <I>et al., </I>2003).Neste efeito neutro tamb&eacute;m se podem enquadrar comportamentos    autom&aacute;ticos como, por exemplo, fumar um cigarro com o caf&eacute; ou    no fim de uma refei&ccedil;&atilde;o.</P>     <p>Por fim, solicitou-se os dados pessoais dos respondentes para fins de caracteriza&ccedil;&atilde;o    da amostra. Destaca-se ainda neste grupo a pergunta 28 com a qual se procurou    saber quantas vezes, nos &uacute;ltimos 12 meses, o respondente tentou deixar    de fumar e conseguiu durante pelo menos 24 horas. Esta pergunta complementa    as perguntas 14 e 15. Relativamente ao papel da pergunta 28, enquanto indicador    de depend&ecirc;ncia, este &eacute; um pouco amb&iacute;guo. Por um lado, e    pelo que acima foi dito, espera-se que a uma elevada depend&ecirc;ncia esteja    associado um reduzido n&uacute;mero de tentativas de cessa&ccedil;&atilde;o    (Etter, 2005). Contudo, os modelos te&oacute;ricos sobre depend&ecirc;ncia tamb&eacute;m    sugerem que o sentimento de remorso conduz a numerosas tentativas de cessa&ccedil;&atilde;o    falhadas (Nonnemaker <I>et al., </I>2004). Ainda assim, na pergunta 28, refere-se    um per&iacute;odo de 24 horas de abstin&ecirc;ncia o que indicia algum grau    de autonomia (logo, menor depend&ecirc;ncia). </P>     <p>&nbsp;</P>     <p><B>3.3. Validação psicométrica</B></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A valida&ccedil;&atilde;o psicom&eacute;trica do TFDT incluiu a aplica&ccedil;&atilde;o    de crit&eacute;rios de qualidade, em especial das propriedades psicom&eacute;tricas    de fiabilidade e da validade. Para testar a fiabilidade teste-reteste, aplicou-se    duas vezes o TFDT a uma amostra de 11 fumadores. O &ecirc;xito deste teste depende    do valor do coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o entre os dois momentos.    Testou-se a coer&ecirc;ncia interna atrav&eacute;s do coeficiente alfa de Cronbach    em que o crit&eacute;rio recomendado &eacute; ser superior ou igual a 0,7 (Nunnally    e Bernstein, 1994).</P>      <p>A validade de conte&uacute;do foi garantida pela fase da equival&ecirc;ncia    sem&acirc;ntica e lingu&iacute;stica, em especial pelo teste de compreens&atilde;o    com peritos e fumadores. Para testar a validade de crit&eacute;rio foram avaliadas    as rela&ccedil;&otilde;es entre o valor da escala e algumas vari&aacute;veis    comparadoras, como o CO exalado e a auto-avalia&ccedil;&atilde;o da depend&ecirc;ncia    tab&aacute;gica. A validade de constru&ccedil;&atilde;o foi testada atrav&eacute;s    da an&aacute;lise factorial, tendo em conta as seis perguntas que constituem    o TFDT.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><B>3.4. An&aacute;lise estat&iacute;stica </B> </p>     <p>O valor total da escala de depend&ecirc;ncia tab&aacute;gica foi calculado    atrav&eacute;s da soma dos c&oacute;digos das respostas &agrave;s perguntas    individuais. Esta soma permitiu classificar a depend&ecirc;ncia tab&aacute;gica    em baixa (pontua&ccedil;&atilde;o total de 0 a 3), m&eacute;dia (de 4 a 6) e    alta (de 7 a 10).</P>      <p>Encontraram-se as caracter&iacute;sticas das v&aacute;rias perguntas, as correla&ccedil;&otilde;es    entre elas e entre cada uma delas e o valor total. Para determinar a associa&ccedil;&atilde;o    entre as vari&aacute;veis do TFDT (vari&aacute;veis independentes) e as vari&aacute;veis    dicot&oacute;micas utilizaram-se modelos univariados de regress&atilde;o log&iacute;stica.    Para vari&aacute;veis cont&iacute;nuas utilizaram-se modelos univariados de    regress&atilde;o linear.</P>       <p>Para a determina&ccedil;&atilde;o da validade discriminante utilizou-se o teste    t de Student para a compara&ccedil;&atilde;o de m&eacute;dias de amostras independentes,    tendo em conta o valor do CO exalado.</P>        <p>Os dados foram introduzidos em Microsoft Access, com valida&ccedil;&atilde;o    dos c&oacute;digos das respostas introduzidas; foi feito um controlo de qualidade    de alguns question&aacute;rios aleatoriamente seleccionados e o tratamento estat&iacute;stico    foi realizado com o apoio do SPSS vers&otilde;es 15 e 16.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><B>4. Resultados </B> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Esta sec&ccedil;&atilde;o come&ccedil;a por seguir de perto as v&aacute;rias    &aacute;reas do question&aacute;rio, apresentando as estat&iacute;sticas descritivas    correspondentes a cada pergunta. A seguir, apresentam-se os resultados dos testes    de fiabilidade e de validade da escala. </P>     <p>&nbsp;</P>     <p><B>4.1. Caracter&iacute;sticas dos participantes </B></p>     <p>Os resultados correspondentes ao TFDT s&atilde;o apresentados no <I>Quadro    II</I>. As distribui&ccedil;&otilde;es de todas as perguntas deste question&aacute;rio    s&atilde;o enviesadas em que as categorias mais baixas s&atilde;o escolhidas    por mais de metade dos respondentes. Consequentemente, a pr&oacute;pria escala    calculada a partir do teste (EFDT) &eacute; enviesada, conforme se pode ver    no gr&aacute;fico da <I>Figura 1</I>.</P>     <p>&nbsp;</P>     <p><b>Quadro II</b>    <br>   <b>Perguntas associadas &agrave; depend&ecirc;ncia tab&aacute;gica</b></P>     <p><b><img src="/img/revistas/rpsp/v27n2/27n2a05q2.jpg" width="582" height="725"></b></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>Figura 1    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   Distribui&ccedil;&atilde;o dos valores da EFDT</b></p>     <p><b><img src="/img/revistas/rpsp/v27n2/27n2a05f1.jpg" width="609" height="226"></b></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p> Olhando para as propor&ccedil;&otilde;es dos indiv&iacute;duos que obt&ecirc;m    pontos por cada pergunta verificamos que h&aacute; menos pessoas a obter pontos    por ter dificuldade em n&atilde;o fumar em locais proibidos (36,0%), por lhes    ser dif&iacute;cil terem de deixar de fumar o primeiro cigarro da manh&atilde;    (45,3%), por fumarem mais na manh&atilde; do que no resto do dia (24,1%) e por    fumarem mesmo quando doentes (22,3%). Por outro lado, a maior parte das pessoas    ganha pontos pela quantidade de cigarros fumados por dia (71,5%) e pela necessidade    de fumar nos primeiros minutos do dia (73,0%).</P>        <p>A m&eacute;dia da EFDT foi de 2,5 e a respectiva mediana de 4,0. Ligeiramente    mais de metade dos fumadores respondentes (52,9%) foi classificado pelo Teste    como possuindo uma baixa depend&ecirc;ncia e 12,5% como muito dependentes. Em    rela&ccedil;&atilde;o aos valores do &Iacute;ndice do Peso de Fumar, obteve-se    uma m&eacute;dia de 2,5 com uma mediana de 3,0.</P>     <p>O <I>Quadro III</I> apresenta dados descritivos do padr&atilde;o de consumo    dos fumadores.</P>      <p>&nbsp;</p>     <p><b>Quadro III</b>    <br>   <b>Padr&otilde;es de h&aacute;bito e de consumo</b></P>     <p><b><img src="/img/revistas/rpsp/v27n2/27n2a05q3.jpg" width="585" height="516"></b></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Como se pode ver neste gr&aacute;fico, grande parte dos respondentes (60,3%)    fumam cigarros como uma taxa elevada de nicotina e confirma-se o argumento atr&aacute;s    invocado de que quase todos os fumadores (70,2%) inalam o fumo.</P>        <p>Tamb&eacute;m &eacute; interessante analisar que praticamente todos os fumadores    (99,6%) come&ccedil;aram a ser fumadores regulares at&eacute; aos 39 anos e    que uma percentagem muito significativa (37,2%) come&ccedil;am mesmo antes dos    15 anos de idade, conforme se pode constatar no gr&aacute;fico da <I>Figura    2</I>.</P>      <p>&nbsp;</p>     <p><b>Figura 2    <br>   Distribui&ccedil;&atilde;o da idade de in&iacute;cio de fumador</b></p>     <p><b><img src="/img/revistas/rpsp/v27n2/27n2a05f2.jpg" width="625" height="241"></b></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Assim, o tempo em que se encontram na condi&ccedil;&atilde;o de fumadores regulares    tem uma m&eacute;dia de 25,3 anos. O gr&aacute;fico da <I>Figura 3</I> apresenta    a distribui&ccedil;&atilde;o do tempo de fumador. Em m&eacute;dia, os indiv&iacute;duos    fumavam regularmente h&aacute; 25,3 anos com um desvio padr&atilde;o de 13,3.</P>     <p>&nbsp;</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Figura 3    <br>   Distribui&ccedil;&atilde;o do tempo de fumador</b></p>     <p><b><img src="/img/revistas/rpsp/v27n2/27n2a05f3.jpg" width="605" height="226"></b></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Tendo em conta que alguns doentes foram submetidos a uma an&aacute;lise de    CO exalado, 37,0% podem ser considerados como n&atilde;o fumadores e, no outro    extremo, 17,4% como grandes fumadores.</P>        <p>&Eacute; de real&ccedil;ar, por fim, a elevada percentagem (71,0%) de respondentes    que concordam ou concordam plenamente com a afirma&ccedil;&atilde;o de que fumam    mais quando est&atilde;o entre amigos, o que corrobora as sugest&otilde;es de    que a depend&ecirc;ncia tab&aacute;gica &eacute; um fen&oacute;meno mais abrangente    do que a dependência química da nicotina, incluindo, como já afirmámos atrás,    o aspecto social.</P>       <p>O <I>Quadro IV</I> apresenta as respostas &agrave;s perguntas correspondentes    &agrave;s motiva&ccedil;&otilde;es para deixarem de fumar. Verificamos que <I>apenas</I>    pouco mais de metade&nbsp; (52,9%) se sente motivado a deixar de fumar nos pr&oacute;ximos    6 meses e que, para 85,1% dos respondentes, faz&ecirc;-lo &eacute; mesmo dif&iacute;cil    ou muito dif&iacute;cil. A prova disto &eacute; que, em m&eacute;dia, o n&uacute;mero    de vezes que tentaram deixar de fumar e conseguiram durante, pelo menos, 24    horas, atingiu o valor de 1,8, com uma mediana de 0, conforme se pode observar    no gr&aacute;fico da <I>Figura 4</I>. </P>      <p>&nbsp;</p>     <p><b>Quadro IV    <br>   Motiva&ccedil;&atilde;o para deixar de fumar</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><img src="/img/revistas/rpsp/v27n2/27n2a05q4.jpg" width="585" height="296"></b></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>Figura 4    <br>   N&uacute;mero de vezes, sem &ecirc;xito, que tentou deixar de fumar</b></p>     <p><img src="/img/revistas/rpsp/v27n2/27n2a05f4.jpg" width="614" height="236">  </p>     
<p>&nbsp;</p>      <p>Por fim, pelo menos em rela&ccedil;&atilde;o a estes respondentes, a nova lei do tabaco, que pro&iacute;be o fumo nos locais p&uacute;blicos, teve uma efic&aacute;cia de 44,1%, pelo menos no que respeita a altera&ccedil;&atilde;o do h&aacute;bito de fumar. Dos 116 respondentes que afirmaram terem alterado os seus h&aacute;bitos devido &agrave; lei, 96 (82,7%) explicaram de que modo alteraram esses h&aacute;bitos. Assim, 45 (56,9%) afirmaram que fumam menos, mesmo em locais de fumadores, 38 (39,6%) declararam que cumprem a legisla&ccedil;&atilde;o e deixaram de fumar durante o caf&eacute; ou ap&oacute;s a refei&ccedil;&atilde;o e 6 (6,3%) controlam melhor o tempo entre cigarros, consomem antes de entrar nos locais proibidos, ficam menos tempo nestes locais ou saem temporariamente para fumar. Apenas 7 (7,3%) evitam deslocarem-se a esses locais.  </P>     <p>Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; posi&ccedil;&atilde;o perante fumar, o <I>Quadro    V </I>apresenta alguns aspectos considerados propensores para continuar a fumar    e o <I>Quadro VI</I> alguns aspectos inibidores que poderão contribuir para    deixar de fumar.</P>     <p>&nbsp;</P>     <p><b>Quadro V    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   Aspectos propensores</b></P>      <p><img src="/img/revistas/rpsp/v27n2/27n2a05q5.jpg" width="585" height="561"></P>     
<p>&nbsp;</P>     <p><b>Quadro VI    <br>   Aspectos inibidores</b></P>     <p><img src="/img/revistas/rpsp/v27n2/27n2a05q6.jpg" width="584" height="340"></P>     
<p>&nbsp;</P>     <p>Pouco mais de metade dos fumadores (58,6%) concordam que, se tentarem deixar de  fumar provavelmente ficariam irritados e ser-lhes-ia doloroso, a maioria considera que fumar liberta a tens&atilde;o (79,6%), ajuda a concentrar (55,6%) e que se sente relaxada e mais alegre quando fuma (62,1%). Ap&oacute;s estar sem fumar durante um tempo, 67,3% dos respondentes reconhecem que um cigarro lhes faz com que se sintam bem.</P>     <p>Constata-se aqui uma grande percentagem de respondentes (que varia entre 55,6% e 79,6%) a concordarem ou concordarem plenamente com as afirma&ccedil;&otilde;es relacionadas com o &laquo;refor&ccedil;o negativo&raquo; (perguntas 16 e 18) bem como com o &laquo;refor&ccedil;o positivo&raquo; (perguntas 17, 19 e 23). </P>     <p>Pelas respostas aos aspectos inibidores que, eventualmente, poder&atilde;o    pressionar para que os fumadores deixem de fumar, apenas 14,5% sentem vergonha    quando t&ecirc;m de fumar e 42,0% concordam com a afirma&ccedil;&atilde;o de    que as outras pessoas consideram que s&atilde;o doidos em ignorar os alertas    sobre fumar. Apesar de manterem o seu comportamento, 80,8% reconhecem que o    fumo dos seus cigarros incomoda os outros.</P>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os resultados da auto-avalia&ccedil;&atilde;o dos respondentes como fumador    e da avalia&ccedil;&atilde;o da sua depend&ecirc;ncia tab&aacute;gica est&atilde;o    apresentados no <I>Quadro VII</I> e na <I>Figura 5</I>.</P>     <p>&nbsp; </P>     <p><b>Quadro VII    <br>   Auto-avalia&ccedil;&atilde;o como fumador</b></p>     <p><b><img src="/img/revistas/rpsp/v27n2/27n2a05q7.jpg" width="582" height="131"></b></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>Figura 5    <br>   Distribui&ccedil;&atilde;o da auto-avalia&ccedil;&atilde;o como dependente tab&aacute;gico</b></p>     <p><img src="/img/revistas/rpsp/v27n2/27n2a05f5.jpg" width="610" height="233"></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Verifica-se que 44,1% dos respondentes consideram ter uma dependência elevada    ou muito elevada e que 17,1% convencem-se ter uma dependência baixa ou muito    baixa.</P>        <p>Comparando esta auto-avalia&ccedil;&atilde;o com a avalia&ccedil;&atilde;o realizada    pelos m&eacute;dicos <I>(Quadro VIII), </I>constata-se existir uma rela&ccedil;&atilde;o    muito forte este estas duas avalia&ccedil;&otilde;es (&chi;<Sup>2 </Sup>= 42,3;    gdl = 4; <I>p </I>&lt; 0,005).</P>         <p>&nbsp;</P>     <p><b>Quadro VIII    <br>   Auto-avalia&ccedil;&atilde;o da depend&ecirc;ncia tab&aacute;gica</b></p>     <p><img src="/img/revistas/rpsp/v27n2/27n2a05q8.jpg" width="687" height="167"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p> Por fim, este quadro apresenta a rela&ccedil;&atilde;o entre a auto-avalia&ccedil;&atilde;o    da depend&ecirc;ncia tab&aacute;gica e a taxa de nicotina dos cigarros que os    respondentes fumam. Embora esta compara&ccedil;&atilde;o seja limitada, uma    vez que a taxa de nicotina nada diz nem da quantidade de cigarros fumados nem    da intensidade do fumar, verificou-se que 4,3% dos respondentes consideram ter    uma depend&ecirc;ncia elevada, apesar de fumarem cigarros com baixa taxa de    nicotina; s&atilde;o indiv&iacute;duos que provavelmente fumam com grande intensidade    e/ou uma grande quantidade de cigarros. Constata-se ainda que 12,4% dos fumadores    da amostra em causa, apesar de fumarem cigarros com uma elevada taxa de nicotina,    afirmam ter uma depend&ecirc;ncia baixa.</P>        <p>&nbsp; </p>     <p><b>4.2. Fiabilidade teste-reteste </b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para testar este tipo de fiabilidade, o TFDT foi administrado duas vezes a    uma amostra de 11 fumadores. O &ecirc;xito deste teste depende do valor do coeficiente    de correla&ccedil;&atilde;o entre os dois momentos. Os valores encontrados foram    muito altos, conforme se pode ver no <I>Quadro IX</I>. </p>     <p>&nbsp;</p>       <p><B>Quadro IX    <br>   Correla&ccedil;&atilde;o teste-reteste</b></P>     <p><img src="/img/revistas/rpsp/v27n2/27n2a05q9.jpg" width="487" height="146"></P>     
<p>&nbsp;</P>      <p>&Eacute; de notar que o valor encontrado para a escala original foi de 0,990    e que, para as perguntas individuais, se encontraram valores de 0,975 a 1,000.    Estes valores prov&ecirc;m, provavelmente, do facto de se tratar de um question&aacute;rio    pouco extenso e sem grandes dificuldades de preenchimento.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>4.3. Coer&ecirc;ncia interna </b></p>     <p>Testou-se a coer&ecirc;ncia interna atrav&eacute;s do coeficiente &alpha;    de Cronbach, mesmo sabendo que uma das maiores cr&iacute;ticas a esta escala    est&aacute; relacionada com os seus n&iacute;veis baixos de coer&ecirc;ncia    interna. O valor encontrado na nossa amostra foi de &alpha; = 0,660, valor baixo    em rela&ccedil;&atilde;o aos valores padr&atilde;o tradicionais, mas superior    ao valor ao 0,51 encontrado pelos autores (Heatherton <I>et al., </I>1991) e    semelhantes aos encontrados nas popula&ccedil;&otilde;es francesa (0,70) e holandesa    (0,71). Conforme se pode ver no <I>Quadro X, </I>a coer&ecirc;ncia interna n&atilde;o    pode ser substancialmente melhorada se retirarmos qualquer uma das perguntas    que comp&otilde;em o TFDT.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</P>     <p><b>Quadro X    <br>   Coer&ecirc;ncia interna</b></p>     <p><b><img src="/img/revistas/rpsp/v27n2/27n2a05q10.jpg" width="340" height="129"></b></p>      
<p>&nbsp;</p>     <p><B>4.4. Validade de crit&eacute;rio </b> </p>      <p>Foram testadas as rela&ccedil;&otilde;es entre o valor desta escala e algumas vari&aacute;veis de crit&eacute;rio. Assim, e porque a 46 indiv&iacute;duos foram medidos n&iacute;veis de CO exalado, compar&aacute;mos estes valores com os obtidos pelo TFDT e com algumas outras vari&aacute;veis. O <I>Quadro XI</I> apresenta os resultados desta compara&ccedil;&atilde;o. A transforma&ccedil;&atilde;o logar&iacute;tmica foi usada dada a heterogeneidade da vari&acirc;ncia.</P>      <p>&nbsp;</P>     <p><b>Quadro XI    <br>   Valores do teste CO (n = 46)</b></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/rpsp/v27n2/27n2a05q11.jpg" width="687" height="417"></P>     
<p>&nbsp;</p>       <p>Verifica-se que ambos os valores de CO e de log CO diferem entre os indiv&iacute;duos que fumam o seu primeiro cigarro do dia antes de 30 minutos ap&oacute;s acordar e os que fumam s&oacute; ap&oacute;s 30 minutos. Por outro lado, o n&uacute;mero de cigarros fumados por dia tem tamb&eacute;m um natural reflexo nos n&iacute;veis de CO. J&aacute; em rela&ccedil;&atilde;o aos cigarros proibidos, ao cigarro mais dif&iacute;cil de deixar de fumar, ao preferir fumar mais de manh&atilde; do que no resto do dia ou ao fumar mesmo quando se est&aacute; t&atilde;o doente que se tem de estar de cama, n&atilde;o foram encontradas quaisquer rela&ccedil;&otilde;es significativas com os n&iacute;veis de CO. O mesmo aconteceu com o facto de inalar, ou n&atilde;o, o fumo enquanto fumam.</P>     <p>No entanto, apesar de apenas duas das perguntas do Teste (perguntas 1 e 4) estarem relacionadas com o n&iacute;vel de CO exalado, o grau de depend&ecirc;ncia tab&aacute;gica dado pelo mesmo apresenta um poder discriminativo face ao mesmo n&iacute;vel de CO.</P>     <p>Comparou-se tamb&eacute;m a auto-avalia&ccedil;&atilde;o da depend&ecirc;ncia tab&aacute;gica com o grau de depend&ecirc;ncia obtido com a aplica&ccedil;&atilde;o do TFDT. Os resultados s&atilde;o apresentados no <I>Quadro XII</I>. </P> <B>      <p>&nbsp;</P>     <p>Quadro XII    <br>   Auto-avalia&ccedil;&atilde;o da depend&ecirc;ncia tab&aacute;gica e grau de    depend&ecirc;ncia EFDT</P>     <p><img src="/img/revistas/rpsp/v27n2/27n2a05q12.jpg" width="592" height="123"></P>     
<p>&nbsp;</P> </b>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Pela an&aacute;lise deste quadro conclui-se por uma rela&ccedil;&atilde;o muito    significativa (c<Sup>2</Sup>=33,0; gdl=4; p&lt;0,005) entre a auto-avalia&ccedil;&atilde;o    da depend&ecirc;ncia tab&aacute;gica e o grau de depend&ecirc;ncia fornecido    pela escala EFDT.</P>     <p>&nbsp; </p>     <p><b>4.5. Validade de constru&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>Ao aplicar a an&aacute;lise factorial (m&eacute;todo das componentes principais)    &agrave;s perguntas que comp&otilde;em o TFTD encontr&aacute;mos os dois factores    apresentados no <I>Quadro XIII</I>.</P>     <p>&nbsp;</P>     <p><b>Quadro XIII    <br>   Matriz rodada dos factores</b></P>     <p><b><img src="/img/revistas/rpsp/v27n2/27n2a05q13.jpg" width="376" height="167"></b></P>     
<p>&nbsp;</P>     <p>Deste quadro e do modelo que explica 59% da variância retiramos dois factores:    consumo de cigarros (F1), envolvendo principalmente as perguntas 6, 4 e 2 e    fumo matinal (F2), envolvendo as perguntas 3 e 5. A variável TPCD (pergunta    1) aparece nos dois factores embora com maior peso no Factor 1. Estes resultados    estão em sintonia com Lichtenstein e Mermelstein (1986), Heatherton <I>et al.</I>    (1991) e outros (ver revisão bibliográfica em Richardson e Ratner, 2005). A    interpretação que tem sido feita destes resultados é a de que o fumo matinal    avalia o grau de urgência em repor o nível de nicotina após o período nocturno    de abstinência, enquanto que o outro factor parece avaliar os padrões de consumo    diários e tem sido interpretado como uma medida da persistência com que se mantém    o nível de nicotina num determinado patamar durante o período de vigília (Richardson    e Ratner, 2005).</P>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os valores de coer&ecirc;ncia interna das perguntas que comp&otilde;em cada    um dos factores s&atilde;o, respectivamente, 0,66 e 0,53. O gr&aacute;fico da    <I>Figura 6</I> apresenta a posi&ccedil;&atilde;o de cada uma das perguntas    no espa&ccedil;o formado por estes dois factores. </P>      <p>&nbsp; </p>     <p><B>Figura 6    <br>   Factores no espa&ccedil;o rodado</b></P>     <p><img src="/img/revistas/rpsp/v27n2/27n2a05f6.jpg" width="389" height="276"></P>      
<p>&nbsp;</P>      <p>De reparar que a detec&ccedil;&atilde;o destes dois factores pode colocar em    risco a no&ccedil;&atilde;o de que existe apenas um factor EFDT, dedut&iacute;vel    do facto de se trabalhar com um &iacute;ndice total composto pela soma dos c&oacute;digos    associados &agrave;s perguntas. Ou seja, &eacute; poss&iacute;vel que alguns    indiv&iacute;duos obtenham um valor baixo num dos factores e um valor alto no    outro; um &iacute;ndice composto ir&aacute; produzir uma m&eacute;dia destas    duas dimens&otilde;es, n&atilde;o sendo por isso capaz de evidenciar diferen&ccedil;as    subtis relativamente aos perfis de depend&ecirc;ncia. </P>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>5. Discuss&atilde;o </b></p>     <p>Em face dos resultados obtidos na fase da valida&ccedil;&atilde;o psicom&eacute;trica    do TPDT, considera-se que o conjunto composto pelas perguntas apresentadas no    <a href="#a1">Ap&ecirc;ndice</a> cumpre o objectivo do presente estudo &mdash;    a constru&ccedil;&atilde;o de uma vers&atilde;o do teste FTND devidamente validada,    quer linguisticamente quer em termos psicom&eacute;tricos, para a l&iacute;ngua    e cultura portuguesas. &Eacute; de destacar os altos valores de reprodutibilidade    e a produ&ccedil;&atilde;o de poucos dados omissos. Mais, os testes de validade    de crit&eacute;rio apontam para um bom desempenho da escala EFDT, em especial    das perguntas 1 e 4 contra o CO exalado e a auto-avalia&ccedil;&atilde;o da    depend&ecirc;ncia tab&aacute;gica.</P>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No entanto, persistem alguns problemas que decorrem, em grande medida, do facto    deste teste estar demasiado datado, pois a pr&oacute;pria defini&ccedil;&atilde;o    de adic&ccedil;&atilde;o sofreu muitas altera&ccedil;&otilde;es desde ent&atilde;o    (Hughes <I>et al</I>., 1996). A pr&oacute;pria altera&ccedil;&atilde;o do t&iacute;tulo    original de escala de depend&ecirc;ncia da nicotina para depend&ecirc;ncia tab&aacute;gica,    proposta pelos autores deste estudo, vai ao encontro destas preocupa&ccedil;&otilde;es.</P>      <p>Quatro das seis perguntas que comp&otilde;em o TFDT cobrem o mesmo constructo    e, pelo menos, duas perguntas t&ecirc;m um desempenho mais fraco na coer&ecirc;ncia    interna. Al&eacute;m disto, apenas duas perguntas t&ecirc;m poder discriminativo    face aos n&iacute;veis de CO exalado. Estes problemas podem, no entanto, ser    minorados acrescentando perguntas que me&ccedil;am outros aspectos da adic&ccedil;&atilde;o.    Est&atilde;o nesta situa&ccedil;&atilde;o, por exemplo, a informa&ccedil;&atilde;o    sobre tentativas, sem &ecirc;xito, de deixar de fumar, bem como perguntas sobre    a auto-avalia&ccedil;&atilde;o da depend&ecirc;ncia e sobre comportamentos neutros    (que possam indiciar algum automatismo no acto de fumar).</P>     <p>Em suma, algumas d&uacute;vidas persistem em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;    continua&ccedil;&atilde;o da utiliza&ccedil;&atilde;o do TFDT para medir a adic&ccedil;&atilde;o    aos cigarros. Assim, consideramos que os profissionais e os investigadores n&atilde;o    devem confiar apenas nos resultados desta escala e devem incluir outras perguntas    sobre a adic&ccedil;&atilde;o n&atilde;o inclu&iacute;das na vers&atilde;o original.</P>       <p>Talvez fa&ccedil;a sentido, como afirma Etter (1999), desenvolver-se outro    question&aacute;rio mais de acordo com as defini&ccedil;&otilde;es actuais da    depend&ecirc;ncia tab&aacute;gica, um pouco at&eacute; acompanhando a tend&ecirc;ncia    do tratamento em que a substitui&ccedil;&atilde;o da nicotina tem dado lugar    em algumas circunst&acirc;ncias a outras formas terap&ecirc;uticas que passam    pela introdu&ccedil;&atilde;o de subst&acirc;ncias activas que se ligam a alguns    receptores do sistema nervoso. Naturalmente, todo o imenso trabalho desenvolvido    em torno do TFDT n&atilde;o poder&aacute; ser ignorado em investiga&ccedil;&otilde;es    futuras.</P>     <p><B> &nbsp;</b></p>     <p><b>Agradecimentos </b></p>     <p><B>&nbsp;</b>Este trabalho foi apoiado financeiramente pela Pfizer, Lda e foi    centrado em tr&ecirc;s p&oacute;los de presta&ccedil;&atilde;o de cuidados:    o Gabinete de Seguran&ccedil;a, Higiene e Sa&uacute;de no Trabalho da Universidade    de Coimbra, o Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia e Centros de Diagn&oacute;stico    Pneumol&oacute;gico de Amarante e de Gondomar. No Gabinete de Seguran&ccedil;a,    Higiene e Sa&uacute;de no Trabalho da Universidade de Coimbra contou especialmente    com a colabora&ccedil;&atilde;o do Dr. Ant&oacute;nio Queir&oacute;s. No Centro    Hospitalar de Vila Nova de Gaia contou com a colabora&ccedil;&atilde;o das Dras    J&uacute;lia Machado e Suzana Ferrera da Consulta de Pneumologia e Ivone Pascoal    da Consulta de Desabitua&ccedil;&atilde;o Tab&aacute;gica, das Enfermeiras Paula    Faustino e Ant&oacute;nia Rodrigues e da T&eacute;cnica de Cardiopneumologia    Cristiana Martins. Nos Centros de Diagn&oacute;stico Pneumol&oacute;gico de    Amarante e de Gondomar contou com a colabora&ccedil;&atilde;o do Dr. Am&eacute;rico    Costa das respectivas Consultas de Pneumologia.</P>      <p>Os autores deste Relat&oacute;rio agradecem a todos estes profissionais de    sa&uacute;de a disponibilidade que manifestaram em colaborar na selec&ccedil;&atilde;o    e entrega dos question&aacute;rios aos doentes. Um especial agradecimento ao    Dr. Miguel Guimar&atilde;es da Consulta de Desabitua&ccedil;&atilde;o Tab&aacute;gica    do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia que connosco discutiu alguns aspectos    metodol&oacute;gicos do estudo e, com a sua experi&ecirc;ncia, nos ajudou a    melhor perceber alguns respostas obtidas pelos doentes.</P>     <p>&nbsp; </p>     <p><B>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></P>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>BRANTMARK, B.; OHLIN, P.; WESTLING. W. H. &mdash; Nicotine-containing chewing    gum as an antismoking aid. <I>Psychopharmacology</I>. ISSN 0033-3158. 31 (1973)    191-200. </P>     <p>BRISLIN, R. W. &mdash; Back translation for cross-cultural research. <I>Journal    of Cross-Cultural Psychology. </I>ISSN 0022-0221. 1 : 3 (1970) 185-216. </P>     <p>ETTER, J.-F.; DUC. T. V.; PERNEGER, T. V. &mdash; Validity of the Fagerstr&ouml;m    test for nicotine dependence and the Heaviness of Smoking Index among relatively    light smokers. <I>Addiction</I>. ISSN 0965-2140. 94 : 2 (1999) 269-281. </P>     <p>ETTER, J.-F. &mdash; A comparison of the content-, construct- and predictive    validity of the cigarette dependence scale and the Fagerstr&ouml;m test for    nicotine dependence. <I>Drug and Alcohol Dependence</I>. ISSN 0376-8716. 77    : 3 (2005) 259-268. </P>     <p>FAGERSTR&Ouml;M, K.-O. &mdash; Measuring degree of physical dependency to tobacco    smoking with reference to individualization of treatment. <I>Addictive Behaviors.</I>    ISSN 0306-4603. 3 : 3/4 (1978) 235-241. </P>     <p>FAGERSTR&Ouml;M, K.-O. &mdash; Effects of a nicotine-enriched cigarette titration,    daily cigarette consumption, and levels of carbon monoxide, cotinine, and nicotine.    <I>Psychopharmacology</I>. ISSN 0033-3158. 77 : 2 (1982) 164-167. </P>     <p>HALTY, L. S. <I>et al</I>. &mdash; An&aacute;lise da utiliza&ccedil;&atilde;o    do Question&aacute;rio de Toler&acirc;ncia de Fagerstr&ouml;m (QTF) como instrumento    de medida da depend&ecirc;ncia nicot&iacute;nica. <I>Jornal de Pneumologia</I>.    ISSN 0102-3586. 28 : 4 (2002) 180-186. </P>     <p>HEATHERTON, T. F. <I>et al</I>. &mdash; Measuring the heaviness of smoking    using self-reported time to the first cigarette of the day and number of cigarettes    smoked per day. <I>British Journal of Addiction</I>. ISSN 0952-0481. 84 : 7    (1989) 791-800. </P>     <p>HEATHERTON, T. F.<I> et al</I>. &mdash; The Fagerstr&ouml;m test for nicotine    dependence : a revision of the Fagerstr&ouml;m Tolerance Questionnaire. <I>British    Journal of Addiction</I>. ISSN 0952-0481. 86 : 9 (1991) 1119-1127. </P>     <p>HERLING, S.; KOZLOWSKI, L. T. &mdash; The importance of direct questions about    inhalation and daily intake in the evaluation of pipe and cigar smokers. <I>Preventative    Medicine</I> ISSN 0091-7435. 17 : 1 (1988) 73-78. </P>     ]]></body>
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<body><![CDATA[<p>PIPER, M. E.; MCCARTHY, D. E.; BAKER, T. B. &mdash; Assessing tobacco dependence    : a guide to measure evaluation and selection. <I>Nicotine &amp; Tobacco Research</I>.    ISSN 1462-2203. 8 : 3 (2006) 339-351. </P>     <p>POMERLEAU, O. F.<I> et al</I>. &mdash; Relationship between nicotine tolerance    questionnaire scores and plasma cotinine. <I>Addictive Behaviors</I>. ISSN 0306-4603.    15 : 1 (1990) 73-80. </P>     <p>POMERLEAU, O. F.<I> et al</I>. &mdash; Development and validation of a self-rating    scale for positive- and negative-reinforcement smoking : the Michigan Nicotine    Reinforcement Questionnaire. <I>Nicotine &amp; Tobacco Research</I>. ISSN 1462-2203.    5 : 5 (2003) 711-718. </P>     <p>PORTUGAL. INSA. INE &mdash; 4&ordm; Inqu&eacute;rito Nacional de Sa&uacute;de    2005/ 2006. Lisboa : Instituto Nacional de Sa&uacute;de Dr. Ricardo Jorge. Instituto    Nacional de Estat&iacute;stica, 2006. </P>     <p>PROKHOROV, A. V.<I> et al</I>. &mdash; Validation of the Modified Fagerstr&ouml;m    Tolerance Questionnaire with salivary cotinine. <I>Addictive Behaviors</I>.    ISSN 0306-4603. 25 : 3 (2000) 429-433. </P>     <p>PSUJEK, J. K.<I> et al</I>. &mdash; Gender differences in the association among    nicotine dependence, body image, depression, and anxiety within a college population.    <I>Addictive Behaviors</I>. ISSN 0306-4603. 29 : 2 (2004) 375-380. </P>     <p>RADZIUS, A.<I> et al</I>. &mdash; A factor analysis of the Fargerstr&ouml;m    Test for Nicotine Dependence (FTND). <I>Nicotine &amp; Tobacco Research</I>.    ISSN 1462-2203. 5 : 2 (2003) 255-260. </P>     <p>RAHERISON, C.<I> et al</I>. &mdash; Evaluation of smoking cessation success    in adults. <I>Respiratory Medicine</I>. ISSN 0954-6111. 99 : 10 (2005) 1303-1310.  </P>     <p>RICHARDSON, C. G.; RATNER, P. A. &mdash; A confirmatory factor analysis of    the Fagerstr&ouml;m test for nicotine dependence. <I>Addictive Behaviors</I>.    ISSN 03064603. 30 : 4 (2005) 697-709. </P>     <p>RICKERT, W. S.; ROBINSON, J. C. &mdash; Estimating the hazards of &laquo;less    hazardous cigarettes&raquo;, II : study of cigarette yields of nicotine, carbon    monoxide and hydrogen cyanide in relation to levels of continine, carboxyhemoglobin    and thiocyanate in smokers. <I>Journal of Toxicology and Environmental Health</I>.    ISSN 0098-4108. 7 : 3-4 (1981) 391-403. </P>     ]]></body>
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<body><![CDATA[<p><b><a name="a1"></a><a href="#topa1">Ap&ecirc;ndice</a></b></P>     <p><b>Vers&atilde;o proposta do question&aacute;rio </b></P>         <blockquote>       <p>1. Quanto tempo depois de acordar fuma o seu primeiro cigarro? &le; 5 min/6-30      min/31-60 minutos/&gt; 60 min &nbsp;</p>       <p>2. Custa-lhe n&atilde;o fumar em locais onde &eacute; proibido? Sim/N&atilde;o      &nbsp;</p>       <p>3. Qual o cigarro que seria mais dif&iacute;cil para si deixar de fumar?      O primeiro da manh&atilde;/Qualquer outro &nbsp;</p>       <p>4. Quantos cigarros fuma por dia? 10 ou menos/11-20/21-30/31 ou mais &nbsp;</p>       <p>5. Fuma mais nas primeiras horas depois de acordar ou no resto do dia? Nas      primeiras horas depois de acordar/No resto do dia &nbsp;</p>       <p>6. Se estiver muito doente, de cama, fuma ou n&atilde;o? Sim/N&atilde;o</p> </blockquote>      ]]></body><back>
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<nlm-citation citation-type="journal">
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<surname><![CDATA[HALTY]]></surname>
<given-names><![CDATA[L. S.]]></given-names>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Análise da utilização do Questionário de Tolerância de Fagerström (QTF) como instrumento de medida da dependência nicotínica]]></article-title>
<source><![CDATA[Jornal de Pneumologia]]></source>
<year>2002</year>
<volume>28</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>180-186</page-range></nlm-citation>
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