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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Saúde Pública]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Motivação profissional de médicos internos de Medicina Geral e Familiar, em Portugal: estudo de adaptação de um instrumento de avaliação]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[General and family practice doctors vocational training in Portugal: adaptation study of a professional motivation scale]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade do Algarve Faculdade de Ciências Humanas e Sociais ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The aim of this study is to analyze the adaptation process and the study of the psychometric properties of a measurement instrument used in the evaluation of the professional motivation of a population of Portuguese doctors. The final version is build on 57 Likert scale‘s items, grouped in seven components or short scales, that describe the main constructs involved in motivational process. Applied to a sample of 109 doctors, on a post graduated vocational training in Family Medicine Internship, the results of the adaptation, and its validation, suggest that we used an adequate methodology. The study shows a reliable, valid and sensitive instrument, suggesting that the scale is an independent and specific framework, recommended to evaluate the strategies used by the medical trainees in their motivational process, in a specialty that is crucial for a Primary Care health system.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p ><b>Motivação profissional      de médicos internos de Medicina Geral e Familiar, em Portugal: estudo de adaptação      de um instrumento de avaliação</b></p>       <p >&nbsp;      </p>        <p > <b>Dina Gaspar <sup>1</sup>; Saul Neves de Jesus <sup>2</sup>; José Pestana    Cruz <sup>3</sup></b></p>        <p >&nbsp;</p>       <p >       <sup>1</sup>      Assistente graduada de Medicina Geral e Familiar. Mestre em Educação Médica,      Centro de Saúde de Faro – ARS Algarve.</p>        <p ><sup>2</sup> Professor catedrático. Faculdade de Ciências Humanas e Sociais,    Universidade do Algarve.</p>        <p ><sup>3</sup> Professor auxiliar. Faculdade de Ciências Humanas e Sociais,    Universidade do Algarve.</p>       <p >&nbsp; </p>     <p ><b>Resumo</b></p>       <p >Este      trabalho descreve o processo de adaptação de um instrumento de medida, utilizado      no estudo da motivação profissional, numa população de médicos portugueses.      A versão adaptada da escala consiste num instrumento de auto-preenchimento      com 57 itens, de resposta tipo <i>Likert</i>, agrupados em oito sub-escalas      ou dimensões, que representam vários construtos implicados no processo motivacional,      em contexto profissional.</p>        ]]></body>
<body><![CDATA[<p >Os resultados do estudo de adaptação, realizado numa população de 109 médicos    em fase de formação pós graduada, no Internato Médico da especialidade de Medicina    Geral e Familiar, sugerem que a metodologia utilizada foi adequada, e que a    versão adaptada da referida escala pode ser usada como uma medida fidedigna    da motivação profissional neste grupo profissional, essencial a um sistema de    saúde baseado nos Cuidados de Saúde Primários.</p>        <p ><b>Palavras-chave</b>: motivação profissional; Medicina Geral e Familiar;    formação profissional pós graduada; instrumentos de avaliação; validação psicométrica.</p>       <p >&nbsp;</p>        <p ><b>General and family practice doctors vocational training in Portugal: adaptation    study of a professional motivation scale</b></p>     <p ><b>Abstract</b></p>        <p > The aim of this study is to analyze the adaptation process and the study    of the psychometric properties of a measurement instrument used in the evaluation    of the professional motivation of a population of Portuguese doctors. The final    version is build on 57 <i>Likert</i> scale‘s items, grouped in seven components    or short scales, that describe the main constructs involved in motivational    process.</p>        <p >Applied to a sample of 109 doctors, on a post graduated vocational training    in Family Medicine Internship, the results of the adaptation, and its validation,    suggest that we used an adequate methodology. The study shows a reliable, valid    and sensitive instrument, suggesting that the scale is an independent and specific    framework, recommended to evaluate the strategies used by the medical trainees    in their motivational process, in a specialty that is crucial for a Primary    Care health system.</p>        <p ><b>Keywords</b>: professional motivation; Family Medicine; post graduate vocational    training; adaptation of scales; psychometric validation.</p>        <p >&nbsp; </p>        <p ><b>1. Introdução</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p > Na última década, a especialidade de Medicina Geral e Familiar (MGF) tem    vindo a sofrer as repercussões de uma crise, relacionada com a lacuna de interesse    dos médicos por especialidades generalistas (Dwinnell e Adams, 2001). Em Portugal,    como em outros países (Lawson e Hoban, 2003), verifica-se um afastamento constante    dos médicos recém-licenciados, optando cada vez menos por especialidades como    a MGF, para o seu futuro profissional (Sá, 2005). Este facto ocorre aliado a    um padrão de escolha, nos últimos dias do concurso de ingresso na especialidade    (Sequeira, 2005), apontando para a existência de uma insuficiente classificação    de candidatura, que lhes permita optar por uma especialidade hospitalar. O cenário    de crise não pode deixar de ser considerado, perante a elevada média etária    dos Médicos de Família portugueses (Pisco, 2003) e a redução do seu número de    efectivos em exercício<sup> </sup>nos Centros de Saúde (Martins <i>et al., </i>2003).    Por outro lado, a existência de elevados níveis de insatisfação profissional    dos médicos de Medicina Geral e Familiar em exercício (Hespanhol, Pereira e    Pinto, 2000), reflectindo-se no seu desempenho e na desvalorização do papel    do Médico de Família, não contribui para melhorar a imagem social da mesma.</p>        <p >Nestas circunstâncias, e aparentando haver pouca atracção pela escolha desta    especialidade, são múltiplas as razões que indiciam que os médicos que iniciam    a sua formação pós-graduada no internato médico de MGF, não estão motivados    para a mesma, escolhendo-a como uma alternativa, na ausência de uma saída profissional    mais consentânea com as suas perspectivas profissionais. Após a revisão bibliográfica    realizada não foram encontrados resultados de estudos de investigação dirigidos    ao estudo da motivação profissional dos médicos de MGF, ou de outras especialidades,    em particular de médicos em fase de formação especializada. Perante esta lacuna    empírica parece-nos fundamental a identificação de instrumentos para a análise    da motivação deste grupo profissional, não apenas para um diagnóstico da situação,    mas também, para apontar estratégias de intervenção mais adequadas ao nível    dos programas de formação.</p>        <p >O conceito de motivação tem sido largamente estudado por múltiplos investigadores,    desenvolvendo inúmeras teorias, cujos construtos permitem o estudo do desenvolvimento,    intensidade e a persistência desse comportamento humano, assim como dos factores    que o influenciam (Jesus, 2004). Em Portugal, destacamos os trabalhos desenvolvidos    por Jesus (1996), centrados na análise da motivação para a profissão em professores,    que desenvolveu um instrumento de medida, numa síntese integrativa dessas teorias,    tendo por base uma concepção cognitivista de motivação (Jesus, 1996). Centrando    a nossa investigação no estudo da motivação profissional, considerámos no enquadramento    teórico algumas dessas teorias, em que se baseiam as dimensões que procuramos    estudar no presente trabalho.</p>        <p >A Teoria Relacional de <i>Nuttin </i>(1980)<i>,</i> uma das teorias cognitivistas    mais completas no âmbito do estudo da motivação, está na base do estudo empírico    da orientação motivacional para a profissão ou projecto profissional, correspondendo    ao maior ou menor direccionamento do sujeito para um determinado domínio afectivo    ou contexto de realização. A Teoria da Motivação Intrínseca (Ryan e Deci, 1985)<i>    </i>pretende explicar a realização e persistência do sujeito em determinadas    actividades, enquanto um fim em si mesmas, sem qualquer recompensa extrínseca.    A Teoria de Auto-Eficácia de <i>Bandura</i> (1997) considera que as expectativas    de eficácia pessoal, enquanto antecipação da probabilidade de sucesso ou fracasso,    exercem influência sobre o comportamento do sujeito, no sentido de maior ou    menor empenhamento. A Teoria da Aprendizagem Social de <i>Rotter </i>(1954)<i>    </i>considera que o comportamento humano é orientado para metas, e a expectativa    ou a probabilidade de um determinado comportamento alcançar uma determinada    meta é o conceito chave desta teoria. O conceito de expectativas de controlo    de resultados (ou <i>locus</i> de controlo) refere-se às crenças na obtenção    de um resultado a partir de um determinado comportamento.</p>        <p >Para além dos aspectos motivacionais, a capacidade de adopção de comportamentos    assertivos traduz uma comunicação efectiva, resultando na objectividade do discurso    e num clima relacional mais agradável e produtivo, com múltiplos benefícios    (Hartley, 2005; Back e Back, 1999; Leebov, 2003). O exercício da actividade    médica desenrola-se num ambiente profissional, em que imperam as relações interpessoais.    Na consulta de MGF, a relação médico-doente assume particular importância, num    modelo que se deseja mais relacional e empático (WONCA, 2002). Estudos publicados    em Portugal revelam que a relação médico-doente é considerada pelos Médicos    de Família como um dos aspectos que mais contribui para a sua satisfação profissional    (Hespanhol, Costa Pereira, &amp; Sousa Pinto, 2000; Graça, 2005). O estilo assertivo,    na complexidade da actuação do Médico de Família, ao proporcionar maior satisfação    profissional poderá contribuir igualmente para o seu empenhamento, no sentido    de uma maior motivação profissional. Em Portugal, foi utilizado um instrumento    dirigido ao estudo de competências assertivas, em investigações realizadas com    enfermeiros (Amaro e Jesus, 2006), do qual seleccionámos a dimensão que representa    a «<i>Capacidade de adopção de comportamentos assertivos com os pacientes</i>»,    no sentido de analisar a relação entre esta variável e a motivação profissional    dos médicos que escolhem a MGF para o seu futuro profissional.</p>        <p >O objectivo deste estudo é contribuir para a adaptação e validação de um instrumento    de medida, destinado à análise da motivação para a profissão, em contexto de    formação médica pós-graduada, no internato médico da especialidade de Medicina    Geral e Familiar.</p>       <p >&nbsp;      </p>        <p ><b>2.  Métodos</b></p>        <p ><b>2.1. Participantes</b></p>        <p > O processo de adaptação do instrumento realizou-se com a aplicação à totalidade    dos médicos que iniciaram o Internato Médico de MGF, durante o ano de 2005 (<i>N</i>&nbsp;=&nbsp;228).    A população é constituída pelos médicos que responderam ao questionário (<i>n</i>&nbsp;=&nbsp;109),    apresentando-se a sua caracterização demográfica e profissional <i> (Quadro    I).</i></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p >&nbsp;</p>        <p ><b>Quadro I </b></p>     <p ><b>Caracteriza&ccedil;&atilde;o s&oacute;cio-demogr&aacute;fica e profissional    da popula&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p ><b><img src="/img/revistas/rpsp/v28n1/28n1a08q1.jpg" width="563" height="273"></b></p>     
<p >&nbsp;</p>       <p > Com      idades compreendidas entre os 24 e os 53 anos (<i>M</i>&nbsp;=&nbsp;30,21;      <i>DP</i>&nbsp;=&nbsp;6,28) e predominando o grupo etário entre os 26 e os      34 anos, a maioria são mulheres (76,2%) e 20,2% são de nacionalidade estrangeira.      Com um tempo médio de exercício de Medicina de 3,02 anos (<i>DP</i>&nbsp;=&nbsp;3,86;      amplitude = 23 anos), e estando a maioria dos médicos licenciados há menos      de 5 anos (79,6%), a sua distribuição geográfica, em termos de colocação no      internato, revela uma maior representatividade da zona Sul (45,9%), neste      estudo.</p>       <p >&nbsp;      </p>        <p ><b>2.2. Instrumento</b></p>        <p > Para esta investigação optou-se pela identificação e posterior adaptação    de escalas de medida utilizadas anteriormente em investigações em Portugal,    incluindo:</p>       <p >•        O <i>Questionário de Avaliação de Motivação Profissional </i>elaborado        por Jesus (1996), que consiste num instrumento de medida de auto-preenchimento,        destinado a avaliar a motivação profissional, composta por várias sub-escalas        representando construtos cognitivo-motivacionais. Desse instrumento, foram        seleccionadas as seguintes medidas: «<i>Projecto Profissional»</i> (três        itens de resposta semi-estruturada, com três opções de resposta), «<i>Empenhamento        Profissional»</i> (11 itens com sete opções de resposta tipo <i>Likert)</i>,        «<i>Motivação Intrínseca»</i> (quatro itens com sete opções de resposta        tipo <i>Likert</i>), «<i>Expectativas de Eficácia»</i> (seis itens com sete        opções de resposta tipo <i>Likert</i>), «<i>Expectativas de Controlo de        Resultados»</i> (oito itens com sete opções de resposta tipo <i>Likert</i>),        «<i>Motivação Inicial»</i> (sete itens com cinco opções de resposta) e «<i>Apoio        Fornecido no Estágio»</i> (12 itens com sete opções de resposta tipo <i>Likert</i>);</p>                 ]]></body>
<body><![CDATA[<p >•&nbsp;A <i>Escala de Avaliação de Comportamentos Assertivos do Enfermeiro</i>,    desenvolvida por Amaro e Jesus (2005), da qual seleccionámos a escala que avalia    a adopção de comportamentos assertivos com os pacientes, identificada no presente    estudo pela dimensão «<i>Assertividade»</i> (seis itens com seis opções de resposta    tipo <i>Likert), </i>para a análise da relação entre a mesma e as variáveis    motivacionais;</p>     <p >• O questionário de caracterização sócio-demográfica e profissional da população    deste estudo, elaborado para o presente trabalho, para avaliar: idade, género,    nacionalidade, ano de licenciatura, tempo de exercício de medicina e localização    do Centro de Saúde.</p>     <p >&nbsp;</p>             <p ><b>2.3. Metodologia de adaptação e validação da escala</b></p>        <p > No processo de adaptação dos itens, e de acordo com as recomendações dos    autores das escalas, utilizou-se uma metodologia semelhante a uma adaptação    cultural, que passou pelas seguintes fases:</p>       <p >• Escolha dos construtos ou dimensões a utilizar (itens a incluir na escala)    a partir das escalas anteriormente referidas;</p>                 <p >• Conversão do conteúdo dos itens, especificando-os para a área médica. Tentou-se    manter o sentido do seu conteúdo no instrumento original, especificando-os para    questões relacionadas com a prática médica, orientada para o contexto da especialidade    de MGF. Tendo subjacente o modelo teórico que fundamenta os princípios da definição    da especialidade de MGF (WONCA, 2002), tentou-se salientar a importância da    abordagem centrada no paciente, do contexto familiar, da promoção da saúde e    prevenção da doença, da continuidade de cuidados, assim como a comunicação e    relação médico-doente. Com base nesse modelo, foi feita a especificação do conteúdo    dos itens para situações ligadas ao exercício da actividade profissional em    MGF, ou seja, centradas na consulta, que constitui a principal e mais complexa    actividade desta especialidade, tendo sempre presente a necessidade de os colocar    ao mesmo nível de especificidade;</p>                 <p >• Análise da especificidade dos itens por um especialista na área da MGF,    tendo ocorrido as principais alterações na medida destinada a medir o «<i>Empenhamento    profissional»</i>, em particular nos itens 6, 8, 11, 12, 13, 14, assim como    nos itens 19, 21, 22, 23, 24 da medida «<i>Expectativas de Eficácia»</i>, item    39 da medida «<i>Expectativas de Controlo de Resultados»</i> e itens 36 e 39    da medida «<i>Motivação Inicial» </i>para a especialidade de MGF;</p>     <p >• Análise da especificidade dos itens por um especialista na área da Psicologia,    tendo sido considerado que as alterações propostas não alteram o conteúdo dos    construtos que se pretende analisar;</p>                 <p >• Análise comparativa das duas versões (original e adaptada) e avaliação da    sua qualidade linguística;</p>                ]]></body>
<body><![CDATA[<p >•        Construção da versão prévia do instrumento, assumindo-se que a versão        adaptada à área médica é linguística e conceptualmente equivalente à versão        original.</p>          <p > Para      garantir a utilização deste instrumento com um grau de confiança aceitável,      e tratando-se de uma população diferente daquelas em que os instrumentos de      origem foram utilizados, considerámos a necessidade da sua validação e verificação      das qualidades psicométricas, pelo que utilizámos a seguinte metodologia:&nbsp;</p>             <p ><i>a</i>)          Análise da validade de conteúdo através de validação facial do instrumento,        para o que se utilizou um comité de peritos, constituído por dois psicólogos,        entre os quais o próprio autor do <i>Questionário de Motivação Profissional        </i>(Jesus, 1997), e dois médicos da especialidade de MGF. O objectivo era        garantir a sua equivalência conceptual, analisando a coerência dos itens,        a sua equivalência cultural, a sua especificidade à área médica, para que        as situações apresentadas correspondessem às vivências do contexto da cultura        médica em causa.</p>                <p>        Garantida a adequação e        compreensibilidade dos itens de cada uma das sub-escalas e a adequação da        sua estrutura global à população a estudar, realizou-se o pré-teste, no        sentido de testar a sua versão final. Verificou-se que os sujeitos respondiam        à globalidade dos itens, que as respostas dadas se distribuíam pelas várias        opções de resposta e que havia tendência para escolher diferentes opções        de resposta para o mesmo item. O questionário        foi considerado globalmente acessível, sem dificuldades nas respostas, pelo        que se manteve a sua estrutura prévia.</p>                <p ><i>b</i>)&nbsp;        Análise da validade de construto, através da análise descritiva dos        itens e de cada dimensão ou sub-escala que constitui o instrumento, análise        da fiabilidade ou consistência interna das escalas e análise da sensibilidade        do instrumento para cada sub-escala, assim como a identificação do modelo        explicativo.</p>                 <p>  O instrumento utilizado foi alvo de alterações de alguns dos itens em relação    aos instrumentos de origem e foi aplicado a populações diferentes daquelas utilizadas    nessas investigações. Para um instrumento utilizado nestas circunstâncias deve    ser considerada a necessidade de analisar a estrutura factorial, neste caso,    de cada escala de medida que o compõe (Anastasi, 1990). Atendendo às diferentes    opções de resposta aos itens que compõem as várias medidas em análise, assim    como ao número diferente de sujeitos que compõem a amostra para análise da medida    «<i>Apoio Fornecido no Estágio»</i>, seria indicado realizar individualmente    a análise factorial para cada uma dessas escalas. Através desse estudo para    cada sub-escala, verificou-se que não foi possível reduzir mais a complexidade    da estrutura da maioria das escalas incluídas neste instrumento, atendendo a    que as mesmas são compostas por um número reduzido de itens. Deste modo, foi    adoptada a mesma linha metodológica dos autores das escalas que adaptámos, apresentando-se    apenas os resultados dos testes já anteriormente descritos, e considerando-se    confirmada a estrutura factorial do instrumento.</p>          <p >&nbsp;      </p>        <p ><b>2.4. Procedimentos</b></p>        <p > O processo de adaptação iniciou-se com a solicitação de autorização aos autores    das escalas para a sua adaptação, validação e utilização na área médica, em    Portugal, obtendo-se igualmente a aprovação das instituições coordenadoras da    formação em Internato Médico de MGF.</p>        <p >Procedeu-se à adaptação dos itens para a área médica, seguida da análise de    verificação das suas qualidades psicométricas, após um pré-teste em que se utilizaram    dez médicos com características semelhantes aos sujeitos que constituem a população    do estudo.</p>        ]]></body>
<body><![CDATA[<p >Para a recolha de dados, procedeu-se à elaboração de uma listagem de todos    os médicos que iniciaram o internato em 2005. Asseguradas as questões éticas,    elaborou-se um questionário de auto-preenchimento, enviado pelo correio, tendo    sido garantida a confidencialidade das respostas a utilizar somente para fins    de pesquisa científica.</p>        <p >Quanto à análise estatística, utilizaram-se medidas descritivas, análise de    correlação item-total, análise de consistência interna (coeficiente <i>Alpha    </i>de Cronbach<i>)</i>, coeficiente de Correlação<i> </i>de<i> </i>Pearson<i>    e </i>Teste<i> T </i>para análise da sensibilidade do instrumento, assim como    análise de regressão múltipla para identificação do modelo explicativo.</p>        <p >A versão final do instrumento, elaborado após o pré-teste e utilizado nos    estudos de campo, pode ser vista em <i><a name="top1an"></a><a href="#1an">Anexo</a></i>.</p>       <p >&nbsp;      </p>        <p ><b>3. Resultados</b></p>        <p > A análise descritiva da totalidade dos itens (<i>Quadro II</i>) demonstra    que os itens com média mais equilibrada e uma distribuição mais uniforme dizem    respeito à medida que pretende analisar o apoio fornecido durante o estágio    no internato de MGF (itens 46 a 57, cujos valores de <i>Alpha</i> de Cronbach    (se o item for eliminado) se mantêm bastante elevados em quase todos eles.</p>       <p >&nbsp;</p>        <p ><b>Quadro II </b></p>     <p ><b>An&aacute;lise descritiva de cada item das escalas de medida inclu&iacute;das    no instrumento e correla&ccedil;&atilde;o item-total da escala</b></p>     <p ><b><img src="/img/revistas/rpsp/v28n1/28n1a08q2.jpg" width="652" height="875"></b></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p >&nbsp;</p>       <p > Pela      análise correlacional entre os itens e o valor total em cada escala a que      pertencem, sem o peso do item em causa <i>(Quadro II), </i>para avaliar o      rigor da selecção dos itens, observa-se que as correlações são todas superiores      a 0,3 (<i>p</i>&nbsp;&lt;&nbsp;0,05), concluindo-se que os mesmos podem ser      considerados para avaliar os construtos que se pretendem medir.</p>        <p >Agrupados os itens em cada uma das dimensões a que pertencem, e na análise    para verificação da fidelidade do instrumento obteve-se um valor de Coeficiente    <i>Alpha</i> de <i>Cronbach</i> em cada sub-escala, após os itens estandardizados    <i>(Quadro III), </i>que se situa entre o valor mínimo de 0,69 na dimensão «<i>Expectativas    de Controlo»</i> e o valor máximo de 0,92 na dimensão «<i>Apoio Fornecido no    Estágio»</i>. Considera-se que a consistência interna das medidas utilizadas    é suficientemente elevada, para se aceitarem como adequadas na avaliação das    variáveis em causa, podendo afirmar-se que a escala é homogénea, sendo muito    provável que produza respostas consistentes.</p>       <p >&nbsp;</p>        <p ><b>Quadro III </b></p>     <p ><b>An&aacute;lise da consist&ecirc;ncia interna, para cada escala de medida</b></p>     <p ><b><img src="/img/revistas/rpsp/v28n1/28n1a08q3.jpg" width="583" height="172"></b></p>       
<p >&nbsp;</p>       <p > Na      análise da sensibilidade do instrumento, verificam-se diferenças entre as      pontuações das escalas e a idade dos médicos internos, existindo uma correlação      positiva, com significado estatístico, que demonstra a existência de influência      entre a idade e a <i>«Expectativas de Eficácia», </i>assim como entre a idade      e o <i>«Empenhamento Profissional» (Quadro IV). </i>Embora não existindo uma      diferença estatisticamente significativa, para um nível de significância de      5%, verifica-se uma correlação positiva entre a idade e o «<i>Projecto Profissional</i>»      (<i>p</i>&nbsp;=&nbsp;0,06), e uma correlação negativa entre a mesma e a percepção      sobre o <i>«Apoio Fornecido no Estágio» </i>(<i>p</i>&nbsp;=&nbsp;0,06) <i>(Quadro      IV). </i>Em relação à experiência profissional anterior, existe uma correlação      positiva com as medidas Projecto Profissional e Expectativas de Eficácia.</p>       <p >&nbsp;</p>        ]]></body>
<body><![CDATA[<p ><b>Quadro IV </b></p>     <p ><b>An&aacute;lise de correla&ccedil;&atilde;o entre as componentes da escala    e as vari&aacute;veis idade e experi&ecirc;ncia profissional</b></p>     <p ><b><img src="/img/revistas/rpsp/v28n1/28n1a08q4.jpg" width="758" height="172"></b></p>       
<p >&nbsp;</p>        <p > Analisando a mesma relação com as outras variáveis em estudo <i>(Quadro V),    </i>verifica-se uma relação positiva e estatisticamente significativa entre    a variável <i>«Expectativas de Eficácia» </i>e o ano de licenciatura dos médicos    (<i>Dif. M</i>&nbsp;=&nbsp;2,31).</p>     <p >&nbsp;</p>     <p ><b><a href="/img/revistas/rpsp/v28n1/28n1a08q5.jpg" target="_blank">Quadro V</a> </b></p>     
<p ><b>An&aacute;lise de rela&ccedil;&atilde;o entre as componentes da escala    e as outras vari&aacute;veis de caracteriza&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o</b></p>       <p >&nbsp;</p>       <p > Não      existindo uma diferença estatisticamente significativa, para um nível de significância      de 5%, verifica-se igualmente uma relação negativa entre o género e a <i>«Motivação      Inicial» </i>(<i>p</i>&nbsp;=&nbsp;0,06) e uma relação negativa entre o mesmo      e a capacidade de adopção de comportamentos assertivos (<i>p</i>&nbsp;=&nbsp;0,08)      ou a <i>«Assertividade» (Quadro V). </i>Desta forma, podemos afirmar que o      presente instrumento adaptado à área médica é sensível a algumas variáveis      do perfil socioprofissional dos sujeitos que integram a população.</p>        ]]></body>
<body><![CDATA[<p >Pelo estudo da influência das variáveis preditoras sobre as variáveis dependentes    (ou de critério) da motivação para a profissão, o «<i>Projecto Profissional</i>»    e o «<i>Empenhamento Profissional</i>», consideradas os principais indicadores    de motivação profissional <i>(Quadro VI), </i>conclui-se que o conjunto das    mesmas permite prever 41% da variância da variável «<i>Projecto Profissional»</i>,    sendo explicada fundamentalmente pela dimensão «<i>Motivação Intrínseca»</i>    (b&nbsp;=&nbsp;0,58; <i>p</i>&nbsp;=&nbsp;0,00) e «<i>Motivação Inicial</i>»    (b&nbsp;=&nbsp;0,39; <i>p</i>&nbsp;=&nbsp;0,00). Assim, para estes médicos a    sua orientação motivacional para a especialidade de MGF, enquanto projecto profissional,    é tanto maior quanto maior fôr a sua motivação inicial para ser Médico de Família,    e quanto mais estiverem intrinsecamente motivados para esta especialidade.</p>     <p >&nbsp;</p>     <p ><b>Quadro VI </b></p>     <p ><b>Coeficientes beta estandardizados obtidos na equa&ccedil;&atilde;o de regress&atilde;o    m&uacute;ltipla entre as vari&aacute;veis preditoras e as vari&aacute;veis de    crit&eacute;rio</b></p>     <p ><b><img src="/img/revistas/rpsp/v28n1/28n1a08q6.jpg" width="757" height="143"></b></p>       
<p >&nbsp;</p>       <p > O      conjunto das variáveis preditoras analisadas neste estudo prevê 43,0% da variância      da variável <i>«Empenhamento Profissional» (Quadro VI), </i>explicada fundamentalmente      pela dimensão <i>«Expectativas de Eficácia» </i>(b&nbsp;=&nbsp;0,17; <i>p</i>&nbsp;=&nbsp;0,04)      e pela capacidade de adopção de comportamentos assertivos com os pacientes      ou <i>«Assertividade» </i>(b&nbsp;=&nbsp;0,52;      <i>p</i>&nbsp;=&nbsp;0,00). Desta forma, o empenhamento profissional dos Médicos      Internos de MGF neste estudo é tanto maior quanto maiores forem as suas expectativas      de eficácia pessoal e quanto maior for a sua capacidade para desenvolverem      comportamentos assertivos em relação aos seus pacientes, durante o seu desempenho      na consulta.</p>       <p >&nbsp;</p>        <p ><b>4. Discussão</b></p>        <p > A necessidade de um instrumento adaptado às características culturais desta    população, válido e fiável, para a análise da motivação profissional em contexto    de aprendizagem, justificou o desenvolvimento da metodologia de adaptação que    se apresenta neste trabalho.</p>        ]]></body>
<body><![CDATA[<p >Perante os resultados atrás apresentados, considera-se terem sido atingidos    os objectivos propostos no presente trabalho. Tendo por finalidade a avaliação    psicométrica de um instrumento dirigido à motivação profissional, adaptado à    área médica, especificamente à motivação para a especialidade de MGF, a análise    realizada permite-nos concluir que o mesmo é um instrumento psicométrico confiável,    com uma boa consistência interna, na generalidade dos domínios que pretende    medir, ou seja, há homogeneidade nos seus componentes. No entanto, consideramos    que esta análise não dispensa a realização de investigações complementares,    que permitam novos estudos analíticos, no sentido de confirmar as propriedades    psicométricas das escalas de medida utilizadas.</p>        <p >Os resultados desta investigação confirmam o efeito preditor das variáveis    cognitivo-motivacionais em estudo, permitindo explicar de forma significativa    a variância das variáveis de critério, Projecto Profissional e Empenhamento    Profissional, principais indicadores da motivação para a profissão. No modelo    explicativo identificado, a análise da relação entre as dimensões Assertividade    e Empenhamento profissional, que constitui um aspecto inovador neste estudo,    atendendo à ausência de estudos sobre a mesma em medicina, demonstra existir    uma relação positiva entre as mesmas. Este aspecto poderá ter repercussões na    motivação durante a formação em situação de estágio em contexto de trabalho,    em especial porque em qualquer definição da MGF a dimensão afectiva e relacional    constitui o eixo do perfil de actuação do Médico de Família.</p>        <p >Considera-se relevante a existência de um instrumento de investigação na área    da motivação profissional, no actual contexto, em que se verifica um défice    de Médicos de Família em Portugal, e perante a aparente falta de interesse dos    jovens médicos por especialidades generalistas, em particular pela especialidade    de MGF. Esta aparente falta de motivação, podendo influenciar negativamente    a preparação e desenvolvimento profissional dos médicos em causa, justifica    a pertinência do presente trabalho na tentativa da identificação de um instrumento    adequado ao estudo da mesma.</p>        <p >Justificado pelo enquadramento teórico, considera-se que o estudo é igualmente    relevante pela evidência dos resultados obtidos no conjunto das escalas utilizadas.    Tratando-se de uma amostra representativa deste grupo profissional, tendo em    conta a administração do instrumento a todos os médicos que iniciaram o internato    de Medicina Geral e Familiar em 2005, o estudo parece demonstrar que os médicos    estudados, embora possam não estar inicialmente motivados para escolher esta    especialidade, após o início do seu internato, revelam elevados níveis de orientação    motivacional para a mesma.</p>        <p >Por outro lado, este estudo fornece alguns indicadores que podem ser utilizados    no desenho de programas de formação que vão ao encontro da motivação dos médicos    internos e que possibilitem aos Orientadores de Formação a realização do seu    trabalho, de forma mais eficaz e congruente com os objectivos do processo de    aprendizagem.</p>        <p >Podemos assim concluir que este instrumento é fiável, válido e adaptado para    o estudo da motivação profissional dos médicos no internato de Medicina Geral    e Familiar, especialidade médica essencial a qualquer sistema de saúde baseado    nos Cuidados de Saúde Primários.</p>       <p >&nbsp;      </p>        <p ><b>Agradecimentos</b></p>        <p > Às Coordenações de Internato Médico de Medicina Geral e Familiar, nas pessoas    da Dr.<sup>a</sup> Ricardina Barroso, Dr. Rui Nogueira, Dr. Torcato Santos e    Dr.<sup>a</sup> Luciana Monteiro, pela disponibilização dos dados etnográficos    relativos ao grupo de médicos que iniciaram o internato de especialidade de    Medicina Geral e Familiar durante o ano de 2005.</p>       <p >&nbsp;      </p>        ]]></body>
<body><![CDATA[<p ><b>Referências bibliográficas</b></p>        <!-- ref --><p >AMARO, H. J.; JESUS, S. N. — Comportamentos assertivos : um estudo exploratório.    <i>Nursing. </i>199 (2005) 24-28. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S0870-9025201000010000800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p >ANASTASI, A. — Psychological testing. 6.<sup>a</sup> ed. Nova Iorque : Macmillan    Publishing Company, 1990. </p>        <p >BACK, K.; BACK, K. — Assertiveness at work<i>.</i> USA : McGraw Hill, 1999.    ISBN 0749290080. </p>        <p >BANDURA, A. — Self-efficacy : the exercise of control<i>.</i> New York : WH    Freeman and Company, 1997. ISBN 0-7167-2850-8. </p>        <p >DWINNELL, B.; ADAMS, L. — Why we are on the cusp of a generalist crisis. <i>Academic    Medicine.</i> 76 : 7 (2001) 707-708. </p>        <p >GRAÇA, L. — A insatisfação profissional dos médicos de família no SNS : parte    I, II, III e IV. Lisboa : ENSP.UNL, 2004. Documento não publicado. </p>        <p >HARTLEY, M. — The assertiveness handbook. London : Sheldon Press, 2005. ISBN    0859699412. </p>        <!-- ref --><p >HESPANHOL, A., PEREIRA, A. C.; PINTO, A. S. — Insatisfação profissional em    Medicina Geral e Familiar : um problema intrínseco dos médicos ou das condições    de trabalho? <i>Revista Portuguesa de Clínica Geral.</i> 16 : 3 (2000) 183-199.  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S0870-9025201000010000800002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p >JESUS, S. N. — A motivação para a profissão docente : contributo para a clarificação    de situações de mal estar docente e para a fundamentação de estratégias de formação    de professores. Aveiro : Estante Editora. 1996. ISBN 972-8535-33-3. </p>        ]]></body>
<body><![CDATA[<p >JESUS, S. N. — Bem-estar dos professores : estratégias para realização e denvolvimento    profissional. Coimbra : Edição do autor, 1997. </p>        <p >JESUS, S. N. — Psicologia da educação. Coimbra : Quarteto Editora, 2004. ISBN    989-558-008-8. </p>        <p >LAWSON, S.; HOBAN, J. — Predicting career decisions in primary care medicine    : a theoretical analysis. <i>The</i> <i>Journal of Continuing Education in the    Health Professions</i>.<i> </i>23 : 2 (2003) 68-80. </p>        <p >LEEBOV, W. — Asssertiveness skills for professionals in health care<i>.</i>    West Gales : Authors Choice Press, 2003. ISBN 0595282776. </p>        <!-- ref --><p >MARTINS, J. <i>et al</i>. — Caracterização dos profissionais de saúde em Portugal    : parte II : como estamos, onde estamos e como nos sentimos. <i>Revista Portuguesa    de Clínica Geral. </i>19 : 6 (2003) 627-635. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S0870-9025201000010000800003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p >NUTTIN, J. — Motivation and perspectives d‘avenir<i>.</i> Louvain : Presses    Universitaires de Louvain, 1980. ISBN 1760-5482. </p>        <p >PISCO, L. — Êxitos e insucessos da Medicina Geral e Familiar portuguesa ou    o que conseguimos em 20 anos e o que falta fazer. In Valente, A.; Ramos, V.    ed lit. — Medicina Geral e Familiar, 20 anos<i>. </i>Da Memória<i>.</i> Lisboa    : MVA Invent Livros, 2003. 13-21. </p>        <p >RYAN, R. M.; DECI, E. L. — Self-determination theory and the facilitation    of intrinsic motivation, social development, and well-being. <i>American Psychologist.    55 : 1 (</i>2000) 68-78. </p>        <p >ROTTER, J. B. — Generalized expectations for internal versus external control    of reinforcement. <i>Psychological Monographs</i>. 80&nbsp;: 1 (1966) 1-28.  </p>        <p >SÁ, E. Bragança de — Porquê escolher a especialidade de Clínica Geral? [Editorial]<i>    Postgraduate Medicine</i>.<i> </i>23 : 1<i> </i>(2005) 1, 79. </p>        ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p >SEQUEIRA, C. J. — Internato de MGF : vagas de crise (2.<sup>o</sup> episódio).    <i>Jornal do Médico de Família. </i>80 : 1 (2005) 36-37. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S0870-9025201000010000800004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p >WONCA — World Organization of Family Doctors — A definição europeia de medicina    geral e familiar. Lisboa : WONCA EUROPA. APMCG, 2002. </p>       <p >&nbsp;      </p>        <p ><i>Submetido à apreciação: 26 de Abril de 2009</i></p>     <p ><i>Aceite para publicação: 23 de Outubro de 2009</i></p>     <p >&nbsp;</p>     <p ><b><a name="1an"></a><a href="#top1an">ANEXO</a> </b></p>     <p ><b><a href="/img/revistas/rpsp/v28n1/28n1a08an.jpg" target="_blank">Quadro</a>    - Instrumento para avalia&ccedil;&atilde;o da motiva&ccedil;&atilde;o profissional    no Internato M&eacute;dico de Medicina Geral e Familiar</b></p>        
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