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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Saúde Pública]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Gestão do risco em medicina transfusional: modelos e ferramentas]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,HCC - Hospital de Curry Cabral Serviço de Imuno-Hemoterapia ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Background and Objectives: To achieve good risk management it is crucial to identify and analyse the root and trajectory of the problem, which, in turn, will lead to its proper evaluation, control and prevention. Good practice compliance, upgrading of professionals and implementation of a quality management system are milestones in the quality assurance. The proactive risk management comprises innovation and change by a functional point of view: predictive, measurable and that control the risk. This paper explains the implementation and maintenance of projects, methodologies and systems as well as education and training programmes in Transfusion Medicine. Material and Methods: The tools employed in the risk management stands in the risk assessment and error communication followed by control and revision processes, making changes when necessary to improve performances and overall quality. Results: Corrective and preventive actions to minimize the occurrence of errors are fundamental in attaining the main goal of Transfusion Medicine which is to provide adequate blood products within requirements of specifications to the patients who need them in the right context. Conclusion: These considerations are widespread throughout clinical, laboratory and manufacturing practices and can help to recognize and solve problems whilst trying to reach a standard of excellence.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Gestão do risco]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <P><b>Gestão do risco em medicina transfusional: modelos e ferramentas</b></P>      <P>&nbsp;</P>      <P>Maria Manuel Campos<SUP>a</SUP>, Isabel Reis Santos<SUP>b</SUP> </P>      <P><SUP>a</SUP>Médica, Serviço de Imuno–Hemoterapia, Hospital de Curry Cabral,    Lisboa, Portugal, <A  href="mailto:mmcampos@hccabral.min-saude.pt">mmcampos@hccabral.min-saude.pt</A></P>     <P><SUP>b</SUP>Técnica de análises clínicas e saúde pública, Serviço de  Imuno–Hemoterapia, Hospital de Curry Cabral, Lisboa, Portugal</P>     <P>&nbsp;</P>      <P><B>Resumo</B></P>     <P>Âmbito e Objectivos: Numa boa gestão do risco é crucial  identificar e analisar a raiz e a trajectória do problema, o que pode conduzir à  própria avaliação, controlo e prevenção. O cumprimento das boas práticas, a  actualização dos profissionais e a implementação de um sistema de gestão da  qualidade são pilares na garantia da qualidade. A gestão proactiva do risco  compreende a inovação e a mudança através de um ponto de vista funcional:  preditivo, mensurável e que controle o risco. Este artigo expõe ainda a  implementação e a manutenção de projectos, metodologias e sistemas bem como os  programas de educação e aprendizagem em Medicina Transfusional.</P>      <P>Material e  Métodos: As ferramentas utilizadas na gestão do risco começam na identificação,  análise e avaliação, fluindo para a comunicação do erro seguida de processos de  controlo e revisão, operando mudanças quando necessário, para melhorar  desempenhos e a qualidade global.</P>      <P>Resultados: Acções correctivas e preventivas  com o intuito de minimizar a ocorrência de erros são fundamentais para atingir o  objectivo principal em Medicina Transfusional, que consiste em fornecer produtos  sanguíneos adequados dentro dos requisitos das especificações, aos doentes que  deles necessitam no contexto correcto.</P>      ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Conclusões: Estas considerações  encontram–se associadas às práticas clínicas, laboratoriais e de fabrico,  podendo ajudar a reconhecer e resolver problemas, tentando continuamente atingir  um padrão de excelência.</P>     <P><B>Palavras-chave: </B>Gestão do risco, Erros, Boas práticas, Sistema de qualidade, Segurança transfusional.</P>     <P>&nbsp;</P>     <P><b>Risk management in transfusion medicine: models and tools</b></P>     <P><B>Abstract</B></P>     <P>Background and Objectives: To achieve good risk management  it is crucial to identify and analyse the root and trajectory of the problem,  which, in turn, will lead to its proper evaluation, control and prevention. Good  practice compliance, upgrading of professionals and implementation of a quality  management system are milestones in the quality assurance. The proactive risk  management comprises innovation and change by a functional point of view:  predictive, measurable and that control the risk. This paper explains the  implementation and maintenance of projects, methodologies and systems as well as  education and training programmes in Transfusion Medicine.</P>      <P>Material and Methods:  The tools employed in the risk management stands in the risk assessment and  error communication followed by control and revision processes, making changes  when necessary to improve performances and overall quality.</P>      <P>Results: Corrective  and preventive actions to minimize the occurrence of errors are fundamental in  attaining the main goal of Transfusion Medicine which is to provide adequate  blood products within requirements of specifications to the patients who need  them in the right context.</P>      <P>Conclusion: These considerations are widespread  throughout clinical, laboratory and manufacturing practices and can help to  recognize and solve problems whilst trying to reach a standard of excellence.</P>      <P><B>Keywords: </B>Risk management, Errors, Good practices, Quality system, Transfusion    safety.</P>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <P><I>"Errare humanum est ... but it is also human to prevent errors"</I></P>      <p> Cummins, D., 2007</I> <SUP>1</SUP></P>      <p>&nbsp;</p>      <P><B>Introdução </B></P>     <P>As organizações compreendem um lado instrumental (<I>hardware</I>), que é  representado pelo planeamento e controlo, bem como um lado comportamental  (<I>software</I>), que é expresso pela comunicação e desenvolvimento. Avaliação,  comunicação e gestão de risco tornam possível a análise de quase acidentes  (<I>near misses</I>) e da trajectória do erro e o desenvolvimento de algumas  acções preventivas e correctivas (fig. 1) <SUP>2-4</SUP>.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B><a href="#f1">Figura 1</a><a name="topf1"></a></B></P>     <P><B>Abordagem global da gestão do risco</B></P>      <P><B>Fonte: Inspirada a partir de Kurz, 2008<sup>4</sup></B></P> <img src="/img/revistas/rpsp/v28n2/28n2a06f1.jpg">      
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <P>O risco é definido como o efeito da incerteza decorrente de um conhecimento  incompleto, que é o possível, nos objectivos, contemplando a probabilidade de um  acontecimento esperado e receado bem como a intensidade das consequências desse  evento <SUP>5</SUP>. As principais determinantes do risco e dos resultados são a  complexidade (constante) e o desempenho (variável), podendo o impacto ser  positivo e não apenas negativo. Para uma boa gestão do risco é fundamental  identificar e analisar a raiz e a trajectória do problema, bem como avaliar,  controlar e prevenir <SUP>2,3</SUP>.</P>     <P>Podemos analisar a trajectória do risco por dois modelos principais: teórico  e prático (reactivo ou proactivo). Quanto ao modelo proactivo, temos dois  grandes tipos:<I> Failure Mode and Effect Analysis; Fault Tree Analysis</I> &#151;  "pior cenário" (tabela 1) <SUP>3,4</SUP>. A análise da trajectória do erro é  essencialmente retroactiva (Análise da raiz do caso) <SUP>2,3</SUP>.</P>      <p>&nbsp;</p>     <P><B><a href="#t1">Tabela 1</a><a name="topt1"></a></B></P>     <P><B>Ferramentas de gestão do risco e da qualidade</B></P> <img src="/img/revistas/rpsp/v28n2/28n2a06t1.jpg">      
<p>&nbsp;</p>       <P>Para atingir padrões de excelência quanto à segurança do sangue é importante  considerar que os procedimentos e medidas devem ser tomados no contexto de  potenciais riscos graves.</P>     <P>Quando definimos os pontos mais importantes na gestão do erro, não devemos  ignorar a estratificação do risco (pontuações) e o controlo periódico dos  resultados através de auditorias, registo de não conformidades, notificação de  eventos adversos/<I>near misses</I> e, claro, uma redefinição de estratégias e  cumprimento de directrizes, uma documentação segura e alguns mecanismos de  recuperação <SUP>6</SUP>.</P>     <P>Em Medicina Transfusional é primordial o enfoque nos seguintes itens: </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>a) Eventos adversos: ocorrências inesperadas e indesejáveis, antes, durante  ou após a transfusão, que podem causar reacções no dador ou receptor e podem ser  o resultado de erros ou incidentes: </P>     <P>&#151; Incidentes: compreendem erros transfusionais e desvios de procedimentos  operacionais padrão (POPs), os quais podem conduzir a reacções adversas;</P>     <P>&#151; <I>Near misses</I>: erros ou desvios, detectados antes do início da  transfusão e que poderiam ser a causa de uma transfusão errada ou reacção;</P>     <P>&#151; Reacções adversas: respostas indesejáveis no dador ou no receptor, no  último caso associadas à administração de sangue; </P>     <P>b) Erros e desvios dos POPs: podem produzir incidentes e os últimos podem  causar quase acidentes <SUP>7,8</SUP>. </P>     <P>Os erros podem ser por comissão, omissão, falhas de desempenho e cometidos na  aplicação ou desrespeito das regras <SUP>3</SUP>.</P>     <P>Algumas contribuições para os quase acidentes e erros são as seguintes: </P>     <P>&#151; Causas individuais ou humanas; </P>     <P>&#151; Factores técnicos (equipamento, software); </P>     <P>&#151; Razões organizacionais (políticas e procedimentos) <SUP>3</SUP>. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>No sistema de detecção e gestão de erros estão incluídas variáveis, efeitos    de compensação, análise do<I> feedback </I>e implementação de medidas preventivas    e correctivas (<a href="#topf1">fig. 1</a><a name="f1"></a>). É fundamental    pensar nas múltiplas acções destes eventos na dinâmica de trabalho: pequenas    variações podem causar grandes efeitos <SUP>3</SUP>.</P>      <P>O cumprimento das boas práticas, a actualização dos profissionais (médicos,  técnicos de laboratório, enfermeiros e outros) e a implementação de um sistema  de gestão da qualidade são marcos na garantia da qualidade <SUP>8</SUP>. </P>     <p>&nbsp;</p>     <P><I><B>Benchmarking, modelos e ferramentas: abordagem da qualidade  </B></I></P>     <P>O<I> Benchmarking</I> pode ser definido como um processo contínuo e  sistemático de avaliação de produtos, serviços, metodologias de organização do  trabalho, que foi reconhecido como evidenciando as melhores práticas. O  objectivo é comparar desempenhos e identificar oportunidades de melhoria &#151; é  como um atalho para a excelência. Acções internas são comparadas e modificadas  face a padrões externos, para tentar melhorar e avançar ao longo do conhecimento  e da identificação das melhores práticas e projecção do desempenho futuro (fig.  2). É uma forma eficaz de definir metas e motivar as equipas de trabalho. Alguns  tipos de<I> benchmarking</I> são: interno, competitivo, funcional e geral;  podemos ver onde estamos e para onde queremos ir através de uma comparação e  partilha de informação, para alcançar uma melhoria do desempenho e de progresso  contínuo <SUP>9</SUP>.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B><a href="#f2">Figura 2</a><a name="topf2"></a></B></P>     <P><B>Gestão do risco e da qualidade em organizações como Serviços de Sangue e de Medicina Transfusional</B></P>      <P><B>Fonte: Adaptada das referências Kurz, 2008<sup>4</sup> ; Wilkinson, 2008<sup>8</sup> ; Dumont & AuBuchon, 2002 <sup>11</sup></B></P> <img src="/img/revistas/rpsp/v28n2/28n2a06f2.jpg">      
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>A Gestão Proactiva do Risco (<I>Proactive Risk Management</I>) &#151; passo a  passo &#151; compreende a inovação e a mudança sob um ponto de vista funcional:  preditivo, mensurável e que controle o risco. Actua pela antecipação conceptual  de eventuais problemas, identificando as causas do risco e não apenas os seus  efeitos ou sintomas. É muito importante estabelecer prioridades acerca dos  riscos sem criar erros. É diferente dos modelos reactivos em que a acção ocorre  após o problema, podendo comprometer os resultados <SUP>2,3,10</SUP>.</P>     <P>Nas organizações, é importante aplicar um<I> tableau de bord</I> e respeitar  os factos, tentando melhorar o desempenho através do conhecimento dos  objectivos, agentes e identificação dos factores chave. Recorrendo a esta  ferramenta (uma representação gráfica sintética de um conjunto de indicadores,  que permite tomar rapidamente decisões) é possível mostrar uma actividade  anormal ou um problema através de uma análise rápida. É também importante para  descentralizar e motivar a participação de todos os funcionários  <SUP>10</SUP>.</P>     <P>Numa avaliação global do risco, trabalhamos numa tríade de boas práticas:  boas práticas de fabrico, boas práticas de laboratório e boas práticas clínicas  (fig. 3). Um referencial comum sobre vários requisitos para um sistema de gestão  da qualidade numa organização é o NP EN ISO 9001:2000. Produtos e serviços devem  estar em conformidade com as especificações regulamentares (ou reguladoras) e  garantir a satisfação do cliente e a melhoria contínua. Alguns pontos  nevrálgicos são a documentação, a responsabilidade e a comunicação, os  princípios éticos, a política de qualidade, o planeamento, os recursos, o meio  ambiente e as infra-estruturas para a realização do produto <SUP>6,8</SUP>.</P>      <p>&nbsp;</p>     <P><B><a href="#f3">Figura 3</a><a name="topf3"></a></B></P>     <P><B>Boas práticas, risco e qualidade</B></P>      <P><B>Fonte: Adaptada das referências Kurz, 2008 <sup>4</sup>,Wilkinson, 2008 <sup>8</sup></B></P> <img src="/img/revistas/rpsp/v28n2/28n2a06f3.jpg">      
<P>O sistema de qualidade em Medicina Transfusional deve providenciar uma quantidade    suficiente de sangue com a máxima eficácia e risco mínimo para os dadores e    receptores, no estrito cumprimento dos requisitos das especificações aplicáveis    aos produtos e serviços (<a href="#topf2">fig. 2</a><a name="f2"></a>) <SUP>8</SUP>.</P>     <P>O risco apenas residual de doenças infecciosas é proporcionado pela melhoria    na segurança (testes de ácidos nucleicos, redução de agentes patogénicos e tecnologias    de inactivação, desleucocitação e uma correcta selecção de dadores), conjugado    com as alternativas à transfusão e a optimização de procedimentos, que podem    facilitar as decisões a nível prático <SUP>11</SUP>. A avaliação dos vírus emergentes    em Medicina Transfusional é crucial e o seu impacto tem relação com a transmissibilidade    pela transfusão sanguínea, a patogenicidade, a prevalência nas populações de    dadores e a disponibilidade de ensaios laboratoriais <a href="#topf2">(fig.    2</a><a name="f2"></a>) <SUP>12</SUP>.</P>     <P>Quando contextualizamos ferramentas na gestão do risco, podemos seleccionar    vários modelos (<a href="#topt1">tabela 1</a><a name="t1"></a>), mas um tipo    de abordagem simples é o HACCP (Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controlo),    porque tem marcos sensíveis em todas as etapas do sistema: análise de processos    e<I> design</I> de abordagens preventivas, implantação e monitorização dos pontos    críticos, desenvolvimento de correcções quando os pontos fracos são graves e    um suporte de registos.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Algumas ferramentas (no sentido prático da Medicina Transfusional) são  essenciais, como o consentimento informado, os registos de não conformidades e  acções preventivas ou correctivas, registos e avaliação das reacções  transfusionais, notificação de eventos graves em dadores e receptores, avaliação  da satisfação do cliente (médico, doente e dador), comissões hospitalares,  auditorias (internas e externas), cursos educacionais para todo o pessoal,  controlo de qualidade interno e avaliação externa da qualidade, directrizes e  protocolos <SUP>8</SUP>.</P>     <P>O manual da qualidade, os planos mestre, os POPs, a validação, qualificação    e manutenção do equipamento, programa de resíduos e material de risco biológico,    uma revisão dos dados do controlo de qualidade consolidam objectivos e actividades    (<a href="#topf3">fig. 3</a><a name="f3"></a>) <SUP>6,8</SUP>.</P>     <P>Relativamente à arquitectura da gestão do fluxo de trabalho, os processos têm  uma fase de modelação (<I>build-time</I>) ... modelos com o objectivo comum de  cumprimento e aperfeiçoamento &#151; e uma fase de implementação ou instância  (<I>run-time</I>) &#151; execução/realização <SUP>13</SUP>.</P>     <P>O pessoal é um aspecto basilar na estrutura organizacional e algumas  premissas devem ser asseguradas tal como um número correcto de colaboradores, a  qualificação, a formação e a descrição de funções, as responsabilidades e a  posição no organigrama do serviço <SUP>8</SUP>. Estas premissas estão em  estreita relação com os POPs para um trabalho eficaz e seguro e a protecção de  doentes e dadores <SUP>8</SUP>. Uma forma comum e fácil de apresentação de  informação geral é através de fluxogramas com uma interpretação rápida e  correcta, contendo as actividades operacionais <SUP>6,8</SUP>.</P>     <P>A existência de uma documentação concreta é útil para um bom trabalho e  gratificante para a detecção de erros, rastreabilidade dos produtos sanguíneos,  acções preventivas ou correctivas e monitorização de todas as actividades  <SUP>8</SUP>.</P>     <P>Nesta abordagem de segurança e qualidade, é importante mudar o conceito de  culpa para o conceito de risco. Um diálogo (multilateral e cooperante),  associado ao respeito pelas boas práticas, gera eficiência operacional e  satisfação de clientes e pessoal <SUP>3</SUP>.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Desafios em medicina transfusional </B></P>     <P>Pretendemos abordar a importância da implementação, manutenção, comunicação  de projectos, sistemas, métodos, investigação, programas de ensino e de  aprendizagem e avanços significativos em Medicina Transfusional. Desse modo,  material educativo,<I> task forces</I>, conferências e congressos, relatórios e  orientações de comissões, auditorias e regulação de actividades são segmentos de  um sistema baseado no conhecimento <SUP>8</SUP>.</P>     <P>A implementação de planos, projectos e programas é difícil, mas a sua  manutenção é também um trabalho duro, que requer muitos reajustes e a  redefinição de objectivos e métodos (fig. 4). Os contributos dos peritos criam  desafios, mas também a sustentabilidade destas questões pelo seu patrocínio  científico, responsabilidades de liderança e conservação de registos, que  incluem a actualização, a revisão e a disseminação de informação a outros  profissionais e à população em geral.</P>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <P><B><a href="#f4">Figura 4</a><a name="topf4"></a></B></P>     <P><B>Gestão global da qualidade</B></P>      <P><B>Fonte: Adaptada das referências Kurz, 2008 <sup>4</sup>,Wilkinson, 2008 <sup>8</sup></B></P> <img src="/img/revistas/rpsp/v28n2/28n2a06f4.jpg">      
<p>&nbsp;</p>      <P>Alguns recursos são úteis para partilhar conhecimento e competências devido  ao seu potencial para um acesso fácil e rápido. Exemplos são as plataformas da  Internet como "BioMedExperts", "ResearchGATE", "SciLink", "Research ID",  "BloodMed.com" e "Labmeeting", que analisam e apresentam perfis de peritos e  conectam cientificamente as pessoas (pesquisadores, autores e outros  profissionais). Estas são boas ferramentas para atingir o estado da arte em<I>  blogs</I>, fóruns e grupos, em conjunção com reuniões, publicações e  mesas-redondas de opinião, programadas anualmente em todo o mundo.</P>     <P>É impossível rever todas as actividades em Medicina Transfusional, que  diferem entre os países e mesmo no interior de um país, porque as realidades e  as etapas do progresso são específicas. No entanto, alguns pontos relevantes  dizem respeito à segurança e à gestão de<I> stocks</I> em transfusão, ao  cumprimento de procedimentos e recomendações baseadas na evidência, no âmbito  dos aspectos legais relacionados <SUP>8</SUP>.</P>     <P>Os seguintes agrupamentos temáticos ilustram algumas áreas de mudança e de  progressos reconhecidos: </P>     <P>&#151; Uma rede eficiente de hemovigilância tem dois pilares: a rastreabilidade  (rotulagem e manutenção da documentação por um período mínimo de trinta anos) e  a notificação de eventos adversos graves. Vários modelos e relatórios práticos  existem em muitos países do mundo, com diferenças e aspectos em comum, todos com  o mesmo objectivo: avaliar a trajectória das unidades de sangue (desde o dador  até ao receptor, inutilização ou fraccionamento industrial), detectar e  notificar reacções e incidentes ocorridos em dadores e receptores, avaliar os  dados e melhorar as medidas para prevenir ou corrigir os eventos adversos e não  conformidades <SUP>7,14</SUP>.</P>     <P>&#151; Sistemas e políticas de qualidade, acções preventivas e correctivas,  acreditação e/ou certificação de centros e serviços são objecto de regulação e  inspecção <SUP>2,15</SUP>.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>&#151; A auto-exclusão efectuada pelo dador e o seu consentimento assinado para a  dádiva de sangue são fundamentais para a segurança do sangue que compreende  várias etapas entre a selecção para a dádiva e a distribuição final  <SUP>8,16</SUP>. Acerca do consentimento informado para transfusão pelo doente,  este deve ser capaz de compreender a informação adequada sem coerção  <SUP>8</SUP>. Estes assuntos éticos envolvem informação científica expressa por  palavras claras e acessíveis e uma relação de confiança e confidencialidade  entre médicos e dadores ou doentes, de acordo com o contexto. A regulação  epidemiológica e a vigilância no domínio da Saúde Pública envolvem a protecção  de dados dos dadores e doentes, custos, aprovação de natureza ética e  governamental, bem como estudos multicêntricos científica e legalmente  suportados <SUP>17</SUP>.</P>     <P>&#151; Certas organizações colaboram na educação e formação dos profissionais como  a European School of Transfusion Medicine (ESTM), a International Society of  Blood Transfusion (ISBT), a British Blood Transfusion Society (BBTS), a American  Association of Blood Banks (AABB), a Societé Française de Transfusion Sanguine  (SFTS), a German Society for Transfusion Medicine and Immunohematology (DGTI), a  African Society for Blood Transfusion (AfSBT), a Australian and New Zealand  Society of Blood Transfusion (ANZSBT), a International Federation of Red Cross  Crescent Societies, a Asia-Pacific Blood Network e a European Network of  Transfusion Medicine Societies (Euronet-TMS).</P>     <P>&#151; A regulação, a documentação e a vigilância emanadas pelo Conselho da Europa  e Comissão da União Europeia, bem com a Autoridade Nacional para a Saúde, em  cada estado-membro, contribuem para o sistema de gestão de serviços de sangue e  serviços de transfusão <SUP>14,18</SUP>.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Discussão e conclusões </B></P>     <P>Os modelos teóricos podem tornar fácil o trabalho prático através do estabelecimento    de prioridades, da partilha de competências e da apresentação de ferramentas.    Cada situação exige uma abordagem específica, mas as regras gerais e os projectos    de programas ajudam em planos estratégicos e tácticos (<a href="#topf4">fig.    4</a><a name="f4"></a>) <SUP>2,10</SUP>.</P>     <P>A linha de base e a arquitectura alvo de um sistema de gestão da qualidade    têm como etapas originais: planos tácticos e estratégicos. Depois destes, métodos,    processos e gestão de competências são os eventos sequenciais. A implementação    e manutenção de sistemas deriva de processos de conformidade e desempenho, planos,    actividades e dirige-se para os resultados (<a href="#topf2">fig. 2</a><a name="f2"></a>).    A avaliação do cliente gera um<I> feedback</I> para todos os processos<I> build-time</I>    e<I> run-time</I> <SUP>13</SUP>. O financiamento dos recursos (humanos e materiais    - equipamento de laboratório e clínico, tecnologia da informação &#151; registos    e responsabilidades) e serviços é fundamental <SUP>8,10</SUP>.</P>     <P>O pessoal e a análise dos testes de proficiência, o equipamento, a validação  e manutenção de materiais e reagentes, o cumprimento dos POPs e orientações  sobre os critérios de transfusão, os mecanismos de redundância e sistemas de  barreira mecânica tais como a identificação com código de barras <SUP>19</SUP>  ou a identificação por radiofrequência 20 para a segurança transfusional, a  documentação e manutenção de registos, o<I> benchmarking</I> e revisão dos  processos são objectos de monitorização e ferramentas práticas para reduzir  "transfusões erradas" e criar um trabalho de qualidade <SUP>1,6,8</SUP>.</P>     <P>O principal foco em Medicina Transfusional refere-se às estratégias de redução    dos riscos (figs. <a href="#topf1">1</a><a name="f1"></a> e <a href="#topf2">2</a><a name="f2"></a>)    <SUP>6,21</SUP>. Um ponto básico e fundamental é a correcta identificação do    doente para a colheita de amostras de sangue e quando da administração de produtos    sanguíneos <SUP>1,21</SUP>.</P>     <P>A gestão de serviços ou produtos não conformes é importante em função da sua  natureza, gravidade e probabilidade de recorrência, devendo as medidas de  prevenção e correcção ser definidas e aplicadas <SUP>8</SUP>. Sinais de alerta  podem derivar de desvios (absolutos ou relativos) e da tendência ou situação  pontual desses efeitos <SUP>2,10</SUP>.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>O polimorfismo entre diferentes países pode explicar uma educação e formação  heterogéneas em Medicina Transfusional. Esta situação deve ser resolvida,  destacando-se a contribuição das sociedades científicas e órgãos da União  Europeia, dos Estados Unidos da América, Canadá, Austrália, América Latina,  Região do Pacífico Ocidental, África, que apresentam uma vasta distribuição  mundial e podem agilizar a prossecução de iniciativas para oportunidades de  melhoria da segurança transfusional.</P>     <P>O conteúdo desta revisão é apenas um fragmento do estado da arte acerca da    Gestão do Risco. Sistemas e políticas de qualidade, acções preventivas e correctivas,    orientações e certificação/ acreditação dos serviços, redes de hemovigilância,    regulamentação europeia em associação com o desenvolvimento socio-económico,    biotecnologias, bioterapias, suporte de informação, programas de formação e    investigação e outras actividades são marcos na Garantia e Cultura da Qualidade    (<a href="#topf4">fig. 4</a><a name="f4"></a>) <SUP>21</SUP>.</P>     <P>Uma palavra especial para os quase acidentes, um tipo de eventos que não  resulta num erro ou acidente, mas que poderia resultar noutras circunstâncias  <SUP>7,8,18</SUP>.</P>     <P>A gravidade e a frequência do erro devem constituir um conceito prioritário  na abordagem dedicada à avaliação dinâmica do risco e a uma gestão baseada na  predição <SUP>2,10,11</SUP>.</P>     <P>O sistema de transfusão é vulnerável a erros, pelo que um plano redesenhado  de actividades pode agir proactivamente para evitar "transfusões erradas"  relativamente ao produto sanguíneo e ao receptor, melhorando a segurança da  terapêutica transfusional <SUP>21</SUP>.</P>     <P>A jornada do trabalho com uma série de decisões e procedimentos, erros e  acções preventivas/ correctivas, apoiada em recursos humanos e materiais, é  muito mais do que fica escrito nestas páginas. Devemos enfatizar este  aspecto¿</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Agradecimentos </B></P>     <P>Uma palavra de reconhecimento ao Senhor Dr. Décio Cabrita (assistente social)  pelo seu contributo nos detalhes das figuras e na sugestão de literatura  específica sobre Gestão e Qualidade em Saúde.</P>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><B>Conflito de interesse </B></P>     <P>Os autores declaram não haver conflito de interesse.</P>     <P>&nbsp;</P>     <P><B>Bibliografía</B></P>     <!-- ref --><P>1. Cummins D. Errare humanum est ... but it is also human to prevent errors.  ISBT Science Series. 2007;2:249–52. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S0870-9025201000020000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><P>2. Smith PG, Merritt GM. Proactive risk management: controlling uncertainly  in product development. New York (NY): Productivity Press; 2002. </P>     <P>3. Fragata J. Risco médico. [Powerpoint]. [Internet]. Lisboa: Ministério da    Saúde; Março de 2005. [cited 2009 May 28]. Available from: <a href="http://www.hospitaisepe.min%96saude.pt/NR/rdonlyres/FDFBFE54%9674DE%9642C8%96BC7F%96733BE758D96D/4090/12de14Apresent_RiscoHospitalar_Jos%D0%EF%83%A3Fragata_M%C3%EF%83%A3dico.pdf" target="_blank">http://www.hospitaisepe.min–saude.pt/NR/rdonlyres/FDFBFE54–74DE–42C8–BC7F–733BE758D96D/4090/12de14Apresent_RiscoHospitalar_JosÐ%EF%83%A3Fragata_MÃ%EF%83%A3dico.pdf</a>.  </P>     <P>4. Kurz J. Quality risk management in blood establishments. [Internet]. Vienna,    Austria: Federal Ministry of Health, Family and Youth; November 2008. [cited    2009 Apr 22]. Available from:<a href="http://www.ibto.ir/_DouranPortal/Documents/9e427040%96715e%964fe9%969b88%9696126ddde6d2.pdf" target="_blank">    http://www.ibto.ir/_DouranPortal/Documents/9e427040–715e–4fe9–9b88–96126ddde6d2.pdf</a>.</P>     <P>5. ISO. ISO 31000:2009: Risk management: principles and guidelines. [Internet].    Geneva: International Organization for Standardization, 2009. [cited 2010 Jan    19]. Available from: <a href="http://www.iso.org/iso/catalogue_detail.htm?csnumber=43170" target="_blank">http://www.iso.org/iso/catalogue_detail.htm?csnumber=43170</a>.</a>  </P>     <!-- ref --><P>6. Grunnet N. The different tools in quality management. ISBT Science Series.  2007;2(1):150–8. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S0870-9025201000020000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><P>7. Robillard P, ISBT Working Party on Haemovigilance. Proposed standard definitions    for surveillance of non infectious adverse transfusion reactions: report. [Internet].    Amsterdam, NL: ISBT Working Party on Haemovigilance, December 2006. [cited 2009    Apr 23]. Available from: <a href="http://www.terveysportti.fi/kotisivut/docs/f1629861881/isbt_definitions_2006.pdf" target="_blank">http://www.terveysportti.fi/kotisivut/docs/f1629861881/isbt_definitions_2006.pdf</a>. </a> </P>     <!-- ref --><P>8. Wilkinson R. Quality. ISBT Science Series. 2008;3:238–47. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S0870-9025201000020000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><P>9. Wikipedia. org. Benchmarking. [Internet]. San Francisco (CA): Wikimedia    Foundation; c2009. [updated 2009 February 27; cited 2009 March 5]. Available    from: <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Benchmarking" target="_blank">http://pt.wikipedia.org/wiki/Benchmarking</a>.</a>  </P>     <P>10. Kaplan RS, Norton DP. Le tableau de bord prospectif. 2ème édition. Paris:  Editions d''Organisation; 2003. </P>     <!-- ref --><P>11. Dumont LJ, Aubuchon JP. Making risk statements sticks. Vox Sang.  2002;83:199–203. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S0870-9025201000020000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>12. Allain JP. Emerging viruses in blood transfusion. Vox Sang.  2000;78:243–8. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S0870-9025201000020000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><P>13. Weske M. Business process management: concept, languages, architectures.  New York: Springer–Verlag; 2007. </P>     <P>14. Commission Directive 2005/61/EC of 30 September 2005. Official Journal of  the European Union; 01/10/2005: L256/32–40. </P>     <P>15. Commission Directive 2005/62/EC of 30 September 2005. Official Journal of  the European Union.01/10/2005: L256/41–48. </P>     <P>16. Commission Directive 2002/98/EC of 27 January 2003. Official Journal of  the European Union. 08/02/2003: L33/30–40. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>17. Malfroy M. Llewelyn CA, Johnson T, Williamson LM. Using  patient–identifiable data for epidemiological research. Transfus Med.  2004;14:275–9. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S0870-9025201000020000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>18. Stainsby D. Haemovigilan not just a register: the impact of transfusion  safety initiatives in the UK. ISBT Science Series. 2007;2:189–93. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S0870-9025201000020000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>19. Murphy MF, Kay JD. Barcode identification for transfusion safety. Curr  Opin Hematol. 2004;11:334–8. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S0870-9025201000020000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>20. Dzik WH. New technology for transfusion safety. Br J Haematol.  2006;136:181–90. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S0870-9025201000020000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>21. Aubuchon JP. Process controls to avert mistransfusion. ISBT Science  Series. 2007;2:253–6. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S0870-9025201000020000600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><P>&nbsp;</P>      <P><I>Recebido em 19 de Fevereiro de 2010</I></P>     <P><I>Aceite em 20 de Julho de 2010</I></P>        ]]></body><back>
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