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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Funcionalidade e incapacidade: aspectos conceptuais, estruturais e de aplicação da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF)]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The aim of this article is to present the International Classification of Functioning, Disability and Health (ICF), which comprises the "family" of classifications of the World Health Organization (WHO). This classification offers a unified and standardized language, as well as a conceptual framework for describing the health and the health related states, setting out a valuable instrument of practical use in public health. The model is established with two main parts: the first part includes the Functioning and Disability with two components: a) Body Structures and Function and b) Activities and Participation. The second part includes the Contextual Factors with two components: c) Environmental Factors and d) Personal Factors. The components are classified by categories, organized in a hierarchical structure of four levels. In this paper we analyze the conceptual framework and the structure of the ICF, and we also describe the action lines for its dissemination and implementation.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <P><b>Funcionalidade e incapacidade: aspectos conceptuais, estruturais e de aplicação    da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF)</b></P>      <P>&nbsp;</P>     <P>Ana Paula Fontes<SUP>a</SUP>, Ana Alexandre Fernandes<SUP>b</SUP>, Maria  Amália Botelho<SUP>c</SUP> </P>     <P><SUP>a</SUP>Departamento de Saúde Pública. Faculdade de Ciências Médicas da    Universidade Nova de Lisboa, Lisboa, Portugal, <A  href="mailto:anapaulafontes@gmail.com">anapaulafontes@gmail.com</A></P>     <P><SUP>b</SUP>Departamento de Saúde Pública, Faculdade de Ciências Médicas da  Universidade Nova de Lisboa; Investigadora no Centro de Estudos de Sociologia da  Universidade Nova de Lisboa (CESNOVA), Lisboa, Portugal</P>     <P><SUP>c</SUP>Fisiologia, Faculdade de Ciências Médicas, Universidade Nova de  Lisboa; Vice–Directora da Faculdade de Ciências Médicas, Universidade Nova de  Lisboa, Lisboa, Portugal</P>     <P>&nbsp;</P>      <P><B>Resumo</B></P>     <P>O objectivo principal do presente artigo é apresentar a  Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF), que  faz parte da "família" de classificações desenvolvidas pela Organização Mundial  de Saúde.</P>      <P>A CIF oferece uma linguagem unificada e normalizada, bem como um marco  conceptual para descrever a saúde e os estados relacionados com a saúde,  constituindo um valioso instrumento de utilidade prática em Saúde Pública.</P>      ]]></body>
<body><![CDATA[<P>O  modelo estabelece–se em duas grandes partes: a primeira que agrupa a  Funcionalidade e a Incapacidade com duas componentes: a) Funções e Estruturas  Corporais e b) Actividades e Participação. Uma segunda parte que engloba os  Factores Contextuais, também com duas componentes: c) Factores Ambientais e d)  Factores Pessoais. As componentes estão classificadas mediante categorias,  organizadas numa estrutura hierárquica de 4 níveis.</P>      <P>Neste trabalho analisamos o  marco conceptual e a estrutura da CIF e descrevemos as linhas de acção  relativamente à sua difusão e implementação.</P>      <P><B>Palavras-chave: </B>Classificação, Internacional de Funcionalidade, Incapacidade, Saúde.</P>     <P>&nbsp;</P>     <P><b>Functioning and disability: concepts, structure and application of the International    Classification of Functioning, Disability and Health (ICF)</b></P>     <P><B>Abstract</B></P>     <P>The aim of this article is to present the International  Classification of Functioning, Disability and Health (ICF), which comprises the  "family" of classifications of the World Health Organization (WHO).</P>      <P>This  classification offers a unified and standardized language, as well as a  conceptual framework for describing the health and the health related states,  setting out a valuable instrument of practical use in public health.</P>      <P>The model  is established with two main parts: the first part includes the Functioning and  Disability with two components: a) Body Structures and Function and b)  Activities and Participation. The second part includes the Contextual Factors  with two components: c) Environmental Factors and d) Personal Factors. The  components are classified by categories, organized in a hierarchical structure  of four levels.</P>      <P>In this paper we analyze the conceptual framework and the  structure of the ICF, and we also describe the action lines for its  dissemination and implementation.</P>      ]]></body>
<body><![CDATA[<P><B>Keywords: </B>International Classification of Functioning, Disability, Health.</P>      <p>&nbsp;</p>      <P><B>Introdução </B></P>     <P>Quando em 2001 a 54ª Assembleia da OMS aprova a Classificação Internacional  de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde <SUP>1</SUP>, providencia um novo  entendimento para os conceitos de saúde, funcionalidade e incapacidade  <SUP>2</SUP>, antecipando também a possibilidade de uma gama variada de  estratégias para a sua divulgação e implementação; i) uma ferramenta estatística  e de gestão da informação para estudos populacionais; ii) um instrumento de  pesquisa para medidas de resultados da qualidade de vida; iii) um instrumento de  planificação e avaliação clínica; iv) uma disciplina dos desenhos curriculares e  educacionais e v) um instrumento de gestão das políticas sociais e de saúde  <SUP>1</SUP>.</P>     <P>A CIF representa talvez um dos marcos mais importantes da reabilitação dos  últimos 20 anos, ao descrever de forma pragmática e conceptual os descritores  múltiplos da saúde, proporcionando um modelo explicativo que permite uma melhor  compreensão da génese da(s) incapacidade(s), mas sobretudo de que forma esta  pode ser diminuída <SUP>3</SUP>.</P>     <P>Portugal mantém-se longe da aplicação das linhas orientadoras de  desenvolvimento preconizadas pela OMS, relativamente à CIF, e exceptuando a sua  resolução no contexto nas<I> Necessidades Educativas Especiais, </I>pouco se tem  realizado ou produzido neste âmbito. Esta realidade, sinaliza-nos de forma  emergente para que iniciemos a adopção conceptual e operacional da CIF, de uma  forma transversal e globalizante, sobretudo nos diferentes sectores das  políticas sociais e de saúde.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>O modelo conceptual da CIF </B></P>     <P>A CIF pertence à "família" das classificações internacionais para aplicação  em vários aspectos da saúde, proporcionando um sistema para a codificação de uma  variada gama de informações, utilizando uma linguagem padronizada que permite a  comunicação sobre saúde e cuidados de saúde, entre várias áreas do conhecimento  <SUP>4</SUP>.</P>     <P>A compreensão e a explicação da<I> incapacidad</I>e e da<I>  funcionalidade</I> têm sido até hoje, recolhidas, formatadas e propostas em  vários modelos conceptuais ou paradigmas do binómio saúde/doença, cujo  exemplo<I> major</I> se observa na dialéctica<I> modelo biomédico versus modelo  social,</I> sendo que tradicionalmente<I> saúde</I> e<I> incapacidade</I> se  definem como conceitos exclusivos.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>É a este paradigma conceptual que a CIF oferece a diferença, evitando o  reducionismo dos modelos biomédico e social, ao promover uma perspectiva  abrangente, integrativa e universal da funcionalidade e incapacidade, onde o  indivíduo interage com o ambiente físico, social e atitudinal, onde estão  perspectivadas as linhas da saúde biológica, individual e social.</P>     <P>Para procedermos ao entendimento da interacção que a CIF oferece ao binómio  condição de saúde/ambiente, importa reflectir em três princípios onde esta  interacção se apoia e que no fundo traduzem a importância do ambiente na  funcionalidade do indivíduo: </P>     <P>&#151; A universalidade, no sentido de que todas as pessoas, independentemente da  sua condição de saúde ou ambiente habitual, podem ser incluídas; </P>     <P>&#151; A abordagem integrativa, no sentido de que ambiente e pessoa &#151; factores  ambientais e pessoais &#151; são integrados e considerados; </P>     <P>&#151; A abordagem interactiva, onde é reconhecido a multidimensionalidade e  complexidade do fenómeno incapacidade. </P>     <P>O princípio da universalidade tem subjacente a importância do "fenómeno  incapacidade" dever ser considerado um<I> continuum</I>, e desta forma, para  cada indivíduo se necessitar estabelecer um ambiente, que sendo "universal" é  também "pessoal", onde estejam minoradas ou adaptadas as suas dificuldades, mas  sobretudo eliminadas as suas discriminações e restrições <SUP>5</SUP>. Esta  continuidade assume também que a funcionalidade e a incapacidade são fenómenos  que se expandem no tempo e no espaço, não se extinguindo em conceitos  categóricos, de onde resulta, que a incapacidade é um fenómeno dinâmico, fruto  da interacção entre os estados de saúde e os factores contextuais <SUP>6</SUP>.  No entanto, o papel integrador do ambiente, carece da intervenção, da interacção  e da integração de outras áreas ou disciplinas, necessárias à codificação das  tecnologias de apoio, enquanto qualificadoras facilitadoras dos factores  ambientais, como é sugerido por Schneidert et al. <SUP>5</SUP>.</P>     <P>O reconhecimento do papel primordial e central que os factores ambientais têm  na CIF, ultrapassam a sua importância enquanto determinantes do estado de saúde,  ao poderem ser considerados não só como uma mudança ao<I> locus </I>da  incapacidade, mas sobretudo pela possibilidade de serem considerados o<I>  locus</I> da intervenção. Desta forma, a compreensão e avaliação da  incapacidade, ultrapassam o domínio do indivíduo, devendo ser consideradas como  o resultado da interacção do seu estado de saúde com os factores ambientais, não  se apresentando exclusiva de alguns grupos sociais. Considerando-se uma  experiência universal, um conceito dinâmico bidireccional, em suma, alicerçando  o modelo biopsicossocial onde assenta a CIF.</P>     <P>O esquema conceptual da CIF, mundialmente difundido, apresenta-se conforme a  figura 1, dividindo-se estruturalmente em duas partes:<I>  Funcionalidade/Incapacidade </I>e<I> Factores Contextuais.</I> Cada parte possui  dois componentes. Da funcionalidade/incapacidade fazem parte as<I> Funções  </I>e<I> Estruturas do Corpo </I>e as<I> Actividades e Participação</I>,  enquanto os Factores Contextuais, abrangem os<I> Factores Ambientais e os  Factores Pessoais.</I> Os domínios da saúde e os domínios relacionados com a  saúde, são então descritos com base na perspectiva do corpo, do indivíduo e da  sociedade em domínios, que se operacionalizam em duas listas básicas: i)<I>  Funções &#151;</I> funções fisiológicas dos sistemas orgânicos, incluindo as funções  psicológicas &#151;<I> e Estruturas do Corpo &#151; </I>partes anatómicas do corpo, tais  como, órgãos, membros e seus componentes, classificados de acordo com os  sistemas orgânicos &#151; e ii)<I> Actividades &#151;</I> execução de uma tarefa ou acção  por um indivíduo, representando a perspectiva individual da funcionalidade &#151;<I>  e Participação &#151; </I>envolvimento de um indivíduo numa situação da vida real,  representando a perspectiva social da funcionalidade<I> &#151;</I>, relacionando  também os<I> Factores Ambientais</I> que interagem com todos estes componentes  <SUP>7</SUP>.</P>      <p>&nbsp;</p>     <p><b>Figura 1</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Modelo conceptual da CIF, WHO, 2001 <sup>1</sup></b></p> <img src="/img/revistas/rpsp/v28n2/28n2a08f1.jpg">      
<p>&nbsp;</p>      <P>Os<I> Factores Contextuais </I>podem ser externos ao indivíduo &#151;<I> Factores  Ambientais &#151; </I>ou intrínsecos ao indivíduo &#151;<I> Factores Pessoais</I>. Os  Factores Ambientais constituem o ambiente físico, social e atitudinal em que as  pessoas vivem e conduzem a sua vida. Referem-se a todos os aspectos do mundo  externo ou extrínseco que formam o contexto de vida de um indivíduo, tendo por  isso um impacto sobre a funcionalidade dessa pessoa. Nestes factores estão  incluídos o mundo físico e as suas características; o mundo físico criado pelo  homem, as outras pessoas em diferentes relacionamentos e papéis, as atitudes e  os valores, os serviços e os sistemas sociais, as políticas, as regras e as  leis. Os Factores Pessoais são representados pela idade, o sexo, a educação, a  profissão, entre outros, ainda não codificados na classificação.</P>     <P>Assim, o termo<I> Funcionalidade</I> engloba todas as funções do corpo,  actividades e participação, indicando os aspectos positivos ou facilitadores, da  interacção entre um indivíduo (com uma condição de saúde) e os seus factores  contextuais, enquanto a<I> Incapacidade </I>sintetiza as deficiências ou  alterações das funções e estruturas, as limitações das actividades e as  restrições da participação, ou a magnitude barreira dos factores ambientais,  revelando assim os aspectos negativos da interacção entre um indivíduo e os seus  factores contextuais (ambientais e pessoais). Deste modo, a incapacidade na  conceptualização da CIF, não é considerada um atributo pessoal, mas o resultado  de uma experiência que engloba algum (ou a totalidade) daqueles factores.</P>     <P>A CIF enquanto classificação, não se limita a descrever de uma forma  detalhada a incapacidade, descreve também de uma forma abrangente a  possibilidade do impacto que os factores ambientais produzem na funcionalidade  do indivíduo, quer enquanto facilitadores, quer enquanto factores barreira  <SUP>5</SUP>, sendo estes factores que marcam a grande diferença entre as  classificações anteriores e a CIF.</P>     <P>Estes factores ambientais na sua interacção directa com o estado de saúde do  indivíduo, quando se manifestam como barreira, podem mesmo produzir  incapacidade, restringindo a participação e limitando as actividades, em  indivíduos que em situações ambientais facilitadoras, não seriam considerados  possuidores dessa incapacidade.</P>     <P>Ou seja, quando o contexto ambiental é acessível, quando as políticas sociais  são positivas, quando as circunstâncias atitudinais são de inclusão, a  experiência da incapacidade pode ser dissolvida e minorada, onde o estigma da  incapacidade cede lugar à plena integração e participação social.</P>     <P>Van de Vem et al. <SUP>8</SUP> acrescentam ainda que a integração obriga que  se considerem elementos subjectivos, que ultrapassam a realidade ambiental.  Adiantam aliás, que estes elementos subjectivos, a quem chamam também,  experiências subjectivas individuais de integração, não estão mencionados na  CIF, mas constituem uma importância vital para a funcionalidade e a integração  social.</P>     <P>Reside talvez aí, a dificuldade da codificação dos Factores Pessoais, não só  pela sua múltipla abrangência e variabilidade, mas também enquanto processo de  experiência pessoal subjectiva, enquanto processo revelador e enfatizador da  experiência de vida que, tem a sua melhor manifestação no discurso narrativo,  cujo processo mantém uma difícil operacionalização no contexto da classificação  <SUP>9</SUP>.</P>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><B>Aspectos estruturais e operacionais da classificação </B></P>     <P>Os componentes das funções e estruturas, actividades e participação e  factores ambientais estão classificados através de<I> categorias</I>. Deste  modo, existe uma lista com mais de 1400 categorias, mutuamente exclusivas, que  formam as<I> unidades da classificação</I> e que estão organizadas numa  estrutura hierárquica. Esta hierarquia pode adquirir quatro níveis, que se  diferenciam de forma progressiva quanto à sua precisão ou especificidade do  conceito e que esquematicamente se podem apresentar conforme a figura 2.</P>      <p>&nbsp;</p>     <p><b>Figura 2</b></p>     <p><b>Estrutura da CIF</b></p> <img src="/img/revistas/rpsp/v28n2/28n2a08f2.jpg">      
<p>&nbsp;</p>      <P>Desta forma, as categorias são apresentadas por meio de um código  alfanumérico que possibilita classificar a funcionalidade/incapacidade, tanto a  nível individual quanto populacional, onde a categoria de nível mais elevado, o  4º, engloba os conceitos das categorias anteriores, conforme o seguinte exemplo  (fig. 3):</P>      <p>&nbsp;</p>     <p><b>Figura 3</b></p>     <p><b>Categorias por níveis da CIF</b></p> <img src="/img/revistas/rpsp/v28n2/28n2a08f3.jpg">      
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <P>A apresentação da classificação oferece também uma definição pormenorizada de  cada categoria, bem como as condições de inclusão e exclusão, o que facilita de  forma inequívoca e detalhada a opção das diferentes unidades de  classificação.</P>     <P>A apresentação isolada de um código de uma categoria, tem um valor neutro, ou  seja, uma categoria para ter validade relativamente aos constructos da  classificação, necessita estar qualificada quanto à magnitude ou extensão da  lesão ou quanto à presença ou ausência de um facilitador ou barreira ambiental.  Essa quantificação/qualificação é apresentada numa escala numérica que varia de  0 a 4, sendo comum a todos os componentes e por essa razão também designada  por<I> qualificador genérico,</I> conforme a tabela 1. As estruturas do corpo  possuem além do qualificador genérico, um qualificador para a<I> natureza</I> da  mudança na estrutura e ainda um qualificador que indica essa<I>  localização</I>.</P>      <p>&nbsp;</p>     <p><b>Tabela 1</b></p>     <p><b>Qualificador genérico da CIF</b></p> <img src="/img/revistas/rpsp/v28n2/28n2a08t1.jpg">      
<p>&nbsp;</p>     <P>Esta possibilidade operativa da CIF permite uma avaliação normalizada e uma  descrição integral da saúde e dos estados relacionados com a saúde, na vertente  biológica, pessoal e social, virtuosidade que se esbate na dificuldade prática  que oferece, quando nos apresenta mais de 1400 códigos, tornando morosa e  impraticável a sua utilização no ambiente clínico ou avaliativo  <SUP>10</SUP>.</P>     <P>Para contornar esta dificuldade a OMS e os seus centros colaboradores, têm  desenvolvido "listagens" mais curtas que facilitam a aplicabilidade da  classificação.</P>     <P>Uma dessas listagens, a "<I>checklist", </I>discrimina as 152 principais  categorias que identificam os problemas mais comuns em pacientes com condições  crónicas de saúde <SUP>11</SUP>. Tem sido já adoptado em diversos estudos  <SUP>6,12</SUP>, demonstrando uma descrição completa sobre a sintomatologia e a  funcionalidade dos grupos de pacientes onde foi testada, sendo também a  ferramenta de avaliação proposta pelo projecto europeu MHADIE (<I>Measuring  Health and Disability in Europe</I>), cujos resultados recomendaram a utilização  da CIF pelos diferentes sectores, incluindo a saúde e a educação.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>O<I> WHODAS II &#151; World Health Organisation Disability Assessment Schedule  II</I> <SUP>13</SUP> faz também parte deste grupo de listagens mais curtas da  CIF, sendo um questionário multidimensional que fornece um perfil da  funcionalidade. Inclui seis domínios (compreensão e comunicação,  relacionamentos, participação na sociedade, actividades relacionadas com o  trabalho e actividades domésticas, auto-cuidados e mobilidade). É constituído  por 36 questões ou, na sua versão mais curta, por 12 questões. Tem sido rigorosa  e extensivamente submetido, quanto à sua confiabilidade em diversos contextos e  situações clínicas <SUP>14-16</SUP>.</P>     <P>As listagens que mais divulgação e aplicação clínica têm tido, são os<I> Core  Sets,</I> ou núcleos básicos da CIF <SUP>17,18</SUP>. Estes documentos surgem de  um processo que requer várias etapas de acreditação e evolução e mantêm-se até  ao momento, em processo de estudo e desenvolvimento em diversos países, no  sentido de facilitar a sua aplicabilidade tanto na abordagem clínica aguda ou  subaguda <SUP>19,20</SUP>, quanto na investigação ou gestão de serviços  <SUP>21</SUP>.</P>     <P>Desde o início da publicação da CIF em 2002, que a OMS percebeu a necessidade  da existência de uma versão para crianças e jovens, alertada pela sua utilização  no campo clínico, educacional e social. Nesse sentido, a OMS promoveu a  elaboração de uma versão que fosse sensível às mudanças associadas com o  desenvolvimento biopsicossocial das crianças e jovens e que acompanhasse as  características dos diferentes grupos etários nos seus diferentes contextos. As  crianças estão num constante processo de mudança e progresso ao longo do seu  desenvolvimento biológico e social, exigindo que alguns instrumentos normativos  de avaliação, produzam padrões separados para cada 6 meses de idade, além de que  os seus ambientes e participação diferem largamente dos adultos.</P>     <P>Estas diferenças foram bem reconhecidas pela OMS que exigiu, em 2002, que a  CIF fosse adaptada para uso universal nos sectores da Saúde, Educação e Serviço  Social, para crianças e jovens. Em consequência disso, foi criado um grupo de  trabalho que levou a cabo essa tarefa, entre 2002 e 2004, tendo ocorrido  experiências no terreno em 2005 e 2006. A aplicação da versão da CIF para  crianças e jovens foi testada através de questionários dirigidos a quatro grupos  etários: crianças dos 0-2 anos; crianças dos 3-6 anos; crianças dos 7-12 anos e  jovens dos 13-18 anos. Nesse seguimento, em 2007, é publicada pela OMS, a  primeira versão da classificação derivada da CIF, para crianças e jovens.</P>     <P>As principais modificações à versão para adultos consistiram em: i) modificar  e ampliar as descrições de algumas categorias; ii) modificar alguns critérios de  inclusão e exclusão e iii) expandir o sistema qualificador para incluir aspectos  do desenvolvimento <SUP>22,23</SUP>.</P>     <P>No nosso país, a CIF para crianças e jovens foi experimentalmente traduzida e  adaptada, pelo Centro de Psicologia do Desenvolvimento e da Educação da Criança  da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto  <SUP>24.</SUP></P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Aplicabilidade da classificação </B></P>     <P><I><B>Aplicabilidade clínica </B></I></P>     <P>Ao descrever de forma multidimensional a funcionalidade dos indivíduos e das  populações, a CIF tem-se revelado uma ferramenta muito importante em Saúde  Pública, evitando o reducionismo do diagnóstico, complementando os indicadores  que tradicionalmente se utilizam para medir a mortalidade ou a morbilidade,  através de uma linguagem internacional uniformizada que descreve e classifica a  saúde e as dimensões que com ela se relacionam, na promoção de um marco comum  para a medição de resultados <SUP>25</SUP>.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Também na prática clínica de diversas especialidades, a CIF tem-se revelado  muito útil no processo de avaliação e na tomada de decisão, facilitando a  comunicação não só entre os membros das equipas multidisciplinares, mas  sobretudo entre os pacientes e os técnicos de saúde <SUP>26-28</SUP>.</P>     <P>Esta participação activa e dialogante do paciente durante o processo de  avaliação e tomada de decisão, é facilitada pela CIF através da sua linguagem  universal, abrangente e integradora, cujo processo operativo se apelidou<I>  Rehabilitation Problem Solving &#151; RPS-Form</I> <SUP>29</SUP>. Um processo  avaliativo, de tomada de decisão centrado no indivíduo, composto por duas  partes; uma, que pertence à visão do paciente, onde este manifesta as suas  alterações, limitações ou restrições e outra esquematicamente igual, onde a  equipa de cuidados, introduz objectivamente o que diagnosticou referindo-se de  igual forma, a esses diferentes domínios da funcionalidade.</P>     <P>A sua aplicabilidade na clínica tem sido também aferida através quer de  estudos de calibração com outros instrumentos, quer de estudos de comparação  conceptual <SUP>30-32</SUP> e ainda na gestão de registos ou de unidades  clínicas <SUP>33-35</SUP>. </P>     <p>&nbsp;</p>     <P><I><B>Aplicabilidade político-social </B></I></P>     <P>São vários os países que têm adoptado a CIF no enquadramento das alterações  legislativas ou políticas e de regulação social no âmbito dos subsídios de  incapacidade, sistemas de pensões, políticas de trabalho ou de reformas das  pessoas com incapacidades.</P>     <P>A Alemanha um dos países europeus mais dinamizadores da implementação e  divulgação da CIF, desde 2004 que baseia o seu regime de pensões na  classificação, apesar das dificuldades iniciais de tradução relativamente aos  seus conceitos e constructos <SUP>36</SUP>.</P>     <P>A Austrália é outro país que tem colaborado assiduamente com a OMS, através  do seu centro colaborador, nomeadamente na operacionalização dos conceitos da  classificação em áreas emergentes como as compensações por acidente,  reabilitação ou cuidados continuados e ainda no desenvolvimento de um guia de  utilização, traduzido em várias línguas, nomeadamente português  <SUP>37</SUP>.</P>     <P>Os Estados Unidos da América têm adoptado a classificação em estudos  estatísticos, registos clínicos e administrativos, bem como em sistemas  subsidiários de cuidados de saúde <SUP>38</SUP>.</P>     <P>A actualização de dados do sistema de saúde e serviço social da Irlanda,  relativamente às necessidades das pessoas com deficiência, tem sido  operacionalizado desde 2004, com o<I> WHODAS II</I> <SUP>39</SUP>.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Os serviços sociais japoneses, com base na CIF, têm estudado a funcionalidade  da sua população, nomeadamente os aspectos ligados às actividades e participação  dos grupos etários mais velhos <SUP>40</SUP>. </P>     <p>&nbsp;</p>     <P><I><B>Aplicabilidade no sistema educativo </B></I></P>     <P>Também a área da educação tem sido profícua na adopção conceptual da CIF,  quer no desenvolvimento de linhas conceptuais de ensino/aprendizagem ou de  unidades curriculares <SUP>41-43</SUP>, quer enquanto medida avaliativa das  necessidades educativas especiais <SUP>44-46</SUP>, ou ainda na categorização de  um perfil de capacidade, capaz de identificar as necessidades de cuidados  adicionais em crianças portadoras de deficiência, como é o caso da criação do<I>  Capacity Profile</I>, em desenvolvimento na Holanda <SUP>47,48</SUP>.</P>     <P>Formalmente é só na área da educação que a CIF em Portugal tem tido  aplicabilidade. De facto, com a entrada em vigor do Decreto-Lei nº3/2008, ficou  definido que os apoios especializados visando a criação de condições para a  adequação do processo educacional às necessidades educativas especiais dos  alunos com limitações significativas ao nível da actividade e participação,  fossem aferidos através da<I> checklist</I> da classificação. Daqui resulta, que  o<I> Plano Educativo Individual</I>, tem por base os dados que constam no  relatório técnico-pedagógico, oferecidos pela avaliação especializada e  multidisciplinar, realizada com referência à CIF, para crianças e jovens.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Considerações finais </B></P>     <P>A CIF é um sistema classificativo que permite ser aplicado  transectorialmente, tendo um potencial e utilidade epidemiológica orientados  para a decisão em Saúde Pública. Oferece a possibilidade de se realizarem  recolhas de informação sistematizadas, graças à sua taxonomia universal, que se  estende a todos os indivíduos, facilitando a comunicação e a tomada de decisão.  Finalmente, mas não menos importante, estabelece um paradigma que focaliza a  funcionalidade como um sistema de múltiplos sistemas que se cruzam e interagem  em constante mutação, num modelo biopsicossocial, que se centra na saúde,  privilegiando a capacidade e o desempenho, ao invés de se centrar nas  deficiências, limitações ou restrições.</P>     <P>A CIF não é uma classificação de pessoas. Permite descrever as  características do indivíduo em diferentes domínios e as características do seu  meio físico e social, seleccionando um conjunto de códigos que documenta, o seu  perfil de funcionalidade e de participação.</P>     <P>A CIF não é um instrumento de avaliação ou de medida e por isso não dispensa  a adopção de procedimentos e a utilização de instrumentos de avaliação  normalizados e fidedignos que evidenciem de forma rigorosa os diferentes  domínios em estudo, tomando como referência os seus constructos e os seus  domínios da funcionalidade. Esta conceptualização, oferece a criatividade e a  orientação científica para o estudo e a criação de modelos do binómio  funcionalidade/incapacidade, mas oferece sobretudo a possibilidade de  ultrapassarmos a sua base classificativa, para estruturarmos uma base  instrumental de medida e resultados.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Desta forma, o modelo da CIF merece ser investigado nas suas dimensões  sociais, políticas e culturais, constituindo um desafio para todos, no sentido  de explorar a sua aceitabilidade, validade e impacto nos diferentes sistemas,  mas sobretudo explorando o seu potencial na renovação de políticas mais  inclusivas e equitativas.</P>     <P>&nbsp;</P>     <P><B>Conflito de interesse </B></P>     <P>Os autores declaram não haver conflito de interesse. </P>     <P>&nbsp;</P>     <P><B>Bibliografía</B></P>     <P>1. WHO. The international classification of functioning, disability and  health. Geneva: World Health Organization; 2001. </P>     <!-- ref --><P>2. Cieza A, Stucki G. Content comparison of health–related quality of life  (HRQOL) instruments based on the international classification of functioning,  disability and health (ICF). Qual Life Res. 2005;14:1225–37. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S0870-9025201000020000800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>3. Wade DT, Halligan P. New wine in old bottles: the WHO ICF as an  explanatory model of human behaviour. Clin Rehabil. 2003;17:349–54. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S0870-9025201000020000800002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>4. Allet L, Burge E, Monnin D. ICF: clinical relevance for physiotherapy? A  critical review. Adv Physiother. 2008;10: 127–37. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S0870-9025201000020000800003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>5. Schneidert M, Hurst R, Miller J, Ustün B. The role of environment in the  international classification of functioning, disability and health (ICF).  Disabil Rehabil. 2003;25:588–95. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S0870-9025201000020000800004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>6. Ayuso–Mateos JL, Nieto–Moreno M, Sánchez–Moreno J, Vázquez–Barquero JL.  Clasificación Internacional del Funcionamiento, la Discapacidad y la Salud  (CIF): aplicabilidad y utilidad en la práctica clínica. Med Clin (Barc).  2006;126:461–6. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S0870-9025201000020000800005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>7. Thonnard JL, Penta, M. Functional assessment in physiotherapy. A  literature review. Eur Medicophys. 2007;43:525–41. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S0870-9025201000020000800006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>8. van de Ven L, Post M, de Witte L, van den Heuvel W. It takes two to tango:  the integration of people with disabilities into society. Disabil Soc.  2005;20:311–32. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S0870-9025201000020000800007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><P>9. Duchan JF. Commentary: Where is the person in the ICF? Advances in  Speech–Language Pathology. 2004;6:63–5. </P>     <!-- ref --><P>10. Ustun B, Chatterji S, Kostanjsek N. Comments from WHO for the Journal of  Rehabilitation Medicine Special Supplement on ICF Core Sets. J Rehabil Med.  2004;(44 Suppl):7–8. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S0870-9025201000020000800008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>11. Ewert T, Fuessl M, Cieza A, Andersen C, Chatterji S, Kostanjsek N, et al.  Identification of the most common patient problems in patients with chronic  conditions using the ICF checklist. J Rehabil Med. 2004;(44 Suppl):22–9. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S0870-9025201000020000800009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>12. Nieto–Moreno M. Aplicación de la CIF para el estudio y evaluación del  funcionamiento y la discapacidad en depresión unipolar en el ámbito de atención  primaria. Actas Esp Psiquiat. 2006;34:393–6. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S0870-9025201000020000800010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><P>13. WHO. Measuring health and disability: manual for WHO disability  assessment schedule: WHOADAS 2.0. Geneva: World Health Organization; 2010. ISBN  978–92–4–154759–8. </P>     <!-- ref --><P>14. van Tubergen A, Landewé R, Heuft–Dorenbosch L, Spoorenberg A, van der  Heijde D, van der Tempel H, et al. Assessment of disability with the World  Health Organization Disability Assessment Schedule II in patients with  ankylosing spondylitis. Ann Rheum Dis. 2003;62:140–5. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S0870-9025201000020000800011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>15. Schlote A, Richter M, Wunderlich MT, Poppendick U, Möller C, Schwelm K,  et al. WHODAS II with people after stroke and their relatives. Disabil Rehabil.  2009;31:855–64. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S0870-9025201000020000800012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>16. Meesters JJ, Verhoef J, Liem IS, Putter H, Vliet Vlieland TP. Validity  and responsiveness of the World Health Organization Disability Assessment  Schedule II to assess disability in rheumatoid arthritis patients. Rheumatology  (Oxford). 2010;49:326–33. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S0870-9025201000020000800013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>17. Weigl M, Cieza A, Andersen C, Kollerits B, Amann E, Stucki G.  Identification of relevant ICF categories in patients with chronic health  conditions: a Delphi exercise. J Rehabil Med. 2004;(44 Suppl):12–21. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S0870-9025201000020000800014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>18. Cieza A, Ewert T, Ustün TB, Chatterji S, Kostanjsek N, Stucki G.  Development of ICF Core Sets for patients with chronic conditions. J Rehabil  Med. 2004;(44 Suppl):9–11. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S0870-9025201000020000800015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>19. Grill E, Ewert T, Chatterji S, Kostanjsek N, Stucki G. ICF Core Sets  development for the acute hospital and early post–acute rehabilitation  facilities. Disabil Rehabil. 2005;27:361–6. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S0870-9025201000020000800016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>20. Stucki G, Ustun TB, Melvin J. Applying the ICF for the acute hospital and  early post–acute rehabilitation facilities. Disabil Rehabil. 2005;27:349–52.  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S0870-9025201000020000800017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>21. Stucki G, Grimby G. Applying the ICF in medicine. J Rehabil Med. 2004;(44  Suppl):5–6. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S0870-9025201000020000800018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><P>22. McAnaney D. O contributo da CIF–CJ para as necessidades educativas  especiais: modelação das políticas e das práticas de inclusão social das pessoas  com deficiências em Portugal. Arcozelo: Centro de Reabilitação Profissional de  Gaia; 2007. </P>     <!-- ref --><P>23. Simeonsson RJ. ICF–CY: a universal tool for documentation of disability.  Journal of Policy and Practice in Intellectual Disabilities. 2009;6:70–2. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S0870-9025201000020000800019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><P>24. Centro Brasileiro de Classificação de Doenças. Classificação Internacional    da Funcionalidade Incapacidade e Saúde: versão para crianças e jovens, actividades    e participação, factores ambientais. [Em linha]. São Paulo: CBCD. Faculdade    de Saúde Pública. Universidade de São Paulo. [Consult. 20–01–2010]. Disponível    em <a href="http://hygeia.fsp.usp.br/%7Ecbcd/" target="_blank">http://hygeia.fsp.usp.br/~cbcd/</a>.  </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>25. Fernández–López JA, Fernandez–Fidalgo M, Geoffrey R, Stucki G, Cieza A.  Funcionamiento y discapacidad: la clasificacion internacional del funcionamiento  (CIF). Rev Esp Salud Publica. 2009;83:775–83. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S0870-9025201000020000800020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>26. Bruyère S, van Looy S, Peterson D. The International Classification of  Functioning, Disability and Health: contemporary literature overview. Rehabil  Psychol. 2005;50:113–21. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S0870-9025201000020000800021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>27. Stucki G, Cieza A. The International Classification of Functioning  Disability and Health in physical and rehabilitation medicine. Eur J Phys  Rehabil Med. 2008;44:299–302. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S0870-9025201000020000800022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>28. Jelsma J. Use of the International Classification of Functioning,  Disability and Health: a literature survey. 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The International Classification of Functioning  Disability and Health: its development process and content validity. Eur J Phys  Rehabil Med. 2008;44: 303–13. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S0870-9025201000020000800025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>31. Rejeski WJ, Ip EH, Marsh AP, Miller ME, Farmer DF. Measuring disability  in older adults: the International Classification System of Functioning,  Disability and Health (ICF) framework. Geriatr Gerontol Int. 2008;8:48–54. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S0870-9025201000020000800026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>32. Noonan VK, Kopec JA, Noreau L, Singer J, Dvorak MF. A review of  participation instruments based on the International Classification of  Functioning, Disability and Health. Disabil Rehabil. 2009;31:1883–901. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S0870-9025201000020000800027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>33. Rentsch HP, Bucher P, Dommen Nyffeler I, Wolf C, Hefti H, Fluri E, et al.  The implementation of the "International Classification of Functioning,  Disability and Health" (ICF) in daily practice of neurorehabilitation: an  interdisciplinary project at the Kantonsspital of Lucerne, Switzerland. Disabil  Rehabil. 2003;25:411–21. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S0870-9025201000020000800028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>34. Rauch A, Cieza A, Stucki G. How to apply the International Classification  of Functioning, Disability and Health (ICF) for the rehabilitation management in  clinical practice. Eur J Phys Rehabil Med. 2008;44:329–42. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S0870-9025201000020000800029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>35. Reed GM, Leonardi M, Ayuso–Mateos JL, Materzanini A, Castronuovo D,  Manara A, et al. Implementing the ICF in a psychiatric rehabilitation setting  for people with serious mental illness in the Lombardy region of Italy. Disabil  Rehabil. 2009;31 (Suppl 1):S170–3. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S0870-9025201000020000800030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>36. Schuntermann MF. The implementation of the International Classification  of Functioning, Disability and Health in Germany: experiences and problems. Int  J Rehabil Res. 2005;28:93–102. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S0870-9025201000020000800031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>37. Perry A, Morris M, Unsworth C, Duckett S, Skeat J, Dodd K, et al. Therapy  outcome measures for allied health practitioners in Australia: the AusTOMs. Int  J Qual Health Care. 2004;16:285–91. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S0870-9025201000020000800032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>38. Reed GM, Dilfer K, Bufka LF, Scherer MJ, Klotz P, Tsivhase M, et al.  Operationalizing the International Classification of Functioning, Disability and  Health in clinical settings. Rehab Psychol. 2005;50:122–31. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S0870-9025201000020000800033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>39. O''donovan Ma, Doyle A, Gallangher P. Barriers, activities and  participation: incorporating ICF into service planning datasets. Disabil  Rehabil. 2009;31:2073–80. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S0870-9025201000020000800034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>40. Okawa Y, Ueda S, Shuto K, Mizoguchi T. Development of criteria for the  qualifiers of activity and participation in the "International Classification of  Functioning, Disability and Health" based on the accumulated data of population  surveys. Int J Rehabil Res. 2008;31:97–103. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S0870-9025201000020000800035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>41. Broberg C, Aars M, Beckmann K, Vandenberghe R, Emaus N, Lehto P, et al. A  conceptual framework for curriculum design in physiotherapy education: an  international perspective. Adv Physiother. 2003;5:161–8. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S0870-9025201000020000800036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>42. Allan CM, Campbell WN, Guptill CA, Stephenson FF, Campbell KE. A  conceptual model for interprofessional education: the international  classification of functioning, disability and health (ICF). J Interprof Care.  2006;20:235–45. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S0870-9025201000020000800037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>43. Darrah J, Loomis J, Manns P, Norton B, May L. Role of conceptual models  in a physical therapy curriculum: application of an integrated model of theory,  research, and clinical practice. Physiother Theory Pract. 2005;22:239–50. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S0870-9025201000020000800038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>44. Simeousson RJ. Classification of communication disabilities in children:  contribution of the International Classification on Functioning, Disability and  Health. Int J Audiol. 2003;42 (Suppl 1):S2–8. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000152&pid=S0870-9025201000020000800039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>45. Campbell WN, Skarakis–Doyle E. School–aged children with SLI: the ICF as  a framework for collaborative service delivery. J Commun Disord. 2007;40:513–35.  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000153&pid=S0870-9025201000020000800040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>46. Thomas–Stonel N, Oddson B, Robertson B, Rosenbaum P. Predicted and  observed outcomes in preschool children following speech and language treatment:  parent and clinician perspectives. J Commun Disord. 2009;42:29–42. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000154&pid=S0870-9025201000020000800041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>47. Meester–Delver A, Beelen A, Hennekam R, Nollet F, Hadders–Algra M. The  capacity profile: a method to classify additional care needs in children with  neurodevelopmental disabilities. 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