<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0870-9025</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Saúde Pública]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Rev. Port. Sau. Pub.]]></abbrev-journal-title>
<issn>0870-9025</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Escola Nacional de Saúde Pública]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0870-90252010000200011</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Efeito genotóxico do etanol em neuroblastos de Drosophila melanogaster]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Genotoxic effect of ethanol in Drosophila melanogaster neuroblasts]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ribeiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[Ilda Patrícia]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gaivão]]></surname>
<given-names><![CDATA[Isabel]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,UTAD - Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro DGB - Departamento de Genética e Biotecnologia ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Vila Real ]]></addr-line>
<country>Portugal</country>
</aff>
<aff id="A02">
<institution><![CDATA[,UTAD - Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro CECAV - Centro de Ciência Animal e Veterinária ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Vila Real ]]></addr-line>
<country>Portugal</country>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>12</month>
<year>2010</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>12</month>
<year>2010</year>
</pub-date>
<volume>28</volume>
<numero>2</numero>
<fpage>199</fpage>
<lpage>204</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0870-90252010000200011&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0870-90252010000200011&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0870-90252010000200011&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Introdução: O cérebro é um importante alvo do etanol, sendo o consumo excessivo de álcool associado a danos cerebrais. Tem sido demonstrado que os produtos do metabolismo do etanol promovem alterações no DNA. Desta forma, e apesar de se verificar em Portugal uma tendência para a diminuição do consumo de álcool, pensamos ser pertinente a realização deste estudo. Objectivo: Avaliar a toxicidade e o potencial efeito genotóxico do etanol em Drosophila melanogaster in vivo utilizando o ensaio do cometa. Métodos: Realizou-se um estudo de toxicidade para o etanol com as concentrações de 0 %; 0,625 %; 1,25 %; 2,5 % e 5 % (v/v), administradas de forma crónica, seguindo-se a contagem dos descendentes adultos para a avaliação da sobrevivência relativa das drosófilas nas diferentes concentrações de etanol. Seguidamente, utilizaram-se neuroblastos de drosófila para a avaliação do efeito genotóxico pelo ensaio do cometa (ensaio de electroforese de células isoladas). Os danos de DNA são reportados através dos seguintes parâmetros: comprimento da cauda, percentagem de DNA na cauda e momento de cauda. Resultados: O etanol não apresentou toxicidade para a D. melanogaster, verificando-se, pelo contrário, um aumento no número de descendentes em todas as concentrações de etanol testadas, mostrando-se, portanto a presença de etanol benéfica em termos de número de descendentes. A sobrevivência superior ocorreu na concentração de 1,25 %, uma vez que é nesta concentração que se encontraram mais descendentes. No entanto, em termos de genotoxicidade constatou-se nos parâmetros avaliados no ensaio do cometa que, de uma forma genérica, quanto maior a concentração de etanol mais danos são infligidos ao DNA. O etanol evidenciou um efeito genotóxico nas três concentrações mais elevadas em estudo (1,25 %; 2,5 % e 5 %). Os danos foram superiores para a concentração de 5 % de etanol. Por outro lado, a concentração de etanol de 0,625 % não se mostrou genotóxica. Conclusões: A D. melanogaster exposta a diferentes concentrações de etanol manifestou um aumento significativo de danos no DNA, ao nível dos neuroblastos, verificando-se um aumento dose-dependente, nos parâmetros do ensaio do cometa avaliados. Foi, portanto possível demonstrar que o etanol provoca rupturas no DNA, avaliadas pela presença de cometas.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: The brain is an important target to ethanol, being the excessive consumption of alcohol related to brain damage. It has been shown that the metabolic products of ethanol induce DNA alterations. Thus, although in Portugal the consumption of alcohol is decreasing, we believe that the present study is pertinent. Purpose: To assess the toxicity and the genotoxicity of ethanol in Drosophila melanogaster in vivo using the comet assay. Methods: The toxicity study of ethanol at 0 %; 0.625 %; 1.25 %; 2.5 % and 5 % (v/v) was conducted; then, we counted the adult descendents to assess the rate of survival of drosophilas in the different concentrations of ethanol. Afterwards, the neuroblasts of drosophila were used to evaluate the genotoxicity of ethanol using the comet assay (single-cell gel electrophoresis). The DNA damage was quantified by determining the following parameters: the percentage of DNA in the tail, tail length, and tail moment. Results: Ethanol did not present toxicity to D. melanogaster, as the number of descendents were higher in all the concentrations tested comparatively to 0 %, hence, the presence of ethanol was beneficial. The higher survival rate was observed in the concentration of 1.25 %, as in this concentration the number of descendents was higher. The parameters assessed by the comet assay showed that in general higher DNA damage is induced by higher concentrations of ethanol. Ethanol showed genotoxicity in the higher concentrations used in the present study (1.25 %, 2.5 %, 5 %). The damages in DNA were superior in the ethanol concentration of 5 %. Conversely, the ethanol concentration of 0.625 % was not genotoxic. Conclusions: The D. melanogaster exposed to different concentrations of ethanol revealed a significant increase in the DNA damage, in neuroblasts, being observed a dose-dependent increase in all the parameters assessed in the comet assay. Thus, the present study demonstrated that ethanol induces DNA ruptures, assessed by the presence of comets.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Etanol]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Genotóxico]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[D. melanogaster]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Ensaio do Cometa]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Ethanol]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Genotoxic]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[D. melanogaster]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Comet assay]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <P><b>Efeito genotóxico do etanol em neuroblastos de Drosophila melanogaster</b></P>     <P>&nbsp;</P>      <P>Ilda Patrícia Ribeiro<SUP>a</SUP>, Isabel Gaivão<SUP>b</SUP> </P>      <P><SUP>a</SUP>Departamento de Genética e Biotecnologia (DGB), Universidade de    Trás–os–Montes e Alto Douro, Vila Real, Portugal, <A  href="mailto:ildaribeiro.patricia@gmail.com">ildaribeiro.patricia@gmail.com</A></P>     <P><SUP>b</SUP>Departamento de Genética e Biotecnologia (DGB), Universidade de  Trás–os–Montes e Alto Douro, Vila Real, Portugal. Centro de Ciência Animal e  Veterinária (CECAV), Universidade de Trás–os–Montes e Alto Douro, Vila Real,  Portugal</P>      <P>&nbsp;</P>      <P><B>Resumo</B></P>     <P>Introdução: O cérebro é um importante alvo do etanol, sendo  o consumo excessivo de álcool associado a danos cerebrais. Tem sido demonstrado  que os produtos do metabolismo do etanol promovem alterações no DNA. Desta  forma, e apesar de se verificar em Portugal uma tendência para a diminuição do  consumo de álcool, pensamos ser pertinente a realização deste estudo.</P>      <P>Objectivo:  Avaliar a toxicidade e o potencial efeito genotóxico do etanol em Drosophila  melanogaster in vivo utilizando o ensaio do cometa.</P>      <P>Métodos: Realizou–se um  estudo de toxicidade para o etanol com as concentrações de 0 %; 0,625 %; 1,25 %;  2,5 % e 5 % (v/v), administradas de forma crónica, seguindo–se a contagem dos  descendentes adultos para a avaliação da sobrevivência relativa das drosófilas  nas diferentes concentrações de etanol. Seguidamente, utilizaram–se neuroblastos  de drosófila para a avaliação do efeito genotóxico pelo ensaio do cometa (ensaio  de electroforese de células isoladas). Os danos de DNA são reportados através  dos seguintes parâmetros: comprimento da cauda, percentagem de DNA na cauda e  momento de cauda.</P>      ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Resultados: O etanol não apresentou toxicidade para a D.  melanogaster, verificando–se, pelo contrário, um aumento no número de  descendentes em todas as concentrações de etanol testadas, mostrando–se,  portanto a presença de etanol benéfica em termos de número de descendentes. A  sobrevivência superior ocorreu na concentração de 1,25 %, uma vez que é nesta  concentração que se encontraram mais descendentes. No entanto, em termos de  genotoxicidade constatou–se nos parâmetros avaliados no ensaio do cometa que, de  uma forma genérica, quanto maior a concentração de etanol mais danos são  infligidos ao DNA. O etanol evidenciou um efeito genotóxico nas três  concentrações mais elevadas em estudo (1,25 %; 2,5 % e 5 %). Os danos foram  superiores para a concentração de 5 % de etanol. Por outro lado, a concentração  de etanol de 0,625 % não se mostrou genotóxica.</P>      <P>Conclusões: A D. melanogaster  exposta a diferentes concentrações de etanol manifestou um aumento significativo  de danos no DNA, ao nível dos neuroblastos, verificando–se um aumento  dose–dependente, nos parâmetros do ensaio do cometa avaliados. Foi, portanto  possível demonstrar que o etanol provoca rupturas no DNA, avaliadas pela  presença de cometas.</P>      <P><B>Palavras-chave: </B>Etanol, Genotóxico, D. <i>melanogaster</i>, Ensaio do Cometa.</P>     <P>&nbsp;</P>     <P><b>Genotoxic effect of ethanol in Drosophila melanogaster neuroblasts</b></P>     <P><B>Abstract</B></P>     <P>Introduction: The brain is an important target to ethanol,  being the excessive consumption of alcohol related to brain damage. It has been  shown that the metabolic products of ethanol induce DNA alterations. Thus,  although in Portugal the consumption of alcohol is decreasing, we believe that  the present study is pertinent.</P>      <P>Purpose: To assess the toxicity and the  genotoxicity of ethanol in Drosophila melanogaster in vivo using the comet  assay.</P>      <P>Methods: The toxicity study of ethanol at 0 %; 0.625 %; 1.25 %; 2.5 % and  5 % (v/v) was conducted; then, we counted the adult descendents to assess the  rate of survival of drosophilas in the different concentrations of ethanol.  Afterwards, the neuroblasts of drosophila were used to evaluate the genotoxicity  of ethanol using the comet assay (single–cell gel electrophoresis). The DNA  damage was quantified by determining the following parameters: the percentage of  DNA in the tail, tail length, and tail moment.</P>      <P>Results: Ethanol did not present  toxicity to D. melanogaster, as the number of descendents were higher in all the  concentrations tested comparatively to 0 %, hence, the presence of ethanol was  beneficial. The higher survival rate was observed in the concentration of 1.25  %, as in this concentration the number of descendents was higher. The parameters  assessed by the comet assay showed that in general higher DNA damage is induced  by higher concentrations of ethanol. Ethanol showed genotoxicity in the higher  concentrations used in the present study (1.25 %, 2.5 %, 5 %). The damages in  DNA were superior in the ethanol concentration of 5 %. Conversely, the ethanol  concentration of 0.625 % was not genotoxic.</P>      ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Conclusions: The D. melanogaster  exposed to different concentrations of ethanol revealed a significant increase  in the DNA damage, in neuroblasts, being observed a dose–dependent increase in  all the parameters assessed in the comet assay. Thus, the present study  demonstrated that ethanol induces DNA ruptures, assessed by the presence of  comets.</P>      <P><B>Keywords: </B>Ethanol, Genotoxic, D. melanogaster, Comet assay.</P>      <P>&nbsp;</P>     <P><B>Introdução </B></P>     <P>A organização mundial de saúde estima que, em todo o mundo, existem cerca de  2 milhares de milhão de pessoas a consumir bebidas alcoólicas, 76,3 milhões com  diagnóstico de desordens associadas ao uso de álcool e ainda que o consumo de  álcool causa 1,8 milhões de mortes <SUP>1</SUP>.</P>     <P>O consumo de álcool tem efeito deletério em vários órgãos, nomeadamente no  fígado e no Sistema Nervoso Central (SNC), originando efeitos adversos agudos e  crónicos <SUP>2-4</SUP>, sendo o cérebro um importante alvo do etanol  <SUP>5</SUP>. O etanol actua no SNC induzindo diversas respostas comportamentais  <SUP>6-8</SUP>. Em doses baixas induz euforia e desinibição, mas em doses  elevadas provoca perda do controlo motor, sedação, podendo mesmo ser fatal  <SUP>9</SUP>. Adicionalmente, o consumo excessivo de álcool tem sido associado a  danos cerebrais <SUP>5</SUP>. De facto, os produtos do metabolismo do etanol  promovem alterações no DNA <SUP>5</SUP>, tendo sido demonstrado por Blasiak e  colaboradores <SUP>10</SUP>, em 2000, que a genotoxicidade do etanol pode  contribuir para a morte celular.</P>     <P>Apesar de em Portugal se verificar uma diminuição no consumo de álcool  <SUP>11</SUP>, existe a necessidade de pesquisas que visem a compreensão das  doenças ligadas ao uso excessivo de etanol com o intuito de desenvolver  estratégias efectivas para prevenir e tratar os diferentes tipos de doenças  provocadas pelo álcool. Os pacientes com doenças relacionadas com o álcool  apresentam grande impacto na medicina clínica, tendo sido reportado em artigo de  revisão que cerca de 8 % dos internamentos hospitalares em Portugal apresentam  diagnóstico principal e/ou secundário relacionados com o álcool <SUP>12</SUP>.  Deste modo, a investigação científica, com recurso a organismos modelo, surge  como uma mais-valia na avaliação e compreensão dos mecanismos de acção dos  compostos químicos sobre o DNA. No caso do etanol, poderá ajudar a delinear  estratégias que visem o combate das diferentes doenças provocadas pelo etanol  nos humanos. Entre estes a<I> D. melanogaster</I>, como oferece uma grande  variedade de mutantes disponíveis, um leque de ensaios optimizados e acesso a  bases de dados, torna-se, assim, um excelente modelo para investigar mecanismos  fisiológicos e genéticos fundamentais e tem sido adoptada para estudar  substâncias com efeito aditivo como o álcool, cocaína e metanfetaminas  <SUP>13-15</SUP>. De facto, a drosófila é considerada um excelente modelo para  estudar a genotoxicidade e os seus mecanismos moleculares, podendo fornecer  respostas relevantes, que podem ser extrapoladas para os humanos. Uma vez que a  comparação dos dados obtidos através do Projecto Genoma Humano com aqueles  observados no programa equivalente desenvolvido com a<I> D. melanogaster</I>  demonstra a elevada conservação de genes e funções bioquímicas entre estes dois  organismos, caracterizada por uma similaridade genética de 80 %. Embora os  humanos apresentem maior número de genes a maioria destes são duplicações dos  seus equivalentes encontrados na drosófila <SUP>16</SUP>. Como consequência,  existe uma elevada conservação de vias bioquímicas e funções reguladoras entre  as duas espécies <SUP>17</SUP>. Todos os organismos produzem etanol em pequenas  quantidades nos seus tecidos <SUP>18</SUP>. Este aspecto explica a presença da  enzima catabólica de degradação do etanol, álcool desidrogenase (ADH), em todas  as espécies animais. Portanto, não é de estranhar que a principal via metabólica  para o etanol seja conservada entre seres humanos e<I> D. melanogaster</I>  <SUP>18</SUP>.</P>     <P>Desta forma, pelos potenciais efeitos deletérios que o consumo de álcool  apresenta a nível celular com consequente implicação no bem-estar físico e  psico-social do indivíduo achamos pertinente realizar este estudo, que tem por  objectivo a avaliação da toxicidade e do potencial efeito genotóxico do etanol  em<I> D. melanogaster.</I></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><B>Materiais e métodos </B></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Neste estudo em modelo animal, utilizou-se a<I> D. melanogaster</I> da  linha<I> Oregon K-yellow</I> (OK-y), eficiente para todo o tipo de mecanismos de  reparação. As culturas de drosófila foram mantidas em meio de cultura  estandardizado; contendo levedura de pão, açúcar branco, agar-agar, e ácido  propiónico, a 24 ºC, em frascos de vidro. Todos os procedimentos foram  efectuados de acordo com as normas internacionais para experimentação animal.  </P>     <P><I><B>Adição de etanol ao meio de drosófila </B></I></P>     <P>Etanol absoluto (número CAS 64-17-5) foi adicionado ao meio de<I> D.  melanogaster</I> em quatro concentrações e controlo: 0 %; 0,625 %; 1,25 %; 2,5 %  e 5 % (v/v). Deste modo, a cada frasco de cultura com 30 mL de meio adicionou-se  o respectivo volume de etanol, agitou-se e taparam-se os frascos com algodão. Em  cada frasco colocaram-se 100 casais de drosófilas, todas com a mesma idade. Após  6 dias em postura retiraram-se os progenitores deixando-se as larvas a  desenvolverem-se no mesmo meio de cultura, ou seja, um tratamento crónico,  durante todo o desenvolvimento da larva. O ensaio foi realizado em duplicado.  </P>     <P><I><B>Contagem de adultos eclodidos após tratamento com etanol </B></I></P>     <P>O número de adultos eclodidos foi contado em cada frasco e em cada  concentração, de modo a fazer uma avaliação semi-quantitativa da toxicidade.  </P>     <P><I><B>Ensaio do "Cometa" </B></I></P>     <P>Aquando da obtenção de larvas no 3º estádio de desenvolvimento, procedeu-se à  realização do ensaio do cometa (ensaio de electroforese de células isoladas).  Este, inicialmente descrito em 1988 por Singh e outros <SUP>19</SUP>, foi  realizado de acordo com as modificações introduzidas por Collins e outros  <SUP>20</SUP>, em 2003 e, adaptado para drosófila, em 2005 por Siddique e outros  <SUP>21</SUP><I>.</I> Assim as larvas no 3º estádio de desenvolvimento foram  dissecadas em solução de Ringer para insectos (pH 7,2: NaCl 46 mM; KCl 182 mM;  CaCl<SUB>2</SUB> 13 mM), à lupa e com iluminação por transmissão, com ajuda de  duas agulhas. Uma vez isolados os lóbulos cerebrais foram colhidos com uma  agulha e colocados num vidro de relógio até se completar lóbulos de três larvas,  seguindo-se a sua desagregação física, com as agulhas e a precipitação das  células por centrifugação (durante 10 minutos a 200 x g) descartando-se o  sobrenadante. Durante este processo os tubos de<I> Eppendorf </I>foram mantidos  em gelo, para evitar danos no DNA devido ao calor. Em seguida, adicionou-se ao  tubo do passo anterior, 140 &#956;L de agarose 1 % LMP (<I>low melting point</I>),  previamente aquecida e mantida a 37 ºC. Recolheram-se os 140 &#956;L da mistura e  transferiram-se como duas gotas aproximadamente iguais em cada lâmina. Estas  foram tapadas com uma lamela 18 x 18 mm e colocadas no frigorífico durante 5  minutos. As lâminas solidificadas, sem as lamelas foram imersas durante 1 hora  na solução de lise, fria e feita recentemente: 89 % de tampão de lise (pH 10,0:  2,5 mM NaCl, 100 mM Na2EDTA, 10 mM Tris, 0,25 M NaOH, 0,77 %<I>  N</I>-laurylsarcosinato), 1 % TritonX-100 e 10 % dimetil sulfoxido (DMSO). Após  a lise, as lâminas foram colocadas numa tina de electroforese horizontal  evitando espaços vazios, e cobertas por tampão alcalino de electroforese, a 4 ºC  e feito recentemente (75 mL de NaOH 10 M, 5 mL de EDTA 0,5 M), durante 20  minutos para permitir a desnaturação do DNA. Este processo decorreu a pH  <U>&gt;</U> 12<I>,</I>6. A desnaturação e electroforese foram processadas a 4  ºC. Após a electroforese, realizada durante 20 minutos a 25 V e 300 mA, a qual  corresponde a um campo eléctrico de 1,04 V/cm, as lâminas foram neutralizadas  durante 5 minutos numa solução de 0,4 M Tris-HCl, pH 7,5; seguiu-se mais 5  minutos em água destilada, sendo depois colocadas a secar à temperatura ambiente  numa caixa de plástico. A coloração foi efectuada com<I> SYBR Gold (Invitrogen,  Paisley, United Kingdom)</I> e a visualização das lâminas foi realizada num  microscópio de fluorescência com uma ampliação de 400x com o programa<I> Comet  Assay IV (Perceptive instruments, Haverhill, United Kingdom). </I>Foram  avaliadas 50 células por gel. </P>     <P><I><B>Análise estatística </B></I></P>     <P>A análise estatística deste trabalho foi realizada utilizando o<I>  software</I> para estatística SPSS versão 16,0. Fez-se uma análise exploratória  para verificar a presença de<I> outliers</I> e a normalidade de distribuição dos  dados (teste de<I> Shapiro-Wilk</I>). A descrição dos dados é efectuada através  da média e do desvio padrão. Para avaliar a viabilidade das concentrações de  etanol utilizadas, calculou-se a taxa de sobrevivência relativa da<I> D.  melanogaster</I>, representando a razão entre o número de indivíduos eclodidos  em cada concentração de etanol e o controlo. A comparação entre os danos no DNA  observados em cada concentração de etanol foi efectuada através da análise de  variância a 1 factor. Para localizar as diferenças utilizou-se como<I> Post Hoc  Tests</I> o teste de<I> Bonferroni. </I>O nível de significância foi  estabelecido em 5 %.</P>     <P>&nbsp;</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><B>Resultados </B></P>     <P><I><B>Toxicidade do etanol em D. melanogaster </B></I></P>     <P>Realizou-se um estudo de toxicidade, onde as concentrações de etanol  utilizadas (0,625 %; 1,25 %; 2,5 % e 5 %) não se apresentaram tóxicas. Como  demonstrado na figura 1, as<I> D. melanogaster</I> sobreviveram e originaram  descendência em todas as concentrações de etanol testadas permanecendo assim,  vivas na sua totalidade.</P>      <P>&nbsp;</P>     <P><B><a href="#f1">Figura 1</a><a name="topf1"></a></B></P>     <P><B>Número de indivíduos eclodidos e taxa de sobrevivência relativa da <i>D. melanogaster</i> nas diferentes concentrações de etanol.</B></P> <img src="/img/revistas/rpsp/v28n2/28n2a11f1.jpg">      
<P><B>Nota: A taxa de sobrevivência relativa representa a razão entre o número de indivíduos eclodidos em cada concentração de etanol e o controlo.</B></P>     <P>&nbsp;</P>      <P>Na figura 1 verifica-se que a taxa de sobrevivência relativa das drosófilas é  superior na concentração de etanol de 1,25 %, comparativamente às outras  concentrações testadas. Verificando-se igualmente que de todas as concentrações  de etanol testadas, aquela que apresenta menor benefício para as drosófilas é a  concentração mais elevada (5 %), e ainda que a menor taxa de sobrevivência  relativa encontra-se na ausência de etanol. </P>     <P><I><B>Genotoxicidade do etanol em D. melanogaster &#151; Ensaio do Cometa  </B></I></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Neuroblastos de<I> D. melanogaster</I> OK-y foram utilizados para realizar o  ensaio do cometa, de forma a avaliar o efeito das diferentes concentrações de  etanol testadas, ao nível do DNA. Pela análise dos resultados obtidos para as  diferentes concentrações de etanol de um modo geral verifica-se que o ensaio do  cometa permitiu determinar a existência de um aumento de danos no DNA induzidos  pelo etanol, que se verificou genotóxico nas três concentrações superiores  testadas (1,25 %; 2,5 % e 5 %). Estes resultados encontram-se bem patentes na  figura 2 para os três parâmetros avaliados com este teste: comprimento da cauda,  percentagem de DNA na cauda e momento de cauda.</P>      <P>&nbsp;</P>     <P><B><a href="#f2">Figura 2</a><a name="topf2"></a></B></P>     <P><B>Efeitos do etanol ao nível do cérebro de D. melanogaster, avaliados pelo comprimento da cauda, percentagem de DNA na cauda e momento de cauda.</B></P> <img src="/img/revistas/rpsp/v28n2/28n2a11f2.jpg">      
<P>&nbsp;</P>     <P><B>Discussão </B></P>     <P><I><B>Toxicidade do etanol em D. melanogaster </B></I></P>     <P>Após o estudo de toxicidade, e tendo em conta que as concentrações de etanol    utilizadas (0,625 %; 1,25 %; 2,5 % e 5 %) não se apresentaram tóxicas para a<I>    D. melanogaster</I>, foi possível prosseguir a experiência com estas concentrações    de etanol. Deste modo, após o desenvolvimento da prole efectuou-se o estudo    dos efeitos das concentrações de etanol testadas, ao nível do número de descendentes    gerados. Assim, para além de se verificar que as concentrações de etanol testadas    não são tóxicas para a<I> D. melanogaster</I>, podemos igualmente inferir que    a presença de etanol é benéfica, visto o número de indivíduos eclodidos ser    superior em todas as concentrações de etanol, comparativamente ao controlo (<a href="#topf1">fig.    1</a><a name="f1"></a>). De todas as concentrações testadas, aquela que apresenta    maior benefício é a concentração de 1,25 % de etanol, pois é nesta concentração    que se encontram mais descendentes. Deste modo será legítimo afirmar que na    presença de concentrações moderadas de etanol as drosófilas aumentam o número    de descendentes e portanto a sua sobrevivência.</P>     <P>Estes resultados estão de acordo com o esperado, tendo em conta que, durante  a vida larvar a<I> D. melanogaster</I> está continuamente exposta a etanol  exógeno <SUP>22</SUP> e portanto a sobrevivência e o vigor das larvas depende em  parte da sua capacidade em utilizar o etanol como fonte de alimento.  Normalmente, as concentrações de etanol são bastante baixas e as concentrações  superiores a 5 % estão raramente presentes no<I> habitat</I> natural <sup>23</sup>. Os  nossos resultados vão de encontro ao reportado por Hoffmann e Parsons  <SUP>24</SUP>, que afirmaram que para as drosófilas fêmeas baixas concentrações  de etanol apresentam efeito benéfico (0,1-5 %), enquanto elevadas concentrações  (10 %) são prejudiciais.</P>     <P>Em suma, as concentrações de etanol (0,625 %; 1,25 %; 2,5 % e 5 %), não se  mostraram tóxicas para a<I> D. melanogaster</I>, visto estas terem sobrevivido e  originado descendência, na sua presença. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><I><B>Genotoxicidade do etanol em D. melanogaster &#151; Ensaio do Cometa  </B></I></P>     <P>A genotoxicidade manifesta-se em doses sub-tóxicas, sobretudo num ensaio  muito sensível como é o cometa, o que reforça a necessidade de avaliar o efeito  genotóxico, pois os danos no DNA se não forem reparados, podem dar origem a  mutações que podem ser responsáveis por várias doenças. O ensaio do cometa  permitiu avaliar o efeito das diferentes concentrações de etanol testadas, ao  nível do DNA, verificando-se de uma forma genérica que quanto maior a  concentração de etanol maior é a genotoxicidade expressa pelos danos infligidos  ao DNA.</P>     <P>A concentração de etanol de 0,625 % não se mostrou genotóxica, uma vez que    os danos no DNA observados nesta concentração não são estatisticamente diferentes    dos observados no grupo controlo. Os danos obtidos no controlo podem ser atribuídos    a uma combinação de danos endógenos, gerados pelo<I> stress</I> oxidativo e    de rupturas induzidas no processo de reparação destes danos endógenos. Do mesmo    modo o isolamento dos lóbulos cerebrais e a sua desagregação requereu manipulação,    o que poderá também ter infligido danos. As concentrações de 1,25 %, 2,5 % e    também 5 % de etanol produziram danos significativos no DNA. Para o comprimento    da cauda, percentagem de DNA na cauda e momento de cauda (<a href="#topf2">fig.    2</a><a name="f2"></a>) observou-se nitidamente uma relação dose-resposta, isto    é, um aumento dos valores relativos a estes parâmetros com o aumento da concentração    do etanol, ocorrendo, portanto, rupturas na cadeia e, assim, migração do DNA    com o aumento da concentração.</P>     <P>Os nossos resultados vão de encontro aos descritos na literatura. Estudos  experimentais mostraram uma ampla gama de alterações estruturais e funcionais em  neurónios <SUP>25</SUP>. Estes efeitos deletérios podem resultar de um efeito  tóxico directo do álcool ou de um efeito indirecto envolvendo um dos seus  metabolitos. Em 1995, Singh, Lai e Khan <SUP>25</SUP>, num estudo<I> in vivo</I>  em ratos demonstraram, que ocorriam quebras na cadeia de DNA em células  cerebrais 4 horas após a administração de etanol. Lamarche e colaboradores  <SUP>5</SUP>, em 2003, confirmaram a genotoxicidade do etanol em cultura de  células cerebrais. Os autores avaliaram as alterações no DNA pelo ensaio do  cometa e demonstraram que quando a intoxicação aguda ocorre por um período  curto/moderado, o aumento de lesões do DNA não excede a capacidade dos sistemas  de reparação celular, e as consequências para a célula permaneceram mínimas.  Assim, estes autores constataram que os neurónios são mais sensíveis a uma baixa  exposição crónica de etanol do que a uma grande exposição aguda. Embora, em  ambas, tenha sido observada uma redução significativa da viabilidade celular e  alterações no DNA.</P>     <P>O potencial genotóxico do etanol foi demonstrado em diferentes células  <SUP>26</SUP> ou em neurónios em diferentes condições de exposição  <SUP>27</SUP>, e quantificados pela determinação da percentagem de DNA na cauda,  que é directamente relacionada com a frequência de quebra de DNA. Ao nível  hepático, por exemplo, tem sido demonstrada a formação de quebras na cadeia de  DNA nuclear e mitocondrial e de aductos de DNA <SUP>26</SUP>.</P>     <P>Os neurónios são sensíveis ao excesso de etanol, o que leva a neuropatologias  progressivas e alterações funcionais. Contudo, na prática, é difícil especificar  os níveis de consumo de bebidas alcoólicas que são susceptíveis de conduzir à  morte neuronal induzida por etanol, sendo necessários futuros estudos para  elucidar este aspecto.</P>     <P>&nbsp;</P>     <P><B>Conclusões </B></P>     <P>Com este trabalho experimental foi possível concluir que a<I> D. melanogaster  </I>exposta a diferentes concentrações de etanol, manifestou um aumento  significativo de danos no DNA, ao nível dos neuroblastos, verificando-se um  aumento dose-dependente, nos parâmetros do ensaio do cometa avaliados  (comprimento da cauda, percentagem de DNA na cauda e momento de cauda). Foi,  portanto possível demonstrar que o etanol provoca rupturas no DNA, avaliadas  pelo ensaio do cometa; sendo estes danos superiores para a concentração de 5 %  de etanol.</P>     <P>&nbsp;</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><B>Conflito de interesse </B></P>     <P>Os autores declaram não haver conflito de interesse. </P>     <P>&nbsp;</P>     <P><B>Bibliografía</B></P>     <P>1. WHO. Global status report on alcohol policy. Geneva: World Health  Organization Press; 2004. </P>     <!-- ref --><P>2. Lieber CS. Alcoholic fatty liver: its pathogenesis and mechanism of  progression to inflammation and fibrosis. Alcohol. 2004;34: 9–19. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000078&pid=S0870-9025201000020001100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>3. Lieber CS. Metabolism of alcohol. Clin Liver Dis. 2005;9: 1–35. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000079&pid=S0870-9025201000020001100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>4. Schuppan D, Atkinson J, Ruehl M, Riecken EO. Alcohol and liver  fibrosis–pathobiochemistry and treatment. Z Gastroenterolog. 1995;33:546–50.  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000080&pid=S0870-9025201000020001100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>5. Lamarche F, Gonthier B, Signorini N, Eysseric H, Barret L. Acute exposure  of cultured neurones to ethanol results in reversible DNA single–strand breaks;  whereas chronic exposure causes loss of cell viability. Alcohol Alcohol.  2003;38:550–8. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000081&pid=S0870-9025201000020001100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>6. Koob GF. A role for GABA mechanisms in the motivational effects of  alcohol. Biochem Pharmacol. 2004;68:1515–25. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000082&pid=S0870-9025201000020001100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>7. Lovinger DM, Crabbe JC. Laboratory models of alcoholism: treatment target  identification and insight into mechanisms. Nat Neurosci. 2005;8:1471–80. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000083&pid=S0870-9025201000020001100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>8. Weiss F, Porrino LJ. Behavioral neurobiology of alcohol addiction: recent  advances and challenges. J Neurosci. 2002;22:3332–7. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000084&pid=S0870-9025201000020001100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>9. Lee HG. Young–Cho Kim, Y–C, Dunning, JS, Han, K–A. Recurring ethanol  exposure induces disinhibited courtship in Drosophila. PLoS One.  2008;3(1):e1391. doi:10.1371/journal.pone.0001391. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000085&pid=S0870-9025201000020001100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>10. Blasiak J, Trzeciak A, Malecka–Panas E, Drzewoski J, Wojewódzka M. In  vitro genotoxicity of ethanol and acetaldehyde in human lymphocytes and the  gastrointestinal tract mucosa cells. Toxicol in Vitro. 2000;14:287–95. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000086&pid=S0870-9025201000020001100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><P>11. IAS. Alcohol consumption and harm in the UK and EU. St Ives,  Cambridgeshire: Institute of Alcohol Studies; 2009. </P>     <!-- ref --><P>12. Matos LC. Doença hepática alcoólica (DHA). Medicina Interna.  2006;13:207–16. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000088&pid=S0870-9025201000020001100010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>13. Andretic R, Van Swinderen B, Greenspan RJ. Dopaminergic modulation of  arousal in Drosophila. Curr Biol. 2005;15: 1165–75. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000089&pid=S0870-9025201000020001100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>14. McClung C, Hirsh J. Stereotypic behavioral responses to free–base cocaine  and the development of behavioral sensitization in Drosophila. Curr Biol.  1998;8:109–12. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000090&pid=S0870-9025201000020001100012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>15. Wolf FW, Heberlein U. Invertebrate models of drug abuse. J Neurobiol.  2003:54:161–78. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000091&pid=S0870-9025201000020001100013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>16. Miklos GL, Rubin GM. The role of the genome project in determining gene  function: insights from model organisms. Cell. 1996;86:521–9. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000092&pid=S0870-9025201000020001100014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>17. St. John MAR, Xu T. Insights from model systems: understanding human  cancer in a fly? Am J Hum Genet. 1997;61:1006–10. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S0870-9025201000020001100015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>18. Holmes RS. Alcohol dehydrogenases: a family of isozymes with differential  functions. Alcohol Alcohol Suppl. 1994;2:127–30. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000094&pid=S0870-9025201000020001100016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>19. Singh NP, McCoy MT, Tice RR, Schneider EL. A simple technique for  quantitation of low levels of DNA damage in individual cells. Exp Cell Res.  1988;175:184–91. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S0870-9025201000020001100017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>20. Collins AR, Harrington V, Drew J, Melvin R. Nutritional modulation of DNA  repair in a human intervention study. Carcinogenesis. 2003;24:511–5. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S0870-9025201000020001100018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>21. Siddique HR, Chowdhuri DK, Saxena DK, Dhawan A. Validation of Drosophila  melanogaster as an in vivo model for genotoxicity assessment using modified  alkaline Comet assay. Mutagenesis. 2005;20:285–90. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S0870-9025201000020001100019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>22. Geer BW, Heinstra PW, Mckechnie SW. The biological basis of ethanol  tolerance in Drosophila. Comp Biochem Physiol B. 1993;105: 203–29. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S0870-9025201000020001100020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>23. Gibson JB, Oakeshott JG. Genetics of biochemical and behavioural aspects  of alcohol metabolism. Aust N Z J Med. 1981;11128–31. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S0870-9025201000020001100021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>24. Hoffmann AA, Parsons PA. Olfactory response and resource utilization in  Drosophila: interspecific comparision. Biological Journal of the Linnean  Society.1984;22:43–53. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S0870-9025201000020001100022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>25. Singh NP, Lai H, Khan A. Ethanol–induced single–strand DNA breaks in rat  brain cells. Mutat Res. 1995;345:191–6. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S0870-9025201000020001100023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>26. Navasumrit P, Ward TH, O''Connor PJ, Nair J, Frank N, Bartsch H. Ethanol  enhances the formation of endogenously and exogenously derived adducts in rat  hepatic DNA. Mutat Res. 2001;479:81–94. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S0870-9025201000020001100024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>27. Vaudry D, Rousselle C, Basille M, Falluel–Morel A, Pamantung TF, Fontaine  M, et al. Pituitary adenylate cyclase–activating polypeptide protects rat  cerebellar granule neurons against ethanol–induced apoptotic cell death. Proc  Natl Acad Sci U SA. 2002;99:6398–403. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S0870-9025201000020001100025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><P>&nbsp;</P>      <P><I>Recebido em 21 de Janeiro de 2010</I></P>     <P><I>Aceite em 8 de Julho de 2010 </I></P>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<label>2</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lieber]]></surname>
<given-names><![CDATA[CS]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Alcoholic fatty liver: its pathogenesis and mechanism of progression to inflammation and fibrosis]]></article-title>
<source><![CDATA[Alcohol.]]></source>
<year>2004</year>
<volume>34</volume>
<page-range>9-19</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<label>3</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lieber]]></surname>
<given-names><![CDATA[CS]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Metabolism of alcohol]]></article-title>
<source><![CDATA[Clin Liver Dis.]]></source>
<year>2005</year>
<volume>9</volume>
<page-range>1-35</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<label>4</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Schuppan]]></surname>
<given-names><![CDATA[D]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Atkinson]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ruehl]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Riecken]]></surname>
<given-names><![CDATA[EO]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Alcohol and liver fibrosis-pathobiochemistry and treatment]]></article-title>
<source><![CDATA[Z Gastroenterolog.]]></source>
<year>1995</year>
<volume>33</volume>
<page-range>546-50</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<label>5</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lamarche]]></surname>
<given-names><![CDATA[F]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gonthier]]></surname>
<given-names><![CDATA[B]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Signorini]]></surname>
<given-names><![CDATA[N]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Eysseric]]></surname>
<given-names><![CDATA[H]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Barret]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Acute exposure of cultured neurones to ethanol results in reversible DNA single-strand breaks; whereas chronic exposure causes loss of cell viability]]></article-title>
<source><![CDATA[Alcohol Alcohol.]]></source>
<year>2003</year>
<volume>38</volume>
<page-range>550-8</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<label>6</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Koob]]></surname>
<given-names><![CDATA[GF]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[A role for GABA mechanisms in the motivational effects of alcohol]]></article-title>
<source><![CDATA[Biochem Pharmacol.]]></source>
<year>2004</year>
<volume>68</volume>
<page-range>1515-25</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<label>7</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lovinger]]></surname>
<given-names><![CDATA[DM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Crabbe]]></surname>
<given-names><![CDATA[JC]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Laboratory models of alcoholism: treatment target identification and insight into mechanisms]]></article-title>
<source><![CDATA[Nat Neurosci.]]></source>
<year>2005</year>
<volume>8</volume>
<page-range>1471-80</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<label>8</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Weiss]]></surname>
<given-names><![CDATA[F]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Porrino]]></surname>
<given-names><![CDATA[LJ]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Behavioral neurobiology of alcohol addiction: recent advances and challenges]]></article-title>
<source><![CDATA[J Neurosci.]]></source>
<year>2002</year>
<volume>22</volume>
<page-range>3332-7</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<label>9</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lee]]></surname>
<given-names><![CDATA[HG]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Young-Cho Kim]]></surname>
<given-names><![CDATA[Y-C]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Dunning]]></surname>
<given-names><![CDATA[JS]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Han]]></surname>
<given-names><![CDATA[K-A]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Recurring ethanol exposure induces disinhibited courtship in Drosophila]]></article-title>
<source><![CDATA[PLoS One.]]></source>
<year>2008</year>
<volume>3</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>e1391</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<label>10</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Blasiak]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Trzeciak]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Malecka-Panas]]></surname>
<given-names><![CDATA[E]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Drzewoski]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Wojewódzka]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[In vitro genotoxicity of ethanol and acetaldehyde in human lymphocytes and the gastrointestinal tract mucosa cells]]></article-title>
<source><![CDATA[Toxicol in Vitro.]]></source>
<year>2000</year>
<volume>14</volume>
<page-range>287-95</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<label>12</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Matos]]></surname>
<given-names><![CDATA[LC]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Doença hepática alcoólica (DHA)]]></article-title>
<source><![CDATA[Medicina Interna.]]></source>
<year>2006</year>
<volume>13</volume>
<page-range>207-16</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<label>13</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Andretic]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Van Swinderen]]></surname>
<given-names><![CDATA[B]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Greenspan]]></surname>
<given-names><![CDATA[RJ]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Dopaminergic modulation of arousal in Drosophila]]></article-title>
<source><![CDATA[Curr Biol.]]></source>
<year>2005</year>
<volume>15</volume>
<page-range>1165-75</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<label>14</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[McClung]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hirsh]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Stereotypic behavioral responses to free-base cocaine and the development of behavioral sensitization in Drosophila]]></article-title>
<source><![CDATA[Curr Biol.]]></source>
<year>1998</year>
<volume>8</volume>
<page-range>109-12</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<label>15</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Wolf]]></surname>
<given-names><![CDATA[FW]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Heberlein]]></surname>
<given-names><![CDATA[U.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Invertebrate models of drug abuse]]></article-title>
<source><![CDATA[J Neurobiol.]]></source>
<year>2003</year>
<volume>54</volume>
<page-range>161-78</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<label>16</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Miklos]]></surname>
<given-names><![CDATA[GL]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rubin]]></surname>
<given-names><![CDATA[GM]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The role of the genome project in determining gene function: insights from model organisms]]></article-title>
<source><![CDATA[Cell.]]></source>
<year>1996</year>
<volume>86</volume>
<page-range>521-9</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<label>17</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[St. John]]></surname>
<given-names><![CDATA[MAR]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Xu]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Insights from model systems: understanding human cancer in a fly?]]></article-title>
<source><![CDATA[Am J Hum Genet.]]></source>
<year>1997</year>
<volume>61</volume>
<page-range>1006-10</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<label>18</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Holmes]]></surname>
<given-names><![CDATA[RS]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Alcohol dehydrogenases: a family of isozymes with differential functions]]></article-title>
<source><![CDATA[Alcohol Alcohol Suppl.]]></source>
<year>1994</year>
<volume>2</volume>
<page-range>127-30</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<label>19</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Singh]]></surname>
<given-names><![CDATA[NP]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[McCoy]]></surname>
<given-names><![CDATA[MT]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Tice]]></surname>
<given-names><![CDATA[RR]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Schneider]]></surname>
<given-names><![CDATA[EL]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[A simple technique for quantitation of low levels of DNA damage in individual cells]]></article-title>
<source><![CDATA[Exp Cell Res.]]></source>
<year>1988</year>
<volume>175</volume>
<page-range>184-91</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<label>20</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Collins]]></surname>
<given-names><![CDATA[AR]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Harrington]]></surname>
<given-names><![CDATA[V]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Drew]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Melvin]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Nutritional modulation of DNA repair in a human intervention study]]></article-title>
<source><![CDATA[Carcinogenesis.]]></source>
<year>2003</year>
<volume>24</volume>
<page-range>511-5</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<label>21</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Siddique]]></surname>
<given-names><![CDATA[HR]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Chowdhuri]]></surname>
<given-names><![CDATA[DK]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Saxena]]></surname>
<given-names><![CDATA[DK]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Dhawan]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Validation of Drosophila melanogaster as an in vivo model for genotoxicity assessment using modified alkaline Comet assay]]></article-title>
<source><![CDATA[Mutagenesis.]]></source>
<year>2005</year>
<volume>20</volume>
<page-range>285-90</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<label>22</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Geer]]></surname>
<given-names><![CDATA[BW]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Heinstra]]></surname>
<given-names><![CDATA[PW]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mckechnie]]></surname>
<given-names><![CDATA[SW]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The biological basis of ethanol tolerance in Drosophila]]></article-title>
<source><![CDATA[Comp Biochem Physiol B.]]></source>
<year>1993</year>
<volume>105</volume>
<page-range>203-29</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B21">
<label>23</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gibson]]></surname>
<given-names><![CDATA[JB]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Oakeshott]]></surname>
<given-names><![CDATA[JG.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Genetics of biochemical and behavioural aspects of alcohol metabolism]]></article-title>
<source><![CDATA[Aust N Z J Med.]]></source>
<year>1981</year>
<page-range>11128-31</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B22">
<label>24</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Hoffmann]]></surname>
<given-names><![CDATA[AA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Parsons]]></surname>
<given-names><![CDATA[PA]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Olfactory response and resource utilization in Drosophila: interspecific comparision]]></article-title>
<source><![CDATA[Biological Journal of the Linnean Society.]]></source>
<year>1984</year>
<volume>22</volume>
<page-range>43-53</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B23">
<label>25</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Singh]]></surname>
<given-names><![CDATA[NP]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lai]]></surname>
<given-names><![CDATA[H]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Khan]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Ethanol-induced single-strand DNA breaks in rat brain cells]]></article-title>
<source><![CDATA[Mutat Res.]]></source>
<year>1995</year>
<volume>345</volume>
<page-range>191-6</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B24">
<label>26</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Navasumrit]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ward]]></surname>
<given-names><![CDATA[TH]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[O''Connor]]></surname>
<given-names><![CDATA[PJ]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Nair]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Frank]]></surname>
<given-names><![CDATA[N]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bartsch]]></surname>
<given-names><![CDATA[H]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Ethanol enhances the formation of endogenously and exogenously derived adducts in rat hepatic DNA]]></article-title>
<source><![CDATA[Mutat Res.]]></source>
<year>2001</year>
<volume>479</volume>
<page-range>81-94</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B25">
<label>27</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Vaudry]]></surname>
<given-names><![CDATA[D]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rousselle]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Basille]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Falluel-Morel]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pamantung]]></surname>
<given-names><![CDATA[TF]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fontaine]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Pituitary adenylate cyclase-activating polypeptide protects rat cerebellar granule neurons against ethanol-induced apoptotic cell death]]></article-title>
<source><![CDATA[Proc Natl Acad Sci U SA.]]></source>
<year>2002</year>
<volume>99</volume>
<page-range>6398-403</page-range></nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
