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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Psicoeducação familiar na demência: da clínica à saúde pública]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: Across the last decades, ageing has largely contributed to position dementia as a huge public health problem, reflecting the burden on service users and their social networks, namely families and informal carers. In health services, family issues regarding dementia frequently lead to referrals. However, at service or community levels, family needs are often underestimated or unmet. In this study, we aimed to describe family interventions in dementia and to review the evidence for the efficacy and effectiveness of family psychoeducation in particular. Methods: The review is based on the relevant literature, but is not intended to be systematic. Results: There are several forms of family intervention in dementia, providing family-carers with psychoeducational strategies or support, or with an alternative emphasis on systemic interventions and classical family therapy. Regardless of their clinical focus, all these interventions may be informed by health promotion principles and values. Family psychoeducation, for instance, aims to develop knowledge and skills making it easier to cope with the strain of dementia caregiving. There is evidence that this may lower family stress, while some psychoeducational interventions may additionaly focus on carers' positive mental health. Conclusions: Several primary, secondary or tertiary prevention strategies regarding dementia would be strengthened by population-based developments in mental health literacy, as related to brain aging and similar topics.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Demência]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <P><B>Psicoeducação familiar na demência: da clínica à saúde pública</B></P>     <p>&nbsp;</p>      <P><b>Manuel Gonçalves Pereira<SUP>a</SUP></b>, <b>Daniel Sampaio<SUP>b</SUP></b></P>     <P><SUP>a</SUP>Departamento de Saúde Mental, Centro de Estudos de Doenças  Crónicas, CEDOC, Faculdade de Ciências Médicas, FCM, Universidade Nova de  Lisboa, Lisboa, Portugal. Membro–efectivo da Sociedade Portuguesa de Terapia  Familiar, Portugal. <A href="mailto:gpereira.sm@fcm.unl.pt">gpereira.sm@fcm.unl.pt</A></P>     <P><SUP>b</SUP>Serviço de Psiquiatria, Hospital de Santa Maria; Faculdade de  Medicina, Universidade de Lisboa, Lisboa, Portugal. Fundador da Sociedade  Portuguesa de Terapia Familiar, Portugal</P>     <p>&nbsp;</p>      <P><B>Resumo</B></P>    <P>Introdução: Com o envelhecimento populacional e o impacto  decorrente nas famílias, a demência tem vindo a adquirir um estatuto de grave  problema de saúde pública. No quotidiano dos serviços de saúde, os aspectos  familiares da demência são motivo frequente de apresentação clínica. Contudo,  nesses mesmos serviços ou na comunidade, as necessidades das famílias são  frequentemente subavaliadas ou não cobertas. Neste trabalho descrevemos as  intervenções familiares na demência, revendo especificamente a eficácia e a  efectividade da psicoeducação familiar. Métodos: Procedemos a uma revisão  narrativa, não sistemática, da literatura relevante. Resultados: Existem  diversas formas de intervenção familiar na demência, dirigidas a  familiares–cuidadores (com pendor psicoeducativo ou de apoio emocional) ou com  foco sistémico, na linha da terapia familiar. Independentemente do seu carácter  predominantemente clínico, todas elas podem ser perspectivadas na interface da  promoção da saúde. A psicoeducação familiar visa, em específico, desenvolver  conhecimentos e competências para lidar com o quadro demencial, diminuindo os  níveis de "stress" na família, podendo eventualmente incidir na saúde mental  positiva dos cuidadores. Conclusões: Muitas estratégias de prevenção primária,  secundária ou terciária nas demências seriam potenciadas pela literacia em  saúde, a nível populacional, nos conteúdos relacionados com as doenças  associadas ao envelhecimento.</p>     <P><B>Palavras Chave:</B> Demência. Doença de Alzheimer. Família. Cuidador informal. Psicoeducação.  Intervenção familiar. Literacia em saúde.</P>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<P><B>Family psychoeducation in dementia: from clinical practice to public  health</B></P>         <P><B>Abstract</B></P>    <P>Introduction: Across the last decades, ageing has largely  contributed to position dementia as a huge public health problem, reflecting the  burden on service users and their social networks, namely families and informal  carers. In health services, family issues regarding dementia frequently lead to  referrals. However, at service or community levels, family needs are often  underestimated or unmet. In this study, we aimed to describe family  interventions in dementia and to review the evidence for the efficacy and  effectiveness of family psychoeducation in particular. Methods: The review is  based on the relevant literature, but is not intended to be systematic. Results:  There are several forms of family intervention in dementia, providing  family–carers with psychoeducational strategies or support, or with an  alternative emphasis on systemic interventions and classical family therapy.  Regardless of their clinical focus, all these interventions may be informed by  health promotion principles and values. Family psychoeducation, for instance,  aims to develop knowledge and skills making it easier to cope with the strain of  dementia caregiving. There is evidence that this may lower family stress, while  some psychoeducational interventions may additionaly focus on carers' positive  mental health. Conclusions: Several primary, secondary or tertiary prevention  strategies regarding dementia would be strengthened by population–based  developments in mental health literacy, as related to brain aging and similar  topics.</P>      <P><B>Keywords:</B> Dementia. Alzheimer's disease. Family. Informal caregiver. Psychoeducation.  Family intervention. Health literacy.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>A demência como problema de saúde pública </B></P>     <P><I><B>Dimensão epidemiológica e clínica das síndromes demenciais </B></I></P>     <P>As síndromes demenciais têm início, na maioria dos casos, após os 65 anos. O  alongar da esperança média de vida nas últimas décadas contribuiu para o aumento  da sua prevalência, rondando os 5,4 %, após os 60 anos, na Europa ocidental. Há,  actualmente, mais de 6 milhões de pessoas com demência na União Europeia e 24  milhões no mundo, a maioria com doença de Alzheimer <SUP>1,2</SUP>. Em Portugal,  foram publicados recentemente os resultados de um estudo epidemiológico no Norte  do país, apontando para uma prevalência de demência de 2,7 % (IC 95 %: 1,9-3,8  %) entre os 55 e os 79 anos <SUP>3</SUP>.</P>     <P>Nos serviços de saúde mental portugueses, a actividade relativa a casos de  gerontopsiquiatria tem aumentado nos últimos anos. Como determinantes, além do  referido aumento dos casos de demência, realça-se um acréscimo relativo da  literacia em saúde por parte das populações e dos técnicos, e o reconhecimento  crescente, nos serviços psiquiátricos, de que a responsabilidade sobre estes  casos não deve ser remetida exclusivamente para os cuidados primários e serviços  de Neurologia. No Censo Psiquiátrico de 2001, considerando episódios de  consulta, urgência e internamento, registou-se proporção assinalável de casos de  pessoas com mais de 64 anos (n = 2968; 17,9 % do total), sendo as síndromes  demenciais o segundo diagnóstico mais frequente (525; 17,7 %), após a  esquizofrenia (718; 24,2 %), e seguido das depressões (414; 13,9 %)  <SUP>4</SUP>.</P>     <P>As relações entre família, saúde e doença (nomeadamente doença demencial) têm  sido estudadas no envelhecimento, ressaltando a necessidade de recorrer a  modelos multifactoriais de inspiração sistémica. As características da pessoa  doente, da sua doença e dos seus familiares têm impacto sobre a estrutura e  funcionamento das famílias, podendo ser moduladas por estas mesmas dimensões. As  manifestações sintomáticas da demência ou a sobrecarga familiar que delas deriva  devem ser exploradas numa óptica circular <SUP>5</SUP>.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><I><B>Aspectos familiares nos cuidados informais da demência </B></I></P>     <P>Em Portugal, como noutros países europeus, a maioria dos prestadores de  cuidados informais na demência são os familiares da pessoa doente <SUP>5</SUP>.  A nível internacional, a investigação sobre estes cuidados familiares tem  proliferado <SUP>6</SUP>: o peso global das demências decorre em muito das  repercussões na família. A colocação institucional, por exemplo, pode ser  determinada mais pela falência dos familiares (saúde precária, sobrecarga  subjectiva, colapso) que pela gravidade do quadro demencial ou pela inexistência  de apoio social. As alterações comportamentais do doente associam-se a  sobrecarga familiar e colapso, enquanto não viver com o doente, tendo de  acumular responsabilidades em casa própria, se associa preferencialmente ao  colapso <SUP>7</SUP>.</P>     <P>Georges et al. <SUP>2</SUP> publicaram um estudo epidemiológico com  cuidadores ligados à<I> Alzheimer Europe</I>. Nos casos graves de demência, 50 %  dos cuidadores dedicavam dez ou mais horas por dia à prestação informal de  cuidados e 83 % consideravam insuficientes ou inadequados os serviços  disponíveis. Numa amostra australiana, em que apenas 25 % das famílias recorriam  a ajuda formal, foram estudadas as razões de não recurso aos serviços por parte  dos cuidadores. Estes familiares referiram: relutância do doente, experiências  negativas, características inadequadas (ex: horários), custos associados; mas as  razões apontadas com maior frequência eram o défice de informação sobre os  serviços disponíveis e a ausência de necessidade. Não obstante, muitos dos  familiares sem contacto com serviços evidenciavam sobrecarga e sofrimento  psicológico <SUP>8</SUP>. Reforçando o problema, persiste a insuficiência dos  cuidados formais e a sua pulverização por diferentes serviços, com articulação  deficiente, como é ainda frequente em Portugal: cuidados primários; cuidados  hospitalares (Medicina Interna, Neurologia, Psiquiatria e Saúde Mental), em  ambulatório ou internamento, de duração prolongada ou curta, com eventual "porta  giratória" por via dos serviços de urgência; sector público e privado, ou  IPSS.</P>     <P>Quanto à investigação nacional da sobrecarga familiar pelas demências,  registam-se estudos pioneiros <SUP>9,10</SUP>, na maioria exploratórios ou  validando traduções portuguesas de questionários relacionados. Existem  compararações de cuidadores de idosos dependentes, com e sem demência  <SUP>11,12</SUP>. Recentemente, Melo, Maroco e de Mendonça <SUP>13</SUP>  exploraram associações entre sintomas psicológicos e comportamentais da  demência, personalidade e sobrecarga do cuidador.</P>     <P>Na Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa, está em  finalização o projecto "Famílias de pessoas com Demência" (FAMIDEM). O seu  objectivo é aprofundar o conhecimento da experiência de cuidar e seus  determinantes, em familiares de doentes demenciados, no ambulatório de serviços  de Psiquiatria e Neurologia. Este estudo tem recorrido a metodologias  quantitativas (avaliação de sobrecarga familiar, gratificações do cuidar,  sofrimento psicológico,<I> coping, </I>conhecimento sobre demência, sentido de  coerência, suporte social e necessidades dos cuidadores, com avaliação  clínicofuncional dos doentes correspondentes) e qualitativas (entrevistas em  profundidade, para triangulação). Envolve estudantes, numa sensibilização para  os aspectos familiares da medicina. Numa amostra inicial, sobressaiu a proporção  de familiares com provável morbilidade psiquiátrica<I> minor</I> (53,4 %); foi  também sugerido que o grau de informação sobre demência por parte dos familiares  pode ter influência limitada na percepção dos aspectos negativos ou positivos do  cuidar <SUP>14</SUP>.</P>     <P>Entretanto, para avaliação de necessidades de cuidados em psicogeriatria,  surgiram instrumentos como o<I> Camberwell Assessment of Need for the  Elderly</I> - CANE, com tradução portuguesa <SUP>15</SUP>. Reconhecendo a  perspectiva dos cuidadores informais na avaliação das necessidades dos idosos de  quem cuidam, o CANE inclui itens específicos para necessidades desses cuidadores  (informação sobre a doença; sofrimento psicológico). Em amostras portuguesas  (cuidados secundários de saúde), estas necessidades não cobertas podem ser  consideráveis: na perspectiva do avaliador, foram avaliadas em 9,4 % dos casos  quanto a informação e em 26,4 % quanto a sofrimento psicológico (n = 53)  <SUP>15</SUP>, ou 13,8 % dos casos quanto a informação e 14,7 % quanto a  sofrimento psicológico (n = 116) <SUP>14</SUP>. Estes resultados estão em  consonância com estudos internacionais: havendo necessidades não cobertas  relacionadas com o sofrimento dos cuidadores, o acesso a informação é também  frequentemente inadequado <SUP>2</SUP>.</P>     <P>Não obstante esta profusão de literatura científica sobre cuidados informais  na área da demência, a matriz familiar tem sido pouco estudada em termos  sistémicos, até pelas dificuldades metodológicas inerentes. Não basta, por  exemplo, focar o tema das repercussões negativas da doença na família ou nos  familiares-cuidadores. É necessário salientar que a família constitui o recurso  mais comum nas dificuldades ligadas à doença, sendo desejável explorar a  circularidade das interacções <SUP>16</SUP>. Se estes aspectos são ainda pouco  abordados em investigação, não o são mais na prática dos serviços. </P>     <P><I><B>Literacia em saúde na área da demência </B></I></P>     <P>A literacia em Saúde Mental foi definida como o conjunto de atitudes,  conhecimentos e crenças acerca das perturbações mentais que ajudam no seu  reconhecimento, gestão ou prevenção <SUP>17</SUP>. O conceito foi inicialmente  desenvolvido em relação com a patologia dos adultos jovens, na depressão e na  esquizofrenia. Contudo, as características da população geriátrica (prevalência  dos quadros demenciais, situações de "duplo risco" pela conjunção  patologia-idade avançada) originaram preocupações com a literacia em demência  <SUP>18</SUP>. Apesar de, nalgumas populações, a maioria do público ser capaz de  reconhecer sintomas de demência, têm sido propostas campanhas para melhorar o  conhecimento sobre factores associados a estas doenças <SUP>19</SUP>.</P>     <P>Em Portugal, reconhecem-se progressos no conhecimento público sobre as  síndromes demenciais, realçando-se o papel da Alzheimer Portugal, membro da<I>  Alzheimer Europe</I>. Não obstante, subsistem lacunas, sobretudo nos sectores de  nível educacional baixo. Para mais, o conhecimento geral sobre demência não  implica necessariamente competências para com ela lidar no quotidiano, surgindo  o quadro num familiar próximo. O défice de literacia em demência pode motivar  apresentações clínicas envolvendo a família, para além de colocar obstáculos à  prevenção.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <P><B>Apresentações clínicas e razões adicionais para envolver a família</B></P>     <P>Perante um quadro demencial, diagnosticado ou não, a falta de informação pode  ser motivo de recurso a um serviço de saúde, como necessidade expressa da  família ou de forma indirecta. Muitos familiares sabem que a demência causa  limitações cognitivas, mas não compreendem os défices executivos, o significado  de uma apraxia ou a sintomatologia delirante. Outros culpabilizam-se pela  eclosão do quadro (e.g. após uma mudança de domicílio, que terá coincidido com o  início dos sintomas, quando muito, pelo papel inespecífico do "stress" na  reserva cerebral diminuída). Estas situações produzem, com frequência,  sofrimento e respostas desadequadas nos familiares, desencadeando interacções  destrutivas com a pessoa doente.</P>     <P>Muitas outras situações carecem de resposta clínica <SUP>20</SUP>. A  distribuição desigual de sobrecarga entre vários filhos leva frequentemente à  conflitualidade, exacerbada nas tomadas de decisão (e.g. propostas de  interdição, institucionalização). O elemento mais frágil (o doente) pode ser  triangulado por outros elementos da família. São também complexas, na avaliação  e intervenção, as situações de abuso ou violência sobre o idoso  <SUP>20</SUP>.</P>     <P>A prática da psiquiatria geriátrica (na demência em particular) associa-se,  assim, à necessidade frequente, nem sempre atendida, de trabalhar com famílias  de forma consistente. A fragilidade ligada ao envelhecimento é potenciada pelas  consequências clínico-funcionais da demência, sendo mais provável a indicação  para intervenções familiares. Envolver a família pode ser uma forma de melhor  ajudar o "doente", para além de atender às necessidades próprias, não  negligenciáveis, dos familiares <SUP>16</SUP>.</P>     <P>Independentemente destes aspectos, práticos e éticos, e conhecido o impacto  económico dos cuidados informais a pessoas idosas na poupança em cuidados  formais, institucionais ou domiciliários, promover o bem-estar das famílias é  também um imperativo económico. Como vimos, a colocação institucional, por  exemplo, pode ser determinada mais por factores relativos ao familiar  (sobrecarga subjectiva, saúde precária) do que pela gravidade do quadro clínico  demencial ou pela inexistência de apoio social <SUP>21,22</SUP>.</P>     <P>Também no que toca à relação com os serviços, só pelo melhor conhecimento das  expectativas dos cuidadores (em relação, por exemplo, aos cuidados  hospitalares), se poderão melhorar os níveis de satisfação <SUP>9 </SUP>e,  consequentemente, de adesão dos familiares às intervenções propostas.</P>     <P>Finalmente, o trabalho com famílias constitui uma oportunidade para a  promoção da saúde com cada um dos seus elementos, estejam ou não em sofrimento  neuropsiquiátrico e independentemente do tipo de intervenção familiar.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Tipos de intervenção familiar na demência </B></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Nesta área do conhecimento, persiste alguma indefinição terminológica quanto  ao significado de termos como "psicoeducação", "educação", "terapia" ou  "intervenção familiar" ou, ainda, "trabalho com famílias" (em geral importados  do inglês).</P>     <P>Mesmo as famílias que mostram bons parâmetros de funcionamento na maioria dos  momentos do seu ciclo vital, sofrem, em muitos momentos, dificuldades  significativas perante uma situação de doença grave, enquanto as que já  registavam dificuldades prévias terão necessidades acrescidas de apoio. Ambas  podem precisar de informação sobre a doença ou de melhorar competências para  lidar com ela, i.e., de ajuda psicoeducativa. Mas, tal como discutimos noutro  trabalho, enquanto as primeiras famílias podem não necessitar de mais, as  segundas terão necessidade de apoio suplementar, com foco sistémico  <SUP>16</SUP>.</P>     <P>Os objectivos da "terapia familiar sistémica" prendem-se em genérico com  desafiar a circularidade patológica nas interacções entre as pessoas, levando a  formas alternativas de comunicação. Asen <SUP>20</SUP> ou Richardson et al.  <SUP>23</SUP> referem: (1) melhorar a relação entre os elementos da família e  entre as gerações; (2) desenvolver a independência e/ou o apoio prestado aos  elementos mais velhos da família. O trabalho sistémico nesta área tem sido menos  avaliado, a despeito dos esforços recentes <SUP>24</SUP>.</P>     <P>Por "psicoeducação familiar" entende-se, especificamente, o trabalho com  famílias para transmitir conhecimento sobre a doença mental ou neuropsiquiátrica  de um dos seus elementos e melhorar as competências para lidar com ela. Incide  na literacia em saúde mental e, no campo da demência, na informação sobre:  sintomas e diagnóstico; etiologia; tratamentos farmacológicos e psicossociais;  prognóstico; como lidar com os comportamentos do doente e aspectos ligados à  institucionalização, falecimento ou luto; questões legais (direitos da pessoa  com demência, inabilitação e interdição, poder de decisão sobre a assistência  clínica); benefícios fiscais e protecção social; ajuda possível para o cuidador  informal (incluindo auto e entreajuda) <SUP>5,25-27</SUP>.</P>     <P>No treino de comunicação e resolução de problemas, de relaxamento, ou de  gestão das crises, a psicoeducação familiar recorre, sobretudo, a estratégias  cognitivo-comportamentais <SUP>27</SUP>. Embora alguns, como Johnson  <SUP>28</SUP>, reservem a designação para intervenções dirigidas à família em  conjunto (incluindo o doente), na demência este trabalho tem vindo a ser feito,  sobretudo, com os familiares-cuidadores: assim, pode ser mais difícil modificar  algumas dinâmicas ou resolver conflitos.</P>     <P>Note-se que as designações "intervenção familiar" ou "trabalho com famílias"  abarcam o conjunto destas abordagens psicoeducativas, havendo tendência a  designar especificamente como "terapia familiar" as intervenções mais clássicas  ou sistémicas.</P>     <P>Uma última nota ao termo "sistémico": revisitando o seu uso em psiquiatria  geriátrica, como noutros contextos <SUP>29</SUP>, a designação aplica-se não só  a um tipo específico de terapia, mas sobretudo ao modelo conceptual traduzível  na expressão inglesa "thinking families, thinking systems" <SUP>20</SUP>.  Realçamos que é possível e vantajoso incluir a pessoa com demência na  intervenção psicoeducativa, pelo menos nalgumas fases do processo e com a  necessária flexibilidade perante as dificuldades. Modelos como o de Falloon têm  sido objecto de adaptações ao campo das perturbações mentais orgânicas  <SUP>30</SUP>. Contudo, este não é o formato habitual da psicoeducação familiar  na demência, pelo que nos restringimos, na secção seguinte, à acepção de  Richardson et al. <SUP>23</SUP>: consideramos as intervenções que desenvolvem a  informação e as competências dos familiares-cuidadores, almejando a diminuição  do "stress" na família, mas com foco principal nas necessidades destes  familiares e não da pessoa com demência.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Intervenções dirigidas a familiares-cuidadores e psicoeducação familiar  </B></P>     <P>Como nunca é demais relembrar, os terapeutas esperam muitas vezes demasiado  dos familiares-cuidadores <SUP>5</SUP>. Nomeadamente, que lidem com  comportamentos e sintomas altamente complexos e perturbadores, sem conhecimentos  teóricos nem treino de competências práticas e sem descanso, com uma pessoa  doente, em sofrimento, a quem têm forte ligação emocional.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Donaldson, Tarrier e Burns <SUP>31</SUP> sistematizaram três formas de  intervenção dirigidas aos familiares de pessoas com demência: a) atenuação dos  sintomas da doença (através de estratégias medicamentosas ou de abordagens  comportamentais); b) redução da exposição do cuidador a estes sintomas, através  de internamentos de alívio ou do apoio ao cuidador; c) alteração da resposta do  cuidador à doença, através de terapia individual ou familiar para os  cuidadores.</P>     <P>É de realçar a lógica sistémica desta divisão, nomeadamente ao considerar as  intervenções para atenuação dos sintomas da doença, focadas directamente no  processo demencial. Daí que os ensaios clínicos para estudo da eficácia,  efectividade e eficiência dos fármacos antidemenciais equacionem, cada vez mais,  variáveis dos cuidadores <SUP>32</SUP>. Citamos exemplos específicos, para o  donepezilo <SUP>33</SUP>, galantamina <SUP>34</SUP>, rivastigmina <SUP>35  </SUP>e memantina <SUP>36</SUP>. Em muitos trabalhos, regista-se a diminuição do  tempo dedicado à prestação de cuidados, da sobrecarga ou do sofrimento dos  cuidadores, bem como os benefícios económicos e sociais do atraso na  institucionalização. Sendo necessário definir o significado clínico (e não  apenas estatístico) de algumas destas abordagens <SUP>37</SUP>, a evolução da  demência e as insuficiências dos serviços tornam prementes intervenções  psicossociais que considerem directamente a família, mesmo no pressuposto de  tratamentos farmacológicos optimizados.</P>     <P>Acresce que parte da sobrecarga deriva da responsabilidade de supervisionar  medicação e muitos cuidadores (cerca de um terço) estão isolados nessa função,  como cuidadores únicos. Ilustrando o papel das terapias farmacológicas da  demência, Brodaty e Green <SUP>38</SUP> referem: "<I>doctors need to work in  partnership with caregivers and patients when prescribing drugs for Alzheimer's  disease</I>". Reformulando, os médicos deverão trabalhar em parceria com as  famílias (doente e seus familiares) na doença de Alzheimer como noutras  demências, nas terapêuticas medicamentosas como noutras.</P>     <P>Sorensen, Pinquart e Duberstein <SUP>39</SUP>, numa meta-análise de 78  trabalhos com cuidadores de doentes idosos, ainda que não exclusivamente com  demência, sistematizaram de outra forma as intervenções relacionadas,  considerando: estratégias de alívio, de suporte, de psicoeducação, de treino de  competências, de incidência psicoterapêutica, e com componentes múltiplos.</P>     <P>Nas<I> intervenções de alívio</I>, por definição, não são oferecidos,  necessariamente, programas ou actividades ao doente. Pode ser proporcionado  alívio em internamento ou em casa, cuidados em centros ou hospitais de dia. Não  obstante, a realidade actual dos serviços raramente permite este apoio.</P>     <P>As<I> intervenções de suporte</I>, muitas vezes sob a forma de grupos de  familiares, estão mais difundidas. Os elementoschave dos grupos são: apoio  emocional mútuo, normalização de sentimentos, aconselhamento e partilha de  informação factual entre pares. Sendo orientadas por profissionais, buscam  raízes ou podem transformar-se em "grupos de entreajuda" (sem intervenção  técnica), providenciando sentido de identidade e de pertença a uma rede social.  Em Portugal, deve ser salientado o papel pioneiro da Alzheimer Portugal e de  equipas como o Serviço de Psicogeriatria do Hospital Magalhães Lemos  <SUP>40</SUP>. Estes exemplos de intervenções grupais assumem, porém, enfoques  mistos (com alguma incidência psicoeducativa).</P>     <P>Nas<I> abordagens psicoeducativas</I>, muitas vezes com recurso a materiais  pedagógicos estruturados, o componente de suporte pode estar presente mas é  secundário ao informativo. Mittelman et al. <SUP>41</SUP>, por exemplo,  salientaram os benefícios de melhorar as percepções dos familiares sobre a  doença. Entretanto, foram realizados novos ensaios, como o da intervenção breve  associada ao protocolo internacional 10/66 do<I> Dementia Research Group</I>  (Instituto de Psiquiatria de Londres), em países em desenvolvimento  <SUP>42</SUP>. Entre nós, muitas famílias têm dificuldade compreensível no  reconhecimento precoce da situação de demência, sendo desejável aumentar o seu  grau de informação sobre a doença <SUP>43</SUP>. Não obstante, o papel do  conhecimento isolado é limitado na sua influência sobre as percepções da  experiência de cuidar <SUP>14</SUP>, pelo que as intervenções deverão contemplar  outros componentes, dirigidos às<I> competências dos cuidadores</I>, com  abordagens tendencialmente cognitivo-comportamentais. Como exemplo, temos as  intervenções para gestão das alterações psicopatológicas e comportamentais da  demência, como a agressividade, em que a identificação de "gatilhos" ambientais  e o evitamento de precipitantes depende, em muito, do envolvimento da família.  Marriott et al. <SUP>44</SUP> realçaram a utilidade de programas combinando a  vertente educativa com a gestão de "stress", o trabalho do luto ou o treino da  gestão do comportamento do doente (base no modelo ABC de "coping"). Esta  intervenção de 14 sessões foi testada através de um ensaio randomizado e  controlado, com impacto não apenas na psicopatologia reactiva dos cuidadores  (depressão), como nos sintomas psicológicos e alterações comportamentais dos  doentes. Martín-Carrasco et al. <SUP>27 </SUP>evidenciaram a redução da  sobrecarga familiar com uma intervenção mista (componente psicoeducativo -  informativo e de treino de competências - e de apoio emocional).</P>     <P>A um nível menos estruturado, o<I> apoio/aconselhamento básico ao  cuidador</I> é fundamental, enquanto alguns familiares, com necessidades mais  complexas, terão indicação para<I> psicoterapia individual </I>específica.</P>     <P>Resumindo, as intervenções dirigidas directamente a familiares-cuidadores  podem ter lugar em contextos diferentes (no domicílio, no serviço), envolver uma  parte variável da família (toda a família, alguns elementos ou, no limite,  apenas um) e abranger conteúdos diversos, transmitidos de formas também elas  diferentes (predomínio didáctico, de transmissão de informação ou de  competências<I> versus</I> trabalho emocional ou de partilha; intervenções de  "baixo grau" de complexidade, informais<I> versus</I> intervenções estruturadas,  em grupo ou com famílias).</P>     <P>No que toca à efectividade destas intervenções, diversas revisões ou  meta-análises têm sido realizadas na última década, nem sempre com resultados  consensuais <SUP>39,45-51</SUP>.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Sorensen, Pinquart e Duberstein <SUP>39</SUP>, ressalvando menor evidência  nas demências, salientam que a efectividade das intervenções com cuidadores de  doentes neuropsiquiátricos idosos está dependente do tipo de intervenção, não  sendo global mas em domínios específicos (e.g. aquisição de  competências/informação, mas também depressão, bem-estar subjectivo/satisfação,  sobrecarga familiar, ou alguma melhoria clínica na pessoa doente). Os benefícios  poderão ser mais consistentes na aquisição de conhecimento e competências, do  que na diminuição de sobrecarga e sofrimento psicológico. Brodaty, Green e  Koschera <SUP>45</SUP> apontaram impacto no sofrimento psicológico e na  informação, mas não necessariamente na sobrecarga. Alguns dados sugerem que as  intervenções grupais serão mais efectivas na redução dos sintomas do doente que  as intervenções individuais com cuidadores, enquanto estas últimas (ou mistas)  serão mais efectivas sobre a sobrecarga e o bem-estar dos cuidadores. Mas noutra  revisão, foi salientada a utilidade da gestão comportamental individual, em  oposição à menor efectividade de intervenções em grupo e à inexistência de  evidência para a educação isolada, a terapia comportamental de grupo ou a  terapia de apoio <SUP>50</SUP>. Não está provado que a transmissão de informação  influencie de forma significativa ou duradoura os níveis de "stress" e  sobrecarga, ao contrário de algumas intervenções sobre as competências, terapia  cognitivo-comportamental ou até do aconselhamento <SUP>45</SUP>. Algumas  intervenções de suporte podem ter impacto no bem-estar psicológico de cuidadores  e doentes <SUP>48</SUP>.</P>     <P>Thompson et al. <SUP>51 </SUP>consideraram 44 estudos aleatorizados e  controlados, envolvendo intervenções individuais ou grupais, por vezes com  aplicação de meios tecnológicos. Concluíram por um impacto positivo dos grupos  de apoio e pela premência de adequar as intervenções às necessidades específicas  dos participantes. Salientaram a complexidade na interpretação dos resultados de  meta-análises nesta área, pelo que o grau de evidência dos benefícios se torna  menos claro, como aliás noutros trabalhos <SUP>46,52</SUP>.</P>     <P>Muitos autores concluem, numa perspectiva equilibrada, não ser recomendável  um investimento maciço nestas intervenções familiares, nem o inverso. O próprio  termo "intervenção" é vago, incluindo entidades diversas, e os parâmetros de  avaliação são pouco uniformes, dificultando a análise comparativa. Recomenda-se  melhor produção científica, refinando: uniformidade e relevância (clínica e para  os familiares) das medidas de avaliação; "ocultação" na avaliação; estudos mais  prolongados e dimensão adequada das amostras; qualidade e quantidade da  publicação de resultados <SUP>52</SUP>. Entretanto, já Schulz et al.  <SUP>49</SUP> haviam enfatizado a necessidade de procurar significância clínica  nas intervenções familiares, para além da significância estatística, mediante  desenvolvimentos conceptuais e metodológicos. Interessa, assim, produzir  evidência e replicar resultados. Os estudos de eficiência, em particular, pelas  dificuldades metodológicas e operacionais, têm sido menos numerosos e  conclusivos.</P>     <P>Mas a escassez de evidência não significa necessariamente ausência de  eficácia, até porque a evidência qualitativa que decorre da impressão clínica e  da maioria das intervenções publicadas é muito favorável à implementação deste  tipo de trabalho. Para Cooper et al. <SUP>46</SUP>, a não demonstração de  efectividade pode radicar no uso de medidas pouco sensíveis à mudança (e.g. a  sobrecarga será menos modificável que o bem-estar) ou escolhidas de forma  inadequada ao programa avaliado.</P>     <P>Em resumo, os benefícios das intervenções psicoeducativas variam,  necessariamente, com o seu conteúdo e destinatários. Alguns elementos comuns aos  programas com efectividade demonstrada serão: o envolvimento de doentes e  família (não apenas do cuidador principal), de acordo as necessidades  específicas, flexibilidade, duração e intensidade apropriadas. Estas  intervenções deverão ser ponderadas de acordo com o contexto clínico/familiar e  as possibilidades dos serviços. Serão, muitas vezes, combinadas e/ou faseadas,  de acordo com as necessidades decorrentes da evolução do processo demencial  (e.g. adaptação inicial após diagnóstico, ponderação de disposições legais ou  institucionalização, luto) <SUP>45</SUP>. No que toca especificamente a  informação, Wald et al. <SUP>53 </SUP>propuseram uma "regra de 3" para ajudar os  profissionais a disponibilizar a informação mais pertinente para os cuidadores,  de acordo com as prioridades de cada fase da doença <SUP>5,26</SUP>.</P>     <P>Entretanto, têm sido defendidas parcerias genuínas com os familiares no  planeamento de cuidados e serviços de saúde mental para os mais velhos  <SUP>54</SUP>.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Conclusões: da clínica à saúde pública </B></P>     <P>Pensar em termos sistémicos não implica intervir formalmente na linha da  terapia familiar sistémica. Um exemplo clássico é o da circularidade entre  esquecimentos e conflitos, a propósito da demência.</P>     <P>Assim, o modelo sistémico pode ser utilizado em psiquiatria geriátrica, mesmo  sem iniciar uma terapia, informando estratégias mais simples. Com efeito, o  nível de intervenção poderá ir desde o mais elementar ao mais estruturado (e.g.  terapia familiar), incluindo a possibilidade de recurso a grupos de familiares  com enfoque no apoio/entreajuda ou em componentes psicoeducativos. A escolha  dependerá, entre outros factores, da avaliação inicial de necessidades.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>De modo geral, a psicoeducação familiar só deverá ser implementada mediante  criteriosa avaliação inicial, cingindo-se a objectivos claros e aferidos de  forma periódica. Como todo o trabalho com famílias em psiquiatria geriátrica,  estas abordagens familiares são faseadas no tempo, de acordo com as fases da  doença face ao ciclo de vida familiar. A sua efectividade depende da duração e  intensidade da intervenção e a sua consistência poderá aumentar com o  envolvimento possível das pessoas doentes. Também as características pessoais  dos terapeutas condicionam o desenvolvimento de um verdadeiro trabalho<I>  com</I> a família <SUP>16</SUP>.</P>     <P>Em termos organizacionais, muitos dos princípios atrás enunciados serão  consensuais, nomeadamente quanto aos benefícios de atender às necessidades das  famílias na demência. Paradoxalmente, ainda não inspiram de forma significativa  os planos reais de cuidados de saúde. Para além de indagarmos "por que razão as  famílias não usam os serviços?", impõe-se a questão complementar: "por que razão  os serviços não usam as famílias?".</P>     <P>Na clínica, trabalhar com famílias tornar-se à uma necessidade ainda mais  premente nas próximas décadas. Da mesma forma, só aumentando a literacia em  demência terão efectividade as estratégias de prevenção destes quadros  neuropsiquiátricos (a nível primário, secundário - e.g. pelo reconhecimento  precoce - ou terciário), com reflexo na promoção da saúde mental das famílias e  das populações.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Bibliografía</B></P>     <!-- ref --><P>1. Ferri CP, Prince M, Brayne C, Brodaty H, Fratiglioni L, Ganguli M, et al.  Global prevalence of dementia: a Delphi consensus study. Lancet.  2005;366:2112–7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000078&pid=S0870-9025201100010000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>2. Georges J, Jansen S, Jackson J, Meyrieux A, Sadowska A, Selmes M.  Alzheimer''s disease in real life &#151; the dementia carer''s survey. Int J Geriatr  Psychiatry. 2008;23:546–51.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000080&pid=S0870-9025201100010000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>3. Nunes B, Silva RD, Cruz VT, Roriz JM, Pais J, Silva MC. Prevalence and  pattern of cognitive impairment in rural and urban populations from Northern  Portugal. BMC Neurol. 2010;10:42.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000082&pid=S0870-9025201100010000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>4. Ministério da Saúde. DGS. Rede de referenciação de psiquiatria e saúde  mental. Lisboa: Direcção–Geral de Saúde; 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000084&pid=S0870-9025201100010000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>5. Gonçalves–Pereira M, Mateos R. A família e as pessoas com demência:  vivências e necessidades dos cuidadores. Em: Firmino H., Leuschner A, Barreto J,  Pinto LC, editores. Psicogeriatria. Coimbra: Psiquiatria Clínica; 2006. p.  541–60.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000086&pid=S0870-9025201100010000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>6. Campbell P, Wright J, Oyebode J, Job D, Crome P, Bentham P, et al.  Determinants of burden in those who care for someone with dementia. Int J  Geriatr Psychiatry. 2008;23:1078–85.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000088&pid=S0870-9025201100010000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>7. Gort AM, Mingot M, Gomez X, Soler T, Torres G, Sacristán O, et al. Use of  the Zarit scale for assessing caregiver burden and collapse in caregiving at  home in dementias. Int J Geriatr Psychiatry. 2007;22:957–62.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000090&pid=S0870-9025201100010000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>8. Brodaty H, Thomson C, Thompson C, Fine M. Why caregivers of people with  dementia and memory loss don''t use services. Int J Geriatr Psychiatry.  2005;20:537–46.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000092&pid=S0870-9025201100010000200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>9. Cavaleiro AM, Carvalho–Teixeira JA. Satisfação dos cuidadores de doentes  de Alzheimer em relação à qualidade dos cuidados de saúde hospitalares. Análise  Psicológica. 1999;17:369–73.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000094&pid=S0870-9025201100010000200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>10. Martín I, Paúl C, Roncon J. Estudo de adaptação e validação da escala de  avaliação de cuidado informal. Psicologia, Saúde e Doenças. 2000;1:3–9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S0870-9025201100010000200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>11. Figueiredo D, Sousa L. Percepção do estado de saúde e sobrecarga em  cuidadores familiares de idosos dependentes com e sem demência. Rev Port Saúde  Pública. 2008;26:15–24.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S0870-9025201100010000200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>12. Sequeira C. Cuidar de idosos dependentes. Coimbra: Quarteto; 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S0870-9025201100010000200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>13. Melo G, Maroco J, de Mendonça A. Influence of personality on caregiver''s  burden, depression and distress related to the BPSD. Int J Geriatr Psychiatry.  2011. doi: 10.1002/gps.2677. [Epub ahead of print].    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S0870-9025201100010000200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>14. Gonçalves–Pereira M, Carmo I, da Silva JA, Papoila AL, Mateos R, Zarit  SH. Caregiving experiences and knowledge about dementia in Portuguese clinical  outpatient settings. Int Psychogeriatr. 2010;22:270–80.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S0870-9025201100010000200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>15. Fernandes L, Gonçalves–Pereira M, Leuschner A, Martins S, Sobral M,  Azevedo LF, et al. Validation study of the Camberwell Assessment of Need for the  Elderly (CANE) in Portugal. Int Psychogeriatr. 2009;21:94–102.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S0870-9025201100010000200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>16. Gonçalves–Pereira M, Sampaio D. Trabalho com famílias em psiquiatria  geriátrica. Acta Médica Portuguesa. (2011) Aceite para publicação.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S0870-9025201100010000200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>17. Jorm AF. Mental health literacy. Br J Psychiatry. 2000;177: 396–401.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S0870-9025201100010000200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>18. Werner P. Lay perceptions about mental health: where is age and where is  Alzheimer''s disease. Int Psychogeriatr. 2005;17: 371–82.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S0870-9025201100010000200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>19. Low LF, Anstey KJ. Dementia literacy: recognition and beliefs on dementia  of the Australian public. Alzheimer &amp; Dementia. 2009;5:43–9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S0870-9025201100010000200019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>20. Asen E. Psychological treatments: systemic interventions with older  adults and their families. Em: Jacoby R, Oppenheimer C, Dening T, Thomas A,  editores. Oxford textbook of old age psychiatry. Oxford: Oxford University  Press; 2008. p. 263–72.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S0870-9025201100010000200020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>21. Mittelman MS, Ferris SH, Shulman E, Steinberg G, Levin B. A family  intervention to delay nursing home placement of patients with Alzheimer disease.  JAMA. 1996;276:1725–31.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S0870-9025201100010000200021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>22. Pot AM, Deeg DJ, Knipscheer CP. Institutionalization of demented elderly:  the role of caregiver characteristics. Int J Geriatr Psychiatry. 2001;16:273–80.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S0870-9025201100010000200022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </P>     <!-- ref --><P>23. Richardson CA, Gilleard C, Lieberman S, Peeler R. Working with older  adults and their families: a review. Journal of Family Therapy. 1994;16:225–40.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S0870-9025201100010000200023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </P>     <!-- ref --><P>24. Cantegreil–Kallen I, Rigaud AS. Systemic family therapy in the context of  Alzheimer''s disease: a theoretical and practical approach. [La therapie  familiale systemique dans le cadre de la maladie d''Alzheimer: approche  theorique et pratique]. 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Rev Port  Clínica Geral. 2010;26:62–7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S0870-9025201100010000200026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>27. Martín–Carrasco M, Martín MF, Valero CP, Millán PR, García CI, Montalbán  SR, et al. Effectiveness of a psychoeducational intervention program in the  reduction of caregiver burden in Alzheimer''s disease patients'' caregivers. Int  J Geriatr Psychiatry. 2009;4:489–99.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S0870-9025201100010000200027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>28. Johnson DL. 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<body><![CDATA[<!-- ref --><P>29. Fernandes L. Dos factores biopsicológicos às intervenções multifamiliares  e psicoeducacionais na asma. Porto: Bial; 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S0870-9025201100010000200029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>30. Gonçalves–Pereira M, Xavier M, Fadden G. Modelo de Falloon para  intervenção familiar na esquizofrenia: fundamentação e aspectos técnicos.  Análise Psicológica. 2007;XXV:241–55.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S0870-9025201100010000200030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>31. Donaldson C, Tarrier N, Burns A. The impact of the symptoms of dementia  on caregivers. Br J Psychiatry. 1997;170:62–8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S0870-9025201100010000200031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>32. Fillit H. Drug discovery and the prevention of Alzheimer''s disease.  Alzheimer''s &amp; Dementia. 2008;4 Suppl 1:S26–8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S0870-9025201100010000200032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>33. Sakka P, Tsolaki M, Hort J, Hager K, Soininen H, López Pousa S, et al.  Effectiveness of open–label donepezil treatment in patients with Alzheimer''s  disease discontinuing memantine monotherapy. Curr Med Res Opin. 2007;23:3153–65.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S0870-9025201100010000200033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>34. Cummings JL, Schneider L, Tariot PN, Kershaw PR, Yuan W. Reduction of  behavioral disturbances and caregiver distress by galantamine patients with  Alzheimer''s disease. Am J Psychiatry. 2004;161:532–8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S0870-9025201100010000200034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>35. Winblad B, Kawata AK, Beusterien KM, Thomas SK, Wimo A, Lane R, et al.  Caregiver preference for rivastigmine patch relative to capsules for treatment  of probable Alzheimer''s disease. Int J Geriatr Psychiatry. 2007;22:485–91.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S0870-9025201100010000200035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>36. Reisberg B, Doody R, Stöffler A, Schmitt F, Ferris S, Möbius HJ, et al.  Memantine in moderate–to–severe Alzheimer''s disease. N Engl J Med.  2003;348:1333–41.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S0870-9025201100010000200036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>37. Molnar FJ, Man–Son–Hing M, Fergusson D. Systematic review of measures of  clinical significance employed in randomized controlled trials of drugs for  dementia. J Am Geriatr Soc. 2009; 57:536–46.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S0870-9025201100010000200037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>38. Brodaty H, Green A. Defining the role of the caregiver in Alzheimer''s  disease treatment. Drugs Aging. 2002;19:891–8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S0870-9025201100010000200038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>39. Sörensen S, Pinquart M, Duberstein P. How effective are interventions  with caregivers?: an updated meta–analysis. Gerontologist. 2002;42:356–72.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000153&pid=S0870-9025201100010000200039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>40. Sobral M. , Silva AR. "Care Program" to reduce the burden of care giving  for elderly with dementia. Psiquiatria Clínica. 2006;Suppl: 77. Abstracts of the  European Regional Meeting – International Psychogeriatric Association, Lisbon,  Portugal, 3–6 May 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000155&pid=S0870-9025201100010000200040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>41. Mittelman MS, Roth DL, Haley WE, Zarit SH. Effects of a caregiver  intervention on negative caregiver appraisals of behaviour problems in patients  with Alzheimer''s disease: results of a randomised trial. J Gerontol B Psychol  Sci Soc Sci. 2004;59:P27–34.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000157&pid=S0870-9025201100010000200041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>42. Guerra M, Ferri CP, Fonseca M, Banerjee S, Prince M. Helping carers to  care: the 10/66 dementia research group''s randomized control trial of a  caregiver intervention in Peru. Rev Bras Psiquiatr. 2010. pii:  S1516–44462010005000017. [Epub ahead of print].    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000159&pid=S0870-9025201100010000200042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>43. Cruz VT, Pais J, Teixeira A, Nunes B. Sintomas iniciais de doença de  Alzheimer: a percepção dos familiares. Acta Médica Portuguesa. 2004;17:437–44.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000161&pid=S0870-9025201100010000200043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>44. Marriott A, Donaldson C, Tarrier N, Burns A. Effectiveness of  cognitive–behavioural family intervention in reducing the burden of care in  carers of patients with Alzheimer''s disease. Br J Psychiatry. 2000;176:557–62.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000163&pid=S0870-9025201100010000200044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </P>     <!-- ref --><P>45. Brodaty H, Green A, Koschera A. Meta–analysis of psychosocial  interventions for caregivers of people with dementia. J Am Geriatr Soc.  2003;51:657–64.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000165&pid=S0870-9025201100010000200045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>46. Cooper C, Balamurali TB, Selwood A, Livingston G. A systematic review of  intervention studies about anxiety in caregivers of people with dementia. Int J  Geriatr Psychiatry. 2007;22:181–8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000167&pid=S0870-9025201100010000200046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>47. Cooke DD, McNally L, Mulligan KT, Harrison MJ, Newman SP. Psychosocial  interventions for caregivers of people with dementia: a systematic review. Aging  Ment Health. 2001;5:120–35.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000169&pid=S0870-9025201100010000200047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>48. Mittelman MS. Taking care of the caregivers. Curr Opin Psychiatry.  2005;18:633–39.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000171&pid=S0870-9025201100010000200048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>49. Schulz R, O''Brien A, Czaja S, Ory M, Norris R, Martire LM, et al.  Dementia caregiver intervention research: in search of clinical significance.  Gerontologist. 2002;42:589–602.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000173&pid=S0870-9025201100010000200049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>50. Selwood A, Johnston K, Katona C, Lyketsos C, Livingston G. Systematic  review of the effect of psychological interventions on family caregivers of  people with dementia. J Affect Disord. 2007;101:75–89.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000175&pid=S0870-9025201100010000200050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>51. Thompson CA, Spilsbury K, Hall J, Birks Y, Barnes C, Adamson J.  Systematic review of information and support interventions for caregivers of  people with dementia. BMC Geriatr. 2007;7:18.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000177&pid=S0870-9025201100010000200051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>52. Thompson C, Spilsbury K. WITHDRAWN: support for carers of people with  Alzheimer''s type dementia. Cochrane Database Syst Rev. 2007;(3):CD000454.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000179&pid=S0870-9025201100010000200052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>53. Wald C, Fahy M, Walker Z, Livingston G. What to tell dementia caregivers:  the rule of threes. Int J Geriatr Psychiatry. 2003;18:313–7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000181&pid=S0870-9025201100010000200053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>54. Oyebode J. Carers as partners in mental health services for older people.  Adv Psychiatr Treat. 2005;11:297–304.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000183&pid=S0870-9025201100010000200054&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <p>&nbsp;</p>     <p><B>Conflito de interesse</B></P>     <P>Os autores declaram não haver conflito de interesse.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><I>Recebido em 13 de Agosto de 2010</I></P>     <P><I>Aceite em 16 de Janeiro de 2011</I></P>      ]]></body><back>
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<year>2005</year>
<volume>366</volume>
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