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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Saúde Pública]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Qualidade do ar interior em estabelecimentos da restauração após a entrada em vigor da lei portuguesa de controlo do tabagismo]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: A study carried out in the city of Braga, in February 2008 (shortly after the entry into force of Law 37/2007 of August 14 of tobacco control), in hospitality venues revealed that there are establishments that allow smoking inside their facilities. This raised the problem of knowing what the concentration of nicotine in the air present in these venues is (an indicator of pollution by tobacco smoke). Participants and methods: The air quality was assessed in March 2009, in six hospitality venues, of the city of Braga: two smoke free restaurants under 100 m ²; two coffees less than 100 m ² (a smoke free coffeehouse and another that does not allow consumption); a smoke free night bar with less than 100 m ² and a nightclub with a smoking area and a non-smoking room, separated by a curtain of air. Measurement of vapor phase nicotine in air was done by active monitoring, through the use of monitors, using the methodology applied by Hammond 1. Particles (PM 2.5) were measured with a Side Pack. Results: The average concentration of nicotine inside the smoke free coffeehouses and restaurants is 6.29 mg/m³, while inside the coffeehouses where smoking is not allowed is 1.1 mg/m³. The concentration of nicotine in the night bar has a very high value (9.42 mg/m³). At the disco, the concentration of nicotine is the highest recorded in enclosed spaces (19.1 mg/m³ in the area where smoking is forbidden and 10.2 mg/m³ in a smoke free area). Conclusions: The results suggest that in the hospitality venues, where smoking is permitted, there is a high air contamination by Environmental Tobacco Smoke, which are particularly exposed workers. More studies are needed to clarify the situation of tobacco consumption in the hospitality sector.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Fumo ambiental do tabaco]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Controlo do tabagismo]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Saúde pública]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <P><B>Qualidade do ar interior em estabelecimentos da restauração após a entrada em  vigor da lei portuguesa de controlo do tabagismo</B></P>     <p>&nbsp;</p>      <P><b>José Precioso<SUP>a</SUP></b>, <b>Maria José Lopez<SUP>b</SUP></b>, <b>Esteve  Fernández<SUP>c</SUP></b>, <b>Manel Nebot<SUP>b</SUP></b></P>     <P><SUP>a</SUP>Instituto de Educação, Universidade do Minho, Braga, Portugal. <A href="mailto:precioso@ie.uminho.pt">precioso@ie.uminho.pt</A></P>     <P><SUP>b</SUP>Agência de Saúde Pública de Barcelona, Barcelona, Espanha</P>     <P><SUP>c</SUP>Instituto Catalão de Oncologia de Barcelona, Barcelona, Espanha</P>     <p>&nbsp;</p>      <P><B>Resumo</B></P>    <P>Introdução: Um estudo efectuado na cidade de Braga, em  Fevereiro de 2008 (pouco tempo depois da entrada em vigor da lei n.º 37/2007 de  14 de Agosto de controlo do tabagismo), no sector da restauração e similares,  revelou que há proprietários desses estabelecimentos que permitem que se fume no  interior. Este facto levantou o problema de saber qual a concentração de  nicotina (indicadora da poluição por fumo do tabaco) presente no ar nesses  locais. Participantes e método: A qualidade do ar foi avaliada em Março de 2009,  em 6 locais de restauração e similares, da cidade de Braga: 2 restaurantes com  menos de 100 m <SUP>2</SUP> que permitem que se fume no interior; 2 cafés com menos de 100  m <SUP>2</SUP> (um café que permite que se fume no interior e outro que proíbe o consumo);  um bar nocturno com menos de 100 m <SUP>2</SUP> para fumadores e uma discoteca com uma área  para fumadores e outra para não fumadores, separadas por uma cortina de ar. A  medição da fase de vapor de nicotina no ar foi feita por monitorização activa,  através da utilização de monitores, segundo o método aplicado por Hammond 1. As  partículas (PM 2,5) foram medidas com um medidor Side Pack. Resultados: A  concentração média de nicotina presente no interior dos restaurantes e no café  onde é permitido fumar foi de 6,29 mg/m <SUP>3</SUP>, enquanto que no interior do café onde  é proibido fumar foi de 1,1 &#956;g/m <SUP>3</SUP>. A concentração de nicotina no "bar"  apresenta um valor bastante elevado (9,42 &#956;g/m <SUP>3</SUP>). Na discoteca, a concentração  de nicotina é a mais elevada registada em espaços fechados (19,1 &#956;g/m <SUP>3</SUP> na área  em que é proibido fumar e 10,2 &#956;g/m <SUP>3</SUP> na área para fumadores). Conclusões: Os  resultados sugerem que em locais da hotelaria (restaurantes e similares), onde é  permitido fumar, há uma elevada contaminação do ar por Fumo Ambiental do Tabaco,  à qual estão particularmente expostos os trabalhadores. Mais estudos são  necessários para clarificar a situação do consumo de tabaco no sector da  restauração.</P>     <P><B>Palavras Chave:</B> Fumo ambiental do tabaco. Controlo do tabagismo. Saúde pública.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <P><B>Indoor air quality in hospitality venues after the implementation of the  Portuguese tobacco control law</B></P>     <P><B>Abstract</B></P>    <P>Introduction: A study carried out in the city of Braga, in  February 2008 (shortly after the entry into force of Law 37/2007 of August 14 of  tobacco control), in hospitality venues revealed that there are establishments  that allow smoking inside their facilities. This raised the problem of knowing  what the concentration of nicotine in the air present in these venues is (an  indicator of pollution by tobacco smoke). Participants and methods: The air  quality was assessed in March 2009, in six hospitality venues, of the city of  Braga: two smoke free restaurants under 100 m <SUP>2</SUP>; two coffees less than 100 m <SUP>2</SUP>  (a smoke free coffeehouse and another that does not allow consumption); a smoke  free night bar with less than 100 m <SUP>2</SUP> and a nightclub with a smoking area and a  non–smoking room, separated by a curtain of air. Measurement of vapor phase  nicotine in air was done by active monitoring, through the use of monitors,  using the methodology applied by Hammond 1. Particles (PM 2.5) were measured  with a Side Pack. Results: The average concentration of nicotine inside the  smoke free coffeehouses and restaurants is 6.29 mg/m<SUP>3</SUP>, while inside the  coffeehouses where smoking is not allowed is 1.1 mg/m<SUP>3</SUP>. The concentration of  nicotine in the night bar has a very high value (9.42 mg/m<SUP>3</SUP>). At the disco, the  concentration of nicotine is the highest recorded in enclosed spaces (19.1 mg/m<SUP>3</SUP>  in the area where smoking is forbidden and 10.2 mg/m<SUP>3</SUP> in a smoke free area).  Conclusions: The results suggest that in the hospitality venues, where smoking  is permitted, there is a high air contamination by Environmental Tobacco Smoke,  which are particularly exposed workers. More studies are needed to clarify the  situation of tobacco consumption in the hospitality sector.</P>      <P><B>Keywords:</B> Second hand smoke. Tobacco control. Public health.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Introdução </B></P>     <P>Segundo a Agência Internacional de Investigação em Cancro (International  Agency for Research on Cancer - IARC), está demonstrado que a exposição ao Fumo  Ambiental do Tabaco (FAT) causa cancro em humanos, devido ao facto de conter na  sua composição cerca de cinquenta substâncias cancerígenas. Por esse motivo, o  FAT foi classificado, pela Agência de Protecção Ambiental dos Estados Unidos (US  Environmental Protection Agency), no Grupo A de carcinogéneos <SUP>2</SUP>.  Sendo o principal carcinogéneo humano presente no ar, o FAT constitui uma  importante causa de cancro - em particular de pulmão - e de outras patologias,  responsáveis pela morte de milhares de pessoas <SUP>2,3</SUP>. Os níveis de  nicotina para os quais se verificaram efeitos carcinogéneos situam-se entre 1 e  10 &#956;g/m <SUP>3</SUP> de nicotina <SUP>4</SUP>. Actualmente, a evidência de que a  exposição ao FAT é prejudicial à saúde, em todos os estágios da vida humana, é  consistente, robusta e consensual <SUP>5</SUP>.</P>     <P>O relatório do US Surgeon General, de 2006, refere que as actuais evidências  sugerem que um não fumador exposto ao FAT, em casa ou no local de trabalho,  apresenta um risco acrescido de 20 % a 30 % de vir a sofrer de cancro do pulmão  e de cerca de 25 % a 30 % de padecer de uma doença cardíaca <SUP>6</SUP>.</P>     <P>Um estudo efectuado em 2004 pela Cancer Research UK, a European Respiratory  Society, o Institut National du Cancer e a European Heart Network estima que, em  2002 e na Europa dos 25, o FAT tenha sido responsável pela morte de mais de  79000 adultos (7000 em resultado da exposição ao FAT no local de trabalho e  72000 mortes devidas à exposição no domicílio). O mesmo estudo apresenta  estimativas que indicam que o FAT terá sido responsável pela morte de mais de  16600 não fumadores expostos no domicílio e mais de 2800 mortes em pessoas não  fumadoras expostas no local de trabalho <SUP>7</SUP>. Neste estudo, estima-se  que a mortalidade em Portugal devido à exposição ao FAT tenha sido de 1519  pessoas num ano (1450 devido à exposição em casa e 79 devido à exposição no  local de trabalho).</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>A mortalidade em Portugal, só de fumadores passivos, é estimada em 457 (432  devido à exposição em casa e 27 devido à exposição no local de trabalho)  <SUP>7</SUP>.</P>     <P>Com o objectivo principal de proteger os trabalhadores da exposição ao FAT,  vários países têm adoptado legislação de proibição total ou parcial do consumo  de tabaco em locais públicos, incluindo o sector da restauração.</P>     <P>Neste sector, as políticas que têm sido aplicadas vão desde a proibição  total, à proibição parcial e à permissão de fumar.</P>     <P>A 1 de Janeiro de 2008, entrou em vigor, em Portugal, a lei n.º 37/2007 de 14  de Agosto, com o principal objectivo de reduzir os efeitos negativos da  exposição ao FAT em locais públicos. No que diz respeito ao sector da  restauração e similares (bares, discotecas, etc.), a lei portuguesa estipula  que, em geral, é proibido fumar nestes locais, com as seguintes excepções: </P>     <P>"6 — Nos locais mencionados na alínea<I> q</I>)<I> [locais da restauração e  similares]</I> do n.º 1 do artigo anterior com área destinada ao público  inferior a 100 m <SUP>2</SUP>, o proprietário pode optar por estabelecer a  permissão de fumar desde que obedeça aos requisitos mencionados nas alíneas<I>  a</I>)<I>, b</I>) e<I> c</I>) do número anterior.<I> [ou seja: a) Estejam  devidamente sinalizadas, com afixação de dísticos em locais visíveis (...); b)  Sejam separadas fisicamente das restantes instalações, ou disponham de  dispositivo de ventilação, ou qualquer outro, desde que autónomo, que evite que  o fumo se espalhe às áreas contíguas; c) Seja garantida a ventilação directa  para o exterior através de sistema de extracção de ar que proteja dos efeitos do  fumo os trabalhadores e os clientes não fumadores].</I></P>     <P>7 — Nos locais mencionados na alínea<I> q</I>) do n.º 1 do artigo anterior  com área destinada ao público igual ou superior a 100 m <SUP>2</SUP> podem ser  criadas áreas para fumadores, até um máximo de 30 % do total respectivo, ou  espaço fisicamente separado não superior a 40 % do total respectivo, desde que  obedeçam aos requisitos mencionados nas alíneas<I> a</I>),<I> b</I>) e<I> c</I>)  do n.º 5, não abranjam as áreas destinadas exclusivamente ao pessoal nem as  áreas onde os trabalhadores tenham de trabalhar em permanência" <SUP>8</SUP>.  </P>     <P>Um estudo observacional levado a efeito no sector da restauração da cidade de  Braga, em Portugal, no ano de 2008 (em que foram avaliados 14 restaurantes com  mais de 100 m <SUP>2</SUP>; 16 restaurantes com menos de 100 m <SUP>2</SUP>; 29  cafés ou similares; e 10 bares, pubs e discotecas), revelou que 76,8 % dos  locais da restauração e similares optaram por se declarar espaços sem fumo. A  maior taxa de adesão encontra-se nos restaurantes com mais de 100 m <SUP>2</SUP>  (85,7 %) e a menor nas discotecas e bares nocturnos (70,5 %). Constata-se que há  ainda muitos restaurantes, cafés e bares com menos de 100 m <SUP>2</SUP> e  discotecas que permitem que se fume no interior. Algumas discotecas com mais de  100 m <SUP>2</SUP> optaram pela instalação de cortinas de ar a separar a zona de  fumadores da zona de não fumadores <SUP>9</SUP>. Percentagens semelhantes de  adesão à proibição de fumar no interior dos estabelecimentos da restauração e  similares portugueses foram encontrados num estudo mais amplo, realizado por  Reis et al<I>.</I> <SUP>10</SUP>.</P>     <P>Os resultados dos estudos observacionais anteriores levam a questionar qual a  qualidade do ar nos restaurantes ou similares que permitem que se fume no  interior, uma vez que supostamente deveriam ter sido instalados dispositivos de  remoção do fumo do tabaco.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Objectivos </B></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Determinar a qualidade do ar interior em estabelecimentos do sector da  restauração e similares; avaliar o impacte da lei Portuguesa de controlo do  tabagismo, na protecção de uma população especialmente vulnerável (trabalhadores  da restauração).</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Método </B></P>     <P>O estudo foi efectuado em Braga, Portugal, durante o mês de Março de 2009. A  qualidade do ar foi avaliada em 6 locais de restauração e similares: 2  restaurantes com menos de 100 m <SUP>2</SUP> que permitem que se fume no  interior; 2 cafés com menos de 100 m <SUP>2</SUP> (um café que permite que se  fume no interior e outro que proíbe o consumo); um bar nocturno com menos de 100  m <SUP>2</SUP> para fumadores e uma discoteca com mais de 100 m <SUP>2</SUP> com  uma área para fumadores e outra para não fumadores, separadas por uma cortina de  ar. A amostra foi de conveniência, mas respeitou os seguintes critérios: locais  sem cozinha aberta ou outra fonte importante de combustão; mínimo de 5 pessoas  no local no momento da medição; nos restaurantes, as medições foram feitas  depois do almoço ou do jantar; nos cafés, foram feitas a meio da tarde e no bar  nocturno e discoteca, foram feitas após a meia-noite. Foi obtida autorização  prévia dos proprietários dos estabelecimentos participantes. Em todos os locais  foram colhidas amostras de ar dentro e fora do estabelecimento e, na discoteca,  foram colhidas amostras de nicotina no ar na zona de fumadores e de não  fumadores. A medição da fase de vapor de nicotina foi feita por monitorização  activa. Para medir a fase de vapor de nicotina foram utilizados monitores  passivos e utilizado o método seguido por Hammond <SUP>1</SUP>, utilizado em  estudos semelhantes realizados na Europa <SUP>11,12</SUP>. </P>     <P>As amostras de nicotina no ar foram recolhidas através de um dispositivo de  37 mm de diâmetro, de plástico (monitor), contendo um filtro tratado com  bissulfato de sódio. Estes monitores, quando prontos, foram acoplados a uma  bomba através de um tubo com um fluxo de 2ml/min (fig. 1). A média de amostragem  foi de 30 minutos. Para cada amostra foram registados os seguintes dados: o  código da amostra; o tipo de estabelecimento (restaurante com mais de 100 m  <SUP>2</SUP>, com menos de 100 m <SUP>2</SUP>, etc.); a localização do monitor  no local; a data da amostragem; o tempo de início e fim da amostra de ar e a  política de fumo (permissão de fumar, proibição completa de fumar ou proibição  parcial com áreas para fumadores). Registou-se ainda informação sobre o tipo de  ventilação existente em cada estabelecimento.</P>     <p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/rpsp/v29n1/29n1a04f1.jpg"></p>     
<p>Figura 1 – Dispositivo utilizado para monitorizar a nicotina  no ar (bomba de vácuo e monitor).</p>     <p>&nbsp;</p>     <P>Para efeitos de controlo de qualidade, foram colocados filtros dentro de  monitores/dispositivos de amostragem (brancos) que não foram utilizados.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>A análise de nicotina foi realizada no Laboratório de Saúde Pública da  Agência de Barcelona, utilizando o método de cromatografia gasosa/espectrometria  de massa.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Resultados </B></P>     <P>Conforme se pode ver na figura 2 e na tabela 1, a média da concentração de  nicotina presente no interior dos dois restaurantes e no café com menos de 100 m  <SUP>2</SUP>, em que se permite fumar, é de 6,29 &#956;g/m <SUP>3</SUP>, enquanto o  valor registado no interior do café onde é proibido fumar é de 1,1 &#956;g/m  <SUP>3</SUP>. Estas concentrações são em geral maiores que os valores  encontrados no estudo anterior, onde a concentração nos locais da hotelaria com  menos de 100 m <SUP>2</SUP> teve uma mediana de 1,54 &#956;g/m <SUP>3</SUP> de  nicotina no ar <SUP>13</SUP>.</P>     <p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/rpsp/v29n1/29n1a04f2.jpg"></p>     
<p>Figura 2 – Média de concentração de nicotina em restaurantes  e cafés com menos de 100 m <SUP>2</SUP>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Tabela 1 – Concentração de nicotina, no interior e exterior, de estabelecimentos de restauração e similares.</p>     <p><img src="/img/revistas/rpsp/v29n1/29n1a04t1.jpg"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <P>A concentração de nicotina no bar nocturno (onde se permite fumar) apresenta  um valor bastante elevado (9,42 &#956;g/m <SUP>3</SUP>), sendo aproximadamente três  vezes mais elevada dentro do que fora do bar e muito superior à que se verifica  nos restaurantes (fig. 3).</P>     <p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/rpsp/v29n1/29n1a04f3.jpg"></p>     
<p>Figura 3 – Média de concentração de nicotina em restaurantes  e cafés com menos de 100 m <SUP>2</SUP>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <P>As concentrações mais elevadas foram encontradas na discoteca, quer na área  onde era proibido fumar quer na zona para fumadores, sendo os valores  respectivamente de 19,1 &#956;g/m <SUP>3 </SUP>e de 10,2 &#956;g/m <SUP>3</SUP>.  Constata-se ainda que a contaminação do ar era superior na zona de não fumadores  do que a registada na área onde é permitido fumar (fig. 4).</P>     <p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/rpsp/v29n1/29n1a04f4.jpg"></p>     
<p>Figura 4 – Média de concentração de nicotina na zona de não  fumadores e de fumadores, de uma discoteca, com mais de 100 m  <SUP>2</SUP>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <P>Estes resultados estão em concordância com os dados obtidos por Nebot et  al<I>.</I> <SUP>14</SUP> após a aplicação da lei espanhola, onde se constatou  que, nos estabelecimentos do sector da restauração e similares em que os  proprietários optaram pela permissão de fumar, a concentração de nicotina no ar  era muito mais elevada do que a que se registou nos locais onde os proprietários  proibiram o consumo.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Conclusões </B></P>     <P>Os resultados sugerem que em locais da hotelaria (restaurantes e similares)  com menos de 100 m <SUP>2</SUP>, onde é permitido fumar, há uma elevada  contaminação do ar por FAT. Em resultado desta contaminação, pode inferir-se que  um número elevado de trabalhadores está exposto ao FAT.</P>     <P>Os proprietários que permitiram o consumo de tabaco dentro dos  estabelecimentos não instalaram dispositivos eficientes para eliminar o fumo de  tabaco no interior (a maioria dispunha apenas de aparelhos de ar condicionado).  O estudo também sugere que as cortinas de ar usadas para separar as zonas onde é  permitido fumar e as áreas para não fumadores não são eficientes.</P>     <P>O relatório do US Surgeon General <SUP>6</SUP> refere que a evidência  científica indica que não há um nível de exposição ao fumo passivo sem risco  para a saúde.</P>     <P>Os dados apresentados neste estudo sugerem a necessidade de reforçar a  implementação de políticas sem fumo nos estabelecimentos da restauração e  similares, especialmente em benefício da saúde dos trabalhadores e como medida  de reforço de um ambiente que torne mais fácil para os fumadores pararem de  fumar. Só uma proibição total de fumar parece ser eficiente para criar uma  atmosfera livre de tabaco no interior dos estabelecimentos da restauração. Mais  estudos, com mais participantes, são necessários para validar estas  conclusões.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Bibliografía</B></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>1. Hammond SK. Evaluating exposure to environmental tobacco smoke: sampling  and analysis of airbone pollutants. New York: Lewish Publishers; 1993. p.  319–37. </P>     <!-- ref --><P>2. International Agency for Research on Cancer. Tobacco smoke and involuntary  smoking. [Internet]. Lyon: IARC; 2004. (IARC Monographs on the Evaluation of  Carcinogenic Risks to Humans; 83) [consultado 5 Set 2007]. Disponível em: <A href="http://monographs.iarc.fr/ENG/Monographs/vol83/mono83.pdf"target=_blank>http://monographs.iarc.fr/ENG/Monographs/vol83/mono83.pdf</A>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000074&pid=S0870-9025201100010000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>3. Environmental Protection Agency. Respiratory health effects of passive  smoking: also known as Exposure to Secondhand Smoke or Environmental Tobacco  Smoke ETS. Washington, DC: Office of Health and Environmental Assessment. Office  of Research and Development. U.S. Environmental Protection Agency; 1992.  (EPA/600/6–90/006F).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000075&pid=S0870-9025201100010000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>4. World Health Organization. Regional Office for Europe. Air quality  guidelines for Europe. 2nd ed. [Internet]. Copenhagen: WHO; 2000. (WHO Regional  Publications. European Series; 91) [consultado 26 Abr 2007]. Disponível em: <A href="http://www.euro.who.int/__data/assets/pdf_file/0005/74732/E71922.pdf"target=_blank>http://www.euro.who.int/__data/assets/pdf_file/0005/74732/E71922.pdf</A>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000077&pid=S0870-9025201100010000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>5. Calheiros JM. Fumo ambiental e saúde. Rev Port Clin Ger. 2006;22:245–53.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000078&pid=S0870-9025201100010000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </P>     <!-- ref --><P>6. Department of Health and Human Services. The health consequences of  involuntary exposure to tobacco smoke: a report of the Surgeon General.  [Internet]. Atlanta, GA: Office of the Surgeon General. Centers for Disease  Control and Prevention. US Department of Health and Human Services; 2006  [consultado 26 Abr 2007]. Disponível em: <A href="http://www.surgeongeneral.gov/library/secondhandsmoke/report/index.html"target=_blank>http://www.surgeongeneral.gov/library/secondhandsmoke/report/index.html</A>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000080&pid=S0870-9025201100010000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>7. The Smoke Free Partnership. Lifting the smokescreen: 10 reasons for a  smoke free Europe. [Internet]. Brussels: ERSJ; 2006 [consultado 2 Nov 2007].  Disponível em: <A href="http://www.european-lung-foundation.org/uploads/Document/WEB_CHEMIN_282_1142435970.pdf"target=_blank>http://www.european-lung-foundation.org/uploads/Document/WEB_CHEMIN_282_1142435970.pdf</A>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000081&pid=S0870-9025201100010000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><P>8. Lei n. º 37/2007. D.R. I.ª Série 156 (2007–08–14) 5277–5285 – Aprova  normas para a protecção dos cidadãos da exposição involuntária ao fumo do tabaco  e medidas de redução da procura relacionadas com a dependência e a cessação do  seu consumo. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>9. Precioso J, Calheiros JM, López MJ, Ariza C, Nebot M, Fernández E, et al.  Avaliação do cumprimento da Lei n.º 37/2007 de Prevenção do Tabagismo no sector  da restauração do Concelho de Braga. [Internet]. Lisboa: Direcção Geral de  Saúde; 2008 [consultado 20 Jan 2009]. Disponível em: <A href="http://www.dgs.pt/upload/membro.id/ficheiros/i010307.pdf"target=_blank>http://www.dgs.pt/upload/membro.id/ficheiros/i010307.pdf</A>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000083&pid=S0870-9025201100010000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>10. Reis MF, Precioso J, Rebelo L, Carrola R, Aguiar P. First exploratory  descriptive study on adherence to and compliance with the Portuguese smoke–free  law in the leisure–hospitality sector. Tob Control. 2010;19:171–2.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000084&pid=S0870-9025201100010000400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>11. López MJ; Nebot M; Sallés J; Serrahima E; Centrich F; Juárez O, et al.  Medición de la exposición al humo ambiental de tabaco en centros de enseñanza,  centros sanitarios, medios de transporte y lugares de ócio. Gac Sanit. 2004;  18:451–7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000086&pid=S0870-9025201100010000400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>12. Nebot M, López MJ, Gorini G, Neuberger M, Axelsson S, Pilali M, et al.  Environmental tobacco smoke exposure in public places of European cities. Tob  Control. 2005;14:60–3.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000088&pid=S0870-9025201100010000400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>13. Precioso J, López MJ, Calheiros JM, Macedo M, Ariza C, Sanchez F, et al.  Poluição do ar interior provocada pelo fumo do cigarro em locais públicos de  Portugal. Rev Saúde Pública. 2007;41:808–13.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000090&pid=S0870-9025201100010000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>14. Nebot M, López MJ, Ariza C, Pérez–Ríos M, Fu M; Spanish Smoking Law  Evaluation Group. Impact of the Spanish Smoking Law on exposure to secondhand  smoke in offices and hospitality venues: before–and–after study. Environ Health  Perspect. 2009;117:344–7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000092&pid=S0870-9025201100010000400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Conflito de interesse</B></P>     <P>Os autores declaram não haver conflito de interesse.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><I>Recebido em 27 de Outubro de 2010</I></P>     <P><I>Aceite em 15 de Dezembro de 2010</I></P>      ]]></body><back>
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