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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Impacto do cancro do osso e tecidos moles no ajustamento emocional e qualidade de vida]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Impact of bone and soft tissue cancer on emotional adjustment and quality of life]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: The aim of the present study was the comparison of emotional adjustment and quality of life (QoL) of bone and soft tissue cancer patients that were in different phases of the disease trajectory. Material and methods: Fifty five patients between diagnosis and treatment initiation, 55 under treatment and 74 in follow-up consultations were assessed using self-report questionnaires. Seventy persons from the general population were used as control group. In the different phases of the disease the majority of patients revealed normal or mild levels of anxiety and depression but, an important minority showed moderate to severe levels. Results: In general, the emotional distress of patients in each phase of the disease was not clinically relevant and was comparable to that of healthy individuals. Only patients under treatment exhibited significant higher levels of depression compared to survivors in the follow-up phase. In diagnostic and treatment phase patients reported a poorer perception of overall and physical QoL compared to survivors and healthy controls. The impact on QoL, in general, seems more marked in the treatment phase given the worse levels of functioning in several domains of life, and the higher experience of physical symptoms, mainly compared with the follow-up phase. Free-disease survivors showed a QoL comparable to that of healthy individuals, in its different dimensions. Conclusions: The number of patients with significant levels of emotional distress (between 25 % and 29.6 % for anxiety, and 8.3 % and 23.6 % for depression), and the impact of bone and soft tissue cancer on QoL, mainly in diagnostic phase and during treatments, call to the need of implementing multidisciplinary interventions in patients with this specific cancer diagnose. These interventions should include a psychosocial component and be adapted to each phase of the disease trajectory.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Sarcomas]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Ajustamento emocional]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <P><B>Impacto do cancro do osso e tecidos moles no ajustamento emocional e  qualidade de vida</B></P>     <p>&nbsp;</p>      <P><b>Tiago Paredes<SUP>a</SUP></b>, <b>Maria Cristina Canavarro<SUP>b</SUP></b>, <b>Mário  Rodrigues Simões<SUP>b</SUP></b></P>     <P><SUP>a</SUP>Instituto de Psicologia Cognitiva, Desenvolvimento Vocacional e  Social, Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de  Coimbra, Coimbra, Portugal. <A href="mailto:tiago_paredes@yahoo.com.br">tiago_paredes@yahoo.com.br</A></P>     <P><SUP>b</SUP>Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de  Coimbra, Coimbra, Portugal</P>     <p>&nbsp;</p>      <P><B>Resumo</B></P>    <P>Introdução: O presente estudo procurou comparar o  ajustamento emocional e qualidade de vida (QdV) de doentes diagnosticados com  cancro do osso e tecidos moles, que se encontravam em diferentes fases da  trajectória da doença. Material e métodos: Cinquenta e cinco doentes entre o  diagnóstico e o inicio dos tratamentos, 55 a realizarem tratamento e 74 em  consultas de seguimento ou follow–up foram avaliados com recurso a questionários  de auto–resposta. Setenta indivíduos da população geral foram usados como grupo  de controlo. Resultados: Nas diferentes fases da doença, a maioria dos doentes  com sarcoma revelou níveis normais ou ligeiros de ansiedade e depressão mas, uma  minoria considerável exibiu níveis moderados a severos. De um modo geral, os  doentes em cada fase da doença revelaram um distress emocional sem relevância  clínica e comparável ao de indivíduos saudáveis. Apenas os doentes a realizarem  tratamento exibiram níveis de depressão significativamente superiores aos  manifestados pelos sobreviventes na fase de follow–up. Na fase de diagnóstico e  tratamento observou–se uma pior percepção de QdV global e na dimensão física,  quer comparativamente à fase de follow–up quer aos controlos saudáveis. O  impacto na QdV, de um modo geral, parece ser mais evidente na fase de tratamento  dados os piores níveis de funcionamento em diversas áreas da vida e a maior  experiência de sintomas físicos, principalmente em relação à fase de follow–up.  Os sobreviventes livres de doença apresentam uma QdV comparável à de indivíduos  da população geral, nas suas diferentes dimensões. Conclusões: O número de  doentes que exibe um distress emocional significativo (entre 25 % e 29,6 % para  a ansiedade e 8,3 % e 23,6 % para a depressão) e o impacto do cancro do osso e  tecidos moles na QdV, principalmente na fase de diagnóstico e durante os  tratamentos, apelam para a necessidade de implementar intervenções  multidisciplinares em indivíduos diagnosticados com este tipo específico de  patologia oncológica. Estas intervenções deverão incluir um componente  psicossocial e ser adaptadas a cada fase da trajectória da doença.</P>      <P><B>Palavras Chave:</B> Sarcomas. Ajustamento emocional. Qualidade de vida. Trajectória da doença.</P>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<P><B>Impact of bone and soft tissue cancer on emotional adjustment and quality of  life</B></P>     <P><B>Abstract</B></P>    <P>Introduction: The aim of the present study was the  comparison of emotional adjustment and quality of life (QoL) of bone and soft  tissue cancer patients that were in different phases of the disease trajectory.  Material and methods: Fifty five patients between diagnosis and treatment  initiation, 55 under treatment and 74 in follow–up consultations were assessed  using self–report questionnaires. Seventy persons from the general population  were used as control group. In the different phases of the disease the majority  of patients revealed normal or mild levels of anxiety and depression but, an  important minority showed moderate to severe levels. Results: In general, the  emotional distress of patients in each phase of the disease was not clinically  relevant and was comparable to that of healthy individuals. Only patients under  treatment exhibited significant higher levels of depression compared to  survivors in the follow–up phase. In diagnostic and treatment phase patients  reported a poorer perception of overall and physical QoL compared to survivors  and healthy controls. The impact on QoL, in general, seems more marked in the  treatment phase given the worse levels of functioning in several domains of  life, and the higher experience of physical symptoms, mainly compared with the  follow–up phase. Free–disease survivors showed a QoL comparable to that of  healthy individuals, in its different dimensions. Conclusions: The number of  patients with significant levels of emotional distress (between 25 % and 29.6 %  for anxiety, and 8.3 % and 23.6 % for depression), and the impact of bone and  soft tissue cancer on QoL, mainly in diagnostic phase and during treatments,  call to the need of implementing multidisciplinary interventions in patients  with this specific cancer diagnose. These interventions should include a  psychosocial component and be adapted to each phase of the disease trajectory.</P>      <P><B>Keywords:</B> Sarcomas. Emotional adjustment. Quality of life. Disease trajectory.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Introdução </B></P>     <P>Desde os últimos 30 anos tem crescido o interesse em avaliar o impacto  específico não médico da doença crónica, em geral, e da doença oncológica, em  particular <SUP>1-3</SUP>. Este interesse resulta do reconhecimento de que o  impacto do cancro não deve ser reduzido aos seus efeitos biofisiológicos mas sim  entendido numa vertente mais ampla, olhando para as limitações que a doença  poderá impor nas diferentes áreas de vida do indivíduo <SUP>4-9</SUP>. É neste  sentido que uma atenção crescente tem vindo a ser dirigida à avaliação de  problemas de ajustamento, morbilidade psicossocial e distress psicológico que  podem resultar da doença e do seu tratamento <SUP>10</SUP> e que a QdV começa a  ser aceite como uma importante medida em oncologia <SUP>11-13</SUP>.</P>     <P>Os doentes com cancro manifestam normalmente compromissos no funcionamento  físico e psicológico e vivenciam perdas e sintomas adversos <SUP>14-16</SUP>.  Problemas específicos tais como dor intensa e prolongada, compromissos  funcionais e vocacionais, alterações da imagem corporal, dificuldades sexuais e  isolamento social são consequências negativas que habitualmente surgem  associadas à doença oncológica e seus tratamentos <SUP>17-20</SUP>. O impacto  psicossocial do cancro e a sua associação a uma QdV diminuída deve-se portanto  às consequências físicas, psicológicas e sociais que resultam do diagnóstico, da  própria doença e do seu tratamento, as quais comprometem o ajustamento  individual e bem-estar dos doentes <SUP>15,16,21,22</SUP>.</P>     <P>Diversos estudos sobre as implicações do cancro no ajustamento psicossocial  utilizam amostras de doentes com patologia oncológica diversificada e em  diferentes fases da doença. Algumas investigações têm-se centrado, no entanto,  em neoplasias malignas específicas e/ou em períodos particulares da trajectória  do cancro, embora muitas vezes evidenciando resultados inconsistentes. Em  doenças oncológicas mais raras este tipo de estudos são escassos, assim como  aqueles que tenham procurado comparar o distress emocional e QdV em diferentes  momentos da experiência da doença.</P>     <P>Após o diagnóstico e antes do início dos tratamentos têm sido encontrados  compromissos em diferentes domínios da QdV quer em doentes com cancro da mama  quer em amostras que incluem diferentes tipos de cancro <SUP>23,24</SUP>. O  distress experienciado no momento do diagnóstico é geralmente agudo e  transitório, estimando-se que cerca de 50 % dos doentes exibem sintomas de  ansiedade e depressão temporários em resposta à notícia da doença. Em 30 % dos  casos identificam-se distúrbios de ajustamento com humor ansioso ou deprimido  mas a presença de depressão major e de outra sintomatologia psicopatológica mais  grave não é comum nesta fase da doença <SUP>25,26</SUP>. Couzijn e colaboradores  <SUP>17 </SUP>referem que uma percentagem entre 20 % e 33 % parece ser uma  indicação realista da morbilidade psicológica na fase de diagnóstico. Alguns  estudos não encontraram diferenças significativas nos níveis de depressão e  ansiedade entre doentes oncológicos e controlos saudáveis, pouco tempo após o  diagnóstico, embora num número substancial de pacientes se tenham verificado  elevados valores de sintomatologia depressiva e ansiosa <SUP>27,28</SUP>. Outros  constataram sintomas ansiosos e depressivos moderadamente elevados no momento do  diagnóstico <SUP>29</SUP>.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Uma pior QdV global, física e mental, um intenso experienciar de sintomas  (e.g. dor, dispneia, distúrbios do sono, perda de apetite) e compromissos ao  nível do trabalho, actividades de lazer e tarefas domésticas têm sido observados  em doentes oncológicos a receberem tratamento <SUP>30-32</SUP>. Adicionalmente,  estudos recentes em doentes com diferentes tipos de cancro indicam prevalências  de distress emocional significativo até cerca de 1/3 e, mais especificamente,  incidências de ansiedade que variam entre 17 % e 27,2 % e depressão entre 6 % e  19,6 % <SUP>33-35</SUP>. No estudo de Weidner e colaboradores <SUP>32</SUP>  mulheres com cancro ginecológico a receberem tratamento exibiram maiores níveis  de ansiedade e depressão comparativamente a mulheres da população normal.  Contudo, também no grupo clínico estes níveis de distress emocional  encontravam-se abaixo do ponto de corte para os<I> "caseness". </I>Resultados  similares foram encontrados por Thuné-Boyle, Myers e Newman <SUP>36</SUP> em  doentes com vários tipos de neoplasia maligna a receberem quimioterapia.</P>     <P>Em sobreviventes de cancro livres de doença, ou seja, em indivíduos que se  encontram na fase após o término dos tratamentos e que não apresentam evidência  de neoplasia maligna <SUP>37</SUP>, a maioria das investigações tem revelado uma  boa QdV global, não diferindo da percepção de QdV de indivíduos da população  geral saudável, ou sendo mesmo melhor. Contudo, limitações físicas e funcionais,  condições de saúde comórbidas, preocupações diversas relacionadas com a doença e  os seus tratamentos, dificuldades sexuais, dificuldades nas actividades de  lazer, domésticas e no trabalho e distress emocional com sintomas depressivos e  ansiosos têm sido descritos nesta fase de follow-up <SUP>38-40</SUP>. A maioria  dos estudos tem revelado baixos níveis de distress psicológico em sobreviventes  pós-tratamento e similares aos manifestados por controlos saudáveis  <SUP>29,41,42</SUP>. Grande parte dos doentes parece exibir portanto um padrão  de humor normal, estando bem ajustados <SUP>43</SUP>.</P>     <P>Alguns estudos que compararam o ajustamento emocional em diferentes fases da  trajectória do cancro, incluindo longitudinais, revelam que o distress  psicológico é mais elevado no momento de diagnóstico e tratamento  comparativamente ao período pós-tratamentos <SUP>28,29,44-46</SUP>.</P>     <P>Doentes diagnosticados com sarcoma, uma neoplasia maligna primária  relativamente rara que se desenvolve no osso e tecidos moles conjuntivos, são um  grupo bastante incapacitado e vulnerável ao desenvolvimento de dificuldades  psicossociais <SUP>47</SUP>. Para além dos riscos que normalmente estão  associados a este tipo de cancro (restrição permanente na mobilidade,  funcionamento físico reduzido, perda de um membro, desfiguramento físico), são  também frequentes alguns efeitos adversos que incluem dor crónica e intensa,  fracturas dos ossos, défices neurológicos e actividade física reduzida, que  acarretam um compromisso global na QdV dos doentes <SUP>48-51</SUP>.</P>     <P>O diagnóstico de sarcoma requer muitas vezes regimes de tratamento intensivos  que implicam longos períodos de internamento, elevadas doses de quimioterapia e  cirurgias extensas que podem resultar em perda temporária de mobilidade,  amputação de um membro e necessidade de programas de reabilitação complexos  <SUP>52-54</SUP>. Com efeito, os doentes podem viver com sequelas físicas e  compromissos funcionais significativos, resultando num distress emocional e  social persistente <SUP>52,54,55</SUP>.</P>     <P>Apesar de serem reconhecidas as consequências negativas do cancro do osso e  tecidos moles, a literatura acerca do ajustamento psicossocial e QdV destes  doentes é escassa e foca-se essencialmente nas sequelas físicas e funcionais que  resultam da doença e dos seus tratamentos. Para além do mais, a grande maioria  dos estudos tem sido conduzida em sobreviventes livres de doença, pelo que pouco  se conhece acerca da adaptação de doentes que se encontram noutras fases da  doença (e.g.: no momento do diagnóstico ou durante os tratamentos).</P>     <P>Grande parte das investigações na fase pós-tratamentos revela uma boa QdV  geral em sobreviventes de sarcoma, embora possam existir compromissos no domínio  físico <SUP>56-59</SUP>. Resultados funcionais positivos, bom funcionamento  social e emocional e mesmo um bom funcionamento físico foram também encontrados  por alguns estudos em doentes no período de follow-up, se bem que estes  manifestassem alguns problemas de mobilidade e dificuldades a nível laboral  <SUP>47,60</SUP>.</P>     <P>Aksnes e colaboradores <SUP>52</SUP>, numa amostra de sobreviventes de  tumores ósseos das extremidades, não verificaram diferenças no distress  emocional em relação a indivíduos da população geral e Felder-Puig e  colaboradores <SUP>47</SUP> constataram que aproximadamente 80 % dos  sobreviventes de sarcoma revelavam apenas problemas psicossociais menores e não  significativos. Resultados em certa medida contraditórios são revelados por duas  pesquisas que evidenciam prevalências elevadas de distress emocional crónico  nestes sobreviventes (cerca de 77 %), sugerindo um elevado risco para o  desenvolvimento de consequências psicológicas adversas e persistentes  <SUP>61,62</SUP>.</P>     <P>Como anteriormente mencionado, a literatura que procure avaliar e comparar o  ajustamento emocional e QdV de doentes que se encontram em diferentes fases da  experiência do cancro continua a ser escassa, assim como os estudos em doentes  com neoplasias malignas mais raras que, não obstante, têm importantes  implicações para o seu bem-estar. Existe portanto a necessidade de se  desenvolverem estudos em tipos de cancro com menor incidência, como seja o  cancro do osso e tecidos moles, de modo a se poder conhecer e compreender as  suas consequências emocionais e nas diferentes áreas de vida do doente.</P>     <P>O presente trabalho teve como principais objectivos i) avaliar a prevalência  e níveis de ansiedade e depressão em doentes com sarcomas na fase de  diagnóstico, tratamento e follow-up; ii) examinar a sua QdV nas três fases da  doença e iii) comparar o distress emocional e QdV nos três momentos da  trajectória do cancro do osso e tecidos moles.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Com base na revisão da literatura efectuada noutros tipos de cancro e na  experiência clínica, foram colocadas algumas hipóteses relativas aos objectivos  deste trabalho. Nas três fases da doença esperava-se encontrar uma maior  prevalência de indivíduos com sintomas esperados, normais e não significativos  de distress emocional (ansiedade e depressão). Esperava-se também observar uma  incidência significativa de ansiedade e depressão clínicas nas diferentes fases  e superior à observada em indivíduos da população geral, sobretudo no momento do  diagnóstico e durante os tratamentos. Doentes na fase de diagnóstico e a  receberem tratamento eram esperados apresentarem maiores níveis de ansiedade e  depressão comparativamente a indivíduos da população geral. No momento do  diagnóstico hipotetizamos encontrar os maiores níveis de distress emocional,  seguindo-se a fase de tratamento e de follow-up.</P>     <P>Quanto à QdV, esperava-se que esta se encontrasse diminuída nos domínios  físico e psicológico, bem como relativamente ao funcionamento de papéis,  cognitivo e social, na fase de diagnóstico e de tratamento. Um maior relato de  sintomas e uma pior percepção de QdV são também esperados nestas duas fases.  Doentes a receberem tratamento são esperados manifestar uma pior QdV no domínio  físico, assim como uma maior experiência de sintomas, comparativamente a doentes  no momento do diagnóstico. Em sobreviventes de sarcomas espera-se encontrar uma  boa QdV global, embora o domínio físico se encontre comprometido. </P>     <P><I><B>Participantes </B></I></P>     <P>Neste estudo de desenho transversal foi usada uma amostra constituída por um  grupo clínico e por um grupo de controlo, num total de 254 sujeitos.  Relativamente aos doentes diagnosticados com sarcoma, 55 estavam na fase de  diagnóstico, 55 na fase de tratamento e 74 na fase de follow-up ou sobrevivência  livre de doença. O grupo de controlo era composto por 70 indivíduos pertencentes  à população geral que não apresentavam história de doença oncológica ou de outra  doença crónica.</P>     <P>Na tabela 1 são descritas as características sócio-demográficas da amostra. O  teste de &#967;<SUP>2</SUP> de Pearson revela diferenças significativas entre os  grupos em relação ao género.</P>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="/img/revistas/rpsp/v29n1/29n1a06t1.jpg" target="_blank">Tabela 1</a> - Características sócio-demográficas da amostra</p>     
<p>&nbsp;</p>     <P>Quanto às características clínicas, nos três grupos de doentes observou-se  uma maior prevalência de sarcomas de tecidos moles das extremidades inferiores.  Para os sujeitos na fase de diagnóstico e de tratamento o tempo médio desde o  diagnóstico foi de 4,6 meses e 9 meses, respectivamente. A maioria dos doentes  no período do diagnóstico encontrava-se internada na altura da avaliação (75,5  %), aguardando o inicio do protocolo terapêutico. Apenas 10 doentes (18,2 %)  eram recorrentes/recidivantes. A maior parte dos doentes já em tratamento estava  também hospitalizada aquando da avaliação (65,5 %), sendo que 76,4 %  encontrava-se a receber quimioterapia. Para 41,8 % dos doentes este tinha sido o  único tratamento recebido até ao recrutamento e, de entre aqueles que foram  submetidos a intervenção cirúrgica (52,6 %), 82,8 % não realizaram cirurgia de  amputação. Vinte doentes (36,4 %) encontravam-se em tratamento para uma recidiva  da doença. O tempo médio desde o início dos tratamentos até à avaliação foi de  7,3 meses.</P>     <P>De entre os doentes que já haviam terminado os tratamentos, 85,2 % tinham  realizado cirurgia e destes, 55,5 % foram ainda submetidos a tratamentos  complementares de quimioterapia e/ou radioterapia neo-adjuvante ou adjuvante.  Apenas 8,2 % dos doentes na fase de follow-up apresentavam uma amputação e 9  (12,2 %) doentes receberam tratamento para uma recidiva da doença. O tempo médio  decorrido entre o término dos tratamentos e a avaliação foi de 54,2 meses. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><I><B>Material </B></I></P>     <P><I>Questionário sócio-demográfico e clínico </I></P>     <P>Para a recolha dos dados sócio-demográficos e clínicos recorreu-se a um  questionário de informação pessoal e médica desenvolvido especificamente para  este estudo.</P>     <P>Os dados clínicos foram recolhidos por intermédio da informação fornecida  pelos participantes e seus médicos e também com recurso à consulta de processos  clínicos, nas instituições hospitalares onde este procedimento foi permitido. </P>     <P><I>Hospital Anxiety and Depression Scale (HADS)</I></P>     <P>A Hospital Anxiety and Depression Scale <SUP>63</SUP> é uma medida de triagem  para a ansiedade e depressão, com utilização em contextos hospitalares. É  composta por duas sub-escalas cotadas separadamente: uma que avalia a ansiedade,  constituída por 7 itens; outra que avalia a depressão, também com 7 itens. Cada  item está formulado para uma escala de resposta de tipo Likert com 4 pontos  (0-3).</P>     <P>Segundo o manual da HADS, um valor entre 0 e 7 é "normal", entre 8 e 10 é  "ligeiro", entre 11 e 14 é "moderado" e entre 15 e 21 é "severo", quer para a  ansiedade, quer para a depressão. Snaith <SUP>64</SUP> sugere um valor igual ou  superior a 11 como sendo indicativo da provável presença de um distúrbio de  humor ("caseness") e um valor entre 8 e 10 como sendo apenas sugestivo da  presença do respectivo estado.</P>     <P>A versão portuguesa da HADS <SUP>65</SUP> revelou um coeficiente<I> alpha</I>  de Cronbach de .82 quer para a escala de ansiedade quer de depressão, na  presente amostra. </P>     <P><I>World Health Organization Quality of Life Assessment (WHOQOL-Bref)</I></P>     <P>O WHOQOL-Bref <SUP>66</SUP> é uma medida subjectiva e multidimensional  destinada à avaliação da QdV de indivíduos saudáveis ou não saudáveis. É  composto por 26 itens que representam 24 facetas específicas, avaliadas por uma  questão, e uma faceta sobre QdV em geral, avaliada por um item relativo à QdV  global e outro sobre a percepção geral da saúde. As 24 facetas específicas  organizam-se em 4 domínios: Físico, Psicológico, Relações Sociais e Ambiente.  Para cada um dos domínios a pontuação varia entre 0 e 100, sendo que valores  mais elevados correspondem a uma melhor percepção de QdV.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Na presente amostra os coeficientes de consistência interna da versão  Portuguesa do WHOQOL-Bref <SUP>67</SUP> variaram entre .61 e .88 para os  domínios considerados individualmente. Para a faceta geral encontrou-se um valor  de consistência interna de .70. </P>     <P><I>European Organization for Research and Treatment of Cancer Quality of Life  Questionnaire Core-30, version 3.0 (EORTC QLQ C-30, v.3.0). </I></P>     <P>O EORTC QLQ C-30 <SUP>68 </SUP>é um questionário de auto-relato que reflecte  a multidimensionalidade do construto de QdV, sendo considerado apropriado para  ser usado com doentes oncológicos desde o momento do diagnóstico até à  sobrevivência de longo prazo. Os seus 30 itens dividem-se por 5 escalas  funcionais (funcionamento físico; funcionamento de papeis; funcionamento  emocional; funcionamento cognitivo e funcionamento social); 1 escala de estado  de saúde/QdV global; 3 escalas de sintomas (fadiga, náuseas e vómitos e dor) e 6  itens isolados/únicos que se destinam a avaliar sintomas adicionais normalmente  relatados por doentes com cancro (dispneia; insónia; perda de apetite;  obstipação e diarreia) e a percepção do impacto financeiro da doença e seus  tratamentos. Todos os itens são cotados numa escala de tipo Likert de 4 pontos,  excepto os dois itens que compõem a escala de estado de saúde/ QdV global, os  quais são cotados usando uma escala analógica linear de 7 pontos.</P>     <P>A pontuação para todas as escalas, incluindo as de um único item, varia entre  0 e 100. Um valor mais elevado para as escalas funcionais e para a escala de  estado de saúde/QdV global representa um melhor/mais saudável nível de  funcionamento ou QdV. Uma pontuação superior nas escalas de sintomas ou de um  único item representa um maior nível de sintomatologia ou problemas.</P>     <P>A versão Portuguesa do QLQ C-30 <SUP>69</SUP> evidenciou coeficientes<I>  alpha </I>de Cronbach entre .60 e .92 para as escalas multi-item. </P>     <P><I><B>Procedimento </B></I></P>     <P>Doentes recentemente diagnosticados com sarcoma, que estavam a realizar  tratamento ou que se encontravam em consultas de seguimento no IPO de Coimbra,  IPO do Porto e Serviço de Ortopedia B - Unidade de Tumores do Aparelho Locomotor  - dos HUC, foram recrutados para participar no presente estudo. Como critérios  de inclusão para a constituição do grupo correspondente à fase de diagnóstico  considerou-se: i) ter recebido o diagnóstico de tumor maligno primário do osso  ou tecidos moles, independentemente da sua localização e ii) ainda não ter  iniciado qualquer tratamento. Para o grupo de doentes na fase de tratamento  foram tidos com critérios de inclusão: i) início dos tratamentos há pelo menos 1  mês, independentemente do tipo de tratamento e ii) estar a receber tratamento  para um diagnóstico de sarcoma. Relativamente à fase de follow-up considerou-se  como critérios de inclusão neste grupo: i) ter recebido tratamento para um  diagnóstico de sarcoma; ii) ter realizado pelo menos uma consulta de seguimento  e iii) inexistência de evidência de doença nos últimos exames de controlo  efectuados. Foram excluídos os doentes com antecedentes oncológicos de outro  tipo de cancro, com doença em estadio avançado, com menos de 18 anos e que não  apresentassem condições físicas e mentais para poderem responder ao protocolo de  avaliação.</P>     <P>Após aprovação do estudo pelos Conselhos de Administração e Comissões de  Ética das instituições hospitalares mencionadas, deu-se início ao procedimento  de recolha da amostra. Os doentes na fase de diagnóstico foram abordados depois  de receberem a notícia da doença. Este contacto foi efectuado em contexto de  ambulatório, após a consulta de transmissão do diagnóstico, e também no  internamento enquanto os doentes aguardavam o início dos tratamentos. Dos 63  indivíduos abordados, 2 recusaram participar no estudo e 6 não entregaram o  protocolo de avaliação. Para 1 doente a aplicação do protocolo de avaliação foi  administrada pelo entrevistador, em virtude de a sua condição de saúde não  permitir a leitura e resposta ao questionário, e para 2 doentes essa aplicação  foi assistida pelo entrevistador, por dificuldade do participante em entender o  significado de algumas questões. Os doentes já a realizar tratamento foram  avaliados quando estavam internados, durante o ambulatório ou no período entre  dois ciclos de quimioterapia. Oito não devolveram os questionários e 2 recusaram  a participação no estudo. Para 3 dos doentes em tratamento, o protocolo de  avaliação foi administrado pelo investigador, na medida em que não apresentavam  condições de ler e responder aos questionários, em virtude da sua condição de  saúde, particularmente dificuldades de mobilidade. Para 4 doentes, a  administração foi assistida pelo investigador uma vez que apresentaram  dificuldade em compreender algumas questões. Os sobreviventes livres de doença,  que já haviam terminado os tratamentos, foram contactados pelo investigador  aquando da consulta de seguimento. Oitenta e quatro doentes foram abordados mas  10 não devolveram os respectivos questionários. Para todos os participantes na  fase de follow-up a aplicação do protocolo de avaliação foi  auto-administrada.</P>     <P>Todos os sujeitos foram informados acerca dos objectivos do estudo e aqueles  que aceitaram participar assinaram o respectivo consentimento informado.</P>     <P>Simultaneamente ao recrutamento do grupo clínico, procedeu-se também à  recolha dos dados de indivíduos da população geral. Estes não deveriam  apresentar história de doença oncológica ou outra doença crónica, tendo sido  excluídos aqueles que não responderam negativamente às seguintes quatro  questões: i) Está actualmente doente?; ii) Tem alguma doença crónica?; iii) Toma  alguma medicação de forma regular? e iv) Consultou um médico ou profissional de  saúde no último mês?. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><I><B>Análises estatísticas </B></I></P>     <P>Para o tratamento estatístico e análise dos dados recorreu-se ao programa  estatístico SPSS, v.17.0<I> (Statistical Package for the Social Sciences,  version 17.0). </I>Utilizaram-se estatísticas descritivas (frequências e médias)  para a caracterização demográfica e clínica da amostra e para examinar as  prevalências de ansiedade e depressão nos diferentes grupos. Para analisar a  homogeneidade entre os grupos em termos das características sócio-demográficas,  efectuou-se uma análise univariada da variância<I> (ANOVA)</I>, seguida dos  testes<I> Post-Hoc</I> de Bonferroni ajustados para p &lt; 0,008 e usou-se o  teste de qui-quadrado de Pearson. Este teste foi ainda usado para a comparação  dos grupos relativamente às prevalências de ansiedade e depressão. As análises  de poder demonstraram que a amostra permitia detectar efeitos médios e grandes  (w = 0,25, p &lt; 0,05;<I> poder</I> = 0,79, G*Power) 70. Medidas de efeito  (<I>V</I>) são apresentadas para as análises.</P>     <P>Análises multivariadas da covariância<I> (MANCOVAs)</I> foram realizadas para  examinar diferenças entre os grupos nos níveis de ansiedade e depressão, assim  como na QdV, controlando a influência de eventuais variáveis parasitas  (covariáveis). As análises de poder evidenciaram que a amostra era suficiente  para a detecção de efeitos pequenos, quer nas análises multivariadas para a  ansiedade e depressão (f <SUP>2</SUP> = 0,03, p &lt; 0,05;<I> poder</I> = 0,82,  G*Power) 70, quer para a QdV (f <SUP>2</SUP> = 0,09, p &lt; 0,05;<I> poder</I> =  0,84, G*Power) 70. São apresentadas medidas de efeito (&#951;<SUB>p</SUB>  <SUP>2</SUP>) para as análises efectuadas.</P>     <P>Para averiguar o efeito univariado da variável independente em cada um dos<I>  outcomes </I>e examinar a natureza das diferenças entre os grupos, efectuaram-se  seguidamente análises univariadas da covariância<I> (ANCOVAs)</I> e testes<I>  Post-Hoc</I> usando o ajustamento de Bonferroni para múltiplas comparações (p  &lt; 0,008 e p &lt; 0,02). As análises de poder mostraram que, quer no que  respeita à ansiedade e depressão, quer em relação à QdV, a amostra era  suficiente para detectar efeitos pequenos (f = 0,22, p &lt; 0,05;<I> poder</I> =  0,82, G*Power) 70. Apresentam-se também as medidas de efeito (&#951;<SUB>p</SUB>  <SUP>2</SUP>) para as análises.</P>     <P>Em todas as análises foi considerado um nível de significância abaixo de .05,  excepto nos casos em que foi usada a correcção de Bonferroni.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Resultados </B></P>     <P><I><B>Prevalência de ansiedade e depressão nas diferentes fases da doença</B></I></P>     <P>Na tabela 2 encontram-se as prevalências relativas aos diferentes graus de  severidade de ansiedade e depressão nas três fases da doença e no grupo de  controlo.</P>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="/img/revistas/rpsp/v29n1/29n1a06t2.jpg" target="_blank">Tabela 2</a> - Prevalências de ansiedade e depressão</p>     
<p>&nbsp;</p>     <P>Na fase de diagnóstico, tratamento e follow-up a maioria dos doentes  manifesta um grau normal ou ligeiro de ansiedade e apenas uma minoria exibe  sintomas moderados ou severos. Prevalências similares são encontradas para o  grupo de controlo. Considerando o ponto de corte de 11, na escala de ansiedade  da HADS, como indicativo da provável presença de um distúrbio do humor  <SUP>64</SUP>, constatou-se na fase de diagnóstico uma maior prevalência de  casos de ansiedade clínica (29,6 %), seguida pela fase de tratamento (26,4 %) e  follow-up (25 %) e pelo grupo de controlo (20 %). O teste de &#967;<SUP>2</SUP> de  Pearson não revelou a existência de diferenças significativas entre os grupos  [&#967;<SUP>2</SUP>(9, N = 249) = 9,135;<I> p</I> = 0,425;<I> V</I> = 0,111].</P>     <P>Também nas três fases da doença, constatou-se que a grande parte dos  indivíduos apresenta sintomas depressivos normais ou ligeiros e apenas uma  pequena percentagem manifesta um grau moderado ou severo de depressão. O mesmo  se verifica para o grupo de controlo. Considerando igualmente para a escala de  depressão da HADS o ponto de corte de 11, constata-se na fase de tratamento a  maior prevalência de casos de depressão clínica (22,6 %), seguida pela fase de  diagnóstico (17 %) e pelo grupo de controlo (10,1 %). Na fase de follow-up, 8,3  % dos doentes exibe níveis de depressão clinicamente significativos. Para as  prevalências de depressão foram encontradas diferenças significativas entre os  grupos [&#967;<SUP>2</SUP>(9, N = 247) = 24.144;<I> p</I> = 0,004;<I> V</I> = 0,181].</P>     <P><I><B>Níveis de ansiedade e depressão nas diferentes fases da doença </B></I></P>     <P>Na análise multivariada da covariância (MANCOVA), a variável género foi  introduzida como covariável.</P>     <P>Os testes multivariados revelaram-se significativos para a covariável género  [<I>Hotteling's Trace</I> = 0,028; F(2,236) = 3,344;<I> p</I> = 0,037;  &#951;<SUB>p</SUB> <SUP>2</SUP> = 0,028], tendo sido encontradas diferenças com  significação estatística nos níveis de ansiedade [<I>F</I>(1,237) = 5,638;<I>  p</I> = 0,018; &#951;<SUB>p</SUB> <SUP>2</SUP> = 0,023] e depressão [<I>F</I>(1,237)  = 5,490;<I> p</I> = 0,020; &#951;<SUB>p</SUB> <SUP>2</SUP> = 0,023]. Especificamente,  as mulheres evidenciam maiores níveis de ansiedade e depressão comparativamente  aos homens.</P>     <P>Para a variável tipo de grupo foi encontrado também um efeito multivariado  significativo [<I>Pillai's Trace</I> = 0,078; F(6,474) = 3,204;<I> p</I> =  0,004; &#951;<SUB>p</SUB> <SUP>2</SUP> = 0,039]. Nomeadamente, os resultados do  quadro 3 demonstram diferenças significativas entre os grupos nos níveis de  depressão [<I>F</I>(3,237) = 4,443;<I> p</I> = 0,005; &#951;<SUB>p</SUB> <SUP>2</SUP>  = 0,053] e, particularmente, entre os doentes na fase de tratamento e aqueles  que se encontram na fase de folow-up. Estes últimos relatam menores níveis de  depressão (tabela 3).</P>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="/img/revistas/rpsp/v29n1/29n1a06t3.jpg" target="_blank">Tabela 3</a> - Efeito do tipo de grupo nos níveis de ansiedade e depressão (MANCOVA)</p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <P>Constata-se ainda que as pontuações médias na escala de ansiedade e de  depressão da HADS, para os três grupos clínicos e para o grupo de controlo, se  encontram abaixo do ponto de corte de 11. </P>     <P><I><B>Qualidade de vida nas diferentes fases da doença </B></I></P>     <P>Em relação à QdV controlou-se igualmente a eventual influência da variável  género, na análise do efeito multivariado do tipo de grupo.</P>     <P>Os resultados da comparação entre os grupos nos diferentes domínios e faceta  geral do WHOQOL-Bref encontram-se na tabela 4. Relativamente ao género, os  testes multivariados revelaram-se estatisticamente significativos  [<I>Hotteling's Trace</I> = 0,063; F(5,232) = 2,943;<I> p</I> = 0,013;  &#951;<SUB>p</SUB> <SUP>2</SUP> = 0,060]. Mais especificamente, as mulheres relataram  uma pior percepção de QdV nos domínios psicológico [<I>F</I>(1,236) = 12,152;<I>  p</I> = 0,001; &#951;<SUB>p</SUB> <SUP>2</SUP> = 0,049] e ambiente [<I>F</I>(1,236) =  7,273;<I> p</I> = 0,008; &#951;<SUB>p</SUB> <SUP>2</SUP> = 0,030] comparativamente  aos homens.</P>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="/img/revistas/rpsp/v29n1/29n1a06t4.jpg" target="_blank">Tabela 4</a> - Efeito do tipo de grupo nos diferentes domínios e faceta geral do WHOQOL-Bref (MANCOVA)</p>     
<p>&nbsp;</p>     <P>Um efeito multivariado com significância estatística foi igualmente  encontrado para o tipo de grupo [<I>Pillai's Trace</I> = 0,441;<I> F</I>(15,702)  = 8,062;<I> p</I> &lt; 0,001; &#951;<SUB>p</SUB> <SUP>2</SUP> = 0,147]. A comparação  de médias entre os grupos revelou diferenças significativas no domínio físico  [<I>F</I>(3,236) = 19,771;<I> p</I> &lt; 0,001; &#951;<SUB>p</SUB> <SUP>2</SUP> =  0,201] e QdV geral [<I>F</I>(3,236) = 20,112;<I> p</I> &lt; 0,001; &#951;<SUB>p</SUB>  <SUP>2</SUP> = 0,204], tendo os doentes na fase de diagnóstico e tratamento  evidenciado piores pontuações comparativamente aos doentes na fase de follow-up  e aos controlos saudáveis.</P>     <P>Na tabela 5 apresentam-se os resultados relativos ao efeito da variável tipo  de grupo na QdV, controlando a influência do género e considerando as pontuações  obtidas no QLQ C-30.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a href="/img/revistas/rpsp/v29n1/29n1a06t5.jpg" target="_blank">Tabela 5</a> - Efeito do tipo de grupo nas diferentes escalas do QLQ C-30 (MANCOVA)</p>     
<p>&nbsp;</p>     <P>A análise multivariada da covariância não revelou um efeito significativo da  variável género nas diferentes escalas do instrumento [<I>Hotteling's Trace</I>  = 0,127;<I> F</I>(15,143) = 1,211;<I> p</I> = 0,270; &#951;<SUB>p</SUB> <SUP>2</SUP>  = 0,113].</P>     <P>Relativamente ao tipo de grupo encontrou-se um efeito multivariado com  significância estatística [<I>Pillai's Trace</I> = 0,564;<I> F</I>(30,288) =  3,766;<I> p</I> &lt; 0, 001; &#951;<SUB>p</SUB> <SUP>2</SUP> = 0,282]. Mais  especificamente, verificaram-se diferenças significativas entre as fases da  doença em todas as escalas do instrumento, excepto na escala Dificuldades  Financeiras. Os doentes na fase de tratamento relataram piores pontuações de QdV  nas cinco escalas funcionais do QLQ C-30, um pior estado de saúde e QdV global e  uma maior experiência de fadiga, náuseas e vómitos, dispneia e perda de apetite  comparativamente aos doentes na fase de follow-up. Os doentes na fase de  diagnóstico revelaram um pior funcionamento de papéis, um pior funcionamento  social e um pior estado de saúde e QdV global, bem como uma maior experiência de  dor e diarreia, também em relação aos doentes na fase de follow-up. Na escala de  Funcionamento Social os doentes na fase de diagnóstico obtiveram melhores  pontuações de QdV comparativamente aos doentes na fase de tratamento.</P>     <P>Embora as análises univariadas tenham evidenciado um efeito significativo do  tipo de grupo nas escalas Insónia [<I>F</I>(2,157) = 3,354;<I> p</I> = 0,037;  &#951;<SUB>p</SUB> <SUP>2</SUP> = 0,041] e Obstipação [<I>F</I>(2,157) = 3,480;<I>  p</I> = 0,033; &#951;<SUB>p</SUB> <SUP>2</SUP> = 0,042], os testes post-hoc ajustados  para<I> p</I> &lt; 0,02 não revelaram diferenças significativas entre os  grupos.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Discussão </B></P>     <P>No presente estudo procurou-se examinar o impacto emocional e na QdV do  cancro do osso e tecidos moles. Mais especificamente, foram avaliadas as  prevalências e níveis de ansiedade e depressão na fase de diagnóstico,  tratamento e follow-up e comparada a QdV entre doentes que se encontravam nestas  diferentes fases da trajectória da doença.</P>     <P>Como esperado, os resultados sugerem que, de um modo geral, os doentes com  sarcomas nas diferentes fases da doença apresentam níveis de ansiedade e  depressão sem relevância clínica. A grande maioria dos doentes parece portanto  manifestar sintomas de distress emocional esperados, normais e não  significativos, pelo que o impacto emocional do cancro do osso e tecidos moles  não deve ser sobrestimado em diferentes momentos da experiência da doença. Estes  dados estão em consonância com o consenso geral de que para a maior parte dos  doentes com cancro as respostas emocionais iniciais não evoluem para problemas  psicológicos clinicamente significativos, mas são sim reacções comuns,  transitórias e adaptativas, que se enquadram num processo normal de ajustamento  <SUP>71-77</SUP>.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Contudo, observou-se também que uma minoria importante de doentes, nas  diferentes fases da doença, manifestou níveis elevados de distress emocional.  Embora as diferenças encontradas não se tenham revelado estatisticamente  significativas, principalmente em relação à ansiedade, estas prevalências de  distress emocional com relevância clínica foram superiores às observadas nos  indivíduos da população geral, sobretudo na fase de diagnóstico e de tratamento.  Estes resultados vão de encontro à hipótese inicialmente formulada e são  coerentes com as prevalências que têm sido indicadas por diversos estudos em  doentes oncológicos e em distintos momentos da trajectória da doença  <SUP>17,25,33-35,44</SUP>, sugerindo que o impacto emocional do cancro também  não deve ser desvalorizado.</P>     <P>Doentes com sarcoma que se encontram no momento do diagnóstico, a realizarem  tratamento e no período pós-tratamento parecem manifestar, de um modo geral, um  ajustamento emocional comparável ao de indivíduos saudáveis. Esta constatação  não era esperada, particularmente na fase de diagnóstico e tratamento, mas é  compreensível atendendo ao facto de que a maioria dos doentes, nas diferentes  etapas da doença, revela somente um grau normal ou ligeiro de ansiedade e  depressão. Por sua vez, ela vai de encontro ao que é referido por alguns  autores, nomeadamente que as implicações psicológicas do cancro parecem ter sido  sobrevalorizadas em investigações anteriores <SUP>25,77</SUP>. Alguns estudos  têm também encontrado poucas ou nenhumas diferenças entre doentes oncológicos e  indivíduos com doenças benignas ou controlos da população geral em relação ao  ajustamento psicossocial e em medidas de distress emocional <SUP>25,28,78</SUP>.  Os níveis de ansiedade exibidos pelos doentes a realizarem tratamento, muito  próximos daqueles que são relatados pelos indivíduos saudáveis, podem dever-se  ao facto de esses doentes terem iniciado, em média, os seus tratamentos há já  cerca de 7 meses. Deste modo, a incerteza, o medo e as preocupações que  caracterizam o inicio desta fase poderiam já não estar tão presentes aquando da  avaliação.</P>     <P>Na fase de diagnóstico esperava-se encontrar níveis mais elevados de distress  emocional, seguindo-se a fase de tratamento e de follow-up. Relativamente à  ansiedade, embora a tendência nos resultados vá de encontro ao esperado,  sugerindo a associação da fase de diagnóstico a uma maior vulnerabilidade para o  desenvolvimento de sintomas ansiosos, não foram encontradas diferenças  significativas entre os grupos. Por sua vez, os doentes a realizarem tratamento  relataram níveis de depressão significativamente superiores aos manifestados  pelos doentes na fase de follow-up mas, também, tendencialmente mais elevados  que os encontrados em doentes no momento do diagnóstico.</P>     <P>Estes resultados não corroboram por inteiro as hipóteses formuladas e não são  totalmente consistentes com as evidências que indicam que o distress emocional é  mais intenso no momento do diagnóstico e imediatamente após o início dos  tratamentos, tendendo a diminuir com o passar do tempo <SUP>17,77</SUP>. As  características particulares do protocolo terapêutico para doentes com sarcomas  ajudam, no entanto, a compreender estes dados, assim como a maior incidência de  depressão clínica observada nos doentes a realizarem tratamento. Um diagnóstico  de sarcoma, particularmente de grau intermédio ou alto grau de malignidade,  requer regimes de tratamento intensivos e prolongados que implicam uma longa  hospitalização e elevadas doses de quimioterapia e/ou radioterapia  <SUP>52</SUP>. Estes tratamentos agressivos conduzem frequentemente a efeitos  colaterais adversos que resultam habitualmente num aumento do sofrimento,  debilitação, compromissos mentais, incapacidade física e limitações  comportamentais. Tais dificuldades levam a uma maior dependência dos cuidadores  formais e informais e requerem um ajustamento dos papéis familiares. Por sua  vez, os procedimentos cirúrgicos para doentes com sarcomas são muitas vezes  extensos e podem implicar mutilações corporais, por exemplo amputação de membros  <SUP>54</SUP>. O tratamento dos sarcomas pode ter assim efeitos significativos  ao nível da aparência corporal, conduzindo a dificuldades em lidar com uma  auto-imagem alterada. As perdas vivenciadas, as alterações nas competências  físicas e mentais, as mudanças nos papéis pessoais e sociais, as dificuldades em  reintegrar a rotina diária e as alterações na aparência e imagem corporal podem  ser então exacerbadas na fase de tratamento, resultando num forte impacto  emocional e na manifestação de sintomas depressivos.</P>     <P>Sobreviventes livres de doença, como esperado, exibiram baixos níveis de  distress emocional, inferiores aos manifestados por doentes na fase de  diagnóstico e de tratamento, e mesmo inferiores aos manifestados por indivíduos  da população geral. Hipoteticamente, esta tendência nos resultados em relação à  população geral pode estar relacionada com fenómenos de crescimento  pós-traumático. De referir, contudo, que a incidência de ansiedade clínica em  sobreviventes de sarcomas (24,7 %) alerta para a necessidade da continuidade da  prestação de serviços de saúde mental no período após o término dos  tratamentos.</P>     <P>De uma forma geral, os resultados encontrados corroboram as hipóteses  inicialmente formuladas relativas à QdV. Com efeito, constatou-se uma QdV física  diminuída quer nos doentes no momento do diagnóstico quer naqueles a receberem  tratamento. Os dados de diversos estudos em doentes com cancro validam estes  resultados <SUP>24,30,31</SUP>.</P>     <P>Doentes na fase de tratamento relataram igualmente um pior funcionamento  emocional e cognitivo comparativamente aos sobreviventes, tal como inicialmente  hipotetizado, mas, para os doentes na fase de diagnóstico, as diferenças não se  revelaram significativas. Estas duas dimensões funcionais da QdV parecem,  portanto, ser mais afectadas durante os tratamentos do que no momento do  diagnóstico. No domínio psicológico do WHOQOL-Bref, no entanto, quer os doentes  na fase de diagnóstico, quer aqueles a realizarem tratamento, não relataram  piores resultados de QdV em relação aos sobreviventes e aos indivíduos  saudáveis, o que não vem de encontro ao esperado. A ausência de diferenças  significativas nesta dimensão da QdV entre doentes e indivíduos da população  geral parece estar, contudo, em consonância com o que é sugerido por alguns  autores, nomeadamente que o impacto do cancro no domínio psicológico da QdV é  menor do que muitas vezes se pensa <SUP>25,77</SUP>.</P>     <P>Uma QdV diminuída em relação ao funcionamento de papéis e ao funcionamento  social foi também observada na fase de diagnóstico e na fase de tratamento.  Estes resultados foram inicialmente previstos e estão de acordo com diversos  estudos que demonstram as limitações no desempenho de papéis pessoais e sociais,  os compromissos ao nível do trabalho e desempenho das tarefas domésticas e as  restrições na participação em actividades sociais e de lazer, impostas pela  própria doença e seus tratamentos <SUP>24,31,48,54</SUP>. Por sua vez, é durante  o tratamento para o cancro do osso e tecidos moles que parece ocorrer uma maior  experiência de sintomas. Atendendo ao protocolo terapêutico para um diagnóstico  de sarcoma (principalmente de alto grau de malignidade, como aliás acontece para  a maioria dos doentes recrutados), já anteriormente descrito, esta constatação  era esperada e acabou por ser corroborada pela tendência nos resultados do  presente estudo.</P>     <P>Finalmente, confirmando as hipóteses iniciais, doentes na fase de diagnóstico  e tratamento relataram uma pior percepção de QdV global comparativamente aos  indivíduos no período pós-tratamentos e aos da população geral. Adicionalmente,  os sobreviventes de sarcomas manifestaram uma QdV global comparável à dos  controlos saudáveis, se bem que a pontuação média inferior no domínio Físico do  WHOQOL-Bref sugira a presença de alguns compromissos físicos e funcionais. Estes  resultados são consistentes com a literatura no âmbito da doença oncológica e em  sobreviventes de sarcomas <SUP>24,30,38,40,56-59</SUP>.</P>     <P>O presente estudo é um contributo para a compreensão do ajustamento emocional  e QdV de doentes diagnosticados com sarcomas, um tipo específico e raro de  cancro. Ao procurar examinar o distress emocional e a QdV em diferentes fases da  trajectória da doença, este trabalho colmata uma importante lacuna no campo da  psico-oncologia, embora com algumas limitações que passam sobretudo pelo tamanho  reduzido da amostra, e sua heterogeneidade, nos distintos momentos.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Como anteriormente mencionado, se bem que o impacto emocional do cancro do  osso e tecidos moles, nas diferentes fases da doença, não deva ser sobrestimado,  ele também não deverá ser menosprezado atendendo ao número considerável de  doentes que ainda exibe um distress emocional significativo. Com efeito, as  implicações clínicas deste estudo vão no sentido da importância da existência,  na prática clínica, de uma triagem para o distress emocional, de modo a que se  possam detectar precocemente os doentes em maior risco de desenvolverem um pobre  ajustamento à doença e seus tratamentos. Uma atenção especial deverá também ser  dirigida à monitorização dos níveis de ansiedade e depressão em diferentes  momentos da vivência da doença.</P>     <P>A implementação de intervenções psicossociais em doentes com sarcomas  revela-se portanto necessária e particularmente pertinente no momento do  diagnóstico, onde parece existir uma maior vulnerabilidade para a manifestação  de sintomatologia ansiosa, e durante os tratamentos em virtude do maior risco  para o desenvolvimento de sintomas depressivos. A prevalência de distress  emocional significativo, e principalmente de ansiedade clínica, que foi  encontrada em sobreviventes de sarcomas apela também para a continuidade destas  intervenções no período após o término dos tratamentos.</P>     <P>O impacto do cancro do osso e tecidos moles na QdV chama também a atenção  para a importância das equipas multidisciplinares em oncologia. Para além dos  habituais cuidados médicos e de enfermagem, os doentes com cancro beneficiam  ainda de serviços de saúde mental e assistência social, assim como de programas  de reabilitação e fisioterapia. Estas intervenções multidisciplinares são  fundamentais para a promoção da QdV nos seus diferentes domínios, principalmente  em doentes na fase de diagnóstico e a receberem tratamento, onde ela se encontra  mais comprometida.</P>     <P>Em estudos futuros será importante examinar os contextos de influência da  adaptação de doentes com sarcomas, nas diferentes fases da trajectória da  doença, incluindo variáveis demográficas, clínicas e psicossociais.  Investigações longitudinais que avaliem a estabilidade ou mudança na adaptação  ao longo do curso da doença e de distintas fases, assim como os seus preditores,  são também importantes em doentes diagnosticados com este tipo de cancro.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Bibliografía</B></P>     <!-- ref --><P>1. Bowling A. What things are important in people''s lives?: a survey of the  public''s judgements to inform scales of health related quality of life. Soc Sci  Med. 1995;41:1447–62.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S0870-9025201100010000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>2. Koinberg I, Langius–Eklöf A, Holmberg L, Fridlund B. The usefulness of a  multidisciplinary educational programme after breast cancer surgery: a  prospective and comparative study. Eur J Oncol Nurs. 2006;10:273–82.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S0870-9025201100010000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>3. Pimentel FL. Qualidade de vida e oncologia. Coimbra: Edições Almedina;  2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S0870-9025201100010000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>4. Bowden A, Fox–Rushby JA. A systematic and critical review of the process  of translation and adaptation of generic health–related quality of life measures  in Africa, Asia, Eastern Europe, the Middle East, South America. Soc Sci Med.  2003;57:1289–306.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S0870-9025201100010000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>5. de Ridder D, Geenen R, Kuijer R, van Middendorp H. Psychological  adjustment to chronic disease. Lancet. 2008;372: 246–55.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S0870-9025201100010000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>6. Fleck MPA. Problemas conceituais em qualidade de vida. Em: Fleck MPA, org;  Souza J CRP, Barros NHS. A avaliação de qualidade de vida: guia para  profissionais de saúde. Porto Alegre: Artmed; 2008. p. 19–28.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S0870-9025201100010000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>7. Osoba D. Effect of cancer on quality of life. Florida: CRC Press; 1991.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S0870-9025201100010000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>8. Ribeiro JLP. A importância da qualidade de vida para a psicologia da  saúde. Análise Psicológica. 1994;2–3:179–91.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S0870-9025201100010000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>9. Ribeiro JLP. Qualidade de vida e doença oncológica. Em: Dias MR, Durá E,  editores. Territórios da psicologia oncológica. Lisboa: Climepsi; 2002. p.  75–98.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S0870-9025201100010000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>10. Zebrack BJ, Yi J, Petersen L, Ganz PA. The impact of cancer and quality  of life for long–term survivors. Psychooncology. 2008;17:891–900.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S0870-9025201100010000600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>11. Bottomley A. The cancer patient and quality of life. Oncologist.  2002;7:120–5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S0870-9025201100010000600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>12. Cella DF. Quality of life. Em: Holland JC, editor. Psycho–oncology. Nova  Iorque: Oxford University Press; 1998.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S0870-9025201100010000600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>13. Ferrell BR, Dow KH, Grant M. Measurment of the quality of life in cancer  survivors. Qual Life Res. 1995;4:523–31.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S0870-9025201100010000600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>14. Bergamasco R, Angelo M. O sofrimento de descobrir–se com câncer de mama:  como o diagnóstico é experienciado pela mulher. Rev Bras Cancerol. 2001;47:  227–82.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S0870-9025201100010000600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>15. Carlson LE, Speca M, Hagen N, Taenzer P. Computerized quality–of–life  screening in a cancer pain clinic. J Palliat Care. 2001;17:46–52.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S0870-9025201100010000600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>16. McQuellon RP, Loggie BW, Lehman AB, Russell GB, Fleming RA, Shen P, et  al. Long–term survivorship and quality of life after cytoreductive surgery plus  intraperitoneal hyperthermic chemotherapy for peritoneal carcinomatosis. Ann  Surg Oncol. 2003;10:155–62.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S0870-9025201100010000600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>17. Couzijn AL, Ros WJ, Winnubst JA. Cancer. Em: Kaptein AA, Kander–Ploeg HM,  Garssena B, Schreurs PJ, Beunderman R, editores. Behavioural medicine:  psychological treatment of somatic disorders. Nova Iorque: Wiley; 1990. p.  231–46.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S0870-9025201100010000600017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>18. Han K, Lee P, Lee S, Park E. Factors influencing quality of life in  people with chronic illness in Korea. J Nurs Scholarsh. 2003;35:139–44.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000153&pid=S0870-9025201100010000600018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>19. Uzun O, Aslan FE, Selimen D, Koç M. Quality of life in women with breast  cancer in Turkey. J Nurs Scholarsh. 2004; 36:207–13.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000155&pid=S0870-9025201100010000600019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>20. Venâncio JL. Importância da atuação do psicólogo no tratamento de  mulheres com câncer de mama. Rev Bras Cancerol. 2004;50:55–63.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000157&pid=S0870-9025201100010000600020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>21. Michael M, Tannock IF. Measuring health–related quality of life in  clinical trials that evaluate the role of chemotherapy in cancer treatment.  CMAJ. 1998;158:1727–34.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000159&pid=S0870-9025201100010000600021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>22. Tan G, Waldman K, Bostick R. Psychosocial issues, sexuality, and cancer.  Sex Disabil. 2002;20:297–318.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000161&pid=S0870-9025201100010000600022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>23. Schou I, Ekeberg Ø, Sandvik L, Hjermstad MJ, Ruland CM. Multiple  predictors of health–related quality of life in early stage breast cancer: data  from a year follow–up study compared with the general population. Qual Life Res.  2005;14: 1813–23.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000163&pid=S0870-9025201100010000600023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>24. Wedding U, Koch A, Röhrig B, Pientka L, Sauer H, Höffken K, et al.  Depression and functional impairment independently contribute to decreased  quality of life in cancer patients prior to chemotherapy. Acta Oncol.  2008;47:56–62.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000165&pid=S0870-9025201100010000600024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>25. Andrykowski MA, Carpenter JS, Munn RK. Psychosocial sequelae of cancer  diagnosis and treatment Em: Schein LA, Bernard HS, Spitz HI, Muskin PR,  editores. Psychosocial treatment for medical conditions: principles and  techniques. Nova Iorque: Brunner–Routledge; 2003. p. 79–131.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000167&pid=S0870-9025201100010000600025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>26. Derogatis LR, Morrow GR, Fetting J, Penman D, Piasetsky S, Schmale AM, et  al. The prevalence of psychiatric disorders among cancer patients. JAMA.  1983;249:751–7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000169&pid=S0870-9025201100010000600026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>27. Allen R, Newman SP, Souhami RL. Anxiety and depression in adolescent  cancer: findings in patients and parents at the time of diagnosis. Eur J Cancer.  1997;33:1250–5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000171&pid=S0870-9025201100010000600027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>28. Korfage IJ, Essink–Bot ML, Janssens AC, Schröder FH, de Koning HJ.  Anxiety and depression after prostate cancer diagnosis and treatment: 5–year  follow–up. Br J Cancer. 2006;94:1093–8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000173&pid=S0870-9025201100010000600028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>29. Compas BE, Stoll MF, Thomsen AH, Oppedisano G, Epping–Jordan JE, Krag DN  – Adjustment to breast cancer: age–related differences in coping and emotional  distress. Breast Cancer Res Treat. 1999;54:195–203.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000175&pid=S0870-9025201100010000600029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>30. Alawadi SA, Ohaeri JU. Health–related quality of life of Kuwaiti women  with breast cancer: a comparative study using the EORTC Quality of Life  Questionnaire. BMC Cancer. 2009;9:222.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000177&pid=S0870-9025201100010000600030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>31. Malone M, Harris AL, Luscombe DK. Assessment of the impact of cancer on  work, recreation, home management and sleep using a general health status  measure. J R Soc Med. 1994;87:386–9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000179&pid=S0870-9025201100010000600031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>32. Weidner K, Einsle F, Siedentopf F, Stöbel–Richter Y, Distler W, Joraschky  P. Psychological and physical factors influencing the health–related quality of  patients of a department of gynecology in a university hospital. J Psychosom  Obstet Gynaecol. 2006;27:257–65.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000181&pid=S0870-9025201100010000600032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>33. Arving C, Glimelius B, Brandberg Y. Four weeks of daily assessments of  anxiety, depression and activity compared to a point assessment with the  Hospital Anxiety and Depression Scale. Qual Life Res. 2008;17:95–104.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000183&pid=S0870-9025201100010000600033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>34. Iconomou G, Iconomou AV, Argyriou AA, Nikolopoulos A, Ifanti AA,  Kalofonos HP. Emotional distress in cancer patients at the beginning of  chemotherapy and its relation to quality of life. J BUON. 2008;13:217–22.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000185&pid=S0870-9025201100010000600034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>35. Strong V, Waters R, Hibberd C, Rush R, Cargill A, Storey D, et al.  Emotional distress in cancer patients: the Edinburgh Cancer Centre symptom  study. B J Cancer. 2007;96:868–74.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000187&pid=S0870-9025201100010000600035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>36. Thuné–Boyle IC, Myers LB, Newman SP. The role of illness beliefs,  treatment beliefs, and perceived severity of symptoms in explaining distress in  cancer patients during chemotherapy treatment. Behav Med. 2006;32(1):19–29.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000189&pid=S0870-9025201100010000600036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>37. Little M, Paul K, Jordens CF, Sayers EJ. Survivorship and discourses of  identity. Psychooncology. 2002;11:170–8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000191&pid=S0870-9025201100010000600037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>38. Bloom JR, Kang SH, Petersen DM, Stewart SL. Quality of life in long–term  cancer survivors. Em: Feuerstein M. editor. Handbook of cancer survivorship.  Nova Iorque: Springer, 2007. p. 43–66.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000193&pid=S0870-9025201100010000600038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>39. Bloom JR, Petersen DM, Kang SH. Multi–dimensional quality of life among  long–term (5 + years) adult cancer survivors. Psychooncology. 2007;16:691–706.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000195&pid=S0870-9025201100010000600039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </P>     <!-- ref --><P>40. Pinto C, Ribeiro JLP. A qualidade de vida dos sobreviventes de cancro.  Rev Port Saúde Pública. 2006;24:37–56.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000197&pid=S0870-9025201100010000600040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>41. Gotay CC, Farley JH, Kawamoto CT, Mearig A. Adaptation and quality of  life among long–term cervical cancer survivors in the military health care  system. Mil Med. 2008; 173:1035–41.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000199&pid=S0870-9025201100010000600041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>42. Morrill EF, Brewer NT, O''Neill SC, Lillie SE, Dees EC, Carey LA, et al.  The interaction of posttraumatic growth and posttraumatic stress symptoms in  predicting depressive symptoms and quality of life. Psychooncology.  2008;17:948–53.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000201&pid=S0870-9025201100010000600042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>43. Andersen, BL, Andersen B, deProsse C. Controlled prospective longitudinal  study of women with breast cancer. II.: psychological outcomes. J Consult Clin  Psychol. 1989;57:692–97.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000203&pid=S0870-9025201100010000600043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>44. Carlson LE, Angen M, Cullum J, Goodey E, Koopmans J, Lamont L, et al.  High levels of untreated distress and fatigue in cancer patients. Br J Cancer.  2004;90:2297–304.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000205&pid=S0870-9025201100010000600044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>45. Millar K, Purushotham AD, McLatchie E, George WD, Murray GD. A 1–year  prospective study of individual variation in distress, and illness perceptions,  after treatment for breast cancer. J Psychosom Res. 2005;58:335–42.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000207&pid=S0870-9025201100010000600045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>46. Stanton AL, Snider PR. Coping with a breast cancer diagnosis: a  prospective study. Health Psychol. 1993;12:16–23.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000209&pid=S0870-9025201100010000600046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>47. Felder–Puig R, Formann AK, Mildner A, Bretschneider W, Bucher B,  Windhager R, et al. Quality of life and psychosocial adjustment of young  patients after treatment of bone cancer. Cancer. 1998;83:69–75.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000211&pid=S0870-9025201100010000600047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>48. Custodio CM. Barriers to rehabilitation of patients with extremity  sarcomas. J Surg Oncol. 2007;95:393–9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000213&pid=S0870-9025201100010000600048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>49. Davis AM, Wright JG, Williams JI, Bombardier C, Griffin A, Bell RS.  Development of a measure of physical function for patients with bone and soft  tissue sarcoma. Qual Life Res. 1996;5:508–16.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000215&pid=S0870-9025201100010000600049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>50. Ginsberg JP, Rai SN, Carlson CA, Meadows AT, Hinds PS, Spearing EM, et  al. A comparative analysis of functional outcomes in adolescents and young  adults with lower–extremity bone sarcoma. Pediatr Blood Cancer. 2007;49:964–9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000217&pid=S0870-9025201100010000600050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </P>     <!-- ref --><P>51. Mercadante S. Malignant bone pain: pathophysiology and treatment. Pain.  1997;69:1–18.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000219&pid=S0870-9025201100010000600051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>52. Aksnes LH, Hall KS, Jebsen N, Fosså SD, Dahl AA. Young survivors of  malignant bone tumours in the extremities: a comparative study of quality of  life, fatigue and mental distress. Support Care Cancer. 2007;15:1087–96.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000221&pid=S0870-9025201100010000600052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>53. Eiser C. Assessment of health–related quality of life after bone cancer  in young people: easier said than done. Eur J Cancer. 2009;45:1744–47.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000223&pid=S0870-9025201100010000600053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>54. Schreiber D, Bell RS, Wunder JS, O''Sullivan B, Turcotte R, Masri BA, et  al. Evaluating function and health related quality of life in patients treated  for extremity soft tissue sarcoma. Qual Life Res. 2006;15:1439–46.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000225&pid=S0870-9025201100010000600054&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>55. Postma A, Kingma A, De Ruiter JH, Schraffordt Koops H, Veth RP, Goëken  LN, et al. Quality of life in bone tumor patients comparing limb salvage and  amputation of the lower extremity. J Surg Oncol. 1992;51:47–51.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000227&pid=S0870-9025201100010000600055&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>56. Aksnes LH, Bruland ØS. Some musculo–skeletal sequelae in cancer  survivors. Acta Oncol. 2007;46:490–6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000229&pid=S0870-9025201100010000600056&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>57. Hudson MM, Mertens AC, Yasui Y, Hobbie W, Chen H, Gurney JG, et al.  Health status of adult long–term survivors of childhood cancer. JAMA.  2003;290:1583–92.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000231&pid=S0870-9025201100010000600057&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>58. Punyko JA, Gurney JG, Scott–Baker K, Hayashi RJ, Hudson MM, Liu Y, et al.  Physical impairment and social adaptation in adult survivors of childhood and  adolescent rhabdomyosarcoma: a report from the Childhood Cancer Survivors.  Psychooncology. 2007;16:26–37.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000233&pid=S0870-9025201100010000600058&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>59. Thijssens KM, Hoekstra–Weebers JE, van Ginkel RJ, Hoekstra HJ. Quality of  life after hyperthermic isolated limb perfusion for locally advanced extremity  soft tissue sarcoma. Ann Surg Oncol. 2006;13:864–71.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000235&pid=S0870-9025201100010000600059&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>60. Hoffmann C, Gosheger G, Gebert C, Jürgens H, Winkelmann W. Functional  results and quality of life after treatment of pelvic sarcomas involving the  acetabulum. J Bone Joint Surg Am. 2006;88:575–82.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000237&pid=S0870-9025201100010000600060&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>61. Mansky P, Arai A, Stratton P, Bernstein D, Long L, Reynolds J, et al.  Treatment late effects in long–term survivors of pediatric sarcoma. Pediatr  Blood Cancer. 2007;48:192–9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000239&pid=S0870-9025201100010000600061&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>62. Wiener L, Battles H, Bernstein D, Long L, Derdak J, Mackall CL, et al.  Persistent psychological distress in long–term survivors of pediatric sarcoma:  the experience at a single institution. Psychooncology. 2006;15:898–910.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000241&pid=S0870-9025201100010000600062&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>63. Zigmond AS, Snaith RP. The Hospital Anxiety and Depression Scale. Acta  Psychiatr Scand. 1983;67:361–70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000243&pid=S0870-9025201100010000600063&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>64. Snaith RP. The Hospital Anxiety and Depression Scale. Health Qual Life  Outcomes. 2003;1:29. doi:10.1186/1477–7525–1–29.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000245&pid=S0870-9025201100010000600064&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>65. Pais–Ribeiro J, Silva I, Ferreira T, Martins A, Meneses R, Baltar M.  Validation study of a Portuguese version of the Hospital Anxiety and Depression  Scale. Psychol Health Med. 2006;12:225–37; quiz 235–7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000247&pid=S0870-9025201100010000600065&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>66. WHOQOL Group. The World Health Organization Quality of Life Assessment  (WHOQOL): development and general psychometric properties. Soc Sci Med.  1998;46:1569–85.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000249&pid=S0870-9025201100010000600066&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>67. Canavarro MC, Vaz–Serra A, Pereira M, Simões MR, Quintais L, Quartilho  MJ, et al. Desenvolvimento do instrumento de avaliação da Qualidade de Vida da  Organização Mundial de Saúde (WHOQOL–100) para Português de Portugal.  Psiquiatria Clínica. 2006;7:15–23.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000251&pid=S0870-9025201100010000600067&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>68. Aaronson NK, Ahmedzai S, Bergman B, Bullinger M, Cull A, Duez NJ, et al.  The European Organisation for Research and Treatment of Cancer QLQ–C30: A  quality–of–life instrument for use in international clinical trials in oncology.  J Natl Cancer Inst. 1993;85:365–76.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000253&pid=S0870-9025201100010000600068&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>69. Ribeiro JLP, Pinto C, Santos C. Validation study of the portuguese  version of the QLQ–C30–V.3. Psicologia, Saúde &amp; Doenças. 2008;9:89–102.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000255&pid=S0870-9025201100010000600069&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>70. Faul F, Erdfelder E, Lang AG, Buchner A. G*Power 3: a flexible  statistical power analysis program for the social, behavioral, and biomedical  sciences. Behav Res Methods. 2007;39:175–91.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000257&pid=S0870-9025201100010000600070&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>71. Bishop GD. Health psychology: integrating mind and body. Boston: Allyn  and Bacon; 1994.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000259&pid=S0870-9025201100010000600071&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>72. Fawzy FI, Fawzy NW. A structured psychoeducational intervention for  cancer patients. Gen Hosp Psychiatry. 1994;16: 149–92.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000261&pid=S0870-9025201100010000600072&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>73. Holland JC, Greenberg DB, Hughes MK. Quick reference for oncology  clinicians: the psychiatric and psychological dimensions of cancer symptom  management. Charlottesville: IPOS Press; 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000263&pid=S0870-9025201100010000600073&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>74. Moorey S, Greer S. Cognitive behaviour therapy for people with cancer.  Oxford: Oxford University Press; 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000265&pid=S0870-9025201100010000600074&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>75. Odgen J. Psicologia da saúde. Lisboa: Climepsi Editores; 1999.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000267&pid=S0870-9025201100010000600075&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>76. Spiegel D, Classen, C. Group therapy for cancer patients: a  research–based handbook of psychosocial care. New York: Basic Books; 2000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000269&pid=S0870-9025201100010000600076&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>77. White CA. Cognitive behaviour therapy for chronic medical problems: a  guide to assessment and treatment in practice. Chichester: John Wiley &amp;  Sons; 2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000271&pid=S0870-9025201100010000600077&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>78. Amiram D. Vinokur AD, Threatt BA, Caplan RD, Zimmerman BL. Physical and  psychosocial functioning and adjustment to breast cancer: long–term follow–up of  a screening population. Cancer. 1989;63:394–405.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000273&pid=S0870-9025201100010000600078&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Conflito de interesse</B></P>     <P>Os autores declaram não haver conflito de interesse.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><I>Recebido em 13 de Abril de 2010</I></P>     <P><I>Aceite em 15 de Fevereiro de 2011</I></P>      ]]></body><back>
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