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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Saúde Pública]]></journal-title>
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<publisher-name><![CDATA[Escola Nacional de Saúde Pública]]></publisher-name>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A eficácia do proFamílias em doentes de Acidente Vascular Cerebral (AVC) e cancro e seus familiares]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The efficacy of the proFamilias program in patients with stroke and cancer and in their families]]></article-title>
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<surname><![CDATA[Almeida]]></surname>
<given-names><![CDATA[Assunção das Dores Laranjeira de]]></given-names>
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<institution><![CDATA[,Universidade de Aveiro Escola Superior de Saúde ]]></institution>
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<country>Portugal</country>
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<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0870-90252011000100007&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0870-90252011000100007&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0870-90252011000100007&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Introdução: O programa de intervenção psico-educativa - proFamílias - foi desenvolvido para ajudar famílias com doentes crónicos (AVC e Cancro) e utiliza o formato de grupo de discussão multi-famílias. Objectivo: Este estudo pretende conhecer a eficácia do programa proFamílias em doentes crónicos nos casos do AVC e Cancro e suas famílias. Material e métodos: A amostra é constituída por 16 doentes (8 doentes de cancro e 8 doentes de AVC) e familiares num total de 37 elementos que participaram no programa de intervenção psico-educativa. O questionário utilizado foi construído com o propósito de avaliar a eficácia do programa tanto para o doente como para os familiares. Resultados: Os principais resultados indicam que: (i) a participação no programa foi muito útil para todos; (ii) os principais ganhos, são a aquisição de informação e maior compreensão sobre a doença; (iii) quanto às sugestões mais frequentes são manter sessões semanais. Conclusão: A intervenção psicoeducativa pretende aumentar o sentido de eficácia do paciente e família para saberem lidar com a doença. O estudo e a avaliação da eficácia dos programas de intervenção psicoeducativa são essenciais, pois algumas pesquisas sugerem que se associam com a melhoria do bem-estar dos doentes e famílias e funcionam como importantes mecanismos de coping.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: The proFamílias program was developed to help families with chronic (stroke and cancer). It is a psycho-educative intervention model and uses a multiple family discussion groups format. Objective: This study intends to know the efficacy impact of the proFamílias program in chronicle patients in cases of stroke and cancer. Material and methods: This study includes a sample of 8 cancer patients and of 8 stroke patients and their families for a total of 37 elements, who participated in the psycho-educational intervention program. The questionnaire was constructed for the purpose of evaluating the efficacy of the psycho-educational intervention program. Results: The main results indicate that: (i) participation in the program was very useful for all, (ii) the main gains are the acquisition of information and a greater understanding about the disease, (iii) the most frequent suggestions are to maintain weekly sessions. Conclusion: Psychoeducational interventions aim to increase the sense of efficacy and help the patient's family to know how to deal with the disease. The study and evaluation of the effectiveness of psychoeducational intervention programs are essential, since some research suggest they are associated with improved patients' and family's well-being and act as important coping mechanisms.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Doença crónica]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Acidente Vascular Cerebral]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Cancro]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Família]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Chronic disease]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Stroke]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Cancer]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Family]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <P><B>A eficácia do proFamílias em doentes de Acidente Vascular Cerebral (AVC) e  cancro e seus familiares</B></P>     <p>&nbsp;</p>      <P><b>Assunção das Dores Laranjeira de Almeida <SUP>a</SUP></b></P>     <P><SUP>a</SUP>Escola Superior de Saúde da Universidade de Aveiro, Aveiro,  Portugal. <A href="mailto:laranjeira.almeida@ua.pt">laranjeira.almeida@ua.pt</A></P>     <p>&nbsp;</p>      <P><B>Resumo</B></P>    <P>Introdução: O programa de intervenção psico–educativa –  proFamílias – foi desenvolvido para ajudar famílias com doentes crónicos (AVC e  Cancro) e utiliza o formato de grupo de discussão multi–famílias. Objectivo:  Este estudo pretende conhecer a eficácia do programa proFamílias em doentes  crónicos nos casos do AVC e Cancro e suas famílias. Material e métodos: A  amostra é constituída por 16 doentes (8 doentes de cancro e 8 doentes de AVC) e  familiares num total de 37 elementos que participaram no programa de intervenção  psico–educativa. O questionário utilizado foi construído com o propósito de  avaliar a eficácia do programa tanto para o doente como para os familiares.  Resultados: Os principais resultados indicam que: (i) a participação no programa  foi muito útil para todos; (ii) os principais ganhos, são a aquisição de  informação e maior compreensão sobre a doença; (iii) quanto às sugestões mais  frequentes são manter sessões semanais. Conclusão: A intervenção psicoeducativa  pretende aumentar o sentido de eficácia do paciente e família para saberem lidar  com a doença. O estudo e a avaliação da eficácia dos programas de intervenção  psicoeducativa são essenciais, pois algumas pesquisas sugerem que se associam  com a melhoria do bem–estar dos doentes e famílias e funcionam como importantes  mecanismos de coping.</P>      <P><B>Palavras Chave:</B> Doença crónica. Acidente Vascular Cerebral. Cancro. Família.</P>     <p>&nbsp;</p>      <P><B>The efficacy of the proFamilias program in patients with stroke and cancer  and in their families</B></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><B>Abstract</B></P>    <P>Introduction: The proFamílias program was developed to  help families with chronic (stroke and cancer). It is a psycho–educative  intervention model and uses a multiple family discussion groups format.  Objective: This study intends to know the efficacy impact of the proFamílias  program in chronicle patients in cases of stroke and cancer. Material and  methods: This study includes a sample of 8 cancer patients and of 8 stroke  patients and their families for a total of 37 elements, who participated in the  psycho–educational intervention program. The questionnaire was constructed for  the purpose of evaluating the efficacy of the psycho–educational intervention  program. Results: The main results indicate that: (i) participation in the  program was very useful for all, (ii) the main gains are the acquisition of  information and a greater understanding about the disease, (iii) the most  frequent suggestions are to maintain weekly sessions. Conclusion:  Psychoeducational interventions aim to increase the sense of efficacy and help  the patient's family to know how to deal with the disease. The study and  evaluation of the effectiveness of psychoeducational intervention programs are  essential, since some research suggest they are associated with improved  patients' and family's well–being and act as important coping mechanisms.</P>      <P><B>Keywords:</B> Chronic disease. Stroke. Cancer. Family.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Introdução </B></P>     <P>Face a uma situação de doença crónica o indivíduo doente obrigatoriamente tem  de se adaptar às limitações e/ou novas condições geradas, sendo necessário  reenquadrar as vivências individuais e aprender a viver com a doença. A família,  enquanto grupo primário de identidade e socialização, à semelhança do sujeito  doente também tem de se adaptar às exigências colocadas por esta situação, por  um lado porque o paciente pode precisar de cuidados, e por outro porque a  própria família e os seus elementos vivem o impacto da doença. Desta forma os  papéis e tarefas da família são alterados e (re)distribuídos de forma a ajudar o  paciente e dar resposta, quer às novas, quer às normativas necessidades  emocionais, desenvolvimentais e instrumentais. Isto significa uma sobrecarga  para a família que, para conseguir lidar de uma forma adequada com esta nova  situação, vai precisar de apoio. Por exemplo, no caso dos doentes com  diagnóstico de AVC, a fisioterapia e a alimentação são fundamentais para a  recuperação e estabilização do doente. Mas para a família revela-se num esforço  financeiro, readaptação alimentar, readaptação do espaço habitacional,  rompimento com rotinas familiares diárias e alteração das responsabilidades e  papéis familiares. Uma das preocupações dos especialistas de reabilitação é a  qualidade de vida destas pessoas <SUP>1</SUP>. Os factores psicológicos e  interpessoais influenciam profundamente a vocação e competência do doente para  lidar com a doença. Por esta razão, o funcionamento psicológico óptimo tem vindo  a ocupar um papel central nas intervenções de reabilitação.</P>     <P>A presença das componentes médica, social e psicológica na intervenção  psico-educativa facilita a adaptação do doente e da família à doença crónica.  Este tipo de intervenção reconhece a necessidade de integrar aspectos sociais,  biológicos, familiares e individuais no acompanhamento e tratamento de doentes  com doença crónica e seus familiares <SUP>2</SUP>. A intervenção, denominada  psico-educativa, é um modelo de intervenção que se adapta a várias doenças  crónicas e idades <SUP>3</SUP>. Permite o desenvolvimento de um foco de apoio  centrado na família para que os membros da mesma possam perceber as suas  atitudes, sentimentos e padrões relacionados com a doença crónica partilhando  perspectivas e estratégias com outras famílias. Neste tipo de intervenção dá-se  primazia à maximização de "pontos de vista múltiplos" sobre os múltiplos papéis  das famílias intervenientes <SUP>3</SUP>.</P>     <P>O proFamílias foi desenvolvido para ajudar famílias com doentes crónicos e é  um modelo de intervenção psico-educativa que utiliza o formato de grupo de  discussão multi-famílias. Estes grupos de discussão multi-famílias eram  homogéneos relativamente ao AVC (existindo algumas distinções em termos de  incapacidade) e heterogéneos nos casos de doença oncológica (variedade nos tipos  de cancro quanto à localização) tendo havido a preocupação de haver alguma  semelhança em termos da incapacidade <SUP>3</SUP>. Este programa caracteriza-se  por uma intervenção breve (quatro a seis sessões semanais) para evitar a  sobrecarga familiar, centra-se na família, tem um carácter psicoeducativo (alia  o apoio suportivo ao educativo) e é estruturada <SUP>3</SUP>.</P>     <P>Este estudo pretende conhecer o resultado da intervenção em termos de  percepções dos doentes crónicos nos casos do AVC e Cancro e suas famílias da  utilidade, aspectos positivos e negativos e ainda sugestões do programa de  intervenção (proFamílias).</P>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><B>Metodologia </B></P>     <P><I><B>Tipo de estudo </B></I></P>     <P>Trata-se de um estudo descritivo, que de acordo com Fortin <SUP>4</SUP>  consiste em descrever um fenómeno ou um conceito relativo a uma população.</P>     <P><I><B>População e amostra </B></I></P>     <P>Fortin <SUP>4</SUP> define amostra como um subconjunto de uma população ou de  um grupo de indivíduos que fazem parte de uma mesma população, sendo as  características da amostra uma representação da população em estudo.</P>     <P>Neste estudo a amostra é de conveniência, uma vez que foram seleccionados de  entre a população de doentes crónicos de cancro e AVC, os mais convenientes para  o estudo com base em critérios de inclusão. A amostra é constituída por 16  doentes (8 doentes de Cancro e 8 doentes de AVC) e seus familiares num total de  37 elementos, que aceitaram participar no programa de intervenção  psico-educativa. As famílias que participaram no programa foram recrutadas de  várias formas:</P>     <P>— nos casos da doença oncológica no Centro Regional Oncologia do Centro -  Instituto Português de Oncologia Francisco Gentil (CROC-IPOFG); </P>     <P>— e nos casos de AVC no Hospital Infante D. Pedro (HIP) - serviço de  Especialidades Médicas (Neurologia).</P>     <P>A participação dos doentes e familiares foi voluntária e gratuita, tendo sido  salientado a todos os participantes do estudo a confidencialidade dos dados  pessoais. Após o primeiro contacto era efectuada uma entrevista com a família  onde se explicava o que era o programa e se identificava quem da família  participaria.</P>     <P>De seguida apresentam-se as características demográficas e sócio-económicas  da amostra assim como o tratamento em curso (se ocorre no domicílio ou no  hospital) e expectativas dos membros da família em relação à doença, isto é, se  esperam a recuperação total ou parcial. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><I>Características demográficas e sócio-económicas </I></P>     <P>Analisando a tabela 1 verifica-se que quanto à média etária dos  participantes, esta era de 56,13 para os doentes e familiares de Cancro e de  55,5 para os doentes e familiares de AVC. Quanto ao género encontravam-se  equitativamente distribuídos com 50 % cada por ambos os sexos. O estado civil  era semelhante nos 2 grupos sendo que na sua maioria eram casados, e também a  escolaridade apresentada na sua maioria era o 1.º ciclo. Quanto à situação  profissional dos participantes, verifica-se que a maioria dos doentes e  familiares de cancro encontram-se empregados. </P>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="/img/revistas/rpsp/v29n1/29n1a07t1.jpg" target="_blank">Tabela 1</a> - Características demográficas e sócio-económicas dos participantes</p>     
<p>&nbsp;</p>     <P><I><B>Tratamento em curso </B></I></P>     <P>Quanto ao tratamento em curso, nos doentes de cancro, 62,5 % referiram que o  tratamento ocorria no hospital e 37,5 % que ocorria em casa. Nos doentes de AVC  75 % referiram que o tratamento ocorria no seu domicílio e apenas 25 % no  hospital. </P>     <P><I>Expectativas em relação à doença </I></P>     <P>Relativamente às expectativas de cada membro da família em relação à doença  na sua maioria referem a recuperação total: 87,5 % dos doentes e familiares de  cancro e 62,5 % dos doentes e familiares de AVC. </P>     <P><I><B>Tratamento estatístico dos dados </B></I></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Os dados recolhidos foram sujeitos a tratamento estatístico através do  programa SPSS (Statistical Package for the Social Sciences), versão 10.0 a 15.0  para Windows da SPSS Inc.</P>     <P>Ao longo do estudo foram utilizados diversos procedimentos estatísticos de  acordo com o tipo de variáveis e os objectivos de análise.</P>     <P>Para as variáveis avaliadas e codificadas em escalas nominais e ordinais  foram calculadas frequências (absolutas e relativas) e percentagens. Para as  variáveis relativas a escalas intervalares calcularam-se médias e  desvios-padrão. </P>     <P><I><B>Instrumento utilizado </B></I></P>     <P>O questionário elaborado para avaliar a eficácia do programa é composto por  quatro perguntas fechadas e três perguntas abertas (com espaços para resposta).  As quatro primeiras perguntas avaliam o se: a participação foi boa para o  doente, se a participação foi boa para algum(ns) elementos da família e/ou para  toda a família e ainda, qual a classificação da utilidade do programa para a  família, numa escala de 1 a 20 (1 - prejudicial; 10 - nem bom nem mau; 20 -  muito benéfico). As três perguntas abertas pretendem recolher dados relativos a:  aspectos positivos; aspectos negativos; e sugestões/comentários das  famílias.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Resultados </B></P>     <P><I><B>Utilidade da participação no programa de intervenção </B></I></P>     <P>Pela análise da tabela 2 verifica-se que a participação foi muito útil para  todos, pois as médias (considerando as duas doenças, doentes e familiares)  variam entre 18,90 e 16,62, ou seja, já próximas do 20 (muito benéfico).  Considerando a amostra total, a doença, os doentes e os familiares observa-se  que todos tendem a considerar que a participação foi mais útil para o doente,  seguindo-se para alguns elementos da família e para a família. </P>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="/img/revistas/rpsp/v29n1/29n1a07t2.jpg" target="_blank">Tabela 2</a> - Utilidade da participação no programa</p>     
<p>&nbsp;</p>     <P><I><B>Aspectos positivos com a participação no programa de intervenção  </B></I></P>     <P>Os aspectos positivos mencionados pelos participantes no proFamílias foram  agrupados em cinco categorias: (i) diminuição do isolamento social e emocional  ("aprendemos a conviver em grupo", " é uma maneira de sairmos de casa"); (ii)  aquisição de informação e esclarecimento de dúvidas ("maior conhecimento da  doença", " podemos recorrer a outros serviços se necessitarmos", "nas consultas  não há tempo para nos explicarem tudo como fizeram aqui", " há coisas que nem  nos lembramos de perguntar nas consultas"); (iii) percepção de auto-competência  ("acabamos por ter mais confiança em nós", "encaramos o futuro com mais  optimismo"); (iv) maior compreensão sobre a doença ("temos maior conhecimento  sobre a doença", "antes eu pensava que quem tinha um cancro tinha uma sentença  de morte, mas agora sei que existem outras possibilidades", "se nos explicassem  nas consultas as coisas como devem ser nós não tínhamos tantas dúvidas", " eu  aprendi muito sobre o tratamento da minha doença", "a explicação sobre a doença  é mais fácil de entender"); (v) apoio emocional ("foi muito importante que nesta  fase difícil da minha vida eu sentisse o vosso apoio", "ajudaram-nos a encontrar  soluções", "vocês souberam ouvir-nos e entendem o que sentimos, só isso, já  ajuda muito...").</P>     <P>Os resultados são apresentados na tabela 3, sendo que se verifica que os  principais aspectos positivos são: a aquisição de informação e maior compreensão  sobre a doença, ou seja, aspectos centrados na doença. </P>     <p>&nbsp;</p>     <p>Tabela 3 – Aspectos positivos</p>     <p><img src="/img/revistas/rpsp/v29n1/29n1a07t3.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <P><I><B>Aspectos negativos com a participação no programa de intervenção  </B></I></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Relativamente aos aspectos negativos, os resultados são apresentados na  tabela 4 em que se destaca um número elevado de não resposta a esta questão, que  se pode dever ao facto dos participantes não terem tido ganhos negativos. Em  relação aos que responderam observaram-se dois grupos de resposta: </P>     <p>&nbsp;</p>     <p>Tabela 4 – Aspectos negativos</p>     <p><img src="/img/revistas/rpsp/v29n1/29n1a07t4.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <P>i) tempo dispendido para participar nas sessões; </P>     <P>ii) a não existência de aspectos negativos. </P>     <P><I><B>Sugestões/comentários para melhoria do programa de intervenção  </B></I></P>     <P>Relativamente às sugestões e comentários efectuados pelos doentes e famílias  para melhorar o proFamílias foi efectuado um agrupamento em quatro categorias:  i) manter as sessões uma vez por mês; ii) manter a colaboração de outros  técnicos; iii) as sessões deveriam ser extensivas a outros doentes com outras  patologias; iv) a existência de apoios financeiros para os doentes e familiares  frequentarem as sessões.</P>     <P>As respostas mais frequentes são (tabela 5): manter sessões semanais (21,6 %)  e a não resposta (48,7 %).</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Tabela 5 – Sugestões/comentários para melhoria do proFamílias</p>     <p><img src="/img/revistas/rpsp/v29n1/29n1a07t5.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <P><B>Discussão </B></P>     <P><I><B>Relevância do proFamílias para a família </B></I></P>     <P>Verificou-se que a participação no proFamílias foi "muito útil" para todos,  pois as médias obtidas variaram entre 18,90 e 16,62, ou seja, próximas do 20  (muito benéfico). Paralelamente, observa-se que todos os participantes tendem a  considerar que a participação foi mais útil para o doente, seguindo-se para  alguns elementos da família e para toda a família.</P>     <P>Os resultados indicam que estas famílias com membros com doença crónica que  participaram no programa de intervenção psico-educativo, denominado de  proFamílias, expressaram ter adquirido competências para enfrentarem de forma  mais adequada a doença crónica, uma vez que estes programas aliam a vertente  educativa (educação para a saúde, necessidade já reconhecida nesta área) à  suportiva (inclui componentes de gestão do stress, facilitação de estratégias de  coping e discussão de questões existenciais em contexto multi-familiar)  <SUP>3</SUP>. Estudos efectuados <SUP>5,6</SUP> revelaram que a intervenção  psicoeducativa tem efeitos positivos nas situações de doença crónica porque  diminuem o stresse familiar, aumentam a competência das famílias aprendendo a  lidar com esta situação de uma forma satisfatória, o que se traduz numa  diminuição das recaídas do paciente e aumento na adesão aos tratamentos.  Atendendo a que as famílias estão mais sobrecarregadas, este programa de  intervenção caracteriza-se por ter uma duração breve (6 a 8 sessões), com uma  periodicidade semanal (ou quinzenal atendendo à disponibilidade das famílias)  com o objectivo primordial de activar as competências das famílias <SUP>7</SUP>.  As referências aos seus efeitos benéficos, como as melhorias dos estados  afectivos, melhores estilos de coping, maior qualidade de vida e melhor controlo  da dor, tem sido aceite tanto pela comunidade leiga, como pelos profissionais de  saúde. Uma meta-análise de 45 estudos sobre uma variedade de intervenções  psicossociais confirma esses benefícios <SUP>8</SUP>. </P>     <P><I><B>Identificação dos aspectos positivos para os membros da família com a  sua participação no proFamílias </B></I></P>     <P>No que se refere à identificação dos aspectos positivos para a família com a  participação no programa, segundo as categorias consideradas, verificou-se que  os principais ganhos com a participação no programa para a amostra considerada  são: aquisição de informação e maior compreensão sobre a doença, ou seja,  aspectos centrados na doença. Estes resultados confirmam a necessidade,  evidenciada pela literatura, que estes doentes e famílias sentem em terem  informação sobre a doença (etiologia, sintomatologia, curso e prevenção),  esclarecimentos sobre os cuidados a terem em casa, receber informação sobre  recursos da comunidade, que lhes permitam desenvolver sentimentos de competência  e controlo face à doença, aspectos desenvolvidos pelo proFamílias no âmbito da  vertente educativa <SUP>3</SUP>.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Salienta-se deste modo, o papel preponderante que o proFamílias assume no  âmbito do apoio psicológico orientando as famílias no sentido da redução do  stress resultante do impacto da doença, ajudando a gerir emoções e a usar  estratégias mais eficazes na resolução de problemas, facilitando a comunicação  na família e com os serviços de saúde, evitando o isolamento social e mantendo  redes de apoio que num momento de crise vivenciado por estas famílias é de  extrema importância <SUP>3</SUP>.São os resultados positivos alcançados pelo  proFamílias que sugerem a implementação e generalização de programas de  intervenção psico-educativa nestas situações. </P>     <P><I><B>Identificação dos aspectos negativos para os membros da família com a  participação no proFamílias </B></I></P>     <P>Verificou-se como preponderante a não resposta, que parece dever-se ao facto  dos participantes não terem identificado aspectos negativos com a sua  participação no proFamílias. Em relação aos que responderam observaram-se dois  grupos de resposta: o tempo dispendido para participar nas sessões; e a não  existência de aspectos negativos. Significa isto que os participantes tendem a  considerar o proFamílias como um programa muito eficaz na ajuda da gestão de  situações de doença crónica nos casos do AVC e Cancro. O facto de quase não  apontarem aspectos negativos e referirem a não existência de aspectos negativos  pode estar relacionado com factores culturais e sociais do povo Português  revelados por: provável desconhecimento do tipo de respostas de apoio existentes  devido ao baixo grau de escolaridade das famílias; a falta de informação e  divulgação dos direitos, benefícios e regalias de que podem usufruir e as  dificuldades a nível do acesso aos cuidados de saúde. </P>     <P><I><B>Identificação de sugestões/comentários efectuados pelos membros das  famílias relativamente ao proFamílias </B></I></P>     <P>Verificou-se que as respostas mais mencionadas foram as que se seguem, além  da não resposta (48,7 %): manter sessões mensais (21,6 %); e a existência de  apoios financeiros (18,9 %).</P>     <P>Assim, manter sessões mensais, é uma das sugestões mais apontadas por todos  os participantes, evidenciando importantes implicações com vista à continuação  da intervenção, uma vez que constituiu um poderoso meio de incrementar o sentido  de competência e de controlo destes doentes e familiares sobre a situação. Esta  intervenção assenta num paradigma de stress e coping, e não num modelo  psicopatológico, enfatizando um clima de desculpabilização que possibilita  explorar novas estratégias <SUP>3</SUP>. A existência de apoios financeiros para  poderem frequentar estas sessões é outra das sugestões mais apontadas pelos  participantes que desta forma parece que garantiriam a sua presença, pois existe  um aumento nas suas despesas. Os problemas financeiros foram descritos como um  dos problemas e necessidades pelos quais passam estas famílias, relacionado com  a elevação dos gastos em medicação, consultas médicas e deslocações  <SUP>9</SUP>.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Conclusão </B></P>     <P>Na doença crónica é necessário que o significado da doença permita manter o  sentido de competência e controle. O que normalmente acontece às famílias são  duas situações: dão-lhes explicações biológicas ou outras que implicam uma  responsabilidade pessoal, num contexto psicossocial vago ou inexistente. As  famílias têm necessidades de procedimentos preventivos e psicoeducativos que as  ajudem a antecipar as tarefas normativas dos diferentes estadios da doença  permitindo-lhes o domínio e controle face a uma nova situação.</P>     <P>A intervenção psicoeducativa pretende aumentar o sentido de eficácia do  paciente e família para saberem lidar com a doença, para responder às exigências  comunicacionais e emocionais que a doença implica para estes pacientes e  famílias, e ainda promover um envolvimento adequado dos vários sistemas (o  familiar, o de saúde, e o comunitário) <SUP>6,10</SUP>.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Os resultados do estudo sugerem que quanto à participação no programa de  intervenção (proFamílias) esta se revelou "muito útil" para todos os envolvidos  (doente e membros da família); tendo sido apontados como principais aspectos  positivos a aquisição de informação e maior compreensão sobre a doença, ou seja,  aspectos centrados na doença; e quanto às sugestões apontadas referem-se  essencialmente em manter sessões mensais.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Bibliografía</B></P>     <!-- ref --><P>1. Gonzalez S, Steinglass P, Reiss D. Application of multifamily groups in  chronic medical disorders. Em: McFarlaine W, editor. Multifamily groups in the  treatment of severe psychiatric disorders. Nova Iorque, NY: The Guilford Press;  1987. p. 315–94.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S0870-9025201100010000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>2. Gonzalez S, Steinglass P, Reiss D. Putting the illness in its pla  discussion groups for families with chronic medical illnesses. Fam Process.  1989;28:69–87.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S0870-9025201100010000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>3. Sousa L, Mendes A, Relvas AP. Enfrentar a velhice e a doença crónica.  Lisboa: Climepsi Editores; 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S0870-9025201100010000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>4. Fortin MF. O processo de investigação: da concepção à realização.3.ª ed.  Loures: Lusociência; 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S0870-9025201100010000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>5. Walsh F, Anderson C. Chronic disorders and families: an overview. Em:  Walsh F, Anderson EC, editores. Chronic disorders and the family. Nova Iorque,  NY: The Haworth Press; 1987. p. 3–18.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S0870-9025201100010000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>6. Anderson CM, Griffin S, Rossi A, Pagonis I, Holder DP, Treiber R. A  comparative study of the impact of education versus process groups for families  of patients with affective disorders. Fam Process. 1986;25:185–205.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S0870-9025201100010000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>7. Sousa L. Família e sistemas sociais [slides]. Aveiro: Escola Superior de  Saúde. Universidade de Aveiro; 2007. Apresentação em sala de aula.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S0870-9025201100010000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>8. Meyer TJ, Mark MM. Effects of psychosocial interventions with adult cancer  patients: a meta–analysis of randomized experiments. Health Psychol.  1995;14:101–8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S0870-9025201100010000700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>9. Walsh F. The family in later life. Em: Carter B, McGoldrick E, editores.  The changing family life cycle. Boston, MA: Allyn and Bacon; 1989. p. 311–34.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S0870-9025201100010000700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </P>     <!-- ref --><P>10. Anderson BL. Psychological interventions for cancer patients to enhance  quality of life. J Consult Clin Psychol. 1992;60:552–68.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S0870-9025201100010000700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Conflito de interesse</B></P>     <P>A autora declara não haver conflito de interesse.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><I>Recebido em 19 de Outubro de 2010</I></P>     <P><I>Aceite em 23 de Fevereiro de 2011</I></P>      ]]></body><back>
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