<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0870-9025</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Saúde Pública]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Rev. Port. Sau. Pub.]]></abbrev-journal-title>
<issn>0870-9025</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Escola Nacional de Saúde Pública]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0870-90252011000200002</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Custos indirectos da dor crónica em Portugal]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Indirect costs of chronic pain]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gouveia]]></surname>
<given-names><![CDATA[Miguel]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Augusto]]></surname>
<given-names><![CDATA[Margarida]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Universidade Católica Portuguesa Catolica Lisbon School of Business and Economics ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Lisboa ]]></addr-line>
<country>Portugal</country>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>07</month>
<year>2011</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>07</month>
<year>2011</year>
</pub-date>
<volume>29</volume>
<numero>2</numero>
<fpage>100</fpage>
<lpage>107</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0870-90252011000200002&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0870-90252011000200002&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0870-90252011000200002&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Neste trabalho estimam-se os custos indirectos da dor crónica nas costas (lombalgia) e articulações seguindo a metodologia do capital humano. Mais especificamente são estimadas as perdas de produção por redução do emprego e acréscimo do absentismo devidos à dor crónica em Portugal Continental. A análise é feita do ponto de vista da sociedade, considerando a prevalência da dor crónica, numa abordagem bottom-up. Os dados sociodemográficos utilizados provêm do 4º Inquérito Nacional de Saúde, de 2005/2006, e para estimar a produtividade recorreu-se à base de dados salariais "Quadros do Pessoal", usando-se estimativas dos custos salariais médios por sexo e grupos etários para 2010. O conhecimento dos custos indirectos da dor crónica é um passo relevante no desenvolvimento e consolidação de estratégias de prevenção e tratamento eficientes para mitigar as consequências da dor crónica na saúde e bem-estar dos portugueses. Os custos indirectos da dor crónica nas costas e articulações estimados para Portugal Continental, usando custos salariais de 2010, ascendem aos € 738,85 milhões, sendo € 280,95 milhões devidos ao absentismo gerado pela incapacidade de curto prazo e € 458,90 milhões devidos à redução do volume de emprego por reformas antecipadas e outras formas de não participação no mercado de trabalho.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[In this study we estimate the indirect costs of chronic pain in the lower back and joints, following the human capital methodology. The analysis is conducted from the society's point of view and it is based on the prevalence of chronic pain using a bottom-up approach. We took demographic and social data from the 4th National Health Survey 2005/2006, whilst the database "Quadros do Pessoal" was used to calculate average wages by gender and age group. Knowledge of the indirect costs of chronic pain is important for the development and consolidation of efficient prevention and treatment strategies and to mitigate the consequences of chronic pain in the health and wellbeing of the Portuguese population. The indirect costs of chronic pain in the lower back and joints, estimated using the wage costs of 2010, were €739,85 million in mainland Portugal, where €280,95 million is attributable to the absenteeism generated by short term disability and €458,90 million is the result of the reduction of employment, owing to early retirement and other forms of non-participation in the labor market.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Custos de doença]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Custos indirectos]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Dor crónica]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Capital humano]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Prevalência]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Lombalgias]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Articulações]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Inquérito Nacional de Saúde]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Cost of illness]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Indirect costs]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Chronic pain]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Human capital]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Prevalence]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Low back pain]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Joint pain]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[National Health Survey]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <P><B>Custos indirectos da dor crónica em Portugal</B></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><b>Miguel Gouveia<SUP>a</SUP>, Margarida Augusto<SUP>a</SUP></b></P>     <P><SUP>a</SUP>Catolica Lisbon School of Business and Economics, Universidade  Católica Portuguesa, Lisboa, Portugal. <A href="mailto:mig@ucp.pt">mig@ucp.pt</A></P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Resumo</B></P>    <P>Neste trabalho estimam–se os custos indirectos da dor  crónica nas costas (lombalgia) e articulações seguindo a metodologia do capital  humano. Mais especificamente são estimadas as perdas de produção por redução do  emprego e acréscimo do absentismo devidos à dor crónica em Portugal Continental.  A análise é feita do ponto de vista da sociedade, considerando a prevalência da  dor crónica, numa abordagem bottom–up. Os dados sociodemográficos utilizados  provêm do 4º Inquérito Nacional de Saúde, de 2005/2006, e para estimar a  produtividade recorreu–se à base de dados salariais "Quadros do Pessoal",  usando–se estimativas dos custos salariais médios por sexo e grupos etários para  2010. O conhecimento dos custos indirectos da dor crónica é um passo relevante  no desenvolvimento e consolidação de estratégias de prevenção e tratamento  eficientes para mitigar as consequências da dor crónica na saúde e bem–estar dos  portugueses. Os custos indirectos da dor crónica nas costas e articulações  estimados para Portugal Continental, usando custos salariais de 2010, ascendem  aos &#128; 738,85&nbsp;milhões, sendo &#128;&nbsp;280,95&nbsp;milhões devidos ao  absentismo gerado pela incapacidade de curto prazo e &#128;&nbsp;458,90&nbsp;milhões  devidos à redução do volume de emprego por reformas antecipadas e outras formas  de não participação no mercado de trabalho.</P>     <P><B>Palavras chave:</B> Custos de doença. Custos indirectos. Dor crónica. Capital humano.  Prevalência. Lombalgias. Articulações. Inquérito Nacional de Saúde.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Indirect costs of chronic pain</B></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><B>Abstract</B></P>    <P>In this study we estimate the indirect costs of chronic  pain in the lower back and joints, following the human capital methodology. The  analysis is conducted from the society's point of view and it is based on the  prevalence of chronic pain using a bottom–up approach. We took demographic and  social data from the 4th National Health Survey 2005/2006, whilst the database  "Quadros do Pessoal" was used to calculate average wages by gender and age  group. Knowledge of the indirect costs of chronic pain is important for the  development and consolidation of efficient prevention and treatment strategies  and to mitigate the consequences of chronic pain in the health and wellbeing of  the Portuguese population. The indirect costs of chronic pain in the lower back  and joints, estimated using the wage costs of 2010, were &#128;739,85&nbsp;million in  mainland Portugal, where &#128;280,95&nbsp;million is attributable to the absenteeism  generated by short term disability and &#128;458,90&nbsp;million is the result of the  reduction of employment, owing to early retirement and other forms of  non–participation in the labor market.</P>      <P><B>Keywords:</B> Cost of illness. Indirect costs. Chronic pain. Human capital. Prevalence. Low  back pain. Joint pain. National Health Survey.</P>     <p>&nbsp;</p>     <p><B>Introdução </B></p>     <P>A dor crónica distingue-se da dor aguda, que é desencadeada pelo sistema  nervoso central para alertar o organismo quando ocorre uma lesão, por ser  persistente. Podem ser provocadas inicialmente por alguma lesão - infecções,  escoriações, torções, pancadas - ou podem não ter nenhuma causa visível ou  identificável. </P>     <P>Globalmente, os dados disponíveis indicam que a dor crónica tem um impacto  significativo na qualidade de vida relacionada com a saúde e capacidade  produtiva da população. A dor é a razão primária para a procura de cuidados de  saúde nos EUA, país onde se estima que a dor seja responsável por  100&nbsp;biliões de dólares anuais de custos indirectos provocados pelo aumento  do absentismo e produtividade reduzida no trabalho<SUP>1</SUP>. Na Europa,  estudos recentes indicam que na Alemanha pelo menos 8&nbsp;a 10&nbsp;milhões de  indivíduos sofrem de dor crónica, o que representa cerca de 10% da  população<SUP>2</SUP>. Em 2002, a patologia com mais prevalência na população  suíça em idade activa foi a dor nas costas (<I>lombalgia</I>), afectando 8% das  mulheres e 13% dos homens. Os custos indirectos da dor crónica neste país foram  estimados em € 4&nbsp;mil milhões (7,9% da despesa total em Saúde)<SUP>3</SUP>.  </P>     <P>A prevalência da dor em Portugal foi estudada em 2002&nbsp;pelo Observatório  Nacional de Saúde, através de entrevista telefónica às famílias portuguesas que  constituíam a amostra ECOS5<SUP>4</SUP>. Neste estudo concluiu-se que cerca de  74% dos entrevistados tinham tido algum tipo de dor nas duas semanas anteriores  à entrevista. Recentemente, foi apresentado pela Associação Portuguesa para o  Estudo da Dor um estudo sobre a prevalência da dor crónica que envolveu mais de  cinco mil entrevistas, tendo concluído que 31% da população portuguesa sofre de  dor crónica<SUP>5</SUP>.</P>     <P>A dor crónica e a sua prevenção é uma das preocupações actuais dos  responsáveis pela política de saúde, como o demonstra o Programa Nacional de  Controlo da Dor<SUP>6</SUP>. </P>     <P>Perante esta realidade, a avaliação do impacto social e económico da dor  crónica torna-se mais relevante, sendo a estimação dos custos económicos,  directos e indirectos, da doença um dos seus componentes. Este estudo tem como  objectivo estimar os custos indirectos da dor crónica na região lombar e  articulações, para Portugal Continental. Recorreu-se a metodologias de estimação  dos custos da doença baseadas na abordagem do capital humano e aos dados  fornecidos pelo Inquérito Nacional de Saúde 2005/2006. Usaram-se  valores&nbsp;para as produtividades baseados em estimativas dos salários  para&nbsp;2010.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <P><B>Metodologia </B></P>     <P>Este estudo foi desenvolvido segundo o ponto de vista da sociedade, não  apenas dos pacientes ou do Estado. As estimativas baseiam-se na prevalência de  dor crónica, i. e., consideram todos os casos de dor crónica existentes no  período estudado, numa abordagem <I>bottom-up</I>: estudou-se uma amostra  representativa da população, extrapolando--se os resultados para toda a  população portuguesa<SUP>7</SUP>.</P>     <P>Na perspectiva da sociedade, os custos monetários de doença e morte prematura  como alternativas perdidas são medidos em termos de custos directos e  indirectos. Os custos directos correspondem ao valor dos recursos consumidos em  cuidados de saúde, serviços médicos e de enfermagem, medicamentos e outros que  poderiam ter sido afectados para outros usos na ausência de doença<SUP>8</SUP>.  Por outro lado, os custos indirectos referem-se ao valor da produção perdida  pela redução ou cessação de produtividade causada por morbilidade ou mortalidade  atribuível a doença<SUP>9</SUP>.</P>     <P>Foi adoptada uma definição restrita de custos indirectos, seguindo as  "Orientações Metodológicas para Estudos de Avaliação Económica de Medicamentos"  da Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde  (INFARMED)<SUP>10</SUP>. Consideram-se apenas os custos relacionados com a perda  de produtividade de trabalhadores, não sendo incluídos na estimativa os custos  indirectos de incapacidade para domésticas e outras pessoas não empregadas  formalmente, nem estimativas dos rendimentos perdidos por morte prematura antes  da idade de reforma.</P>     <P>Para obter uma estimativa dos custos do tempo de trabalho perdido, é  necessário estimar numa primeira fase em que medida a dor crónica afecta o  emprego para os vários grupos etários e para cada sexo. Com isso quer-se saber  qual o efeito da dor crónica no mercado de trabalho, o que inclui as situações  de reforma precoce. Numa segunda fase é necessário ter em conta o custo das  incapacidades de curto prazo, ou seja, o absentismo gerado pelos problemas de  saúde associados à dor crónica. Infelizmente o 4º Inquérito Nacional de Saúde  não parece ter dados que permitam a estimação do presentismo (redução da  produtividade enquanto presente no local de trabalho) associado à dor  crónica.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Dados</B></P>     <P>A principal fonte de dados neste trabalho é o 4º Inquérito Nacional de Saúde  2005/2006 (INS)<SUP>11</SUP>. O INS fornece dados sociodemográficos e da saúde  de cada indivíduo inquirido, permitindo o cruzamento dos dados sobre saúde e  emprego numa amostra representativa da população do Continente. Consideraram-se  apenas as observações referentes a indivíduos entre os 20&nbsp;e os  74&nbsp;anos, inclusive, dado que até esta idade ainda se encontra participação  significativa no mercado de trabalho. O INS contém 21.338&nbsp;pessoas que  satisfazem os critérios de inclusão na amostra. Para construir a variável  binária que identifica quem está a trabalhar usaram-se como condições o  inquirido declarar ter exercido uma profissão nas últimas duas semanas (primeira  resposta à pergunta 8 do capítulo 1&nbsp;do INS) e adicionalmente trabalhar por  conta própria, por conta de outrem ou como empregador (três das respostas  possíveis à pergunta 11&nbsp;do capítulo 1&nbsp;do INS). A variável "Trabalho"  assume o valor "1" quando o indivíduo está empregado (observação das respostas  acima mencionadas) e o valor "0" nos restantes casos (o individuo deu uma das  outras respostas alternativas às duas perguntas).</P>     <P>A partir da informação no INS e das taxas de amostragem podemos obter  estimativas da população representada. A população abrangida é de  7,195&nbsp;milhões e o emprego total é de 4,607&nbsp;milhões. A  tabela 1 mostra o número de pessoas empregadas, por sexo e grupo  etário, para a população em geral e para a subpopulação de indivíduos com dor  crónica nas costas ou articulações, que se podem obter a partir dos dados do  INS. O número estimado de pessoas que sofre de dor crónica nas costas ou  articulações é 861&nbsp;960, um número que representa 8,5% da população sob  análise. Destas, estima-se que menos de metade (414&nbsp;263) participem no  mercado de trabalho.</P>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a href="/img/revistas/rpsp/v29n2/29n2a02t1.jpg" target="_blank">Tabela 1</a> -<b> População total, subpopulação com dor e emprego no INS 2005/6</b></p>     
<p>&nbsp;</p>        <P><B>Estimação dos custos indirectos - incapacidade a longo prazo </B></P>     <P><I><B>Abordagem preliminar </B></I></P>     <P>A estimação desenvolveu-se em duas etapas: primeiro estima-se o número de  pessoas que não trabalha devido à dor crónica e, numa segunda etapa, estima-se a  produtividade média dessas pessoas, a qua l corresponde ao valor perdido pela  sociedade pela sua ausência do mercado de trabalho.</P>     <P>Como referido anteriormente, para estimar o número de pessoas que não estão  empregadas recorreu-se ao INS. Para identificar os indivíduos com dor crónica  usam-se duas perguntas. A primeira questiona se o inquirido tem ou já teve dor  crónica (dor constante ou repetitiva durante, pelo menos, três meses - pergunta  21&nbsp;do capítulo 5&nbsp;do INS). A segunda questiona em que zona do corpo o  inquirido tem habitualmente essa dor (pergunta 22&nbsp;do capítulo 5&nbsp;do  INS). Com estes dados construiu-se uma variável binária que indica se cada  inquirido tem, ou não, dor crónica nas costas e articulações. A variável assume  o valor "1" quando o indivíduo respondeu "sim" à pergunta 21&nbsp;e respondeu  "nas costas" ou "nas articulações" à pergunta 22. Para indivíduos com respostas  diferentes, a variável "dor crónica" assume o valor "0" (ausência de dor crónica  nas costas ou nas articulações).</P>     <P>Para uma análise preliminar das consequências no mercado de trabalho da dor  crónica, recorreu-se às taxas de emprego ocorridas nas subpopulações relevantes  do INS, procurando verificar até que ponto a população em geral tem uma taxa de  emprego mais elevada do que a subpopulação dos indivíduos que sofrem de dor  crónica.</P>     <P>É possível depreender pelos resultados globais na tabela 2, que os  indivíduos que sofrem de dor crónica têm menores taxas de emprego que a  população em geral. Verifica-se também que a diferença entre a taxa de emprego  das subpopulações com e sem dor crónica está relacionada com o grupo etário,  sendo mais elevadas para os grupos etários mais idosos. </P>      <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="/img/revistas/rpsp/v29n2/29n2a02t2.jpg" target="_blank">Tabela 2</a> -<b> Taxa de emprego com e sem dor crónica</b></p>     
<p>&nbsp;</p>      <P>Para estimar rigorosamente a diferença entre a participação no mercado de  trabalho de indivíduos com dor crónica e a população em geral, recorremos a  métodos econométricos. </P>     <P><I><B>Estimação da participação no mercado de trabalho por um modelo Logit  </B></I></P>     <P>O software utilizado para realizar a análise foi o STATA<SUP>®</SUP> versão  10&nbsp;da StataCorp. Para estimar o impacto da dor crónica, nas costas e  articulações, na participação do mercado de trabalho construímos um modelo logit  em que a variável dependente <I>Trabalho</I> é uma variável binária que assume o  valor "1" quando o indivíduo está a trabalhar e "0" quando não  está<SUP>12,13</SUP>. </P>     <P>A variável <I>Trabalho<SUB>i</SUB></I> é construída a partir de uma variável  latente contínua <I>Trabalho<SUB>i</SUB>*</I> de acordo com a seguinte  especificação:</P>           <P>As variáveis independentes (vector <I><B>X</B></I>), que explicam o resultado  "1" ou "0" da variável <I>Trabalho,</I> são a <I>idade</I> (com efeitos  lineares, quadráticos, cúbicos e à quarta potência), o nível de escolaridade  (variável categórica), a <I>região</I> do país (variável categórica), o  <I>género</I> do indivíduo (variável binária, em que "0" define homem e "1"  define mulher), e variáveis binárias que indicam se o indivíduo tem  <I>insuficiência renal</I>, <I>asma</I> e <I>diabetes</I> (variáveis binárias em  que "1" define ter a doença e "0" define não ter). Por último, a variável  explicativa <I>Dor crónica</I> foi igualmente inserida no modelo como uma  variável binária que toma o valor "1" quando o indivíduo tem dor crónica nas  costas ou articulações e "0", caso contrário. As estimativas do modelo<I>  logit</I> para as variáveis estudadas são apresentadas na  tabela 3.  Especificações iniciais do modelo incluíam outras doenças crónicas presentes no  INS, tendo sido seleccionadas para variáveis explicativas apenas as  estatisticamente significativas. Foram executados testes de especificação para  seleccionar a especificação do modelo que melhor se adequa aos dados. O Critério  de Informação de Akaike (AIC) e o R<SUP>2</SUP>&nbsp;ajustado de McFadden  permitiram escolher o melhor modelo. O linktest<SUP>14</SUP>&nbsp;confirmou que  a relação entre variáveis explicativas e variável dependente está bem  especificada. </P>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="/img/revistas/rpsp/v29n2/29n2a02t3.jpg" target="_blank">Tabela 3</a> -<b> Estimativas do modelo para o emprego</b></p>     
<p>&nbsp;</p>          ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Apesar destes modelos não-lineares não permitirem uma leitura simples da  magnitude com que as variáveis explicativas afectam o valor da variável  dependente, os seus sinais podem ser interpretados. Para ajudar a transmitir a  magnitude dos efeitos reportamos os <I>odds ratios </I>relativos no caso de  variáveis qualitativas<I>.</I> O coeficiente da variável binária "Dor crónica" é  negativo indicando que o facto de um indivíduo ter dor crónica nas costas ou  articulações reduz a sua probabilidade de estar a trabalhar. Dedução confirmada  por um <I>odds ratio</I> relativo inferior a 1, indicativo que a presença de dor  crónica reduz a probabilidade de trabalhar. Os resultados são significativos do  ponto de vista estatístico, sendo o valor <I>p</I> da variável indicadora de dor  crónica de 0,6%.</P>     <P>Como referido, através das estimativas do modelo logit conseguimos  quantificar a probabilidade de um indivíduo não trabalhar devido à dor crónica e  extrapolar o número de pessoas por grupo etário e género que não está empregada  devido à dor crónica<SUP>15</SUP>. O ponto de partida é dado pelas previsões da  probabilidade de trabalhar feitas para cada observação individual na amostra do  INS utilizada. O impacto da dor crónica é estimado através da diferença entre as  previsões do modelo das probabilidades de trabalhar na amostra original e as  previsões do mesmo modelo numa outra amostra, contrafactual, com as mesmas  observações individuais mas eliminando a presença de dor crónica. Esta  estimativa pode ser vista na tabela 4.</P>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="/img/revistas/rpsp/v29n2/29n2a02t4.jpg" target="_blank">Tabela 4</a> -<b> Impacto da dor crónica no emprego</b></p>     
<p>&nbsp;</p>         <P><I><B>Produtividade média dos trabalhadores </B></I></P>     <P>Para valorizar o valor do tempo de trabalho perdido devido à dor crónica nas  costas e articulações vamos seguir a teoria do Capital Humano<SUP>16</SUP>,  segundo a qual os custos indirectos da produção perdida podem ser estimados pela  remuneração bruta dos trabalhadores afectados.</P>     <P>A informação salarial utilizada neste estudo provém dos microdados dos  "Quadros do Pessoal" em 2007<SUP>17</SUP>. Somam-se ao ordenado base elementos  adicionais regulares da remuneração e multiplica-se esta soma por 1,2375, para  incluir a contribuição patronal para a Segurança Social (23,75%). A este valor  adicionamos elementos da remuneração de carácter irregular. Sabendo que a taxa  média de crescimento dos salários entre 2007&nbsp;e 2009&nbsp;foi de 5,3%  (homens) e 10,2% (mulheres) e entre 2009&nbsp;e 2010&nbsp;foi de 2,37% (taxa  média das taxas mensais de crescimento dos salários, entre Janeiro e Julho de  2010, ponderada pelo número de indivíduos que viram os seus salários  aumentados<SUP>18,19</SUP>), estimamos os custos médios mensais que as entidades  patronais têm com os salários dos trabalhadores. O custo anual do trabalho  inclui não só os salários mensais, mas também o subsídio de férias e o de Natal,  pelo que os custos mensais são multiplicados por 14&nbsp;para obter a estimativa  anual da produtividade dos trabalhadores.</P>     <P>A produtividade por dia de trabalho é calculada a partir dos custos anuais  das entidades patronais com os salários dos trabalhadores, divididas por  230&nbsp;dias, número esse que representa a média de dias de trabalho por ano  quando se têm em conta fins-de-semana, férias e feriados. Os resultados podem  ser vistos na tabela 5.</P>      <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><B><a name="t5"></a><a href="#topt5">Tabela 5</a>&nbsp; - Productividades médias anuais e diárias em 2010</B></p>     <p><img src="/img/revistas/rpsp/v29n2/29n2a02t5.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>      <P><I><B>Resultados para os custos indirectos a longo-prazo </B></I></P>     <P>Com a estimativa do número de pessoas que não trabalham devido à dor crónica  obtida pelas previsões do modelo e do valor da produção que é perdida pela  sociedade por estas pessoas não trabalharem, calculamos uma estimativa dos  custos indirectos. Para isso multiplica-se, para cada grupo etário e sexo, os  valores de produtividade (tabela 5) pelo número de pessoas desse grupo que  não participa no mercado de trabalho devido à dor crónica (<a href="/img/revistas/rpsp/v29n2/29n2a02t4.jpg" target="_blank">tabela 4</a>). Os  resultados são apresentados na tabela&nbsp;6&nbsp;e figura&nbsp;1.</P>      
<p>&nbsp;</p>     <p><b>Tabela 6 - Custos indirectos da dor crónica em Portugal por incapacidade a longo prazo em 2010</b></p>     <p><img src="/img/revistas/rpsp/v29n2/29n2a02t6.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>        <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/rpsp/v29n2/29n2a02f1.jpg"></p>     
<p><b>Figura 1 - Custos da redução de emprego devida à dor crónica em Portugal, em 2010.</b></p>     <p>&nbsp;</p>       <P>Para Portugal continental, os custos indirectos por incapacidade a longo  prazo devido à dor crónica, ascenderam aos € 458,91&nbsp;milhões em 2010.  Observando a figura&nbsp;1, verificamos que os indivíduos nos quais a dor  crónica mais causa incapacidade para trabalhar se encontram nos grupos etários  entre os 50&nbsp;e os 59&nbsp;anos e que as mulheres são mais afectadas. A dor  crónica tem maior incidência em idades mais avançadas<SUP>20&nbsp;</SUP>mas a  partir dos 60&nbsp;anos muitos portugueses abandonam o mercado de trabalho por  outras razões, pelo que é natural que os custos indirectos da dor crónica  comecem a decrescer a partir dessa idade. No entanto, esta é uma doença que  causa perdas significativas para a sociedade em todos os grupos etários.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Estimação dos custos indirectos - incapacidade a curto prazo </B></P>     <P><I><B>Estimação do absentismo devido à dor crónica </B></I></P>     <P>A segunda parte da estimação dos custos indirectos diz respeito à  contribuição da incapacidade a curto prazo provocada pela dor crónica. Estes são  os custos da produção perdida por indivíduos que, estando a trabalhar, têm de se  ausentar temporariamente do seu emprego.</P>     <P>A estimativa dos dias de ausência devido a baixa atribuível à dor crónica vem  directamente dos dados do INS, dado que uma das perguntas que consta no  inquérito é precisamente <I>"Quantas vezes é que faltou ao trabalho devido a  essa dor, nos últimos 12&nbsp;meses?".</I> As respostas a esta pergunta dão-nos  o número médio de dias perdidos, por grupo etário e sexo, atribuíveis à dor  crónica. Os resultados obtidos estão presentes na tabela&nbsp;7. </P>      <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Tabela 7 - Média dos dias de produção perdidos por dor crónica</b></p>     <p><img src="/img/revistas/rpsp/v29n2/29n2a02t7.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>        <P><I><B>Resultados para os custos indirectos a curto prazo </B></I></P>     <P>As médias dos dias de absentismo na tabela&nbsp;7&nbsp;são multiplicadas pelo  salário médio bruto diário (<a name="topt5"></a><a href="#t5">tabela 5</a>) e pelo número de trabalhadores com  dor crónica por sexo e grupo etário (<a href="/img/revistas/rpsp/v29n2/29n2a02t1.jpg" target="_blank">tabela 1</a>), obtendo-se assim o custo  indirecto provocado por absentismo de curto prazo justificadas por dor crónica  nas costas ou articulações. Os resultados agregados são apresentados na  tabela&nbsp;8&nbsp;e na figura&nbsp;2.</P>      
<p>&nbsp;</p>     <p><b>Tabela 8 - Custos indirectos da dor crónica por incapacidade de curto-prazo</b></p>     <p><img src="/img/revistas/rpsp/v29n2/29n2a02t8.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>      <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/rpsp/v29n2/29n2a02f2.jpg"></p>     
<p><b>Figura 2  - Custos indirectos devidos à dor crónica em Portugal em 2010.</b></p>     <p>&nbsp;</p>       <P>O custo médio anual do absentismo devido à dor crónica por trabalhadora é  estimado em €864&nbsp;e por trabalhador em €496, sendo a média global de  €678.</P>     <P>Como pode ser observado na figura&nbsp;2, os custos indirectos devido a  ausência temporária no emprego são mais substanciais entre os 50&nbsp; e os  54&nbsp; anos, sobretudo para as mulheres. Os custos indirectos totais  estimados, para 2010, por absentismo devido a dor crónica nas costas ou  articulações são aproximadamente € 281&nbsp;milhões.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Conclusões </B></P>     <P>Agregando os resultados dos custos da dor crónica por incapacidade a curto e  longo prazo, a estimativa final dos custos indirectos da dor crónica nas costas  e articulações é de € 739,85&nbsp;milhões. Contextualizando este valor, o custo  monetário estimado para a perda de produção devido à dor crónica representa  0,43% do PIB estimado para 2010<SUP>21</SUP>, e apenas por referência, 8,1% da  despesa do Estado no sector da Saúde em 2009<SUP>22</SUP>&nbsp;ou uma perda de €  160,59&nbsp;por trabalhador. Em 2002, Pereira e  Mateus<SUP>23</SUP>&nbsp;estimaram o custo indirecto da obesidade em Portugal em  199,8&nbsp;milhões de euros (0,13% do valor do PIB de 2002<SUP>22</SUP>), um  valor significativamente inferior à nossa estimativa para o custo indirecto da  dor crónica. </P>     <P>Esta perda de produção para a sociedade é passível de ser reduzida, existindo  alguns esforços nesse sentido, como o Plano Nacional de Luta Contra a Dor da  Direcção Geral de Saúde. Os resultados a longo prazo destes programas poderão  vir a mitigar o impacto da dor crónica na qualidade de vida e capacidade  produtiva dos portugueses.</P>     <P>O presente estudo tem algumas limitações. A primeira é que não foram  estimados os custos directos da dor, apenas os indirectos. Outra limitação,  embora numa área menos metodologicamente consensual, é que não foram estimados  os custos indirectos decorrentes da morte prematura. Uma outra questão em aberto  é que os salários das pessoas com dor podem não ser iguais aos da população em  geral para idêntico grupo etário ou sexo (ex: diferenças sociais ou em termos de  formação). Finalmente, há uma possibilidade de causalidade inversa na regressão  (ou seja, o facto de uma pessoa não trabalhar pode também influenciar a sua  saúde). Eventualmente, podemos esperar que no futuro se disponha de dados mais  detalhados que permitam ultrapassar algumas destas limitações.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <P><B>Bibliografía</B></P>     <!-- ref --><P>1. McCarberg BH, Billington R. Consequences of neuropathic pain:  quality–of–life issues and associated costs. Am J Manag Care.  2006;12(9&nbsp;Suppl):S263–8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S0870-9025201100020000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>2. Friessem CH, Willweber–Strumpf A, Zenz MW. Chronic pain in primary care:  German figures from 1991&nbsp;and 2006. BMC Public Health. 2009;9:299.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S0870-9025201100020000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>3. Bachmann S, Wieser S, Oesch P, Schmidhauser S, Knüsel O, Kool J.  Three–year cost analysis of function–centred versus pain–centred impatient  rehabilitation in patients with chronic non–specific low back pain. J Rehabil  Med. 2009;41:919–23.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S0870-9025201100020000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>4. Rabiais S, Nogueira P, Falcão J. A dor na população portuguesa: alguns  aspectos epidemiológicos. [Internet]. Lisboa: ONSA. Instituto Nacional de Saúde  Dr. Ricardo Jorge; 2003. [consultado 20 Out 2010]. Disponível em: <A href="http://www.onsa.pt/conteu/proj_ecos_ecosdador_onsa.pdf" target="_blank">www.onsa.pt/conteu/proj_ecos_ecosdador_onsa.pdf</A>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S0870-9025201100020000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>5. Romão J. Comemorações do Dia Nacional de Luta Contra a Dor: "Impacto  Social da Dor". Em: 3º Congresso Interdisciplinar de Dor, 14–16 de Outubro,  Lisboa, Portugal. Porto: Associação Portuguesa para o Estudo da Dor (APED);  2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S0870-9025201100020000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>6. Ministério da Saúde. Direcção Geral de Saúde. Programa Nacional de  Controlo da Dor. [Internet]. Lisboa: Direcção Geral de Saúde; 2008. [consultado  10 Ago 2010]. Disponível em: <A href="http://www.dgs.pt/" target="_blank">www.dgs.pt/</A>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S0870-9025201100020000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>7. Henriksson F, Jönsson B. Diabetes: the cost of illness in Sweden. J Intern  Med. 1998;244:461–8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S0870-9025201100020000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>8. Colditz G. Economic costs of obesity. Am J Clin Nutr. 1992;  55(2&nbsp;Suppl):503S–7S.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S0870-9025201100020000200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>9. González JC, Walker JH, Einarson TR. Cost–of–illness study of type 2  diabetes mellitus in Colombia. Rev Panam Salud Publica. 2009;26:55–63.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S0870-9025201100020000200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>10. Despacho nº 19064/99. DR. II.ª Série. 233. (1999–10–06). Orientações  metodológicas a observar nos estudos de avaliação económica de medicamentos. </P>     <!-- ref --><P>11. Ministério da Saúde. ISPA – Departamento de Epidemiologia. INE. Inquérito  Nacional de Saúde 2005/2006. Lisboa: Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo  Jorge, Instituto Nacional de Estatística; 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S0870-9025201100020000200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>12. Greene W. Econometric analysis. 5ª ed. Upper Saddle River, NJ:  Prentice–Hall; 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S0870-9025201100020000200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>13. Wooldridge J. Econometric analysis of cross section and panel data.  Cambridge: MIT Press; 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S0870-9025201100020000200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>14. Pregibon D. Goodness of link tests for generalized linear models. Applied  Statistics. 1980;29:15–24.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S0870-9025201100020000200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>15. Gouveia M, Augusto M, Borges M, Costa J, Pinheiro L, Carneiro A. Indirect  cost of illness for diabetes in Portugal. Em: 13th Annual Congress of  International Society for Pharmacoeconomics and Outcomes Research,  6–9&nbsp;November 2010, Prague, Czech Republic. Health Technology Assessment: a  European Collaboration. Lawrenceville, NJ: International Society for  Pharmacoeconomics and Outcomes Research; 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S0870-9025201100020000200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>16. Becker G. Human capital. Nova Iorque: National Bureau of Economic  Research; 1975.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S0870-9025201100020000200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>17. Ministério do Trabalho e Segurança Social. Gabinete de Estratégia e  Planeamento. Quadros de Pessoal 2007. Lisboa: Gabinete de Estratégia e  Planeamento; 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S0870-9025201100020000200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>18. Ministério do Trabalho e Segurança Social. Gabinete de Estratégia e  Planeamento. [Internet]. Boletim Estatístico. Agosto 2010:1–23. [consultado 3  Ago 2010]. Disponível em: <A href="http://www.gep.msss.gov.pt/estatistica/be/beagosto2010.pdf" target="_blank">www.gep.msss.gov.pt/estatistica/be/beagosto2010.pdf</A>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S0870-9025201100020000200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>19. Banco de Portugal. Publicações estatísticas. [Internet]. Lisboa: Banco de  Portugal; 2009. [consultado 19 Out 2010]. Disponível em: <A href="http://www.bportugal.pt/pt–PT/Estatisticas/PublicacoesEstatisticas/BolEstatistico/Paginas/BoletimEstatistico.aspx" target="_blank">www.bportugal.pt/pt–PT/Estatisticas/PublicacoesEstatisticas/BolEstatistico/Paginas/BoletimEstatistico.aspx</A>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S0870-9025201100020000200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>20. Ohayon MM, Schatzberg AF. Using chronic pain to predict depressive  morbidity in the general population. Arch Gen Psychiatry. 2003;60:39–47.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S0870-9025201100020000200019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>21. Pordata. Estimativa do PIB para 2010 de &#128; 172.546 milhões. [Internet].  Pordata. [consultado 19 Out 2010]. Disponível em: <A href="http://www.pordata.pt" target="_blank">www.pordata.pt</A>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S0870-9025201100020000200020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>22. INE. Banco de Portugal. Contas nacionais anuais. [Internet]. Pordata.  [consultado 19 Out 2010]. Disponível em: <A href="http://www.pordata.pt" target="_blank">www.pordata.pt</A>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S0870-9025201100020000200021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>23. Pereira J, Mateus C. Custos indirectos associados à obesidade em  Portugal. Revista Portuguesa de Saúde Pública. 2003;Volume temático(3):65–80.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S0870-9025201100020000200022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Agradecimentos </B></P>     <P>Este trabalho beneficiou de apoio financeiro da Grünenthal, SA, através de  uma <I>unsrestricted grant</I> e das sugestões de um revisor anónimo que  permitiram melhorar a especificação do modelo de base da análise.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <P></I>Recebido em 2&nbsp;de Dezembro de 2010</I></P>     <P></I>Aceite em 30&nbsp;de Setembro de 2011</I></P>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<label>1</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[McCarberg]]></surname>
<given-names><![CDATA[BH]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Billington]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Consequences of neuropathic pain: quality-of-life issues and associated costs]]></article-title>
<source><![CDATA[Am J Manag Care.]]></source>
<year>2006</year>
<volume>12</volume>
<numero>^s9</numero>
<issue>^s9</issue>
<supplement>9</supplement>
<page-range>S263-8</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<label>2</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Friessem]]></surname>
<given-names><![CDATA[CH]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Willweber-Strumpf]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Zenz]]></surname>
<given-names><![CDATA[MW]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Chronic pain in primary care: German figures from 1991 and 2006]]></article-title>
<source><![CDATA[BMC Public Health]]></source>
<year>2009</year>
<volume>9</volume>
<page-range>299</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<label>3</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bachmann]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Wieser]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Oesch]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Schmidhauser]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Knüsel]]></surname>
<given-names><![CDATA[O]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kool]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Three-year cost analysis of function-centred versus pain-centred impatient rehabilitation in patients with chronic non-specific low back pain]]></article-title>
<source><![CDATA[J Rehabil Med]]></source>
<year>2009</year>
<volume>41</volume>
<page-range>919-23</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<label>4</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Rabiais]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Nogueira]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Falcão]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[A dor na população portuguesa: alguns aspectos epidemiológicos]]></source>
<year>2003</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[ONSA. Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<label>5</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Romão]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Comemorações do Dia Nacional de Luta Contra a Dor: Impacto Social da Dor]]></article-title>
<source><![CDATA[3º Congresso Interdisciplinar de Dor]]></source>
<year>2010</year>
<publisher-loc><![CDATA[Porto ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Associação Portuguesa para o Estudo da Dor]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<label>6</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>Ministério da Saúde^dDirecção Geral de Saúde</collab>
<source><![CDATA[Programa Nacional de Controlo da Dor]]></source>
<year>2008</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Direcção Geral de Saúde]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<label>7</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Henriksson]]></surname>
<given-names><![CDATA[F]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Jönsson]]></surname>
<given-names><![CDATA[B]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Diabetes: the cost of illness in Sweden]]></article-title>
<source><![CDATA[J Intern Med]]></source>
<year>1998</year>
<volume>244</volume>
<page-range>461-8</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<label>8</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Colditz]]></surname>
<given-names><![CDATA[G]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Economic costs of obesity]]></article-title>
<source><![CDATA[Am J Clin Nutr]]></source>
<year>1992</year>
<volume>55</volume>
<numero>^s2</numero>
<issue>^s2</issue>
<supplement>2</supplement>
<page-range>503S-7S</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<label>9</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[González]]></surname>
<given-names><![CDATA[JC]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Walker]]></surname>
<given-names><![CDATA[JH]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Einarson]]></surname>
<given-names><![CDATA[TR]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Cost-of-illness study of type 2 diabetes mellitus in Colombia]]></article-title>
<source><![CDATA[Rev Panam Salud Publica]]></source>
<year>2009</year>
<volume>26</volume>
<page-range>55-63</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<label>11</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>Ministério da Saúde. ISPA - Departamento de Epidemiologia. INE</collab>
<source><![CDATA[Inquérito Nacional de Saúde 2005/2006]]></source>
<year>2009</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, Instituto Nacional de Estatística]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<label>12</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Greene]]></surname>
<given-names><![CDATA[W]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Econometric analysis]]></source>
<year>2003</year>
<edition>5</edition>
<publisher-loc><![CDATA[Upper Saddle River^eNJ NJ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Prentice-Hall]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<label>13</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Wooldridge]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Econometric analysis of cross section and panel data]]></source>
<year>2002</year>
<publisher-loc><![CDATA[Cambridge ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[MIT Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<label>14</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pregibon]]></surname>
<given-names><![CDATA[D]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Goodness of link tests for generalized linear models]]></article-title>
<source><![CDATA[Applied Statistics]]></source>
<year>1980</year>
<volume>29</volume>
<page-range>15-24</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<label>15</label><nlm-citation citation-type="confpro">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gouveia]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Augusto]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Borges]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Costa]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pinheiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Carneiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Indirect cost of illness for diabetes in Portugal]]></article-title>
<source><![CDATA[Health Technology Assessment: a European Collaboration]]></source>
<year>2010</year>
<conf-name><![CDATA[13 Annual Congress]]></conf-name>
<conf-date>6-9 November 2010</conf-date>
<conf-loc>Prague </conf-loc>
<publisher-loc><![CDATA[Lawrenceville^eNJ NJ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[International Society for Pharmacoeconomics and Outcomes Research]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<label>16</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Becker]]></surname>
<given-names><![CDATA[G]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Human capital]]></source>
<year>1975</year>
<publisher-loc><![CDATA[Nova Iorque ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[National Bureau of Economic Research]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<label>17</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>Ministério do Trabalho e Segurança Social^dGabinete de Estratégia e Planeamento</collab>
<source><![CDATA[Quadros de Pessoal 2007]]></source>
<year>2009</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Gabinete de Estratégia e Planeamento]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<label>18</label><nlm-citation citation-type="journal">
<collab>Ministério do Trabalho e Segurança Social^dGabinete de Estratégia e Planeamento</collab>
<source><![CDATA[Boletim Estatístico]]></source>
<year></year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<label>19</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>Banco de Portugal</collab>
<source><![CDATA[Publicações estatísticas]]></source>
<year>2009</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Banco de Portugal]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<label>20</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ohayon]]></surname>
<given-names><![CDATA[MM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Schatzberg]]></surname>
<given-names><![CDATA[AF]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Using chronic pain to predict depressive morbidity in the general population]]></article-title>
<source><![CDATA[Arch Gen Psychiatry]]></source>
<year>2003</year>
<volume>60</volume>
<page-range>39-47</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<label>21</label><nlm-citation citation-type="journal">
<collab>Pordata</collab>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Estimativa do PIB para 2010 de € 172.546 milhões]]></article-title>
<source><![CDATA[Pordata]]></source>
<year></year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B21">
<label>22</label><nlm-citation citation-type="journal">
<collab>INE</collab>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Banco de Portugal. Contas nacionais anuais]]></article-title>
<source><![CDATA[Pordata]]></source>
<year></year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B22">
<label>23</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pereira]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mateus]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Custos indirectos associados à obesidade em Portugal]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Portuguesa de Saúde Pública]]></source>
<year>2003</year>
<numero>^s3</numero>
<issue>^s3</issue>
<supplement>3</supplement>
<page-range>65-80</page-range></nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
