<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0870-9025</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Saúde Pública]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Rev. Port. Sau. Pub.]]></abbrev-journal-title>
<issn>0870-9025</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Escola Nacional de Saúde Pública]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0870-90252011000200003</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Utilização do SF-6D na medição das preferências dos portugueses: sistema de valores e normas da população dos 18 aos 64 anos]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The Portuguese SF-6D for measuring preferences: a set of values and norms for individuals aged 18 to 64]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ferreira]]></surname>
<given-names><![CDATA[Lara]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ferreira]]></surname>
<given-names><![CDATA[Pedro]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
<xref ref-type="aff" rid="A03"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Universidade do Algarve Escola Superior de Gestão, Hotelaria e Turismo ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<aff id="A02">
<institution><![CDATA[,Universidade de Coimbra Centro de Estudos e Investigação em Saúde ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Coimbra ]]></addr-line>
<country>Portugal</country>
</aff>
<aff id="A03">
<institution><![CDATA[,Universidade de Coimbra Faculdade de Economia ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>07</month>
<year>2011</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>07</month>
<year>2011</year>
</pub-date>
<volume>29</volume>
<numero>2</numero>
<fpage>108</fpage>
<lpage>115</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0870-90252011000200003&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0870-90252011000200003&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0870-90252011000200003&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Introdução: Existe um interesse crescente no estudo da variação entre países das valorações dos estados de saúde e alguma evidência recente sugere que os resultados de um país não têm necessariamente que ser transferidos para outros países. Nos últimos tempos tem-se assistido ao desenvolvimento de sistemas de valores dos instrumentos de medição de preferências mais utilizados, como o EQ-5D, o HUI e o SF-6D. Recentemente foi publicado um artigo com o sistema português de valores do SF-6D. No entanto, esse sistema de valores apresentava incoerências ao nível dos pesos de alguns níveis das seis dimensões do SF-6D. A correcção das incoerências permitiria melhorá-lo. O objectivo deste artigo é apresentar o sistema português de valores do SF-6D agora livre de incoerências e determinar as respectivas normas da população portuguesa dos 18 aos 64 anos. Metodologia: Foram identificados os níveis das dimensões que tinham incoerências. Esses níveis foram agregados e estimaram-se modelos parcimoniosos pelas equações de estimação generalizadas. As normas portuguesas para os indivíduos com idades compreendidas entre os 18 e os 64 anos para o SF-6D foram obtidas a partir da aplicação dos resultados do melhor modelo parcimonioso aos dados de uma amostra aleatória da população portuguesa dos 18 aos 64 anos (n = 2.459) a quem tinha sido aplicado o SF-36v2. Resultados: A agregação de alguns níveis do SF-6D onde se verificavam incoerências permitiu obter um sistema português de valores para o SF-6D. No entanto, ainda se verificam problemas ao nível da subestimação nalguns estados de saúde graves. A utilidade média dos estados de saúde da população activa portuguesa situou-se em 0,81 (associada a um desvio padrão de 0,12). Calcularam-se as normas portuguesas do SF-6D relativas à população dos 18 aos 64 anos por género, grupo etário, estado civil e nível habilitacional, tendo-se observado valores mais baixos de utilidade nas mulheres, nos indivíduos mais velhos, nos indivíduos com um nível mais baixo de instrução, nos viúvos e nos indivíduos residentes em zonas rurais. Conclusão: Esta investigação demonstra que é possível obter sistemas de pesos para a medição da qualidade de vida relacionada com a saúde. Este modelo melhora significativamente os resultados apresentados anteriormente, embora ainda subsistam limitações ao nível da subestimação nalguns estados de saúde graves. As normas portuguesas são úteis para contextualizar os valores obtidos pelo SF-6D e permitir uma interpretação dos resultados de investigação obtidos.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: There has been an increasing interest in the study of the health state valuations across countries. Evidence suggests that health state valuations may differ from country to country. In recent years there has been increasing interest in surveys conducted to obtain value sets for the most used preference-based instruments, such as the EQ-5D, the HUI and the SF-6D. A Portuguese value set for the SF-6D was recently published. However this system weight had some inconsistencies in what concerned the weights of the six dimensions of the SF-6D. The correction of these inconsistencies would improve the value set. This study seeks to present the Portuguese system weight for the SF-6D without inconsistencies. It also aims at providing Portuguese norms for individuals aged 18-64 for the SF-6D. Methods: Inconsistencies were found in some levels of the dimensions of the SF-6D. These levels were aggregated and parsimonious models were estimated through generalized estimating equations. The data used to obtain the Portuguese norms for individuals aged 18-64 came from a random sample of the Portuguese population aged 18-64 (n=2,459). The SF-36v2 was applied to this sample and results from the best parsimonious model were used to obtain the Portuguese norms for individuals aged 18-64. Results: Aggregating levels of each dimension whenever inconsistencies occurred enabled to obtain a Portuguese system weight for the SF-6D. However there are still some problems of under prediction in some states assigned to poor health. The mean utility value obtained for the Portuguese working age population was 0.81 (associated with a standard deviation of 0.12). Portuguese norms for the SF-6D for individuals aged 18-64 were computed by gender, age, marital status and educational level. Lower levels of utilities were observed in women, the elderly, individuals with low educational level, widowed and individuals living in rural areas. Conclusion: This research demonstrates that it is possible to estimate preference weights for measuring health related quality of life. This model improves significantly the results previously presented. There is still evidence of under prediction in some states. The Portuguese norms play an important role in the interpretation of research results.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Instrumentos de medição da qualidade de vida relacionada com a saúde baseados em preferências]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Normas portuguesas]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Qualidade de vida relacionada com a saúde]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[SF-6D]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Utilidades dos estados de saúde]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Health-related quality of life preference-based instruments]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Portuguese norms]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Health-related quality of life]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[SF-6D]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Health state utilities]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <P><B>Utilização do SF–6D na medição das preferências dos portugueses: sistema de  valores e normas da população dos 18&nbsp;aos 64&nbsp;anos</B></P>     <p>&nbsp;</p>     <P><b>Lara Ferreira<SUP>a</SUP>, Pedro Ferreira<SUP>b</SUP></b></P>     <P><SUP>a</SUP>Escola Superior de Gestão, Hotelaria e Turismo, Universidade do  Algarve; Centro de Estudos e Investigação em Saúde da Universidade de Coimbra,  Coimbra, Portugal. <A href="mailto:Lnferrei@ualg.pt">Lnferrei@ualg.pt</A></P>     <P><SUP>b</SUP>Faculdade de Economia, Universidade de Coimbra; Centro de Estudos  e Investigação em Saúde da Universidade de Coimbra, Coimbra, Portugal</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Resumo</B></P>    <P>Introdução: Existe um interesse crescente no estudo da  variação entre países das valorações dos estados de saúde e alguma evidência  recente sugere que os resultados de um país não têm necessariamente que ser  transferidos para outros países. Nos últimos tempos tem–se assistido ao  desenvolvimento de sistemas de valores dos instrumentos de medição de  preferências mais utilizados, como o EQ–5D, o HUI e o SF–6D. Recentemente foi  publicado um artigo com o sistema português de valores do SF–6D. No entanto,  esse sistema de valores apresentava incoerências ao nível dos pesos de alguns  níveis das seis dimensões do SF–6D. A correcção das incoerências permitiria  melhorá–lo. O objectivo deste artigo é apresentar o sistema português de valores  do SF–6D agora livre de incoerências e determinar as respectivas normas da  população portuguesa dos 18&nbsp;aos 64&nbsp;anos. Metodologia: Foram  identificados os níveis das dimensões que tinham incoerências. Esses níveis  foram agregados e estimaram–se modelos parcimoniosos pelas equações de estimação  generalizadas. As normas portuguesas para os indivíduos com idades compreendidas  entre os 18&nbsp;e os 64&nbsp;anos para o SF–6D foram obtidas a partir da  aplicação dos resultados do melhor modelo parcimonioso aos dados de uma amostra  aleatória da população portuguesa dos 18&nbsp;aos 64&nbsp;anos  (n&nbsp;=&nbsp;2.459) a quem tinha sido aplicado o SF–36v2. Resultados: A  agregação de alguns níveis do SF–6D onde se verificavam incoerências permitiu  obter um sistema português de valores para o SF–6D. No entanto, ainda se  verificam problemas ao nível da subestimação nalguns estados de saúde graves. A  utilidade média dos estados de saúde da população activa portuguesa situou–se em  0,81 (associada a um desvio padrão de 0,12). Calcularam–se as normas portuguesas  do SF–6D relativas à população dos 18 aos 64 anos por género, grupo etário,  estado civil e nível habilitacional, tendo–se observado valores mais baixos de  utilidade nas mulheres, nos indivíduos mais velhos, nos indivíduos com um nível  mais baixo de instrução, nos viúvos e nos indivíduos residentes em zonas rurais.  Conclusão: Esta investigação demonstra que é possível obter sistemas de pesos  para a medição da qualidade de vida relacionada com a saúde. Este modelo melhora  significativamente os resultados apresentados anteriormente, embora ainda  subsistam limitações ao nível da subestimação nalguns estados de saúde graves.  As normas portuguesas são úteis para contextualizar os valores obtidos pelo  SF–6D e permitir uma interpretação dos resultados de investigação obtidos.</P>     <P><B>Palavras Chave:</B> Instrumentos de medição da qualidade de vida relacionada com a saúde baseados  em preferências. Normas portuguesas. Qualidade de vida relacionada com a saúde.  SF–6D. Utilidades dos estados de saúde.</P>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><B>The Portuguese SF–6D for measuring preferences: a set of values and norms for  individuals aged 18&nbsp;to 64</B></P>     <P><B>Abstract</B></P>    <P>Introduction: There has been an increasing interest in the  study of the health state valuations across countries. Evidence suggests that  health state valuations may differ from country to country. In recent years  there has been increasing interest in surveys conducted to obtain value sets for  the most used preference–based instruments, such as the EQ–5D, the HUI and the  SF–6D. A Portuguese value set for the SF–6D was recently published. However this  system weight had some inconsistencies in what concerned the weights of the six  dimensions of the SF–6D. The correction of these inconsistencies would improve  the value set. This study seeks to present the Portuguese system weight for the  SF–6D without inconsistencies. It also aims at providing Portuguese norms for  individuals aged 18–64&nbsp;for the SF–6D. Methods: Inconsistencies were found  in some levels of the dimensions of the SF–6D. These levels were aggregated and  parsimonious models were estimated through generalized estimating equations. The  data used to obtain the Portuguese norms for individuals aged 18–64&nbsp;came  from a random sample of the Portuguese population aged 18–64 (n=2,459). The  SF–36v2&nbsp;was applied to this sample and results from the best parsimonious  model were used to obtain the Portuguese norms for individuals aged 18–64.  Results: Aggregating levels of each dimension whenever inconsistencies occurred  enabled to obtain a Portuguese system weight for the SF–6D. However there are  still some problems of under prediction in some states assigned to poor health.  The mean utility value obtained for the Portuguese working age population was  0.81 (associated with a standard deviation of 0.12). Portuguese norms for the  SF–6D for individuals aged 18–64 were computed by gender, age, marital status  and educational level. Lower levels of utilities were observed in women, the  elderly, individuals with low educational level, widowed and individuals living  in rural areas. Conclusion: This research demonstrates that it is possible to  estimate preference weights for measuring health related quality of life. This  model improves significantly the results previously presented. There is still  evidence of under prediction in some states. The Portuguese norms play an  important role in the interpretation of research results.</P>      <P><B>Keywords:</B> Health–related quality of life preference–based instruments Portuguese norms.  Health–related quality of life. SF–6D. Health state utilities.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Introdução</B></P>     <P>Existe um interesse crescente no estudo da variação entre países das  valorações dos estados de saúde e alguma evidência recente sugere que os  resultados de um país não têm necessariamente que ser transferíveis para outros  países. Nos últimos tempos tem-se assistido ao desenvolvimento de sistemas de  valores dos instrumentos de medição da qualidade de vida relacionada com a saúde  baseado em preferências mais utilizados, como o EQ-5D, o HUI e o SF-6D.</P>     <P>O SF-6D é um instrumento de medição da qualidade de vida relacionada com a  saúde baseado em preferências. Foi desenvolvido por Brazier, Roberts e  Deverill<SUP>1</SUP>&nbsp;e recentemente têm sido muitos os estudos publicados  utilizando aquele instrumento (e.g.<SUP>2-16</SUP>). Nos últimos quatro anos  foram desenvolvidos estudos para determinar o sistema de valores para o  Japão<SUP>17</SUP>&nbsp;e Hong-Kong<SUP>18</SUP>. Em 2006&nbsp;foi publicada a  versão portuguesa do SF-6D<SUP>19</SUP>&nbsp;e em 2009, o sistema português de  valores do SF-6D<SUP>20</SUP>. No entanto, esse sistema apresentava algumas  limitações. As principais limitações eram a existência de incoerências nos pesos  de alguns níveis das dimensões do SF-6D. A correcção dessas incoerências  permitiria obter um sistema de valores para o SF-6D para Portugal melhor que o  anterior.</P>     <P>A contextualização de estudos realizados em Portugal de qualidade de vida  relacionada com a saúde, de avaliação económica (nomeadamente de análises  custo-utilidade) e/ou de estudos de outra natureza em que seja utilizado o  SF-6D, é importante e necessária para muitos investigadores. Neste sentido,  existe uma clara necessidade da existência de normas para a população portuguesa  para o SF-6D.</P>     <P>O objectivo deste artigo é apresentar o sistema português de valores do SF-6D  sem incoerências e determinar as normas da população portuguesa dos 18&nbsp;aos  64&nbsp;anos.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <P><B>Metodologia </B></P>     <P><I><B>Sistema português de valores do SF-6D </B></I></P>     <P>O desenho do estudo encontra-se descrito pormenorizadamente noutros  artigos<SUP>20,21</SUP>, apresentando-se aqui apenas um resumo. A valoração dos  estados de saúde foi realizada utilizando a técnica do Jogo Padrão, aplicado por  entrevista pessoal. Cada indivíduo respondeu às versões portuguesas do  SF-36v2<SUP>22,23</SUP>, do EQ-5D e do SF-6D<SUP>19</SUP>&nbsp;e a questões de  natureza sócio-demográfica. Em seguida, cada indivíduo ordenou seis estados de  saúde definidos pelo SF-6D, acrescidos de mais três estados: melhor (111111) e o  pior (645655) definidos pelo sistema descritivo do SF-6D e a morte imediata.  Posteriormente, foram colocadas aos respondentes seis questões de <I>Jogo  Padrão</I>, em que tinham que valorizar os seis estados de saúde definidos pelo  SF-6D num jogo contra o melhor (111111) e o pior estado de saúde (645655&nbsp;ou  morte imediata), consoante a ordenação efectuada pelos respondentes.</P>     <P>Utilizou-se uma amostra estratificada óptima que se pretendeu ser  representativa da população portuguesa, reflectindo a sua variabilidade em  termos de idade e género<SUP>20,21</SUP>. A dimensão da amostra foi determinada  com um nível de confiança de 95% e uma precisão relativa de 4,6%. Os indivíduos  foram seleccionados aleatoriamente de uma base de amostragem da população  portuguesa com mais de 15&nbsp;anos&nbsp;de idade, que incluía nome, morada,  género, idade e residência. As entrevistas foram realizadas nas residências dos  indivíduos, entre Abril e Outubro de 2006.</P>     <P>Os respondentes avaliaram um total de 55&nbsp; estados de saúde, tendo cada  estado de saúde sido avaliado em média dez vezes (mínimo 9, máximo 11),  representando um total de 630&nbsp;valorações<SUP>20,21</SUP>.</P>     <P>O modelo geral definido foi o seguinte<SUP>20,21</SUP>: </P>      <p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/rpsp/v29n2/29n2a03e1.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<P>onde <I>i</I>&nbsp;=&nbsp;1,2,..., <I>n</I> representa os estados de saúde,  <I>j</I>&nbsp;=&nbsp;1,2,..., <I>m</I> representa os respondentes,  <I>y<SUB>ij</SUB></I> é o valor ajustado do estado de saúde <I>i</I> valorizado  pelo respondente <I>j</I>,  <B>x'</B><I><SUB>ij</SUB></I>&nbsp;=&nbsp;(<I>x</I><SUB>1</SUB><I><SUB>ij</SUB></I>,  <I>x</I><SUB>2</SUB><I><SUB>ij</SUB></I>,...,<I>x</I><SUB>n</SUB><I><SUB>ij</SUB></I>)  é um vector de <I>v</I> variáveis <I>dummy</I> explicativas referenciadas à  mesma unidade, nas quais  <I>x</I><SUB>n</SUB><I><SUB>ij</SUB></I>&nbsp;=&nbsp;<I>x</I><SUB>dl</SUB><I><SUB>ij</SUB></I>  para cada nível &#955; da dimensão &#948; do SF-6D. Para qualquer estado de saúde as  variáveis <I>dummy</I> explicativas são definidas como &#955;&nbsp;se, para esse  estado de saúde, a dimensão d está no nível l, e igual a 0, em caso contrário,  sendo o nível 1&nbsp;a base para cada dimensão. O termo  <B>r'</B><I><SUB>ij</SUB></I>&nbsp;=&nbsp;(<I>r</I><SUB>1</SUB><I><SUB>ij</SUB></I>,  <I>r</I><SUB>2</SUB><I><SUB>ij</SUB></I>,...,<I>r<SUB>uij</SUB></I>) é um vector  de <I>u</I> variáveis interaccionadas entre os níveis dos diferentes atributos,  também referenciadas à mesma unidade, &#946;<B>'</B>&nbsp;=&nbsp;(&#946;<SUB>1</SUB>,  &#946;<SUB>2</SUB>,...,&#946;<I><SUB>v</SUB></I>) e &#952;<B>'</B>&nbsp;=&nbsp;(&#952;<SUB>1</SUB>,  &#952;<SUB>2</SUB>,...,&#952;<I><SUB>u</SUB></I>) são vectores de parâmetros. O termo  <I>u<SUB>j</SUB></I> é a variação específica do respondente que se assume variar  aleatoriamente entre os respondentes e <I>e<SUB>ij</SUB></I> é um termo de erro  da <I>i</I>-ésima avaliação do estado de saúde pelo indivíduo <I>j</I>,  assumindo-se que varia aleatoriamente entre as observações com N  [0,&#963;<SUP>2</SUP><I><SUB>e</SUB></I>]. Para além disto,  <I>Cov</I>(<I>u<SUB>j</SUB>,e<SUB>ij</SUB></I>)&nbsp;=&nbsp;0, o que significa  que a alocação dos estados de saúde pelos respondentes é aleatória. Foi ainda  incluída no modelo uma variável <I>dummy</I> em representação de todas as  situações em que qualquer dimensão se encontra no pior nível (PIOR), definida  como tomando o valor 1&nbsp;se qualquer dimensão estiver no nível mais grave e  0&nbsp;caso contrário.</P>     <P>Foram estimados diversos modelos cujos resultados são apresentados com algum  detalhe em Ferreira et al.<SUP>20,21</SUP>. Resumidamente pode-se referir que  foram estimados modelos lineares, modelos lineares mistos e modelos de efeitos  aleatórios com a constante forçada à unidade pelas equações de estimação  generalizadas (EEG), uma extensão do modelo linear generalizado para dados  correlacionados. Foi utilizada uma bateria de medidas de bondade do ajustamento,  que levou à escolha do modelo de efeitos aleatórios estimado com a constante  forçada à unidade pelas EEG com efeitos principais. No entanto, este modelo  apresentava algumas incoerências, na medida em que se esperava que os  coeficientes estimados aumentassem em grandeza absoluta, uma vez que as  variáveis <I>dummy</I> representam problemas progressivamente piores em cada  dimensão, quando comparadas com a base de cada dimensão<SUP>20,21</SUP>. Por  esta razão, considerou-se que ocorria uma incoerência quando um coeficiente  estimado diminuísse em valor absoluto, quando se passasse para um nível mais  grave de uma dada dimensão. Para resolver este problema, seguiu-se uma abordagem  já utilizada na literatura<SUP>24</SUP>: agregaram-se&nbsp;os níveis das  dimensões em que ocorriam incoerências, de forma a obter escalas consistentes.  Os modelos foram então estimados novamente, tendo-se obtido modelos  parcimoniosos sem incoerências<SUP>21</SUP>. </P>     <P><I><B>Normas portuguesas do SF-6D dos indivíduos entre 18&nbsp;e 64&nbsp;anos  </B></I></P>     <P>Para a obtenção das normas portuguesas dos 18&nbsp;aos 64&nbsp;anos foi  utilizada uma amostra aleatória de 2.459&nbsp; indivíduos pertencentes à  população residente em Portugal continental, com idades entre 18&nbsp;e  64&nbsp;anos de idade, cujo desenho amostral se encontra descrito com mais  detalhe em Ferreira e Santana<SUP>25</SUP>.</P>     <P>Embora a amostra tenha sido aleatoriamente seleccionada, diferia ligeiramente  da população portuguesa entre os 18&nbsp;e os 64&nbsp;anos. Para resolver este  problema, foi necessário utilizar métodos de estimação pós-estratificados para  ponderar (ajustar) os resultados iniciais por idade e género, de acordo com os  valores da população portuguesa<SUP>11</SUP>. Neste estudo, os dez pós-estratos  resultantes do cruzamento das duas variáveis eram conhecidos ao nível  populacional. O problema de estimação foi assim reduzido ao caso em que se  utiliza apenas uma variável de pós-estratificação sendo os métodos de  pós-estratificação directamente aplicáveis. Foram utilizados estimadores  pós-estratificados, baseados na abordagem <I>design-based</I>, que considera que  as características da população são fixas e que a componente probabilística é  introduzida quando se adopta um determinado plano de amostragem<SUP>26</SUP>. Os  estimadores utilizados são apresentados seguidamente.</P>     <P>Sendo <I>y<SUB>hi</SUB></I> a utilidade SF-6D do <I>i</I>-ésimo indivíduo  pertencente ao pós-estrato <I>h</I>, o estimador pós-estratificado para a média  é dado pela equação seguinte<SUP>11</SUP>:</P>      <p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/rpsp/v29n2/29n2a03e2.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>      <P>onde <I>N</I> é a dimensão da população, <I>n</I> é a dimensão da amostra,  <I>N<SUB>h</SUB></I> é o número de indivíduos da população que pertencem ao  pós-estrato <I>h</I> e <I>n<SUB>h</SUB></I> é o número de indivíduos da amostra  que pertencem ao mesmo pós-estrato. A partir desta equação é possível concluir  que o estimador pós-estratificado é uma média ponderada, em que as utilidades de  cada indivíduo pertencente à amostra são pesadas. Isto é, os resultados  amostrais são ajustados pelos pesos de acordo com as classes definidas na  população da variável auxiliar qualitativa.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>A média da utilidade SF-6D para um subgrupo da população (e.g. mulheres)  deveria ser estimada utilizando um estimador pós-estratificado para domínios.  Sendo um domínio uma subpopulação de dimensão desconhecida, para a qual se  pretendem estimar parâmetros, se for possível identificar domínios de estudo  antes de a amostra ser recolhida, então o plano de sondagem a adoptar deverá ter  em consideração esses domínios planeados, considerando-os como  estratos<SUP>27</SUP>. </P>     <P>Como na definição do plano de sondagem não se tomou em consideração a  definição desses domínios (e.g. mulheres, homens, casados, solteiros, etc.) como  estratos, eles são designados como domínios não planeados.</P>     <P>Da mesma forma, sendo <I>y<SUB>dhi</SUB></I> a utilidade SF-6D observada do  <I>i</I>-ésimo indivíduo pertencente ao pós-estrato <I>h </I>no domínio<I>  d</I>, o estimador pós-estratificado para a média dos domínios é dado pela  equação<SUP>27</SUP>:</P>      <p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/rpsp/v29n2/29n2a03e3.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>      <P>onde <I>N<SUB>d</SUB></I> é a dimensão da população no domínio <I>d</I>,  <I>n<SUB>d</SUB></I> é a dimensão da amostra no domínio <I>d</I>,  <I>N<SUB>dh</SUB></I> é o número de indivíduos da população que pertencem ao  pós-estrato <I>h</I> no domínio <I>d</I> e <I>n<SUB>dh</SUB></I> é o número de  indivíduos da amostra que pertencem ao mesmo pós-estrato no domínio <I>d</I>.  Nos casos em que o domínio coincide com o pós-estrato,  <I>N<SUB>dh</SUB></I>&nbsp;=&nbsp;<I>N<SUB>h</SUB></I> e  <I>n<SUB>dh</SUB></I>&nbsp;=&nbsp;<I>n<SUB>h</SUB></I>, as equações (2) e (3)  são análogas.</P>     <P>Na tabela 1 são indicados os ponderadores finais utilizados para  cada estrato, as dimensões amostrais e populacionais<SUP>28</SUP>&nbsp;por  género e classe etária.</P>      <p>&nbsp;</p>     <p><a href="/img/revistas/rpsp/v29n2/29n2a03t1.jpg" target="_blank">Tabela 1</a> -<b> Dimensão populacional, dimensão amostral, pesos na população e na amostra e ponderadores por estrato</b></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>        <P>Os indivíduos responderam à versão portuguesa do SF-36v2&nbsp;e a questões de  caracterização. O questionário foi aplicado por entrevista pessoal em  2002<SUP>25</SUP>. O sistema de valores parcimonioso do SF-6D foi aplicado a  esses dados para determinar as preferências dos indivíduos e obter as normas da  população portuguesa dos 18&nbsp;aos 64&nbsp;anos.</P>     <P>Para apresentação das normas portuguesas dos 18&nbsp;aos 64&nbsp;anos foi  realizada uma análise descritiva, tendo-se calculado frequências e medidas de  estatística descritiva para os valores do SF-6D. A sua organização em tabelas  seguiu a estrutura dos valores apresentados para o EQ-5D no Reino  Unido<SUP>29</SUP>&nbsp;e noutros países<SUP>30</SUP>. Foram também realizados  testes paramétricos e testes não paramétricos na análise da existência de  diferenças entre os grupos sociodemográficos. A análise de dados e a modelação  econométrica foram realizadas nos programas <I>Statistical Package for the  Social Sciences</I> (SPSS), versão 17.0&nbsp;e Stata, versão 9.1.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Resultados </B></P>     <P><I><B>Sistema português de valores do SF-6D </B></I></P>     <P>A tabela&nbsp;2&nbsp;apresenta os resultados dos modelos estimados pelas EEG  (M1&nbsp;e M2) que foram considerados os melhores modelos em termos da bateria  de medidas de bondade do ajustamento, número de coeficientes negativos e número  de coeficientes significativo<SUP>21</SUP>. Como se pode observar pela  tabela&nbsp;2, esses modelos apresentavam cinco incoerências, na medida em que  se verificaram cinco situações em que um coeficiente estimado diminuía em valor  absoluto, quando se passava para um nível mais grave de uma dada dimensão. Neste  sentido, decidiu-se agregar os níveis das dimensões em que ocorriam  incoerências<SUP>24</SUP>&nbsp;e estimar novamente os modelos, tendo-se obtido  modelos parcimoniosos sem incoerências<SUP>21</SUP>, que são também apresentados  na tabela&nbsp;2.</P>       <p>&nbsp;</p>     <p><b>Tabela 2 - Modelos EEG e modelos coerentes parcimoniosos (n = 630)</b></p>     <p><img src="/img/revistas/rpsp/v29n2/29n2a03t2.jpg"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>       <P>O modelo parcimonioso para o M1 (M3) corresponde à especificação preferida  para o sistema de valores do SF-6D e é consistente com o sistema de valores do  SF-6D do Reino Unido<SUP>21</SUP>.</P>     <P>A figura 1 compara os valores dos estados de saúde previstos pelo  M3&nbsp;com os observados. A partir da figura é possível concluir que embora a  subprevisão dos estados de saúde menos graves tenha sido reduzida relativamente  aos resultados apresentados anteriormente<SUP>20</SUP>, existe ainda um problema  de subprevisão dos estados de saúde mais graves. No entanto, a figura 1 mostra claramente que, de uma forma geral, o M3&nbsp;prevê  adequadamente os estados de saúde observados. </P>      <p>&nbsp;</p>     <p><a href="/img/revistas/rpsp/v29n2/29n2a03f1.jpg" target="_blank">Figura 1</a> -<b> Valores dos estados de saúde observados e  previstos pelo M3. Fonte: adaptado de Ferreira et al.<SUP>21</SUP>.</b></p>     
<p>&nbsp;</p>       <P><I><B>Normas portuguesas do SF-6D dos indivíduos entre 18&nbsp;e 64&nbsp;anos  </B></I></P>     <P>Na tabela 3 são resumidas as principais características da amostra  utilizada (n&nbsp;=&nbsp;2.459) e da população portuguesa com idades  compreendidas entre os 18&nbsp;e os 64&nbsp;anos<SUP>28,31,32</SUP>.</P>      <p>&nbsp;</p>     <p><a href="/img/revistas/rpsp/v29n2/29n2a03t3.jpg" target="_blank">Tabela 3</a> -<b> Principais caracterí da amostra e da população portuguesa (18-64 anos)</b></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <P>Os 2.459&nbsp;indivíduos pertencentes à amostra tinham uma idade média de  37&nbsp; anos (<I>DP</I>&nbsp; =&nbsp; 11), sendo na sua maioria mulheres  (58,1%). Com idades compreendidas entre os 18&nbsp;e os 64&nbsp;anos, a amostra  era predominantemente constituída por indivíduos entre os 35&nbsp;e os  54&nbsp;anos de idade (64,4%). É ainda de referir que 69,5% dos indivíduos eram  casados ou viviam em união de facto e 25,5% eram solteiros. Cerca de 47% dos  indivíduos tinham um nível baixo de escolaridade (primário ou básico) e 5,5% não  sabiam ler, nem escrever. No que respeita à sua situação face ao trabalho, cerca  de 30% eram trabalhadores qualificados e cerca de 35% não qualificados; por  outro lado, 16,9% eram domésticas. Relativamente ao local de residência, cerca  de 63% residiam numa zona rural e cerca de 37% numa zona urbana ou  semiurbana.</P>     <P>A tabela 4 apresenta a distribuição das respostas dos indivíduos  às dimensões do SF-6D.</P>      <p>&nbsp;</p>     <p><a href="/img/revistas/rpsp/v29n2/29n2a03t4.jpg" target="_blank">Tabela 4</a> -<b> Distribuição das frequências relativas das dimensões do SF-6D (%) (n = 2.459)</b></p>     
<p>&nbsp;</p>      <P>Estes resultados mostram níveis elevados de problemas nas dimensões Limitação  no Desempenho, Dor Física, Saúde Mental e Vitalidade, uma vez que mais de 56,1%  dos indivíduos responderam nos níveis 3&nbsp;a 6. Além disto, 65,5% dos  indivíduos identificaram algumas limitações na Função Física e 53,6% na sua  Função Social. É ainda de notar que as dimensões Função Física e Limitação no  Desempenho apresentam um elevado número de indivíduos nos seus últimos níveis,  evidenciando o problema de efeito chão, uma das limitações que caracterizam o  SF-6D<SUP>3,6,8,9,11,12,33</SUP>.</P>     <P>O recurso aos estimadores pós-estratificados permitiu o cálculo da utilidade  média dos estados de saúde da população activa portuguesa, tendo-se chegado a um  valor médio de 0,81 (<I>DP</I>&nbsp;=&nbsp;0,12). As normas portuguesas do SF-6D  relativas à população dos 18&nbsp;aos 64&nbsp;anos por género, grupo etário,  estado civil e nível habilitacional foram calculadas utilizando-se os  estimadores pós-estratificados para domínios, tendo-se&nbsp;previamente definido  os estratos a partir do género e dos grupos etários, tal como já havia sido  referido. Os resultados são apresentados nas tabelas 5 e 6.          <p>&nbsp;</p>     <p><a href="/img/revistas/rpsp/v29n2/29n2a03t5.jpg" target="_blank">Tabela 5</a> -<b> Normas do SF-6D relativas à população portuguesa dos 18 aos 64 anos. medidas descritivas do SF-6D por género e grupo etário</b></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>       <p>&nbsp;</p>     <p><a href="/img/revistas/rpsp/v29n2/29n2a03t6.jpg" target="_blank">Tabela 6</a> -<b> Normas do SF-6D relativas à população portuguesa dos 18 aos 64 anos. medidas descritivas do SF-6D por estado civil e habilitações literárias</b></p>     
<p>&nbsp;</p>      <P>A partir das <a href="/img/revistas/rpsp/v29n2/29n2a03t5.jpg" target="_blank">tabela 5</a> e dos testes paramétricos realizados foi  possível observar os valores mais baixos de utilidade atribuídos pelas mulheres  quando comparados com os dos homens (<I>t</I>&nbsp;=&nbsp;-9,114;  gl&nbsp;=&nbsp;2.425; <I>p</I>&nbsp;&lt;&nbsp;0,001). São também os jovens  (18-24&nbsp;anos) os indivíduos que apresentaram valores médios mais elevados,  sendo as diferenças em relação aos mais velhos significativas para todos os  grupos etários (<I>H</I>&nbsp;=&nbsp;144,300; gl&nbsp;=&nbsp;4;  <I>p</I>&nbsp;&lt;&nbsp;0,001). Contudo, estes valores não são tão elevados como  os observados noutras populações, talvez por causa de uma tendência dos  portugueses referirem valores mais baixos em termos de avaliação do estado de  saúde (veja-se por exemplo<SUP>34-36</SUP>).</P>     
<P>Analisando a <a href="/img/revistas/rpsp/v29n2/29n2a03t6.jpg" target="_blank">tabela 6</a> verifica-se que as utilidades médias foram  0,13&nbsp;mais baixas no nível mais baixo de instrução quando comparado com as  do nível de instrução mais alto (<I>H</I>&nbsp;=&nbsp;270,924; gl&nbsp;=&nbsp;3;  <I>p</I>&nbsp;&lt;&nbsp;0,001). Na <a href="/img/revistas/rpsp/v29n2/29n2a03t6.jpg" target="_blank">tabela 6</a> constata-se também que as  pessoas solteiras e as casadas/união de facto apresentam valores médios de  utilidade mais altos quando comparados com os viúvos e os divorciados/separados  (<I>H</I>&nbsp;=&nbsp;101,163; gl&nbsp;=&nbsp;3;  <I>p</I>&nbsp;&lt;&nbsp;0,001).</P>     
<P>Verificou-se também que os habitantes em áreas rurais apresentaram também  valores médios mais baixos de utilidade em relação aos cidadãos que vivem nas  áreas urbanas (<I>t</I>&nbsp; =&nbsp; 3,107; gl&nbsp; =&nbsp; 1971;  <I>p</I>&nbsp; &lt;&nbsp; 0,005). Em relação à situação profissional, os  trabalhadores não qualificados, as domésticas e os aposentados/reformados  apresentaram valores de utilidade mais baixos do que os trabalhadores  qualificados e do que os estudantes (<I>H</I>&nbsp;=&nbsp;215,962;  gl&nbsp;=&nbsp;5; <I>p</I>&nbsp;&lt;&nbsp;0,001).</P>     <p>&nbsp;</p>     <p><B>Conclusão</B></p>     <P>Neste artigo foi apresentado o sistema português de valores do SF-6D sem  incoerências, que era uma das limitações encontrada nos resultados publicados  recentemente em Ferreira et al.<SUP>20</SUP>. Estes resultados proporcionam um  sistema de valores adaptado às especificidades e cultura da população portuguesa  e, portanto, uma alternativa ao sistema de valores britânico do SF-6D. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Este sistema foi aplicado a uma amostra da população portuguesa dos  18&nbsp;aos 64&nbsp;anos (<I>n</I>&nbsp;=&nbsp;2.459) que havia respondido ao  SF-36v2, após se ter aplicado a pós-estratificação de forma a ajustar os  resultados iniciais por idade e género, de acordo com os valores da população  portuguesa. Desta forma, obtiveram-se as normas portuguesas dos 18&nbsp;aos  64&nbsp;anos do SF-6D por idade, género, estado civil e nível de habilitações  literárias.</P>     <P>É, ainda, de referir que, seguindo a opinião de alguns  autores<SUP>37</SUP>&nbsp;que realçam a necessidade da validação do sistema de  valores obtido para um determinado país a partir da população em geral, em  amostras de doentes e em subgrupos culturais eventualmente existentes na  população em geral, já se iniciou a sua validação em amostras de indivíduos com  algumas doenças com elevada prevalência em Portugal, como a artrite  reumatóide<SUP>2</SUP>, as cataratas<SUP>10</SUP>&nbsp;e a  asma<SUP>13</SUP>&nbsp;e está neste momento a ser desenvolvida noutras doenças,  como a doença pulmonar obstrutiva crónica. Prevê-se, para um futuro próximo, a  sua validação em oncologia e em outras doenças do foro reumatológico.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Bibliografía</B></P>     <!-- ref --><P>1. Brazier J, Roberts J, Deverill M. The estimation of a preference–based  measure of health from the SF–36. J Health Econ. 2002;21:271–92.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S0870-9025201100020000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>2. Ferreira L, Ferreira P, Baleiro R. Qualidade de vida em doentes com  artrite reumatóide. Acta Reum Port. 2008;33:341–2.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S0870-9025201100020000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>3. Brazier J, Roberts J, Tsuchiya A, Busschbach J. A comparison of the EQ–5D  and SF–6D across seven patient groups. Health Econ. 2004;13:873–84.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S0870-9025201100020000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>4. Marra C, Esdaile J, Guh D, Kopec J, Brazier J, Koehler B, et al. A  comparison of four indirect methods of assessing utility values in rheumatoid  arthritis. Med Care. 2004;42:1125–31.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S0870-9025201100020000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>5. Marra C, Woolcott J, Kopec J, Shojania K, Offer R, Brazier J, et al. A  comparison of generic, indirect utility measures (the HUI2, HUI3, SF–6D, and the  EQ–5D) and disease–specific instruments (the RAQoL and The HAQ) in rheumatoid  arthritis. Soc Sci Med. 2005;60:1571–82.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S0870-9025201100020000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>6. Petrou S, Hockley C. An investigation into the empirical validity of the  EQ–5D and SF–6D based on hypothetical preferences in a general population.  Health Econ. 2005;14:1169–89.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S0870-9025201100020000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>7. Pickard A, Simon J, Jeffrey A, Feeny D. Responsiveness of generic  health–related quality of life in stroke. Qual Life Res. 2005;14:207–19.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S0870-9025201100020000300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>8. Stavem K, Frøland S, Hellum K. Comparison of preference–based utilities of  the 15D, EQ–5D and SF–6D in patients with HIV/ AIDS. Qual Life Res.  2005;14:971–80.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S0870-9025201100020000300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>9. Lamers L, Bouwmans C, van Straten A, Donker M, Hakkaart L. Comparison of  EQ–5D and SF–6D utilities in mental health patients. Health Econ.  2006;15:1229–36.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S0870-9025201100020000300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>10. Ferreira L, Ferreira P. Qualidade de vida em doentes com cataratas.  Oftalmolog. 2008;32:159–75.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S0870-9025201100020000300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>11. Ferreira L, Ferreira P, Pereira L, Brazier J. An application of the SF–6D  to create health values in Portuguese working age adults. J Med Econ.  2008;11:215–33.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S0870-9025201100020000300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>12. Ferreira P, Ferreira L, Pereira L. How consistent are health utility  values? Qual Life Res. 2008;17:1031–42.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S0870-9025201100020000300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>13. Ferreira L, Brito U, Ferreira P. Qualidade de vida em doentes com asma.  Rev Port Pneum. 2010;XVI:23–55.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S0870-9025201100020000300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>14. McTaggart–Cowan H, Marra C, Yang Y, Brazier J, Kopec J, FitzGerald J, et  al. The validity of generic and condition–specific preference–based instruments:  the ability to discriminate asthma control status. Qual Life Res.  2008;17:453–62.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S0870-9025201100020000300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>15. Kontodimopoulos N, Pappa E, Papadopoulos A, Tountas Y, Niakas D.  Comparing SF–6D and EQ–5D utilities across groups differing in health status.  Qual Life Res. 2009;18:87–97.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S0870-9025201100020000300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>16. Szende A, Leidy N, Ståhl E, Svensson K. Estimating health utilities in  patients with asthma and COPD: evidence on the performance of EQ–5D and SF–6D.  Qual Life Res. 2009;18:267–72.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S0870-9025201100020000300016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>17. Brazier J, Fukahara S, Roberts J, Kharroubi S, Yamamoto Y, Ikeda S, et  al. Estimating a preference–based index from the Japanese SF–36. J Clin  Epidemiol. 2009;62:1323–31.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S0870-9025201100020000300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>18. Lam C, Brazier J, McGhee S. Valuation of the SF–6D health states is  feasible, acceptable, reliable, and valid in a Chinese population. Value Health.  2008;11:295–303.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S0870-9025201100020000300018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>19. Ferreira P, Ferreira L. A medição de preferências em saúde na população  portuguesa. Revista Portuguesa de Saúde Pública. 2006;24:5–14.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S0870-9025201100020000300019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>20. Ferreira P, Ferreira L, Pereira L. O sistema português de valores do  SF–6D. Revista Portuguesa de Saúde Pública. 2009;Volume Temático(8):7–23.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S0870-9025201100020000300020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>21. Ferreira L, Ferreira P, Pereira L, Brazier J, Rowen D. A Portuguese value  set for the SF–6D. Value Health. 2010;13:624–30.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S0870-9025201100020000300021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>22. Ferreira P. Criação da versão portuguesa do MOS SF–36. Parte I –Adaptação  cultural e linguística. Acta Med Port. 2000;13:55–66.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S0870-9025201100020000300022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>23. Ferreira P. Criação da versão portuguesa do MOS SF–36. Parte II – Testes  de validação. Acta Med Port. 2000;13:119–27.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S0870-9025201100020000300023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>24. Brazier J, Roberts J. The estimation of a preference–based measure of  health from the SF–12. Med Care. 2004;42:851–9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S0870-9025201100020000300024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>25. Ferreira P, Santana P. Percepção de estado de saúde e de qualidade de  vida da população activa: contributo para a definição de normas portuguesas.  Revista Portuguesa de Saúde Pública. 2003;21:15–30.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S0870-9025201100020000300025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>26. Lazzeroni L, Little R. Random–effects models for smoothing  poststratification weights. Journal of Official Statistics. 1998; 14:61–78.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S0870-9025201100020000300026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>27. Rao J. Small area estimation. Hoboken, NJ: John Wiley &amp; Sons; 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S0870-9025201100020000300027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </P>     <!-- ref --><P>28. INE. Recenseamento da População e da Habitação (Portugal). Censos 2001.  Lisboa: Instituto Nacional de Estatística; 2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S0870-9025201100020000300028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>29. Kind P, Hardman G, Macran S. UK population norms for EQ–5D. York, United  Kingdom: Centre for Health Economics, University of York; 1999. (Discussion  Paper; 172).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000153&pid=S0870-9025201100020000300029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>30. Szende A, Williams A. Measuring self–reported population health: an  international perspective based on EQ–5D. Budapest, Hungary: SpringMed  Publishing; 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000155&pid=S0870-9025201100020000300030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>31. INSA, INE. 4º Inquérito Nacional de Saúde 2005/2006. Lisboa: Instituto  Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge. Instituto Nacional de Estatística; 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000157&pid=S0870-9025201100020000300031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </P>     <!-- ref --><P>32. INE. Anuário Estatístico de Portugal 2007. Lisboa: Instituto Nacional de  Estatística; 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000159&pid=S0870-9025201100020000300032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>33. Longworth L, Bryan S. An empirical comparison of EQ–5D and SF–6D in liver  transplant patients. Health Econ. 2003;12:1061–7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000161&pid=S0870-9025201100020000300033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>34. Eurostat. Self–reported health in the European community: statistics in  focus, population and social conditions. Luxembourg: Office for Official  Publication of the European Communities; 1997.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000163&pid=S0870-9025201100020000300034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>35. Eurostat. Eurostat yearbook 2004. The statistical guide to Europe: data  1992–2002. Luxembourg: Office for Official Publication of the European  Communities; 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000165&pid=S0870-9025201100020000300035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>36. Sadana R, Mathers C, Lopez A, Murray C, Iburg K. Comparative analyses of  more than 50&nbsp;household surveys on health status Em: Murray C, Salomon J,  Mathers C, Lopez A, editores. Summary measures of population health: concepts,  ethics, measurement and applications. Geneva: World Health Organization; 2002.  p. 369–86.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000167&pid=S0870-9025201100020000300036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>37. Huang I–C, Willke R, Atkinson M, Lenderking W, Frangakis C, Wu A. US and  UK version of the EQ–5D preference weights: does choice of preference weights  make a difference? Qual Life Res. 2007;16:1065–72.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000169&pid=S0870-9025201100020000300037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Agradecimentos</B></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Os autores agradecem a John Brazier por todo o seu apoio.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P></I>Recebido em 13&nbsp;de Abril de 2010</I></P>     <P></I>Aceite em 3&nbsp;de Julho de 2011</I></P>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<label>1</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Brazier]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Roberts]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Deverill]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The estimation of a preference-based measure of health from the SF-36]]></article-title>
<source><![CDATA[J Health Econ]]></source>
<year>2002</year>
<volume>21</volume>
<page-range>271-92</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<label>2</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ferreira]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ferreira]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Baleiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Qualidade de vida em doentes com artrite reumatóide]]></article-title>
<source><![CDATA[Acta Reum Port]]></source>
<year>2008</year>
<volume>33</volume>
<page-range>341-2</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<label>3</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Brazier]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Roberts]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Tsuchiya]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Busschbach]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[A comparison of the EQ-5D and SF-6D across seven patient groups]]></article-title>
<source><![CDATA[Health Econ]]></source>
<year>2004</year>
<volume>13</volume>
<page-range>873-84</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<label>4</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Marra]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Esdaile]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Guh]]></surname>
<given-names><![CDATA[D]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kopec]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Brazier]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Koehler]]></surname>
<given-names><![CDATA[B]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[A comparison of four indirect methods of assessing utility values in rheumatoid arthritis]]></article-title>
<source><![CDATA[Med Care]]></source>
<year>2004</year>
<volume>42</volume>
<page-range>1125-31</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<label>5</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Marra]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Woolcott]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kopec]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Shojania]]></surname>
<given-names><![CDATA[K]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Offer]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Brazier]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[A comparison of generic, indirect utility measures (the HUI2, HUI3, SF-6D, and the EQ-5D) and disease-specific instruments (the RAQoL and The HAQ) in rheumatoid arthritis]]></article-title>
<source><![CDATA[Soc Sci Med]]></source>
<year>2005</year>
<volume>60</volume>
<page-range>1571-82</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<label>6</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Petrou]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hockley]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[An investigation into the empirical validity of the EQ-5D and SF-6D based on hypothetical preferences in a general population]]></article-title>
<source><![CDATA[Health Econ]]></source>
<year>2005</year>
<volume>14</volume>
<page-range>1169-89</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<label>7</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pickard]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Simon]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Jeffrey]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Feeny]]></surname>
<given-names><![CDATA[D]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Responsiveness of generic health-related quality of life in stroke]]></article-title>
<source><![CDATA[Qual Life Res]]></source>
<year>2005</year>
<volume>14</volume>
<page-range>207-19</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<label>8</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Stavem]]></surname>
<given-names><![CDATA[K]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Frøland]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hellum]]></surname>
<given-names><![CDATA[K]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Comparison of preference-based utilities of the 15D, EQ-5D and SF-6D in patients with HIV/ AIDS]]></article-title>
<source><![CDATA[Qual Life Res]]></source>
<year>2005</year>
<volume>14</volume>
<page-range>971-80</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<label>9</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lamers]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bouwmans]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[van Straten]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Donker]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hakkaart]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Comparison of EQ-5D and SF-6D utilities in mental health patients]]></article-title>
<source><![CDATA[Health Econ]]></source>
<year>2006</year>
<volume>15</volume>
<page-range>1229-36</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<label>10</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ferreira]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ferreira]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Qualidade de vida em doentes com cataratas]]></article-title>
<source><![CDATA[Oftalmolog]]></source>
<year>2008</year>
<volume>32</volume>
<page-range>159-75</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<label>11</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ferreira]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ferreira]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pereira]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Brazier]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[An application of the SF-6D to create health values in Portuguese working age adults]]></article-title>
<source><![CDATA[J Med Econ]]></source>
<year>2008</year>
<volume>11</volume>
<page-range>215-33</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<label>12</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ferreira]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ferreira]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pereira]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[How consistent are health utility values?]]></article-title>
<source><![CDATA[Qual Life Res]]></source>
<year>2008</year>
<volume>17</volume>
<page-range>1031-42</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<label>13</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ferreira]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Brito]]></surname>
<given-names><![CDATA[U]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ferreira]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Qualidade de vida em doentes com asma]]></article-title>
<source><![CDATA[Rev Port Pneum]]></source>
<year>2010</year>
<volume>XVI</volume>
<page-range>23-55</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<label>14</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[McTaggart-Cowan]]></surname>
<given-names><![CDATA[H]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Marra]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Yang]]></surname>
<given-names><![CDATA[Y]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Brazier]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kopec]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[FitzGerald]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The validity of generic and condition-specific preference-based instruments: the ability to discriminate asthma control status]]></article-title>
<source><![CDATA[Qual Life Res]]></source>
<year>2008</year>
<volume>17</volume>
<page-range>453-62</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<label>15</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Kontodimopoulos]]></surname>
<given-names><![CDATA[N]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pappa]]></surname>
<given-names><![CDATA[E]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Papadopoulos]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Tountas]]></surname>
<given-names><![CDATA[Y]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Niakas]]></surname>
<given-names><![CDATA[D]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Comparing SF-6D and EQ-5D utilities across groups differing in health status]]></article-title>
<source><![CDATA[Qual Life Res]]></source>
<year>2009</year>
<volume>18</volume>
<page-range>87-97</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<label>16</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Szende]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Leidy]]></surname>
<given-names><![CDATA[N]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ståhl]]></surname>
<given-names><![CDATA[E]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Svensson]]></surname>
<given-names><![CDATA[K]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Estimating health utilities in patients with asthma and COPD: evidence on the performance of EQ-5D and SF-6D]]></article-title>
<source><![CDATA[Qual Life Res]]></source>
<year>2009</year>
<volume>18</volume>
<page-range>267-72</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<label>17</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Brazier]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fukahara]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Roberts]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kharroubi]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Yamamoto]]></surname>
<given-names><![CDATA[Y]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ikeda]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Estimating a preference-based index from the Japanese SF-36]]></article-title>
<source><![CDATA[J Clin Epidemiol]]></source>
<year>2009</year>
<volume>62</volume>
<page-range>1323-31</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<label>18</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lam]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Brazier]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[McGhee]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Valuation of the SF-6D health states is feasible, acceptable, reliable, and valid in a Chinese population]]></article-title>
<source><![CDATA[Value Health]]></source>
<year>2008</year>
<volume>11</volume>
<page-range>295-303</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<label>19</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ferreira]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ferreira]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A medição de preferências em saúde na população portuguesa]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Portuguesa de Saúde Pública]]></source>
<year>2006</year>
<volume>24</volume>
<page-range>5-14</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<label>20</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ferreira]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ferreira]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pereira]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O sistema português de valores do SF-6D]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Portuguesa de Saúde Pública]]></source>
<year>2009</year>
<numero>^s8</numero>
<issue>^s8</issue>
<supplement>8</supplement>
<page-range>7-23</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B21">
<label>21</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ferreira]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ferreira]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pereira]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Brazier]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rowen]]></surname>
<given-names><![CDATA[D]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[A Portuguese value set for the SF-6D]]></article-title>
<source><![CDATA[Value Health]]></source>
<year>2010</year>
<volume>13</volume>
<page-range>624-30</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B22">
<label>22</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ferreira]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Criação da versão portuguesa do MOS SF-36: Parte I -Adaptação cultural e linguística]]></article-title>
<source><![CDATA[Acta Med Port]]></source>
<year>2000</year>
<volume>13</volume>
<page-range>55-66</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B23">
<label>23</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ferreira]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Criação da versão portuguesa do MOS SF-36. Parte II - Testes de validação]]></article-title>
<source><![CDATA[Acta Med Port]]></source>
<year>2000</year>
<volume>13</volume>
<page-range>119-27</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B24">
<label>24</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Brazier]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Roberts]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The estimation of a preference-based measure of health from the SF-12]]></article-title>
<source><![CDATA[Med Care]]></source>
<year>2004</year>
<volume>42</volume>
<page-range>851-9</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B25">
<label>25</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ferreira]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Santana]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Percepção de estado de saúde e de qualidade de vida da população activa: contributo para a definição de normas portuguesas]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Portuguesa de Saúde Pública]]></source>
<year>2003</year>
<volume>21</volume>
<page-range>15-30</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B26">
<label>26</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lazzeroni]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Little]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Random-effects models for smoothing poststratification weights]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Official Statistics]]></source>
<year>1998</year>
<volume>14</volume>
<page-range>61-78</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B27">
<label>27</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Rao]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Small area estimation]]></source>
<year>2003</year>
<publisher-loc><![CDATA[Hoboken^eNJ NJ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[John Wiley & Sons]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B28">
<label>28</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>INE</collab>
<source><![CDATA[Recenseamento da População e da Habitação (Portugal). Censos 2001]]></source>
<year>2001</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Instituto Nacional de Estatística]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B29">
<label>29</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Kind]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hardman]]></surname>
<given-names><![CDATA[G]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Macran]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[UK population norms for EQ-5D]]></source>
<year>1999</year>
<publisher-loc><![CDATA[York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Centre for Health Economics, University of York]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B30">
<label>30</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Szende]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Williams]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Measuring self-reported population health: an international perspective based on EQ-5D]]></source>
<year>2004</year>
<publisher-loc><![CDATA[Budapest ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[SpringMed Publishing]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B31">
<label>31</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>INSA</collab>
<collab>INE</collab>
<source><![CDATA[4º Inquérito Nacional de Saúde 2005/2006]]></source>
<year>2006</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge. Instituto Nacional de Estatística]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B32">
<label>32</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>INE</collab>
<source><![CDATA[Anuário Estatístico de Portugal 2007]]></source>
<year>2008</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Instituto Nacional de Estatística]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B33">
<label>33</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Longworth]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bryan]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[An empirical comparison of EQ-5D and SF-6D in liver transplant patients]]></article-title>
<source><![CDATA[Health Econ]]></source>
<year>2003</year>
<volume>12</volume>
<page-range>1061-7</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B34">
<label>34</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>Eurostat</collab>
<source><![CDATA[Self-reported health in the European community: statistics in focus, population and social conditions]]></source>
<year>1997</year>
<publisher-loc><![CDATA[Luxembourg ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Office for Official Publication of the European Communities]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B35">
<label>35</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>Eurostat</collab>
<source><![CDATA[Eurostat yearbook 2004. The statistical guide to Europe: data 1992-2002]]></source>
<year>2004</year>
<publisher-loc><![CDATA[Luxembourg ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Office for Official Publication of the European Communities]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B36">
<label>36</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Sadana]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mathers]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lopez]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Murray]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Iburg]]></surname>
<given-names><![CDATA[K]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Comparative analyses of more than 50 household surveys on health status]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Murray]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Salomon]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mathers]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lopez]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Summary measures of population health: concepts, ethics, measurement and applications]]></source>
<year>2002</year>
<page-range>369-86</page-range><publisher-loc><![CDATA[Geneva ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[World Health Organization]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B37">
<label>37</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Huang]]></surname>
<given-names><![CDATA[I-C]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Willke]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Atkinson]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lenderking]]></surname>
<given-names><![CDATA[W]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Frangakis]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Wu]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[US and UK version of the EQ-5D preference weights: does choice of preference weights make a difference?]]></article-title>
<source><![CDATA[Qual Life Res]]></source>
<year>2007</year>
<volume>16</volume>
<page-range>1065-72</page-range></nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
