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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: Urinary tract infections (UTI) are very prevalent in Humans immediately following respiratory infections. The main microorganisms involved have remained relatively constant over time, and their treatment, in many cases, has been done empirically, making use of antibiotics that, in principle, are supposed to have an extended-spectrum and are able to eradicate the infection. Objective: The main objective of this work was to understand the behaviour of the most prevalent strains that cause urinary tract infections and assess if we can discern some trends in their resistance to antibiotics during two different time periods. Material and methods: The retrospective study was carried out at Local Health Unit (Guarda), involving the use of 200 cultures with a positive result, for half of the year 2002 and for the rest of the year 2007. All urine samples were plated on agar CLED. The identification and their respective antibiotic were performed at VITEK 2 system (bioMérieux). Results: The main results suggested that the most prevalent strain in 2002 was E. coli constituting 64% of the strains identified, followed by S. marcescens with 16% and K. pneumoniae with 14%. For the year 2007, E. coli prevailed again with 66% of urinary infections, followed by P. aeruginosa with 14%. As far as the behavior of more prevalent strains towards antibiotics is concerned we found that there was an increased sensitivity of Escherichia coli compared to amoxicillin (68.8% in 2002 to 93.9% in 2007), compared to ampicillin (56.3% in 2002 to 75.8% in 2007) and to cephalothin (84.4% in 2002 to 93.9% in 2007). It only increased its resistance to trimethoprim, in 2002 it had a resistance of 18.8% and this number rose to 24.2% in 2007. Klebsiella pneumoniae has increased its capacity of resistance to amoxicillin (0% in 2002 to 75% in 2007), became completely resistant to ampicillin and reduced its sensitivity to cephalothin (85.7% in 2002 and only 25% in 2007). They also increased their resistance to pefloxacin, since in 2002 all strains were sensitive and in 2007 only 25% showed sensitivity to this antibiotic. For trimethoprim there was also a sharp increase of resistance to this bacterium: in 2002 only 28.6% of Klebsiella pneumoniae strains were resistant while in 2007 this figure rose to 75%. Klebsiella pneumoniae only increased its susceptibility to netilmicin, from a sensitivity of 85.7% in 2002 to 100% in 2007. Discussion: From the results we can see that Escherichia coli did not change its performance towards the antibiotics tested, even increasing its sensitivity in some cases. In relation to Klebsiella pneumoniae, there is a clear decrease in their sensitivity to most antibiotics tested. Conclusion: It is necessary to know the prevalence of the main bacteria that infect the urinary tract in order to continue empirical treatments with antibiotics.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <P><B>Etiologia e sensibilidade bacteriana em infecções do tracto urinário</B></P>     <p>&nbsp;</p>     <P><b>Francisco José Rodrigues <SUP>a</SUP>, Ana Paula Barroso <SUP>b</SUP></b> </P>     <P><SUP>a</SUP>Instituto Politécnico de Castelo Branco, Escola Superior de Saúde  Dr. Lopes Dias, Castelo Branco, Portugal. <A href="mailto:franciscobrodrigues@ipcb.pt">franciscobrodrigues@ipcb.pt</A></P>     <P><SUP>b</SUP>Unidade Local de Saúde da Guarda, Portugal</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Resumo</B></P>    <P>Introdução: As infecções do tracto urinário (ITU) são muito  prevalentes no Ser Humano, ocupando o segundo lugar, logo a seguir às infecções  respiratórias. Os principais microrganismos envolvidos têm–se mantido  relativamente constantes, ao longo dos tempos, sendo o seu tratamento, em muitos  casos, realizado empiricamente, recorrendo–se a antibióticos que, à partida,  serão de espectro alargado e conseguirão debelar a infecção. Objectivo: O  objectivo fundamental deste trabalho, foi o de conhecer o comportamento das  estirpes mais prevalentes que provocam infecções do tracto urinário e avaliar se  se manifesta alguma evolução das suas resistências aos antibióticos, em dois  períodos temporais distintos. Material e métodos: O estudo, retrospectivo, foi  realizado na Unidade Local de Saúde da Guarda, recorrendo–se a  200&nbsp;uroculturas com resultado positivo, metade do ano 2002&nbsp;e as  restantes do ano 2007. Todas as urinas foram semeadas em gelose de CLED. A  identificação e o seu respectivo antibiograma foram realizados no sistema VITEK  2 (bioMérieux). Resultados: De entre os principais resultados destaca–se que a  estirpe mais prevalente no ano de 2002&nbsp;foi E. coli constituindo 64% das  estirpes identificadas, seguida da S. marcescens com 16% e da K. pneumoniae com  14%. Em relação ao ano de 2007, predominou novamente a E. coli com 66% das  infecções urinárias, seguida da P. aeruginosa com 14%. Quanto ao comportamento  face aos antibióticos das estirpes mais prevalentes, verificamos que ocorreu um  aumento de sensibilidade da Escherichia coli face à amoxicilina (68,8% em  2002&nbsp;para 93,9% em 2007), face à ampicilina (56,3% em 2002&nbsp;para 75,8%  em 2007) e à cefalotina (84,4% em 2002&nbsp;para 93,9% em 2007). Apenas aumentou  a sua resistência face ao trimetoprim, sendo que no ano 2002&nbsp;apresentava  uma resistência de 18,8% e no 2007&nbsp;este valor passou a 24,2%. A Klebsiella  pneumoniae aumentou a sua capacidade de resistência à amoxicilina (0% no ano  2002&nbsp;para 75% no ano 2007), tornou–se completamente resistente à ampicilina  e diminui a sua sensibilidade à cefalotina (85,7% em 2002 e apenas 25% em 2007).  Aumentou ainda a sua resistência à pefloxacina, uma vez que em 2002&nbsp;todas  as estirpes foram sensíveis e em 2007&nbsp;apenas 25% apresentaram sensibilidade  perante este antibiótico. Em relação ao trimetoprim verificou–se também um  acentuado aumento de resistência por parte desta bactéria, sendo que em  2002&nbsp;apenas 28,6% das estirpes de&nbsp;Klebsiella pneumoniae eram  resistentes, ao passo que em 2007&nbsp;este número passou para 75%. Apenas  aumentou a sua susceptibilidade à netilmicina, passando de uma sensibilidade de  85,7% em 2002&nbsp;para 100% em 2007. Discussão: A partir dos resultados podemos  constatar que a Escherichia coli não alterou muito o seu comportamento face aos  antibióticos testados, aumentando mesmo a sua sensibilidade em alguns casos. Já  em relação à Klebsiella pneumoniae, há uma clara diminuição da sua sensibilidade  face à maioria dos antibióticos testados. Conclusão: Claramente sugere–se a  necessidade de estudar a prevalência das principais bactérias implicadas nas  infecções urinárias, assim como a sua susceptibilidade aos antibióticos.</P>      <P><B>Palavras chave:</B> ITU. Diagnóstico ITU. Epidemiologia ITU. Patogenia ITU. Tratamento ITU.  Prevenção ITU.</P>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><B>Etiology and bacterial susceptibility to urinary tract infections</B></P>     <P><B>Abstract</B></P>    <P>Introduction: Urinary tract infections (UTI) are very  prevalent in Humans immediately following respiratory infections. The main  microorganisms involved have remained relatively constant over time, and their  treatment, in many cases, has been done empirically, making use of antibiotics  that, in principle, are supposed to have an extended–spectrum and are able to  eradicate the infection. Objective: The main objective of this work was to  understand the behaviour of the most prevalent strains that cause urinary tract  infections and assess if we can discern some trends in their resistance to  antibiotics during two different time periods. Material and methods: The  retrospective study was carried out at Local Health Unit (Guarda), involving the  use of 200&nbsp;cultures with a positive result, for half of the year  2002&nbsp;and for the rest of the year 2007. All urine samples were plated on  agar CLED. The identification and their respective antibiotic were performed at  VITEK 2&nbsp;system (bioMérieux). Results: The main results suggested that the  most prevalent strain in 2002 was E. coli constituting 64% of the strains  identified, followed by S. marcescens with 16% and K. pneumoniae with 14%. For  the year 2007, E. coli prevailed again with 66% of urinary infections, followed  by P. aeruginosa with 14%. As far as the behavior of more prevalent strains  towards antibiotics is concerned we found that there was an increased  sensitivity of Escherichia coli compared to amoxicillin (68.8% in 2002 to 93.9%  in 2007), compared to ampicillin (56.3% in 2002&nbsp;to 75.8% in 2007) and to  cephalothin (84.4% in 2002&nbsp;to 93.9% in 2007). It only increased its  resistance to trimethoprim, in 2002&nbsp;it had a resistance of 18.8% and this  number rose to 24.2% in 2007. Klebsiella pneumoniae has increased its capacity  of resistance to amoxicillin (0% in 2002 to 75% in 2007), became completely  resistant to ampicillin and reduced its sensitivity to cephalothin (85.7% in  2002&nbsp;and only 25% in 2007). They also increased their resistance to  pefloxacin, since in 2002&nbsp;all strains were sensitive and in 2007&nbsp;only  25% showed sensitivity to this antibiotic. For trimethoprim there was also a  sharp increase of resistance to this bacterium: in 2002&nbsp;only 28.6% of  Klebsiella pneumoniae strains were resistant while in 2007 this figure rose to  75%. Klebsiella pneumoniae only increased its susceptibility to netilmicin, from  a sensitivity of 85.7% in 2002&nbsp;to 100% in 2007. Discussion: From the  results we can see that Escherichia coli did not change its performance towards  the antibiotics tested, even increasing its sensitivity in some cases. In  relation to Klebsiella pneumoniae, there is a clear decrease in their  sensitivity to most antibiotics tested. Conclusion: It is necessary to know the  prevalence of the main bacteria that infect the urinary tract in order to  continue empirical treatments with antibiotics.</P>      <P><B>Keywords:</B> ITU. Diagnostic ITU. Epidemiology ITU. Pathogenic ITU. Treatment ITU.  Prevention ITU.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Introdução </B></P>     <P>Remonta ao ano 98&nbsp;A.C. um poema de Lucretius que fazia referência a  seres vivos de tal forma pequenos que eram impossíveis de observar pelos Seres  Humanos, mas que lhe provocavam doenças<SUP>1</SUP>.</P>     <P>Contudo foi a partir do século XIX, nomeadamente por Koch, que se começou a  fazer uma associação directa entre bactérias e doenças<SUP>2</SUP>.</P>     <P>Ou seja, a presença destas seria a causa provável de muitas das patologias  que afectavam o Ser Humano. Depois desta descoberta surgiram os antibióticos,  como a forma de eliminar estes seres vivos e manter o Homem  saudável<SUP>3</SUP>.</P>     <P>Verifica-se assim que a relação entre Seres Humanos e bactérias é muito  antiga, eventualmente desde o surgimento do Homem. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>As infecções bacterianas ocupam um lugar de destaque nas patologias humanas,  nomeadamente as do tracto urinário, que surgem em segundo lugar, logo após as  infecções respiratórias<SUP>4-6</SUP>. A maioria destas infecções é debelada com  tratamento empírico. Podem, contudo, representar situações muito graves, que  colocam em perigo a vida do Ser Humano.</P>     <P>A resistência aos antibióticos pode ser natural, quando qualquer  microrganismo de determinada espécie é resistente ao antibiótico por razões  fisiológicas ou adquirida, quando alguns microrganismos da mesma espécie são  resistentes e outros são sensíveis. Esta situação levanta problemas graves,  nomeadamente quando são administrados antibióticos de forma empírica.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>A infecção urinária </B></P>     <P>As infecções urinárias apresentam-se como uma das principais infecções  bacterianas que afectam o Ser Humano, ocupando o segundo lugar<SUP>4-7</SUP>.  Considera-se infecção urinária a presença de bactérias em qualquer parte do  sistema urinário (rins, ureteres, bexiga), com excepção da uretra, que poderá  ser colonizada com flora normal, como os lactobacilos e as neisserias não  patogénicas. Consoante o local anatómico atingido, a infecção recebe nomes  diferentes. Assim a colonização do rim designa-se de pielonefrite, da bexiga  cistite e da uretra denomina-se de uretrite.</P>     <P>Os microrganismos podem atingir o sistema urinário pela via ascendente,  quando o ponto de partida é a uretra ou pela via descendente, tendo proveniência  de outros locais e instalando-se a nível dos rins.</P>     <P>Existem diversos factores que se consideram predisponentes à ocorrência de  infecções urinárias, como sendo a estase urinária, a gravidez, a diabetes, a  obstrução urinária, os hábitos de higiene inadequados, a inserção de objectos  estranhos, o climatério, as doenças neurológicas e as doenças sexualmente  transmissíveis<SUP>8</SUP>.</P>     <P>As mulheres apresentam uma prevalência maior, principalmente devido a  factores fisiológicos, como a maior proximidade da uretra feminina com o ânus e  o facto de ser uma uretra muito mais curta do que a masculina<SUP>6,9</SUP>. As  crianças, designadamente as do sexo masculino até um ano de idade, também  apresentam uma elevada prevalência, nomeadamente de infecção a nível renal,  devido ao refluxo vesico uretral<SUP>10,11</SUP>. Quando os indivíduos possuem  alguma anomalia no aparelho urinário, sobretudo as mulheres, o risco de  adquirirem uma infecção urinária pode triplicar<SUP>12</SUP>. Os doentes  institucionalizados podem apresentar prevalências elevadas, especialmente  associadas à falta de higiene e à algaliação<SUP>13</SUP>.</P>     <P>Os principais sintomas que a infecção urinária provoca são a disúria,  polaquiúria, ardor a urinar, urgência miccional, urina com cheiro fétido,  alterações na cor, dificuldade de iniciar a micção, eliminação de sangue na  urina, dor na parte inferior do abdómen, febre, calafrios, dor lombar, náuseas e  vómitos<SUP>14</SUP>. As crianças poderão apresentar sintomas menos específicos,  como falta de apetite, perda de peso e paragem de crescimento<SUP>15</SUP>. A  intensidade e prevalência de sintomas poderão variar entre os  indivíduos<SUP>14</SUP>. </P>     <P><I><B>Etiologia da infecção urinária </B></I></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Uma das formas de classificar as infecções urinárias é entre as adquiridas em  comunidade, associadas a Seres Humanos não institucionalizados e hospitalares,  que acometem doentes internados em instituições de saúde. A <I>Escherichia  coli</I> é a mais prevalente, contudo com percentagens bem diferentes. No caso  das infecções adquiridas em comunidade tem uma incidência de cerca de 80% e nas  infecções hospitalares a sua prevalência é mais baixa, situando-se nos 50&nbsp;a  60%<SUP>6</SUP>.</P>     <P>Nas infecções adquiridas em comunidade, são ainda representativas o  <I>Staphylococcus saprophyticus</I> (maioritariamente em mulheres jovens e  sexualmente activas), <I>Proteus spp</I> e <I>Klebsiella spp</I>, embora com  percentagens de infecções urinárias muito mais baixas, na ordem dos 10&nbsp;a  15%. Em relação aos <I>Staphylococcus aureus</I>, estes representam cerca de  3,9% das infecções urinárias extra-hospitalares<SUP>6</SUP>.</P>     <P>Nas infecções adquiridas em meio hospitalar, as estirpes com maior expressão  são a <I>Escherichia coli</I>, <I>Pseudomonas aeruginosa</I>, <I>Enterococcus  faecalis</I>, enterobactérias e fungos, nomeadamente cândida, entre outros  microrganismos, a maioria considerados oportunistas<SUP>6,16</SUP>. </P>     <P><I><B>Diagnóstico laboratorial </B></I></P>     <P>O diagnóstico laboratorial é dividido em várias etapas, desde a avaliação da  amostra, análise física, análise química, observação microscópica e urocultura,  seguida do teste de sensibilidade aos antibióticos (TSA) no caso de resultado  positivo<SUP>15</SUP>.</P>     <P>O processo começa com a colheita do produto biológico. A urina deve ser  colhida de forma asséptica, tendo especificidades consoante o tipo de doente.  Assim em mulheres e homens autónomos, deve ser realizada uma lavagem, com  algodão e soro fisiológico dos órgãos genitais, após a lavagem diária normal. O  primeiro jacto deverá ser desprezado e aproveitado o restante para um contentor  estéril. No caso de crianças até aos 2-3&nbsp;anos, recorre-se a um saco  colector esterilizado, que é colado na pele, junto aos órgãos genitais, depois  da lavagem e desinfecção destes. Após a micção da criança, recolher a urina do  saco colector para um recipiente estéril. Nos doentes algaliados deve colher-se  directamente do tubo que sai da uretra e nunca do saco colector. Poderá ainda,  em casos especiais, recorrer-se à punção supra púbica. Em todos estes casos, e  imediatamente após a recolha do material biológico, o contentor deverá ser  correcta e inequivocamente identificado<SUP>15</SUP>. </P>     <P><I><B>Etapas de avaliação da urina </B></I></P>     <P>A análise física é composta pela avaliação do aspecto, da cor e da densidade.  O aspecto poderá ser límpido (o aspecto normal da urina de um indivíduo  saudável), ligeiramente turvo, turvo ou com depósito. Quanto à cor, esta poderá  variar desde o normal amarelo citrino até ao amarelo mais claro ou mais escuro  (associada quase sempre aos níveis de água no organismo). Pode ainda surgir a  cor avermelhada, pela presença de eritrócitos ou pela influência de determinados  medicamentos. Em relação à densidade, que permite avaliar a função de filtração  e concentração renal, deverá, em situações não patológicas, situar-se entre  1.015&nbsp;e 1.030<SUP>7</SUP>. </P>     <P>Na análise química avalia-se a cetona (sub-produto do metabolismo das  gorduras), a bilirrubina, a hemoglobina, a glicose, os nitritos, o pH, as  proteínas e o urobilinogénio<SUP>7</SUP>. </P>     <P>A observação microscópica é realizada com o intuito de pesquisar e avaliar a  morfologia das células epiteliais, a presença de eritrócitos e de leucócitos,  bem como de cristais, cilindros e muco. Faz-se ainda uma pesquisa da eventual  presença de bactérias<SUP>7</SUP>. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>A urocultura é a sementeira do produto biológico, a fim de se pesquisar a  existência de bactérias e/ou fungos. Para as bactérias, recorre-se geralmente a  um meio selectivo, sendo mais utilizado o CLED (cistina, lactose e electrólitos  deficiente). Este meio possui ainda um indicador de pH (azul de bromotinol),  permitindo identificar as bactérias fermentadoras da lactose. Incuba 18&nbsp;a  24&nbsp;horas a 37Cº. No caso de uma ausência de crescimento considera-se a  urocultura negativa (ausência de bactérias no tracto urinário). Se ocorrer  crescimento, deverá identificar-se a bactéria e realizar-se o respectivo  antibiograma. Quando uma placa de cultura apresenta três ou mais estirpes, é  considerada contaminação, sendo recomendável realizar-se nova colheita de urina  e posterior sementeira. Se se identificarem duas estirpes numa mesma placa de  cultura, o resultado terá de ser integrado na situação clínica do doente,  podendo ser ou não valorizado<SUP>7</SUP>. </P>     <P><I><B>Tratamento da infecção urinária </B></I></P>     <P>As principais orientações para a prevenção e tratamento das infecções  urinárias consistem no aumento da ingestão hídrica, cuidados gerais de higiene  íntima, correcções anatómicas e recurso a antibióticos. </P>     <P>Segundo as normas da Organização Mundial de Saúde (OMS), a toma de  antibióticos apenas deveria ser iniciada após a identificação da bactéria e do  seu respectivo antibiograma por parte do laboratório de Patologia Clínica. Na  prática clínica diária tal facto não se passa, iniciando o doente um antibiótico  empírico, com base na experiência adquirida acerca das infecções urinárias. Os  antibióticos mais comummente utilizados no tratamento percepcionado são as  fluorquinolonas (actuam pela inibição da síntese de ácidos núcleicos), pela sua  boa actuação em microrganismos Gram-negativos, os principais causadores de  infecções urinárias<SUP>16</SUP>.</P>     <P>É assim de extrema importância conhecer o padrão de resistência dos  microrganismos mais comuns que infectam o tracto genito-urinário dos Seres  Humanos, a fim de que o tratamento, mesmo que empírico, possa resultar na  eliminação do causador da infecção<SUP>6</SUP>. Só se poderá continuar a  realizar tratamentos empíricos, se os microrganismos forem, sistematicamente,  analisados e principalmente o seu padrão de comportamento face aos antibióticos  for sucessivamente monitorizado<SUP>9</SUP>.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Objectivos </B></P>     <P>O conhecimento do padrão de comportamento das estirpes face aos antibióticos,  em dois períodos temporais diferentes é de extrema importância, nomeadamente no  que diz respeito à administração empírica de antibióticos<SUP>6</SUP>.</P>     <P>Este trabalho tem como objectivos fundamentais: </P>     <P>&#151; Conhecer a prevalência das estirpes envolvidas nas infecções urinárias na  Unidade Local de Saúde da Guarda;</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>&#151; Caracterizar as estirpes mais prevalentes, segundo algumas características  sócio-demográficas dos doentes, como o sexo, o serviço de origem e a idade;</P>     <P>&#151; Avaliar o comportamento de cada estirpe face aos antibióticos testados;</P>     <P>&#151; Perceber o padrão de evolução da relação bactéria-antibiótico em dois  períodos temporais distintos, comparando-os entre&nbsp;si.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Material e métodos </B></P>     <P>A amostra foi constituída por 200&nbsp; uroculturas positivas  (&gt;&nbsp;100.000&nbsp;unidades formadores de colónias - UFC)<SUP>15</SUP>,  metade realizadas no ano 2002&nbsp;e as restantes no ano 2007.</P>     <P>Todas as amostras de urina foram semeadas em gelose de CLED (bioMérieux) e  incubadas durante 24h a 37Cº. A identificação da estirpe e o seu respectivo  antibiograma foi realizado no sistema automatizado VITEK 2 (bioMérieux),  recorrendo-se a cartas GPI, GPN e Yeast, respectivamente para a identificação de  bactérias Gram positivas, Gram negativas e fungos, que contêm os nutrientes  necessários ao crescimento dos respectivos microrganismos, sendo depois  identificados por fluorometria. O antibiograma foi efectuado no mesmo sistema  automatizado, sendo os resultados classificados em sensível, intermédio e  resistente. Todas as amostras com resultado "intermédio" foram consideradas como  resistentes, de acordo com as recomendações do fabricante. O tratamento  estatístico dos dados foi efectuado através do programa <I>Statistical Package  for the Social Sciences</I> (SPSS), versão 16.0&nbsp;para <I>Windows</I>, para  determinação de frequências e teste de x<SUP>2</SUP>&nbsp;da independência, para  avaliar a associação entre as variáveis, considerando como significativo o valor  de p &lt;0,05. </P>     <P><I><B>Hipóteses </B></I></P>     <P>Para a realização deste trabalho sustentámo-nos em algumas hipóteses: </P>     <P>1. A <I>E. coli</I> é a estirpe mais prevalente nas infecções urinárias dos  doentes internados.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>2. As estirpes que predominam nas infecções urinárias dos doentes oriundos do  internamento são diferentes das dos&nbsp;doentes provenientes da consulta  externa.</P>     <P>3. As estirpes que imperam nas infecções urinárias dos doentes do sexo  masculino são diferentes das mais prevalentes nas infecções urinárias dos  indivíduos do sexo feminino.</P>     <P>4. As <I>E. coli</I> isoladas no ano de 2007&nbsp;têm maior capacidade de  resistência aos antibióticos testados, quando comparadas com as <I>E. coli</I>  isoladas no ano 2002.</P>     <P>5. As <I>K. pneumoniae </I>isoladas no ano de 2007&nbsp; têm maior capacidade  de resistência aos antibióticos testados, quando comparadas com as <I>K.  pneumoniae </I>isoladas no ano 2002.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Resultados </B></P>     <P>Foram analisadas 200&nbsp;uroculturas com resultado positivo, sendo 84%  pertencentes a indivíduos do sexo feminino e 16% a indivíduos do sexo  masculino.</P>     <P>Em relação à faixa etária, a amostra foi dividida em idade pediátrica  (<U>&lt;</U> a 15&nbsp;anos) e idade adulta (<U>&gt;</U>16&nbsp;anos), sendo que  22% dos indivíduos tinham idade igual ou inferior a 15&nbsp;anos e 78% tinham  16&nbsp;ou mais anos. </P>     <P>O sexo masculino apresentou 25% de indivíduos com idade igual ou inferior a  15&nbsp;anos e no sexo feminino 21,4% também têm idade igual ou inferior a  15&nbsp;anos, não se verificando a existência de diferenças estatisticamente  significativas no que concerne ao sexo por faixa etária.</P>     <P>O serviço de origem da amostra foi dividido em internamento, englobando todos  os doentes que no momento da colheita de urina estavam internados na Unidade  Local de Saúde da Guarda e serviço de consulta externa, englobando todos os  doentes oriundos do exterior. 63% da amostra provinha de indivíduos internados e  os restantes 37% eram oriundos de doentes da consulta. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>A estirpe predominante foi a <I>Escherichia coli</I>, com 65%, seguida da  <I>Klebsiella pneumoniae</I> com 11%, da <I>Serratia marcescens</I> com 8%, da  <I>Pseudomonas aeruginosa</I> com 7%, da <I>Providencia stuartii (P.  stuartii)</I> com 4%, do <I>Proteus mirabilis (P. mirabilis)</I> com 3% e do  <I>Enterococcus faecalis</I> (<I>E. faecalis</I>) e <I>Proteus vulgaris</I>  (<I>P.&nbsp;vulgaris</I>), cada um com 1%.</P>     <P>No ano de 2002&nbsp; a estirpe que predominou foi a <I>E. coli</I>  constituindo 64% das estirpes identificadas, seguida da <I>S.&nbsp;  marcescens</I> com 16%, da <I>K. pneumoniae</I> com 14%, do  <I>P.&nbsp;vulgaris</I> e do <I>E. faecalis</I> com 2%. Já no ano  2007&nbsp;continuou o domínio da <I>E. coli</I> com 66% das infecções urinárias,  seguida da <I>P.&nbsp;aeruginosa</I> com 14%, da <I>P. stuartii e K. pneumoniae  </I>com 8% e do <I>P.&nbsp;mirabilis</I>&nbsp;com 4% </P>     <P>Em relação ao serviço de origem, verifica-se que de entre as amostras  provenientes do internamento 57,1% eram <I>E. coli</I>, 11,1% <I>K. pneumoniae  </I>e <I>P. aeruginosa</I>, 9,5% <I>S. marcescens</I>, 6,3% <I>P. stuartii</I> e  1,6% correspondiam a <I>P. vulgaris</I>, a <I>P. mirabilis</I> e a <I>E.  faecalis</I>. Em relação às amostras provenientes da consulta externa,  constata-se que 78,4% correspondiam à <I>E. coli</I>, 10,8% à <I>K.  pneumoniae</I> e 5,4% à <I>S.</I> <I>marcescens</I> e <I>P. mirabilis</I> não se  verificando a existência de diferenças estatisticamente significativas no que  concerne à estirpe por local de origem da amostra. </P>     <P>Na análise das estirpes envolvidas nas infecções urinárias por sexo,  verificamos que no sexo masculino predomina a infecção por <I>E. coli</I>, com  50%, seguida da <I>P. aeruginosa</I>, com 43,8% e do <I>P. mirabilis</I> com  6,2%. No sexo feminino existe uma prevalência de 67,9% de infecção pela <I>E.  coli</I>, 13,1% por <I>K.&nbsp;pneumoniae</I>, 9,4% pela <I>S. marcescens</I>,  4,8% pela <I>P. stuartii</I>, 2,4% pelo <I>P. mirabilis</I> e 1,2% pelo <I>E.  faecalis</I> e <I>P. vulgaris</I>, verificando-se a existência de diferenças  estatisticamente significativas, no que concerne à estirpe por sexo (p&nbsp;  =&nbsp; 0,000). De facto verifica-se&nbsp;que todas as infecções urinárias por  <I>P.&nbsp;aeruginosa</I> se verificaram nos elementos do sexo masculino,  enquanto 100% das infecções atribuídas à <I>K. pneumoniae, S. marcescens, P.  stuartii</I>, <I>E. faecalis</I> e <I>P. vulgaris</I> se verificaram nos  indivíduos do sexo feminino.</P>     <P>Na análise das bactérias envolvidas na infecção urinária, por faixa etária  considerada, constata-se que nos elementos com idade igual ou inferior a  15&nbsp;anos predominou a infecção por <I>E. coli</I>, com 86,4%, seguida da  <I>S. marcescens</I> com 13,6%. Já nos indivíduos com 16&nbsp;ou mais anos  predominou igualmente a <I>E. coli</I> com 59%, seguida da <I>K. pneumoniae</I>  com 14,1%, da <I>P.&nbsp;aeruginosa</I> com 9%, da <I>S. marcescens</I> com  6,4%, <I>P. stuartii</I> com 5,1%, do <I>P. mirabilis</I> com 3,8% e do <I>P.  vulgaris</I> e <I>E. faecalis</I>&nbsp;com 1,3% cada, não se verificando a  existência de diferenças estatisticamente significativas no que concerne à  estirpe envolvida por faixa etária. Realizou-se ainda o estudo da sensibilidade  face aos antibióticos da <I>E. coli</I> e da <I>K. pneumoniae</I>, por ano. A  <I>E. coli</I> apenas diminui a sua sensibilidade à gentamicina (100% em  2002&nbsp;para 93,9% em 2007), à pefloxacina (90,6% em 2002&nbsp;para 87,9% em  2007) e ao trimetoprim (81,3% em 2002&nbsp;para 75,8% em 2007). Aumentou a sua  sensibilidade a sete antibióticos (amoxicilina, ampicilina, cefalotina, ácido  nalidíxico, netilmicina, ticarcilina e tobramicina). Já em relação à <I>K.  pneumoniae</I>, esta apresentou diminuição de sensibilidade em seis antibióticos  (amoxicilina, ampicilina, cefalotina, pefloxacina, ticarcilina e trimetoprim).  Apenas aumentou a sua sensibilidade à netilmicina e à tobramicina. Nestes dois  anos estudados, ambas as bactérias mantiveram resistência de 0% à ceftazidima,  cefotaxima, imipenem e nitrofurantoína.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Discussão </B></P>     <P>De entre as 200&nbsp;uroculturas positivas analisadas, a maioria (84%) são  pertencentes a mulheres. Pelas características anatómicas do sexo feminino,  nomeadamente o menor tamanho da uretra e a localização desta mais próxima do  ânus, existe uma maior propensão ao surgimento de infecções urinárias  bacterianas, sendo este dado transversal à maioria dos estudos realizados no  mundo ao longo dos tempos<SUP>17-20</SUP>. No estudo das amostras por idade,  após divisão entre os indivíduos que possuíam idade igual ou inferior a  15&nbsp;anos (considerada a idade pediátrica)<SUP>21,22</SUP>&nbsp;e os que  tinham 16&nbsp;ou mais anos (idade adulta), constatou-se que a esmagadora  maioria (78%) eram adultos. Este facto está relacionado com um frágil  desenvolvimento do serviço de Pediatria na Unidade Local de Saúde da Guarda,  sendo a maioria das crianças do distrito da Guarda assistidas no Centro  Hospitalar Cova da Beira. Analisando o sexo dos elementos que constituem cada  grupo etário, constata-se a existência de uma clara maioria de mulheres, tanto  nos indivíduos com idade pediátrica (81,8%) como nos que possuíam idade superior  a 16&nbsp;anos (84,6%), não se verificando a existência de diferenças  estatisticamente significativas (p&nbsp;=&nbsp;0,851). O sexo feminino apresenta  maior probabilidade de desenvolver infecções urinárias, independentemente da  idade<SUP>20,23,24</SUP>. A maioria dos doentes analisados neste estudo  provinham do internamento (63%), o que demonstra o grande peso que estes doentes  têm nas análises realizadas no laboratório de Patologia Clínica da Unidade Local  de Saúde da Guarda. Como apenas foram analisadas as uroculturas positivas,  poderá também demonstrar que há maior probabilidade de isolar microrganismos a  partir da urina de doentes internados do que dos doentes de ambulatório. Tal  facto poder-se-á ficar a dever a uma maior imunodepressão dos doentes  internados<SUP>13,25</SUP>, associada a outras patologias (e pelas quais possam  estar internados) ou mesmo a determinados procedimentos, comuns nos doentes de  internamento, como a algaliação, que aumenta o risco de infecção  urinária<SUP>26</SUP>. </P>     <P>No nosso estudo predominou a estirpe <I>E. coli</I>, constituindo 65% das  infecções urinárias presentes. Esta bactéria é a mais descrita na maioria dos  estudos sobre infecções urinárias, independentemente das características das  populações em estudo<SUP>6,16,20</SUP>. Em segundo lugar de prevalência  encontramos a <I>K.&nbsp; pneumoniae</I>, tendo constituído 11% das infecções  identificadas, resultado também de acordo com a maioria dos estudos dentro da  área<SUP>9,20</SUP>. A <I>S. marcescens</I>, com uma prevalência de 11%  apresentou-se como a terceira estirpe mais comum nas infecções urinárias dos  elementos da nossa amostra. Este resultado não é corroborado pela maioria dos  estudos dentro desta área<SUP>9,20</SUP>, sendo claramente superior, embora  existam alguns trabalhos que apontam esta bactéria como causa principal de  infecções urinárias complicadas<SUP>27</SUP>. Esta estirpe apenas foi encontrada  no ano 2002&nbsp;e apenas nos elementos do sexo feminino, sendo que a maioria  (75%) foi isolada de doentes provenientes do internamento, à semelhança dos  dados fornecidos no estudo citado anteriormente<SUP>27</SUP>. A restante  distribuição das estirpes causadoras de infecção urinária é muito comparável às  encontradas em vários estudos semelhantes<SUP>9,20</SUP>. O aumento da  prevalência de infecções urinárias por parte da <I>P. aeruginosa</I> tem sido  constatado por vários trabalhos na área, em que se demonstra a sua crescente  importância associada a este tipo de infecções<SUP>28,29</SUP>.</P>     <P>Na análise do tipo de estirpe envolvida nas infecções urinárias por ano,  verificamos que, uma vez mais, se mantêm a <I>E. coli</I> como a bactéria  dominante nas infecções ocorridas tanto no ano 2002&nbsp;como 2007. No ano  2002&nbsp;a prevalência de 16% verificada pela bactéria <I>S. marcescens</I> é o  valor que menos se aproxima da maioria dos estudos análogos, embora se aproxime  de alguns outros estudos, nomeadamente os que abordam apenas as infecções  urinárias complicadas<SUP>27</SUP>. Constata-se ainda que esta bactéria não foi  identificada em nenhuma das uroculturas estudadas no ano 2007. As principais  diferenças entre o ano 2002&nbsp;e o ano 2007&nbsp;prendem-se com um aumento do  número de infecções atribuídas à <I>P. aeruginosa</I> (0% em 2002&nbsp;e 14% em  2007) e à <I>P. stuartii</I> (0% em 2002&nbsp;e 8% em 2007). As restantes  estirpes mantêm os seus níveis de prevalência sensivelmente semelhantes ao longo  dos tempos<SUP>9,16,20</SUP>. Quanto ao local de origem, que foi dividido em  internamento e consulta externa, verificamos que, independentemente do local de  onde provêm a amostra, se encontra sempre a <I>E. coli</I> como estirpe mais  prevalente. Verifica-se que o predomínio da <I>E. coli</I> nos doentes oriundos  da consulta externa é mais elevada do que nos doentes internados na Unidade  Local de Saúde da Guarda. Este resultado é coincidente com os obtidos em alguns  estudos internacionais<SUP>5,6,16</SUP>, que apontam sempre incidências maiores  de <I>E. coli</I> em doentes de ambulatório. Apesar de não se verificar a  existência de diferenças estatisticamente significativas no que concerne ao tipo  de bactéria identificada por local de proveniência da amostra, observa-se que as  estirpes <I>P. aeruginosa</I>, <I>P. vulgaris</I>, <I>P. stuartii</I> e <I>E.  faecalis</I> apenas são isoladas em uroculturas que provêm de doentes  internados. Chama-se ainda à atenção para o facto de que nas amostras que advêm  dos doentes da consulta externa, apenas terem sido isoladas quatro estirpes  diferentes, enquanto nas uroculturas positivas de doentes provenientes do  internamento foram isoladas oito estirpes diferentes. Este facto poder-se-á  ficar a dever à maior existência de estirpes potencialmente causadoras de  infecções em ambiente hospitalar e à maior probabilidade que os doentes  internados têm de ser infectados (pela associação com outras doenças,  imunossupressões e manipulações como algaliação)<SUP>30,6,16,25</SUP>.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Analisando a prevalência das espécies encontradas nas infecções urinárias  estudadas neste trabalho, por sexo, constatamos que nas infecções urinárias dos  doentes do sexo masculino se encontram envolvidas apenas três estirpes, enquanto  as infecções urinárias dos elementos do sexo feminino são devidas a sete  estirpes diferentes. De facto, relacionando com outros estudos semelhantes,  constatamos que há sempre uma maior diversidade de microrganismos que podem  infectar as mulheres, em relação aos homens<SUP>9</SUP>. Pensamos, contudo, que  aumentando o número de elementos que constituem a amostra esta diferença  pudesse, tendencialmente, esbater-se, até porque de entre os elementos que são  do sexo masculino, 81,3% provinham do internamento, ao passo que apenas 59,5%  das mulheres eram oriundas do serviço de internamento da Unidade Local de Saúde  da Guarda. Esta maior prevalência, dentro do sexo masculino, poderia levar a um  aumento do número de estirpes envolvidas nas infecções urinárias dos homens,  pela maior diversidade de bactérias diferentes que existem em ambiente  hospitalar, assim como por algumas práticas terapêuticas e/ou de diagnóstico, a  que os doentes internados são submetidos<SUP>26</SUP>, como já foi referido  anteriormente.</P>     <P>Em relação à análise das uroculturas tendo em conta a faixa etária,  constata-se que a <I>E. coli</I> foi a bactéria que dominou, apresentando uma  prevalência de 86,4% nos doentes em idade pediátrica e de 59% nos doentes com  mais de 16&nbsp;anos, o que, novamente, corrobora os dados conhecidos da  literatura<SUP>11,18,20,30-32</SUP>. Nos doentes com idade igual ou inferior a  15&nbsp;anos apenas foram identificados dois tipos de bactérias diferentes  (<I>E. coli</I> e a <I>S. marcescens</I>), enquanto nos adultos foram  encontradas as oito bactérias presentes neste estudo. Uma das justificações para  este acontecimento, prende-se com o facto de 88,9% dos doentes internados terem  16&nbsp;ou mais anos e, como verificámos, estes doentes apresentam,  tendencialmente, uma maior variedade de estirpes isoladas, pelas razões  referidas anteriormente. A presença da <I>S. marcescens</I> nos doentes com  idade igual ou inferior a 15&nbsp;anos, perfazendo 13,6% das bactérias isoladas,  é um valor elevado, quando comparado com outros estudos realizados em crianças,  que apontam o <I>P. mirabilis</I> como a segunda bactéria mais prevalente nesta  faixa etária<SUP>33</SUP>. A <I>S. marcescens</I> é uma importante bactéria  oportunista, referida como causadora de infecções, nomeadamente pneumonias,  septicemias, feridas e do tracto urinário<SUP>34,35</SUP>. Mais raramente poderá  provocar meningite<SUP>36</SUP>, não sendo uma bactéria habitual nas infecções  adquiridas na comunidade, muito menos em crianças. No caso do nosso estudo,  surgem três crianças com infecção urinária devido à <I>S. marcescens</I>, uma  proveniente do internamento e duas da consulta externa. Sendo uma bactéria  associada a infecção adquirida em ambiente hospitalar, a criança proveniente do  serviço de internamento poderá ter aí contraído a bactéria. As crianças que  provêm da consulta externa poderiam estar em convalescença de um internamento,  onde se contaminaram por <I>S. marcescens</I>. </P>     <P>De entre as principais causas evitáveis que podem conduzir um paciente com  infecção urinária à morte, a medicação errada ou ineficaz apresenta-se como a  principal<SUP>37</SUP>. No que concerne à sensibilidade apresentada pelas  bactérias em relação aos antibióticos testados, verificamos que todas as <I>E.  coli</I>, <I>K. pneumoniae</I> e <I>S. marcescens</I>, que constituem 84% das  infecções urinárias deste estudo, são sensíveis ao imipenem e ceftazidima. Esta  constatação é semelhante a outros estudos, realizados em amostras  semelhantes<SUP>18,38</SUP>. Sem dúvida que estes dois antibióticos poderão  apresentar-se como uma primeira linha na actuação deste tipo de bactérias,  avaliando não só o nosso estudo, mas outros realizados e cujos resultados foram  sempre semelhantes. Constata-se que os antibióticos a que estas mesmas bactérias  são mais resistentes são a ampicilina (33,8%, 90,9% e 100%, respectivamente), o  trimetoprim (21,5%, 45,5% e 62,5%, respectivamente), a ticarcilina (30,8%, 90,9%  e 100%, respectivamente) e a pefloxacina (10,8%, 27,3% e 62,5%). A resistência à  ampicilina tem sido descrita em vários trabalhos semelhantes já  realizados<SUP>9,6,20</SUP>.</P>     <P>Ainda dentro do universo destas três bactérias, constata-se que a <I>S.  marcescens</I> é a que apresenta maiores resistências, provavelmente devido a  ser uma bactéria eminentemente associada a infecções  hospitalares<SUP>34,35</SUP>. A <I>P. aeruginosa</I>, bactéria com tendência a  níveis elevados de resistências<SUP>5</SUP>, apresenta uma sensibilidade de 100%  à gentamicina, à netilmicina, à tobramicina, à amicacina e à ciprofloxacina.  Pelo lado oposto, apresenta uma resistência de 100% à ticarcilina, ao  trimetoprim e ao aztreonam. </P>     <P>Um antibiótico apenas deve ser usado empiricamente quando a sensibilidade da  bactéria face a ele é superior a 80%<SUP>38,39</SUP>. Sendo assim, e com base  neste pressuposto, poderemos, à partida, eliminar alguns antibióticos da  possibilidade de serem utilizados empiricamente para qualquer uma destas quatro  bactérias, que, relembramos, constituem, em conjunto, cerca de 91% das infecções  urinárias estudadas neste trabalho. A ampicilina, o trimetoprim e a ticarcilina  apresentam sempre percentagens de sensibilidade, por parte da <I>E. coli</I>, da  <I>S. marcescens</I>, da <I>K. pneumoniae</I> e da <I>P. aeruginosa</I>  inferiores a 80%, à semelhança de outros estudos, sendo, por isso, antibióticos  a evitar na prescrição empírica<SUP>40</SUP>.</P>     <P>Num outro estudo realizado, a <I>E. coli</I> mostrou uma sensibilidade de  39,6% à ampicilina, mesmo assim muito inferior ao encontrado no nosso estudo, em  que 66,2% das <I>E. coli</I> se demonstraram sensíveis face a este antibiótico5.  A principal justificação poderá residir no facto de que no referido estudo, as  <I>E. coli</I> isoladas serem todas provenientes de doentes com infecção  urinária que estavam internados, enquanto no nosso estudo 44,6% das bactérias  isoladas terem sido adquiridas em comunidade. Consolidando esta afirmação,  encontram-se valores muito semelhantes aos do nosso estudo num outro trabalho  realizado em doentes que contraíram a infecção urinária na  comunidade<SUP>38</SUP>. A <I>E. coli</I> apresentou uma sensibilidade de 100% à  nitrofurantoína, contudo deve ser tido em conta que este antibiótico pressupõe  um tratamento muito prolongado e intenso (quatro tomas diárias, durante sete  dias), o que acarreta níveis elevados de toxicidade, devendo assim, ser um  antibiótico a evitar (quando possível), apesar da excelente susceptibilidade que  a bactéria em questão apresenta<SUP>28</SUP>.</P>     <P>Em relação à <I>K. pneumoniae</I>, num estudo realizado no ano  2005<SUP>5</SUP>&nbsp;foram encontrados valores de sensibilidade da bactéria  face à cefalotina de 60,8%, muito semelhantes aos obtidos no nosso trabalho que  se cifraram nos 63,6%. Chama-se contudo à atenção para o facto de os autores do  referido estudo terem trabalhado não a <I>K. pneumoniae</I> especificamente mas  sim o género Klebsiella, apesar de, nesse estudo, 84% das bactérias  classificadas como Klebsiella serem, efectivamente,  <I>K.&nbsp;pneumoniae</I>.</P>     <P>Na análise da evolução da sensibilidade das duas bactérias mais prevalentes  neste estudo (<I>E. coli</I> e <I>K. pneumoniae</I>) face aos antibióticos,  verificamos que no caso da <I>E. coli</I> apenas surgem três diminuições da sua  sensibilidade face aos antibióticos e todas elas são muito pequenas, sendo a  maior diminuição de sensibilidade de apenas 7%, dados corroborados com outros  estudos idênticos já realizados<SUP>16,41,42</SUP>. </P>     <P>Não obstante estas diminuições, verifica-se que a <I>E. coli</I> aumentou a  sua susceptibilidade a sete antibióticos e manteve uma resistência de 0% a  outros quatro fármacos.</P>     <P>Já no caso da <I>K. pneumoniae</I> a situação não é tão animadora. Esta  bactéria aumentou a sua resistência a seis antibióticos, existindo mesmo casos  de uma diminuição de 75% na sensibilidade da bactéria. Manteve, contudo, uma  sensibilidade total a cinco antibióticos e diminuiu para zero a sua capacidade  de resistir à tobramicina e à netilmicina. O aumento de resistências desta  bactéria face a alguns antibióticos é uma situação que se tem vindo a verificar  em alguns estudos já efectuados<SUP>9</SUP>, sendo que no trabalho presente não  foi excepção. De referir ainda que 63,6% das <I>K. pneumoniae</I> isoladas neste  estudo provinham de doentes internados, o que, à partida, poderá aumentar a  capacidade de resistência por parte das bactérias. Estas duas bactérias  mantiveram uma sensibilidade total à ceftazidima, à cefotaxima, ao imipenem e à  nitrofurantoína. Estes quatro antibióticos poderão surgir, assim, como boas  hipóteses de tratamento empírico.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <P><B>Conclusão </B></P>     <P>As infecções urinárias podem dividir-se entre as não complicadas,  predominantemente associadas à <I>E. coli</I>, com boa resposta terapêutica, e  as complicadas, associadas a várias estirpes, que, em comum, apresentam algumas  resistências aos antibióticos<SUP>42</SUP>. </P>     <P>É de extrema importância o conhecimento das resistências aos antibióticos que  cada espécie apresenta nesse momento<SUP>6</SUP>.</P>     <P>A aplicação de um tratamento empírico deve estar sempre associado com as  estirpes mais prevalentes nessa região, com o local de origem do doente, assim  como com a sua susceptibilidade aos vários antimicrobianos<SUP>38,42,43</SUP>. O  mesmo se aplica às instituições hospitalares, que devem ter um conhecimento  profundo e actualizado das principais estirpes prevalentes, bem como dos  antibióticos mais adequados a utilizar nos seus doentes  institucionalizados<SUP>20</SUP>. Torna-se assim indispensável conhecer esta  realidade em cada região, a fim de poderem ser aplicados antibióticos que, à  partida, irão conseguir resolver as infecções urinárias, nunca sendo descurado o  exame laboratorial, nomeadamente a urocultura e o eventual teste de  sensibilidade aos antimicrobianos. Para além da importância referida, as  análises laboratoriais permitem que, em caso de insucesso da terapêutica  empírica, que se situa nos 11% segundo alguns trabalhos realizados<SUP>39</SUP>,  o clínico disponha de alternativas eficazes. </P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Bibliografía</B></P>     <!-- ref --><P>1. Nutton V. The seeds of disease: an explanation of contagion and infection  from the Greeks to the Renaissance. Med Hist. 1983;27:1–34.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S0870-9025201100020000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>2. Gradmann C. Robert Koch and the pressures of scientific research:  tuberculosis and tuberculin. Med Hist. 2001;45:1–32.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S0870-9025201100020000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>3. Dosani S. Penicillin man: Alexander Fleming and the Antibiotic Revolution.  BMJ. 2005;330:50.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S0870-9025201100020000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>4. Camargo CB, Pedro CC, Lourenço DS, Gironi RH, Martinez R. Infecção de vias  urinárias na comunidade de Ribeirão Preto: Etiologia, sensibilidade bacteriana a  antimicrobianos e implicações terapêuticas. Medicina, Ribeirão Preto.  2002;35:173–8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S0870-9025201100020000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>5. Blatt JM, Miranda MC. Perfil dos microrganismos causadores de infecções  urinárias nos doentes internados. Rev Panam Infectol. 2005;7:10–4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S0870-9025201100020000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>6. Akram M, Shahid M, Khan AU. Etiology and antibiotic resistance patterns of  community–acquired urinary tract infections in J N M C Hospital Aligarh, India.  Ann Clin Microbiol Antimicrob. 2007;6:4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S0870-9025201100020000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>7. Washington W, Allen S, Janda W. Koneman''s color atlas and textbook of  diagnostic microbiology. 6ª ed. Filadélfia, PA: Lippincott Williams and Wilkins;  2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S0870-9025201100020000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>8. Fitzgerald MP. Beyond the lower urinary tract: the association of urologic  and sexual symptoms with common illnesses. Eur Urol. 2007;52:407–15.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S0870-9025201100020000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>9. Dimitrov TS, Udo EE, Emara M, Awni F, Passadilla R. Etiology and  antibiotic susceptibility patterns of community–acquired urinary tract  infections in a Kuwait hospital. Med Princ Pract. 2004;13:334–9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S0870-9025201100020000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>10. Brian S, Alper MD. Urinary tract infection in children. Am Fam Physician.  2005;72:2483–8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S0870-9025201100020000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>11. Santos C, Chaves M, Domingues L, Jacinto C. Infecções urinárias em  pediatria: agentes e resistências na nossa comunidade. Saúde Infantil.  2005;27:37–44.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S0870-9025201100020000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>12. Utz–Billing I, Kentenich H. Female genital mutilation: an injury,  physical and mental harm. J Psychosom Obstet Gynaecol. 2008;29:225–9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S0870-9025201100020000500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>13. Chen H, Chiu AP, Lam PS, Poon WK, Chow SM, Ng WP, et al. Prevalence of  infections in residential care homes for the elderly in Hong Kong. Hong Kong Med  J. 2008;14:444–50.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S0870-9025201100020000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>14. Huppert JS, Biro F, Lan D, Mortensen JE, Reed J, Slap GB. Urinary  symptoms in adolescent females: STI ou ITU? J Adolesc Health. 2007;40:418–24.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S0870-9025201100020000500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </P>     <P>15. Murray PR, Rosenthal KS, Pfaller MA. Medical microbiology. 5ª&nbsp;ed.  Amsterdã: Elsevier Mosby; 2005. </P>     <!-- ref --><P>16. Randrianirina F, Soares JL, Carod JF, Ratsima E, Thonnier V, Combe P, et  al. Antimicrobial resistance among uropathogens that cause community–acquired  urinary tract infections in Antananarivo, Madagascar. J Antimicrob Chemother.  2008;59:309–12.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S0870-9025201100020000500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>17. Bishara J, Leibovici L, Huminer D, Drucker M, Samra Z, Konisberger H, et  al. Five–year prospective study of bacteraemic urinary tract infection in a  single institution. Eur J Clin Microbiol Infect Dis. 2007;16:563–7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S0870-9025201100020000500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>18. Miragliotta G, Di Pierro MN, Miragliotta L, Mosca A. Antimicrobial  resistance among uropathogens responsible for community–acquired urinary tract  infections in an Italian community. J Chemother. 2008;20:721–7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S0870-9025201100020000500018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>19. Bouzenoune F, Boudersa F, Bensaad A, Harkat F, Siad N. Urinary tract  infections in Ain M''lila (Algeria): antibiotic resistance of 239&nbsp;strains  isolated between 2006&nbsp;and 2007. Med Mal Infect. 2009;39:142–3.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S0870-9025201100020000500019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>20. Al–Mardeni RI, Batarseh A, Omaish L, Shraideh M, Batarseh B, Unis N.  Empirical treatment for pediatric urinary tract infection and resistance  patterns of uropathogens, in Queen Alia hospital and prince A''Isha military  center – Jordan. Saudi J Kidney Dis Transpl. 2009;20:135–9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S0870-9025201100020000500020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>21. Al Khorasani A, Banajeh S. Bacterial profile and clinical outcome of  childhood meningitis in rural Yemen: a 2–year hospital–based study. J Infect.  2006;53:228–34.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S0870-9025201100020000500021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>22. Sigaúque B, Roca A, Mandomando I, Morais L, Quintó L, Sacarlal J, et al.  Community–acquired bacteremia among children admitted to a rural hospital in  Mozambique. Pediatr Infect Dis J. 2009;28:108–13.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S0870-9025201100020000500022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>23. Gaspari RJ, Dickson E, Karlowsky J, Doern G. Multidrug resistance in  pediatric urinary tract infections. Microb Drug Resist. 2006;12:126–9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S0870-9025201100020000500023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>24. Anatoliotaki M, Galanakis E, Schinaki A, Stefanaki S, Mavrokosta M,  Tsilimigaki A. Antimicrobial resistance of urinary tract pathogens in children  in Crete, Greece. Scand J Infect Dis. 2007;39:671–5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S0870-9025201100020000500024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>25. Xue P, Deng LH, Zhang ZD, Yang XN, Wan MH, Song B, et al. Infectious  complications in patients with severe acute pancreatitis. Dig Dis Sci.  2009;54:2748–53.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S0870-9025201100020000500025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>26. Newman DK. Internal and external urinary catheters: a primer for clinical  practice. Ostomy Wound Manage. 2008;54:18–35.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S0870-9025201100020000500026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>27. Shigemura K, Arakawa S, Tanaka K, Fujisawa M. Clinical investigation of  isolated bacteria from urinary tracts of hospitalized patients and their  susceptibilities to antibiotics. J&nbsp;Infect Chemother. 2009;15:18–22.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S0870-9025201100020000500027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>28. Lopez FC, Álvarez de Luna F, Gordillo Urbano RM, Ibarra González A, Casal  Román M. Microorganismos aislados de muestras de orina procedentes de la  comunidad y padrón de sensibilidad en un periodo de 12&nbsp;años. Rev Esp  Quimioterapia. 2005;18:159–67.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000153&pid=S0870-9025201100020000500028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>29. Eiros Bouza JM, Inglada Galiana L, Ochoa Sangrador C, Pérez Mendez C.  Etiologia de las infecciones del tracto urinário y sensibilidad de los  uropatógenos a los antimicrobianos. Rev Esp Quimioterapia. 2005;18:12–25.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000155&pid=S0870-9025201100020000500029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>30. Andreu A, Alós JI, Gobernado M, Marco F, De La Rosa M, Garcia–Rodriguez  JÁ. Etiología y sensibilidad a los antimicrobianos de los uropatógenos causantes  de la infección urinaria baja adquirida en la comunidad: estudio nacional  multicéntrico. Enferm Infecc Microbiol Clin. 2005;23:4–9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000157&pid=S0870-9025201100020000500030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>31. Camacho C. Infecção urinária na criança: sensibilidade e resistências  bacterianas. Islenha Médica.2002;70–7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000159&pid=S0870-9025201100020000500031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>32. Oliveira M. Infecção do tracto urinário na criança. BioAnálise.  2004;1:23–29.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000161&pid=S0870-9025201100020000500032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>33. Rodrigues F, Alves AF, Lemos L. Infecções urinárias diagnosticadas no  serviço de urgência: dados microbiológicos e implicações na terapêutica e  profilaxia. Acta Pediátrica Portuguesa. 2006;1:5–8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000163&pid=S0870-9025201100020000500033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>34. Zbinden R, Blass R. Serratia plymuthica osteomyelitis following a  motocycle accident. J Clin Microbiol. 1988;26:1409–10.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000165&pid=S0870-9025201100020000500034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>35. Winn WC, Koneman, EW. Diagnóstico microbiológico. 5ª ed. São Paulo:  Santos Livraria; 2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000167&pid=S0870-9025201100020000500035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>36. Ursua PR, Unzaga MJ, Melero P, Iturburu I, Ezpeleta C, Cisterna R.  Serratia rubidaea as an invasive pathogen. J Clin Microbiol. 2006;34:216–7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000169&pid=S0870-9025201100020000500036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>37. Ortega M, Marco F, Soriano A, Almela M, Martínez JA, Muñoz A, et al.  Analysis of 4758&nbsp;Escherichia coli bacteraemia episodes: predictive factors  for isolation of an antibiotic–resistant strain and their impact on the outcome.  J Antimicrob Chemother. 2009;63:568–74.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000171&pid=S0870-9025201100020000500037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>38. Leonés SE, Banderas Donaire MJ, Jiménez Sánchez A, Macías López B, Núñez  García D. Etiologia y resistencias bacterianas de las infecciones urinarias en  un centro de salud rural. Medicina de Familia (And). 2002;2:104–7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000173&pid=S0870-9025201100020000500038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>39. Mei Lau S, Peng M, Chang F. Resistance rates to commonly used  antimicrobials among pathogens of both bacteremic and non–bacteremic  community–acquired urinary tract infection. J Microbial Immunol Infect.  2004;37:185–91.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000175&pid=S0870-9025201100020000500039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>40. Chulain MN, Murray AM, Corbett–Feeney G, Cormican M. Antimicrobial  resistance in E.coli associated with urinary tract infection in the west of  Ireland. Ir J Med Sci. 2005; 174:6–9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000177&pid=S0870-9025201100020000500040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>41. Guidoni EB, Berezin EN, Nigro S, Santiago NA, Benini V, Toporovski J.  Antibiotic resistance patterns of pediatric community–acquired urinary  infections. Braz J Infect Dis. 2008;12:321–3.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000179&pid=S0870-9025201100020000500041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>42. Wagenlehner FM, Weidner W, Naber KG. Antibiotics in urology: new  essentials. Urol Clin North Am. 2008;35: 69–79.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000181&pid=S0870-9025201100020000500042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>43. Gales A, Jones RN, Gordon KA, Sader HS, Werner WW, Beach ML, et al.  Activity and spectrum of 22 antimicrobial agents tested against urinary tract  infection pathogens in hospitalized patients in Latin America. J Antimicrob  Chemother. 2000;45:295–303.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000183&pid=S0870-9025201100020000500043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <p>&nbsp;</p>     <P><I>Recebido em 3&nbsp;de Março de 2010</I></P>     <P><I>Aceite em 30&nbsp;de Maio de 2011</I></P>      ]]></body><back>
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