<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0870-9025</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Saúde Pública]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Rev. Port. Sau. Pub.]]></abbrev-journal-title>
<issn>0870-9025</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Escola Nacional de Saúde Pública]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0870-90252011000200008</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Análise comparativa de métodos de abordagem da obesidade infantil]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Comparative analysis of methods to address childhood obesity]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Carvalho]]></surname>
<given-names><![CDATA[Maria Ana]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Carmo]]></surname>
<given-names><![CDATA[Isabel do]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
<xref ref-type="aff" rid="A03"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Breda]]></surname>
<given-names><![CDATA[João]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A04"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Rito]]></surname>
<given-names><![CDATA[Ana Isabel]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
<xref ref-type="aff" rid="A05"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Universidade de Lisboa Faculdade de Medicina ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Lisboa ]]></addr-line>
</aff>
<aff id="A02">
<institution><![CDATA[,Universidade Atlântica  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Oeiras ]]></addr-line>
<country>Portugal</country>
</aff>
<aff id="A03">
<institution><![CDATA[,Direcção-Geral da Saúde Plataforma Contra a Obesidade ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Lisboa ]]></addr-line>
<country>Portugal</country>
</aff>
<aff id="A04">
<institution><![CDATA[,Organização Mundial de Saúde - Europa Programa de nutrição, actividade física e obesidade ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Copenhaga ]]></addr-line>
<country>Dinamarca</country>
</aff>
<aff id="A05">
<institution><![CDATA[,Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Lisboa ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>07</month>
<year>2011</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>07</month>
<year>2011</year>
</pub-date>
<volume>29</volume>
<numero>2</numero>
<fpage>148</fpage>
<lpage>156</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0870-90252011000200008&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0870-90252011000200008&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0870-90252011000200008&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Introdução: A obesidade infantil constitui, na actualidade, um dos mais sérios desafios de saúde pública, tendo atingindo níveis epidémicos em vários países do Mundo. A obesidade na infância e adolescência aumenta a probabilidade de obesidade na idade adulta assim como está associada a uma série de efeitos adversos em termos da saúde e do bem-estar das crianças e dos adolescentes. Como tal, a sua prevenção e o seu tratamento tornam-se prioritários. Objectivo: Não estando definido um modelo único padrão no tratamento da obesidade infantil, pretende-se identificar e valorizar neste artigo os elementos essenciais da abordagem desta doença. Material e métodos: Foram analisados maioritariamente estudos aleatorizados controlados que enfatizam importantes desenvolvimentos ao nível das intervenções no âmbito da alimentação, da actividade física, da mudança comportamental, do ambiente familiar e da participação da comunidade. Conclusão: Concluiu-se que as intervenções em ambiente familiar de base comportamental que incorporam modificações ao nível da alimentação e da actividade física parecem ser as mais efectivas no controlo do peso corporal. As intervenções de base comunitária, apesar de ainda serem escassas, parecem assumir um eixo estratégico no combate a esta doença.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: Childhood obesity represents one of the most serious public health challenges, as it has reached epidemic levels in several countries around the world. Obese children and adolescents are more likely to be obese in adulthood. In addition, childhood and adolescent obesity has adverse psychological, social and health consequences in childhood and later in life. Thus, the prevention, early identification and treatment of this disease should be a priority for the health sector. Objective: Since there hasn't been determined one single intervention model that can address and tackle childhood obesity, the aim of this review is to identify the key elements frequently used in the most common approaches to address childhood obesity. Material and methods: The review included mostly randomised controlled trials which have been used to emphasise important developments and contributions of intervention programs concerning diet, physical activity and behaviour modification and also in family and community based programmes. Conclusion: The conclusion was that the interventions used within the childhood obesity approach should be family based and should essentially lie upon behaviour modification regarding diet and physical activity. Interventions targeting a variety of population groups can have potent effects on reducing overweight prevalence and reverse trends particularly the one that takes action at community level.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Adolescentes]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Crianças]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Excesso de peso]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Obesidade]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Tratamento]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Adolescents]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Children]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Obesity]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Overweight]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Treatment]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <P><B>Análise comparativa de métodos de abordagem da obesidade infantil</B></P>     <p>&nbsp;</p>     <P><b>Maria Ana Carvalho<SUP>a</SUP>, Isabel do Carmo<SUP>b</SUP>, João  Breda<SUP>c</SUP>, Ana Isabel Rito<SUP>d</SUP> </b></P>     <P><SUP>a</SUP>Faculdade de Medicina, Universidade de Lisboa, Lisboa.  Universidade Atlântica, Oeiras, Portugal. <A href="mailto:mariaanacarvalho@gmail.com">mariaanacarvalho@gmail.com</A></P>     <P><SUP>b</SUP>Faculdade Medicina, Universidade de Lisboa. Presidente do  Conselho Científico da Plataforma Contra a Obesidade, Lisboa, Portugal</P>     <P><SUP>c</SUP>Programa de nutrição, actividade fisica e obesidade da  Organização Mundial da Saúde – Europa, Copenhaga, Dinamarca</P>     <P><SUP>d</SUP>Instituto Nacional de Saúde e Dr. Ricardo Jorge I.P., Lisboa.  Universidade Atlântica, Oeiras, Portugal</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Resumo</B></P>    <P>Introdução: A obesidade infantil constitui, na actualidade,  um dos mais sérios desafios de saúde pública, tendo atingindo níveis epidémicos  em vários países do Mundo. A obesidade na infância e adolescência aumenta a  probabilidade de obesidade na idade adulta assim como está associada a uma série  de efeitos adversos em termos da saúde e do bem–estar das crianças e dos  adolescentes. Como tal, a sua prevenção e o seu tratamento tornam–se  prioritários. Objectivo: Não estando definido um modelo único padrão no  tratamento da obesidade infantil, pretende–se identificar e valorizar neste  artigo os elementos essenciais da abordagem desta doença. Material e métodos:  Foram analisados maioritariamente estudos aleatorizados controlados que  enfatizam importantes desenvolvimentos ao nível das intervenções no âmbito da  alimentação, da actividade física, da mudança comportamental, do ambiente  familiar e da participação da comunidade. Conclusão: Concluiu–se que as  intervenções em ambiente familiar de base comportamental que incorporam  modificações ao nível da alimentação e da actividade física parecem ser as mais  efectivas no controlo do peso corporal. As intervenções de base comunitária,  apesar de ainda serem escassas, parecem assumir um eixo estratégico no combate a  esta doença.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><B>Palavras chave:</B> Adolescentes. Crianças. Excesso de peso. Obesidade. Tratamento.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Comparative analysis of methods to address childhood obesity</B></P>     <P><B>Abstract</B></P>    <P>Introduction: Childhood obesity represents one of the most  serious public health challenges, as it has reached epidemic levels in several  countries around the world. Obese children and adolescents are more likely to be  obese in adulthood. In addition, childhood and adolescent obesity has adverse  psychological, social and health consequences in childhood and later in life.  Thus, the prevention, early identification and treatment of this disease should  be a priority for the health sector. Objective: Since there hasn't been  determined one single intervention model that can address and tackle childhood  obesity, the aim of this review is to identify the key elements frequently used  in the most common approaches to address childhood obesity. Material and  methods: The review included mostly randomised controlled trials which have been  used to emphasise important developments and contributions of intervention  programs concerning diet, physical activity and behaviour modification and also  in family and community based programmes. Conclusion: The conclusion was that  the interventions used within the childhood obesity approach should be family  based and should essentially lie upon behaviour modification regarding diet and  physical activity. Interventions targeting a variety of population groups can  have potent effects on reducing overweight prevalence and reverse trends  particularly the one that takes action at community level.</P>      <P><B>Keywords:</B> Adolescents. Children. Obesity. Overweight. Treatment.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Introdução </B></P>     <P>A obesidade infantil constitui, na actualidade, um dos mais sérios desafios  de saúde pública, tendo atingido níveis epidémicos em vários países do  Mundo<SUP>1-3</SUP>. As crianças com excesso de peso têm um risco acrescido de  se tornarem adultos obesos<SUP>4,5</SUP>. A obesidade infantil tem um impacto  significativo, a curto e a longo prazo, em termos da saúde e do bem-estar das  crianças e dos adolescentes<SUP>1,6</SUP>. Está frequentemente associada a  outras doenças crónicas como as doenças cardiovasculares e o cancro, sendo de  destacar a hipertensão, dislipidémia, intolerância à glicose, apneia do sono e  infertilidade<SUP>7</SUP>&nbsp;que contribuem para um risco acrescido de morte  prematura e perda de qualidade de vida<SUP>6</SUP>. </P>     <P>A prevalência da obesidade infantil tem vindo a aumentar na grande maioria  dos países industrializados e em muitos países em desenvolvimento. Dados  recentes confirmam que 1/3&nbsp;das crianças portuguesas dos 6&nbsp;aos  8&nbsp;anos de idade apresentam excesso de peso, sendo 14,6% obesas<SUP>8</SUP>.  Na Europa, a prevalência do excesso de peso infantil é menor nos países da  Europa Central e maior nos países mediterrânicos, que apresentam prevalências na  ordem dos 20&nbsp;a 40%<SUP>3</SUP>. Portugal é um dos países da União Europeia  com maior prevalência da obesidade infantil<SUP>9</SUP>. Nos Estados Unidos da  América (EUA), de acordo com os dados obtidos do <I>National Health and  Nutrition Examination Survey </I>(NHANES) de 2003-2006, 31,9% das crianças e dos  adolescentes com idades compreendidas entre os 2&nbsp;e 19&nbsp;anos têm excesso  de peso, sendo 16% obesas<SUP>10</SUP>.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Neste contexto, a prevenção e o tratamento da obesidade infantil tornam-se  prioritários, já que é mais difícil reverter a obesidade na idade adulta assim  como tratar as co-morbilidades associadas<SUP>6</SUP>. Não estando definido um  modelo único padrão no tratamento da obesidade infantil<SUP>2</SUP>, pretende-se  identificar e valorizar neste artigo os elementos essenciais na abordagem da  obesidade infantil.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Abordagem da obesidade infantil </B></P>     <P><I><B>Avaliação do estado nutricional </B></I></P>     <P>A avaliação do estado nutricional das crianças e dos adolescentes representa  o primeiro passo na abordagem da obesidade infantil. Esta avaliação é feita,  actualmente, com base no cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC), expresso  como o peso corporal em kg a dividir pela estatura em metros ao  quadrado<SUP>11</SUP>. Relativamente às crianças e aos adolescentes não se pode  utilizar os mesmos critérios que se utilizam nos adultos<SUP>6,12,13</SUP>, uma  vez que nas crianças e nos adolescentes, o IMC varia consideravelmente com a  idade e o sexo<SUP>10,13</SUP>. Contudo, ainda não se chegou a um consenso  universal relativamente aos critérios de classificação do IMC para a população  pediátrica, na medida em que a selecção de uma única curva de crescimento  levanta questões pertinentes e ainda em discussão<SUP>14</SUP>. Alguns países,  nomeadamente França, Reino Unido, Singapura, Suécia, Dinamarca e Holanda,  desenvolveram as suas próprias tabelas de crescimento, que relacionam dentro de  cada sexo o IMC com a idade<SUP>13</SUP>. Nos EUA, utilizam-se as curvas  publicadas em 2000&nbsp;pelo <I>Center for Disease Control and Prevention</I>  (CDC), que representam uma revisão das curvas do <I>National Center for Health  Statistics</I> (NCHS) de 1977, baseando-se em dados de cinco <I>surveys </I>de  carácter epidemiológico<I> (Cycles I e II do National Health Examination Survey  II e III e National Health and Nutrition Examination Surveys I, II e III)  </I>desenvolvidos entre 1963&nbsp;e 1994, em crianças e adolescentes dos  2&nbsp;aos 20&nbsp;anos de idade<SUP>15</SUP>. Em 2000, Cole et  al.<SUP>16</SUP>&nbsp;estabeleceram pontos de corte para o excesso de peso e a  obesidade baseados nos dados de IMC, em função da idade e do sexo, de crianças  dos 2&nbsp;aos 18&nbsp;anos. Estes pontos de corte foram desenvolvidos a partir  de dados de seis países (Brasil, Grã-Bretanha, Hong Kong, Holanda, Singapura e  Estados Unidos) e estabelecidos através da utilização de percentis ligados aos  pontos de corte estabelecidos para sobrepeso (<U>&gt;</U>  25&nbsp;kg/m<SUP>2</SUP>) e obesidade (<U>&gt;</U> 30&nbsp;kg/m2) em adultos.  São estas as curvas recomendadas pela <I>International Obesity Task Force</I>  (IOTF) e frequentemente utilizadas por vários investigadores em estudos  epidemiológicos<SUP>6</SUP>. Em 2006, a Organização Mundial de Saúde (OMS)  lançou as curvas de crescimento que se baseiam nos resultados de um estudo  multicêntrico (<I>WHO Multicentre Growth Reference Study - MGRS</I>) elaborado  entre 1997&nbsp;e 2003&nbsp;em diferentes continentes e que inclui amostras  altamente selectivas de lactentes e crianças oriundas das cidades de Davis  (Estados Unidos), Muscat (Oman), Oslo (Noruega), Pelotas (Brasil), Accra (Gana)  e da região sul de Deli (Índia). A metodologia utilizada na construção das  curvas da OMS teve como base uma robusta amostra populacional de lactentes, em  condições favoráveis de crescimento, de acordo com o potencial genético e com  21&nbsp;avaliações no decurso dos primeiros 24&nbsp;meses de vida. O estudo teve  como condição primordial a forte motivação das mães para o aleitamento materno  exclusivo nos primeiros 4-6&nbsp; meses de vida. A segunda componente  imprescindível relativa à população estudada, era a de que o plano de  diversificação alimentar fosse correcto e que o lactente beneficiasse de todos  os cuidados de saúde adequados a um saudável crescimento e desenvolvimento de  acordo com o seu potencial genético. Foi também critério de inclusão no estudo a  ausência de hábitos tabágicos nas mães, durante e após a  gestação<SUP>17,18</SUP>. De acordo com Guerra<SUP>17</SUP>, as curvas da OMS  foram adoptadas por muitos países, nomeadamente 14&nbsp;na Europa, 17&nbsp;em  África, 35&nbsp;na América, 9&nbsp;no Médio Oriente, 9&nbsp;no Sudeste Asiático  e 8&nbsp;no Pacífico Ocidental, entre outros, num total de 101&nbsp;países. Em  Portugal, as tabelas de crescimento e as curvas de percentis adoptadas desde  Setembro de 2005&nbsp;pela Direcção-Geral de Saúde são as estabelecidas pelo CDC  dos EUA<SUP>19</SUP>. De acordo com estas curvas, uma criança com um IMC entre o  percentil 85&nbsp;e 95&nbsp;para a idade e sexo tem excesso de peso e acima do  percentil 95&nbsp;para a idade e sexo tem obesidade. </P>     <P>Posteriormente à avaliação do estado nutricional, torna-se fundamental a  avaliação de possíveis causas exógenas da obesidade, apesar de estas serem  raras. Entre elas destacam-se algumas doenças genéticas e endócrinas, atraso no  crescimento e perturbações do comportamento alimentar. Outro aspecto a ter em  conta e a avaliar é o das co-morbilidades associadas à obesidade. Para além  disso, a história familiar da obesidade, a história social e psicológica assim  como os hábitos alimentares e a prática de actividade física também devem ser  avaliados<SUP>11,20</SUP>. </P>     <P><I><B>Objectivos da abordagem da obesidade infantil </B></I></P>     <P>O objectivo primário da abordagem da obesidade infantil consiste na adopção  de estilos de vida mais saudáveis, nomeadamente no que concerne à alimentação e  actividade física, pelas crianças e pelos adolescentes assim como por toda a  família<SUP>21-23</SUP>. É igualmente importante melhorar ou reverter as  co-morbilidades associadas. A pressão arterial e o perfil lipídico tendem a  melhorar com o controlo do peso e por isso, segundo alguns autores, a  monitorização destes parâmetros durante as consultas de seguimento é essencial,  pois permitirá demonstrar à família que a melhoria do bem-estar geral ocorre  independentemente da perda de peso corporal<SUP>20,21</SUP>. </P>     <P>Para além disso é também um objectivo a diminuição do IMC das crianças, para  que este, em relação à idade da criança, seja inferior ao percentil 85. Este  objectivo pode ser alcançado através da integração de várias estratégias a  diferentes níveis que visam essencialmente a possível perda ou a manutenção do  peso corporal<SUP>21</SUP>. Por existir uma fraca correlação com o excesso de  peso na idade adulta até aos 2&nbsp;anos de idade, devido ao rápido crescimento  e desenvolvimento que ocorre nesta faixa etária, não é aconselhado a perda de  peso durante os dois primeiros anos de vida<SUP>22</SUP>. </P>     <P><I><B>Tipos de intervenções específicas </B></I></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><I><B>a. Alimentação </B></I></P>     <P>A alimentação constitui um elemento chave na abordagem da obesidade infantil,  tendo sido propostas, ao longo das últimas décadas, várias intervenções a este  nível. Contudo, ainda não se chegou a um consenso sobre qual a intervenção  dietética mais eficaz na abordagem da obesidade infantil, na medida em que não  existem ensaios clínicos aleatorizados controlados que avaliem os efeitos das  diferentes prescrições dietéticas no peso e na composição corporal,  independentemente de outros factores, nomeadamente a mudança comportamental e a  prática de actividade física. Neste contexto, torna-se fundamental apresentar  algumas das estratégias alimentares que têm sido adoptadas na abordagem da  obesidade infantil<SUP>23-25</SUP>. </P>     <P><I>Dietas hipocalóricas </I></P>     <P>As dietas hipocalóricas caracterizam-se por uma diminuição da ingestão  energética diária em paralelo com um aporte equilibrado de macronutrientes, de  acordo com as <I>Dietary Reference Intake </I>(DRI)<SUP>26</SUP>: 45-65% do  Valor Calórico Total (VCT) em hidratos de carbono, 10-30% do VCT em proteínas e  25-35% do VCT em lípidos. A evidência científica sugere que as dietas  hipocalóricas de 900&nbsp;a 1200&nbsp;kcal diárias parecem ser eficazes no  controlo do peso corporal, a curto e a longo prazo, em crianças dos 6&nbsp;aos  12&nbsp;anos de idade. Nos adolescentes com idades compreendidas entre os  13&nbsp;e 18&nbsp;anos recomenda-se uma ingestão ligeiramente superior desde que  não ultrapasse as 1200&nbsp; kcal por dia. Contudo, continua por esclarecer qual  a contribuição das dietas hipocalóricas, como factor independente, na perda de  peso corporal<SUP>21,27</SUP>. </P>     <P><I>Dietas hipoglicídicas e hiperproteicas </I></P>     <P>Sondike et al.<SUP>28</SUP>&nbsp; compararam os efeitos de uma dieta  hipoglicídica (20g de hidratos de carbono por dia durante as primeiras duas  semanas de intervenção e 40g de hidratos de carbono por dia nas 10&nbsp;semanas  seguintes) com os de uma dieta hipolipídica (&lt; 40&nbsp;g de lípidos por dia)  na perda de peso e no perfil lipídico, em adolescentes obesos. Após  12&nbsp;semanas de intervenção, os autores verificaram que houve uma maior  diminuição do IMC no grupo que recebeu a dieta hipoglicídica. Contudo, no que  respeita ao perfil lipídico, o grupo que recebeu a dieta hipolipídica registou  uma redução dos níveis do colesterol total e do colesterol LDL e um aumento do  colesterol HDL ao contrário dos adolescentes que receberam a dieta  hipoglicídica, onde se verificou um aumento dos níveis de colesterol LDL. Estes  resultados vão de encontro a alguns estudos anteriores<SUP>25</SUP>&nbsp;que  demonstraram uma redução significativa do IMC no grupo que recebeu uma dieta  hipoglicídica comparativamente aos que receberam uma dieta hipolipídica.  Contudo, os resultados obtidos através destes estudos devem ser interpretados  com algum cuidado, na medida em que não são conhecidos os efeitos a longo prazo  das dietas hipoglícidicas ao nível do crescimento e desenvolvimento das crianças  e dos adolescentes<SUP>23</SUP>. </P>     <P>Apesar de muitas vezes serem prescritas dietas hiperproteicas em programas de  redução de peso, estas não providenciam benefícios na perda e na manutenção do  peso corporal, podendo por vezes apresentar efeitos nefastos para a saúde.  Roland-Cachera et al.<SUP>29</SUP>&nbsp;compararam o efeito de duas dietas com  teores proteicos diferentes (19% versus 15% do VCT) na composição corporal, em  adolescentes obesos com idades compreendidas entre os 11&nbsp;e 16&nbsp;anos.  Após 1&nbsp;ano da intervenção, verificou-se que a média do peso perdido em  ambas as intervenções foi de 30&nbsp;kg. No entanto, após 2&nbsp;anos houve um  ganho de 21&nbsp;kg e uma perda progressiva dos comportamentos adquiridos  anteriormente, em ambos os grupos de intervenção. Assim, concluiu-se que uma  dieta de elevado teor proteico não conferiu nenhum benefício no tratamento da  obesidade infantil. </P>     <P>A literatura sugere que a efectividade, a longo prazo, das dietas  hipoglicídicas e hiperproteicas é escassa, devido essencialmente a duas razões.  Primeiro, porque o número de estudos que adoptaram este tipo de dietas é muito  limitado e em segundo lugar, os estudos que existem têm algumas limitações,  entre as quais se destaca o facto de estas dietas serem acompanhadas por uma  ingestão energética muito reduzida que pode comprometer o crescimento e o  desenvolvimento das crianças e dos adolescentes<SUP>23</SUP>. </P>     <P><I>Dietas de baixo Índice Glicémico e de reduzida Carga Glicémica </I></P>     <P>O Índice Glicémico (IG) é um parâmetro que permite avaliar o efeito  hiperglicemiante de uma refeição ou de um alimento, ou seja, o poder que o  alimento ou refeição tem para elevar a concentração de glucose sanguínea após a  sua ingestão. Este valor é obtido através da resposta glicémica a uma quantidade  fixa de hidratos de carbono (50&nbsp;g) de um determinado alimento em comparação  com a mesma quantidade de hidratos de carbono (50&nbsp;g) presentes num alimento  de referência, que pode ser o pão branco ou a glucose, consumido pelo mesmo  indivíduo. Em 1997, o conceito de Carga Glicémica (CG) foi introduzido pela  Universidade de Harvard para quantificar o efeito glicémico total de uma porção  de alimento. Assim, a CG de uma porção de um alimento é obtida através do  produto da quantidade de hidratos de carbono disponíveis numa porção de alimento  pelo IG desse mesmo alimento<SUP>30,31</SUP>.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Spieth et al.<SUP>32</SUP>&nbsp;comparou os efeitos de uma dieta de baixo IG  com os de uma dieta hipolípidica na população pediátrica, durante 4&nbsp;meses.  O IMC diminui 1,15&nbsp;kg/m<SUP>2</SUP>&nbsp;no grupo que recebeu a dieta de  baixo IG e 0,03&nbsp;kg/m<SUP>2</SUP>&nbsp;no grupo que recebeu a dieta  hipolípidica, sendo esta diferença estatisticamente significativa. Os resultados  foram semelhantes para as alterações no peso corporal (-1,16&nbsp;kg versus  +1,44&nbsp;kg). Ebbeling et al.<SUP>33</SUP>&nbsp;comparou os efeitos de uma  dieta <I>ad libitum</I> de reduzida CG com os de uma dieta hipocalórica e  hipolípidica, em adolescentes obesos com idades compreendidas entre os 13&nbsp;e  21&nbsp;anos. Após 12&nbsp;meses, o IMC (-1,3&nbsp;±&nbsp;0,7&nbsp;versus  0,7&nbsp;±&nbsp;0,5) e a massa gorda (-3,0&nbsp;±&nbsp;1,6&nbsp;versus  1,8&nbsp;±&nbsp;1&nbsp;kg) diminuíram significativamente, sendo esta diminuição  mais pronunciada no grupo da dieta de reduzida CG. </P>     <P>Em ambos os estudos foram demonstradas perdas estatisticamente significativas  no que respeita ao peso corporal e ao IMC tanto nos grupos que receberam uma  dieta de baixo IG como nos que receberam uma dieta de reduzida CG, ambas sem  restrição calórica. </P>     <P><I>Dieta do "Semáforo"</I></P>     <P>A Dieta do "Semáforo", mais comummente conhecida por <I>The Traffic Light  Diet</I> ou <I>Stop Light Diet</I> foi desenvolvida por Epstein et al., sendo  actualmente a intervenção dietética mais utilizada na abordagem da obesidade  infantil nos EUA<SUP>24</SUP>. </P>     <P>O objectivo principal desta dieta é providenciar às crianças uma alimentação  equilibrada através da redução do aporte energético. Os alimentos são  categorizados como encarnados, amarelos ou verdes com base no seu valor  energético e nutricional. Assim, os alimentos verdes (por exemplo frutos  e&nbsp;hortícolas) por apresentarem um baixo valor energético são de consumo  livre, os alimentos amarelos (por exemplo leite, iogurte e cereais) por  possuírem um valor energético superior ao dos alimentos verdes, apesar de  conterem os nutrientes essenciais para uma alimentação equilibrada, devem ser  consumidos moderadamente e por fim, os alimentos encarnados (por exemplo doces e  alimentos fritos) por apresentarem uma elevada densidade energética e reduzida  densidade nutricional devem ser limitados<SUP>34-38</SUP>. A partir deste  sistema de cores, é recomendada a adopção de uma dieta hipocalórica pelas  crianças e pelos adolescentes. Inicialmente a ingestão calórica variava entre um  mínimo de 900&nbsp; kcal e um máximo de 1200&nbsp;kcal diários. Contudo, esta  ingestão tem sofrido algumas modificações ao longo das últimas duas décadas,  variando actualmente entre um mínimo de 1000<SUP>36,38</SUP>&nbsp;a  1200&nbsp;kcal<SUP>35,37</SUP>&nbsp;e um máximo de 1200<SUP>36,38</SUP>&nbsp;a  1500&nbsp;kcal diários<SUP>35,37</SUP>. Para além disso, as crianças e  respectivas famílias são encorajadas a reduzir a ingestão dos alimentos  encarnados, sendo variável o número de alimentos permitidos  semanalmente<SUP>35-38</SUP>. Por fim, é recomendado às crianças e respectivos  pais que mantenham o balanço nutricional através da ingestão do número de  porções recomendado nas <I>Food-based Dietary Guidelines</I>. Quando o IMC da  criança atingir um percentil inferior ao percentil 85, são acrescentados  100&nbsp;kcal diários à alimentação da criança. </P>     <P>Epstein et al.<SUP>35-37</SUP>&nbsp;desenvolveu vários estudos no âmbito da  abordagem da obesidade infantil onde a Dieta do "Semáforo" foi integrada com  outros componentes, nomeadamente modificações do comportamento e da prática de  actividade física em ambiente familiar. Apesar de terem sido demonstradas perdas  de peso sustentáveis após 5&nbsp;e 10&nbsp;anos de intervenção<SUP>35</SUP>, não  se pode afirmar que estas perdas se devam exclusivamente à Dieta do "Semáforo",  na medida em que estes estudos não excluem outras componentes da intervenção. É  igualmente importante referir que o trabalho realizado por Epstein et al. ao  longo dos últimos anos tem-se focado maioritariamente em famílias americanas  caucasianas de classe média, com crianças com idades compreendidas entre os  6&nbsp;e os 12&nbsp;anos e como tal, a sua aplicabilidade a outras populações  ainda não foi estabelecida. </P>     <P>Parece assim que a Dieta do "Semáforo" como parte integrante de uma  intervenção da abordagem da obesidade infantil, poderá estar associada a  reduções na adiposidade das crianças com idades compreendidas entre os 6&nbsp;e  os 12&nbsp;anos. </P>     <P><I><B>b. Actividade física </B></I></P>     <P>A maior parte dos estudos realizados no âmbito da abordagem da obesidade  infantil, enfatiza a importância da incorporação da prática de actividade física  nos programas de controlo&nbsp;do peso, não só pelos seus efeitos ao nível da  composição corporal mas também devido a todos os benefícios que a sua prática  representa para a saúde, nomeadamente a melhoria do estado cardiorespiratório e  muscular, da saúde óssea, dos biomarcadores cardiovasculares e metabólicos assim  como parece reduzir alguns sintomas associados à depressão<SUP>39</SUP>. </P>     <P>Enquanto nos adultos as recomendações para a prática de actividade física são  de 150&nbsp;a 300&nbsp;minutos por semana<SUP>39</SUP>, para as crianças e os  adolescentes as recomendações são diferentes. O <I>Canada's Physical Activity  Guide</I> recomenda um aumento inicial de 30&nbsp;minutos por dia de actividade  física, dos quais 10&nbsp;minutos deverão ser de actividade física vigorosa,  seguidos por um aumento de 15&nbsp;minutos por dia nos cinco meses subsequentes.  Em paralelo com o aumento da prática de actividade física, preconiza-se a  diminuição de 30&nbsp;minutos diários de comportamentos sedentários,  nomeadamente ver televisão, estar sentado ao computador ou jogar jogos  electrónicos sem movimento<SUP>40</SUP>. As recomendações australianas são de  pelo menos 60&nbsp;minutos por dia de actividade física moderada a vigorosa.  Contudo, caso a criança seja sedentária, deverá começar por actividades de  intensidade moderada durante pelo menos 30&nbsp;minutos diários e ir aumentando  gradualmente. Recomenda-se também uma redução dos comportamentos sedentários a  2&nbsp;horas por dia no máximo<SUP>41,42</SUP>. Por último, o CDC recomenda a  prática de 60&nbsp;minutos diários de actividade física moderada a vigorosa,  sendo que a maior parte desta actividade física aeróbia deve ser de intensidade  moderada e deve incluir pelo menos 3&nbsp;dias por semana de actividade física  de intensidade vigorosa<SUP>39</SUP>. É importante encorajar as crianças e os  adolescentes a participarem em actividades adequadas à sua faixa etária, que  sejam divertidas e dêem prazer, de modo a que sua prática seja mantida a longo  prazo<SUP>11,22</SUP>. Relativamente às crianças obesas, estas poderão ter que  iniciar a prática de actividade física por períodos de curta duração e ir  aumentando gradualmente ao longo dos tempos. A família assume um papel  fundamental na criação de oportunidades para um estilo de vida mais activo,  através da criação de actividades desenvolvidas em ambiente familiar e da  monitorização do tempo que as crianças despendem em comportamentos sedentários.  São muitas as abordagens que contribuem para o aumento da prática de actividade  física nomeadamente, a integração da mesma nas actividades diárias, a  participação numa actividade física vigorosa e  estruturada<SUP>43</SUP>&nbsp;assim como a redução dos comportamentos  sedentários<SUP>36,37</SUP>. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Gutin et al.<SUP>43</SUP>&nbsp;determinou os efeitos do treino físico, de  intensidade moderada e elevada, no estado cardiovascular, na percentagem de  massa gorda e no tecido adiposo visceral em adolescentes obesos com idades  compreendidas entre os 13&nbsp;e 16&nbsp;anos. A amostra foi aleatorizada em  três grupos de intervenção: 1) sessões de sensibilização sobre estilos de vida  saudáveis; 2) sessões de sensibilização sobre estilos de vida  saudáveis&nbsp;+&nbsp;treino físico de intensidade moderada; 3) sessões de  sensibilização sobre estilos de vida saudáveis&nbsp;+&nbsp;treino físico de  intensidade elevada. Após 8&nbsp;meses de intervenção, os autores verificaram  que houve uma melhoria do estado cardiovascular no grupo que participou no  treino físico de intensidade elevada comparativamente ao grupo que participou  apenas nas sessões de sensibilização sobre estilos de vida saudáveis. Contudo, o  mesmo não se verificou no grupo que recebeu o treino físico de intensidade  moderada. De forma a testar a hipótese de que os adolescentes que participaram  nas sessões de sensibilização sobre estilos de vida saudáveis e no treino  físico, teriam maiores alterações no estado cardiovascular e na composição  corporal do que os que participaram apenas nas sessões de sensibilização sobre  estilos de vida saudáveis, formou-se um grupo que compreendeu os adolescentes  que frequentaram duas ou mais vezes por semana os treinos físicos e que  assistiram a 40% ou mais das sessões. Verificou-se que este grupo obteve  alterações favoráveis no estado cardiovascular e no tecido adiposo visceral. No  entanto, não foram encontradas diferenças na composição corporal entre os  treinos físicos de intensidade moderada e elevada. Assim, aparentemente, as  melhorias na composição corporal podem ser obtidas tanto pelo exercício físico  moderado como pelo vigoroso.</P>     <P>No que respeita à redução dos comportamentos sedentários foram realizados  dois estudos por Epstein et al. No primeiro estudo<SUP>36</SUP>, os autores  compararam a influência da diminuição dos comportamentos sedentários versus o  aumento da actividade física na melhoria do peso corporal e do <I>fitness</I>  aeróbio em crianças obesas com idades compreendidas entre os 8&nbsp;e  12&nbsp;anos. A estas crianças foi providenciado um programa de controlo do peso  de base compreensiva e familiar que incluía uma forte componente alimentar  (Dieta do "Semáforo") e comportamental apesar de haver diferenças no que  respeita à prática de actividade física. As crianças foram distribuídas  aleatoriamente por quatro grupos de intervenção de acordo com os comportamentos  (comportamentos sedentários versus actividade física) e a dose de tratamento  (reduzida versus elevada). A dose de tratamento foi de 10&nbsp;a  20&nbsp;horas/semana no grupo dos comportamentos sedentários e o equivalente em  dispêndio energético de 16,1&nbsp;ou 32,2&nbsp;km/semana no grupo da actividade  física. Verificou-se que após 2&nbsp;anos, houve uma diminuição significativa na  percentagem de excesso de peso e na gordura corporal bem como uma melhoria no  <I>fitness</I> aeróbio em ambas as intervenções. Parece assim que a redução dos  comportamentos sedentários como parte integrante de um programa de controlo do  peso de base compreensiva e familiar pode assegurar benefícios semelhantes a um  programa que visa o aumento da prática da actividade física. No segundo  estudo<SUP>37</SUP>&nbsp;foram avaliadas as diferenças entre sexo em dois  programas de controlo do peso, sendo que um deles visava o aumento da actividade  física e o outro a redução dos comportamentos sedentários, em combinação com o  aumento da prática de actividade física. Após 12&nbsp;meses, foram registadas  diferenças significativas na percentagem de excesso de peso entre os rapazes  (-15,8%) e as raparigas (-1,0%) que receberam o tratamento combinado. Contudo, o  mesmo não se verificou na intervenção que visava apenas o aumento da prática de  actividade física (-9,3% para os rapazes e -7,6% para as raparigas).  Aparentemente os rapazes beneficiaram mais das intervenções combinadas do que as  raparigas mas no que respeita a intervenções que visam somente o aumento da  prática de actividade física a resposta é idêntica em ambos os sexos. </P>     <P><I><B>c. Mudança comportamental </B></I></P>     <P>As intervenções em termos de mudança comportamental apresentam  características interessantes. Primeiro, define objectivos claros que podem ser  facilmente medidos (por exemplo: caminhar 4&nbsp;vezes por semana, prolongar o  tempo das refeições por mais 10&nbsp;minutos). Em segundo lugar, pode auxiliar  as pessoas a explorar as razões facilitadoras e as barreiras à aquisição de  determinados comportamentos para que elas próprias sejam capazes de identificar  o modo como pode ocorrer a mudança comportamental. Por último, defende a adopção  de pequenas mudanças, que devem ser adquiridas gradualmente, uma vez que as  mudanças drásticas raramente são mantidas ao longo do tempo<SUP>44</SUP>. </P>     <P>As estratégias utilizadas na mudança comportamental, referentes  especificamente às mudanças ao nível da alimentação e actividade física, são  bastante diversificadas, destacando-se entre elas: o controlo do ambiente  envolvente, a monitorização dos comportamentos, o estabelecimento de objectivos  e a recompensa pelos objectivos alcançados. Na tabela estão descritos alguns  exemplos respeitantes a cada uma destas estratégias a serem adoptados tanto  pelas crianças como pelas respectivas famílias. </P>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="/img/revistas/rpsp/v29n2/29n2a08t0.jpg" target="_blank">Tabela</a> -<b> Estratégias comportamentais na abordagem da obesidade infantil</b></p>     
<p>&nbsp;</p>     <P>Num estudo realizado por Epstein et al.<SUP>35&nbsp; </SUP>no qual a  abordagem comportamental foi combinada com a prática de uma alimentação saudável  e de actividade física em ambiente familiar, verificou-se uma diminuição  significativa na percentagem de excesso de peso, após 5&nbsp;e 10&nbsp;anos da  intervenção (-11,2% e -7,5%, respectivamente). Assim, tudo parece indicar que a  mudança comportamental como parte integrante da abordagem da obesidade infantil  poderá ter efeitos benéficos a longo prazo no controlo do peso corporal. </P>     <P><I><B>d. Ambiente familiar </B></I></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>O ambiente familiar, nomeadamente a estrutura e o funcionamento da própria  família são determinantes importantes para o sucesso da abordagem da obesidade  infantil<SUP>27,46</SUP>. As intervenções em ambiente familiar parecem motivar  os pais das crianças na mudança comportamental, nomeadamente dos comportamentos  que estão relacionados com a alimentação e actividade física. Deste modo, o  <I>Expert Committee for Obesity Evaluation and  Treatment</I><SUP>21</SUP>&nbsp;recomenda que a abordagem da obesidade infantil  seja iniciada precocemente e que envolva a família. </P>     <P>Epstein et al.<SUP>35</SUP>&nbsp;foi o primeiro a estudar os efeitos a longo  prazo (10&nbsp; anos) de uma abordagem comportamental em ambiente familiar na  percentagem de excesso de peso em&nbsp;crianças obesas dos 6&nbsp;aos  12&nbsp;anos de idade. Estas crianças foram distribuídas aleatoriamente em três  grupos, cada um deles com um público-alvo diferente: 1) crianças e pais;  2)&nbsp;apenas crianças; 3) não especificado. Em todos os grupos, foi  providenciada a mesma abordagem no que respeita à alimentação, prática de  actividade física e mudança comportamental. Verificou-se, após 10&nbsp;anos, que  a abordagem focada nas crianças e na família obteve melhores resultados do que a  abordagem centrada apenas nas crianças, uma vez que se registou uma redução  maior na prevalência de excesso de peso no grupo 1 (-7%) comparativamente aos  grupos 2&nbsp;e 3 (+4,7% e +13,6%, respectivamente).</P>     <P>Golan et al.<SUP>47</SUP>&nbsp;comparou a eficácia de uma abordagem em  ambiente familiar - os pais como os agentes exclusivos de mudança - com uma  abordagem convencional - as crianças como os únicos agentes de mudança. Após um  ano de intervenção, os autores demonstraram que a abordagem da obesidade  infantil foi mais eficaz no grupo cuja intervenção foi feita em ambiente  familiar. Neste grupo, 79% das crianças reduziram mais de 10% do excesso de peso  e 35% deixaram de ser obesas, enquanto no grupo convencional apenas 38%  reduziram mais de 10% do excesso de peso e 14% deixaram de ser obesas. Tendo por  base esta mesma intervenção, Golan e Crow<SUP>27</SUP>&nbsp;reportaram as  alterações que ocorreram nestas crianças após 1, 2&nbsp;e 7&nbsp;anos da  intervenção. Os resultados a longo prazo foram surpreendentemente positivos com  60% das crianças no grupo em ambiente familiar e 31% das crianças no grupo  convencional que deixaram de ser obesas. Noutro estudo realizado por Golan et  al.<SUP>48</SUP>&nbsp;foi demonstrado que as crianças com idades compreendidas  entre os 6&nbsp;e os 11&nbsp;anos que participaram com os pais em sessões de  aconselhamento sobre estilos de vida saudáveis, perderam menos peso do que  aquelas crianças que não participaram nas mesmas sessões e nas quais os  principais mediadores da intervenção foram os pais. Assim, segundo estes  autores, as intervenções que visam os pais como os agentes exclusivos de mudança  apresentam resultados benéficos comparativamente às intervenções que envolvem os  pais e as crianças.</P>     <P>Por último, num estudo realizado por Wrotniak et al.<SUP>49</SUP>  verificou-se que após 6&nbsp;e 24&nbsp;meses da implementação de uma abordagem  comportamental em ambiente familiar, a alteração do z-score do IMC dos pais das  crianças dos 8&nbsp;aos 12&nbsp;anos de idade com excesso de peso foi um  preditor independente da alteração do z-score do IMC nas crianças. Segundo estes  autores, a alteração do peso nos pais pode influenciar a perda de peso nas  crianças devido essencialmente à adopção de comportamentos mais saudáveis por  toda a família no que respeita essencialmente à disponibilidade alimentar e à  diminuição dos comportamentos sedentários. </P>     <P><I><B>e. Projectos comunitários </B></I></P>     <P>A participação da comunidade assume-se como um verdadeiro eixo estratégico no  combate a esta doença, no entanto ainda são escassos os projectos que assentam  no desenvolvimento de respostas inovadoras às famílias com crianças com excesso  de peso. Existem alguns programas de prevenção da obesidade infantil ao nível  municipal, nomeadamente o EPODE (França), o Thao (Espanha) e o Viasano (Bélgica)  que se fundamentam essencialmente no estudo Fleurbaix-Laventie Ville Santé  (FLVS). Este estudo consiste num programa de educação alimentar iniciado em  1992&nbsp;em Fleurbaix e Laventie, dois municípios do Norte de França, que foi  seguido por uma série de intervenções de base comunitária. Romon et  al.<SUP>50</SUP>&nbsp;verificou que a longo prazo a prevalência do excesso de  peso foi significativamente mais baixa nestes municípios quando comparados com  os municípios controlo, demonstrando que é possível reverter esta situação  através de acções de base comunitária. Estes resultados vão de encontro aos  objectivos da Carta Europeia de Luta Contra a Obesidade<SUP>51</SUP>&nbsp;que  recorda "as autarquias têm um grande potencial e também um papel significativo a  desempenhar, ao criar um meio ambiente e oportunidades para a prática de  actividade física, para uma vida activa e uma alimentação saudável e devem  receber apoios para este fim", havendo assim uma vontade política para um  investimento prioritário nesta área. Em Portugal, ainda são escassos os  projectos de abordagem da obesidade infantil, de base comunitária e familiar.  Contudo, foi recentemente desenvolvido um projecto de promoção e educação para a  saúde dirigido a crianças com excesso de peso em idade escolar, em ambiente  familiar - o Projecto Obesidade Zero. Este projecto foi desenvolvido em  5&nbsp;municípios do país (Melgaço, Mealhada, Cascais, Beja e Silves) em  articulação com as Câmaras Municipais e os respectivos Centros de Saúde.  Compreendeu as seguintes fases de desenvolvimento: 1)&nbsp;Aconselhamento  alimentar individual ao nível das consultas de obesidade infantil; 2) Workshops  de Culinária Saudável; 3)&nbsp;Sessões de Grupo com as Crianças e 4) Sessão  "Alimentação Saudável" dirigida às famílias. O projecto centrou-se no  desenvolvimento de competências nas famílias no sentido da melhoria dos seus  conhecimentos sobre nutrição e alimentação, bem como na melhoria dos hábitos  alimentares e na procura de alterações favoráveis do estado nutricional das  crianças participantes. 80,5% das crianças reduziram o seu percentil relativo ao  IMC/idade durante o período de intervenção. Em média registou-se uma redução do  percentil 93,6&nbsp;para o percentil 91,3, sendo as diferenças estatisticamente  significativas (p&nbsp;&lt;&nbsp;0,05)<SUP>52</SUP>.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Conclusão </B></P>     <P>Assim, apesar de não estar definido um modelo padrão na abordagem da  obesidade infantil, as intervenções em ambiente familiar de base comportamental  que incorporam modificações ao nível da alimentação e da actividade física  parecem ser as mais efectivas no controlo do peso corporal. As intervenções de  base comunitária, apesar de ainda serem escassas, parecem assumir um eixo  estratégico no combate a esta doença. É ainda de realçar os esforços  internacionais que têm sido desenvolvidos no sentido de estabelecer  <I>guidelines</I>, baseadas na evidência científica, para a prevenção e o  tratamento da obesidade. Contudo, estes esforços têm sido mais evidentes para a  população adulta<SUP>53</SUP>, sendo igualmente importante o estabelecimento de  <I>guidelines</I> para a população infanto-juvenil, de forma a uniformizar os  critérios de actuação utilizados na abordagem da obesidade infantil. </P>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><B>Bibliografía</B></P>     <!-- ref --><P>1. Dehghan M, Akhtar–Danesh N, Merchant AT. Childhood obesity, prevalence and  prevention. [Internet]. Nutrition Journal. 2005;4:doi:10.1186/1475–2891–4–24  [consultado 6 Jun 2009]. Disponível em: <A href="http://www.nutritionj.com/content/pdf/1475–2891–4–24.pdf" target="_blank">nutritionj.com/content/pdf/1475–2891–4–24.pdf</A>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000074&pid=S0870-9025201100020000800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>2. James WP. The challenge of childhood obesity. [Internet]. Int J Pediatr  Obes. 2006;1:7–10 [consultado 20 Jun 2009] Disponível em: <A href="http://www.iotf.org/documents/IOTFIJPOpapers.pdf" target="_blank">www.iotf.org/documents/IOTFIJPOpapers.pdf</A>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000076&pid=S0870-9025201100020000800002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>3. Lobstein T, Frelut ML. Prevalence of overweight among children in Europe.  [Internet]. Obes Rev. 2003;4:195–200 [consultado 20 Jun 2009]. Disponível em: <A href="http://www.easoobesity.org/docs/report70.pdf" target="_blank">www.easoobesity.org/docs/report70.pdf</A>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000078&pid=S0870-9025201100020000800003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>4. Whitaker RC, Wright JA, Pepe MS, Seidel KD, Dietz WD. Predicting obesity  in young adulthood from childhood and parental obesity. [Internet]. New Engl J  Med. 1997;337:869–73 [consultado 19 Jul 2009]. Disponível em: <A href="http://content.nejm.org/cgi/reprint/337/13/869.pdf" target="_blank">content.nejm.org/cgi/reprint/337/13/869.pdf</A>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000080&pid=S0870-9025201100020000800004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>5. Sun Guo S, Wei Wu, Chumlea WC, Roche AF. Predicting overweight and obesity  in adulthood from body mass index values in childhood and adolescence.  [Internet]. Am J Clin Nutr. 2002;76:653–8 [consultado 18 Jul 2009]. Disponível  em: <A href="http://www.ajcn.org/cgi/reprint/76/3/653" target="_blank">www.ajcn.org/cgi/reprint/76/3/653</A>     &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000082&pid=S0870-9025201100020000800005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>6. Branca F, Nikogosian H, Lobstein T, editors. The challenge of obesity in  the WHO European Region and the strategies for response. [Internet]. Copenhagen:  World Health Organization. Regional Office for Europe; 2007 [consultado 30 Jun  2010]. Disponível em: <A href="http://www.euro.who.int/__data/assets/pdf_file/0010/74746/E90711.pdf" target="_blank">www.euro.who.int/__data/assets/pdf_file/0010/74746/E90711.pdf</A>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000083&pid=S0870-9025201100020000800006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>7. Dietz WH. Health consequences of obesity in youth: childhood predictors of  adult disease. [Internet]. Pediatrics. 1998;101:518–25.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000085&pid=S0870-9025201100020000800007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>8. Rito A, Paixão E, Carvalho MA, Ramos C. Childhood Obesity Surveillance  Initiative: COSI Portugal 2008. Lisboa: Instituto Nacional de Saúde Doutor  Ricardo Jorge, Direcção–Geral da Saúde, Ministério da Saúde; 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000087&pid=S0870-9025201100020000800008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>9. Lobstein T, Rigby N, Leach R. EU Platform on Diet, Physical Activity and  Health: EU Platform Briefing Paper. [Internet]. Brussels: International Obesity  Task Force, European Association for the Study of Obesity; 2005. p. 34  [consultado 22 Jun 2010]. Disponível em: <A href="http://ec.europa.eu/health/ph_determinants/life_style/nutrition/documents/iotf_en.pdf" target="_blank">ec.europa.eu/health/ph_determinants/life_style/nutrition/documents/iotf_en.pdf</A>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000089&pid=S0870-9025201100020000800009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>10. Ogden CL, Carroll MD, Flegal KM. High body mass index for age among US  children and adolescents, 2003–2006. JAMA. 2008;299:2401–5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000091&pid=S0870-9025201100020000800010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>11. Barlow SE, Dietz WH. Obesity evaluation and treatment: Expert Committee  recommendations. [Internet]. Pediatrics. 1998;102:E29 [consultado 1 Set 2009].  Disponível em: <A href="http://pediatrics.aappublications.org/content/102/3/e29.full.pdf+html" target="_blank">pediatrics.aappublications.org/content/102/3/e29.full.pdf+html</A>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S0870-9025201100020000800011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>12. Carmo I, Santos O, Camolas J, Vieira J. Obesidade em Portugal e no mundo.  Lisboa: Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa; 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S0870-9025201100020000800012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <P>13. Lobstein T, Baur L, Uauy R, IASO International Obesity Task Force.  Obesity in children and young people: a crisis in public health. [Internet].  Obes Rev. 2004;5(Suppl 1):4–104. </P>     <!-- ref --><P>14. Wang Y, Lobstein T. Worldwide trends in childhood overweight and obesity.  Int J Pediatr Obes. 2006;1:11–25.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S0870-9025201100020000800014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>15. Kuczmarski RJ, Ogden CL, Grummer–Strawn LM, Flegal KM, Guo SS, Wei R, et  al. CDC Growth Charts: United States. [Internet]. Advance Data. 2000;8:1–27  [consultado 20 Jun 2009]. Disponível em: <A href="http://www.cdc.gov/nchs/data/ad/ad314.pdf" target="_blank">www.cdc.gov/nchs/data/ad/ad314.pdf</A>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S0870-9025201100020000800015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>16. Cole T, Bellizzi MC, Flegal KM, Dietz WH. Establishing a standard  definition for child overweight and obesity worldwide: international survey.  [Internet]. BMJ. 2000;320:1240–3 [consultado 24 Mar 2009]. Disponível em: <A href="http://www.bmj.com/content/320/7244/1240.full.pdf" target="_blank">www.bmj.com/content/320/7244/1240.full.pdf</A>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S0870-9025201100020000800016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>17. Guerra A. As curvas de crescimento da Organização Mundial de Saúde.  [Internet]. Acta Pediátrica Portuguesa. 2009;40:XLI–V [consultado 1 Abr 2010].  Disponível em: <A href="http://www.spp.pt/Userfiles/File/App/Artigos/16/20091026150613_Opiniao_Guerra%20A_40(3).pdf" target="_blank">www.spp.pt/Userfiles/File/App/Artigos/16/20091026150613_Opiniao_Guerra%20A_40(3).pdf</A>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S0870-9025201100020000800017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>18. WHO, Department of Nutrition for Health and Development. WHO child growth  standards. Geneva: WHO; 2006. ISBN 924154693X.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S0870-9025201100020000800018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>19. Ministério da Saúde, Direcção–Geral da Saúde. Consultas de vigilância de  saúde infantil e juvenil: actualização das curvas de crescimento. Lisboa: DGS;  2006. (Circular normativa; 05/ DSMIA de 21/02/06).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S0870-9025201100020000800019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>20. Dietz WH, Robinson TN. Overweight children and adolescents. New Engl J  Med. 2005;352:2100–9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S0870-9025201100020000800020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>21. Barlow SE. Expert committee recommendations regarding the prevention,  assessment, and treatment of child and adolescent overweight and obesity:  summary report. [Internet]. Pediatrics. 2007;120(Suppl 4):S164–92 [consultado 20  mar 2010]. Disponível em: <A href="http://pediatrics.aappublications.org/cgi/reprint/120/Supplement_4/S164" target="_blank">pediatrics.aappublications.org/cgi/reprint/120/Supplement_4/S164</A>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S0870-9025201100020000800021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>22. Daniels SR, Arnett DK, Eckel RH, Gidding SS, Hayman LL, Kumanyika S, et  al. Overweight in children and adolescents: pathophysiology, consequences,  prevention, and treatment. [Internet]. Circulation. 2005;111:1999–2012  [consultado 19 Jun 2009]. Disponível em: <A href="http://circ.ahajournals.org/content/111/15/1999.full.pdf+html" target="_blank">circ.ahajournals.org/content/111/15/1999.full.pdf+html</A>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S0870-9025201100020000800022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>23. Spear BA, Barlow SE, Ervin C, Ludwig DS, Saelens BE, Karen E, et al.  Recommendations for treatment of child and adolescent overweight and obesity.  [Internet]. Pediatrics. 2007;120(Suppl 4):S254–88 [consultado 26 Mai 2010].  Disponível em: <A href="http://pediatrics.aappublications.org/content/120/Supplement_4/S254.full.pdf+html" target="_blank">pediatrics.aappublications.org/content/120/Supplement_4/S254.full.pdf+html</A>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S0870-9025201100020000800023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>24. Collins CE, Warren J, Neve M, McCoy P, Stokes BJ. Measuring effectiveness  of dietetic interventions in child obesity: a systematic review of randomized  trials.[Internet]. Arch Pediatr Adolesc Med. 2006;160:906–22 [consultado 6 Jun  2009]. Disponível em: <A href="http://archpedi.ama–assn.org/cgi/reprint/160/9/906" target="_blank">archpedi.ama–assn.org/cgi/reprint/160/9/906</A>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S0870-9025201100020000800024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>25. Gibson LJ, Peto J, Warren JM, dos Santos Silva I. Lack of evidence on  diets for obesity for children: a systematic review. [Internet]. Int J  Epidemiol. 2006;35:1544–52 [consultado 21 Jul 2009]. Disponível em: <A href="http://ije.oxfordjournals.org/content/35/6/1544.full.pdf+html" target="_blank">ije.oxfordjournals.org/content/35/6/1544.full.pdf+html</A>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S0870-9025201100020000800025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>26. National Academy of Sciences. Institute of Medicine. Food and Nutrition  Board. Dietary Reference Intakes (DRIs). [Internet]. Washington, DC: National  Academy of Sciences; 2002 [consultado 20 Mai 2010]. Disponível em: <A href="http://iom.edu/en/ Global/News%20Announcements/~/media/Files/Activity%20Files/Nutrition/DRIs/DRISummaryListing2.ashx" target="_blank">iom.edu/en/ Global/News%20Announcements/~/media/Files/Activity%20Files/Nutrition/DRIs/DRISummaryListing2.ashx</A>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S0870-9025201100020000800026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>27. Golan M, Crow S. Targeting parents exclusively in the treatment of  childhood obesity: long–term results. [Internet]. Obes Res. 2004;12:357–61  [consultado 21 Jul 2009]. Disponível em: <A href="http://www.nature.com/oby/journal/v12/n2/pdf/oby200445a.pdf" target="_blank">www.nature.com/oby/journal/v12/n2/pdf/oby200445a.pdf</A>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S0870-9025201100020000800027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>28. Sondike SB, Copperman N, Jacobson MS. Effects of a low–carbohydrate diet  on weight loss and cardiovascular risk factors in overweight adolescents. J  Pediatr. 2003;142:253–8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S0870-9025201100020000800028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>29. Rolland–Cachera MF, Thibault H, Souberbielle JC, Soulie D, Carbonel P,  Deheeger M, et al. Massive obesity in adolescents: dietary interventions and  behaviours associated with weight regain at 2 y follow–up. Int J Obesity.  2004;28:514–9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S0870-9025201100020000800029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>30. Foster–Powell K, Holt SH, Brand–Miller JC. International table of  glycemic index and glycemic load values: 2002. [Internet]. Am J Clin Nutr.  2002;76:5–56 [consultado 29 Mai 2010]. Disponível em: <A href="http://www.ajcn.org/cgi/reprint/76/1/5" target="_blank">www.ajcn.org/cgi/reprint/76/1/5</A>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S0870-9025201100020000800030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>31. Sampaio HA, Silva BY, Sabry MO, Almeida PC. Índice glicêmico e carga  glicêmica de dietas consumidas por indivíduos obesos. [Internet]. Rev. Nutr.  2007;20:621–4 [consultado 25 Mai 2010] Disponível em: <A href="http://www.scielo.br/pdf/rn/v20n6/a04v20n6.pdf" target="_blank">www.scielo.br/pdf/rn/v20n6/a04v20n6.pdf</A>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S0870-9025201100020000800031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>32. Spieth LE, Harnish JD, Lenders CM, Raezer LB, Pereira MA, Hangen SJ, et  al. A low–glycemic index diet in the treatment of pediatric obesity. [Internet].  Arch Pediatr Adolesc Med. 2000;154:947–51 [consultado 25 Ago 2009] Disponível  em: <A href="http://archpedi.ama–assn.org/cgi/reprint/154/9/947" target="_blank">archpedi.ama–assn.org/cgi/reprint/154/9/947</A>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S0870-9025201100020000800032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>33. Ebbeling CB, Leidig MM, Sinclair KB, Hangen JP, Ludwig DS. A  reduced–glycemic load diet in the treatment of adolescent obesity. [Internet].  Arch Pediatr Adolesc Med. 2003;157:773–9 [consultado 24 Ago 2009] Disponível em: <A href="http://www.archpediatrics.com" target="_blank">www.archpediatrics.com</A>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S0870-9025201100020000800033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <P>34. American Dietetic Association. The traffic light diet and treating  childhood overweight [Internet] [consultado 26 Ago 2009] Disponível em:  <A href="http://www.adaevidencelibrary.com/evidence.cfm?evidence_summary_id=250033" target="_blank">http://www.adaevidencelibrary.com/evidence.cfm?evidence_summary_id=250033</A>. </P>     <!-- ref --><P>35. Epstein LH, Valoski A, Wing RR, McCurley J. Ten–year follow–up of  behavioral, family–based treatment for obese children. [Internet]. JAMA.  1990;264:2519–23 [consultado 21 Jul 2009]. Disponível em: <A href="http://jama.ama–assn.org/cgi/reprint/264/19/2519" target="_blank">jama.ama–assn.org/cgi/reprint/264/19/2519</A>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S0870-9025201100020000800035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <P>36. Epstein LH, Paluch RA, Gordy CC, Dorn J. Decreasing sedentary behaviors  in treating pediatric obesity. Arch Pediatr Adolesc Med. 2000;154:220–6  [consultado 22 Jul 2009]. Disponível em: <A href="http://archpedi.ama–assn.org/cgi/reprint/154/3/220" target="_blank">archpedi.ama–assn.org/cgi/reprint/154/3/220</A>.</P>     <!-- ref --><P>37. Epstein LH, Paluch RA, Raynor HA. Sex differences in obese children and  siblings in family–based obesity treatment. [Internet]. Obes Res. 2001;9:746–53  [consultado 28 Ago 2009]. Disponível em: <A href="http://www.nature.com/oby/journal/v9/n12/pdf/oby2001103a.pdf" target="_blank">www.nature.com/oby/journal/v9/n12/pdf/oby2001103a.pdf</A>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S0870-9025201100020000800037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>38. Goldfield GS, Epstein LH, Kilanowski CK, Paluch RA, Kogut–Bossler B.  Cost–effectiveness of group and mixed family–based treatment for childhood  obesity. [Internet]. Int J Obes Relat Metab Disord. 2001;25:1843–9 [consultado  14 Jun 2009]. Disponível em: <A href="http://www.nature.com/ijo/journal/v25/n12/pdf/0801838a.pdf" target="_blank">www.nature.com/ijo/journal/v25/n12/pdf/0801838a.pdf</A>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S0870-9025201100020000800038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <P>39. U. S. Department of Health and Human Services. Office of Disease  Prevention and Health Promotion. 2008 physical activity guidelines for  Americans. [Internet] [consultado 20 Mai 2010]. Disponível em: <A href="http://www.health.gov/paguidelines/pdf/paguide.pdf" target="_blank">www.health.gov/paguidelines/pdf/paguide.pdf</A>.</P>     <!-- ref --><P>40. Public Health Agency of Canada. Canadian Society for Exercise Physiology.  Canada''s physical activity guide for youth. Vancouver, BC: Public Health Agency  of Canada; 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S0870-9025201100020000800040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>41. Australian Government. Department of Health and Ageing. Australia''s  physical activity recommendations for 5–12 year old. Canberra: Australian  Government; 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S0870-9025201100020000800041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>42. Australian Government. Department of Health and Ageing. Australia''s  physical activity recommendations for 12–18&nbsp;year old. Canberra: Australian  Government; 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S0870-9025201100020000800042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>43. Gutin B, Barbeau P, Owens S, Lemmon CR, Bauman M, Allison J, et al.  Effects of exercise intensity on cardiovascular fitness, total body composition,  and visceral adiposity of obese adolescents. [Internet]. Am J Clin Nutr.  2002;75:818–26 [consultado 24 Ago 2009]. Disponível em: <A href="http://www.ajcn.org/cgi/reprint/75/5/818" target="_blank">www.ajcn.org/cgi/reprint/75/5/818</A>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000153&pid=S0870-9025201100020000800043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>44. Foster GD, Makris AP, Bailer BA. Behavioral treatment of obesity.  [Internet]. Am J Clin Nutr. 2005;82(1&nbsp;Suppl):230S–235S [consultado 29 Mai  2010]. Disponível em: <A href="http://www.ajcn.org/cgi/reprint/82/1/230S" target="_blank">www.ajcn.org/cgi/reprint/82/1/230S</A>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000155&pid=S0870-9025201100020000800044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>45. Robinson TN. Behavioural treatment of childhood and adolescent obesity.  [Internet]. Int J Obes Relat Metab Disord. 1999;23(Suppl 2):S52–S57 [consultado  28 Jul 2009]. Disponível em: <A href="http://www.nature.com/ijo/journal/v23/n2s/pdf/0800860a.pdf" target="_blank">www.nature.com/ijo/journal/v23/n2s/pdf/0800860a.pdf</A>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000157&pid=S0870-9025201100020000800045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>46. Ebbeling CB, Pawlak DB, Ludwig DS. Childhood obesity: public–health  crisis, common sense cure. Lancet. 2002;360: 473–82.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000159&pid=S0870-9025201100020000800046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>47. Golan M, Weizman A, Apter A, Fainaru M. Parents as the exclusive agents  of change in the treatment of childhood obesity. [Internet]. Am J Clin Nutr.  1998;67:1130–5 [consultado 14 Jun 2009] Disponível em: <A href="http://www.ajcn.org/cgi/reprint/67/6/1130" target="_blank">www.ajcn.org/cgi/reprint/67/6/1130</A>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000161&pid=S0870-9025201100020000800047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>48. Golan M, Kaufman V, Shahar DR. Childhood obesity treatment: targeting  parents exclusively v. parents and children. Br J Nutr. 2006;95:1008–15.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000163&pid=S0870-9025201100020000800048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>49. Wrotniak BH, Epstein LH, Paluch RA, Roemmich JN. Parent weight change as  a predictor of child weight change in family–based behavioral obesity treatment.  [Internet]. Arch Pediatr Adolesc Med. 2004;158:342–7 [consultado 14 Jun 2009].  Disponível em: <A href="http://archpedi.ama–assn.org/cgi/reprint/158/4/342" target="_blank">archpedi.ama–assn.org/cgi/reprint/158/4/342</A>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000165&pid=S0870-9025201100020000800049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>50. Romon M, Lommez A, Tafflet M, Basdevant A, Oppert JM, Bresson JL, et al.  Downward trends in the prevalence of childhood overweight in the setting of  12–year school– and community–based programmes. Public Health Nutr. 2009;12:  1735–42.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000167&pid=S0870-9025201100020000800050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>51. WHO. Regional Office for Europe. European Chart on Counteracting Obesity.  Istanbul: WHO; 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000169&pid=S0870-9025201100020000800051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>52. Carvalho MA, Rito A, Breda J. Avaliação do impacto do projecto Obesidade  Zero ao nível do estado nutricional das crianças [resumo]. Endocrinologia,  Diabetes &amp; Obesidade. 2010;4:264.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000171&pid=S0870-9025201100020000800052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>53. Sociedad Española para el Estudio de la Obesidad. Recomendaciones  nutricionales basadas en la evidencia para la prevención y el tratamiento del  sobrepeso y la obesidade en adultos: Consenso FESNAD–SEEDO. Revista Española de  Obesidad. 2011;9(Suppl 1):4–78.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000173&pid=S0870-9025201100020000800053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <p>&nbsp;</p>     <P><I>Recebido em 4&nbsp;de Novembro de 2010</I></P>     <P><I>Aceite em 2&nbsp;de Agosto de 2011</I></P>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<label>1</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Dehghan]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Akhtar-Danesh]]></surname>
<given-names><![CDATA[N]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Merchant]]></surname>
<given-names><![CDATA[AT]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Childhood obesity, prevalence and prevention]]></article-title>
<source><![CDATA[Nutrition Journal]]></source>
<year>2005</year>
<volume>4</volume>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<label>2</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[James]]></surname>
<given-names><![CDATA[WP]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The challenge of childhood obesity]]></article-title>
<source><![CDATA[Int J Pediatr Obes]]></source>
<year>2006</year>
<volume>1</volume>
<page-range>7-10</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<label>3</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lobstein]]></surname>
<given-names><![CDATA[T]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Frelut]]></surname>
<given-names><![CDATA[ML]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Prevalence of overweight among children in Europe]]></article-title>
<source><![CDATA[Obes Rev]]></source>
<year>2003</year>
<volume>4</volume>
<page-range>195-200</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<label>4</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Whitaker]]></surname>
<given-names><![CDATA[RC]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Wright]]></surname>
<given-names><![CDATA[JA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pepe]]></surname>
<given-names><![CDATA[MS]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Seidel]]></surname>
<given-names><![CDATA[KD]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Dietz]]></surname>
<given-names><![CDATA[WD]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Predicting obesity in young adulthood from childhood and parental obesity]]></article-title>
<source><![CDATA[New Engl J Med]]></source>
<year>1997</year>
<volume>337</volume>
<page-range>869-73</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<label>5</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Sun Guo]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Wei]]></surname>
<given-names><![CDATA[Wu]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Chumlea]]></surname>
<given-names><![CDATA[WC]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Roche]]></surname>
<given-names><![CDATA[AF]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Predicting overweight and obesity in adulthood from body mass index values in childhood and adolescence]]></article-title>
<source><![CDATA[Am J Clin Nutr]]></source>
<year>2002</year>
<volume>76</volume>
<page-range>653-8</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<label>6</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Branca]]></surname>
<given-names><![CDATA[F]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Nikogosian]]></surname>
<given-names><![CDATA[H]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lobstein]]></surname>
<given-names><![CDATA[T]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The challenge of obesity in the WHO European Region and the strategies for response]]></source>
<year>2007</year>
<publisher-loc><![CDATA[Copenhagen ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[World Health Organization. Regional Office for Europe]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<label>7</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Dietz]]></surname>
<given-names><![CDATA[WH]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Health consequences of obesity in youth: childhood predictors of adult disease]]></article-title>
<source><![CDATA[Pediatrics]]></source>
<year>1998</year>
<volume>101</volume>
<page-range>518-25</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<label>8</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Rito]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Paixão]]></surname>
<given-names><![CDATA[E]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Carvalho]]></surname>
<given-names><![CDATA[MA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ramos]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Childhood Obesity Surveillance Initiative: COSI Portugal 2008]]></source>
<year>2011</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, Direcção-Geral da Saúde, Ministério da Saúde]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<label>9</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lobstein]]></surname>
<given-names><![CDATA[T]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rigby]]></surname>
<given-names><![CDATA[N]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Leach]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[EU Platform on Diet, Physical Activity and Health: EU Platform Briefing Paper]]></source>
<year>2005</year>
<page-range>34</page-range><publisher-loc><![CDATA[Brussels ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[International Obesity Task Force, European Association for the Study of Obesity]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<label>10</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ogden]]></surname>
<given-names><![CDATA[CL]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Carroll]]></surname>
<given-names><![CDATA[MD]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Flegal]]></surname>
<given-names><![CDATA[KM]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[High body mass index for age among US children and adolescents, 2003-2006]]></article-title>
<source><![CDATA[JAMA]]></source>
<year>2008</year>
<volume>299</volume>
<page-range>2401-5</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<label>11</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Barlow]]></surname>
<given-names><![CDATA[SE]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Dietz]]></surname>
<given-names><![CDATA[WH]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Obesity evaluation and treatment: Expert Committee recommendations]]></article-title>
<source><![CDATA[Pediatrics]]></source>
<year>1998</year>
<volume>102</volume>
<page-range>E29</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<label>12</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Carmo]]></surname>
<given-names><![CDATA[I]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Santos]]></surname>
<given-names><![CDATA[O]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Camolas]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Vieira]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Obesidade em Portugal e no mundo]]></source>
<year>2008</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<label>13</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lobstein]]></surname>
<given-names><![CDATA[T]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Baur]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Uauy]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
</person-group>
<collab>IASO International Obesity Task Force</collab>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Obesity in children and young people: a crisis in public health]]></article-title>
<source><![CDATA[Obes Rev]]></source>
<year>2004</year>
<volume>5</volume>
<numero>^s1</numero>
<issue>^s1</issue>
<supplement>1</supplement>
<page-range>4-104</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<label>14</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Wang]]></surname>
<given-names><![CDATA[Y]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lobstein]]></surname>
<given-names><![CDATA[T]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Worldwide trends in childhood overweight and obesity]]></article-title>
<source><![CDATA[Int J Pediatr Obes]]></source>
<year>2006</year>
<volume>1</volume>
<page-range>11-25</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<label>15</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Kuczmarski]]></surname>
<given-names><![CDATA[RJ]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ogden]]></surname>
<given-names><![CDATA[CL]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Grummer-Strawn]]></surname>
<given-names><![CDATA[LM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Flegal]]></surname>
<given-names><![CDATA[KM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Guo]]></surname>
<given-names><![CDATA[SS]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Wei]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[CDC Growth Charts: United States]]></article-title>
<source><![CDATA[Advance Data]]></source>
<year>2000</year>
<volume>8</volume>
<page-range>1-27</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<label>16</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cole]]></surname>
<given-names><![CDATA[T]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bellizzi]]></surname>
<given-names><![CDATA[MC]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Flegal]]></surname>
<given-names><![CDATA[KM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Dietz]]></surname>
<given-names><![CDATA[WH]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Establishing a standard definition for child overweight and obesity worldwide: international survey]]></article-title>
<source><![CDATA[BMJ]]></source>
<year>2000</year>
<volume>320</volume>
<page-range>1240-3</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<label>17</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Guerra]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[As curvas de crescimento da Organização Mundial de Saúde]]></article-title>
<source><![CDATA[Acta Pediátrica Portuguesa]]></source>
<year>2009</year>
<volume>40</volume>
<page-range>XLI-V</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<label>18</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>WHO^dDepartment of Nutrition for Health and Development</collab>
<source><![CDATA[WHO child growth standards]]></source>
<year>2006</year>
<publisher-loc><![CDATA[Geneva ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[WHO]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<label>19</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>Ministério da Saúde^dDirecção-Geral da Saúde</collab>
<source><![CDATA[Consultas de vigilância de saúde infantil e juvenil: actualização das curvas de crescimento]]></source>
<year>2006</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[DGS]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<label>20</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Dietz]]></surname>
<given-names><![CDATA[WH]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Robinson]]></surname>
<given-names><![CDATA[TN]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Overweight children and adolescents]]></article-title>
<source><![CDATA[New Engl J Med]]></source>
<year>2005</year>
<volume>352</volume>
<page-range>2100-9</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B21">
<label>21</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Barlow]]></surname>
<given-names><![CDATA[SE]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Expert committee recommendations regarding the prevention, assessment, and treatment of child and adolescent overweight and obesity: summary report]]></article-title>
<source><![CDATA[Pediatrics]]></source>
<year>2007</year>
<volume>120</volume>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B22">
<label>22</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Daniels]]></surname>
<given-names><![CDATA[SR]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Arnett]]></surname>
<given-names><![CDATA[DK]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Eckel]]></surname>
<given-names><![CDATA[RH]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gidding]]></surname>
<given-names><![CDATA[SS]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hayman]]></surname>
<given-names><![CDATA[LL]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kumanyika]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Overweight in children and adolescents: pathophysiology, consequences, prevention, and treatment]]></article-title>
<source><![CDATA[Circulation]]></source>
<year>2005</year>
<volume>111</volume>
<page-range>1999-2012</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B23">
<label>23</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Spear]]></surname>
<given-names><![CDATA[BA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Barlow]]></surname>
<given-names><![CDATA[SE]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ervin]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ludwig]]></surname>
<given-names><![CDATA[DS]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Saelens]]></surname>
<given-names><![CDATA[BE]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Karen]]></surname>
<given-names><![CDATA[E]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Recommendations for treatment of child and adolescent overweight and obesity]]></article-title>
<source><![CDATA[Pediatrics]]></source>
<year>2007</year>
<volume>120</volume>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B24">
<label>24</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Collins]]></surname>
<given-names><![CDATA[CE]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Warren]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Neve]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[McCoy]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Stokes]]></surname>
<given-names><![CDATA[BJ]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Measuring effectiveness of dietetic interventions in child obesity: a systematic review of randomized trials]]></article-title>
<source><![CDATA[Arch Pediatr Adolesc Med]]></source>
<year>2006</year>
<volume>160</volume>
<page-range>906-22</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B25">
<label>25</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gibson]]></surname>
<given-names><![CDATA[LJ]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Peto]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Warren]]></surname>
<given-names><![CDATA[JM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[dos Santos Silva]]></surname>
<given-names><![CDATA[I]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Lack of evidence on diets for obesity for children: a systematic review]]></article-title>
<source><![CDATA[Int J Epidemiol]]></source>
<year>2006</year>
<volume>35</volume>
<page-range>1544-52</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B26">
<label>26</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>National Academy of Sciences^dInstitute of Medicine</collab>
<source><![CDATA[Food and Nutrition Board: Dietary Reference Intakes (DRIs)]]></source>
<year>2002</year>
<publisher-loc><![CDATA[Washington ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[National Academy of Sciences]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B27">
<label>27</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Golan]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Crow]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Targeting parents exclusively in the treatment of childhood obesity: long-term results]]></article-title>
<source><![CDATA[Obes Res]]></source>
<year>2004</year>
<volume>12</volume>
<page-range>357-61</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B28">
<label>28</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Sondike]]></surname>
<given-names><![CDATA[SB]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Copperman]]></surname>
<given-names><![CDATA[N]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Jacobson]]></surname>
<given-names><![CDATA[MS]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Effects of a low-carbohydrate diet on weight loss and cardiovascular risk factors in overweight adolescents]]></article-title>
<source><![CDATA[J Pediatr]]></source>
<year>2003</year>
<volume>142</volume>
<page-range>253-8</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B29">
<label>29</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Rolland-Cachera]]></surname>
<given-names><![CDATA[MF]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Thibault]]></surname>
<given-names><![CDATA[H]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Souberbielle]]></surname>
<given-names><![CDATA[JC]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Soulie]]></surname>
<given-names><![CDATA[D]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Carbonel]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Deheeger]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Massive obesity in adolescents: dietary interventions and behaviours associated with weight regain at 2 y follow-up]]></article-title>
<source><![CDATA[Int J Obesity]]></source>
<year>2004</year>
<volume>28</volume>
<page-range>514-9</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B30">
<label>30</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Foster-Powell]]></surname>
<given-names><![CDATA[K]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Holt]]></surname>
<given-names><![CDATA[SH]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Brand-Miller]]></surname>
<given-names><![CDATA[JC]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[International table of glycemic index and glycemic load values: 2002]]></article-title>
<source><![CDATA[Am J Clin Nutr]]></source>
<year>2002</year>
<volume>76</volume>
<page-range>5-56</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B31">
<label>31</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Sampaio]]></surname>
<given-names><![CDATA[HA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Silva]]></surname>
<given-names><![CDATA[BY]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sabry]]></surname>
<given-names><![CDATA[MO]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Almeida]]></surname>
<given-names><![CDATA[PC]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Índice glicêmico e carga glicêmica de dietas consumidas por indivíduos obesos]]></article-title>
<source><![CDATA[Rev. Nutr]]></source>
<year>2007</year>
<volume>20</volume>
<page-range>621-4</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B32">
<label>32</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Spieth]]></surname>
<given-names><![CDATA[LE]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Harnish]]></surname>
<given-names><![CDATA[JD]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lenders]]></surname>
<given-names><![CDATA[CM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Raezer]]></surname>
<given-names><![CDATA[LB]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pereira]]></surname>
<given-names><![CDATA[MA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hangen]]></surname>
<given-names><![CDATA[SJ]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[A low-glycemic index diet in the treatment of pediatric obesity]]></article-title>
<source><![CDATA[Arch Pediatr Adolesc Med]]></source>
<year>2000</year>
<volume>154</volume>
<page-range>947-51</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B33">
<label>33</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ebbeling]]></surname>
<given-names><![CDATA[CB]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Leidig]]></surname>
<given-names><![CDATA[MM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sinclair]]></surname>
<given-names><![CDATA[KB]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hangen]]></surname>
<given-names><![CDATA[JP]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ludwig]]></surname>
<given-names><![CDATA[DS]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[A reduced-glycemic load diet in the treatment of adolescent obesity]]></article-title>
<source><![CDATA[Arch Pediatr Adolesc Med]]></source>
<year>2003</year>
<volume>157</volume>
<page-range>773-9</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B34">
<label>34</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>American Dietetic Association</collab>
<source><![CDATA[The traffic light diet and treating childhood overweight]]></source>
<year>2009</year>
<publisher-loc><![CDATA[Chicago ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[American Dietetic Association]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B35">
<label>35</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Epstein]]></surname>
<given-names><![CDATA[LH]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Valoski]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Wing]]></surname>
<given-names><![CDATA[RR]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[McCurley]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Ten-year follow-up of behavioral, family-based treatment for obese children]]></article-title>
<source><![CDATA[JAMA]]></source>
<year>1990</year>
<volume>264</volume>
<page-range>2519-23</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B36">
<label>36</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Epstein]]></surname>
<given-names><![CDATA[LH]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Paluch]]></surname>
<given-names><![CDATA[RA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gordy]]></surname>
<given-names><![CDATA[CC]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Dorn]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Decreasing sedentary behaviors in treating pediatric obesity]]></article-title>
<source><![CDATA[Arch Pediatr Adolesc Med]]></source>
<year>2000</year>
<volume>154</volume>
<page-range>220-6</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B37">
<label>37</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Epstein]]></surname>
<given-names><![CDATA[LH]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Paluch]]></surname>
<given-names><![CDATA[RA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Raynor]]></surname>
<given-names><![CDATA[HA]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Sex differences in obese children and siblings in family-based obesity treatment]]></article-title>
<source><![CDATA[Obes Res]]></source>
<year>2001</year>
<volume>9</volume>
<page-range>746-53</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B38">
<label>38</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Goldfield]]></surname>
<given-names><![CDATA[GS]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Epstein]]></surname>
<given-names><![CDATA[LH]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kilanowski]]></surname>
<given-names><![CDATA[CK]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Paluch]]></surname>
<given-names><![CDATA[RA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kogut-Bossler]]></surname>
<given-names><![CDATA[B]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Cost-effectiveness of group and mixed family-based treatment for childhood obesity]]></article-title>
<source><![CDATA[Int J Obes Relat Metab Disord]]></source>
<year>2001</year>
<volume>25</volume>
<page-range>1843-9</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B39">
<label>39</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>U. S. Department of Health and Human Services^dOffice of Disease Prevention and Health Promotion</collab>
<source><![CDATA[2008 physical activity guidelines for Americans]]></source>
<year>2008</year>
<publisher-loc><![CDATA[Atlanta ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[U. S. Department of Health and Human Services. Office of Disease Prevention and Health Promotion]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B40">
<label>40</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>Public Health Agency of Canada</collab>
<collab>Canadian Society for Exercise Physiology</collab>
<source><![CDATA[Canada''s physical activity guide for youth]]></source>
<year>2002</year>
<publisher-loc><![CDATA[Vancouver^eBC BC]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Public Health Agency of Canada]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B41">
<label>41</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>Australian Government^dDepartment of Health and Ageing</collab>
<source><![CDATA[Australia''s physical activity recommendations for 5-12 year old]]></source>
<year>2004</year>
<publisher-loc><![CDATA[Canberra ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Australian Government]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B42">
<label>42</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>Australian Government^dDepartment of Health and Ageing</collab>
<source><![CDATA[Australia''s physical activity recommendations for 12-18 year old]]></source>
<year>2004</year>
<publisher-loc><![CDATA[Canberra ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Australian Government]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B43">
<label>43</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gutin]]></surname>
<given-names><![CDATA[B]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Barbeau]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Owens]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lemmon]]></surname>
<given-names><![CDATA[CR]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bauman]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Allison]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Effects of exercise intensity on cardiovascular fitness, total body composition, and visceral adiposity of obese adolescents]]></article-title>
<source><![CDATA[Am J Clin Nutr]]></source>
<year>2002</year>
<volume>75</volume>
<page-range>818-26</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B44">
<label>44</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Foster]]></surname>
<given-names><![CDATA[GD]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Makris]]></surname>
<given-names><![CDATA[AP]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bailer]]></surname>
<given-names><![CDATA[BA]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Behavioral treatment of obesity]]></article-title>
<source><![CDATA[Am J Clin Nutr]]></source>
<year>2005</year>
<volume>82</volume>
<numero>^s1</numero>
<issue>^s1</issue>
<supplement>1</supplement>
<page-range>230S-235S</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B45">
<label>45</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Robinson]]></surname>
<given-names><![CDATA[TN]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Behavioural treatment of childhood and adolescent obesity]]></article-title>
<source><![CDATA[Int J Obes Relat Metab Disord]]></source>
<year>1999</year>
<volume>23</volume>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B46">
<label>46</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ebbeling]]></surname>
<given-names><![CDATA[CB]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pawlak]]></surname>
<given-names><![CDATA[DB]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ludwig]]></surname>
<given-names><![CDATA[DS]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Childhood obesity: public-health crisis, common sense cure]]></article-title>
<source><![CDATA[Lancet]]></source>
<year>2002</year>
<volume>360</volume>
<page-range>473-82</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B47">
<label>47</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Golan]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Weizman]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Apter]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fainaru]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Parents as the exclusive agents of change in the treatment of childhood obesity]]></article-title>
<source><![CDATA[Am J Clin Nutr]]></source>
<year>1998</year>
<volume>67</volume>
<page-range>1130-5</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B48">
<label>48</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Golan]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kaufman]]></surname>
<given-names><![CDATA[V]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Shahar]]></surname>
<given-names><![CDATA[DR]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Childhood obesity treatment: targeting parents exclusively v. parents and children]]></article-title>
<source><![CDATA[Br J Nutr]]></source>
<year>2006</year>
<volume>95</volume>
<page-range>1008-15</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B49">
<label>49</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Wrotniak]]></surname>
<given-names><![CDATA[BH]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Epstein]]></surname>
<given-names><![CDATA[LH]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Paluch]]></surname>
<given-names><![CDATA[RA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Roemmich]]></surname>
<given-names><![CDATA[JN]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Parent weight change as a predictor of child weight change in family-based behavioral obesity treatment]]></article-title>
<source><![CDATA[Arch Pediatr Adolesc Med]]></source>
<year>2004</year>
<volume>158</volume>
<page-range>342-7</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B50">
<label>50</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Romon]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lommez]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Tafflet]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Basdevant]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Oppert]]></surname>
<given-names><![CDATA[JM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bresson]]></surname>
<given-names><![CDATA[JL]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Downward trends in the prevalence of childhood overweight in the setting of 12-year school- and community-based programmes]]></article-title>
<source><![CDATA[Public Health Nutr]]></source>
<year>2009</year>
<volume>12</volume>
<page-range>1735-42</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B51">
<label>51</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>WHO^dRegional Office for Europe</collab>
<source><![CDATA[European Chart on Counteracting Obesity]]></source>
<year>2006</year>
<publisher-loc><![CDATA[Istanbul ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[WHO]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B52">
<label>52</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Carvalho]]></surname>
<given-names><![CDATA[MA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rito]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Breda]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Avaliação do impacto do projecto Obesidade Zero ao nível do estado nutricional das crianças]]></article-title>
<source><![CDATA[Endocrinologia, Diabetes & Obesidade]]></source>
<year>2010</year>
<volume>4</volume>
<page-range>264</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B53">
<label>53</label><nlm-citation citation-type="journal">
<collab>Sociedad Española para el Estudio de la Obesidad</collab>
<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Recomendaciones nutricionales basadas en la evidencia para la prevención y el tratamiento del sobrepeso y la obesidade en adultos: Consenso FESNAD-SEEDO]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Española de Obesidad]]></source>
<year>2011</year>
<volume>9</volume>
<numero>^s1</numero>
<issue>^s1</issue>
<supplement>1</supplement>
<page-range>4-78</page-range></nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
