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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Satisfação profissional dos enfermeiros em Cuidados de Saúde Primários: o caso do Centro de Saúde de Barcelos/Barcelinhos]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: Professional satisfaction has been seen, in recent decades, as an important condition, if not essential, to achieve the improvement of the functioning of companies and other organizations. This study aimed to know the main determinants of professional satisfaction of nurses who work in Primary Health Care (CSP), namely, in Barcelos/ Barcelinhos Health Centre (CS). Methods: Field work was carried out between March and December 2006, based on a quantitative methodological approach and descriptive analysis, through a questionnaire on job satisfaction, designed by Graça1, and validated for the Portuguese Health Centres reality. The target population was composed by 75 nurses working in the aforesaid Health Centre. Data treatment followed the methodological orientations of the questionnaire's author. SPSS® 13.0 was used for statistical analysis, including tests qui-square and ANOVA to explore the relations between the different variables. Results: The results show that: (i) nurses working in Barcelos/Barcelinhos Health Centre are satisfied with positive human interplay establish with the patients and dissatisfied with their payment; (ii) nurses, principally those who work in extensions, don't feel properly protected against physical, chemical, biological, and/or psychosocial risk factors that they are exposed at work in the absence of an effective occupational health and safety management system; (iii) nurses with increased duties, that require them other competences, decision responsibilities and larger specification in their work, present greater professional satisfaction and less disposition to leave their work; (iv) precarious employment in Primary Health Care is another important factor of professional dissatisfaction. Conclusions: In this specific case, we verify that the factors that positively influence job satisfaction in primary health care nursing are intimately connected to the professional/ client relationship. On the other hand, the factors that negatively influence professional satisfaction index are related with the ongoing labour policy and the present national economic situation, both factors severely limiting National Health Service human resources development.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <P><B>Satisfação profissional dos enfermeiros em Cuidados de Saúde Primários: o  caso do Centro de Saúde de Barcelos/Barcelinhos</B></P>     <p>&nbsp;</p>     <P><b>Jorge Castro<SUP>a</SUP>, Helena Lago<SUP>b</SUP>, Maria da Conceição  Fornelos <SUP>c</SUP>, Patrícia Novo<SUP>d</SUP>, Rosa Maria  Saleiro<SUP>e</SUP>, Odete Alves<SUP>f</SUP></b> </P>     <P><SUP>a</SUP>Unidade de Saúde de Carapeços, Portugal. <A href="mailto:castro_jorgemanuel@hotmail.com">castro_jorgemanuel@hotmail.com</A></P>     <P><SUP>b</SUP>Centro de Saúde de Barcelos/Barcelinhos, Portugal</P>     <P><SUP>c</SUP>Unidade de Saúde de Gândara do Neiva, Portugal</P>     <P><SUP>d</SUP>Unidade de Saúde de Vila Cova, Centro de Saúde de  Barcelos/Barcelinhos, Portugal</P>     <P><SUP>e</SUP>Unidade de Saúde de Fragoso, Portugal</P>     <P><SUP>f</SUP>Escola Superior de Enfermagem de Viana do Castelo , Portugal</P>     <p>&nbsp;</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<P><B>Resumo</B></P>    <P>Introdução: A satisfação profissional tem sido, nas últimas  décadas, encarada como condição importante, se não mesmo essencial, para lograr  melhorar o funcionamento de empresas e demais organizações. Este estudo teve  como objectivo conhecer as principais razões que condicionam a satisfação  profissional dos enfermeiros que actuam nos Cuidados de Saúde Primários (CSP),  nomeadamente no Centro de Saúde (CS) de Barcelos/Barcelinhos. Material e  métodos: A investigação, que decorreu entre Março e Dezembro de 2006, baseou–se  numa abordagem metodológica do tipo quantitativo e descritivo, recorrendo–se ao  questionário elaborado por Graça1&nbsp;e validado para a realidade dos CS  portugueses. A população alvo era constituída por 75&nbsp;enfermeiros que  exerciam funções no referido CS e o apuramento dos resultados foi realizado de  acordo com as orientações metodológicas do autor do questionário. Para a análise  estatística recorreu–se à aplicação informática SPSS® 13.0&nbsp;e, como  estratégia para a exploração das relações entre as diferentes variáveis,  utilizaram–se os testes qui–quadrado e ANOVA (teste paramétrico de análise de  variância). Resultados: Os resultados indicam que: (i) os enfermeiros do CS de  Barcelos/Barcelinhos estão satisfeitos com as interacções humanas positivas que  se estabelecem com os utentes e insatisfeitos com as recompensas que recebem  pelas funções que exercem; (ii)&nbsp;estes enfermeiros, principalmente aqueles  que trabalham nas extensões, não se sentem adequadamente protegidos contra os  riscos profissionais de natureza física, química e/ou biológica, a que estão  expostos nem tão pouco consideram existir uma política efectiva de protecção da  saúde e da segurança dos profissionais que ali trabalham; (iii) os enfermeiros  com cargos acrescidos, que exigem deles outras competências, responsabilidades  de decisão e uma maior especificidade no trabalho, apresentam maior satisfação  profissional e uma menor disposição para deixar o seu trabalho; e, por fim, (iv)  a precariedade da situação laboral dos enfermeiros contratados transforma–se num  importante factor de insatisfação profissional. Conclusões: Neste caso em  concreto, verifica–se que os factores que condicionam positivamente os níveis de  satisfação laboral dos enfermeiros estão intimamente ligados às relações que  encetam com os utentes aos quais prestam cuidados. Em contrapartida, os factores  que influenciam negativamente os índices de satisfação profissional dizem  respeito à actual política laboral que, face à actual conjuntura económica  nacional, tem restringido o acesso dos enfermeiros a vínculos de longo prazo e  reduzidos aumentos salariais.</P>      <P><B>Palavras chave:</B> Satisfação profissional. Enfermeiros. Cuidados de Saúde Primários.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Nurses' professional satisfaction in Primary Health Care: the case of  Barcelos/Barcelinhos Health Centre</B></P>     <P><B>Abstract</B></P>    <P>Introduction: Professional satisfaction has been seen, in  recent decades, as an important condition, if not essential, to achieve the  improvement of the functioning of companies and other organizations. This study  aimed to know the main determinants of professional satisfaction of nurses who  work in Primary Health Care (CSP), namely, in Barcelos/ Barcelinhos Health  Centre (CS). Methods: Field work was carried out between March and December  2006, based on a quantitative methodological approach and descriptive analysis,  through a questionnaire on job satisfaction, designed by Graça1, and validated  for the Portuguese Health Centres reality. The target population was composed by  75 nurses working in the aforesaid Health Centre. Data treatment followed the  methodological orientations of the questionnaire's author. SPSS® 13.0&nbsp;was  used for statistical analysis, including tests qui–square and ANOVA to explore  the relations between the different variables. Results: The results show that:  (i) nurses working in Barcelos/Barcelinhos Health Centre are satisfied with  positive human interplay establish with the patients and dissatisfied with their  payment; (ii) nurses, principally those who work in extensions, don't feel  properly protected against physical, chemical, biological, and/or psychosocial  risk factors that they are exposed at work in the absence of an effective  occupational health and safety management system; (iii) nurses with increased  duties, that require them other competences, decision responsibilities and  larger specification in their work, present greater professional satisfaction  and less disposition to leave their work; (iv) precarious employment in Primary  Health Care is another important factor of professional dissatisfaction.  Conclusions: In this specific case, we verify that the factors that positively  influence job satisfaction in primary health care nursing are intimately  connected to the professional/ client relationship. On the other hand, the  factors that negatively influence professional satisfaction index are related  with the ongoing labour policy and the present national economic situation, both  factors severely limiting National Health Service human resources development.</P>      <P><B>Keywords:</B> Professional satisfaction. Nurses. Primary Health Care.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Introdução </B></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>A satisfação profissional tem sido, nas últimas décadas, encarada como  condição importante, se não mesmo essencial, para lograr melhorar o  funcionamento de empresas e demais organizações. Actualmente, os gestores  começam a encetar estratégias que promovam o aumento da satisfação laboral dos  trabalhadores, visando assim obter dividendos ao nível da criatividade, empenho  e produtividade destes elementos.</P>     <P>No que diz respeito aos profissionais de saúde, níveis altos de satisfação  laboral traduzem-se em elevados índices de qualidade de atendimento. A avaliação  periódica da satisfação laboral dos profissionais de saúde torna-se essencial  para a monitorização da qualidade organizacional nos Centros de  Saúde<SUP>2</SUP>.</P>     <P>O Plano Nacional da Saúde 2004-2010, no intuito de melhorar os indicadores de  desempenho e apoio à decisão refere, como <I>Estratégia para a Gestão na  Mudança, </I>a avaliação do grau de satisfação dos profissionais de  saúde<SUP>3</SUP>.</P>     <P>A Lei de Bases da Saúde<SUP>4</SUP>, na Base XXX, aponta a satisfação dos  profissionais como sendo um dos quatro critérios de avaliação periódica do  Serviço Nacional de Saúde (SNS), a par da satisfação dos utentes, da qualidade  dos cuidados e da eficiente utilização dos recursos numa óptica de  custo-benefício<SUP>1</SUP>.</P>     <P>Em síntese, a avaliação da satisfação profissional dos profissionais de saúde  é descrita como elemento preponderante para a melhoria da qualidade de cuidados  prestados ao cidadão. </P>     <P>Convém ressalvar que a satisfação profissional tem sido alvo de várias  abordagens ao longo dos últimos anos e que foram vários os autores a contribuir  com novas perspectivas teóricas nesta área, tais como Taylor (1911), Maslow  (1954), Herzberg (1959) e Vroom (1964), citados por Robbins<SUP>5</SUP>, aos  quais se faz referência de seguida.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Satisfação profissional </B></P>     <P>Segundo Pérez-Ramos et al, citado por Lino<SUP>6, p. 11</SUP>, a satisfação  profissional pode ser traduzida como sendo "um sentimento agradável ou estado  emocionalmente positivo do trabalhador, resultante da percepção/avaliação da sua  experiência de trabalho, conforme as suas metas e valores pessoais perante a  vida, podendo ser modificado ou influenciado por forças internas ou externas ao  trabalho". </P>     <P>Da mesma forma, Santos<SUP>7, p. 17</SUP>&nbsp;refere que "a satisfação  profissional é a pedra basilar no desenvolvimento organizacional assim como no  conhecimento e aceitação da filosofia institucional adoptada".</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Para Graça<SUP>1,8,9</SUP>, a satisfação profissional deve ser vista não só  como um importante indicador do clima organizacional como também, e sobretudo,  um elemento determinante da avaliação da qualidade das empresas.</P>     <P>Na perspectiva de Robbins<SUP>5</SUP>, a importância da satisfação  profissional é óbvia. Os gestores devem preocupar-se com o nível de satisfação  no trabalho por várias razões: existe a clara evidência de que os trabalhadores  insatisfeitos faltam mais ao trabalho, são mais propensos a assumir  comportamentos destrutivos e a pedir a demissão. Por outro lado, a satisfação no  emprego estende-se à vida do empregado fora do seu local de trabalho. </P>     <P>Mais especificamente, na área da saúde, Donabedian (1966), citado por  Santos<SUP>7, p. 99</SUP>, refere que "a satisfação profissional é um elemento  fundamental no atendimento do utente e no relacionamento dentro da equipa de  saúde, isto é, funciona como elemento preponderante na qualidade de atendimento  das pessoas ... e no relacionamento interpessoal no local de trabalho". </P>     <P>Apesar de tudo, a satisfação profissional, que poderá ser definida como grau  de realização de objectivos, valores, necessidades e expectativas  profissionais<SUP>1</SUP>, é um constructo difícil de operacionalizar porque  parte de avaliações subjectivas, muito pessoais e individuais. Contudo, a (in)  satisfação profissional, apesar de individual, poderá afectar todo um conjunto  de interacções que o enfermeiro realiza. Deste modo, um elemento (in)satisfeito  profissionalmente irá afectar todo um grupo de trabalho, quer seja ao nível de  relações quer seja ao nível do exercício das suas funções.</P>     <P>Fazendo, ainda, referência ao Manual do Sistema de Avaliação e Monitorização  da Qualidade Organizacional dos Centros de Saúde<SUP>2</SUP>, este estabelece no  seu primeiro ponto (Organização e Gestão) que é responsabilidade dos órgãos de  gestão promover um bom nível de prestação de cuidados. Este nível, que se quer  óptimo, só é possível se existirem profissionais motivados e satisfeitos, ou em  que pelo menos os motivos de satisfação ultrapassem os motivos de  insatisfação.</P>     <P>Compilando estas definições, pode dizer-se que a satisfação profissional está  intimamente ligada às expectativas do trabalhador e às suas motivações como ser  holístico. Um&nbsp;trabalhador satisfeito irá promover o desenvolvimento  organizacional da sua empresa, tornando-a mais eficaz, eficiente e dinâmica. Ou  seja, torna-se essencial que o produtor, assalariado, não seja visto apenas numa  vertente economicista, cabendo à empresa disponibilizar os meios necessários à  satisfação das suas necessidades e expectativas como pessoa e trabalhador. </P>     <P>Historicamente, os primeiros estudos de satisfação no trabalho remontam ao  início do século XX. Um dos primeiros modelos a ser gerado foi o modelo<I>  taylorista</I> (idealizado por Taylor em 1911), no qual era feita uma estreita  associação entre satisfação laboral e produtividade do trabalhador. Para Taylor,  um operário satisfeito seria um operário mais produtivo<SUP>4</SUP>. Apesar de  vanguardista, esta filosofia organizacional acabaria por ser refutada por  diversos autores na medida em que reduzia o nível de satisfação do trabalhador à  quantidade de dinheiro que este auferia.</P>     <P>Mais tarde, em 1954, Maslow (citado por Lucas<SUP>10, p. 64</SUP>) vem  afirmar que a satisfação laboral de um indivíduo decorre da resposta que este  obtém em relação às suas necessidades. Este modelo de <I>satisfação de  necessidades</I> refere que "o comportamento humano, num dado momento, é  determinado pela necessidade que é percebida como mais forte", ou seja, de  satisfação mais premente. Haveria uma hierarquia de necessidades humanas, em  forma de pirâmide, e são estas necessidades que motivam o trabalhador a  progredir, de uma escala mais baixa (por ex., necessidades básicas) para uma  escala mais alta (por ex, necessidade de auto-realização). A principal valia  deste modelo reside no facto de demonstrar que as necessidades já satisfeitas,  de maneira contínua e durável, não são passíveis de motivar o comportamento.</P>     <P>Herzberg et al.<SUP>11</SUP>, por seu turno, vem afirmar que a satisfação de  necessidades básicas não é fonte de <I>motivação</I>, mas sim de  <I>movimento.</I> Passa então a conceber a motivação apenas como fruto da  satisfação de necessidades complexas, como estima e auto-realização. Propôs,  para a motivação no trabalho, o enriquecimento de tarefas (<I>job  enrichment</I>), como forma de satisfazer estas necessidades complexas. Para  este autor, a única forma de fazer com que o indivíduo sentisse vontade própria  de realizar a tarefa seria proporcionando-lhe satisfação no trabalho. Em outras  palavras, a motivação aconteceria apenas através dos factores <I>motivadores  </I>(intrínsecos) e não dos factores<I> higiénicos</I> (extrínsecos) </P>     <P>Em 1964, Victor Vroom apresenta a sua <I>teoria da expectativa</I>. Segundo  este modelo "um empregado estará motivado a empregar um alto nível de esforço  quando acreditar que o esforço levará a uma boa avaliação de desempenho; que uma  boa avaliação de desempenho levará a recompensas... e que as recompensas  satisfarão as metas pessoais do empregado"<SUP>5, p. 118</SUP>. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><I><B>Estudos sobre a satisfação profissional dos profissionais de&nbsp;saúde  </B></I></P>     <P>Em 1998, Graça e Sá efectuaram um estudo sobre a satisfação laboral dos  profissionais de saúde dos 14&nbsp;Centros de Saúde (CS) da então Sub-Região de  Saúde (SRS) de Beja (médicos, enfermeiros e administrativos; N&nbsp;=&nbsp;620).  Como instrumento de recolha de dados foi utilizada a primeira versão do  questionário em uso no presente estudo. O total de respostas foi de 320,  representando 51,6% da população alvo. Os resultados obtidos revelaram que os  médicos apresentavam níveis de satisfação profissional superiores aos  enfermeiros, administrativos e os outros profissionais. Da mesma forma  verificou-se que os enfermeiros constituíam o grupo profissional que revelava  maior segurança quanto à escolha da sua profissão, ou seja, se tivessem a  oportunidade de voltar ao princípio, aproximadamente 78% referiram que  continuariam a escolher a mesma actividade laboral (enfermagem)<SUP>12</SUP>.  </P>     <P>Um ano mais tarde, em 1999, um dos mesmos investigadores, efectuou um outro  estudo no qual, utilizando a versão actualizada do questionário<SUP>1</SUP>,  procurou definir o perfil de satisfação profissional dos médicos de família do  SNS português. Relativamente aos <I>scores</I> de satisfação profissional,  analisados por dimensão, observou-se que os médicos (n&nbsp;=&nbsp;273)  apresentavam níveis de satisfação profissional mais baixos relativamente às  <I>Condições de Trabalho &amp; Saúde </I>e à <I>Remuneração</I>. Em  contrapartida, os níveis mais altos de satisfação laboral relacionavam-se com a  <I>Relação Profissional/Utente</I> e com a <I>Segurança no  Emprego</I><SUP>13</SUP>.</P>     <P>Num outro estudo, efectuado pelo Núcleo de Qualidade e Humanização do CS de  Carnaxide, em 2004, no âmbito MoniQuOr, que utilizou um questionário adaptado de  Graça<SUP>1</SUP>&nbsp;e que abrangeu todas as classes profissionais do  respectivo CS (médicos, enfermeiros, auxiliares, administrativos, outros  profissionais; n&nbsp; =&nbsp; 131), os enfermeiros (n<SUB>1</SUB>&nbsp; =&nbsp;  33) eram os profissionais que apresentavam o índice de satisfação mais baixo na  sua globalidade e em todas as dimensões da satisfação profissional estudadas.  Esta investigação, apesar de usar uma adaptação do questionário do presente  estudo, apenas abordou quatro das oito dimensões que constituem o instrumento  original. Da mesma forma, as médias (ou <I>scores</I>) de satisfação  profissional foram obtidas unicamente através da percepção que os profissionais  tinham da sua realidade laboral, não utilizando a média de discrepância entre as  expectativas e as realidades. </P>     <P>Os <I>scores</I> que revelavam maior satisfação dos enfermeiros  relacionavam-se com a percepção da garantia de qualidade dos cuidados prestados  ao utente e com a cooperação e a colaboração por parte dos colegas de profissão.  Os <I>scores</I> mais baixos estavam relacionados com a protecção contra riscos  profissionais,&nbsp;a prevenção de situações indutoras de stress no trabalho,  a&nbsp;participação em reuniões multidisciplinares, a existência de protocolos e  o sistema de marcação de consultas utilizado<SUP>14</SUP>.</P>     <P>Por sua vez, Santos<SUP>7</SUP>&nbsp;realizou um estudo sobre a satisfação  profissional dos enfermeiros nas instituições de saúde mental e psiquiatria do  distrito de Coimbra. Foram inquiridos, através de um questionário, enfermeiros  de seis instituições (n&nbsp;=&nbsp;75). O autor conclui que, apesar de nenhum  enfermeiro ter revelado o máximo valor de "não satisfação", o seu valor médio  era de 4,30, numa escala de intervalos que ia dos valores zero a seis. Todavia,  e analisando a "não satisfação" por tipo de necessidades (Santos<SUP>7, p.  185</SUP>), concluí que "a menor satisfação se encontra relacionada com as  necessidades de subsistência, seguindo-se, por ordem crescente de satisfação, as  necessidades de autonomia, de segurança, de auto-realização, sociais e de  estima".</P>     <P>De acordo com a literatura revista, tem-se dado mais atenção à prática da  enfermagem em contexto hospitalar<SUP>15-18</SUP>. Por outro lado, a satisfação  profissional também pode (e deve) ser vista como um bom indicador de saúde  mental da população trabalhadora<SUP>19-22</SUP>.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Objectivo e metodologia, local, população e amostra </B></P>     <P>O objectivo da presente investigação foi conhecer as principais razões que  condicionam a satisfação profissional dos enfermeiros que actuam nos Cuidados de  Saúde Primários (CSP), nomeadamente do Centro de Saúde (CS) de Barcelos/  Barcelinhos.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>O local de estudo deste trabalho foi o CS de Barcelos/ Barcelinhos. Esta  Unidade de Saúde tem como área geodemográfica de influência as  89&nbsp;freguesias que constituem o Concelho de Barcelos, correspondendo a uma  área de 379&nbsp;km<SUP>2</SUP>&nbsp;e com uma população residente de  122&nbsp;096&nbsp;habitantes<SUP>23</SUP>. O CS de Barcelos/Barcelinhos tem,  para além da sua sede, outras 17&nbsp;Extensões de Saúde da sua dependência,  assim como o Serviço de Atendimento a Cuidados Urgentes (SACU). Segundo os dados  obtidos através da aplicação informática SINUS estavam inscritos, em 2006, no  referido CS, 125&nbsp;510&nbsp;utentes, distribuídos pelas diversas unidades de  saúde.</P>     <P>A população à qual se efectuou o referido estudo era constituída por  75&nbsp;enfermeiros que, à data, exerciam funções no CS de Barcelos/Barcelinhos  e respectivas extensões (n&nbsp;=&nbsp;75), independentemente do vínculo e da  categoria profissional. </P>     <P>Este grupo incluía enfermeiros com contrato a termo certo e com vínculo  definitivo. Incluía também enfermeiros, enfermeiros graduados, enfermeiros  especialistas e enfermeiros chefes.</P>     <P>Relativamente à hierarquia profissional dos enfermeiros do CS de  Barcelos/Barcelinhos, será pertinente referir que a sua direcção era, em 2006,  composta por quatro elementos: o director, o coordenador médico, o coordenador  de enfermagem e o coordenador administrativo. Na dependência do enfermeiro  coordenador estavam três enfermeiros chefes, cada um deles com responsabilidades  específicas.</P>     <P>Em cada extensão de saúde, existia também um enfermeiro responsável que, para  além das actividades de enfermagem que visam os cuidados directos aos utentes,  tinha responsabilidades acrescidas de gestão e organização dos recursos humanos  e materiais da respectiva extensão; de interlocução e relacionamento mais  directo com as chefias; de preenchimento e envio mensais de dados estatísticos  para a sede do CS. Outras responsabilidades de interlocução (a nível de todo o  CS) em programas de saúde específicos eram distribuídas por diversos enfermeiros  das extensões. </P>     <P><I><B>Instrumento e método de recolha de dados </B></I></P>     <P>Esta é uma investigação de tipo quantitativo e descritiva. Com vista à  concretização do objectivo proposto, foi determinada como variável dependente a  "Satisfação profissional dos enfermeiros do CS de Barcelos/Barcelinhos". </P>     <P>Para a avaliação da satisfação profissional, após a obtenção da devida  autorização por parte do autor, foi utilizado o questionário de  Graça<SUP>1</SUP>. Trata-se pois de um questionário de resposta individual e  confidencial, podendo ser usado como instrumento de avaliação da qualidade  organizacional dos Centros de Saúde pelo Instituto da Qualidade em Saúde âmbito  do MoniQuOr. Este questionário é constituído por três partes.</P>     <P>Na primeira parte estão listadas e definidas dimensões (ou factores) de  satisfação no trabalho, em que se baseia o modelo de análise do questionário  (tabela&nbsp;1). Nesta fase, os enfermeiros atribuíram um valor a cada uma  destas dimensões (de um a oito), sendo que o um representa a dimensão mais  importante para a sua satisfação profissional. O oito representa a dimensão  menos importante.</P>      <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="/img/revistas/rpsp/v29n2/29n2a09t1.jpg" target="_blank">Tabela 1</a> -<b> Dimensões de satisfação profissional e respectivos conceitos</b></p>     
<p>&nbsp;</p>      <P>Na segunda parte estão listados 47&nbsp;itens que representam as diferentes  dimensões (ou factores) da satisfação profissional. </P>     <P>Em relação a cada um desses itens, foi pedido aos enfermeiros que  respondessem sistematicamente a duas questões (A e B): </P>     <P>A Até que ponto deveria existir? (por ex., a possibilidade efectiva e  concreta de cooperação e colaboração entre os médicos e enfermeiros do meu  CS)</P>     <P>B Até que ponto existe? (essa possibilidade efectiva e concreta de  colaboração e cooperação entre os médicos e os enfermeiros do meu CS) </P>     <P>A questão A tem a ver com a percepção das expectativas, desejos, valores ou  preferências (aquilo que o enfermeiro esperaria, desejaria ou gostaria de obter  como recompensa, intrínseca ou extrínseca, pelo seu trabalho, competência,  dedicação, esforço, empenhamento, enquanto profissional de saúde). A questão B,  por sua vez, tem a ver com a percepção dos resultados que o profissional obtém  (ou julga obter) e que podem ficar aquém das suas expectativas.</P>     <P>A resposta a cada uma das questões (A e B) foi feita através de uma escala de  intervalos, representada por números inteiros e compreendida entre o valor  mínimo de "zero" e o valor máximo de "dez".</P>     <P>A terceira parte tem como objectivo a caracterização sociodemográfica e o  conhecimento das intenções comportamentais dos inquiridos. Nesta parte foram  recolhidas e consideradas como variáveis dependentes as características  sócio-demográficas (sexo e idade) e profissionais. Esta escala de satisfação  profissional revela ter uma excelente consistência interna, quer no conjunto dos  seus 47&nbsp;itens, quer nas suas oito dimensões (Alpha<I> de  Cronbach&nbsp;</I>&gt;<I>&nbsp;</I>0,80). Após a obtenção da devida autorização  por parte da direcção do CS de Barcelos/Barcelinhos, os questionários foram  entregues, pessoalmente, a todos os enfermeiros do CS de Barcelos/Barcelinhos  (N&nbsp;=&nbsp;75), entre o dia 26&nbsp;e 31&nbsp;de Julho de 2006,  estabelecendo um prazo de entrega de 7&nbsp;dias úteis. Conjuntamente foi  (também) entregue: (i) Pedido de colaboração, elaborado pelo grupo, referindo o  enquadramento e os objectivos do trabalho; (ii) Envelope formato A5, apenas com  o nome do destinatário, responsável pela recolha dos questionários.</P>     <P>Após o seu preenchimento, os questionários foram colocados no respectivo  envelope, sem remetente, e recolhidos pelo motorista do serviço. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><I><B>Análise estatística </B></I></P>     <P>O apuramento dos resultados foi efectuado de acordo com as orientações  metodológicas elaboradas pelo autor do questionário<SUP>1,9,12,13</SUP>. Em  relação à primeira parte do questionário, obteve-se a hierarquia de valores no  trabalho, ou seja, a importância ordenada que cada enfermeiro dá a cada uma das  oito dimensões da satisfação profissional, de acordo com a sua motivação. </P>     <P>Relativamente à segunda parte do questionário, foi calculada a diferença  entre a pontuação dada às questões A e B. O valor obtido traduz o grau de  discrepância (C) entre as expectativas (A) e os seus resultados (B). O valor  obtido em cada um dos 47&nbsp;itens (C) só poderia ser igual ou superior a  0&nbsp;ou igual ou inferior a 10. Os valores negativos foram assumidos como  sendo iguais a 0.</P>     <P>Os itens do questionário foram agrupados por dimensão e, depois de efectuada  a sua soma, efectuou-se a divisão pelo número total de itens correspondentes à  respectiva dimensão.</P>     <P>A média obtida corresponde ao <I>score </I>de satisfação: satisfação  específica (em relação a cada uma das oito dimensões); e satisfação global  (resultante da média dos 47&nbsp;itens, a dividir por 47). Quanto mais próximo  de 0, maior será a satisfação profissional; quanto mais afastado de 0,  maior&nbsp;a sua insatisfação, ou seja, a discrepância entre expectativas (E) e  resultados (R).</P>     <P>Para caracterização da amostra, segundo os perfis sócio-demográficos e  motivacionais, utilizou-se a <I>frequência absoluta e relativa</I> e as medidas  de tendência central, <I>média</I> e <I>moda</I>. Como medida de extensão ou  dispersão de valores foi utilizado o <I>desvio-padrão</I>.</P>     <P>Para uma correcta interpretação dos resultados, foi efectuada: (i) a  comparação entre o perfil de satisfação e o perfil sociodemográfico dos  enfermeiros; (ii) a comparação entre o perfil de satisfação e a sua hierarquia  de valores ou estrutura motivacional.</P>     <P>Os testes estatísticos utilizados para a avaliação do nível de significância  foram o teste qui-quadrado (x<SUP>2</SUP>) e o teste de análise de variância  (ANOVA). Para o tratamento dos dados foi utilizado o programa  <I>SPSS<SUP>®</SUP></I> for <I>Windows<SUP>®</SUP></I> (Statistical Package for  the Social Sciences).</P><B>Resultados </B>     <P>Os questionários foram recolhidos, dentro do período estipulado, num total de  58. Este número representa uma taxa de resposta de 77,3%.</P>     <P><I><B>Caracterização sociodemográfica e profissional </B></I></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Relativamente às características sociodemográficas, representadas na  tabela&nbsp;2, do total de enfermeiros inquiridos (n&nbsp;=&nbsp;58) apenas  cinco são do sexo masculino. </P>      <p>&nbsp;</p>     <p><b>Tabela 2 - Distribuição numérica e percentual dos enfermeiros segundo as suas características sociodemograficas</b></p>     <p><img src="/img/revistas/rpsp/v29n2/29n2a09t2.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>      <P>Quanto à idade e ao tempo de serviço será pertinente referir que 70,7% dos  elementos têm idade inferior aos 40&nbsp;anos (fig.&nbsp;1), 60,3% têm menos de  15&nbsp;anos de serviço e 75,9% exerce funções há menos de 15&nbsp;anos no CS de  Barcelos/Barcelinhos.</P>      <p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/rpsp/v29n2/29n2a09f1.jpg"></p>     
<p><b>Figura 1 - Distribuição numérica dos enfermeiros por grupo etário.</b></p>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Pode constatar-se, através dos dados apresentados na figura&nbsp;1, que estes  elementos, que constituem uma amostra representativa da equipa de enfermagem do  CS de Barcelos/ Barcelinhos, são profissionais relativamente jovens e, na sua  grande maioria, mulheres (n<SUB>[L50920]</SUB>&nbsp;=&nbsp;53).</P>     <P>No que diz respeito ao local de trabalho e à categoria profissional, 32,8%  dos inquiridos exercem funções na sede do CS e 67,2% em extensões de saúde,  84,5% são enfermeiros de nível 1&nbsp;e 15,5% enfermeiros de nível 2.</P>     <P>Do total de 57&nbsp;respondentes, 24,1% dos elementos não têm vínculo  definitivo à função pública, 19% são enfermeiros responsáveis por unidades de  saúde, 5,2% exercem funções como enfermeiro-chefe e 1,7% como membros da  direcção do&nbsp;CS.</P>     <P>Por último, 39,7% dos enfermeiros exerce funções de interlocução em programas  de saúde específicos, 39,7% são sindicalizados e 8,6% são sindicalistas activos.  </P>     <P><I><B>Intenções comportamentais </B></I></P>     <P>No que diz respeito às intenções comportamentais (tabela&nbsp;3), é  pertinente mencionar que 53,4% dos enfermeiros, nos últimos 12&nbsp;meses, já  pensaram numa forma de se afastarem, prolongada ou definitivamente, do seu posto  de trabalho.</P>      <p>&nbsp;</p>     <p><B><a name="t3"></a><a href="#topt3">Tabela 3</a>&nbsp; - Distribuição numérica e percentual dos enfermeiros segundo as suas intenções comportamentais</B></p>     <p></p>    <p><img src="/img/revistas/rpsp/v29n2/29n2a09t3.jpg"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <P>Relativamente aos elementos que, no último ano, alguma vez pensaram em se  afastar do seu emprego, existe uma diferença estatisticamente significativa  (<I>p&nbsp; </I>=<I>&nbsp; 0,019</I>) entre aqueles que exercem funções de  interlocução em programas de saúde específicos e aqueles que não o fazem  (fig.&nbsp;2).</P>      <p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/rpsp/v29n2/29n2a09f2.jpg"></p>     
<p><b>Figura 2 - Distribuição numérica dos enfermeiros que  exercem funções em programas de saúde específicos segundo as suas intenções de  afastamento.</b></p>     <p>&nbsp;</p>      <P>Após análise da figura&nbsp;2&nbsp;verifica-se que, os enfermeiros que  exercem funções em programas de saúde específicos, apresentam uma menor  tendência em querer afastar-se do seu posto de trabalho.</P>     <P>Nenhum dos enfermeiros referiu que, se tivesse a possibilidade de voltar ao  princípio, escolheria o sector privado como principal entidade empregadora. Em  consonância (<a href="#t3">tabela 3</a><a name="topt3"></a>), 53,4% continuariam a escolher o SNS como principal  empregador; 51,7% continuariam a escolher a mesma SRS; e 56,9% continuariam a  escolher a mesma ARS.</P>     <P>Por outro lado, apesar de 74,1% dos enfermeiros referirem que, hoje em dia,  continuariam a escolher a mesma profissão, 17,2% escolheriam como local de  trabalho o hospital, 53,4% escolheriam o CS e 43,1% o CS de  Barcelos/Barcelinhos. Nestes 3&nbsp;últimos itens, a percentagem de indecisos  foi de 25,8%, 25,8% e 38%, respectivamente (<a href="#t3">tabela 3</a>). </P>     <P><I><B>Ordenação das dimensões da satisfação profissional e respectivos scores  </B></I></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Na tabela&nbsp;4&nbsp;estão ordenadas as oito dimensões da satisfação  profissional estudadas, de acordo com a importância que lhes é atribuída pelos  enfermeiros.</P>      <p>&nbsp;</p>     <p><b>Tabela 4 - Ordenação decrescente das dimensões da satisfação profissional de acordo com a importância que lhes é atribuída pelos enfermeiros</b></p>     <p><img src="/img/revistas/rpsp/v29n2/29n2a09t4.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>	      <P>Pode verificar-se que, em média, a dimensão mais importante para os  enfermeiros corresponde à <I>Realização Pessoal e Profissional &amp; Desempenho  Organizacional</I> (n&nbsp; =&nbsp; 57; <I>m&nbsp;</I>=<I>&nbsp;2,25</I>) e a  menos importante diz respeito ao <I>Status &amp; Prestígio</I>  (n&nbsp;=&nbsp;57; <I>m&nbsp;</I>=<I>&nbsp;7,28</I>).</P>     <P>Comparando estes dados com as características sociodemográficas dos  enfermeiros, verifica-se que: (i) os enfermeiros com contrato a termo certo  atribuem maior importância à dimensão da <I>Segurança no Emprego</I> do que os  enfermeiros com vínculo definitivo (<I>p&nbsp; </I>=<I>&nbsp; 0,001</I>); (ii)  os enfermeiros com tempo de serviço inferior a 20&nbsp;anos atribuem maior  importância à dimensão das <I>Condições de Trabalho &amp; Saúde</I> analogamente  aos enfermeiros com tempo de serviço superior ou igual aos 20&nbsp;anos  (<I>p&nbsp;</I>=<I>&nbsp;0,003</I>); (iii) os enfermeiros da sede do CS atribuem  maior importância às dimensões <I>Autonomia &amp; Poder</I>  (<I>p&nbsp;</I>=<I>&nbsp;0,025</I>) e <I>Relação de Trabalho &amp; Suporte  Social</I> (<I>p&nbsp;</I>=<I>&nbsp;0,004</I>), comparativamente com os  enfermeiros das extensões; e, por fim, (iv) os enfermeiros das extensões de  saúde atribuem maior importância à dimensão das <I>Condições de Trabalho &amp;  Saúde</I> do que os enfermeiros da sede (<I>p&nbsp;</I>=<I>&nbsp;0,012</I>).</P>     <P>Seguidamente, na tabela&nbsp;5, estão representados os <I>scores</I> médios  da satisfação profissional, desagregados pelas oito dimensões que a constituem,  ordenados de forma ascendente.</P>      <p>&nbsp;</p>     <p><b>Tabela 5 - </B><I><B>Scores</B></I> médios das dimensões da satisfação profissional (m) e respectivo desvio padrão (dp)</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/rpsp/v29n1/29n1a03t1.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>	      <P>A dimensão que apresenta o nível médio de satisfação profissional mais  elevado diz respeito à <I>Relação Profissional/ Utente  </I>(<I>m&nbsp;</I>=<I>&nbsp;2,47</I>). Em contrapartida, a dimensão com a média  de discrepância mais alta, que corresponde a uma menor satisfação profissional,  diz respeito à <I>Remuneração</I> (<I>m&nbsp;</I>=<I>&nbsp;4,41</I>)  (fig.&nbsp;3).</P>      <p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/rpsp/v29n2/29n2a09f3.jpg"></p>     
<p><b>Figura 3 - </B><I><B>Scores</B></I><B> da satisfação  profissional por dimensão estudada.</b></p>     <p>&nbsp;</p>        <P>Após a análise estatística destes dados verifica-se que os homens apresentam,  na sua globalidade, um índice de satisfação profissional superior ao das  mulheres (<I>p&nbsp;</I>=<I>&nbsp;0,011</I>) (fig.&nbsp;4).</P>      <p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/rpsp/v29n2/29n2a09f4.jpg"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Figura 4 - </B><I><B>Boxplots</B></I><B> por sexo  segundo os </B><I><B>scores</B></I><B> totais da satisfação  profissional.</B></P>     <p>&nbsp;</p>      <P>Os elementos representados na figura&nbsp; 4&nbsp; como <I>outliers </I>são  enfermeiras que, para além de apresentarem elevados níveis de insatisfação,  revelaram também que no último ano pensaram em se afastar do seu posto de  trabalho. A sua exclusão desta análise estatística altera o valor de <I>p  </I>para <I>p<SUB>1</SUB>&nbsp;</I>=<I>&nbsp;0,027. </I>A dimensão na qual a  diferença entre sexos é mais evidente diz respeito à <I>Remuneração</I>  (<I>p&nbsp;</I>=<I>&nbsp;0,001</I>) (fig.&nbsp;5).</P>      <p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/rpsp/v29n2/29n2a09f5.jpg"></p>     
<p><b>Figura 5 - </B><I><B>Boxplots</B></I><B> por sexo  segundo os </B><I><B>scores</B></I><B> da dimensão - Remuneração.</B></P>     <p>&nbsp;</p>      <P>Os enfermeiros contratados apresentam índices de satisfação profissional,  relativamente à dimensão da <I>Segurança no Emprego</I>, inferiores aos  enfermeiros com vínculo definitivo (<I>p&nbsp;</I>=<I>&nbsp;0,001</I>)  (fig.&nbsp;6).</P>      <p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/rpsp/v29n2/29n2a09f6.jpg"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Figura 6 - </B><I><B>Boxplots</B></I><B> por tipo de  vínculo à instituição segundo os </B><I><B>scores</B></I><B> da dimensão -  Segurança no emprego.</B></P>     <p>&nbsp;</p>      <P>Neste caso, o grupo que corresponde a enfermeiros que se enquadram na  categoria de "outro" tipo de vínculo à instituição, constituído apenas por um  elemento, foi excluído desta análise tendo em consideração que, apesar de ser um  enfermeiro com vínculo definitivo noutra instituição de saúde, exerce funções na  direcção deste CS por nomeação provisória. O <I>outlier</I> representado na  figura 6&nbsp;com o número 44&nbsp;é um elemento que, apesar de pertencer ao  quadro do CS, manifestou a intenção de se afastar do serviço através de pedido  de transferência. A sua exclusão desta análise não altera o valor de <I>p  </I>(<I>p<SUB>1</SUB>&nbsp;</I>=<I>&nbsp;0,001</I>). </P>     <P>Os enfermeiros com menos idade e com menos tempo de serviço apresentam níveis  de satisfação profissional inferiores na dimensão da <I>Segurança no Emprego</I>  (<I>p&nbsp;</I>=<I>&nbsp;0,005</I>) (fig.&nbsp;7).</P>      <p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/rpsp/v29n2/29n2a09f7.jpg"></p>     
<p><b>Figura 7 - </B><I><B>Boxplots</B></I><B> por grupo  etário segundo os </B><I><B>scores</B></I><B> da dimensão - Segurança no  emprego.</B></P>     <p>&nbsp;</p>      <P>Os <I>outliers</I> representados na figura&nbsp;7, com os números 8&nbsp;e  40, são elementos que, para além de apresentarem elevados níveis de insatisfação  na dimensão estudada, referiram também que nos últimos 12&nbsp;meses já alguma  vez pensaram em se afastar do serviço. O enfermeiro representado com o número  8&nbsp;refere inclusivamente que, hoje em dia, não escolheria o mesmo CS, a  mesma SRS nem tão pouco a mesma ARS. A exclusão destes indivíduos da referida  análise altera o valor de <I>p </I>para  <I>p<SUB>1</SUB>&nbsp;</I>=<I>&nbsp;0,009</I>.</P>     <P>Os <I>outliers</I> representados na figura&nbsp; 8&nbsp; são coincidentes com  os dos gráficos anteriores. A sua exclusão deste teste estatístico altera o  valor de <I>p </I>para <I>p<SUB>1</SUB>&nbsp;</I>=<I>&nbsp;0,002</I>. Os  enfermeiros com responsabilidades de chefia, direcção e coordenação de unidades  apresentam um índice de satisfação profissional mais elevado: na sua globalidade  (<I>p&nbsp;</I>=<I>&nbsp;0,016</I>), na dimensão da <I>Relação  Profissional/Utente</I> (<I>p&nbsp;</I>=<I>&nbsp;0,005</I>) e na dimensão da  <I>Segurança no Emprego</I> (<I>p&nbsp;</I>=<I>&nbsp;0,001</I>) (figs.&nbsp;9,  10&nbsp;e 11, respectivamente).</P>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/rpsp/v29n2/29n2a09f8.jpg"></p>     
<p><b>Figura 8 - </B><I><B>Boxplots</B></I><B> por anos de  profissão segundo os </B><I><B>scores</B></I><B> da dimensão - Segurança no  emprego.</B></P>     <p>&nbsp;</p>      <p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/rpsp/v29n2/29n2a09f9.jpg"></p>     
<p><b>Figura 9 - </B><I><B>Boxplots</B></I><B> por tipo de função exercida segundo  os </B><I><B>scores</B></I><B> totais de satisfação profissional.</B></P>     <p>&nbsp;</p>      <p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/rpsp/v29n2/29n2a09f10.jpg"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Figura 10 - </B><I><B>Boxplots</B></I><B> por tipo de função exercida segundo  os </B><I><B>scores</B></I><B> da dimensão - Relação  profissional/utente.</B></P>     <p>&nbsp;</p>      <p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/rpsp/v29n2/29n2a09f11.jpg"></p>     
<p><b>Figura 11 - </B><I><B>Boxplots</B></I><B> por tipo de função exercida segundo  os </B><I><B>scores</B></I><B> da dimensão - Segurança no emprego.</B></P>     <p>&nbsp;</p>      <P>Nos três casos anteriores, mesmo com a exclusão dos <I>outliers</I>,  verifica-se que existe diferença estatisticamente significativa entre os níveis  de satisfação profissional dos enfermeiros com funções de chefia, direcção ou  responsabilidade por unidades e aqueles que não exercem esse tipo de funções,  alterando os valores de <I>p</I> para:  <I>p<SUB>1</SUB>&nbsp;</I>=<I>&nbsp;0,008;  p<SUB>2</SUB>&nbsp;</I>=<I>&nbsp;0,003&nbsp;e  p<SUB>3</SUB>&nbsp;</I>=<I>&nbsp;0,013</I>; respectivamente. </P>     <P>Os enfermeiros que já pensaram, no último ano, em se afastar do seu posto de  trabalho (mudando de profissão ou solicitando transferência, licença sem  vencimento ou aposentação) apresentam também um índice de satisfação  profissional na dimensão da <I>Realização Pessoal e Profissional &amp;  Desempenho Organizacional </I>mais baixo em relação àqueles que nunca pensaram  nisso (<I>p&nbsp;</I>=<I>&nbsp;0,006</I>) (fig.&nbsp;12).</P>      <p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/rpsp/v29n2/29n2a09f12.jpg"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Figura 12 - </B><I><B>Boxplots</B></I><B> por intenção  de afastamento segundo os </B><I><B>scores</B></I><B> da dimensão - Realização  pessoal e profissional &amp; Desempenho organizacional.</B></P>     <p>&nbsp;</p>      <P>Omitindo deste teste os <I>outliers</I> representados na figura anterior, o  valor de <I>p</I> altera para <I>p<SUB>1</SUB>&nbsp;</I>=<I>&nbsp;0,033</I>.  Apesar de tudo, continua a observar-se uma diferença estatisticamente  significativa.</P>     <P>Na tabela&nbsp;6&nbsp;estão representados os valores das expectativas (E),  dos resultados (R) e da discrepância ente expectativas e resultados (E-R), por  item do questionário<SUP>1</SUP>.</P>      <p>&nbsp;</p>     <p><a href="/img/revistas/rpsp/v29n2/29n2a09t6.jpg" target="_blank">Tabela 6</a> -<b> Expectativas, resultados e scores médios por pergunta e dimensão da satisfação profissional (ordem crescente)</b></p>     
<p>&nbsp;</p>      <P>Ao observar os valores por dimensão, o <I>Status &amp; Prestígio </I>é aquele  que apresenta a média de expectativas mais baixa  (<I>m<SUB>E</SUB>&nbsp;</I>=<I>&nbsp;8,43</I>), seguindo-se a <I>Autonomia &amp;  Poder</I> (<I>m<SUB>E</SUB>&nbsp;</I>=<I>&nbsp;9,14</I>), a <I>Realização  Pessoal e Profissional &amp; Desempenho Organizacional</I>  (<I>m<SUB>E</SUB>&nbsp;</I>=<I>&nbsp;9,20</I>), as <I>Relações de Trabalho &amp;  Suporte Social </I>(<I>m<SUB>E</SUB>&nbsp;</I>=<I>&nbsp;9,21</I>), a  S<I>egurança no Emprego</I> (<I>m<SUB>E</SUB>&nbsp;</I>=<I>&nbsp;9,33</I>), a  <I>Remuneração </I>(<I>m<SUB>E</SUB>&nbsp;</I>=<I>&nbsp;9,35</I>), as  <I>Condições de Trabalho &amp; Saúde</I>  (<I>m<SUB>E</SUB>&nbsp;</I>=<I>&nbsp;9,38</I>) e, por último, a <I>Relação  Profissional/Utente</I> (<I>m<SUB>E</SUB>&nbsp;</I>=<I>&nbsp;9,42</I>).</P>     <P>Os três itens que revelam um <I>score </I>mais baixo (o que representa uma  maior satisfação profissional) são: (i) O prestígio que o enfermeiro goza, entre  as pessoas das suas relações (amigos, familiares e outros), devido ao estatuto  da sua profissão ou carreira (<I>score</I>&nbsp;=&nbsp;0,90); (ii) o sentimento  de que está a dar um contributo importante para a realização da missão e dos  objectivos atribuídos ao CS (e à respectiva SRS)  (<I>score&nbsp;</I>=<I>&nbsp;1,40</I>); (iii) a oportunidade de ter, no local de  trabalho, verdadeiros amigos e não apenas colegas ou simples conhecidos  (<I>score&nbsp;</I>=<I>&nbsp;1,40</I>).</P>     <P>Em contrapartida, os três itens que apresentam os <I>scores</I> mais altos  dizem respeito à <I>Remuneração</I>, sendo eles: (i) a percepção de se estar  relativamente bem pago, tendo em conta a opção por trabalhar e viver no concelho  a que pertence o CS (score&nbsp;=&nbsp;<I>4,80</I>); (ii) a percepção de se  estar relativamente bem pago, tendo em conta o nível do desempenho profissional  (score&nbsp;=&nbsp;4<I>,90</I>); (iii) a percepção de se estar relativamente bem  pago, por comparação com outros funcionários públicos com qualificações e  responsabilidades equivalentes (<I>score&nbsp;</I>=<I>&nbsp;5,90</I>).</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <P><B>Discussão </B></P>     <P>Quanto ao sexo, e apesar de apenas cinco dos inquiridos serem homens,  verifica-se que estes últimos estão mais satisfeitos profissionalmente do que as  mulheres. Embora não se tenha logrado obter qualquer fundamentação  cientificamente comprovada para esta diferença entre sexos<SUP>24</SUP>,  possivelmente esta dever-se-á ao facto das mulheres, na sociedade portuguesa  contemporânea, continuarem a assumir um papel doméstico muito activo, com  responsabilidades familiares mais exigentes em relação às dos homens, que  demandam um esforço acrescido no seu dia-a-dia. </P>     <P>Por exemplo, no estudo encetado por Schmidt<SUP>25</SUP>, que estudou a  satisfação profissional e a qualidade de vida de enfermeiros de serviços de  cirurgia de vários hospitais brasileiros, a investigadora verificou que os  profissionais do sexo masculino apresentavam-se mais satisfeitos em relação à  qualidade de vida do que as profissionais do sexo feminino. </P>     <P>No que concerne ao tipo de vínculo à instituição observa-se que os  enfermeiros com Contrato a Termo Certo (CTC) atribuem maior importância à  dimensão da <I>Segurança no Emprego</I> e apresentam um <I>score</I> desta  dimensão mais baixo em relação aos enfermeiros do quadro. Ou seja, para além da  importância que os contratados atribuem à estabilidade no emprego, a  precariedade da sua situação laboral transforma-se num importante factor de  insatisfação profissional. </P>     <P>Nos dias que correm, no nosso país, apesar de se sentir a vontade e o esforço  governamental em aumentar, progressivamente, o número de vagas para o ingresso  aos cursos superiores de enfermagem, visando suprir a falta de enfermeiros nas  instituições de saúde, a verdade é que estes profissionais, após a sua formação  académica, manifestam dificuldades em conseguir emprego que lhes garanta alguma  estabilidade. </P>     <P>No que diz respeito à idade destes profissionais, e excluindo a relação  íntima desta variável com o vínculo à instituição (pois a grande maioria dos  enfermeiros com menos de 30&nbsp;anos de idade e com menos de cinco anos de  serviço tem Contrato a Termo Certo), observou-se que os enfermeiros mais novos  atribuem maior importância às <I>Condições de Trabalho &amp; Saúde</I> do que os  seus colegas mais velhos. Abordando com mais detalhe o significado desta  dimensão, verificou-se que esta inclui aspectos relacionados com a existência de  factores de risco de natureza física, ambiental, organizacional psicossocial e a  prevenção de acidentes ou doenças profissionais, bem como de outras doenças  relacionadas com (ou agravadas por) o trabalho. Face a estas constatações,  embora não seja possível sustentar esta hipótese, é provável que a menor  experiência profissional dos enfermeiros mais novos esteja na base desta sua  maior preocupação com as condições de trabalho e saúde.</P>     <P>Por outro lado, e abordando agora a questão do local de trabalho,  verificou-se existirem diferenças estatisticamente significativas entre os  enfermeiros que exercem funções na sede do CS e nas extensões. Os primeiros  atribuem maior importância à margem de poder e de liberdade que têm no exercício  das suas funções, incluindo a oportunidade de participação na organização e  funcionamento dos serviços; bem como ao conjunto das relações de trabalho que  estabelecem com os outros (relações hierárquicas, funcionais e cooperativas),  incluindo o suporte social dado pela direcção do CS ou pelos pares. Por sua vez,  os segundos, atribuem maior importância ao ambiente físico e psicossocial de  trabalho com implicações na saúde, segurança e bem-estar físico, mental e  social; bem como à existência de serviços, programas e actividades orientadas  para a prevenção dos riscos profissionais, a vigilância e a promoção da saúde; a  informação e a formação no domínio da Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho  (SH&amp;ST).</P>     <P>Esta diferença na ordenação das dimensões da satisfação profissional poderá  estar relacionada com a especificidade do exercício profissional destes dois  grupos de enfermeiros. Por exemplo, aqueles que trabalham na sede contactam com  maior proximidade e frequência com os seus superiores hierárquicos e com os  elementos da direcção do CS (que trabalham do mesmo local). O facto de serem  alvo duma supervisão directa por parte das chefias interfere (positiva ou  negativamente) na sua margem de autonomia, conferindo-lhes também a oportunidade  de participar nas decisões que são emanadas desde o "centro nevrálgico" da  instituição (dependendo da abertura dos superiores hierárquicos). </P>     <P>Os enfermeiros que trabalham nas extensões lidam com os factores relacionados  com o seu <I>isolamento, </I>nomeadamente a separação física em relação aos  órgãos decisores e os condicionalismos inerentes a uma circulação de informação  que depende, em grande medida, de contactos esporádicos e indirectos (telefone,  correio interno bissemanal, entre outros). Da mesma forma, muitas destas  unidades de saúde apresentam condições físicas precárias e constituem  verdadeiros micro-sistemas, nos quais todos os seus elementos passam a maior  parte da jornada de trabalho numa situação de grande proximidade. Assim, o  bem-estar psicossocial destes enfermeiros dependerá, em grande medida, da  adequada gestão das relações que existem no seio da equipa multidisciplinar.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Quanto ao tipo de funções exercidas, observou-se que os enfermeiros  responsáveis pela direcção, chefia ou coordenação de unidades de saúde  apresentam um índice de satisfação profissional mais elevado. Da mesma forma,  aqueles elementos que integram as equipas de programas de saúde específicos  apresentam menor tendência em querer afastar-se do seu posto de trabalho.</P>     <P>Segundo Herzberg<SUP>11</SUP>, a motivação no trabalho depende do  enriquecimento de funções ou tarefas de forma a satisfazer necessidades  complexas. </P>     <P>Por sua vez, Maslach<SUP>19</SUP>&nbsp;refere que a participação activa dos  técnicos nas decisões do serviço, poderá ser útil e levar à realização e  satisfação profissional. Deverá existir uma boa comunicação e oportunidades de  discussão dos problemas com os superiores, sendo ela formal ou informal, em  grupo ou individual, mas terá de ser sempre de suporte e de ajuda e nunca de  forma alguma para julgar.</P>     <P>No caso concreto deste estudo verificou-se que os profissionais com cargos  acrescidos, que exigem deles outras competências, responsabilidades de decisão e  uma maior especificidade no trabalho, apresentam maior satisfação profissional e  uma menor disposição para deixar o seu trabalho (ou propensão para o  <I>turnover</I>). </P>     <P>Por outro lado, os enfermeiros que referiram já ter pensado em abandonar o  seu posto de trabalho (mudando de profissão ou solicitando transferência,  licença sem vencimento ou aposentação) demonstram estar mais insatisfeitos com a  concretização das possibilidades de desenvolvimento pessoal e profissional, o  que decorre em grande medida das oportunidades e desafios colocados pela  organização onde trabalham, da profissão que têm, do conteúdo e da organização  do trabalho. </P>     <P>Falando agora em termos globais, observou-se que os enfermeiros do CS de  Barcelos/Barcelinhos estão satisfeitos com as interacções humanas positivas que  se estabelecem com os utentes e insatisfeitos com as recompensas que recebem  pelas funções que exercem, incluindo o vencimento-base e outras remunerações  complementares (por exemplo: as horas extraor di nárias e as gratificações de  chefia). Esta insatisfação acentua-se quando comparam a sua remuneração em  relação a outros funcionários públicos com qualificações e responsabilidades  equivalentes.</P>     <P>Existem três factores determinantes que poderão estar na base desta  insatisfação em relação à remuneração. O primeiro diz respeito ao facto de um  elevado número destes profissionais já ter logrado obter o grau equivalente à  licenciatura, quer através da frequência do Curso de Complemento de Formação em  Enfermagem, quer através do curso de base, e de todavia não serem remunerados em  função destas novas qualificações académicas (como técnicos superiores). Por  outro lado, tanto os parcos aumentos salariais dos últimos anos como o  <I>congelamento </I>das progressões nas carreiras constituem condições  importantes conducentes à insatisfação relativamente à dimensão da  <I>Remuneração</I>. </P>     <P>Apesar disso, apenas quatro, do total de 56&nbsp;inquiridos, não escolheria a  mesma profissão e nenhum escolheria o sector privado como principal empregador.  Analisando os <I>scores</I> obtidos separadamente (por dimensão da satisfação  profissional) verificou-se que, tal como na investigação&nbsp; efectuada por  Santos<SUP>7</SUP>, os níveis mais altos de&nbsp; insatisfação estão  relacionados com as <I>Necessidades Fisiológicas</I>, <I>Básicas</I> e de<I>  Segurança</I>, enquanto os níveis mais altos de satisfação estão relacionados  com as <I>Necessidades Sociais</I>, de <I>Estima</I> e de <I>Autorealização</I>.  Segundo Maslow, em 1954, (citado por Lucas<SUP>10, p. 64</SUP>), na sua teoria  da <I>Hierarquia de Necessidades</I>, as necessidades básicas manifestam-se em  primeiro lugar, e as pessoas procuram satisfazê-las antes de se preocupar com as  de nível mais elevado.</P>     <P>Quanto às expectativas dos enfermeiros, observou-se que, nas dimensões  estudadas, elas são elevadas e os seus valores homogéneos  (<I>m<SUB>E</SUB></I>&gt;<I> 9,00; dp&nbsp;</I>=<I>&nbsp;0,36</I>), à excepção  da dimensão <I>Status &amp; Prestígio </I>cuja média, apesar de alta, é inferior  a 9,00 (<I>m<SUB>E</SUB>&nbsp;</I>=<I>&nbsp;8,43</I>).</P>     <P>Segundo a <I>Teoria da expectativa</I> de Vroom (1964) (citado por  Robbins<SUP>5</SUP>&nbsp;e por Graça<SUP>13</SUP>), um empregado só estará  motivado se reconhecer que o seu esforço o aproximará das suas metas pessoais e  profissionais (expectativas). No presente estudo, a média das expectativas dos  enfermeiros é elevada o que, à luz desta teoria, significa que estes elementos  estão motivados no seu emprego.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Em termos globais, o nível de satisfação profissional apurado nos enfermeiros  do CS de Barcelos/Barcelinhos é elevado, na escala de 0&nbsp;a 10 (<I>score  total&nbsp;</I>=<I>&nbsp;3.20</I>).</P>     <P>Segundo Robbins<SUP>5, p.103&nbsp;</SUP>as <I>"pessoas não-orientadas para o  trabalho tendem a não se envolver emocionalmente com os seus empregos. Esta  indiferença relativa permite que elas aceitem condições de trabalho frustantes  com mais boa vontade... Então, ainda que a satisfação no trabalho possa ser  importante para advogados, cirurgiões e outros profissionais, ela pode ser  irrelevante para o trabalhador médio porque ele está geralmente indiferente aos  elementos frustantes do emprego."</I></P>     <P>Esta afirmação poderia, no caso deste estudo e face aos resultados obtidos,  constituir uma hipótese plausível para justificar o facto de estes profissionais  (os enfermeiros) apresentarem este perfil global de satisfação profissional.  </P>     <P>Por outro lado, comparando estes resultados com o estudo efectuado por Graça  e Sá<SUP>12</SUP> na SRS de Beja, no qual foi estudada a satisfação profissional  de todos os grupos profissionais dos CS afectos a esta instituição, verificou-se  que os enfermeiros do CS de Barcelos/Barcelinhos demonstram uma menor afinidade  em relação a (ou identificação com) os CSP por comparação com os seus colegas da  SRS de Beja.</P>     <P>Esta diferença de intenções comportamentais poderá ter como causas prováveis  questões de organização institucional de nível regional ou sub-regional (a nível  local, quando questionados se hoje em dia escolheriam o mesmo CS, a diferença  entre as respostas destes dois grupos de enfermeiros é de aproximadamente quatro  pontos percentuais).</P>     <P>Outro facto que se deve ter em consideração diz respeito aos momentos nos  quais os trabalhos foram elaborados. Entre os anos de 1998&nbsp;e  2006&nbsp;processaram-se importantes alterações ao nível do estatuto dos  enfermeiros de CSP, nomeadamente a perda do privilégio de progredir na carreira  de forma mais célere em relação aos homólogos dos CSD (Cuidados de Saúde  Diferenciados). Desta forma é provável que, os enfermeiros que optaram pelos CSP  perspectivando uma progressão na carreira mais rápida, se sintam decepcionados  com a sua escolha e manifestem que, se lhes fosse dada novamente a oportunidade  de escolher, não enveredariam pelo exercício da profissão num&nbsp;CS.</P>     <P>Comparando agora os resultados do presente estudo com os obtidos através da  investigação efectuada por Graça<SUP>9,13,26</SUP>, na qual estudou o perfil da  satisfação profissional dos médicos de família do SNS português, empregando o  mesmo questionário, verificou-se que estes médicos apresentavam uma média de  satisfação profissional mais baixa, quer na sua globalidade, quer em sete das  oito dimensões estudadas. A diferença mais significativa diz respeito à dimensão  do <I>Status &amp; Prestígio</I>.</P>     <P>Por sua vez, a única dimensão na qual os enfermeiros apresentam um índice de  satisfação laboral menor, diz respeito à <I>Segurança no Emprego</I>, devendo-se  possivelmente ao facto de existir um maior número de enfermeiros contratados e  uma maior dificuldade destes em conseguir ingressar numa instituição de saúde.  </P>     <P>Em termos gerais, estas diferenças tão significativas entre os perfis da  satisfação laboral destes dois grupos profissionais poderão dever-se às  desigualdades amostrais dos dois estudos (idade, sexo, local de trabalho, área  de residência dos respondentes, entre outras) e o facto de terem sido efectuados  com sete anos de diferença. Para que seja possível realizar uma análise  fidedigna da diferença entre a satisfação de médicos e enfermeiros terá,  necessariamente, que ser utilizado um desenho de estudo diferente com amostras  mais homogéneas do ponto de vista sócio-demográfico.</P>     <P>Um outro estudo, realizado em 2004&nbsp;no CS de Carnaxide, que utilizou como  instrumento o questionário adaptado de Graça<SUP>1</SUP>&nbsp;e que abrangeu  todos os grupos de profissionais, apresentava resultados muito semelhantes aos  do nosso estudo.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Assim, apesar de apenas ter englobado quatro dimensões coincidentes  (<I>Autonomia &amp; Poder; Condições de trabalho &amp; saúde; Realização pessoal  e profissional &amp; desempenho organizacional; Relações de trabalho &amp;  suporte social</I>), os itens que apresentam maiores níveis de satisfação  profissional correspondem à <I>percepção da garantia de qualidade dos cuidados  que são prestados aos utentes</I> e à <I>cooperação e a colaboração que existe  por parte dos colegas de profissão</I>.</P>     <P>Da mesma forma, os itens que apresentam menores níveis de satisfação  profissional dizem respeito <I>à inadequada protecção contra os riscos  profissionais, de natureza física, química e/ou biológica</I> e à <I>deficiente  prevenção de situações que possam provocar riscos de stress no trabalho (por  ex., conflitos com os utentes e colegas, sobrecarga de trabalho).</I> No  referido estudo, tal como neste, fica bem patente que as boas relações  intradisciplinares dos enfermeiros e a percepção de prestar cuidados de  enfermagem com qualidade são factores que influenciam positivamente a satisfação  destes profissionais. Em contrapartida, as más condições de trabalho e a falta  de segurança produzem um efeito antagónico.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Conclusões </B></P>     <P>Apresentam-se as principais razões que condicionam a satisfação profissional  dos enfermeiros que actuam nos Cuidados de Saúde Primários (CSP), nomeadamente  do Centro de Saúde (CS) de Barcelos/Barcelinhos: (i) apesar de esta ser uma  profissão com grande tradição feminina, os elementos do sexo masculino  apresentam níveis de satisfação laboral superiores; (ii) os enfermeiros estão  satisfeitos com as interacções humanas positivas que se estabelecem com os  utentes e insatisfeitos com as recompensas que recebem pelas funções que  exercem; (iii) os enfermeiros que trabalham nas extensões não se sentem  adequadamente protegidos contra os riscos profissionais de natureza física,  química e/ou biológica, a que estão expostos nem tão pouco consideram existir  uma política efectiva de protecção da saúde e da segurança dos profissionais que  ali trabalham; (iv) os enfermeiros com cargos acrescidos, que exigem deles  outras competências, responsabilidades de decisão e uma maior especificidade no  trabalho, apresentam maior satisfação profissional e uma menor disposição para  deixar o seu trabalho; (v) a precariedade da situação laboral dos enfermeiros  contratados transforma-se num importante factor de insatisfação profissional;  (vi) os factores que condicionam positivamente os níveis de satisfação laboral  dos enfermeiros estão intimamente ligados às relações que encetam com os utentes  aos quais prestam cuidados; e, por fim, (vii) os factores que influenciam  negativamente os índices de satisfação profissional dizem respeito à actual  política laboral que, face à actual conjuntura económica nacional, tem  restringido o acesso dos enfermeiros a vínculos de longo prazo e reduzido os  aumentos salariais.</P>     <P>Assim, os enfermeiros apresentam-se mais insatisfeitos com a <I>Remuneração  auferida no exercicio das suas funções</I> e menos insatisfeitos com a  <I>Relação profissional/utente</I>.</P>     <P>Relativamente à importância que estes elementos atribuem às diferentes  dimensões da satisfação profissional verificou-se que em primeiro lugar se  encontra a <I>Realização pessoal e profissional &amp; o desempenho  organizacional</I> e, por último, a <I>Remuneração</I> e o <I>Status &amp;  prestígio</I>.</P>     <P>No que se refere às expectativas destes profissionais constatou-se que o  <I>Status &amp; prestígio</I> é aquele que apresenta a média de expectativas  mais baixa e, por último, a <I>Relação profissional/utente</I>.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Bibliografía</B></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>1. Graça L. A satisfação profissional dos profissionais de saúde nos centros  de saúde. Em: Instrumentos para a melhoria contínua da qualidade. Lisboa:  Direcção Geral de Saúde, Subdirecção Geral para a Qualidade; 1999. p. 1–19.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000223&pid=S0870-9025201100020000900001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>2. Ministério da Saúde. Monitorização da qualidade organizacional dos Centros  de Saúde: MoniQuOrCS. Lisboa: Direcção–Geral de Saúde; 1999.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000225&pid=S0870-9025201100020000900002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>3. Ministério da Saúde. Plano Nacional de Saúde 2004/2010: mais saúde para  todos. [Internet]. Lisboa: Direcção Geral da Saúde; 2004. Vol. II: Orientações  Estratégicas. ISBN 972–675–110–1 [consultado 4 Jun 2006]. Disponível em: <A href="http://www.dgsaude.min–saude.pt/pns/media/pns_vol2.pdf" target="_blank">www.dgsaude.min–saude.pt/pns/media/pns_vol2.pdf</A>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000227&pid=S0870-9025201100020000900003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <P>4. Lei n. º 48/90. DR Iª Série. 195 (24/08/1990) 3452–9. Lei de bases da  saúde. </P>     <!-- ref --><P>5. Robbins SP. Comportamento organizacional. 8ª ed. Rio de Janeiro: Livros  técnicos e Científicos; 1999.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000230&pid=S0870-9025201100020000900004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>6. Lino MM. Qualidade de vida e satisfação profissional de enfermeiras de  unidades de terapia intensiva. [Internet]. S. Paulo: Escola de Enfermagem da  Universidade de S. Paulo; 2004. Tese de Doutoramento [consultado 18 Jun 2006].  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Satisfação profissional: o melhor do SNS somos nós. Revista Mundo  Médico. N. º Especial. 1999. p. 18–19.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000236&pid=S0870-9025201100020000900007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>9. Graça L. Satisfação profissional dos médicos de família: 1ª parte.  [Internet]. Revista Médico de Família. 2000;3 [consultado 14 Jun 2006].  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Herzberg F, Mausner B, Snyderman BB. The motivation to work. 2ª ed. Nova  Iorque: John Wiley &amp; Sons; 1959.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000242&pid=S0870-9025201100020000900010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>12. Graça L, Sá E. Avaliação da satisfação profissional do pessoal dos  centros de saúde da Sub–Região de Saúde de Beja: resultados preliminares. Beja:  Núcleo de Formação e de Investigação. Sub–Região de Saúde de Beja. 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Centro de Saúde de Carnaxide. Núcleo de Qualidade e  Humanização. Estudo sobre a satisfação dos profissionais. [Internet]. Carnaxide:  Centro de Saúde de Carnaxide; 2004 [consultado 18 Jun 2006]. Disponível em: <A href="http://www.cscarnaxide.min–saude.pt" target="_blank">www.cscarnaxide.min–saude.pt</A>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000248&pid=S0870-9025201100020000900013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>15. Ferreira PL. Satisfação dos profissionais de enfermagem: construção e  aplicação de um instrumento de medição. 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Fernández San Martín MI, Moinelo Camporro A, Villanueva Guerra A, Andrade  Rosa C, Rivera Teijido M, Gómez Ocaña JM, et al. Satisfaccion de los  professionales de atención primária del área 10&nbsp;del Insalud de Madrid.  [Internet]. Rev. Esp. Salud Pública. 2000;74:139–47 [consultado 20 Jun 2006].  Disponível em: <A href="http://scielo.isciii.es/pdf/resp/v74n2/satisfaccion.pdf" target="_blank">scielo.isciii.es/pdf/resp/v74n2/satisfaccion.pdf</A>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000254&pid=S0870-9025201100020000900016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>18. Zárate Banda MM. Compreensão típico ideal da prática profissional dos  enfermeiros em hospitais públicos. [Internet]. Ribeirão Preto: Escola de  Enfermagem da Universidade de S. Paulo; 2004. 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Revista do Centro de Ensino Superior de Catalão, Rio de Janeiro.  2002;IV(6).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000262&pid=S0870-9025201100020000900020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>22. Topa Cantisano G, Morales Domínguez J. Determinantes específicos de la  satisfacción laboral, el burnout y sus consequências para la salud: un estudio  exploratorio con funcionarios de prisiones. [Internet]. Int J Psychology and  Psychologial Therapy. 2005;5:73–83 [consultado 20 Jun 2006]. Disponível em: <A href="http://www.ijpsy.com/volumen5/num1/111/determinantes–especificos–de–la–satisfacci–ES.pdf" target="_blank">www.ijpsy.com/volumen5/num1/111/determinantes–especificos–de–la–satisfacci–ES.pdf</A>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000264&pid=S0870-9025201100020000900021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>23. Instituto Nacional de Estatística. Censos 2001: resultados definitivos:  XIV recenseamento geral da população: IV recenseamento geral da habitação.  Lisboa: INE; 2001. ISBN 972–673–610–2.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000266&pid=S0870-9025201100020000900022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>24. Lucas S. Satisfação profissional dos profissionais de saúde: teorias e  conceitos. Revista Portuguesa de Saúde Pública. 1984;2:63–8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000268&pid=S0870-9025201100020000900023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>25. Schimdt DRC. Qualidade de vida e qualidade de vida no trabalho de  profissionais de enfermagem atuantes em unidade de bloco cirúrgico. [Internet].  Ribeirão Preto: Escola de Enfermagem da Universidade de S. Paulo; 2004. Tese de  Doutoramento [consultado 18 Jun 2006]. Disponível em: <A href="http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22132/tde–23062005–084422/pt–br.php" target="_blank">www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22132/tde–23062005–084422/pt–br.php</A>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000270&pid=S0870-9025201100020000900024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>26. Graça L. Satisfação profissional dos médicos de família: conclusão.  [Internet]. Revista Médico de Família. 2000;3 [consultado 14 Jun 2006].  Disponível em: <A href="http://www.ensp.unl.pt/luis.graca/textos27.html" target="_blank">www.ensp.unl.pt/luis.graca/textos27.html</A>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000272&pid=S0870-9025201100020000900025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <p>&nbsp;</p>     <P><I>Recebido em 21&nbsp;de Abril de 2008</I></P>     <P><I>Aceite em 30&nbsp;de Setembro de 2011</I></P>      ]]></body><back>
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