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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Grau de conhecimento e consumo de psicofármacos dos alunos da Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Psychotropic drugs: degree of knowledge and use among students of the College of Health Technology of Coimbra]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: The purpose of this study was to analyse the degree of knowledge and use of psychotropic drugs among students of the College of Health Technology of Coimbra (ESTESC). The study lasted nine months and involved 417 ESTESC students. Material and methods: The data collection, conducted between February and March 2009, consisted of a self-administered questionnaire. Results: It was found that 374 (89.7%) of the students had a positive knowledge about psychotropic drugs, of which 245 (65.5%) had sufficient knowledge and 129 (34.5%) a good knowledge. It was found that the good level of knowledge had the largest portion of individuals belonging to the Pharmacy course (68.3%) and those who had a high self-rating of knowledge (54.9%). In fact, 53 students (12.7%) had taken psychotropic drugs in the previous 6 months. Discussion: The overall prevalence was higher in females (14.2%) in the course of pharmacy (25.0%) and those presenting a good level of knowledge (22.5%). The class of psychotropic drugs most commonly used was anxiolytics, with 23 registered drugs (47.9%). The prevalence of psychotropic drugs utilization can be considered high, taking into account the age of the individuals included in this study and their state of health.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <P><B>Grau de conhecimento e consumo de psicofármacos dos alunos da Escola Superior  de Tecnologia da Saúde de Coimbra</B></P>     <p>&nbsp;</p>     <P><b>Hugo Câmara<SUP>a</SUP>, Clara Rocha<SUP>a</SUP>, Jorge Balteiro<SUP>a</SUP></b></P>     <P><SUP>a</SUP>Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra, Instituto  Politécnico de Coimbra, Coimbra, Portugal. <A href="mailto:hugoscamara@gmail.com">hugoscamara@gmail.com</A></P>     <p>&nbsp;</p>       <P><B>Resumo</B></P>    <P>Introdução: O objectivo deste estudo foi analisar o grau de  conhecimento e o consumo de psicofármacos dos alunos da Escola Superior de  Tecnologia da Saúde de Coimbra (ESTESC). Material e métodos: O estudo teve a  duração de nove meses e abrangeu 417&nbsp;estudantes da ESTESC. O método de  recolha de dados, realizado entre Fevereiro e Março de 2009, consistiu num  questionário auto–administrado. Resultados: Verificou–se que 374 (89,7%) alunos  possuíam conhecimento sobre psicofármacos, dos quais, 245 (65,5%) apresentaram  um conhecimento suficiente e 129 um conhecimento bom. Constatou–se que o nível  de conhecimento bom teve uma maior percentagem nos indivíduos pertencentes ao  curso de Farmácia (68,3%) e nos que apresentavam uma autoavaliação do  conhecimento elevada (54,9%). Na verdade, 53&nbsp;estudantes (12,7%) tinham  consumido psicofármacos hà menos de 6&nbsp;meses. Discussão: A prevalência de  consumo foi mais elevada no género feminino (14,2%), no curso de Farmácia  (25,0%) e nos indivíduos que apresentaram um nível de conhecimento bom (22,5%).  A classe de medicamentos psicotrópicos mais consumida foi a dos ansiolíticos,  com 23&nbsp;fármacos registados (47,9%). A prevalência de consumo pode ser  considerada elevada, tendo em conta a idade dos indivíduos incluídos neste  estudo e o seu estado de saúde.</P>      <P><B>Palavras chave:</B> Psicofármacos. Conhecimento. Consumo. Estudantes.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Psychotropic drugs: degree of knowledge and use among students of the College  of Health Technology of Coimbra</B></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><B>Abstract</B></P>    <P>Introduction: The purpose of this study was to analyse the  degree of knowledge and use of psychotropic drugs among students of the College  of Health Technology of Coimbra (ESTESC). The study lasted nine months and  involved 417&nbsp;ESTESC students. Material and methods: The data collection,  conducted between February and March 2009, consisted of a self–administered  questionnaire. Results: It was found that 374 (89.7%) of the students had a  positive knowledge about psychotropic drugs, of which 245 (65.5%) had sufficient  knowledge and 129 (34.5%) a good knowledge. It was found that the good level of  knowledge had the largest portion of individuals belonging to the Pharmacy  course (68.3%) and those who had a high self–rating of knowledge (54.9%). In  fact, 53 students (12.7%) had taken psychotropic drugs in the previous  6&nbsp;months. Discussion: The overall prevalence was higher in females (14.2%)  in the course of pharmacy (25.0%) and those presenting a good level of knowledge  (22.5%). The class of psychotropic drugs most commonly used was anxiolytics,  with 23 registered drugs (47.9%). The prevalence of psychotropic drugs  utilization can be considered high, taking into account the age of the  individuals included in this study and their state of health.</P>      <P><B>Keywords:</B> Psychotropic drugs. Knowledge. Drug utilization. Students.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Introdução </B></P>     <P>O aparecimento dos psicofármacos transformou totalmente a prática da  psiquiatria e da psicoterapia, diminuindo o sofrimento psicológico e limitando a  intensidade ou a duração das perturbações mentais. A introdução destes  medicamentos veio incentivar a investigação no campo da etiopatogenia dos  processos e das doenças mentais, despertando novo interesse por problemas que  pareciam reservados ao campo da especulação e do método psicanalítico, sem pos  sibilidade alguma de estudo científico exacto. Muitos progressos têm sido  verificados nesta área da investigação, embora se tenha de reconhecer que há  ainda largo desconhecimento dos mecanismos que presidem aos processos  mentais<SUP>1,2</SUP>. </P>     <P>Os psicofármacos são medicamentos com predomínio de acções sobre o psiquismo,  o raciocínio, as emoções, as atitudes mentais e o comportamento dos doentes, daí  resultando as suas potencialidades terapêuticas<SUP>1</SUP>.</P>     <P>A grande acessibilidade destes medicamentos, aliada a uma maior procura por  parte dos jovens, em situações de stress, ansiedade, problemas emocionais, entre  outros, pode fazer com que subsista uma não racionalidade no seu consumo, e daí,  um grave problema de saúde pública. Tal facto pode ser explicado pela  banalização da prescrição médica destes medicamentos, associado ao não  cumprimento escrupuloso da sua cedência só mediante receita médica, como  estipulado pela lei (Decreto-Lei 15/93). As consequências da sua utilização  incorrecta para o organismo prendem-se com a sua estreita janela terapêutica e  alta capacidade de habituação, o que pode produzir alterações cognitivas,  motoras e dependência dos consumidores.</P>     <P>Segundo a Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, Instituto  Público (INFARMED, I.P.), no ano de 2007&nbsp;os portugueses consumiram de um  modo excessivo este grupo de fármacos. Através do relatório de estatística do  medicamento, constata-se que foram consumidos 18.329.481&nbsp;embalagens de  psicofármacos. Em média foram consumidas duas embalagens por cada habitante  (sendo estes medicamentos mais utilizados para o tratamento da ansiedade,  depressão e insónias), tornando assim Portugal o segundo país da Europa onde  mais se consome medicamentos do foro psiquiátrico e o primeiro da Europa com  maior consumo de Benzodiazepinas. Outro estudo, por sua vez realizado pelo  Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, constatou que 60% dos casos  clínicos analisados, que tinham por base uma terapêutica de curta duração,  apresentavam dependência<SUP>3-5</SUP>.</P>     <P>O presente estudo, pretendeu avaliar o conhecimento ou formação dos alunos de  cursos superiores na área de saúde, sobre psicofármacos e o reflexo disso no seu  consumo. Para tal, avaliou-se a influência de certos factores como género,  idade, tipo e ano do curso, no nível de conhecimentos do aluno sobre esta  matéria, bem como a sua influência no consumo destes medicamentos.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <P><B>Material e métodos </B></P>     <P>Para a realização deste trabalho de investigação, começou por se fazer uma  pesquisa bibliográfica acerca da temática, o que permitiu a construção de um  questionário que viria, posteriormente, a ser aplicado de forma directa aos  alunos da Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra (ESTESC), do ano  lectivo 2008/2009 (mais precisamente, de Outubro de 2008&nbsp;a Junho de 2009).  Na base da construção do questionário, esteve a elaboração de perguntas  específicas, capazes de traduzir os objectivos do estudo<SUP>6</SUP>. Assim,  foram usadas apenas perguntas do tipo fechado, uma vez que o tamanho da amostra  para esta população era elevado. O questionário foi estruturado em três grupos  que a seguir se descrevem: </P>     <P>— Grupo I: Perguntas do foro individual e pessoal para caracterização  demográfica da amostra;</P>     <P>— Grupo II: Conjunto de perguntas que tinham como objectivo avaliar o  conhecimento acerca dos psicofármacos, no que diz respeito aos meios para a sua  aquisição, e se tratava de um conhecimento presumido e/ou efectivo;</P>     <P>— Grupo III: Conjunto de perguntas para aferir quando, como e por quanto  tempo os indivíduos recorreram a esta terapêutica medicamentosa durante os  últimos seis meses. </P>     <P>Para mensurar a variável conhecimento efectivo foi utilizada uma escala  ordinal cumulativa. A cada uma das 16&nbsp; perguntas foram atribuídas  pontuações de 0&nbsp; e 1 (0&nbsp;corresponde a resposta errada e 1&nbsp;a  resposta certa). Os inquiridos foram posteriormente posicionados em classes, de  acordo com o somatório obtido às 16&nbsp;questões, oscilando entre 0&nbsp;pontos  (corresponde à ausência de conhecimentos) e 16&nbsp;pontos (corresponde a ter  respondido correctamente a todas as questões). Considerou-se neste estudo, três  classes possíveis: </P>     <P>— Insuficiente (0&nbsp; a 7&nbsp; pontos) - foram posicionados os estudantes  com conhecimentos insuficientes sobre psicofármacos, ou seja, aqueles que  acertaram em menos de metade das 16&nbsp;questões colocadas;</P>     <P>— Suficiente (8&nbsp;a 12&nbsp;pontos) - todos aqueles que acertaram entre  50% e 75% das 16&nbsp;questões;</P>     <P>— Bom (13&nbsp;a 16&nbsp;pontos) - inclui todos os estudantes com pelo menos  80% de respostas certas. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Após autorização da Direcção da ESTESC, realizou-se um pré-teste com a  finalidade de avaliar a compreensão e a clareza do questionário e corrigir  eventuais inconsistências, após o que se procedeu à recolha da amostra. A  participação foi voluntária, após ser obtido consentimento informado e garantida  a confidencialidade dos resultados.</P>     <P>O tipo de amostra foi probabilístico, pois cada elemento da população teve a  mesma probabilidade de ser escolhido para fazer parte da amostra. Quanto à  técnica de amostragem foi aleatória estratificada, pelo facto de em cada  ano/curso se seleccionarem aleatoriamente os indivíduos da amostra e não o total  existente em cada ano/curso, para responder ao inquérito. </P>     <P>Foram alvo deste estudo 417&nbsp;alunos, dos 880&nbsp;inscritos nos  7&nbsp;cursos ministrados pela ESTESC, no ano lectivo de 2008/2009, distribuídos  conforme a tabela&nbsp;1.</P>      <p>&nbsp;</p>     <p><B><a name="t1"></a><a href="#topt1">Tabela 1</a>&nbsp; - Características demográficas da população</B></p>     <p><img src="/img/revistas/rpsp/v29n2/29n2a10t1.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>      <P>Este estudo foi qualificado como de nível II, do tipo  descritivo-correlacional, uma vez que explorou e determinou a existência de  relações entre variáveis, com vista a descrever essas relações e de conhecer as  que estão associadas ao fenómeno em estudo.</P>     <P>Após a recolha dos dados, estes foram analisados e tratados através do  Statistical Software Packages (SPSS v.16). </P>     <P>Sendo um estudo de estatística descritiva e inferencial utilizou-se  distribuições de frequência e tabulações cruzadas, usando o teste Qui-Quadrado.  Estabeleceu-se que existia significância estatística quando o p &lt;0,05&nbsp;e  o intervalo de confiança era de 95%.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <P><B>Resultados </B></P>     <P><I><B>Caracterização da amostra </B></I></P>     <P>Foram alvo deste estudo 417&nbsp;alunos, dos 880&nbsp;inscritos nos  7&nbsp;cursos ministrados pela ESTESC, no ano lectivo de 2008/2009, sendo o  género feminino predominante, com 344&nbsp;indivíduos (82,5%). Quanto à idade,  registaram-se valores entre os 18&nbsp;anos e os 29&nbsp;anos e uma média de  20,15&nbsp;±&nbsp;1,715&nbsp;anos (média&nbsp;±&nbsp;desvio padrão). Em relação  às zonas de residência, constatou-se que a zona centro é predominante, com  339&nbsp;indivíduos (82,1%). Os cursos de Cardiopneumologia (CPL), Farmácia  (FAM), Radiologia (RAD) e Saúde Ambiental (SA), participaram, cada um deles, com  60&nbsp;indivíduos (14,4%) e os de Análises Clínicas e Saúde Pública (ACSP), de  Audiologia (AUD) e Fisioterapia (FISIO), com, cada um deles, 59&nbsp;indivíduos  (14,1%). Relativamente aos anos de curso, observou-se que o 1º e 4º ano  continham, cada um deles, 105&nbsp;indivíduos (25,2%), que o 2º ano registou um  total de 104&nbsp;indivíduos (24,9%) e que o 3º ano apresentou um total de  103&nbsp;indivíduos (24,7%) (<a href="#t1">tabela 1</a><a name="topt1"></a>). </P>     <P><I><B>Nível de conhecimento de psicofármacos </B></I></P>     <P>Relativamente ao nível de conhecimento de psicofármacos da população em  estudo, verificou-se, pela análise da figura&nbsp;1, que dos 417&nbsp;  estudantes, apenas 43 (10,30%) possuíam conhecimentos insuficientes sobre psicof  ármacos. Dos 374&nbsp;indivíduos (89,70%) que possuíam conhecimentos, 245  (65,5%) apresentaram um conhecimento suficiente, e 129 (34,5%) apresentaram um  conhecimento bom.</P>      <p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/rpsp/v29n2/29n2a10f1.jpg"></p>     
<p><b>Figura 1 - Nível de conhecimento entre os  estudantes.</b></p>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Pela análise da tabela&nbsp;2, pode-se observar a existência de uma  associação estatisticamente significativa entre o nível de conhecimento efectivo  e o curso frequentado (p&nbsp;= 0,000), bem&nbsp; como, com a percepção do nível  de conhecimento (p&nbsp;= 0,000). Relativamente à influência do curso  frequentado, verificou-se que o curso de SA foi o que teve maior nível de  conhecimento insuficiente (15,0%), ao mesmo tempo, que o curso de FAM foi o que  teve maior nível de conhecimento Bom (68,3%), face aos outros cursos.  Constatou-se ainda, que os indivíduos que consideravam apresentar um  conhecimento reduzido sobre este tema, apresentaram, de facto, um predomínio do  nível de conhecimento suficiente (66,8%) e que, os que consideravam ter um  conhecimento elevado, obtiveram maior percentagem de nível de conhecimento bom  (54,9%). Por outro lado, na amostra em estudo, o nível de conhecimento efectivo  não se revelou significativamente associado às variáveis género, idade e ano do  curso.</P>      <p>&nbsp;</p>     <p><b>Tabela 2 - Distribuição do nível de conhecimento</b></p>     <p><img src="/img/revistas/rpsp/v29n2/29n2a10t2.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>      <P>Relativamente aos meios de obtenção do conhecimento de psicofármacos,  analisando a figura&nbsp;2, observa-se que o meio mais frequente para obter  informação foi os folhetos informativos, tendo 229 (54,9%) indivíduos referido  obter informação através deste meio, sendo o recurso aos Farmacêuticos o meio  menos usado (1,7%). </P>      <p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/rpsp/v29n2/29n2a10f2.jpg"></p>     
<p><b>Figura 2 - Meios de obtenção do conhecimento sobre  psicofármacos.</b></p>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<P><I><B>Prevalência de consumo de psicofármacos nos últimos 6&nbsp;meses  </B></I></P>     <P>Quanto à prevalência de consumo de psicofármacos, observa-se, pela  figura&nbsp;3, que dos 417&nbsp;estudantes inquiridos no estudo, 53 (12,7%)  mencionaram recorrer ao consumo destes&nbsp;medicamentos nos últimos  6&nbsp;meses. </P>      <p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/rpsp/v29n2/29n2a10f3.jpg"></p>     
<p><b>Figura 3 - Prevalência do consumo de psicofármacos nos  últimos 6&nbsp;meses.</b></p>     <p>&nbsp;</p>      <P>Pela análise da tabela&nbsp; 3, relativamente à distribuição do consumo de  psicofármacos nos últimos 6&nbsp; meses, verificou-se que a idade e o ano de  curso não influenciavam significativamente a prevalência de consumo. Por outro  lado, a prevalência de consumo foi significativamente influenciada pelo género  (p&nbsp;=&nbsp;0,041), pelo curso frequentado (p&nbsp;= 0,016) e pelo nível de  conhecimento (p&nbsp;=&nbsp;0,000). Verificou-se que os que mais recorreram à  terapêutica medicamentosa, foram as estudantes (14,2%), os indivíduos do curso  de FAM (25,0%) e os indivíduos com o melhor nível de conhecimento (22,5%).</P>      <p>&nbsp;</p>     <p><b>Tabela 3 - Distribuição do consumo de psicofámacos nos últimos 6 meses (n=53)</b></p>     <p><img src="/img/revistas/rpsp/v29n2/29n2a10t3.jpg"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <P>Dos 53&nbsp;alunos que consumiram psicofármacos, 48&nbsp;foram capazes de  identificar o fármaco consumido. Destes, 47,9% consumiram ansiolíticos, com  predomínio do alprazolam, seguido de sedantes e hipnóticos (29,2%), com o  predomínio da valeriana, sendo este o fármaco mais consumido pela amostra em  estudo (tabela&nbsp;4).</P>      <p>&nbsp;</p>     <p><b>Tabela 4 - Distribuição dos medicamentos consumidos</b></p>     <p><img src="/img/revistas/rpsp/v29n2/29n2a10t4.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>      <P>Quanto ao tipo de consumo de psicofármacos, pela  figura&nbsp;4&nbsp;verifica-se que o consumo destes medicamentos foi realizado,  na maioria das vezes, com base apenas na prescrição médica, tendo  38&nbsp;indivíduos (71,7%) referido consumir estes medicamentos só após receita  médica. </P>      <p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/rpsp/v29n2/29n2a10f4.jpg"></p>     
<p><b>Figura 4 - Tipo de consumo de medicamentos  psicofármacos.</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <P>Quanto à duração do consumo de psicofármacos, verifica-se, pela  figura&nbsp;5, que 22&nbsp;indivíduos (41,5%) referiram consumir estes  medicamentos há mais de 6&nbsp;meses.</P>      <p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/rpsp/v29n2/29n2a10f5.jpg"></p>     
<p><b>Figura 5 - Tempo de duração do consumo de  psicofármacos.</b></p>     <p>&nbsp;</p>      <P>Quanto à altura de maior consumo de psicofármacos, analisando a  figura&nbsp;6&nbsp;observa-se que este foi mais frequente na altura de  Exames/Frequências. Dos 53&nbsp;indivíduos que recorreram à terapêutica com base  em psicofármacos, 32 (60,4%) confirmaram consumi-los nesta altura.</P>      <p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/rpsp/v29n2/29n2a10f6.jpg"></p>     
<p><b>Figura 6 - Altura de maior consumo de  psicofármacos.</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <P><B>Discussão </B></P>     <P>Neste estudo, verificou-se que a larga maioria dos alunos inquiridos da  ESTESC possuíam um nível de conhecimento sobre psicofármacos pelo menos  suficiente. Verificou-se também, que os indivíduos pertencentes ao curso de  Farmácia apresentaram maior nível de conhecimento sobre psicofármacos, face aos  outros cursos. Tal facto, poderá ser explicado pelo maior acesso à informação  destes alunos relativamente a estes medicamentos. De facto, o estudo dos  psicofármacos está presente no plano curricular dos alunos de Farmácia, o que  não acontece nos restantes cursos da ESTESC.</P>     <P>Quanto à relação entre o nível de conhecimento efectivo e a autoavaliação do  conhecimento, verificou-se que os indivíduos mostraram ter consciência do que  sabem acerca dos psicofármacos. Os indivíduos que apresentaram uma  auto-avaliação de conhecimento elevado, maioritariamente, tiveram um nível de  conhecimento efectivo bom. Em relação aos meios de informação utilizados na  aquisição de conhecimentos acerca destes medicamentos, foram os folhetos  informativos os mais usados, revelando uma grande autonomia e confiança na toma  dos psicofármacos por parte dos inquiridos.</P>     <P>A prevalência de consumo de psicofármacos foi elevada (12,7%), considerando a  idade dos indivíduos deste estudo. Comparando o presente estudo a outro  congénere, realizado por Cabrita <I>et al.</I><SUP>7</SUP>, este apresentou um  nível de consumo ainda mais elevado face aos 7,9% de estudantes universitários  de Lisboa que consumiram psicofármacos. Este estudo confirma, de alguma forma, a  realidade do consumo de psicotrópicos em Portugal. Efectivamente, Portugal  apresenta uma grande prevalência de consumo face a outros países europeus, sendo  um dos países da Europa que mais consome psicofármacos<SUP>4,5,7-10</SUP>. A  prevalência de consumo de psicofármacos revelou-se dependente do género, do  curso frequentado e do nível de conhecimento. Verificou-se um predomínio do  consumo no género feminino, nos alunos do curso de FAM e nos indivíduos com  nível de conhecimento bom.</P>     <P>Parece não haver discordância, na literatura, quanto à preponderância do  consumo de psicofármacos pelas mulheres<SUP>11-17</SUP>. Diversos autores  referem que as mulheres são mais perceptivas em relação à sintomatologia das  doenças, procurando precocemente ajuda, e são menos resistentes ao uso de  medicamentos prescritos relativamente aos homens, o que poderá conduzir a uma  maior probabilidade de consumo de medicamentos, entre os quais os  psicofármacos<SUP>14,13,18</SUP>. Por outro lado, entre as mulheres é maior a  frequência de perturbações men tais e doenças músculo-esqueléticas para as quais  é comum a prescrição de psicofármacos, sobretudo benzodiazepinas. Outro factor  que poderá estar correlacionado com o género feminino é o maior comparecimento  das mulheres às unidades de saúde, sobretudo em idade fértil<SUP>19</SUP>. O  ciclo hormonal da mulher, considerando as elevações do nível de estrogénio no  cérebro e consequente interacção desta hormona com os receptores da serotonina e  outros, modulando-lhe e inibindo a acção dos agonistas destes, torna o género  feminino muito mais vulnerável a perturbações de ansiedade e depressão, sendo  outra justificação apresentada por alguns autores<SUP>16,17</SUP>. A elevada  prevalência de consumo de psicofármacos nos estudantes de Farmácia inquiridos no  nosso estudo (25%) foi igualmente observada no estudo efectuado na Universidade  de Lisboa (26,8%)<SUP>7</SUP>&nbsp;e na Universidade de Granada  (64,2%)<SUP>20</SUP>, sugerindo-nos a realização de um estudo posterior para  investigar os seus determinantes. Verificou-se que os psicofármacos mais  consumidos foram os pertencentes à classe dos ansiolíticos (47,9%), com  predomínio do alprazolam, e em seguida, sedativos e hipnóticos (29,2%), com  predomínio da valeriana. Outros estudos realizados na Europa e Estados Unidos da  América, com valores respectivamente de 3,2% e 4,3%, demonstraram que, as  benzodiazepinas são a classe de psicofármacos mais consumida por todas as  populações incluídas em estudos<SUP>7-10</SUP>.</P>     <P>Em suma, o consumo excessivo de psicofármacos é um problema de saúde pública  no nosso País. Torna-se assim necessário, identificar os casos e melhorar o  acompanhamento destes doentes pelo médico assistente. Os resultados mostram que,  apesar de possuírem algum conhecimento sobre estes medicamentos, a maioria dos  inquiridos - adquiriu os apenas mediante prescrição médica. Por outro lado,  observou-se que a grande percentagem dos alunos consumia estes medicamentos há  mais de 6&nbsp;meses. Tal indica que estes indivíduos podem estar a utilizar  psicofármacos de uma forma crónica o que, devido às consequências deste tipo de  terapêutica associado ao tipo de população em estudo, pode acarretar problemas  de saúde pública, nomeadamente a habituação e a dependência a estes fármacos. Os  estudos populacionais sobre consumo de psicofármacos nos estudantes do ensino  superior são relativamente escassos no nosso país, dificultando a comparação dos  resultados. No entanto, estes estudos podem permitir a implementação de medidas  e programas de saúde direccionadas para os estudantes do ensino superior, para  que estes adquiram hábitos saudáveis, melhorando a sua qualidade de vida. </P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Bibliografía</B></P>     <!-- ref --><P>1. Ramos A. Psicofármacos novas estratégia. Lisboa: Lidel; 2004. ISBN 10:  972&nbsp;757&nbsp;323&nbsp;1.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S0870-9025201100020001000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>2. Osswald W. Psicofármacos e psicofarmacologia. Em: Guimarães S, Moura D,  Silva P, editors. Terapêutica medicamentosa e suas bases farmacológicas. Porto:  Porto Editora; 2006. ISBN: 972&nbsp;0&nbsp;06029&nbsp;8. 66–68.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S0870-9025201100020001000002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>3. Furtado C, Teixeira I. Utilização de benzodiazepinas em Portugal  Continental (1999–2003). Lisboa: Infarmed–Instituto Nacional do Medicamento e  Produtos de Saúde I.P.; 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S0870-9025201100020001000003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <P>4. Infarmed–Instituto Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde I. P.  Estatística do Medicamento 2007. Lisboa: Infarmed; 2. </P>     <!-- ref --><P>5. INSA–Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge. Os portugueses abusam  de calmantes. [Internet]. Lisboa: Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge;  2008 [consultado 20 Set 2008]. Disponível em: <A href="http://www.insa.pt/sites/INSA/Portugues/Colnf/Imprensa/Clipping/Paginas/1504200812201.aspx" target="_blank">www.insa.pt/sites/INSA/Portugues/Colnf/Imprensa/Clipping/Paginas/1504200812201.aspx</A>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S0870-9025201100020001000005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>6. Gil AC. Métodos e técnicas de pesquisa social. São Paulo: Atlas; 1999.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S0870-9025201100020001000006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>7. Cabrita J, Ferreira H, Iglésias P, Baptista T, Rocha E, Silva A, et al.  Patterns and determinants of psyhcoactive drugs use in Lisbon University  students. Pharm World Sci. 2004;26:79–82.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S0870-9025201100020001000007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>8. Ohayon M, Lader M. Use of pscyhotropic medication in the general  population of France, Germany, Italy and United Kingdom. J Clin Psychiatry.  2002;63:817–25.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S0870-9025201100020001000008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>9. Paulose–Ram R, Jonas B, Orwig D, Safran M. Prescription medication use  among the U.S. adult population: results from the third National Health and  Nutrition Examination Survey 1988–1994. J Clin Epidem. 2004;14:379–98.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S0870-9025201100020001000009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>10. Goldney R, Bain M. Prevalence of psychotropic use in a South Australian  population. Australias Psychiatry. 2006;14:379–83.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S0870-9025201100020001000010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>11. Tancredi FB. Aspectos epidemiológicos do consumo de medicamentos  psicotrópicos pela população de adultos do distrito de São Paulo. São Paulo:  Faculdade de Saúde Pública, Universidade de São Paulo; 1979. Tese de Mestrado.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S0870-9025201100020001000011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>12. Mari JJ, Almeida–Filho N, Coutinho ESF, Andreoli SB, Miranda CT, Streiner  D. The epidemiology of psychotropic use in the city of São Paulo. Psychol Med.  1993;23:467–74.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S0870-9025201100020001000012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>13. Mellinger GD, Balter MB, Uhlenhuth EH. Prevalence and correlates of the  long–term regular use of anxiolytics. JAMA. 1984;251:376–9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S0870-9025201100020001000013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>14. Cafferata GL, Meyers SM. Pathways to psychotropic drugs: understanding  the basis of gender differences. Med Care. 1990;28:285–300.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S0870-9025201100020001000014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>15. North DA, McAvoy BR, Powell AM. Benzodiazepine use in general practi is  it a problem? N Z Med J. 1992;105: 287–9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S0870-9025201100020001000015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>16. Seeman, MV. Psychopathology in women and men: focus on females hormones.  Am J Psychiatry. 1997;154:1641–7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S0870-9025201100020001000016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>17. McEwen B. Estrogen actions throughout the brain. Nova Iorque: The  Rockefeller University; 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S0870-9025201100020001000017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>18. Boltanski L. As classes sociais e o corpo. 3ª ed. Rio de Janeiro: Graal;  1989.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S0870-9025201100020001000018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>19. Madureira PR, De Capitani EM, Campos GWS. Avaliação da qualidade da  atenção à saúde na rede básica. Cadernos de Saúde Pública. 1989;5:45–9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S0870-9025201100020001000019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>20. Lopez JAG, Gonzalez MIB. Utilización de medicamentos por estudiantes de  farmacia de la Universidad de Granada. Farm Clin. 1997;14:90–7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S0870-9025201100020001000020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <p>&nbsp;</p>     <P><I>Recebido em 23&nbsp;de Dezembro de 2010</I></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><I>Aceite em 11&nbsp;de Julho de 2011</I></P>      ]]></body><back>
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