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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Saúde Pública]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Associação entre o marketing de produtos alimentares de elevada densidade energética e a obesidade infantil]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This article is a review about food marketing directed to children and its possible relation to childhood obesity. Marketing of food and beverages, especially of those high in energy density and poor in micronutrients, can be one factor, among others, that contributes to childhood obesity by its negative influence on food consumption behaviour of children. There is some evidence that marketing influences children's food choices, preferences and consumption, food and beverage purchases and requests of these products to parents. Although the prevalence of childhood obesity is increasing, most of the advertised foods to children are rich in calories, fat, sugar and/or salt, which is a main concerning of Ethics and Public Health. Children represent a vulnerable target of marketing because of their inability to understand its persuasive intentions. Measures to control food marketing directed to children could be important in preventing childhood obesity.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <P><B>Associação entre o marketing de produtos alimentares de elevada densidade  energética e a obesidade infantil</B></P>     <p>&nbsp;</p>     <P><b>Ana Sofia Rodrigues<SUP>a</SUP>, Isabel do Carmo<SUP>b</SUP>, João  Breda<SUP>c</SUP>, Ana Isabel Rito<SUP>d</SUP> </b></P>     <P><SUP>a</SUP>Faculdade de Medicina, Universidade de Lisboa, Lisboa,  Portugal. <A href="mailto:sofia.ferreira.rodrigues@gmail.com">sofia.ferreira.rodrigues@gmail.com</A></P>     <P><SUP>b</SUP>Faculdade de Medicina, Universidade de Lisboa. Presidente do  Conselho Científico da Plataforma Contra a Obesidade, Lisboa, Portugal</P>     <P><SUP>c</SUP>Programa de nutrição, actividade física e obesidade da  Organização Mundial da Saúde – Europa, Copenhaga, Dinamarca</P>     <P><SUP>d</SUP>Instituto Nacional de Saúde, Doutor Ricardo Jorge I.P., Lisboa.  Universidade Atlântica, Lisboa, Portugal</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Resumo</B></P>    <P>Este artigo tem como objetivo fazer uma revisão sobre o  marketing de géneros alimentícios dirigido a crianças e sobre a sua possível  relação com a obesidade infantil. O marketing de alimentos e bebidas,  particularmente de elevada densidade energética e pobres em micronutrientes,  pode ser, entre outros, um dos fatores que contribuem para a obesidade infantil  pela sua influência negativa nos padrões de consumo alimentar das crianças.  Existe alguma evidência de que o marketing influencia as crianças relativamente  às suas escolhas, consumos e preferências alimentares, compras de alimentos e  bebidas e pedidos que fazem destes produtos aos pais. Apesar dos níveis  crescentes da prevalência da obesidade infantil, a maior parte dos alimentos  publicitados dirigidos a crianças são ricos em calorias, gordura, açúcar e/ou  sal, o que levanta sérias preocupações Éticas e de Saúde Pública, já que as  crianças representam um alvo bastante vulnerável pela sua incapacidade de  perceção das intenções persuasivas da publicidade. Medidas para controlar o  marketing de alimentos dirigido a crianças poderão ser importantes na prevenção  da obesidade infantil.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><B>Palavras chave:</B> Excesso de peso infantil. Obesidade infantil. Marketing. Publicidade.  Alimentos de elevada densidade energética.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Association between marketing of high energy food and drinks and childhood  obesity</B></P>     <P><B>Abstract</B></P>    <P>This article is a review about food marketing directed to  children and its possible relation to childhood obesity. Marketing of food and  beverages, especially of those high in energy density and poor in  micronutrients, can be one factor, among others, that contributes to childhood  obesity by its negative influence on food consumption behaviour of children.  There is some evidence that marketing influences children's food choices,  preferences and consumption, food and beverage purchases and requests of these  products to parents. Although the prevalence of childhood obesity is increasing,  most of the advertised foods to children are rich in calories, fat, sugar and/or  salt, which is a main concerning of Ethics and Public Health. Children represent  a vulnerable target of marketing because of their inability to understand its  persuasive intentions. Measures to control food marketing directed to children  could be important in preventing childhood obesity.</P>      <P><B>Keywords:</B> Childhood overweight. Childhood obesity. Marketing. Advertising. High energy  density foods.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Introdução </B></P>     <P>Atualmente o excesso de peso infantil é uma das principais preocupações a  nível de Saúde Pública. Em Portugal, a prevalência de excesso de peso em  crianças e adolescentes é considerada alarmante, existindo valores de cerca de  30% em algumas regiões continentais e do arquipélago da Madeira<SUP>1-3</SUP>.  Estudos recentes<SUP>1</SUP>&nbsp;confirmaram que em crianças entre os 6&nbsp;e  os 8&nbsp;anos, 32% apresentava excesso de peso e 13,9% tinha obesidade. O  excesso de peso afeta mais de 25% das crianças deste grupo etário em alguns  países da Europa e nos EUA, sendo os países de origem Mediterrânica os que  apresentam taxas mais elevadas<SUP>4-8</SUP>. A Organização Mundial de Saúde  (OMS)<SUP>9</SUP>&nbsp;já considera a obesidade uma epidemia a nível mundial,  estando a prevalência do excesso de peso infantil a aumentar rapidamente em  determinados países<SUP>10,11</SUP>&nbsp;nomeadamente em  Portugal<SUP>6,12</SUP>. </P>     <P>A obesidade infantil está associada a diversas consequências negativas, tais  como o aumento dos fatores de risco das doenças cardiovasculares, o aumento da  resistência à insulina, a esteatose hepática, a apneia do sono e os problemas  ortopédicos, hormonais e psicossociais. Ainda mais preocupantes são as  consequências a longo termo, pois existe uma grande probabilidade de crianças  obesas se tornarem adultos obesos<SUP>13,14</SUP>. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>O aumento tão rápido das taxas de prevalência de obesidade que se tem vindo a  observar indica que os fatores genéticos não são a única causa desta  alteração<SUP>4</SUP>. Os fatores ambientais, designadamente alterações na dieta  e no estilo de vida&nbsp; decorrentes da industrialização, urbanização,  desenvolvimento económico e globalização do mercado têm levado ao aumento da  ingestão energética aliada à diminuição do dispêndio energético consequente de  um estilo de vida sedentário<SUP>15</SUP>. No caso das crianças, é provável que  o aumento das atividades sedentárias, o aumento do consumo de alimentos de  elevada densidade energética ricos em gordura e açúcar e a popularidade dos  estabelecimentos de <I>fast-food</I> tenham contribuído para este  aumento<SUP>4,15</SUP>. O visionamento televisivo também tem sido apontado como  um dos fatores preditivos do aumento de peso devido ao aumento da ingestão  energética total relacionada com a elevada exposição à publicidade  alimentar<SUP>16</SUP>. Consequentemente, a OMS<SUP>15</SUP>&nbsp;já considera o  marketing dirigido a crianças de alimentos de elevada densidade energética e de  estabelecimentos de <I>fast-food</I> como um dos elementos concorrentes para a  obesidade infantil. Por este motivo, nos últimos anos, o marketing de géneros  alimentícios tem sido alvo de intenso debate internacional, especialmente no que  diz respeito às crianças<SUP>17</SUP>.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Metodologia </B></P>     <P>Para a realização do presente artigo de revisão foi efetuada uma extensa  pesquisa bibliográfica de Janeiro a Outubro de 2010, tendo sido utilizadas as  bases de dados PubMed e B-on - Biblioteca do Conhecimento Online. Dos artigos  encontrados através da pesquisa com as palavras-chave "crianças", "excesso de  peso infantil", "obesidade infantil", "marketing", "publicidade" e "alimentos de  elevada densidade energética", foram seleccionados 167&nbsp;artigos, dos quais  72&nbsp;foram utilizados pelo seu rigor científico.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Marketing e publicidade: definições </B></P>     <P>Marketing é um processo social que tem como objetivo a criação, a  comunicação, a entrega e a troca de ofertas que têm valor para clientes,  empresas e para a sociedade em geral<SUP>18,19</SUP>. Trata-se de um processo  utilizado pelas empresas em todo o mundo para persuadir o consumo dos seus  produtos, que abrange o planeamento, a conceção, a atribuição do preço, a  promoção e a distribuição de ideias, bens e serviços<SUP>17</SUP>.</P>     <P>A publicidade, por sua vez, é uma ferramenta utilizada pelo  marketing<SUP>20&nbsp; </SUP>para promover a venda de produtos, serviços e a  divulgação de ideias. De acordo com o Código de  Publicidade<SUP>21</SUP>&nbsp;considera-se publicidade qualquer forma de  comunicação desenvolvida por entidades de natureza pública e privada, no âmbito  de uma atividade comercial, industrial, artesanal ou liberal, com o objetivo  direto ou indireto de a)&nbsp;promover, com vista à sua comercialização ou  alienação, quaisquer bens ou serviços, e b)&nbsp;promover ideias, princípios,  iniciativas ou instituições.</P>     <P>Para efeitos desta revisão, o conceito de marketing será menos abrangente,  critério também utilizado por Hawkes, e será usado para referir apenas os  processos que são visíveis para o consumidor, nomeadamente a publicidade (ex.  anúncios televisivos, de cinema e de rádio), e a promoção de produtos em geral.  Atualmente, o marketing apresenta diversas formas de ser implementado. As  técnicas tradicionais aparecem em meios de comunicação como a televisão, o  cinema, o rádio e os <I>outdoors</I>, e encorajam diretamente o consumidor a  comprar o produto promovido. As técnicas não tradicionais são mais recentes (ex:  patrocínio; <I>product placement</I> - uso de alguma mensagem, logótipo ou  objeto que aparece numa imagem ou grafismo em troca de pagamento) e podem  aparecer em novos meios de comunicação, como a Internet, os SMSs ou no ponto de  venda<SUP>17</SUP>.</P>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><B>A compreensão da publicidade pelas crianças </B></P>     <P>Uma das preocupações dos pais, das organizações de consumidores e dos  profissionais de saúde é a "fragilidade" e a "credulidade" das crianças perante  a publicidade. A compreensão da publicidade televisiva pelas crianças apresenta  duas componentes: a sua capacidade para distinguir a programação dos anúncios,  ou seja, até que ponto as crianças entendem a publicidade como uma categoria de  mensagens que está separada e é diferente dos programas de televisão, e a sua  capacidade para compreender a intenção de venda dos anúncios  publicitados<SUP>22,23</SUP>. Para se defenderem da publicidade e para poderem  criticá-la, as crianças têm que desenvolver estas capacidades<SUP>24,25</SUP>. O  reconhecimento da transição de um programa para um anúncio é um pré-requisito  necessário para uma criança se defender da publicidade, podendo fazê-lo, por  exemplo, mudando de canal. Contudo, a compreensão da natureza essencial dos  programas e dos anúncios é também essencial para que possam ser usadas outras  defesas estratégicas cognitivas, como por exemplo, a argumentação contra a  própria publicidade<SUP>22</SUP>.</P>     <P>A compreensão da publicidade televisiva pelas crianças parece depender de  alguns fatores, sendo a idade um dos mais determinantes<SUP>22,23</SUP>. De uma  forma geral, antes dos 4&nbsp;ou 5&nbsp;anos, as crianças vêm a publicidade  apenas como informativa e não a distinguem facilmente da  programação<SUP>22-25</SUP>. Entre os 4&nbsp;e os 7&nbsp;anos, ficam aptas para  distinguir publicidade de programação e apenas aos 8&nbsp;anos percebem a  intenção de persuasão. Só após os 11&nbsp;ou 12&nbsp;anos podem construir um  pensamento crítico acerca da publicidade e das intenções dos  publicitários<SUP>26,27</SUP>. Ou seja, à medida que a idade avança, vai  aumentando o ceticismo das crianças relativamente à informação fornecida pela  publicidade, bem como relativamente à sua intenção persuasiva<SUP>23</SUP>.</P>     <P>Alguns autores<SUP>24</SUP>&nbsp;acreditam que o desenvolvimento social é  necessário para as crianças reconhecerem a intenção persuasiva da publicidade.  Esta teoria, conhecida por teoria da mente, defende que as crianças primeiro têm  de ser capazes de compreender que os pensamentos e intenções das outras pessoas  são diferentes dos seus próprios pensamentos para conseguirem perceber as  intenções da publicidade. Durante a idade pré-escolar, a perceção da persuasão é  muito imatura, pois acredita-se que emerge aos 3&nbsp; anos, continuando a  desenvolver-se pelo menos até aos 6&nbsp;anos.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Marketing de produtos alimentares dirigido a crianças </B></P>     <P>Nos últimos anos, o marketing alimentar dirigido a crianças tem sido alvo e  tema de aceso debate internacional devido à elevada frequência e intensidade de  publicidade a alimentos menos saudáveis na televisão, em particular em horários  e canais em que as crianças são alvos principais. Um dos objetivos do marketing  dirigido a crianças é o fortalecimento de uma marca, para que estas reconheçam e  distingam produtos e logótipos específicos<SUP>28</SUP>, bem como a fidelização,  baseando-se na teoria de que, quanto menor a idade na qual é estabelecido o  reconhecimento de uma marca, mais forte será a sua lealdade à medida que a  criança cresce<SUP>29,30</SUP>. Alguns estudos apontam para o facto de a  indústria alimentar, atenta a estas e outras questões, como a influência das  crianças na decisão de compra dos seus pais<SUP>31</SUP>, gasta somas elevadas  em publicidade dirigida a crianças, sendo estas e os jovens o destinatário  primário das iniciativas de marketing de alimentos e bebidas<SUP>20,26</SUP>. Em  Portugal, em 2005, cerca de 45% dos anúncios publicitados durante a programação  infantil eram referentes a alimentação e bebidas<SUP>32</SUP>, sendo este valor  muito semelhante ao dos EUA (49%) no que respeita à programação das manhãs de  sábado<SUP>33</SUP>. Posteriormente, em 2009, no estudo Português "TV Sweeps" de  Breda, Rito e Rodrigues, que ainda não está publicado, elaborado no contexto da  European Network on Reducing Marketing Pressure on Children da qual Portugal faz  parte, verificou-se que, em 16&nbsp;horas de transmissão televisiva de um canal  generalista, houve 59&nbsp;anúncios de alimentos ricos em açúcar, gordura e/ou  sal durante a semana, e 77&nbsp;durante o de fim de semana.</P>     <P>Para além da elevada frequência dos anúncios a produtos alimentares dirigidos  a crianças, os géneros alimentícios mais publicitados diferem significativamente  dos recomendados no âmbito de uma alimentação saudável, sendo principalmente  ricos em gordura, açúcar e sal<SUP>17,34,35</SUP>. Entre os produtos mais  publicitados estão os cereais de pequeno-almoço açucarados, os refrigerantes,  bolos e doces, <I>snacks</I> salgados e restaurantes de <I>fast-food</I>,  constituindo assim o denominado "<I>Big-Five"</I><SUP>36</SUP><I>.</I>Pelo  contrário, os alimentos saudáveis nomeadamente os frutos, legumes e hortaliças,  são significativamente sub-representados<SUP>31,36</SUP>. Na Europa, incluindo  Portugal<SUP>32,37,38</SUP>, os anúncios televisivos mais vistos pelas crianças  são também de alimentos ricos em açúcar e/ou gordura, enquanto que os menos  vistos são de vegetais e fruta fresca. Num estudo realizado pela  DECO<SUP>32</SUP>, os bolos e as bolachas, os cereais açucarados e os aperitivos  salgados eram os alimentos mais publicitados durante a programação infantil.  Incluídos nos anúncios emitidos estavam também alimentos de <I>fast-food</I>,  cremes de chocolate para barrar, chocolate em pó, gelados e guloseimas. Klepp e  col.<SUP>37</SUP>&nbsp;verificaram que, em Portugal, durante a programação  geral, os anúncios de água mineral (75,9%), refrigerantes (75,8%),  <I>fast-food</I> (69,4%), doces e chocolates (65,4%), pães e bolos (61,8%),  sumos de fruta (60%) e batatas fritas e <I>snacks </I>salgados (60%) eram os  mais reportados como tendo sido vistos pelas crianças no mês anterior, sendo os  anúncios de fruta fresca e vegetais os menos observados (56,7% e 42%,  respetivamente). Por sua vez, num estudo realizado na Direção Geral da Saúde  conceptualizado por Breda J., verificou-se que 27,1% de todos os anúncios  transmitidos em Portugal durante o período do estudo, das 7h às  23h30&nbsp;durante o fim de semana eram referentes a géneros alimentícios.  Destes, 48% eram dirigidos a um público infantil/adolescente, sendo que a  subcategoria de alimentos predominante destinada a esta população era a dos  produtos açucarados, ao contrário da subcategoria predominante destinada à  população em geral, a dos laticínios. De todos os anúncios, cerca de 55% era  referente a alimentos não incluídos na "Nova Roda dos Alimentos". No estudo "TV  Sweeps" já referido anteriormente, os anúncios de alimentos considerados menos  saudáveis mais reportados durante a experiência foram os cremes para barrar de  elevado teor em gordura, açúcar e/ou sal, bebidas açucaradas e refrigerantes, e  restaurantes de <I>fast-food</I>.</P>     <P>A percentagem de anúncios dirigidos a crianças de alimentos considerados  menos saudáveis varia de país para país (49% em Itália e perto de 100% na  Dinamarca)<SUP>31</SUP>. Na Austrália, um dos países que mais estuda a  publicidade alimentar, em 390&nbsp;horas de televisão analisada, verificou-se  que cerca de 55% dos anúncios promovia alimentos ricos em gordura e/ou açúcar.  Por conseguinte, se uma criança Australiana visionasse, em média, 2,5&nbsp;horas  de televisão comercial por dia, estaria exposta diariamente a 11&nbsp;anúncios  deste tipo de alimentos<SUP>39</SUP>. Em geral, estes anúncios são mais  publicitados durante a programação infantil do que na restante  programação<SUP>39-41</SUP>, o que reforça a ideia de que as crianças e os  jovens são o alvo preferencial da indústria publicitária e alimentar, pois, como  já referido anteriormente, os hábitos e as preferências alimentares adquiridas  enquanto crianças tendem a manter-se ao longo da vida. Nos EUA, segundo um  estudo de Powell et al.<SUP>35</SUP>, cerca de 98% dos anúncios alimentares  vistos por crianças dos 2&nbsp;aos 11&nbsp;anos publicitavam alimentos ricos em  gordura, açúcar e sódio e pobres em fibra, sendo que, em média, 46% do total de  calorias dos produtos publicitados eram provenientes de açúcar de adição.</P>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><B>Técnicas utilizadas na publicidade televisiva </B></P>     <P>Em geral, na publicidade alimentar dirigida a crianças são utilizadas  técnicas que têm o objetivo de chamar a atenção das crianças, nomeadamente o uso  de temas como a diversão, a música, a fantasia, o sabor, a felicidade e a  energia, sendo a saúde e a nutrição temas menos utilizados<SUP>36,42</SUP>.  Frequentemente, os alimentos são também associados a heróis e a desenhos  animados<SUP>31,32</SUP>. Os anúncios de <I>fast-food</I>, por exemplo, têm  tendência a focar-se na construção do reconhecimento da marca e nas associações  positivas através do uso de personagens, logótipos e slogans, tendo como  principal objetivo, mais do que criar vendas imediatas, criar consumidores a  longo prazo<SUP>29</SUP>. Em Portugal, as estratégias de marketing mais  utilizadas são: brindes, desenhos animados, mensagens que podem induzir em  comportamentos errados e a imagem materna<SUP>32</SUP>. Estas técnicas são  frequentemente utilizadas, pois as crianças têm preferência por produtos que  fazem alusão a personagens conhecidas e que apreciam os brindes gratuitos nos  seus produtos alimentares preferidos, como verificou um estudo realizado pela  Universidade do Minho<SUP>43</SUP>. O <I>product placement</I> e o patrocínio  também são técnicas frequentemente utilizadas em Portugal, como se pôde  verificar no estudo "TV Sweeps".</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Outras formas de marketing alimentar </B></P>     <P>A maior fonte de mensagens publicitárias sobre alimentação dirigidas a  crianças é a televisão <SUP>17,26,36</SUP>, o que se torna preocupante quando  este meio de comunicação é o mais utilizado por este grupo etário. A Academia  Americana de Pediatria<SUP>44</SUP>&nbsp;desaconselha o visionamento televisivo  a crianças com idades inferiores a 2&nbsp;anos e àquelas com idades superiores  recomenda uma restrição para apenas 1&nbsp;a 2&nbsp;horas por dia. Apesar destas  recomendações, em Portugal, no âmbito de um estudo realizado em nove países  Europeus com crianças de 11&nbsp;anos, estas crianças observavam, em média,  2,7&nbsp;horas de televisão e vídeos por dia<SUP>37</SUP>. Num outro estudo  verificou-se que a maior parte das crianças dos 7&nbsp;aos 9&nbsp;anos passavam  entre 4&nbsp;a 6&nbsp;horas do seu dia a ver televisão<SUP>45</SUP>. Nos EUA,  segundo o relatório da Nielson de 2009, as crianças Americanas estão a ver mais  do que 3&nbsp;horas de televisão por dia<SUP>46</SUP>.</P>     <P>Apesar de a televisão ser a maior fonte de comunicação de mensagens  publicitárias para as crianças, existe alguma evidência que o marketing  televisivo está a decair<SUP>36</SUP>. Por outro lado, o marketing não  tradicional está a aumentar, sendo a Internet, as promoções no ponto de venda e  os patrocínios as técnicas em crescimento<SUP>47</SUP>. As revistas de maior  popularidade entre as crianças e os adolescentes são também um veículo cada vez  mais usual, em que na Austrália, por exemplo, os gelados e os alimentos  pré-confecionados congelados, as refeições de restaurantes de <I>fast-food</I>,  as bebidas com elevado teor de açúcar e os <I>snacks </I>são os alimentos mais  publicitados<SUP>48</SUP>.</P>     <P>Do mesmo modo, um número cada vez maior de <I>Websites</I> tem tentado atrair  a atenção das crianças e dos adolescentes através de técnicas de  marketing<SUP>47,49,50</SUP>. Nestes <I>sites</I> podem ser encontrados anúncios  <I>online</I>, jogos interativos com conteúdos publicitários - <I>advergames</I>  -, marketing direto via e-mail e páginas de marketing integrado<SUP>11,49</SUP>.  No Reino Unido, por exemplo, uma percentagem significativa dos gastos totais de  publicidade de alimentação e bebidas é utilizada na Internet, fazendo deste meio  de comunicação o segundo mais importante a seguir à televisão<SUP>31</SUP>.  Tanto os produtos mais publicitados como as técnicas utilizadas são semelhantes  aos encontrados no marketing televisivo<SUP>49</SUP>. Para além da publicidade  na Internet estar a aumentar, cerca de metade dos <I>Websites </I>de marcas  alimentares utiliza áreas específicas destinadas a crianças, em que um  <I>Website</I> infantil está ligado ao principal, contendo em geral gráficos,  movimento e animação, programas interativos e sons, apresentando frequentemente  fotografias do alimento ou da bebida correspondente. Muitos utilizam também  desenhos animados, celebridades e grande parte mostra crianças a consumir o  produto anunciado<SUP>51</SUP>. Em certos países Europeus, as escolas podem  representar também um importante canal de marketing. As estratégias mais  utilizadas incluem o patrocínio de eventos, a venda de alimentos e bebidas  consideradas menos saudáveis em máquinas de disponibilização automática e a  oferta de equipamento educativo ou desportivo com logótipos de marcas  alimentares<SUP>31</SUP>.</P>     <P>O investimento em marketing por parte do setor alimentar é elevado e parece  estar a aumentar. Em Portugal, segundo o ranking Media Monitor, da Markest, o  setor alimentar constituiu em 2009&nbsp;o segundo maior investimento com 10,7%  dos gastos totais em publicidade<SUP>52</SUP>. No Reino Unido, em 2003, foram  gastos 173&nbsp;milhões de libras em publicidade de alimentação e bebidas, na  Alemanha a publicidade alimentar representa 87% dos gastos totais da publicidade  televisiva, na Holanda os mesmos gastos aumentaram cerca de 128% entre  1994&nbsp;e 2003, e na Grécia o montante destinado ao marketing alimentar  dirigido a crianças aumentou cerca de 38% entre 2002&nbsp;e 2003, ou seja, de  1,3&nbsp;para 1,8&nbsp;milhões de euros<SUP>31</SUP>.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>A relação entre o marketing e a obesidade infantil </B></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>A promoção de alimentos é, em geral, seguida com gosto e atenção pelas  crianças e parece influenciar a sua forma de comunicação e o seu comportamento  de consumo<SUP>36</SUP>. Existe evidência de que o marketing de alimentos e  bebidas influencia as crianças relativamente a escolhas, consumos e preferências  alimentares, compras de alimentos e bebidas e pedidos destes produtos aos  pais<SUP>26,36,53</SUP>. A preocupação com a influência da publicidade nas  escolhas alimentares das crianças não é recente, existindo estudos experimentais  realizados desde a década de 1970<SUP>54-56</SUP>, sendo reconhecido que a  publicidade pode influenciar as escolhas alimentares infantis.</P>     <P>O intervalo de idades em que as crianças são mais vulneráveis situa-se entre  os 2&nbsp;e os 11&nbsp;anos, apesar de não excluir idades  superiores<SUP>26</SUP>. Esta certeza torna-se particularmente importante pelo  facto de os alimentos mais publicitados não se incluírem nos grupos de alimentos  recomendados pelos especialistas a serem consumidos com maior frequência. Deste  modo, em 2003, a publicidade alimentar foi considerada pela OMS um dos fatores  responsáveis pelo aumento de peso e da obesidade infantil<SUP>15</SUP>. Lobstein  e Dibb<SUP>57</SUP>, através de um estudo ecológico realizado em 2005,  encontraram uma associação positiva e significativa entre a proporção de  crianças com excesso de peso e o número de anúncios transmitidos, por hora, na  televisão infantil, que encorajam o consumo de alimentos de elevada densidade  energética e pobres em micronutrientes, sugerindo assim que a quantidade de  anúncios destes alimentos está relacionada com a prevalência do excesso de peso  entre as crianças.</P>     <P>A exposição ao marketing alimentar pode influenciar de diversas formas o  comportamento alimentar das crianças. Robinson et al.<SUP>28</SUP>, em 2007,  verificaram que crianças com idades compreendidas entre os 3&nbsp;e os  5&nbsp;anos preferiam o sabor dos alimentos e das bebidas se pensassem que estes  eram de uma das mais conhecidas marcas de <I>fast-food</I>, o que aponta no  sentido de que a identidade da marca pode influenciar as perceções de sabor de  crianças mais novas. Além disso, os anúncios televisivos de géneros alimentícios  parecem ter um efeito imediato nas preferências alimentares das crianças,  bastando uma a duas exposições a este tipo de anúncios com uma duração entre  10&nbsp;e 30&nbsp;segundos para influenciar as preferências a curto prazo de  crianças entre os 2&nbsp;e os 6&nbsp;anos por alimentos  específicos<SUP>58</SUP>. No entanto, esta influência poderá não ser só de curto  prazo, já que Chamberlain et al.<SUP>59</SUP>, em 2006, verificaram que as  crianças mais expostas à publicidade foram as que reportaram mais pedidos dos  produtos publicitados nos 7&nbsp;a 20&nbsp;meses seguintes à exposição. A  influência do marketing não funciona só ao nível da marca publicitada, mas  também ao nível de produtos pertencentes a categorias de elevada densidade  energética, existindo um impacto da publicidade televisiva generalizado a outros  produtos da mesma categoria na qual o alimento publicitado se  insere<SUP>60</SUP>.</P>     <P>Em geral, as crianças apresentam um elevado reconhecimento dos logótipos das  marcas dos alimentos apesar de não existir evidência que sugira uma relação  positiva entre este elevado reconhecimento e uma alimentação menos  saudável<SUP>61</SUP>. Têm também tendência para reconhecer logótipos de  <I>fast-food</I><SUP>62</SUP>, e de refrigerantes<SUP>63</SUP>, como se  verificou num estudo Português em 2008, numa frequência mais elevada do que  logótipos de outros alimentos, o que sugere que as estratégias de marketing  empregues pela indústria deste tipo de produtos possam ser mais eficazes para  captar a atenção das crianças.</P>     <P>Alguns estudos têm sugerido consistentemente que a exposição a anúncios de  produtos alimentares leva ao aumento da energia total ingerida pelas  crianças<SUP>64-68</SUP>. Foi possível demonstrar que a exposição de crianças a  anúncios televisivos aumentava a sua seleção do número total de alimentos, de  alimentos ricos em gordura e do número total de alimentos de determinada  marca<SUP>64</SUP>&nbsp;e também estimulava a ingestão energética, aumentando as  escolhas de alimentos menos saudáveis<SUP>67</SUP>. Estes estudos, apesar de  serem realizados em condições laboratoriais, reforçam a ideia que, durante o  visionamento televisivo, o comportamento sedentário não é o único fator no  efeito promotor da adiposidade. Também Harris et al.<SUP>68</SUP>, em 2009,  verificaram que crianças com idades compreendidas entre os 7&nbsp;e os  11&nbsp;anos, quando expostas a publicidade alimentar, consumiam mais 45% de um  produto tipo <I>snack</I>, comparativamente com as que não tinham sido expostas  à publicidade. Neste estudo, a publicidade alimentar aumentou o consumo de um  produto que não estava presente nos anúncios transmitidos e este efeito não  estava relacionado com fome reportada ou outros fatores de influência  conscientes. Se se extrapolasse os resultados, a ingestão de <I>snacks</I>  durante o visionamento de televisão comercial por apenas 30&nbsp;minutos por dia  poderia levar à ingestão de 94&nbsp;kcal adicionais e ao ganho de peso de cerca  de 4.5&nbsp;kg por ano, caso não existisse compensação através da diminuição do  consumo de outros alimentos ou através do aumento de atividade física.</P>     <P>Algumas características das crianças podem também determinar diferente  suscetibilidade ao marketing de produtos alimentares, designadamente a idade,  que está positivamente associada ao reconhecimento dos logótipos dos  alimentos<SUP>62</SUP>, e o estado nutricional<SUP>62,64,65,69</SUP>. O aumento  da ingestão energética após a exposição a anúncios, principalmente de  <I>snacks</I> de elevada densidade energética, parece ser maior nas crianças  obesas<SUP>65</SUP>. Além disso, as crianças com excesso de peso têm uma maior  tendência para reconhecer logótipos de&nbsp;marcas de  <I>fast-food</I><SUP>62</SUP>, e marcas de outros alimentos<SUP>63</SUP>.  Halford et al.<SUP>67</SUP>, em 2004, demonstraram que crianças com excesso de  peso reconheciam significativamente mais anúncios alimentares do que não  alimentares, comparativamente com crianças normoponderais, e que o número de  anúncios alimentares reconhecidos se correlacionava positivamente com a  quantidade de alimentos ingeridos e com o peso corporal, após a exposição a  esses anúncios. Por outro lado, observaram que as crianças com excesso ponderal  mostravam uma maior preferência por alimentos de marca do que as crianças  normoponderais e que, após a exposição a anúncios alimentares, as crianças com  peso normal expressavam um padrão de preferência alimentar normalmente  característico das crianças com excesso de peso<SUP>64</SUP>. Estes dados  sugerem que, pelo menos temporariamente, a exposição a anúncios alimentares pode  produzir uma resposta tendencialmente "obesogénica" de preferência alimentar nas  crianças com um peso normal. Por sua vez, Forman et al.<SUP>69</SUP>, em 2009,  verificaram que crianças com excesso de peso consumiam significativamente mais  energia por refeição do que crianças normoponderais nas refeições em que estavam  presentes alimentos de marca, o que sugere que as crianças com excesso ponderal  têm uma maior suscetibilidade ao marketing de alimentos.</P>     <P>Se o marketing de alimentos e bebidas influencia as crianças relativamente a  escolhas, consumos e preferências alimentares<SUP>26,36,53</SUP>, e sendo os  produtos mais publicitados ricos em gordura, açúcar e sal<SUP>17,34,35</SUP>, é  possível que exista uma associação entre o marketing destes produtos e a  obesidade infantil, como sugerem alguns estudos. Segundo Zimmerman et  al.<SUP>70</SUP>, num estudo prospetivo em crianças até aos 6&nbsp;anos, o  visionamento em 1997&nbsp;de televisão comercial - programas nos quais as  crianças estão expostas a anúncios - estava positiva e significativamente  associado ao z-score do IMC em 2002&nbsp;em modelos ajustados para diversas  variáveis de confundimento, ao contrário do que acontecia com a televisão não  comercial, que não apresentava publicidade. Num outro estudo de  2009&nbsp;realizado através de um modelo de simulação matemática<SUP>71</SUP>,  os autores estimaram que se houvesse uma redução da exposição à publicidade  televisiva das crianças Americanas para zero, haveria uma diminuição da média do  IMC de 0,38&nbsp;kg/m<SUP>2</SUP>, o que baixaria a prevalência da obesidade de  17,8% para 15,2% nos rapazes e de 15,9% para 13,5% nas raparigas, sendo os  valores de prevalência baseados no NHANES 2003-04. Adicionalmente, Haby et  al.<SUP>72</SUP>&nbsp;num estudo Australiano de 2006&nbsp;cujo objetivo era  avaliar o valor relativo de treze potenciais intervenções na prevenção da  obesidade infantil, verificaram que aquela que teria o maior impacto  populacional seria a redução da publicidade televisiva de alimentos e bebidas  com elevado teor de gordura e/ou açúcar destinada a&nbsp;crianças dos 5&nbsp;aos  14&nbsp;anos. Apesar de um impacto reduzido&nbsp;a nível individual, esta medida  tem um impacto&nbsp;elevado a nível populacional, por atingir um grande número  de crianças, conduzindo à diminuição de 0,17&nbsp;kg/m<SUP>2</SUP>&nbsp;no  IMC.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Conclusões </B></P>     <P>O marketing de produtos alimentares dirigido a crianças é extensamente  utilizado pela indústria, que investe substancialmente neste grupo etário, pois  as crianças têm uma grande influência sobre as compras dos pais. A indústria  publicitária tem também o objetivo de criar lealdade à marca desde idades  precoces, para que o consumo se mantenha ao longo da vida. No entanto, os  alimentos e bebidas mais frequentemente publicitadas contrastam  significativamente da alimentação recomendada pelos Nutricionistas, sendo  maioritariamente de elevada densidade energética e pobres em micronutrientes.  Este facto levanta sérias preocupações Éticas e de Saúde Pública, pois as  crianças representam um alvo bastante vulnerável pela sua incapacidade de  perceção das intenções persuasivas da publicidade. Existe já alguma evidência  que a publicidade de alimentação e bebidas pode ser, entre outros, um fator  determinante da obesidade infantil pela sua influência negativa nos hábitos  alimentares das crianças. A publicidade alimentar parece realmente influenciar o  consumo, as escolhas e as preferências alimentares das crianças, bem como os  pedidos dos alimentos aos pais. Esta influência atua não só ao nível da marca,  mas também ao nível da categoria dos produtos publicitados, levando, em geral,  ao aumento da ingestão alimentar, especialmente de alimentos ricos em gordura,  açúcar e sal.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Atualmente a publicidade está em todo o lado, surgindo frequentemente novas  técnicas de marketing cada vez mais difíceis de controlar. É importante não  esquecer que a publicidade não existe só na televisão, que constitui apenas uma  fração do marketing, mas também na Internet, nos SMSs, nos <I>outdoors</I> e nos  pontos de venda, como os super e hipermercados. Com a crescente prevalência da  obesidade infantil, é necessário tomar medidas para controlar o marketing  alimentar. Como tal, é necessário agir de uma forma intersectorial tanto a nível  nacional como internacional, tendo o setor privado um papel fundamental e a  responsabilidade de contribuir para um ambiente mais saudável. A regulamentação  do marketing alimentar, o aumento do marketing de alimentos considerados  saudáveis como os hortofrutícolas, bem como o aumento da literacia sobre a  comunicação comercial no currículo escolar, poderão ser estratégias eficazes na  luta contra a publicidade de alimentos considerados menos saudáveis.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Bibliografía</B></P>     <!-- ref --><P>1. Rito A, Breda J. WHO European Childhood Obesity Surveillance Initiative:  Portugal. [Internet]. Lisboa: Plataforma Contra a Obesidade. Direção–Geral da  Saúde; 2009 [consultado 3 Mar 2010]. 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Tese de Doutoramento.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000068&pid=S0870-9025201100020001100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>3. Moreira P. Overweight and obesity in Portuguese children and adolescents.  J Public Health. 2007;15:155–61.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000070&pid=S0870-9025201100020001100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>4. Lobstein T, Baur L, Uauy R. Obesity in children and young people: a crisis  in public health. 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<body><![CDATA[<!-- ref --><P>56. Goldberg ME, Gorn, GJ, Gibson W. TV messages for snack and breakfast  foods: do they influence children''s preferences?: [abstract]. J Consum Res.  1978;5:73–81.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000173&pid=S0870-9025201100020001100055&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>57. Lobstein T, Dibb, S. Evidence of a possible link between obesogenic food  advertising and child overweight. [Internet]. Obe Rev. 2005;6(3):203–8  [consultado 7 Mar 2010]. Disponível em: <A href="http://www.ofcom.org.uk/consult/condocs/foodads/responses/eh/fcannex.pdf" target="_blank">www.ofcom.org.uk/consult/condocs/foodads/responses/eh/fcannex.pdf</A>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000175&pid=S0870-9025201100020001100056&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>58. Borzekowski DL, Robinson TN. The 30–second effect: an experiment  revealing the impact of television commercials on food preferences of  preschoolers. J Am Diet Assoc. 2001;101: 42–6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000177&pid=S0870-9025201100020001100057&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>59. Chamberlain LJ, Wang Y, Robinson TN. Does children''s screen time predict  requests for advertised products? [Internet]. Arch Pediatr Adolesc Med.  2002;160:363–8 [consultado 25 Mar 2010]. Disponível em: <A href="http://archpedi.ama–assn.org/cgi/reprint/160/4/363" target="_blank">archpedi.ama–assn.org/cgi/reprint/160/4/363</A>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000179&pid=S0870-9025201100020001100058&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>60. Buijzen M, Schuurman J, Bomhof E. Associations between children''s  television advertising exposure and their food consumption patterns: a household  diary–survey study. Appetite. 2008;50:231–9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000181&pid=S0870-9025201100020001100059&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>61. Kopelman CA, Roberts LM, Adab P. Advertising of food to children: is  brand logo recognition related to their food knowledge, eating behaviours and  food preferences? J Public Health. 2007;29:358–67.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000183&pid=S0870-9025201100020001100060&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>62. Arredondo E, Castaneda D, Elder JP, Slymen D, Dozier D. Brand name logo  recognition of fast food and healthy food among children. J Commun Health.  2009;34:73–8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000185&pid=S0870-9025201100020001100061&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>63. Carlos A. Contributo para o conhecimento do estilo de vida da criança  obesa: comportamentos sedentários, bullying e atitudes face à alimentação e  atividade física. Oeiras: Universidade Atlântica; 2008. Tese de Licenciatura.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000187&pid=S0870-9025201100020001100062&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </P>     <!-- ref --><P>64. Halford JC, Boyland EJ, Cooper GD, Dovey TM, Smith CJ, Williams N, et al.  Children''s food preferences: effects of weight status, food type, branding and  television food advertisements (commercials). Int J Pediatr Obes. 2008;3:31–8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000189&pid=S0870-9025201100020001100063&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </P>     <!-- ref --><P>65. Halford JC, Boyland EJ, Hughes GM, Stacey L, McKean S, Dovey TM.  Beyond–brand effect of television food advertisements on food choice in  children: the effects of weight status. Public Health Nutr. 2007;11:897–904.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000191&pid=S0870-9025201100020001100064&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>66. Halford JC, Boyland EJ, Hughes G, Oliveira LP, Dovey TM. Beyond–brand  effect of television (TV) food advertisements/ commercials on caloric intake and  food choice of 5–7–year–old children. Appetite. 2007;49:263–7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000193&pid=S0870-9025201100020001100065&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>67. Halford JC, Gillespie J, Brown V, Pontin EE, Dovey TM. Effect of  television advertisements for foods on food consumption in children. Appetite.  2004;42:221–5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000195&pid=S0870-9025201100020001100066&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>68. Harris JL, Bargh JA, Brownell KD. Priming effects of television food  advertising on eating behavior. Health Psychol. 2009;28: 404–13.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000197&pid=S0870-9025201100020001100067&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>69. Forman J, Halford JC, Summe H, MacDougall M, Keller KL. Food branding  influences ad libitum intake differently in children depending on weight status.  Results of a pilot study. Appetite. 2009:53:76–83.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000199&pid=S0870-9025201100020001100068&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>70. Zimmerman FJ, Bell JF. Associations of television content type and  obesity in children. Am J Public Health. 2010;100:334–40.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000201&pid=S0870-9025201100020001100069&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>71. Veerman JL, Van Beeck EF, Barendregt JJ, Mackenbach JP. By how much would  limiting TV food advertising reduce childhood obesity? Eur J Public Health.  2009;19:365–9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000203&pid=S0870-9025201100020001100070&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>72. Haby MM, Vos T, Carter R, Moodie M, Markwick A, Magnus A, et al. A new  approach to assessing the health benefit from obesity interventions in children  and adolescents: the assessing cost–effectiveness in obesity project.  [Internet]. Int J Obes. 2006;30:1463–75 [consultado 2 Abr 2010]. Disponível em: <A href="http://www.nature.com/ijo/journal/v30/n10/pdf/0803469a.pdf" target="_blank">www.nature.com/ijo/journal/v30/n10/pdf/0803469a.pdf</A>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000205&pid=S0870-9025201100020001100071&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <p>&nbsp;</p>     <P><I>Recebido em 4&nbsp;de Novembro de 2010</I></P>     <P><I>Aceite em 12&nbsp;de Outubro de 2011</I></P>      ]]></body><back>
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