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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Saúde Pública]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Comparação dos utentes do antigo Hospital do Desterro com os utentes do Hospital de S. José no acesso à consulta de Medicina Interna - Parte I: objectivos, população, métodos e resultados sobre potencial de acesso]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Comparison of users of the closed Hospital do Desterro with former users of Hospital de São José in the access to the Outpatient Department of Internal Medicine consultation - Part I: purpose, population, methods and main findings about potential of access]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Context: Following the Hospital do Desterro (HD) closure, the main focus of this study is on the Outpatient Department of Internal Medicine (MI) and on its integration in the Hospital de São José (HSJ). Purpose: The general purpose of this paper published in two parts is, in this first part, to compare the potential of access to the HSJ Outpatient Department of Internal Medicine former users of HD Outpatient Department of Internal Medicine (in the three months prior to the transfer of the department) with those who were already users of HSJ Outpatient Department before the integration of departments. Population and methods: This is an epidemiological, cross-sectional analytical study, where selection was made through random sampling proportionally stratified for the two study groups, according to gender and age of the population previously analyzed, with a final size of 256 elements for each group. Data was collected for the two groups by administering a structured questionnaire by telephone, proceeded by a registered letter explaining the contours of the study. Data analysis compared the two groups using the chi-square test for homogeneity and independence and one-way ANOVA. Main findings: There are significant differences in potential access between groups I (HD) and II (HSJ) particularly with regard: to age, group I (HD) is older than group II (HSJ); marital status, group I (HD) has a higher proportion of widowers than group II (HSJ); the work situation, with larger numbers of active people in group II (HSJ); the number of children living in the respondent's household, greater in Group I (HD); schooling, group II (HSJ) has higher academic qualifications than group I (HD); the expectations before the last visit, lower in group I (HD); the perception of physical accessibility to HSJ, perceived as more difficult by group I (HD) than by group II (HSJ) and distance and travel time from home to HSJ, lower for group I (HD). Conclusion: These differences in potential of access are likely to be reflected in differences in realized access to Outpatient Department of Internal Medicine as we consider on the second part of this article.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Acesso a serviços de saúde]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Potencial de acesso]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <P><B>Comparação dos utentes do antigo Hospital do Desterro com os utentes do  Hospital de S. José no acesso à consulta de Medicina Interna – Parte I :  objectivos, população, métodos e resultados sobre potencial de acesso</B></P>     <p>&nbsp;</p>     <P><b>Maria Isabel Pereira<SUP>a</SUP>, Bruno de Sousa<SUP>b</SUP>, Anabela  Coelho<SUP>c</SUP>, Paulo Ferrinho<SUP>d</SUP></b> </P>     <P><SUP>a</SUP>Serviço de Cirurgia Plástica Maxilo–Facial/ORL, Hospital de Egas  Moniz, Lisboa, Portugal. <A href="mailto:maria.pereira@ihmt.unl.pt">maria.pereira@ihmt.unl.pt</A></P>     <P><SUP>b</SUP>Centro de Malária e Doenças Tropicais, Instituto de Higiene e  Medicina Tropical, Universidade Nova de Lisboa, Lisboa, Portugal</P>     <P><SUP>c</SUP>Direcção–Geral da Saúde, Lisboa, Portugal</P>     <P><SUP>d</SUP>Instituto de Higiene e Medicina Tropical, Universidade Nova de  Lisboa; Coordenador do Plano Nacional de Saúde (PNS 2011–2016)</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Resumo</B></P>    <P>Cenário: Na sequência do encerramento do Hospital do  Desterro (HD), é focada a atenção na integração do seu serviço de Consulta  Externa de Medicina Interna (MI) no serviço de Consulta Externa de MI do  Hospital de São José. Objectivos: O objectivo geral deste estudo publicado em  duas partes é, nesta primeira parte, comparar o potencial de acesso à consulta  externa de MI do HSJ dos utilizadores da consulta externa de MI do HD (nos três  meses que antecederam a transferência do serviço) com o dos sujeitos que já eram  utilizadores da consulta externa de MI do HSJ, antes da integração de serviços.  População e métodos: Trata–se de um estudo epidemiológico, transversal e  analítico, optando–se pelo método de amostragem aleatória proporcionalmente  estratificada dos dois grupos em estudo, de acordo com o género e idade da  população previamente analisados e de dimensão igual a 256&nbsp;elementos para  cada um dos grupos. A colheita de dados foi realizada através da aplicação de um  questionário por via telefónica, precedida por o envio de uma carta registada  com aviso de recepção. Realizada a análise dos dados comparando os dois grupos  através dos testes de homogeneidade e independência do qui–quadrado e ANOVA  one–way. Principais resultados: Existem diferenças estatisticamente  significativas no potencial de acesso entre o grupo I (HD) e o grupo II (HSJ)  nomeadamente no que diz respeito: à idade, sendo o grupo I (HD) mais envelhecido  que o grupo II (HSJ); ao estado civil, sendo o grupo I (HD) marcado por conter  maior proporção de viúvos que o grupo II (HSJ); à situação profissional, com  maior proporção de pessoas activas no grupo II (HSJ); ao número de crianças  residentes na mesma casa do respondente, superior no grupo I (HD); à  escolaridade, detendo o grupo II (HSJ) níveis académicos superiores aos do grupo  I (HD); às expectativas antes da última consulta, mais baixas no grupo I (HD); à  percepção sobre acessibilidade física ao HSJ, percebida como mais difícil para o  grupo I (HD) do que para grupo II (HSJ) e à distância e tempo de viagem do  domicílio ao HSJ, menores para o grupo I (HD). Conclusão: As diferenças de  potencial de acesso poderão vir a repercutir–se em diferenças de acesso  realizado à consulta externa de MI do HSJ como se estudará na segunda parte  deste artigo.</P>      ]]></body>
<body><![CDATA[<P><B>Palavras chave:</B> Acesso a serviços de saúde. Potencial de acesso. Encerramento do Hospital do  Desterro.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Comparison of users of the closed Hospital do Desterro with former users of  Hospital de São José in the access to the Outpatient Department of Internal  Medicine consultation – Part I: purpose, population, methods and main findings  about potential of access</B></P>     <P><B>Abstract</B></P>    <P>Context: Following the Hospital do Desterro (HD) closure,  the main focus of this study is on the Outpatient Department of Internal  Medicine (MI) and on its integration in the Hospital de São José (HSJ). Purpose:  The general purpose of this paper published in two parts is, in this first part,  to compare the potential of access to the HSJ Outpatient Department of Internal  Medicine former users of HD Outpatient Department of Internal Medicine (in the  three months prior to the transfer of the department) with those who were  already users of HSJ Outpatient Department before the integration of  departments. Population and methods: This is an epidemiological, cross–sectional  analytical study, where selection was made through random sampling  proportionally stratified for the two study groups, according to gender and age  of the population previously analyzed, with a final size of 256&nbsp;elements  for each group. Data was collected for the two groups by administering a  structured questionnaire by telephone, proceeded by a registered letter  explaining the contours of the study. Data analysis compared the two groups  using the chi–square test for homogeneity and independence and one–way ANOVA.  Main findings: There are significant differences in potential access between  groups I (HD) and II (HSJ) particularly with regard: to age, group I (HD) is  older than group II (HSJ); marital status, group I (HD) has a higher proportion  of widowers than group II (HSJ); the work situation, with larger numbers of  active people in group II (HSJ); the number of children living in the  respondent's household, greater in Group I (HD); schooling, group II (HSJ) has  higher academic qualifications than group I (HD); the expectations before the  last visit, lower in group I (HD); the perception of physical accessibility to  HSJ, perceived as more difficult by group I (HD) than by group II (HSJ) and  distance and travel time from home to HSJ, lower for group I (HD). Conclusion:  These differences in potential of access are likely to be reflected in  differences in realized access to Outpatient Department of Internal Medicine as  we consider on the second part of this article.</P>      <P><B>Keywords:</B> Health services access. Potential of access. Hospital do Desterro closure.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Introdução</B></P>     <P>O presente estudo surge num contexto político nacional marcado pela  implementação de políticas de reestruturação dos serviços de saúde e foca a  transferência de serviços do Hospital do Desterro que integrava o Centro  Hospitalar de Lisboa da Zona Central (CHLC) desde Janeiro de 2004, pelas  restantes unidades que compõem o CHLC, nomeadamente, o Hospital de S. José, o  Hospital de Stº. António dos Capuchos, o&nbsp;Hospital de Santa Marta e o  Hospital de D. Estefânia.</P>     <P>Os utentes que eram servidos pelo Hospital do Desterro (HD) assistiram a  alterações na sua fonte habitual de cuidados, surgindo-lhes como alternativa a  utilização de outros hospitais com novas normas administrativas, onde se  concentram maiores aglomerados de pessoas e onde o ambiente é menos familiar.  Note-se que embora geograficamente estas unidades de saúde se situem  relativamente próximas do Hospital do Desterro (o Hospital de São José, por  exemplo, fica a pouco mais de cinco minutos a pé), os utentes que mudam de  hospital não deixam de ser levados a descobrir um novo trajecto, com novas  barreiras arquitectónicas, eventualmente a ter de utilizar um diferente meio de  transporte (o que poderá significar maiores custos se for necessário um táxi,  por exemplo), ou a depender da companhia de outrem na deslocação às consultas.  Estas dificuldades poderão ser tão potenciadas quanto maior for o envelhecimento  da população enquanto factor natural de vulnerabilidade<SUP>1</SUP>.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Tendo em conta este cenário, marcado pela contestação da população em que a  resistência à mudança da habitual fonte de cuidados é manifestada pelo Movimento  dos Utentes dos Serviços Públicos (a título de exemplo citam-se os esforços  desenvolvidos em parceria com a União dos Sindicatos de Lisboa como  abaixo-assinados, manifestações e concentrações frente ao Ministério da  Saúde<SUP>2-4</SUP>), o presente estudo propõe verificar se o encerramento do  Hospital do Desterro teve algum impacto no acesso a serviços de saúde, por parte  da população por ele anteriormente servida, mais especificamente, no acesso ao  serviço de Consulta Externa de MI, transferida do Hospital do Desterro para o  Hospital de São José. Para tal, este artigo é&nbsp;dividido em duas partes  distintas em que cada uma se ocupa de cada um dos objectivos específicos que  adiante serão indicados.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>A complexidade do conceito "Acesso a Cuidados de Saúde" </B></P>     <P>O conceito de acesso a cuidados de saúde tem sido marcado pela falta de uma  definição clara acerca do seu significado<SUP>5-13</SUP>.</P>     <P>Por outro lado, mesmo mediante a pluralidade de definições atribuídas ao  conceito de acesso (seja a capacidade&nbsp; de produzir serviços e de responder  às necessidades de saúde&nbsp;de uma determinada população<SUP>14</SUP>, seja o  grau de ajustamento entre as necessidades de saúde da população e a capacidade  do sistema em responder a essas necessidades<SUP>6</SUP>, seja a utilização de  serviços de saúde em tempo adequado de modo a conseguir o melhor resultado  possível<SUP>8</SUP>, seja o grau de facilidade ou dificuldade com que as  pessoas obtêm serviços de saúde<SUP>15</SUP>&nbsp;ou a oportunidade de  utilização apropriada de serviços de saúde por parte de utentes que,  empoderados, são capazes de tomar decisões que orientam a procura de cuidados de  saúde<SUP>16</SUP>), este está sempre intimamente associado às noções de  necessidade e equidade, que por seu turno, também são marcadas pela sua natureza  subjectiva potenciadora de ambiguidade.</P>     <P>No tocante ao termo necessidade, já Aday e Andersen<SUP>5</SUP> tinham  alertado que mesmo fazendo a distinção entre necessidade percebida pelo  indivíduo e necessidade diagnosticada, existe sempre a forte possibilidade das  percepções individuais e as avaliações profissionais serem variáveis de pessoa  para pessoa. Na verdade, tal como Oliver e Mossialos<SUP>17</SUP>&nbsp;referem,  tem-se assistido a um forte desacordo sobre o que constitui necessidade de  cuidados de saúde, daí que compreender, definir, medir e comparar necessidades  individuais em saúde se revele difícil e uma tarefa altamente complexa.</P>     <P>A carência de uma definição precisa e uma noção objectiva acerca do  significado de equidade torna-se igualmente premente. Sabe-se que a equidade  (tida por Donabedian<SUP>15</SUP>&nbsp;como um dos componentes da qualidade em  cuidados de saúde e definida como a conformidade com o princípio que determina o  que é justo na distribuição de cuidados de saúde de acordo com as necessidades  de cada um e seu usufruto entre os membros de uma população), para além de  carecer de um quadro de referência bem desenvolvido e baseado no consenso dos  diferentes autores, (limitando por isso, o desenho de estratégias orientadas  para a equidade em cuidados de saúde<SUP>18</SUP>), devido às crescentes  preocupações éticas e económicas é um princípio que todos os decisores políticos  almejam no estado de saúde e na obtenção de cuidados de saúde tornando-se uma  questão prioritária para organizações internacionais como a OMS, a OPAS ou a  OCDE<SUP>19</SUP>. A associação com os direitos humanos faz da equidade em saúde  um conceito ético baseado no princípio de justiça social mas que, segundo  Braveman e Gruskin<SUP>20</SUP>, não tem sido passível de medição directa.</P>     <P>Na verdade, esta condição advém do facto de nem todas as diferenças em saúde  reflectirem necessariamente iniquidade em saúde implicando esta característica  que a avaliação da equidade em saúde exija comparar indicadores de saúde mas  também os seus determinantes entre grupos sociais mais ou menos  privilegiados<SUP>20</SUP>.</P>     <P>Para pôr em prática esta tarefa convém não esquecer que os problemas de saúde  variam entre os diferentes grupos, que a necessidade de cuidados de saúde para  problemas similares também é variável e que cada grupo tem as suas próprias  prioridades e valores<SUP>10</SUP>. Isto é conducente à noção de equidade  vertical (tratamento desigual para necessidades  desiguais<SUP>10,16</SUP>&nbsp;ou diferentes necessidades deverão ter diferentes  e apropriadas oportunidades de aceder a cuidados de saúde<SUP>17,16</SUP>)  conhecida por ser mais difícil de medir que a equidade horizontal (acesso justo  para grupos com necessidades equivalentes<SUP>10</SUP>&nbsp;ou iguais  oportunidades de acesso a cuidados de saúde<SUP>17</SUP>).</P>     <P>Em 1998, Gold<SUP>9</SUP>&nbsp;faz lembrar que, a par da grande preocupação  por esta temática, coexiste também um forte desacordo no que toca a formas de  medir acesso e de determinar se é ou não equitativamente distribuído pela  população.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Para além da ambiguidade potenciada pela indefinição de necessidade e pela  difícil avaliação da equidade em saúde, outro dos factores que contribui para  que medir e avaliar o acesso a cuidados de saúde se revele um complexo desafio,  é a sua ligação intrínseca a um contexto mutante.</P>     <P>Tal como Gold<SUP>9</SUP>&nbsp;sublinha, a reconfiguração do sistema marcada  pelo crescimento de novas formas de gestão e filosofias baseadas na eficácia e  custo-efectividade implicam necessariamente uma adaptação dos tradicionais  métodos de medição e avaliação de acesso a cuidados de saúde. </P>     <P>Por estes motivos e tal como diz Gulliford et al<SUP>10</SUP>, reconhecer que  acesso é um conceito multidimensional ajuda a explicar os conflitos gerados em  torno da sua definição bem como as tensões que surgem na tentativa de o promover  através da implementação de diferentes medidas.</P>     <P><I><B>A construção do quadro de referência </B></I></P>     <P>O quadro de referência para este estudo (fig.) surge a partir da conjugação  de publicações de diversos autores sobre a conceptualização e mensuração de  acesso a serviços de saúde e representa uma tentativa de adaptação à  especificidade do problema em estudo, nomeadamente, o acesso de dois grupos  populacionais específicos ao serviço de consulta externa do Hospital de S.  José.</P>      <p>&nbsp;</p>     <p><a href="/img/revistas/rpsp/v29n2/29n2a12f0.jpg" target="_blank">Figura</a> -<b> Quadro de referência adaptado ao estudo do  acesso à consulta externa de MI do H. S. José.</b></p>     
<p>&nbsp;</p>      <P>A reconstrução e a introdução de variáveis neste quadro de referência visa  considerar de uma forma um pouco mais efectiva a relação dinâmica entre os  diversos factores intervenientes e a consequente complexidade que caracteriza o  conceito de acesso. </P>     <P><I><B>Estratégias em saúde </B></I></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Dado que o princípio de acesso se revela de uma importância singular, todas  as estratégias a nível dos determinantes de saúde o devem ter em conta uma vez  que são o ponto de partida para a sua efectividade.</P>     <P>Note-se que neste estudo é preferido o termo estratégias em saúde em  detrimento do termo políticas em saúde devido à natureza particular da situação  em estudo. Segundo Ferrinho<SUP>21</SUP>, enquanto as políticas de saúde definem  um modelo de sociedade gerador de determinado modelo de sistema de saúde, as  estratégias em saúde, de natureza mais restrita, referem-se apenas a um modelo  de sistema de saúde. Enquanto as políticas de saúde são mobilizantes e  orientadas para a concretização de valores em saúde (como a justiça social,  a&nbsp;universalidade, a equidade, o respeito pela pessoa humana, a solicitude,  a solidariedade, a sustentabilidade, a continuidade, a autonomia do cidadão e a  humanização de cuidados) as estratégias em saúde são promotoras de acção tendo  em conta os valores e finalidades previstos pelas políticas e orientam-se para a  concretização de metas, sempre que possível, <I>smart,</I> ou seja, específicas,  mensuráveis, alcançáveis, relevantes e calendarizadas. Posto isto, no presente  estudo tem-se como quadro estratégico de referência a reorganização da rede  hospitalar e o consequente encerramento do Hospital do Desterro o que obrigou a  uma integração e reorganização de serviços a nível do Centro Hospitalar de  Lisboa Central. </P>     <P><I><B>Características da população em risco </B></I></P>     <P>Aday e Andersen<SUP>5</SUP>&nbsp;dividem as características da população em  risco em três categorias: Predisposição, Capacidade e Necessidade. Nas duas  primeiras categorias os autores diferenciam as variáveis em "vulneráveis" e "não  vulneráveis" consoante as políticas de saúde possam ou não, ter sobre elas  alguma influência. No entanto, no quadro de referência adaptado, o termo  "vulnerável" aparece associado à possibilidade que as experiências e utilizações  anteriores dos serviços de saúde&nbsp;têm de influenciar as variáveis em  questão. </P>     <P>É adoptada a denominação "população em risco" proposta no quadro de  referência para o estudo do acesso a serviços de saúde construído pelos autores  supracitados, referindo-se neste contexto aos utentes cujo acesso à consulta de  MI do HSJ pretende estudar-se, ou seja, aos utentes do grupo I (HD) e  grupo&nbsp;II (HSJ). Note-se que, tal como será expresso nos critérios de  inclusão das unidades amostrais, todos os elementos de ambos os grupos  transpuseram já um processo organizacional de admissão uma vez que todos eles  realizaram pelo menos uma consulta de MI nos três meses que antecederam a  integração de serviços após o encerramento do HD. É nesta perspectiva que é  atribuída importância acrescida às características individuais enquanto fortes  determinantes do maior ou menor "risco" de faltar a uma consulta de MI marcada  no HSJ. </P>     <P><I><B>Características do ambiente externo </B></I></P>     <P>Nesta dimensão inclui-se: zona de residência (rural/urbano), distância até ao  local da consulta, tempo de viagem, custos de uma consulta (associados ao  transporte e refeições, caso se aplique). </P>     <P><I><B>Características da consulta externa de Medicina </B></I></P>     <P>Nesta dimensão são considerados aspectos como o volume e distribuição de  recursos, nomeadamente, recursos humanos, infra-estruturas e equipamentos  intervenientes na prestação de cuidados de saúde.</P>     <P>Paralelamente aos recursos, surge a organização que, segundo Aday e  Andersen<SUP>5</SUP>&nbsp; não é mais do que como os profissionais e serviços  existentes se coordenam e controlam no processo de oferta de cuidados de  saúde<SUP>5</SUP>.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>A organização do sistema de prestação de cuidados engloba questões  relacionadas com a entrada e seguimento do indivíduo<SUP>5</SUP>, nomeadamente,  o tempo dispendido na sala de espera, tempo dispendido na consulta ou o horário  de funcionamento. </P>     <P><I><B>Utilização da consulta externa de Medicina Interna </B></I></P>     <P>A evolução do modelo que serve de base ao quadro de referência aqui  apresentado, pretende explicar a utilização como produto não exclusivo dos  determinantes individuais, mas sim como fruto dos factores individuais em  estreita relação com os factores inerentes ao sistema de saúde e do contexto  social, sem esquecer a experiência passada de utilização dos  serviços<SUP>22</SUP>.</P>     <P>Para a operacionalização da dimensão utilização, serão então considerados o  número de consultas realizadas desde a transferência de serviços, o número de  consultas marcadas às quais o utente não compareceu e suas razões e o tempo de  intervalo entre as consultas. </P>     <P><I><B>Satisfação após utilização da consulta externa de Medicina Interna  </B></I></P>     <P>Associada à satisfação do utente está a qualidade  percebida<SUP>23,24,25</SUP>&nbsp;definida como o "julgamento do utente sobre os  serviços prestados pelo hospital"<SUP>25, p. 19</SUP>&nbsp;ou como a impressão  geral do utente acerca da relativa superioridade/inferioridade do serviço  prestado<SUP>26</SUP>. No presente estudo, a qualidade percebida será dividida  em várias categorias, nomeadamente no que diz respeito ao atendimento pelo  administrativo, à percepção sobre o tempo dispendido na sala de espera (apontada  como importante barreira ao acesso por Chung, Wong e Yeung<SUP>27</SUP>,  indicador de qualidade por McCarthy, McGee e O'Boyle<SUP>28</SUP>&nbsp;e  determinante de satisfação por Bower et al<SUP>29</SUP>&nbsp; e Anderson,  Camacho e Balkrishnan<SUP>30</SUP>), à percepção sobre a duração da consulta  (mais especificamente sobre alterações no tempo de duração após o encerramento  do HD), à percepção sobre o tempo de espera após a consulta (mencionada no  trabalho de Caetano<SUP>25</SUP>), à percepção acerca do atendimento pelo médico  (cuja importância é frisada por vários autores como Koszegi<SUP>31</SUP>&nbsp;ou  Emany<SUP>32</SUP>) e à qualidade global percebida (cujos efeitos na  probabilidade de comparecer às consultas são frisados por McIvor, Ek e  Carson<SUP>33</SUP>).</P>     <P>O cumprimento das expectativas anteriormente referenciadas, (definidas por  O'Loughlin e Coenders<SUP>34</SUP>&nbsp;como o resultado de um prévio consumo de  serviços relacionado com o nível de qualidade que os utentes esperam receber) é  outro dos determinantes da satisfação do utente com o serviço obtido, tal como  defendem estudos de Kravitz<SUP>35</SUP>&nbsp;ou Caetano<SUP>25</SUP>.</P>     <P>Como consequente do nível de satisfação sentido pelo utente surge o conceito  de lealdade que Caetano<SUP>25</SUP>&nbsp;defende ser um dos indicadores de  maior importância, concebendo-a como reveladora de "intenções de comportamento  que são denunciadoras de um envolvimento afectivo/cognitivo com o  hospital"<SUP>25, p. 19</SUP>. Roberge et al<SUP>36</SUP>&nbsp;acrescentam ainda  que a lealdade está relacionada com o comportamento do utente que, por sua vez,  é influenciado por vários factores facilitadores incluindo o compromisso de duas  partes: confiança do utente no profissional de saúde e a qualidade da relação  interpessoal estabelecida. No contexto do presente estudo pretende avaliar-se  tanto a intenção do utente em voltar a escolher o HSJ para realizar a sua  consulta de MI assim como a de o recomendar a familiares, amigos ou colegas.</P>     <P>Na construção do presente quadro de referência foi adoptada a sugestão de  Andersen et al<SUP>37</SUP>&nbsp;segundo a qual são identificadas duas  categorias de acesso: </P>     <P>— Potencial, composto por factores que limitam ou ampliam a capacidade de  utilização (factores capacitantes), características individuais predisponentes,  necessidades em saúde e factores contextuais. Em suma, inclui variáveis que  influem na probabilidade de usufruto efectivo dos serviços de saúde;</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>— Realizado, condicionado pelo Potencial de Acesso e reflectido em  indicadores objectivos (utilização dos serviços) e indicadores subjectivos  (qualidade percebida, cumprimento das expectativas, satisfação consequente,  probabilidade de recomendação e lealdade). </P>     <P>Dada a complexidade do conceito de acesso e tal como é ilustrado no quadro de  referência do estudo, as variáveis que compõem a dimensão Potencial de Acesso  são numerosas e a operacionalização de todas elas seria incomportável devido às  limitações de tempo e à grande extensão do questionário que seria implicada.  Assim, de acordo com a importância atribuída na literatura e a exequibilidade da  sua operacionalização foram seleccionadas as variáveis Estado de Saúde  Percebido, Expectativas antes da última consulta, Idade, Género, Estado Civil,  Agregado Familiar, Escolaridade, Situação Profissional, Área de Residência,  Distância do domicílio ao HSJ, Tempo de viagem e Percepção sobre a Facilidade em  chegar ao HSJ, sobre as quais foram apurados os dados através da construção e  aplicação de questões directas às unidades amostrais ou pela gentil  disponibilização do Serviço de Gestão de Doentes do CHLC. </P>     <P>Ressalva-se que são seleccionadas e comparadas variáveis que apenas dizem  respeito às características da população em risco e às características do  ambiente externo partindo-se do pressuposto que ambos os grupos usufruem, após a  integração de serviços, dos cuidados de uma mesma Consulta Externa com as mesmas  características para ambos, ou seja, tanto o grupo I (HD) como o grupo II (HSJ)  são utentes da Consulta Externa de MI do HSJ, supostamente sujeitos às mesmas  normas organizacionais e às mesmas questões relacionadas com o volume e  distribuição de recursos humanos, infra-estruturas e equipamentos intervenientes  na prestação de cuidados de saúde.</P>     <P>Por outro lado, atribui-se grande importância às características individuais  e do ambiente externo para o estudo do acesso à consulta de MI do HSJ uma vez  que os elementos da população que pretende estudar-se encontram-se numa posição  onde as barreiras ao acesso relacionadas com o processo de admissão foram já  transpostas, ou seja, todas as unidades amostrais realizaram pelo menos uma  consulta de MI e o facto de comparecerem à próxima consulta marcada poderá  depender em grande medida de variáveis como as supracitadas.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Objectivos do estudo </B></P>     <P><I><B>Objectivo 1 </B></I></P>     <P>Verificar se existem diferenças a nível do acesso à consulta externa de MI do  Hospital de S. José entre os utilizadores dos últimos três meses (Outubro,  Novembro e Dezembro de 2006) do serviço de consulta externa de MI do Hospital do  Desterro (Grupo I) e os utilizadores da consulta externa de MI do Hospital de S.  José, no período acima descrito (Grupo II). </P>     <P><I><B>Objectivo específico 1.1 </B></I></P>     <P>Verificar se existem diferenças nos componentes Potencial de Acesso  (características a nível da população e a nível do ambiente externo) à consulta  externa de MI do Hospital de S.&nbsp;José, entre o Grupo I e o Grupo II. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><I><B>Objectivo específico 1.2 </B></I></P>     <P>Verificar se existem diferenças nos componentes de Acesso Realizado  (utilização em 2008, qualidade percebida, cumprimento das expectativas,  satisfação, recomendação e lealdade) à consulta externa de MI do Hospital de S.  José, entre o Grupo I e o Grupo II.</P>     <P>Nesta primeira parte relatamos o material e métodos e os resultados  referentes ao objectivo 1.1. e na segunda parte abordaremos os resultados  referentes ao objectivo 1.2.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>População e métodos</B></P>     <P><I><B>Desenho do estudo </B></I></P>     <P>O delineamento do presente estudo é do tipo epidemiológico, transversal,  analítico, comparando duas populações distintas. </P>     <P><I><B>População </B></I></P>     <P>As populações em estudo serão referidas como grupo I (HD) e grupo II (HSJ).  No grupo I (HD), consideram-se os utentes que já foram utilizadores da consulta  externa de MI Hospital do Desterro (nos três meses que antecederam a  transferência do serviço, ou seja Outubro, Novembro e Dezembro de 2006). No  grupo II (HSJ), são contemplados os sujeitos que, no período acima descrito,  foram utentes da consulta externa de MI do Hospital de S. José. </P>     <P><I><B>Amostra </B></I></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Os critérios de inclusão das unidades amostrais são: </P>     <P>— Ter realizado uma consulta de MI no período de Outubro, Novembro e Dezembro  de 2006&nbsp;no Hospital do Desterro ou no Hospital de São José,  respectivamente;</P>     <P>— Ter morada e número de telefone disponíveis para que possam ser  contactados;</P>     <P>— Ter recebido a carta prévia que convida e explica os contornos do estudo,  enviada por correio registado e com aviso de recepção. </P>     <P>No cálculo do tamanho da amostra, para minimizar o erro do tipo I é  estabelecido um nível de significância (a) de 0,05 (ou seja 5%), estabelecido um  valor de b de 0,20&nbsp;representando nas pesquisas biomédicas uma probabilidade  pequena (dois em dez) de cometer um erro do tipo II, estabelecido para a  dimensão do efeito o valor de 0,15&nbsp;e obtido o valor de 4&nbsp;para o número  de graus de liberdade.</P>     <P>Estipulados os parâmetros e aplicado o método de Nisen e  Schwertman<SUP>38</SUP>, chega-se ao valor de n&nbsp;=&nbsp;255,25&nbsp;para  cada um dos grupos a comparar.</P>     <P>O método de amostragem é aleatório proporcionalmente estratificado para os  dois grupos em estudo, de acordo com o género e idade da população previamente  analisados e de dimensão igual a 256&nbsp;elementos para cada um dos grupos.  Note-se que na análise exploratória preliminar não se detectaram diferenças  entre os dois grupos relativamente ao género (40% Homens e 60% Mulheres para  ambos) mas no que toca à idade é sugerida uma população mais envelhecida para o  grupo I (HD) com uma diferença de cerca de 8% de elementos nas classes etárias  (25-45) anos e (65-99) anos, ou seja, a primeira com mais 8% de elementos do  grupo II (HSJ) e a segunda com mais 8% de elementos do grupo I (HD). </P>     <P><I><B>Técnica de recolha de dados </B></I></P>     <P>Como alicerce da construção dos dois questionários a aplicar por via  telefónica a cada um dos grupos, serviu o Instrumento de medida de satisfação  dos utentes nos Hospitais EPE - Consultas Externas, aplicado em 2005&nbsp; pelo  Sistema de Avaliação da Qualidade Percebida e Satisfação do Utente nos Hospitais  EPE, gentilmente cedido pela Administração Central do Sistema de Saúde.</P>     <P>Como forma de minimizar o risco de obter uma baixa taxa de resposta, o  instrumento de colheita de dados, devidamente pré-testado, foi precedido por uma  carta dirigida ao domicílio de cada unidade amostral na qual é solicitada e  reforçada a importância da colaboração do utente, explicado o objectivo do  estudo e garantido o anonimato das respostas.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Após a obtenção dos dados (morada completa e número de telefone, data de  nascimento, género e nome completo) referentes à população em estudo solicitados  ao serviço de gestão de doentes do CHLC, decorreu a aplicação por via telefónica  dos instrumentos de colheita de dados entre 26&nbsp;de Fevereiro e 24&nbsp;de  Maio de 2009.</P>     <P>No final da colheita de dados foi possível calcular uma taxa de resposta de  93,9%. </P>     <P><I><B>Análise estatística </B></I></P>     <P>Realizada a análise dos dados comparando os dois grupos através dos testes de  homogeneidade e independência do qui-quadrado e ANOVA <I>one-way</I>. </P>     <P><I><B>Procedimentos éticos </B></I></P>     <P>Foi pedida e obtida autorização formal e por escrito do Conselho de  Administração do CHLC e da sua Comissão de Ética para a realização do estudo bem  como para a disponibilização da base de dados com contactos dos utentes em  estudo. </P>     <P>A identificação de quem realiza o estudo, o tema, os seus objectivos, o  carácter voluntário da participação no estudo e a garantia de anonimato e dos  dados cedidos pelos respondentes já constava na carta previamente enviada por  correio registado e com aviso de recepção para o domicílio das unidades  amostrais, no entanto, a mesma informação foi reforçada aquando da chamada  telefónica que visava a colheita de dados.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Resultados sobre potencial de acesso à consulta externa de MI do Hospital  de São José </B></P>     <P>Neste ponto serão salientadas as diferenças entre os grupos em estudo  nomeadamente no que diz respeito: ao estado civil, sendo o grupo I (HD) marcado  por conter maior proporção de viúvos que o grupo II (HSJ); à situação  profissional, com maior proporção de pessoas activas no grupo II (HSJ); ao  número de crianças residentes na mesma casa do respondente, superior no grupo I  (HD); à escolaridade, detendo o grupo II (HSJ) níveis académicos superiores aos  do grupo I (HD); às expectativas antes da última consulta, mais baixas no grupo  I (HD); à percepção sobre acessibilidade física ao HSJ, percebida como mais  difícil para o grupo I (HD) do que para grupo II (HSJ) e à distância e tempo de  viagem do domicílio ao HSJ, menores para o grupo I (HD). </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><I><B>Estado civil </B></I></P>     <P>Ambos os grupos em estudo assumem o estado "Casado" como categoria modal, com  53,8% no grupo I (HD) e 64,1% no grupo II (HSJ), ao que se segue a categoria  "Viúvo" com 25% e 15,1% para o grupo I (HD) e grupo II (HSJ), respectivamente.  Diferença estatisticamente significativa com p&nbsp; =&nbsp; 0,027  (tabela&nbsp;1). </P>      <p>&nbsp;</p>     <p><b>Tabela 1 - Comparação entre o grupo I (HD) e grupo II (HSJ) relativa ao estado civil</b></p>     <p><img src="/img/revistas/rpsp/v29n2/29n2a12t1.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>      <P><I><B>Agregado familiar </B></I></P>     <P>A análise dos dados sugere que a categoria mais frequentemente seleccionada  pelos inquiridos em ambos os grupos em estudo é "Acompanhado por uma única  pessoa maior de idade", com 47,0% no grupo I (HD) e 47, 8% no grupo II (HSJ)  (p&nbsp;=&nbsp;0,133). </P>     <P>O número de menores de idade que partilha a mesma habitação com as unidades  amostrais estudadas varia entre 0&nbsp;e 3&nbsp;para o grupo I (HD) e 0&nbsp;e  4&nbsp;para o grupo II (HSJ). Note-se que em ambos os grupos a situação mais  frequente é não existirem menores de idade no agregado familiar (em ambos se  verifica Mediana&nbsp;=&nbsp;0&nbsp;e Moda&nbsp;=&nbsp;0) (tabela&nbsp;2).</P>      <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Tabela 2 - Comparação de medidas de tendência central e de dispersão relativas ao número de elementos menores de idade que partilham a mesma residência com a unidade amostral</b></p>     <p><img src="/img/revistas/rpsp/v29n2/29n2a12t2.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>        <P>No caso particular do grupo I (HD), observa-se uma Média de 0,47&nbsp;menores  de idade, valor em torno do qual todos os outros se encontram dispersos gerando  um Desvio Padrão de 0,77&nbsp;elementos menores de idade. Comparativamente a  estes dados, surgem os do grupo II (HSJ) para os quais é observada uma Média de  0,26&nbsp; com Desvio Padrão (0,72&nbsp; elementos) semelhante ao grupo I (HD)  (p&nbsp;&lt;&nbsp;0,001).</P>     <P><I><B>Escolaridade </B></I></P>     <P>Analisando o comportamento da variável escolaridade pode observar-se que  ambos os grupos exibem o primeiro ciclo como grau mais frequente com 45,3% para  o grupo I (HD) e 30,6% para o grupo II (HSJ).</P>     <P>Por sua vez, a evolução dos sinais dos valores de resíduo sugere que, embora  a proporção de elementos que não detêm qualquer grau académico seja semelhante  nos dois grupos em estudo, os elementos pertencentes ao grupo II (HSJ)  localizam-se em maior proporção nos níveis superiores de escolaridade: ciclo  Preparatório (6º ano); antigo 5º ano/9º ano; antigo 7º ano/12ºano e curso  superior (p&nbsp; =&nbsp; 0,027) (tabela&nbsp;3). </P>      <p>&nbsp;</p>     <p><b>Tabela 3 - Comparação entre o grupo I (HD) e grupo II (HSJ) relativa à escolaridade</b></p>     <p><img src="/img/revistas/rpsp/v29n2/29n2a12t3.jpg"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <P><I><B>Situação profissional </B></I></P>     <P>Em relação a esta variável, a análise dos dados indica que a categoria  reformado é a mais frequente para ambos os grupos em estudo com 69,5% para o  grupo I (HD) e 46,5% para o grupo&nbsp;II (HSJ) (tabela&nbsp;4).</P>      <p>&nbsp;</p>     <p><b>Tabela 4 - Comparação entre o grupo I (HD) e grupo II (HSJ) relativa à situação profissional</b></p>     <p><img src="/img/revistas/rpsp/v29n2/29n2a12t4.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>      <P>A partir da análise dos resíduos que surgem em cada uma das categorias,  observa-se que a que mais influi na não homogeneidade da proporção dos elementos  dos dois hospitais nas diferentes situações profissionais são "empregado" (com  maior número de elementos do grupo II (HSJ), ultrapassando aquele que seria de  esperar) e "reformado" (com maior número de elementos do grupo I (HD), também  excedendo a frequência esperada) (p&nbsp;&lt;&nbsp;0,001).</P>     <P><I><B>Área de residência </B></I></P>     <P>A análise dos dados sugere não existirem grandes diferenças entre os grupos.  A maior parte dos elementos de ambos é residente dentro dos limites da Grande  Área Metropolitana de Lisboa, com 95,8% para o grupo I (HD) e 93,9% para o grupo  II (HSJ) (p&nbsp;=&nbsp;0,352). </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><I><B>Distância do domicílio ao HSJ e tempo de viagem </B></I></P>     <P>Após a análise da distância do domicílio ao HSJ e do tempo dispendido na  respectiva viagem observa-se que, enquanto um indivíduo pertencente ao grupo I  (HD) tem de percorrer em média 11,00&nbsp;Km, demorando uma média de  15,35&nbsp;min, um indivíduo pertencente ao grupo II (HSJ) percorre em média  20,90&nbsp;Km, demorando uma média de 22,18&nbsp;min (p&nbsp;=&nbsp;0,009)  (tabela&nbsp;5).</P>      <p>&nbsp;</p>     <p><b>Tabela 5 - Comparação entre o grupo I (HD) e grupo II (HSJ) relativa à distância e tempo de viagem do domicílio ao HSJ</b></p>     <p><img src="/img/revistas/rpsp/v29n2/29n2a12t5.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>      <P>No que diz respeito ao tempo de viagem, as diferenças na dispersão voltam a  verificar-se: no caso do grupo I (HD) a dispersão volta a ser menor com Desvio  Padrão de 14,47&nbsp;min contrapondo-se o grupo II (HSJ) com Desvio Padrão de  28,69&nbsp;min (p&nbsp;=&nbsp;0,005) (tabela&nbsp;5). </P>     <P><I><B>Estado de saúde percebido </B></I></P>     <P>No que se refere à percepção sobre o próprio estado de saúde, a análise dos  dados sugere que a categoria mais frequentemente seleccionada pelos inquiridos  em ambos os grupos em estudo é "Razoável", com 39,4% no grupo I (HD) e 40, 8% no  grupo II (HSJ) (p&nbsp;=&nbsp;0,127). </P>     <P><I><B>Expectativas antes da última consulta </B></I></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>No tocante às expectativas que o respondente assume ter tido antes da última  consulta realizada no HSJ (por exemplo em relação à ausência de erros, à  satisfação de todas as necessidades do utente ou à prestação de um serviço de  qualidade) pode ser observado o nível 3&nbsp;como o mais frequente no caso do  grupo I (HD) com 48,7% dos inquiridos e o 4&nbsp;como nível modal no grupo II  (HSJ) com 46,9% do total de elementos (tabela&nbsp;6) (escala em que o nível  1&nbsp;representa expectativas muito baixas, no extremo oposto, o nível 5,  expectativas muito altas.) </P>      <p>&nbsp;</p>     <p><b>Tabela 6 - Comparação entre o grupo I (HD) e grupo II (HSJ) relativa às expectativas antes da última consulta no HSJ</b></p>     <p><img src="/img/revistas/rpsp/v29n2/29n2a12t6.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>      <P>Observa-se a partir da tabela&nbsp;6&nbsp;que o nível 2&nbsp;e o nível  4&nbsp;são os principais responsáveis pela não homogeneidade da proporção de  elementos dos dois hospitais nos diferentes níveis. De facto, o nível  2&nbsp;apresenta uma proporção de elementos do grupo I (HD) maior do que a  frequência esperada. Esta discrepância mantém-se, ainda que um pouco menos  acentuada no nível&nbsp;3, invertendo-se por completo quando são analisados os  dados referentes aos níveis 4&nbsp;e 5&nbsp;para os quais a frequência observada  de elementos do grupo I (HD) é menor do que a frequência esperada. A análise dos  dados parece, assim, indicar que o grupo II (HSJ) tem um nível mais elevado de  expectativas prévias à consulta quando comparados com o grupo I (HD)  (p&nbsp;&lt;&nbsp;0,001). </P>     <P><I><B>Percepção sobre acessibilidade </B></I></P>     <P>Analisando a percepção dos respondentes acerca da maior ou menor facilidade  em chegar ao HSJ (mais uma vez utilizando a escala de 5&nbsp;pontos em que  1&nbsp;significa uma acessibilidade "muito má" e 5&nbsp;uma acessibilidade  "muito boa"), observa-se que o nível modal no caso do grupo I (HD) é o 2, com  33,8% dos elementos e no caso do grupo II (HSJ) são os níveis 3&nbsp;e 4&nbsp;os  mais frequentes com 35,3% e 34,8% dos elementos, respectivamente  (tabela&nbsp;7).</P>      <P>A análise das discrepâncias entre frequência observada e frequência esperada  leva a crer que os níveis 2&nbsp;e 4&nbsp;são os mais influentes na não  homogeneidade de proporções, o primeiro contendo mais elementos do grupo I (HD)  que o esperado e o segundo incluindo um número destes elementos inferior ao  previsível. A par do exposto, parece verificar-se uma tendência para os níveis  inferiores (1&nbsp;e 2) serem seleccionados pelos elementos do grupo I (HD),  enquanto os níveis superiores são tendencialmente seleccionados pelos elementos  do grupo II (HSJ) (p&nbsp;&lt;&nbsp;0,001) (tabela&nbsp;7).</P>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><B>Discussão e conclusões </B></P>     <P>A inexistência de diferenças ao nível do estado de saúde percebido entre os  grupos em estudo ajuda a rejeitar o possível efeito desta variável nas  diferenças encontradas em variáveis de Acesso Realizado (como as que se  relacionam com a utilização de serviços) encontradas em estudos de Hoz e  Leon<SUP>39</SUP>&nbsp;e de Finkelstein<SUP>40</SUP>.</P>     <P>A análise dos dados parece indicar que o grupo II (HSJ) tem um nível mais  elevado de expectativas prévias à consulta quando comparados com o grupo I (HD).  Neste contexto é importante relembrar que, embora a população do grupo I (HD)  seja mais envelhecida, não existem diferenças significativas no que diz respeito  ao estado de saúde percebido daí que possa descartar-se o efeito encontrado em  estudos de Remor<SUP>41</SUP>&nbsp;desta última variável nas diferenças  encontradas nas expectativas prévias à consulta.</P>     <P>Apura-se ainda que o grupo I (HD) contém significativamente mais viúvos do  que o grupo II (HSJ). Convém não esquecer que associada a esta diferença poderá  estar a idade mais avançada identificada no grupo I (HD). Por outro lado, apesar  de ser categoria modal para ambos os grupos, o estado civil casado apresenta  mais elementos do que aqueles que seriam de esperar no grupo II (HSJ) o que, tal  como Scheppers et al.<SUP>42</SUP>&nbsp;refere, poderá funcionar como um  facilitador no acesso à consulta de MI do HSJ.</P>     <P>A análise dos dados leva também a que se considere que grupo I (HD) e grupo  II (HSJ) têm situações familiares semelhantes. Perante a inexistência de  diferenças significativas a este nível poderão pôr-se de parte os efeitos da  situação familiar nas diferenças encontradas na utilização dos serviços da  consulta de MI e consequentemente no seu Acesso Realizado detectados nos estudos  de Aguilar et al.<SUP>43</SUP>.</P>     <P>Por outro lado, a análise dos dados permite dizer que os utentes do grupo I  (HD) vivem com mais menores de idade que os utentes do grupo II (HSJ) o que não  deixa de&nbsp; ser interessante visto o primeiro grupo ser mais envelhecido do  que o segundo. Cabe relembrar aqui que, de acordo com Fitzpatrick<SUP>44</SUP>,  ser cuidador de outrem pode constituir uma barreira ao acesso a cuidados de  saúde pelo que esta variável deve ser tomada em consideração quando realizada a  comparação do acesso potencial à consulta de MI do grupo&nbsp;I (HD) com o grupo  II (HSJ).</P>     <P>Embora a proporção de elementos que não detêm qualquer grau académico seja  semelhante nos dois grupos em estudo, os elementos pertencentes ao grupo II  (HSJ) localizam-se em maior proporção nos níveis superiores de escolaridade:  ciclo Preparatório (6º ano), antigo 5º ano/9ºano, antigo 7º ano/12ºano e curso  superior. Perante esta análise cabe relembrar que o nível de escolaridade está  relacionado com o maior conhecimento da disponibilidade de serviços de saúde,  assim como dos benefícios associados à sua utilização, tal como Aguilar et  al.<SUP>43</SUP>&nbsp;defende, e que por isso é um determinante bem estabelecido  da procura de cuidados de saúde tal como é referido por Ensor e  Cooper<SUP>45</SUP>. </P>     <P>Mais uma vez se considera que a diferença encontrada poderá ter sofrido  influência das discrepâncias da idade entre os dois grupos.</P>     <P>Tendo em conta que o grupo I (HD) supera o grupo II (HSJ) também no tocante  ao número de desempregados, parece haver uma maior proporção de pessoas activas  no grupo do HSJ. Tal facto, mais uma vez, não é de estranhar uma vez que a  população do grupo I (HD) é mais envelhecida.</P>     <P>De acordo com o previamente estabelecido, considera-se que a grande maioria  da população reside em área urbana, descartando-se por isso os efeitos  detectados por Rosenbach e Dayhoff<SUP>46</SUP>&nbsp;no que diz respeito à  influência da zona de residência no acesso a serviços de saúde. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Tendo em conta o que é defendido por Oliveira, Travassos e  Carvalho<SUP>47</SUP>, perante a análise da variável distância e da sua  repercussão em tempo de viagem do domicílio ao HSJ pode dizer-se que os  elementos do grupo I (HD) se encontram até privilegiados em relação aos utentes  do grupo II (HSJ).</P>     <P>Analisando a percepção dos respondentes acerca da maior ou menor facilidade  em chegar ao HSJ, parece verificar-se que os elementos do grupo I (HD)  percepcionam a acessibilidade física ao HSJ como mais difícil que os elementos  do grupo II (HSJ). Tal facto não deixa de ser interessante uma vez que, tal como  se observou anteriormente, o grupo I (HD) encontra-se a residir a uma distância  ao HSJ inferior ao grupo II (HSJ), sendo obrigado a despender menos tempo na  viagem. Ressalva-se no entanto que, quando se fala do grupo I (HD), é referida  uma população envelhecida com as limitações na mobilidade que lhe são próprias,  daí que a percepção sobre a acessibilidade possa diferir entre os grupos. No  contexto desta variável parece oportuno relembrar que, de acordo com o que é  defendido por Shavers et al.<SUP>48</SUP>&nbsp;a percepção de um elevado nível  de dificuldades em aceder aos cuidados de saúde está associada a uma menor  probabilidade de receber cuidados de saúde e a uma maior demora no início do  processo de procura de cuidados quando é percepcionada a sua necessidade, bem  como a uma menor probabilidade de usufruir da sua continuidade após dar entrada  no serviço de saúde.</P>     <P>Em conclusão pode dizer-se que existem importantes diferenças a nível do  potencial de acesso entre o grupo I (HD) e o grupo II (HSJ) nomeadamente no que  diz respeito à idade, às expectativas antes da última consulta, ao estado civil,  ao número de crianças residentes na mesma casa do respondente, à escolaridade, à  percepção sobre acessibilidade física ao HSJ, à distância e tempo de viagem do  domicílio ao HSJ e à situação profissional. Cabe ressaltar que estas diferenças  poderão vir a repercutir-se em diferenças de acesso realizado à consulta externa  de MI do HSJ.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Bibliografía</B></P>     <!-- ref --><P>1. Nidiry MA, Gozu A, Carrese JA, Wright SM. The closure of a medical  practice forces older patients to make difficult decisions: a qualitative study  of a natural experiment. J Gen Intern Med. 2008;23:1576–80.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000168&pid=S0870-9025201100020001200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>2. Serra C. Fim do Hospital do Desterro daqui a duas semanas. Ministro ignora  fecho. Correio da Manhã. 9 de Fevereiro 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000170&pid=S0870-9025201100020001200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>3. PÚBLICO. Contra encerramentos: Sindicalistas protestam em frente ao  Ministério da Saúde. Público. 24&nbsp;de Maio 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000172&pid=S0870-9025201100020001200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <P>4. TSF. Vinte mil assinaturas contra encerramento de hospital. [Internet].  Lisboa: 12 Mar. 2006 [consultado 10 Out 2009]. Disponível em: <A href="http://tsf.sapo.pt/paginainicial/interior.aspx?content_id=876940" target="_blank">sf.sapo.pt/paginainicial/interior.aspx?content_id=876940</A>.</P>     <!-- ref --><P>5. Aday LA, Andersen R. A framework for the study of access to medical care.  [Internet]. Health Serv Res. 1974;9:208–20 [consultado 19 Nov 2007]. Disponível  em: <A href="http://www.pubmedcentral.nih.gov/picrender.fcgi?artid&nbsp;=&nbsp;1071804&amp;blobtype&nbsp;=&nbsp;pdf" target="_blank">www.pubmedcentral.nih.gov/picrender.fcgi?artid&nbsp;=&nbsp;1071804&amp;blobtype&nbsp;=&nbsp;pdf</A>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000175&pid=S0870-9025201100020001200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>6. Penchansky R, Thomas JW. The concept of access: definition and  relationship to consumer satisfaction. Med Care. 1981;19: 127–40.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000177&pid=S0870-9025201100020001200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>7. Frenk J. Concept and measurement of accessibility. Salud Pública.  1985;27:438–53.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000179&pid=S0870-9025201100020001200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>8. Millman M. Access to health care in America. Washington, DC: Institute of  Medicine, Committee on Monitoring Access to Personal Health Services. National  Academy Press; 1993.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000181&pid=S0870-9025201100020001200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>9. Gold M. Beyond coverage and supply: measuring access to health care in  today''s market. Health Serv Res. 1998;33:625–84.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000183&pid=S0870-9025201100020001200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>10. Gulliford M, Figueroa–Munoz J, Morgan M, Hughes D, Gibson B, Beech R et  al. What does ''access to health care'' mean? [Internet]. London: King''s  College. Department of Public Health Sciences; 2002 [consultado 20 Dec 2007].  Disponível em: <A href="http://phs.kcl.ac.uk/martin/access.pdf" target="_blank">phs.kcl.ac.uk/martin/access.pdf</A>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000185&pid=S0870-9025201100020001200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>11. Ricketts T, Goldsmith L. Access in health services research: the battle  of the frameworks. Nurs Outlook. 2005;53:274–80.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000187&pid=S0870-9025201100020001200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>12. United Nations Research Institute for Social Development. Equitable  access to health care and infectious disease control: concepts, measurement and  interventions: report of an International Symposium, held 13–15 February 2006 in  Rio de Janeiro, Brazil, hosted by the Oswaldo Cruz Foundation (FIOCRUZ) and  co–organized with the UNICEF/UNDP/World Bank/WHO Special Programme for Research  and Training in Tropical Diseases (TDR), the World Health Organization (WHO) and  the United Nations Research Institute for Social Development (UNRISD).  [Internet]. Conference News. 2007; 19 [consultado 17 Jan 2010]. Disponível em: <A href="http://apps.who.int/tdr/publications/tdr–research–publications/equitable–access–health–care/pdf/conference_news.pdf" target="_blank">apps.who.int/tdr/publications/tdr–research–publications/equitable–access–health–care/pdf/conference_news.pdf</A>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000189&pid=S0870-9025201100020001200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>13. Dadey K. Refugee health: a gender comparison in health care access  [dissertation]. [Internet]. Toronto, Ontario, Canada: Ryerson University; 2008.  Master of Arts in the Program of Immigration and Settlement Studies. (Theses and  dissertations. Paper 90) [consultado 17 Jan 2010]. Disponível em: <A href="http://digitalcommons.ryerson.ca/dissertations/90" target="_blank">digitalcommons.ryerson.ca/dissertations/90</A>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000191&pid=S0870-9025201100020001200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>14. Donabedian A. Models for organizing the delivery of personal health  services and criteria for evaluating them. Milbank Mem Fund Quart. 1972;50:103.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000193&pid=S0870-9025201100020001200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </P>     <!-- ref --><P>15. Donabedian A. An introduction to quality assurance in health care.  Oxford: Oxford University Press; 2003. ISBN 0–19–515809–0.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000195&pid=S0870-9025201100020001200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>16. McIntyre D, Mooney G. The economics of health equity. Cambridge:  Cambridge University Press; 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000197&pid=S0870-9025201100020001200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>17. Oliver A, Mossialos E. Equity of access to health care: outlining the  foundations for action. [Internet]. J Epidemiol Commun H. 2004;58:655–8  [consultado 30 Dec 2007]. Disponível em: <A href="http://jech.bmj.com/cgi/reprint/58/8/655" target="_blank">jech.bmj.com/cgi/reprint/58/8/655</A>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000199&pid=S0870-9025201100020001200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>18. Travassos C. Fórum: equity in access to health care. Introduction.  [Internet]. Cadernos de Saúde Pública. 2008; 24:1159–61 [consultado 17 Jan  2010]. Disponível em: <A href="http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0102–311X2008000500023" target="_blank">www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0102–311X2008000500023</A>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000201&pid=S0870-9025201100020001200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>19. Wallace S, Gutiérrez V. Equity of access to health care for older adults  in four major Latin American cities. Rev Panam Salud Publica. 2005;17:394–409.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000203&pid=S0870-9025201100020001200019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </P>     <!-- ref --><P>20. Braveman P, Gruskin S. Defining equity in health. J Epidemiol Commun H.  2003;57:254–8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000205&pid=S0870-9025201100020001200020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>21. Ferrinho P. Avaliação de políticas de saúde. [powerpoint]. [Internet].  Aveiro: Universidade de Aveiro; 2004 [consultado 10 Dec 2010]. Disponível em: <A href="http://www.rtsaude.pt/ficheiros/RTSaude_Doc%5Bavaliacao_politicas_saude%5D.pdf" target="_blank">www.rtsaude.pt/ficheiros/RTSaude_Doc%5Bavaliacao_politicas_saude%5D.pdf</A>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000207&pid=S0870-9025201100020001200021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>22. Phillips K, Morrison KR, Andersen R, Aday LA. Understanding the context  of healthcare utilization: assessing environmental and provider–related  variables in the behavioral model of utilization. [Internet]. Health Serv Res.  1998;33:571–96 [consultado 9 Dec 2007]. Disponível em: <A href="http://www.pubmedcentral.nih.gov/picrender.fcgi?artid=1070277&amp;blobty pe=pd" target="_blank">www.pubmedcentral.nih.gov/picrender.fcgi?artid=1070277&amp;blobty pe=pd</A>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000209&pid=S0870-9025201100020001200022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>23. Salazar A, Costa J, Rita P. Relationship between service quality,  customer satisfaction and behavioural intentions: a study on the hospitality  sector. Em: Proceedings of the 33rd EMAC –European Marketing Academy Conference,  2004 May 18–21; Murcia, Spain. [Internet]. Brussels: European Marketing Academy;  2004 [consultado 30 Dec 2007]. Disponível em: <A href="http://www.institutodeturismo.org/multimedia/paperEMAC_salazar_rita_costa.pdf" target="_blank">www.institutodeturismo.org/multimedia/paperEMAC_salazar_rita_costa.pdf</A>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000211&pid=S0870-9025201100020001200023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>24. Feddock C, Hoellein AR, Griffith CH 3rd, Wilson JF, Bowerman JL, Becker  NS et al. Can physicians improve patient satisfaction with long waiting times?  Eval Health Prof. 2005;28:40–52.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000213&pid=S0870-9025201100020001200024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>25. Caetano P. Sistema de avaliação da qualidade apercebida e satisfação do  utente dos hospitais EPE [dissertation]. Lisboa: ISEGI; 2007. Relatório de  estágio do Mestrado em Estatística e Gestão da Informação, ISEGI, Universidade  Nova de Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000215&pid=S0870-9025201100020001200025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>26. Bitner M, Hubbert A. Encounter satisfaction versus overall satisfaction  versus quality the customer''s voice. Em: Rust R; Oliver R, editors. Service  quality new directions in theory and practice. Thousand Oaks: Sage Publications;  1994. p. 72–94.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000217&pid=S0870-9025201100020001200026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>27. Chung J, Wong T, Yeung A. Non–attendance at an orthopaedic and trauma  specialist outpatient department of a regional hospital. J Nurs Manage.  2004;12;362–7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000219&pid=S0870-9025201100020001200027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>28. McCarthy S, McGee H, O''Boyle C. Outpatient clinic waiting times and  non–attendance as indicators of quality. Psychol Health Med. 2000;5:287–93.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000221&pid=S0870-9025201100020001200028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>29. Bower P, Roland M, Campbell J, Mead N. Setting standards based on  patients'' views on access and continuity: secondary analysis of data from the  general practice assessment survey. BMJ. 2003;326:1–5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000223&pid=S0870-9025201100020001200029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>30. Anderson R, Camacho F, Balkrishnan R. Willing to wait? The influence of  patient waiting time on satisfaction with primary care. BMC Health Serv Res.  2007;31:1–5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000225&pid=S0870-9025201100020001200030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>31. Koszegi B. Emotional agency: the case of the doctor–patient relationship.  [Internet]. Berkeley: UC Berkeley; 2004 [consultado 22 Mar 2010]. Disponível em: <A href="http://elsa.berkeley.edu/~botonfd/doctors.pdf" target="_blank">elsa.berkeley.edu/~botonfd/doctors.pdf</A>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000227&pid=S0870-9025201100020001200031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>32. Emany S, Samitt C, Yood R, Dugan E. Patient loyalty, trust and  satisfaction: data and observations from a medical group practice. Abstract of  Academy Health Meeting. Boston: Massachussetts; 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000229&pid=S0870-9025201100020001200032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>33. McIvor R, Ek E, Carson J. Non–attendancer rates among patients attending  different grades of psychiatrist and a clinical psychologist within a community  mental health clinic. Psychiat Bull. 2004;28:5–7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000231&pid=S0870-9025201100020001200033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>34. O''Loughlin C, Coenders G. Application of the European Customer  Satisfaction Index to postal services. Structural Equation Models versus Partial  Least Squares. Girona: Girona University; 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000233&pid=S0870-9025201100020001200034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>35. Kravitz R. Measuring patients'' expectations and requests. Ann Intern  Med. 2001;134:881–8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000235&pid=S0870-9025201100020001200035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>36. Roberge D, Beaulieu MD, Haddad S, Lebeau R, Pineault R. Loyalty to the  regular care provider: patient''s and physician''s views. Fam Pract.  2001;18:53–9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000237&pid=S0870-9025201100020001200036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>37. Andersen R, McCutcheon A, Aday LA, Chiu GY, Bell R. Exploring dimensions  of access to medical care. [Internet]. Health Serv Res. 1983;18:49–74  [consultado 22 Nov 2007]. Disponível em: <A href="http://www.pubmedcentral.nih.gov/picrender.fcgi?artid=1068709&amp;blobtype=pdf" target="_blank">www.pubmedcentral.nih.gov/picrender.fcgi?artid=1068709&amp;blobtype=pdf</A>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000239&pid=S0870-9025201100020001200037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>38. Nisen J, Schwertman N. A simple method of computing the sample size for  Chi–square test for the equality of multinomial distributions. Comput Stat Data  An. 2008;52:4903–8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000241&pid=S0870-9025201100020001200038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>39. Hoz K, Leon D. Self–perceived health status and inequalities in use of  health services in Spain. Int J Epidemiol. 1996;25: 593–603.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000243&pid=S0870-9025201100020001200039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>40. Finkelstein M. Hypertension, self–perceived health status and use of  primary care services. [Internet]. Can Med Assoc J. 2000;162:45–6 [consultado 8  Jan 2008]. Disponível em: <A href="http://www.cmaj.ca/cgi/reprint/162/1/45" target="_blank">www.cmaj.ca/cgi/reprint/162/1/45</A>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000245&pid=S0870-9025201100020001200040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>41. Remor E. Aspectos psicossociais na era dos novos tratamentos da AIDS.  Psicologia: Teoria e Pesquisa. 2002;18:283–7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000247&pid=S0870-9025201100020001200041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>42. Scheppers E, van Dongen E, Dekker J, Geertzen J, Dekker J. Potential  barriers to the use of health services among ethnic minorities: a review.  [Internet]. Oxford: Oxford University Press; 2006 [consultado 30 Dec 2007].  Disponível em: <A href="http://fampra.oxfordjournals.org/cgi/reprint/23/3/325" target="_blank">fampra.oxfordjournals.org/cgi/reprint/23/3/325</A>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000249&pid=S0870-9025201100020001200042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>43. Nájera Aguilar P, Hernández Avila M, Tapia Conyer R, Angel Lezana M,  Gómez de León J, Olaiz Martínez G et al. Bases conceptuales y metodológicas de  la encuesta nacional de salud II. [Internet]. Salud Pública de México.  1998;40:76–85 [consultado 28 Dec 2007]. Disponível em: <A href="http://www.insp.mx/rsp/_files/File/1998/BASES401.pdf" target="_blank">www.insp.mx/rsp/_files/File/1998/BASES401.pdf</A>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000251&pid=S0870-9025201100020001200043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     ]]></body>
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