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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Saúde Pública]]></journal-title>
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<publisher-name><![CDATA[Escola Nacional de Saúde Pública]]></publisher-name>
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<article-id>S0870-90252012000100002</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.1016/j.rpsp.2011.12.001</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Impacto dos programas de treino na qualidade de vida da mulher com incontinência urinária de esforço]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Impact of exercise programs in woman's quality of life with stress urinary incontinence]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: The urinary incontinence has implications in woman's quality of life comprising the physical, social, sexual and psychic spheres. Woman restricts or decreases her social or physical activities, with emotional effects, including low self-esteem, depression, shame and solitude. Objectives: Compare the efficacy between supervised pelvic floor exercise programs and home exercise programs with home pelvic floor exercise programs in women's quality of life with mild to moderate stress urinary incontinence. Material and methods: Randomized trial including a total of 34 women diagnosed with stress urinary incontinence after an urodynamic evaluation. Women were randomly placed in two groups. Both groups did a home exercise protocol for a total of six months. The supervised group of the pelvic floor exercise program added exercises once a week, during 45 minutes by physiotherapist. The Ditrovie scale was administered in quality of life assessment. In the assessment of the frequency of the urinary incontinence episodes a the record of the urinary losses during seven days was used. Results: The supervised pelvic floor exercise program group showed a significant percentage reduction of the frequency of the incontinence episodes in 60.2% and the home exercise program group in 43.4% (p<0.014). However, this decrease in the average variation of the incontinence episodes wasn’t significant between two groups (p=0.363). Globally, quality of life improved in both groups, but women from the supervised pelvic floor exercise program group improved more than women from the home exercise program group, after six months of treatment (p=0.041). Women from supervised pelvic floor exercise program group significantly improved in daily life activities setting (36%; p=0.001), emotional setting (34,6%; p=0.002), sleep (30,8%; p=0.015) and well-being (40,6%; p=0.001). In this study we verified a positive correlation (p=0.043, r=0.349) between the quality of life and the frequency of the urinary incontinence episodes. Conclusion: Both exercise programs improved the global perception of health and quality of life in women's health with stress urinary incontinence.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Incontinência Urinária de Esforço Feminina]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <P><B>Impacto dos programas de treino na qualidade de vida da mulher com  incontinência urinária de esforço</B></P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Margarida Ferreira<SUP>a,b</SUP>, Paula Clara Santos<SUP>a,c</SUP></B></P>     <P><SUP>a</SUP> Faculdade de Desporto, Universidade do Porto, CIAFEL, Porto,  Portugal. <A href="mailto:margasufer@gmail.com">margasufer@gmail.com</A></P>     <P><SUP>b</SUP> Escola Superior de Saúde do Vale do Sousa e Vale do Ave,  Departamento de Fisioterapia, Gandra e Vila Nova de Famalicão, Portugal</P>     <P><SUP>c</SUP> Escola Superior de Saúde e Tecnologia do Porto, Departamento de  Fisioterapia, Porto, Portugal</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Resumo</B></P>    <P>Introdução: A incontinência urinária tem implicações na qualidade de vida da mulher,  abrangendo o âmbito físico, social, sexual e psíquico. A mulher restringe as  atividades sociais e físicas, com repercussões a nível emocional (baixa  autoestima, depressão, vergonha e isolamento). Objetivos: Comparar a influência dos programas de treino dos músculos do pavimento  pélvico com supervisão e no domicílio com o programa de treino dos músculos do  pavimento pélvico no domicílio, na qualidade de vida das mulheres com  incontinência urinária de esforço ligeira e moderada. Material e métodos: Estudo experimental que incluiu 34 mulheres com diagnóstico de incontinência  urinária de esforço, através do estudo urodinâmico. As mulheres foram  distribuídas aleatoriamente em 2 grupos. Os 2 grupos realizaram o programa  domiciliário, durante 6 meses. O grupo com supervisão do fisioterapeuta  adicionou o programa de treino intensivo semanal, durante 45 minutos. Na avaliação da qualidade de vida foi administrada a escala de  <I>Ditrovie</I> e na frequência dos episódios de incontinência urinária foi  utilizado o registo diário de 7 dias. Resultados: O grupo com supervisão demonstrou redução percentual significativa da  frequência dos episódios de incontinência em 60,2% e o grupo no domicílio em  43,4%; (p <U>&lt;</U> 0,014). No entanto, a diminuição da variação média dos  episódios de incontinência não foi significativa entre os 2 grupos (p =  0,363). Globalmente, a qualidade de vida melhorou nos 2 grupos, mas o grupo com  supervisão melhorou mais do que o grupo no domicílio, após os 6 meses (p =  0,041). O grupo com supervisão melhorou significativamente os parâmetros das  atividades da vida diária (36%; p = 0,001), impacto emocional (34,6%; p =  0,002), sono (30,8%; p = 0,015) e bem–estar (40,6%; p = 0,001). O grupo no  domicílio teve melhoras significativas no impacto emocional (30,4%; p = 0,037) e  no bem–estar (20,7%; p = 0,026). Neste estudo verificou–se uma correlação positiva (p = 0,043, r = 0,349)  entre a qualidade de vida e a frequência dos episódios incontinência, no grupo  controle. Conclusão: Ambos os programas de treino melhoraram a perceção global do estado de saúde  e da qualidade de vida das mulheres com incontinência urinária de esforço.</P>     <P><B>Palavras chave:</B> Incontinência Urinária de Esforço Feminina. Programas de Exercícios. Músculos  do Pavimento Pélvico. Fisioterapia. Escala de Qualidade de Vida.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <P><B>Impact of exercise programs in woman's quality of life with stress urinary  incontinence</B></P>     <P><B>Abstract</B></P>    <P>Introduction: The urinary incontinence has implications in woman's quality of life  comprising the physical, social, sexual and psychic spheres. Woman restricts or  decreases her social or physical activities, with emotional effects, including  low self–esteem, depression, shame and solitude. Objectives: Compare the efficacy between supervised pelvic floor exercise programs and home exercise programs with home pelvic floor exercise programs in women's  quality of life with mild to moderate stress urinary incontinence. Material and methods: Randomized trial including a total of 34 women diagnosed with stress urinary  incontinence after an urodynamic evaluation. Women were randomly placed in two  groups. Both groups did a home exercise protocol for a total of six months. The  supervised group of the pelvic floor exercise program added exercises once a  week, during 45 minutes by physiotherapist. The Ditrovie scale was administered in quality of life assessment. In the  assessment of the frequency of the urinary incontinence episodes a the record of  the urinary losses during seven days was used. Results: The supervised pelvic floor exercise program group showed a significant  percentage reduction of the frequency of the incontinence episodes in 60.2% and  the home exercise program group in 43.4% (p<U>&lt;</U>0.014). However, this  decrease in the average variation of the incontinence episodes wasn’t  significant between two groups (p=0.363). Globally, quality of life improved in both groups, but women from the  supervised pelvic floor exercise program group improved more than women from the  home exercise program group, after six months of treatment (p=0.041). Women from supervised pelvic floor exercise program group significantly  improved in daily life activities setting (36%; p=0.001), emotional setting  (34,6%; p=0.002), sleep (30,8%; p=0.015) and well–being (40,6%; p=0.001). In this study we verified a positive correlation (p=0.043, r=0.349) between  the quality of life and the frequency of the urinary incontinence episodes. Conclusion: Both exercise programs improved the global perception of health and quality  of life in women's health with stress urinary incontinence.</P>     <P><B>Keywords:</B> Stress Urinary Incontinence. Exercise Programs. Pelvic Floor Muscle.  Physiotherapy. Quality of Life Scale. </P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Introdução</B></P>     <P>A incontinência urinária (IU) feminina é um importante problema de saúde  pública, quer pela sua prevalência quer pelo seu elevado impacto físico,  psíquico, social e económico na vida da mulher<SUP>1</SUP>.</P>     <P>Segundo os estudos, o tipo de IU predominante é a incontinência urinária de  esforço (IUE)<SUP>2</SUP><SUP>, </SUP><SUP>3</SUP>. A IUE tem um padrão de  distribuição modal, com um pico na faixa etária entre os 40 e os  55<SUP>4</SUP><SUP>, </SUP><SUP>5</SUP>, decrescendo até aos 80  anos<SUP>2</SUP>. A elevada prevalência da IUE neste grupo etário pode refletir  uma maior atividade física e uma diminuição da prevalência da IU de urgência em  relação às pessoas idosas<SUP>6</SUP>. A IUE tem tendência a aumentar nos países  desenvolvidos com o crescimento da esperança de vida. Segundo o Instituto  Nacional de Estatística, o índice de envelhecimento tem vindo a aumentar, sendo  que, segundo o censo de 2001, em Portugal, o aumento foi de 102 idosos por cada  100 jovens, com predomínio no género feminino. A projeção do índice de  envelhecimento duplicará em 2025 face a 2001<SUP>7</SUP>.</P>     <P>As associações Portuguesas de Urologia, Neuro-Urologia e de Uro-Ginecologia,  solicitaram ao serviço de epidemiologia da Universidade do Porto o  desenvolvimento da investigação sobre prevalência da IU em Portugal  (autodeclaração). Este estudo abrangeu a população continental, não  institucionalizada, e o grupo etário <U>&gt;</U> 40 anos. A prevalência da IU,  em 2008, foi de 21,4% na população feminina e 7,6% na masculina. O tipo de IU  mais frequente na população feminina foi a IUE (39,9%) e a frequência diária dos  episódios de IU era de uma ou várias vezes (52%). O estudo revelou diferenças  entre a prevalência da IU diagnosticada pelo médico (4,9%) e a autodeclarada  (20%). Dos casos diagnosticados, 71% das pessoas efetuou tratamento: 76,3% foi  submetido a fármacos, 25% a cirurgias e 12% a fisioterapia<SUP>8</SUP>.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>A IUE tem implicações na qualidade de vida (QV) da mulher no âmbito físico,  social, sexual e psíquico<SUP>6</SUP>. A mulher restringe ou diminui as suas  atividades sociais e físicas<SUP>9</SUP>, progredindo para alterações a nível  emocional, incluindo a baixa autoestima, depressão, vergonha e  isolamento<SUP>10</SUP><SUP>, </SUP><SUP>11</SUP>. No entanto, comparando a IUE  com outros tipos de incontinência, verifica-se que a IUE se associa a um menor  impacto na QV<SUP>12</SUP><SUP>, </SUP><SUP>13</SUP>.</P>     <P>A reeducação dos músculos do pavimento pélvico (MPP), através dos programas  de treino de fortalecimento, é considerada a primeira escolha no tratamento das  mulheres com IUE, com capacidade de contrair voluntária e corretamente os  MPP<SUP>14</SUP><SUP>, </SUP><SUP>15</SUP><SUP>, </SUP><SUP>16</SUP><SUP>,  </SUP><SUP>17</SUP>. Os exercícios de fortalecimento dos MPP constam de  contrações voluntárias repetidas e específicas destes músculos<SUP>18</SUP>. Os  melhores resultados foram evidenciados na IUE ligeira e  moderada<SUP>19</SUP>.</P>     <P>Kari Bø et al. aplicaram questionários específicos de QV <I>(Quality of Life  Scale e Bristol Female Lower Urinary Tract Symptoms)</I> nas mulheres com IUE e  demonstraram reduções significativas dos problemas sexuais, sociais e de  atividade física, após os 6 meses da aplicação do programa de treino dos  MPP<SUP>20</SUP>. Apesar da eficácia dos programas de treino dos MPP, na IUE  feminina, não existem estudos publicados na população portuguesa sobre o impacto  da IUE na QV da mulher. É igualmente pertinente sensibilizar os profissionais de  saúde, nomeadamente os fisioterapeutas sobre a componente da participação e  atividade (qualidade de vida), i.e., avaliar o envolvimento da mulher com IUE  nas tarefas da vida quotidiana. Este parâmetro permite criar estratégias  individuais de intervenção, de maior abrangência e orientadas para a função e  sintomas diários.</P>     <P>O objetivo do presente estudo foi avaliar os efeitos dos programas de treino  dos MPP na QV da mulher com IUE, na realidade portuguesa. E relacionar a  frequência das perdas urinárias com a QV.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Metodologia</B></P>     <P><I>Desenho do estudo</I></P>     <P>Estudo de natureza experimental, tipo ensaio clínico. O grupo experimental  (GE) foi submetido a um programa de treino intensivo dos MPP e programa de  treino domiciliário, orientado pela fisioterapeuta, enquanto o grupo controlo  (GC) foi submetido unicamente ao programa de treino no domicílio. Os programas  tiveram a duração de 6 meses.</P>     <P><I>Amostra</I></P>     <P>A população do estudo foi constituída por mulheres com o diagnóstico de IUE,  mediante a consulta do processo clínico e do estudo urodinâmico. A população  selecionada pertence ao concelho de Guimarães e a participação das mulheres no  estudo esteve sujeita à obtenção prévia do consentimento informado. Este estudo  teve a aquiescência da comissão de ética e conselho administrativo do  hospital.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><I><I>Seleção da amostra</I></I></P>     <P>Inicialmente, foi efetuada uma pesquisa através dos processos clínicos das  mulheres com IUE, diagnosticada pelo estudo urodinâmico, entre o período 2002 e  2005.</P>     <P>As 58 mulheres selecionadas através do processo clínico foram contactadas  telefonicamente, para confirmarem a presença do sintoma de uma ou mais perdas  urinárias mensais desencadeadas com o esforço e expressarem o desejo de  participar no estudo. Nesta fase, 20 mulheres foram excluídas do estudo porque  10 mulheres estavam satisfeitas com o tratamento conservador, 6 justificaram  incompatibilidade de horários e 4 mantinham-se em tratamento de fisioterapia  (estimulação elétrica e <I>biofeedback</I>).</P>     <P>Em dezembro de 2005, foram realizadas sessões de esclarecimento do estudo no  hospital. A sessão constou de uma explanação escrita e verbal dos objetivos e  procedimentos do estudo, esclarecimento dos programas de treino e avaliações e  aquisição do consentimento informado. Nesta etapa, compareceram 38 mulheres.</P>     <P>De seguida, selecionou-se o GE e GC através do método aleatório simples e da  técnica da lotaria (atribuição de números). A amostra inicial era constituída  por 20 mulheres do GC e 18 do GE. As mulheres selecionadas para este estudo  obedeceram a um conjunto de critérios de inclusão e exclusão (Quadro 1, Quadro  2).</P>      <p>&nbsp;</p>     <p><b>Quadro 1 - Critérios de inclusão</b></p>     <p><img src="/img/revistas/rpsp/v30n1/30n1a02q1.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>       <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Quadro 2 - Critérios de exclusão</b></p>     <p><img src="/img/revistas/rpsp/v30n1/30n1a02q2.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>      <P><I><I>Evolução da Amostra</I></I></P>     <P>Durante os 6 meses de palicação dos programas de treino dos MPP, foram  excluídas 3 mulheres do GC e 1 do GE. O estudo terminou com 34 mulheres  distribuídas por 17 mulheres por cada grupo (Figura 1).</P>      <p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/rpsp/v30n1/30n1a02f1.jpg"></p>     
<p><b>Figura 1 - Evolução da amostra durante a intervenção dos programas de treino</b></p>     <p>&nbsp;</p>      <P><I>Programas de treino</I></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><I><I>Procedimento da componente teórica e prática</I></I></P>     <P>Ambos os grupos tiveram acesso à ação educativa e ao panfleto com duração de  60 minutos. A exposição teórica em <I>powerpoint</I> constou do ensino da  anatomofisiologia do trato urinário inferior, conceito da IUE, etiologia,  localização dos MPP, apresentação do programa de exercícios no domicílio e  condutas de hábitos de higiene e modificação de comportamentos (diário  urinário). Os panfletos resumiam a sessão teórica salientando o programa de  tratamento no domicílio.</P>     <P>A sessão prática constava da identificação, realização correta da contração  dos MPP e consciencialização da intensidade da contração voluntária máxima. Esta  sessão era dirigida individualmente a cada mulher de ambos os grupos e com  duração de 15 minutos.</P>     <P><I><I>Prescrição do programa de treino com supervisão dos músculos do  pavimento pélvico</I></I></P>     <P>O programa de treino esteve em concordância com as recomendações de treino de  força muscular da <I>American College of Sports Medicine</I><SUP>21</SUP><SUP>,  </SUP><SUP>22</SUP>. Este programa de treino baseia-se no estudo realizado por  Kari Bø<SUP>23</SUP>.</P>     <P>O programa de treino incluiu parâmetros de intensidade, resistência, volume,  frequência, duração, especificidade para o desenvolvimento da força  muscular<SUP>21</SUP>.</P>     <P>As contrações eram mantidas durante 8 segundos para solicitar as fibras tipo  i e 4 contrações rápidas de 2 segundos no topo de cada contração mantida, para  requerer as fibras tipo II. O repouso entre as contrações era igual ao tempo da  contração mantida<SUP>23</SUP><SUP>, </SUP><SUP>24</SUP><SUP>,  </SUP><SUP>25</SUP><SUP>, </SUP><SUP>26</SUP>. As séries eram constituídas por  12 contrações mantidas e o repouso entre as séries era de 5  minutos<SUP>21</SUP><SUP>, </SUP><SUP>23</SUP><SUP>, </SUP><SUP>25</SUP>. Era  realizada uma vez por semana e durante 45 minutos, pelo fisioterapeuta  especializado na área de IU.</P>     <P><I><I>Exercícios entre as séries do programa de treino com supervisão dos  músculos do pavimento pélvico</I></I></P>     <P>Entre as séries eram realizados exercícios de relaxamento (técnica de  relaxamento progressiva de Jacobson), alongamento dos músculos posturais,  tonificação muscular e reeducação do padrão respiratório<SUP>27</SUP><SUP>,  </SUP><SUP>28</SUP><SUP>, </SUP><SUP>29</SUP>.</P>     <P><I><I>Progressão do programa de treino com supervisão</I></I></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>A progressão do programa de treino com supervisão variou em 3 parâmetros:  posição (aumentando a resistência contra a gravidade), tempo de contração,  número de séries, treino funcional com a técnica de <I>knack</I><SUP>30</SUP>. A  técnica de <I>knack</I> consiste numa prévia contração voluntária dos MPP ao  aumento da pressão abdominal (tosse), e facilita uma co-contração involuntária  dos MPP com o aumento da pressão abdominal, durante as atividades diárias que  exigem esforço<SUP>30</SUP>.</P>     <P><I><I>Programa de treino no domicílio do grupo experimental e  controlo</I></I></P>     <P>Este programa de treino no domicílio para ambos os grupos constava de  contrações voluntárias dos MPP, durante as atividades diárias (lavar a loiça,  sentada no sofá, na paragem do autocarro…). Eram executadas 30 contrações  diárias em diferentes posições e durante uma atividade funcional.</P>     <P><I>Instrumentos de medição</I></P>     <P>Todas as mulheres foram submetidas a 2 momentos de avaliação durante os 6  meses. As avaliações da qualidade de vida e da frequência dos episódios de IU  foram realizadas no início e no final do estudo.</P>     <P><I><I>Avaliação da qualidade de vida</I></I></P>     <P>A versão original da escala Ditrovie era constituída por 24 itens e agrupadas  em 5 dimensões. Recentemente, foi validada uma versão reduzida da escala em 10  itens e com 5 dimensões: 4 para as atividades; 2 para o impacto emocional; 2  para a autoimagem; 1 para o sono e outro para o bem-estar). Os itens são  classificados de 1 a 5 e a soma total é dada pela soma das pontuações dos 10  itens, dividindo o resultado desta soma por 10. A pontuação total permite uma  avaliação quantitativa da condição. Uma pontuação próxima de 1 corresponde a  mulheres pouco incomodadas nas suas atividades, psíquico, sono e com uma  excelente qualidade de vida; a pontuação próxima de 5 corresponde a uma má  qualidade de vida<SUP>31</SUP>. Esta escala foi adaptada e validada para a  versão portuguesa em 2003, e demonstrou ser uma medida fiável (<I>alpha</I> de  <I>Conbrach</I> de 0,93) e válida (r = 0,79; p &lt; 0,01)<SUP>32</SUP> para a  população portuguesa.</P>     <P><I><I>Frequência dos episódios de IU</I></I></P>     <P>A frequência dos episódios era registada durante 7 dias consecutivos. Este  teste tem um coeficiente de correlação de 0,91 (p &lt;  0,0001)<SUP>33</SUP><SUP>, </SUP><SUP>34</SUP>.</P>     <P><I>Análise estatística</I></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Na descrição e caracterização da amostra foram utilizadas medidas de  tendência central (média) e medidas de dispersão (desvio padrão). Para verificar  a normalidade das variáveis, foi aplicado o teste não paramétrico de  <I>Shapiro-Wilk</I>, nas variáveis frequência das perdas urinárias e escala da  QV. Como ambas as variáveis seguiram distribuição normal, foi aplicado o  <I>T-Student</I> para amostras emparelhadas (comparação antes e após os  programas de treino) e independentes (entre os grupos). A associação entre as  variáveis foi analisada pelo coeficiente de correlação de <I>Pearson.</I> Para a  comparação de proporções foi usado o teste do Qui-Quadrado.</P>     <P>Todos os dados foram recolhidos e analisados através do programa SPSS  <I>(Statiscal Package for the Social Sciences)</I>, versão 12.0, com um nível de  significância de 5%.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Resultados</B></P>     <P><I>Caracterização da amostra em ambos os grupos</I></P>     <P>Na caracterização da amostra ambos os grupos foram comparados e foi testada a  homogeneidade em relação às variáveis idade, IMC, duração da IUE, paridade, tipo  de parto, menopausa e motivação, no início do estudo. Estas variáveis não  apresentaram diferenças estatisticamente significativas, verificando-se  homogeneidade entre os grupos (Quadro 3).</P>      <p>&nbsp;</p>     <p><b>Quadro 3 - Caracterização da amostra e da homogeneidade entre os grupos experimental(GE) e controlo (GC)</b></p>     <p><img src="/img/revistas/rpsp/v30n1/30n1a02q3.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<P><I>Comparação da qualidade de vida entre os grupos</I></P>     <P>Os valores médios iniciais de todos os parâmetros da qualidade de vida (QV)  das mulheres do GE indicam uma pior QV, em relação ao GC. Esta diferença foi  estatisticamente significativa na QV global, quando comparamos a QV entre os  grupos, no início do estudo (Quadro 4).</P>      <p>&nbsp;</p>     <p><b>Quadro 4 - Comparação da qualidade de vida entre os grupos</b></p>     <p><img src="/img/revistas/rpsp/v30n1/30n1a02q4.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>      <P>Os valores médios finais diminuíram no GE, melhorando a sua QV, e  aproximaram-se dos valores médios finais do GC, que diminuíram igualmente. O  impacto da QV na avaliação inicial foi significativo entre os grupos nos  parâmetros das atividades, autoimagem e sono, não se verificando diferenças  significativas nos valores médios finais (Quadro 4).</P>     <P><I>Comparação da variação intra e entre grupos da qualidade de vida</I></P>     <P>A variação da média final e inicial da escala da QV foi estatisticamente  significativa intra e entre os grupos. Globalmente, a QV melhorou nos 2 grupos,  mas as mulheres do GE melhoraram mais do que as do GC, após os 6 meses (Quadro  5). As mulheres do GE melhoraram significativamente a sua qualidade de vida nos  parâmetros das atividades em 36%, impacto emocional em 34,6%, sono em 30,8% e no  bem-estar em 40,6%. As mulheres do GC tiveram melhoras significativas no  parâmetro do impacto emocional em 30,4% e no bem-estar em 20,7% (Quadro 5). No  parâmetro atividades, a diferença foi estatisticamente significativa entre os  grupos. As mulheres do GE melhoraram mais neste domínio em relação ao GC (Quadro  5).</P>      <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Quadro 5 - Comparação da variação da qualidade de vida intra e entre os grupos</b></p>     <p><img src="/img/revistas/rpsp/v30n1/30n1a02q5.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>      <P><I>Comparação entre grupos da frequência dos episódios de incontinência  urinária</I></P>     <P>Os valores médios da avaliação inicial da frequência dos episódios de  incontinência durante uma semana foram 11,3 nos 2 grupos (Quadro 6). Ambos os  grupos diminuíram a frequência dos episódios de incontinência numa semana, no  final do estudo. Verificou-se uma redução maior dos valores médios finais dos  episódios de incontinência no GE (4,5 episódios) em relação ao GC (6,4  episódios), mas esta diminuição não foi significativa entre os grupos (Quadro  6).</P>      <p>&nbsp;</p>     <p><b>Quadro 6 - Comparação da frequência dos episódios de incontinência entre os grupos</b></p>     <p><img src="/img/revistas/rpsp/v30n1/30n1a02q6.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>      <P><I><I>Comparação da variação intra e entre grupos da frequência dos episódios  de IU</I></I></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>A variação entre o valor médio final e inicial da frequência dos episódios de  incontinência no GE e GC foi estatisticamente significativo intragrupo (Quadro  7).</P>      <p>&nbsp;</p>     <p><b>Quadro 7 - Comparação da variação da frequência dos episódios de incontinência intra e entre os grupos</b></p>     <p><img src="/img/revistas/rpsp/v30n1/30n1a02q7.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>      <P>Observou-se, na variação dos valores médios, uma redução percentual  significativa da frequência dos episódios de incontinência no GE de 60,2%, e no  GC de 43,4% (Quadro 7). No entanto, esta diminuição da variação dos episódios de  incontinência não foi estatisticamente significativa entre os 2 grupos (Quadro  7).</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Discussão</B></P>     <P>A QV engloba conceitos múltiplos em diversas dimensões, refletindo a  experiência física individual, bem-estar emocional e social e a perceção do  estado de saúde<SUP>33</SUP>. A IUE afeta as mulheres em diferentes parâmetros  da QV: física (mobilidade, exercício), emocional (depressão, ansiedade), social  (relações pessoais, atividades de lazer), desempenho (trabalho, trabalho  doméstico), sono. Estas dimensões são influenciadas pela idade, cultura,  objetivos e experiência pessoais, relações interpessoais, saúde física e  mental<SUP>35</SUP>. A cultura e os dogmas das mulheres portuguesas levam a  ocultar a IU por vergonha, a considerar ser um processo normal de envelhecimento  ou a considerar ser uma condição passageira que, eventualmente, irá desaparecer  espontaneamente<SUP>10</SUP>. Muitas mulheres tentam controlar os episódios de  incontinência, através de proteções (pensos), ou ajustar os seus hábitos de vida  (evitando as viagens e as atividades físicas)<SUP>4</SUP><SUP>,  </SUP><SUP>5</SUP><SUP>, </SUP><SUP>17</SUP>. Em geral, a IUE está associada a  uma limitação da autonomia e da QV, causando problemas sociais, ocupacionais,  domésticos, físicos e sexuais<SUP>10</SUP>.</P>     <P>Diversos estudos demonstraram melhoras na perceção global do estado de saúde  e da QV, o que reflete que os programas de treino dos MPP têm impacto benéfico  no estado de saúde das mulheres com IUE<SUP>36</SUP><SUP>,  </SUP><SUP>37</SUP><SUP>, </SUP><SUP>38</SUP><SUP>, </SUP><SUP>39</SUP>. Estes  estudos aplicaram distintos questionários específicos de QV na IU <I>(Lower  Urinary Tract Symptoms, Incontinence Impact Questionnaire, Stress Incontinence  Questionnaire, King's Health Questionnaire)</I>, não sendo possível a comparação  com os resultados obtidos no presente estudo.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>No presente estudo, ambos os grupos melhoraram a qualidade de vida,  verificando-se diferenças entre os grupos no final do estudo. Constatou-se que  as mulheres do GE, que realizaram o programa de treino com supervisão da  fisioterapeuta, atingiram uma QV superior em relação ao GC. Os resultados  obtidos permitiram identificar os parâmetros no início do estudo (atividades,  autoimagem e sono), nos quais o impacto dos sintomas da IUE interferiu na  QV.</P>     <P>A intervenção do programa de treino com supervisão no GE permitiu melhorar o  desempenho nas suas atividades diárias, melhorar o impacto emocional, sono e  bem-estar, após os 6 meses. No GC, o programa de treino no domicílio permitiu às  mulheres melhorar a perceção do impacto emocional e bem-estar. No final do  estudo, ambos os grupos têm uma perceção positiva nos parâmetros impacto  emocional (vergonha e medo) e no bem-estar, através da escala de Ditrovie.</P>     <P>A melhora do perfil emocional influenciou significativamente o parâmetro das  atividades diárias, nas mulheres do GE. Esta melhora da QV no parâmetro  psicológico, após o programa de treino com supervisão, é acompanhada pela  capacidade de desempenho no trabalho e outras atividades diárias<SUP>40</SUP>.  Outra possível explicação poderá estar na redução da frequência dos episódios de  incontinência (melhora da sua condição), aumentando a sua autoestima e  melhorando o seu bem-estar. O bem-estar psíquico está provavelmente, associado  com a satisfação das mulheres com o programa de treino com  supervisão<SUP>40</SUP>. No GC, a melhora do impacto emocional parece não se  refletir no parâmetro atividades.</P>     <P>A dimensão sono está relacionada com a frequência urinária noturna  (noctúria). No GE, as mulheres tinham incómodo significativo na dimensão sono,  no início da avaliação. A melhora da dimensão sono no final do programa de  treino com supervisão foi significativa. A explicação desta variação está na  ação educativa e na aplicação do diário urinário que conduziu a uma possível  modificação do comportamento<SUP>35</SUP>. No GC, a ação educativa não foi  suficiente para alterar o parâmetro sono da QV, no final do estudo.</P>     <P>No final do estudo, ambos os grupos tiveram melhoras significativas no  parâmetro bem-estar, sugerindo que os programas de treino (com supervisão e no  domicílio) permitiram melhorar a sua condição e estes refletiram-se na  integração social e no bem-estar emocional das mulheres.</P>     <P>No presente estudo, verificou-se uma correlação positiva (p = 0,046, r =  0,490) entre a QV e a frequência dos episódios de incontinência, no GC.</P>     <P>As limitações do estudo compreendem a reduzida dimensão da amostra e a  ausência de dupla ocultação, sendo que, assim, os resultados obtidos neste  estudo não devem de ser extrapolados para a população portuguesa. A seleção da  escala de QV «Ditrovie» cingiu-se à única escala validada para a população  portuguesa, limitando a comparação dos estudos publicados.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Conclusão</B></P>     <P>Esta investigação permite concluir que os programas de treino dos MPP  contribuíram para melhorar a QV e para a redução da frequência das perdas  urinárias, nas mulheres com IUE ligeira e moderada. Existe associação entre a  melhora da condição e o impacto positivo na QV.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <P><B>Bibliografía</B></P>     <!-- ref --><P>1. Abrams P, Cardozo L, Khoury S, Wein A. Incontinence, basics &amp;  evaluation. Paris, Fran Health Publication; 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S0870-9025201200010000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>2. Hunskaar S, Burgio K, Diokno A, Herzog R, Hjälmås K, Lapitan MC.  Epidemiology and natural history of urinary incontinence in women. Urology.  2003; 62:16–23.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S0870-9025201200010000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>3. Pons ME, Clota MP, González AP, Alvarez PR. Incontinência de orina de  esfuerzo de incontinência en las mujeres remitidas a una unidad de  uroginecología. Arch Esp Urol. 2004; 57:633–40.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S0870-9025201200010000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>4. Simeonova Z, Milson I, Kullendorff AM, Molander U, Bengtsson C. The  prevalence of urinary incontinence and its influence on the quality of life in  women from urban Swedish population. Acta Obstet Gynecol Scand. 1999; 78:546–51.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S0870-9025201200010000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>5. Laycock J, Standley A, Crothers E, Naylor D, Frank M, Garside S, et–al.  Clinical guidelines for physiotherapy management of females with stress urinary  incontinence. London: Chartered Society of Physioterapy; 2004–updated.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S0870-9025201200010000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>6. Nygaard IE, Heit M. Stress urinary incontinence. Obstet Gynecol. 2004;  104:607–20.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S0870-9025201200010000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>7. Instituto Nacional de Estatística. Censos 2001 [Internet]. Lisboa: INE;  2011 [consultado 20 Nov 2011]. Disponível em: <A href="http://www.ine.pt/" target="_blank">www.ine.pt/</A>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S0870-9025201200010000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>8. Médicos de Portugal. Home [Internet]. Lisboa: Médicos de Portugal; 2012  [consultado 20 Jan 2012]. Disponível em: <A href="http://medicosdeportugal.saude.sapo.pt/" target="_blank">medicosdeportugal.saude.sapo.pt/</A>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S0870-9025201200010000200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>9. Moreno AL. Fisioterapia em uroginecologia. Manole: São Paulo; 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S0870-9025201200010000200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>10. Moura BG. Incontinência urinária feminina. Rev Port clin Geral. 2005;  21:11–20.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S0870-9025201200010000200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>11. Kimmons BJ. Female urinary incontinen diagnosis and noninvasive treatment  strategies. Physician Assistant. 2003; 27:26–36.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S0870-9025201200010000200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>12. Agence Nationale d’Accréditation et d’Evaluation en Santé. Prise en  charge de l’incontinence urinaire de la femme en médicine générale:  argumentaire. Saint Denis La Plaine, Fran Service de recommandations  professionneles. ANAES; 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S0870-9025201200010000200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>13. Temml C, Haidinger G, Schmidbauer J, Schatzl G, Madersbacher S. Urinary  incontinence in both sexes: prevalence rates and impact on quality of life and  sexual life. Neurourology and Urodynamics. 2000; 19:259–71.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S0870-9025201200010000200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>14. Wilson PD, Berghmans B, Hagen S, Hay–Smith J, Moore K, Nygaard I, et–al.  Adult conservative treatment. En: Abrams P., Cardozo L, Khoury S., Wein A.,  editors. Incontinence. Paris, Fran Health Publication Lta; 2005. 855–965.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S0870-9025201200010000200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>15. Bø K. Pelvic floor muscle training is effective in treatment of female  stress urinary incontinence, but how does it work?. Int Urogynecol J. 2004;  15:76–84.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000153&pid=S0870-9025201200010000200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>16. Miller JM. Criteria for therapeutic use of pelvic floor muscle training  in women. J WOCN. 2002; 29:301–11.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000155&pid=S0870-9025201200010000200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>17. Neumann PB, Grimmer KA, Deenadayalan Y. Pelvic floor training and  adjunctive therapies for the treatment of stress urinary incontinence in women:  systematic review. BMC Women's Health. 2006; 6:11.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000157&pid=S0870-9025201200010000200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>18. Abrams P, Blaivas JG, Fall M, Rosier P, Ulmsten U. The standardisation of  terminology of lower urinary tract function: report from the standardisation  sub–committee of the International Continence Society. Neurourol Urodyn. 2002;  21:167–78.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000159&pid=S0870-9025201200010000200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>19. Freeman RM. The role of pelvic floor muscle training in urinary  incontinence. BJOG. 2004; 111:37–40.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000161&pid=S0870-9025201200010000200019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>20. Bø K, Talseth T, Vinsnes A. Randomized controlled trial on the effect of  pelvic floor muscle training on quality of life and sexual problems in genuine  stress incontinent women. Acta Obstet Gynecol Scand. 2000; 79:598–603.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000163&pid=S0870-9025201200010000200020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>21. Dinubile NA. Strength training. Clin Sports Med. 1991; 10:33–62.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000165&pid=S0870-9025201200010000200021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>22. Pollock M, Gaesser G, Butcher J, Despres J, Dishman R, Franklin B, et–al.  The recommended quantity and quality of exercise for developing and maintaining  cardiorespiratory and muscular fitness, and flexibility in healthy adults. Med  Sci Sports Exerc. 1998; 30:975–91.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000167&pid=S0870-9025201200010000200022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>23. Bø K, Kvarstein B, Hagen R, Larsen S. Pelvic floor muscle exercise for  the treatment of female stress urinary incontinen III. Effects of two different  degrees of pelvic floor muscle exercises. Neurourology and Urodynamics. 1990;  9:489–502.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000169&pid=S0870-9025201200010000200023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>24. Mørkeved S, Bø K, Fjørtoft T. Effect of adding biofeedback to the pelvic  muscle training to treat urodynamic stress incontinence. Obstet Gynecol. 2002;  100:730–9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000171&pid=S0870-9025201200010000200024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>25. Bø K, Talseth T, Holme I. Single blind, randomised controlled trial of  pelvic floor exercises, electrical stimulation, vaginal cones, and no treatment  in management of genuine stress incontinence in women. BMJ. 1999; 318:487–93.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000173&pid=S0870-9025201200010000200025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </P>     <!-- ref --><P>26. Mørkeved S, Bø K, Schei B, Salvesen KA. Pelvic muscle training during  pregnancy to prevent urinary incontinen a single blind randomized controlled  trial. Obstet Gynecol. 2003; 101:313–9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000175&pid=S0870-9025201200010000200026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>27. Kisner C, Colby LA. Exercícios terapêuticos. 1ª ed. Manole Ltda; 1998.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000177&pid=S0870-9025201200010000200027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </P>     <!-- ref --><P>28. Craig C. Pilates com a bola. 2ª ed. Porto Editora; 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000179&pid=S0870-9025201200010000200028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>29. Carriére B. Fitness for the pelvic floor. Thieme. 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000181&pid=S0870-9025201200010000200029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>30. Miller JM, Ashton–Miller JA, Delancey OL. A pelvic muscle precontraction  can reduce cough–related urine loss in selected women with mild SUI. J AM  Geriatr Soc. 1998; 46:870–4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000183&pid=S0870-9025201200010000200030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>31. Amarenco G, Marquis P, Leriche B, Richard F, Zerbib M, Jacquetin B. Une  schélle spécifique d’evaluation de la perturbation de la qualité de vie au cours  des troubles mictionnels&nbsp;:l’échélle Ditrovie. Ann Réadaptation Méd Phys.  1997; 40:21–6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000185&pid=S0870-9025201200010000200031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>32. Pacheco C. Adaptação e validação cultural e linguística da escala de  "Ditrovie". Monografia final do 4° ano de Fisioterapia: Escola Superior de Saúde  de Coimbra. Tese de licenciatura. 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000187&pid=S0870-9025201200010000200032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>33. Lose G, Fantl JA, Victor A, Wells TL, Wyman J, Mattiasson A. Outcome  measures for research in adult women with symptoms of lower urinary tract  dysfunction. Acta Obstet Gynecol Scand. 2001;180:981–5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000189&pid=S0870-9025201200010000200033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>34. Wyman JF, Choi SC, Harkins SW, Wilson MS, Fantl JA. The urinary diary in  evaluation of incontinent women: a test–retest analysis. Obstet Gynecol. 1988;  71:812–7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000191&pid=S0870-9025201200010000200034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>35. Anders K. Coping strategies for women with urinary incontinence.  Baillière's Clinical Obstetrics and Gynaecology. 2000; 14:355–61.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000193&pid=S0870-9025201200010000200035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>36. Sung MS, Choi YH, Back SH, Hong JY, Yoon H. The effect of pelvic floor  muscle exercises on genuine stress incontinence among Korean women–focusing on  its on the quality of life. Yonsei Med J. 2000; 41:237–51.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000195&pid=S0870-9025201200010000200036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>37. Sugaya K, Owan T, Hatano T, Nishijima S, Miyazato M, Mukouyama H, et–al.  Device to promote pelvic floor muscle training for stress incontinence. Int J  Urol. 2003; 10:416–22.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000197&pid=S0870-9025201200010000200037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>38. Borello France DF, Zyczynski HM, Downey PA, Rause CR, Wister JA. Effect  of pelvic–floor muscle exercise position on continence and quality–of–life  outcomes in women with stress urinary incontinence. Phys Ther. 2006; 86:974–86.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000199&pid=S0870-9025201200010000200038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </P>     <!-- ref --><P>39. Konstantinidou E, Apostolidis A, Kondelidis N, Tsimtsiou Z, Hatzichristou  D, Ioannides E. Short–Term efficacy of group pelvic floor training under  intensive supervision versus unsupervised home training for female stress  urinary incontinen a randomized pilot study. Neurourol Urodyn. 2007; 26:486–491.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000201&pid=S0870-9025201200010000200039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>40. Yip SK. Psychological morbidity and female urinary incontinence. Best  Pract Res Clin Obstet Gynaecol. 2007; 21:321–9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000203&pid=S0870-9025201200010000200040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Conflito de interesses</B></P>     <P>Os autores declaram não haver conflito de interesses.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><I>Recebido em 28 de Maio de 2011</I></P>     <P><I>Aceite em 20 de Dezembro de 2011</I></P>      ]]></body><back>
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<label>1</label><nlm-citation citation-type="book">
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<surname><![CDATA[Abrams]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
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<surname><![CDATA[Cardozo]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
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<surname><![CDATA[Khoury]]></surname>
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<source><![CDATA[Incontinence, basics & evaluation]]></source>
<year>2005</year>
<publisher-loc><![CDATA[Paris ]]></publisher-loc>
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