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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Saúde Pública]]></journal-title>
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<publisher-name><![CDATA[Escola Nacional de Saúde Pública]]></publisher-name>
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<article-id>S0870-90252012000100003</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Cuidar da pessoa com fístula arteriovenosa: modelo para a melhoria contínua]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Caring for the person arteriovenous fistula: model for continuous improvement]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Escola Superior de Enfermagem do Porto Unidade de Investigação ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction and objective: Throughout the twentieth century, chronic kidney disease (CKD) has acquired the proportions of a public health problem, mobilizing financial resources and causing big social changes. It is intended to describe a conceptual framework of nursing practice, seeking continuous improvement of nursing therapies targeted at people with arteriovenous fistula (AVF). Material and methods: This is an exploratory, descriptive and transversal study. The sample consisted of 98 nurses who provided nursing care to people with AVF in hemodialysis (HD) in the district of Porto, with a mean age of 36.55 years. The exercise time in HD is 8.66 years. The instrument for data collection was a questionnaire. Results: The structure contains two focus areas. Each area is subdivided into dimensions, which are subdivided into items, that inter-relate and complement each other. Together they allow you to implement therapeutic nursing. The first dimension is called "Capacity Building of Self-Care", being decomposed, within the teaching, a set of therapeutic nursing to develop according to the stage of CKD, which promote self-care behaviors with existing or future vascular access. The second area is called "Monitoring of Access," describing in detail the therapeutic nursing that contributes to early identification of complications of AVF. In this area, care practices aimed at maintaining the AVF are emphasized. Conclusion: The existences of a structure with focus areas for the purpose of taking care of people with ACF facilitates the development of cognitive skills and the acquisition of skills that allow nurses to identify and diagnose early changes in the functioning of the AVF. This structure reorganizes and outlines the areas of care where the nurse can help maximize the longevity of the AVF and minimize the implications for health systems in each country.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Doença renal crónica]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <P><B>Cuidar da pessoa com fístula arteriovenosa: modelo para a melhoria  contínua</B></P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Clemente Neves Sousa<SUP>a</SUP></B></P>     <P><SUP>a</SUP> Unidade de Investigação – UNIESEP, Escola Superior de Enfermagem  do Porto, Porto, Portugal. <A href="mailto:clementesousa@esenf.pt">clementesousa@esenf.pt</A></P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Resumo</B></P>    <P>Introdução e objetivo: Ao longo do século xx, a doença renal crónica (DRC) adquiriu proporções de um  problema de saúde pública, mobilizando elevados recursos financeiros e  provocando alterações sociais. Pretende–se descrever uma estrutura conceptual de  prática de cuidados, que vise a melhoria contínua das terapêuticas de enfermagem  direcionadas para a pessoa com fístula arteriovenosa (FAV). Material e métodos:  Estudo exploratório, descritivo e transversal. A amostra foi constituída por  98 enfermeiros que prestavam cuidados de enfermagem a pessoas com FAV em  hemodiálise (HD) no distrito do Porto, sendo a média de idades de 36,55 anos e o  tempo de exercício em HD de 8,66 anos. O instrumento de recolha de dados foi o  questionário. Resultados: A estrutura integra 2 áreas de atenção e cada uma dessas áreas subdivide–se  em dimensões que, por sua vez, se subdividem em itens, inter–relacionando–se e  complementando–se entre si. No seu conjunto, permitem implementar terapêuticas  de enfermagem. A primeira dimensão designa–se «Capacitação do Autocuidado»,  sendo decomposto um conjunto de terapêuticas de enfermagem, no âmbito do ensino,  a desenvolver em função do estadio da DRC, que visam promover comportamentos de  autocuidado com o existente ou futuro acesso vascular. A segunda área é  designada «Vigilância do Acesso», descrevendo pormenorizadamente as terapêuticas  de enfermagem que contribuem para a identificação precoce das complicações da  FAV. Nesta área, são enfatizadas práticas de cuidados direcionadas para a  manutenção da FAV. Conclusão: A existência de uma estrutura com áreas de atenção para a prática do cuidar  da pessoa com FAV facilita o desenvolvimento de competências cognitivas e  aquisição de competências que permitam aos enfermeiros identificar e  diagnosticar precocemente alterações no funcionamento da FAV. Essa estrutura  reorganiza e esquematiza as áreas de atenção em que o enfermeiro pode contribuir  para maximizar a longevidade da FAV e minimizar as implicações para os sistemas  de saúde de cada país.</P>     <P><B>Palavras Chave:</B> Doença renal crónica. Acesso vascular. Fístula arteriovenosa. Terapêuticas de  enfermagem.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Caring for the person arteriovenous fistula: model for continuous  improvement</B></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><B>Abstract</B></P>    <P>Introduction and objective: Throughout the twentieth century, chronic kidney disease (CKD) has acquired the proportions of a public health problem,  mobilizing financial resources and causing big social changes. It is intended to describe a conceptual framework of  nursing practice, seeking continuous improvement of nursing therapies targeted  at people with arteriovenous fistula (AVF). Material and methods: This is an exploratory, descriptive and transversal study. The sample  consisted of 98 nurses who provided nursing care to people with AVF in  hemodialysis (HD) in the district of Porto, with a mean age of 36.55 years. The  exercise time in HD is 8.66 years. The instrument for data collection was a  questionnaire. Results: The structure contains two focus areas. Each area is subdivided into  dimensions, which are subdivided into items, that inter–relate and complement  each other. Together they allow you to implement therapeutic nursing. The first  dimension is called "Capacity Building of Self–Care", being decomposed, within  the teaching, a set of therapeutic nursing to develop according to the stage of  CKD, which promote self–care behaviors with existing or future vascular access.  The second area is called "Monitoring of Access," describing in detail the  therapeutic nursing that contributes to early identification of complications of  AVF. In this area, care practices aimed at maintaining the AVF are  emphasized. Conclusion: The existences of a structure with focus areas for the purpose of taking care  of people with ACF facilitates the development of cognitive skills and the  acquisition of skills that allow nurses to identify and diagnose early changes  in the functioning of the AVF. This structure reorganizes and outlines the areas  of care where the nurse can help maximize the longevity of the AVF and minimize  the implications for health systems in each country.</P>     <P><B>Keywords:</B> Chronic renal disease. Vascular access. Arteriovenous fistula. Therapeutic  nursing.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Introdução</B></P>     <P>Nas 2 últimas décadas do século xx, a prevalência da doença renal crónica  (DRC) aumentou consideravelmente nos países desenvolvidos ou em vias de  desenvolvimento, crescendo cerca de 20 a 25% na última década<SUP>1</SUP>.  Estima-se que, nos Estados Unidos da América (EUA), em 2030, o número de novos  casos de DRC irá exceder 450 000, e as pessoas que recebem diálise ou têm  transplante renal irão ultrapassar os 2 milhões<SUP>2</SUP>.</P>     <P>Em Portugal, os números não são tão elevados e nem sempre precisos; contudo,  não deixam de ser preocupantes. A população em diálise cresce ao ritmo de 6% ao  ano, prevendo-se que o atual número de doentes em diálise possa duplicar até  2020<SUP>3</SUP>. Todos os anos surgem 2200 novos casos de insuficiência renal,  existindo cerca de 800 mil portugueses que sofrem de DRC<SUP>3</SUP>. Neste  momento, existem sensivelmente 13 mil doentes que dependem de diálise ou de  transplante renal<SUP>3</SUP>.</P>     <P>Nos EUA, a DRC é considerada, atualmente, um problema de saúde pública em  virtude de determinados segmentos da população serem mais afetados do que  outros, nomeadamente: pessoas com diabetes e hipertensão; a existência de  evidência de que se fossem implementadas estratégias preventivas, poder-se-ia  reduzir substancialmente o «peso» da doença (programas educacionais); o facto de  se tratar de uma patologia com grande «peso» socioeconómico e continuar a  aumentar, apesar dos esforços realizados para a controlar; e a não existência de  estratégias preventivas<SUP>2</SUP>. Face a este problema, é essencial que a  sociedade enfrente os desafios crescentes e cada vez mais exigentes da DRC a  nível das implicações socioeconómicas e de saúde pública.</P>     <P>O acesso vascular representa uma das principais causas mobilizadoras de  recursos económicos e de hospitalizações nas pessoas em  diálise<SUP>4</SUP><SUP>, </SUP><SUP>5</SUP><SUP>, </SUP><SUP>6</SUP><SUP>,  </SUP><SUP>7</SUP>. Os EUA disponibilizam aproximadamente um bilhão de dólares  para a manutenção do acesso vascular, traduzindo sensivelmente 6,7-7,9 mil  dólares por doente por ano<SUP>8</SUP><SUP>, </SUP><SUP>9</SUP>, o que significa  17% dos recursos disponibilizados para o tratamento substitutivo  hemodialítico<SUP>10</SUP>. Em Portugal, desconhecem-se estudos que quantifiquem  o custo das complicações do acesso, porém, segundo dados do tratamento da  insuficiência renal crónica da Sociedade Portuguesa de Nefrologia, citado por  Ponce<SUP>11</SUP><SUP>,p.</SUP><SUP>12</SUP>, a <I>«falência do acesso vascular  originaria mais de 500 internamentos/ano, ou cerca de 3500 diárias de  internamento»</I>. A fístula arteriovenosa (FAV) é considerada, por diversas  razões, o acesso vascular de excelência para a hemodiálise (HD), em virtude de  apresentar durabilidade superior; menor número de infeções, de tromboses e de  hospitalizações, bem como apresentar menor mortalidade em comparação com os  outros acessos vasculares<SUP>6</SUP><SUP>, </SUP><SUP>12</SUP><SUP>,  </SUP><SUP>13</SUP>.</P>     <P>Ao longo do século xx, a literatura evidencia os contributos que o enfermeiro  proporciona na identificação de problemas e/ou complicações que possam  comprometer o acesso vascular<SUP>14</SUP><SUP>, </SUP><SUP>15</SUP><SUP>,  </SUP><SUP>16</SUP><SUP>, </SUP><SUP>17</SUP>, assim como na realização de  ensinos sobre os cuidados com o acesso<SUP>16</SUP><SUP>,  </SUP><SUP>18</SUP><SUP>, </SUP><SUP>19</SUP>, com o desígnio de contribuir para  a eficiência dos cuidados nefrológicos. As <I>Guidelines for Vascular  Access</I><SUP>20</SUP>, recomendam que o doente deve ser ensinado a cuidar do  seu acesso vascular, nomeadamente a FAV. Assim como a <I>European Renal  Association – European Dialysis and Transplant Association</I>, em 2007,  enfatiza, também, a necessidade de o enfermeiro ensinar o doente a cuidar do seu  acesso vascular<SUP>21</SUP>. Torna-se assim evidente a importância de promover  o desenvolvimento de comportamentos de autocuidado com a FAV pela pessoa, com o  objetivo de evitar e/ou detetar complicações precoces com o acesso vascular e de  melhorar a sua qualidade de vida.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Rastogi, Linden, Nissenson<SUP>22</SUP> referem que os cuidados à população  com DRC se encontram fragmentados no pré e pós início do tratamento dialítico,  não promovendo a integralidade e inter-relação entre os diversos aspetos do  tratamento. Sousa<SUP>13</SUP> compartilha da mesma opinião ao afirmar que os  cuidados de enfermagem se encontram essencialmente direcionados para as  modalidades dialíticas e suas especificidades, não integrando a pessoa no  processo terapêutico. As práticas de cuidados são efetuadas de forma isolada, em  função do estadio da doença e dos diversos aspetos que constituem o tratamento  (preparação do monitor, conexão da pessoa ao monitor, monitorização da  estabilidade hemodinâmica, entre outros) não estabelecendo a integração desses  aspetos nos cuidados de preparação, desenvolvimento e manutenção da FAV,  relacionando-os com as necessidades da pessoa.</P>     <P>Pretende-se com o presente artigo descrever uma estrutura conceptual de  prática de cuidados que vise a melhoria contínua das terapêuticas de enfermagem  direcionadas para a pessoa com FAV e, simultaneamente, minimize as implicações  para os sistemas de saúde de cada país. Esta estrutura emergiu do percurso de  investigação em que se pretendia conhecer as práticas de cuidados desenvolvidos  pelos enfermeiros direcionadas para a pessoa com FAV.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Material e métodos</B></P>     <P>A pesquisa é de natureza quantitativa, sendo um estudo exploratório,  descritivo e transversal. A amostra populacional foi constituída por 98  enfermeiros de centros de diálise (instituições privadas e públicas) do Norte de  Portugal, que prestavam cuidados de enfermagem a pessoas com FAV em HD há mais  de um ano. A idade média dos participantes foi de 36,55 ± 8,62 anos, mínimo de  23 e máximo de 62 anos; 70,5% são mulheres e 29,5% homens. Relativamente aos  anos de exercício na prestação de cuidados, a pessoa com FAV é de 8,66 ± 6,70  anos, mínimo 1 e máximo de 35, enquanto os anos de exercício na carreira de  enfermagem é de 13,34 ± 8,28 anos, mínimo 1 e máximo 40.</P>     <P>A recolha de dados foi feita através de um questionário, sendo constituído  por 2 partes: a primeira parte era dirigida à caracterização sociodemográfica,  enquanto a segunda parte tinha questões de resposta aberta, fechada e escala de  opinião, relacionadas com as práticas de cuidados à pessoa com FAV.</P>     <P>A análise foi efetuada a partir de uma grelha traçada a partir de um quadro  teórico de base, sustentando-se no pressuposto de que as intervenções de  enfermagem referentes ao acesso vascular, na pré-diálise e na diálise, deviam  ser efetuadas num <I>continuum</I> ao longo do processo da doença renal crónica.  Foi construída uma grelha de análise <I>a priori</I>, direcionada para os  cuidados à pessoa com FAV na pré-diálise e diálise. Para analisar as respostas,  utilizou-se a técnica de análise de conteúdo, permitindo a descrição sistemática  dos conteúdos das respostas e sua análise<SUP>23</SUP>. Após a codificação dos  dados e a respetiva seleção das unidades de registo, efetuou-se a análise  categorial, a partir da grelha previamente elaborada relativa aos cuidados a  desenvolver pelos enfermeiros. Relativamente às regras de enumeração, definiu-se  a presença/ausência das unidades de registo, a partir da categorização <I>a  priori</I>.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Resultados</B></P>     <P>A informação evidenciada na literatura sobre os cuidados com o acesso  vascular foi articulada com a informação que emergiu da análise dos dados,  possibilitando o desenvolvimento de uma estrutura conceptual direcionada para a  prática do cuidar da pessoa com FAV (Figura 1). A estrutura conceptual integra  conceitos que se relacionam entre si, cujos objetivos se reportam à capacitação  da pessoa para o autocuidado; à identificação de complicações e realização do  tratamento. Trata-se de uma estrutura simultaneamente descritora e orientadora  dos cuidados a desenvolver pelos enfermeiros nesse contexto, permitindo a  sistematização das intervenções autónomas de enfermagem. Contribui, ainda, para  o desenvolvimento de competências cognitivas e comportamentais que permitem ao  enfermeiro, nas unidades de diálise, ser capaz de avaliar e interpretar  eficazmente os dados objetivos da FAV e do monitor, articulando-os com os dados  subjetivos obtidos pela interação com a pessoa; e possibilita que as  terapêuticas de enfermagem sejam expressas continuamente num nível elevado de  qualidade.</P>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/rpsp/v30n1/30n1a03f1.jpg"></p>     
<p><b>Figura 1. Áreas de atenção para a prática do cuidar da pessoa  com fístula arteriovenosa</b></p>     <p>&nbsp;</p>      <P>Essa estrutura integra 2 áreas de atenção e cada uma dessas áreas  subdivide-se em dimensões, que por sua vez se subdividem em itens,  inter-relacionando-se e complementando-se entre si, que no seu conjunto permitem  implementar terapêuticas de enfermagem, Figura 1.</P>     <P>Na primeira dimensão, designada «Capacitação do Autocuidado», são decompostas  um conjunto de terapêuticas de enfermagem, a desenvolver em função do estadio da  DRC e no âmbito do ensinar, que visam promover comportamentos de autocuidado com  o existente ou futuro acesso vascular. Na segunda área, designada «Vigilância do  Acesso», são especificadas e descritas pormenorizadamente as terapêuticas de  enfermagem que contribuem para identificação precoce das complicações da FAV.  Nesta área, são enfatizadas práticas de cuidados direcionadas para a manutenção  da FAV.</P>     <P>Essa estrutura pretende representar uma perspetiva de globalidade nos  cuidados, integrando uma abordagem holística, que permita incluir outras áreas  de atenção direcionadas para a pessoa nas suas dimensões. São referidos alguns  pressupostos que sustentam a estrutura conceptual, nomeadamente: as pessoas  apresentam potencial para o desenvolvimento de comportamentos de autocuidado com  a FAV e a durabilidade da FAV é consequência desejável das terapêuticas de  enfermagem.</P>     <P>A estrutura conceptual para a prática do cuidar da pessoa com FAV, é  essencialmente uma organização teórica de áreas fundamentais na preparação,  desenvolvimento e manutenção da FAV, idealizada a nível teórico, sem estar  transposta e aplicada no contexto clínico. Descreve-se de seguida  pormenorizadamente as áreas, com as respetivas dimensões.</P>     <P><I>Capacitação do autocuidado</I></P>     <P>O autocuidado, no Canadá, é encarado como um dos «pilares» dos cuidados de  saúde e da reforma dos cuidados de saúde desse país<SUP>24</SUP>. É compreendido  como um meio de melhorar a qualidade dos cuidados de saúde e de contrariar a  tendência para o uso excessivo de tecnologia nos serviços de saúde<SUP>24</SUP>.  Assim, a promoção do autocuidado, além de ser importante para a própria pessoa,  é também relevante para os governos.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>O enfermeiro tem um papel primordial na promoção do desenvolvimento de  comportamentos de autocuidado, através da informação que fornece à pessoa, com o  intuito de a incentivar a utilizar o seu potencial de aquisição de  conhecimentos, capacidades e comportamentos. Desta forma, o desenvolvimento de  comportamentos de autocuidado possibilita desenvolver competências, que permitem  a aquisição de habilidades para identificar e evitar ou detetar situações  suscetíveis de disfunção da FAV, pela pessoa.</P>     <P>Esta área engloba 4 dimensões definidas temporalmente em função do estadio da  doença renal crónica terminal (DRCT), sendo: Cuidados Antecipatórios na  Preparação da Fístula Arteriovenosa; Cuidados nas 48 h após a Construção da  Fístula Arteriovenosa; Cuidados Específicos com o Processo de Maturação da  Fístula Arteriovenosa e Cuidados Específicos em Programa Regular de Hemodiálise,  Figura 2. Cada dimensão é decomposta de acordo com as temáticas centrais,  consoante os ensinos a efetuar à pessoa com FAV. Para cada uma das dimensões  associaram-se categorias que, por sua vez, se subdividem em itens que permitem,  no seu conjunto, implementar intervenções ao longo do processo. O termo dimensão  representa um conjunto de cuidados de enfermagem a serem prestados num  determinado período à pessoa com FAV, para promover comportamentos de  autocuidado.</P>      <p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/rpsp/v30n1/30n1a03f2.jpg"></p>     
<p><b>Figura 2. Estrutura descritiva das dimensões de capacitação do  autocuidado</b></p>     <p>&nbsp;</p>      <P>A dimensão Cuidados Antecipatórios na Preparação da Fístula Arteriovenosa  corresponde ao período de tempo desde o diagnóstico da DRC até à construção da  FAV. As terapêuticas de enfermagem, no âmbito do ensinar, iniciam-se antes da  construção do acesso vascular, com o intuito de proporcionar informação à  pessoa, para que esta possa compreender a importância do desenvolvimento de  comportamentos de autocuidado. A dimensão Cuidados nas 48 h após a Construção da  Fístula Arteriovenosa corresponde ao período de tempo desde a construção da FAV  até às 48 h após a sua construção. As terapêuticas de enfermagem, no âmbito do  ensinar, são dirigidas à aquisição de habilidades pela pessoa, com o objetivo de  evitar ou detetar precocemente a disfunção da FAV. A dimensão Cuidados  Específicos com o Processo de Maturação da Fístula Arteriovenosa corresponde ao  período de tempo desde as 48 h até à primeira punção. Nesta fase, o enfermeiro  fomenta o desenvolvimento de um conjunto de ações e cuidados, destinados a  favorecer o desenvolvimento e maturação da FAV. A dimensão Cuidados Específicos  em Programa Regular de Hemodiálise corresponde ao período de tempo desde a  primeira punção até à trombose da FAV. As terapêuticas de enfermagem são  dirigidas à manutenção do acesso vascular nas melhores condições possíveis.</P>     <P>Estas 4 dimensões podem possibilitar o desenvolvimento de uma filosofia  educacional para promover comportamentos de autocuidado na pessoa com FAV em  DRCT, através do desenvolvimento de terapêuticas de enfermagem no âmbito do  ensinar, orientar, descrever e explicar.</P>     <P><I>Vigilância acesso</I></P>     <P>A literatura evidencia o contributo do enfermeiro no período pré e pós  construção e nas complicações associadas à FAV, sendo considerado um pilar  central e de extrema importância na manutenção da qualidade do acesso. O cuidado  com a FAV deve iniciar-se na fase prévia à sua construção e continuar durante a  sua realização, maturação e posterior utilização no tratamento de HD.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Esta área é constituída por 6 dimensões: Exame Físico; Parâmetros  Hemodialíticos; Cuidados na Punção; Cuidados com Hematomas/Infiltrações;  Vigilância Hemodinâmica e Cuidados na Retirada das Agulhas, Figura 3. A cada  dimensão foram associadas, de acordo com as especificidades, terapêuticas de  enfermagem com o intuito de desenvolver competências cognitivas e  comportamentais que permitam ao enfermeiro avaliar o acesso vascular.</P>      <p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/rpsp/v30n1/30n1a03f3.jpg"></p>     
<p><b>Figura 3. Estrutura descritiva das dimensões de vigilância do  acesso</b></p>     <p>&nbsp;</p>      <P>Na primeira dimensão, «Exame Físico», pretende-se que o enfermeiro efetue uma  avaliação do membro do acesso ou do futuro acesso, com o intuito de obter um  conjunto de informações objetivas e subjetivas, que lhe permitam prevenir  complicações relacionadas com o acesso vascular. O exame físico compreende um  conjunto de procedimentos a serem realizados à pessoa, sendo: observação,  palpação e auscultação<SUP>25</SUP>. A realização do exame físico é executada  antes da construção do acesso ou após a sua realização. A avaliação dos membros  superiores tem o objetivo de identificar o membro que reúne melhores condições  para a construção da futura FAV, enquanto, após a construção, o objetivo é  detetar complicações ou situações que possam comprometer o desenvolvimento e  manutenção da FAV.</P>     <P>Na dimensão «Parâmetros Hemodialíticos», pretende-se que o enfermeiro  desenvolva práticas de cuidados que visem prevenir, detetar e providenciar  intervenções de emergência na hipotensão induzida pela diálise, através do  desenvolvimento de estratégias que minimizem esta complicação. Estas estratégias  integram a definição adequada do «peso seco» e a modificação da estratégia de  diálise (sódio, ultrafiltração, perfis e temperatura do dialisante).</P>     <P>Na dimensão «Cuidados com a Punção», o enfermeiro tem um contributo decisivo  no momento da punção, ao identificar problemas significativos no acesso.  Contudo, a canulação do acesso vascular não se deverá limitar à técnica de  punção, outros aspetos são extremamente importantes no seu processo,  nomeadamente: identificação do fluxo sanguíneo da FAV; seleção do local de  punção e do calibre de agulhas; preparação do local de punção e técnica de  punção. É importante o enfermeiro inter-relacionar os diversos aspetos que  constituem esta dimensão, com o objetivo de desenvolver estratégias que  possibilitem salvaguardar a rede vascular da pessoa e favorecer a durabilidade  do acesso vascular.</P>     <P>Na dimensão «Cuidados com Hematomas/Infiltrações», pretende-se que o  enfermeiro desenvolva práticas de cuidados que visem diminuir a incidência de  hematomas. Existem um conjunto de terapêuticas de enfermagem com intuito de  minimizar os efeitos decorrentes do hematoma/infiltração e, simultaneamente,  possibilitar o cateterismo do acesso vascular com sucesso.</P>     <P>Na dimensão «Vigilância Hemodinâmica», solicita-se que o enfermeiro realize  uma correta monitorização dos perfis de pressões da FAV, com o intuito de  detetar precocemente a disfunção do acesso, através da interpretação eficaz dos  dados transmitidos pelo monitor. Diversos parâmetros são considerados úteis para  deteção nos processos de disfunção da FAV, nomeadamente: pressão arterial;  pressão venosa; fluxo do acesso; e taxa de recirculação.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Na dimensão «Cuidados na Retirada das Agulhas», é evidenciada a importância  da cuidadosa retirada das agulhas de HD, considerando a sua remoção tão  importante como a sua inserção, de forma a prevenir traumatismos e  hematomas/infiltrações pós-diálise. São descritas, pormenorizadamente, práticas  de cuidados na retirada das agulhas, nomeadamente a forma e ordem de retirada  das agulhas de HD, valorizando também a realização adequada da hemostase  dinâmica pela pessoa e/ou enfermeiro. A hemostase dinâmica corresponde à  compressão realizada pela pessoa, enfermeiro ou auxiliar, de forma suave, com o  desígnio de evitar perdas hemáticas e, simultaneamente, não obstruir  completamente o fluxo sanguíneo do acesso vascular.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Conclusão</B></P>     <P>Os enfermeiros são os profissionais de saúde, em virtude da natureza dos seus  cuidados, que contactam diretamente com a FAV e manipulam o acesso vascular da  pessoa com DRCT em tratamento hemodialítico. Desta forma, é essencial que estes  profissionais desenvolvam habilidades para avaliar e diagnosticar todas as  alterações que possam ocorrer com a FAV. A existência de áreas de atenção para a  prática do cuidar da pessoa com FAV facilita o desenvolvimento de competências  cognitivas e aquisição de habilidades que permitam aos enfermeiros identificar e  diagnosticar precocemente alterações no funcionamento da FAV.</P>     <P>A estrutura reorganiza e esquematiza as áreas de atenção em que o enfermeiro  pode contribuir para maximizar a potência da FAV e minimizar as implicações para  os sistemas de saúde de cada país. Simultaneamente, evidencia como os  profissionais de saúde, nomeadamente os enfermeiros, podem ajudar as pessoas nas  suas necessidades e, conjuntamente, contribuir para a eficiência dos cuidados de  saúde na área da nefrologia.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Bibliografía</B></P>     <!-- ref --><P>1. USRDS. Excerpts from the United States renal data system 2008 annual data  report: atlas of chronic kidney disease &amp; end–stage renal disease in the  United States: costs of CKD. Am J Kidney Dis. 2009; 53(Suppl. 1):S81–90.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000070&pid=S0870-9025201200010000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>2. Schoolwerth A, Engelgau M, Hostetter T, Rufo K, Chianchiano D, McClellan  W, et–al. Chronic kidney disease: a public health problem that needs a public  health action plan. Prev Chronic Dis [serial online]. 2006; 3:1–6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000072&pid=S0870-9025201200010000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>3. Pereira P. Em Portugal existem 14 mil pessoas em diálise ou transplante.  Saúde Pública. 2008; 22–3.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000074&pid=S0870-9025201200010000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>4. Feidman HI, Kobrin S, Wasserstein A. Hemodialysis vascular access  morbidity. J Am Soc Nephrol. 1996; 7:523–35.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000076&pid=S0870-9025201200010000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>5. Allon M, Robbin ML. Increasing arteriovenous fistulas in hemodialysis  patients: problems and solutions. Kidney Int. 2002; 62:1109–24.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000078&pid=S0870-9025201200010000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>6. Besarab A, Brouwer D. Improving arteriovenous fistula construction:  fistula first initiative. Hemodial Int. 2004; 8:199–206.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000080&pid=S0870-9025201200010000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>7. Rayner HC, Pisoni RL, Bommer J, Canaud B, Hecking E, Locatelli F, et–al.  Mortality and hospitalization in haemodialysis patients in five European  countries: results from the Dialysis Outcomes and Practice Patterns Study  (DOPPS). Nephrol Dial Transplant. 2004; 19:108–20.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000082&pid=S0870-9025201200010000300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>8. Steinman TI. Economic issues in dialysis: influence on dialysis–related  complications in the managed–care era. En: Lameire N., Mehta R.L., editors.  Complications of dialysis. Nova Iorque: Marcel Dekker; 2000. 737–52.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000084&pid=S0870-9025201200010000300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>9. USRDS. Annual data report: atlas of end–stage renal disease in the United  States. Bethesda, MD: National Institutes of Health, National Institute of  Diabetes and Digestive and Kidney Diseases; 2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000086&pid=S0870-9025201200010000300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>10. Olmos A, López Pedret J, Piera L. Acceso vascular en hemodiálisis. En:  Aljama P., Arias M., Valderrábano F., editors. Insuficiencia renal progresiva.  Madrid: Grupo Entheos; 2000. 171–84.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000088&pid=S0870-9025201200010000300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>11. Ponce P. Acesso à diálise: a natureza do problema. En: Ponce P., editors.  Acesso à diálise: a perspetiva nefrológica. Lisboa: Quadicor; 1997. 11–6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000090&pid=S0870-9025201200010000300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>12. Schon D, Blume SW, Niebauer K, Hollenbeak CS, Lissovoy G. Increasing the  use of arteriovenous fistula in hemodialysis: economic benefits and economic  barriers. Clin J Am Soc Nephrol. 2007; 2:268–76.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000092&pid=S0870-9025201200010000300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>13. Sousa CN. Cuidar da pessoa com fístula arteriovenosa: dos pressupostos  teóricos aos contextos das práticas. Porto: Instituto Ciências Biomédicas Abel  Salazar da Universidade do Porto; 2009. Dissertação de Mestrado.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000094&pid=S0870-9025201200010000300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>14. Young E, Dykstra D, Goodkin D, Mapes D, Wolfe R, Held P. Hemodialysis  vascular access preferences and outcomes in the dialysis outcomes and practice  patterns study (DOPPS). Kidney Int. 2002; 61:2266–71.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S0870-9025201200010000300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>15. Konner K, Nonnast–Daniel B, Ritz E. The arteriovenous fistula. J Am Soc  Nephrol. 2003; 14:1669–80.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S0870-9025201200010000300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>16. Nguyen VD, Grifith C, Treat L. A multidisciplinary team approach to  increasing AV fistula creation: a community–based nephrology practice  experience. Nephrol News Issues. 2003; 17:54–7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S0870-9025201200010000300016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>17. Pile C. Hemodialysis vascular access: how do practice patterns affect  outcomes?. Nephrol Nurs J. 2004; 31:305–8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S0870-9025201200010000300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>18. Esteves R. A utilização do acesso vascular. En: Ponce P., editors. Acesso  à diálise: a perspetiva nefrológica. Quadicor: Lisboa; 1997. 29–38.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S0870-9025201200010000300018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>19. Dinwiddie LC. Investing in the lifeline: the value of a vascular access  coordinator. Nephrol News Issues. 2003; 17:49–53.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S0870-9025201200010000300019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>20. National Kidney , Foundation. Kidney Disease Outocomes Quality  Initiative. Clinical practice guidelines for vascular access: update. Am J  Kidney Dis. 2006; 48(Suppl. 1):S176–276.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S0870-9025201200010000300020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>21. Tordoir J, Canaud B, Haage P, Konner K, Basci A, Fouque D, et–al. EBPG  (European Best Practice Guidelines) on vascular access. Nephrol Dial Transplant.  2007; 22(Suppl. 2):ii88–ii117.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S0870-9025201200010000300021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>22. Rastogi A, Linden A, Nissenson AR. Disease management in chronic kidney  disease. Adv Chronic Kidney Dis. 2008; 15:19–28.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S0870-9025201200010000300022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <P>23. Bardin L. Análise de conteúdo. 70. 3ª ed. Lisboa: Edições; 2004. </P>     <!-- ref --><P>24. Horsburgh ME. Self–care of well adult Canadians and adult Canadians with  end stage renal disease. Int J Nurs Stud. 1999; 36:443–53.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S0870-9025201200010000300024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>25. Beathard G. Physical examination of the dialysis vascular access.  Seminars in Dialysis. 1998; 11:231–6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S0870-9025201200010000300025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Conflito de interesses</B></P>     <P>Os autores declaram não haver conflito de interesses.</P>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><I>Recebido em 14 de Maio de 2010</I></P>     <P><I>Aceite em 14 de Novembro de 2011</I></P>      ]]></body><back>
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