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<article-id pub-id-type="doi">10.1016/j.rpsp.2011.10.001</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Comparação dos utentes do antigo Hospital do Desterro com os utentes do Hospital de São José no acesso à consulta de Medicina Interna: Parte II: diferenças em acesso realizado]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Comparison of users of the closed Hospital do Desterro with former users of Hospital de São José in the access to the Outpatient Department of Internal Medicine consultation: Part II: differences in the realized access]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Context: Following the Hospital do Desterro (HD) closure, the main attention of this study is focused on Outpatient Department of Internal Medicine (MI) and its integration in the Hospital de São José (HSJ). Purpose: The general purpose of this paper is, in this second part, to compare the realized access at HSJ Outpatient Department of Internal Medicine from users of HD Outpatient Department of Internal Medicine (in the three months prior to the transfer of the department) with those who were already users of HSJ Outpatient Department before the integration of both departments. Population and methods: This is an epidemiological, cross-sectional and analytical study, where selection was made through random sampling proportionally stratified from the two study groups, according to gender and age of the population, previously analyzed, with a final size equal to 256 elements for each group. Data collection was performed for the two groups by administering a questionnaire by telephone, preceded by the sending of a registered letter explaining the outlines of the study. Data analysis was performed by comparing the two groups using de chi-square test for homogeneity and independence, ANOVA one-way and ordinal regression. Main findings: Significant differences in realized access were found between group I (HD) and group II (HSJ) particularly with regard to the number of appointments in 2008 at HSJ to which the user has not shown, the perception about the quality of care by the administrative, the waiting time before consultation, the level of perceived quality about the information received from the physician about one's own health, the involvement in the therapeutic decision, the fulfillment of the expectations, the overall perceived quality, the overall satisfaction, the loyalty and the likelihood to recommend the HSJ service to family members, friends or colleagues. Conclusion: The closure of HD and the subsequent transfer of Outpatient Department of Internal Medicine to HSJ had a negative effect on important components of performed access such as the use of services, the perceived quality of the service, the satisfaction, the loyalty and the recommendation to family members, friends or colleagues.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Acesso a serviços de saúde]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <P><B>Comparação dos utentes do antigo Hospital do Desterro com os utentes do  Hospital de São José no acesso à consulta de Medicina Interna – Parte II:  diferenças em acesso realizado</B></P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Maria Isabel Pereira<SUP>a</SUP>, Bruno de Sousa<SUP>b</SUP>, Anabela  Coelho<SUP>c</SUP>, Paulo Ferrinho<SUP>d</SUP></b></p>     <P><SUP>a</SUP> Serviço de Cirurgia Plástica Maxilo–Facial/ORL, Hospital de Egas  Moniz, Lisboa, Portugal. <A href="mailto:maria.pereira@ihmt.unl.pt">maria.pereira@ihmt.unl.pt</A></P>     <P><SUP>b</SUP> Centro de Malária e Doenças Tropicais, Instituto de Higiene e  Medicina Tropical, Universidade Nova de Lisboa, Lisboa, Portugal</P>     <P><SUP>c</SUP> Divisão de Gestão Integrada da Doença e Inovação, Direção–Geral  da Saúde, Ministério da Saúde, Lisboa, Portugal</P>     <P><SUP>d</SUP> Instituto de Higiene e Medicina Tropical, Universidade Nova de  Lisboa, Lisboa, Portugal</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Resumo</B></P>    <P>Cenário: Na sequência do encerramento do Hospital do Desterro (HD), é focada a atenção  na integração do seu serviço de Consulta Externa de Medicina Interna (MI) no  serviço de MI do Hospital de São José. Objetivos: O objetivo geral deste estudo é, nesta segunda parte, comparar o acesso  realizado à consulta externa de MI do Hospital de São José (HSJ) dos  utilizadores da consulta externa de MI do HD (nos 3 meses que antecederam a  transferência do serviço) com o dos sujeitos que já eram utilizadores da  consulta externa de MI do HSJ, antes da integração de serviços. População e métodos:  Trata–se de um estudo epidemiológico, transversal e analítico, optando–se  pelo método de amostragem aleatória proporcionalmente estratificada dos 2 grupos  em estudo, de acordo com o género e idade da população previamente analisados e  de dimensão igual a 256 elementos, para cada um dos grupos. A colheita de dados foi realizada através da aplicação de um questionário por  via telefónica, aos 2 grupos de sujeitos, sendo esta antecedida pelo envio de  uma carta registada com aviso de receção explicando os contornos do estudo. Foi  realizada a análise dos dados comparando os 2 grupos através do teste de  homogeneidade do qui–quadrado, ANOVA <I>one–way</I> e regressão ordinal. Principais resultados: São sugeridas diferenças estatisticamente significativas no acesso realizado  entre o grupo I (HD) e o grupo II (HSJ) nomeadamente no que toca ao número de  consultas marcadas em 2008 no HSJ a que o utente não compareceu, à perceção  sobre a qualidade do atendimento pelo administrativo, ao tempo de espera antes  da consulta, ao nível de qualidade percebida acerca das informações recebidas  pelo médico sobre o seu próprio estado de saúde, ao envolvimento na decisão  terapêutica, ao cumprimento das expetativas, à qualidade global percebida, à  satisfação global, à lealdade e à probabilidade de recomendação do serviço de MI  do HSJ a familiares, amigos ou colegas. Conclusão: O encerramento do HD e a consequente transferência da consulta de MI para o  HSJ teve um efeito negativo em importantes componentes de acesso realizado, como  sejam a utilização de serviços, a qualidade percebida sobre o serviço prestado,  a satisfação, a lealdade e a recomendação a familiares, amigos ou colegas.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><B>Palavras Chave:</B> Acesso a serviços de saúde. Acesso realizado. Utilização de serviços de  saúde. Qualidade percebida. Encerramento do Hospital do Desterro.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Comparison of users of the closed <I>Hospital do Desterro</I> with former  users of <I>Hospital de São José</I> in the access to the Outpatient Department  of Internal Medicine consultation – Part II: differences in the realized  access</B></P>     <P><B>Abstract</B></P>    <P>Context: Following the <I>Hospital do Desterro</I> (HD) closure, the main attention of  this study is focused on Outpatient Department of Internal Medicine (MI) and its  integration in the <I>Hospital de São José</I> (HSJ). Purpose: The general purpose of this paper is, in this second part, to compare the  realized access at HSJ Outpatient Department of Internal Medicine from users of  HD Outpatient Department of Internal Medicine (in the three months prior to the  transfer of the department) with those who were already users of HSJ Outpatient  Department before the integration of both departments. Population and methods: This is an epidemiological, cross–sectional and analytical study, where  selection was made through random sampling proportionally stratified from the  two study groups, according to gender and age of the population, previously  analyzed, with a final size equal to 256 elements for each group. Data collection was performed for the two groups by administering a  questionnaire by telephone, preceded by the sending of a registered letter  explaining the outlines of the study. Data analysis was performed by comparing  the two groups using de chi–square test for homogeneity and independence, ANOVA  one–way and ordinal regression. Main findings: Significant differences in realized access were found between group I (HD)  and group II (HSJ) particularly with regard to the number of appointments in  2008 at HSJ to which the user has not shown, the perception about the quality of  care by the administrative, the waiting time before consultation, the level of  perceived quality about the information received from the physician about one's  own health, the involvement in the therapeutic decision, the fulfillment of the  expectations, the overall perceived quality, the overall satisfaction, the  loyalty and the likelihood to recommend the HSJ service to family members,  friends or colleagues. Conclusion: The closure of HD and the subsequent transfer of Outpatient Department of  Internal Medicine to HSJ had a negative effect on important components of  performed access such as the use of services, the perceived quality of the  service, the satisfaction, the loyalty and the recommendation to family members,  friends or colleagues.</P>     <P><B>Keywords:</B> Health services access. Realized access. Health services use. Perceived  quality. Hospital do Desterro closure.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Introdução</B></P>     <P>Ao focar-se no encerramento do Hospital do Desterro (HD) e na consequente  reorganização e integração de serviços noutros hospitais da cidade de Lisboa,  este artigo apresentou, na sua primeira parte, o quadro concetual para o estudo  do acesso à consulta de Medicina Interna (MI) do Hospital de São José (HSJ) (que  não é mais do que a materialização do contributo dos vários marcos teóricos no  estudo do acesso a serviços de saúde), descreveu os métodos adotados para a  realização do presente estudo que se identifica como epidemiológico, transversal  e analítico e expôs os resultados obtidos sobre o Potencial de Acesso dos 2  grupos em estudo (grupo I - amostra dos indivíduos que, nos 3 meses que  antecederam a transferência da consulta externa de Medicina Interna do Hospital  do Desterro para o Hospital de S. José, foram utilizadores da consulta externa  de Medicina Interna do Hospital do Desterro; grupo II - amostra dos utilizadores  da consulta externa de Medicina Interna do Hospital de S. José, nos 3 meses que  antecederam a referida transferência). Tal como é descrito na primeira parte  deste artigo, demonstraram-se diferenças estatisticamente significativas no  potencial de acesso entre o grupo I (HD) e o grupo II (HSJ), nomeadamente no que  diz respeito à idade, ao estado civil, à situação profissional, ao número de  crianças residentes na mesma casa do respondente, à escolaridade, à perceção  sobre acessibilidade física ao HSJ e à distância e tempo de viagem do domicílio  ao HSJ<SUP>1</SUP>.</P>     <P>Nesta segunda parte será dado enfoque aos resultados sobre o Acesso  Realizado, sendo consideradas as variáveis pertencentes à categoria Utilização  (número de consultas de MI realizadas no HSJ em 2008 e número de consultas de MI  marcadas a que o utente não compareceu no mesmo período de tempo e na mesma  instituição) e as variáveis que advêm dessa utilização de serviços. São elas:  perceção sobre a qualidade do atendimento pelo administrativo, perceção sobre o  tempo de espera imediatamente antes e após a consulta, a atenção, informação  (sobre o estado de saúde, sobre medicamentos prescritos e cuidados a seguir),  envolvimento na decisão terapêutica e desempenho global do médico, a qualidade  global percebida acerca do serviço prestado na consulta, satisfação global com a  experiência na consulta, cumprimento das expetativas em relação à última  consulta, lealdade e recomendação.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <P><B>Acesso realizado</B></P>     <P>Enquanto Potencial de Acesso engloba as características dos indivíduos que  restringem ou potenciam a capacidade de utilização dos serviços de saúde, as  necessidades de saúde desses indivíduos e fatores contextuais, o termo Acesso  Realizado refere-se à utilização dos serviços de saúde (indicadores objectivos)  e à satisfação consequente a essa utilização (indicadores  subjetivos)<SUP>2</SUP>.</P>     <P>Note-se que, tal como foi explicado na primeira parte deste artigo, associada  à satisfação do utente surgem variáveis como a qualidade  percebida<SUP>3</SUP><SUP>, </SUP><SUP>4</SUP><SUP>, </SUP><SUP>5</SUP><SUP>,  </SUP><SUP>6</SUP>, o cumprimento das expetativas<SUP>6</SUP><SUP>,  </SUP><SUP>7</SUP> e a lealdade<SUP>6</SUP><SUP>, </SUP><SUP>8</SUP>, igualmente  consideradas neste estudo como componentes de acesso realizado.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>População e métodos</B></P>     <P>Trata-se de um estudo epidemiológico, transversal e analítico, optando-se  pelo método de amostragem aleatória proporcionalmente estratificada dos 2 grupos  em estudo, de acordo com o género e idade da população previamente analisados e  de dimensão igual a 256 elementos, para cada um dos grupos.</P>     <P>A colheita de dados foi realizada através da aplicação de um questionário por  via telefónica, aos 2 grupos de sujeitos, sendo esta antecedida pelo envio de  uma carta registada com aviso de receção explicando os contornos do estudo. Os  detalhes metodológicos foram publicados na Parte I deste artigo em Pereira et  al.<SUP>1</SUP>. Foi realizada a análise dos dados comparando os 2 grupos  através dos testes de homogeneidade e independência do qui-quadrado, ANOVA  <I>one-way</I> e regressão ordinal.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Resultados</B></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Os resultados abordam as diferenças encontradas no número de consultas  marcadas, em 2008 no HSJ a que o utente não compareceu, a perceção sobre a  qualidade do atendimento pelo administrativo, o tempo de espera antes da  consulta, o nível de qualidade percebida acerca das informações recebidas pelo  médico sobre o seu próprio estado de saúde, o envolvimento na decisão  terapêutica, o cumprimento das expetativas, a qualidade global percebida, a  satisfação global, a lealdade e a probabilidade de recomendação do serviço de MI  do HSJ a familiares, amigos ou colegas.</P>     <P>O facto de ter sido utente da consulta de MI do HD aumenta a probabilidade de  faltar a consultas de MI no HSJ, diminui a probabilidade de percecionar níveis  elevados na qualidade do atendimento pelo administrativo, aumenta a  probabilidade de percecionar tempos de espera longos imediatamente antes da  consulta, diminui a probabilidade de experimentar altos níveis de satisfação com  o serviço recebido na consulta de MI no HSJ, diminui a probabilidade de ser leal  à consulta de MI do HSJ e diminui a probabilidade de recomendar este serviço a  familiares, amigos e colegas.</P>     <P><I>Número de consultas de Medicina Interna marcadas no Hospital de São José a  que o utente não compareceu em 2008</I></P>     <P>Os dados apurados indicam que, para ambos os grupos, não é frequente faltar  às consultas. Esta ideia reflete-se na Moda e Mediana que se igualam a 0 tanto  para o grupo I (HD) como para o grupo II (HSJ). No entanto, um utente  pertencente ao grupo I (HD) faltou em Média a 0,42 consultas enquanto um  elemento do grupo II (HSJ) não compareceu a uma Média de 0,20 consultas de MI em  2008 (p &lt; 0,001) (Tabela 1).</P>      <p>&nbsp;</p>     <p><b>Tabela 1 - Comparação entre o grupo I (HD) e o grupo II (HSJ) relativa ao número de consultas não comparecidas em 2008</b></p>     <p><img src="/img/revistas/rpsp/v30n1/30n1a04t1.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>      <P>Para avaliar se as variáveis de Potencial de Acesso e de Acesso Realizado,  cuja análise sugeriu diferenças significativas entre os grupos e no caso do  grupo I (HD), se as variáveis referentes aos efeitos do encerramento do HD  apresentam um efeito estatisticamente significativo sobre as probabilidades de  resposta (variáveis independentes ou preditivas) à variável «Número de consultas  marcadas de MI no HSJ a que o utente não compareceu em 2008» (variável  dependente ou de resposta), recorreu-se à construção de 2 modelos estatísticos  baseados na regressão ordinal em que o primeiro contempla apenas os utentes do  grupo I (HD) e no qual se incluem também as variáveis referentes às alterações  sentidas após o encerramento do HD (alterações no tempo de espera antes da  consulta, alterações na duração da consulta, alterações na qualidade global da  consulta, alterações na facilidade em obter uma consulta, benefício/prejuízo  após o encerramento do HD) e o segundo em que são abrangidos ambos os grupos e  contempladas apenas as variáveis independentes que lhes são comuns (idade,  estado civil, situação profissional, número de crianças residentes na mesma casa  do respondente, escolaridade, distância e tempo de viagem do domicílio ao HSJ,  perceção sobre acessibilidade física ao HSJ, expetativas antes da última  consulta, número de consultas marcadas, em 2008 no HSJ a que o utente não  compareceu, a perceção sobre a qualidade do atendimento pelo administrativo, o  tempo de espera antes da consulta, o nível de qualidade percebida acerca das  informações recebidas pelo médico sobre o seu próprio estado de saúde, o  envolvimento na decisão terapêutica, o cumprimento das expetativas, a qualidade  global percebida, a satisfação global, a lealdade e a probabilidade de  recomendação do serviço de MI do HSJ a familiares, amigos ou colegas).</P>     <P>No primeiro modelo de regressão ordinal [estatisticamente significativo com  G<SUP>2</SUP>(2) = 109,056 e p &lt; 0,001, ajustamento aos dados com  X<SUP>2</SUP><SUB>p</SUB>(223) = 610,396, p &lt; 0,001, D(223) = 238,931, p =  0,221, dimensão do efeito refletida em R<SUP>2</SUP><SUB>CS</SUB> = 0,398,  R<SUP>2</SUP><SUB>N</SUB> = 0,496 e R<SUP>2</SUP><SUB>MF</SUB> = 0,313,  pressuposto de homogeneidade dos declives cumprido com p = 0,999 e com função de  ligação «Log Log negativa» dada a distribuição assimétrica positiva da  variável], de acordo com o nível de significância de 5%, surgem como variáveis  preditivas do número de consultas de MI em falta no ano de 2008 para os  elementos do grupo I (HD), a escolaridade, a perceção sobre a qualidade das  informações recebidas pelo médico sobre o seu próprio estado de saúde, o  cumprimento das expetativas prévias à consulta e a situação profissional.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>No segundo modelo de regressão ordinal, no qual são contemplados também os  elementos do grupo II (HSJ) [estatisticamente significativo com G<SUP>2</SUP>(2)  = 93,980 e p &lt; 0,001, ajustamento aos dados com  X<SUP>2</SUP><SUB>p</SUB>(694) = 798,487, p = 0,004, D(694) = 436,218, p =  1,000, dimensão do efeito com R<SUP>2</SUP><SUB>CS</SUB> = 0,192,  R<SUP>2</SUP><SUB>N</SUB> = 0,261 e R<SUP>2</SUP><SUB>MF</SUB> = 0,160,  pressuposto de homogeneidade dos declives cumprido com p = 0,973 e com função de  ligação «Log Log negativa» dada a distribuição assimétrica positiva da  variável], de acordo com o nível de significância de 5%, surgem como variáveis  preditivas do número de consultas em falta no ano de 2008, o hospital, o número  de menores de idade no agregado familiar, a perceção sobre o tempo de espera  imediatamente antes da consulta, a qualidade global e a recomendação.</P>     <P><I>Qualidade do atendimento pelo administrativo</I></P>     <P>No que respeita a esta variável, (mais uma vez utilizando a escala de 5  pontos em que 1 representa uma qualidade de atendimento «muito má» e 5 «muito  boa») ambos os grupos exibem o nível 4 como sendo o mais frequente com 39,4% dos  elementos do grupo I (HD) e 57,6% do grupo II (HSJ) (Tabela 2).</P>      <p>&nbsp;</p>     <p><b>Tabela 2 - Comparação entre o grupo I (HD) e o grupo II (HSJ) relativa à qualidade do atendimento pelo administrativo</b></p>     <p><img src="/img/revistas/rpsp/v30n1/30n1a04t2.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>      <P>No entanto, de acordo com a Tabela 2 parece haver uma tendência para os  elementos do grupo I (HD) selecionarem os níveis mais baixos de qualidade no  atendimento pelo administrativo (1, 2 e 3) e para os utentes do grupo II (HSJ)  selecionarem os níveis mais elevados (níveis 4 e 5) (p &lt; 0,001).</P>     <P>No primeiro modelo de regressão ordinal em que são contemplados apenas os  elementos do grupo I (HD) (estatisticamente significativo com G<SUP>2</SUP>(2) =  492,132 e p &lt; 0,001, ajustamento aos dados com X<SUP>2</SUP><SUB>p</SUB>(339)  = 505,242, p &lt; 0,001, D(339) = 374,631, p = 0,089, dimensão do efeito com  R<SUP>2</SUP><SUB>CS</SUB> = 0,899, R<SUP>2</SUP><SUB>N</SUB> = 0,979 e  R<SUP>2</SUP><SUB>MF</SUB> = 0,915, pressuposto de homogeneidade dos declives  cumprido com p = 1,000 e com função de ligação «Log Log complementar» dada a  distribuição assimétrica negativa da variável), de acordo com o nível de  significância de 5%, surgem como variáveis preditivas da qualidade percebida  acerca do atendimento pelo administrativo o número de consultas de MI marcadas  no HSJ a que o utente não compareceu em 2008, número de menores de idade no  agregado familiar, perceção sobre alterações na facilidade em obter uma consulta  de MI após o encerramento do HD, perceção de benefício/prejuízo inerente ao  encerramento do HD, qualidade global percebida, satisfação global e  lealdade.</P>     <P>No segundo modelo de regressão ordinal, em que são contemplados também os  elementos do grupo II (HSJ) [estatisticamente significativo com G<SUP>2</SUP>(2)  = 934,927 e p &lt; 0,001, ajustamento aos dados com  X<SUP>2</SUP><SUB>P</SUB>(805) = 1183,329, p &lt; 0,001, D(805) = 677,774, p =  1,000, dimensão do efeito refletida em R<SUP>2</SUP><SUB>CS</SUB> = 0,881,  R<SUP>2</SUP><SUB>N</SUB> = 0,983 e R<SUP>2</SUP><SUB>MF</SUB> = 0,939,  pressuposto de homogeneidade dos declives cumprido com p = 1,000 e função de  ligação «Log Log complementar» dada a distribuição assimétrica negativa da  variável], de acordo com o nível de significância de 5%, surgem como variáveis  preditivas da qualidade percebida acerca do atendimento pelo administrativo, o  hospital, a situação profissional, a acessibilidade geográfica percebida, a  perceção sobre a qualidade das informações recebidas pelo médico sobre o seu  próprio estado de saúde, a perceção sobre o envolvimento na decisão terapêutica,  o cumprimento das expetativas, a satisfação global, a lealdade e a  recomendação.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><I>Perceção acerca do tempo de espera para ser atendido</I></P>     <P>Utilizando a escala de 5 pontos em que 1 representa um tempo de espera «muito  longo» e 5 um tempo de espera «muito breve», destaca-se o nível 2 como sendo o  mais frequente no caso do grupo I (HD) com 39,3% dos elementos e o nível 3 para  o caso do grupo II (HSJ) com 54,3% dos indivíduos (p &lt; 0,001) (Tabela 3).</P>      <p>&nbsp;</p>     <p><b>Tabela 3 - Comparação entre o grupo I (HD) e o grupo II (HSJ) relativa ao tempo de espera para ser atendido antes da consulta</b></p>     <p><img src="/img/revistas/rpsp/v30n1/30n1a04t3.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>      <P>No primeiro modelo de regressão ordinal [estatisticamente significativo com  G<SUP>2</SUP>(2) = 148,940 e p &lt; 0,001, ajustamento aos dados com  X<SUP>2</SUP><SUB>p</SUB>(297) = 406,665, p &lt; 0,001, D(297) = 323,369, p =  0,140, dimensão do efeito refletida em R<SUP>2</SUP><SUB>CS</SUB> = 0,500,  R<SUP>2</SUP><SUB>N</SUB> = 0,548 e R<SUP>2</SUP><SUB>MF</SUB> = 0,285,  pressuposto de homogeneidade dos declives cumprido com p = 1,000 e com função de  ligação «Log Log negativa» dada a distribuição assimétrica positiva da  variável], de acordo com o nível de significância de 5%, surgem como variáveis  preditivas da perceção do utente em relação ao tempo que esperou para ser  atendido antes das consultas de MI no HSJ a situação profissional, o estado  civil, escolaridade, perceção sobre alterações na qualidade global do serviço  após o encerramento do HD, perceção sobre o envolvimento na decisão terapêutica  e a lealdade.</P>     <P>No segundo modelo de regressão ordinal, em que são contemplados também os  elementos do grupo II (HSJ) [estatisticamente significativo com G<SUP>2</SUP>(2)  = 1113,623 e p &lt; 0,001, dimensão do efeito com R<SUP>2</SUP><SUB>CS</SUB> =  0,920, R<SUP>2</SUP><SUB>N</SUB> = 0,991e R<SUP>2</SUP><SUB>MF</SUB> = 0,958,  ajustamento aos dados com X<SUP>2</SUP><SUB>p</SUB>(761) = 3403,817, p &lt;  0,001, D(761) = 733,871, p = 0,754, pressuposto de homogeneidade dos declives  cumprido com p = 1,000 e com função de ligação «Probit» dada a aparente simetria  da distribuição], de acordo com o nível de significância de 5%, surgem como  variáveis preditivas da perceção do utente em relação ao tempo que esperou para  ser atendido antes das consultas de MI no HSJ, o hospital, o número de consultas  de MI marcadas no HSJ a que o utente não compareceu em 2008, situação  profissional, qualidade do atendimento pelo administrativo, perceção sobre a  qualidade das informações recebidas pelo médico sobre o seu próprio estado de  saúde, satisfação global, qualidade global percebida, lealdade e  recomendação.</P>     <P><I>Perceção acerca do atendimento pelo médico</I></P>     <P>No que diz respeito ao atendimento pelo médico, as diferenças encontradas  dizem respeito unicamente à perceção sobre a informação transmitida acerca do  estado de saúde do utente e à perceção sobre o envolvimento do utente na decisão  terapêutica.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>No que toca à primeira, a tendência é de ambos os grupos selecionarem os  níveis superiores. Tanto o grupo I (HD) como o grupo II (HSJ) situam  respetivamente 84,4% e 89,2% dos seus elementos nos níveis 4 e 5 (Tabela 4).</P>      <p>&nbsp;</p>     <p><b>Tabela 4 - Comparação entre o grupo I (HD) e o grupo II (HSJ) relativa à perceção sobre a informação transmitida pelo médico acerca do próprio estado de saúde</b></p>     <p><img src="/img/revistas/rpsp/v30n1/30n1a04t4.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>      <P>A diferença estatisticamente significativa deve-se essencialmente ao nível 2,  em que a proporção de utentes do grupo I (HD) é menor do que a frequência  esperada e ao nível 3 em que, pelo contrário, a frequência observada respeitante  a este grupo é maior do que a esperada. Desta forma, a análise dos dados sugere  que os elementos do grupo I (HD), quando comparados com o grupo II (HSJ)  percecionam uma mais alta qualidade das informações recebidas pelo médico sobre  o seu próprio estado de saúde (p = 0,004).</P>     <P>No primeiro modelo de regressão ordinal em que são contemplados apenas os  elementos do grupo I (HD) [estatisticamente significativo com G<SUP>2</SUP>(2) =  325,354 e p &lt; 0,001, ajustamento aos dados com X<SUP>2</SUP><SUB>p</SUB>(25)  = 12,838, p = 0,978, D(25) = 20,054, p = 0,744, dimensão do efeito com  R<SUP>2</SUP><SUB>CS</SUB> = 0,780, R<SUP>2</SUP><SUB>N</SUB> = 0,892 e  R<SUP>2</SUP><SUB>MF</SUB> = 0,731, pressuposto de homogeneidade dos declives  cumprido com p = 1,000 e função de ligação «Log Log complementar» dada a  assimetria negativa da distribuição], de acordo com o nível de significância de  5%, surgem como variáveis preditivas da perceção sobre a informação transmitida  pelo médico acerca do estado de saúde, a perceção sobre alterações na qualidade  global do serviço após o encerramento do HD e a perceção sobre o envolvimento na  decisão terapêutica.</P>     <P>No segundo modelo de regressão ordinal, em que são contemplados também os  elementos do grupo II (HSJ) [estatisticamente significativo com G<SUP>2</SUP>(2)  = 921,742 e p &lt; 0,001, dimensão do efeito com R<SUP>2</SUP><SUB>CS</SUB> =  0,877, R<SUP>2</SUP><SUB>N</SUB> = 1,000 e R<SUP>2</SUP><SUB>MF</SUB> = 1,000,  ajustamento aos dados com X<SUP>2</SUP><SUB>p</SUB>(698) = 562,175, p=1,000,  D(698) = 317,396, p = 1,000, pressuposto de homogeneidade dos declives cumprido  com p = 1,000 e função de ligação «Log Log complementar» dada a assimetria  negativa da distribuição], de acordo com o nível de significância de 5%, surgem  como variáveis preditivas da perceção da qualidade da informação transmitida  pelo médico acerca do seu estado de saúde o número de menores de idade no  agregado familiar, a idade, o estado civil, a situação profissional, a  escolaridade, a acessibilidade geográfica percebida, a perceção sobre o  envolvimento na decisão terapêutica, a qualidade global percebida e a  lealdade.</P>     <P>No que diz respeito ao envolvimento na decisão terapêutica, os dados voltam a  sugerir uma tendência para a seleção dos níveis 4 e 5 em ambos os grupos. De  facto, a escolha de 66,2% dos elementos do grupo I (HD) e 80,5% dos elementos do  grupo II (HSJ) voltou a recair nos 2 níveis superiores (Tabela 5).</P>      <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Tabela 5 - Comparação entre o grupo I (HD) e o grupo II (HSJ) relativa à perceção sobre o envolvimento na decisão terapêutica</b></p>     <p><img src="/img/revistas/rpsp/v30n1/30n1a04t5.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>      <P>Destacam-se os níveis 3 em que a proporção de utentes do grupo I (HD) é maior  do que a frequência esperada e o nível 4 em que, pelo contrário, a frequência  observada respeitante a este grupo é menor do que a esperada. A presente análise  parece sugerir que os utentes do grupo II (HSJ) se sentem mais envolvidos na  decisão terapêutica do que os utentes do grupo i (HD) (p &lt; 0,001).</P>     <P>No primeiro modelo de regressão ordinal, em que são contemplados apenas os  elementos do grupo I (HD) [estatisticamente significativo com G<SUP>2</SUP>(2) =  495,068 e p &lt; 0,001, ajustamento aos dados com X<SUP>2</SUP><SUB>p</SUB>(249)  = 154,537, p = 1,000, D(249) = 139,319, p = 1,000, dimensão do efeito com  R<SUP>2</SUP><SUB>CS</SUB> = 0,900, R<SUP>2</SUP><SUB>N</SUB> = 0,989 e  R<SUP>2</SUP><SUB>MF</SUB> = 0,955, pressuposto de homogeneidade dos declives  cumprido com p = 1,000 e função de ligação «Log Log complementar» dada a  assimetria negativa da distribuição], de acordo com o nível de significância de  5%, surgem como variáveis preditivas da perceção sobre o envolvimento na decisão  terapêutica, o número de consultas de MI marcadas no HSJ a que o utente não  compareceu em 2008, a perceção sobre alterações na qualidade global do serviço  após o encerramento do HD, a situação profissional, a perceção sobre a qualidade  das informações recebidas pelo médico sobre o seu próprio estado de saúde, o  cumprimento das expetativas, a lealdade e a recomendação.</P>     <P>No segundo modelo de regressão ordinal, em que são contemplados também os  elementos do grupo II (HSJ) [estatisticamente significativo com G<SUP>2</SUP>(2)  = 767,647 e p &lt; 0,001, ajustamento aos dados com  X<SUP>2</SUP><SUB>p</SUB>(199) = 460,085, p &lt; 0,001, D(199) = 213,418, p =  0,230, dimensão do efeito com R<SUP>2</SUP><SUB>CS</SUB> = 0,825,  R<SUP>2</SUP><SUB>N</SUB> = 0,904 e R<SUP>2</SUP><SUB>MF</SUB> = 0,714,  pressuposto de homogeneidade dos declives cumprido com p = 1,000 e função de  ligação «Log Log complementar» dada a assimetria negativa da distribuição], de  acordo com o nível de significância de 5%, surgem como variáveis preditivas do  envolvimento na decisão terapêutica a perceção sobre a qualidade das informações  recebidas pelo médico sobre o seu próprio estado de saúde, o cumprimento das  expetativas e a qualidade global percebida.</P>     <P><I>Cumprimento das expetativas</I></P>     <P>Analisando o cumprimento das expetativas em relação à última consulta de MI  no HSJ e utilizando a escala de 5 pontos em que o 1 representa «muito menos do  que o esperado» e 5 «muito mais do que o esperado», observa-se que em ambos os  grupos o nível modal é o 3, no caso do grupo I (HD) com 70,3% dos elementos e no  caso do grupo II (HSJ) com 67,0% dos elementos (Tabela 6).</P>      <p>&nbsp;</p>     <p><b>Tabela 6 - Comparação entre o grupo I (HD) e o grupo II (HSJ) relativa ao cumprimento das expectativas em relação à última consulta de MI no HSJ</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/rpsp/v30n1/30n1a04t6.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>      <P>Parece verificar-se uma tendência para os níveis inferiores (1, 2 e 3) serem  selecionados pelos elementos do grupo I (HD) que, por sua vez, já tinham  assinalado níveis mais baixos de expetativas prévias, enquanto os níveis  superiores (4 e 5) são tendencialmente selecionados pelos elementos do grupo II  (HSJ) com expetativas prévias mais altas do que as dos utentes do grupo I (HD)  (p &lt; 0,001).</P>     <P>No primeiro modelo de regressão ordinal [estatisticamente significativo com  G<SUP>2</SUP>(2) = 80,194 e p &lt; 0,001, ajustamento aos dados com  X<SUP>2</SUP><SUB>p</SUB>(32) = 24,566, p = 0,823, D(32) = 30,749, p = 0,530,  dimensão do efeito com R<SUP>2</SUP><SUB>CS</SUB>=0,311,  R<SUP>2</SUP><SUB>N</SUB>=0,376 e R<SUP>2</SUP><SUB>MF</SUB>=0,213, pressuposto  de homogeneidade dos declives cumprido com p = 0,189 e função de ligação  «Probit» dada a aparente simetria da distribuição], de acordo com o nível de  significância de 5%, surgem como variáveis preditivas do cumprimento das  expetativas dos elementos do grupo I (HD), a perceção de benefício/prejuízo  inerente ao encerramento do HD e a satisfação global.</P>     <P>No segundo modelo de regressão ordinal, em que são contemplados também os  elementos do grupo II (HSJ) [função de ligação «Probit», estatisticamente  significativo com G<SUP>2</SUP>(2) = 694,148 e p &lt; 0,001, ajustamento aos  dados com X<SUP>2</SUP><SUB>p</SUB>(821) = 1089,397, p &lt; 0,001, D(821) =  451,676, p = 1,000, dimensão do efeito com R<SUP>2</SUP><SUB>CS</SUB> = 0,794,  R<SUP>2</SUP><SUB>N</SUB> = 0,938 e R<SUP>2</SUP><SUB>MF</SUB> = 0,842 e  pressuposto de homogeneidade dos declives cumprido com p = 0,486], de acordo com  o nível de significância de 5%, surgem como variáveis preditivas do cumprimento  das expetativas do utente, a situação profissional, as expetativas prévias à  consulta, a qualidade do atendimento pelo administrativo, a perceção sobre o  envolvimento na decisão terapêutica, a perceção sobre a qualidade das  informações recebidas pelo médico sobre o seu próprio estado de saúde, a  satisfação global e a qualidade global percebida.</P>     <P><I>Qualidade global percebida</I></P>     <P>No tocante à qualidade global do serviço prestado na consulta percebida pelos  utentes, de acordo com a escala de 5 pontos em que o 1 representa «muito má» e 5  «muito boa» destaca-se o nível 4 como sendo o mais frequente em ambos os grupos,  contando com 47,5% de elementos no caso do grupo I (HD) e com 71,0% dos  elementos para o caso do grupo II (HSJ) (Tabela 7).</P>      <p>&nbsp;</p>     <p><b>Tabela 7 - Comparação entre o grupo I (HD) e o grupo II (HSJ) relativa à qualidade global percebida acerca do serviço prestado na consulta de MI no HSJ</b></p>     <p><img src="/img/revistas/rpsp/v30n1/30n1a04t7.jpg"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <P>Observa-se que, a partir do nível 4, é exibido um resíduo negativo para o  grupo I (HD), sugerindo assim que os elementos do grupo II (HSJ) percecionam  níveis mais elevados de qualidade global do serviço do que os elementos do grupo  I (HD) (p &lt; 0,001).</P>     <P>No primeiro modelo de regressão ordinal [estatisticamente significativo com  G<SUP>2</SUP>(2) = 270,329 e p &lt; 0,001, ajustamento aos dados com  X<SUP>2</SUP><SUB>p</SUB>(54) = 17,687, p = 1,000, D(54) = 22,990, p = 1,000,  dimensão do efeito com R<SUP>2</SUP><SUB>CS</SUB> = 0,709,  R<SUP>2</SUP><SUB>N</SUB> = 0,826 e R<SUP>2</SUP><SUB>MF</SUB> = 0,632,  pressuposto de homogeneidade dos declives cumprido com p = 1,000 e função de  ligação «Probit» dada a aparente simetria da distribuição], de acordo com o  nível de significância de 5%, surgem como variáveis preditivas da qualidade  global percebida pelos elementos do grupo I (HD), a escolaridade e a satisfação  global.</P>     <P>No segundo modelo de regressão ordinal, em que são contemplados também os  elementos do grupo II (HSJ) [estatisticamente significativo com G<SUP>2</SUP>(2)  = 822,495 e p &lt; 0,001, ajustamento aos dados com  X<SUP>2</SUP><SUB>p</SUB>(545) = 771,740, p &lt; 0,001, D(545) = 275,887, p =  1,000, dimensão do efeito com R<SUP>2</SUP><SUB>CS</SUB> = 0,846,  R<SUP>2</SUP><SUB>N</SUB> = 0,987 e R<SUP>2</SUP><SUB>MF</SUB> = 0,963,  pressuposto de homogeneidade dos declives cumprido com p = 1,000 e função de  ligação «Probit» dada a aparente simetria da distribuição], de acordo com o  nível de significância de 5%, surgem como variáveis preditivas da perceção do  utente em relação à qualidade global do serviço, a escolaridade, qualidade do  atendimento pelo administrativo, a perceção sobre a qualidade das informações  recebidas pelo médico sobre o seu próprio estado de saúde, a perceção sobre o  envolvimento na decisão terapêutica, a perceção sobre o tempo de espera  imediatamente antes da consulta e a satisfação global.</P>     <P><I>Satisfação global</I></P>     <P>No que se refere à satisfação global com a experiência na consulta de MI no  HSJ, tendo em conta a escala de 5 pontos em que 1 significa «muito insatisfeito»  e 5 «muito satisfeito», pode observar-se através da Tabela 8 que o nível mais  frequentemente selecionado pelo grupo I (HD) é o 3, com 53% dos elementos e,  pelo grupo II (HSJ), o 4, com 69,7%.</P>      <p>&nbsp;</p>     <p><b>Tabela 8 - Comparação entre o grupo I (HD) e o grupo II (HSJ) relativa à satisfação global com a experiência na consulta de MI no HSJ</b></p>     <p><img src="/img/revistas/rpsp/v30n1/30n1a04t8.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<P>A par do exposto e adicionando à análise o valor de resíduo dos outros  níveis, parece verificar-se que a proporção de utentes do grupo I (HD) é  superior ao esperado nos níveis mais baixos, nomeadamente no 2 e no 3, ao mesmo  tempo que a proporção de utentes do HSJ é superior ao esperado nos níveis mais  elevados, nomeadamente no 4 e no 5 (p &lt; 0,001).</P>     <P>No primeiro modelo de regressão ordinal [estatisticamente significativo com  G<SUP>2</SUP>(2) = 312,702 e p &lt; 0,001, ajustamento aos dados com  X<SUP>2</SUP><SUB>p</SUB>(56) = 23,498, p = 1,000, D(56) = 36,036, p = 0,982,  dimensão do efeito com R<SUP>2</SUP><SUB>CS</SUB> = 0,760,  R<SUP>2</SUP><SUB>N</SUB> = 0,864 e R<SUP>2</SUP><SUB>MF</SUB> = 0,675,  pressuposto de homogeneidade dos declives cumprido com p = 1,000 e função de  ligação «Probit» dada a aparente simetria da distribuição], de acordo com o  nível de significância de 5%, surgem como variáveis preditivas da satisfação  global pelos elementos do grupo I (HD), o cumprimento das expetativas, a  recomendação e a qualidade global percebida.</P>     <P>No segundo modelo de regressão ordinal, em que são contemplados também os  elementos do grupo II (HSJ) [estatisticamente significativo com G<SUP>2</SUP>(2)  = 926,028 e p &lt; 0,001, ajustamento aos dados com  X<SUP>2</SUP><SUB>p</SUB>(504) = 6330,286, p &lt; 0,001, D(504) = 328,633, p =  1,000, dimensão do efeito com R<SUP>2</SUP><SUB>CS</SUB> = 0,878,  R<SUP>2</SUP><SUB>N</SUB> = 0,990 e R<SUP>2</SUP><SUB>MF</SUB> = 0,965,  pressuposto de homogeneidade dos declives cumprido com p = 1,000 e função de  ligação «Probit» dada a aparente simetria da distribuição], de acordo com o  nível de significância de 5%, surgem como variáveis preditivas da satisfação  global com serviço recebido na consulta de MI do HSJ, o hospital, o número de  menores de idade no agregado familiar, a situação profissional, a perceção sobre  a qualidade das informações recebidas pelo médico sobre o seu próprio estado de  saúde, a perceção sobre o envolvimento na decisão terapêutica, a qualidade  global percebida, a lealdade e a recomendação.</P>     <P><I>Lealdade</I></P>     <P>No que respeita à vontade expressa de voltar à consulta de MI do HSJ, mesmo  tendo oportunidade de receber o mesmo serviço noutra instituição, pode  observar-se através da Tabela 9, utilizando a escala de 5 pontos em que 1  significa «muito improvável» e 5 «muito provável», que o nível mais  frequentemente selecionado pelo grupo I (HD), é o 3, com 34,2% dos elementos, e  pelo grupo II (HSJ), o 5, com 37,6%.</P>      <p>&nbsp;</p>     <p><b>Tabela 9 - Comparação entre o grupo I (HD) e o grupo II (HSJ) relativa à lealdade</b></p>     <p><img src="/img/revistas/rpsp/v30n1/30n1a04t9.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>      <P>De acordo com a Tabela 9, parece haver uma tendência para os elementos do  grupo I (HD) selecionarem os níveis mais baixos de lealdade (1, 2 e 3) e para os  utentes do grupo II (HSJ) selecionarem os níveis mais elevados (níveis 4 e 5) (p  &lt; 0,001).</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>No primeiro modelo de regressão ordinal [estatisticamente significativo com  G<SUP>2</SUP>(2) = 493,229 e p &lt; 0,001, ajustamento aos dados com  X<SUP>2</SUP><SUB>p</SUB>(441) = 427,623, p = 0,667, D(441) = 322,318, p =  1,000, dimensão do efeito com R<SUP>2</SUP><SUB>CS</SUB> = 0,899,  R<SUP>2</SUP><SUB>N</SUB> = 0,951 e R<SUP>2</SUP><SUB>MF</SUB> = 0,788,  pressuposto de homogeneidade dos declives cumprido com p = 0,080 e função de  ligação «Probit» dada a aparente simetria da distribuição], de acordo com o  nível de significância de 5%, surgem como variáveis preditivas da lealdade dos  elementos do grupo I (HD), a escolaridade, a alteração da qualidade global do  serviço prestado na consulta de MI após encerramento do HD, a acessibilidade  geográfica percebida, a perceção sobre a qualidade das informações recebidas  pelo médico sobre o seu próprio estado de saúde, o cumprimento das expetativas,  a perceção sobre o envolvimento na decisão terapêutica e a  recomendação<I>.</I></P>     <P>No segundo modelo de regressão ordinal, em que são contemplados também os  elementos do grupo II (HSJ) [estatisticamente significativo com G<SUP>2</SUP>(2)  = 1146,255 e p &lt; 0,001, ajustamento aos dados com  X<SUP>2</SUP><SUB>p</SUB>(627) = 1107,329, p &lt; 0,001, D(627) = 683,360, p =  0,059, dimensão do efeito com R<SUP>2</SUP><SUB>CS</SUB> = 0,926,  R<SUP>2</SUP><SUB>N</SUB> = 0,977e R<SUP>2</SUP><SUB>MF</SUB> = 0,883,  pressuposto de homogeneidade dos declives cumprido com p = 1,000 e função de  ligação «Log Log complementar» dada a assimetria negativa da distribuição], de  acordo com o nível de significância de 5%, surgem como variáveis preditivas da  lealdade para com a consulta de MI do HSJ, o hospital, o número de menores de  idade no agregado familiar, a situação profissional, a perceção sobre a  qualidade das informações recebidas pelo médico sobre o seu próprio estado de  saúde e a recomendação.</P>     <P><I>Recomendação</I></P>     <P>No que se refere à probabilidade do utente recomendar o serviço de consulta  externa de MI do HSJ a familiares, amigos ou colegas, utilizando a escala  anterior, pode observar-se através da Tabela 10 que o nível mais frequentemente  selecionado pelo grupo I (HD) é o 3 com 35,2% dos elementos e pelo grupo II  (HSJ) o 5 com 43,9%.</P>      <p>&nbsp;</p>     <p><b>Tabela 10 - Comparação entre o grupo I (HD) e o grupo II (HSJ) relativa à recomendação</b></p>     <p><img src="/img/revistas/rpsp/v30n1/30n1a04t10.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>      <P>Parece verificar-se que a proporção de utentes do grupo I (HD) é superior ao  esperado, desde os níveis mais baixos até ao nível 4, inclusive, ao mesmo tempo  que a proporção de utentes do HSJ é superior ao esperado no último nível (nível  5) (p &lt; 0,001).</P>     <P>No primeiro modelo de regressão ordinal [estatisticamente significativo com  G<SUP>2</SUP>(2) = 456,016 e p &lt; 0,001, ajustamento aos dados com  X<SUP>2</SUP><SUB>p</SUB>(467) = 713,549, p &lt; 0,001, D(467) = 293,809, p =  1,000, dimensão do efeito com R<SUP>2</SUP><SUB>CS</SUB> = 0,880  R<SUP>2</SUP><SUB>N</SUB> = 0,937 e R<SUP>2</SUP><SUB>MF</SUB> = 0,756,  pressuposto de homogeneidade dos declives cumprido com p = 0,124 e função de  ligação «Probit» dada a aparente simetria da distribuição], de acordo com o  nível de significância de 5%, surgem como variáveis preditivas da recomendação  pelos elementos do grupo I (HD), o número de menores de idade no agregado  familiar, a idade, a escolaridade, a situação profissional, a perceção acerca de  alterações na duração da consulta após o encerramento do HD, a perceção de  benefício/prejuízo inerente ao encerramento do HD, a perceção sobre o  envolvimento na decisão terapêutica, a perceção sobre a qualidade das  informações recebidas pelo médico sobre o seu próprio estado de saúde, a  satisfação global e a lealdade.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>No segundo modelo de regressão ordinal, em que são contemplados também os  elementos do grupo II (HSJ) (estatisticamente significativo com G<SUP>2</SUP>(2)  = 1175,008 e p &lt; 0,001, ajustamento aos dados com  X<SUP>2</SUP><SUB>p</SUB>(843) = 1131,571, p &lt; 0,001, D(843) = 665,613, p =  1,000, dimensão do efeito com R<SUP>2</SUP><SUB>CS</SUB> = 0,931,  R<SUP>2</SUP><SUB>N</SUB> = 0,993 e R<SUP>2</SUP><SUB>MF</SUB> = 0,967,  pressuposto de homogeneidade dos declives cumprido com p = 1,000 e função de  ligação «Log Log complementar» dada a assimetria negativa da distribuição), de  acordo com o nível de significância de 5%, surgem como variáveis preditivas da  recomendação da consulta de MI do HSJ, o hospital, a escolaridade, o estado  civil, a situação profissional, a qualidade do atendimento pelo administrativo,  a perceção sobre a qualidade das informações recebidas pelo médico sobre o seu  próprio estado de saúde, a qualidade global, a satisfação global e a  lealdade.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Discussão e conclusões</B></P>     <P><I>Número de consultas realizadas</I></P>     <P>Não foram detetadas diferenças estatisticamente significativas entre os 2  grupos em estudo, em relação ao número de consultas realizadas no ano de  2008.</P>     <P>Tal facto não deixa de ser interessante, uma vez que têm vindo a detetar-se  diferenças significativas entre os grupos em variáveis descritas na literatura  como determinantes da utilização de serviços, como sejam a idade, as expetativas  antes da última consulta, o estado civil, o número de crianças residentes na  mesma residência, a escolaridade, a situação profissional, a distância e tempo  de viagem do domicílio ao HSJ e a perceção sobre acessibilidade física ao  HSJ<SUP>9</SUP><SUP>, </SUP><SUP>10</SUP><SUP>, </SUP><SUP>11</SUP><SUP>,  </SUP><SUP>12</SUP><SUP>, </SUP><SUP>13</SUP>.</P>     <P><I>Número de consultas não comparecidas</I></P>     <P>Os resultados parecem indicar que, ainda que o número de consultas realizadas  em 2008 seja semelhante nos 2 grupos, os elementos do grupo I (HD) acabaram por  faltar mais frequentemente do que os utentes do grupo II (HSJ). Neste contexto,  convém não esquecer o possível efeito das variáveis acima mencionadas e  descritas na literatura como determinantes da utilização de cuidados de saúde  cuja análise sugeriu diferenças significativas entre os grupos.</P>     <P>Quando realizado o modelo de regressão ordinal, relativamente às variáveis de  potencial de acesso preditivas do número de consultas a que o utente do grupo I  (HD) não compareceu, surgem apenas a escolaridade e a situação profissional,  descartando-se o efeito da idade no número de consultas em  falta<SUP>14</SUP><SUP>, </SUP><SUP>15</SUP>, das expetativas prévias à  consulta<SUP>16</SUP>, do estado civil<SUP>17</SUP>, do número de menores de  idade<SUP>17</SUP><SUP>, </SUP><SUP>18</SUP>, da distância e tempo de  viagem<SUP>15</SUP><SUP>, </SUP><SUP>17</SUP> e da perceção sobre a  acessibilidade física<SUP>9</SUP>. No que diz respeito a variáveis de acesso  realizado, foram identificados no modelo de regressão ordinal o cumprimento das  expetativas prévias (à semelhança de estudos de Hardy, O’Brien e  Furlong<SUP>16</SUP>) e a perceção do utente sobre a qualidade das informações  recebidas do médico acerca do seu estado de saúde, o que vai ao encontro do que  é defendido por Lloyd, Bradford e Webb<SUP>19</SUP>. É interessante notar que,  ao contrário daquilo que seria de esperar, nenhuma das variáveis relativas aos  efeitos do encerramento do HD é indicada pelo modelo como preditiva da variação  do número de consultas de MI no HSJ a que o utente falta.</P>     <P>Na verdade, a análise exploratória de dados a publicar na terceira parte  deste artigo destaca como principais efeitos do encerramento do HD, um aumento  do tempo de espera imediatamente antes da consulta, sugerido na literatura como  fator determinante da não comparência do utente às consultas<SUP>20</SUP>, bem  como a perceção de perda de qualidade global do serviço prestado na consulta,  também apontado como potenciador de não comparência<SUP>21</SUP> e a perceção de  perda de facilidade em obter uma consulta de MI, aumentando a probabilidade de  quebra na continuidade de cuidados<SUP>9</SUP>.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>No presente contexto, no entanto, as referidas variáveis não apresentam  significância para que se possa dizer que são preditivas do número de consultas  em falta. Tal fenómeno vem confirmar que o problema da não comparência às  consultas é de grande complexidade, existindo uma multiplicidade de razões para  um indivíduo decidir faltar à consulta marcada<SUP>22</SUP>.</P>     <P>Quando são considerados também os elementos do HSJ, nenhuma das variáveis  preditivas do primeiro modelo se mantém, surgindo o número de menores de idade  no que toca a variáveis de potencial de acesso.</P>     <P>Perante estes resultados, que apontam para a ausência de significância das  variáveis relativas aos efeitos do encerramento do HD no número de faltas dos  utentes e perante a significância da variável hospital indicando uma maior  probabilidade de faltar à consulta pelo facto de pertencer ao grupo I (HD),  poderá ser possível sugerir o efeito natural da resistência à mudança que  caracteriza o ser humano<SUP>23</SUP>.</P>     <P>No que toca a variáveis de acesso realizado, surge a perceção sobre o tempo  de espera imediatamente antes da consulta, a qualidade global percebida e a  recomendação. Cabe reforçar a presença da variável hospital como variável  preditiva no segundo modelo, indicando que o grupo I (HD) tem uma maior  probabilidade de faltar a consultas de MI no HSJ, quando comparado com o grupo  II (HSJ) confirmando, por isso, as diferenças encontradas nos testes de  homogeneidade do qui-quadrado.</P>     <P><I>Atendimento pelo administrativo</I></P>     <P>Perante os resultados apurados em 2005 pelo sistema de avaliação da qualidade  percebida e satisfação do utente nos hospitais EPE na valência de consultas  externas<SUP>24</SUP>, a avaliação do utente em relação ao atendimento pelo  administrativo no processo de admissão recai, em níveis intermédios, o que faz  com que seja considerada pelo referido sistema de avaliação como um ponto fraco  (ainda que muito próximo do limite dos pontos fortes) e caracterizado como  secundário, dado o baixo nível de impacto na satisfação apurado por este estudo.  No presente contexto, dadas as diferenças encontradas entre os 2 grupos em  estudo, parece verificar-se que o grupo I (HD) se aproxima mais dos resultados  descritos no estudo supracitado do que o grupo II (HSJ), que tendencialmente  avalia o atendimento pelo administrativo com os 2 níveis máximos de  qualidade.</P>     <P>As variáveis preditivas de potencial de acesso da perceção sobre a qualidade  do atendimento pelo administrativo surgem no primeiro modelo como sendo o número  de menores de idade no agregado familiar. No tocante às variáveis de acesso  realizado, surgem como sendo preditivas, o número de consultas de MI marcadas no  HSJ a que o utente não compareceu em 2008 (à semelhança de Martin, Perfect e  Mantle<SUP>25</SUP>), a qualidade global percebida, a lealdade e a satisfação  global também mencionadas na literatura como associadas à perceção sobre a  qualidade do atendimento pelo administrativo (Madhok, Hameed e  Bhopal<SUP>26</SUP> e Martin, Perfect e Mantle<SUP>25</SUP>). Interessa  salientar que a perceção sobre alterações na qualidade global do serviço após o  encerramento do HD, a perceção sobre alterações na facilidade em obter uma  consulta de MI após o encerramento do HD e a perceção de benefício/prejuízo  inerente ao encerramento do HD surgem também como variáveis preditivas do  comportamento da variável perceção sobre a qualidade do atendimento pelo  administrativo no processo de admissão. Este resultado já seria de esperar uma  vez que estas variáveis são mencionadas na literatura como associadas à  qualidade percebida acerca do atendimento pelo administrativo (Madhok, Hameed e  Bhopal<SUP>26</SUP>, Kenagy, Berwick e Shore<SUP>27</SUP> e Martin, Perfect e  Mantle<SUP>26</SUP>). No segundo modelo de regressão ordinal, contemplando  também os utentes pertencentes ao grupo II (HSJ), o número de menores de idade  no agregado familiar deixa de ser significativo e surgem como variáveis  preditivas de potencial de acesso a situação profissional e a acessibilidade  geográfica percebida. No que diz respeito a variáveis preditivas de acesso  realizado, o número de consultas de MI marcadas no HSJ a que o utente não  compareceu em 2008 e a qualidade global percebida deixam de ser significativas,  contrariando associações defendidas por Madhok, Hameed e Bhopal<SUP>26</SUP> e  Martin, Perfect e Mantle<SUP>25</SUP>, mantêm-se a satisfação global e a  lealdade e acrescem a perceção sobre a qualidade das informações recebidas pelo  médico sobre o próprio estado de saúde, a perceção sobre o seu envolvimento na  decisão terapêutica, o cumprimento das expetativas e a recomendação. Note-se que  a variável hospital foi tida como significativa o que indica que as diferenças  observadas no teste de homogeneidade do qui-quadrado à perceção de níveis  inferiores de qualidade do atendimento do administrativo se pode, de facto,  dever ao encerramento do HD e à consequente transferência dos utentes para o  HSJ. Tal facto não será de estranhar uma vez que no primeiro modelo são  apontadas como significativas variáveis relativas aos efeitos do encerramento do  HD que traduzem perda de qualidade global do serviço, maior dificuldade em obter  uma consulta e sentimentos de prejuízo. Estas variáveis são mencionadas na  literatura como associadas à qualidade percebida acerca do atendimento pelo  administrativo (Madhok, Hameed e Bhopal<SUP>26</SUP>, Kenagy, Berwick e  Shore<SUP>27</SUP> e Martin, Perfect e Mantle<SUP>25</SUP>).</P>     <P><I>Tempo de espera para ser atendido</I></P>     <P>No que toca à perceção que o utente tem acerca do tempo que esperou para ser  atendido imediatamente antes da consulta, é de salientar que, como anteriormente  observado, o grupo I (HD) é composto por mais elementos reformados (logo, com  uma natural maior disponibilidade) do que o grupo II (HSJ), composto por mais  elementos empregados (possivelmente com menor disponibilidade e maior  intolerância aos tempos de espera). Não seria de estranhar, portanto, se o grupo  I (HD) percecionasse tempos de espera mais curtos do que o grupo II (HSJ).  Contrariamente ao que seria de esperar, os elementos do grupo I (HD) percecionam  o tempo de espera para ser atendido antes da consulta mais longo do que os  elementos do grupo II (HSJ).</P>     <P>No que diz respeito a variáveis preditivas de potencial de acesso, foram  identificados, para os elementos do grupo I (HD), a situação profissional, o  estado civil e a escolaridade muito possivelmente devido à sua relação com a  quantidade de tempo disponível e consequente tolerância a tempos de espera e,  quanto a variáveis preditivas de acesso realizado, são indicadas a perceção  sobre o envolvimento na decisão terapêutica e a lealdade. No que diz respeito a  variáveis relativas aos efeitos do encerramento do HD, é indicada pelo modelo de  regressão ordinal como preditiva da perceção acerca do tempo de espera para ser  atendido antes da consulta, a perceção sobre alterações na qualidade global do  serviço após o encerramento do HD. Tal facto não será de estranhar uma vez que a  perceção sobre o tempo de espera, para além de ser considerado um indicador de  qualidade (McCarthy, McGee e O’Boyle<SUP>28</SUP>), é associada à satisfação do  utente (Bar-Dayan et al.<SUP>29</SUP>, Bower et al.<SUP>30</SUP>, Andersen,  Camacho e Balkrishnan<SUP>31</SUP>) que, por sua vez, se associa à qualidade  percebida do serviço obtido (O’Loughlin e Coenders<SUP>3</SUP>, Salazar, Costa e  Rita<SUP>4</SUP>, Feddock et al.<SUP>5</SUP> e Caetano<SUP>6</SUP>).</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>No segundo modelo, em que constam também os elementos do grupo II (HSJ),  surge como única variável preditiva de potencial de acesso a situação  profissional. A lealdade mantém-se como variável preditiva de acesso realizado à  qual acrescem o número de consultas de MI marcadas no HSJ, a que o utente não  compareceu em 2008, a qualidade do atendimento pelo administrativo, a qualidade  global percebida, a qualidade das informações recebidas pelo médico sobre o  próprio estado de saúde, a satisfação global e a recomendação. Carece  acrescentar que a variável hospital também mostrou significância estatística,  pelo que as diferenças encontradas no teste de homogeneidade do qui-Quadrado se  podem dever realmente ao encerramento do HD. Assim, tal como é de esperar,  depois de terem mencionado uma perda de qualidade no serviço da consulta após o  encerramento do HD, os utentes do grupo I (HD) apresentam uma maior  probabilidade de percecionarem maiores tempos de espera prévios à consulta,  quando comparados com os utentes do grupo II (HSJ).</P>     <P>Importa destacar, no entanto, que o tempo de espera antes da consulta é a  variável cujos resultados indicados por ambos os grupos atinge valores mais  baixos, no que diz respeito à qualidade percebida. A este nível, vários estudos  têm sugerido os impactos negativos do tempo de espera imediatamente antes da  consulta na satisfação do utente<SUP>5</SUP><SUP>, </SUP><SUP>24</SUP><SUP>,  </SUP><SUP>32</SUP>.</P>     <P><I>Tempo de espera após a consulta</I></P>     <P>Importa salientar a inexistência de diferenças estatisticamente  significativas entre o grupo I (HD) e o grupo II (HSJ), no que toca à perceção  sobre o tempo de espera após a consulta, bem como o predomínio do nível 5 (tempo  de espera muito breve). Estes resultados são, muito provavelmente, devidos às  novas estratégias adotadas que prevêem a realização de procedimentos  anteriormente realizados pelo administrativo, que são agora efetuados pelo  próprio médico, ainda no consultório, tomando como exemplo os procedimentos  relacionados com a receita médica ou a marcação da consulta seguinte.</P>     <P><I>Atendimento pelo médico</I></P>     <P>No que toca à perceção dos respondentes acerca do atendimento pelo médico, a  análise realizada sugere não existirem diferenças significativas entre o grupo I  (HD) e grupo II (HSJ) nas variáveis: atenção dispensada, explicações sobre  medicamentos prescritos, informação sobre cuidados a seguir e desempenho global  do médico. Em todas estas variáveis e em ambos os grupos, a maioria dos  elementos selecionou os 2 níveis superiores (4 e 5). Note-se que na escala de 5  pontos utilizada neste conjunto de variáveis, o 1 representa o pólo negativo  significando baixa qualidade e o 5 o pólo oposto, representando uma ótima  qualidade de atendimento.</P>     <P>Importa salientar que os resultados indicando altos níveis de qualidade no  atendimento pelo médico foram já apurados por outros estudos importantes como,  por exemplo, o referente à avaliação da qualidade percebida e satisfação do  utente nos hospitais EPE na valência de consultas externas<SUP>24</SUP> ou o de  Cabral e Silva<SUP>33</SUP>.</P>     <P>Ao estudo dos dados referentes à perceção sobre o atendimento pelo médico  carece acrescentar que, como se observará adiante, a transferência do serviço de  MI do HD para o HSJ não implicou uma mudança de médico assistente para nenhum  dos utentes inquiridos. Os utentes do grupo I (HD) permaneceram no HSJ com o  mesmo médico que os seguia no HD, daí que não sejam de estranhar as semelhanças  encontradas entre os 2 grupos.</P>     <P>As diferenças encontradas entre os 2 grupos recaem apenas na perceção sobre a  informação transmitida acerca do estado de saúde do utente, em que a análise dos  dados é sugestiva de que os elementos do grupo I (HD), quando comparados com o  grupo II (HSJ), percecionam uma qualidade mais alta acerca das informações  recebidas pelo médico sobre o seu próprio estado de saúde e na perceção sobre o  envolvimento na decisão terapêutica em que a presente análise parece sugerir que  os utentes do grupo II (HSJ) se sentem mais envolvidos na decisão terapêutica do  que os utentes do grupo I (HD).</P>     <P><I><I>Qualidade acerca das informações recebidas pelo médico</I></I></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>No que diz respeito à perceção sobre a qualidade acerca das informações  recebidas pelo médico surge, no primeiro modelo, apenas uma variável preditiva  de acesso realizado (perceção sobre o envolvimento na decisão terapêutica) e uma  variável preditiva relativa aos efeitos do encerramento do HD (perceção sobre  alterações na qualidade global do serviço após o encerramento do HD).</P>     <P>O facto de uma variável relativa aos efeitos do encerramento do HD se revelar  variável preditiva da qualidade percebida acerca da informação dispensada pelo  médico, torna-se particularmente interessante uma vez que, com a transferência  de serviços para o HSJ, os médicos da consulta externa de MI permaneceram com os  mesmos utentes, não ocorrendo, portanto, qualquer mudança a este nível.</P>     <P>Várias explicações poderiam ser sugeridas para este resultado apontando-se, a  título de exemplo, mudanças de comportamento por parte dos médicos após o  encerramento do HD, no que diz respeito à disponibilização de informação ao  utente acerca do seu estado de saúde ou, por outro lado, uma perceção do utente  do grupo I (HD) tendencialmente pessimista quanto à transferência para o HSJ  (inclusivamente da minoria que aponta uma melhoria na qualidade global), que  acaba por se estender até aspetos não influenciados pelo encerramento do HD.</P>     <P>No tocante a este último aspeto, encontra-se o trabalho de Hughes e  Kerr<SUP>34</SUP> em que se defende que, em circunstâncias geradoras de  ansiedade (o encerramento do HD e respetiva transferência de serviços pode assim  considerar-se dados os vários protestos de utentes assinalados pela comunicação  social<SUP>35</SUP><SUP>, </SUP><SUP>36</SUP><SUP>, </SUP><SUP>37</SUP>), se  torna mais difícil ajustar as expetativas ao contexto existente, podendo levar a  que defensivamente o ser humano se centre na sua ideia pré-concebida,  percecionando a realidade (neste caso a informação recebida pelo médico acerca  do seu estado de saúde) distorcida de acordo com o seu  preconceito<SUP>34</SUP>.</P>     <P>Já no segundo modelo surgem múltiplas variáveis preditivas de potencial de  acesso, como sejam o número de menores de idade no agregado familiar, a  acessibilidade geográfica percebida, a idade, o estado civil, a escolaridade e a  situação profissional e quanto ao acesso realizado mantém-se a perceção sobre o  envolvimento na decisão terapêutica, à qual acrescem a qualidade global  percebida e a lealdade. Ao contrário do primeiro, neste segundo modelo, o  elevado número de variáveis preditivas para a qualidade percebida acerca das  informações transmitidas pelo médico vêm a refletir a complexidade que  caracteriza a relação médico-utente e, mais especificamente, a comunicação  médico-utente, amplamente assinalada por autores como Beate, Skorpen e  Materud<SUP>38</SUP>, Oliver<SUP>39</SUP> ou Koszegi<SUP>40</SUP>. Note-se que a  variável hospital não se mostrou significativa, pelo que as diferenças  encontradas entre o grupo I (HSJ) e o grupo II (HD) no que toca à perceção  acerca da qualidade da informação acerca do estado de saúde transmitida pelo  médico, se podem dever meramente ao acaso.</P>     <P><I><I>Envolvimento na decisão terapêutica</I></I></P>     <P>No que diz respeito à perceção sobre o envolvimento na decisão terapêutica, o  primeiro modelo de regressão ordinal indica como única variável preditiva de  potencial de acesso a situação profissional.</P>     <P>No que diz respeito a variáveis de acesso realizado tidas como preditivas,  contam-se o número de consultas de MI marcadas no HSJ a que o utente não  compareceu em 2008, à perceção sobre a qualidade das informações recebidas pelo  médico sobre o seu próprio estado de saúde, o cumprimento das expetativas, à  lealdade e à recomendação refletindo novamente a complexidade que caracteriza a  relação médico-utente<SUP>38</SUP><SUP>, </SUP><SUP>39</SUP><SUP>,  </SUP><SUP>40</SUP>.</P>     <P>Das variáveis relativas aos efeitos do encerramento do HD, destaca-se como  significativa a perceção sobre alterações na qualidade global do serviço após o  encerramento do HD.</P>     <P>À semelhança da perceção sobre a qualidade das informações cedidas pelo  médico acerca do estado de saúde do utente, também a variável perceção sobre o  envolvimento na decisão terapêutica é dependente de uma variável relativa aos  efeitos do encerramento do HD, o que é sugestivo de que, ou os médicos (visto  que acompanharam os seus utentes na transferência do serviço) promoveram um  maior envolvimento do utente na decisão terapêutica após o encerramento do HD ou  a perceção dos utentes a este nível acaba por ser influenciada por ideias  pré-concebidas resultantes do processo de transferência<SUP>34</SUP>.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>No segundo modelo deixa de haver variáveis preditivas significativas de  potencial de acesso e como variáveis preditivas de acesso realizado mantêm-se a  perceção sobre a qualidade das informações recebidas pelo médico sobre o seu  próprio estado de saúde e o cumprimento das expetativas às quais acresce a  qualidade global percebida. Mais uma vez se nota que a variável hospital não é  dotada de significância estatística, pelo que as diferenças observadas na  perceção sobre o envolvimento na decisão terapêutica entre os grupos se podem  dever unicamente ao acaso.</P>     <P><I>Cumprimento das expetativas</I></P>     <P>Parece verificar-se uma tendência para os níveis inferiores de cumprimento  das expetativas em relação à última consulta realizada no HSJ (1, 2 e 3) serem  selecionados pelos elementos do grupo I (HD) que, por sua vez, já tinham  assinalado níveis mais baixos de expetativas prévias, enquanto os níveis  superiores (4 e 5) são tendencialmente selecionados pelos elementos do grupo II  (HSJ) com expetativas prévias mais altas do que as dos utentes do grupo I  (HD).</P>     <P>Perante estes resultados, tendo em conta que o cumprimento das expetativas é  um forte determinante da satisfação do utente com o serviço obtido (como é  defendido por Kravitz<SUP>7</SUP> ou Caetano<SUP>6</SUP>), espera-se que o grupo  I (HD) venha a demonstrar níveis de satisfação global com o serviço prestado na  consulta mais baixos do que o grupo II (HSJ).</P>     <P>Na ausência de variáveis preditivas significativas de potencial de acesso  para o cumprimento das expetativas no primeiro modelo (em que nem sequer se  incluem as expetativas prévias à consulta, como seria de esperar, de acordo com  Hughes e Kerr<SUP>34</SUP>, Bell et al.<SUP>41</SUP> ou Feddock et  al.<SUP>5</SUP>), é identificada a satisfação global como variável preditiva de  acesso realizado.</P>     <P>No que diz respeito a variáveis relativas aos efeitos do encerramento do HD é  indicada como significativa a perceção de benefício/prejuízo inerente ao  encerramento do HD. Quando são considerados também os elementos do HSJ surgem  como variáveis preditivas de potencial de acesso a situação profissional e as  expetativas prévias à consulta, aqui já de acordo com Hughes e  Kerr<SUP>34</SUP>, Bell et al.<SUP>41</SUP> ou Feddock et al.<SUP>5</SUP>. No  que toca a variáveis de acesso realizado, permanece significativa a satisfação  global, à qual acrescem, no segundo modelo a perceção acerca da qualidade de  atendimento pelo administrativo, a perceção sobre a qualidade das informações  recebidas pelo médico sobre o seu próprio estado de saúde, a perceção acerca do  seu envolvimento na decisão terapêutica e a qualidade global percebida.</P>     <P>Note-se que apesar de nos testes de homogeneidade do qui-Quadrado terem sido  detetadas diferenças entre os grupos em estudo do cumprimento das expetativas  prévias à consulta, no segundo modelo de regressão ordinal, ao contrário do que  seria de esperar, a variável hospital não se demonstrou significativa levando a  crer que as diferenças de proporção detetadas previamente entre o grupo I (HD) e  o grupo II (HSJ) se devem ao acaso.</P>     <P><I>Qualidade global percebida</I></P>     <P>Os elementos do grupo II (HSJ) percebem níveis mais elevados de qualidade  global do serviço do que os elementos do grupo I (HD).</P>     <P>Sendo esta tendência em tudo semelhante às expetativas prévias à última  consulta, bem como ao seu cumprimento, acaba por confirmar-se o que é defendido  por O’Loughlin e Coenders<SUP>3</SUP> quando definem o cumprimento das  expetativas como o resultado de um prévio consumo de serviços, relacionado com o  nível de qualidade que os utentes esperam receber, ou por Ferreira et  al.<SUP>42</SUP> quando afirmam que a qualidade pode ser definida na forma como  as necessidades e expetativas relativas à prestação de um cuidado de saúde  específico ou utilização de um serviço foram satisfeitas ou atingidas.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Quando é realizado o primeiro modelo de regressão ordinal, é indicada a  escolaridade como única variável preditiva de potencial de acesso para a  qualidade global percebida e a satisfação global como única variável preditiva  de acesso realizado.</P>     <P>Note-se que nenhuma das variáveis relativas aos efeitos do encerramento do  HD, nem mesmo a variável «perceção sobre alterações na qualidade global do  serviço prestado na consulta de MI após o encerramento do HD» revelou  significância estatística suficiente para que pudessem ser consideradas  variáveis preditivas da qualidade global percebida. No segundo modelo mantém-se  a escolaridade como única variável preditiva de potencial de acesso e como  variáveis preditivas de acesso realizado surgem a qualidade do atendimento pelo  administrativo, a perceção sobre a qualidade das informações recebidas pelo  médico sobre o seu próprio estado de saúde, a perceção sobre o envolvimento na  decisão terapêutica, a perceção sobre o tempo de espera imediatamente antes da  consulta e a satisfação global. Mais uma vez, importa salientar que a variável  hospital não se mostrou suficientemente significativa, pelo que as diferenças  detetadas entre os grupos no teste de homogeneidade do qui-Quadrado  relativamente à qualidade global percebida se podem dever ao acaso.</P>     <P><I>Satisfação global</I></P>     <P>Os resultados levam a crer que os utentes do grupo II (HSJ) se encontram mais  satisfeitos do que os utentes do grupo I (HD), grupo este que assinalou  expetativas prévias mais baixas em relação à última consulta realizada e que  assumiu níveis também mais baixos de cumprimento das expetativas prévias e de  qualidade global percebida. Tal concordância vai ao encontro ao que é defendido  por autores como Kravitz<SUP>7</SUP>, O’Loughlin e Coenders<SUP>3</SUP>,  Ferreira et al.<SUP>42</SUP>, Salazar, Costa e Rita<SUP>4</SUP>, Feddock et  al.<SUP>5</SUP> e Caetano<SUP>6</SUP>.</P>     <P>Construído o primeiro modelo de regressão ordinal, na ausência de variáveis  preditivas significativas de potencial de acesso para satisfação global do  utente do grupo I (HD), são identificadas como variáveis preditivas de acesso  realizado o cumprimento das expetativas, a qualidade global percebida e a  recomendação cuja associação é mencionada na literatura por autores como  O’Loughlin e Coenders<SUP>3</SUP>, Ferreira et al.<SUP>42</SUP>, Salazar, Costa  e Rita<SUP>4</SUP>, Feddock et al.<SUP>5</SUP> ou Caetano<SUP>6</SUP>.</P>     <P>Note-se que nenhuma das variáveis relativas aos efeitos do encerramento do HD  é indicada como significativa e preditiva da satisfação do utente do grupo I  (HD). Quando são considerados também os elementos do HSJ surgem como variáveis  preditivas de potencial de acesso o número de menores de idade no agregado  familiar e a situação profissional. No que toca a variáveis de acesso realizado,  permanecem significativas a qualidade global percebida e a recomendação, às  quais acrescem, no segundo modelo a perceção sobre a qualidade das informações  recebidas pelo médico sobre o seu próprio estado de saúde, a perceção sobre o  envolvimento na decisão terapêutica e a lealdade. Note-se que a significância  estatística da variável hospital vem confirmar as diferenças entre os grupos em  estudo na satisfação global detetada nos testes de homogeneidade do  qui-quadrado. Tal resultado leva a crer que, embora nenhuma das variáveis  relativas aos efeitos do encerramento do HD seja preditiva da satisfação, as  diferenças detetadas previamente entre o grupo I (HD) e o grupo II (HSJ) se  devem, provavelmente, à transferência de serviços em consequência do  encerramento do HD.</P>     <P><I>Lealdade</I></P>     <P>Parece haver uma tendência para os elementos do grupo I (HD) selecionarem os  níveis mais baixos de lealdade (1, 2 e 3) e para os utentes do grupo II (HSJ)  selecionarem os níveis mais elevados (níveis 4 e 5).</P>     <P>Dado que a lealdade é vista como um consequente da satisfação<SUP>6</SUP> e  que a satisfação, por sua vez, se associa ao cumprimento das expetativas e à  qualidade percebida<SUP>3</SUP><SUP>, </SUP><SUP>4</SUP><SUP>,  </SUP><SUP>5</SUP><SUP>, </SUP><SUP>6</SUP><SUP>, </SUP><SUP>7</SUP><SUP>,  </SUP><SUP>42</SUP>, o facto de os utentes do grupo II (HSJ) serem mais leais  acaba por ser esperado, uma vez que a análise realizada tem vindo a sugerir para  este grupo expetativas mais altas, acompanhadas de altos níveis do seu  cumprimento, qualidade global percebida mais alta e níveis de satisfação global  também superiores.</P>     <P>Quando realizado o primeiro modelo de regressão ordinal surgem como variáveis  preditivas de potencial de acesso para a lealdade do utente do grupo I (HD) a  situação profissional e a acessibilidade geográfica percebida. No que diz  respeito a acesso realizado surgem como variáveis preditivas a perceção sobre a  qualidade das informações recebidas pelo médico sobre o seu próprio estado de  saúde, a perceção sobre o envolvimento na decisão terapêutica (indo ao encontro  do que é defendido por Emany et al.<SUP>43</SUP> quando sugerem a forte  associação entre as características do prestador de cuidados e a lealdade do  utente. Note-se que estas são também variáveis preditivas do cumprimento das  expetativas, da qualidade global percebida e da satisfação global o que não é de  estranhar pois a associação destas últimas tem vindo a ser apontada pelos  autores supracitados), o cumprimento das expetativas e a recomendação (também  estas associadas à lealdade no trabalho de Caetano<SUP>6</SUP>).</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Das variáveis relativas aos efeitos do encerramento do HD, destaca-se a  alteração da qualidade global do serviço prestado na consulta de MI após  encerramento do HD, o que já seria de esperar pois como tem sido descrito, a  qualidade global percebida associa-se à satisfação<SUP>3</SUP><SUP>,  </SUP><SUP>4</SUP><SUP>, </SUP><SUP>5</SUP><SUP>, </SUP><SUP>6</SUP><SUP>,  </SUP><SUP>7</SUP><SUP>, </SUP><SUP>42</SUP> e esta, por sua vez, constitui um  fator determinante da lealdade.</P>     <P>No segundo modelo, em que são acrescentados à análise os elementos do grupo  II (HSJ), surgem o número de menores de idade no agregado familiar e a situação  profissional como variáveis preditivas de potencial de acesso.</P>     <P>Já no que diz respeito às variáveis preditivas de acesso realizado, apenas se  mantêm a perceção sobre a qualidade das informações recebidas pelo médico sobre  o seu próprio estado de saúde e a recomendação.</P>     <P>Note-se que a variável hospital apresentou significância estatística, pelo  que se confirma que os utentes do grupo I (HD) têm menor probabilidade de serem  leais do que os utentes do grupo II (HSJ).</P>     <P><I>Recomendação</I></P>     <P>A análise sugere que, mesmo assinalando níveis mais baixos de expetativas e  respetivo cumprimento de qualidade percebida e de satisfação, os utentes do  grupo I (HD) têm vindo a identificar níveis relativamente altos na recomendação  dos serviços, ainda que sejam, no último nível (nível 5) ultrapassados pelo  grupo II (HSJ), em que um maior número de elementos assume ser muito provável  recomendar o serviço de MI a familiares, amigos ou colegas.</P>     <P>Quando realizado o primeiro modelo de regressão ordinal, surgem como  variáveis preditivas de potencial de acesso para a recomendação por parte do  utente do grupo I (HD) o número de menores de idade no agregado familiar, a  idade, a escolaridade e a situação profissional.</P>     <P>No que diz respeito a acesso realizado, surgem como variáveis preditivas a  perceção sobre a qualidade das informações recebidas pelo médico sobre o seu  próprio estado de saúde, a perceção sobre o envolvimento na decisão terapêutica,  a satisfação global e a lealdade. Tal facto não será de estranhar uma vez que,  como tem vindo a ser referido, as 2 primeiras são variáveis preditivas do  cumprimento das expetativas, da qualidade global percebida, da satisfação e da  lealdade que, por sua vez, também se associam à recomendação<SUP>6</SUP>.</P>     <P>No tocante a variáveis relativas aos efeitos do encerramento do HD,  destacaram-se como sendo variáveis preditivas da recomendação por parte do  utente do grupo I (HD), a perceção de alterações na duração da consulta após o  encerramento do HD e a perceção de benefício/prejuízo inerente ao encerramento  do HD.</P>     <P>Quando são acrescentados à análise os elementos do grupo II (HSJ), apenas se  mantêm a situação profissional e a escolaridade como variáveis preditivas de  potencial de acesso, às quais acresce o estado civil neste segundo modelo.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Já no que diz respeito às variáveis preditivas de acesso realizado, mantêm-se  a perceção sobre a qualidade das informações recebidas pelo médico sobre o seu  próprio estado de saúde, a satisfação global e a lealdade, às quais se junta a  perceção sobre a qualidade do atendimento pelo administrativo e a qualidade  global percebida. Note-se que a variável hospital apresentou significância  estatística pelo que se confirma que os utentes do grupo I (HD) têm menor  probabilidade de recomendar a consulta de MI a familiares, amigos ou colegas do  que os utentes do grupo II (HSJ).</P>     <P>Devido ao facto de serem sugeridas diferenças estatisticamente  significativas, no acesso realizado entre o grupo I (HD) e o grupo II (HSJ), e  devido ao aumento da probabilidade de faltar a consultas de MI no HSJ, à  diminuição da probabilidade de percecionar níveis elevados na qualidade do  atendimento pelo administrativo, ao aumento da probabilidade de percecionar  tempos de espera longos imediatamente antes da consulta, à diminuição da  probabilidade de experimentar altos níveis de satisfação com o serviço recebido  na consulta de MI no HSJ, à diminuição da probabilidade de ser leal à consulta  de MI do HSJ e à diminuição da probabilidade de recomendar este serviço, todos  pelo facto de ter sido utente da consulta de MI do HD, é permitido sugerir que,  paralelamente às diferenças do potencial de acesso identificadas na primeira  parte deste artigo, o encerramento do HD e a consequente transferência da  consulta de MI para o HSJ, tiveram um efeito negativo em importantes componentes  de acesso realizado.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Bibliografía</B></P>     <!-- ref --><P>1. Pereira MI, Sousa B, Coelho A, Ferrinho P. Comparação dos utentes do  antigo hospital do Desterro com os utentes do hospital de S. José no acesso à  consulta de Medicina Interna – Parte I: objectivos, população, métodos e  resultados sobre potencial de acesso. Revista Portuguesa de Saúde Pública. 2011;  29:188–99.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000197&pid=S0870-9025201200010000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>2. Andersen R, McCutcheon A, Aday LA, Chiu GY, Bell R. Exploring dimensions  of access to medical care [Internet] Health Serv Res. 1983;18:49–74 [consultado  22 Nov 2007]. Disponível em: <A href="http://www.pubmedcentral.nih.gov/picrender.fcgi?artid=1068709&amp;blobtype=pdf" target="_blank">www.pubmedcentral.nih.gov/picrender.fcgi?artid=1068709&amp;blobtype=pdf</A>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000199&pid=S0870-9025201200010000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>3. O’Loughlin C, Coenders G. Application of the European Customer  Satisfaction Index to postal services: structural equation models versus partial  least squares. Girona: Girona University; 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000201&pid=S0870-9025201200010000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>4. Salazar A, Costa J, Rita P. Relationship between service quality, customer  satisfaction and behavioural intentions: a study on the hospitality sector. In:  Proceedings of the 33rd EMAC – European Marketing Academy Conference, 2004 May  18–21; Murcia, Spain [Internet]. Brussels: European Marketing Academy; 2004  [consultado 30 Dec 2007]. Disponível em: <A href="http://www.institutodeturismo.org/multimedia/paperEMAC_salazar_rita_costa.pdf" target="_blank">www.institutodeturismo.org/multimedia/paperEMAC_salazar_rita_costa.pdf</A>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000203&pid=S0870-9025201200010000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>5. Feddock C, Hoellein AR, Griffith CH, Wilson JF, Bowerman JL, Becker NS,  et–al. Can physicians improve patient satisfaction with long waiting times?.  Eval Health Prof. 2005; 28:40–52.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000205&pid=S0870-9025201200010000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>6. Caetano P. Sistema de avaliação da qualidade apercebida e satisfação do  utente dos hospitais EPE [dissertation]. Lisboa: Instituto Superior de  Estatística e Gestão de Informação; 2007. Relatório de estágio do Mestrado em  Estatística e Gestão da Informação, ISEGI, Universidade Nova de Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000207&pid=S0870-9025201200010000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>7. Kravitz R. Measuring patients’ expectations and requests. Ann Intern Med.  2001; 134:881–8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000209&pid=S0870-9025201200010000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>8. Roberge D, Beaulieu MD, Haddad S, Lebeau R, Pineault R. Loyalty to the  regular care provider: patient's and physician's views. Fam Pract. 2001;  18:53–9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000211&pid=S0870-9025201200010000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>9. Shavers V, Shankar S, Alberg AJ. Perceived access to health care and its  influence on the prevalence of behavioural risks among urban African Americans.  J Nat Med Assoc. 2002; 94:952–62.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000213&pid=S0870-9025201200010000400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>10. Fitzpatrick A, Powe NR, Cooper LS, Ives DG, Robbins JA. Barriers to  health care access among the elderly and who perceives them. Am J Public Health.  2004; 94:1788–94.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000215&pid=S0870-9025201200010000400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>11. Ensor T, Cooper S. Overcoming barriers to health service access and  influencing the demand side trough purchasing [Internet] Washington, CD: World  Bank Human Development Network; 2004. (HNP Discussion Paper) [consultado 05 Jan  2008]. Disponível em:  <A href="http://siteresources.worldbank.org/HEALTHNUTRITIONANDPOPULATION/Resources/281627–1095698140167/EnsorOvercomingBarriersFinal.pdf" target="_blank">siteresources.worldbank.org/HEALTHNUTRITIONANDPOPULATION/Resources/281627–1095698140167/EnsorOvercomingBarriersFinal.pdf</A>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000217&pid=S0870-9025201200010000400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>12. Oliveira E, Travassos C, Carvalho M. Acesso à internação hospitalar nos  municípios brasileiros em 2000: territórios do Sistema Único de Saúde  [Internet]. Cadernos de Saúde Pública. 2004;20 [consultado 10 Dec 2007].  Disponível em: <A href="http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102–311X2004000800023&amp;script=sci_arttext" target="_blank">www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102–311X2004000800023&amp;script=sci_arttext</A>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000219&pid=S0870-9025201200010000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>13. Scheppers E, van Dongen E, Dekker J, Geertzen J, Dekker J. Potential  barriers to the use of health services among ethnic minorities: a review  [Internet]. Oxford: Oxford University Press; 2006 [consultado 30 Dec 2007].  Disponível em: <A href="http://fampra.oxfordjournals.org/cgi/reprint/23/3/325" target="_blank">fampra.oxfordjournals.org/cgi/reprint/23/3/325</A>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000221&pid=S0870-9025201200010000400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>14. Barron W. Failed appointments: who misses them, why they are missed and  what can be done. Prim Care. 1980; 7:563–4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000223&pid=S0870-9025201200010000400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>15. Lee V, Earnest A, Chen MI, Krishnan B. Predictors of failed attendances  in a multi–specialty outpatient centre using electronic databases. BMC Health  Serv Res. 2005; 5:1–8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000225&pid=S0870-9025201200010000400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>16. Hardy K, O’Brien S, Furlong N. Information given to patients before  appointments and its effects on non–attendance rate. BMJ. 2001; 323:1298–300.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000227&pid=S0870-9025201200010000400016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </P>     <!-- ref --><P>17. Lester S, Harris S. Factors associated with first session non attendance  at a university–based family therapy clinic. Am J Fam Ther. 2007; 35:363–76.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000229&pid=S0870-9025201200010000400017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </P>     <!-- ref --><P>18. Dyer P, Lloyd CE, Lancashire RJ, Bain SC, Barnett AH. Factors associated  with clinical non–attendance in adults with type 1 diabetes mellitus. Diabetic  Med. 1998; 15:339–43.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000231&pid=S0870-9025201200010000400018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>19. Lloyd M, Bradford C, Webb S. Non–attendance at outpatient clinics: is it  related to the referral process?. Fam Pract. 1993; 10:111–7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000233&pid=S0870-9025201200010000400019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>20. Chung J, Wong T, Yeung A. Non–attendance at an orthopaedic and trauma  specialist outpatient department of a regional hospital. J Nurs Manag. 2004;  12:362–7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000235&pid=S0870-9025201200010000400020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>21. McIvor R, Ek E, Carson J. Non–attendance rates among patients attending  different grades of psychiatrist and a clinical psychologist within a community  mental health clinic. Psychiat Bull. 2004; 28:5–7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000237&pid=S0870-9025201200010000400021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <P>22. Cooper S. Non adherence with treatment and non attendance policy learning  disability service [Internet] Professional Forum Integrated Clinical Governance;  2009 [consultado 22 Mar 2010]. Disponível em <A href="http://www.walsallcommunityhealth.nhs.uk" target="_blank">www.walsallcommunityhealth.nhs.uk</A>.</P>     <!-- ref --><P>23. Zacker J, Bard M. Adaptive resistance to change in a community. Am J  Commun Psichol. 1973; 1:44–9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000240&pid=S0870-9025201200010000400023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>24. Martin C, Perfect T, Mantle G. Non–attendance in primary care: the views  of patient and practices on its causes, impact and solutions. Fam Pract. 2005;  22:638–43.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000242&pid=S0870-9025201200010000400024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>25. Madhok R, Hameed A, Bhopal R. Satisfaction with health services among the  Pakistani population in Middlesbrought. England J Public Health Med. 1998;  20:295–301.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000244&pid=S0870-9025201200010000400025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>26. Kenagy J, Berwick D, Shore M. Service quality in health care. JAMA. 1999;  281:661–5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000246&pid=S0870-9025201200010000400026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>27. McCarthy S, McGee H, O’Boyle C. Outpatient clinic waiting times and  non–attendance as indicators of quality. Psychol Health Med. 2000; 5:287–93.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000248&pid=S0870-9025201200010000400027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </P>     <!-- ref --><P>28. Bar–Dayan Y, Leiba A, Weiss Y, Carroll JS, Benedek P. Waiting time is a  major predictor of patient satisfaction in a primary military clinic. Mil Med.  2002; 167:842–5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000250&pid=S0870-9025201200010000400028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>29. Bower P, Roland M, Campbell J, Mead N. Setting standards based on  patients’ views on access and continuity: secondary analysis of data from the  general practice assessment survey. BMJ. 2003; 326:1–5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000252&pid=S0870-9025201200010000400029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>30. Anderson R, Camacho F, Balkrishnan R. Willing to wait? The influence of  patient wait time on satisfaction with primary care. BMC Health Serv Res. 2007;  31:1–5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000254&pid=S0870-9025201200010000400030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>31. Ministério da Saúde. Sistema de avaliação da qualidade apercebida e  satisfação do utente nos hospitais EPE 2005 [Internet] Lisboa: Instituto  Português da Qualidade; 2006 [consultado 14 Oct 2008]. Disponível em:  <A href="http://www.hospitaisepe.min–saude.pt/NR/rdonlyres/D0C30602–9F7E–42E1–939A–34917D294F9B/4425/Apres_HEPE2005.pdf" target="_blank">www.hospitaisepe.min–saude.pt/NR/rdonlyres/D0C30602–9F7E–42E1–939A–34917D294F9B/4425/Apres_HEPE2005.pdf</A>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000256&pid=S0870-9025201200010000400031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>32. Helbig M, Helbig S, Kahla–Witzsch HA, May A. Quality management:  reduction of waiting time and efficiency enhancement in an ENT – university  outpatients’ department. BMC Health Serv Res. 2009; 9:1–9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000258&pid=S0870-9025201200010000400032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>33. Cabral M, Silva P. O estado da saúde em Portugal: acesso avaliação e  atitudes da população portuguesa: evolução entre 2001 e 2008 e comparações  regionais. Lisboa: Instituto de Ciências Sociais; 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000260&pid=S0870-9025201200010000400033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>34. Hughes P, Kerr I. 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