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<article-id>S0870-90252012000100008</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.1016/j.rpsp.2012.04.001</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Cuidados de fim de vida: Portugal no projeto europeu PRISMA]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[In Europe, there is a growing need for end-of-life care and for a definition of priorities for clinical practice and research in this health area. This article aims to present the activities of PRISMA (2008-2011), a project funded by the European Commission and led by King's College London, involving an African partner and 12 European partners, including two in Portugal. It was intended to inform improvements in clinical practice and harmonising the research carried out in end-of-life care for cancer patients in Europe, by comparing approaches, experiences and priorities.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <P><B>Cuidados de fim de vida: Portugal no projeto europeu PRISMA</B></P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Pedro Lopes Ferreira<SUP>a</SUP>, Bárbara Antunes<SUP>b,c</SUP>, Ana Barros  Pinto<SUP>d</SUP>, Bárbara Gomes<SUP>c</SUP></b></p>     <P><SUP>a</SUP>Faculdade de Economia, Universidade de Coimbra, Centro de Estudos  e Investigação em Saúde da Universidade de Coimbra, Coimbra, Portugal. <A href="mailto:pedrof@fe.uc.pt">pedrof@fe.uc.pt</A></P>      <P><SUP>b</SUP>Unidade de Psicologia da Dor, Centro de Estudos e Investigação em  Saúde, Universidade de Coimbra, Coimbra, Portugal</P>     <P><SUP>c</SUP>Department of Palliative Care, Policy and Rehabilitation, Cicely  Saunders Institute, King's College, Londres, Reino Unido</P>     <P><SUP>d</SUP>Unidade de Oncologia, Hospital Santa Maria, EPE</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Resumo</B></P>    <P>Na Europa é crescente a necessidade de cuidados de fim de vida e de uma  definição de prioridades para a prática clínica e para a investigação nesta área  da saúde. Este artigo tem como objetivo apresentar as atividades do PRISMA  (2008–2011), projeto financiado pela Comissão Europeia e liderado pelo King's  College London, envolvendo um parceiro africano e 12 parceiros europeus, entre  os quais, dois em Portugal. Destinou–se a informar melhorias na prática clínica  e a harmonizar a investigação desenvolvida em cuidados de fim de vida para  doentes oncológicos na Europa, comparando abordagens, experiências avaliativas e  prioridades.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><B>Palavras Chave:</B> Cuidados paliativos. Doenças crónicas. Avaliação de resultados. Qualidade de  vida.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>End–of–life care: Portugal in the European project PRISMA</B></P>     <P><B>Abstract</B></P>    <P>In Europe, there is a growing need for end–of–life care and for a definition  of priorities for clinical practice and research in this health area. This  article aims to present the activities of PRISMA (2008–2011), a project funded  by the European Commission and led by King's College London, involving an  African partner and 12 European partners, including two in Portugal. It was  intended to inform improvements in clinical practice and harmonising the  research carried out in end–of–life care for cancer patients in Europe, by  comparing approaches, experiences and priorities.</P>     <P><B>Keywords:</B> Palliative care. Chronic diseases. Outcome measurement. Quality of life.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P>Na década de 60, inicialmente na Inglaterra e posteriormente estendendo-se  ao restante da Europa, Canadá, Austrália e aos Estados Unidos, a ideia de uma  morte mais digna, menos sofrida, próxima das pessoas que se ama e que nos são  caras, proporcionou a criação de um movimento de cuidados mais humanizados,  integral, voltado mais especificamente para indivíduos com doenças crónicas,  progressivas e sem possibilidade de tratamento curativo. Foi a partir desse  movimento que as discussões sobre os cuidados aos indivíduos no fim de vida  passaram a ganhar espaço nos serviços de saúde.</P>     <P>National Institutes of Health Consensus Development Program, 2004.</P>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><B>Introdução</B></P>     <P>A crescente mortalidade causada na Europa pelas doenças crónicas, como o  cancro, demonstra a necessidade urgente de cuidados de fim de vida (FdV), ou  paliativos, para um número cada vez maior de cidadãos europeus. A investigação  nos cuidados aos doentes em FdV na Europa está ainda pouco desenvolvida no que  respeita à sua efetividade e subsiste com poucos recursos. Este facto deve-se a  diferentes fenómenos: dificuldades em definir FdV e o seu campo de atuação,  inexistência de uma estratégia comum aos diferentes países europeus e que  identifique e implemente boas práticas e princípios científicos, necessidade de  instrumentos comuns e validados para avaliar e melhorar a experiência de  cuidados em FdV e, por fim, a falta de definição de prioridades nesta  área<SUP>1</SUP>.</P>     <P>Os cuidados paliativos foram definidos pela Organização Mundial de Saúde em  2002 como uma abordagem cujo objetivo é melhorar a qualidade de vida (QdV) dos  doentes e das suas famílias quando enfrentam uma doença potencialmente fatal,  através da prevenção e alívio do sofrimento, da identificação precoce e da  avaliação e tratamento da dor, assim como de outros problemas físicos,  psicológicos, espirituais e sociais<SUP>2</SUP><SUP>, </SUP><SUP>3</SUP><SUP>,  </SUP><SUP>4</SUP>. Um estudo recente sobre a efetividade de unidades de  cuidados paliativos demonstrou benefícios para doentes oncológicos logo que  diagnosticados com uma doença avançada e sempre que o prognóstico indicou não  haver cura<SUP>5</SUP>. Tais cuidados devem, portanto, iniciar-se o mais cedo  possível após um diagnóstico de doença incurável. A sua necessidade aumenta à  medida que a doença progride e as terapêuticas «curativas» ou que prolongam a  vida vão sendo cada vez menos eficazes<SUP>7</SUP>. Além disso, os cuidados  paliativos não terminam quando o doente morre, já que devem incluir a  assistência ao processo de luto dos familiares<SUP>6</SUP><SUP>,  </SUP><SUP>7</SUP>.</P>     <P>Este tipo de cuidados pode ser prestado no hospital, em instituições  especializadas ou em casa do doente ou dos seus familiares. É importante haver  acessibilidade e possibilidade de escolha, pois durante o período de doença, os  doentes poderão ter de receber cuidados em vários lugares, podendo variar as  suas preferências em relação ao sítio onde preferem estar, receber os cuidados e  morrer. No entanto, é de notar que, sendo criadas condições, a maioria das  pessoas prefere ser tratada em casa, permanecer e morrer no seu ambiente  familiar, rodeada dos seus entes queridos e amigos<SUP>8</SUP>. Isto é possível  acontecer com um bom grau de conforto e qualidade de vida, caso o doente e a  família sejam acompanhados por uma equipa multidisciplinar especializada no  domicílio<SUP>4</SUP><SUP>, </SUP><SUP>9</SUP>. Está também provado que os  cuidados paliativos aumentam o nível de satisfação dos doentes e dos seus  familiares e, ainda, previnem o uso de tratamentos agressivos que consomem  recursos, sem prolongarem o tempo de vida<SUP>6</SUP>. Um recente ensaio clínico  aleatorizado conduzido nos Estados Unidos reportou melhor QdV e controlo de  sintomas, mas também uma maior sobrevivência de doentes oncológicos em cuidados  paliativos quando comparados com doentes oncológicos em tratamento  normal<SUP>5</SUP>.</P>     <P>De forma a melhor atingir os seus objetivos, os serviços e programas de  cuidados paliativos (quer em regime de consultadoria em hospitais, em unidades  de internamento especializadas, de apoio a lares ou ao domicílio) devem ter  formação avançada em cuidados paliativos e seguir diretrizes que possibilitem  aliviar o sofrimento, controlar os sintomas e melhorar a QdV dos indivíduos com  doença avançada e a dos seus familiares. O seu campo de atuação pode ser  agrupado em seis domínios: físico, psicológico, social, espiritual, cultural e  estrutural<SUP>7</SUP>. Assim,      <P>(1) Domínio físico permite avaliar o indivíduo e a sua família, com respeito  pelos seus desejos, o controlo dos sintomas baseado em evidências e uma  adequação do ambiente onde o cuidado é realizado;</P>     <P>(2) Domínio psicológico avalia o impacto da doença terminal no indivíduo e  nos familiares, permitindo estabelecer um programa que os capacite em lidar com  a morte dos entes queridos e com os cuidados da equipa clínica;</P>     <P>(3) Domínio social avalia as necessidades sociais do indivíduo e da sua  família e estabelece uma abordagem individualizada e integrada, mantendo a  comunidade alerta sobre a importância dos cuidados paliativos e viabilizando a  inclusão de propostas de cuidados paliativos na formulação de políticas sociais  e de saúde;</P>     <P>(4) Domínio espiritual pressupõe que as crenças religiosas devem ser  reconhecidas e respeitadas e garante apoio espiritual e religioso a indivíduos e  a familiares;</P>     <P>(5) No domínio cultural, o serviço de cuidados paliativos deve atender às  necessidades culturais dos indivíduos e familiares, deve refletir a diversidade  cultural da comunidade que serve e oferecer programas educacionais aos  profissionais para que estes tenham em conta esta diversidade cultural;</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>(6) Domínio estrutural pressupõe uma equipa interdisciplinar, incluindo  serviços médicos, de enfermagem e auxiliares, incorporando voluntários e  formação especializada em cuidados paliativos para a equipa interdisciplinar e a  incorporação de atividades de melhoria da qualidade dos serviços, de  investigação clínica e de processos de gestão.</P>     <P></P>     <P>O <I>National Consensus Project for Quality Palliative Care</I><SUP>10</SUP>  acrescenta mais dois domínios: o domínio dos cuidados ao moribundo (últimas  24-48h) e o domínio dos aspetos éticos e legais (bioética em  FdV)<SUP>7</SUP><SUP>, </SUP><SUP>11</SUP>.</P>     <P>Há, pelo menos, quatro razões bem fundamentadas para se avaliar  cientificamente os resultados e a qualidade dos cuidados paliativos. Em primeiro  lugar, só assim se pode comprovar que os serviços de cuidados paliativos  existentes identificam e suprem devidamente as necessidades dos seus doentes e  famílias. Em segundo lugar, uma avaliação compreensiva pode identificar formas  de melhorar e otimizar os cuidados prestados, ajudando os serviços a  desenvolverem-se e a trabalhar melhor, beneficiando cada vez mais os doentes e  as suas famílias. Acrescenta-se que qualquer avaliação de cuidados paliativos  que envolva doentes e famílias abre importantes canais de comunicação entre  estes e a equipa prestadora de cuidados e que, por fim, qualquer avaliação  rigorosa contribui de forma significativa para avançar a ciência e a evidência  que sustenta os cuidados paliativos.</P>     <P>No entanto, este tipo de avaliação enfrenta inúmeros desafios de teor  metodológico, prático e ético relacionados com o estado frágil físico e/ou  psíquico da população em causa<SUP>12</SUP>. Um dos mais importantes desafios  prende-se com a necessidade de uma utilização concertada de instrumentos de  avaliação que abranjam sistematicamente todos os domínios considerados  importantes nos cuidados paliativos de forma breve, adequada e sem grande  sobrecarga para o doente ou para os seus familiares<SUP>13</SUP>.</P>     <P><I>Portugal e a restante realidade europeia</I></P>     <P>Segundo o documento <I>Palliative care: the solid facts</I>, publicado pela  OMS em 2004, os cuidados de saúde em FdV nos países europeus estão em geral  pouco desenvolvidos (quando comparados com, por exemplo, os Estados Unidos,  Canadá ou Austrália) e associados a poucos recursos e a pouca produção  científica<SUP>14</SUP>. Neste documento é afirmado que, em muitos países, menos  de 0,5% da investigação em oncologia é atribuída aos cuidados de FdV e aos  cuidados paliativos. Isto é, havendo na Europa cerca de 1,7 milhões de mortes  atribuídas ao cancro<SUP>15</SUP><SUP>, </SUP><SUP>16</SUP> e estimando-se  anualmente mais de 1,6 milhões de doentes com dor<SUP>17</SUP>, sente-se uma  enorme necessidade de melhorar os cuidados dedicados a doentes em FdV e aos seus  familiares. Tal como em outros países europeus, o sistema português de saúde  enfrenta um enorme desafio no futuro, no que diz respeito a cuidados de FdV. Com  uma das populações mais idosas da Europa, projeções oficiais indiciam um aumento  dramático de mortes em Portugal, resultado das gerações <I>baby-boom</I> estarem  a envelhecer e do aumento da esperança de vida. Estima-se que em 2060, 153 600  pessoas morram em Portugal, comparativamente com as 104 434 mortes que ocorreram  em 2009<SUP>18</SUP>. Esta estatística é ainda mais relevante se tivermos em  conta o aumento de doenças crónicas, como o cancro, e que por cada morte, a  família e os amigos são também afetados. Em Portugal a oferta de serviços de  cuidados paliativos é muito limitada. De facto, de acordo com a Associação  Portuguesa de Cuidados Paliativos, existem apenas 19 serviços de cuidados  paliativos (incluindo públicos e privados) num país com uma população superior a  10 milhões, estando a decorrer iniciativas a nível político para aumentar o  número de serviços disponíveis, incluindo uma rede de cuidados continuados  integrados a nível nacional.</P>     <P>Apesar da necessidade crescente de cuidados em FdV, a definição do conceito e  campo de atuação é complexa, o que impede consenso e maior colaboração nesta  importante área da saúde. O termo ‘cuidado em FdV’ é difuso, mais utilizado  entre académicos do que entre clínicos, outros prestadores de cuidados, doentes  ou familiares<SUP>19</SUP>. Além disto, as definições e as formas como estas são  operacionalizadas tendem, necessariamente, a ser afetadas pela cultura, mesmo  dentro do contexto europeu. Uma das definições existentes é a adotada na  conferência do <I>National Institutes of Health</I> sobre o estado da ciência na  melhoria dos cuidados de saúde de FdV<SUP>20</SUP> onde se afirma que apesar de  não existir uma definição exata para FdV, supõe-se a presença de uma doença ou  sintomas crónicos ou de incapacidade funcional persistente que necessitem de  cuidados formais ou informais e que conduzam à morte. Para muitos, cuidados de  FdV são sinónimo de cuidados paliativos, realçando-se o caráter essencial e  especializado deste tipo de cuidados. Para alguns, são sinónimo de cuidados  terminais e correspondem aos cuidados praticados nos últimos dias ou semanas de  vida. Para outros, ainda, correspondem ao último ano de vida.</P>     <P>Também em relação às prioridades europeias para ação não há ainda um  consenso, havendo, no entanto, a ideia generalizada de que qualquer acordo a  estabelecer-se deverá ter em conta as preferências dos cidadãos, dos doentes e  dos clínicos<SUP>21</SUP>, enquadrando aspetos científicos, práticos e éticos.  Além disto, relacionado com as prioridades para os cuidados em FdV, um ponto  importante é a avaliação científica dos efeitos e benefícios para os doentes e  para as suas famílias, qualquer que seja a perspetiva utilizada, a da melhoria  da qualidade, a da avaliação das necessidades ou a da avaliação de tratamentos  ou de intervenções específicas. E, também aqui, a falta de uma medida  padronizada implica a existência de diferenças na interpretação dos resultados  dos estudos ou das meta-análises<SUP>22</SUP><SUP>, </SUP><SUP>23</SUP><SUP>,  </SUP><SUP>24</SUP>, uma vez que é sabido que existem diferenças sobre o  significado de FdV entre doentes, cuidadores e profissionais de  saúde<SUP>25</SUP> ou mesmo só entre profissionais de saúde<SUP>26</SUP>.</P>     <P>É, assim, essencial uma integração da informação a nível europeu para a  definição de políticas, programas e serviços em cuidados paliativos. O período  que antecede a morte de um ser humano confrontado com uma doença crónica  avançada, progressiva e incurável é talvez um dos períodos mais importantes da  sua vida, principalmente pelas consequências psíquicas, financeiras, práticas,  afetivas, existenciais e físicas para os doentes, seus familiares e cuidadores.  O modo como as pessoas morrem na Europa e em Portugal modificou-se muito nos  últimos cem anos: passou-se a «medicalizar» ou a «institucionalizar» a morte. A  morte de um doente é um final difícil para uma medicina cujo objetivo é curar,  sempre que possível<SUP>20</SUP>.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><I>O projecto PRISMA</I></P>     <P>No contexto do 7.° Programa Quadro da Comissão Europeia, de maio de 2008 a  maio de 2011, foi financiado um projeto europeu denominado "<I>Reflecting the  positive diversities of European priorities for research and measurement in end  of life care</I>", associado ao acrónimo PRISMA (<A  href="http://www.prismafp7.eu/" target="_blank">http://www.prismafp7.eu/</A>), e cujo propósito  global foi analisar as melhores práticas de investigação em cuidados de saúde de  FdV, através da comparação de abordagens e experiências de avaliação e de  prioridades de investigação. Teve como objetivo fornecer evidência e orientações  relativas a boas práticas de modo a melhorar os resultados em saúde de doentes e  suas famílias. As atividades do PRISMA pretenderam refletir as preferências e a  diversidade cultural dos cidadãos, as prioridades clínicas dos prestadores e as  medidas multidimensionais de resultados apropriadas aos vários locais de  prestação de cuidados de FdV. O projeto que, apesar do términus do  financiamento, resultou numa rede de investigadores ainda em atividade, foi  constituído por 10 parceiros de oito países europeus e um parceiro africano,  apresentados na Tabela 1.</P>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Tabela 1 - Participantes do PRISMA</b></p>     <p><img src="/img/revistas/rpsp/v30n1/30n1a08t1.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <P>O PRISMA operacionalizou o conceito de FdV, utilizando a definição associada  ao último ano de vida, também defendida pelos <I>National Institutes of  Health</I><SUP>20</SUP> e pelo <I>National Institute for Health Research</I> do  Reino Unido<SUP>27</SUP>. Como modelo de avaliação em cuidados de FdV, foi  adotado o instrumento POS (<I>Palliative care Outcome Scale</I>), inicialmente  desenvolvido e validado no Reino Unido<SUP>13</SUP> e já traduzido e validado em  português<SUP>28</SUP>. O projeto pretendeu:      <P>• Desenvolver uma colaboração ativa sobre cultura e cuidados de saúde de FdV  nos diversos países europeus, explorando diferenças em prioridades e em  evidências;</P>     <P>• Estudar e comparar a natureza e a condução da investigação em cuidados de  saúde de FdV em doentes oncológicos tendo em conta as prioridades clínicas e dos  cidadãos;</P>     <P>• Analisar as abordagens e as várias experiências europeias de avaliação e de  indicadores de qualidade;</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>• Desenvolver recursos <I>on line</I> para apoiar a avaliação e a  investigação de cuidados de saúde de FdV para doentes oncológicos;</P>     <P>• Incentivar a colaboração entre investigadores de cuidados de saúde  oncológicos de FdV.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Metodologia</B></P>     <P>Oito grupos de trabalho (GT) foram constituídos com os objetivos parcelares  apresentados na Tabela 2 e articulados entre si de acordo com o representado na  Figura 1.</P>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Tabela 2 - Grupos de trabalho do projecto PRISMA</b></p>     <p><img src="/img/revistas/rpsp/v30n1/30n1a08t2.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/rpsp/v30n1/30n1a08f1.jpg"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Figura 1 - Diagrama dos 8 grupos de trabalho que integram o  projeto PRISMA.</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <P>Como referido anteriormente, o propósito global do PRISMA foi a geração e a  disseminação de conhecimento que evidencie a relevância da investigação em  cuidados de FdV e o seu ajuste à diversidade cultural dos locais em que são  prestados. Deste modo, o GT1 desenvolveu a sua atividade com o objetivo de  identificar diferenças culturais e explicar significados e práticas  interculturais nos cuidados de FdV. Partiu-se da constatação de que os cuidados  de FdV são culturalmente sensíveis, havendo evidência de diferenças com base no  nível social e cultural dos doentes e suas famílias, nomeadamente no acesso a  estes cuidados<SUP>29</SUP>. Outras áreas onde, por vezes, estas diferenças se  fazem sentir são as relacionadas com a autonomia dos doentes e o tipo de  informação que lhes é prestada<SUP>30</SUP>. Pretendeu-se obter um consenso  sobre uma definição comum de FdV.</P>     <P>Por outro lado, o GT2 e o GT3 estiveram particularmente orientados para as  prioridades e preferências dos cidadãos e para as prioridades de investigação em  cuidados de FdV na Europa. Assim, o GT2 levou a cabo um inquérito nos oito  países europeus – incluindo Portugal – com o objetivo de determinar as  preferências e as prioridades dos cidadãos desses países face aos cuidados de  FdV. Pretendeu-se contribuir para que os programas de saúde e serviços  prestadores de cuidados pudessem melhor responder ao que os cidadãos dos  respetivos países esperam, querem e necessitam<SUP>8</SUP>.</P>     <P>Já em relação às prioridades clínicas de investigação em cuidados de FdV na  Europa, não há evidência de muitos estudos científicos<SUP>31</SUP>, o que tem  levado alguns autores a afirmar que, embora a quantidade de investigação pareça  estar a crescer, o mesmo não se poderá necessariamente dizer da sua  qualidade<SUP>32</SUP>. O GT3 conduziu inquéritos a nível europeu para  identificar tais prioridades clínicas de investigação, assim como identificar as  metodologias praticadas e as dificuldades e as barreiras encontradas.</P>     <P>Ao mesmo tempo, é particularmente importante conhecer-se como são tratados os  dados de QdV nos vários países europeus. Temas interessantes incluem a agregação  e a unificação de bases de dados com proveniência diversa, a análise dos dados  omissos, a avaliação longitudinal, os aspetos éticos associados a esta população  extremamente frágil e vulnerável. Tornou-se também útil conhecer quais as  medidas mais apropriadas em utilização no contexto da população oncológica de  FdV e a sua robustez e validade. Foi, assim, propósito do GT4 harmonizar a  aplicação do POS, já traduzido e validado em várias línguas europeias e  coordenar a sua utilização com a de outros instrumentos de medição, com vista à  partilha de boas práticas e de normas de orientação. Para isso, este GT conduziu  um inquérito para determinar quais as medidas a serem utilizadas pelos clínicos  e investigadores<SUP>33</SUP>.</P>     <P>A crescente preocupação para com os sintomas nesta fase de cuidados de saúde  justifica a existência de um grupo de trabalho dedicado aos sintomas e à sua  medição, em especial em doentes oncológicos. De facto, mais de metade dos  doentes oncológicos em FdV passa por experiências de dor, falta de ar e fadiga,  entre outros sintomas<SUP>23</SUP><SUP>, </SUP><SUP>34</SUP>. Com este objetivo,  o GT5 teve como finalidade proceder exatamente à implementação do POS-S  (<I>Palliative care Outcome Scale – Symptoms</I>), um instrumento de medição dos  sintomas para ser utilizado em unidades de cuidados paliativos e à criação de  uma rede de utilizadores a aplicar este e outros instrumentos de avaliação em  doentes em FdV, de modo a garantir-lhes e às suas famílias, dentro do possível,  níveis de conforto e dignidade. Para além do POS e do POS-S, foram aplicados  vários instrumentos de medição, entre os quais se destaca o QLQ-C15  PAL<SUP>35</SUP> do <I>European Organization for Research and Treatment of  Cancer</I> (EORTC) e o ESAS (<I>Edmonton Symptom Assessment  System</I>)<SUP>36</SUP>, todos eles específicos de cuidados de FdV, assim como  o instrumento de avaliação EQ-5D<SUP>37</SUP>, instrumento genérico que produz  valores de QALYs e que permite a realização de avaliações económicas  custo-utilidade.</P>     <P>Este projeto não ignorou as denominadas <I>nursing homes</I> e a qualidade  dos cuidados aí praticados. Apesar de ser uma realidade inexistente em Portugal  (o mais próximo serão alguns lares de idosos, casas de repouso e algumas  unidades de cuidados continuados), as <I>nursing homes</I> são, em algumas  regiões do centro e do norte da Europa e dos EUA, o local em que muitas pessoas,  idosos ou jovens adultos que requerem cuidados diariamente, passam os seus  últimos tempos de vida, recebendo cuidados paliativos<SUP>14</SUP>. O GT6  pretendeu, assim, fazer uma análise comparada dos cuidados oncológicos nas  <I>nursing homes</I> europeias.</P>     <P>Por fim, o GT7 foi responsável pela gestão geral do projeto e o GT8 pela  organização de uma conferência final para disseminar as principais conclusões do  PRISMA de modo a torná-las úteis para as várias tomadas de decisão clínica ou de  natureza política. Esta reunião realizou-se em Bruxelas em março de 2011 e  contou com o apoio da Associação Europeia de Cuidados Paliativos. Para além dos  principais responsáveis pelos vários GT, participaram nesta conferência a  responsável pela Direção-Geral para a Investigação da Comissão Europeia, o  responsável pela Coligação Europeia dos Doentes Oncológicos e um responsável  pelo Gabinete Regional da OMS-Europa, para além de investigadores dos EUA, do  Canadá e da Austrália.</P>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><B>Resultados</B></P>     <P><I>A colaboração portuguesa no PRISMA</I></P>     <P>O projeto envolveu dois parceiros portugueses: o Centro de Estudos de  Investigação em Saúde da Universidade de Coimbra (CEISUC) e o Hospital de Santa  Maria, EPE, em Lisboa. A colaboração portuguesa foi de destaque no projeto  PRISMA. Na condição de responsável pelo GT5, o CEISUC, juntamente com o Hospital  Santa Maria e outros parceiros, liderou avanços e recomendações para melhorar a  avaliação de sintomas em FdV. Para além deste aspeto, a parceria portuguesa  estendeu-se a outros componentes e grupos de trabalho no PRISMA, em especial aos  GT2 e GT4. Passa-se a apresentar um breve resumo de cada uma destas  contribuições, frisando a importância do trabalho para Portugal.      <P>• GT2: Prioridades e preferências dos cidadãos em cuidados de FdV</P>     <P>Foi feito um trabalho conjunto de desenho de um questionário para inquirir as  preferências dos cidadãos, através do telefone, assim como a sua tradução e a  adaptação para a língua portuguesa. Esta fase de obtenção de um questionário  equivalente em português seguiu o processo tradicional de tradução/retroversão,  seguido de um pequeno teste de compreensão. Todo o trabalho de submissão de  pedido de autorização à Comissão de Ética para a Investigação Clínica (CEIC) e à  Comissão Nacional de Proteção de Dados (CNPD) esteve a cargo do grupo português.  Estabeleceu-se também um contacto com o Telefone da Amizade, uma associação  privada de solidariedade social inspirada no modelo dos Samaritan, escolhida por  nós para ser referida aos entrevistados, caso se sentissem emocionalmente  perturbados após algumas perguntas formuladas no inquérito.</P>     <P>Este projeto envolveu entrevistas telefónicas a 9344 cidadãos de sete países  europeus (Alemanha, Bélgica, Espanha, Holanda, Itália, Portugal e Reino Unido),  com 16 ou mais anos de idade. Em Portugal foram entrevistados 1286 indivíduos,  70% dos quais, se se deparassem com uma doença grave, como o cancro, e tivessem  um tempo de vida limitado, tivessem de tomar decisões difíceis e de definir  prioridades, prefeririam melhorar a qualidade de vida do tempo que lhes restasse  a prolongar o seu tempo de vida. Nesta mesma situação, 96% gostariam de ser  informados relativamente às opções disponíveis, embora 79% preferissem ser  informados do tempo que lhes restava<SUP>8</SUP>.</P>     <P>• GT4: boas práticas e recursos para a avaliação de resultados em cuidados de  FdV</P>     <P>Houve um trabalho conjunto, através de reuniões, no desenho do questionário  para inquirir preferências dos profissionais de saúde. Da aplicação deste  questionário chegou-se à conclusão de que cerca de metade dos profissionais  utilizariam medidas de resultado se houvesse mais formação e se tivessem uma  melhor orientação. A medida ideal deveria ter 6 a 10 itens, incluindo os  domínios físico, psicológico e social<SUP>38</SUP>.</P>     <P>Como consequência, este GT criou um guia de apoio à medição de resultados  para profissionais de cuidados paliativos<SUP>39</SUP>, tendo o CEISUC  participado nas várias fases de desenvolvimento do guia, assim como ter  procedido à criação da versão portuguesa.</P>     <P>• GT5: boas práticas na avaliação de sintomas</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Foi efetuada a adaptação cultural e a validação do instrumento de avaliação  POS-S para a população portuguesa, em estreita colaboração com a Unidade de  Missão para os Cuidados Continuados Integrados (UMCCI) e com a Associação  Portuguesa de Cuidados Paliativos (APCP). Foi também organizado um seminário  internacional de Avaliação de Sintomas no dia 20 de outubro de 2009 para dar a  conhecer a versão experimental da brochura e do cartão sobre o POS, destinados a  profissionais de saúde. Estes dois instrumentos experimentais tinham como  objetivo informar e orientar o uso do POS e do POS-S, nomeadamente a nível de  informação geral e razão da existência da medida, uso, cotação e interpretação  dos resultados obtidos. Desta reunião, em que estiveram presentes médicos  oncologistas, enfermeiros, psicólogos, fisioterapeutas e assistentes sociais  saíram novas ideias para uma segunda versão melhorada destes dois instrumentos,  que têm como objetivo principal a divulgação do POS e do POS-S e a sua  utilização na prática clínica. Esta segunda versão foi apresentada aos parceiros  do PRISMA no final de janeiro de 2010, juntamente com a versão digital. Em maio  de 2011, consensualizou-se o conteúdo da brochura e do cartão e colocou-se a  versão final na internet (<A  href="http://www.uc.pt/org/ceisuc/Investigacao/Proj_concluidos/PRISMA/" target="_blank">http://www.uc.pt/org/ceisuc/Investigacao/Proj_concluidos/PRISMA/</A>).  O CEISUC coordenou também as versões em outras línguas, tendo sido produzidas e  estando neste momento já disponíveis em papel e na internet as versões em  português, inglês, alemão, italiano, holandês, castelhano e grego. Na  conferência anual da <I>European Association of Palliative Care</I>, decorrida  em Lisboa, também em maio de 2011, todas as versões linguísticas estiveram  presentes e em destaque, em papel, disponíveis para todos os participantes,  assim como em formato digital no novo website da POS lançado na conferência (<A  href="http://www.pos-pal.org/" target="_blank">http://www.pos-pal.org/</A>).</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Discussão</B></P>     <P>No seu último ano, o projeto europeu PRISMA avançou de forma significativa  para o enriquecimento do conhecimento sobre os cuidados de FdV. Os produtos  decorrentes deste projeto incluem revisões de literatura e evidências de boas  práticas, lista de tópicos prioritários de investigação, recursos para os  profissionais de saúde e critérios para seleção de métodos e instrumentos de  avaliação na prática clínica.</P>     <P>As medidas de resultado necessitam ser culturalmente sensíveis e adaptadas ao  contexto em que são aplicadas, devem ter em conta aquilo que mais importa aos  doentes e à família e ter um enfoque no controlo dos sintomas, no bem-estar  emocional, no apoio familiar, na escolha do local onde consideram que os  cuidados devem ser prestados e nas necessidades de informação. Para que as  medidas sejam usadas de forma válida e correta, a formação dos profissionais de  saúde que trabalham na área deve ser contínua. É necessário disponibilizar essa  formação e trabalhar em conjunto com os diferentes serviços, pois estes têm  caraterísticas diferentes e operacionalizam de forma diferente. No entanto,  todos os serviços têm algo a ganhar com o uso de medidas, nomeadamente, ter um  instrumento comum que facilite a comunicação quer entre os diferentes  profissionais de saúde, quer entre os doentes e familiares e os profissionais,  facilitar a identificação de necessidades paliativas (físicas, emocionais,  psicológicas e sociais) que por vezes podem ser descuradas, controlo de  qualidade dos serviços prestados como estratégias de melhorar esses mesmos  cuidados e possibilidade de visualizar a condição do doente de forma holística.  Finalmente, a criação de bases de dados nos diferentes serviços e a sua futura  partilha poderá ter como benefício a comparação dos resultados obtidos como  forma de atingir as melhores práticas para as diferentes problemáticas.</P>     <P>Por fim, obteve-se evidência da necessidade de mais formação e de uma  investigação translacional em colaboração com as ciências básicas, a oncologia e  os cuidados paliativos. Neste sentido, após o fim do financiamento pela Comissão  Europeia, os investigadores do PRISMA mantêm a colaboração conjunta, não só para  a elaboração de artigos, neste momento, a serem publicados em revistas  científicas, como também para o desenvolvimento de novos projetos de  investigação.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Financiamento</B></P>     <P>O PRISMA foi financiado pela Comissão Europeia, 7° Programa Quadro (contrato:  Health-F2-2008-201655) com o objetivo global de coordenar a investigação  internacional de alta qualidade em cuidados oncológicos de FdV. Investigador  principal: Richard Harding. Diretora científica: Irene J Higginson. Membros do  PRISMA: Gwenda Albers, Barbara Antunes, Ana Barros Pinto, Claudia Bausewein,  Dorothee Bechinger-English, Hamid Benalia, Lucy Bradley, Lucas Ceulemans,  Barbara A Daveson, Luc Deliens, Noël Derycke, Martine de Vlieger, Let Dillen,  Julia Downing, Michael Echteld, Natalie Evans, Dagny Faksvåg Haugen, Lindsay  Flood, Nancy Gikaara, Barbara Gomes, Marjolein Gysels, Sue Hall, Richard  Harding, Irene J Higginson, Stein Kaasa, Jonathan Koffman, Pedro Lopes Ferreira,  Johan Menten, Natalia Monteiro Calanzani, Fliss Murtagh, Bregje  Onwuteaka-Philipsen, Roeline Pasman, Francesca Pettenati, Robert Pool, Tony  Powell, Miel Ribbe, Katrin Sigurdardottir, Steffen Simon, Franco Toscani, Bart  van den Eynden, Jenny van der Steen, Paul Vanden Berghe, Trudie van Iersel.</P>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><B>Bibliografía</B></P>     <!-- ref --><P>1. Harding R, Higginson IJ. PRISMA: a pan–European co–ordinating action to  advance the science in end–of–life cancer care. Eur J Cancer. 2010; 46:1493–501.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000094&pid=S0870-9025201200010000800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </P>     <!-- ref --><P>2. Griffin JPK, Kathryn A, Nelson JE, Cooley ME. Palliative care  consultation, quality–of–life measurements, and bereavement for end–of–life care  in patients with lung cancer: ACCP evidence–based clinical practice guidelines.  Chest. 2007; 132:404–22.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S0870-9025201200010000800002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>3. WHO. WHO definition of palliative care. Geneva, Switzerland: World Health  Organization; 2010 [consultado 21 Ago 2010]. Disponível em: <A href="http://www.who.int/cancer/palliative/definition/en" target="_blank">www.who.int/cancer/palliative/definition/en</A>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S0870-9025201200010000800003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>4. Jordh&#511;y MS, Fayers P, Loge JH, Ahlner–Elmqvist M, Kaasa S. Quality of life  in palliative cancer care: results from a cluster randomized trial. J Clin  Oncol. 2001; 19:3884–94.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S0870-9025201200010000800004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>5. Temel JS, Greer JA, Muzikansky A, Gallagher ER, Admane S, Jackson VA,  et–al. Early palliative care for patients with metastatic non–small–cell lung  cancer. N Engl J Med. 2010; 363:733–42.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S0870-9025201200010000800005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>6. Martínez–Sellés M, Vidán MT, López–Palop R, Rexach L, Sánchez E, Datino T,  et–al. End–stage heart disease in the elderly. Rev Esp Cardiol. 2009; 62:409–21.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S0870-9025201200010000800006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </P>     <!-- ref --><P>7. Silva RCF, Hortale VA. Cuidados paliativos oncológicos: elementos para o  debate de diretrizes nesta área. Cad Saúde Pública. 2006; 22:2055–66.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S0870-9025201200010000800007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>8. Gomes B, Higginson IJ, Calanzani N, Cohen J, Deliens L, Daveson BA, et–al,  on behalf of PRISMA. Preferences for place of death if faced with advanced  cancer: a population survey in England, Flanders, Italy, Germany, the  Netherlands, Portugal and Spain. Ann Oncol. 2012. doi:10.1093/annonc/mdr602.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S0870-9025201200010000800008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </P>     <!-- ref --><P>9. Formiga F, Chivite D, Ortega C, Casas S, Ramon JM, Pujol R. End–of–life  preferences in elderly patients admitted for heart failure. QJM. 2004; 97:803–8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S0870-9025201200010000800009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </P>     <!-- ref --><P>10. National Consensus Project for Quality Palliative Care. Clinical practice  guidelines for quality palliative care. Pittsburgh: National Consensus Project  for Quality Palliative Care; 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S0870-9025201200010000800010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>11. Pasman HR, Brandt HE, Deliens L, Francke AL. Quality indicators for  palliative care: a systematic review. J Pain Symptom Manage. 2009; 38:145–56.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S0870-9025201200010000800011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </P>     <!-- ref --><P>12. Paci E, Miccinesi G, Toscani F, Tamburini M, Brunelli C, Constantini M,  et–al. Quality of life assessment and outcome of palliative care. J Pain Symptom  Manage. 2001; 21:179–88.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S0870-9025201200010000800012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>13. Hearn J, Higginson IJ. Development and validation of a core outcome  measure for palliative care: the palliative care outcome scale. Qual Health  Care. 1999; 8:219–27.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S0870-9025201200010000800013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>14. WHO. Palliative care: the solid facts. Copenhagen, Denmark: World Health  Organization; 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S0870-9025201200010000800014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>15. Boyle P, Ferlay J. Cancer incidence and mortality in Europe, 2004. Ann  Oncol. 2005; 16:481–8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S0870-9025201200010000800015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>16. International Agency for Research on Cancer. New European cancer figures:  World Cancer Agency says major effort needed toward prevention in Europe. Lyon,  Fran International Agency for Research on Cancer. WHO; 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S0870-9025201200010000800016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>17. Higginson IJ, Constantini M. Dying with cancer, living well with advanced  cancer. Eur J Cancer. 2008; 44:1414–24.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S0870-9025201200010000800017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>18. INE. Projecções de população residente em Portugal 2008–2060. Lisboa:  Instituto Nacional de Estatística; 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S0870-9025201200010000800018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>19. Shipman C, Gysels M, Whte P, Worth A, Murray SA, Barclay S, et–al.  Improving generalist end of life care: national consultation with practitioners,  commissioners, academics, and service user groups. BMJ. 2008; 337:a1720.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S0870-9025201200010000800019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>20. US Department of Health and Human Services. National Institutes of Health  State–of–the–Science Conference Statement, December 6–8, 2004. Statement on  Improving End–of–Life Care. Bethesda, Maryland: National Institutes of Health  Consensus Development Program 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S0870-9025201200010000800020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>21. Higginson IJ, Davies E, Tsouros AD. The end of life: unknown and  unplanned?. Eur J Public Health. 2007; 17:331–2.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S0870-9025201200010000800021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>22. Harding R, Higginson IJ. What is the best way to help caregivers in  cancer and palliative care?. A systematic literature review of interventions and  their effectiveness. Palliat Med. 2003; 17:63–74.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S0870-9025201200010000800022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>23. Higginson IJ, Finlay IG, Goodwin DM, Hood K, Edwards AG, Cook A, et–al.  Is there evidence that palliative care teams alter end–of–life experiences of  patients and their caregivers?. J Pain Symptom Manage. 2003; 25:150–68.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S0870-9025201200010000800023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>24. Solano JP, Gomes B, Higginson IJ. A comparison of symptom prevalence in  far advanced cancer, AIDS, heart disease, chronic obstructive pulmonary disease  and renal disease. J Pain Symptom Manage. 2006; 31:58–69.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S0870-9025201200010000800024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>25. McIlfatrick S. Assessing palliative care needs: views of patients,  informal careers and healthcare professionals. J Adv Nurs. 2007; 57:77–86.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S0870-9025201200010000800025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>26. Schneider N, Buser K, Amelung VE. Discrepancies in the viewpoints of  different German health care providers on palliative care. 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Enhancing patient–reported outcome measurement in research and practice of  palliative and end–of–life care. Support Care Cancer. 2012. doi:  10.1007/s00520–012–1436–5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000158&pid=S0870-9025201200010000800033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>34. Steinhauser KE, Christakis NA, Clipp EC, McNeilly M, McIntyre L, Tulsky  JA. Factors considered important at the end of life by patients, family,  physicians, and other care providers. 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Bruera E, Kuehn N, Miller MJ, Selmser P, Macmillan K. The Edmonton  Symptom Assessment System (ESAS): a simple method for the assessment of  palliative care patients. J Palliat Care. 1991; 7:6–9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000164&pid=S0870-9025201200010000800036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <P>37. En: Szende A., Oppe M., Devli N., editors. EQ–5D value sets: inventory,  comparative review and user guide. Dordrecht, The Netherlands: Springer; 2007.  (EuroQol Group Monographs; 2). </P>     <!-- ref --><P>38. Bausewein C, Simon ST, Benalia H, Downing J, Mwangi–Powell FN, Daveson  BA, et–al. Implementing patient reported outcome measures (PROMs) in palliative  care––users’ cry for help. 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<body><![CDATA[<P>Os autores declaram não haver conflito de interesses.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><I>Recebido em 6 de Agosto de 2011</I></P>     <P><I>Aceite em 3 de Abril de 2012</I></P>      ]]></body><back>
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