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<publisher-name><![CDATA[Escola Nacional de Saúde Pública]]></publisher-name>
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<article-id>S0870-90252012000200002</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.1016/j.rpsp.2012.12.001</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Os comportamentos sexuais dos universitários portugueses de ambos os sexos em 2010]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Sexual behaviours of Portuguese university students of both sexes in 2010]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade Técnica de Lisboa Faculdade de Motricidade Humana Centro de estudos de educação para a saúde]]></institution>
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<country>Portugal</country>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The impact caused by HIV/Aids and other risks related to sexual activity, such as unplanned pregnancy, is responsible for sexuality to be considered as a matter of social priority and a factor that may have a strong negative impact in terms of health, therefore ranking young people as an important target group in terms of sexual and reproductive health. This research assessed the sexual behaviors of university students of both sexes in Portugal. The sample of the national HBSC/SSREU study consists of 3278 young people between 18 and 35 years old. The findings show the majority has had sexual intercourse, had their first sexual intercourse at 16 or onwards and used either a condom or a contraceptive pill. The contraceptive methods chosen are usually the condom and the pill intended to prevent both a sexually transmitted infection and an unwanted pregnancy. Men report having had their first sexual intercourse earlier than women and report more frequently not having used any contraceptive method, which suggests a risky behaviour both in terms of unwanted pregnancy being infected with an STI. Men and older young people reported more often having sexual intercourse with another person during the romantic relationship, occasional sexual partners, more than three sexual partners in the last year and sexual intercourse under the influence of alcohol or drugs. The results reflect the need to implement educational policies in the context of sexuality, aiming at guiding young people about healthy sexual practices. It is essential to make young people more aware and more responsible for issues related to their sexual health, as well as their partners’.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Comportamentos sexuais]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <P><b>ARTIGOS ORIGINAIS</b></P>     <P><b>Os comportamentos sexuais dos universitários portugueses de ambos os sexos em  2010</b></P>      <P><b>Sexual behaviours of Portuguese university students of both sexes in 2010</b></P>     <p>&nbsp;</p>     <P><b>Marta Reis<SUP>a</SUP><sup><a href="#0">*</a></sup><a name="top0"></a>, Lúcia Ramiro<SUP>a</SUP>, Margarida Gaspar de  Matos<SUP>a</SUP>, José A. Diniz<SUP>a</SUP></b></P>     <P><SUP>a</SUP>Centro de estudos de educação para a saúde, Faculdade de  Motricidade Humana, Universidade Técnica de Lisboa, Cruz Quebrada, Portugal</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>RESUMO</B></P>     <P>O impacto causado pela infeção do VIH/SIDA, juntando–se a outros riscos  ligados à atividade sexual, como a gravidez não desejada, fez com que a  sexualidade passasse a ser considerada uma questão de urgência social e um fator  que pode ter um forte impacto negativo ao nível da saúde, considerando–se os  jovens adultos como um grupo especialmente vulnerável em termos de saúde sexual  e reprodutiva. Esta investigação avaliou os comportamentos sexuais dos jovens  universitários portugueses de ambos os sexos. A amostra do estudo nacional  HBSC/SSREU é constituída por 3278 jovens, entre os 18 e os 35 anos. Os  resultados obtidos demonstram que a maioria já teve relações sexuais, teve a sua  primeira relação sexual aos 16 anos ou mais e utilizou como primeira contraceção  o preservativo. Os métodos contracetivos escolhidos habitualmente por estes  jovens são o preservativo e a pílula com intenção de prevenir, quer uma infeção  sexualmente transmissível, quer uma gravidez indesejada. Os homens tiveram a  primeira relação sexual mais cedo que as mulheres e mais frequentemente não  utilizaram qualquer método contracetivo, o que sugere um elevado risco para  contrair uma gravidez não desejada ou uma IST. Os homens e os jovens mais velhos  referiram mais frequentemente ter relações sexuais com outra pessoa durante o  relacionamento amoroso, parceiros sexuais ocasionais, mais de 3 parceiros  sexuais ocasionais no último ano e relações sexuais sob o efeito do álcool ou  drogas. Os resultados refletem a necessidade de implementar políticas  educacionais no âmbito da sexualidade, visando a orientação dos jovens quanto às  práticas sexuais saudáveis. É imprescindível tornar os jovens mais responsáveis  e mais atentos quanto aos cuidados com a sua saúde sexual, bem como com a dos  seus parceiros.</P>     <p><b>Palavras-chave</b>:Comportamentos sexuais, Saúde sexual e reprodutiva, Jovens universitários, Portugal</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <P><B>ABSTRACT</B></P>     <P>The impact caused by HIV/Aids and other risks related to sexual activity,  such as unplanned pregnancy, is responsible for sexuality to be considered as a  matter of social priority and a factor that may have a strong negative impact in  terms of health, therefore ranking young people as an important target group in  terms of sexual and reproductive health. This research assessed the sexual  behaviors of university students of both sexes in Portugal. The sample of the  national HBSC/SSREU study consists of 3278 young people between 18 and 35 years  old. The findings show the majority has had sexual intercourse, had their first  sexual intercourse at 16 or onwards and used either a condom or a contraceptive  pill. The contraceptive methods chosen are usually the condom and the pill  intended to prevent both a sexually transmitted infection and an unwanted  pregnancy. Men report having had their first sexual intercourse earlier than  women and report more frequently not having used any contraceptive method, which  suggests a risky behaviour both in terms of unwanted pregnancy being infected  with an STI. Men and older young people reported more often having sexual  intercourse with another person during the romantic relationship, occasional  sexual partners, more than three sexual partners in the last year and sexual  intercourse under the influence of alcohol or drugs. The results reflect the  need to implement educational policies in the context of sexuality, aiming at  guiding young people about healthy sexual practices. It is essential to make  young people more aware and more responsible for issues related to their sexual  health, as well as their partners’.</P>     <P><B>Keywords: </B>Sexual behaviour. Sexual and reproductive health. University students.  Portugal. </P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Introdução</B></P>     <P>Os indivíduos sexuados alcançam a sua identidade e autonomia na  adolescência<SUP>1</SUP>.</P>     <P>A adolescência é uma fase da vida em que o ser humano passa por profundas  transformações e vivencia novas experiências no que diz respeito à sexualidade.  Nesta fase é habitual acontecerem as primeiras relações amorosas, que apesar de  não serem sempre planeadas, muitas vezes terminam na primeira experiência  sexual<SUP>2</SUP><SUP>, </SUP><SUP>3</SUP>. Não é um processo harmonioso, pois  a maturidade emocional nem sempre acompanha a maturidade física, o que torna a  adolescência uma etapa de extrema vulnerabilidade a riscos ligados à atividade  sexual, tais como a gravidez indesejada, o aborto, o VIH/SIDA e outras infeções  sexualmente transmissíveis (IST), que podem comprometer o projeto de vida ou até  mesmo a própria vida do adolescente<SUP>1</SUP><SUP>, </SUP><SUP>4</SUP>.</P>     <P>De acordo com a Organização Mundial de Saúde, em termos mundiais, cerca de 15  milhões de adolescentes são mães anualmente<SUP>5</SUP> e 21,6 milhões de  abortos ocorreram em 2008 em mulheres com idade entre os 15 e os 44  anos<SUP>6</SUP>. Em Portugal, no ano de 2010, 4052 adolescentes entre os 13 e  os 19 anos foram mães<SUP>7</SUP> e no ano de 2010, realizaram-se 19151  interrupções voluntárias da gravidez em mulheres com idade entre os 15 e os 44  anos, mas a maioria ocorreu em jovens entre os 15 e os 29 anos  (55%)<SUP>8</SUP>.</P>     <P>Segundo o relatório da UNAIDS<SUP>9</SUP>, 34 milhões de pessoas, em todo o  mundo, vivem com VIH/SIDA. Em 2010, foram infetadas mundialmente 2,7 milhões de  pessoas e 42% dos novos casos de infeção pelo VIH ocorreram em jovens entre os  15 e os 24 anos<SUP>9</SUP>. Em Portugal, os dados de 2010 do Centro de  Vigilância Epidemiológica das Doenças Transmissíveis comprovaram a tendência dos  últimos anos, isto é, do aumento do número de heterossexuais infetados bem como  dos indivíduos com idades compreendidas entre os 20 e os 49 anos, o que  significa que um número significativo terá contraído a infeção ainda durante a  adolescência ou início da idade adulta<SUP>10</SUP>.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Assim, a população adolescente e os jovens adultos são considerados grupos de  relevância na prática de ações preventivas e em investigações no âmbito dos  comportamentos sexuais, identificando-se o uso inconsistente ou o não uso de  preservativos, a existência de parceiros sexuais ocasionais, bem como a  associação entre o consumo de álcool e/ou drogas e a atividade sexual como  fatores e comportamentos de risco a prevenir e a analisar<SUP>11</SUP><SUP>,  </SUP><SUP>12</SUP><SUP>, </SUP><SUP>13</SUP><SUP>, </SUP><SUP>14</SUP>.</P>     <P>É de conhecimento público que o uso do preservativo é o único método que  permite uma dupla prevenção, tanto para as IST quanto para a gravidez  indesejada. No entanto, apesar do aumento da frequência no uso do preservativo  entre os jovens<SUP>2</SUP><SUP>, </SUP><SUP>15</SUP>, o uso inconsistente ainda  é frequente, principalmente nas relações eventuais e não  planeadas<SUP>11</SUP><SUP>, </SUP><SUP>12</SUP><SUP>, </SUP><SUP>13</SUP><SUP>,  </SUP><SUP>14</SUP>.</P>     <P>Porém, o uso do preservativo e de métodos contracetivos não está  necessariamente associado ao conhecimento. Um menor índice de uso de métodos  contracetivos não está relacionado diretamente com a falta de  informação<SUP>16</SUP><SUP>, </SUP><SUP>17</SUP>.</P>     <P>A eficácia do uso do preservativo e de outros métodos contracetivos, para  além do conhecimento, está sujeito a outros fatores psicológicos fundamentais,  tais como a eficácia e intenção do jovem para usá-lo(s), a perceção que este tem  da atitude dos pares e a sua própria capacidade de  assertividade<SUP>17</SUP><SUP>, </SUP><SUP>18</SUP><SUP>, </SUP><SUP>19</SUP>.  E é ainda importante averiguar a quem é que os jovens recorrem para ter  informação e acesso face aos métodos contracetivos, uma vez que estes podem  representar verdadeiros obstáculos que impedem o seu uso<SUP>20</SUP>.</P>     <P>Em Portugal, a prevalência de uso dos métodos contracetivos é alta, porém  concentrada no uso da pílula, utilizada por 85% das mulheres<SUP>21</SUP>. Entre  os adolescentes portugueses, os métodos mais utilizados são o preservativo  masculino e a pílula<SUP>22</SUP>. No mundo, as estatísticas sugerem que mais de  60% dos jovens da Europa ocidental, central e de leste<SUP>2</SUP> e dos Estados  Unidos<SUP>15</SUP> usam preservativo. Segundo o estudo de Pirotta e  Schor<SUP>16</SUP>, realizado a estudantes universitários de São Paulo, os  métodos mais utilizados são o preservativo masculino e a pílula, relacionando-se  o seu uso com o tipo de relacionamento (esporádico ou namoro), em que o uso da  pílula aumenta ou o uso do preservativo é substituído nos jovens que referiam  ter uma relação mais estável e que designavam de namoro.</P>     <P>Optou-se por desenvolver um estudo nacional com uma amostra da população de  jovens adultos, pois por um lado estes encontram-se num período importante de  transição da vida, e por outro lado há necessidade de maior conhecimento  científico em relação aos comportamentos sexuais. De entre os jovens adultos,  considerou-se o subgrupo dos jovens que frequentam o ensino superior dada a  elevada percentagem dos mesmos (entre 30-35%, segundo o EACEA<SUP>23</SUP>) e  por ser uma amostra mais fácil de recolher de modo sistemático e controlado.</P>     <P>É crucial existirem investigações sobre o comportamento sexual dos  universitários para orientar o planeamento de ações na área da saúde e educação  sexual desses jovens.</P>     <P>Deste modo, é objetivo do presente estudo aprofundar o conhecimento da  sexualidade dos jovens universitários portugueses, nomeadamente: 1) caracterizar  a 1.º relação sexual, comportamentos relativos à  contraceção (informação, acesso e utilização) e comportamentos sexuais de risco;  2) analisar diferenças entre géneros face às variáveis mencionadas; e 3)  analisar diferenças entre grupos de idade para a utilização de métodos  contracetivos e comportamentos sexuais de risco.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Método</B></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><I>Amostra</I></P>     <P>A amostra do estudo nacional HBSC/SSREU é constituída por 3278 estudantes  universitários portugueses, entre os 18 e os 35 anos, selecionados  aleatoriamente dos jovens que frequentavam o ensino superior português no ano  letivo 2009/2010. A amostra incluiu 30,3% do género masculino e 69,7% do género  feminino (distribuição esta que é aproximadamente a encontrada na população  universitária portuguesa<SUP>24</SUP>), com uma média de idades de 21 anos  (DP=3,00). A maioria dos participantes é de nacionalidade portuguesa (97,3%), de  religião católica (71,9%), solteira (95,5%) e refere ser heterossexual  (96,4%).</P>     <P><I>Procedimento</I></P>     <P>O estudo nacional «Saúde sexual e reprodutiva dos estudantes universitários»  (HBSC/SSREU) foi feito pela primeira vez em 2010 – é uma extensão do estudo  HBSC. O Health Behaviour in School-aged Children (HBSC) é um estudo feito em  colaboração com a Organização Mundial de Saúde (<A  href="http://www.hbsc.org/" target="_blank">www.hbsc.org</A>) que pretende estudar os  comportamentos de saúde em adolescentes em idade escolar e está inscrito numa  rede internacional de investigação constituída por 43 países europeus, entre os  quais Portugal, através da equipa do Projeto Aventura Social, da Faculdade de  Motricidade Humana<SUP>25</SUP>.</P>     <P>De modo a obter uma amostra representativa da população que frequenta o  ensino superior em Portugal, efetuou-se uma seleção aleatória, estratificada  pelas 5 regiões do país, das universidades e institutos politécnicos, quer do  ensino público quer do privado.</P>     <P>A técnica de recolha da amostra foi a «cluster sampling», considerando-se a  turma o «cluster» ou unidade de análise. Assim, recolheram-se questionários em  124 turmas num total de 3278 alunos inscritos no ano letivo de 2009/2010. A  administração dos questionários realizou-se no contexto da sala de aula e o  preenchimento dos questionários foi supervisionado pelo investigador responsável  pelo estudo. Antes do preenchimento, os estudantes foram informados que a  resposta ao questionário era voluntária, confidencial e anónima. O tempo de  preenchimento do questionário situou-se entre os 60 e os 90min.</P>     <P>Esta pesquisa nacional foi realizada em 2010 para o Ministério da Saúde e  para a Coordenação Nacional para a Infeção do VIH/SIDA. Teve a aprovação de uma  Comissão Científica, da Comissão Nacional de Ética e da Comissão Nacional de  Proteção de Dados e seguiu à risca todas as recomendações de Helsínquia para a  implementação da investigação.</P>     <P><I>Medidas</I></P>     <P>O questionário internacional do HBSC/OMS é desenvolvido numa lógica de  cooperação pelos investigadores dos países que integram a rede. O questionário  «Saúde sexual e reprodutiva dos estudantes universitários»  (HBSC/SSREU)<SUP>26</SUP> utilizado neste estudo resultou do protocolo  internacional no que diz respeito às questões aplicáveis a nível demográfico,  bem como nas relacionadas com o comportamento sexual, atitudes e conhecimentos  face ao VIH/SIDA<SUP>25</SUP>. Para além dessas, acrescentaram-se outras,  nomeadamente no que diz respeito aos conhecimentos e atitudes face à  contraceção, às atitudes sexuais, às competências relativas ao preservativo e  aos comportamentos de risco, e acrescentaram-se, também, questões sobre educação  sexual.</P>     <P>Do questionário, foram selecionadas para este estudo específico as seguintes  questões: 1) ter relações sexuais, 2) primeira relação sexual (idade,  utilização, escolha de método contracetivo usado pelo próprio ou pelo parceiro e  motivos para ter a primeira relação sexual), 3) comportamentos face à  contraceção e preservativo (fontes de informação, acesso, utilização de métodos  contracetivos e frequência do uso do preservativo) e 4) comportamentos sexuais  de risco (ter relações sexuais com outra pessoa durante o relacionamento  amoroso, ter parceiros sexuais ocasionais, número de parceiros sexuais  ocasionais no último ano, ter relações sexuais associadas ao álcool e às drogas,  ter uma IST, ter efetuado uma IVG e ter engravidado sem desejar).</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><I>Análise de dados</I></P>     <P>As análises e procedimentos estatísticos foram efetuados através do programa  <I>Statistical Package for Social Sciences</I> (SPSS, versão 19.0 para Windows).  Utilizou-se uma estatística descritiva (com apresentação de frequências e  percentagens para descrever as diferentes variáveis nominais) e, para analisar  as diferenças entre géneros e grupos de idade, utilizou-se o teste do  qui-quadrado - &#967;<SUP>2</SUP> (com análise de residuais ajustados para  localização dos valores significativos). O nível de significância estatística  foi determinado para p <U>&lt;</U> 0,05.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Resultados</B></P>     <P><I>Primeira relação sexual – Diferenças entre géneros</I></P>     <P>Verificou-se que do total da amostra, 83,3% (n=2730) dos jovens  universitários de ambos os sexos mencionaram já ter tido relações sexuais. Os  homens (88,6%) relataram mais frequentemente do que as mulheres (81%) que  tiveram relações sexuais (&#967;<SUP>2</SUP>(1)=29,15, p=0,000). Dos jovens  universitários de ambos os sexos que mencionaram ter tido relações sexuais,  79,2% referiram que tiveram a sua primeira relação sexual aos 16 ou mais tarde e  90,3% usou contraceção na primeira relação sexual, designadamente o preservativo  (86,8%).</P>     <P>Foram encontradas diferenças estatisticamente significativas entre os géneros  para a idade da primeira relação sexual (&#967;<SUP>2</SUP>(3)=60,05; p=0,000) e para  a utilização e escolha do método contracetivo (preservativo e pílula)  (&#967;<SUP>2</SUP>(1)=59,10, p=0,000; &#967;<SUP>2</SUP>(1)=18,56; p=0,000;  &#967;<SUP>2</SUP>(1)=91,19; p=0,000, respetivamente) na primeira relação sexual.</P>     <P>Os resultados mostraram que apesar de a maioria quer de homens (72%) quer de  mulheres (82,5%), ter tido a primeira relação sexual aos 16 aos ou mais tarde,  os homens mais frequentemente mencionaram ter iniciado mais cedo (aos 11 anos ou  menos, entre os 12 e os 13 anos, e entre os 14 e 15 anos).</P>     <P>Quanto à utilização ou não de método contracetivo na primeira relação sexual  (usado pelo próprio ou pelo parceiro), homens (84%) e mulheres (93,3%)  usaram-no, mas os homens (16%) mais frequentemente que as mulheres (6,7%)  referiram não usar.</P>     <P>Relativamente à escolha do método contracetivo (usado pelo próprio ou pelo  parceiro) na primeira relação sexual, as mulheres (88,7%, 26,2%) mais  frequentemente que os homens (82,7%, 10,2%) mencionaram o preservativo e a  pílula.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Quando inquiridos sobre as razões para a primeira relação sexual, os jovens  de ambos os sexos que referiram já ter tido relações sexuais afirmaram  maioritariamente que foi uma decisão por consentimento mútuo (74%), em especial  as mulheres ([77,8%], [&#967;<SUP>2</SUP>(1)=42,08, p=0,000]). Destacou-se, ainda,  estarem muito apaixonado/as (30,7%), novamente em particular as mulheres  ([35,4%], [&#967;<SUP>2</SUP>(1)=57,51, p=0,000]). Estas mencionam ainda, e mais  frequentemente que os homens, que tiveram a primeira relação sexual porque se  sentiram pressionadas ([3,2%], [&#967;<SUP>2</SUP>(1)=7,85, p=0,005]). Os homens mais  frequentemente mencionaram ter tido a primeira relação sexual por acaso (14,7%)  e tomarem eles próprios a iniciativa (10,1%) (&#967;<SUP>2</SUP>(1)=70,72, p=0,000;  &#967;<SUP>2</SUP>(1)=70,73, p=0,000, respetivamente) (<a href="#t1">tabela 1</a>).</P>     <p>&nbsp;</p> <a name="t1"> <img src="/img/revistas/rpsp/v30n2/30n2a02t1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <P><I>Comportamentos face à contraceção e preservativo: informação, acesso e  utilização pelo próprio ou pelo parceiro – Diferenças entre géneros</I></P>     <P>Quando inquiridos acerca das diferentes fontes onde obtiveram informação  sobre os métodos contracetivos que costumam utilizar, a maioria apontou os  técnicos de saúde (58,9%), folhetos/livros (52,9%) e amigos (52,2%). Foram  encontradas diferenças estatisticamente significativas entre os géneros para as  seguintes fontes de informação: técnicos de saúde (&#967;<SUP>2</SUP>(1)=281,76;  p=0,000), comunicação social (<I>mass media</I>) (&#967;<SUP>2</SUP>(1)=37,61;  p=0,000), mãe (&#967;<SUP>2</SUP>(1)=13,05; p=0,000), Internet  (&#967;<SUP>2</SUP>(1)=13,21; p=0,000), professores (&#967;<SUP>2</SUP>(1)=16,64;  p=0,000), pai (&#967;<SUP>2</SUP>(1)=134,45; p=0,000) e associações  (&#967;<SUP>2</SUP>(1)=5,28; p=0,022).</P>     <P>As mulheres mais frequentemente referiram utilizar os técnicos de saúde  (69,8%) e a mãe (42,6%) como fontes de informação, ao passo que os homens mais  frequentemente referiram utilizar a comunicação social (<I>mass media</I>)  (50,1%), a Internet (43,1%), os professores (42,4%), o pai (31,6%) e as  associações (7,7%). Não se verificaram diferenças estatisticamente  significativas entre os géneros para os amigos nem para os folhetos/livros.</P>     <P>Relativamente à questão sobre o acesso à contraceção e ao preservativo, a  maioria dos jovens inquiridos de ambos os sexos adquiriu os métodos  contracetivos que utiliza na farmácia (70,1%). Em relação a este local, não se  constataram diferenças estatisticamente significativas entre os géneros. No  entanto, foram encontradas diferenças estatisticamente significativas entre os  géneros para os seguintes locais: supermercado (&#967;<SUP>2</SUP>(1)=76,38;  p=0,000), planeamento familiar (&#967;<SUP>2</SUP>(1)=111,09; p=0,000), centro de  saúde (&#967;<SUP>2</SUP>(1)=15,73; p=0,000) e médico de família  (&#967;<SUP>2</SUP>(1)=39,97; p=0,000).</P>     <P>Os homens adquiriram os métodos contracetivos mais frequentemente no  supermercado (38,8%) e as mulheres no planeamento familiar (29,3%), centro de  saúde (21%) e médico de família (11,9%). Estas diferenças relativamente ao local  de acesso dos métodos contracetivos possivelmente devem-se ao tipo de método  usado pelos jovens ser diferente, ou seja, os preservativos podem comprar-se em  supermercados, ao contrário da pílula.</P>     <P>Quanto aos métodos contracetivos usados habitualmente (pelo próprio ou pelo  parceiro)ª, a maioria dos jovens de ambos os sexos mencionou a pílula (70,4%) e  o preservativo (69%). Foram encontradas diferenças estatisticamente  significativas entre os géneros em relação à pílula e ao preservativo  (&#967;<SUP>2</SUP> (1)=63,60, p=0,000; &#967;<SUP>2</SUP> (1)=4,41, p=0,036,  respetivamente).</P>     <P>As mulheres (75,2%) referiram usar a pílula com mais frequência do que os  homens (60,3%). Enquanto os homens mencionaram mais frequentemente o uso do  preservativo (71,7%) do que as mulheres (67,7%).</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Na questão efetuada para avaliar a frequência do uso do preservativo durante  as relações sexuais nos últimos 12 meses, a maioria dos jovens de ambos os sexos  mencionou não usar sempre (67,4%) e não se verificaram diferenças  estatisticamente significativas entre os géneros (<a href="#t2">Tabela 2</a>).</P>     <p>&nbsp;</p> <a name="t2"> <img src="/img/revistas/rpsp/v30n2/30n2a02t2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <P><I>Utilização de métodos contracetivos <I>–</I> Diferenças entre grupos de  idade</I></P>     <P>A análise das diferenças entre os 3 grupos de idade e a utilização de métodos  contracetivos revelou diferenças estatisticamente significativas para a pílula e  o preservativo (&#967;<SUP>2</SUP>(1)=26.604, p =0,000; &#967;<SUP>2</SUP>(1)=81.356,  p=0,000, respetivamente).</P>     <P>O grupo de jovens com idades entre os 20 e os 24 anos (74,1%) referiu usar a  pílula com mais frequência do que o grupo de jovens mais novos (18 e 19 anos) e  mais velhos (entre os 25 e os 35 anos). E o grupo de jovens mais novos (18 e 19  anos) mencionou mais frequentemente o uso do preservativo (78,9%) do que os  outros 2 grupos de jovens mais velhos.</P>     <P>Na questão efetuada para avaliar a frequência do uso do preservativo durante  as relações sexuais nos últimos 12 meses, foram encontradas diferenças  estatisticamente significativas nos 3 grupos de idade (&#967;<SUP>2</SUP>(1)=71.499,  p=0,000). Os jovens mais novos mencionaram com mais frequência usar sempre  (43,4%) e os outros 2 grupos de jovens mais velhos referiram mais frequentemente  não usar sempre (70 e 81,1%, respetivamente) (<a href="#t3">Tabela 3</a>).</P>     <p>&nbsp;</p> <a name="t3"> <img src="/img/revistas/rpsp/v30n2/30n2a02t3.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <P><B>Comportamentos sexuais de risco – Diferenças entre géneros e grupos de  idade</B></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Considerando os potenciais comportamentos sexuais de risco, os resultados  mostraram existir uma minoria de jovens em risco que afirmaram ter tido relações  sexuais com outra pessoa durante o relacionamento amoroso (7,7%), parceiros  sexuais ocasionais (33%), relações sexuais associadas ao álcool (35,5%) e às  drogas (5,7%), uma infeção sexualmente transmissível (3,3%), uma gravidez  indesejada (4,2%) e ter efetuado uma interrupção voluntária da gravidez  (3,2%).</P>     <P>Foram encontradas diferenças estatisticamente significativas entre os géneros  para ter tido relações sexuais com outra pessoa durante o relacionamento amoroso  (&#967;<SUP>2</SUP>(1)=136,73; p=0,000), parceiros sexuais ocasionais  (&#967;<SUP>2</SUP>(1)=333,11; p=0,000), número de parceiros sexuais ocasionais no  último ano (&#967;<SUP>2</SUP>(1)=63,60; p=0,000) e ter relações sexuais associadas  ao álcool e às drogas (&#967;<SUP>2</SUP>(1)=166,52; p=0,000; &#967;<SUP>2</SUP>(1)=57,22;  p=0,000, respetivamente).</P>     <P>Consideradas as diferenças entre os géneros, são os homens quem mais  referiram ter tido relações sexuais com outra pessoa durante o relacionamento  amoroso (16,6%), parceiros sexuais ocasionais (57,4%), mais de 3 parceiros  sexuais ocasionais no último ano (33,3%) e relações sexuais associadas ao álcool  e às drogas (53,1 e 10,7%, respetivamente) (<a href="#t4">Tabela 4</a>).</P>     <p>&nbsp;</p> <a name="t4"> <img src="/img/revistas/rpsp/v30n2/30n2a02t4.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <P>A análise das diferenças entre os 3 grupos de idade e os comportamentos  sexuais de risco revelou diferenças estatisticamente significativas para ter  tido relações sexuais com outra pessoa durante o relacionamento amoroso  (&#967;<SUP>2</SUP>(2)=14.615; p=0,001), parceiros sexuais ocasionais  (&#967;<SUP>2</SUP>(2)=24.258; p=0,000), ter relações sexuais associadas ao álcool e  às drogas (&#967;<SUP>2</SUP>(2)=29.239; p=0,000; &#967;<SUP>2</SUP>(2)=22.420; p=0,000,  respetivamente), ter tido uma infeção sexualmente transmissível  (&#967;<SUP>2</SUP>(2)=23.861; p=0,000), ter efetuado uma interrupção voluntária da  gravidez (&#967;<SUP>2</SUP>(2)=25.379; p=0,000) e ter engravidado sem desejar  (&#967;<SUP>2</SUP>(2)=69.514; p=0,000).</P>     <P>Verificou-se, ainda, que o grupo de jovens mais velhos (dos 25 aos 35 anos)  mais frequentemente mencionou ter tido relações sexuais com outra pessoa durante  o relacionamento amoroso (12,1%), parceiros sexuais ocasionais (41,2%), relações  sexuais associadas ao álcool e às drogas (42,7 e 11,3%, respetivamente), uma  infeção sexualmente transmissível (5,7%), uma gravidez não desejada (13,1%) e  ter efetuado uma interrupção voluntária da gravidez (7,4%). O grupo de jovens  mais novos mencionou ter menos comportamentos de risco (<a href="#t5">Tabela 5</a>).Discussão</P>     <p>&nbsp;</p> <a name="t5"> <img src="/img/revistas/rpsp/v30n2/30n2a02t5.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <P>O presente estudo teve como objetivo central conhecer a sexualidade dos  jovens estudantes universitários portugueses de ambos os sexos, designadamente  caracterizar a primeira relação sexual, comportamentos relativos à contraceção e  ao preservativo (informação, acesso e utilização) e comportamentos sexuais de  risco, analisar diferenças entre géneros face às variáveis mencionadas e  analisar diferenças entre grupos de idade para a utilização de métodos  contracetivos e comportamentos sexuais de risco.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Os resultados permitem-nos afirmar que a maioria dos jovens universitários de  ambos os sexos mencionou já ter tido relações sexuais, teve a sua primeira  relação sexual aos 16 anos ou mais tarde e utilizou como primeira contraceção o  preservativo. Estes resultados confirmam as tendências encontradas noutros  estudos<SUP>2</SUP><SUP>, </SUP><SUP>15</SUP><SUP>, </SUP><SUP>22</SUP>.</P>     <P>A análise comparativa entre géneros demonstrou existirem diferenças  estatisticamente significativas em relação à idade, ao uso de métodos  contracetivos, à escolha do método contracetivo e aos motivos para ter tido a  primeira relação sexual. Verificou-se que mais frequentemente os homens tiveram  a primeira relação sexual mais cedo que as mulheres e não utilizaram qualquer  método contracetivo, o que sugere um elevado risco para contrair uma IST ou uma  gravidez não desejada.</P>     <P>Relativamente à escolha do método contracetivo pelo parceiro ou pelo próprio  na primeira relação sexual, as mulheres mais frequentemente que os homens  referiram o preservativo e a pílula. Em relação à pílula, como é a mulher que  engravida e é esta que a toma, aceita-se que seja ela a demonstrar maior  preocupação e responsabilidade contracetiva. Quanto ao preservativo, apesar de  ser o homem a usá-lo, os estudos apontam para a dificuldade dos homens recusarem  ter relações sexuais sem o preservativo e as mulheres mencionarem melhores  competências no sentido de convencerem o parceiro a usar o preservativo ou na  ausência de preservativo a recusarem ter relações sexuais, pelo que as mulheres  têm demonstrado mais competências também face à prevenção das  IST<SUP>27</SUP>.</P>     <P>Quanto às razões para a primeira relação sexual, os jovens adultos de ambos  os sexos, em especial as mulheres, afirmaram maioritariamente que foi uma  decisão por consentimento mútuo. No entanto, há uma minoria de jovens a referir  que a tiveram por acaso (mais frequentemente os homens) e que foram pressionados  (mais frequentemente as mulheres), denotando-se uma possível influência do duplo  padrão, isto é, que os homens mais frequentemente procurem ter relações sexuais,  independentemente de terem uma relação afetiva enquanto se espera que as  mulheres mais frequentemente não queiram envolver-se em relações sexuais pois  priorizam o envolvimento emocional<SUP>28</SUP>. Daqui decorre a necessidade de  se realizarem intervenções específicas, adaptadas aos géneros, no âmbito das  competências pessoais e sociais, nomeadamente no que diz respeito ao planeamento  do futuro, à importância das questões psicoafetivas e à eficácia e assertividade  na recusa das relações sexuais indesejadas. Estes dados corroboram os  encontrados noutros estudos<SUP>18</SUP><SUP>, </SUP><SUP>19</SUP>.</P>     <P>No que se refere aos comportamentos face à contraceção e ao preservativo, a  maioria aponta os técnicos de saúde, folhetos/livros e amigos como principais  fontes onde obtiveram informação sobre os métodos contracetivos que costumam  utilizar. Mas, as mulheres mais frequentemente que os homens recorreram aos  técnicos de saúde, sugerindo, mais uma vez, que as mulheres têm maior  preocupação contracetiva, profilática e maior familiaridade com os profissionais  e serviços de saúde<SUP>26</SUP><SUP>, </SUP><SUP>27</SUP>.</P>     <P>Relativamente às questões sobre o acesso e uso habitual dos métodos  contracetivos, a maioria dos jovens inquiridos mencionou adquirir os métodos  contracetivos que utiliza na farmácia e, habitualmente, usar a pílula e o  preservativo. Estes resultados confirmam as tendências encontradas noutros  estudos<SUP>2</SUP><SUP>, </SUP><SUP>15</SUP><SUP>, </SUP><SUP>16</SUP><SUP>,  </SUP><SUP>22</SUP>. Porém, a maioria dos estudantes universitários portugueses  de ambos os sexos mencionou usar de forma inconsistente o preservativo. Estes  dados corroboram os encontrados noutros estudos<SUP>14</SUP>.</P>     <P>A análise comparativa entre os 3 grupos de idade revelou diferenças  estatisticamente significativas para a utilização de métodos contracetivos e a  frequência do uso do preservativo durante as relações sexuais nos últimos 12  meses. O grupo de jovens com idades entre os 20 e os 24 anos refere usar a  pílula com mais frequência do que o grupo de jovens mais novos (18 e 19 anos) e  mais velhos (entre os 25 e os 35 anos). E o grupo de jovens mais novos (18 e 19  anos) menciona mais frequentemente o uso do preservativo e o uso consistente do  preservativo nos últimos 12 meses do que os outros 2 grupos, o que sugere que os  jovens no início das relações amorosas recorrem ao preservativo e, à medida que  a duração do relacionamento aumenta, existe uma mudança na escolha do método  contracetivo. As investigações apontam para o facto de que quando os jovens  estão envolvidos em relacionamentos com uma duração mais longa, isso pode  constituir uma barreira à promoção de comportamentos sexuais saudáveis e seguros  uma vez que, nesta área, parece existir uma associação entre o envolvimento  afetivo e a desvalorização dos comportamentos de prevenção face à doença, talvez  porque acreditem que ao solicitarem a um parceiro de longa data a utilização do  preservativo, poderá gerar-se um sentimento de desconfiança em relação à  fidelidade do casal<SUP>16</SUP>.</P>     <P>Para além disso, acresce que a fase de jovem adulto caracteriza-se por um  estabelecimento estável da identidade pessoal e sexual, uma certa independência  dos pais e marca o início da fundação de uma escala de valores ou um de código  ético próprio desenvolvido através do contexto sociocultural em que esse jovem  cresceu.</P>     <P>Relativamente aos comportamentos sexuais de risco, observou-se que uma  minoria dos participantes mencionou ter relações sexuais com outra pessoa  durante o relacionamento amoroso, parceiros sexuais ocasionais, relações sexuais  sob o efeito do álcool ou drogas, uma infeção sexualmente transmissível, uma  gravidez indesejada e ter efetuado uma interrupção voluntária da gravidez.</P>     <P>A comparação entre os géneros e os seus comportamentos sexuais atuais revelou  diferenças estatisticamente significativas, em que os homens apresentaram mais  comportamentos de risco, pois mais frequentemente mencionam ter relações sexuais  com outra pessoa durante o relacionamento amoroso, parceiros sexuais ocasionais,  mais de 3 parceiros sexuais ocasionais no último ano e relações sexuais sob o  efeito do álcool ou drogas. Estes resultados estão de acordo com a  literatura<SUP>11</SUP><SUP>, </SUP><SUP>12</SUP><SUP>, </SUP><SUP>13</SUP>.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Consideradas as diferenças entre os grupos de idade, são os jovens do grupo  de idades mais velho (25 aos 35 anos) que mencionam ter mais comportamentos  sexuais de risco, nomeadamente ter relações sexuais com outra pessoa durante o  relacionamento amoroso, parceiros sexuais ocasionais, relações sexuais sob o  efeito do álcool ou drogas, uma infeção sexualmente transmissível, uma gravidez  não desejada e ter efetuado uma interrupção voluntária da gravidez. Por sua vez,  o grupo de jovens mais novos mencionou ter menos comportamentos de risco. Face a  estes resultados, observa-se que temos uma minoria de jovens em risco e isso  sugere que os comportamentos sexuais saudáveis não são consistentes ou são  abandonados ao longo do tempo. Depreende-se também que os jovens adultos  portugueses continuam a constituir, na atualidade, um grupo prioritário a nível  de prevenção em termos de saúde sexual e reprodutiva.</P>     <P><I>Considerações finais</I></P>     <P>Os resultados refletem a necessidade de implementar políticas educacionais no  âmbito da sexualidade, visando a orientação dos jovens quanto às práticas  sexuais saudáveis com o objetivo de reduzir a incidência de IST e gravidezes não  desejadas nesta população. É imprescindível tornar os jovens mais responsáveis e  mais atentos quanto aos cuidados com a sua saúde sexual, bem como a dos seus  parceiros.</P>     <P>Dada a grande diversidade dos métodos contracetivos disponíveis, os jovens  precisam de ser esclarecidos sobre as vantagens e desvantagens de todos os  métodos de forma a poderem escolher o método que melhor se adequa a si. E porque  nem todos os jovens universitários vão aos centros de saúde, é imperativo criar  um espaço na universidade para essa troca de informações da população estudantil  em geral. O desenvolvimento de estratégias mais voltadas para esta população,  como por exemplo, o uso da Internet, a existência de gabinetes próprios para  esclarecimento e as campanhas de sensibilização (quer no campus universitário  quer nas residências) devem ser sistemáticas e contínuas, pois podem ser  recursos valiosos.</P>     <P>É necessário desenvolver a responsabilidade individual e grupal para que  sejam possíveis mudanças de comportamento, baseando-se em aceitação e não em  obrigação. É importante a educação sexual sistematizada, que desmistifica as  crenças negativas e associa o uso dos métodos contracetivos ao prazer resultante  da segurança que eles proporcionam. As pessoas precisam de ser sensibilizadas  quanto aos riscos reais que elas correm, para que ocorram mudanças de  comportamentos e atitudes.</P>     <P>Espera-se que esta investigação possa ter contribuído para a compreensão da  sexualidade dos jovens estudantes universitários portugueses e, sobretudo, para  a necessidade de sensibilizar a comunidade no geral, para a importância da  promoção da educação para a saúde e sexualidade.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Bibliografía</B></P>     <!-- ref --><P>1. Matos MG, Simões C, Tomé G, Camacho I, Ferreira M, Reis M, et–al.  Comportamento sexual dos adolescentes portugueses: estudo. HBSC/OMS. En: Matos  M.G., Equipa do Projecto Aventura Social editors. Sexualidade: afecto, cultura e  saúde. Lisboa: Coisas de Ler; 2010. 93–158.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S0870-9025201200020000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>2. Avery L, Lazdane G. What do we know about sexual and reproductive health  of adolescents in Europe?. Eur J Contracept Reprod Health Care. 2010; 15:S54–66.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S0870-9025201200020000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </P>     <!-- ref --><P>3. Reis M, Ramiro L, Carvalho M, Pereira S. A sexualidade e os amores. In:  Sampaio D, Matos MG, editors. Jovens com saúde: diálogo com uma geração. Lisboa:  Texto Editores; 2009. p. 265–82. ISBN: 9789724740287.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S0870-9025201200020000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>4. Reis M, Ramiro L, de Matos MG, Diniz JA, Simões C. Information and  attitudes about HIV/Aids in Portuguese adolescents: state of art and changes in  a four year period. Psicothema. 2011; 23:260–6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S0870-9025201200020000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>5. WHO. Department of Making Pregnancy Safer. Position paper on mainstreaming  adolescent pregnancy in efforts to make pregnancy safer. Geneva, Switzerland:  WHO Document Production Services; 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S0870-9025201200020000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>6. WHO. Department of Reproductive Health and Research. Facts on induced  abortion worldwide. Department of Reproductive Health and Research. Geneva,  Switzerland: WHO Document Production Services; 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S0870-9025201200020000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>7. INE – Instituto Nacional de Estatística. Taxas de natalidade referentes ao  ano 2010. Lisboa: INE; 2011 [Consultado 7 Dez 2011]. Disponível em: <a href="http://www.ine.pt" target="_blank">www.ine.pt</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S0870-9025201200020000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </P>     <!-- ref --><P>8. DGS – Direcção Geral de Saúde. Relatório dos registos das Interrupções da  Gravidez: dados referentes ao período de janeiro a dezembro de 2010. Lisboa,  Portugal: Divisão de Saúde Reprodutiva. DGS; 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S0870-9025201200020000200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>9. UNAIDS. Joint United Nations Programme on HIV/AIDS: report on the global  HIV/AIDS epidemic. Geneva, Switzerland: UNAIDS; 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S0870-9025201200020000200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>10. CVEDT – Centro de Vigilância das Doenças Sexualmente Transmissíveis.  Infecção VIH/SIDA: a situação em Portugal a 31 de dezembro de 2010. Lisboa:  CVEDT. INSA; 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S0870-9025201200020000200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>11. Bell J. Why embarrassment inhibits the acquisition and use of condoms: a  qualitative approach to understanding risky sexual behaviour. J Adolesc. 2009;  32:379–91.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S0870-9025201200020000200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>12. Brook DW, Morojele NK, Zhang C, Brook JS. South African adolescents:  pathways to risky sexual behavior. AIDS Educ Prev. 2006; 18:259–72.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S0870-9025201200020000200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>13. Eaton D, Kann L, Kinchen S, Shanklin S, Ross J, Hawkins J, et–al. Youth  risk behavior surveillance – United States, 2007. MMWR Surveill Summ. 2008;  57:1–136.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S0870-9025201200020000200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>14. Godeau E, Nic Gabhainn S, Vignes C, Ross J, Boyce W, Todd J.  Contraceptive use by 15 year–old students at their last sexual intercourse:  results from 24 countries. Arch Pediatr Adolesc Med. 2008; 162:66–73.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S0870-9025201200020000200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>15. Eaton DK, Kann L, Kinchen S, Shanklin S, Ross J, Hawkins J, et–al. Youth  risk behavior surveillance – United States, 2009. MMWR Surveill Summ. 2010;  59:1–142.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S0870-9025201200020000200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>16. Pirotta KC, Schor N. Intenções reprodutivas e práticas de regulação da  fecundidade entre universitários. Rev Saúde Pública. 2004; 38:495–502.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S0870-9025201200020000200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>17. Kirby J, van der Sluijs W, Currie C. Attitudes towards condom use among  young people. Edinburgh: Child and Adolescent Health Research Unit. The  University of Edinburgh; October 2010. (HBSC Briefing Paper; 18b).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S0870-9025201200020000200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>18. Baele J, Dusseldorp E, Maes S. Condom use self–efficacy: effect on  intended and actual condom use in adolescents. J Adolesc Health. 2001;  28:421–31.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S0870-9025201200020000200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>19. House LD, Bates J, Markham CM, Lesesne C. Competence as a predictor of  sexual and reproductive health outcomes for youth: a systematic review. J  Adolesc Health. 2010; 46:S7–S22.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S0870-9025201200020000200019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>20. Santos C, Nogueira K. Gravidez na adolescência: falta de informação?.  Adolesc Saude. 2009; 6:48–56.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S0870-9025201200020000200020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>21. INE – Instituto Nacional de Estatística. Inquérito nacional de saúde  2007. Lisboa, Portugal: INE; 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S0870-9025201200020000200021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>22. Matos MG, Simões C, Tomé G, Camacho I,Ferreira M, Ramiro L et al. A saúde  dos adolescentes portugueses: relatório do estudo HBSC 2010.  ACS/FMH/UTL/CMDT–UNL; 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S0870-9025201200020000200022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>23. Eurydice Network. Eurostat. Key Data on Education in Europe. Brussels:  Education, Audiovisual and Culture Executive Agency; 2012 [consultado 3 Dez  2011]. Disponível em: <a href="http://eacea.ec.europa.eu/education/eurydice" target="_blank">http://eacea.ec.europa.eu/education/eurydice</a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S0870-9025201200020000200023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>24. DGES.MCTES. Estudantes que ingressaram pela 1º vez num curso superior em  Portugal 2004/05: dados estatisticos. Lisboa: Direcção de Serviços de Acção  Social. Direção Geral do Ensino Superior. Ministério da Ciência, Tecnologia e  Ensino Superior; 2008 [consultado 3 Dez 2011]. Disponível em:  Disponível em:  <a href="http://www.dges.mctes.pt/DGES/pt/AssuntosDiversos/Estudos/" target="_blank">http://www.dges.mctes.pt/DGES/pt/AssuntosDiversos/Estudos/</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S0870-9025201200020000200024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>25. Currie C, Hurrelmann K, Settertobulte W, Smith R, Todd J. Health and  health behaviour among young people. Copenhagen: World Health Organization;  2000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S0870-9025201200020000200025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>26. Matos MG, Reis M, Ramiro L, Equipa Aventura Social. Saúde sexual e  reprodutiva dos estudantes do ensino superior: relatório do estudo: dados  nacionais 2010. Lisboa: HBSC. Faculdade de Motricidade Humana; Abril 2011.  Disponível em: <a href="http://aventurasocial.com/arquivo/1303148036_Relatorio_HBSC__SSREU.pdf" target="_blank">http://aventurasocial.com/arquivo/1303148036_Relatorio_HBSC__SSREU.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S0870-9025201200020000200026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>27. Reis M, Ramiro L, Matos MG, Diniz JA. Determinants influencing male  condom use among university students in Portugal. Int J Sex Health. In press.  doi: 10.1080/19317611.2012.728554.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S0870-9025201200020000200027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>28. Fuerte A, López F. Para compreender la sexualidad. Navarra: Verbo Divino;  1989.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000152&pid=S0870-9025201200020000200028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Conflito de interesses</B></P>     <P>Os autores declaram não haver conflito de interesses.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P>Recebido 7 Fevereiro 2012. Aceito 11 Dezembro 2012 </P>     <p>&nbsp;</p>     <P><Sup><a name="0"></a><a href="#top0">*</a></Sup>Autor para Correspondência: <a href="mailto:reispsmarta@gmail.com">reispsmarta@gmail.com</a></P>      ]]></body><back>
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<collab>Equipa do Projecto Aventura Social</collab>
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