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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Saúde Pública]]></journal-title>
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<publisher-name><![CDATA[Escola Nacional de Saúde Pública]]></publisher-name>
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<article-id>S0870-90252012000200007</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.1016/j.rpsp.2012.12.007</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Medidas sumário física e mental de estado de saúde para a população portuguesa]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Physical and mental summary measures of health state for the Portuguese population]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The goal of this article is to describe the procedures followed to obtain physical and mental summary measures of the health state measurement instrument SF-36. An exploratory factor analysis, with varimax rotation, found the two summary measures associated with an explained variance of 72.5%. After computing the physical and mental summary measures the standard values were obtained for the definition of Portuguese norms relating to these aggregated indicators. The determination of these measures allows their use as explanatory variables in econometric studies.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <P><b>ARTIGOS ORIGINAIS</b></P>     <P><b>Medidas sumário física e mental de estado de saúde para a população  portuguesa</b></P>     <P><b>Physical and mental summary measures of health state for the Portuguese  population</b></P>     <p>&nbsp;</p>     <P><b>Pedro Lopes Ferreira<SUP>a,b,<a href="#0">*</a></sup><a name="top0"></a>, Lara Noronha Ferreira<SUP>b,c</SUP>, Luis  Nobre Pereira<SUP>c,d</SUP> </b></P>     <P><SUP>a</SUP>Faculdade de Economia, Universidade de Coimbra, Coimbra,  Portugal</P>     <P><SUP>b</SUP>Centro de Estudos e Investigação em Saúde, Universidade de  Coimbra, Coimbra, Portugal</P>     <P><SUP>c</SUP>Escola Superior de Gestão, Hotelaria e Turismo, Universidade do  Algarve, Faro, Portugal</P>     <P><SUP>d</SUP>Centro de Investigação sobre o Espaço e as Organizações, Faro,  Portugal</P>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><B>RESUMO</B></P>     <P>O objetivo do presente artigo é descrever os procedimentos seguidos para  obter as medidas sumário física e mental do instrumento de medição do estado de  saúde SF–36.</P>     <P>Uma análise fatorial exploratória, com rotação varimax, permitiu encontrar as  2 medidas sumário associadas a uma variância explicada de 72,5%. Após o cálculo  das medidas sumário física e mental, foram determinados os valores padrão com  vista à definição das normas portuguesas referentes a estes indicadores  agregados.</P>     <P>A determinação destas medidas permite a sua utilização como variáveis  explicativas em estudos econométricos.</P>     <P><b>Palavras-chave: </b>Estado de saúde, Medidas sumário física e mental, Normas, Short Form Health Survey-36</p>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>ABSTRACT</B></P>     <P>The goal of this article is to describe the procedures followed to obtain  physical and mental summary measures of the health state measurement instrument  SF–36.</P>     <P>An exploratory factor analysis, with varimax rotation, found the two summary  measures associated with an explained variance of 72.5%. After computing the  physical and mental summary measures the standard values were obtained for the  definition of Portuguese norms relating to these aggregated indicators.</P>     <P>The determination of these measures allows their use as explanatory variables  in econometric studies.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><B>Keywords: </B>Health status. Physical and mental summary measures. Norms. Short Form Health  Survey–36. </P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Introdução</B></P>     <P>O interesse pela utilização de instrumentos de medição de estado de saúde ou  de qualidade de vida relacionada com a saúde (QdVRS) tem vindo a crescer nos  últimos tempos, sendo normalmente aceites como medidas de resultado e de ganhos  em saúde. A sua aplicação tem sido frequentemente feita em inquéritos  populacionais, em avaliações económicas de custo-efetividade e de  custo-utilidade, no acompanhamento de uma doença ou condição de saúde ou, ainda,  em ensaios clínicos.</P>     <P>Como o conceito de QdVRS é multidimensional, inclui, entre outros, os  domínios físico, psicológico e social<SUP>1</SUP>. Normalmente, as 2 abordagens  para medir esta qualidade de vida e o estado de saúde dos indivíduos estão  associadas à utilização de instrumentos genéricos e de instrumentos específicos  de medição em saúde. Relativamente aos instrumentos genéricos de medição de  estado de saúde, provavelmente, o mais utilizado é o Short Form Health Survey  (SF-36), com 36 questões, que permite medir 8 principais dimensões em saúde,  todas elas através de vários itens e numa escala de 0 a 100, com os extremos a  corresponderem, respetivamente, à pior e à melhor QdVRS possíveis. As dimensões  medidas são a função física (FF), as limitações de desempenho devido a problemas  físicos (DF) ou emocionais (DE), a intensidade e o desconforto causado pela dor  (DR), a saúde em geral (SG), a vitalidade (VT), a função social (FS) e a saúde  mental (SM)<SUP>2</SUP><SUP>, </SUP><SUP>3</SUP>. A dimensão FF destina-se a  medir o impacto na qualidade de vida das limitações físicas, em situações do  dia-a-dia como tomar banho ou vestir-se sozinho/a, praticar desportos mais  exigentes fisicamente ou, até mesmo, carregar os sacos das compras, ajoelhar-se  ou andar uma determinada distância. Existem ainda 2 dimensões que medem o  impacto das limitações em saúde devidas a problemas físicos (DF) ou a problemas  emocionais (DE), ao tipo e à quantidade do trabalho realizado, à necessidade de  reduzir o trabalho ou à dificuldade em realizá-lo. A dimensão DR mede não apenas  a intensidade e o desconforto causados pela dor, como também de que modo é que  esta interfere com o trabalho normal. A dimensão SG mede a perceção holística da  saúde, englobando a saúde atual, a resistência à doença e o aspeto saudável. Por  outro lado, a VT inclui os níveis de energia e de fadiga e a FS capta a  quantidade e a qualidade das atividades sociais e o impacto dos problemas  físicos e emocionais nestas atividades. A dimensão SM inclui os conceitos de  ansiedade, de depressão, de perda de controlo comportamental ou emocional e de  bem-estar psicológico. Estas 8 dimensões podem ser agregadas em 2 medidas  sumário física e mental<SUP>4</SUP> designadas, respetivamente, por MSF e MSM. A  MSF compreende as dimensões FF, DF, DR e SG e a MSM é constituída pelas  dimensões SM, DE, FS e VT. Este instrumento é utilizado em todo o mundo, tanto  na população em geral<SUP>5</SUP><SUP>, </SUP><SUP>6</SUP><SUP>,  </SUP><SUP>7</SUP>, como em subgrupos da população<SUP>8</SUP><SUP>,  </SUP><SUP>9</SUP> ou em grupos de doentes<SUP>10</SUP><SUP>,  </SUP><SUP>11</SUP><SUP>, </SUP><SUP>12</SUP>. Tem vindo a ser alvo de inúmeras  traduções e validações.</P>     <P>A primeira versão deste instrumento já foi validada para a população  portuguesa<SUP>13</SUP><SUP>, </SUP><SUP>14</SUP>. A amostra inicial usada para  esta validação consistiu em 930 mulheres grávidas ou no período pós-parto, com  indicadores psicométricos muito bons. Foram avaliadas a coerência interna, a  fiabilidade teste-reteste, e as validades de conteúdo, discriminante, construção  e critério. Foi também testada a sensibilidade às alterações das condições de  saúde.</P>     <P>Mais tarde, em 2003, acompanhando as modificações efetuadas na versão  original, na sequência de ajustes necessários à utilização do SF-36 a novas  línguas e culturas, em especial europeias, e após vários estudos qualitativos e  quantitativos<SUP>15</SUP><SUP>, </SUP><SUP>16</SUP>, procedeu-se à criação da  segunda versão em português e das normas para esta versão<SUP>17</SUP>. Para  isso, foi então utilizada uma amostra representativa da população ativa  portuguesa (entre os 18 e os 64 anos) residente no território continental,  composta por 2&nbsp;459 indivíduos e obtida através de entrevistas levadas a  cabo em 822 unidades de alojamento selecionadas aleatoriamente de entre as áreas  urbanas e rurais. As alterações efetuadas da primeira versão do SF-36 para a  segunda prendem-se essencialmente com as escalas utilizadas em 3  perguntas<SUP>17</SUP>. A partir desta versão do SF-36, que produz valores de  efetividade correspondentes às 8 dimensões, é possível obter o índice SF-6D. O  SF-6D é um índice econométrico baseado em preferências que resulta de 11 itens  do SF-36 convertidos num sistema de classificação com 6 dimensões, cada uma  delas com 4 a 6 níveis, permitindo gerar um total de 18&nbsp;000 estados de  saúde diferentes<SUP>18</SUP>. Como este índice SF-6D se baseia em preferências  da população em geral relativamente a diferentes estados de saúde, permite obter  valores de anos ajustados para a qualidade de vida (QALY) que são usados na  comparação de diferentes programas de saúde e incorporados em análises  custo-utilidade. Uma explicação mais detalhada sobre os conceitos de  preferências e de QALY pode ser encontrada em Brazier et al.<SUP>19</SUP>. Com  base no SF-36, foram recentemente determinados o sistema português de valores  para a obtenção dos QALY<SUP>20</SUP> e as normas do SF-6D para a população  portuguesa<SUP>21</SUP>.</P>     <P>Agora, com uma amostra representativa de toda a população portuguesa  continental e insular, foi possível determinar as componentes física e mental  das medidas sumário do SF-36 versão 2. O objetivo do presente artigo é  precisamente apresentar estes valores.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Métodos</B></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><I>Amostra e recolha de dados</I></P>     <P>A população-alvo do estudo foi constituída pela população portuguesa com,  pelo menos, 18 anos de idade. Como era nossa intenção estimar com precisão a  média dos valores do SF-36 para as subpopulações de interesse, definidas pelo  grupo etário, género e região NUTS II, decidimos utilizar um método de amostragem probabilística,  estratificada para selecionar a amostra (n&nbsp;=&nbsp;1&nbsp;500). Estas  variáveis de estratificação geram 56 estratos (h&nbsp;=&nbsp;1, …, 56), sendo  este número aceitável para a recolha de dados, a nível nacional, de  subpopulações independentes. A dimensão da amostra atribuída a cada estrato deve  ser suficientemente grande para produzir um grau de precisão aceitável associado  às estimativas e, assim, decidimos estimar a dimensão adequada da amostra para  uma precisão absoluta de d&nbsp;=&nbsp;0,01, correspondente a uma precisão  relativa de 1,3%, com um grau de confiança de 95%. Nesta estimação também  recorremos a informação auxiliar proveniente dos Censos 2011 e do estudo  realizado em 2003. A estimativa da dimensão da amostra global foi obtida a  partir do formulário da amostragem estratificada para a estimação de médias:</P>     <p>&nbsp;</p> <img src="/img/revistas/rpsp/v30n2/30n2a07e1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>onde <I>N</I><SUB><I>h</I></SUB> representa a dimensão da população portuguesa em  cada um dos estratos, de acordo com os Censos 2011, <I>S</I><SUB><I>h</I></SUB>  representa uma estimativa do desvio-padrão da variável de interesse obtido com  os dados do estudo realizado em 2003 e z<sub>1</sub> - &#945;/2 é  o quantil de ordem (1-&#945;/2) da distribuição normal padronizada. A repartição da  amostra global por cada estrato foi feita de forma proporcional.</P>     <P>Os dados foram recolhidos através de entrevistas telefónicas suportadas pelo  sistema <I>Computer Administered Telephone Interview</I> (CATI), realizadas  entre 19 de dezembro de 2011 e 10 de fevereiro de 2012 a todas as regiões de  Portugal (18 distritos do continente, Açores e Madeira), utilizando como  critério de seleção a data de aniversário mais próxima da data da entrevista. A  <a href="#t1">Tabela 1</a> apresenta a distribuição dos dados recolhidos.</P>     <p>&nbsp;</p> <a name="t1"> <img src="/img/revistas/rpsp/v30n2/30n2a07t1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <P>A base de sondagem foi obtida através da geração aleatória de números de  telefone <I>(random digit dialing)</I> para todos os operadores de comunicações.  Não foi considerada a possibilidade de substituição do indivíduo selecionado. No  caso do indivíduo selecionado não estar presente, ou não estar disponível, ou no  caso de não ser possível estabelecer o contacto com o detentor do número de  telefone selecionado, foram realizadas, pelo menos, 3 tentativas de contacto  para cada registo da base de dados, em dias e horas diferenciadas. Só após estas  tentativas o contacto foi considerado como não respondente. Foi efetuado um  pré-teste antes da fase de recolha de dados, com o objetivo de testar o  questionário, bem como todo o processo de registo e validação.</P>     <P>Para garantir a qualidade dos dados, foi feito um controlo da qualidade do  trabalho dos assistentes entrevistadores que incluiu uma supervisão direta das  entrevistas e a reinquirição parcial de 10% dos entrevistados (6 perguntas do  questionário). Depois de registados, os dados foram sujeitos a validação,  através de uma aplicação informática desenvolvida para o efeito, para despistar  codificações incorretas ou outras inconsistências. Toda a informação foi  manipulada de forma a assegurar a privacidade individual, bem como os princípios  de segredo estatístico.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><I>Medição</I></P>     <P>Para além da versão portuguesa do SF-36v2 foram recolhidos dados de natureza  sociodemográfica (género, idade, estado civil, nível de escolaridade, profissão,  agregado familiar e rendimento individual médio mensal líquido) e informação  relativa a doenças que tivessem sido comunicadas aos respondentes por um médico  ou outro profissional de saúde.</P>     <P>Tendo sido questionado o ano em que o respondente tinha nascido, os valores  da idade foram agrupados em 4 categorias; o estado civil incluiu os valores 1)  solteiro/a, 2) casado/a ou em união de facto, 3) divorciado/a ou separado/a e 4)  viúvo/a; o nível de escolaridade mais elevado completo, inicialmente medido em 9  categorias, foi posteriormente agregado nas 3 categorias 1) baixa (no máximo,  ensino básico), 2) média (ensino secundário) e 3) alta (ensino pós-secundário);  a situação perante o trabalho foi classificada em 1) empregado/a, 2)  desempregado/a, 3) reformado/a ou aposentado/a, 4) estudante e 5) doméstica/o; a  dimensão do agregado familiar foi agrupada nas 3 categorias 1) um a 2 elementos,  2) 3 a 4 elementos e 3) 5 ou mais elementos; e, por fim, o rendimento médio  mensal líquido (excluindo os subsídios de férias, de natal e outras receitas  extraordinárias) foi classificado nas categorias 1) até 500€, 2) de 500€ a  1&nbsp;000€, 3) de 1&nbsp;000€ a 2&nbsp;000€, 3) de 2&nbsp;000€ a 3&nbsp;000€ e  5) 3&nbsp;000€ ou mais.</P>     <P><I>Análise de dados</I></P>     <P>Para determinar as MSF e MSM do SF-36, foi seguido um procedimento formado  por 4 passos. Em primeiro lugar, as 8 dimensões foram determinadas através de um  algoritmo definido pelos autores<SUP>4</SUP>. De seguida, foram padronizadas  utilizando as estimativas das médias e dos desvios padrão da população  portuguesa. Em terceiro lugar, as escalas foram agregadas através da análise  fatorial de componentes principais, com rotação <I>varimax</I>, tendo-se testado  a esfericidade através do teste de Bartlett e verificado a adequação desta  técnica pela medida de Kaiser-Meyer-Olkin. Por fim, as MSF e MSM foram  padronizadas de modo a respeitarem uma distribuição com média 50 e desvio padrão  10, para mais fácil interpretação.</P>     <P>Obtidos os indicadores sumário, para além da descrição das várias variáveis  de contexto e de estado de saúde (média, desvio padrão e percentis 25, 50 e 75),  foram utilizados o teste <I>t</I> de Student para amostras independentes e a  ANOVA com o objetivo de avaliar a diferença de médias entre subpopulações.  Sempre que o resultado da ANOVA indicou a existência de diferenças  estatisticamente significativas entre subpopulações, foi aplicado posteriormente  o teste de comparação múltipla de Tukey. Caso não estejamos perante uma  distribuição normal (verificada pelo teste de K-S de Kolmogorov-Smirnov), temos  de ter amostras grandes para usar o Teorema do Limite Central, para que o teste  <I>t</I> e a ANOVA sejam válidos. Foi, de facto, o nosso caso. Contudo, dada a  assimetria evidente, as conclusões obtidas foram «confirmadas» pelos testes U de  Mann Whitney (2 grupos) e pelo teste de Kruskal-Wallis (3 ou mais grupos).  Usando este último teste aplicámos o teste <I>post-hoc</I> não paramétrico de  Dunn.</P>     <P>Recorreu-se também à análise de regressão para explicar os valores das  perceções de estado de saúde transmitidas pelos indivíduos com base nas  variáveis de contexto. Construíram-se, para este efeito, 6 variáveis  <I>dummy</I> representando o facto de ser do género feminino (FEM), ter menos de  30 anos (IDJOV) ou mais de 69 anos de idade (IDVEL), ser casado ou viver em  união de facto (CAS), ou possuir um nível de instrução, no máximo, básico (ESCB)  ou superior (ESCA). Assim, as categorias de referência são as seguintes: ser do  género masculino, ter entre 30 e 69 anos, não ser casado nem viver em união de  facto e possuir um nível de instrução ao nível secundário ou pós-secundário.</P>     <P>Os dados foram analisados com o IBM SPSS Statistics versão 19.0 e foram  consideradas diferenças estatisticamente significativas aquelas que apresentam  valor de prova inferior ao nível de significância de 5%.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Resultados</B></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><I>Amostra</I></P>     <P>Do processo de amostragem seguido, respeitando os 56 estratos definidos pelo  grupo etário, género e região NUTS II, obteve-se uma amostra de 1&nbsp;500 entrevistas completas. Para isso,  foi necessário efetuar 17&nbsp;005 contactos, tendo destes resultado 4&nbsp;864  recusas (28,6%), isto é, pessoas que recusaram responder ou desistiram da  entrevista. A cooperação dos restantes entrevistados foi excelente, estando a  utilização das suas entrevistas apenas dependente do preenchimento, ou não, de  cada um dos estratos.</P>     <P>As <a href="#t2">Tabela 2</a>, <a href="#t3">Tabela 3</a> apresentam os dados demográficos e clínicos da amostra  observada.</P>     <p>&nbsp;</p> <a name="t2"> <img src="/img/revistas/rpsp/v30n2/30n2a07t2.jpg">     
<p>&nbsp;</p> <a name="t3"> <img src="/img/revistas/rpsp/v30n2/30n2a07t3.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <P>Para além do género e da classe etária, variáveis intrínsecas à construção da  amostra em estudo, notamos que quase 60% dos respondentes eram casados ou viviam  em união de facto, 52% possuíam no máximo o ensino básico, quase 12% estavam  desempregados e mais de 25% eram reformados ou estavam aposentados. É de referir  que pouco mais de 60% possuíam um rendimento médio mensal líquido inferior a  1&nbsp;000&nbsp;€ e apenas 8% viviam num agregado familiar com 5 ou mais  elementos. Por outro lado, quase um terço dos respondentes afirmou possuir uma  doença osteoarticular ou músculoesquelética, o mesmo acontecendo com as doenças  cardiovasculares e cerebrovasculares. Pouco mais de 10% queixaram-se do aparelho  respiratório ou tinham diabetes. Por fim, aproximadamente 8% declararam possuir  doença oncológica ou estavam diagnosticados com uma doença psiquiátrica.</P>     <P><I>Determinação das medidas sumário</I></P>     <P>Após a implementação do algoritmo para determinar as 8 dimensões do SF-36,  foram criadas as respetivas variáveis padronizadas utilizando os valores de  média e de desvio padrão apresentados na <a href="#t4">Tabela 4</a>. A subsequente análise  fatorial, com rotação <I>varimax</I>, destas novas variáveis padrão permitiu  encontrar as 2 medidas sumário associadas a uma variância explicada de 72,5%. De  reparar, tal como seria expectável conhecendo o modelo conceptual do  SF-36<SUP>2</SUP>, a dimensão «vitalidade» apresenta valores de saturação  importantes em ambos os fatores, embora seja mais relevante na componente  mental.</P>     <p>&nbsp;</p> <a name="t4"> <img src="/img/revistas/rpsp/v30n2/30n2a07t4.jpg">     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <P>O teste de esfericidade de Bartlett (p&nbsp;&lt;&nbsp;0,001) e a medida de  Kaiser-Meyer-Olkin (KMO&nbsp;=&nbsp;0,910) evidenciaram que a análise fatorial é  adequada para aplicação neste conjunto de dados. Os valores de alfa de Cronbach  para ambos os fatores físico e mental foram, respetivamente, 0,864 e 0,873. Os  valores encontrados de saturação para cada fator estão representados nas colunas  F1 e F2, as respetivas comunalidades na coluna seguinte e os coeficientes das  componentes MSF e MSM depois da rotação estão representados pelas colunas MSF e  MSM.</P>     <P>Olhando para os vetores de saturação, observamos que a primeira dimensão (FF)  é a melhor escala física e a última dimensão (SM) é a melhor escala mental. Por  outro lado, as dimensões FF, DF, DR e SG são os domínios que mais fortemente se  correlacionam com a MSF e as dimensões VT, FS, DE e SM as que se apresentam mais  relacionadas com MSM, de acordo com o conceptualizado pelos autores no modelo de  medição do SF-36. Com base nestes resultados, os valores agregados das medidas  física e mental obtiveram-se através da soma, ao longo das 8 dimensões, dos  produtos dos valores padronizados de cada dimensão (cujas variáveis se  representam a seguir através do subscrito z) pelos respetivos coeficientes das  componentes MSF e MSM. Isto é,</P>     <p>&nbsp;</p> <img src="/img/revistas/rpsp/v30n2/30n2a07e2.jpg">     
<p>&nbsp;</p> <img src="/img/revistas/rpsp/v30n2/30n2a07e3.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <P>O último passo envolveu a transformação dos valores de cada componente  agregada para uma escala com média 50 e desvio padrão 10. Isto foi conseguido  simplesmente multiplicando cada valor da componente agregada por 10 e somando o  resultado a 50.</P>     <p>&nbsp;</p> <img src="/img/revistas/rpsp/v30n2/30n2a07e4.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <P>Os gráficos da <a href="#f1">Figura 1</a> apresentam as distribuições das variáveis MSF e MSM  nos dados da nossa amostra, estando representado a respetiva comparação com a  curva normal.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="f1"> <img src="/img/revistas/rpsp/v30n2/30n2a07f1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <P>A <a href="#t5">tabela 5</a> apresenta as estimativas das 2 medidas sumário para a população  portuguesa.</P>     <p>&nbsp;</p> <a name="t5"> <img src="/img/revistas/rpsp/v30n2/30n2a07t5.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <P>Apesar de não estarmos perante uma distribuição normal (componente física:  K-S&nbsp;=&nbsp;3,94; p&nbsp;&lt;&nbsp;0,001/componente mental:  K-S&nbsp;=&nbsp;3,61; p&nbsp;&lt;&nbsp;0,001), a aplicação do Teorema do Limite  Central permite-nos, como vimos atrás, utilizar o teste <I>t</I> e a ANOVA. No  entanto, os testes U de Mann Whitney e Kruskal-Wallis conduziram a idênticas  conclusões. Procedendo à comparação de médias relativamente às pontuações das  MSF, verifica-se que, na população portuguesa: </P>     <P>• os homens fornecem valores significativamente mais elevados do que as  mulheres (p&lt;0,001);</P>     <P>• decrescem significativamente à medida que os indivíduos se tornam mais  velhos (p&nbsp;&lt;&nbsp;0,001);</P>     <P>• são estatisticamente diferentes em relação aos vários tipos de estado civil  (p&nbsp;&lt;&nbsp;0,001), com os viúvos a apresentarem os piores valores;</P>     <P>• os indivíduos com escolaridade baixa apresentam menores pontuações do que  os restantes (p&nbsp;&lt;&nbsp;0,001);</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>• os estudantes são os que apresentam melhores valores físicos, sendo os  domésticos e os reformados ou os aposentados os que apresentam piores valores  (p&nbsp;&lt;&nbsp;0,001);</P>     <P>• os agregados familiares mais pequenos indicam pontuações mais baixas do que  agregados familiares maiores (p&nbsp;&lt;&nbsp;0,001);</P>     <P>• os indivíduos com menor rendimento apresentam piores pontuações físicas  (p&nbsp;&lt;&nbsp;0,001);</P>     <P>• os indivíduos doentes apresentam pontuações físicas mais baixas  (p&nbsp;&lt;&nbsp;0,001).</P>     <P>No que respeita às pontuações das MSM, verifica-se que, na população  portuguesa:</P>     <P>• as pontuações fornecidas pelos homens são também significativamente mais  elevadas quando comparadas com as das mulheres (p&nbsp;&lt;&nbsp;0,001);</P>     <P>• não há diferenças significativas em relação aos diversos grupos  etários;</P>     <P>• os casados ou os indivíduos em união de facto apresentam valores  estatisticamente superiores aos viúvos (p&nbsp;&lt;&nbsp;0,002);</P>     <P>• os indivíduos com escolaridade baixa são os únicos a apresentarem  pontuações mais baixas do que os das restantes classes  (p&nbsp;&lt;&nbsp;0,017);</P>     <P>• os empregados apresentam valores sumário mentais significativamente  superiores aos desempregados (p&nbsp;&lt;&nbsp;0,001);</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>• o tamanho do agregado familiar não implica qualquer diferença significativa  entre as pontuações mentais;</P>     <P>• os indivíduos com menor rendimento apresentam também menores pontuações  mentais (p&nbsp;&lt;&nbsp;0,001).</P>     <P>Os resultados dos modelos de regressão para ambas as MSF e MSM são  apresentados na <a href="#t6">tabela 6</a>.</P>     <p>&nbsp;</p> <a name="t6"> <img src="/img/revistas/rpsp/v30n2/30n2a07t6.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <P>Estes resultados confirmam as diferenças de médias univariadas atrás  referidas. Apesar do R<SUP>2</SUP> ser reduzido em qualquer um dos modelos de  regressão, a análise de variância associada a cada um deles permite-nos rejeitar  a hipótese da irrelevância dos regressores. Assim, pode observar-se a relevância  do género e da baixa escolaridade na autoavaliação do estado de saúde, quer  físico, quer mental. A idade parece ser relevante apenas para a componente  física do estado de saúde. Por fim é interessante notar que ter baixa  escolaridade é um melhor preditor tanto de MSF como de MSM do que possuir uma  escolaridade alta.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Discussão</B></P>     <P>Como foi utilizada uma amostra representativa da população portuguesa, foi  possível obter valores normativos nacionais. Comparando estes valores com os  obtidos anteriormente para população ativa<SUP>12</SUP>, detetamos, como seria  de esperar, valores significativamente (p&nbsp;&lt;&nbsp;0,001) mais altos neste  estudo, em especial nas dimensões «dor» e «saúde mental». A exclusão dos idosos  na amostra da população ativa explica, eventualmente, este fenómeno.</P>     <P>Com este estudo encontraram-se os fatores que podem ser usados como pesos  para calcular as MSF e MSM da versão portuguesa 2 do SF-36. A estrutura com 2  fatores e os valores de saturação encontrados estão de acordo com o modelo  conceptual da versão original, assim como as correlações esperadas entre as  medidas sumário e as 8 dimensões<SUP>4</SUP>.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>As MSF e MSM foram capazes de se distinguir entre grupos de respondentes com  base no género, idade, estado civil, escolaridade, situação perante o trabalho,  dimensão do agregado familiar, rendimento médio mensal líquido e doença  autorreportada. De referir, em especial, que os homens apresentam sempre valores  mais elevados de estado de saúde do que as mulheres, que a componente física  decresce com a idade, que os indivíduos com mais baixa escolaridade e/ou  rendimento apresentam valores físicos e mentais também mais baixos, que os  empregados apresentam valores de estado de saúde mental superiores aos  desempregados e, finalmente, que as pessoas a quem um profissional de saúde lhe  comunicou que tinha uma doença apresentam sempre valores de estado de saúde  físico e mental mais baixos.</P>     <P>Um estudo semelhante tinha sido efetuado pelo Serviço de Higiene e  Epidemiologia da Faculdade de Medicina do Porto em 2006, mas numa população de  habitantes da cidade do Porto, vivendo em habitações com telefone, selecionada  através da marcação aleatória de dígitos telefónicos<SUP>22</SUP>. Os resultados  encontrados por estes investigadores para uma população urbana em pouco se  distinguem dos agora apresentados para a população portuguesa.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Conclusão</B></P>     <P>Com base nestes resultados, parece-nos possível afirmar que as expressões  encontradas para MSF e MSM nos permitem medir o impacto do estado de saúde nas  componentes físicas e mentais, pelo menos, sempre que se prefiram estes  resultados ao perfil de 8 dimensões diretamente fornecidas pelo SF-36 ou a  valores de QALY.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Bibliografía</B></P>     <!-- ref --><P>1. Stewart AL, Ware JE. Measuring functioning and well–being. The Medical  Outcomes Study approach. London: Duke University Press; 1992.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S0870-9025201200020000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>2. Ware JE, Sherbourne CD. The MOS 36–item short–form health survey (SF–36).  I. Conceptual framework and item selection. Med Care. 1992; 30:473–83.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S0870-9025201200020000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>3. Ware JE, Snow KK, Kosinski M, Gandek B. SF–36 Health survey manual and  interpretation guide. Boston, MA: The Health Institute; 1993.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S0870-9025201200020000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>4. Ware JE, Kosinski M, Keller SD. SF–36 physical and mental health summary  scales: a user's manual. Boston, MA: The Health Institute; 1994.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S0870-9025201200020000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>5. Hawthorne G, Osborne RH, Taylor A, Sansoni J. The SF36 version 2: critical  analyses of population weights, scoring algorithms and population norms. Qual  Life Res. 2007; 16:661–73.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S0870-9025201200020000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>6. Hopman WM, Towheed T, Anasassiades T, Tenenhouse A, Poliquin S, Berger C,  et–al. Canadian normative data for the SF–36 health survey. Canadian Multicentre  Osteoporosis Study Research Group. CMAJ. 2000; 168:265–71.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S0870-9025201200020000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>7. Loge JH, Kaasa S. Short form 36 (SF–36) health survey: normative data from  the general Norwegian population. Scand J Soc Med. 1998; 26:250–8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S0870-9025201200020000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>8. Bartsch LJ, Butterworth P, Byles JE, Mitchell P, Shaw J, Anstey KJ.  Examining the SF–36 in an older population: analysis of data and presentation of  Australian adult reference scores from the Dynamic Analyses to Optimise Ageing  (DYNOPTA) project. Qual Life Res. 2011; 20:1227–36.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S0870-9025201200020000700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>9. Gandek B, Sinclair SJ, Kosinski M, Ware JE. Psychometric evaluation of the  SF–36 health survey in Medicare managed care. Health Care Financ Rev. 2004;  25:5–25.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S0870-9025201200020000700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>10. Juniper EF, Norman GR, Cox FM, Roberts JN. Comparison of the standard  gamble, rating scale, AQLQ and SF–36 for measuring quality of life in asthma.  Eur Respir J. 2001; 18:38–44.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S0870-9025201200020000700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>11. Ruta DA, Hurst NP, Kind P, Hunter M, Stubbings A. Measuring health status  in British patients with rheumatoid arthritis: reliability, validity and  responsiveness of the short form 36–item health survey (SF–36). Br J Rheumatol.  1998; 37:425–36.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S0870-9025201200020000700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>12. Soto Torres M, Márquez Calderón S, Ramos Díaz I, Barba Chacón A, López  Fernández F, Failde Martínez I. Health–related quality of life in coronary heart  disease compared to norms in Spanish population. Qual Life Res. 2004; 13:1401–7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S0870-9025201200020000700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </P>     <!-- ref --><P>13. Ferreira PL. Criação da versão portuguesa do MOS SF–36. Parte I –  Adaptação cultural e linguística. Acta Med Port. 2000; 13:55–66.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S0870-9025201200020000700013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>14. Ferreira PL. Criação da versão portuguesa do MOS SF–36. Parte II – Testes  de validação. Acta Med Port. 2000; 13:119–27.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S0870-9025201200020000700014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>15. Jenkinson C, Stewart–Brown S, Peterson S, Paice C. Assessment of the  SF–36 version 2 in the United Kingdom. J Epidemiol Community Health. 1990;  53:46–50.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S0870-9025201200020000700015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>16. Ware JE, Kosinski M, Dewey JE. How to score version two of the SF–36  health survey. Lincoln, RI: QualityMetric, Inc; 2000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S0870-9025201200020000700016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>17. Ferreira PL, Santana P. Percepção de estado de saúde e de qualidade de  vida da população activa: contributo para a definição de normas portuguesas. Rev  Port Saúde Pública. 2003; 21:15–30.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S0870-9025201200020000700017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>18. Brazier J, Roberts J, Deverill M. The estimation of a preference–based  measure of health from the SF–36. J Health Econ. 2002; 21:271–92.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S0870-9025201200020000700018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>19. Brazier J, Ratcliffe J, Salomon J, Tsuchiya A. Measuring and valuing  health benefits for economic evaluation. Oxford: Oxford University Press; 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S0870-9025201200020000700019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </P>     <!-- ref --><P>20. Ferreira LN, Ferreira PL, Pereira LN, Brazier J, Rowen D. A Portuguese  value set for the SF–6D. Value Health. 2010; 13:624–33.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S0870-9025201200020000700020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>21. Ferreira LN, Ferreira PL. Utilização do SF–6D na medição das preferências  dos portugueses: sistema de valores e normas da população dos 18 aos 64 anos.  Rev Port Saúde Pública. 2011; 29:108–15.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S0870-9025201200020000700021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>22. Severo M, Santos AC, Lopes C, Barros H. Fiabilidade e validade dos  conceitos teóricos das dimensões de saúde física e mental da versão portuguesa  do MOS SF–36. Acta Med Port. 2006; 19:281–8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000152&pid=S0870-9025201200020000700022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <p>&nbsp;</p>     <P><b>Agradecimentos</b></P>     <P>A criação da base de dados utilizada neste trabalho beneficiou de apoio  financeiro dos Laboratórios Pfizer Lda. e de uma parceria estabelecida com o  CEISUC. O CEISUC e o CIEO são financiados pela Fundação para a Ciência e a  Tecnologia do Ministério da Educação e Ciência. Os autores agradecem também as  sugestões dos revisores anónimos que permitiram melhorar a especificação do  modelo de base da análise.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P>Recebido 24 Abril 2012. Aceito 18 Dezembro 2012 </P>     <p>&nbsp;</p>     <P><Sup><a name="0"></a><a href="#top0">*</a></Sup>Autor para Correspondência: <a href="mailto:pedrof@fe.uc.pt">pedrof@fe.uc.pt</a></P>       ]]></body><back>
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