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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Saúde Pública]]></journal-title>
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<publisher-name><![CDATA[Escola Nacional de Saúde Pública]]></publisher-name>
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<article-id>S0870-90252013000100003</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.1016/j.rpsp.2012.12.008</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Participação em saúde: entre limites e desafios, rumos e estratégias]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Participation in health: amongst limits and challenges, paths and strategies]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade de Coimbra Faculdade de Economia Centro de Estudos Sociais - Laboratório Associado]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This article analyses the question of citizen participation in health, evaluating the major limits and the challenges already identified, as well as the strategies to be approached. This work outlines the origins of the participation in health, surveys the factors that stimulated it and identifies the recommendations that have been prepared in the scope of health promotion. It also explores some of the main debates related to this subject, namely those associated to the level of the processes that fit the involvement of the consumers, to the question of their representativeness, to the qualification of the citizens given by their participation and to the debates on the affectivity that the participation in health has awakened.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Participacão]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Sistemas de saúde]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Community capacitation]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <P align="right"><b>ARTIGOS ORIGINAIS</b></P>     <P><b>Participa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de: entre limites e desafios, rumos e estrat&eacute;gias</b></P>     <P><b>Participation in health: amongst limits and challenges, paths and  strategies</b></P>     <p>&nbsp;</p>     <P><b>Mauro Serapioni<SUP>a</SUP><sup><a href="#0">*</a></sup><a name="top0"></a>, Ana Raquel Matos<SUP>a</SUP> </b></P>     <P><SUP>a</SUP>Centro de Estudos Sociais – Laborat&oacute;rio Associado, Faculdade de  Economia, Universidade de Coimbra, Coimbra, Portugal</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>RESUMO</B></P>     <P>Este artigo analisa a quest&atilde;o da participa&ccedil;&atilde;o cidad&atilde; em sa&uacute;de, avaliando os  principais limites e os desafios identificados, assim como as estrat&eacute;gias  apontadas. Este trabalho faz um enquadramento das origens da participa&ccedil;&atilde;o em  sa&uacute;de, o levantamento dos fatores que a incentivaram e identifica as  recomenda&ccedil;&otilde;es que t&ecirc;m surgido no &acirc;mbito da promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de. Explora ainda  alguns dos principais debates que atravessam esta problem&aacute;tica, designadamente  ao n&iacute;vel dos processos que enquadram o envolvimento dos utentes, da quest&atilde;o da  sua representatividade, da capacita&ccedil;&atilde;o dos cidad&atilde;os proporcionada pela  participa&ccedil;&atilde;o e dos debates sobre a efetividade que a participa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de tem  suscitado.</P>     <P><B>Palavras-chave</B>: Participac&atilde;o, Sistemas de sa&uacute;de, Cidad&atilde;os, Capacitac&atilde;o, Avalia&ccedil;&atilde;o da participac&atilde;o.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <P><B>ABSTRACT</B></P>     <P>This article analyses the question of citizen participation in health,  evaluating the major limits and the challenges already identified, as well as  the strategies to be approached. This work outlines the origins of the  participation in health, surveys the factors that stimulated it and identifies  the recommendations that have been prepared in the scope of health promotion. It  also explores some of the main debates related to this subject, namely those  associated to the level of the processes that fit the involvement of the  consumers, to the question of their representativeness, to the qualification of  the citizens given by their participation and to the debates on the affectivity  that the participation in health has awakened.</P>     <P><B>Keywords: </B>Participation. Health systems. Citizens. Community capacitation. Evaluation of participation. </P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Introdu&ccedil;&atilde;o</B></P>     <P>A participa&ccedil;&atilde;o cidad&atilde; ou a pr&aacute;tica participativa dos cidad&atilde;os, tem marcado  muitos dos debates da atualidade social e pol&iacute;tica no mundo. A sua defini&ccedil;&atilde;o  mais elementar converge no sentido de inova&ccedil;&atilde;o na gest&atilde;o do bem comum e,  consequentemente, n&atilde;o prescinde de um debate envolvente em torno da quest&atilde;o da  democracia, na medida em que uma maior participa&ccedil;&atilde;o cidad&atilde; na pol&iacute;tica tende a  esboroar as pr&aacute;ticas democr&aacute;ticas do modelo representativo de democracia tal  como as conhecemos hoje.</P>     <P>A participa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute;, portanto, um assunto novo e muito menos diz respeito a  um fen&oacute;meno simples e f&aacute;cil de implementar. Este &eacute; um tema vasto e que implica a  interse&ccedil;&atilde;o de m&uacute;ltiplas abordagens transdisciplinares.</P>     <P>Muitos dos debates que enquadram a quest&atilde;o da participa&ccedil;&atilde;o cidad&atilde; na vida  coletiva assentam, no entanto, em abordagens da ci&ecirc;ncia pol&iacute;tica, designadamente  na teoria da delibera&ccedil;&atilde;o democr&aacute;tica ou em abordagens que enquadram a proposta  de uma democracia participativa. Independentemente da abordagem que se  considere, um dos elementos unificadores dessas perspetivas radica no facto da  participa&ccedil;&atilde;o poder traduzir uma poss&iacute;vel corre&ccedil;&atilde;o ou nivelamento de v&aacute;rios tipos  de desigualdades experienciadas pelos cidad&atilde;os a partir de decis&otilde;es que, sendo  participadas, se afirmem com mais qualidade.</P>     <P>Neste &acirc;mbito, o dom&iacute;nio da sa&uacute;de, talvez um dos dom&iacute;nios mais relevantes do  ponto de vista da import&acirc;ncia que as desigualdades podem traduzir, n&atilde;o ficou  imune &agrave; tentativa de implementa&ccedil;&atilde;o de din&acirc;micas participativas que se t&ecirc;m  registado ao longo das &uacute;ltimas d&eacute;cadas. O presente artigo versa, assim, sobre a  quest&atilde;o da participa&ccedil;&atilde;o cidad&atilde; na sa&uacute;de, aqui assumida como um desafio que se  vem alimentando entre limites e possibilidades, entre rumos e estrat&eacute;gias.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>O trabalho a empreender tenta tra&ccedil;ar as origens da participa&ccedil;&atilde;o dos cidad&atilde;os  na sa&uacute;de, contando, para isso, a hist&oacute;ria dos primeiros passos dados nesse  sentido, h&aacute; 3 d&eacute;cadas, designadamente a partir da ado&ccedil;&atilde;o da Declara&ccedil;&atilde;o de  Alma-Ata, em 1978, decorrente da primeira confer&ecirc;ncia internacional sobre  cuidados de sa&uacute;de prim&aacute;rios e da Carta de Ottawa, adotada em 1986, e decorrente  da primeira confer&ecirc;ncia internacional sobre promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de, assim como as  subsequentes confer&ecirc;ncias internacionais sobre o tema e respetivas orienta&ccedil;&otilde;es  adotadas.</P>     <P>A par dos marcos cronol&oacute;gicos que enquadram as pr&aacute;ticas da participa&ccedil;&atilde;o da  popula&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de e que consubstanciam a relev&acirc;ncia do tema em an&aacute;lise e a  forma como tem vindo a ser debatido e promovido, este trabalho articula ainda  esse mapeamento com uma revis&atilde;o mais convencional dos debates ocorridos na  literatura cient&iacute;fica sobre essa mat&eacute;ria.</P>     <P>Este artigo estrutura-se em 4 pontos essenciais. Um primeiro ponto, a tratar  de seguida, faz um breve enquadramento das origens da participa&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o  na sa&uacute;de. Um segundo ponto faz o levantamento mais cuidado dos mecanismos  pioneiros que incentivaram o envolvimento e a participa&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o na sa&uacute;de  ao longo do tempo, os motivos que lhe subjazeram e as recomenda&ccedil;&otilde;es que da&iacute;  advieram ao n&iacute;vel da promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de. Um terceiro ponto debru&ccedil;a-se sobre o  descompasso que a literatura cient&iacute;fica tem identificado entre os discursos que  promovem a participa&ccedil;&atilde;o cidad&atilde; na sa&uacute;de e as pr&aacute;ticas implementadas ao longo das  &uacute;ltimas d&eacute;cadas. Sob este ponto exploram-se ainda alguns debates particulares,  designadamente ao n&iacute;vel dos processos que enquadram o envolvimento dos utentes,  da quest&atilde;o da sua representatividade em mecanismos participativos, da  capacita&ccedil;&atilde;o dos cidad&atilde;os proporcionada pela participa&ccedil;&atilde;o e dos debates sobre a  efetividade que a participa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de tem suscitado. Um quarto ponto sintetiza  as principais conclus&otilde;es que atravessam este debate.</P>     <P><I>As experi&ecirc;ncias pioneiras de participa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica na &aacute;rea da sa&uacute;de</I></P>     <P>A participa&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria na &aacute;rea da sa&uacute;de nasceu da preocupa&ccedil;&atilde;o, entre  outras, de contribuir para a melhoria das condi&ccedil;&otilde;es de vida de milh&otilde;es de  pessoas desfavorecidas, sobretudo nos pa&iacute;ses em  desenvolvimento<SUP>1</SUP><SUP>, </SUP><SUP>2</SUP>. Este tornou-se, ali&aacute;s, num  dos temas dominantes tanto dos projetos de desenvolvimento agr&iacute;cola como dos  projetos de interven&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento dos bairros marginalizados das grandes  cidades nos anos 50 e 60 do s&eacute;culo passado. O envolvimento das comunidades na  defini&ccedil;&atilde;o dos programas de desenvolvimento passava, assim, a ser considerado de  central import&acirc;ncia para o seu sucesso<SUP>2</SUP>. Entretanto, com exce&ccedil;&atilde;o de  algumas experi&ecirc;ncias realizadas na Am&eacute;rica Latina, no &acirc;mbito do Programa Alian&ccedil;a  para o Progresso em meados de 1960 – onde se tentou envolver as comunidades nos  programas de sa&uacute;de –, a ideia da participa&ccedil;&atilde;o da comunidade em sa&uacute;de apenas se  difundiu nos pa&iacute;ses em desenvolvimento no in&iacute;cio da d&eacute;cada de 1970<SUP>3</SUP>.  De acordo com Zakus e Lisack<SUP>4</SUP>, existia nessa &eacute;poca a convic&ccedil;&atilde;o de que  as necessidades b&aacute;sicas de sa&uacute;de dos pa&iacute;ses mais pobres podiam ser resolvidas a  partir do envolvimento das popula&ccedil;&otilde;es locais. Por outras palavras, a  participa&ccedil;&atilde;o das comunidades locais em quest&otilde;es de sa&uacute;de era considerada a  principal estrat&eacute;gia para disponibilizar servi&ccedil;os de baixo custo aos setores  mais pobres da popula&ccedil;&atilde;o<SUP>5</SUP>. A pr&oacute;pria UNICEF chegou a reconhecer, em  1978, a participa&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria como a chave do desenvolvimento e como  estrat&eacute;gia para resolver as necessidades b&aacute;sicas das popula&ccedil;&otilde;es desfavorecidas  do mundo<SUP>3</SUP>.</P>     <P>Por&eacute;m, e apesar das investidas registadas na d&eacute;cada de 1960 e 1970, a  participa&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria apenas chegou a ser legitimada pela Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial  da Sa&uacute;de (OMS) em 1978, mais concretamente durante a Confer&ecirc;ncia de Alma-Ata, a  confer&ecirc;ncia internacional sobre Cuidados de Sa&uacute;de Prim&aacute;rios<SUP>6</SUP>. A  Declara&ccedil;&atilde;o de Alma-Ata – real&ccedil;a Mittelmark et al.<SUP>7</SUP> – afirma a  participa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o s&oacute; como um direito, mas como um dever, a exercer individual ou  coletivamente, no &acirc;mbito do planeamento e implementa&ccedil;&atilde;o dos seus cuidados de  sa&uacute;de.</P>     <P>Em 1979, a OMS reiterou a import&acirc;ncia da participa&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o como uma  das estrat&eacute;gias fundamentais para alcan&ccedil;ar a &laquo;Sa&uacute;de para Todos&raquo; at&eacute; ao ano  2000<SUP>6</SUP><SUP>, </SUP><SUP>8</SUP> e, no final de 1980, publicou uma  vers&atilde;o revista da Estrat&eacute;gia Global<SUP>8</SUP>, que inclu&iacute;a uma s&eacute;rie de  indicadores para avaliar as pol&iacute;ticas de sa&uacute;de a n&iacute;vel mundial. De acordo com a  meta delineada por esta estrat&eacute;gia, em 1986 a maioria dos pa&iacute;ses do mundo  deveria ter desenhadas as formas de participa&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria no setor de sa&uacute;de a  implementar. Em 1989 deveriam estar j&aacute; implantados mecanismos para a  participa&ccedil;&atilde;o da comunidade no &acirc;mbito dos cuidados de sa&uacute;de prim&aacute;rios. Este foi  um per&iacute;odo envolto em grande otimismo no que se refere &agrave;s potencialidades e aos  efeitos da participa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de.</P>     <P>Em 1998, a OMS-Europa, com o objetivo de aumentar o potencial de sa&uacute;de das  pessoas, lan&ccedil;ou a pol&iacute;tica &laquo;Sa&uacute;de 21&raquo; (Sa&uacute;de para todos no s&eacute;culo  XXI), norteada por 4 estrat&eacute;gias de a&ccedil;&atilde;o, uma das quais, a participa&ccedil;&atilde;o  dos parceiros mais relevantes e da comunidade nos processos de  decis&atilde;o<SUP>9</SUP><SUP>, </SUP><SUP>10</SUP>.     <P>Em 2002, a OMS publicou o volume &laquo;Community participation in local health and  sustainable development. Approaches and techniques&raquo;. Com esta publica&ccedil;&atilde;o a OMS  tentou implementar uma ferramenta capaz de descrever o que era e para que servia  a participa&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria em sa&uacute;de, explorando as t&eacute;cnicas e os m&eacute;todos mais  frequentemente usados nesta &aacute;rea, uma estrat&eacute;gia para incentivar todos os  interessados em participar na &aacute;rea da sa&uacute;de<SUP>11</SUP>.</P>     <P>Entretanto, diversos processos participativos e movimentos sociais surgidos  nas sociedades ocidentais no final dos anos 60 alcan&ccedil;aram a sua maturidade e  provocaram efeitos substanciais na sa&uacute;de e na organiza&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de.  &Eacute; tamb&eacute;m neste per&iacute;odo que come&ccedil;a a difundir-se uma ampla conscientiza&ccedil;&atilde;o sobre  os limites do paradigma biom&eacute;dico face &agrave; &laquo;complexidade das atividades de  manuten&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de&raquo;<SUP>12</SUP>. Como consequ&ecirc;ncia do questionamento desse  paradigma, desenvolveram-se novas &aacute;reas de interesse e de investiga&ccedil;&atilde;o no &acirc;mbito  da sa&uacute;de: medicina familiar, comunidades terap&ecirc;uticas, autoterapias, grupos de  autoajuda, movimento de humaniza&ccedil;&atilde;o e de defesa dos direitos dos doentes. Neste  &acirc;mbito, importa enfatizar o importante papel desempenhado pelas associa&ccedil;&otilde;es de  doentes e pelos movimentos de defesa dos direitos dos utentes, sobretudo a  partir de 1970, e que muito tem contribu&iacute;do para a valoriza&ccedil;&atilde;o do conhecimento  leigo no &acirc;mbito da sa&uacute;de e para p&ocirc;r em causa a chamada &laquo;domin&acirc;ncia  m&eacute;dica&raquo;<SUP>13</SUP><SUP>, </SUP><SUP>14</SUP><SUP>, </SUP><SUP>15</SUP>.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>No decorrer dos anos 80, gra&ccedil;as ao trabalho pioneiro de  Donadedian<SUP>16</SUP>, a abordagem &agrave; qualidade entra nos servi&ccedil;os de sa&uacute;de,  altura em que come&ccedil;a a assumir relev&acirc;ncia uma linha de investiga&ccedil;&atilde;o sobre a  satisfa&ccedil;&atilde;o dos doentes, legitimando, dessa forma, a necessidade de inserir os  utentes no centro do sistema de sa&uacute;de.</P>     <P>Todos os processos acima mencionados contribu&iacute;ram para colocar em primeiro  plano a import&acirc;ncia de envolver os cidad&atilde;os e a crescente preocupa&ccedil;&atilde;o para  reequilibrar a rela&ccedil;&atilde;o entre servi&ccedil;os de sa&uacute;de e seus benefici&aacute;rios.</P>     <P><I>Participa&ccedil;&atilde;o e promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de</I></P>     <P>Inspirada pelas ideias e pelos movimentos sociais dos anos 60 e 70 – alguns  dos quais mencionados anteriormente – sobretudo no final dos anos 80, a promo&ccedil;&atilde;o  da sa&uacute;de passou a assumir cada vez mais import&acirc;ncia enquanto estrat&eacute;gia para o  desenvolvimento de uma nova pol&iacute;tica de sa&uacute;de p&uacute;blica, capaz de produzir  mudan&ccedil;as nos estilos de vida e na preven&ccedil;&atilde;o dos riscos  ambientais<SUP>17</SUP><SUP>, </SUP><SUP>18</SUP>. O fortalecimento da a&ccedil;&atilde;o  comunit&aacute;ria foi tamb&eacute;m identificado pela Carta de Ottawa<SUP>19</SUP> como um  dos cinco pilares da promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de<SUP>7</SUP><SUP>,  </SUP><SUP>20</SUP>:</P>     <P>&laquo;Health promotion works through concrete and effective community action in  setting priorities, making decisions, planning strategies and implementing them  to achieve better health. At the heart of this process is the empowerment of  communities - their ownership and control of their own endeavors and destinies.  (…) This requires full and continuous access to information, learning  opportunities for health, as well as funding support&raquo;<SUP>19</SUP>.</P>     <P>A primeira Confer&ecirc;ncia, realizada em Ottawa (1986), tem vindo a inspirar uma  ampla variedade de pol&iacute;ticas internacionais que adotam e reafirmam a necessidade  de implementar ideias chave como a promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de e o imprescind&iacute;vel papel da  participa&ccedil;&atilde;o dos cidad&atilde;os e das comunidades em sa&uacute;de.</P>     <P>A segunda Confer&ecirc;ncia sobre Promo&ccedil;&atilde;o da Sa&uacute;de e Pol&iacute;ticas P&uacute;blicas, realizada  em Adelaide, em 1988<SUP>21</SUP>, por seu lado, enfatizou o papel da mulher  como promotora de sa&uacute;de e recomendou o seu maior envolvimento nos processos de  organiza&ccedil;&atilde;o, planeamento e implementa&ccedil;&atilde;o de atividades de promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de.  Nesse &acirc;mbito, exortou igualmente os governos nacionais a reconhecerem e proverem  com mais informa&ccedil;&otilde;es e um maior suporte as redes e as organiza&ccedil;&otilde;es de mulheres  com influ&ecirc;ncia na &aacute;rea da sa&uacute;de:</P>     <P>&laquo;For their effective participation in health promotion women require access  to information, networks and funds. All women, especially those from ethnic,  indigenous, and minority groups, have the right to self-determination of their  health, and should be full partners in the formulation of healthy public policy  to ensure its cultural relevance&raquo;<SUP>21</SUP>.</P>     <P>A terceira Confer&ecirc;ncia, realizada em Sundsvall (Su&eacute;cia), em 1991, incorporou  preocupa&ccedil;&otilde;es acerca das amea&ccedil;as ambientais a n&iacute;vel global lan&ccedil;adas pelo  relat&oacute;rio &laquo;Our Common Future&raquo; da Comiss&atilde;o Mundial sobre Ambiente e  Desenvolvimento<SUP>22</SUP>. A declara&ccedil;&atilde;o final incitou as popula&ccedil;&otilde;es de todo o  mundo a envolverem-se ativamente na promo&ccedil;&atilde;o de um meio ambiente – no sentido  n&atilde;o somente f&iacute;sico, mas tamb&eacute;m social, econ&oacute;mico e pol&iacute;tico – favor&aacute;vel e  protetor da sa&uacute;de, em vez de gerador de doen&ccedil;as:</P>     <P>&laquo;Supportive environments enable people to expand their capabilities and  develop self-reliance. (…) In summary, empowerment of people and community  participation are essential factors in a democratic health promotion approach  and the driving force for self-reliance and development&raquo;<SUP>23</SUP>.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Por seu lado, a quarta Confer&ecirc;ncia Internacional de Jacarta, realizada em  1997, reafirmou a centralidade das pessoas na promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de, focando com  nitidez a participa&ccedil;&atilde;o de indiv&iacute;duos, grupos e comunidades – desde que  adequadamente informados, treinados, dotados de recursos e capacitados – como  uma importante estrat&eacute;gia para intervir nas determinantes da sa&uacute;de:</P>     <P>&laquo;Health promotion is carried out by and with people, not on or to people. It  improves both the ability of individuals to take action, and the capacity of  groups, organizations or communities to influence the determinants of health.  Improving the capacity of communities for health promotion requires practical  education, leadership training, and access to resources&raquo;<SUP>24</SUP>.</P>     <P>A quinta Confer&ecirc;ncia, realizada na Cidade do M&eacute;xico, em 2000, constatou que a  promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de n&atilde;o &eacute; ainda considerada uma componente fundamental das  pol&iacute;ticas e programas p&uacute;blicos entre os pa&iacute;ses e assinalou a necessidade de  aprimorar a participa&ccedil;&atilde;o da sociedade civil:</P>     <P>&laquo;Assumir um papel de lideran&ccedil;a para assegurar a participa&ccedil;&atilde;o ativa de todos  os setores e da sociedade civil na implementa&ccedil;&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es de promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de  que fortale&ccedil;am e ampliem as parcerias na &aacute;rea da sa&uacute;de&raquo;<SUP>25</SUP>.</P>     <P>A sexta confer&ecirc;ncia, ou Confer&ecirc;ncia de Banguecoque, realizada em 2005,  atribuiu prioridade &agrave;s parcerias locais (com institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas, privadas e  ONG) como estrat&eacute;gia de fortalecimento da sociedade civil, especialmente das  comunidades locais consideradas essenciais para a sustentabilidade da promo&ccedil;&atilde;o  da sa&uacute;de:</P>     <P>&laquo;Communities and civil society often lead in initiating, shaping and  undertaking health promotion. They need to have the rights, resources and  opportunities to enable their contributions to be amplified and  sustained&raquo;<SUP>26</SUP>.</P>     <P>Os participantes da sexta confer&ecirc;ncia revisaram os 5 campos de a&ccedil;&atilde;o  estabelecidos em Ottawa, em 1986, com o objetivo de os readaptar &agrave;s necessidades  de um mundo globalizado e responder de forma mais efetiva aos desafios da  promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de<SUP>27</SUP>. Relativamente &agrave; &laquo;a&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria&raquo;, foram  apresentados diversos estudos que apontavam para a necessidade de procurar mais  evid&ecirc;ncias acerca da efetividade das interven&ccedil;&otilde;es comunit&aacute;rias nas atividades de  promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de<SUP>28</SUP>.</P>     <P>A s&eacute;tima Confer&ecirc;ncia, de Nairobi, em 2009, dedicou uma sess&atilde;o espec&iacute;fica ao  tema do empoderamento comunit&aacute;rio, promovendo o encontro de estudiosos  internacionais sobre o assunto. O documento final desta sess&atilde;o de trabalho  serviu de base a uma an&aacute;lise cr&iacute;tica de algumas experi&ecirc;ncias de participa&ccedil;&atilde;o  realizadas no &acirc;mbito dos programas de promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de e apontou os principais  desafios e limites, assim como os novos rumos e estrat&eacute;gias tendentes a  aprimorar a participa&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria:</P>     <P>&laquo;Communication plays a vital role in ensuring community empowerment.  Participatory approaches in communication that encourage discussion and debate  result in increased knowledge and awareness, and a higher level of critical  thinking&raquo;<SUP>29</SUP>.</P>     <P>&laquo;Enabling implies that people cannot be empowered by others; they can only  empower themselves by acquiring more of power's different  form&raquo;<SUP>30</SUP>.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Desde a ado&ccedil;&atilde;o da Declara&ccedil;&atilde;o de Alma-Ata, em 1978, que uma nova orienta&ccedil;&atilde;o  para a pol&iacute;tica de sa&uacute;de tem enfatizando o envolvimento das pessoas, a  coopera&ccedil;&atilde;o entre os setores da sociedade e os cuidados de sa&uacute;de prim&aacute;rios como o  principal caminho apontado para o desenvolvimento da sa&uacute;de, &agrave; semelhan&ccedil;a, ali&aacute;s,  das subsequentes recomenda&ccedil;&otilde;es das Confer&ecirc;ncias Internacionais sobre Promo&ccedil;&atilde;o da  Sa&uacute;de, apesar do foco distinto de cada uma. N&atilde;o obstante, a participa&ccedil;&atilde;o em  sa&uacute;de tem oscilado entre um discurso encorajador e uma pr&aacute;tica nem sempre  coincidente, tal como abordado no ponto seguinte. Ali&aacute;s, a avalia&ccedil;&atilde;o dos 30 anos  ap&oacute;s Alma-Ata sustenta como grande conclus&atilde;o o ainda deficit&aacute;rio envolvimento  dos cidad&atilde;os em sa&uacute;de, considerando que a participa&ccedil;&atilde;o das comunidades nesta  &aacute;rea, sobretudo das comunidades mais pobres, &eacute;, sem d&uacute;vida, o maior desafio que  esta realidade continua a enfrentar<SUP>30</SUP><SUP>, </SUP><SUP>31</SUP>. No  mesmo sentido, a OMS reitera, em 2008, preocupa&ccedil;&otilde;es n&atilde;o s&oacute; com a quest&atilde;o da  promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de e a participa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de, como com a rela&ccedil;&atilde;o entre ambas. No  relat&oacute;rio sobre cuidados de sa&uacute;de prim&aacute;rios sugestivamente intitulado &laquo;Now More  than Ever&raquo;, reafirma-se a necessidade de transformar os sistemas de sa&uacute;de por  forma a melhorar a sa&uacute;de, real&ccedil;ando o que &eacute; valorizado pelas pessoas, sistemas  &laquo;equitativos, orientados para as pessoas&raquo; e refor&ccedil;ando que as reformas dos  cuidados p&uacute;blicos de sa&uacute;de devem ser exercidos &laquo;atrav&eacute;s de modelos colaborativos  de di&aacute;logo pol&iacute;tico e com todos os interessados envolvidos&raquo;, garantindo que s&atilde;o  estas formas de participa&ccedil;&atilde;o que tornam o sistema de sa&uacute;de mais  efetivo<SUP>32</SUP>. Estas avalia&ccedil;&otilde;es mais recentes sobre a relev&acirc;ncia da  promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de na sua rela&ccedil;&atilde;o com a quest&atilde;o da participa&ccedil;&atilde;o cidad&atilde; reafirmam  o percurso sinuoso desta realidade em termos pr&aacute;ticos e a necessidade de se  avaliar de forma mais profunda os discursos e as pr&aacute;ticas de participa&ccedil;&atilde;o.</P>     <P><I>Participa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de: entre discursos e pr&aacute;ticas</I></P>     <P>Como se p&ocirc;de observar, as &uacute;ltimas confer&ecirc;ncias, em particular as de  Banguecoque (2005) e de Nairobi (2009), foram expl&iacute;citas ao enfatizar a complexa  rela&ccedil;&atilde;o entre participa&ccedil;&atilde;o e promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de. Por&eacute;m, no final de 1990, ou  seja, cerca de 10 anos depois da Carta de Ottawa, a pr&oacute;pria academia tinha  tamb&eacute;m investido na an&aacute;lise das limita&ccedil;&otilde;es colocadas ao desenvolvimento da  promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de comunit&aacute;ria. Guldan<SUP>33</SUP>, por exemplo, denunciava que  apesar da ret&oacute;rica dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de, muito poucas comunidades tinham sido  capacitadas para melhorar efetivamente a sua sa&uacute;de e identificava os principais  obst&aacute;culos &agrave; promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de. Tamb&eacute;m Nilsen<SUP>34</SUP> lembrava que as  &laquo;expectativas dos benef&iacute;cios obtidos atrav&eacute;s do envolvimento da comunidade na  promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de e na preven&ccedil;&atilde;o das doen&ccedil;as parecem ser reduzidas&raquo;.</P>     <P>Desde o in&iacute;cio que o descompasso entre um discurso encorajador e uma pr&aacute;tica  mais aqu&eacute;m foi identificado. Assim, apesar das boas inten&ccedil;&otilde;es e de louv&aacute;veis  esfor&ccedil;os empreendidos, a pr&aacute;tica da participa&ccedil;&atilde;o, e mais do que isso, a  participa&ccedil;&atilde;o com resultados mensur&aacute;veis tarda a efetivar-se ao n&iacute;vel dos  sistemas de sa&uacute;de e dos seus servi&ccedil;os<SUP>3</SUP><SUP>, </SUP><SUP>4</SUP><SUP>,  </SUP><SUP>31</SUP><SUP>, </SUP><SUP>35</SUP><SUP>, </SUP><SUP>36</SUP>. No  recente encontro de Amesterd&atilde;o, por exemplo, depois ter apresentado os  progressos alcan&ccedil;ados nos pa&iacute;ses europeus – em particular o reconhecimento da  import&acirc;ncia da participa&ccedil;&atilde;o e o desenho de um marco legislativo adequado – a  WHO-Europa<SUP>37</SUP> lembra que s&atilde;o ainda poucas as evid&ecirc;ncias que demonstram  como garantir a participa&ccedil;&atilde;o dos cidad&atilde;os e como esta pode melhorar os  resultados de sa&uacute;de nos diferentes pa&iacute;ses europeus. Para Zakus e  Lisack<SUP>4</SUP>, os esfor&ccedil;os realizados n&atilde;o tiveram &ecirc;xito porque as  estrat&eacute;gias implementadas a partir da Declara&ccedil;&atilde;o de Alma-Ata se baseavam em  &laquo;abordagens muito simples&raquo;. A realidade, acrescentam, tem demonstrado serem  necess&aacute;rias &laquo;estrat&eacute;gias mais complexas&raquo;. Nesta mesma linha, Susan Rifkin  atribui tais insucessos &laquo;&agrave; abordagem vertical&raquo; adotada pelos sistemas de sa&uacute;de  que t&ecirc;m considerado a participa&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria como uma receita capaz de  &laquo;resolver tanto os problemas enraizados no sistema de sa&uacute;de como no poder  pol&iacute;tico&raquo;<SUP>31</SUP>. Mais recentemente Susan Rifkin complementou esta  abordagem cr&iacute;tica salientando que, na pr&aacute;tica, as comunidades participativas h&aacute;  tanto teoricamente advogadas n&atilde;o se chegaram a efetivar porque as pessoas e as  comunidades t&ecirc;m outras prioridades e a sa&uacute;de s&oacute; chega a ser prioridade quando se  est&aacute; doente. Para al&eacute;m disso, considera ainda que a falha est&aacute; na promo&ccedil;&atilde;o de  modelos standard de participa&ccedil;&atilde;o, os quais esbarram com fatores hist&oacute;ricos e  culturais, com os quais essa participa&ccedil;&atilde;o standard n&atilde;o se tem  coadunado<SUP>38</SUP>.</P>     <P>Nos &uacute;ltimos anos t&ecirc;m sido v&aacute;rios os estudiosos a enfatizarem criticamente as  experi&ecirc;ncias de participa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de baseadas em vis&otilde;es ut&oacute;picas tanto da  comunidade como da participa&ccedil;&atilde;o, descurando a an&aacute;lise da sua efetividade, do seu  real impacto e da sua sustentabilidade. Tamb&eacute;m eles t&ecirc;m reconhecido a exist&ecirc;ncia  de uma contradi&ccedil;&atilde;o entre os discursos promotores da participa&ccedil;&atilde;o no sistema de  sa&uacute;de e as pr&aacute;ticas organizativas dos servi&ccedil;os (suas caracter&iacute;sticas e suas  modalidades de interven&ccedil;&atilde;o) que essa participa&ccedil;&atilde;o pressup&otilde;e, ainda  predominantemente autorreferencial<SUP>35</SUP><SUP>, </SUP><SUP>39</SUP><SUP>,  </SUP><SUP>40</SUP>.</P>     <P>No mesmo sentido, devem ainda considerar-se as cr&iacute;ticas de alguns estudiosos  brit&acirc;nicos em rela&ccedil;&atilde;o aos m&eacute;todos de envolvimento dos cidad&atilde;os na pol&iacute;tica,  desenvolvidos a partir dos anos 90<SUP>41</SUP><SUP>, </SUP><SUP>42</SUP><SUP>,  </SUP><SUP>43</SUP><SUP>, </SUP><SUP>44</SUP><SUP>, </SUP><SUP>45</SUP><SUP>,  </SUP><SUP>46</SUP><SUP>, </SUP><SUP>47</SUP>. De acordo com esta abordagem, as  novas experi&ecirc;ncias participativas t&ecirc;m sido adotadas simplesmente para legitimar  as reformas econ&oacute;micas e de gest&atilde;o introduzidas nos sistemas de sa&uacute;de, j&aacute; que a  influ&ecirc;ncia das comunidades locais nas decis&otilde;es dos gestores e na defini&ccedil;&atilde;o das  prioridades tem ficado muito aqu&eacute;m do que tinha sido preconizado pelos discursos  pol&iacute;ticos que tanto exaltavam as <I>Local Voices</I><SUP>42</SUP><SUP>,  </SUP><SUP>48</SUP><SUP>, </SUP><SUP>49</SUP>.</P>     <P>Apesar da import&acirc;ncia atribu&iacute;da &agrave; participa&ccedil;&atilde;o nas normativas sanit&aacute;rias  nacionais e internacionais, e apesar de a participa&ccedil;&atilde;o se ter difundido nos  &uacute;ltimos 30 anos, a partir de m&uacute;ltiplas experi&ecirc;ncias, estas s&atilde;o ainda  escassas<SUP>50</SUP><SUP>, </SUP><SUP>51</SUP><SUP>, </SUP><SUP>52</SUP>.  Constata-se, afirmam Monno e Khakee<SUP>40</SUP>, um crescente distanciamento  entre os ideais que norteiam as teorias de planeamento e as pr&aacute;ticas de  participa&ccedil;&atilde;o. Importa, por isso, atentar com mais rigor na forma como a  participa&ccedil;&atilde;o dos cidad&atilde;os nos sistemas de sa&uacute;de dos pa&iacute;ses ocidentais tem  decorrido, focando tanto a busca de novas estrat&eacute;gias para o envolvimento dos  cidad&atilde;os como os principais aspetos cr&iacute;ticos referentes a essas pr&aacute;ticas  participativas.</P>     <P>Quatro elementos constituem o &acirc;mago da an&aacute;lise cr&iacute;tica que tem sido  desenvolvida sobre a forma como se tem preconizado o envolvimento dos cidad&atilde;os  na sa&uacute;de: a quest&atilde;o que versa sobre os procedimentos relativos ao envolvimento  dos utentes no processo, a quest&atilde;o da representatividade nos mecanismos  participativos, a quest&atilde;o da capacita&ccedil;&atilde;o cidad&atilde; na sa&uacute;de e a quest&atilde;o da  efetividade dos processos participativos, aspetos a desenvolver  seguidamente.</P>     <P><I>O envolvimento dos utentes</I></P>     <P>Nos &uacute;ltimos anos, na perspetiva da <I>governance</I>, os m&eacute;todos  deliberativos t&ecirc;m recebido interesse crescente enquanto estrat&eacute;gia inovadora que  refor&ccedil;a a intera&ccedil;&atilde;o entre decisores e cidad&atilde;os, que promove uma democracia mais  forte e como garantia de qualidade das decis&otilde;es. A democracia deliberativa  focaliza, assim, os processos comunicativos entre decisores pol&iacute;ticos e  cidad&atilde;os, a forma&ccedil;&atilde;o das opini&otilde;es e das vontades que precedem a vota&ccedil;&atilde;o sobre  uma determinada decis&atilde;o. Neste sentido, a democracia deliberativa n&atilde;o deve ser  pensada como uma alternativa &agrave; democracia representativa<SUP>53</SUP><SUP>,  </SUP><SUP>54</SUP><SUP>, </SUP><SUP>55</SUP>, mas como a sua natural expans&atilde;o  ou, de acordo com Santos, como duas formas complementares<SUP>55</SUP>.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Na verdade, apesar de coincidentes no pressuposto da participa&ccedil;&atilde;o, a proposta  de Boaventura de Sousa Santos radica na ideia de uma democracia  participativa<SUP>55</SUP><SUP>, </SUP><SUP>56</SUP>, substancialmente distinta  da proposta da delibera&ccedil;&atilde;o <I>strictu sensu</I>.</P>     <P>Os dispositivos deliberativos s&atilde;o baseados em amostras representativas da  sociedade, muito centradas nos participantes individuais que se juntam a um  grupo de pessoas que se re&uacute;ne num lugar espec&iacute;fico para deliberar sobre quest&otilde;es  de interesse p&uacute;blico. Existe, portanto, uma dimens&atilde;o mais pr&aacute;tica da democracia  deliberativa que demonstra exatamente uma certa incompatibilidade entre a  abordagem deliberativa e a abordagem da democracia participativa, j&aacute; que esta  &uacute;ltima respeita uma l&oacute;gica de mobiliza&ccedil;&atilde;o social, mais consistente com a  mobiliza&ccedil;&atilde;o das classes mais baixas e a sua inclus&atilde;o a partir da participa&ccedil;&atilde;o,  mais atenta &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o dos movimentos sociais e tamb&eacute;m mais  ut&oacute;pica<SUP>57</SUP><SUP>, </SUP><SUP>58</SUP>.</P>     <P>Os m&eacute;todos deliberativos representam, portanto, uma forma de participa&ccedil;&atilde;o que  oferece aos indiv&iacute;duos a oportunidade de expressarem os seus pontos de vista,  conhecerem e compreenderem o que pensam e porque pensam dessa forma outros  cidad&atilde;os que participam nos mesmos processos, identificarem prefer&ecirc;ncias e  problemas, at&eacute; chegarem a adquirir um ju&iacute;zo fundamentado sobre temas de  relev&acirc;ncia p&uacute;blica. Atrav&eacute;s de discuss&otilde;es e an&aacute;lise – preferencialmente  decorrentes em pequenos grupos (<I>face-to-face discussion</I>) – dos diversos  argumentos colocados pelos participantes livres e dotados de iguais  oportunidades para participar, &eacute; poss&iacute;vel conhecer as diversas op&ccedil;&otilde;es e  estabelecer os crit&eacute;rios de avalia&ccedil;&atilde;o at&eacute; chegar &agrave; identifica&ccedil;&atilde;o da melhor  solu&ccedil;&atilde;o a implementar<SUP>59</SUP><SUP>, </SUP><SUP>60</SUP>. A pr&aacute;tica  deliberativa sup&otilde;e obrigatoriamente um processo de decis&atilde;o coletivo em que os  participantes interessados na discuss&atilde;o dos temas enfrentados t&ecirc;m a oportunidade  de convergir sobre uma opini&atilde;o, dando voz e relev&acirc;ncia a todos os argumentos  apresentados. Contudo, cabe destacar que delibera&ccedil;&atilde;o &eacute; muito mais que uma  simples discuss&atilde;o de assuntos<SUP>61</SUP>. O processo deliberativo tamb&eacute;m se  preocupa com o resultado da discuss&atilde;o, ou seja, com as decis&otilde;es e recomenda&ccedil;&otilde;es  propostas e com o processo que leva a esse resultado. Na base destas  preocupa&ccedil;&otilde;es est&aacute;, portanto, a ideia de democracia enquanto processo.</P>     <P>Embora a ideia de democracia deliberativa seja muito antiga, ela renasceu no  final de 1989 a partir da contribui&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica de Bernard Manin<SUP>62</SUP>,  Joshua Cohen<SUP>63</SUP> e John Rawls<SUP>64</SUP>. Neste &acirc;mbito, Gutmann e  Thompson<SUP>65</SUP> providenciaram tamb&eacute;m um dos argumentos mais consistentes  da teoria da delibera&ccedil;&atilde;o democr&aacute;tica, baseado na possibilidade de posi&ccedil;&otilde;es  advers&aacute;rias se unirem em quest&otilde;es morais e pol&iacute;ticas. A teoria da delibera&ccedil;&atilde;o  democr&aacute;tica foi ainda profundamente inspirada na no&ccedil;&atilde;o de esfera p&uacute;blica de  Habermas<SUP>66</SUP> e na ideia de &laquo;democracia comunicativa&raquo;, assim como em  John Rawls<SUP>67</SUP> e no conceito de &laquo;raz&atilde;o p&uacute;blica&raquo;. Neste dom&iacute;nio,  sobretudo nas suas primeiras abordagens, conceitos como &laquo;forma&ccedil;&atilde;o discursiva do  consenso&raquo; e &laquo;a&ccedil;&atilde;o comunicativa orientada para o entendimento&raquo; assumem tamb&eacute;m  particular relev&acirc;ncia.</P>     <P>A abordagem da teoria da delibera&ccedil;&atilde;o democr&aacute;tica tem tamb&eacute;m seduzido a &aacute;rea  da sa&uacute;de, onde tem vindo a suscitar interesse crescente, na medida em que se  percebe a necessidade de criar uma ‘esfera p&uacute;blica’ apropriada<SUP>68</SUP> para  incentivar o di&aacute;logo entre os diferentes atores do sistema de sa&uacute;de. Entre os  m&eacute;todos mais utilizados para colocar a delibera&ccedil;&atilde;o em curso na &aacute;rea da sa&uacute;de  encontramos processos como j&uacute;ris de cidad&atilde;os, workshops de cidad&atilde;os, unidades de  planeamento, pain&eacute;is de cidad&atilde;os, confer&ecirc;ncias de consenso, processos de vota&ccedil;&atilde;o  deliberativa e grupos focais deliberativos. Comum a todos eles est&aacute; o elemento  deliberativo que considera alguns aspetos essenciais como: prover informa&ccedil;&otilde;es  sobre o assunto em discuss&atilde;o a todos os participantes; descrever e formular os  assuntos analisados no idioma dos cidad&atilde;os participantes; considerar atentamente  os pontos de vista dos outros participantes; estimular a discuss&atilde;o para alcan&ccedil;ar  o consenso ou para aproximar as diversas posi&ccedil;&otilde;es sobre o assunto. Entre os  benef&iacute;cios dos processos deliberativos real&ccedil;ados cabe assinalar os seguintes:  possibilidade de alterar as opini&otilde;es dos participantes; capacidade de aumentar o  n&iacute;vel de toler&acirc;ncia e compreens&atilde;o entre grupos para aceitar os diversos pontos  de vista; maior envolvimento dos cidad&atilde;os nas pol&iacute;ticas de sa&uacute;de; oportunidade  para conhecer as necessidades de sa&uacute;de e valorizar as pr&oacute;prias experi&ecirc;ncias;  mecanismo id&oacute;neo para produzir decis&otilde;es coletivas e para aumentar a legitimidade  das decis&otilde;es<SUP>53</SUP><SUP>, </SUP><SUP>54</SUP><SUP>,  </SUP><SUP>69</SUP><SUP>, </SUP><SUP>70</SUP><SUP>, </SUP><SUP>71</SUP>.</P>     <P>Al&eacute;m disso, &eacute; importante mencionar que os processos deliberativos aplicados  na &aacute;rea da sa&uacute;de comportam dois grandes constrangimentos. Em primeiro lugar, a  quest&atilde;o da representatividade, que subjaz aos m&eacute;todos de participa&ccedil;&atilde;o dos  cidad&atilde;os, &agrave; qual o pr&oacute;ximo ponto deste artigo dedica especial aten&ccedil;&atilde;o. Em  segundo lugar, a quest&atilde;o da avalia&ccedil;&atilde;o. De facto, apesar da ampla literatura  sobre o tema da participa&ccedil;&atilde;o cidad&atilde;, s&atilde;o ainda escassos os estudos que se  debru&ccedil;am sobre a efetividade dos m&eacute;todos deliberativos<SUP>61</SUP><SUP>,  </SUP><SUP>72</SUP><SUP>, </SUP><SUP>73</SUP><SUP>, </SUP><SUP>74</SUP>. Sobre  este aspeto, por exemplo, os resultados das avalia&ccedil;&otilde;es de j&uacute;ris de cidad&atilde;os – um  m&eacute;todo deliberativo experimentado no sistema de sa&uacute;de do Reino Unido e bastante  conhecido a n&iacute;vel internacional – para al&eacute;m de demonstrarem potencialidades  v&aacute;rias, evidenciam alguns pontos cr&iacute;ticos, tais como: i) a n&atilde;o garantia de que  as recomenda&ccedil;&otilde;es dos jurados ser&atilde;o consideradas nos processos de decis&atilde;o; ii) o  baixo n&iacute;vel de institucionaliza&ccedil;&atilde;o no &acirc;mbito do sistema de sa&uacute;de, tratando-se de  uma forma de participa&ccedil;&atilde;o ocasional ativada por iniciativa das autoridades de  sa&uacute;de; iii) os custos financeiros e humanos excessivos que este m&eacute;todo  comporta<SUP>75</SUP><SUP>, </SUP><SUP>76</SUP><SUP>, </SUP><SUP>77</SUP><SUP>,  </SUP><SUP>78</SUP>.</P>     <P><I>A quest&atilde;o da representatividade nos mecanismos participativos</I></P>     <P>Tal como mencionado, outro aspeto problem&aacute;tico dos processos deliberativos,  j&aacute; evidenciado nos anos 90<SUP>4</SUP><SUP>, </SUP><SUP>79</SUP><SUP>,  </SUP><SUP>80</SUP><SUP>, </SUP><SUP>81</SUP>, refere-se &agrave; representatividade  nas inst&acirc;ncias de participa&ccedil;&atilde;o, que nem sempre conseguem cobrir as necessidades  de toda a popula&ccedil;&atilde;o. Muitos estudos t&ecirc;m, assim, demonstrado que nem sempre os  representantes dos utentes e as associa&ccedil;&otilde;es de doentes conseguem ser garantes  das necessidades de toda a popula&ccedil;&atilde;o e, sobretudo, dos sectores sociais mais  desfavorecidos. Tamb&eacute;m &eacute; certo que no caso da participa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica n&atilde;o se pode  falar de participa&ccedil;&atilde;o de todos e a toda a hora e a representatividade no sentido  pr&oacute;prio do termo n&atilde;o existe, na medida em que n&atilde;o existem mecanismos formais de  delega&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s dos quais grupos ou categorias de utentes possam escolher os  seus representantes. No caso das associa&ccedil;&otilde;es de doentes, por exemplo, como  apontam Bovenkamp et al.<SUP>82</SUP>, n&atilde;o existe uma sele&ccedil;&atilde;o formal das  associa&ccedil;&otilde;es que podem participar nos processos de tomada de decis&otilde;es.  Teoricamente, todas podem participar. Al&eacute;m disso, &eacute; dif&iacute;cil argumentar que tais  f&oacute;runs possam representar todos os cidad&atilde;os de uma determinada &aacute;rea ou todos os  utentes de um servi&ccedil;o, considerando a propor&ccedil;&atilde;o limitada de pessoas e  associa&ccedil;&otilde;es que participam ativamente nas atividades  participativas<SUP>83</SUP><SUP>, </SUP><SUP>84</SUP>.</P>     <P>Os mecanismos de participa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica diferem das formas tradicionais de a&ccedil;&atilde;o  pol&iacute;tica devido ao limitado uso de representa&ccedil;&atilde;o formal. Sobre isto,  Contandriopoulos afirma que os participantes envolvidos em mecanismos de  participa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica &laquo;s&atilde;o auto-designados ou nomeados atrav&eacute;s de procedimentos  formais de representa&ccedil;&atilde;o d&eacute;bil&raquo;<SUP>85</SUP>. Na mesma linha, Lomas<SUP>81</SUP>  demonstra que os membros designados para participar &laquo;n&atilde;o s&atilde;o, do ponto de vista  social e demogr&aacute;fico, representativos da comunidade&raquo;. Assim, a quest&atilde;o da  representatividade nos mecanismos participativos em sa&uacute;de est&aacute; muito associada a  um d&eacute;fice de &laquo;representa&ccedil;&atilde;o descritiva&raquo;<SUP>86</SUP> e que implica a refer&ecirc;ncia  a vari&aacute;veis demogr&aacute;ficas, tais como sexo, idade, etnicidade, n&iacute;veis educacionais  e escal&otilde;es de rendimento. Mas h&aacute; que considerar tamb&eacute;m um d&eacute;fice de  &laquo;representa&ccedil;&atilde;o substancial&raquo;<SUP>86</SUP>, sobretudo quando os membros designados  – embora representem as diversas categorias da popula&ccedil;&atilde;o ou a &aacute;rea geogr&aacute;fica –  n&atilde;o perseguem os reais interesses daqueles que representam. De facto, uma  representatividade efetiva e respons&aacute;vel sup&otilde;e a ativa&ccedil;&atilde;o de canais de  comunica&ccedil;&atilde;o bilateral entre as pessoas designadas para participar e aqueles que  representam.</P>     <P>A n&iacute;vel europeu &eacute; ainda questionada a representatividade das associa&ccedil;&otilde;es de  doentes e de consumidores, as quais nem sempre conseguem envolver determinados  grupos de pacientes devido a dificuldades de comunica&ccedil;&atilde;o, a condi&ccedil;&otilde;es sociais e  a barreiras econ&oacute;micas e culturais em que esses doentes vivem<SUP>87</SUP>.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Os m&eacute;todos deliberativos s&atilde;o, assim, amplamente questionados pelo d&eacute;fice de  representatividade, elemento que deveria constituir-se como fundamental no  &acirc;mbito da democracia participativa.</P>     <P>Nos mecanismos dispon&iacute;veis para a participa&ccedil;&atilde;o no &acirc;mbito da sa&uacute;de, a op&ccedil;&atilde;o  pelo envolvimento de pequenos grupos de participantes tem sujeitado os processos  deliberativos a fortes cr&iacute;ticas<SUP>61</SUP>. &laquo;Numa &aacute;rea metropolitana, envolver  atrav&eacute;s de um grupo focal deliberativo 100 pessoas de uma comunidade de 200.000  pode ser visto como um exerc&iacute;cio n&atilde;o representativo&raquo;<SUP>71</SUP>.</P>     <P>S&atilde;o, portanto, v&aacute;rios os estudos que t&ecirc;m enfatizado o paradoxo da  participa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica, j&aacute; que esta, ao inv&eacute;s de cumprir um dos objetivos a que se  prop&otilde;e – mitigar desigualdades ao n&iacute;vel da sa&uacute;de –, pode, pelo contr&aacute;rio,  contribuir para o seu aumento, na medida em que os grupos sociais vulner&aacute;veis –  imigrantes, idosos, pessoas com problemas de sa&uacute;de mental e, em geral, as  pessoas com escassas compet&ecirc;ncias lingu&iacute;sticas – participam menos que as pessoas  com mais escolaridade e mais integradas socialmente<SUP>36</SUP>. Existe,  portanto, o risco de que a delibera&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica se torne uma pr&aacute;tica reservada a  grupos mais favorecidos que, assim, podem consolidar as suas posi&ccedil;&otilde;es sociais  refor&ccedil;ando o seu capital social<SUP>53</SUP>. Nesse sentido, as institui&ccedil;&otilde;es de  sa&uacute;de t&ecirc;m vindo a ser criticadas pelo facto de n&atilde;o brindarem com oportunidades  adequadas e mecanismos apropriados os cidad&atilde;os que n&atilde;o disp&otilde;em de recursos  econ&oacute;micos e culturais para participar nos processos de tomada de  decis&atilde;o<SUP>70</SUP><SUP>, </SUP><SUP>86</SUP><SUP>, </SUP><SUP>88</SUP><SUP>,  </SUP><SUP>89</SUP>. N&atilde;o obstante, n&atilde;o est&aacute; ainda claro qual &eacute; a melhor forma de  envolver os cidad&atilde;os mais dif&iacute;ceis de implicar (the ‘hard-to-reach’  citizens)<SUP>90</SUP>, geralmente os que s&atilde;o exclu&iacute;dos n&atilde;o s&oacute; dos processos de  decis&atilde;o, mas tamb&eacute;m da sociedade num sentido mais amplo.</P>     <P><I>A capacita&ccedil;&atilde;o proporcionada pela participa&ccedil;&atilde;o na sa&uacute;de</I></P>     <P>A tend&ecirc;ncia registada nas democracias liberais tem vindo a evidenciar um  claro protecionismo dos processos de decis&atilde;o da &laquo;intrus&atilde;o&raquo; de cidad&atilde;os leigos em  decis&otilde;es que pressup&otilde;em um determinado conhecimento perito. Este &eacute; um processo  leg&iacute;timo a que se tem designado &laquo;modelo de dupla delega&ccedil;&atilde;o&raquo;<SUP>91</SUP>. De  acordo com este modelo, a democracia representativa tem, assim, legitimado  atrav&eacute;s do voto uma dupla delega&ccedil;&atilde;o tanto na gest&atilde;o das decis&otilde;es que s&atilde;o  entregues a pol&iacute;ticos eleitos, como no conhecimento implicado &agrave; sua  fundamenta&ccedil;&atilde;o que &eacute; entregue &agrave; ci&ecirc;ncia ou ao conhecimento perito. O modelo  reconhece que o cidad&atilde;o &eacute; capaz de ter opini&atilde;o sobre as mat&eacute;rias implicadas nos  processos de decis&atilde;o, mas apenas quando sujeito a um processo &laquo;educativo&raquo; ter&aacute;  uma participa&ccedil;&atilde;o relevante nos processos de decis&atilde;o. Este enquadramento d&aacute; ainda  conta de como, atrav&eacute;s do voto, limitamos a nossa participa&ccedil;&atilde;o na  pol&iacute;tica<SUP>92</SUP>.</P>     <P>Este debate constitui-se como um dos temas mais controversos no &acirc;mbito da  tem&aacute;tica da participa&ccedil;&atilde;o cidad&atilde;. De facto, a pr&oacute;pria teoria da delibera&ccedil;&atilde;o  democr&aacute;tica subscreve, sobretudo nas suas correntes  fundadoras<SUP>66</SUP><SUP>, </SUP><SUP>93</SUP><SUP>,  </SUP><SUP>94</SUP><SUP>, </SUP><SUP>95</SUP>, que s&oacute; mediante educa&ccedil;&atilde;o os  cidad&atilde;os podem participar de forma relevante em processos de decis&atilde;o. Al&eacute;m  disso, sobrevalorizam aspetos que constrangem a verdadeira capacita&ccedil;&atilde;o nestes  processos, como a capacidade comunicativa e discursiva, que nem todos os  cidad&atilde;os possuem; a exist&ecirc;ncia de um espa&ccedil;o adequado &agrave;s discuss&otilde;es, o qual pode  constranger a participa&ccedil;&atilde;o; as mesmas oportunidades de argumenta&ccedil;&atilde;o, entre  outros<SUP>96</SUP><SUP>, </SUP><SUP>97</SUP>. Neste sentido, a delibera&ccedil;&atilde;o  torna-se um ato p&uacute;blico onde todos s&atilde;o informados previamente com a mesma  informa&ccedil;&atilde;o para que reajam face &agrave;s decis&otilde;es a tomar<SUP>65</SUP><SUP>,  </SUP><SUP>98</SUP><SUP>, </SUP><SUP>99</SUP>. H&aacute;, no entanto, pessoas e grupos  sociais desfavorecidos que n&atilde;o se enquadram nestas formas idealizadas de  delibera&ccedil;&atilde;o, as quais servem, portanto, apenas grupos sociais  privilegiados<SUP>100</SUP><SUP>, </SUP><SUP>101</SUP>.</P>     <P>T&ecirc;m sido v&aacute;rias as cr&iacute;ticas apontadas aos aspetos referidos, tendo provocado  a abertura desta abordagem no sentido de maior permissividade a novas formas  comunicativas em processos deliberativos como, por exemplo, o testemunho ou  hist&oacute;ria de vida, numa clara tentativa de abrir a delibera&ccedil;&atilde;o aos que usualmente  s&atilde;o exclu&iacute;dos desses processos por n&atilde;o serem detentores dos requisitos  necess&aacute;rios<SUP>101</SUP>. Advoga-se assim uma perspetiva mais ampla em que  outras formas de experi&ecirc;ncia possam ser integradas na delibera&ccedil;&atilde;o, elevando-a  al&eacute;m da racionalidade cognitiva e t&eacute;cnica, enquadrada na academia e pelas elites  burocr&aacute;ticas<SUP>102</SUP><SUP>, </SUP><SUP>103</SUP><SUP>,  </SUP><SUP>104</SUP>. Desta forma, os processos deliberativos assentes nessas  formas de participa&ccedil;&atilde;o condicionada t&ecirc;m limitado tamb&eacute;m a capacita&ccedil;&atilde;o dos  cidad&atilde;os nesses processos.</P>     <P>A intemporal &laquo;escada de participa&ccedil;&atilde;o&raquo; de Sherry Arnstein<SUP>105</SUP>  assume-se aqui como um contributo v&aacute;lido para a discuss&atilde;o desta quest&atilde;o. Segundo  a autora, a participa&ccedil;&atilde;o ocorre a partir de possibilidades distintas de  relacionamento com a esfera de decis&atilde;o que tenta ilustrar a partir da imagem de  uma escada composta por oito degraus e que podem ir desde a manipula&ccedil;&atilde;o,  terapia, consulta, apaziguamento, &agrave; parceria, ao poder delegado, at&eacute; ao controlo  efetivo do cidad&atilde;o na tomada de decis&otilde;es. Assim, nesta abordagem, a &laquo;verdadeira  participa&ccedil;&atilde;o&raquo; &eacute; aquela que se regista no topo da escada, &agrave; qual corresponde um  n&iacute;vel &oacute;timo de capacita&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o, uma ace&ccedil;&atilde;o ainda assim controversa, na  medida em que autores como Rowe e Frewer<SUP>106</SUP>, embora tamb&eacute;m relacionem  a participa&ccedil;&atilde;o com as diferentes formas como os cidad&atilde;os podem ser envolvidos  nas decis&otilde;es, consideram a participa&ccedil;&atilde;o uma a&ccedil;&atilde;o mais lata, ou seja, n&atilde;o t&atilde;o  dependente do controlo que os cidad&atilde;os possam exercer. O trabalho de Arnstein,  ainda muito referenciado, foi recentemente alvo de fortes cr&iacute;ticas, sobretudo  por conceber a participa&ccedil;&atilde;o como um modelo unidimensional, baseada somente na  l&oacute;gica do poder, e descurando a necess&aacute;ria aten&ccedil;&atilde;o ao processo. Duas cr&iacute;ticas  fundamentais foram apontadas: a) o facto de n&atilde;o se preocupar com os m&eacute;todos de  participa&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o identificar rela&ccedil;&otilde;es entre fim, tipos de participantes e  m&eacute;todos adotados; b) limitar a possibilidade de compartilhar experi&ecirc;ncias e  conhecimentos entre diversas perspetivas<SUP>89</SUP>.</P>     <P>Sobre esta abordagem particular, outros autores sugerem que paremos de olhar  para cima a escada e comecemos a olhar em redor, buscando e avaliando novos  processos de democratiza&ccedil;&atilde;o das decis&otilde;es, ou seja, outras rela&ccedil;&otilde;es entre  sociedade, pol&iacute;tica e delibera&ccedil;&atilde;o<SUP>107</SUP>.</P>     <P>Outro modelo interessante no &acirc;mbito da an&aacute;lise da intensidade da participa&ccedil;&atilde;o  comunit&aacute;ria foi proposto por Laverack<SUP>108</SUP>, o qual identifica os  seguintes n&iacute;veis: i) possibilidade de n&atilde;o participarem todos os membros; ii)  estarem presentes nos encontros mas nem todos participarem nas discuss&otilde;es; iii)  estarem envolvidos nas discuss&otilde;es, mas n&atilde;o participarem nas decis&otilde;es; iv)  participarem nas decis&otilde;es e existirem mecanismos para partilhar as informa&ccedil;&otilde;es;  v) participarem regularmente na tomada de decis&otilde;es e serem envolvidos tamb&eacute;m em  atividades externas &agrave; comunidade.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>A rela&ccedil;&atilde;o entre participa&ccedil;&atilde;o e capacita&ccedil;&atilde;o pressup&otilde;e, assim, que os  conhecimentos dos que participam, as suas opini&otilde;es e o saber de experi&ecirc;ncia  sejam contemplados nos processos de decis&atilde;o como forma de garantir decis&otilde;es que  contemplem essas dimens&otilde;es experienciadas por aqueles que sofrem quotidianamente  os problemas que as decis&otilde;es tentam colmatar. Associada a uma maior capacita&ccedil;&atilde;o  cidad&atilde; est&aacute; a possibilidade de conferir intensidade &agrave; democracia a partir de  formas participativas onde todos os cidad&atilde;os sejam o centro das decis&otilde;es, o que  lhes permite garantir direitos de cidadania, a promo&ccedil;&atilde;o de justi&ccedil;a social e a  mitiga&ccedil;&atilde;o de desigualdades<SUP>56</SUP><SUP>, </SUP><SUP>92</SUP><SUP>,  </SUP><SUP>109</SUP>.</P>     <P>A &aacute;rea da sa&uacute;de &eacute;, por sinal, uma das &aacute;reas onde o conhecimento perito &eacute;,  quase sempre, fonte inequ&iacute;voca de fundamenta&ccedil;&atilde;o para as decis&otilde;es a tomar. &Eacute;, por  isso, uma &aacute;rea tradicionalmente mais herm&eacute;tica &agrave; participa&ccedil;&atilde;o cidad&atilde;, o que  justifica muitas das controv&eacute;rsias que ocorrem na &aacute;rea da sa&uacute;de e que invocam  essa resist&ecirc;ncia em admitir as potencialidades de outro tipo de conhecimentos na  formula&ccedil;&atilde;o de decis&otilde;es mais adequadas aos problemas de sa&uacute;de. Pela capacita&ccedil;&atilde;o  dos cidad&atilde;os atrav&eacute;s da participa&ccedil;&atilde;o, o indiv&iacute;duo e/ou a comunidade orientam-se  no sentido de mudar as suas vidas e as suas condi&ccedil;&otilde;es de vida e, portanto, sua  sa&uacute;de. Desta forma, a capacita&ccedil;&atilde;o dos cidad&atilde;os em sa&uacute;de &eacute; considerada uma aliada  do sucesso de uma comunidade, que se torna capaz de alcan&ccedil;ar condi&ccedil;&otilde;es mais  saud&aacute;veis atrav&eacute;s de suas pr&oacute;prias a&ccedil;&otilde;es<SUP>108</SUP><SUP>,  </SUP><SUP>110</SUP>. N&atilde;o obstante, neste dom&iacute;nio, embora a participa&ccedil;&atilde;o tenda a  alastrar a partir de mecanismos diversos, a tend&ecirc;ncia ainda &eacute; para uma  participa&ccedil;&atilde;o muito associada a um baixo &iacute;ndice de capacita&ccedil;&atilde;o cidad&atilde;, n&atilde;o  estando as decis&otilde;es sob o controlo dos cidad&atilde;os, nem valorizados suficientemente  os conhecimentos que eles podem importar para as decis&otilde;es<SUP>111</SUP>.</P>     <P><I>A indefini&ccedil;&atilde;o sobre a efetividade da participa&ccedil;&atilde;o</I></P>     <P>Um tema recorrente na literatura sobre participa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de (1997-2009) diz  respeito a processos de avalia&ccedil;&atilde;o que demonstrem a efetividade dos mecanismos  participativos implementados. Esta &eacute; uma preocupa&ccedil;&atilde;o recente, na medida em que  nos anos 80 e 90 a prioridade era promover e legitimar a pr&aacute;tica da participa&ccedil;&atilde;o  enfatizando os seus benef&iacute;cios. Na vis&atilde;o de Entwistle<SUP>112</SUP>, &laquo;a no&ccedil;&atilde;o de  participa&ccedil;&atilde;o faz pouco sentido se faltar o potencial de influ&ecirc;ncia&raquo;.</P>     <P>A necessidade de compreender tanto as for&ccedil;as como as fraquezas das  experi&ecirc;ncias de participa&ccedil;&atilde;o, assim como as raz&otilde;es que geram uma crescente  desafei&ccedil;&atilde;o dos cidad&atilde;os, representa, de acordo com Monno e Khalee<SUP>40</SUP>,  um importante motivo para desenvolver um referencial metodol&oacute;gico para a  avalia&ccedil;&atilde;o das pr&aacute;ticas participativas.</P>     <P>A escassez de avalia&ccedil;&atilde;o no &acirc;mbito da participa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica em sa&uacute;de tem sido  amplo objeto de debate no &acirc;mbito da OMS<SUP>26</SUP>, a qual tem, apesar de  disso, encorajado os pa&iacute;ses membros a investir em mais experi&ecirc;ncias  participativas, consideradas boas pr&aacute;ticas. A avalia&ccedil;&atilde;o das experi&ecirc;ncias  participativas dos cidad&atilde;os &eacute; ainda mais urgente face &agrave; sua grande prolifera&ccedil;&atilde;o  nos &uacute;ltimos anos, sobretudo a partir de novos m&eacute;todos de promo&ccedil;&atilde;o da  participa&ccedil;&atilde;o.</P>     <P>&Eacute; tamb&eacute;m escasso o conhecimento que dispomos sobre a qualidade e efetividade  da participa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de, sobretudo se os distintos mecanismos participativos  permitem concretizar os diversos objetivos de que o conceito de participa&ccedil;&atilde;o  p&uacute;blica se reveste. J&aacute; no final dos anos 70, Rosener<SUP>113</SUP> observou que  &laquo;a falta de conhecimento sobre a efetividade da participa&ccedil;&atilde;o est&aacute; provavelmente  relacionada com o facto de que poucos estudiosos reconhecem esta complexidade&raquo;.  Mais tarde, Rosener veio a identificar quatro problemas inerentes a realiza&ccedil;&atilde;o  deste tipo de avalia&ccedil;&atilde;o: i) o conceito de participa&ccedil;&atilde;o &eacute; complexo e est&aacute;  carregado de valores; ii) n&atilde;o h&aacute; muitos crit&eacute;rios para julgar os &ecirc;xitos e os  fracassos de uma estrat&eacute;gia participativa; iii) n&atilde;o h&aacute; acordo sobre os m&eacute;todos  de avalia&ccedil;&atilde;o a implementar; iv) os instrumentos de medida s&atilde;o poucos  fi&aacute;veis<SUP>114</SUP>.</P>     <P>Trinta anos depois, os mesmos questionamentos sobre a dificuldade em avaliar  a complexidade da participa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica continuam a reiterar-se. Seguramente, a  dificuldade em desenhar modelos apropriados e rigorosos de avalia&ccedil;&atilde;o &eacute; o fator  respons&aacute;vel pelo ainda escasso conhecimento sobre impacto dos diferentes  mecanismos de participa&ccedil;&atilde;o a v&aacute;rios n&iacute;veis<SUP>115</SUP>. De facto, antes de  construir uma estrat&eacute;gia apropriada de avalia&ccedil;&atilde;o da efetividade, torna-se  necess&aacute;rio clarificar o que entendemos por participa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica, assim como  conceptualizar os seus benef&iacute;cios, mais concretamente o que entendemos por  efetividade e como defini-la te&oacute;rica e empiricamente, torna-se a grande  quest&atilde;o.</P>     <P>Para isso, no entanto, &eacute; importante compreender que o que se alcan&ccedil;a com a  participa&ccedil;&atilde;o constitua um bom resultado, assim como os processos que contribuem  para o alcan&ccedil;ar<SUP>52</SUP>. Por outras palavras, a avalia&ccedil;&atilde;o da efetividade  requer uma defini&ccedil;&atilde;o de &ecirc;xito para as distintas pr&aacute;ticas de envolvimento dos  cidad&atilde;os<SUP>116</SUP>. Nesse sentido, n&atilde;o &eacute; suficiente desenvolver uma  defini&ccedil;&atilde;o &uacute;nica de &ecirc;xito, j&aacute; que na arena sanit&aacute;ria existe uma multiplicidade de  atores envolvidos e uma diversidade de perspetivas sobre os objetivos que a  participa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica deve cumprir. Por exemplo, em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; fun&ccedil;&atilde;o que devem  desempenhar os representantes dos cidad&atilde;os, cabe perguntar: devem participar na  difus&atilde;o das informa&ccedil;&otilde;es? Devem expressar suas opini&otilde;es sobre o que j&aacute; est&aacute;  decidido? Ou devem participar no processo de tomada de decis&otilde;es? Infelizmente,  estas quest&otilde;es conceptuais e metodol&oacute;gicas t&ecirc;m recebido pouca considera&ccedil;&atilde;o por  parte da literatura acad&eacute;mica<SUP>52</SUP> e isto tem permitido elevar muito do  que se considera participa&ccedil;&atilde;o a atividade bem-sucedida.</P>     <P>As reflex&otilde;es sobre a efetividade da participa&ccedil;&atilde;o t&ecirc;m convergido no sentido da  preocupa&ccedil;&atilde;o em definir &laquo;efetividade&raquo; e em identificar crit&eacute;rios para avaliar a  efetividade das experi&ecirc;ncias de participa&ccedil;&atilde;o<SUP>40</SUP><SUP>,  </SUP><SUP>90</SUP><SUP>, </SUP><SUP>104</SUP><SUP>, </SUP><SUP>117</SUP><SUP>,  </SUP><SUP>118</SUP><SUP>, </SUP><SUP>119</SUP>. Muitas das defini&ccedil;&otilde;es  encontradas reconhecem a complexidade e a multidimensionalidade do sucesso  destes processos e adotam, consequentemente, m&uacute;ltiplos crit&eacute;rios: crit&eacute;rios  baseados no processo, no resultado ou em ambos. Torna-se, portanto, cada vez  mais urgente desenvolver um modelo robusto e confi&aacute;vel para avaliar o impacto da  participa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica<SUP>115</SUP>.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <P><B>Conclus&otilde;es</B></P>     <P>A participa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de tem sido adotada como uma estrat&eacute;gia importante para  promover uma maior abertura do sistema e, consequentemente, uma maior intera&ccedil;&atilde;o  com os representantes das comunidades e das associa&ccedil;&otilde;es de doentes e  utentes.</P>     <P>Este artigo focou alguns dos aspetos mais relevantes evidenciados pelo atual  debate sobre participa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de e que destacam novos rumos e estrat&eacute;gias de  aproxima&ccedil;&atilde;o entre o sistema de sa&uacute;de e seus benefici&aacute;rios. Trata-se obviamente  de um processo ainda em evolu&ccedil;&atilde;o, embora sejam j&aacute; vis&iacute;veis algumas das mudan&ccedil;as  que t&ecirc;m ocorrido na forma de organiza&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de em resultado da  crescente exig&ecirc;ncia por participa&ccedil;&atilde;o, assim como uma maior exig&ecirc;ncia por  personaliza&ccedil;&atilde;o e humaniza&ccedil;&atilde;o dos cuidados a prestar. Os processos de mudan&ccedil;a t&ecirc;m  vindo a afetar os v&aacute;rios atores envolvidos na &aacute;rea da sa&uacute;de, na medida em que se  come&ccedil;am a experimentar e a desenvolver novas rela&ccedil;&otilde;es entre o sistema, por um  lado, e pacientes, cidad&atilde;os e organiza&ccedil;&otilde;es da sociedade civil, por outro.</P>     <P>O sistema de sa&uacute;de tenta, hoje, caminhar no sentido de se afastar da rela&ccedil;&atilde;o  insens&iacute;vel que mantinha com o seu ambiente social. Os m&uacute;ltiplos processos e  fen&oacute;menos sociais surgidos e desenvolvidos nos &uacute;ltimos 30 anos – tais como a  crise do paradigma biom&eacute;dico, a crise financeira e as subsequentes reformas do  setor da sa&uacute;de, a difus&atilde;o do conceito de qualidade de cuidados a prestar, a  valoriza&ccedil;&atilde;o do papel do paciente, o desenvolvimento de movimentos dos utentes e  consumidores, a &ecirc;nfase na promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de, entre outros – t&ecirc;m, sem d&uacute;vida,  contribu&iacute;do para uma maior abertura do sistema de sa&uacute;de ao reconhecimento da  import&acirc;ncia que nele pode ter a voz dos cidad&atilde;os.</P>     <P>N&atilde;o obstante essa crescente abertura, o sistema de sa&uacute;de, sobretudo a partir  de alguns comportamentos profissionais e organizacionais, vive ainda subordinado  a uma cultura burocr&aacute;tica e tradicional, revelando-se pouco sens&iacute;vel ao ambiente  social envolvente. Os utentes e as associa&ccedil;&otilde;es de doentes tamb&eacute;m encontram  dificuldades no desempenho das suas fun&ccedil;&otilde;es de representa&ccedil;&atilde;o dos cidad&atilde;os,  independentemente da maior abertura &agrave; participa&ccedil;&atilde;o que o sistema possa  apresentar. Assim, os membros designados para participar no contexto da sa&uacute;de ou  n&atilde;o s&atilde;o representativos dos diversos setores da sociedade ou n&atilde;o conseguem  desenvolver com ela a necess&aacute;ria intera&ccedil;&atilde;o. Al&eacute;m disso, h&aacute; estudos que assinalam  que os pacientes e os cidad&atilde;os nem sempre querem ser envolvidos ou expressar a  sua pr&oacute;pria voz sobre quest&otilde;es de planeamento e organiza&ccedil;&atilde;o dos cuidados de  sa&uacute;de<SUP>48</SUP><SUP>, </SUP><SUP>69</SUP><SUP>, </SUP><SUP>120</SUP><SUP>,  </SUP><SUP>121</SUP>. Decorre daqui a necessidade de entender a participa&ccedil;&atilde;o  como uma quest&atilde;o de vontade e n&atilde;o de obriga&ccedil;&atilde;o, que facilmente a eleva ao  registo de &laquo;tirania da participa&ccedil;&atilde;o&raquo;<SUP>122</SUP>, n&atilde;o devendo, portanto, a  literatura sobre participa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de inferir sobre esse &laquo;desejo impl&iacute;cito&raquo; de  participa&ccedil;&atilde;o por parte dos cidad&atilde;os<SUP>85</SUP>.</P>     <P>Mas talvez o maior problema evidenciado seja a constata&ccedil;&atilde;o de que as  inst&acirc;ncias de participa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de s&atilde;o ainda pouco utilizadas pelos grupos  sociais que t&ecirc;m menos acesso aos servi&ccedil;os de sa&uacute;de. Desta forma, a escassez de  mecanismos capazes de aproximar esses cidad&atilde;os ao sistema de sa&uacute;de tem  obstaculizado a rela&ccedil;&atilde;o do sistema de sa&uacute;de com o ambiente social envolvente,  assim como uma rela&ccedil;&atilde;o mais democr&aacute;tica na sa&uacute;de a partir da mais participa&ccedil;&atilde;o.  Como se pode observar, seja do lado do sistema de sa&uacute;de e seja do lado dos  benefici&aacute;rios, sobressaem dificuldades e <I>praxis</I> operativas que contribuem  para aumentar a complexidade da rela&ccedil;&atilde;o.</P>     <P>Os principais itens considerados na an&aacute;lise deste artigo remetem-nos para  quest&otilde;es muito particulares que se colocam no &acirc;mbito da participa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de.  Desde logo, &eacute; por demais evidente na an&aacute;lise efetuada a dificuldade em integrar  a participa&ccedil;&atilde;o como pr&aacute;tica regular e efetiva. Destacam-se as dificuldades no  envolvimento dos cidad&atilde;os, muitas vezes devido aos constrangimentos que certos  modelos de participa&ccedil;&atilde;o colocam a uma efetiva representatividade dos cidad&atilde;os e  dos seus problemas. Para al&eacute;m disso, a participa&ccedil;&atilde;o dos cidad&atilde;os em sa&uacute;de,  muitas vezes, quando acontece, n&atilde;o tende a perpetuar-se atrav&eacute;s de formas  regulares e institucionalizadas. Nesse sentido, fala-se de estrat&eacute;gias  ocasionais, na medida em que s&atilde;o iniciativas de participa&ccedil;&atilde;o espor&aacute;dicas e  fomentadas a partir de iniciativas das autoridades locais de sa&uacute;de. Este tipo de  participa&ccedil;&atilde;o &eacute; igualmente importante e necess&aacute;ria em determinados momentos do  processo de planeamento dos servi&ccedil;os, embora n&atilde;o represente, no entanto, uma  estrat&eacute;gia participativa consolidada e institucionalizada. Outro dos paradoxos  da participa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de assenta na notada falta de reflexo da participa&ccedil;&atilde;o nas  decis&otilde;es tomadas, o que coloca em causa tanto o investimento na capacita&ccedil;&atilde;o dos  cidad&atilde;os como a utilidade destas formas de envolvimento cidad&atilde;o em processos  deliberativos. Desta forma, esta aus&ecirc;ncia de efeitos vis&iacute;veis – para al&eacute;m das  s&eacute;rias dificuldades em avaliar a efetividade da participa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de –  desemboca geralmente numa dece&ccedil;&atilde;o sistem&aacute;tica quanto &agrave; esperan&ccedil;a de ganhos de  racionalidade associada &agrave; participa&ccedil;&atilde;o.</P>     <P>&Eacute; muito importante que os atores que interagem no sistema de sa&uacute;de tenham a  capacidade de identificar e desenvolver novas e mais efetivas formas de rela&ccedil;&atilde;o  e de intermedia&ccedil;&atilde;o coletiva a n&iacute;vel local e entre os cidad&atilde;os e os servi&ccedil;os de  sa&uacute;de. Obviamente, o compromisso e a coopera&ccedil;&atilde;o das autoridades de sa&uacute;de &eacute; um  passo indispens&aacute;vel nesse sentido. Sem a colabora&ccedil;&atilde;o e empenho de gestores e  profissionais, na aus&ecirc;ncia de recursos financeiros e de uma estrutura  organizacional adequada, a participa&ccedil;&atilde;o no sistema de sa&uacute;de tem escassas  possibilidades de se poder afirmar e auto sustentar no tempo. A manuten&ccedil;&atilde;o das  associa&ccedil;&otilde;es e dos movimentos de utentes &eacute;, portanto, uma forma importante de  garantir uma infraestrutura participativa atrav&eacute;s da qual os membros da  comunidade possam organizar as suas perspetivas sobre as quest&otilde;es da sa&uacute;de.  Neste sentido, os decisores pol&iacute;ticos, al&eacute;m de deverem instituir mecanismos de  participa&ccedil;&atilde;o para acolher a voz dos utentes no sistema, envolvendo-os nos  processos de decis&atilde;o, deveriam tamb&eacute;m encorajar o desenvolvimento de formas de  intermedia&ccedil;&atilde;o coletiva entre cidad&atilde;os e institui&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de.</P>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><B>Bibliograf&iacute;a</B></P>     <!-- ref --><P>1. Miguel JM. La salud p&uacute;blica del futuro. Madrid: Ariel Sociologia; 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S0870-9025201300010000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </P>     <!-- ref --><P>2. Oakley P. Community involvement in health development: an examination of  the critical issues. Geneva: World Health Organization; 1989.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S0870-9025201300010000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>3. Ugalde A. Ideological dimension of community participation in Latin  American health programs. Soc. Sci Med. 1985; 21:41–53.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S0870-9025201300010000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>4. Zakus D, Lysack C. Revisiting community participation. Health Policy Plan.  1998; 1:1–12.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S0870-9025201300010000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>5. Roux G. Participaci&oacute;n y cogestion de la salud. Educ Med Salud. 1993;  27:15–22.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S0870-9025201300010000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>6. WHO. Alma Ata 1978. Geneva: WHO; 1978.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S0870-9025201300010000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>7. Mittelmark M, Kickbusch I, Rootman I, Scriven A, Tones K. Health  promotion. London: Elsevier; 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S0870-9025201300010000300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>8. WHO. Global strategy for Health For All by the year 2000. Geneva: WHO;  1981.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S0870-9025201300010000300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>9. WHO–Europe. Health21. Copenhagen: World Health Organization; 1998.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S0870-9025201300010000300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>10. Loureiro I, Miranda N. Promover a sa&uacute;de: dos fundamentos &agrave; a&ccedil;&atilde;o. Coimbra:  Almedina; 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S0870-9025201300010000300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>11. WHO Community participation in local health care and sustainable  development: approaches and techniques. Geneva: WHO; 2002 [consultado 17 Set  2012]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.euro.who.int/__data/assets/pdf_file/0013/101065/E78652.pdf" target="_blank">http://www.euro.who.int/__data/assets/pdf_file/0013/101065/E78652.pdf</a> .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S0870-9025201300010000300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>12. Bosio AC. Rapporto sulla qualit&agrave; percepita dei servizi sanitari in  Italia. En: Trabucchi M., editors. I cittadini e il sistema sanitario nazionale:  dalla qualit&aacute; percepita all'impegno per il cambiamento. Bolonia: Il Mulino;  1996. 11–98.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S0870-9025201300010000300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>13. Elston MA. The politics of professional power: medicine in a changing  health service. In: Gabe J, Calnan M, Bury M, org. The Sociology of the Health  Care Service. London: Routledge; 1991. p. 58?88.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S0870-9025201300010000300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>14. Freidson E. Professional dominance. New York: Atherton; 1970.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S0870-9025201300010000300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>15. Nunes JA, Matias M, Filipe A. Os novos actores colectivos no campo da  sa&uacute;de: o papel das fam&iacute;lias nas associa&ccedil;&otilde;es de doentes. Lisboa: Edi&ccedil;&otilde;es Colibri:  Alicerces, Instituto Polit&eacute;cnico de Lisboa – IPL; 2010; 119–28.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S0870-9025201300010000300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>16. Donabedian A. La qualit&agrave; dell?asssistenza sanitaria. Roma: La Nuova  Italia Scientifica; 1989.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S0870-9025201300010000300016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>17. Brown ER. Community action for health promotion: a strategy to empower  individuals and communities. Int J Health Serv. 1991; 21:441–56.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S0870-9025201300010000300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>18. Brownlea A. Participation: miths. Soc Sci Med. 1987; 25:605–14.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S0870-9025201300010000300018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>19. WHO. Ottawa Charter for Health Promotion: First International Conference  on Health Promotion, Ottawa, 21 November 1986. Ottawa: WHO; 1986 [consultado 11  Jun 2012]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.who.int/healthpromotion/conferences/previous/ottawa/en/index4.html" target="_blank">http://www.who.int/healthpromotion/conferences/previous/ottawa/en/index4.html</a> .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S0870-9025201300010000300019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </P>     <!-- ref --><P>20. Epp J. Lograr la salud para todos: un marco para la promoci&oacute;n de la  salud. New York: OPAS/OMS; 1996.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S0870-9025201300010000300020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>21. WHO. Adelaide Recommendations on Healthy Policy: Second International  Conference on Health Promotion, Adelaide, South Australia, 5–9 April 1998.  Adelaide: WHO; 1998 [consultado Jul 2012]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.gesundheitsfoerdern–hochschulen.de/Inhalte/B_Basiswissen_GF/B9_Materialien/B9_Dokumente/Dokumente_international/1988adel_en_WHO.pdf" target="_blank">http://www.gesundheitsfoerdern–hochschulen.de/Inhalte/B_Basiswissen_GF/B9_Materialien/B9_Dokumente/Dokumente_international/1988adel_en_WHO.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S0870-9025201300010000300021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </P>     <!-- ref --><P>22. World Commission on Environment, Development. Our Common Future. Oxford:  Oxford University Press; 1987.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S0870-9025201300010000300022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>23. WHO. Third International Conference on Health Promotion: Supportive  environments for health, Sundsvall, Sweden, 9–15 June 1991. Sundswall: WHO; 1991  [consultado 30 Mai 2012]. Dispon&iacute;vel em: <a href=" http://www.who.int/healthpromotion/conferences/previous/sundsvall/en/" target="_blank"> http://www.who.int/healthpromotion/conferences/previous/sundsvall/en/</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S0870-9025201300010000300023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>24. WHO. Jakarta Declaration on Leading Health Promotion into the 21st  century. Jakarta: WHO; 1997 [consultado 17 Jun 2012]. Dispon&iacute;vel em: <a href=" http://www.who.int/healthpromotion/conferences/previous/jakarta/declaration/en/" target="_blank"> http://www.who.int/healthpromotion/conferences/previous/jakarta/declaration/en/</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S0870-9025201300010000300024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </P>     <!-- ref --><P>25. OMS. Declara&ccedil;&atilde;o do M&eacute;xico da Quinta Confer&ecirc;ncia Internacional sobre  Promo&ccedil;&atilde;o da Sa&uacute;de. M&eacute;xico: OMS. OPAS; 2000 [consultado 11 Jun 2012]. Dispon&iacute;vel  em: <a href="http://www.opas.org.br/promocao/uploadArq/Mexico.pdf" target="_blank">http://www.opas.org.br/promocao/uploadArq/Mexico.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000152&pid=S0870-9025201300010000300025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>26. WHO. The Bangkok charter for health promotion in a globalized world.  Health Promot Int. 2006; 21:11–4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000154&pid=S0870-9025201300010000300026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>27. Leeuw E, Tang KC, Beaglehole R. Editorial. Ottawa to Bangkok: health  Promotion''s Journey from principles to ?glocal? implementation. Health Promot  Int. 2007; 21:1–3.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000156&pid=S0870-9025201300010000300027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>28. Jackson SF, Perkins F, Khandor E, Cordwell L, Hamann S, Buasai S.  Integrated health promotion strategies: a contribution to tackling current and  future health challenges. Health Promot Int. 2007; 21:75–83.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000158&pid=S0870-9025201300010000300028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>29. WHO. Nairobi 7&nbsp;th Conference on Health Promotion, 23–30 October  2009. Nairobi: WHO; 2009 [consultado 9 Mai 2012]. Dispon&iacute;vel em: <a href=" http://www.who.int/healthpromotion/conferences/7gchp/overview/en/index1.html" target="_blank"> http://www.who.int/healthpromotion/conferences/7gchp/overview/en/index1.html</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000160&pid=S0870-9025201300010000300029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </P>     <!-- ref --><P>30. Lawn JE, Rohde J, Rifkin S, Were M, Paul V, Chopra M. Alma–Ata 30 years  on: revolutionary, relevant, and time to revitalize. Lancet. 2008; 372:917–27.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000162&pid=S0870-9025201300010000300030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </P>     <!-- ref --><P>31. Rifkin S. Paradigms lost: toward a new understanding of community  participation in health programmes. Acta Trop. 1996; 61:79–92.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000164&pid=S0870-9025201300010000300031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>32. WHO. The World Health Report 2008. Now more than ever. 2008 [consultado  17 Jun 2012]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.who.int/whr/2008/en/" target="_blank">http://www.who.int/whr/2008/en/</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000166&pid=S0870-9025201300010000300032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>33. Guldan G. Obstacles to community health promotion. Soc Sci Med. 1996;  43:689–95.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000168&pid=S0870-9025201300010000300033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>34. Nilsen &Oslash;. Community health promotion: concept and lessons from  contemporary sociology. Health Policy. 1996; 36:167–83.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000170&pid=S0870-9025201300010000300034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>35. Men&eacute;ndez E. Saber local y toma de decisiones. En: Haro J.A., Keijzer B.,  editors. Participaci&oacute;n comunit&aacute;ria en salud: evaluaci&oacute;n de experiencias y retos  para el futuro. Hermosillo: El Colegio de Sonora. Organizaci&oacute;n Panamericana de  la Salud; 1998. 65–87.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000172&pid=S0870-9025201300010000300035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>36. WHO. Working together for health. Copenhagen: World Health Organization;  2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000174&pid=S0870-9025201300010000300036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>37. WHO–Europe. Ninth Future Forum on health system governance and public  participation. Copenhagen: World Health Organization; 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000176&pid=S0870-9025201300010000300037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>38. Rifkin S. Lessons from the community participation in health programmes:  a review of the post Alma–Ata experience. Int Health. 2009; 1:31–6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000178&pid=S0870-9025201300010000300038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>39. Ardig&ograve; A. Societ&agrave; e salute. Angeli: Milano; 1997.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000180&pid=S0870-9025201300010000300039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>40. Monno V, Khakee A. More of the same or just right and robust? Evaluating  participatory planning. En: Hull A., Alexander E.R., Khakee A., Woltjer J.,  editors. Evaluation for participation and sustainability in planning. Abingdon:  Routledge; 2011. 297–317.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000182&pid=S0870-9025201300010000300040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>41. Beardwood B, Walters V, Eyles J, French S. Complaints against nurses: a  reflection of the new managerialism and consumerism in health care?. Soc Sci  Med. 1999; 48:363–74.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000184&pid=S0870-9025201300010000300041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>42. Milewa T, Valentine J, Calnan M. Managerialism and active citizenship in  Britain''s reformed health servi power and community in an era of  descentalization. Soc Sci Med. 1998; 47:507–17.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000186&pid=S0870-9025201300010000300042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>43. Pollock AM. Local voices: the bankrupcy of the democratic process. BMJ.  1992; 6853:535–6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000188&pid=S0870-9025201300010000300043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>44. Pollitt C. The struggle for quality: the case of the National Health  Service. Polic Polit. 1993; 21:161–70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000190&pid=S0870-9025201300010000300044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>45. Rhodes P, Nocon A. User involvement and the NHS reforms. Health Expect.  1998; 1:73–81.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000192&pid=S0870-9025201300010000300045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>46. Summers A, McKeown K. Local voices: evolving a realistic strategy on  public consultation. Public Health. 1996; 110:145–50.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000194&pid=S0870-9025201300010000300046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>47. Wall A. Mine, yours or theirs? Accountability in the new NHS. Polic  Polit. 1996; 24:74–82.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000196&pid=S0870-9025201300010000300047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>48. Calnan M, Gabe J. From consumerism to partnership? Britains''s national  health service at the turn of the century. Int J Health Serv. 2001; 31:119–31.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000198&pid=S0870-9025201300010000300048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </P>     <!-- ref --><P>49. Milewa T. Local participatory democracy in Britain''s health servi  innovation or fragmentation of a universal citizenship?. Soc Polic Adm. 2004;  38:240–52.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000200&pid=S0870-9025201300010000300049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>50. Abelson J, Forest PG, Eyles J, Casebeer A, Martin E, Mackean G. Examining  the role of context in the implementation of a deliberative public participation  experiment: results from a Canadian comparative study. Soc Sci Med. 2007;  64:2115–28.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000202&pid=S0870-9025201300010000300050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>51. Crawford M, Rutter D, Manley C, Weaver T, Bhui K, Fulop N, et–al.  Systematic review of involving patients in the planning and development of  health care. BMJ. 2002; 325:1263–5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000204&pid=S0870-9025201300010000300051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>52. Rowe G, Frewer LJ. Public participation methods: a framework for  evaluation. Sci Tech Hum Values. 2000; 25:3–29.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000206&pid=S0870-9025201300010000300052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>53. Delli Carpini M, Cook FL, Jacobs L. Public deliberation, discursive  participation, and citizen engagement: A review of the empirical literature. Ann  Rev Polit Sci. 2004; 7:315–44.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000208&pid=S0870-9025201300010000300053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>54. Chambers S. Deliberative Democratic Theory. Ann Rev Polit Sci. 2003;  6:307–23.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000210&pid=S0870-9025201300010000300054&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>55. Santos BS, org. Democratizar a democracia: os caminhos da democracia  participativa. Rio de Janeiro: Civiliza&ccedil;&atilde;o Brasileira; 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000212&pid=S0870-9025201300010000300055&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>56. Santos BS. Reinventar a democracia. Lisboa: Gradiva; 1998.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000214&pid=S0870-9025201300010000300056&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>57. Rubi&atilde;o A. Apresenta&ccedil;&atilde;o: o &laquo;grand soir&raquo; da democracia. In: Sintomer, Y. O  poder ao povo: j&uacute;ris de cidad&atilde;os, sorteio e democracia participativa. Belo  Horizonte: Editora UFMG; 2010; 13–20.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000216&pid=S0870-9025201300010000300057&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>58. Sintomer Y. O poder ao povo: j&uacute;ris de cidad&atilde;os, sorteio e democracia  participativa. Belo Horizonte: Editora UFMG; 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000218&pid=S0870-9025201300010000300058&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>59. Elster J. Deliberative democracy. Cambridge: Cambridge University Press;  1998.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000220&pid=S0870-9025201300010000300059&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>60. Fishkin J. The voice of the people: public opinion and democracy. New  Haven and London: Yale University Press; 1995.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000222&pid=S0870-9025201300010000300060&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>61. Abelson J, Forest PG, Eyles J, Smith P, Martin E, Gauvin FP.  Deliberations about deliberative methods: issues in the design and evaluation of  public participation process. Soc Sci Med. 2003; 57:239–51.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000224&pid=S0870-9025201300010000300061&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>62. Manin B. On legitimacy and political deliberation. Polit Theory. 1987;  15:338–68.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000226&pid=S0870-9025201300010000300062&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>63. Cohen J. Deliberative and democratic legitimacy. En: Hamlin A., Pettit  P., editors. The good polity: normative analysis of the State. Oxford: Basil  Blackwell; 1989. 17–34.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000228&pid=S0870-9025201300010000300063&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>64. Rawls J. Political liberalism. New York: Columbia University Press; 1993.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000230&pid=S0870-9025201300010000300064&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </P>     <!-- ref --><P>65. Gutmann A, Thompson D. Democracy and disagreement. Cambridge, MA: Harvard  University Press; 1996.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000232&pid=S0870-9025201300010000300065&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>66. Habermas J. Between facts and norms. Cambridge: Polity; 1996.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000234&pid=S0870-9025201300010000300066&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>67. Rawls J. The idea of public reason revisited. U Chi L Rev. 1997;  64:765–807.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000236&pid=S0870-9025201300010000300067&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>68. Habermas J. 1992. Further reflections on the public sphere. In: Calhoun  C, org. Habermas and the Public Sphere. Cambridge: The MIT Press. p. 420?438.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000238&pid=S0870-9025201300010000300068&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </P>     <!-- ref --><P>69. Abelson J, Eyles J, McLeod C, Collins P, McMulla C, Forest PG. Does  deliberation make a difference? Results from a citizen''s panel study of health  goals priority setting. Health Policy. 2003; 66:95–106.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000240&pid=S0870-9025201300010000300069&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>70. Mitton C, Smith N, Peacock S, Evoy B, Abelson J. Public participation in  health care priority setting: a scoping review. Health Policy. 2009; 91:219–28.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000242&pid=S0870-9025201300010000300070&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </P>     <!-- ref --><P>71. Scutchfield FD, Hall L, Ireson CL. The public and public health  organizations: issues for community engagement in public health. Health Policy.  2006; 77:76–85.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000244&pid=S0870-9025201300010000300071&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>72. Church J, Saunders D, Wanke M, Pong R, Spooner C, Dorgan M. Citizen  participation in health decision–making: past experience and future prospects. J  Public Health Policy. 2002; 23:12–32.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000246&pid=S0870-9025201300010000300072&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>73. Lehoux P, Daudelin G, Demers–Payette O, Boivin A. Fostering deliberations  about health innovation: what do we want to know from publics?. Soc Sci Med.  2009; 68:2002–9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000248&pid=S0870-9025201300010000300073&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>74. Thurston WE, Mackean G, Vollman A, Casebber A, Weber M, Maloff B, et–al.  Public participation in regional health policy: a theoretical framework. Health  Policy. 2005; 73:237–52.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000250&pid=S0870-9025201300010000300074&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>75. New B. Citizens? juries: empowerment, self–development, informed view or  arbitration?. En: Davies S., Elisabeth S., Hanley B., New B., Sang B., editors.  Ordinary wisdom: reflections on an experience in citizenship and health. London:  King''s Fund; 1998. 5–20.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000252&pid=S0870-9025201300010000300075&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>76. Iridale R, Longlay M. From passive subject to active agent: the potential  of citizens? juries for nursing research. Nurse Educ Today. 2007; 27:788–95.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000254&pid=S0870-9025201300010000300076&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </P>     <!-- ref --><P>77. Gooberman–Hill R, Horwood J, Calnan M. Citizens? juries in planning  research priorities: process, engagement and outcome. Health Expect. 2008;  11:272–81.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000256&pid=S0870-9025201300010000300077&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>78. Serapioni M, Duxbury N. Citizens participation in the Italian health–care  system: the experience of the mixed advisory committees. Health Expect. 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000258&pid=S0870-9025201300010000300078&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </P>     <!-- ref --><P>79. Beardshaw V. User representation in the NHS and the future of Community  Health Councils. London: King''s Fund Institute; 1991.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000260&pid=S0870-9025201300010000300079&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>80. Crouch C. La ampliaci&oacute;n de la ciudadan&iacute;a social y econ&oacute;mica y la  participaci&oacute;n. In: Garc&iacute;a S, Steven L, org. Ciudadan&iacute;a, justicia social,  identidad y participaci&oacute;n. Madrid: Siglo Veintiuno; 1999. p. 257?85.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000262&pid=S0870-9025201300010000300080&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>81. Lomas J. Devolving authority for health care in Canada''s provinces: 4.  Emerging issues and prospects. 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Potencialidades e desafios da participa&ccedil;&atilde;o em  inst&acirc;ncias colegiadas dos sistemas de sa&uacute;de: os casos de It&aacute;lia, Inglaterra e  Brasil. Cad Saude Publica. 2006; 22:2411–21.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000268&pid=S0870-9025201300010000300083&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>84. Martin GP. Representativeness, legitimacy and power in public involvement  in health–service management. Soc Sci Med. 2008; 67:1757–65.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000270&pid=S0870-9025201300010000300084&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>85. Contandriopoulos D. A sociological perspective on public participation in  health care. Soc Sci Med. 2004; 58:321–30.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000272&pid=S0870-9025201300010000300085&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>86. Frankish CJ, Kwan B, Ratner P, Wharf HJ, Larsen C. Challenges of citizen  participation in regional health authorities. Soc Sci Med. 2002; 54:1471–80.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000274&pid=S0870-9025201300010000300086&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </P>     <!-- ref --><P>87. Baggott R, Forster R. Health consumer and patient? organizations in  Europe: towards a comparative analysis. Health Expect. 2008; 11:85–94.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000276&pid=S0870-9025201300010000300087&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>88. Abbott S, Meyer J, Lanceley A. Patient advice and liason services:  strenghtening the voices of individual service users in health–care  organizations. Health Expect. 2006; 9:138–47.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000278&pid=S0870-9025201300010000300088&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>89. Tritter JQ, McCallum A. The snakes and ladders of user involvement:  moving beyond Arnstein. Health Policy. 2006; 76:156–8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000280&pid=S0870-9025201300010000300089&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>90. Timotijevic L, Raats M. Evaluation of two methods of deliberative  participation of older people in food–policy development. Health Policy. 2007;  82:302–19.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000282&pid=S0870-9025201300010000300090&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>91. Callon M, Lascoumes P, Barthe Y. Agir dans un monde incertain: essai sur  la d&eacute;mocratie technique. Paris: Seuil; 2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000284&pid=S0870-9025201300010000300091&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>92. Santos BS. Renovar a teoria cr&iacute;tica e reinventar a emancipa&ccedil;&atilde;o social.  S&atilde;o Paulo: Boitempo; 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000286&pid=S0870-9025201300010000300092&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>93. Bohman J. Survey article: The coming age of deliberative democracy. J  Polit Philosophy. 1998; 6:400–25.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000288&pid=S0870-9025201300010000300093&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>94. Cohen J. Changing paradigms of citizenship and the exclusiveness of the  demos. 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Cambridge: The MIT Press; 1997. 279–319.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000294&pid=S0870-9025201300010000300096&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>97. Rosenberg S. An introduction: theoretical perspectives and empirical  research on deliberative democracy. En: Rosenberg S., editors. Deliberation,  participation and democracy: can the people govern?. New York: Palgrave  Macmillan; 2007. 3–22.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000296&pid=S0870-9025201300010000300097&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>98. Benhabib S. Toward a deliberative model of democratic legitimacy. En:  Benhabib S., editors. Democracy and differen contesting boundaries of the  political. Princeton NJ: Princeton University Press; 1996. 67–94.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000298&pid=S0870-9025201300010000300098&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>99. Cohen J. Procedure and substance in deliberative democracy. En: Benhabib  S., editors. Democracy and differen changing boundaries of the political.  Princeton: Princeton University Press; 1996. 95–119.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000300&pid=S0870-9025201300010000300099&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>100. Sanders L. Against deliberation. Polit Theory. 2007; 25:347–76.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000302&pid=S0870-9025201300010000300100&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>101. B&auml;chtinger A, Niemeyer S, Neblo M, Steenbergen MR, Steiner J. Symposium:  toward more realistic models of deliberative democracy disentangling diversity  in deliberative democracy: competing theories, their blind spots and  complementarities. J Polit Philosophy. 2010; 18:32–63.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000304&pid=S0870-9025201300010000300101&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>102. Dryzek J. Democratization as deliberative capacity building. Comp Polit  Studies. 2010; 42:1379–409.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000306&pid=S0870-9025201300010000300102&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>103. Goodwin RE. Sequencing deliberative moments. Acta Polit. 2005;  40:182–96.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000308&pid=S0870-9025201300010000300103&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>104. Young IM. Inclusion and democracy. Oxford: Oxford University Press;  2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000310&pid=S0870-9025201300010000300104&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>105. Arnstein S. A ladder of community participation. 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Dispon&iacute;vel em: <a href=" http://www.euro.who.int/__data/assets/pdf_file/0010/74656/E88086.pdf" target="_blank"> http://www.euro.who.int/__data/assets/pdf_file/0010/74656/E88086.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000322&pid=S0870-9025201300010000300110&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>111. Matos AR. A import&acirc;ncia da participa&ccedil;&atilde;o cidad&atilde; nas pol&iacute;ticas de sa&uacute;de: o  caso da reestrutura&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de materno–infantil em Portugal. 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