<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0870-9025</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Saúde Pública]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Rev. Port. Sau. Pub.]]></abbrev-journal-title>
<issn>0870-9025</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Escola Nacional de Saúde Pública]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0870-90252013000100004</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.1016/j.rpsp.2013.03.001</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Promoção da saúde e desenvolvimento local em Portugal: refletir para agir]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Health promotion and local development in Portugal: Reflect to act]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Loureiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[Isabel]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Miranda]]></surname>
<given-names><![CDATA[Natércia]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Miguel]]></surname>
<given-names><![CDATA[José Manuel Pereira]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A03"/>
<xref ref-type="aff" rid="A04"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Universidade Nova de Lisboa Escola Nacional de Saúde Pública Grupo de Disciplinas de Estratégias de Ação em Saúde]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Lisboa ]]></addr-line>
<country>Portugal</country>
</aff>
<aff id="A02">
<institution><![CDATA[,Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge Departamento de Promoção da Saúde e Doenças Crónicas ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Lisboa ]]></addr-line>
<country>Portugal</country>
</aff>
<aff id="A03">
<institution><![CDATA[,Faculdade de Medicina de Lisboa Instituto de Medicina Preventiva ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<aff id="A04">
<institution><![CDATA[,Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Lisboa ]]></addr-line>
<country>Portugal</country>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>01</month>
<year>2013</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>01</month>
<year>2013</year>
</pub-date>
<volume>31</volume>
<numero>1</numero>
<fpage>23</fpage>
<lpage>31</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0870-90252013000100004&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0870-90252013000100004&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0870-90252013000100004&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[A saúde, um direito de todos, é um bem indispensável ao desenvolvimento. Tradicionalmente, tem sido encarada como sendo da principal responsabilidade dos ministérios da saúde. A melhor compreensão dos seus determinantes tem evidenciado que as políticas e ações dos diferentes setores sociais são reconhecidas entre os fatores que mais influenciam o estado de saúde das populações. Numa perspetiva de coprodução e responsabilidade social pela saúde, nasceu o movimento das cidades saudáveis. Os municípios membros da Rede Portuguesa das Cidades Saudáveis estão comprometidos com o planeamento intencional para promover a saúde, alicerçado em políticas dirigidas ao ambiente físico, cultural e ao processo educativo das comunidades, incentivando a participação, o empowerment e a equidade. Para promover o reconhecimento de que a saúde é sempre afetada, em resultado das decisões políticas tomadas, ao nível nacional e local em todos os setores, e de que também é importante para a resiliência face às adversidades, estabeleceu-se o Projeto de Capacitação em Promoção da Saúde (PROCAPS). Este projeto, da iniciativa do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, em colaboração com a Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade Nova de Lisboa, teve por objetivo estudar a perceção dos atuais autarcas acerca desta questão e, ao mesmo tempo, constituir um ponto de partida para a conscientização e assunção da responsabilidade por parte dos municípios face ao seu papel na promoção da saúde das populações. São apresentados os resultados de vários estudos e iniciativas realizadas no âmbito deste projeto. Perspetivam-se políticas e ações pelo poder local, incluindo investigação-ação e investigação participada de base comunitária.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Health, a fundamental human right, is critical to human development. Traditionally it has been regarded as being mainly the responsibility of ministries of health. A better understanding of health determinants has showed that policies and actions of other social sectors are among the factors that most influence population's health. The movement of healthy cities is based in the concepts of co-production and responsibility for health. The municipalities integrating the Portuguese Network of Healthy Cities are committed to intentional planning to promote health, based in policies addressed to physical and cultural environment and to the educational process of communities, promoting participation, empowerment and equity. To promote the recognition of health impact of political decisions taken at different sectors and different levels - national, local - as well as health as a support for resilience against adversity, the project Capacity Building in Health Promotion [Projeto de Capacitação em Promoção da Saúde] - PROCAPS was decided by the National Institute of Health Dr. Ricardo Jorge, in collaboration with the Escola Nacional de Saúde Pública from the New University of Lisbon. This project started by studying the actual perception of the political members of municipalities about their role in health promotion and stimulating their responsibility in promoting the health of the populations. In this paper some results of the study and related actions taken are presented. Local policies and actions are proposed as well as processes of action-research and community based participatory research.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Participação]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Poder local]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Capacitação]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Promoção da saúde]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Municipios]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Participation]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Local power]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Capacity-building]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Health promotion]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Municipalities]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <P align="right"><b>ARTIGOS ORIGINAIS</b></P>     <P><b>Promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de e desenvolvimento local em Portugal: refletir para agir</b></P>     <P><b>Health promotion and local development in Portugal: Reflect to act</b></P>     <p>&nbsp;</p>     <P><b>Isabel Loureiro<SUP>a</SUP><a href="#0">*</a></sup><a name="top0"></a>, Nat&eacute;rcia Miranda<SUP>b</SUP>, Jos&eacute; Manuel  Pereira Miguel<SUP>c</SUP> </b></P>     <P><SUP>a</SUP>Escola Nacional de Sa&uacute;de P&uacute;blica da Universidade Nova de Lisboa,  Grupo de Disciplinas de Estrat&eacute;gias de A&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de, Lisboa, Portugal</P>     <P><SUP>b</SUP>Instituto Nacional de Sa&uacute;de Doutor Ricardo Jorge, Departamento de  Promo&ccedil;&atilde;o da Sa&uacute;de e Doen&ccedil;as Cr&oacute;nicas, Lisboa, Portugal</P>     <P><SUP>c</SUP>Instituto de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina de  Lisboa e Instituto Nacional de Sa&uacute;de Doutor Ricardo Jorge, Lisboa, Portugal</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>RESUMO</B></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>A sa&uacute;de, um direito de todos, &eacute; um bem indispens&aacute;vel ao desenvolvimento.  Tradicionalmente, tem sido encarada como sendo da principal responsabilidade dos  minist&eacute;rios da sa&uacute;de. A melhor compreens&atilde;o dos seus determinantes tem  evidenciado que as pol&iacute;ticas e a&ccedil;&otilde;es dos diferentes setores sociais s&atilde;o  reconhecidas entre os fatores que mais influenciam o estado de sa&uacute;de das  popula&ccedil;&otilde;es.</P>     <P>Numa perspetiva de coprodu&ccedil;&atilde;o e responsabilidade social pela sa&uacute;de, nasceu o  movimento das cidades saud&aacute;veis. Os munic&iacute;pios membros da Rede Portuguesa das  Cidades Saud&aacute;veis est&atilde;o comprometidos com o planeamento intencional para  promover a sa&uacute;de, alicer&ccedil;ado em pol&iacute;ticas dirigidas ao ambiente f&iacute;sico, cultural  e ao processo educativo das comunidades, incentivando a participa&ccedil;&atilde;o, o  <I>empowerment</I> e a equidade.</P>     <P>Para promover o reconhecimento de que a sa&uacute;de &eacute; sempre afetada, em resultado  das decis&otilde;es pol&iacute;ticas tomadas, ao n&iacute;vel nacional e local em todos os setores, e  de que tamb&eacute;m &eacute; importante para a resili&ecirc;ncia face &agrave;s adversidades,  estabeleceu–se o Projeto de Capacita&ccedil;&atilde;o em Promo&ccedil;&atilde;o da Sa&uacute;de (PROCAPS). Este  projeto, da iniciativa do Instituto Nacional de Sa&uacute;de Dr. Ricardo Jorge, em  colabora&ccedil;&atilde;o com a Escola Nacional de Sa&uacute;de P&uacute;blica da Universidade Nova de  Lisboa, teve por objetivo estudar a perce&ccedil;&atilde;o dos atuais autarcas acerca desta  quest&atilde;o e, ao mesmo tempo, constituir um ponto de partida para a conscientiza&ccedil;&atilde;o  e assun&ccedil;&atilde;o da responsabilidade por parte dos munic&iacute;pios face ao seu papel na  promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de das popula&ccedil;&otilde;es. S&atilde;o apresentados os resultados de v&aacute;rios  estudos e iniciativas realizadas no &acirc;mbito deste projeto. Perspetivam–se  pol&iacute;ticas e a&ccedil;&otilde;es pelo poder local, incluindo investiga&ccedil;&atilde;o–a&ccedil;&atilde;o e investiga&ccedil;&atilde;o  participada de base comunit&aacute;ria.</P>     <p><b>Palavras-chave</b>:Participa&ccedil;&atilde;o, Poder local, Capacita&ccedil;&atilde;o, Promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de, Municipios</p>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>ABSTRACT</B></P>     <P>Health, a fundamental human right, is critical to human development.  Traditionally it has been regarded as being mainly the responsibility of  ministries of health. A better understanding of health determinants has showed  that policies and actions of other social sectors are among the factors that  most influence population's health.</P>     <P>The movement of healthy cities is based in the concepts of co–production and  responsibility for health. The municipalities integrating the Portuguese Network  of Healthy Cities are committed to intentional planning to promote health, based  in policies addressed to physical and cultural environment and to the  educational process of communities, promoting participation, empowerment and  equity.</P>     <P>To promote the recognition of health impact of political decisions taken at  different sectors and different levels – national, local – as well as health as  a support for resilience against adversity, the project Capacity Building in  Health Promotion [Projeto de Capacita&ccedil;&atilde;o em Promo&ccedil;&atilde;o da Sa&uacute;de] – PROCAPS was  decided by the National Institute of Health Dr. Ricardo Jorge, in collaboration  with the Escola Nacional de Sa&uacute;de P&uacute;blica from the New University of Lisbon.  This project started by studying the actual perception of the political members  of municipalities about their role in health promotion and stimulating their  responsibility in promoting the health of the populations. In this paper some  results of the study and related actions taken are presented. Local policies and  actions are proposed as well as processes of action–research and community based  participatory research.</P>     <P><B>Keywords: </B>Participation. Local power. Capacity–building. Health promotion. Municipalities. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <P><B>Sa&uacute;de e desenvolvimento</B></P>     <P>A sa&uacute;de &eacute; um fator fundamental para o desenvolvimento. Os indiv&iacute;duos e as  popula&ccedil;&otilde;es saud&aacute;veis v&ecirc;m aumentada a sua capacidade de adapta&ccedil;&atilde;o &agrave;s mudan&ccedil;as.  Sob uma perspetiva de adapta&ccedil;&atilde;o social e adequa&ccedil;&atilde;o &agrave;s situa&ccedil;&otilde;es, a sa&uacute;de  insere-se num quadro conceptual organizador dos recursos individuais e  coletivos<SUP>1</SUP>.</P>     <P>A perce&ccedil;&atilde;o ou a defini&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de varia, no espa&ccedil;o e no tempo, de acordo com  as circunst&acirc;ncias e os valores das sociedades, mas a sa&uacute;de deve constituir-se  sempre como um instrumento para promover a qualidade de vida. Para Hall e  Lamont, o n&iacute;vel de sa&uacute;de &eacute; um padr&atilde;o de refer&ecirc;ncia face ao qual se pode  estabelecer se uma sociedade &eacute;, ou n&atilde;o, bem-sucedida<SUP>2</SUP>. Sob esta  perspetiva, a sa&uacute;de pode ser medida atrav&eacute;s da sua contribui&ccedil;&atilde;o para assegurar  os padr&otilde;es de vida material, social e cultural, necess&aacute;rios ao desenvolvimento  pleno das capacidades humanas.</P>     <P>A sa&uacute;de &eacute; um investimento no desenvolvimento humano e econ&oacute;mico, fundamental  na luta contra a pobreza e para garantir o desenvolvimento sustentado; a  seguran&ccedil;a e a prote&ccedil;&atilde;o na sa&uacute;de constituem as pedras basilares da seguran&ccedil;a  humana<SUP>3</SUP><SUP>, </SUP><SUP>4</SUP>.</P>     <P>A Agenda Global de Sa&uacute;de, da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de (OMS), apela a uma  maior visibilidade pol&iacute;tica da sa&uacute;de, dando &ecirc;nfase a que esta deve ter  repercuss&atilde;o quer na agenda econ&oacute;mica, em resultado n&atilde;o apenas do impacto  negativo da m&aacute; sa&uacute;de, mas, tamb&eacute;m, da sua relev&acirc;ncia para a produtividade global  dos pa&iacute;ses, quer na agenda da justi&ccedil;a social, considerando que a sa&uacute;de &eacute; um  valor e um direito humano<SUP>5</SUP>. A Estrat&eacute;gia Sa&uacute;de 2020<SUP>6</SUP>  refor&ccedil;a esta vis&atilde;o.</P>     <P>&laquo;Sa&uacute;de em todas as pol&iacute;ticas&raquo;, uma estrat&eacute;gia preconizada pela  OMS<SUP>7</SUP>, implica setores como os da economia e do emprego, dos  transportes, da gest&atilde;o do territ&oacute;rio e da cultura, da educa&ccedil;&atilde;o e da inf&acirc;ncia, da  agricultura e da alimenta&ccedil;&atilde;o, dos ambientes e da sustentabilidade, por exemplo,  o que torna particularmente importante a avalia&ccedil;&atilde;o do impacto na sa&uacute;de das  pol&iacute;ticas dos v&aacute;rios dom&iacute;nios. Por sua vez, a sa&uacute;de, tem repercuss&otilde;es sociais e  pol&iacute;ticas.</P>     <P>A Estrat&eacute;gia Sa&uacute;de 2020<SUP>6</SUP> vem refor&ccedil;ar a import&acirc;ncia das a&ccedil;&otilde;es  transversais para a sa&uacute;de e o bem-estar, nos governos e na sociedade (&laquo;all of  government and all of society approaches&raquo;), reconhecendo a necessidade de um  grande refor&ccedil;o das capacidades de interven&ccedil;&atilde;o no dom&iacute;nio da sa&uacute;de p&uacute;blica,  novamente enfatizada pelo Comit&eacute; Regional da Europa, em setembro de  2012<SUP>8</SUP>.</P>     <P>Com a progressiva urbaniza&ccedil;&atilde;o e necessidade de resposta a problemas  espec&iacute;ficos ao n&iacute;vel local, justifica-se, cada vez mais, um aumento da  descentraliza&ccedil;&atilde;o, com refor&ccedil;o das compet&ecirc;ncias e de meios do poder local para  atua&ccedil;&atilde;o no territ&oacute;rio espec&iacute;fico, onde as pessoas de facto vivem.</P>     <P>A confer&ecirc;ncia de Otawa<SUP>9</SUP> constituiu um marco de refer&ecirc;ncia na  defini&ccedil;&atilde;o de fun&ccedil;&otilde;es-chave para atingir a sa&uacute;de como a de capacitar os atores e  as institui&ccedil;&otilde;es para a media&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de. A partir de ent&atilde;o, a sa&uacute;de &eacute; vista  como um investimento e toma forma o paradigma salutog&eacute;nico que se focaliza nas  capacidades de resili&ecirc;ncia dos indiv&iacute;duos e dos grupos, procurando alavancar as  potencialidades e os recursos existentes. A sa&uacute;de tem implica&ccedil;&otilde;es no modo como  as pessoas s&atilde;o capazes de lidar com as mudan&ccedil;as sociais e econ&oacute;micas e com a  possibilidade coletiva de ajustamento, determinando at&eacute; que ponto conseguem  encontrar solu&ccedil;&otilde;es apropriadas para os seus problemas e fortalecer a sua  resili&ecirc;ncia, quer a n&iacute;vel individual quer do grupo social.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>O relat&oacute;rio da &laquo;Commission on the Measurement of Economic Performance and  Social Progress&raquo; (CMEPSP)<SUP>10</SUP> faz notar que em situa&ccedil;&otilde;es de r&aacute;pidas  mudan&ccedil;as econ&oacute;micas a sa&uacute;de est&aacute; em risco, salientando que &eacute; fundamental  existirem fortes sistemas de coes&atilde;o e de prote&ccedil;&atilde;o social. Reconhecendo que  existe uma estreita rela&ccedil;&atilde;o entre o investimento no sistema de sa&uacute;de e os ganhos  em sa&uacute;de e crescimento econ&oacute;mico e que, reciprocamente, atrav&eacute;s do crescimento  econ&oacute;mico se produzem ganhos em sa&uacute;de, a Comiss&atilde;o recomenda aos governos que  invistam em sa&uacute;de, tendo em conta que esta &eacute; uma &aacute;rea essencial para o  crescimento sustentado e que, de forma integrada com a educa&ccedil;&atilde;o e as  infraestruturas f&iacute;sicas, contribui para a qualidade de vida.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Crises e resili&ecirc;ncia</B></P>     <P>A crise econ&oacute;mica e financeira tem repercuss&otilde;es sobre a sa&uacute;de, destacando-se  os efeitos negativos na sa&uacute;de mental, observados atrav&eacute;s do aumento dos  homic&iacute;dios, dos suic&iacute;dios, da depress&atilde;o, do consumo de &aacute;lcool e de outras  subst&acirc;ncias<SUP>10</SUP><SUP>, </SUP><SUP>11</SUP><SUP>, </SUP><SUP>12</SUP>. &Agrave;  medida que se agravam os constrangimentos financeiros, aumenta a press&atilde;o sobre o  sistema de sa&uacute;de e os outros sistemas sociais no sentido de manterem respostas  adequadas &agrave;s necessidades das popula&ccedil;&otilde;es. A redu&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os governamentais  e n&atilde;o governamentais coloca tens&atilde;o na capacidade de os atores individuais e  coletivos responderem &agrave;s dificuldades, em que se incluem, com particular  express&atilde;o, as de acesso aos servi&ccedil;os de sa&uacute;de.</P>     <P>A situa&ccedil;&atilde;o de crise econ&oacute;mica facilita a deteriora&ccedil;&atilde;o das condi&ccedil;&otilde;es de  trabalho, a perda do estatuto social, a redu&ccedil;&atilde;o do poder de compra, a  alimenta&ccedil;&atilde;o menos saud&aacute;vel, provocando um sentimento de impot&ecirc;ncia em cada vez  maior n&uacute;mero de pessoas. Os efeitos da crise agravam o fosso das desigualdades  sociais, colocando em causa os direitos humanos. Simultaneamente, os cidad&atilde;os  perdem a confian&ccedil;a na capacidade de governan&ccedil;a p&uacute;blica e na efic&aacute;cia e  transpar&ecirc;ncia das democracias representativas. &Eacute; de esperar uma maior  fragilidade das rela&ccedil;&otilde;es sociais e da solidariedade, a ocorr&ecirc;ncia de altera&ccedil;&otilde;es  na estrutura das fam&iacute;lias, o aumento do vandalismo e de outras formas de  viol&ecirc;ncia, em grande medida em resultado de um crescente n&uacute;mero de  desempregados, de pobres e de sem abrigo e da competi&ccedil;&atilde;o por recursos para  suprir as necessidades b&aacute;sicas para a subsist&ecirc;ncia.</P>     <P>O aumento do desemprego, da pobreza e da exclus&atilde;o social, que dominam o  cen&aacute;rio atual de grande parte dos pa&iacute;ses europeus, exige dos setores sociais  abordagens integradoras das v&aacute;rias facetas dos problemas. O modelo dos  determinantes sociais da sa&uacute;de considera que as pol&iacute;ticas p&uacute;blicas s&atilde;o um dos  conjuntos de fatores mais importantes a ter em conta, pelo que se torna  importante perceber se as estruturas do poder, sobretudo ao n&iacute;vel local, as  organiza&ccedil;&otilde;es, os mecanismos de governan&ccedil;a geral e dos servi&ccedil;os est&atilde;o  concatenados para a obten&ccedil;&atilde;o de resultados positivos no bem-estar geral da  popula&ccedil;&atilde;o e, em particular, na sua sa&uacute;de<SUP>13</SUP>.</P>     <P>Em Portugal, a modifica&ccedil;&atilde;o dos padr&otilde;es de vida, a segrega&ccedil;&atilde;o espacial, o  isolamento, o decr&eacute;scimo de oportunidades para aumentar o rendimento e tamb&eacute;m a  diminui&ccedil;&atilde;o de recursos do emprego, contribuem para a emerg&ecirc;ncia cont&iacute;nua de  novas formas de vulnerabilidade. Em especial, em rela&ccedil;&atilde;o aos grupos de cidad&atilde;os  em situa&ccedil;&atilde;o de pobreza, o aumento do custo de vida, a dificuldade em encontrar  um local para habitar e a necessidade de ado&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias de  autossubsist&ecirc;ncia contribuem para a maior complexidade dos problemas, quase  sempre mais agudos em contexto urbano.</P>     <P>Cabe recordar que Portugal &eacute;, atualmente, um dos pa&iacute;ses da OCDE com maior  risco de crian&ccedil;as em situa&ccedil;&atilde;o de pobreza<SUP>14</SUP>. No atual momento de  crise, encontrar solu&ccedil;&otilde;es para fazer frente ao agravamento de condi&ccedil;&otilde;es sociais  e econ&oacute;micas constitui um desafio permanente &agrave; a&ccedil;&atilde;o das comunidades e das  institui&ccedil;&otilde;es formais, do setor p&uacute;blico e do setor privado, especialmente dos  organismos do poder local. Para procurar as solu&ccedil;&otilde;es mais adequadas, o percurso  natural, j&aacute; iniciado em alguns munic&iacute;pios portugueses, &eacute; o de recorrer a  metodologias de investiga&ccedil;&atilde;o participada de base comunit&aacute;ria (IPBC), por meio  das quais se procuram identificar as formas mais adequadas de implementar  estrat&eacute;gias ao n&iacute;vel local, designadamente no &acirc;mbito da promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de. Na  IPBC, os atores locais s&atilde;o protagonistas da investiga&ccedil;&atilde;o e, pela sua  participa&ccedil;&atilde;o ativa, v&atilde;o construindo o pr&oacute;prio <I>empowerment.</I> Compete &agrave;  comunidade a decis&atilde;o de quais os problemas a estudar em lugar de serem os  investigadores ou os financiadores a decidirem de acordo com os seus interesses.  A comunidade deve ser envolvida, tamb&eacute;m, diretamente na an&aacute;lise, na  interpreta&ccedil;&atilde;o de resultados e nas propostas de a&ccedil;&atilde;o<SUP>15</SUP>.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Imbutir criatividade na a&ccedil;&atilde;o</B></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Neste contexto de mudan&ccedil;a e de instabilidade social, patente ou potencial,  continuam a prevalecer, contra o que seria desej&aacute;vel, os paradigmas tradicionais  de desenvolvimento. As estrat&eacute;gias para enfrentar a crise s&atilde;o pouco pensadas e  pouco participadas no turbilh&atilde;o da escassez de recursos e da prem&ecirc;ncia em  encontrar solu&ccedil;&otilde;es para problemas agudos. N&atilde;o &eacute; dada aten&ccedil;&atilde;o suficiente &agrave;  necessidade de se constru&iacute;rem mecanismos de resili&ecirc;ncia social e &agrave; cria&ccedil;&atilde;o de  infraestruturas que os sustentem. Assim, verifica-se que a maior parte das  respostas atuais &agrave; crise despreza a necessidade de &laquo;inova&ccedil;&atilde;o social&raquo; e as  potencialidades de programas experimentais e observacionais que j&aacute; demonstraram  efic&aacute;cia.</P>     <P>Face a esta forma &laquo;tradicional&raquo; de intervir, &eacute; necess&aacute;rio investir na  alavancagem dos recursos a n&iacute;vel local, quer promovendo a descoberta de novas  formas de fazer as coisas, atrav&eacute;s da criatividade e da auto-organiza&ccedil;&atilde;o, quer  pelo reconhecimento das potencialidades dos indiv&iacute;duos, dos grupos e das  organiza&ccedil;&otilde;es. Sabendo-se que os setores sociais s&atilde;o muito vulner&aacute;veis &agrave;  diminui&ccedil;&atilde;o do financiamento, torna-se importante abolir as redund&acirc;ncias,  estabelecer novos padr&otilde;es de trabalho, encontrar novas formas de coopera&ccedil;&atilde;o e de  comunica&ccedil;&atilde;o entre os v&aacute;rios setores e com as for&ccedil;as vivas da comunidade.</P>     <P>Para se produzir o desenvolvimento local &eacute; necess&aacute;rio, para al&eacute;m da  integra&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica e da governan&ccedil;a participativa, aos v&aacute;rios n&iacute;veis, gerar  quadros de refer&ecirc;ncia capazes de dar significado &agrave; a&ccedil;&atilde;o. A inova&ccedil;&atilde;o e as  solu&ccedil;&otilde;es criativas emergem sempre que as pessoas se integram plenamente na  comunidade, investem nas rela&ccedil;&otilde;es de vizinhan&ccedil;a, participam na vida local. Os  munic&iacute;pios devem estimular o envolvimento dos cidad&atilde;os, em particular, face &agrave;  necessidade de encarar situa&ccedil;&otilde;es novas, sendo cada vez mais reconhecido o papel  das comunidades nos processos de investiga&ccedil;&atilde;o sobre a mudan&ccedil;a social.</P>     <P>Quando se pretende que a mudan&ccedil;a se constitua como uma oportunidade de  capacita&ccedil;&atilde;o e de constru&ccedil;&atilde;o da resili&ecirc;ncia &agrave; adversidade cabe salientar, como  especialmente adequada, a IPBC<SUP>16</SUP>, em que os membros da comunidade s&atilde;o  protagonistas da investiga&ccedil;&atilde;o e, com isso, acionam o seu pr&oacute;prio  desenvolvimento, como atr&aacute;s referido.</P>     <P>Entre outras iniciativas promotoras da capacita&ccedil;&atilde;o dos munic&iacute;pios e das suas  popula&ccedil;&otilde;es nasceram, nos finais da d&eacute;cada de 80 e na d&eacute;cada de 90 do s&eacute;culo  XX, a rede das cidades educadoras e a rede das cidades saud&aacute;veis,  respetivamente. Ambas se apoiam nos conceitos da interdisciplinaridade e da  transversalidade, nos princ&iacute;pios do <I>empowerment</I> da participa&ccedil;&atilde;o e da  avalia&ccedil;&atilde;o, no respeito e na inclus&atilde;o das diferen&ccedil;as, na promo&ccedil;&atilde;o da equidade, na  responsabilidade, no desenvolvimento sustent&aacute;vel e na cidadania  democr&aacute;tica<SUP>17</SUP><SUP>, </SUP><SUP>18</SUP>.     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Poder local e sa&uacute;de em Portugal</B></P>     <P>O regime ditatorial que perdurou ao longo de mais de 4 d&eacute;cadas no &uacute;ltimo  s&eacute;culo, em que tudo era controlado pelo Estado (Estado-Provid&ecirc;ncia),  desresponsabilizava e minimizava a capacidade de interven&ccedil;&atilde;o e iniciativa dos  cidad&atilde;os, desmobilizava, ou mesmo punia, qualquer tentativa de participa&ccedil;&atilde;o.</P>     <P>A implanta&ccedil;&atilde;o da democracia veio atribuir &agrave;s autarquias um papel de gest&atilde;o em  alguns dom&iacute;nios sociais, como a educa&ccedil;&atilde;o nos primeiros anos de escolaridade e a  a&ccedil;&atilde;o social. A conscientiza&ccedil;&atilde;o por parte das autarquias sobre o papel que t&ecirc;m na  sa&uacute;de dos mun&iacute;cipes e as expectativas que estes passaram a ter acerca da  prote&ccedil;&atilde;o, que consideram ser-lhes devida ao votarem num elenco governativo, est&aacute;  a levar progressivamente a uma maior responsabiliza&ccedil;&atilde;o neste dom&iacute;nio. Os  profissionais de v&aacute;rias &aacute;reas, os cidad&atilde;os e suas organiza&ccedil;&otilde;es t&ecirc;m vindo a  debru&ccedil;ar-se sobre as a&ccedil;&otilde;es e os mecanismos que podem favorecer ou prejudicar a  sa&uacute;de, tendo em conta que o Estado-Provid&ecirc;ncia est&aacute; em decl&iacute;nio e que o poder  local ter&aacute; de assumir a lideran&ccedil;a dos processos conducentes ao bem-estar das  popula&ccedil;&otilde;es que fazem parte do seu territ&oacute;rio.</P>     <P>O envolvimento dos munic&iacute;pios nas quest&otilde;es tradicionalmente entendidas como  do setor da sa&uacute;de est&aacute; longe da express&atilde;o que assume noutros pa&iacute;ses. S&oacute; desde h&aacute;  cerca de duas d&eacute;cadas um n&uacute;mero relativamente pequeno de autarquias se tem vindo  a empenhar, explicitamente, nesta vertente da vida dos cidad&atilde;os. O envolvimento,  como &eacute; de esperar, tem implica&ccedil;&otilde;es no desenho das pol&iacute;ticas, na governa&ccedil;&atilde;o e na  interven&ccedil;&atilde;o direta. Recentemente, no &acirc;mbito da Reforma dos Cuidados de Sa&uacute;de  Prim&aacute;rios, alguns munic&iacute;pios iniciaram a colabora&ccedil;&atilde;o com as Unidades de Sa&uacute;de  P&uacute;blica na identifica&ccedil;&atilde;o dos principais problemas de sa&uacute;de e no planeamento das  interven&ccedil;&otilde;es. Atualmente, assiste-se, em simult&acirc;neo, &agrave; continua&ccedil;&atilde;o da  implementa&ccedil;&atilde;o da Reforma que, embora visando uma maior equidade no acesso e na  proximidade dos prestadores de cuidados aos cidad&atilde;os, na linha da confer&ecirc;ncia de  Alma-Ata<SUP>19</SUP>, se confronta, agora, com a ativa procura de conten&ccedil;&atilde;o nas  despesas do setor, encerrando-se servi&ccedil;os e criando-se mecanismos de dissuas&atilde;o  da procura. Neste cen&aacute;rio, surgem iniciativas de algumas autarquias na oferta de  servi&ccedil;os alternativos &agrave;s popula&ccedil;&otilde;es, ao mesmo tempo que come&ccedil;am a aparecer  estudos de avalia&ccedil;&atilde;o econ&oacute;mica e de impacto que analisam a possibilidade de  gest&atilde;o dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de por parte dos munic&iacute;pios<SUP>20</SUP>.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>A cria&ccedil;&atilde;o, pela OMS, do movimento das cidades saud&aacute;veis, em 1992, despertou,  nalgumas autarquias, a vontade de aderir aos seus princ&iacute;pios e pr&aacute;ticas,  existindo hoje em Portugal 29 identificadas como &laquo;cidades saud&aacute;veis&raquo;, que  integram a Rede Portuguesa das Cidades Saud&aacute;veis<SUP>21</SUP>. Adotando o  planeamento sistem&aacute;tico que enfatiza a necessidade de combater as desigualdades  na sa&uacute;de e a pobreza urbana, este movimento pugna por uma governan&ccedil;a participada  e um modelo de abordagem baseado nos determinantes sociais, econ&oacute;micos e  ambientais da sa&uacute;de<SUP>22</SUP>.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>O projeto de capacita&ccedil;&atilde;o em promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de</B></P>     <P>Com vista a melhor compreender o panorama nacional quanto &agrave; implica&ccedil;&atilde;o  consciente das autarquias no dom&iacute;nio da sa&uacute;de, o Instituto Nacional de Sa&uacute;de  Doutor Ricardo Jorge (INSA,  I.P.) e a Escola Nacional de Sa&uacute;de P&uacute;blica da Universidade Nova de Lisboa  (ENSP/UNL), no &acirc;mbito do Projeto de Capacita&ccedil;&atilde;o em Promo&ccedil;&atilde;o da Sa&uacute;de (PROCAPS),  efetuaram um estudo que integrou todos os munic&iacute;pios do pa&iacute;s<SUP>23</SUP>, na  sequ&ecirc;ncia do qual teve lugar a confer&ecirc;ncia &laquo;Comunidades, Autarquias e Sa&uacute;de&raquo;  (CAS) que mobilizou profissionais de sa&uacute;de e agentes aut&aacute;rquicos e que teve o  apoio do Alto Comissariado da Sa&uacute;de (ACS) e da OMS. &Agrave; luz dos resultados da  confer&ecirc;ncia e de todo o trabalho ent&atilde;o desenvolvido, pretende-se agora refletir  sobre a conscientiza&ccedil;&atilde;o e a prepara&ccedil;&atilde;o das autarquias para a assun&ccedil;&atilde;o da defesa  e a promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de no seu percurso de interven&ccedil;&atilde;o neste dom&iacute;nio.     <P>O projeto PROCAPS foi enquadrado nas atribui&ccedil;&otilde;es legais dos organismos  envolvidos, nomeadamente das autarquias (artigo 22.&deg;, da Lei n.&deg; 159/99 de 14 de  setembro), do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de (artigo n.&deg; 2, do Decreto-Lei n.&deg; 212/2006 de  27 de outubro), das Administra&ccedil;&otilde;es Regionais de Sa&uacute;de (ARS) (artigo. 3.&deg;, do  Decreto-Lei n.&deg; 222/2007 de 29 de maio) e dos Agrupamentos de Centros de Sa&uacute;de  (ACES) e suas estruturas (artigo 3.&deg;, do Decreto-Lei n.&deg; 28/2008 de 22 de  fevereiro).</P>     <P>Em 2008, deu-se in&iacute;cio ao estudo PROCAPS para conhecer qual a perce&ccedil;&atilde;o das  autarquias acerca das suas compet&ecirc;ncias e capacidades na &aacute;rea da sa&uacute;de. Este  estudo teve como objetivos<SUP>23</SUP>:      <P>• Diagnosticar o hiato existente entre a situa&ccedil;&atilde;o real e a desej&aacute;vel, tal  como prevista no Plano Nacional de Sa&uacute;de (PNS) 2004-2010, na atua&ccedil;&atilde;o dos  munic&iacute;pios em promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de e preven&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a.</P>     <P>• Colaborar na identifica&ccedil;&atilde;o de necessidades de capacita&ccedil;&atilde;o de recursos  humanos (compet&ecirc;ncias, instrumentos e redes).</P>     <P>O ponto de partida no lan&ccedil;amento do estudo foi a organiza&ccedil;&atilde;o de 2 reuni&otilde;es em  que participaram 47 t&eacute;cnicos de 22 munic&iacute;pios, particularmente sens&iacute;veis ao tema  da sa&uacute;de e que estavam envolvidos na Rede Portuguesa das Cidades Saud&aacute;veis e/ou  na Rede Portuguesa das Cidades Educadoras, bem como alguns t&eacute;cnicos das  autarquias que haviam colaborado, alguns meses antes, na discuss&atilde;o dos novos  estatutos do INSA,  I.P.     <P><I>Perce&ccedil;&atilde;o sobre o papel das autarquias na sa&uacute;de. Resultados de uma an&aacute;lise  <I>Strengths, Weaknesses, Opportunities, Threats</I></I></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Na segunda reuni&atilde;o foi realizada uma an&aacute;lise <I>Strengths, Weaknesses,  Opportunities, Threats</I> (SWOT)<SUP>24</SUP> com a participa&ccedil;&atilde;o daqueles  parceiros para apreciar as conting&ecirc;ncias do trabalho aut&aacute;rquico em sa&uacute;de. Os  resultados foram os seguintes:</P>     <P><I><I>Pontos fortes</I></I></P>     <P>     <P>• Experi&ecirc;ncia aut&aacute;rquica de trabalho em rede.</P>     <P>• Disponibilidade de indicadores de qualidade de vida.</P>     <P>• Instrumentos de planeamento (Cartas Educativas, Perfis Municipais de Sa&uacute;de  (PMS), Planos Diretores Municipais (PDM, etc.).</P>     <P><I><I>Pontos fracos</I></I></P>     <P>     <P>• Sa&uacute;de &laquo;escondida&raquo; noutras &aacute;reas.</P>     <P>• Dificuldade em desenvolver parcerias com os Centros de Sa&uacute;de.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>• Falta de dados (indicadores relacionados com a sa&uacute;de) a n&iacute;vel da  autarquia.</P>     <P>• Falta de instrumentos para medir o n&iacute;vel de sa&uacute;de a n&iacute;vel &laquo;micro&raquo;.</P>     <P>• Falta de t&eacute;cnicos capacitados (necess&aacute;rio definir compet&ecirc;ncias para  forma&ccedil;&atilde;o) para o levantamento de necessidades em sa&uacute;de em cada munic&iacute;pio.</P>     <P><I><I>Oportunidades</I></I></P>     <P>     <P>• Estabelecimento de parcerias com entidades privadas e p&uacute;blicas  (universidades, servi&ccedil;os de sa&uacute;de, ind&uacute;stria farmac&ecirc;utica, outras).</P>     <P>• Abordagem &laquo;Sa&uacute;de em todas as pol&iacute;ticas&raquo;.</P>     <P>• Plano Nacional de Sa&uacute;de (articula&ccedil;&atilde;o do setor da sa&uacute;de com autarquias, HIA,  intersetorialidade).</P>     <P><I>•</I> Transfer&ecirc;ncia de compet&ecirc;ncias para os munic&iacute;pios: comiss&otilde;es  municipais de sa&uacute;de comunit&aacute;ria.</P>     <P><I><I>Amea&ccedil;as</I></I></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>     <P>• Dificuldade em demonstrar resultados em promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de, a curto prazo  (falta de indicadores interm&eacute;dios de monitoriza&ccedil;&atilde;o de investimentos).</P>     <P>• Pouca visibilidade (pol&iacute;tica) da promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de.</P>     <P><I>Perce&ccedil;&atilde;o sobre o papel das autarquias na sa&uacute;de. Question&aacute;rio a n&iacute;vel  nacional</I></P>     <P>Com base na an&aacute;lise SWOT foi obtida informa&ccedil;&atilde;o para o desenho de um  question&aacute;rio que posteriormente foi aplicado a todos os munic&iacute;pios do pa&iacute;s, com  exclus&atilde;o das regi&otilde;es aut&oacute;nomas. Este veio a ser elaborado no decurso de duas  outras reuni&otilde;es. No in&iacute;cio de 2009, procedeu-se a uma reuni&atilde;o em que  participaram o INSA,  I.P (Departamento de Promo&ccedil;&atilde;o da Sa&uacute;de e Doen&ccedil;as Cr&oacute;nicas e Departamento  de Epidemiologia), a ENSP e as 5 ARS. As dimens&otilde;es do question&aacute;rio foram  estruturadas de acordo com as sugest&otilde;es recebidas e foram tamb&eacute;m inclu&iacute;das  perguntas sobre as necessidades de forma&ccedil;&atilde;o e informa&ccedil;&atilde;o dos profissionais das  autarquias, a informa&ccedil;&atilde;o de que disp&otilde;em sobre a sa&uacute;de, os h&aacute;bitos e estilos de  vida saud&aacute;veis e a sua experi&ecirc;ncia em participa&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria, com as fam&iacute;lias  e em pr&aacute;ticas de <I>empowerment.</I>     <P>O question&aacute;rio foi aplicado <I>online</I>, entre os meses de abril e setembro  de 2009, tendo sido apresentado o relat&oacute;rio dos resultados em fevereiro de  2010.</P>     <P>Foi poss&iacute;vel contar com a participa&ccedil;&atilde;o de 30% do total das autarquias do  continente<SUP>23</SUP>. Todas consideraram que o envolvimento nas pol&iacute;ticas de  Promo&ccedil;&atilde;o da Sa&uacute;de &eacute; importante (48; 53,9%) ou muito importante (41; 46,1%).  Elegeram como &aacute;reas priorit&aacute;rias neste dom&iacute;nio: a sa&uacute;de, a a&ccedil;&atilde;o social e a  educa&ccedil;&atilde;o. Mencionaram que para desenvolver interven&ccedil;&otilde;es na &aacute;rea da Promo&ccedil;&atilde;o da  Sa&uacute;de necessitariam de mais <I>verbas do Estado</I> (1.&deg;), de <I>candidaturas a  projetos espec&iacute;ficos</I> (2.&deg;) e de <I>mais profissionais de sa&uacute;de</I> (m&eacute;dicos,  enfermeiros) (3.&deg;). As compet&ecirc;ncias referidas como mais necess&aacute;rias em Promo&ccedil;&atilde;o  da Sa&uacute;de referem-se a <I>mobilizar os parceiros relevantes</I> (1.&deg;), a  <I>negociar e construir parcerias</I> (2.&deg;), ao <I>trabalho em equipa</I> (3.&deg;),  situando-se as compet&ecirc;ncias de car&aacute;ter metodol&oacute;gico no fundo da tabela: <I>Gerir  informa&ccedil;&atilde;o e conhecimento</I> (18.&deg;), <I>Selecionar instrumentos de  avalia&ccedil;&atilde;o</I> (19.&deg;) e <I>Aplicar investiga&ccedil;&atilde;o/a&ccedil;&atilde;o em situa&ccedil;&otilde;es de mudan&ccedil;a</I>  (20.&deg;). Quanto &agrave; informa&ccedil;&atilde;o dispon&iacute;vel nas autarquias, apenas 2 dos 37  indicadores relacionados com a sa&uacute;de est&atilde;o dispon&iacute;veis em 100% (73) das  autarquias respondentes <I>(Exist&ecirc;ncia de escolas com cantina (…)</I> e  <I>espa&ccedil;os verdes com acesso p&uacute;blico)</I>.</P>     <P><I>Encontro &laquo;Comunidades, Autarquias e Sa&uacute;de&raquo;</I></P>     <P>Coligidos os resultados dos question&aacute;rios, tornou-se evidente o interesse das  autarquias em intervir na sa&uacute;de. Contactou-se o Gabinete Regional da Organiza&ccedil;&atilde;o  Mundial de Sa&uacute;de, em Veneza, que se comprometeu a apoiar uma iniciativa em  Portugal que juntasse profissionais de sa&uacute;de e autarcas. Assim, foi promovida a  realiza&ccedil;&atilde;o do Encontro CAS de &acirc;mbito nacional, que decorreu em Lisboa, em abril  de 2011, com a participa&ccedil;&atilde;o de cerca de 200 profissionais de sa&uacute;de e de 150  autarcas, e de profissionais de outros setores como a educa&ccedil;&atilde;o e a a&ccedil;&atilde;o social,  al&eacute;m dos convidados estrangeiros, representando a OMS.</P>     <P>Este Encontro teve como objetivos:      ]]></body>
<body><![CDATA[<P>• Construir um compromisso de articula&ccedil;&atilde;o entre o planeamento e a interven&ccedil;&atilde;o  aut&aacute;rquica na sa&uacute;de e os planos de sa&uacute;de de &acirc;mbito nacional, regional e local,  especificando instrumentos e processos, atrav&eacute;s da compreens&atilde;o dos instrumentos  e m&eacute;todos usados pelas autarquias para o planeamento em sa&uacute;de das comunidades, a  defini&ccedil;&atilde;o de prioridades locais, o desenho e a implementa&ccedil;&atilde;o de interven&ccedil;&otilde;es, a  articula&ccedil;&atilde;o intersetorial e com os servi&ccedil;os de sa&uacute;de e a avalia&ccedil;&atilde;o da  efetividade das interven&ccedil;&otilde;es e do impacto das pol&iacute;ticas aut&aacute;rquicas na  sa&uacute;de.</P>     <P>• Conhecer as boas pr&aacute;ticas nacionais e internacionais de planeamento  aut&aacute;rquico e de articula&ccedil;&atilde;o entre autarquias, servi&ccedil;os de sa&uacute;de e planeamento  nacional/regional em sa&uacute;de.</P>     <P>• Desenvolvimento da capacidade das autarquias para promover a sa&uacute;de, bem  como fortalecer essa capacidade e permitir a sua avalia&ccedil;&atilde;o.</P>     <P>Com base nos resultados do estudo PROCAPS, nas conclus&otilde;es das reuni&otilde;es com as  ARS e de acordo com o parecer dos atores-chave chamados &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o do CAS,  estabeleceram-se os temas para 4 <I>workshops</I>:      <P>1. Como refor&ccedil;ar o trabalho dos cuidados de sa&uacute;de prim&aacute;rios e das autarquias  para obten&ccedil;&atilde;o de ganhos em sa&uacute;de?</P>     <P>2. Melhor informa&ccedil;&atilde;o, melhor decis&atilde;o, melhor sa&uacute;de: como se articulam e  cooperam as diferentes partes interessadas dos n&iacute;veis nacional, regional e  local, para uma melhor observa&ccedil;&atilde;o e planeamento em sa&uacute;de?</P>     <P>3. Pensar global, agir localmente: como coordenar melhor a <I>governance</I>  a n&iacute;vel nacional, regional e local para interven&ccedil;&otilde;es locais mais capazes?</P>     <P>4. Fazer melhor com o que se tem: como analisar e avaliar as pol&iacute;ticas e as  estrat&eacute;gias nacionais regionais e locais para a redu&ccedil;&atilde;o das desigualdades em  sa&uacute;de?</P>     <P>Os <I>workshops</I> contaram, cada um, com a participa&ccedil;&atilde;o de cerca de 50  profissionais.</P>     <P>Principais conclus&otilde;es dos <I>workshops</I>:      ]]></body>
<body><![CDATA[<P>• O reconhecimento da pouca participa&ccedil;&atilde;o e do envolvimento da comunidade.</P>     <P>• A import&acirc;ncia do papel do Conselho na Comunidade pela representatividade  comunit&aacute;ria social e relev&acirc;ncia das compet&ecirc;ncias na tomada de decis&atilde;o.</P>     <P>• A necessidade de partilhar de resultados e de conhecer os  ingredientes-chave para o sucesso dos projetos com impacto positivo na  comunidade e conhecer fatores de insucesso.</P>     <P>• A import&acirc;ncia de se criar um grupo estrat&eacute;gico nacional que defina uma  estrat&eacute;gia &uacute;nica para a informa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de, as necessidades de informa&ccedil;&atilde;o a  cada n&iacute;vel, definir e consensualizar termos e conceitos, harmonizar e articular  os diferentes n&iacute;veis. (Nota: foi assumido um compromisso pela DGS na melhoria da  qualidade de informa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de, pela ACSS, IP, na inclus&atilde;o de indicadores de  morbilidade ao n&iacute;vel dos cuidados de sa&uacute;de prim&aacute;rios e pelo INSA, IP, na  disponibiliza&ccedil;&atilde;o de instrumentos e m&eacute;todos de avalia&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de).</P>     <P>• Deve ser atribu&iacute;da ao cidad&atilde;o maior participa&ccedil;&atilde;o ativa, poder de decis&atilde;o,  coopera&ccedil;&atilde;o e avalia&ccedil;&atilde;o.</P>     <P>• Deve ser desenvolvida uma nova cultura de sa&uacute;de, capaz de envolver e  fomentar a confian&ccedil;a, minimizando as rela&ccedil;&otilde;es assim&eacute;tricas de poder.</P>     <P>• H&aacute; que trabalhar para uma verdadeira parceria no sistema de sa&uacute;de.</P>     <P>• Deve ser promovida a cidadania em sa&uacute;de refor&ccedil;ando, principalmente, o  envolvimento p&uacute;blico dos jovens, numa din&acirc;mica que integre a produ&ccedil;&atilde;o e a  partilha de informa&ccedil;&atilde;o e o conhecimento (literacia em sa&uacute;de).</P>     <P>• A import&acirc;ncia de as autarquias investirem no desenvolvimento da sa&uacute;de,  aumentando o capital social, diminuindo a exclus&atilde;o social, as desigualdades na  sa&uacute;de, promovendo o desenvolvimento socioecon&oacute;mico, entre outros.</P>     <P>• &Eacute; necess&aacute;rio desenvolver um modelo de interven&ccedil;&atilde;o local, em que sejam  definidos caminhos comuns, com enfoque nos determinantes sociais.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><I>Contributos dos especialistas da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de</I></P>     <P>Erio Ziglio, diretor do Gabinete da OMS-Europa<SUP>22</SUP>, apresentou o que  considera serem os 5 principais problemas de sa&uacute;de: o aumento da iniquidade em  sa&uacute;de; necessidades de investimentos mais equilibrados (&laquo;continuamos mais  focados no tratamento e no indiv&iacute;duo do que na promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de e na  popula&ccedil;&atilde;o&raquo;); necessidade de refor&ccedil;ar o papel dos sistemas de sa&uacute;de; consist&ecirc;ncia  de a&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de em conjunto com os outros setores (import&acirc;ncia da consist&ecirc;ncia  nos diferentes n&iacute;veis de interven&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de); melhor governan&ccedil;a aos n&iacute;veis da  coopera&ccedil;&atilde;o, da coordena&ccedil;&atilde;o (ajuste de pol&iacute;ticas setoriais) e de integra&ccedil;&atilde;o de  pol&iacute;ticas.</P>     <P>Apontou, face a estes problemas, 5 medidas principais a tomar:      <P>1. Capacitar (nacional/local), ou seja, aumentar o <I>know-how</I> dos  profissionais.</P>     <P>2. Gerir os sistemas de uma forma integrada e n&atilde;o promover apenas  interven&ccedil;&otilde;es isoladas.</P>     <P>3. Diminuir fatores de risco, diminuir as condi&ccedil;&otilde;es de risco e maximizar os  recursos locais.</P>     <P>4. Reposicionar a sa&uacute;de em termos de desenvolvimento ao n&iacute;vel local.</P>     <P>5. Maximizar os recursos da comunidade local.</P>     <P>A participa&ccedil;&atilde;o dos autarcas neste encontro foi reveladora da sua perspetiva e  preocupa&ccedil;&otilde;es mais prementes. Um elemento da Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Munic&iacute;pios  Portugueses comentou:</P>     <P>&laquo;Ainda que a sa&uacute;de seja um direito constitucionalmente consagrado e uma  responsabilidade do Estado, continuam-se a verificar fortes estrangulamentos no  acesso &agrave; sa&uacute;de; existe uma evidente diminui&ccedil;&atilde;o da oferta dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de  junto das popula&ccedil;&otilde;es... estando os munic&iacute;pios limitados nas suas a&ccedil;&otilde;es.&raquo;.  Evidenciou, ainda, que &laquo;&Eacute; necess&aacute;rio melhorar a gest&atilde;o dos nossos recursos, n&atilde;o  podendo esta gest&atilde;o fixar-se apenas na redu&ccedil;&atilde;o de custos, pois desta forma  colocaremos em risco acesso e qualidade dos servi&ccedil;os&iquest;&raquo;.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Harry Burns, Diretor-Geral da Sa&uacute;de da Esc&oacute;cia<SUP>25</SUP>, evidenciou que  fazemos uma abordagem baseada em d&eacute;fices de sa&uacute;de, focada nos problemas e no  desenvolvimento de servi&ccedil;os para colmatar estes problemas, referindo que  e<I>xiste uma obsess&atilde;o pela patog&eacute;nese em detrimento da salutog&eacute;nese</I>.  Recordou que uma abordagem com base na interven&ccedil;&atilde;o em locais espec&iacute;ficos  (<I>assets approach</I>) se tem revelado como um grande potencial,  verificando-se que quando o foco se estabelece no que est&aacute; dispon&iacute;vel nas  comunidades, em vez de se concentrar naquilo que ela n&atilde;o tem, ou seja, nas suas  necessidades, a capacidade dessa comunidade para lidar com essas necessidades &eacute;  significativamente maior.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Reflex&otilde;es e propostas</B></P>     <P><I>O Projeto de Capacita&ccedil;&atilde;o em Promo&ccedil;&atilde;o da Sa&uacute;de</I></P>     <P>O estabelecimento da coopera&ccedil;&atilde;o, em rede, entre as autarquias, bem como a  identifica&ccedil;&atilde;o de pr&aacute;ticas exemplares que sejam sistematicamente disseminadas,  atrav&eacute;s de processos interativos, dever&aacute; constituir duas das dimens&otilde;es do  investimento a fazer, tal como apontam as conclus&otilde;es dos <I>workshops</I> do  Encontro CAS, desenvolvido no &acirc;mbito do PROCAPS, da iniciativa do INSA,  I.P., em colabora&ccedil;&atilde;o com a ENSP/UNL.     <P>O projeto PROCAPS tornou evidente que o incentivo ao trabalho a n&iacute;vel local,  sob uma metodologia de investiga&ccedil;&atilde;o e de planeamento participados, &eacute; um  importante investimento para a adequa&ccedil;&atilde;o das respostas &agrave;s necessidades locais. A  este prop&oacute;sito, cabe referir que o modelo de IPBC proporciona o desenvolvimento  de capacidades dos cidad&atilde;os e fortalece, tamb&eacute;m, a estrutura das suas  organiza&ccedil;&otilde;es<SUP>16</SUP><SUP>, </SUP><SUP>26</SUP><SUP>,  </SUP><SUP>27</SUP>.</P>     <P>Atualmente, o planeamento local &eacute; ainda orientado para a &laquo;produ&ccedil;&atilde;o do plano&raquo;  em vez de se constituir como um processo de <I>empowerment</I> coletivo. O  planeamento deve assumir um papel relevante para tornar concreta a natureza da  a&ccedil;&atilde;o, com vista ao desenvolvimento, entendido como uma &laquo;mudan&ccedil;a intencional&raquo;,  para al&eacute;m das fun&ccedil;&otilde;es tradicionais<SUP>28</SUP>.</P>     <P>Os munic&iacute;pios, como instrumentos do poder local, devem ser capazes de  implementar pol&iacute;ticas que promovam a qualidade de vida, a capacidade de  empreendedorismo e a resili&ecirc;ncia das popula&ccedil;&otilde;es. Por se constitu&iacute;rem como um  n&iacute;vel de interven&ccedil;&atilde;o pr&oacute;ximo das comunidades, t&ecirc;m a possibilidade de melhor  compreens&atilde;o dos fen&oacute;menos, das estruturas e dos mecanismos subjacentes &agrave;s  din&acirc;micas locais. No entanto, &eacute; frequente que a sua estrutura burocr&aacute;tica e  hierarquizada dificulte uma abordagem flex&iacute;vel, responsiva e planeada aos  problemas e desafios. Neste dom&iacute;nio, torna-se importante a forma&ccedil;&atilde;o dos seus  profissionais para a aquisi&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias na utiliza&ccedil;&atilde;o de metodologias  participativas no &acirc;mbito da interven&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de e noutros dom&iacute;nios sociais e  ambientais.</P>     <P>O facto de muitos participantes no PROCAPS terem reconhecido a import&acirc;ncia de  uma linha de base comum que d&ecirc; suporte &agrave; sua interven&ccedil;&atilde;o coerente e mais ativa  em promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de aponta para a necessidade de uma maior aproxima&ccedil;&atilde;o entre os  setores aut&aacute;rquico e da sa&uacute;de e o mundo acad&eacute;mico.</P>     <P>O PROCAPS apresenta um grande potencial de aplica&ccedil;&atilde;o e de evolu&ccedil;&atilde;o, podendo  vir a entrosar-se num modelo participado de  diagn&oacute;stico-investiga&ccedil;&atilde;o-a&ccedil;&atilde;o-avalia&ccedil;&atilde;o como, por exemplo, o  <I>PRECEDE-PROCEED</I><SUP>29</SUP><SUP>, </SUP><SUP>30</SUP> usado em muitos  pa&iacute;ses e lugares do mundo para diagnosticar e planear interven&ccedil;&otilde;es de base  comunit&aacute;ria e como estrat&eacute;gia de capacita&ccedil;&atilde;o para promover a qualidade de  vida.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><I>A promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de e o desenvolvimento local</I></P>     <P>Um poss&iacute;vel referencial a explorar poder&aacute; ser o que se sugere na <a href ="/img/revistas/rpsp/v31n1/31n1a04f1.jpg">Figura 1</a>.</P>     
<P>Este esquema baseia-se nas teorias do comportamento, na literatura sobre a  governan&ccedil;a urbana, no planeamento em promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de, nos determinantes do  bem-estar e estudos e experi&ecirc;ncias no &acirc;mbito da crise e dos seus efeitos na  sa&uacute;de e na qualidade de vida.</P>     <P>Al&eacute;m do modelo <I>PRECEDE-PROCEED</I>, esta proposta tem, tamb&eacute;m, em conta:      <P>- &Iacute;ndice C&iacute;vico que &eacute; usado na avalia&ccedil;&atilde;o da capacidade da comunidade para  lidar com novos desafios com recurso a processos participados de resolu&ccedil;&atilde;o de  problemas<SUP>31</SUP>.</P>     <P>- Modelo de Goodman usado para explicar a capacita&ccedil;&atilde;o da comunidade e  providenciar a base para a sua medi&ccedil;&atilde;o<SUP>32</SUP>.</P>     <P>- Quadro conceptual da Comiss&atilde;o dos Determinantes Socais da Sa&uacute;de da OMS  usado para explicar as desigualdades em sa&uacute;de e os determinantes sociais da  sa&uacute;de<SUP>33</SUP>.</P>     <P>- Modelo conceptual de German e Wilson da capacidade organizacional para o  desenvolvimento da comunidade<SUP>34</SUP>.</P>     <P>- Modelo salutog&eacute;nico de Antonovsky<SUP>35</SUP>.</P>     <P><I>A localidade</I></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>&Eacute; sabido que as localidades constroem a sua especificidade a partir de  processos de intera&ccedil;&atilde;o, articula&ccedil;&atilde;o, rela&ccedil;&otilde;es sociais, experi&ecirc;ncias e  entendimentos em copresen&ccedil;a. Uma localidade &eacute; a resultante de um conjunto  articulado de momentos que produzem um sentido de lugar, criando consci&ecirc;ncia dos  la&ccedil;os que se estabelecem com o mundo mais vasto e n&atilde;o um territ&oacute;rio rodeado de  limites e fronteiras. As localidades n&atilde;o possuem uma &uacute;nica identidade e, por  isso, est&atilde;o recheadas de diferen&ccedil;as e de conflitos internos. A sua  especificidade deriva do facto de ela representar uma mistura distinta de  rela&ccedil;&otilde;es sociais cuja justaposi&ccedil;&atilde;o produz efeitos &uacute;nicos, na sua acumula&ccedil;&atilde;o com  a hist&oacute;ria do lugar em que se insere. Este entendimento permite reconhecer o  sentido do que &eacute; &laquo;local&raquo; e &laquo;global&raquo; e que tem como resultado um n&uacute;mero relevante  de implica&ccedil;&otilde;es para a governan&ccedil;a. Os munic&iacute;pios dever&atilde;o poder coordenar, de  forma efetiva, as v&aacute;rias vertentes da vida no seu territ&oacute;rio, a n&iacute;vel social,  educativo e cultural<SUP>36</SUP>. A abordagem pela promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de orienta-se  por estimular as interfaces entre os diferentes n&iacute;veis de governan&ccedil;a, de atores  e organiza&ccedil;&otilde;es de outros setores, cabendo aos profissionais de sa&uacute;de um papel de  catalisadores desta din&acirc;mica.</P>     <P>Esta linha de pensamento &eacute; reconhecida pelas redes europeias das Cidades  Saud&aacute;veis e das Cidades Educadoras que reafirmam a import&acirc;ncia da a&ccedil;&atilde;o ao n&iacute;vel  local e os la&ccedil;os entre o planeamento urbano, a territorializa&ccedil;&atilde;o, os espa&ccedil;os  verdes, a educa&ccedil;&atilde;o, a habita&ccedil;&atilde;o, os transportes, a coes&atilde;o social e a sa&uacute;de nos  bairros.</P>     <P><I>Sa&uacute;de, qualidade de vida e partilha de responsabilidades</I></P>     <P>No caso da sa&uacute;de, os problemas, anteriormente muito focalizados nas mudan&ccedil;as  de comportamentos, dever&atilde;o ser abordados pelos seus determinantes principais, o  que exige o envolvimento de outros setores na sa&uacute;de e a avalia&ccedil;&atilde;o do impacto das  suas pol&iacute;ticas e a&ccedil;&otilde;es na mesma. Hoje, a colabora&ccedil;&atilde;o intersetorial significa as  a&ccedil;&otilde;es dos v&aacute;rios setores, eventualmente, em colabora&ccedil;&atilde;o com o setor da  sa&uacute;de<SUP>37</SUP>. A avalia&ccedil;&atilde;o do impacto na sa&uacute;de das pol&iacute;ticas dos v&aacute;rios  dom&iacute;nios &eacute; de particular import&acirc;ncia, pois, ao clarificarem-se as liga&ccedil;&otilde;es entre  pol&iacute;ticas e a&ccedil;&otilde;es, determinantes sociais e consequ&ecirc;ncias, est&aacute;-se a contribuir  para melhorar a capacidade da tomada de decis&atilde;o pol&iacute;tica baseada na  evid&ecirc;ncia<SUP>38</SUP>.</P>     <P>O processo de tomada de decis&atilde;o, sendo um aspeto cr&iacute;tico de todo o sistema  comunit&aacute;rio, assume grande relev&acirc;ncia quando o foco &eacute; a sa&uacute;de da comunidade.  Melhorar a sa&uacute;de de um grupo populacional requer pol&iacute;ticas promotoras da  sa&uacute;de<SUP>39</SUP> criadas de raiz com esse prop&oacute;sito.</P>     <P>Para que se consiga melhorar a qualidade de vida das popula&ccedil;&otilde;es e torn&aacute;-las  mais aptas e empenhadas em decidir sobre o seu destino, &eacute; essencial, do ponto de  vista da efetividade mas tamb&eacute;m da &eacute;tica, que seja garantido o respeito pelos  direitos humanos e pelas diferen&ccedil;as, assegurando mecanismos que facilitem a  participa&ccedil;&atilde;o de todos nos processos de decis&atilde;o. Assim, por exemplo, se estiver  em perspetiva o delineamento de interven&ccedil;&otilde;es cujo objetivo seja o aumento da  coes&atilde;o e do capital social numa dada comunidade e cultura, &eacute; necess&aacute;rio  compreender o que &eacute; preciso mudar e como. Esta ideia deve, especialmente, ser  tida em conta no desenho e implementa&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas direcionadas quer a  aumentar a inclus&atilde;o dos grupos mais vulner&aacute;veis, como as crian&ccedil;as, as fam&iacute;lias  monoparentais, os desempregados, os idosos, quer a integrar os imigrantes.</P>     <P>As alian&ccedil;as entre os decisores pol&iacute;ticos, as comunidades pelas quais s&atilde;o  &laquo;respons&aacute;veis&raquo;, os profissionais e o mundo acad&eacute;mico s&atilde;o fundamentais para que  se encontrem as estrat&eacute;gias capazes de promover, localmente, a coes&atilde;o social e  conseguir um funcionamento coletivo eficaz. S&oacute; com a implica&ccedil;&atilde;o e a forma&ccedil;&atilde;o, em  contexto, dos v&aacute;rios atores e a vontade pol&iacute;tica para dar resposta cabal &agrave;s  necessidades das popula&ccedil;&otilde;es se pode garantir a adequa&ccedil;&atilde;o das medidas e a  sustentabilidade dos processos.</P>     <P>Uma comunidade saud&aacute;vel, por natureza, &eacute; dotada de uma matriz de unidades  sociais que permitem a participa&ccedil;&atilde;o e a colabora&ccedil;&atilde;o. &Eacute; pelos princ&iacute;pios da  participa&ccedil;&atilde;o, do <I>empowerment</I>, da corresponsabilidade e da transpar&ecirc;ncia  na presta&ccedil;&atilde;o de contas que as comunidades devem construir o seu pr&oacute;prio destino,  os pol&iacute;ticos dar respostas adequadas &agrave;s situa&ccedil;&otilde;es, e, em conjunto, criarem a  confian&ccedil;a necess&aacute;ria ao crescimento do capital social e &agrave; sustentabilidade dos  investimentos. Esta &eacute; tamb&eacute;m a base que explica a liga&ccedil;&atilde;o entre a democracia e a  promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Bibliograf&iacute;a</B></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>1. Machteld H, Green L, van der Horst H, Jadad AR, Leonard B, Lorig K, et–al.  Towards a new concept of health. BMJ. 2011; 343:d4163.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000153&pid=S0870-9025201300010000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>2. En: Hall P.A., Lamont M., editors. Successful societies: how institutions  and cultural repertoires affect health and capabilities. New York: Cambridge  University Press; 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000155&pid=S0870-9025201300010000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>3. UNDP. Good governance and sustainable and human development: A UNDP policy  document. New York: United Nations Development Program; 1997.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000157&pid=S0870-9025201300010000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>4. UNDP. Human development report 2010: sustainability and equity: a better  future for all. New York: Palgrave Macmillan; 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000159&pid=S0870-9025201300010000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>5. WHO. Governance for health in the 21st century: a study conducted for the  WHO Regional Office for Europe. Baku, Azerbaijan: World Health Organization;  2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000161&pid=S0870-9025201300010000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>6. WHO. Health 2020: a European policy framework supporting action across  government and society for health and well–being. Copenhagen: WHO EU Region;  2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000163&pid=S0870-9025201300010000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>7. WHO. Adelaide Statement on Health in All Policies. Adelaide: Government of  South Australia; 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000165&pid=S0870-9025201300010000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>8. WHO. European Action Plan for Strengthening Public Health Capacities and  Services. Copenhagen: WHO EU Region; 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000167&pid=S0870-9025201300010000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>9. OMS. Health and Welfare Canadian Public Health Association. Confer&ecirc;ncia  Internacional para a Promo&ccedil;&atilde;o da Sa&uacute;de; Ottawa, Canada, 1986. Lisboa: Direc&ccedil;&atilde;o  Geral de Cuidados de Sa&uacute;de Prim&aacute;rios; 1987.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000169&pid=S0870-9025201300010000400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>10. En: Stiglitz J.E., Sen A., Fitoussi J.P., editors. Report by the  Commission on the Measurement of Economic Performance and Social Progress.  Paris: Commission on the Measurement of Economic Performance and Social  Progress; 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000171&pid=S0870-9025201300010000400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>11. Catalano R. Health, medical care, and economic crisis. N Engl J Med.  2009; 360:749–51.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000173&pid=S0870-9025201300010000400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>12. Bloom DE, Cafiero ET, Jan&eacute;–Llopis E, Abrahams–Gessel S, Bloom LR, Fathima  S, et–al. The global economic burden of non–communicable diseases. Geneva: World  Economic Forum; 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000175&pid=S0870-9025201300010000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>13. Marmot M. Fair society healthy lives: the Marmot Review. London: The  Marmot Review Team; 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000177&pid=S0870-9025201300010000400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>14. Raphael D. Is there value in identifying those who oppose health  promotion? [powerpoint]. In: State of the art: directions for the future. Health  Promotion Research: An International Forum. 2012; Trondheim, Norway. Helsinki,  Finland: Folkh&auml;lsan Research Centre, Health Promotion Research; 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000179&pid=S0870-9025201300010000400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>15. Blumenthal DS. Is community–based participatory research possible?. Am J  Prev Med. 2011; 40:386–9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000181&pid=S0870-9025201300010000400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>16. En: Minkler M., Wallerstein N., editors. Community–based participatory  research: from process to outcomes. 2<SUP>nd</SUP> ed. San Francisco:  Jossey–Bass; 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000183&pid=S0870-9025201300010000400016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>17. WHO. Zagreb Declaration for Healthy Cities: health and health equity in  all local policies. Copenhagen: WHO Regional Office for Europe; 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000185&pid=S0870-9025201300010000400017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>18. AICE. Carta das Cidades Educadoras. In: Congresso Internacional das  Cidades Educadoras. Barcelona, 1990. Barcelona: Asociaci&oacute;n Internacional de  Ciudades Educadoras; 1990.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000187&pid=S0870-9025201300010000400018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>19. WHO. Primary health care: report of the International Conference on  Primary Health Care, Alma Ata, USSR. Geneva: WHO; 1978.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000189&pid=S0870-9025201300010000400019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>20. En: Ramos F., editors. Os servi&ccedil;os de sa&uacute;de de Cascais: caracteriza&ccedil;&atilde;o.  Lisboa: ENSP.UNL; 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000191&pid=S0870-9025201300010000400020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>21. RPCS. Sa&uacute;de em rede: boas pr&aacute;ticas das cidades saud&aacute;veis. Seixal: Rede  Portuguesa das Cidades Saud&aacute;veis; 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000193&pid=S0870-9025201300010000400021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>22. Ziglio E. Promover a sa&uacute;de e reduzir as desigualdades em sa&uacute;de: desafios,  oportunidades: uma experi&ecirc;ncia europeia. In: Confer&ecirc;ncia: Comunidades,  Autarquias e Sa&uacute;de; 2011; Lisboa: Alto Comissariado da Sa&uacute;de. Instituto Nacional  de Sa&uacute;de Dr. Ricardo Jorge. Escola Nacional de Sa&uacute;de P&uacute;blica.Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial  de Sa&uacute;de ? Comit&eacute; Europa; 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000195&pid=S0870-9025201300010000400022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>23. Loureiro I, Gomes JCR, Dias L, Santos MJH. A investiga&ccedil;&atilde;o participada de  base comunit&aacute;ria na constru&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de: Projecto de Capacita&ccedil;&atilde;o em Promo&ccedil;&atilde;o da  Sa&uacute;de: PROCAPS: resultados de um estudo explorat&oacute;rio. Lisboa: Instituto Nacional  de Sa&uacute;de Doutor Ricardo Jorge; 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000197&pid=S0870-9025201300010000400023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>24. Learned EP, Christensen CR, Andrews KR, Guth WD. Business policy: text  and cases. Homewood, Ill: Richard D. Irwin; 1965.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000199&pid=S0870-9025201300010000400024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>25. Burns H. Abordagem transversal para reduzir desigualdades em sa&uacute;de: o  exemplo da Esc&oacute;cia. In: Confer&ecirc;ncia: Comunidades, Autarquias e Sa&uacute;de; 2011;  Lisboa: Alto Comissariado da Sa&uacute;de. Instituto Nacional de Sa&uacute;de Dr. Ricardo  Jorge. Escola Nacional de Sa&uacute;de P&uacute;blica.Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de ? Comit&eacute;  Europa; 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000201&pid=S0870-9025201300010000400025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>26. En: Minkler M., editors. Community organizing and community building for  health. 2<SUP>nd</SUP> ed. New Brunswich: Rutgers University Press; 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000203&pid=S0870-9025201300010000400026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>27. En: Minkler M., Wallerstein N., editors. Community–based participatory  research for health. San Francisco, CA: Jossey–Bass; 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000205&pid=S0870-9025201300010000400027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>28. Henriques JM. Changing poor people''s lives: conceptualizing action.  Hamburg: Periploi; 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000207&pid=S0870-9025201300010000400028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>29. Green LW, Kreuter MW. Health promotion planning: an educational and  environmental approach. 2<SUP>nd</SUP> ed. Mountain View, Canada: Mayfield  Publishing; 1991.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000209&pid=S0870-9025201300010000400029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>30. Loureiro I, Miranda N. Promover a sa&uacute;de: dos fundamentos &agrave; ac&ccedil;&atilde;o.  Coimbra: Almedina; 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000211&pid=S0870-9025201300010000400030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>31. National Civic League. The Civic Index: measuring your community''s civic  health. 2<SUP>nd</SUP> ed. Denver, CO: National Civic League Press; 1999.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000213&pid=S0870-9025201300010000400031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>32. Goodman RM, Speers MA, McLeroy K, Fawcett S, Kegler M, Parker E, et–al.  Identifying and defining the dimensions of community capacity to provide the  basis for measurement. Health Educ Behav. 1998; 25:258–78.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000215&pid=S0870-9025201300010000400032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>33. WHO. Action on the social determinants of health: learning from previous  experiences. Geneva: WHO; 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000217&pid=S0870-9025201300010000400033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>34. Germann K, Wilson D. Organizational capacity for community development in  regional health authorities: a conceptual model. Health Promot Int. 2004;  19:289–98.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000219&pid=S0870-9025201300010000400034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>35. Antonovsky A. The salutogenic model as a theory to guide health  promotion. Health Promot Int. 1996; 11:11–8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000221&pid=S0870-9025201300010000400035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>36. Machado J. Cidade educadora e administra&ccedil;&atilde;o local da educa&ccedil;&atilde;o na cidade  de Braga. In: Atelier: Cidades, campos e territ&oacute;rios. Congresso Portugu&ecirc;s de  Sociologia, 5, Complexos Pedag&oacute;gicos de Gualtar I e II, Braga, Universidade do  Minho, 12 e 15 de Maio de 2004. Sociedades contempor&acirc;neas: reflexividade e  ac&ccedil;&atilde;o: actas dos ateliers. Braga: Universidade do Minho; 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000223&pid=S0870-9025201300010000400036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>37. En: Peake S., Gallagher G., Geneau R., Smith C., Herel M., Fraser H.,  et–al, editors. Health equity through intersectoral action: an analysis of 18  country case studies. Ottawa: Public Health Agency of Canada. World Health  Organization; 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000225&pid=S0870-9025201300010000400037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>38. Kickbusch I, Gleicher D. Governance for health in the 21st century.  Geneva: WHO Regional Office for Europe; 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000227&pid=S0870-9025201300010000400038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>39. Rothman J. Strategies of community intervention. Itasca, Ill: FE Peacock  Publishers; 1995.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000229&pid=S0870-9025201300010000400039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Conflito de interesses</B></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Os autores declaram n&atilde;o haver conflito de interesses.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P>Recebido 13 Outubro 2012. Aceito 19 Mar&ccedil;o 2013 </P>     <p>&nbsp;</p>     <P><Sup><a name="0"></a><a href="#top0">*</a></Sup>Autor para Correspond&ecirc;ncia: <a href="mailto:isalou@ensp.unl.pt">isalou@ensp.unl.pt</a></P>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Machteld]]></surname>
<given-names><![CDATA[H]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Green]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[van der Horst]]></surname>
<given-names><![CDATA[H]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Jadad]]></surname>
<given-names><![CDATA[AR]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Leonard]]></surname>
<given-names><![CDATA[B]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lorig]]></surname>
<given-names><![CDATA[K]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Towards a new concept of health]]></article-title>
<source><![CDATA[BMJ]]></source>
<year>2011</year>
<volume>343</volume>
<page-range>d4163</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Hall]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lamont]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Successful societies: how institutions and cultural repertoires affect health and capabilities]]></source>
<year>2009</year>
<publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Cambridge University Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>UNDP</collab>
<source><![CDATA[Good governance and sustainable and human development: A UNDP policy document]]></source>
<year>1997</year>
<publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[United Nations Development Program]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>UNDP</collab>
<source><![CDATA[Human development report 2010: sustainability and equity: a better future for all]]></source>
<year>2011</year>
<publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Palgrave Macmillan]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>WHO</collab>
<source><![CDATA[Governance for health in the 21st century: a study conducted for the WHO Regional Office for Europe]]></source>
<year>2011</year>
<publisher-loc><![CDATA[Baku ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[World Health Organization]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>WHO</collab>
<source><![CDATA[Health 2020: a European policy framework supporting action across government and society for health and well-being]]></source>
<year>2012</year>
<publisher-loc><![CDATA[Copenhagen ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[WHO EU Region]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>WHO</collab>
<source><![CDATA[Adelaide Statement on Health in All Policies]]></source>
<year>2010</year>
<publisher-loc><![CDATA[Adelaide ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Government of South Australia]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>WHO</collab>
<source><![CDATA[European Action Plan for Strengthening Public Health Capacities and Services]]></source>
<year>2012</year>
<publisher-loc><![CDATA[Copenhagen ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[WHO EU Region]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>OMS</collab>
<source><![CDATA[Health and Welfare Canadian Public Health Association: Conferência Internacional para a Promoção da Saúde]]></source>
<year>1986</year>
<publisher-loc><![CDATA[OttawaLisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Direcção Geral de Cuidados de Saúde Primários]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Stiglitz]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sen]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fitoussi]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Report by the Commission on the Measurement of Economic Performance and Social Progress]]></source>
<year>2010</year>
<publisher-loc><![CDATA[Paris ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Commission on the Measurement of Economic Performance and Social Progress]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Catalano]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Health, medical care, and economic crisis]]></article-title>
<source><![CDATA[N Engl J Med.]]></source>
<year>2009</year>
<volume>360</volume>
<page-range>749-51</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bloom]]></surname>
<given-names><![CDATA[DE]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cafiero]]></surname>
<given-names><![CDATA[ET]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Jané-Llopis]]></surname>
<given-names><![CDATA[E]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Abrahams-Gessel]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bloom]]></surname>
<given-names><![CDATA[LR]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fathima]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The global economic burden of non-communicable diseases]]></source>
<year>2011</year>
<publisher-loc><![CDATA[Geneva ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[World Economic Forum]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Marmot]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Fair society healthy lives: the Marmot Review]]></source>
<year>2010</year>
<publisher-loc><![CDATA[London ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[The Marmot Review Team]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Raphael]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Is there value in identifying those who oppose health promotion?]]></article-title>
<source><![CDATA[State of the art: directions for the future. Health Promotion Research: An International Forum]]></source>
<year>2012</year>
<publisher-loc><![CDATA[TrondheimNorwayHelsinki ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Folkhälsan Research Centre, Health Promotion Research]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Blumenthal]]></surname>
<given-names><![CDATA[DS]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Is community-based participatory research possible?]]></article-title>
<source><![CDATA[Am J Prev Med.]]></source>
<year>2011</year>
<volume>40</volume>
<page-range>386-9</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Minkler]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Wallerstein]]></surname>
<given-names><![CDATA[N.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Community-based participatory research:: from process to outcomes. 2nd ed]]></source>
<year>2008</year>
<publisher-loc><![CDATA[San Francisco ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Jossey-Bass]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>WHO</collab>
<source><![CDATA[Zagreb Declaration for Healthy Cities: health and health equity in all local policies]]></source>
<year>2009</year>
<publisher-loc><![CDATA[Copenhagen ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[WHO Regional Office for Europe]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<nlm-citation citation-type="confpro">
<collab>AICE</collab>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Carta das Cidades Educadoras]]></article-title>
<source><![CDATA[]]></source>
<year></year>
<conf-name><![CDATA[ Congresso Internacional das Cidades Educadoras]]></conf-name>
<conf-date>1990</conf-date>
<conf-loc>Barcelona </conf-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>WHO</collab>
<source><![CDATA[Primary health care: report of the International Conference on Primary Health Care]]></source>
<year>1978</year>
<publisher-loc><![CDATA[Alma AtaGeneva ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[USSRWHO]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ramos]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Os serviços de saúde de Cascais: caracterização]]></source>
<year>2012</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[ENSP.UNL]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B21">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>RPCS</collab>
<source><![CDATA[Saúde em rede: boas práticas das cidades saudáveis]]></source>
<year>2010</year>
<publisher-loc><![CDATA[Seixal ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Rede Portuguesa das Cidades Saudáveis]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B22">
<nlm-citation citation-type="confpro">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ziglio]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Promover a saúde e reduzir as desigualdades em saúde: desafios, oportunidades: uma experiência europeia]]></article-title>
<source><![CDATA[]]></source>
<year></year>
<conf-name><![CDATA[ Comunidades, Autarquias e Saúde]]></conf-name>
<conf-date>2011</conf-date>
<conf-loc>Lisboa </conf-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B23">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Loureiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[I]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gomes]]></surname>
<given-names><![CDATA[JCR]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Dias]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Santos]]></surname>
<given-names><![CDATA[MJH]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[A investigação participada de base comunitária na construção da saúde: Projecto de Capacitação em Promoção da Saúde: PROCAPS: resultados de um estudo exploratório]]></source>
<year>2011</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B24">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Learned]]></surname>
<given-names><![CDATA[EP]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Christensen]]></surname>
<given-names><![CDATA[CR]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Andrews]]></surname>
<given-names><![CDATA[KR]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Guth]]></surname>
<given-names><![CDATA[WD]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Business policy: text and cases]]></source>
<year>1965</year>
<publisher-loc><![CDATA[Homewood ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Richard D. Irwin]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B25">
<nlm-citation citation-type="confpro">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Burns]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Abordagem transversal para reduzir desigualdades em saúde: o exemplo da Escócia]]></article-title>
<source><![CDATA[]]></source>
<year></year>
<conf-name><![CDATA[ Comunidades, Autarquias e Saúde]]></conf-name>
<conf-date>2011</conf-date>
<conf-loc>Lisboa </conf-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B26">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Minkler]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Community organizing and community building for health]]></source>
<year>2005</year>
<edition>2</edition>
<publisher-loc><![CDATA[Brunswich ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Rutgers University Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B27">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Minkler]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Wallerstein]]></surname>
<given-names><![CDATA[N.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Community-based participatory research for health]]></source>
<year>2003</year>
<publisher-loc><![CDATA[San Francisco^eCA CA]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Jossey-Bass]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B28">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Henriques]]></surname>
<given-names><![CDATA[JM]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Changing poor people''s lives: conceptualizing action]]></source>
<year>2010</year>
<publisher-loc><![CDATA[Hamburg ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Periploi]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B29">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Green]]></surname>
<given-names><![CDATA[LW]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kreuter]]></surname>
<given-names><![CDATA[MW]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Health promotion planning: an educational and environmental approach]]></source>
<year>1991</year>
<edition>2</edition>
<publisher-loc><![CDATA[Mountain View ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Mayfield Publishing]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B30">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Loureiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[I]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Miranda]]></surname>
<given-names><![CDATA[N]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Promover a saúde: dos fundamentos à acção]]></source>
<year>2010</year>
<publisher-loc><![CDATA[Coimbra ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Almedina]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B31">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>National Civic League</collab>
<source><![CDATA[The Civic Index: measuring your community''s civic health]]></source>
<year>1999</year>
<edition>2</edition>
<publisher-loc><![CDATA[Denver^eCO CO]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[National Civic League Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B32">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Goodman]]></surname>
<given-names><![CDATA[RM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Speers]]></surname>
<given-names><![CDATA[MA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[McLeroy]]></surname>
<given-names><![CDATA[K]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fawcett]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kegler]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Parker]]></surname>
<given-names><![CDATA[E]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Identifying and defining the dimensions of community capacity to provide the basis for measurement]]></article-title>
<source><![CDATA[Health Educ Behav]]></source>
<year>1998</year>
<volume>25</volume>
<page-range>258-78</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B33">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>WHO</collab>
<source><![CDATA[Action on the social determinants of health: learning from previous experiences]]></source>
<year>2005</year>
<publisher-loc><![CDATA[Geneva ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[WHO]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B34">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Germann]]></surname>
<given-names><![CDATA[K]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Wilson]]></surname>
<given-names><![CDATA[D]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Organizational capacity for community development in regional health authorities: a conceptual model]]></article-title>
<source><![CDATA[Health Promot Int]]></source>
<year>2004</year>
<volume>19</volume>
<page-range>289-98</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B35">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Antonovsky]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The salutogenic model as a theory to guide health promotion]]></article-title>
<source><![CDATA[Health Promot Int]]></source>
<year>1996</year>
<volume>11</volume>
<page-range>11-8</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B36">
<nlm-citation citation-type="confpro">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Machado]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Cidade educadora e administração local da educação na cidade de Braga]]></article-title>
<source><![CDATA[Sociedades contemporâneas: reflexividade e acção: actas dos ateliers]]></source>
<year>2004</year>
<conf-name><![CDATA[ Atelier: Cidades, campos e territórios. Congresso Português de Sociologia, 5, Complexos Pedagógicos de Gualtar I e II]]></conf-name>
<conf-date>12 e 15 de Maio de 2004</conf-date>
<conf-loc>Braga </conf-loc>
<publisher-loc><![CDATA[Braga ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Universidade do Minho]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B37">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Peake]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gallagher]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Geneau]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Smith]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Herel]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fraser]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Health equity through intersectoral action: an analysis of 18 country case studies]]></source>
<year>2008</year>
<publisher-loc><![CDATA[Ottawa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Public Health Agency of Canada. World Health Organization]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B38">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Kickbusch]]></surname>
<given-names><![CDATA[I]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gleicher]]></surname>
<given-names><![CDATA[D]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Governance for health in the 21st century]]></source>
<year>2012</year>
<publisher-loc><![CDATA[Geneva ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[WHO Regional Office for Europe]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B39">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Rothman]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Strategies of community intervention]]></source>
<year>1995</year>
<publisher-loc><![CDATA[Itasca^eIll Ill]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[FE Peacock Publishers]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
