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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Saúde Pública]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Rev. Port. Sau. Pub.]]></abbrev-journal-title>
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<publisher-name><![CDATA[Escola Nacional de Saúde Pública]]></publisher-name>
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<article-id>S0870-90252013000100005</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.1016/j.rpsp.2013.06.001</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O lugar da investigação participada de base comunitária na promoção da saúde mental]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The role of community-based participatory research in mental health promotion]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade Nova de Lisboa Escola Nacional de Saúde Pública Departamento de Estratégias em Saúde]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Mental health is essential to community social and economic development. Involving communities in the design and development of mental health promotion local plans is a major challenge to ensure more and better mental health in each community. From 2009 to 2012 a case study was developed based on the assumptions of a community-based participatory research in an urban community in the metropolitan area of Lisbon, in order to support the design of a mental health promotion local plan. The result of this partnership, which involved inhabitants and governmental and non-governmental organizations of the urban community, based on individual and community empowerment of the community and its members, confirmed the need for an active and effective participation of the community in the development of health promotion local policies and concluded by defining six strategic areas of intervention between 2012 and 2015: a school with mental health, an active and safe community, a supportive and inclusive community, a community aware, an organization promoting economic and work mental health, a seniority mentally healthy.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Espaço urbano]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Investigação participada de base comunitária]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Promoção da saúde mental]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Mental health promotion]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <P align="right"><b>ARTIGOS ORIGINAIS</b></P>     <P><b>O lugar da investiga&ccedil;&atilde;o participada de base comunit&aacute;ria na promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de  mental</b></P>     <P><b>The role of community–based participatory research in mental health  promotion</b></P>     <p>&nbsp;</p>     <P><b>Jos&eacute; Carlos Rodrigues Gomes<SUP>a</SUP><sup><a href="#0">*</a></sup><a name="top0"></a>, Maria Isabel Guedes  Loureiro<SUP>b</SUP> </b></P>     <P><SUP>a</SUP>Departamento de Enfermagem, Escola Superior de Sa&uacute;de, Instituto  Polit&eacute;cnico de Leiria, Leiria, Portugal</P>     <P><SUP>b</SUP>Departamento de Estrat&eacute;gias em Sa&uacute;de, Escola Nacional de Sa&uacute;de  P&uacute;blica, Universidade Nova de Lisboa, Lisboa, Portugal</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>RESUMO</B></P>     <P>A sa&uacute;de mental &eacute; imprescind&iacute;vel ao desenvolvimento social e econ&oacute;mico das  comunidades. Envolver as comunidades no desenho e desenvolvimento de planos  locais de promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de mental &eacute; um importante desafio para garantir mais e  melhor sa&uacute;de mental a cada comunidade.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>De 2009 a 2012 desenvolveu–se um estudo de caso baseado nos pressupostos de  uma investiga&ccedil;&atilde;o participada de base comunit&aacute;ria numa comunidade urbana da  regi&atilde;o metropolitana de Lisboa, com o objetivo de fundamentar o desenho de um  plano local de promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de mental local.</P>     <P>O resultado deste trabalho de parceria, que envolveu habitantes e  organiza&ccedil;&otilde;es governamentais e n&atilde;o–governamentais da comunidade urbana,  fundamentado na capacita&ccedil;&atilde;o individual e comunit&aacute;ria da comunidade e dos seus  membros, confirmou a necessidade de uma participa&ccedil;&atilde;o ativa e efetiva da  comunidade no desenvolvimento de pol&iacute;ticas locais de promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de e  concluiu pela defini&ccedil;&atilde;o de 6 eixos estrat&eacute;gicos de interven&ccedil;&atilde;o pelo per&iacute;odo  temporal 2012/2015: uma escola com sa&uacute;de mental; uma comunidade ativa e segura;  uma comunidade solid&aacute;ria e inclusiva; uma comunidade atenta; uma organiza&ccedil;&atilde;o  econ&oacute;mico–laboral promotora de sa&uacute;de mental; uma senioridade mentalmente  saud&aacute;vel.</P>     <P><B>Palavras-chave</B>: Espa&ccedil;o urbano, Investiga&ccedil;&atilde;o participada de base comunit&aacute;ria, Promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de mental, Capacita&ccedil;&atilde;o</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>ABSTRACT</B></P>     <P>Mental health is essential to community social and economic development.  Involving communities in the design and development of mental health promotion  local plans is a major challenge to ensure more and better mental health in each  community.</P>     <P>From 2009 to 2012 a case study was developed based on the assumptions of a  community–based participatory research in an urban community in the metropolitan  area of Lisbon, in order to support the design of a mental health promotion  local plan.</P>     <P>The result of this partnership, which involved inhabitants and governmental  and non–governmental organizations of the urban community, based on individual  and community empowerment of the community and its members, confirmed the need  for an active and effective participation of the community in the development of  health promotion local policies and concluded by defining six strategic areas of  intervention between 2012 and 2015: a school with mental health, an active and  safe community, a supportive and inclusive community, a community aware, an  organization promoting economic and work mental health, a seniority mentally  healthy.</P>     <P><B>Keywords: </B>Urban space. Community–based participatory research. Mental health promotion. Empowerment. </P>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><B>Nota introdut&oacute;ria</B></P>     <P>A sa&uacute;de &eacute; um dos mais importantes elementos de sucesso para o desenvolvimento  de uma comunidade. A promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de, vista como o processo de capacitar as  pessoas para aumentar e melhorar o controlo sobre a sua sa&uacute;de<SUP>1</SUP>, &eacute; uma  tarefa &aacute;rdua que exige o envolvimento de toda a comunidade. &Eacute; com as pessoas,  nos seus contextos de vida, que devemos investir no processo de construir  sa&uacute;de<SUP>2</SUP>.</P>     <P>As pol&iacute;ticas de sa&uacute;de mental e sua dimens&atilde;o econ&oacute;mica – o capital mental –  s&atilde;o uma parte importante da pol&iacute;tica social e da sociedade de bem-estar. O  capital mental &eacute; uma condi&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via para qualquer pol&iacute;tica de inova&ccedil;&atilde;o e de  desenvolvimento da produtividade de uma comunidade.</P>     <P>A promo&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de mental &eacute;, por isso, uma responsabilidade de toda a  sociedade: no com&eacute;rcio e na ind&uacute;stria, no planeamento local, na educa&ccedil;&atilde;o, na  cultura, na seguran&ccedil;a nacional e em tantos outros aspetos da sociedade,  promovendo a participa&ccedil;&atilde;o efetiva de todos os cidad&atilde;os. A responsabilidade final  na organiza&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os e outras atividades no campo da sa&uacute;de mental pertence  ao governo do pa&iacute;s, da regi&atilde;o, ou da comunidade local. Reconhecendo o conceito e  os determinantes de sa&uacute;de mental, cada pa&iacute;s, regi&atilde;o e comunidade local devem ter  uma pol&iacute;tica de sa&uacute;de mental abrangente em que os objetivos, as estrat&eacute;gias, as  a&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias e os intervenientes respons&aacute;veis s&atilde;o indicados. Um programa de  promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de mental deve ajudar cada pessoa a sentir-se bem consigo pr&oacute;prio  e com os outros, e a desenvolver um sentido de responsabilidade em fun&ccedil;&atilde;o do seu  pr&oacute;prio bem-estar e do bem-estar dos outros. Cada membro de uma comunidade fica  desta forma melhor preparado para pensar por si pr&oacute;prio, tomar conscientemente e  realisticamente as suas decis&otilde;es, adaptando-se &agrave;s contrariedades da vida,  integrando-se e interagindo socialmente.</P>     <P>A preval&ecirc;ncia anual de 22,9% para o total do sofrimento mental e a  preval&ecirc;ncia ao longo da vida que atinge os 42,7%<SUP>3</SUP> &eacute; preocupante se  refletirmos no dif&iacute;cil momento que atravessamos de dificuldades econ&oacute;micas e  financeiras.</P>     <P>Por outro lado, o constante crescimento da popula&ccedil;&atilde;o em espa&ccedil;o urbano e o  reconhecimento da import&acirc;ncia da sa&uacute;de mental na organiza&ccedil;&atilde;o e funcionamento das  nossas sociedades, tem levado variadas organiza&ccedil;&otilde;es governamentais e  n&atilde;o-governamentais, especialmente nas duas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, a lan&ccedil;arem v&aacute;rios  desafios no contexto da promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de<SUP>4</SUP><SUP>,  </SUP><SUP>5</SUP>.</P>     <P>Baseado nos trabalhos de Green e Kreuter<SUP>6</SUP><SUP>, </SUP><SUP>7</SUP>  e de Minkler e Wallerstein<SUP>8</SUP>, trabalhou-se num estudo de caso, numa  comunidade urbana da <I>&aacute;rea metropolitana de Lisboa</I>, para compreender o  sentido e a for&ccedil;a da rela&ccedil;&atilde;o entre vari&aacute;veis que caraterizam a organiza&ccedil;&atilde;o  estrutural do espa&ccedil;o urbano, de um lado, e os n&iacute;veis de sa&uacute;de mental da  comunidade urbana por outro, fundamentando o desenho participado de um <I>Plano  Local de Promo&ccedil;&atilde;o da Sa&uacute;de Mental</I> (PLPSM), recorrendo a uma metodologia de  <I>Investiga&ccedil;&atilde;o Participada de Base Comunit&aacute;ria</I> (IPBC).</P>     <P>Foram tomadas em considera&ccedil;&atilde;o as compet&ecirc;ncias em promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de  desenvolvidas por Dempsey et al.<SUP>9</SUP>, baseadas nos conceitos e nos  princ&iacute;pios fundamentais da promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de lan&ccedil;ados na Carta de Otava e nas  sucessivas cartas e declara&ccedil;&otilde;es da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de  (OMS)<SUP>10</SUP><SUP>, </SUP><SUP>11</SUP><SUP>, </SUP><SUP>12</SUP><SUP>,  </SUP><SUP>13</SUP><SUP>, </SUP><SUP>14</SUP><SUP>, </SUP><SUP>15</SUP> sobre a  promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de. A sa&uacute;de &eacute; conceptualizada como um recurso para a vida  quotidiana, enfatizando recursos sociais, pessoais e capacidades f&iacute;sicas. A  promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de &eacute; vista n&atilde;o apenas como uma responsabilidade do setor sa&uacute;de,  mas tamb&eacute;m como a garantia do desenvolvimento de estilos de vida saud&aacute;veis e de  condi&ccedil;&otilde;es de vida dignas, que promovam o bem-estar sendo um processo social e  pol&iacute;tico abrangente que n&atilde;o abarca apenas a a&ccedil;&atilde;o dirigida a fortalecer as  capacidades e as compet&ecirc;ncias dos indiv&iacute;duos, mas tamb&eacute;m a a&ccedil;&atilde;o dirigida &agrave;  mudan&ccedil;a das condi&ccedil;&otilde;es sociais, ambientais e econ&oacute;micas. As atividades de  promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de incluem os programas, as pol&iacute;ticas e outras interven&ccedil;&otilde;es  organizadas que sejam capacitadoras dos indiv&iacute;duos e das comunidades, numa  estrat&eacute;gia participativa, hol&iacute;stica, intersetorial, equitativa e sustent&aacute;vel. No  contexto da promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de mental em espa&ccedil;o urbano prop&otilde;e-se um olhar  particular &agrave; reflex&atilde;o efetuada por Barry e Jenkins<SUP>16</SUP>. Estas  compet&ecirc;ncias devem ser colocadas ao servi&ccedil;o das comunidades (pessoas,  organiza&ccedil;&otilde;es governamentais e n&atilde;o-governamentais) no desenvolvimento de  pol&iacute;ticas de sa&uacute;de mental, baseadas em indicadores estruturais de cada realidade  e do contexto do espa&ccedil;o urbano onde se pretenda intervir.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Investiga&ccedil;&atilde;o participada de base comunit&aacute;ria: uma constru&ccedil;&atilde;o  partilhada</B></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>A metodologia selecionada centrou-se nos princ&iacute;pios da  IPBC<SUP>17</SUP><SUP>, </SUP><SUP>18</SUP>. Com recurso a uma metodologia de  estudo de caso, analisaram-se dezenas de documentos de refer&ecirc;ncia local e  registos em arquivo e procedeu-se a uma observa&ccedil;&atilde;o direta e a uma observa&ccedil;&atilde;o  participante da comunidade em estudo.</P>     <P>Recorrendo a uma amostragem em bola de neve, estratificada por &aacute;rea de  resid&ecirc;ncia, foram selecionados 697 habitantes de uma cidade da &aacute;rea  metropolitana de Lisboa. Estes habitantes foram entrevistados por 42  entrevistadores previamente formados, assim como foram enviados question&aacute;rios  <I>on-line</I> dirigidos aos professores (196) e aos T&eacute;cnicos Superiores de  Servi&ccedil;o Social (12) em exerc&iacute;cio na cidade em estudo, para a carateriza&ccedil;&atilde;o  sociodemogr&aacute;fica e para avalia&ccedil;&atilde;o de indicadores de sa&uacute;de, de indicadores  relacionados com a sa&uacute;de e de indicadores estruturais de sa&uacute;de mental.</P>     <P>Com este desenho foi estruturada uma investiga&ccedil;&atilde;o que tem como entidade final  a sua entidade inicial – a <I>comunidade</I> – num ciclo cont&iacute;nuo e virtuoso. O  acesso do investigador/promotor de sa&uacute;de &agrave; comunidade fez-se atrav&eacute;s do N&uacute;cleo  Executivo da Comiss&atilde;o Social de Freguesia (NECSFA) onde se identificaram  <I>apoios locais</I> transversais &agrave; comunidade, com os seus <I>l&iacute;deres e  representantes</I> e onde se estabeleceram as <I>parcerias</I> necess&aacute;rias &agrave;  prossecu&ccedil;&atilde;o do estudo.</P>     <P>A sele&ccedil;&atilde;o dos instrumentos, subsidiada numa pesquisa bibliogr&aacute;fica realizada  por uma equipa de investigadores europeus que definiu 31 indicadores estruturais  de sa&uacute;de mental<SUP>19</SUP>, foi igualmente discutida e aferida com o NECSFA.  Num processo de reflex&atilde;o cont&iacute;nua e de constantes efeitos de influ&ecirc;ncia entre os  diferentes passos delineados para a interven&ccedil;&atilde;o, procedeu-se ao cumprimento dos  primeiros 3 passos da IPBC: 1) avalia&ccedil;&atilde;o social, 2) avalia&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica e  3) avalia&ccedil;&atilde;o educativa e ecol&oacute;gica. Numa segunda frente, procedeu-se a uma  identifica&ccedil;&atilde;o de grupos de refer&ecirc;ncia <I>(clusters)</I> para a recolha de dados.  Se para os <I>clusters Professores</I> e <I>T&eacute;cnicos Superiores de Servi&ccedil;o  Social</I> (TSSS) a recolha de informa&ccedil;&atilde;o relativa aos indicadores estruturais  de sa&uacute;de mental foi facilmente cumprida pelo lan&ccedil;amento de 2 question&aacute;rios  <I>on-line</I>, para chegar &agrave; popula&ccedil;&atilde;o o processo tornou-se mais complexo.  Procedeu-se a uma sele&ccedil;&atilde;o de volunt&aacute;rios, partindo da Comiss&atilde;o Social de  Freguesia (CSFA) e organizou-se e implementou-se forma&ccedil;&atilde;o e documentos  orientadores para a recolha de dados por entrevista (<a href="#f1">Figura 1</a>).</P>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1"> <img src="/img/revistas/rpsp/v31n1/31n1a05f1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <P>Foi da jun&ccedil;&atilde;o destas componentes, associadas a uma observa&ccedil;&atilde;o <I>in loco</I>  (presencialmente durante 3 dias e recorrendo &agrave;s novas tecnologias, em particular  o <SUP>&copy;</SUP><I>Google Earth</I>), que se delineou uma interven&ccedil;&atilde;o que foi  discutida em CSFA atrav&eacute;s de uma metodologia de <I>focus group</I>. Da discuss&atilde;o  e an&aacute;lise retirada desta reflex&atilde;o, em que se recorreu a uma metodologia  <I>thinking aloud</I>, foi constru&iacute;do o <I>Plano Local de Promo&ccedil;&atilde;o da Sa&uacute;de  Mental</I> (PLPSM), perten&ccedil;a da comunidade, que participou em todos os momentos  no processo de IPBC.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>O modelo PRECEDER/PROCEDER e a investiga&ccedil;&atilde;o participada de base  comunit&aacute;ria</B></P>     <P>A IPBC &eacute; uma metodologia de investiga&ccedil;&atilde;o interdisciplinar que envolve  investigadores do mundo acad&eacute;mico e elementos de uma comunidade espec&iacute;fica num  trabalho de <I>parceria</I><SUP>20</SUP> no desenvolvimento, implementa&ccedil;&atilde;o e  divulga&ccedil;&atilde;o de uma investiga&ccedil;&atilde;o que seja relevante para essa mesma  comunidade<SUP>21</SUP> (<a href="#f2">Figura 2</a>).</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="f2"> <img src="/img/revistas/rpsp/v31n1/31n1a05f2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <P>Assim enquadrado, o estudo fez recurso a medidas estat&iacute;sticas descritivas e  inferenciais, sem preju&iacute;zo de um importante contexto explorat&oacute;rio e da  participa&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria no seu desenvolvimento. A proposta pretendeu aproximar  o estudo, que se pretende cient&iacute;fica e academicamente relevante, da realidade de  uma comunidade, com as suas caracter&iacute;sticas sociais e culturais espec&iacute;ficas e as  suas necessidades, conferindo-lhe tamb&eacute;m uma relev&acirc;ncia pol&iacute;tica. Introduz-se,  assim, uma componente de investiga&ccedil;&atilde;o de transla&ccedil;&atilde;o<SUP>22</SUP>, importante  para o sucesso das interven&ccedil;&otilde;es baseadas na evid&ecirc;ncia cient&iacute;fica.</P>     <P>O modelo PRECEDER/PROCEDER &eacute; um modelo de planeamento que apoia o  desenvolvimento participado de programas de promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de. O seu princ&iacute;pio  fundamental &eacute; o de que a mudan&ccedil;a de comportamentos em sa&uacute;de mais duradoura e com  um melhor custo-efetividade &eacute; de natureza volunt&aacute;ria, envolvendo ativamente os  indiv&iacute;duos e as comunidades no processo de mudan&ccedil;a. No modelo que se baseia no  conceito de capacita&ccedil;&atilde;o lan&ccedil;ado pela Carta de Otava, &eacute; imprescind&iacute;vel que haja  participa&ccedil;&atilde;o do(s) indiv&iacute;duo(s) (<I>capacita&ccedil;&atilde;o individual)</I> e da comunidade  <I>(capacita&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria)</I> no processo. Este princ&iacute;pio &eacute; refletido num  planeamento sistem&aacute;tico, participado e sist&eacute;mico, em que a compreens&atilde;o,  motiva&ccedil;&atilde;o, compet&ecirc;ncias e recursos (individuais e comunit&aacute;rios)<SUP>23</SUP>  habilitam para uma participa&ccedil;&atilde;o efetiva nos assuntos da comunidade, numa  perspetiva de melhoria da sua qualidade de vida.</P>     <P>Existe evid&ecirc;ncia de que a mudan&ccedil;a de comportamento &eacute; mais prov&aacute;vel e  duradoura (efetiva e sustentada) quando as pessoas t&ecirc;m uma participa&ccedil;&atilde;o ativa  nas decis&otilde;es sobre o assunto. Em complemento, as pessoas fazem escolhas  saud&aacute;veis mais facilmente quanto existem pol&iacute;ticas e ambientes que facilitam  esse comportamento. Aqui reside a import&acirc;ncia do envolvimento, desde o minuto  inicial do planeamento, &agrave; implementa&ccedil;&atilde;o do plano, monitoriza&ccedil;&atilde;o e avalia&ccedil;&atilde;o do  impacto em sa&uacute;de das interven&ccedil;&otilde;es delineadas, das autoridades locais e  governamentais (autarquias, administra&ccedil;&otilde;es regionais, agrupamentos de centros de  sa&uacute;de (ACES), agrupamentos de escolas, for&ccedil;as de seguran&ccedil;a) e tamb&eacute;m de  estruturas n&atilde;o-governamentais (associa&ccedil;&otilde;es locais e regionais, Institui&ccedil;&otilde;es  Particulares de Solidariedade Social), bem como um envolvimento efetivo dos  elementos da comunidade local.</P>     <P>A <a href="#f3">Figura 3</a> representa o enquadramento do estudo no modelo PRECEDER/PROCEDER.  O estudo aqui exposto apenas abrange as 4 primeiras fases do processo: 1)  avalia&ccedil;&atilde;o social, 2) avalia&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica, 3) avalia&ccedil;&atilde;o educativa e  ecol&oacute;gica e 4) delineamento da interven&ccedil;&atilde;o – (com contorno a cheio); propondo a  interven&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria &agrave;s restantes 3 fases: 5) implementa&ccedil;&atilde;o, 6) avalia&ccedil;&atilde;o do  processo, 7) impacto e avalia&ccedil;&atilde;o dos resultados – com contorno a tracejado.</P>     <p>&nbsp;</p> <a name="f3"> <img src="/img/revistas/rpsp/v31n1/31n1a05f3.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <P><B>Procedimentos participados: a comunidade no centro da interven&ccedil;&atilde;o</B></P>     <P>A metodologia utilizada exigiu um trabalho de constru&ccedil;&atilde;o e partilha  permanente com uma larga variedade de estruturas locais, governamentais e  n&atilde;o-governamentais. O estudo foi planeado entre julho de 2006 e dezembro de 2007  com o objetivo de avan&ccedil;ar para um trabalho de campo em 2008. Reconhecendo que em  qualquer IPBC h&aacute; que contar com um per&iacute;odo de negocia&ccedil;&atilde;o longo e cheio de  avan&ccedil;os e recuos, quando, em 2009, as condi&ccedil;&otilde;es para o desenvolvimento do  trabalho estavam constru&iacute;das, as elei&ccedil;&otilde;es aut&aacute;rquicas que decorreram nesse ano  (2009) obrigaram a um per&iacute;odo de espera. Foi manifestado interesse pelo projeto,  mas o momento pol&iacute;tico n&atilde;o era o adequado considerando a possibilidade de  mudan&ccedil;a nas estruturas de gest&atilde;o aut&aacute;rquica.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>No final de 2009, ultrapassados os contratempos, reiniciaram-se os contactos.  Um pedido de ajuda de uma autarquia local (freguesia urbana da &aacute;rea geogr&aacute;fica  onde se tinham iniciado os contactos) para o desenvolvimento de um PLPSM veio  dar forma ao arranque efetivo do estudo. O desenho inicialmente proposto foi  discutido e negociado, tendo sido revisto e adaptado.</P>     <P>Estava identificada a <I>porta de entrada</I> e constru&iacute;das as condi&ccedil;&otilde;es  essenciais para o avan&ccedil;o do processo. O in&iacute;cio da fase deste planeamento  participado iniciou-se pela <I>avalia&ccedil;&atilde;o social</I>, em que se identificaram os  determinantes sociais que influenciam a sa&uacute;de mental e as prioridades dos  indiv&iacute;duos e da popula&ccedil;&atilde;o urbana em estudo (o desemprego, os estilos de vida, o  sentimento de seguran&ccedil;a, a urbaniza&ccedil;&atilde;o, a coes&atilde;o social, a qualidade de vida,  entre outros).</P>     <P>A Rede Social desempenhou uma importante fun&ccedil;&atilde;o. Baseado neste pressuposto, o  centro da interven&ccedil;&atilde;o foi o NECSFA. Este diagn&oacute;stico local implicou, para  cumprimento dos seus objetivos no &acirc;mbito de um planeamento em promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de  mental, a aplica&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rias premissas descritas na <a href ="/img/revistas/rpsp/v31n1/31n1a05t1.jpg">Tabela 1</a>.</P>     
<P>No respeito por estas premissas, o diagn&oacute;stico social foi baseado: 1) na  participa&ccedil;&atilde;o dos profissionais envolvidos e da comunidade; 2) na manuten&ccedil;&atilde;o do  foco na finalidade; 3) na preocupa&ccedil;&atilde;o com as interliga&ccedil;&otilde;es; 4) na identifica&ccedil;&atilde;o  de temas relacionados com a teoria e com a investiga&ccedil;&atilde;o; 5) na promo&ccedil;&atilde;o da  confian&ccedil;a; 6) na focaliza&ccedil;&atilde;o nos indicadores sociais, econ&oacute;micos e  educativos.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Sele&ccedil;&atilde;o e operacionaliza&ccedil;&atilde;o das vari&aacute;veis: um processo participado</B></P>     <P>Ainda numa fase de diagn&oacute;stico interessou, igualmente, proceder a uma  <I>avalia&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica</I>, em que se determinaram os problemas de sa&uacute;de e  seus determinantes (a morbilidade, os fatores de risco e os fatores  protetores).</P>     <P>Esta vis&atilde;o inicial do diagn&oacute;stico social e epidemiol&oacute;gico foi refor&ccedil;ada com  uma <I>avalia&ccedil;&atilde;o dos ambientes e dos contextos e a sua rela&ccedil;&atilde;o com os  comportamentos</I>, que procurou identificar as pr&aacute;ticas de sa&uacute;de relacionadas  com os problemas de sa&uacute;de – aquilo a que Lawrence Green denomina <I>de  indicadores vitais</I> (as a&ccedil;&otilde;es preventivas, a utiliza&ccedil;&atilde;o e o acesso aos  servi&ccedil;os de sa&uacute;de, o autocuidado, os estilos de vida, os aspetos econ&oacute;micos e  familiares, as condi&ccedil;&otilde;es de habita&ccedil;&atilde;o, o mercado de trabalho, o espa&ccedil;o urbano e  o ambiente escolar e laboral). Este diagn&oacute;stico comportamental apontou a tr&ecirc;s  frentes: o individual (alimenta&ccedil;&atilde;o, atividade f&iacute;sica, amamenta&ccedil;&atilde;o, consumo de  medicamentos, participa&ccedil;&atilde;o social, vida profissional); o organizacional (formas  de intera&ccedil;&atilde;o entre os profissionais e setores que influenciam a sa&uacute;de dos outros  no seio do ambiente circundante com especial relevo para a estrutura f&iacute;sica, o  ambiente escolar e o trabalho social desenvolvido na comunidade em estudo); e o  pol&iacute;tico (a&ccedil;&otilde;es que podem influenciar o ambiente f&iacute;sico, social ou pol&iacute;tico:  planeamento urbano, incluindo espa&ccedil;os verdes, cria&ccedil;&atilde;o de ambientes seguros e  agrad&aacute;veis e promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de nos locais de trabalho e em meio escolar).</P>     <P>Desta forma, o estudo incorporou vari&aacute;veis relativas &agrave; caracteriza&ccedil;&atilde;o do  espa&ccedil;o urbano, recorrendo ao trabalho desenvolvido por Ozamiz et al. – o  <I>Question&aacute;rio de Indicadores Estruturais de Sa&uacute;de Mental</I> (MMHE-31). Alguns  dos dados relativos aos indicadores considerados no MMHE-31 foram recolhidos  atrav&eacute;s dos 2 question&aacute;rios aplicados atrav&eacute;s de um preenchimento <I>on-line</I>  e dirigidos aos <I>clusters Professores</I> e T&eacute;cnicos Superiores de <I>Servi&ccedil;o  Social.</I> Os restantes dados foram recolhidos utilizando materiais do  Instituto Nacional de Estat&iacute;stica (INE), da C&acirc;mara Municipal e dos Agrupamentos  de Centros de Sa&uacute;de (ACES) locais e das estruturas escolares em funcionamento na  cidade em estudo.</P>     <P>Para a recolha de dados &agrave; popula&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s de entrevista foi desenhada a  seguinte estrutura:      ]]></body>
<body><![CDATA[<P>• Uma tabela relativa a <I>vari&aacute;veis de natureza sociodemogr&aacute;fica</I> que  inclui a zona urbana onde vive e o <I>&iacute;ndice  socioecon&oacute;mico</I><SUP>24</SUP>;</P>     <P>• Uma tabela afeta ao <I>suporte social</I>, utilizando para o efeito a  <I>Oslo Social Support Scale</I><SUP>25</SUP> - OSS 3, traduzida e validada para  a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa no &acirc;mbito deste estudo;</P>     <P>• Um conjunto relativo a medidas de sa&uacute;de mental incluindo o <I>Invent&aacute;rio de  Sa&uacute;de Mental</I> de 5 itens - MHI 5<SUP>26</SUP>, o <I>Question&aacute;rio de Sentido  de Coer&ecirc;ncia</I><SUP>27</SUP>, a <I>energia e vitalidade</I> (SF  36)<SUP>28</SUP> e o consumo de &aacute;lcool (AUDIT-5)<SUP>29</SUP>;</P>     <P>• Um conjunto relativo a comportamentos incluindo <I>h&aacute;bitos alimentares</I>,  <I>atividade f&iacute;sica, consumo de &aacute;lcool</I>, problemas de sa&uacute;de (<I>doen&ccedil;as  cr&oacute;nicas</I>), <I>consumo de medicamentos</I> e <I>participa&ccedil;&atilde;o social</I>  (recorrendo a quest&otilde;es utilizadas no Inqu&eacute;rito Nacional de Sa&uacute;de  2005/2006<SUP>30</SUP>);</P>     <P>• Um conjunto dirigido a <I>pais h&aacute; menos de 10 anos</I> (MMHE-31);</P>     <P>• Um conjunto dirigido &agrave; <I>popula&ccedil;&atilde;o ativa</I> (MMHE-31);</P>     <P>• Um conjunto dirigido &agrave; popula&ccedil;&atilde;o s&eacute;nior – maior de 65 anos (MMHE-31).</P>     <P>Neste processo de trabalho participado com a comunidade, a sele&ccedil;&atilde;o dos  indicadores e a operacionaliza&ccedil;&atilde;o das vari&aacute;veis a considerar para o estudo foram  discutidas e constru&iacute;das com o NECSFA. A necessidade de instrumentos simples e  de reduzida dimens&atilde;o foi um importante aspeto discutido com a comunidade  envolvida na IPBC. Procurava-se um instrumento de colheita de dados  suficientemente abrangente para responder &agrave;s necessidades do estudo, enquadrado  numa dimens&atilde;o dos indicadores estruturais de sa&uacute;de mental<SUP>31</SUP>, mas que,  simultaneamente, n&atilde;o pusesse em causa o trabalho de campo dos entrevistadores  pela sua exagerada dimens&atilde;o. Neste sentido, alguns instrumentos inicialmente  propostos, decorrentes da pesquisa bibliogr&aacute;fica efetuada, foram retirados ou  substitu&iacute;dos em consequ&ecirc;ncia do debate efetuado com o NECSFA e a CSFA (por  exemplo a substitui&ccedil;&atilde;o do instrumento usado na avalia&ccedil;&atilde;o do <I>suporte  social</I>). Outros foram inclu&iacute;dos a pedido das estruturas locais parceiras da  IPBC (caso das quest&otilde;es relativas aos <I>alimentos ingeridos no dia anterior &agrave;  entrevista</I>, &agrave;s <I>doen&ccedil;as cr&oacute;nicas</I> e ao <I>consumo de &aacute;lcool</I>).</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>A constru&ccedil;&atilde;o do plano local de promo&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de mental</B></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Analisar e interpretar os dados numa IPBC &eacute; um trabalho de colabora&ccedil;&atilde;o onde  acad&eacute;micos e comunidade se envolvem na constru&ccedil;&atilde;o de uma metodologia de  coaprendizagem<SUP>32</SUP> que permita a discuss&atilde;o e interpreta&ccedil;&atilde;o dos dados e  dos resultados identificados, assim como a identifica&ccedil;&atilde;o das prioridades e das  estrat&eacute;gias de interven&ccedil;&atilde;o.</P>     <P>A IPBC n&atilde;o difere de outras formas de investiga&ccedil;&atilde;o, utilizando uma vasta  variedade de abordagens quantitativas e qualitativas como j&aacute; observado. A  diferen&ccedil;a reside na atitude dos investigadores que determinam <I>como</I>,  <I>por quem</I> e <I>para quem</I> a investiga&ccedil;&atilde;o &eacute; conceptualizada e conduzida,  e a correspondente distribui&ccedil;&atilde;o de poder aos seus diversos intervenientes em  cada fase do processo de investiga&ccedil;&atilde;o<SUP>33</SUP>.</P>     <P>A 7 de janeiro de 2010 iniciou-se o trajeto que agora reproduzimos na  constru&ccedil;&atilde;o do PLPSM. Um trabalho preparat&oacute;rio que se prolongou por um ano at&eacute;  serem criadas as condi&ccedil;&otilde;es para a recolha de dados e a resposta ao desiderato  proposto e por mais outro ano para se atingir uma situa&ccedil;&atilde;o de avalia&ccedil;&atilde;o  pol&iacute;tica.</P>     <P>Foi utilizado o instrumento designado por protocolo <I>para a investiga&ccedil;&atilde;o  baseada na comunidade</I><SUP>34</SUP> para fundamentar e refletir o desenrolar  do processo. Segundo os seus autores, este protocolo &eacute; um ponto de partida para  um di&aacute;logo mais alargado acerca da natureza da investiga&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica. Na  ess&ecirc;ncia procura-se perceber a relev&acirc;ncia da investiga&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica para as  necessidades espec&iacute;ficas de sa&uacute;de de uma determinada comunidade. Por outras  palavras, o protocolo procura apoiar a adequa&ccedil;&atilde;o das metodologias de  investiga&ccedil;&atilde;o &agrave;s necessidades de uma determinada popula&ccedil;&atilde;o com a sua hist&oacute;ria, os  seus recursos e as suas caracter&iacute;sticas espec&iacute;ficas, envolvendo-a nos diferentes  passos do processo. De uma forma muito simples, o protocolo est&aacute; desenvolvido  como uma s&eacute;rie de quest&otilde;es &agrave; volta das quais investigadores e comunidade devem  centrar o seu di&aacute;logo. Cada uma destas quest&otilde;es tem pelo menos duas abordagens  poss&iacute;veis e distintas: a <I>abordagem do ponto de vista do investigador</I> e a  <I>abordagem do ponto de vista da comunidade</I>. No caso de desenvolvimento  deste PLPSM, a satisfa&ccedil;&atilde;o das quest&otilde;es do protocolo <I>para a investiga&ccedil;&atilde;o  baseada na comunidade</I> foi efetuada pelo investigador/promotor de sa&uacute;de em  colabora&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua e s&iacute;ncrona com as estruturas de gest&atilde;o da junta de  freguesia local e com o NECSFA.</P>     <P>O desenho do PLPSM propriamente dito pode ser descrito com recurso a 19  momentos decorridos entre janeiro de 2010 e mar&ccedil;o de 2012 (<a href ="/img/revistas/rpsp/v31n1/31n1a05t2.jpg">Tabela 2</a>).</P>     
<P>Num <I>primeiro momento</I>, identificada a porta de entrada na comunidade,  foi analisada a metodologia a desenvolver e os instrumentos mais adequados aos  prop&oacute;sitos do estudo. Em 5 reuni&otilde;es de trabalho, decorridas entre maio e outubro  de 2010 (6 meses) trabalharam-se os objetivos da investiga&ccedil;&atilde;o, os m&eacute;todos a  utilizar, as popula&ccedil;&otilde;es e amostras (inclu&iacute;do as t&eacute;cnicas de amostragem a  utilizar), as vari&aacute;veis mais ajustadas e a sua respetiva operacionaliza&ccedil;&atilde;o.</P>     <P>Num <I>segundo momento</I> investiu-se fundamentalmente sobre a recolha de  dados. Entre outubro de 2010 e fevereiro de 2011 (4 meses), operacionalizou-se a  recolha de dados com recursos a uma avalia&ccedil;&atilde;o e adequa&ccedil;&atilde;o cr&iacute;tica do  instrumento, constru&iacute;do no primeiro momento, a forma&ccedil;&atilde;o dos entrevistadores, com  recursos &agrave; participa&ccedil;&atilde;o ativa de estruturas governamentais e n&atilde;o-governamentais  da comunidade em estudo e a recolha de dados propriamente dita pelos  entrevistadores formados com recursos a um formul&aacute;rio administrado por  entrevista. De um per&iacute;odo inicial previsto de 4 semanas para o trabalho de  campo, houve necessidade de se proceder a um alargamento para 6 semanas,  fundamentalmente pelo cariz do trabalho volunt&aacute;rio dos 42 entrevistadores  envolvidos no processo. Em paralelo, recolheram-se os dados relativos aos  <I>clusters Professores</I> e <I>TSSS</I>, com recurso aos 2 question&aacute;rios  disponibilizados <I>on-line</I>.</P>     <P>Seguiu-se um <I>terceiro momento</I>, entre mar&ccedil;o e novembro de 2011 (9  meses), em que o trabalho se centrou fundamentalmente no investigador/promotor  de sa&uacute;de, para a an&aacute;lise e interpreta&ccedil;&atilde;o dos dados. Neste processo foram  analisados os dados recolhidos atrav&eacute;s dos 3 instrumentos constru&iacute;dos na IPBC,  mas tamb&eacute;m os dados recolhidos com recursos a variadas fontes, com particular  destaque para a informa&ccedil;&atilde;o disponibilizada nos relat&oacute;rios do INE, nos arquivos  da junta de freguesia e c&acirc;mara municipal locais e em documentos com fonte no  Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o. Para n&atilde;o afastar a an&aacute;lise e interpreta&ccedil;&atilde;o dos  resultados da comunidade, realizou-se uma apresenta&ccedil;&atilde;o dos dados preliminares  durante o per&iacute;odo atr&aacute;s citado no plen&aacute;rio da CSFA, onde as dezenas de  indiv&iacute;duos presentes questionaram, criticaram e propuseram outras interpreta&ccedil;&otilde;es  em rela&ccedil;&atilde;o aos resultados apresentados.</P>     <P>Analisados milhares de dados e centenas de documentos, num trabalho de  permanente contato com o NECSFA (recorrendo frequentemente a meios de  comunica&ccedil;&atilde;o &agrave; dist&acirc;ncia, com particular relev&acirc;ncia para o <I>correio  eletr&oacute;nico</I>) entr&aacute;vamos no <I>quarto momento</I>, o desenho do PLPSM<I>.</I>  Em duas reuni&otilde;es, decorridas em janeiro e fevereiro de 2012, definiram-se os  eixos de interven&ccedil;&atilde;o considerados priorit&aacute;rios, os objetivos e as a&ccedil;&otilde;es a  desenvolver e os ganhos esperados com cada iniciativa. A avalia&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica  aconteceu em 27 de mar&ccedil;o de 2012 com a apresenta&ccedil;&atilde;o e aprova&ccedil;&atilde;o por unanimidade  pelo plen&aacute;rio da CSFA, ap&oacute;s um trabalho partilhado de 2 meses com o NECSFA.</P>     <P>N&atilde;o foi poss&iacute;vel aprofundar o envolvimento do ACES local, importante recurso  para a interven&ccedil;&atilde;o em promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de na comunidade. Em contrapartida, outras  estruturas n&atilde;o-governamentais da comunidade solicitaram um maior envolvimento no  processo do que aquele que tinha sido previamente previsto na operacionaliza&ccedil;&atilde;o  metodol&oacute;gica desenhada com o NECSFA. Exemplificando, destacamos a  <I>Universidade S&eacute;nior</I>, que para al&eacute;m de um envolvimento profundamente  pr&oacute;-ativo no desenvolvimento do PLPSM solicitou algumas interven&ccedil;&otilde;es paralelas,  onde destacamos a abordagem do processo nas <I>quartas-feiras culturais</I>  promovidas pela organiza&ccedil;&atilde;o.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Foi tamb&eacute;m este intenso envolvimento da comunidade que permitiu a elabora&ccedil;&atilde;o  do log&oacute;tipo e a defini&ccedil;&atilde;o da denomina&ccedil;&atilde;o do PLPSM.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Desenvolvimento do plano local de promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de mental: o  produto</B></P>     <P>O PLPSM tem por objetivo refor&ccedil;ar os fatores de prote&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de mental e  dar respostas locais, que a promovam, previnam e proporcionem recursos para  gest&atilde;o de doen&ccedil;a mental quando existente. O PLPSM reconhece a import&acirc;ncia da  promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de mental para os indiv&iacute;duos e para a comunidade no seu todo e  incluiu no seu desenvolvimento:      <P>• Revis&atilde;o da literatura, envolvendo tamb&eacute;m a experi&ecirc;ncia adquirida em  projetos de &acirc;mbito europeu de promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de mental <I>(</I>&laquo;<I>Monitoring  positive mental health</I>&raquo; e &laquo;<I>Monitoring Mental Health  Environments</I>&raquo;<I>)</I>;</P>     <P>• An&aacute;lise das pol&iacute;ticas europeias<SUP>35</SUP>, nacionais (Plano Nacional de  Sa&uacute;de Mental 2007-2016) e locais (em particular no trabalho desenvolvido no  &acirc;mbito do movimento <I>Cidades Saud&aacute;veis</I> pela c&acirc;mara municipal), com um  mapeamento das atuais estrat&eacute;gias pol&iacute;ticas (policies) que promovem a sa&uacute;de  mental;</P>     <P>• Identifica&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o relacionada com a sa&uacute;de mental a n&iacute;vel  local;</P>     <P>• Envolvimento das diferentes estruturas comunit&aacute;rias governamentais e  n&atilde;o-governamentais da freguesia;</P>     <P>• Realiza&ccedil;&atilde;o de atividades de forma&ccedil;&atilde;o a elementos da comunidade;</P>     <P>• Elabora&ccedil;&atilde;o de um documento final para aprecia&ccedil;&atilde;o pelo NECSFA.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>O <I>feedback</I> do NECSFA, da junta de freguesia e dos parceiros envolvidos  no desenvolvimento deste PLPSM foi integrado no processo de constru&ccedil;&atilde;o e &eacute;  esperado que o desenvolvimento e a implementa&ccedil;&atilde;o sejam baseados na continuidade  desta colabora&ccedil;&atilde;o. Interessa ainda que o pr&oacute;ximo passo no desenvolvimento do  PLPSM envolva tamb&eacute;m os membros da comunidade com problemas de sa&uacute;de mental,  seus cuidadores e um maior n&uacute;mero de prestadores de servi&ccedil;o locais.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Pressupostos e valores do plano local de promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de mental</B></P>     <P>A sa&uacute;de mental &eacute; vivida de diferente forma, pelos diferentes grupos de uma  popula&ccedil;&atilde;o, em diferentes fases da vida (num <I>continuum</I> ao longo do ciclo  vital). Os membros da comunidade movem-se entre boa sa&uacute;de mental e m&aacute; sa&uacute;de  mental, tamb&eacute;m em consequ&ecirc;ncia de fatores relacionados com a sa&uacute;de, que  ultrapassam largamente aquilo que comummente se considera sa&uacute;de (numa vis&atilde;o  muito limitadora centrada nos servi&ccedil;os de sa&uacute;de). Reconhecendo este  <I>continuum</I> e os fatores que causam impacto na sa&uacute;de mental, o PLPSM  fundamenta-se nos seguintes pressupostos:</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Pressuposto 1: defini&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de mental</B></P>     <P>A sa&uacute;de mental traduz a vida social, emocional e o bem-estar espiritual na  sua rela&ccedil;&atilde;o com a sa&uacute;de em geral e com os estilos de vida adotados no quotidiano  por cada indiv&iacute;duo. A sa&uacute;de mental proporciona aos indiv&iacute;duos a vitalidade  necess&aacute;ria para uma vida ativa, atingir metas e interagir uns com os outros num  contexto de cidadania respons&aacute;vel e participada.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Pressuposto 2: transversalidade da sa&uacute;de mental</B></P>     <P>Ao estabelecer um quadro estrat&eacute;gico em promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de mental para a  comunidade o documento <I>&laquo;Building up good mental health&raquo;</I> fornece uma base  &uacute;til para a compreens&atilde;o da transversalidade da interven&ccedil;&atilde;o em promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de  mental. Este documento orientador identifica a inclus&atilde;o social, o combate &agrave;  discrimina&ccedil;&atilde;o e &agrave; viol&ecirc;ncia e o acesso a recursos econ&oacute;micos como os  determinantes sociais e econ&oacute;micos da sa&uacute;de mental e base para a  interven&ccedil;&atilde;o.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <P><B>Pressuposto 3: um plano centrado na comunidade</B></P>     <P>Decorre dos 2 primeiros pressupostos que o papel das estruturas locais na  promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de mental deve incidir no desenvolvimento da capacidade de  indiv&iacute;duos, comunidades e organiza&ccedil;&otilde;es (<I>capacity building</I>) para: 1)  participar na mudan&ccedil;a de ambientes sociais, econ&oacute;micos e f&iacute;sicos (urbanos) para  melhorar a sa&uacute;de e o bem-estar; 2) apoiar o fortalecimento das compet&ecirc;ncias e  das aptid&otilde;es dos indiv&iacute;duos para alcan&ccedil;ar e manter uma boa sa&uacute;de mental.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Pressuposto 4: prioriza&ccedil;&atilde;o de interven&ccedil;&otilde;es</B></P>     <P>&Eacute; priorit&aacute;rio o desenvolvimento do acesso a servi&ccedil;os universais para todos os  membros da comunidade (combate &agrave;s desigualdades em sa&uacute;de), facilitando parcerias  com ag&ecirc;ncias locais que forne&ccedil;am reabilita&ccedil;&atilde;o e servi&ccedil;os cl&iacute;nicos e de advocacia  para apoiar uma boa sa&uacute;de mental. Investe-se tamb&eacute;m na universaliza&ccedil;&atilde;o dos  servi&ccedil;os de sa&uacute;de mental e bem-estar de apoio &agrave; comunidade, melhorando as  condi&ccedil;&otilde;es sociais, os ambientes f&iacute;sicos e econ&oacute;micos que afetam a sa&uacute;de mental  das popula&ccedil;&otilde;es e dos indiv&iacute;duos. Esta abordagem &eacute; coerente com o atual Plano  Nacional de Sa&uacute;de Mental (2007-2016)<SUP>36</SUP>. Uma compreens&atilde;o da sa&uacute;de  mental da popula&ccedil;&atilde;o permite identificar as necessidades de sa&uacute;de mental para a  toda a comunidade e as diferentes experi&ecirc;ncias dos seus membros.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Pressuposto 5: sa&uacute;de como bem de m&eacute;rito</B></P>     <P>Como resultado, o foco do PLPSM ser&aacute; na preven&ccedil;&atilde;o e interven&ccedil;&atilde;o precoce de  forma a aumentar os fatores de prote&ccedil;&atilde;o que mantem uma boa sa&uacute;de mental na  comunidade e restaurar a boa sa&uacute;de mental nos est&aacute;gios iniciais de surgimento de  doen&ccedil;a mental. Para fazer isso, o NECSFA ir&aacute; utilizar a sua capacidade de  intervir nos contextos sociais, estruturais, econ&oacute;micos e ambientais que afetam  a sa&uacute;de mental promovendo a universalidade das interven&ccedil;&otilde;es, garantindo que os  programas e as atividades previstas s&atilde;o acess&iacute;veis a toda a comunidade e que  fortalecem a capacidade da popula&ccedil;&atilde;o de diferentes faixas et&aacute;rias para desfrutar  de uma boa sa&uacute;de mental e de bem-estar.</P>     <P>O quadro estabelecido para o PLPSM ser&aacute; aplic&aacute;vel a partir de 2012 e os  planos de a&ccedil;&atilde;o anuais ser&atilde;o desenvolvidos em colabora&ccedil;&atilde;o com as ag&ecirc;ncias locais  e elementos da comunidade, incluindo indiv&iacute;duos e fam&iacute;lias confrontados com  problemas de sa&uacute;de mental.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <P><B>Ponto de partida: diagn&oacute;stico resumo</B></P>     <P>O ponto de partida para o desenho do PLPSM centrou-se no Modelo  PRECEDER/PROCEDER, nomeadamente nas suas 3 primeiras fases: 1) avalia&ccedil;&atilde;o social,  2) avalia&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica e 3) avalia&ccedil;&atilde;o educativa e ecol&oacute;gica. Com os  resultados destas 3 avalia&ccedil;&otilde;es foram elaboradas 2 tabelas com os valores  observados em 2011 em cada um dos indicadores previamente selecionados, tendo  sido refletidas as metas consideradas como resultado esperado do PLPSM. A  <a href ="/img/revistas/rpsp/v31n1/31n1a05t3.jpg">Tabela 3</a> refere-se aos indicadores estruturais de sa&uacute;de mental e  a <a href ="/img/revistas/rpsp/v31n1/31n1a05t4.jpg">Tabela 4</a> aos  indicadores relacionados com a sa&uacute;de mental e ao &Iacute;ndice de Massa Corporal  (IMC).</P>     
<P>Nas tabelas em apre&ccedil;o pode ainda ser identificada a fonte da informa&ccedil;&atilde;o.  Percebe-se, deste modo, a necessidade de recurso a fontes de informa&ccedil;&atilde;o muito  variadas o que vai ao encontro de um trabalho de constru&ccedil;&atilde;o e partilha com uma  larga variedade de estruturas locais, governamentais e n&atilde;o-governamentais,  procurando evidenciar resultados que sejam sentidos como significativos pela  comunidade, diversificando as fontes de informa&ccedil;&atilde;o.</P>     <P>Na <a href ="/img/revistas/rpsp/v31n1/31n1a05t4.jpg">Tabela 4</a> interessa real&ccedil;ar a inclus&atilde;o do AUDIT e do IMC. Estes 2  indicadores, n&atilde;o previstos numa fase inicial da IPBC, acabaram por ser inclu&iacute;dos  pela manifesta&ccedil;&atilde;o da comunidade em conhecer a situa&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o a  estes 2 indicadores espec&iacute;ficos. Enquanto o IMC foi proposto pelo NECSFA,  considerando os n&iacute;veis de obesidade que t&ecirc;m sido identificados em Portugal, em  particular na popula&ccedil;&atilde;o jovem<SUP>37</SUP>, a inclus&atilde;o do AUDIT foi  especificamente solicitada pelos bombeiros volunt&aacute;rios locais, como necessidade  diagn&oacute;stica na execu&ccedil;&atilde;o do seu trabalho de voluntariado.</P>     
<p>&nbsp;</p>     <P><B>Eixos do plano local de promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de mental</B></P>     <P>Cumpridas as 3 primeiras fases do modelo PRECEDER/PROCEDER foi promovido o  delineamento da interven&ccedil;&atilde;o (4.&ordf; fase). Este trabalho foi realizado numa &iacute;ntima  parceria com o NECSFA e a junta de freguesia e considerou 5 passos fundamentais:      <P>• An&aacute;lise dos dados da avalia&ccedil;&atilde;o social, da avalia&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica e da  avalia&ccedil;&atilde;o educativa e ecol&oacute;gica;</P>     <P>• Identifica&ccedil;&atilde;o dos resultados esperados mais significativos para a  comunidade;</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>• Identifica&ccedil;&atilde;o dos eixos priorit&aacute;rios de interven&ccedil;&atilde;o do PLPSM;</P>     <P>• Defini&ccedil;&atilde;o dos objetivos a atingir;</P>     <P>• Delineamento das a&ccedil;&otilde;es, integrando as individualidades e estruturas  comunit&aacute;rias a envolver e os recursos necess&aacute;rios.</P>     <P>Neste processo de constru&ccedil;&atilde;o do PLPSM foram envolvidas as seguintes  entidades:      <P>• Junta de freguesia;</P>     <P>• C&acirc;mara municipal;</P>     <P>• Cooperativa Nacional de Apoio ao Deficiente;</P>     <P>• Instituto da Seguran&ccedil;a Social pelo Centro de Assist&ecirc;ncia Paroquial de  Amora;</P>     <P>• Centro de sa&uacute;de;</P>     <P>• Representante de educa&ccedil;&atilde;o.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>O trabalho deste grupo de entidades e personalidades definiu 6 eixos  priorit&aacute;rios para uma interven&ccedil;&atilde;o com um espetro temporal de 2012-2015:      <P><B>Eixo 1)</B> Uma escola com sa&uacute;de mental;</P>     <P><B>Eixo 2)</B> Uma comunidade ativa e segura;</P>     <P><B>Eixo 3)</B> Uma comunidade solid&aacute;ria e inclusiva;</P>     <P><B>Eixo 4)</B> Uma comunidade atenta;</P>     <P><B>Eixo 5)</B> Uma organiza&ccedil;&atilde;o econ&oacute;mico-laboral promotora de sa&uacute;de  mental;</P>     <P><B>Eixo 6)</B> Uma senioridade mentalmente saud&aacute;vel.</P>     <P>Optou-se por uma defini&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es exequ&iacute;veis que facilmente se pudessem  ancorar ao trabalho j&aacute; desenvolvido na comunidade e que proporcionassem melhores  resultados com um m&iacute;nimo investimento, para al&eacute;m daquele que j&aacute; vem sendo  efetuado pelas estruturas governamentais e n&atilde;o-governamentais da cidade e do seu  munic&iacute;pio, nomeadamente as atividades no &acirc;mbito das <I>Cidades  Saud&aacute;veis</I>.</P>     <P>O desenvolvimento destes eixos seguiu as estrat&eacute;gias definidas pela  OMS<SUP>38</SUP> para o desenvolvimento de pol&iacute;ticas, planos e programas em  promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de mental.</P>     <P>Cada eixo, anteriormente definido considerando os resultados da IPBC, foi  organizado por:      ]]></body>
<body><![CDATA[<P>• Objetivos, considerando em cada objetivo as a&ccedil;&otilde;es centrais a  desenvolver;</P>     <P>• <I>Outputs</I> e os <I>outcomes</I> para cada objetivo identificado;</P>     <P>• Tarefas-chave para cada objetivo identificado;</P>     <P>• Respons&aacute;veis por cada tarefa;</P>     <P>• Rela&ccedil;&atilde;o com outras estrat&eacute;gias locais;</P>     <P>• Recursos necess&aacute;rios;</P>     <P>• Limite temporal para a execu&ccedil;&atilde;o de cada tarefa.</P>     <P>O PLPSM subentende ainda a necessidade de uma avalia&ccedil;&atilde;o intercalar anual, com  vista &agrave; identifica&ccedil;&atilde;o de desvios e &agrave; reorienta&ccedil;&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Conclus&atilde;o: uma perspetiva de sa&uacute;de p&uacute;blica</B></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Com a realiza&ccedil;&atilde;o do presente estudo foi poss&iacute;vel desenvolver um plano local  de promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de mental com recurso a uma investiga&ccedil;&atilde;o participada de base  comunit&aacute;ria, campo fundamental para a interven&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de p&uacute;blica. Assumiu-se  que a investiga&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de mental &eacute; multidisciplinar e que exige uma vasta  compreens&atilde;o dos diferentes determinantes sociais, psicol&oacute;gicos e f&iacute;sicos que  regulam a vida cognitiva, afetiva e comportamental de cada indiv&iacute;duo e do seu  espa&ccedil;o numa comunidade. A constru&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de mental &eacute; pensada no contexto das  mudan&ccedil;as sociais, pol&iacute;ticas, econ&oacute;micas, cient&iacute;ficas e tecnol&oacute;gicas que desafiam  constantemente as comunidades, assumindo a urbaniza&ccedil;&atilde;o como a mudan&ccedil;a  demogr&aacute;fica mais importante das &uacute;ltimas d&eacute;cadas com um impacto decisivo sobre a  sa&uacute;de p&uacute;blica.</P>     <P>Os resultados obtidos refor&ccedil;am a necessidade do desenvolvimento de  compet&ecirc;ncias e estruturas que apoiem o desenho de plano locais de promo&ccedil;&atilde;o da  sa&uacute;de mental envolvendo ativamente estruturas comunit&aacute;rias e popula&ccedil;&atilde;o no  processo. V&aacute;rios esfor&ccedil;os t&ecirc;m sido feitos com o objetivo de promover de forma  efetiva uma sa&uacute;de mental comunit&aacute;ria, nomeadamente ao n&iacute;vel do Minist&eacute;rio da  Sa&uacute;de (Plano Nacional de Sa&uacute;de Mental 2007-2016).Com a experi&ecirc;ncia deste PLPSM,  tornou-se evidente a import&acirc;ncia da participa&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria como um elemento  central de sucesso e de potenciais ganhos em sa&uacute;de.</P>     <P>As conclus&otilde;es alertam ainda para que a atua&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de p&uacute;blica deve contar  com a interven&ccedil;&atilde;o das autarquias e unidades de sa&uacute;de locais no desenvolvimento  de planos locais de promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de mental recorrendo:      <P>• &Agrave;s compet&ecirc;ncias existentes e a desenvolver em promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de e de  recursos de suporte a n&iacute;vel das estruturas aut&aacute;rquicas e das organiza&ccedil;&otilde;es  n&atilde;o-governamentais de base local;</P>     <P>• &Agrave; avalia&ccedil;&atilde;o dos ganhos em sa&uacute;de da promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de mental com recurso a  estrat&eacute;gias de participa&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria, refletidos numa melhoria do n&iacute;vel de  sa&uacute;de mental da(s) comunidade(s), promovendo o desenvolvimento da avalia&ccedil;&atilde;o do  impacto em sa&uacute;de do crescimento e organiza&ccedil;&atilde;o dos espa&ccedil;os urbanos;</P>     <P>• As estrat&eacute;gias de gest&atilde;o relacional no dia a dia das atividades municipais,  promovendo respostas participativas da comunidade aos problemas. Para o efeito  ser&aacute; necess&aacute;rio ousar atribuir o poder &agrave;s comunidades locais, primeiras  conhecedoras das suas necessidades e dos recursos poss&iacute;veis no seu espa&ccedil;o de  interven&ccedil;&atilde;o e cumprir o proposto na Constitui&ccedil;&atilde;o da Rep&uacute;blica Portuguesa no que  &agrave; descentraliza&ccedil;&atilde;o diz respeito;</P>     <P>• &Agrave; inclus&atilde;o, nos indicadores de sa&uacute;de comunit&aacute;rios, de indicadores  estruturais de sa&uacute;de mental que fundamentem a promo&ccedil;&atilde;o de um paradigma  salutog&eacute;nico nas estruturas de cuidados de sa&uacute;de prim&aacute;rios do Servi&ccedil;o Nacional  de Sa&uacute;de;</P>     <P>• &Agrave; aposta na investiga&ccedil;&atilde;o participada de base comunit&aacute;ria para identifica&ccedil;&atilde;o  de respostas para as necessidades de sa&uacute;de das comunidades, integrando o modelo  na forma&ccedil;&atilde;o de profissionais envolvidos em promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de mental (sa&uacute;de,  servi&ccedil;o social, educa&ccedil;&atilde;o, entre outros).</P>     <P>A IPBC permite, com custos relativamente reduzidos, e recorrendo a estruturas  governamentais e n&atilde;o-governamentais j&aacute; existentes, a organiza&ccedil;&atilde;o de respostas a  problemas locais, com o envolvimento da comunidade local e ganhos em sa&uacute;de  sentidos como necess&aacute;rios pela pr&oacute;pria comunidade. Considerando as profundas  altera&ccedil;&otilde;es em curso na organiza&ccedil;&atilde;o social e econ&oacute;mica das nossas comunidades,  torna-se emergente uma a&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica que possibilite o desenvolvimento de  interven&ccedil;&otilde;es participadas em promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de, pugnando por mais sa&uacute;de, para o  maior n&uacute;mero de pessoas, pelo mais baixo custo, descentralizando as  interven&ccedil;&otilde;es, at&eacute; agora assumidas pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, para os servi&ccedil;os  locais de sa&uacute;de, as autarquias, associa&ccedil;&otilde;es e comunidades, capacitando os  cidad&atilde;os e as comunidades lusas.</P>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><B>Bibliograf&iacute;a</B></P>     <!-- ref --><P>1. World Health Organisation. The Ottawa Charter for Health Promotion.  Geneva: World Health Organisation; 1986.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000164&pid=S0870-9025201300010000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>2. En: Lethinen V., editors. Building up good mental health. Helsinki:  National Research and Development Centre for Welfare and Health; 2008. Integrado  no MMHE Project, cofinanciado pela Uni&atilde;o Europeia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000166&pid=S0870-9025201300010000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>3. Almeida JC. Apresenta&ccedil;&atilde;o preliminar dos resultados do estudo  epidemiol&oacute;gico nacional de sa&uacute;de mental. Lisboa: Faculdade de Medicina.  Universidade Nova de Lisboa; 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000168&pid=S0870-9025201300010000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>4. World Health Organization. Strengthening mental health, promotion. Geneva:  World Health Organization; 2001. (Fact sheet; 220).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000170&pid=S0870-9025201300010000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>5. En: Freudenberg N., Klitzman S., Saegert S., editors. Urban health and  society: interdisciplinary approaches to research and practice. San Francisco:  John Wiley &amp; Sons; 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000172&pid=S0870-9025201300010000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>6. Green L, Kreuter M. Health promotion planning: an educational and  ecological approach. 2<SUP>nd</SUP> ed. Mayfield: Mountain View; 1991.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000174&pid=S0870-9025201300010000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>7. Green L, Kreuter M. Health program planning: an educational and ecological  approach. New York: McGraw–Hill; 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000176&pid=S0870-9025201300010000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>8. En: Minkler M., Wallerstein N., editors. Community–based participatory  research: from process to outcomes. 2<SUP>nd</SUP> ed. San Francisco:  Jossey–Bass; 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000178&pid=S0870-9025201300010000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>9. Dempsey C, Battel–Kirk B, Barry M. The CompHP core competencies framework  for health promotion handbook. Paris: International Union of Health Promotion  and Education (IUHPE); 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000180&pid=S0870-9025201300010000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>10. World Health Organisation. Adelaide Recommendations on Health Public  Policy. Geneva: World Health Organisation; 1988.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000182&pid=S0870-9025201300010000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>11. World Health Organisation. Sundsvall Statement on Supportive Environments  for Health. Geneva: World Health Organisation; 1991.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000184&pid=S0870-9025201300010000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>12. World Health Organisation. Jakarta Declaration on Leading health  promotion into the 21<SUP>st</SUP> century. Geneva: World Health Organisation;  1997.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000186&pid=S0870-9025201300010000500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>13. World Health Organisation. Mexico Statement on bridging the equity gap.  Geneva: World Health Organisation; 2000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000188&pid=S0870-9025201300010000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>14. World Health Organisation. The Bangkok Charter for health promotion in a  globalised world. Geneva: World Health Organisation; 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000190&pid=S0870-9025201300010000500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>15. World Health Organisation. Nairobi call to action for closing the  implementation gap in health promotion: 7&nbsp;<SUP>th</SUP> Global Conference  on health promotion. Geneva: World Health Organisation; 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000192&pid=S0870-9025201300010000500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>16. Barry M, Jenkins R. Implementing mental health promotion. London:  Elsevier; 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000194&pid=S0870-9025201300010000500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>17. Loureiro I, Miranda N. Promover a sa&uacute;de: dos fundamentos &agrave; a&ccedil;&atilde;o. Coimbra:  Almedina; 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000196&pid=S0870-9025201300010000500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>18. Loureiro I, Gomes J, Dias L, Santos M. A investiga&ccedil;&atilde;o participada de base  comunit&aacute;ria na constru&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de: projeto de capacita&ccedil;&atilde;o em promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de:  PROCAPS: resultados de um estudo explorat&oacute;rio. Lisboa: Instituto Nacional de  Sa&uacute;de Doutor Ricardo Jorge; 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000198&pid=S0870-9025201300010000500018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>19. Ozamiz J, Aguirregabiria A, Loureiro I, Harris R, Nichols J, Ortiz A,  et–al. Structural indicators of positive mental health. En: Lavikainen J.,  Fryers T., Lehtinen V., editors. Improving mental health information in Europe:  proposal of the MINDFUL project. Helsinki: Stakes; 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000200&pid=S0870-9025201300010000500019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>20. George A, Bennet A. Case studies and theory development in the social  sciences. Cambridge: The MIT Press; 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000202&pid=S0870-9025201300010000500020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>21. Isreal B. Community–based participatory research: principles, rationale  and policy recommendations. En: O'Fallon L., Tyson F., Dearry A., editors.  Successful models of community–based participatory research. Washington, DC:  National Institutes of health; 2000. 16–22.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000204&pid=S0870-9025201300010000500021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>22. Health Cluster Net. Brussels: European Community; 2009. [consultado 3 Nov  2009]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.healthclusternet.eu" target="_blank">http://www.healthclusternet.eu</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000206&pid=S0870-9025201300010000500022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>23. Antonovsky A. The structure and properties of the sense of coherence  scale. Soc Sci &amp; Med. 1993; 36:725–33.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000208&pid=S0870-9025201300010000500023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>24. Nunes L. &Iacute;ndice socioecon&oacute;mico. Lisboa: ENSP.UNL; 2008. [consultado 12  Dez 2009]. Dispon&iacute;vel em: <A  href="http://www.tabagismo.info/images/stories/formacao/GYTS/questionario_final_ses_pt.pd" target="_blank">http://www.tabagismo.info/images/stories/formacao/GYTS/questionario_final_ses_pt.pd</A>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000210&pid=S0870-9025201300010000500024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </P>     <!-- ref --><P>25. Brevik J, Dalgard O. The health profile inventory. Oslo: University of  Oslo; 1996.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000212&pid=S0870-9025201300010000500025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>26. Ribeiro JP. 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Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000216&pid=S0870-9025201300010000500027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>28. Pais Ribeiro J. O importante &eacute; a sa&uacute;de: estudo de adapta&ccedil;&atilde;o de uma  t&eacute;cnica de avalia&ccedil;&atilde;o do estado de sa&uacute;de ? SF–36. Lisboa: Funda&ccedil;&atilde;o Merck Sharp  &amp; Dohme;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000218&pid=S0870-9025201300010000500028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 2005. </P>     <!-- ref --><P>29. Piccinelli M, Tessari E, Bortolomasi M, Piasere O, Semenzin M, Garzotto  N. Efficacy of the alcohol use disorders identification test as a screening tool  for hazardous alcohol intake and related disorders in primary care: a validity  study. BMJ. 1997; 314:420–4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000220&pid=S0870-9025201300010000500029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>30. Instituto Nacional de Estat&iacute;stica. Instituto Nacional de Sa&uacute;de Doutor  Ricardo Jorge. Inqu&eacute;rito Nacional de Sa&uacute;de 2005/2006. Lisboa: Instituto Nacional  de Estat&iacute;stica. Instituto Nacional de Sa&uacute;de Doutor Ricardo Jorge; 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000222&pid=S0870-9025201300010000500030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>31. En: Lavikainen J., Fryers T., Lehtinen V., editors. Improving mental  health information in Europe: proposal of the MINDFUL project. Helsinki: Stakes;  2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000224&pid=S0870-9025201300010000500031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>32. Cashman S, Adeky S, Allen A, Corburn J, Israel B, Montano J, et–al. The  power and the promise: working with communities to analyse data, interpret  findings, and get to outcomes. Am J Pub Health. 2008; 98:1407–17.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000226&pid=S0870-9025201300010000500032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>33. Minkler M, Baden A. Impacts of CBRP on academic researchers, research  quality and methodology and power relations. En: Minkler M., Wallerstein N.,  editors. Community–based participatory research: from process to outcomes.  2<SUP>nd</SUP> ed. 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European Communities Green Paper: improving the  mental health of the population: towards a strategy on mental health for the  European Union. Brussels: Health and Consumer Protection Directorate–General;  2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000232&pid=S0870-9025201300010000500035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>36. Portugal, Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Alto Comissariado da Sa&uacute;de. Coordena&ccedil;&atilde;o  Nacional para a Sa&uacute;de Mental. Plano Nacional de Sa&uacute;de Mental 2007–2016: resumo  executivo. Lisboa: Coordena&ccedil;&atilde;o Nacional para a Sa&uacute;de Mental; 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000234&pid=S0870-9025201300010000500036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>37. Sousa J. Obesidade infanto–juvenil em Portugal: associa&ccedil;&atilde;o com os h&aacute;bitos  alimentares, atividade f&iacute;sica e comportamentos sedent&aacute;rios dos adolescentes  escolarizados de Portugal Continental. Lisboa: Edi&ccedil;&otilde;es Colibri. Instituto  Polit&eacute;cnico de Lisboa; 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000236&pid=S0870-9025201300010000500037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>38. World Health, Organization. Promoting mental health: concepts, emerging  evidence, practi a report from the World Health Organization. Department of  Mental Health and Substance Abuse in collaboration with the Victorian Health  Promotion Foundation and the University of Melbourne. Geneva: World Health  Organization; 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000238&pid=S0870-9025201300010000500038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Conflito de interesses</B></P>     <P>Os autores declaram n&atilde;o haver conflito de interesses.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <P>Recebido 21 Outubro 2012. Aceito 3 Junho 2013 </P>     <p>&nbsp;</p>     <P><Sup><a name="0"></a><a href="#top0">*</a></Sup>Autor para Correspond&ecirc;ncia: <a href="mailto:jcrgomes@ipleiria.pt">jcrgomes@ipleiria.pt</a></P>      ]]></body><back>
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