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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Saúde Pública]]></journal-title>
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<publisher-name><![CDATA[Escola Nacional de Saúde Pública]]></publisher-name>
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<article-id pub-id-type="doi">10.1016/j.rpsp.2013.04.001</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Saúde e bem-estar em meio urbano: das políticas à prática]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Health and well-being in urban environment: From policies to pratice]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade do Minho Departamento de Engenharia Civil ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The increasing number of people in the cities made countries and organizations ask themselves about the direction taken by urban areas in the provision of a better quality of life to their inhabitants and its sustainability. WHO promoted the Healthy Cities project to encourage local planning actions in order to support healthier and sustainable cities. This study presents the initiatives and outcomes that Viana do Castelo has been following, by including health in its political agenda, through the development of health intervention projects, with special incidence in the environment and mobility areas.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Promoção da saúde]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Urban health]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <P align="right"><b>ARTIGOS DE REVIS&Atilde;O</b></P>     <P><b>Sa&uacute;de e bem–estar em meio urbano: das pol&iacute;ticas &agrave; pr&aacute;tica</b></P>     <P><b>Health and well–being in urban environment: From policies to pratice</b></P>     <p>&nbsp;</p>     <P><b>Margarida Torres<SUP>a</SUP><sup><a href="#0">*</a></sup><a name="top0"></a>, Ligia T. Silva<SUP>a</SUP>, Luis  Santos<SUP>a</SUP>, Jos&eacute; F.G. Mendes<SUP>a</SUP> </b></P>     <P><SUP>a</SUP>Departamento de Engenharia Civil, Universidade do Minho,  Guimar&atilde;es, Portugal</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>RESUMO</B></P>     <P>O aumento da concentra&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o nas cidades direcionou os pa&iacute;ses e as  organiza&ccedil;&otilde;es a questionarem–se sobre o rumo dos meios urbanos na oferta de  qualidade de vida aos seus habitantes e da sua sustentabilidade.</P>     <P>A Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (OMS) lan&ccedil;ou o projeto Cidades Saud&aacute;veis para  incentivar ao n&iacute;vel local o planeamento de a&ccedil;&otilde;es para a promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de das  popula&ccedil;&otilde;es e da sustentabilidade das cidades.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Viana do Castelo, tendo inserido a sa&uacute;de na sua agenda pol&iacute;tica, tem vindo a  operacionalizar projetos de interven&ccedil;&atilde;o nos determinantes da sa&uacute;de, com especial  enfoque na &aacute;rea do ambiente e da mobilidade, cujas a&ccedil;&otilde;es e resultados s&atilde;o  apresentados neste artigo.</P>     <P><B>Palavras-chave</B>: Promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de, Pol&iacute;ticas de sa&uacute;de, Sa&uacute;de urbana</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>ABSTRACT</B></P>     <P>The increasing number of people in the cities made countries and  organizations ask themselves about the direction taken by urban areas in the  provision of a better quality of life to their inhabitants and its  sustainability.</P>     <P>WHO promoted the Healthy Cities project to encourage local planning actions  in order to support healthier and sustainable cities.</P>     <P>This study presents the initiatives and outcomes that Viana do Castelo has  been following, by including health in its political agenda, through the  development of health intervention projects, with special incidence in the  environment and mobility areas.</P>     <P><B>Keywords: </B>Health promotion. Health policies. Urban health. </P>     <p>&nbsp;</p>     <P>&laquo;Tornar a vis&atilde;o de uma cidade saud&aacute;vel em realidade necessita de coragem,  comprometimento pol&iacute;tico e abertura &agrave; inova&ccedil;&atilde;o e experimenta&ccedil;&atilde;o&raquo;.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <P><B>Introdu&ccedil;&atilde;o</B></P>     <P>O constante esfor&ccedil;o em alcan&ccedil;ar o crescimento econ&oacute;mico despertou o ser  humano para a fragilidade dos recursos naturais e da sua limita&ccedil;&atilde;o. A perce&ccedil;&atilde;o  dos limites da capacidade dos ecossistemas e da necessidade de assegurar que as  gera&ccedil;&otilde;es futuras consigam subsistir encaminhou a humanidade para o  aperfei&ccedil;oamento do seu desenvolvimento social e econ&oacute;mico, com o objetivo de  preservar o planeta e os seus recursos. O poder que o homem possui de construir  e de criar contrasta com a sua capacidade de destruir e de  aniquilar<SUP>1</SUP>. A explora&ccedil;&atilde;o exagerada dos recursos naturais levou a um  vasto n&uacute;mero de problemas como a desertifica&ccedil;&atilde;o, a extin&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies, as  altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas, a polui&ccedil;&atilde;o, a eros&atilde;o do solo, a sobre-explora&ccedil;&atilde;o das  energias f&oacute;sseis, entre outros.</P>     <P>As cidades suportam a maioria da popula&ccedil;&atilde;o mundial e a expectativa ser&aacute; para  aumentar a popula&ccedil;&atilde;o. Sensivelmente, h&aacute; um s&eacute;culo atr&aacute;s, somente 2 em 10 pessoas  no mundo viviam em cidades. No ano de 2030, prev&ecirc;-se que 6 em 10 pessoas viver&atilde;o  nas &aacute;reas urbanas e, em 2050, 7 em 10 pessoas. Em 2009, a popula&ccedil;&atilde;o mundial  urbana era de 3,4 bili&otilde;es e em 2050 estima-se que atinjam os 6,4  bili&otilde;es<SUP>2</SUP>.</P>     <P>O elevado e desordenado crescimento urbano tem colocado uma press&atilde;o cont&iacute;nua  sobre os recursos, as infraestruturas e os equipamentos, afetando, por vezes  negativamente, os padr&otilde;es de viv&ecirc;ncia das popula&ccedil;&otilde;es que vivem nas  cidades<SUP>3</SUP>, produzindo um impacto profundo no ambiente global, quer em  termos de consumo de recursos, quer em termos de produ&ccedil;&atilde;o de res&iacute;duos e  polui&ccedil;&atilde;o.</P>     <P>Tendo por refer&ecirc;ncia as exig&ecirc;ncias de sustentabilidade, foi surgindo, ao  longo do tempo, a necessidade de se adotarem novas pol&iacute;ticas e estrat&eacute;gias que  tentam conciliar, entre outros, o ordenamento do territ&oacute;rio, as pol&iacute;ticas  urbanas e as pol&iacute;ticas ambientais, que, naturalmente, ter&atilde;o influ&ecirc;ncia na sa&uacute;de  da popula&ccedil;&atilde;o.Com base na evolu&ccedil;&atilde;o do pr&oacute;prio conceito de sa&uacute;de, o qual tem tido  significados diferentes ao longo dos tempos, passando de perspetivas redutoras  como &laquo;aus&ecirc;ncia de sa&uacute;de&raquo; ou &laquo;aus&ecirc;ncia de doen&ccedil;a&raquo; para perspetivas mais  abrangentes que encaram a doen&ccedil;a ou a sa&uacute;de como resultado de v&aacute;rios fatores,  tais como fatores biol&oacute;gicos, psicol&oacute;gicos, sociais e ambientais, surge o  movimento das cidades saud&aacute;veis, lan&ccedil;ado pela Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de  (OMS), em 1987, e que hoje engloba cerca de 1400 cidades e vilas em toda a  Europa, incluindo 30 cidades portuguesas.</P>     <P>O projeto Cidades Saud&aacute;veis surge como promotor da sa&uacute;de e da qualidade de  vida, assente na participa&ccedil;&atilde;o da comunidade e da coopera&ccedil;&atilde;o multidisciplinar e  intersetorial, na constru&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias capazes de satisfazer as  necessidades de um desenvolvimento sustent&aacute;vel. &Eacute; um projeto a ser desenvolvido  a m&eacute;dio/longo prazo, com vista a aproximar os diversos agentes civis no trabalho  de defesa de uma vida saud&aacute;vel para os seus habitantes<SUP>4</SUP>.</P>     <P>Este movimento visa, essencialmente, a promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o  residente em meio urbano e surge como uma estrat&eacute;gia para implementar a promo&ccedil;&atilde;o  da sa&uacute;de ao n&iacute;vel local. As cidades que aderem a este movimento assumem o  compromisso de colocar a sa&uacute;de na agenda pol&iacute;tica e de desenvolverem a&ccedil;&otilde;es com  vista &agrave; melhoria da qualidade de vida e do bem-estar da popula&ccedil;&atilde;o, intervindo ao  n&iacute;vel dos determinantes da sa&uacute;de – fatores que influenciam a sa&uacute;de individual e  coletiva<SUP>5</SUP>.</P>     <P>Neste artigo, pretendemos demonstrar como &eacute; que o Munic&iacute;pio de Viana do  Castelo (MVC) tem vindo a operacionalizar este conceito de cidade saud&aacute;vel nas  suas pol&iacute;ticas de governa&ccedil;&atilde;o urbana e apresentar o resultado de alguns estudos  efetuados e outros ainda em curso, no &acirc;mbito da qualidade ambiental. A aposta na  melhoria do ambiente urbano foi considerada uma prioridade de interven&ccedil;&atilde;o no  in&iacute;cio da primeira d&eacute;cada dos anos 2000, no &acirc;mbito do Programa de Requalifica&ccedil;&atilde;o  Urbana e Valoriza&ccedil;&atilde;o Ambiental, designado Programa Polis. Este programa  revelou-se como um instrumento fundamental para a concretiza&ccedil;&atilde;o dos objetivos  propostos pela OMS para o Projeto Cidades Saud&aacute;veis (PCS), que ao basear-se na  estrat&eacute;gia da <I>Sa&uacute;de para Todos</I>, na Carta de Otawa<SUP>6</SUP> e na Agenda  Local 21, fundamentou as a&ccedil;&otilde;es para promover a integra&ccedil;&atilde;o planeada para a  sa&uacute;de.</P>     <P>Sabendo que o ambiente tem impacto na sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o e que o ru&iacute;do e a  polui&ccedil;&atilde;o atmosf&eacute;rica s&atilde;o 2 vetores fundamentais a ter em conta no planeamento  estrat&eacute;gico da cidade, &eacute; ainda de salientar a contribui&ccedil;&atilde;o de outras dimens&otilde;es  para qualidade de vida e bem-estar da popula&ccedil;&atilde;o. Foi com base na proposta de  indicadores da OMS, que o MVC levou a cabo a cria&ccedil;&atilde;o de um &iacute;ndice de  sustentabilidade urbana, que permitir&aacute;, no futuro, a obten&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o  relevante da cidade. De momento, o MVC est&aacute; em fase de conclus&atilde;o do diagn&oacute;stico  da cidade em termos de sustentabilidade urbana, informa&ccedil;&atilde;o que ser&aacute; inserida no  Observat&oacute;rio Urbano da Cidade. Nos cap&iacute;tulos subsequentes faz-se uma descri&ccedil;&atilde;o  dos v&aacute;rios passos deste processo.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <P><B>Sa&uacute;de, ambiente e qualidade de vida: contextualiza&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica</B></P>     <P>As grandes mudan&ccedil;as sociais e as altera&ccedil;&otilde;es do sistema de produ&ccedil;&atilde;o que se  verificaram nos finais do s&eacute;culo  XVIII, como resultado da industrializa&ccedil;&atilde;o, acarretaram graves problemas  causadores e/ou facilitadores da propaga&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;as, sobretudo doen&ccedil;as  infecciosas, devido &agrave; grande aglomera&ccedil;&atilde;o de pessoas nas cidades e em &aacute;reas  industrializadas, com fracas condi&ccedil;&otilde;es de habitabilidade e  salubridade<SUP>7</SUP>.A tentativa de resolu&ccedil;&atilde;o destes problemas passou pelo  desenvolvimento de medidas de sa&uacute;de p&uacute;blica, essenciais para as mudan&ccedil;as nos  padr&otilde;es de sa&uacute;de e doen&ccedil;a do mundo desenvolvido de ent&atilde;o, levando &agrave; aplica&ccedil;&atilde;o do  modelo biom&eacute;dico &agrave; sa&uacute;de p&uacute;blica, baseada na teoria do germe.      <P>Por&eacute;m, apesar da pertin&ecirc;ncia da aplica&ccedil;&atilde;o deste modelo, sobretudo no combate  &agrave;s doen&ccedil;as infecciosas<SUP>8</SUP>, a omiss&atilde;o das significa&ccedil;&otilde;es pessoais e das  representa&ccedil;&otilde;es que as pessoas fazem sobre o seu estado de sa&uacute;de, mostra que o  modelo apenas considera as perturba&ccedil;&otilde;es que se processam ao n&iacute;vel da dimens&atilde;o  f&iacute;sica da pessoa, centrando-se essencialmente na doen&ccedil;a, no agente patog&eacute;nico e  no hospedeiro. As novas exig&ecirc;ncias da sa&uacute;de, sobretudo com a emerg&ecirc;ncia, a  partir de meados do s&eacute;culo  XX, de &laquo;novas epidemias&raquo; que n&atilde;o t&ecirc;m origem em organismos patog&eacute;nicos mas  s&atilde;o antes de cariz comportamental, tornam a teoria do germe n&atilde;o  aplic&aacute;vel<SUP>8</SUP>.      <P>A constata&ccedil;&atilde;o de que nos pa&iacute;ses desenvolvidos as doen&ccedil;as de etiologia  comportamental s&atilde;o as que mais contribuem para a mortalidade chama a aten&ccedil;&atilde;o dos  profissionais da sa&uacute;de para a import&acirc;ncia da modifica&ccedil;&atilde;o dos comportamentos e  dos estilos de vida das popula&ccedil;&otilde;es, emergindo, assim, uma nova conce&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de  que &eacute; hoje encarada como um dos fatores essenciais para o desenvolvimento  sustent&aacute;vel. Deve assumir-se como um assunto central, que interessa aos mais  variados profissionais como aos decisores pol&iacute;ticos, que t&ecirc;m o poder e a  responsabilidade de intervir, disponibilizando servi&ccedil;os, promovendo e regulando  atividades que afetam a sa&uacute;de e estabelecendo os par&acirc;metros para o  desenvolvimento. A multiplicidade de fatores de diferentes n&iacute;veis que determinam  a sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o s&atilde;o mais evidentes ao n&iacute;vel das popula&ccedil;&otilde;es residentes em  &aacute;reas urbanas, pois o ambiente urbano, no seu sentido amplo – f&iacute;sico, social,  econ&oacute;mico e pol&iacute;tico – afeta direta ou indiretamente todos os aspetos da sa&uacute;de e  do bem-estar dos cidad&atilde;os.</P>     <P>Segundo Galeo<SUP>9</SUP>, o que distingue o s&eacute;culo  XX do s&eacute;culo anterior, assim como as cidades das &aacute;reas n&atilde;o urbanas &eacute;, em  grande medida, o grau em que pessoas se tornaram a influ&ecirc;ncia prim&aacute;ria ao n&iacute;vel  do ambiente f&iacute;sico. Segundo estes autores, a constru&ccedil;&atilde;o humana ambiental inclui  a habita&ccedil;&atilde;o, que pode influenciar tanto a sa&uacute;de f&iacute;sica como mental, incluindo  doen&ccedil;as como a asma e outras patologias respirat&oacute;rias, les&otilde;es e problemas  psicol&oacute;gicos. A exposi&ccedil;&atilde;o ao ru&iacute;do, problema urbano comum, pode contribuir para  danos auditivos, hipertens&atilde;o e doen&ccedil;as card&iacute;acas.      <P>Magagnin<SUP>10</SUP> refere que alguns problemas, decorrentes do processo de  crescimento desordenado e acelerado que hoje muitas cidades enfrentam, resultam,  em grande medida, da falta de pol&iacute;ticas orientadoras do crescimento espacial das  zonas urbanas, levando &agrave; necessidade de ado&ccedil;&atilde;o de novos m&eacute;todos de planeamento  que possam traduzir a mais recente vis&atilde;o da urbe, sustent&aacute;vel e com qualidade de  vida.</P>     <P>Associado a este conceito de planeamento das cidades est&aacute; o conceito de  qualidade de vida, que, segundo Bossard, &eacute; essencialmente subjetivo, j&aacute; que  depende do grau de satisfa&ccedil;&atilde;o dos indiv&iacute;duos face a um conjunto de necessidades  e aspira&ccedil;&otilde;es. O sossego, a seguran&ccedil;a, os baixos &iacute;ndices de polui&ccedil;&atilde;o e os espa&ccedil;os  verdes constituem elementos fundamentais do que &eacute; genericamente designado por  &laquo;qualidade de vida&raquo;, variando de pessoa para pessoa e de lugar para lugar e de  classe para classe, como referem Bader e Benschop<SUP>11</SUP>,  Benschop<SUP>12</SUP>, Giddens<SUP>13</SUP> e Silva<SUP>14</SUP>, pois os modos  de vida e principalmente os recursos e os contextos laborais condicionam  fortemente as condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de, sobretudo as profiss&otilde;es de desgaste e de risco  acrescido. Qualidade de vida &eacute;, portanto, um conceito que pode ter diferentes  significados, estando associado, por um lado, &agrave;s diversas situa&ccedil;&otilde;es e modos de  vida e, por outro, a pr&aacute;ticas, h&aacute;bitos e estilos de vida das pessoas, bem como  &agrave;s representa&ccedil;&otilde;es que estas det&ecirc;m face a si pr&oacute;prias, aos outros e em rela&ccedil;&atilde;o ao  lugar onde vivem. Tudo isto, remete para a import&acirc;ncia fulcral do espa&ccedil;o e do  contexto s&oacute;cioespacial como vari&aacute;veis correspons&aacute;veis pela qualidade de vida,  quer em meio rural, quer, sobretudo, em meio urbano, tal como o argumentaram  Remy e Voy&eacute;<SUP>15</SUP>.</P>     <P>Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o da qualidade de vida, Mendes<SUP>3</SUP> refere que &eacute;  frequente encontrar-se diferentes atitudes. H&aacute; os que defendem que uma defini&ccedil;&atilde;o  de qualidade de vida para toda a popula&ccedil;&atilde;o e para qualquer momento no tempo &eacute;  imposs&iacute;vel e que n&atilde;o deveria ser tentado. H&aacute; outros que pensam que a qualidade  de vida pode ser definida e quantificada, mas que tal n&atilde;o deve ser feito porque  medir algo t&atilde;o sens&iacute;vel torna as cidades competidoras indesej&aacute;veis e conduz a  resultados/conclus&otilde;es enganadores. H&aacute; ainda outros que consideram que &eacute; poss&iacute;vel  avaliar a qualidade de vida urbana, desde que seja clara qual a metodologia e a  base estat&iacute;stica utilizadas, e que esta seja aplicada de uma forma  consistente.</P>     <P>A import&acirc;ncia que a sa&uacute;de e a qualidade de vida assumem na sociedade atual,  face &agrave;s mudan&ccedil;as que se t&ecirc;m verificado nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, nomeadamente no que  se refere aos estilos de vida e &agrave; aten&ccedil;&atilde;o que hoje &eacute; dada aos tempos livres e ao  lazer, bem como &agrave; procura do equil&iacute;brio ps&iacute;quico e social, levou a que a  manifesta&ccedil;&atilde;o do interesse no desenvolvimento de uma pol&iacute;tica que refletisse  estas preocupa&ccedil;&otilde;es ao n&iacute;vel da governa&ccedil;&atilde;o local se materializasse na ades&atilde;o do  MVC, em 1997, ao movimento das Cidades Saud&aacute;veis da OMS.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <P><B>Viana do Castelo cidade saud&aacute;vel</B></P>     <P><I>Caracteriza&ccedil;&atilde;o socioecon&oacute;mica</I></P>     <P>Situada no nordeste de Portugal, Viana do Castelo pertence &agrave; sub-regi&atilde;o do  Minho-Lima. A cidade &eacute; capital de distrito, e registava em 2011 cerca de 38 mil  habitantes. &Eacute; constitu&iacute;da pelas freguesias de Darque, Areosa, Meadela,  Monserrate e Santa Maria Maior. Ao n&iacute;vel do munic&iacute;pio, com uma &aacute;rea de 314,  36&nbsp;km<SUP>2</SUP>, possui 40 freguesias e perto de 89 mil habitantes. A sua  &aacute;rea &eacute; limitada a oeste pelo Oceano Atl&acirc;ntico, a norte pelo Concelho de Caminha,  a este por Ponte de Lima e a sul pelos munic&iacute;pios de Barcelos e de  Esposende.</P>     <P>Em termos de demografia, a regi&atilde;o Minho-Lima, pela NUTS  III, &eacute; a 14.&ordf; regi&atilde;o com mais popula&ccedil;&atilde;o no pa&iacute;s. A sua taxa de  crescimento m&eacute;dio anual &eacute; de 0,2%, e regista 20,9% dos habitantes com mais de 65  anos. Viana do Castelo tem uma taxa de crescimento m&eacute;dio anual de 0,5%, sendo o  munic&iacute;pio mais populoso e jovem da regi&atilde;o Minho-Lima<SUP>16</SUP>.      <P>Segundo valores de 2008, ao n&iacute;vel econ&oacute;mico, a regi&atilde;o do Minho-Lima contribui  com um PIB de 5,3%, e um PIB <I>per capita</I> de 7,9 mil euros. Em 2009, a  regi&atilde;o tinha 5,5% da popula&ccedil;&atilde;o ativa do norte de Portugal, e Viana do Castelo  41,8% do Minho-Lima que ocupava, em 2007, a 11.&ordf; posi&ccedil;&atilde;o no que se referia &agrave;  produ&ccedil;&atilde;o bruta de eletricidade, onde 67% dessa energia era proveniente de  energias renov&aacute;veis e em termos nacionais representava 5,8%<SUP>16</SUP>.</P>     <P><I>Pr&aacute;ticas de governa&ccedil;&atilde;o planeada para a sa&uacute;de</I></P>     <P>Em 1998, o MVC deu in&iacute;cio &agrave; sua candidatura para a Rede Europeia de Cidades  Saud&aacute;veis, j&aacute; no decurso da  III fase deste projeto. Paralelamente, tendo em conta a filosofia e  princ&iacute;pios do Projeto Cidades Saud&aacute;veis da OMS (PCS), a cidade iniciou no ano de  2000 uma requalifica&ccedil;&atilde;o urbana apoiada pelo Programa de Requalifica&ccedil;&atilde;o Urbana e  Valoriza&ccedil;&atilde;o Ambiental das Cidades (Programa Polis) e em 2003 aderiu &agrave; Agenda  Local 21.      <P>Dir&iacute;amos que se propunha uma vis&atilde;o articulada entre estes 2 programas – Polis  e PCS –, que se enquadram nas novas pol&iacute;ticas de gest&atilde;o urbana: o Polis, porque  o &acirc;mbito das suas interven&ccedil;&otilde;es pressupunha o fomento de novas pr&aacute;ticas sociais e  mudan&ccedil;a nos estilos de vida, ao criar mais espa&ccedil;os pedonais, mais espa&ccedil;os  verdes, menos tr&acirc;nsito na cidade, etc. Por outro lado, o PCS, colocando a t&oacute;nica  na preven&ccedil;&atilde;o e promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de, tamb&eacute;m interv&eacute;m ao n&iacute;vel do planeamento  urbano, propondo um novo conceito – o planeamento urbano saud&aacute;vel – atribuindo  um novo papel a outros profissionais (que n&atilde;o os da sa&uacute;de), sobretudo aos  urbanistas, pois o planeamento pode ser prejudicial ou facilitador das redes  sociais, da coes&atilde;o social, do acesso ao emprego e &agrave; habita&ccedil;&atilde;o, tendo um impacto  positivo ou negativo na sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o.</P>     <P>Considerando os princ&iacute;pios orientadores do PCS, nomeadamente a import&acirc;ncia da  participa&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria e do envolvimento dos setores p&uacute;blico, privado e  associativo, o MVC definiu uma metodologia de trabalho que inclui a cria&ccedil;&atilde;o de  equipas multidisciplinares e intersetoriais que integram parceiros estrat&eacute;gicos  e promovem o envolvimento da comunidade. Estas equipas funcionam como &oacute;rg&atilde;os  consultores, centrando-se, essencialmente, na caracteriza&ccedil;&atilde;o e na identifica&ccedil;&atilde;o  de debilidades e na consequente apresenta&ccedil;&atilde;o de propostas de solu&ccedil;&atilde;o em diversas  &aacute;reas consideradas como priorit&aacute;rias para a promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Elaborado o perfil de sa&uacute;de e o respetivo Plano de Desenvolvimento em Sa&uacute;de  (PDS), foram estabelecidas as prioridades de interven&ccedil;&atilde;o, a partir das quais se  t&ecirc;m vindo a desenvolver um conjunto de programas e projetos em diferentes &aacute;reas,  com vista &agrave; promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de e preven&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a, em articula&ccedil;&atilde;o com os  v&aacute;rios parceiros, contando com o apoio ativo por parte dos prestadores de  cuidados de sa&uacute;de, considerados como fundamentais em todo este processo. Por  outro lado, a filosofia subjacente a esta pr&aacute;tica, &eacute; a de que os cidad&atilde;os  dever&atilde;o estar consciencializados de que a sa&uacute;de tamb&eacute;m &eacute; da responsabilidade  pessoal, n&atilde;o deve estar apenas dependente dos profissionais de sa&uacute;de, a  &laquo;controlarem&raquo; a sa&uacute;de e a doen&ccedil;a e que o seu envolvimento e participa&ccedil;&atilde;o s&atilde;o  fundamentais neste processo.</P>     <P><I>Carta ambiental da cidade</I></P>     <P>Uma avalia&ccedil;&atilde;o dos n&iacute;veis de sa&uacute;de no meio urbano &eacute; um mecanismo importante na  perce&ccedil;&atilde;o dos resultados das pol&iacute;ticas e planos de sa&uacute;de dos diversos  setores.</P>     <P>Nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas pudemos assistir a um ressurgimento do valor da vida  urbana como paradigma de qualidade de vida e &agrave; consciencializa&ccedil;&atilde;o de que a  qualidade da vida humana est&aacute; diretamente ligada ao ambiente. E quando falamos  em ambiente n&atilde;o estamos a falar apenas de problemas relacionados com o mundo  natural, &laquo;<I>mas de problemas que derivam dos sistemas econ&oacute;micos, de op&ccedil;&otilde;es  pol&iacute;ticas e das desigualdades sociais</I>&raquo;<SUP>17</SUP> que afetam de forma  diferenciada os diversos espa&ccedil;os da cidade.</P>     <P>Ainda que, &agrave; partida, existisse por parte da popula&ccedil;&atilde;o a perce&ccedil;&atilde;o de que a  cidade de Viana do Castelo n&atilde;o necessitava de nenhum plano estrat&eacute;gico de  interven&ccedil;&atilde;o a n&iacute;vel ambiental, perante os compromissos assumidos com a OMS e com  a aplica&ccedil;&atilde;o do Programa Polis, havia que avaliar a qualidade do seu ambiente, a  fim de se verificar a exist&ecirc;ncia de potenciais efeitos negativos na sa&uacute;de da  popula&ccedil;&atilde;o.</P>     <P>As preocupa&ccedil;&otilde;es ambientais urbanas na cidade de Viana do Castelo centravam-se  essencialmente nas emiss&otilde;es de ru&iacute;do e de poluentes atmosf&eacute;ricos provenientes do  tr&aacute;fego rodovi&aacute;rio que circula e atravessa a cidade, pelo que, em 2002, a C&acirc;mara  Municipal decidiu promover a elabora&ccedil;&atilde;o da Carta Ambiental da cidade, que  englobou a avalia&ccedil;&atilde;o do ru&iacute;do e da polui&ccedil;&atilde;o atmosf&eacute;rica e cujos resultados s&atilde;o  aqui apresentados.</P>     <P>N&atilde;o sendo poss&iacute;vel aqui descrever de forma aprofundada os modelos usados para  a caracteriza&ccedil;&atilde;o do ru&iacute;do e da qualidade ambiental da cidade, optou-se por  apresentar uma breve explica&ccedil;&atilde;o dos crit&eacute;rios utilizados para a recolha de  informa&ccedil;&atilde;o.</P>     <P><I><I>Metodologia de avalia&ccedil;&atilde;o da qualidade do ar e do ru&iacute;do  ambiental</I></I></P>     <P><I><I>Metodologia de avalia&ccedil;&atilde;o da qualidade do ar</I></I></P>     <P>A monitoriza&ccedil;&atilde;o ambiental &eacute; uma das preocupa&ccedil;&otilde;es do munic&iacute;pio de Viana do  Castelo. O controlo das emiss&otilde;es e da concentra&ccedil;&atilde;o dos diferentes compostos  poluentes emitidos essencialmente pelo tr&aacute;fego autom&oacute;vel e a vigil&acirc;ncia da  qualidade do ar da cidade permitem que se venha, posteriormente, a avaliar o  impacte sobre a sa&uacute;de dos cidad&atilde;os.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>A metodologia seguida na monitoriza&ccedil;&atilde;o da qualidade do ar resume-se a 4  fases:      <P>1. Avalia&ccedil;&atilde;o da qualidade do ar atrav&eacute;s de medi&ccedil;&otilde;es de campo e de um  <I>software</I> de dispers&atilde;o de poluentes;</P>     <P>2. Elabora&ccedil;&atilde;o das Cartas de Polui&ccedil;&atilde;o Atmosf&eacute;rica (NO<SUB>2</SUB>, CO,  CO<SUB>2</SUB>, O<SUB>3</SUB>, PM<SUB>10</SUB> e  C<SUB>6</SUB>H<SUB>6</SUB>);</P>     <P>3. C&aacute;lculo do &iacute;ndice de qualidade do ar (cityAIR);</P>     <P>4. Elabora&ccedil;&atilde;o da Carta de Qualidade do Ar;</P>     <P>5. Avalia&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o exposta.</P>      <P><I><I>Metodologia de avalia&ccedil;&atilde;o do ru&iacute;do</I></I></P>     <P>&Agrave; semelhan&ccedil;a do que acontece com a monitoriza&ccedil;&atilde;o da qualidade do ar, a  metodologia seguida na monitoriza&ccedil;&atilde;o do ru&iacute;do resume-se a 4 fases:      <P>1. Avalia&ccedil;&atilde;o do ru&iacute;do atrav&eacute;s de medi&ccedil;&otilde;es de campo e de um <I>software</I> de  previs&atilde;o de ru&iacute;do;</P>     <P>2. Elabora&ccedil;&atilde;o da Carta de Ru&iacute;do Urbano da cidade;</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>3. Elabora&ccedil;&atilde;o da Carta de Criticidade Ac&uacute;stica;</P>     <P>4. Avalia&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o exposta.</P>      <P>Atendendo &agrave;s caracter&iacute;sticas f&iacute;sicas da &aacute;rea urbana, das fontes de emiss&atilde;o de  poluentes atmosf&eacute;ricos urbanos e ru&iacute;do, das condi&ccedil;&otilde;es de dispers&atilde;o de poluentes  atmosf&eacute;ricos e propaga&ccedil;&atilde;o de ru&iacute;do e dos dados clim&aacute;ticos, elementos  condicionadores dos fen&oacute;menos atr&aacute;s enunciados, foram utilizados modelos  matem&aacute;ticos de simula&ccedil;&atilde;o de ru&iacute;do e de emiss&atilde;o e dispers&atilde;o de poluentes  atmosf&eacute;ricos, suportados por uma plataforma SIG, para avaliar a qualidade  ambiental urbana na cidade de Viana do Castelo.</P>     <P>Dadas as caracter&iacute;sticas de sazonalidade da cidade estudada, desenvolveram-se  2 cen&aacute;rios, ambos de longo termo - um representativo do ver&atilde;o e outro do  inverno. Produziram-se, para cada um dos cen&aacute;rios, mapas de ru&iacute;do e mapas de  concentra&ccedil;&otilde;es dos poluentes atmosf&eacute;ricos caracter&iacute;sticos de ambiente urbano,  procedendo-se subsequentemente ao seu cruzamento com os limites legais e com a  popula&ccedil;&atilde;o residente. Esta combina&ccedil;&atilde;o foi a base para a identifica&ccedil;&atilde;o das zonas  de criticidade ac&uacute;stica e de criticidade de polui&ccedil;&atilde;o atmosf&eacute;rica, respetivamente  em termos de n&iacute;veis de ru&iacute;do e concentra&ccedil;&otilde;es das esp&eacute;cies de poluentes  estudadas, e dos &iacute;ndices de exposi&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o a esses n&iacute;veis de  polui&ccedil;&atilde;o.</P>     <P><I><I>Resultados obtidos</I></I></P>     <P><I><I>Polui&ccedil;&atilde;o atmosf&eacute;rica</I></I></P>     <P>Das esp&eacute;cies estudadas, somente o NO<SUB>2</SUB> apresenta valores acima dos  limites legais nos cen&aacute;rios de inverno e ver&atilde;o.</P>     <P>Da observa&ccedil;&atilde;o cuidada dos mapas de polui&ccedil;&atilde;o atmosf&eacute;rica desenvolvidos (mais  informa&ccedil;&atilde;o consultar os documentos<SUP>18</SUP><SUP>, </SUP><SUP>19</SUP>)  constata-se que as concentra&ccedil;&otilde;es de PM<SUB>10</SUB>, NO<SUB>2</SUB>, CO,  CO<SUB>2</SUB> e C<SUB>6</SUB>H<SUB>6</SUB> se encontram mais elevadas nas zonas  adjacentes &agrave;s vias de maior tr&aacute;fego (via que atravessa a cidade e via marginal).  Exce&ccedil;&atilde;o feita ao ozono, por se tratar de um poluente secund&aacute;rio, as  concentra&ccedil;&otilde;es mais elevadas n&atilde;o se encontram sobre as vias de maior tr&aacute;fego,  fontes de emiss&atilde;o dos percursores deste poluente.</P>     <P>O &iacute;ndice de qualidade do ar, cityAIR, classifica a qualidade do ar da cidade  e varia consoante as concentra&ccedil;&otilde;es dos 5 poluentes urbanos principais: mon&oacute;xido  de carbono (CO), di&oacute;xido de azoto (NO<SUB>2</SUB>), ozono (O<SUB>3</SUB>),  benzeno (C<SUB>6</SUB>H<SUB>6</SUB>) e part&iacute;culas (PM<SUB>10</SUB>).</P>     <P>Para cada &aacute;rea, &eacute; considerada para al&eacute;m das concentra&ccedil;&otilde;es dos poluentes, uma  vari&aacute;vel bin&aacute;ria, que assume o valor um no caso da respetiva concentra&ccedil;&atilde;o estar  abaixo do limite e o valor zero no caso de haver viola&ccedil;&atilde;o de limite.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Este modelo implementa-se atrav&eacute;s da Equa&ccedil;&atilde;o 1 que combina uma m&eacute;dia  ponderada (somat&oacute;rio das concentra&ccedil;&otilde;es ponderadas pelos pesos) com o efeito  neutro/absorvente da vari&aacute;vel bin&aacute;ria de viola&ccedil;&atilde;o ao limite legal (produt&oacute;rio  das vari&aacute;veis bin&aacute;rias)<SUP>20</SUP>: <img src="/img/revistas/rpsp/v31n1/31n1a10e1.jpg">     
<P>Onde: wi – &eacute; o peso relativo do poluente i; ci – concentra&ccedil;&atilde;o normalizada do  poluente i; vi – vari&aacute;vel bin&aacute;ria de viola&ccedil;&atilde;o do limite para o poluente i,</P>     <P>em que:</p> <img src="/img/revistas/rpsp/v31n1/31n1a10e2.jpg">     
<P>Aos valores num&eacute;ricos do &iacute;ndice de qualidade do ar, que variam entre 0,0 e  1,0, s&atilde;o associadas men&ccedil;&otilde;es qualitativas de qualidade, que variam entre muito  boa e muito fraca, de acordo com a <a href="#t1">Tabela 1</a>.</P>     <p>&nbsp;</p> <a name="t1"> <img src="/img/revistas/rpsp/v31n1/31n1a10t1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <P>A <a href="#f1">Figura 1</a> ilustra o &iacute;ndice de qualidade do ar, na cidade de Viana do  Castelo, para o cen&aacute;rio mais desfavor&aacute;vel – cen&aacute;rio de ver&atilde;o, calculado de  acordo com a Equa&ccedil;&atilde;o 1.</P>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1"> <img src="/img/revistas/rpsp/v31n1/31n1a10f1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <P>Em termos de qualidade do ar, o c&aacute;lculo do &iacute;ndice proposto cityAIR (<a href ="/img/revistas/rpsp/v31n1/31n1a10t2.jpg">Tabela 2</a>)  mostra que &agrave; exce&ccedil;&atilde;o de uma &aacute;rea limitada (<a href="#f1">Figura 1</a>), a qualidade do ar na  cidade de Viana do Castelo &eacute; boa ou muito boa. Esta situa&ccedil;&atilde;o &eacute; ainda mais  favor&aacute;vel no cen&aacute;rio de inverno e, em termos espaciais, merece destaque o claro  benef&iacute;cio que a pedonaliza&ccedil;&atilde;o do centro hist&oacute;rico acarreta.</P>     
]]></body>
<body><![CDATA[<P>Pelo contr&aacute;rio, a qualidade de ar muito fraca localiza-se pontualmente na  Avenida 25 de Abril e na via de acesso poente ao IC1, devendo-se &agrave;s  concentra&ccedil;&otilde;es de NO<SUB>2</SUB> que ultrapassam o limite legal originando um  &iacute;ndice cityAIR igual a zero, no ver&atilde;o.</P>     <P>As concentra&ccedil;&otilde;es das esp&eacute;cies de poluentes que serviram de base ao c&aacute;lculo do  cityAIR s&atilde;o m&eacute;dias de longo termo (m&eacute;dias anuais), isto &eacute;, s&atilde;o representativas  da qualidade m&eacute;dia do ar urbano no cen&aacute;rio de ver&atilde;o e de inverno. Dos resultados  obtidos concluiu-se existirem 3 zonas que apresentam tendencialmente qualidade  de ar mais fraca, propondo-se, por essa raz&atilde;o, a considera&ccedil;&atilde;o destas zonas com  um estatuto de primeira prioridade num plano de mitiga&ccedil;&atilde;o futuro.</P>     <P><I><I>Ru&iacute;do ambiental</I></I></P>     <P>A situa&ccedil;&atilde;o ac&uacute;stica da cidade de Viana do Castelo para os per&iacute;odos  dia-entardecer-noite do cen&aacute;rio de ver&atilde;o &eacute; ilustrada na <a href="#f2">Figura 2</a> e &eacute; sintetizada  atrav&eacute;s das <a href ="/img/revistas/rpsp/v31n1/31n1a10t3.jpg">Tabela 3</a>, <a href ="/img/revistas/rpsp/v31n1/31n1a10t4.jpg">Tabela 4</a>.</P>     
<p>&nbsp;</p> <a name="f2"> <img src="/img/revistas/rpsp/v31n1/31n1a10f2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <P>A cidade de Viana do Castelo &eacute; uma cidade pouco ruidosa. Os dados apurados  representados levam-nos a concluir que as freguesias urbanas de Monserrate e  Santa Maria Maior s&atilde;o as que se apresentam com pior clima ac&uacute;stico, seguindo-se  a Meadela e Areosa e por fim Darque.</P>     <P>Relativamente ao centro hist&oacute;rico (zona pedonal), verifica-se que se  encontra, de uma forma geral, em conformidade com o RGR, em qualquer dos 2  cen&aacute;rios analisados bem como nos per&iacute;odos composto dia-entardecer-noite e  noite.</P>     <P>O modelo de previs&atilde;o de ru&iacute;do permitiu quantificar de forma cont&iacute;nua no  espa&ccedil;o os n&iacute;veis de ru&iacute;do existentes na cidade, possibilitando tamb&eacute;m o c&aacute;lculo  da popula&ccedil;&atilde;o exposta aos n&iacute;veis de incomodidade ac&uacute;stica. Os dados de ru&iacute;do e de  popula&ccedil;&atilde;o, combinados atrav&eacute;s do &iacute;ndice de criticidade ac&uacute;stica, permitiram  identificar zonas cr&iacute;ticas que dever&atilde;o assumir um estatuto de primeira  prioridade num plano de mitiga&ccedil;&atilde;o futuro. Os resultados determinados revelam e  atestam os fen&oacute;menos existentes no espa&ccedil;o urbano, nomeadamente os relacionados  com as principais fontes de ru&iacute;do urbano – o tr&aacute;fego autom&oacute;vel.</P>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><B>&Iacute;ndice de sustentabilidade urbana</B></P>     <P>A carta ambiental da cidade de Viana do Castelo foi conclu&iacute;da e apresentada  publicamente em 2008. No entanto, antes da sua conclus&atilde;o e mediante os  resultados parciais que se iam obtendo ao longo da sua elabora&ccedil;&atilde;o, o MVC foi  introduzindo as propostas de melhoria no seu plano estrat&eacute;gico, nomeadamente na  substitui&ccedil;&atilde;o do pavimento de algumas art&eacute;rias da cidade – troca do  paralelep&iacute;pedo em granito por asfalto – na coloca&ccedil;&atilde;o de barreiras antissom no  parque ecol&oacute;gico urbano, no aumento das &aacute;reas pedonais e consequente diminui&ccedil;&atilde;o  do tr&aacute;fego autom&oacute;vel, principal causa de ru&iacute;do e polui&ccedil;&atilde;o atmosf&eacute;rica na  cidade.</P>     <P>Ainda assim, os vetores considerados relevantes no dom&iacute;nio da avalia&ccedil;&atilde;o  ambiental urbana foram apenas o ar e o ru&iacute;do, pelo que o MVC, na consolida&ccedil;&atilde;o  das suas pol&iacute;ticas ambientais, considerou relevante avaliar e monitorizar outros  indicadores ambientais visando criar o &iacute;ndice de sustentabilidade urbana.</P>     <P>Este &iacute;ndice &eacute; desenvolvido para a cidade de Viana do Castelo, a partir dos  indicadores ambientais de sa&uacute;de propostos pela OMS<SUP>21</SUP>, na  III fase do projeto Cidades Saud&aacute;veis e &eacute; composto por v&aacute;rios indicadores  comuns, possibilitando a compara&ccedil;&atilde;o de resultados com outras cidades que adotem  a mesma metodologia. A avalia&ccedil;&atilde;o dos indicadores foi feita atrav&eacute;s de um  conjunto mais ou menos alargado de subindicadores.      <P>A avalia&ccedil;&atilde;o da sustentabilidade da cidade de Viana do Castelo recorre a uma  metodologia multicrit&eacute;rio e tem como base a lista de indicadores propostos pela  OMS na  III fase do projeto Cidades Saud&aacute;veis<SUP>21</SUP>. A descri&ccedil;&atilde;o de cada  indicador e subindicadores adotados encontram-se no <a href ="/img/revistas/rpsp/v31n1/31n1a10a1.jpg">anexo 1</a>.      
<P>A identifica&ccedil;&atilde;o/constru&ccedil;&atilde;o de subindicadores caracterizadores de cada  indicador baseou-se no julgamento da equipa de investiga&ccedil;&atilde;o do Gabinete Cidade  Saud&aacute;vel (GCS). Atrav&eacute;s de v&aacute;rios <I>brainstorms</I> foi selecionada a listagem  de subindicadores, bem como a metodologia para a sua avalia&ccedil;&atilde;o. Relativamente &agrave;  sua relev&acirc;ncia, isto &eacute;, o estabelecimento de um sistema de pesos de cada  subindicador, resultou tamb&eacute;m da mesma equipa de investiga&ccedil;&atilde;o<SUP>4</SUP>.</P>     <P>A obten&ccedil;&atilde;o da avalia&ccedil;&atilde;o geral da cidade com base nesta metodologia permitir&aacute;  a compara&ccedil;&atilde;o da sua situa&ccedil;&atilde;o atual com outras cidades promotoras do projeto  Cidades Saud&aacute;veis da OMS e, deste modo, fazer com que a cidade reflita sobre o  seu trabalho desenvolvido nesta mat&eacute;ria.</P>     <P><I>Modelo hier&aacute;rquico de decis&atilde;o</I></P>     <P>Como j&aacute; referido, o &iacute;ndice de sustentabilidade urbana de Viana do Castelo  assenta numa avalia&ccedil;&atilde;o multicrit&eacute;rio que permitir&aacute; executar uma combina&ccedil;&atilde;o  estruturada de m&uacute;ltiplos indicadores. Mas para isso &eacute; necess&aacute;rio identificar de  que forma os indicadores est&atilde;o estruturados hierarquicamente, bem como a  defini&ccedil;&atilde;o do grau de import&acirc;ncia relativo de cada indicador.</P>     <P>Os indicadores de sustentabilidade urbana s&atilde;o descritores que depois de  normalizados, ponderados e agregados, resultam no &iacute;ndice de sustentabilidade  urbana da cidade. A combina&ccedil;&atilde;o de indicadores, atrav&eacute;s de uma regra de decis&atilde;o,  inclui tipicamente procedimentos de normaliza&ccedil;&atilde;o, pondera&ccedil;&atilde;o e agrega&ccedil;&atilde;o,  constituindo estes os aspetos mais cr&iacute;ticos do processo de avalia&ccedil;&atilde;o.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Num processo de decis&atilde;o que envolve m&uacute;ltiplos indicadores, &eacute; necess&aacute;rio  quantificar a import&acirc;ncia relativa de cada um. A atribui&ccedil;&atilde;o de diferentes  import&acirc;ncias e prioridades a cada um dos indicadores pode ser representada  atrav&eacute;s de valores quantitativos (designados tipicamente por pesos) ou atrav&eacute;s  de express&otilde;es ordinais (denominadas por prioridades).</P>     <P>O objetivo em definir pesos &eacute; quantificar a import&acirc;ncia relativa dos  indicadores e consequentemente dos seus <I>scores</I>, em termos da sua  contribui&ccedil;&atilde;o para o &iacute;ndice global de sustentabilidade urbana.</P>     <P>Na <a href="#f3">Figura 3</a>, podemos observar a &aacute;rvore de decis&atilde;o constitu&iacute;da por 3 n&iacute;veis de  decis&atilde;o resultando num &iacute;ndice sum&aacute;rio que permitir&aacute; avaliar o empenho da cidade  de Viana do Castelo em mat&eacute;ria de sustentabilidade urbana. A descri&ccedil;&atilde;o dos  v&aacute;rios indicadores e subindicadores utilizados na &aacute;rvore de decis&atilde;o descrita  nesta figura encontra-se no <a href ="/img/revistas/rpsp/v31n1/31n1a10a1.jpg">anexo 1</a>.</P>     
<p>&nbsp;</p> <a name="f3"> <img src="/img/revistas/rpsp/v31n1/31n1a10f3.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <P>A gera&ccedil;&atilde;o de pesos pode ser conseguida atrav&eacute;s de v&aacute;rios m&eacute;todos. N&atilde;o existe  um m&eacute;todo consensual para a atribui&ccedil;&atilde;o de pesos, encontrando-se na literatura  v&aacute;rias metodologias para este efeito<SUP>22</SUP>, nomeadamente os baseados em  escala de pontos<SUP>23</SUP>, baseados nas compara&ccedil;&otilde;es de indicadores  Par-a-Par, os baseados na distribui&ccedil;&atilde;o de pontos e os baseados no ordenamento de  indicadores. No caso do &iacute;ndice de sustentabilidade urbana, os 14 indicadores  propostos pela OMS ter&atilde;o um peso relativo atribu&iacute;do atrav&eacute;s de uma consulta aos  habitantes da cidade que destacar&atilde;o quais os indicadores mais relevantes na  avalia&ccedil;&atilde;o deste &iacute;ndice. Quanto aos subindicadores, devido &agrave; sua especificidade e  dos objetivos de estudo, ter&atilde;o um grau de import&acirc;ncia, atribu&iacute;da pela equipa de  investiga&ccedil;&atilde;o.</P>     <P><I>Indicadores em monitoriza&ccedil;&atilde;o</I></P>     <P>O conjunto de indicadores e subindicadores adotados, contribuem para a  avalia&ccedil;&atilde;o da sustentabilidade da cidade. A aquisi&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o de cada  indicador &eacute; feita de forma espec&iacute;fica e diferenciada. Na sua maioria,  nomeadamente os indicadores e subindicadores descritivos, a aquisi&ccedil;&atilde;o de  informa&ccedil;&atilde;o recorre a autoridades locais, empresas e associa&ccedil;&otilde;es da cidade, sendo  atualizada periodicamente. No entanto, relativamente aos indicadores C1 -  Polui&ccedil;&atilde;o atmosf&eacute;rica e ru&iacute;do ambiental; C7 - Acesso p&uacute;blico e espa&ccedil;os verdes;  C10 – Ruas pedonais; C11 – Ciclismo na cidade, devido &agrave; sua especificidade, a  obten&ccedil;&atilde;o de dados implicou a mobiliza&ccedil;&atilde;o de volunt&aacute;rios para um levantamento no  terreno. Faz-se de seguida a descri&ccedil;&atilde;o da metodologia adotada na carateriza&ccedil;&atilde;o  de cada um dos indicadores e referem-se as campanhas de campo de levantamento de  dados.</P>     <P>A avalia&ccedil;&atilde;o do indicador C1 (Polui&ccedil;&atilde;o atmosf&eacute;rica e ru&iacute;do ambiental) adotou a  metodologia desenvolvida na Carta Ambiental da cidade descrita no ponto 3.2. A  informa&ccedil;&atilde;o/caracteriza&ccedil;&atilde;o recolhida serviu de base para a fase agora em  desenvolvimento – Dign&oacute;stico da Cidade (relativo a este indicador). As  metodologias de avalia&ccedil;&atilde;o desenvolvidas em contexto Carta Ambiental ser&atilde;o as  adotadas em futuras avalia&ccedil;&otilde;es.</P>     <P>A monitoriza&ccedil;&atilde;o dos 3 indicadores (C7, C10 e C11), foi distribu&iacute;da por 3  fases distintas, garantindo que a informa&ccedil;&atilde;o levantada n&atilde;o fosse influenciada  pelos fatores que caracterizam cada per&iacute;odo do ano. Assim, os dados recolhidos  transmitir&atilde;o uma maior representatividade. As datas escolhidas para a  monitoriza&ccedil;&atilde;o destes indicadores foram as seguintes:      ]]></body>
<body><![CDATA[<P>• Primeira monitoriza&ccedil;&atilde;o: junho de 2011</P>     <P>• Segunda monitoriza&ccedil;&atilde;o: outubro e novembro de 2011</P>     <P>• Terceira monitoriza&ccedil;&atilde;o: maio de 2012</P>      <P>Os resultados destas campanhas n&atilde;o s&atilde;o apresentados neste artigo dado ainda  n&atilde;o estar conclu&iacute;da a fase em desenvolvimento – Diagn&oacute;stico da Cidade.</P>     <P><I><I>Acesso p&uacute;blico e espa&ccedil;os verdes (C7)</I></I></P>     <P>Atualmente, a cria&ccedil;&atilde;o e manuten&ccedil;&atilde;o de espa&ccedil;os verdes em meios urbanos  tornam-se indispens&aacute;veis para o seu equil&iacute;brio e para a promo&ccedil;&atilde;o da qualidade de  vida da popula&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o excluindo ainda a sua import&acirc;ncia como embelezamento da  cidade. Este indicador ter&aacute; como objetivo identificar qual o tipo e uso dos  espa&ccedil;os verdes e perceber qual a frequ&ecirc;ncia da procura por parte das  pessoas.</P>     <P>Haver&aacute; 3 per&iacute;odos de levantamento de dados, para cada campanha, onde ser&aacute;  registada a frequ&ecirc;ncia da popula&ccedil;&atilde;o que procura estes espa&ccedil;os:      <P>• Caracteriza&ccedil;&atilde;o da procura de espa&ccedil;os verdes no per&iacute;odo de lazer (s&aacute;bado  meio da manh&atilde;, no per&iacute;odo das 11h00 &agrave;s 12h00 + quarta-feira ou quinta-feira meio  da manh&atilde;, no per&iacute;odo das 10h00 &agrave;s 11h00).</P>     <P>• Caracteriza&ccedil;&atilde;o da procura de espa&ccedil;os verdes com vista a desloca&ccedil;&atilde;o para o  local de trabalho (quarta-feira ou quinta-feira em hora de pico, no per&iacute;odo das  8h30 &agrave;s 9h30).</P>      <P>A monitoriza&ccedil;&atilde;o ser&aacute; efetuada no Parque da Cidade, no Jardim P&uacute;blico, e no  Circuito da Praia Norte (<a href="#f4">Figura 4</a>).</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="f4"> <img src="/img/revistas/rpsp/v31n1/31n1a10f4.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <P>Com a ajuda dos subindicadores (<a href ="/img/revistas/rpsp/v31n1/31n1a10a1.jpg">Anexo 1</a>) que ir&atilde;o determinar a oferta dos  espa&ccedil;os pedonais como a sua procura, este indicador tem como objetivo  quantificar a percentagem dos utilizadores dos espa&ccedil;os/vias/canais para se  deslocarem a p&eacute;. As ruas pedonais oferecem &agrave; popula&ccedil;&atilde;o uma forma de desloca&ccedil;&atilde;o  amiga do ambiente e contribuem para a qualidade da sa&uacute;de f&iacute;sica.</P>     
<P>Haver&aacute; 3 per&iacute;odos de levantamento de dados, para cada campanha, onde ser&aacute;  registado o fluxo de pessoas que se desloca nestas ruas:      <P>• Caracteriza&ccedil;&atilde;o do fluxo pedonal de lazer (s&aacute;bado meio da manh&atilde;, no per&iacute;odo  das 11h00 &agrave;s 12h00 + quarta-feira ou quinta-feira meio da manh&atilde;, no per&iacute;odo das  10h00 &agrave;s 11h00).</P>     <P>• Caracteriza&ccedil;&atilde;o do fluxo pedonal que se dirige ao local de trabalho  (quarta-feira ou quinta-feira em hora de pico, no per&iacute;odo das 8h30 &agrave;s 9h30).</P>      <P>A caracteriza&ccedil;&atilde;o da oferta de ruas pedonais, isto &eacute;, a &aacute;rea e extens&atilde;o da  rede teve como base informa&ccedil;&atilde;o fornecida pela C&acirc;mara Municipal de Viana do  Castelo. A caracteriza&ccedil;&atilde;o da procura &eacute; feita em termos do fluxo pedonal, que  consiste em calcular o n&uacute;mero de pe&otilde;es por hora em determinada via. Os locais de  levantamento s&atilde;o a Rua Manuel Espregueira, a Av. Lu&iacute;s de Cam&otilde;es, e a Rua da  Bandeira (<a href="#f5">Figura 5</a>).</P>     <p>&nbsp;</p> <a name="f5"> <img src="/img/revistas/rpsp/v31n1/31n1a10f5.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <P>Os modos suaves s&atilde;o uma das mais saud&aacute;veis, econ&oacute;micas e ecol&oacute;gicas formas de  desloca&ccedil;&atilde;o. Numa cidade, os transportes s&atilde;o uma das principais fontes de  polui&ccedil;&atilde;o. Torna-se importante haver infraestruturas que apoiem os cidad&atilde;os a  deslocarem-se de formas mais ecol&oacute;gicas e as ciclovias s&atilde;o um meio pr&aacute;tico para  esse incentivo. O objetivo deste indicador &eacute; perceber qual a qualidade e  extens&atilde;o de redes cicl&aacute;veis na cidade de Viana do Castelo, bem como avaliar o  n&uacute;mero de utilizadores.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>A caracteriza&ccedil;&atilde;o da oferta de vias cicl&aacute;veis e infraestruturas de apoio, isto  &eacute;, a extens&atilde;o da rede e a qualidade da rede, teve como base a informa&ccedil;&atilde;o  fornecida pela C&acirc;mara Municipal de Viana do Castelo. A caracteriza&ccedil;&atilde;o da procura  &eacute; feita em termos do r&aacute;cio n.&deg; de ciclistas/n.&deg; total de ve&iacute;culos de 4 e 2 rodas  e caracteriza&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de ciclistas nas vias exclusivas para ciclistas. Os  locais de levantamento s&atilde;o a Rua Manuel Espregueira, a Av. Lu&iacute;s de Cam&otilde;es, e a  Rua da Bandeira.</P>     <P>Para o c&aacute;lculo do r&aacute;cio n.&deg; de ciclistas/n.&deg; total de ve&iacute;culos de 4 e 2  rodas, foram selecionados locais representativos em 3 vias prim&aacute;rias na cidade.  O fluxo de ciclistas e de ve&iacute;culos de 4 e 2 rodas &eacute; medido nos seguintes  per&iacute;odos:      <P>• Caracteriza&ccedil;&atilde;o do fluxo de ciclistas e do n&uacute;mero total de ve&iacute;culos  motorizados de lazer, com 2 e 4 rodas (s&aacute;bado meio da manh&atilde;, no per&iacute;odo das  11h00 &agrave;s 12h00 + quarta-feira ou quinta-feira meio da manh&atilde;, no per&iacute;odo das  10h00 &agrave;s 11h00).</P>     <P>• Caracteriza&ccedil;&atilde;o do fluxo de ciclistas e o n&uacute;mero total de ve&iacute;culos  motorizados com 2 e 4 rodas que se dirige ao local de trabalho (quarta-feira ou  quinta-feira em hora de pico, no per&iacute;odo das 8h30 &agrave;s 9h30).</P>      <P>Para calcular o n&uacute;mero de ciclistas utilizadores das ciclovias, foram  selecionados locais representativos nas ciclovias na cidade. O fluxo de  ciclistas &eacute; medido nos seguintes per&iacute;odos:      <P>• Caracteriza&ccedil;&atilde;o do fluxo de ciclistas de lazer (s&aacute;bado meio da manh&atilde;, no  per&iacute;odo das 11h00 &agrave;s 12h00 + quarta-feira ou quinta-feira meio da manh&atilde;, no  per&iacute;odo das 10h00 &agrave;s 11h00).</P>     <P>• Caracteriza&ccedil;&atilde;o do fluxo de ciclistas que se dirige ao local de trabalho  (quarta-feira ou quinta-feira em hora de pico, no per&iacute;odo das 8h30 &agrave;s 9h30).</P>      <P>Para a monitoriza&ccedil;&atilde;o deste indicador foram escolhidas 4 ciclovias localizadas  na Avenida do Atl&acirc;ntico, na Marina, no Parque Urbano da Cidade de Viana do  Castelo, e na Rua Passeio das Mordomas (<a href="#f6">Figura 6</a>).</P>     <p>&nbsp;</p> <a name="f6"> <img src="/img/revistas/rpsp/v31n1/31n1a10f6.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>As campanhas de levantamento de dados efetuadas at&eacute; ao momento t&ecirc;m como  objetivo a carateriza&ccedil;&atilde;o da situa&ccedil;&atilde;o atual, relat&oacute;rio que est&aacute; ao momento em  fase de conclus&atilde;o. As campanhas que se seguir&atilde;o far&atilde;o a carateriza&ccedil;&atilde;o e  avalia&ccedil;&atilde;o anual da sustentabilidade urbana da cidade.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Conclus&atilde;o</B></P>     <P>Pretend&iacute;amos com este artigo demonstrar, ainda que de forma breve, como o MVC  tem vindo a concretizar a sua pol&iacute;tica centrada na melhoria da qualidade de vida  e do bem-estar dos cidad&atilde;os. Ainda que a sua interven&ccedil;&atilde;o abranja os v&aacute;rios  determinantes da sa&uacute;de, opt&aacute;mos por colocar o enfoque nos determinantes  ambientais, por considerarmos ser a &aacute;rea, cuja interven&ccedil;&atilde;o se tornou mais  vis&iacute;vel, n&atilde;o s&oacute; por estar associada ao Programa Polis, como tamb&eacute;m pelos  resultados obtidos com os estudos que aqui apresentamos.</P>     <P>Em conclus&atilde;o, queremos destacar que, embora os n&iacute;veis de ru&iacute;do e de polui&ccedil;&atilde;o  atmosf&eacute;ricas na &aacute;rea urbana do MVC sejam considerados bons e at&eacute; muito bons na  maioria dos locais, foram, no entanto, referenciados pontos onde estes n&iacute;veis  saem dos padr&otilde;es normais, pelo que foi necess&aacute;rio implementar algumas medidas  corretivas, nomeadamente ao n&iacute;vel dos pavimentos e na cria&ccedil;&atilde;o de barreiras  antissom em zonas de lazer, bem como na diminui&ccedil;&atilde;o do tr&aacute;fego autom&oacute;vel e  aumento de &aacute;reas pedonais da cidade.</P>     <P>Se bem que a inten&ccedil;&atilde;o inicial da ades&atilde;o do MVC ao PCS fosse apenas colocar o  enfoque numa &laquo;ideia&raquo; de cidade, - consubstanciada na simples coloca&ccedil;&atilde;o de  <I>outdoors</I> nas entradas da cidade com um novo log&oacute;tipo – o desenvolvimento  e as potencialidades reveladas pelo projeto, ao longo do tempo, estenderam-se  muito para al&eacute;m das expectativas iniciais, acabando por resultar na apropria&ccedil;&atilde;o,  por parte da popula&ccedil;&atilde;o, deste novo conceito de cidade. Para tal, al&eacute;m do elevado  esfor&ccedil;o na busca de estrat&eacute;gias de participa&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria por parte dos  t&eacute;cnicos envolvidos, contribuiu a forte vontade pol&iacute;tica na aposta de uma  estrat&eacute;gia de governa&ccedil;&atilde;o orientada para a promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de, qualidade de vida e  bem-estar da popula&ccedil;&atilde;o local. A este respeito, e volvida uma d&eacute;cada de  interven&ccedil;&atilde;o no terreno, foi poss&iacute;vel verificar significativos progressos n&atilde;o s&oacute;  na consciencializa&ccedil;&atilde;o de que a promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de e do bem-estar se traduz na  responsabilidade individual e coletiva, como tamb&eacute;m se refletiu na cria&ccedil;&atilde;o de  uma nova imagem da cidade onde os conceitos de sa&uacute;de, de qualidade de vida e de  bem-estar t&ecirc;m vindo a ganhar visibilidade.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Bibliograf&iacute;a</B></P>     <!-- ref --><P>1. International Union for Conservation of Nature, Natural Resources (IUCN).  World conservation strategy, living resource conservation for sustainable  development. Gland, Switzerland: IUCN–UNEP–WWF; 1980.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000161&pid=S0870-9025201300010001000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>2. UN–HABITAT. Hidden cities: unmasking and overcoming health inequities in  urban settings. Kobe: WHO Centre for Health Development. World Health  Organization. United Nations Human Settlements Programme (UN–Habitat); 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000163&pid=S0870-9025201300010001000002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </P>     <!-- ref --><P>3. Mendes JFG., Avalia&ccedil;&atilde;o da qualidade de vida em cidades: fundamentos e  aplica&ccedil;&otilde;es. In: Workshop sobre Planeamento Integrado, Braga, Universidade do  Minho, 2004. Em busca do desenvolvimento sustent&aacute;vel para cidades de pequena e  m&eacute;dia dimens&atilde;o. Braga: Universidade do Minho; 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000165&pid=S0870-9025201300010001000003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>4. Santos LNV, Silva LT, Ramos RR, Torres M., Health and well–being in urban  areas: the WHO Healthy Cities Project, The 8th IASME/WSEAS International  Conference on Energy, Environment, Ecosystems &amp; Sustainable Development  (EEESD’12). Faro; 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000167&pid=S0870-9025201300010001000004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>5. Loureiro I, Miranda N. Promover a Sa&uacute;de: dos fundamentos &agrave; ac&ccedil;&atilde;o. Coimbra:  Almedina; 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000169&pid=S0870-9025201300010001000005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>6. WHO. Ottawa Charter for Health Promotion: First International Conference  on Heath Promotion. Ottawa, 21 November 1986. Geneva: World Health Organization;  1986.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000171&pid=S0870-9025201300010001000006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>7. de Sousa Albuquerque CM, Ferreira de Oliveira CP. Sa&uacute;de e doen&ccedil;a:  significa&ccedil;&otilde;es e perspectivas em mudan&ccedil;a. Millenium Online. 2002; 25.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000173&pid=S0870-9025201300010001000007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>8. Ribeiro JL. Caracter&iacute;sticas psicologicas associadas &agrave; sa&uacute;de. Porto:  Universidade do Porto; 1993. Tese de doutoramento.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000175&pid=S0870-9025201300010001000008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>9. Galeo S, Freudenberg N, Vlahov D. Cities and population. Soc Sci Med.  2005; 60:1017–33.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000177&pid=S0870-9025201300010001000009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>10. Magagnin RC, Silva ANR, Costa MS., Planejamento participativo e internet:  um breve hist&oacute;rico, tend&ecirc;ncias e perspectivas no Brasil e Portugal. In: Workshop  sobre Planeamento Integrado, Braga, Universidade do Minho, 2004. Em busca do  desenvolvimento sustent&aacute;vel para cidades de pequena e m&eacute;dia dimens&atilde;o. Braga:  Universidade do Minho; 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000179&pid=S0870-9025201300010001000010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>11. Bader V, Benschop A. Ongelijkheden. Groningen: WoltersNoordhoff; 1988.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000181&pid=S0870-9025201300010001000011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>12. Benschop A. Klassen: Ontwerp van een transformationele klassenanalyse.  Amsterdam: Spinhuis; 1993.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000183&pid=S0870-9025201300010001000012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>13. Giddens A. Sociologia. Lisboa: Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian; 2000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000185&pid=S0870-9025201300010001000013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>14. Silva MC. Classe habitus e ac&ccedil;&atilde;o colectiva: por um conceito  multidimensional de classe. Braga: Universidade do Minho; 2003. Provas de  agrega&ccedil;&atilde;o. Li&ccedil;&atilde;o de s&iacute;ntese.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000187&pid=S0870-9025201300010001000014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>15. Remy J, Voy&eacute; L. La ciudad y la urbanizaci&oacute;n. Madrid: I.E.A; 1976.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000189&pid=S0870-9025201300010001000015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>16. Palma F. Viana do Castelo: caracteriza&ccedil;&atilde;o socio–econ&oacute;mica e eixos de  oportunidades. Viana do Castelo: BES; 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000191&pid=S0870-9025201300010001000016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     ]]></body>
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<body><![CDATA[<!-- ref --><P>22. Malczewski J. Gis and multicriteria decision analysis. New York, NY: John  Wiley &amp; Sons; 1999.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000203&pid=S0870-9025201300010001000022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>23. Voogd H. Multicriteria evaluation for urban and regional planning.  London: Pion; 1983.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000205&pid=S0870-9025201300010001000023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Conflito de interesses</B></P>     <P>Os autores declaram n&atilde;o haver conflito de interesses.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><Sup><a name="0"></a><a href="#top0">*</a></Sup>Autor para correspond&ecirc;ncia: <a href="mailto:dps@cm-viana-castelo.pt">dps@cm-viana-castelo.pt</a></P>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><B><B>Anexos</B> </p>     <P><B>1. Indicadores ambientais da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de  (OMS)</B></P> <a href ="/img/revistas/rpsp/v31n1/31n1a10a1.jpg">Anexo 1</a>      
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