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<article-id pub-id-type="doi">10.1016/j.rpsp.2013.05.005</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Hábitos tabágicos dos jovens do 9.° ano: estereótipos sobre fumadores, fatores familiares, escolares e de pares e a relação com o consumo de tabaco]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Smoking habits in 9th graders: Stereotypes about smoking, family, school and peers factors and the relationship with tobacco use]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The prevalence of smoking has become a major public health issue in the past century. The Portuguese Healthy Cities Network conducted an investigation/action project directed at 9th graders in public schools of 16 member municipalities, applying the Global Youth Tobacco Survey questionnaire to 3.649 students. The study showed that half of the students enquired have tried smoking, mainly women and between the ages of 12 and 15 years, and especially in association with smoking peers. At the level of stereotypes about people who smoke, smokers have slightly less negative perceptions than non-smokers.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <P align="right"><b>ARTIGOS DE REVIS&Atilde;O</b></P>     <P><b>H&aacute;bitos tab&aacute;gicos dos jovens do 9.&deg; ano: estere&oacute;tipos sobre fumadores,  fatores familiares, escolares e de pares e a rela&ccedil;&atilde;o com o consumo de tabaco</b></P>     <P><b>Smoking habits in 9<SUP>th</SUP> graders: Stereotypes about smoking, family,  school and peers factors and the relationship with tobacco use</b></P>     <p>&nbsp;</p>     <P><b>Mirieme Ferreira<SUP>a</SUP><a href="#0">*</a></sup><a name="top0"></a>, Valentina Chitas<SUP>b</SUP>, S&iacute;lvia  Silva<SUP>c</SUP>, Rita Silva<SUP>a</SUP> </b></P>     <P><SUP>a</SUP>Rede Portuguesa de Cidades Saud&aacute;veis, C&acirc;mara Municipal do Seixal,  Seixal, Portugal</P>     <P><SUP>b</SUP>Escola de Psicologia e Ci&ecirc;ncias da Vida, Universidade Lus&oacute;fona de  Humanidades e Tecnologias, Lisboa, Portugal</P>     <P><SUP>c</SUP>Divis&atilde;o de Desenvolvimento Social, C&acirc;mara Municipal de Torres  Vedras, Torres Vedras, Portugal</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>RESUMO</B></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>A preval&ecirc;ncia de consumo de tabaco no mundo tem–se tornado na grande epidemia  do s&eacute;culo XXI. A Rede Portuguesa de Cidades Saud&aacute;veis  conduziu um projeto de investiga&ccedil;&atilde;o/a&ccedil;&atilde;o dirigido aos alunos do 9.&deg; ano das  escolas da rede p&uacute;blica de 16 munic&iacute;pios membro participantes, aplicando o  question&aacute;rio Global Youth Tobacco Survey a 3.649 jovens. O estudo permitiu  observar que metade dos jovens j&aacute; experimentou fumar, maioritariamente mulheres  e entre os 12–15 anos, especialmente em associa&ccedil;&atilde;o com outros pares  consumidores. A n&iacute;vel de estere&oacute;tipos sobre fumadores, os fumadores apresentam  perce&ccedil;&otilde;es ligeiramente menos negativas do que os n&atilde;o fumadores.</P>     <P><B>Palavras-chave</B>: Consumo de tabaco, Jovens, Estere&oacute;tipos, Sentido de coer&ecirc;ncia, Global Youth Tobacco Survey.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Abstract</B></P>     <P>The prevalence of smoking has become a major public health issue in the past  century. The Portuguese Healthy Cities Network conducted an investigation/action  project directed at 9<SUP>th</SUP> graders in public schools of 16 member  municipalities, applying the Global Youth Tobacco Survey questionnaire to 3.649  students. The study showed that half of the students enquired have tried  smoking, mainly women and between the ages of 12 and 15 years, and especially in  association with smoking peers. At the level of stereotypes about people who  smoke, smokers have slightly less negative perceptions than non–smokers.</P>     <P><B>Keywords: </B>Tobacco consumption. Youth. Stereotypes. Sense of coherence. Global Youth  Tobacco Survey. </P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Introdu&ccedil;&atilde;o</B></P>     <P>O projeto de investiga&ccedil;&atilde;o/a&ccedil;&atilde;o que se apresenta neste artigo foi desenvolvido  no contexto da Rede Portuguesa de Cidades Saud&aacute;veis. Esta Rede &eacute; uma associa&ccedil;&atilde;o  de munic&iacute;pios (com 15 anos de exist&ecirc;ncia e 29 munic&iacute;pios associados) que tem  como miss&atilde;o desenvolver uma abordagem transversal e participada para intervir na  sa&uacute;de, no ambiente e desenvolvimento sustent&aacute;vel, nas necessidades dos grupos  mais vulner&aacute;veis da popula&ccedil;&atilde;o, nos transportes, nas acessibilidades e  planeamento, na assist&ecirc;ncia e apoio social, na pobreza e exclus&atilde;o social, nos  comportamentos e estilos de vida<SUP>1</SUP><SUP>, </SUP><SUP>2</SUP>.</P>     <P>S&atilde;o v&aacute;rios os fatores comportamentais com impacto na sa&uacute;de das pessoas, entre  os quais o consumo de tabaco. Nos pa&iacute;ses desenvolvidos o consumo de tabaco  constitui a principal causa de doen&ccedil;a e de mortes evit&aacute;veis, sendo respons&aacute;vel  por cerca de 25-30% do total de mortes verificadas por cancro<SUP>1</SUP>.  Segundo dados da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de (OMS), cerca de 6 milh&otilde;es de  pessoas morrem anualmente, em todo o mundo, devido ao consumo de tabaco ou  atrav&eacute;s do fumo passivo. Cerca de meio milh&atilde;o de mortes prov&ecirc;m de pa&iacute;ses da  Uni&atilde;o Europeia<SUP>2</SUP>. A preval&ecirc;ncia de consumo de tabaco faz deste h&aacute;bito  uma verdadeira epidemia e se nada for feito para reverter este processo a OMS  estima que, em 2020/30, morrer&atilde;o anualmente cerca de 10 milh&otilde;es de pessoas, em  todo o mundo.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Est&aacute; cientificamente demonstrada a associa&ccedil;&atilde;o entre o consumo de tabaco e uma  maior probabilidade de se virem a contrair diversas doen&ccedil;as, designadamente,  cancro, com particular destaque para o do pulm&atilde;o, e doen&ccedil;as do foro respirat&oacute;rio  e do aparelho circulat&oacute;rio<SUP>1</SUP>.</P>     <P>Em Portugal, cerca de 20% da popula&ccedil;&atilde;o com mais de 10 anos &eacute; fumadora e,  segundo dados do Inqu&eacute;rito Nacional de Sa&uacute;de de 1999, 19% dos fumadores  come&ccedil;aram a fumar antes dos 15 anos de idade. De acordo com a an&aacute;lise dos  Inqu&eacute;ritos Nacionais de Sa&uacute;de de 1987, 1996 e 1999 verifica-se, genericamente,  um decr&eacute;scimo na propor&ccedil;&atilde;o de fumadores do sexo masculino e um aumento no sexo  feminino<SUP>2</SUP><SUP>, </SUP><SUP>3</SUP>. Atendendo a esta conjuntura, o  Plano Nacional de Sa&uacute;de 2004/10, editado pela Dire&ccedil;&atilde;o-Geral de Sa&uacute;de, apostou  nas diversas vertentes da preven&ccedil;&atilde;o tab&aacute;gica como uma linha estrat&eacute;gica de  interven&ccedil;&atilde;o no contexto dos comportamentos e estilos de vida saud&aacute;veis. Promover  estilos de vida saud&aacute;veis e cidades livres de tabaco, constituem igualmente  objetivos da  V Fase da Rede Europeia de Cidades Saud&aacute;veis da OMS.      <P>A convic&ccedil;&atilde;o da import&acirc;ncia das estrat&eacute;gias de preven&ccedil;&atilde;o tab&aacute;gica na promo&ccedil;&atilde;o  de estilos de vida saud&aacute;veis e o quadro legal existente criam um ambiente  prop&iacute;cio ao desenvolvimento de uma abordagem global e compreensiva, utilizando  estrat&eacute;gias diversificadas e a&ccedil;&otilde;es orientadas para a &aacute;rea dos comportamentos e  estilos de vida individuais, da informa&ccedil;&atilde;o e educa&ccedil;&atilde;o para a sa&uacute;de.</P>     <P>Os resultados do estudo Health Behaviour in School-aged Children (HBSC)  revelam que em Portugal, em 2006, 9% dos rapazes e 12% das raparigas com 15 anos  de idade eram fumadores regulares de tabaco, com consumo de pelo menos um  cigarro por semana<SUP>4</SUP>. A maioria dos fumadores iniciam o seu consumo de  tabaco na adolesc&ecirc;ncia<SUP>5</SUP> e, dadas as consequ&ecirc;ncias adversas para a  sa&uacute;de resultantes do consumo de tabaco, a investiga&ccedil;&atilde;o dos fatores associados a  este consumo nos jovens &eacute; uma prioridade. Desta forma, a Rede Portuguesa de  Cidades Saud&aacute;veis decidiu conduzir um projeto de investiga&ccedil;&atilde;o dirigido aos  alunos que frequentam as escolas do 2.&deg; e 3.&deg; ciclos e secund&aacute;rias da rede  p&uacute;blica.</P>     <P>Quais as motiva&ccedil;&otilde;es que levam os jovens a fumar? Que idades tinham quando  experimentaram fumar? Que representa&ccedil;&otilde;es est&atilde;o associadas ao ato de fumar? Qual  o comportamento dos pais em rela&ccedil;&atilde;o ao consumo de tabaco? E do grupo de pares?  Qual a perce&ccedil;&atilde;o do impacto do tabaco na sa&uacute;de? Estas s&atilde;o algumas das quest&otilde;es  que procur&aacute;mos conhecer atrav&eacute;s da aplica&ccedil;&atilde;o de um inqu&eacute;rito por question&aacute;rio a  uma amostra de 3.649 jovens que frequentavam o 9.&deg; ano de escolaridade das  escolas da rede p&uacute;blica de 16 munic&iacute;pios da Rede Portuguesa de Cidades Saud&aacute;veis  (Aveiro, Cabeceiras de Basto, Lisboa, Loures, Lourinh&atilde;, Miranda do Corvo,  Montijo, Odivelas, Oeiras, Palmela, Serpa, Set&uacute;bal, Torres Vedras, Viana do  Castelo, Vila Real), no ano letivo 2008/2009.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Materiais e m&eacute;todos</B></P>     <P>Para o desenvolvimento deste projeto contou-se com a parceria da Escola  Nacional de Sa&uacute;de P&uacute;blica, respons&aacute;vel pela tradu&ccedil;&atilde;o do question&aacute;rio Global  Youth Tobacco Survey (GYTS), do Centro de Controlo de Doen&ccedil;as, para portugu&ecirc;s e  respetiva adapta&ccedil;&atilde;o &agrave; realidade do pa&iacute;s. No &acirc;mbito desta parceria a Escola  Nacional de Sa&uacute;de P&uacute;blica ofereceu apoio na defini&ccedil;&atilde;o da metodologia subjacente  ao estudo e no esclarecimento de d&uacute;vidas associadas &agrave; aplica&ccedil;&atilde;o do  question&aacute;rio.</P>     <P><I>Instrumento de recolha de dados</I></P>     <P>O GYTS<SUP>6</SUP> &eacute; um question&aacute;rio escolar, aplicado a jovens entre os  13-15 anos, projetado para promover a monitoriza&ccedil;&atilde;o do uso do tabaco entre os  jovens e para orientar a implementa&ccedil;&atilde;o e avalia&ccedil;&atilde;o de programas de preven&ccedil;&atilde;o e  controlo do tabagismo. A sua vers&atilde;o original continha 54 quest&otilde;es, tendo sofrido  uma expans&atilde;o e adapta&ccedil;&atilde;o para a realidade portuguesa na sua vers&atilde;o de 2008  traduzida pela Escola Nacional de Sa&uacute;de P&uacute;blica, que foi posteriormente  atualizada pela Rede Portuguesa de Cidades Saud&aacute;veis.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Algumas das diferen&ccedil;as entre as vers&otilde;es manifestam-se na distribui&ccedil;&atilde;o de  quest&otilde;es em diferentes m&oacute;dulos na vers&atilde;o portuguesa (p. ex. as 3 &uacute;ltimas  quest&otilde;es foram inclu&iacute;das dentro de um m&oacute;dulo referente a informa&ccedil;&otilde;es  sociodemogr&aacute;ficas) e na inclus&atilde;o de perguntas opcionais adicionais. O  question&aacute;rio final adaptado &eacute; essencialmente constitu&iacute;do por 3 instrumentos de  recolha que totalizam um conjunto de 113 quest&otilde;es:      <P>• <B>Question&aacute;rio base</B> composto por um n&uacute;cleo de 71 quest&otilde;es estruturadas  em diversas &aacute;reas, nomeadamente: Consumo de tabaco (16 itens), Conhecimentos e  atitudes face ao tabaco (17 itens), Exposi&ccedil;&atilde;o ao fumo produzido por fumadores (8  itens), Atitude acerca de deixar de fumar cigarros (11 itens), Conhecimentos das  mensagens dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o e publicidade acerca de fumar (15 itens),  Ensino na escola acerca do tabaco (4 itens), Sentido de coer&ecirc;ncia (29  itens);</P>     <P>• <B>Sentido de coer&ecirc;ncia</B> (29 quest&otilde;es organizadas numa escala de Likert  de 7 pontos), que se define como um constructo te&oacute;rico que oferece uma  orienta&ccedil;&atilde;o global sobre o sentimento din&acirc;mico de confian&ccedil;a do indiv&iacute;duo e a  forma como os est&iacute;mulos que derivam do seu ambiente interno e externo s&atilde;o  estruturados, previs&iacute;veis e explicados<SUP>7</SUP>. O sentido de coer&ecirc;ncia  pode-se definir atrav&eacute;s de 3 dimens&otilde;es: a capacidade de compreens&atilde;o, que revela  a forma como o indiv&iacute;duo entende os est&iacute;mulos intr&iacute;nsecos ou extr&iacute;nsecos como  informa&ccedil;&atilde;o ordenada, consistente, clara e estruturada; a capacidade de gest&atilde;o,  que se revela atrav&eacute;s da perce&ccedil;&atilde;o relativamente aos recursos pessoais e sociais  que est&atilde;o ao seu alcance para satisfazer as exig&ecirc;ncias requeridas pela situa&ccedil;&atilde;o  de est&iacute;mulo; e a capacidade de investimento, que se refere &agrave; capacidade de  retirar um sentido dos acontecimentos de vida e &agrave; capacidade para investir os  seus recursos no sentido de superar as situa&ccedil;&otilde;es adversas</P>     <P>• <B>Question&aacute;rio sociodemogr&aacute;fico</B> (13 quest&otilde;es) no qual alguns itens  foram adicionados ao question&aacute;rio original, a partir de um n&uacute;mero de perguntas  opcionais de informa&ccedil;&atilde;o sociodemogr&aacute;fica do aluno e da sua fam&iacute;lia.</P>      <P>Os question&aacute;rios, de autopreenchimento, foram aplicados em contexto de aula  por professores e/ou por t&eacute;cnicos do munic&iacute;pio que acompanharam o processo.</P>     <P><I>Procedimento de amostragem</I></P>     <P>Em termos metodol&oacute;gicos optou-se por uma amostragem probabil&iacute;stica em que  todos os elementos do universo (alunos que frequentam o 9.&deg; ano de escolaridade  nas escolas p&uacute;blicas) possuem a mesma probabilidade de serem inclu&iacute;dos na  amostra.</P>     <P>Esta amostragem foi estratificada por escola, tendo sido pr&eacute;-determinados  quantos elementos da amostra seriam retirados de cada escola. Esta  predetermina&ccedil;&atilde;o foi feita de forma proporcional &agrave; quantidade de alunos existente  em cada escola. A unidade de an&aacute;lise foi a turma e estas foram selecionadas de  forma aleat&oacute;ria, calculando-se a amostra com um n&iacute;vel de confian&ccedil;a de 95% e  m&aacute;ximo erro admiss&iacute;vel de 5%.</P>     <P><I>Caracteriza&ccedil;&atilde;o da amostra</I></P>     <P>Foram respondentes deste estudo 3.649 jovens do 9.&deg; ano, correspondentes &agrave;  soma das amostras representativas dos 16 munic&iacute;pios da Rede Portuguesa de  Cidades Saud&aacute;veis que participaram neste estudo. A <a href="#t1">Tabela 1</a> permite verificar a  distribui&ccedil;&atilde;o da amostra. Desta, 54,9% s&atilde;o do sexo feminino (n&nbsp;=&nbsp;1.974)  e 45,1% do sexo masculino (n&nbsp;=&nbsp;1.619). A maioria dos participantes tem  idades compreendidas entre os 14-15 anos.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="t1"> <img src="/img/revistas/rpsp/v31n1/31n1a11t1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <P><I>An&aacute;lise estat&iacute;stica, operacionaliza&ccedil;&atilde;o de vari&aacute;veis e escalas de  medida</I></P>     <P>A an&aacute;lise descritiva e comparativa dos dados realizou-se atrav&eacute;s de testes  estat&iacute;sticos n&atilde;o param&eacute;tricos (qui-quadrado) e correla&ccedil;&otilde;es de Pearson,  utilizando-se para isso o programa estat&iacute;stico PASW Statistics 18.0 (SPSS).</P>     <P>Diversas vari&aacute;veis foram recodificadas de forma a torn&aacute;-las mais  operacionaliz&aacute;veis. De forma a melhor promover a utiliza&ccedil;&atilde;o de testes de  ?<SUP>2</SUP> para observar a exist&ecirc;ncia de associa&ccedil;&otilde;es estatisticamente  significativas, certas vari&aacute;veis de relev&acirc;ncia constru&iacute;das de forma semelhante e  com op&ccedil;&otilde;es de resposta id&ecirc;nticas foram recodificadas em vari&aacute;veis cont&iacute;nuas.  Adicionalmente, vari&aacute;veis com diversas op&ccedil;&otilde;es de resposta que poderiam integrar  uma mesma categoria foram recodificadas como vari&aacute;veis nominais dicot&oacute;micas (p.  ex. itens 31 e 32, onde se criaram os indicadores &laquo;Caracter&iacute;sticas Positivas&raquo; e  &laquo;Caracter&iacute;sticas Negativas&raquo; que resultam de uma m&eacute;dia ponderada das pontua&ccedil;&otilde;es  obtidas nas caracter&iacute;sticas &laquo;&Ecirc;xito&raquo;, &laquo;Inteligente&raquo; e &laquo;Sofisticado(a)&raquo;; e  &laquo;Inseguro(a)&raquo;, &laquo;Tonto(a)&raquo; e &laquo;Perdedor(a)&raquo;, respetivamente).</P>     <P>De forma a trabalhar as quest&otilde;es relacionadas com o sentido de coer&ecirc;ncia foi  criada uma vari&aacute;vel cujo <I>score</I> final foi calculado atrav&eacute;s das m&eacute;dias dos  itens que a integram. Este processo implicou a invers&atilde;o de alguns itens, para  que os valores mais perto do m&aacute;ximo (7) correspondessem a um maior sentido de  coer&ecirc;ncia pessoal em todos os itens da escala.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Resultados</B></P>     <P><I>Caracteriza&ccedil;&atilde;o socioecon&oacute;mica dos participantes</I></P>     <P>Em termos da caracteriza&ccedil;&atilde;o socioecon&oacute;mica das fam&iacute;lias dos participantes  destaca-se o facto de 75,7% indicarem que ambos os pais trabalham. Para 13,1%  dos participantes apenas o pai (padrasto/companheiro da m&atilde;e) trabalha, para 6,6%  apenas a m&atilde;e (madrasta/companheira do pai) e para 2,8% nenhum dos pais est&aacute;  atualmente empregado. O n&iacute;vel de escolaridade dos pais e m&atilde;es &eacute; muito  diversificado, n&atilde;o se destacando nenhum n&iacute;vel de instru&ccedil;&atilde;o em particular. A  percentagem de habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias dos pais e m&atilde;es apresenta-se na <a href="#t2">Tabela 2</a>.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="t2"> <img src="/img/revistas/rpsp/v31n1/31n1a11t2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <P><I>H&aacute;bitos de consumo e conhecimentos sobre os malef&iacute;cios do tabaco</I></P>     <P>Atrav&eacute;s de uma an&aacute;lise descritiva das vari&aacute;veis obtivemos os seguintes  resultados:      <P>• 52% dos jovens j&aacute; experimentaram fumar. Destes, 44,1% s&atilde;o rapazes e 55,9%  raparigas;</P>     <P>• Cerca de 20% fumaram nos &uacute;ltimos 30 dias. A maioria f&ecirc;-lo apenas um ou 2  dias do m&ecirc;s. Apenas 4% fumou todos os dias;</P>     <P>• 74% destes jovens f&ecirc;-lo entre os 12-15 anos de idade;</P>     <P>• Dos inquiridos que fumaram pelo menos uma vez nos &uacute;ltimos 30 dias, cerca de  49,4% fumaram um ou menos cigarros por dia e 33,5% fumaram 2-5 cigarros por  dia;</P>     <P>• Os jovens que habitualmente fumam fazem-no em espa&ccedil;os p&uacute;blicos, em festas  ou reuni&otilde;es sociais;</P>     <P>• 37,5% adquire os seus cigarros num quiosque de rua ou numa m&aacute;quina  distribuidora, apesar de ser proibido;</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>• 90% de todos os jovens (fumadores e n&atilde;o fumadores) acredita que fumar  cigarros &eacute; prejudicial para a sa&uacute;de;</P>     <P>• 57% dos jovens que fumam acreditam que &eacute; dif&iacute;cil deixar de fumar, no  entanto, consideram que poderiam faz&ecirc;-lo se quisessem;</P>     <P>• 78% dos jovens s&atilde;o alertados pela fam&iacute;lia para os malef&iacute;cios do tabaco;</P>     <P>• Em termos gerais os jovens t&ecirc;m falado nas aulas sobre fumar, contudo, para  cerca de 15 e 22% este &eacute; um assunto que nunca foi abordado ou que n&atilde;o o &eacute; h&aacute;  mais de um ano.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Estere&oacute;tipos sobre os consumidores de tabaco e cren&ccedil;as associadas ao  consumo de tabaco em fun&ccedil;&atilde;o do sexo</B></P>     <P>Procurou-se analisar as diferen&ccedil;as de g&eacute;nero no que respeita aos estere&oacute;tipos  sobre os consumidores de tabaco e cren&ccedil;as associadas ao consumo de tabaco.</P>     <P>Para o efeito realizaram-se cruzamentos entre vari&aacute;veis e efetuaram-se testes  do ?<SUP>2</SUP>. Na <a href="#t3">Tabela 3</a> apresentam-se as associa&ccedil;&otilde;es estatisticamente  significativas observadas entre as vari&aacute;veis analisadas.</P>     <p>&nbsp;</p> <a name="t3"> <img src="/img/revistas/rpsp/v31n1/31n1a11t3.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Procurando-se analisar poss&iacute;veis associa&ccedil;&otilde;es em diversas vari&aacute;veis  relacionadas com a perce&ccedil;&atilde;o sobre a atratividade ou as rela&ccedil;&otilde;es sociais de  raparigas e rapazes fumadores entre indiv&iacute;duos do sexo feminino e do sexo  masculino, foram realizados diversos testes ?<SUP>2</SUP> que se revelaram  estatisticamente significativos para p&nbsp;&lt;&nbsp;0,001. A tabela que se  apresenta destaca as associa&ccedil;&otilde;es mais marcantes entre o grupo de rapazes e de  raparigas. Embora, por vezes, a op&ccedil;&atilde;o de resposta mais escolhida seja  coincidente, as diferen&ccedil;as percentuais revelam-se significativas.</P>     <P>Assim, e fazendo uma an&aacute;lise das associa&ccedil;&otilde;es verificadas para cada uma das  vari&aacute;veis, pode concluir-se que relativamente &agrave; perce&ccedil;&atilde;o sobre as amizades  desenvolvidas por raparigas e rapazes fumadores comparativamente a n&atilde;o  fumadores, a grande maioria das respostas propende para a n&atilde;o exist&ecirc;ncia de  associa&ccedil;&otilde;es estatisticamente significativas nas amizades de fumadores ou n&atilde;o  fumadores. Contudo, &eacute; de notar que existe uma maior percentagem de rapazes do  que raparigas com a perce&ccedil;&atilde;o de que os fumadores t&ecirc;m menos amizades do que os  n&atilde;o fumadores. Esta perce&ccedil;&atilde;o &eacute; especialmente marcante nas raparigas  fumadoras.</P>     <P>No que se refere &agrave; perce&ccedil;&atilde;o de atratividade, &eacute; poss&iacute;vel observar que os  rapazes julgam mais negativamente a atratividade de raparigas fumadoras contra a  percentagem de raparigas que julgam as raparigas fumadoras como menos atraentes  (?<SUP>2</SUP>&nbsp;=&nbsp;80.769,  p&nbsp;&lt;&nbsp;<MONOSPACE>0</MONOSPACE>,001). O mesmo j&aacute; n&atilde;o se observa face  &agrave;s perce&ccedil;&otilde;es da atratividade de rapazes fumadores, sendo que a maioria dos  rapazes indica n&atilde;o haver associa&ccedil;&otilde;es estatisticamente significativas entre  fumadores e n&atilde;o fumadores. Paralelamente, as raparigas julgam igualmente mais  negativamente a atratividade de rapazes fumadores (41,5 <I>vs</I>. 32,5% de  rapazes).</P>     <P>A maioria dos rapazes considera n&atilde;o haver diferen&ccedil;as em termos do impacto de  fumar no peso. Contudo, nas raparigas as perce&ccedil;&otilde;es s&atilde;o mais diferenciadas, sendo  que a percentagem de raparigas que considera que fumar faz emagrecer ou que n&atilde;o  tem qualquer impacto no peso &eacute; semelhante. Comparativamente &agrave;s raparigas, uma  menor percentagem de rapazes pensa que fumar faz emagrecer.</P>     <P><I>Estere&oacute;tipos sobre os consumidores de tabaco em fun&ccedil;&atilde;o do consumo de  tabaco pelos pr&oacute;prios</I></P>     <P>Procurou-se analisar se as associa&ccedil;&otilde;es entre consumidores e n&atilde;o consumidores  de tabaco no que respeita aos estere&oacute;tipos sobre os consumidores de tabaco e o  consumo de tabaco seriam estatisticamente significativas. Para a realiza&ccedil;&atilde;o  desta an&aacute;lise realizaram-se cruzamentos entre vari&aacute;veis e efetuaram-se testes  qui-quadrado (?<SUP>2</SUP>). Na <a href="#t4">Tabela 4</a> apresentam-se as associa&ccedil;&otilde;es  estatisticamente significativas.</P>     <p>&nbsp;</p> <a name="t4"> <img src="/img/revistas/rpsp/v31n1/31n1a11t4.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <P>Relativamente &agrave;s cren&ccedil;as sobre as pessoas fumadoras, &eacute; de notar que existem  algumas associa&ccedil;&otilde;es estatisticamente significativas nas vari&aacute;veis apresentadas.  De uma forma geral, os fumadores apresentam perce&ccedil;&otilde;es ligeiramente menos  negativas do que os n&atilde;o fumadores sobre as mulheres  (?<SUP>2</SUP>&nbsp;=&nbsp;361.554, p&nbsp;&lt;&nbsp;0,001) e os homens  (?<SUP>2</SUP>&nbsp;=&nbsp;316.822, p&nbsp;&lt;&nbsp;0,001) que fumam.  Independentemente de serem fumadores nos &uacute;ltimos 30 dias, as percentagens de  resposta sugerem que as mulheres fumadoras s&atilde;o julgadas mais negativamente do  que os homens fumadores a n&iacute;vel de caracter&iacute;sticas pessoais (tonta, insegura,  perdedora).</P>     <P><I>Fatores familiares, individuais e de rela&ccedil;&atilde;o com os pares e o consumo de  tabaco nos &uacute;ltimos 30 dias</I></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>No sentido de se analisar as rela&ccedil;&otilde;es entre o conjunto de vari&aacute;veis ao n&iacute;vel  individual, familiar e da rela&ccedil;&atilde;o com os pares que podem constituir fatores de  risco ou prote&ccedil;&atilde;o para o consumo de tabaco, realizou-se uma an&aacute;lise das  correla&ccedil;&otilde;es entre diferentes vari&aacute;veis dentro de v&aacute;rios dom&iacute;nios, nomeadamente:  fatores familiares; fatores individuais relacionados com representa&ccedil;&otilde;es e  expectativas, bem como com o sentido de coer&ecirc;ncia e a rela&ccedil;&atilde;o com a escola; a  rela&ccedil;&atilde;o com o grupo de pares; e a preven&ccedil;&atilde;o. A <a href="#t5">Tabela 5</a> apresenta a rela&ccedil;&atilde;o  entre estas vari&aacute;veis.</P>     <p>&nbsp;</p> <a name="t5"> <img src="/img/revistas/rpsp/v31n1/31n1a11t5.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <P>Observando-se as correla&ccedil;&otilde;es apresentadas na <a href="#t5">Tabela 5</a>, ao n&iacute;vel dos fatores  familiares podemos verificar uma correla&ccedil;&atilde;o estatisticamente significativa,  positiva, entre o consumo de tabaco nos pais e o consumo de tabaco nos filhos  (r&nbsp;=&nbsp;0,142, p &lt;&nbsp;0,01), sendo de salientar que esta associa&ccedil;&atilde;o  &eacute; mais forte ao n&iacute;vel da influ&ecirc;ncia materna. De referir, igualmente, a  correla&ccedil;&atilde;o positiva entre o consumo de tabaco pelos irm&atilde;os e o consumo de tabaco  nos jovens, sendo a magnitude desta correla&ccedil;&atilde;o superior &agrave; observada para o  consumo de tabaco pelos pais (r =&nbsp;0,219, p &lt;&nbsp;0,01).</P>     <P>No &acirc;mbito dos fatores individuais e no que concerne &agrave;s representa&ccedil;&otilde;es e  expectativas, os fatores relacionados com a imagem f&iacute;sica e com a sa&uacute;de s&atilde;o os  que mais fortemente se associam ao consumo de tabaco, n&atilde;o se verificando  rela&ccedil;&otilde;es significativas nas dimens&otilde;es mais relacionadas com a fun&ccedil;&atilde;o do consumo  de tabaco na facilita&ccedil;&atilde;o da socializa&ccedil;&atilde;o e da autoconfian&ccedil;a. O conhecimento dos  efeitos negativos na sa&uacute;de associados ao consumo de tabaco tem uma rela&ccedil;&atilde;o  inversa com este, ou seja, quanto maior o conhecimento dos malef&iacute;cios menor o  consumo (r =&nbsp;-0,158, p &lt;&nbsp;0,01).</P>     <P>No que concerne ao sentido de coer&ecirc;ncia, tal como foi referido anteriormente,  constitui um constructo psicol&oacute;gico relacionado com o sentimento de confian&ccedil;a,  controlo e capacidade de gest&atilde;o da vida. A este n&iacute;vel verificou-se uma rela&ccedil;&atilde;o  negativa entre este constructo e o consumo de tabaco, ainda que de baixa  magnitude. Tamb&eacute;m a satisfa&ccedil;&atilde;o e a realiza&ccedil;&atilde;o escolar se encontra negativamente  relacionada com o consumo de tabaco, podendo estes fatores ser considerados  protetores relativamente ao consumo.</P>     <P>A rela&ccedil;&atilde;o com pares consumidores revela a associa&ccedil;&atilde;o mais forte com o consumo  de tabaco, apresentando correla&ccedil;&otilde;es positivas fortes no que refere a rela&ccedil;&atilde;o  entre o consumo de tabaco e amigos fumadores (r&nbsp;=&nbsp;0,449,  p&nbsp;&lt;&nbsp;0,01) e com amigos que fumam na casa do jovem  (r&nbsp;=&nbsp;0,346, p&nbsp;&lt;&nbsp;0,01).</P>     <P>Por &uacute;ltimo, e no que respeita &agrave; influ&ecirc;ncia das a&ccedil;&otilde;es de informa&ccedil;&atilde;o em meio  escolar e mensagens antitabaco na comunica&ccedil;&atilde;o social, apesar de se verificar uma  correla&ccedil;&atilde;o negativa com o consumo, os valores da mesma s&atilde;o desprez&iacute;veis.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Conclus&otilde;es e discuss&atilde;o</B></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Os resultados do estudo indicam que a maioria dos jovens j&aacute; experimentaram  fumar, sendo a percentagem mais elevada nas raparigas em rela&ccedil;&atilde;o aos rapazes.  Este resultado pode tendencialmente revelar um aumento da preval&ecirc;ncia do consumo  de tabaco entre o sexo feminino. Uma percentagem elevada de jovens revela  h&aacute;bitos regulares de consumo de tabaco, uma vez que cerca de 20% indicou ter  consumido tabaco nos &uacute;ltimos 30 dias. Estes h&aacute;bitos regulares s&atilde;o preocupantes,  na medida em que podem conduzir a comportamentos de depend&ecirc;ncia em idades muito  jovens.</P>     <P>A partir de uma an&aacute;lise da matriz de correla&ccedil;&otilde;es entre os diferentes fatores  familiares, individuais e da rela&ccedil;&atilde;o com os pares/escola podemos referir que, no  geral, as correla&ccedil;&otilde;es verificadas confirmam os resultados encontrados na  literatura sobre fatores de risco e de prote&ccedil;&atilde;o associados ao consumo de  tabaco<SUP>8</SUP><SUP>, </SUP><SUP>9</SUP><SUP>, </SUP><SUP>10</SUP>.</P>     <P>No que diz respeito aos fatores de risco e prote&ccedil;&atilde;o associados ao consumo de  tabaco, no dom&iacute;nio dos fatores familiares, o consumo de tabaco pela m&atilde;e tem  maior influ&ecirc;ncia nos h&aacute;bitos tab&aacute;gicos dos jovens do que o consumo de tabaco  pelo pai. Ainda dentro da fam&iacute;lia, o consumo de tabaco pelos irm&atilde;os &eacute; mais  influente que o da m&atilde;e. Estes dados confirmam os resultados de estudos sobre o  impacto das influ&ecirc;ncias familiares sobre o consumo de tabaco<SUP>11</SUP><SUP>,  </SUP><SUP>12</SUP>.</P>     <P>No dom&iacute;nio das expectativas, cren&ccedil;as e dos estere&oacute;tipos foi poss&iacute;vel observar  associa&ccedil;&otilde;es estatisticamente significativas entre consumidores e n&atilde;o  consumidores de tabaco nos &uacute;ltimos 30 dias. Os fumadores demonstram uma  tend&ecirc;ncia para atribuir caracter&iacute;sticas menos negativas entre os pares  consumidores de tabaco. Curiosamente, quer fumadores quer n&atilde;o fumadores tendem a  caracterizar mais negativamente as mulheres fumadoras. &Eacute;, ainda, importante  destacar que cerca de 50% dos jovens fumadores acreditam que conseguiriam deixar  de fumar se quisessem, o que revela um desconhecimento ou descren&ccedil;a da  depend&ecirc;ncia associada ao consumo de tabaco.</P>     <P>Observou-se que a dimens&atilde;o relativa &agrave; facilita&ccedil;&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es sociais e do  estabelecimento de amizades tem menos impacto do que as expectativas face &agrave;  atratividade e &agrave; sa&uacute;de. Exemplificando, os fumadores tendem a considerar outros  fumadores mais atraentes. Estes dados confirmam os resultados de outros estudos  sobre o impacto diferencial das v&aacute;rias dimens&otilde;es associadas &agrave;s expectativas e  representa&ccedil;&otilde;es sobre o consumo de tabaco nos jovens. Normalmente, dimens&otilde;es  relacionadas com a fun&ccedil;&atilde;o do consumo na facilita&ccedil;&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es sociais est&atilde;o  mais diretamente associadas ao consumo de outras subst&acirc;ncias, designadamente o  &aacute;lcool e o haxixe<SUP>10</SUP>.</P>     <P>No que respeita &agrave; influ&ecirc;ncia da rela&ccedil;&atilde;o com a escola e do sentido de  coer&ecirc;ncia no consumo de tabaco &eacute; poss&iacute;vel observar que os jovens com uma  associa&ccedil;&atilde;o mais positiva com a escola t&ecirc;m uma rela&ccedil;&atilde;o inversa com o consumo de  tabaco, o que nos leva a concluir que esta dimens&atilde;o funciona como fator protetor  face aos h&aacute;bitos tab&aacute;gicos. O sentido de coer&ecirc;ncia apresenta igualmente uma  rela&ccedil;&atilde;o negativa estatisticamente significativa com o consumo de tabaco, mas com  valores desprez&iacute;veis. J&aacute; a associa&ccedil;&atilde;o com pares consumidores encontra-se  positivamente relacionada com o consumo de tabaco nos jovens, constituindo este  um dos fatores com maior poder preditivo deste comportamento.</P>     <P>J&aacute; a rela&ccedil;&atilde;o com pares consumidores revela-se como o fator de risco com uma  associa&ccedil;&atilde;o mais forte com o consumo de tabaco, confirmando o impacto da  influ&ecirc;ncia dos pares nos comportamentos de risco na adolesc&ecirc;ncia. A influ&ecirc;ncia  social por meio da press&atilde;o dos pares e a ideia de que fumar &eacute; um fator de  integra&ccedil;&atilde;o incentivam o consumo<SUP>13</SUP><SUP>, </SUP><SUP>14</SUP>.</P>     <P>Qualquer interven&ccedil;&atilde;o preventiva deve ter em conta uma abordagem integrada dos  diferentes fatores de risco e prote&ccedil;&atilde;o que concorrem para o consumo de tabaco,  sem esquecer as rela&ccedil;&otilde;es entre este comportamento e outros comportamentos de  risco na adolesc&ecirc;ncia (consumo de outras drogas, comportamentos sexuais de  risco, comportamentos antissociais), que como sabemos se encontram  frequentemente associados constituindo parte de uma mesma tend&ecirc;ncia para o risco  manifestada neste per&iacute;odo do ciclo de vida. As estrat&eacute;gias de interven&ccedil;&atilde;o neste  &acirc;mbito prendem-se essencialmente com a forma&ccedil;&atilde;o para o educador e o aumento da  capacita&ccedil;&atilde;o para os alunos com vista &agrave; preven&ccedil;&atilde;o de comportamentos de risco.</P>     <P>Os resultados obtidos neste estudo est&atilde;o na base da elabora&ccedil;&atilde;o de um Plano  Intermunicipal de Preven&ccedil;&atilde;o e Cessa&ccedil;&atilde;o Tab&aacute;gica nos Jovens, que envolve os 16  munic&iacute;pios participantes. Atrav&eacute;s deste plano pretende-se potenciar as a&ccedil;&otilde;es dos  agentes locais e os recursos existentes de forma a desenvolver uma estrat&eacute;gia  intermunicipal consubstanciada em 4 eixos de interven&ccedil;&atilde;o: Informa&ccedil;&atilde;o, Educa&ccedil;&atilde;o  para a sa&uacute;de, Cessa&ccedil;&atilde;o tab&aacute;gica, e Monitoriza&ccedil;&atilde;o e avalia&ccedil;&atilde;o.</P>     <P>O eixo da informa&ccedil;&atilde;o ir&aacute; promover campanhas informativas, produ&ccedil;&atilde;o de  folhetos, artigos na comunica&ccedil;&atilde;o social, cria&ccedil;&atilde;o de blogues, entre outros, sobre  os malef&iacute;cios associados ao tabaco e as respostas existentes para a cessa&ccedil;&atilde;o do  seu consumo. Este eixo dever&aacute;, dentro do poss&iacute;vel, basear-se em informa&ccedil;&atilde;o  produzida com e por jovens com o objetivo de transmiti-la aos seus pares. Desta  forma assegura-se que a linguagem &eacute; adequada e percet&iacute;vel por todos.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>A educa&ccedil;&atilde;o para a sa&uacute;de das crian&ccedil;as e dos jovens tem constitu&iacute;do a principal  abordagem de preven&ccedil;&atilde;o da habitua&ccedil;&atilde;o tab&aacute;gica na adolesc&ecirc;ncia. Esta educa&ccedil;&atilde;o  deve iniciar-se no seio da fam&iacute;lia e o envolvimento da mesma ao n&iacute;vel da  sensibiliza&ccedil;&atilde;o dos jovens para os malef&iacute;cios do tabaco e para a import&acirc;ncia de  optarem por estilos de vida saud&aacute;veis &eacute; fundamental. A este n&iacute;vel, prev&ecirc;-se a  implementa&ccedil;&atilde;o de um conjunto de a&ccedil;&otilde;es estruturadas a desenvolver com as fam&iacute;lias  dos jovens que frequentam as escolas da rede p&uacute;blica.</P>     <P>Para al&eacute;m da fam&iacute;lia, a escola tem um papel muito importante na educa&ccedil;&atilde;o para  a sa&uacute;de. Cabe, tamb&eacute;m, &agrave; escola ajudar os jovens a constru&iacute;rem uma autoestima  positiva e a desenvolverem capacidades para resistirem &agrave;s press&otilde;es do grupo de  pares, da publicidade e da sociedade em geral, adquirindo compet&ecirc;ncias que lhes  permitam fazer op&ccedil;&otilde;es de modo informado, com autonomia e responsabilidade. No  &acirc;mbito deste eixo de interven&ccedil;&atilde;o prev&ecirc;-se o desenvolvimento de um conjunto de  a&ccedil;&otilde;es com as escolas que passar&atilde;o por workshops sobre o tabaco, programas de  informa&ccedil;&atilde;o e sensibiliza&ccedil;&atilde;o sobre o consumo de tabaco e outros comportamentos de  risco na adolesc&ecirc;ncia, programas de promo&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias interpessoais,  elabora&ccedil;&atilde;o de trabalhos de express&atilde;o pl&aacute;stica sobre preven&ccedil;&atilde;o tab&aacute;gica,  concursos de fotografia, entre outras atividades que as escolas, as associa&ccedil;&otilde;es  de estudantes e os jovens pretendam desenvolver. A informa&ccedil;&atilde;o &eacute; imprescind&iacute;vel  para o aumento do <I>empowerment</I> da popula&ccedil;&atilde;o. Uma das formas de produzir  informa&ccedil;&atilde;o &eacute; atrav&eacute;s do debate e esclarecimento de quest&otilde;es, uma metodologia  especialmente eficaz junto da popula&ccedil;&atilde;o mais jovem.</P>     <P>O terceiro eixo atua sobre a depend&ecirc;ncia f&iacute;sica e ps&iacute;quica provocada pela  nicotina, que acaba por ser uma realidade em muitos jovens para os quais deixar  de fumar se torna dif&iacute;cil. Nestes casos, os grupos de autoajuda s&atilde;o pouco  eficazes e o encaminhamento para consultas de cessa&ccedil;&atilde;o tab&aacute;gica promovidas pelos  centros de sa&uacute;de torna-se a medida mais eficaz.</P>     <P>A implementa&ccedil;&atilde;o do Plano Intermunicipal de Preven&ccedil;&atilde;o e Cessa&ccedil;&atilde;o Tab&aacute;gica nos  Jovens ir&aacute; requerer um processo sistem&aacute;tico de monitoriza&ccedil;&atilde;o e avalia&ccedil;&atilde;o,  sustentado na cria&ccedil;&atilde;o de grupos de acompanhamento do projeto no terreno, na  avalia&ccedil;&atilde;o de processos e de resultados, atrav&eacute;s de instrumentos a criar para o  efeito sob inspira&ccedil;&atilde;o da metodologia de Avalia&ccedil;&atilde;o do Impacto em Sa&uacute;de.</P>     <P>O desenvolvimento deste projeto de investiga&ccedil;&atilde;o/a&ccedil;&atilde;o constitui uma plataforma  de trabalho comum entre munic&iacute;pios da Rede Portuguesa de Cidades Saud&aacute;veis, que  permitir&aacute; criar instrumentos e metodologias de interven&ccedil;&atilde;o com o objetivo de  prevenir o consumo de tabaco por parte dos jovens. Este projeto entronca no  trabalho local desenvolvido por cada munic&iacute;pio no &acirc;mbito dos Planos de  Desenvolvimento de Sa&uacute;de e nas din&acirc;micas de parceria j&aacute; existentes. Constitui  tamb&eacute;m um contributo para a abordagem de objetivos da  V Fase da Rede Europeia de Cidades Saud&aacute;veis da OMS, designadamente a  promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de dos jovens e estilos de vida saud&aacute;veis, de ambientes livres de  tabaco e a preven&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;as n&atilde;o transmiss&iacute;veis, entre outros.     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Bibliograf&iacute;a</B></P>     <!-- ref --><P>1. World Health Organization. WHO report on the global tobacco epidemic:  warning about the dangers of tobacco. [Online]. Geneva: WHO; 2001. [consultado 9  Out 2011]. Dispon&iacute;vel em: <A  href="http://whqlibdoc.who.int/publications/2011/9789240687813_eng.pdf">http://whqlibdoc.who.int/publications/2011/9789240687813_eng.pdf</A>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S0870-9025201300010001100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </P>     <!-- ref --><P>2. Nunes E. Consumo de tabaco: estrat&eacute;gias de preven&ccedil;&atilde;o e controlo. Cad  Dir–Ger Sa&uacute;de. 2002; 1:6–10.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S0870-9025201300010001100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>3. Nunes E. Consumo de tabaco: efeitos na sa&uacute;de. Rev Port Clin Geral. 2006;  22:225–44.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S0870-9025201300010001100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>4. Currie C, Gabhainn S, Godeau E, Roberts C, Smith R, Currie D, et–al.  Inequalities in young people's health. In: Health Behaviour in School–aged  Children (HBSC): international report from the 2005/2006 survey. Copenhagen:  WHO; 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S0870-9025201300010001100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>5. World Health Organization. Prevention and care of illness: adolescents and  substance use. Copenhagen: WHO; 2003. (Child and Adolescent Health and  Development).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S0870-9025201300010001100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>6. Centers for Disease Control and Prevention. Global Youth Tobacco Survey  (GYTS): 2001 handbook. Atlanta: CDC; 2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S0870-9025201300010001100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>7. Antonovsky A. Unravelling the mystery of health: how people manage stress  and stay well. San Francisco, CA: Jossey–Bass; 1987.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S0870-9025201300010001100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>8. Hawkins J, Catalano R, Miller J. Risk and protective factors for alcohol  and other drug problems in adolescence and early adulthood: implications for  substance abuse prevention. Psychol Bull. 1992; 112:64–105.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S0870-9025201300010001100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>9. Rhodes T, Lilly R, Fernandes C, Giorgino E, Kemmesis U, Ossebaard H,  et–al. Risk factors associated with drug use: the importance of risk  environment. Drug–Educ Prev Polic. 2003; 10:303–29.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S0870-9025201300010001100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>10. Chitas V. Consumo de drogas e outros comportamentos de risco na  adolesc&ecirc;ncia: fatores de risco e fatores de prote&ccedil;&atilde;o. Porto: FPCE–UP; 2010. Tese  de Doutoramento em Psicologia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S0870-9025201300010001100010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>11. Melby J, Conger R, Conger K, Lorenz F. Effects of parental behavior on  tobacco use by young male adolescents. J Marriage Fam. 1993; 55:439–54.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S0870-9025201300010001100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>12. Rossow I. Additive and interactional effects of parental health behaviors  in adolescen an empirical study of smoking and alcohol consumption in Norwegian  families. Paper presented at the Youth and Drugs Conference, Larkollen, Norway.  1992.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S0870-9025201300010001100012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>13. Dishion T, Capaldi D, Spracken K, Li F. Peer ecology of male adolescent  drug use. Dev Psychopathol. 1995; 7:803–24.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S0870-9025201300010001100013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>14. Vit&oacute;ria P, Salgueiro M, Silva S, De Vries H. The impact of social  influence on adolescent intention to smoke: combining types and referents of  influence. Br J Health Psychol. 2009; 14:681–99.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S0870-9025201300010001100014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Conflito de interesses</B></P>     <P>Os autores declaram n&atilde;o haver conflito de interesses.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P>Recebido 9 Outubro 2012. Aceito 30 Maio 2013 </P>     ]]></body>
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