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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Percepção das gestantes do Programa de Saúde da Família em relação à saúde bucal no município de Ribeirópolis, Sergipe, Brasil]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The present work aimed to understand the perception of pregnant women in the Family Health Program related to the oral problems and dental treatment during gestation, in the city of Ribeirópolis-SE. Forty-one pregnant women were interviewed based on direct or indirect questions by following a script, and the analysis of this results were developed through quantitative and qualitative methodology. The results indicated that the great majority of pregnant women worry about myths and beliefs truly mixed into the local popular culture namely the damages of oral health care during gestation and the contraindication of any odontology treatment in pregnancy. We found that health care professionals must clarify such myths and beliefs, prioritizing oral health actions that may lead to the improvement of oral health and to the quality of life of mother and children.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <P align="right"><b>ARTIGOS ORIGINAIS</b></P>      <p>&nbsp;</p>     <p><b>Percep&ccedil;&atilde;o das gestantes do Programa de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de bucal no munic&iacute;pio de Ribeir&oacute;polis, Sergipe, Brasil</b></p>     <p><b>Perception of the pregnant women of the family health program in relation to the oral health in Ribeir&oacute;polis, Sergipe, Brasil</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Marlos Cesar Bomfim Cabral<sup>a</sup>, Thiago de Santana Santos<sup>b</sup><a href="#c0">*</a><a name="topc0"></a>, Thiago Pel&uacute;cio Moreira<sup>c</sup> </b></p>     <p><sup>a</sup>Faculdade de Odontologia S&atilde;o Leopoldo Mandic (SLM), Campinas, SP, Brasil</p>    <p><sup>b</sup>Faculdade de Odontologia de Ribeir&atilde;o Preto (FORP/USP), Ribeir&atilde;o Preto, SP, Brasil</p>    <p><sup>c</sup>Universidade de Fortaleza (UNIFOR), Fortaleza, CE, Brasil</p>		     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>RESUMO</b></p>     <p>O presente trabalho objetivou compreender a percep&ccedil;&atilde;o das gestantes do Programa Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia em rela&ccedil;&atilde;o aos problemas bucais e ao tratamento odontol&oacute;gico na gesta&ccedil;&atilde;o, no munic&iacute;pio de Ribeir&oacute;polis-SE. Foram entrevistadas 41 gestantes, utilizando-se um roteiro de entrevista com quest&otilde;es abertas e fechadas, e a an&aacute;lise dos resultados foi desenvolvida atrav&eacute;s de metodologia quantitativa e qualitativa. Os resultados mostraram que a grande maioria das gestantes acreditam em mitos e cren&ccedil;as enraizados na cultura popular, no que se refere principalmente a preju&iacute;zos &agrave; sa&uacute;de bucal decorrentes da gesta&ccedil;&atilde;o e &agrave; contraindica&ccedil;&atilde;o do tratamento odontol&oacute;gico na gravidez. Concluiu-se que os profissionais das equipes de sa&uacute;de devem buscar desmistificar tais mitos e cren&ccedil;as, priorizando a&ccedil;&otilde;es de promo&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de que conduzam &agrave; melhoria da sa&uacute;de bucal e qualidade de vida tanto da m&atilde;e quanto dos seus filhos.</p>     <p><b>Palavras-chave</b>: Gestantes, Percep&ccedil;&atilde;o, Sa&uacute;de bucal, Programa Sa&uacute;de da Fam&iacute;liar</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The present work aimed to understand the perception of pregnant women in the Family Health Program related to the oral problems and dental treatment during gestation, in the city of Ribeir&oacute;polis-SE. Forty-one pregnant women were interviewed based on direct or indirect questions by following a script, and the analysis of this results were developed through quantitative and qualitative methodology. The results indicated that the great majority of pregnant women worry about myths and beliefs truly mixed into the local popular culture namely the damages of oral health care during gestation and the contraindication of any odontology treatment in pregnancy.</p>    <p>We found that health care professionals must clarify such myths and beliefs, prioritizing oral health actions that may lead to the improvement of oral health and to the quality of life of mother and children.</p>     <p><b>Keywords: </b>Pregnant women. Perception. Oral health. Family Health Program. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O per&iacute;odo gestacional &eacute; um momento &uacute;nico e especial na vida da mulher. Representa uma &eacute;poca repleta de oportunidades de intera&ccedil;&atilde;o das mulheres com os servi&ccedil;os de sa&uacute;de, possibilitando uma atua&ccedil;&atilde;o dentro da perspectiva de promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de, educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de, preven&ccedil;&atilde;o, identifica&ccedil;&atilde;o e tratamento de problemas tanto da gestante quanto de seu futuro filho<sup>1</sup>. A aten&ccedil;&atilde;o integral &agrave; gestante no pr&eacute;-natal constitui hoje, sobretudo no Programa Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia (PSF), fator relevante para os profissionais de sa&uacute;de, uma vez que quando a mulher &eacute; assistida e cuidada neste per&iacute;odo melhora-se a possibilidade de uma gravidez tranquila e filhos saud&aacute;veis<sup>2</sup>.</p>    <p>Diante da necessidade de aten&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica &agrave; gestante, foi institu&iacute;do, em 2000, o Programa de Humaniza&ccedil;&atilde;o no Pr&eacute;-natal e Nascimento (PHPN), com o objetivo de assegurar a melhoria do acesso, da cobertura e da qualidade do acompanhamento pr&eacute;-natal e a assist&ecirc;ncia ao parto e puerp&eacute;rio. Desta maneira, &eacute; dever das unidades de sa&uacute;de receber com dignidade a mulher, seus familiares e o rec&eacute;m-nascido. Isto requer atitude &eacute;tica e solid&aacute;ria dos profissionais de sa&uacute;de e organiza&ccedil;&atilde;o da institui&ccedil;&atilde;o de modo a criar um ambiente acolhedor e humanizado<sup>3</sup>.</p>    <p>Assim, de acordo com as Diretrizes da pol&iacute;tica nacional de sa&uacute;de bucal<sup>4</sup> propostas em 2004, as a&ccedil;&otilde;es educativo-preventivas com gestantes qualificam sua sa&uacute;de e tornam-se fundamentais para introduzir bons h&aacute;bitos desde o in&iacute;cio da vida da crian&ccedil;a. Em trabalho conjunto com a equipe de sa&uacute;de, a gestante, ao iniciar o pr&eacute;-natal, deve ser encaminhada para uma consulta odontol&oacute;gica, que minimamente inclua os seguintes atos: orienta&ccedil;&atilde;o sobre a possibilidade de atendimento durante a gesta&ccedil;&atilde;o, exame de tecidos moles e identifica&ccedil;&atilde;o de risco &agrave; sa&uacute;de bucal, diagn&oacute;stico de les&otilde;es de c&aacute;rie e necessidade de tratamento curativo, diagn&oacute;stico de gengivite ou doen&ccedil;a periodontal cr&ocirc;nica e necessidade de tratamento, e orienta&ccedil;&otilde;es sobre h&aacute;bitos alimentares (ingest&atilde;o de a&ccedil;&uacute;cares) e higiene bucal.</p>    <p>O per&iacute;odo gestacional revela-se como oportunidade peculiar para a preven&ccedil;&atilde;o de problemas bucais e para a educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de, j&aacute; que as gestantes se encontram receptivas e &aacute;vidas de conhecimentos que possam contribuir para o bem-estar do beb&ecirc;<sup>5</sup>.</p>    <p>No entanto, a sa&uacute;de bucal da gestante &eacute; cercada de muitas d&uacute;vidas e cren&ccedil;as que s&atilde;o passadas ao longo dos tempos, atrav&eacute;s de experi&ecirc;ncias relatadas por suas av&oacute;s, m&atilde;es e outras gestantes. V&aacute;rios estudos t&ecirc;m evidenciado que as gestantes desconhecem fatores biom&eacute;dicos importantes referentes &agrave; sa&uacute;de bucal<sup>6</sup><sup>, </sup><sup>7</sup><sup>, </sup><sup>8</sup><sup>, </sup><sup>9</sup><sup>, </sup><sup>10</sup><sup>, </sup><sup>11</sup><sup>, </sup><sup>12</sup><sup>, </sup><sup>13</sup> e possuem percep&ccedil;&otilde;es arraigadas na cultura popular no que diz respeito &agrave;s doen&ccedil;as bucais e gravidez, bem como ao tratamento odontol&oacute;gico no per&iacute;odo gestacional<sup>11</sup><sup>, </sup><sup>12</sup><sup>, </sup><sup>13</sup><sup>, </sup><sup>14</sup><sup>, </sup><sup>15</sup>.</p>    <p>Desta maneira, muitas gestantes n&atilde;o colocam o pr&eacute;-natal odontol&oacute;gico como prioridade<sup>11</sup><sup>, </sup><sup>12</sup><sup>, </sup><sup>14</sup><sup>, </sup><sup>16</sup><sup>, </sup><sup>17</sup><sup>, </sup><sup>18</sup>, contribuindo para o agravo de problemas bucais e para a precariedade das condi&ccedil;&otilde;es bucais tanto da m&atilde;e quanto de suas crian&ccedil;as.</p>    <p>Neste sentido, a educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de bucal para gestantes deve ser enfatizada, uma vez que as m&atilde;es exercem um importante papel no n&uacute;cleo familiar, atuando como multiplicadoras de informa&ccedil;&otilde;es, formando opini&otilde;es e construindo muitos comportamentos que seus filhos ter&atilde;o<sup>19</sup><sup>, </sup><sup>20</sup>.</p>    <p>Torna-se indispens&aacute;vel, portanto, que as equipes de sa&uacute;de amadure&ccedil;am na perspectiva de desmistificar cren&ccedil;as relacionadas com a sa&uacute;de bucal e gravidez, sem, contudo, aviltar o saber popular, destacando a import&acirc;ncia da preven&ccedil;&atilde;o e promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de durante o per&iacute;odo pr&eacute;-natal. Diante disto, as principais quest&otilde;es levantadas neste estudo foram: (a) qual a percep&ccedil;&atilde;o das gestantes em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s doen&ccedil;as bucais no per&iacute;odo gestacional? e b) qual a percep&ccedil;&atilde;o das futuras m&atilde;es no tocante ao tratamento odontol&oacute;gico durante a gravidez?</p>    <p>Considerando que o PSF destaca a aten&ccedil;&atilde;o a grupos priorit&aacute;rios, em especial gestantes e crian&ccedil;as, e que as m&atilde;es desempenham importante papel na sa&uacute;de de seus filhos, este estudo buscou compreender a percep&ccedil;&atilde;o das gestantes no que concerne aos problemas bucais e ao tratamento odontol&oacute;gico na gravidez, em Ribeir&oacute;polis-Sergipe (SE).</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Metodologia</b></p>    <p>O estudo tratou-se de uma pesquisa do tipo explorat&oacute;ria, de natureza descritiva, utilizando os recursos t&eacute;cnicos da abordagem qualiquantitativa. O espa&ccedil;o geogr&aacute;fico da pesquisa foi o munic&iacute;pio de Ribeir&oacute;polis-SE, situado na regi&atilde;o oeste, agreste sergipano, a 75&#160;km da capital Aracaju. Possui uma &aacute;rea territorial de 262&#160;km<sup>2</sup> e uma popula&ccedil;&atilde;o residente estimada de 16.320 habitantes. As principais atividades econ&ocirc;micas s&atilde;o: com&eacute;rcio, agricultura (feij&atilde;o e milho) e pecu&aacute;ria (bovinos). Trata-se de uma cidade que possui muitos comerciantes, sendo conhecida como &laquo;terra de comerciantes bem-sucedidos&raquo;, pois v&aacute;rias pessoas do lugar adquiriram belas casas trabalhando apenas como feirantes.</p>    <p>Percebeu-se claramente duas realidades distintas entre as zonas urbana e rural. Na zona urbana a maior parte das pessoas sobrevivem atrav&eacute;s da renda proveniente de emprego no setor p&uacute;blico municipal e no setor privado, bem como atrav&eacute;s da renda do trabalho aut&ocirc;nomo, sendo que as mulheres na sua maioria s&atilde;o donas de casa. Al&eacute;m disto, todas as ruas s&atilde;o pavimentadas e todas as casas contam com o sistema de &aacute;gua tratada de abastecimento p&uacute;blico. J&aacute; na zona rural a grande parcela das fam&iacute;lias n&atilde;o possui renda fixa e praticam a agricultura de subsist&ecirc;ncia, por&eacute;m muitas mulheres trabalham como empregadas dom&eacute;sticas e diaristas. A maioria das ruas n&atilde;o s&atilde;o pavimentadas e muitas resid&ecirc;ncias n&atilde;o s&atilde;o contempladas pelo sistema p&uacute;blico de abastecimento de &aacute;gua.</p>    <p>Corresponde a um munic&iacute;pio privilegiado do agreste sergipano por possuir 2 ind&uacute;strias que geram emprego e renda. Conta tamb&eacute;m com a atua&ccedil;&atilde;o da Funda&ccedil;&atilde;o Paes Mendon&ccedil;a, no povoado Serra do Machado, que tem beneficiado a popula&ccedil;&atilde;o local atrav&eacute;s das institui&ccedil;&otilde;es de ensino fundamental e de educa&ccedil;&atilde;o infantil, filarm&ocirc;nica, asilo e cooperativa das bordadeiras.</p>    <p>A Igreja Cat&oacute;lica &- Igreja Matriz de Ribeir&oacute;polis Sagrado Cora&ccedil;&atilde;o de Jesus &- possui grande legitimidade para a popula&ccedil;&atilde;o municipal, sendo a principal respons&aacute;vel pelos eventos religiosos e filantr&oacute;picos da regi&atilde;o.</p>    <p>Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de p&uacute;blica, Ribeir&oacute;polis possui atualmente 8 unidades de sa&uacute;de, distribu&iacute;das nas zonas rural e urbana, 6 equipes de sa&uacute;de da fam&iacute;lia, compostas por m&eacute;dicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem e agentes comunit&aacute;rios de sa&uacute;de, e 4 equipes de sa&uacute;de bucal, compostas por cirurgi&otilde;es-dentistas e auxiliares de consult&oacute;rio dent&aacute;rio.</p>    <p>Foi neste contexto que se situou o presente trabalho, no qual as gestantes inscritas no PSF mencionaram suas percep&ccedil;&otilde;es sobre sa&uacute;de bucal. A escolha pelo munic&iacute;pio de Ribeir&oacute;polis-SE se deu em virtude da atua&ccedil;&atilde;o do pesquisador no PSF da regi&atilde;o e pelo desejo de que os resultados deste estudo possam servir como instrumento para planejamento de a&ccedil;&otilde;es em sa&uacute;de bucal dirigidas &agrave;s mulheres no per&iacute;odo pr&eacute;-natal.</p>    <p>Neste estudo, as gestantes foram pesquisadas em 2 estabelecimentos de sa&uacute;de onde atuam as equipes de sa&uacute;de da fam&iacute;lia: Cl&iacute;nica de Sa&uacute;de de Ribeir&oacute;polis, localizada na sede do munic&iacute;pio, e Centro de Sa&uacute;de Irm&atilde; Alice de Jesus Fernandes, situado no povoado Serra do Machado. Inicialmente, as gestantes eram esclarecidas sobre os objetivos e metodologia da pesquisa e, ap&oacute;s a assinatura do termo de consentimento livre e esclarecido, as entrevistas eram realizadas.</p>    <p>A amostra foi constitu&iacute;da por 41 mulheres gr&aacute;vidas, que corresponderam ao total de gestantes cadastradas no programa de pr&eacute;-natal (SIS-PRENATAL) no m&ecirc;s de fevereiro de 2010 e acompanhadas pelo PSF local.</p>    <p>Para a coleta de dados, a t&eacute;cnica escolhida foi a entrevista, utilizando como instrumento um roteiro de entrevista, elaborado exclusivamente para a pesquisa, contendo 3 blocos de perguntas: dados pessoais e s&oacute;cio-econ&ocirc;micos (idade, estado conjugal, n&iacute;vel de escolaridade, ocupa&ccedil;&atilde;o, renda familiar e local de resid&ecirc;ncia), dados sobre a gesta&ccedil;&atilde;o (trimestre de gesta&ccedil;&atilde;o, n&uacute;mero de gesta&ccedil;&otilde;es e orienta&ccedil;&atilde;o sobre sa&uacute;de bucal) e informa&ccedil;&otilde;es acerca da percep&ccedil;&atilde;o sobre problemas bucais e tratamento odontol&oacute;gico na gravidez.</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Realizou-se an&aacute;lise qualitativa atrav&eacute;s do m&eacute;todo hermen&ecirc;utico-dial&eacute;tico proposto por Minayo <sup>21</sup>, ap&oacute;s a transcri&ccedil;&atilde;o e codifica&ccedil;&atilde;o dos dados e informa&ccedil;&otilde;es coletados. Esta etapa envolveu a organiza&ccedil;&atilde;o do material de acordo com as unidades de contexto, elabora&ccedil;&atilde;o das categorias, experi&ecirc;ncia pessoal do pesquisador e, posteriormente, o confronto dos dados a partir do referencial te&oacute;rico sobre o assunto. Com o prop&oacute;sito de preservar a identidade das gestantes pesquisadas, seus nomes foram substitu&iacute;dos. As falas apresentadas foram destacadas do texto em it&aacute;lico e entre aspas e transcritas respeitando-se a grafia e a sintaxe utilizadas pelas entrevistadas.</p>    <p>A partir do m&eacute;todo hermen&ecirc;utico-dial&eacute;tico, foram identificadas as seguintes tem&aacute;ticas centrais relacionadas &agrave; percep&ccedil;&atilde;o das gestantes sobre sa&uacute;de bucal, visando atingir os objetivos propostos: conceito de sa&uacute;de, processo sa&uacute;de/doen&ccedil;a bucal, gravidez e problemas bucais e tratamento odontol&oacute;gico na gesta&ccedil;&atilde;o.</p>    <p>A abordagem qualitativa favorece a identifica&ccedil;&atilde;o em detalhes das atitudes, necessidades e valores de grupos-alvo espec&iacute;ficos, al&eacute;m da avalia&ccedil;&atilde;o de programas de educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de e de pol&iacute;ticas sociais voltadas para a sa&uacute;de bucal<sup>22</sup>. Esta avalia&ccedil;&atilde;o demanda uma compreens&atilde;o mais profunda de opini&otilde;es, significados, emo&ccedil;&otilde;es, a&ccedil;&otilde;es e o modo como tudo isto interfere no comportamento em sa&uacute;de no ambiente onde o indiv&iacute;duo vive<sup>23</sup><sup>, </sup><sup>24</sup>.</p>    <p>Atrav&eacute;s da pesquisa qualitativa &eacute; poss&iacute;vel aprofundar o conhecimento em est&aacute;gio precoce da pesquisa<sup>24</sup>, investigar quest&otilde;es sociol&oacute;gicas relacionadas &agrave; sa&uacute;de<sup>23</sup>, entender comportamentos n&atilde;o aparentes, al&eacute;m de revelar de maneira acurada e com bases cient&iacute;ficas o pensamento dos indiv&iacute;duos sobre a aten&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de bucal e acesso &agrave; assist&ecirc;ncia odontol&oacute;gica<sup>22</sup>.</p>    <p>Os dados quantitativos foram processados atrav&eacute;s do programa Microsoft Excel 2003<sup>&reg;</sup> e SPSS 13.0<sup>&reg;</sup> e apresentados em forma de tabelas, com valores absolutos e percentuais.</p>    <p>Para Minayo<sup>21</sup>, o trabalho de pesquisa de car&aacute;ter quantitativo permite uma menor incid&ecirc;ncia de erros nos resultados, visto que sua abordagem, desde a antiguidade, oferece uma margem de dados estat&iacute;sticos regulares, matem&aacute;ticos, al&eacute;m de possibilitar uma intera&ccedil;&atilde;o entre o pensamento e a linguagem e o seu desenvolvimento m&uacute;tuo, possuindo ainda a import&acirc;ncia de mensurar, observar e representar extensivamente o objeto estudado, como tamb&eacute;m a interpreta&ccedil;&atilde;o dos fatos em suas diversas formas.</p>    <p>Por se tratar de estudo que envolve seres humanos, o projeto de pesquisa foi aprovado pelo Comit&ecirc; de &eacute;tica em Pesquisa da Universidade Federal de Sergipe sob o protocolo n.&deg; 007/2006.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados e discuss&atilde;o</b></p>    <p>Os resultados foram apresentados atrav&eacute;s de tr&ecirc;s se&ccedil;&otilde;es &- aspectos s&oacute;cio-econ&ocirc;micos, dados sobre a gesta&ccedil;&atilde;o e percep&ccedil;&atilde;o sobre sa&uacute;de bucal &- e analisados de forma qualiquantitativa, correlacionando-os com o referencial te&oacute;rico pesquisado.</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Adentrando no contexto s&oacute;cio-econ&ocirc;mico</i></p>    <p>Algumas caracter&iacute;sticas pessoais e s&oacute;cio-econ&ocirc;micas foram apresentadas para se conhecer o grupo estudado (<a href="#t1">Tabela 1</a>). As gestantes participantes da entrevista estavam na faixa et&aacute;ria de 17-37 anos, sendo predominante o estado conjugal casado (85,3).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t1"> <img src="/img/revistas/rpsp/v31n2/31n2a06t1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>A maioria das gestantes possu&iacute;a o segundo grau completo (39,0), discordando dos estudos de Menino e Bijella<sup>16</sup>, Stamford et al.<sup>10</sup>, Santos-Pinto et al.<sup>12</sup> e Tiveron et al.<sup>18</sup>, em que a maior parte das mulheres gr&aacute;vidas pesquisadas - 62,3, 62,5, 45,7 e 55,9, respectivamente - possu&iacute;am apenas o primeiro grau.</p>    <p>Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; ocupa&ccedil;&atilde;o, 46,3 das entrevistadas tinham como ocupa&ccedil;&atilde;o principal os afazeres dom&eacute;sticos. Este resultado corrobora com os achados de Menino e Bijella <sup>16</sup> (59,3) e Tiveron et al.<sup>18</sup> (58,8), uma vez que a maioria das gestantes por eles pesquisadas tamb&eacute;m referiram ser donas de casa.</p>    <p>Mais da metade das futuras mam&atilde;es (65,8) possu&iacute;a renda familiar de um a 2 sal&aacute;rios m&iacute;nimos. Os trabalhos de Menino e Bijella<sup>16</sup> e Tiveron et al.<sup>18</sup> tamb&eacute;m mostraram que 70,6 e 81,3 das gestantes, respectivamente, vivem com menos de 3 sal&aacute;rios m&iacute;nimos.</p>    <p>Quanto ao local de resid&ecirc;ncia, 41,4 das mulheres moravam na zona urbana e 58,6 moravam na zona rural. No entanto, em estudo realizado por Santos-Pinto et al.<sup>12</sup>, a grande maioria das gestantes (91,1) residiam na zona urbana.</p>    <p><i>Nove meses de espera: investigando a gesta&ccedil;&atilde;o</i></p>    <p>No que concerne &agrave; gesta&ccedil;&atilde;o, buscou-se algumas informa&ccedil;&otilde;es que pudessem exprimir o curso e experi&ecirc;ncias do per&iacute;odo pr&eacute;-natal no recorte de mulheres pesquisado (<a href="#t2">Tabela 2</a>). Os resultados mostraram que 17,0 das gestantes estavam no primeiro trimestre, 56,1 no segundo e 26,9 no terceiro. Entretanto, a maioria das gestantes pesquisadas por Maeda et al.<sup>11</sup> (49,13) e por Santos-Pinto et al.<sup>12</sup> (53,8) estavam no terceiro trimestre de gesta&ccedil;&atilde;o.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="t2"> <img src="/img/revistas/rpsp/v31n2/31n2a06t2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Quanto ao n&uacute;mero de gesta&ccedil;&otilde;es, 53,6 eram primigestas, ou seja, estavam na primeira gravidez, e 46,4 eram multigestas (<a href="#t2">Tabela 2</a>), concordando com o estudo de Santos-Pinto et al.<sup>12</sup>, em que a maioria das gestantes entrevistadas (48,1) eram primigestas. Todavia, o trabalho de Maeda et al.<sup>11</sup> mostrou que 64,65 das mulheres pesquisadas eram multigestas e apenas 35,5 eram primigestas.</p>    <p>Verificou-se tamb&eacute;m que durante o per&iacute;odo gestacional apenas 31,7 das gestantes pesquisadas receberam orienta&ccedil;&otilde;es sobre sa&uacute;de bucal, ao passo que 68,3 delas n&atilde;o receberam nenhuma orienta&ccedil;&atilde;o (<a href="#t2">Tabela 2</a>). Estes resultados est&atilde;o em concord&acirc;ncia com os identificados por Menino e Bijella<sup>16</sup> e Tiveron et al.<sup>18</sup>, uma vez que em suas pesquisas 95,3 e 97,6 das mulheres, respectivamente, n&atilde;o receberam no per&iacute;odo gestacional nenhum tipo de orienta&ccedil;&atilde;o sobre sa&uacute;de bucal.</p>    <p><i>Dando a luz a um sorriso: a percep&ccedil;&atilde;o sobre sa&uacute;de bucal</i></p>    <p>Para facilitar a compreens&atilde;o, os aspectos referentes &agrave; percep&ccedil;&atilde;o das gestantes sobre sa&uacute;de bucal foram divididos em 4 tem&aacute;ticas principais que seguem.</p>    <p><i><i>Conceito de sa&uacute;de</i></i></p>    <p>Os depoimentos das gestantes no que se refere ao conceito de sa&uacute;de remetem a uma associa&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de com a aus&ecirc;ncia de doen&ccedil;a: <i>&laquo;Pra mim sa&uacute;de &eacute; n&atilde;o ter doen&ccedil;a... &eacute; t&aacute; bem&raquo;</i>, Filomena, recepcionista de 23 anos; <i>&laquo;Eu acho que sa&uacute;de &eacute; viver bem, sem nenhuma doen&ccedil;a ou problema de sa&uacute;de&raquo;</i>, Hinaiara, estudante de 20 anos; <i>&laquo;Sa&uacute;de &eacute; ter todo o corpo saud&aacute;vel...&raquo;</i>, Wanilda, bab&aacute; de 25 anos<i>.</i> Poucas entrevistadas conseguiram emitir um conceito mais abrangente para a sa&uacute;de, como fica ilustrado no depoimento de Gioconda, dona de casa de 29 anos: <i>&laquo;Pra mim sa&uacute;de &eacute; estar bem no f&iacute;sico, no emocional e no espiritual...&raquo;.</i></p>    <p>Os relatos sobre o conceito de sa&uacute;de, baseado na explica&ccedil;&atilde;o eminentemente biom&eacute;dica, ainda &eacute; comum nos dias atuais. Percebe-se que a vis&atilde;o do problema de sa&uacute;de e os comportamentos de busca de sa&uacute;de se ativam unicamente quando a dor, a infec&ccedil;&atilde;o ou a mol&eacute;stia est&atilde;o presentes em alguns dos membros do grupo familiar<sup>16</sup>. Por&eacute;m, o processo sa&uacute;de/doen&ccedil;a n&atilde;o deve ser considerado apenas do ponto de vista biol&oacute;gico. &eacute; importante analisar a concep&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de dentro de um largo espectro social, pol&iacute;tico, econ&ocirc;mico e cultural, uma vez que o indiv&iacute;duo n&atilde;o &eacute; somente um ser f&iacute;sico, que esporadicamente &eacute; acometido por doen&ccedil;a, mas tamb&eacute;m &eacute; um ser social, devendo-se levar em conta as diferen&ccedil;as entre as pessoas que vivem em condi&ccedil;&otilde;es bastante distintas, no mais amplo sentido.</p>    <p>Assim, em 1946, a Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de (OMS) confere &agrave; sa&uacute;de o estado de completo &laquo;bem-estar f&iacute;sico, mental e social, e n&atilde;o meramente a aus&ecirc;ncia de doen&ccedil;a ou incapacidade&raquo; <sup>25</sup>. Este conceito, criticado por muitos autores, n&atilde;o remete &agrave; import&acirc;ncia da promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de para a melhoria da qualidade de vida dos indiv&iacute;duos<sup>26</sup>.</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>J&aacute; a Confer&ecirc;ncia de Ottawa, em 1986, veio a confirmar a import&acirc;ncia da defini&ccedil;&atilde;o ampla de sa&uacute;de, na medida em que associa &agrave; sa&uacute;de valores como solidariedade, equidade, democracia, cidadania e paz, conferindo ao conceito uma dimens&atilde;o integradora e complexa, dentro de uma perspectiva inovadora de promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de<sup>27</sup>. A confer&ecirc;ncia enfatiza ainda ser a sa&uacute;de um conceito positivo, um recurso para o desenvolvimento social, econ&ocirc;mico e pessoal, assim como importante dimens&atilde;o da qualidade de vida<sup>28</sup>.</p>    <p>Por outro lado, Canguilhem<sup>29</sup> traz uma importante contribui&ccedil;&atilde;o conceitual ao tratar o conceito de sa&uacute;de colocando em xeque a concep&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de como oposto de doen&ccedil;a. Este autor afirma que &eacute; valendo-se da capacidade dos indiv&iacute;duos para tolerar as infidelidades e varia&ccedil;&otilde;es do meio que se deve pensar o conceito de sa&uacute;de. Outrossim, refor&ccedil;a que as interven&ccedil;&otilde;es em sa&uacute;de necessitam se orientar, n&atilde;o apenas a fim de impedir que a doen&ccedil;a aconte&ccedil;a, mas tamb&eacute;m prover meios para que os indiv&iacute;duos e grupos possam adoecer e recuperar-se.</p>    <p>&eacute; mister destacar que as concep&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de, apesar de por vezes n&atilde;o corresponderem ao conhecimento cient&iacute;fico, podem ser integradas ao conhecimento social e cultural de uma popula&ccedil;&atilde;o e influenciadas por fatores hist&oacute;ricos de uma determinada &eacute;poca, convergindo ou divergindo de acordo com o extrato social<sup>30</sup>. Desta forma, Canguilhem<sup>29</sup> defende que a sa&uacute;de n&atilde;o pode ser concebida como um conceito cient&iacute;fico, e sim vulgar, ou seja, ao alcance de todos. E isto porque, segundo Caponi<sup>31</sup>, a sa&uacute;de implica uma experi&ecirc;ncia subjetiva vivenciada pelo sujeito, que n&atilde;o pode ser totalmente apreendida pelo conhecimento cient&iacute;fico nem se pretender um conceito de valor universal.</p>    <p>Torna-se claro, portanto, que o conceito de sa&uacute;de &eacute; algo em constru&ccedil;&atilde;o, dependente de valores sociais, culturais, subjetivos e hist&oacute;ricos. Trata-se de uma rela&ccedil;&atilde;o harmoniosa que oportuniza aos indiv&iacute;duos viver com qualidade, de rela&ccedil;&otilde;es mais solid&aacute;rias, de respeito &agrave; natureza e responsabilidade ecol&oacute;gica, rela&ccedil;&otilde;es cidad&atilde;s com o Estado, com perspectivas positivas para a vida e para o futuro. O significado destas rela&ccedil;&otilde;es &eacute; a constru&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de num sentido mais amplo, de luta contra as desigualdades, constru&ccedil;&atilde;o da cidadania e da constitui&ccedil;&atilde;o de sujeitos.</p>    <p>Assim, a promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de apresenta-se como uma estrat&eacute;gia que requer a articula&ccedil;&atilde;o de saberes t&eacute;cnicos e populares, atua&ccedil;&otilde;es intersetoriais e a participa&ccedil;&atilde;o da comunidade, de modo a garantir que as for&ccedil;as e recursos aplicados neste sentido atinjam seus objetivos em seus m&uacute;ltiplos aspectos na busca da qualidade de vida para a popula&ccedil;&atilde;o<sup>32</sup>.</p>    <p><i><i>Processo sa&uacute;de/doen&ccedil;a bucal</i></i></p>    <p>As gestantes conferem ao adoecimento bucal o fato de haver na boca dentes cariados, necessitando de tratamento e extra&ccedil;&atilde;o, como relata Adelaide, dom&eacute;stica diarista de 33 anos: <i>&laquo;A nossa sa&uacute;de bucal fica ruim quando a gente tem dentes furados e que precisa ser arrancado&raquo;.</i> Para elas, a sa&uacute;de bucal torna-se muito restrita &agrave; sa&uacute;de dos dentes, como algo compartimentalizado, n&atilde;o fazendo parte do restante do organismo, como ressalta a seguinte fala: <i>&laquo;...Eu acho que sa&uacute;de bucal &eacute; ter todos os dentes s&atilde;o, sem buracos&raquo;</i>, Laudic&eacute;ia, feirante de 35 anos<i>.</i></p>    <p>A sa&uacute;de bucal, como parte integrante da sa&uacute;de geral, deve ser compreendida n&atilde;o apenas por processos m&oacute;rbidos, localiz&aacute;veis biol&oacute;gica e individualmente, mas tamb&eacute;m fundamentada nos determinantes sociais e nas rela&ccedil;&otilde;es que os indiv&iacute;duos estabelecem entre si ao viverem em sociedade. E isto pode ser evidenciado no relat&oacute;rio da I Confer&ecirc;ncia Nacional de Sa&uacute;de Bucal: &laquo;A sa&uacute;de bucal &eacute; parte integrante e insepar&aacute;vel da sa&uacute;de geral do indiv&iacute;duo, estando diretamente relacionada com as condi&ccedil;&otilde;es de alimenta&ccedil;&atilde;o, moradia, trabalho, renda, meio ambiente, transporte, lazer, liberdade, acesso e posse de terra, acesso aos servi&ccedil;os de sa&uacute;de e &agrave; informa&ccedil;&atilde;o&raquo;<sup>33</sup>.</p>    <p>Neste sentido, &eacute; preciso que todos os indiv&iacute;duos incorporem a dimens&atilde;o mais profunda do processo sa&uacute;de/doen&ccedil;a que &eacute; determinado socialmente, uma vez que a sa&uacute;de deve ser garantida aos cidad&atilde;os mediante a ado&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas sociais e econ&ocirc;micas que visem a redu&ccedil;&atilde;o do risco de doen&ccedil;a e de outros agravos. Com isto, Canguilhem<sup>29</sup> apresenta a possibilidade e a necessidade de tratar da quest&atilde;o da sa&uacute;de atrav&eacute;s da participa&ccedil;&atilde;o de todos os atores sociais que vivenciam a experi&ecirc;ncia do processo sa&uacute;de/doen&ccedil;a, na produ&ccedil;&atilde;o de conhecimento e nas interven&ccedil;&otilde;es sobre este processo.</p>    <p>Contudo, algumas gestantes relataram que <i>&laquo;sa&uacute;de bucal &eacute; ter dentes limpos e saud&aacute;veis, fazendo boa escova&ccedil;&atilde;o...&raquo;.</i> Percebe-se que muitas mulheres j&aacute; compreendem a import&acirc;ncia do controle do biofilme bacteriano para a manuten&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de bucal. Os m&eacute;todos eficientes de preven&ccedil;&atilde;o e controle das doen&ccedil;as bucais j&aacute; s&atilde;o bastante conhecidos. No entanto, existe ainda a necessidade de mudan&ccedil;as na forma de abordagem destas doen&ccedil;as. Tais mudan&ccedil;as implicariam em trabalhar com os seus fatores determinantes e n&atilde;o somente com seu car&aacute;ter biol&oacute;gico, incluindo maior intera&ccedil;&atilde;o por parte das pol&iacute;ticas de sa&uacute;de, que passariam a entender a sa&uacute;de bucal como parte de um todo<sup>34</sup>.</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Outro fato relevante &eacute; que muitas gestantes v&ecirc;em a escova&ccedil;&atilde;o como algo capaz de propiciar dentes mais embelezados, o que pode ser evidenciado pelo relato de Jussiara, estudante de 19 anos: <i>&laquo;Se a gente escova os dentes, fica com os dentes mais bonitos e com uma apar&ecirc;ncia melhor... pra mim sa&uacute;de bucal &eacute; isso, &eacute; ter dentes bonitos&raquo;.</i> Parece haver cada vez mais a busca por uma apar&ecirc;ncia est&eacute;tica melhor, baseada em estere&oacute;tipos mitificados pela m&iacute;dia e pela sociedade moderna. A sa&uacute;de bucal tem sido sin&ocirc;nimo de dentes bonitos, brancos e harm&ocirc;nicos, muitas vezes sem levar em conta os perfis individuais e os aspectos s&oacute;cio-econ&ocirc;mico-culturais dos indiv&iacute;duos.</p>    <p><i><i>Gravidez e problemas bucais</i></i></p>    <p>Para a maioria das gestantes (63,4) h&aacute; ocorr&ecirc;ncia de problemas bucais durante o per&iacute;odo gestacional, no entanto, 36,6 afirmaram n&atilde;o existir esta rela&ccedil;&atilde;o (<a href="#t3">Tabela 3</a>). Em contrapartida, 52,4 das gestantes pesquisadas por Tiveron et al.<sup>18</sup> relataram n&atilde;o acreditar que a gesta&ccedil;&atilde;o induz ao aparecimento de altera&ccedil;&otilde;es na cavidade bucal.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t3"> <img src="/img/revistas/rpsp/v31n2/31n2a06t3.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>O desconhecimento das gestantes sobre aspectos importantes relacionados &agrave; atual abordagem da odontologia no per&iacute;odo gestacional tem proporcionado um hiato entre as mulheres gr&aacute;vidas e o pr&eacute;-natal odontol&oacute;gico, o que, por outro lado, tem contribu&iacute;do para a precariedade das condi&ccedil;&otilde;es bucais neste recorte da popula&ccedil;&atilde;o e nas crian&ccedil;as ainda na primeira inf&acirc;ncia.</p>    <p>Do total de entrevistadas que atribu&iacute;ram &agrave; gesta&ccedil;&atilde;o um per&iacute;odo prop&iacute;cio ao estabelecimento de doen&ccedil;as bucais, 38,4 referiram a c&aacute;rie dent&aacute;ria como o principal problema bucal de aparecimento na gravidez, 30,8 o sangramento gengival e 30,8 o aumento da saliva&ccedil;&atilde;o (<a href="#t3">Tabela 3</a>). Estes achados est&atilde;o em discord&acirc;ncia aos obtidos por Santos-Pinto et al.<sup>12</sup>, em que a maioria das gestantes por eles pesquisadas (20,3) apontaram que o sangramento gengival &eacute; a condi&ccedil;&atilde;o bucal mais comumente encontrada durante o per&iacute;odo gestacional, seguida de aumento de saliva&ccedil;&atilde;o (18,5) e queda de restaura&ccedil;&otilde;es (8,6).</p>    <p>Muitas gestantes relataram ser a c&aacute;rie dent&aacute;ria uma ocorr&ecirc;ncia inerente &agrave; gravidez, uma vez que para elas <i>&laquo;&eacute; porque os dentes ficam fracos&raquo;</i> ou ent&atilde;o <i>&laquo;porque o nen&ecirc; tira c&aacute;lcio dos dentes da gente quando a gente t&aacute; gr&aacute;vida&raquo;</i>. Al&eacute;m disto, algumas falas denotam a falta de conhecimento acerca do processo sa&uacute;de/doen&ccedil;a que ocorre na cavidade bucal: <i>&laquo;N&atilde;o tem jeito... j&aacute; &eacute; a terceira barriga e toda vez que fico gr&aacute;vida meus dentes fica furado e quebra...&raquo;</i>, Madalena, vendedora de 24 anos; <i>&laquo;Sinto muita dor de dente quando t&ocirc; gr&aacute;vida... as obtura&ccedil;&otilde;es caem toda, fica um monte de buraco nos dente&raquo;</i>, Rivalda, dona de casa de 27 anos.</p>    <p>Para Oliveira e Oliveira<sup>35</sup>, embora muitas mulheres afirmem sofrer aumento de les&otilde;es de c&aacute;rie durante a gravidez, evid&ecirc;ncias sugerem que seu estado n&atilde;o contribui diretamente no processo da c&aacute;rie. Antes, isto pode ser atribu&iacute;do a um ou mais fatores: a sensibilidade gengival e os enj&ocirc;os podem fazer com que a gr&aacute;vida evite escovar os dentes e passar o fio dental, resultando em ac&uacute;mulos de biofilme bacteriano por higiene bucal negligenciada; a capacidade estomacal diminui enquanto a gravidez avan&ccedil;a e, muitas vezes, as futuras m&atilde;es alimentam-se com mais frequ&ecirc;ncia, deste modo, expondo seus dentes a desafios &aacute;cidos.</p>    <p>Neste aspecto, tanto a c&aacute;rie dent&aacute;ria quanto a doen&ccedil;a periodontal, bem como suas consequ&ecirc;ncias, podem ser evitadas atrav&eacute;s do controle dos fatores irritantes locais, com o conhecimento e pr&aacute;tica de t&eacute;cnicas de higiene bucal adequadas<sup>36</sup>. Para isto, &eacute; imprescind&iacute;vel que as gestantes estejam motivadas a realizar a higiene bucal e que os cirurgi&otilde;es-dentistas estejam preparados para promover a sa&uacute;de bucal atrav&eacute;s de aproxima&ccedil;&otilde;es sucessivas ao contexto s&oacute;cio-econ&ocirc;mico-cultural em que as mulheres gr&aacute;vidas estejam inseridas.</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i><i>Tratamento odontol&oacute;gico na gesta&ccedil;&atilde;o</i></i></p>    <p>Ao serem questionadas sobre a realiza&ccedil;&atilde;o de tratamento odontol&oacute;gico durante o per&iacute;odo pr&eacute;-natal, 41,5 das gestantes afirmaram ter recebido ou estarem recebendo o tratamento e 58,5 responderam que n&atilde;o foram atendidas pelo cirurgi&atilde;o-dentista no transcorrer da gesta&ccedil;&atilde;o (<a href="#t3">Tabela 3</a>). Resultados mais preocupantes foram verificados nos estudos de Menino e Bijella<sup>16</sup>, Maeda et al.<sup>11</sup> e Santos-Pinto et al.<sup>12</sup>, em que apenas 25, 39,6 e 17,3 das mulheres pesquisadas, respectivamente, tinham recebido aten&ccedil;&atilde;o odontol&oacute;gica durante a gravidez.</p>    <p>Segundo Alves<sup>2</sup>, o pr&eacute;-natal odontol&oacute;gico deve ser considerado uma etapa essencial por todos os membros que trabalham no PSF e por todas as mulheres gr&aacute;vidas. Para tanto, deve-se trabalhar visando a sensibiliza&ccedil;&atilde;o desses atores sociais, de tal modo que a aten&ccedil;&atilde;o odontol&oacute;gica para as gestantes passe a ser rotina nas unidades b&aacute;sicas de sa&uacute;de e que as equipes de sa&uacute;de bucal possam sair do seu restrito espa&ccedil;o cl&iacute;nico e buscar a integralidade das a&ccedil;&otilde;es junto aos demais profissionais da equipe de sa&uacute;de da fam&iacute;lia.</p>    <p>No entanto, as justificativas mais comuns das gestantes pela n&atilde;o realiza&ccedil;&atilde;o do pr&eacute;-natal odontol&oacute;gico estiveram relacionadas principalmente &agrave; baixa percep&ccedil;&atilde;o de necessidade, corroborando com o trabalho de Albuquerque et al.<sup>15</sup>. Muitas mulheres relataram que n&atilde;o havia necessidade de tratamento j&aacute; que <i>&laquo;os dentes tavam bons&raquo;</i>, ou mesmo porque <i>&laquo;todos os dentes j&aacute; t&atilde;o tratados&raquo;.</i></p>    <p>Alguns depoimentos mostraram indiferen&ccedil;a para a sa&uacute;de bucal, comodismo, falta de motiva&ccedil;&atilde;o para ir ao dentista e medo, como se percebe nas seguintes falas: <i>&laquo;... N&atilde;o precisei ir no dentista, ali&aacute;s nem pensei em ir...&raquo;</i>, Dalec&aacute;rdea, costureira de 30 anos; <i>&laquo;Eu tenho muito pregui&ccedil;a de ir no dentista, ainda mais de barrig&atilde;o... &eacute; uma dificuldade pra eu sair de casa com essa barriga, os p&eacute;s incham, eu fico cansada...&raquo;</i>, Ge&oacute;rgia, dona de casa de 26 anos; <i>&laquo;Pra falar a verdade eu tenho muito medo de dentista, sofro demais naquela cadeira, afi.... d&aacute; vontade de correr da sala&raquo;</i>, Romina, lavradora de 34 anos.</p>    <p>Algumas gestantes ainda reportaram as dificuldades para ir at&eacute; a unidade de sa&uacute;de fazer o tratamento odontol&oacute;gico, como ilustra o relato de Wanda, promotora de vendas de 22 anos: <i>&laquo;Eu moro longe, n&atilde;o tenho como ir no posto&raquo;.</i> J&aacute; outras declararam falta de tempo: <i>&laquo;...N&atilde;o tenho tempo pra fazer tratamento dent&aacute;rio, ainda mais agora que t&ocirc; gr&aacute;vida&raquo;</i>, Catarina, estudante de 18 anos.</p>    <p>Percebe-se que existe uma falta de valoriza&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de bucal pelas gestantes, sendo que muitas mulheres atribuem &agrave; gravidez um empec&iacute;lio &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o do pr&eacute;-natal odontol&oacute;gico. Isto revela que n&atilde;o h&aacute; uma consci&ecirc;ncia das mulheres sobre o seu papel diante de quest&otilde;es sanit&aacute;rias indispens&aacute;veis para a melhoria das condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de no n&uacute;cleo familiar. Desta forma, a grande maioria das m&atilde;es s&atilde;o fortemente cobradas em rela&ccedil;&atilde;o ao seu papel social na sa&uacute;de familiar, sendo culpadas pelas condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de bucal dos seus filhos.</p>    <p>Ademais, muitas vezes n&atilde;o &eacute; dada &agrave; m&atilde;e a op&ccedil;&atilde;o de fazer seus filhos crescerem sem problemas bucais, porque ela simplesmente desconhece que existe uma postura de preven&ccedil;&atilde;o e que ela &eacute; determinante neste processo.</p>    <p>A respeito da indica&ccedil;&atilde;o do tratamento odontol&oacute;gico durante a gravidez, 36,6 das mulheres pesquisadas afirmaram que o pr&eacute;-natal em sa&uacute;de bucal pode ser realizado com seguran&ccedil;a, por&eacute;m, a maioria (63,4) acredita que h&aacute; contraindica&ccedil;&atilde;o (<a href="#t3">Tabela 3</a>). Em contrapartida, a maioria das gestantes pesquisadas por Santos-Pinto et al.<sup>12</sup> (72,2) e por Leite<sup>13</sup> (64,5) relataram n&atilde;o haver contraindica&ccedil;&atilde;o para a realiza&ccedil;&atilde;o do tratamento odontol&oacute;gico no per&iacute;odo gestacional.</p>    <p>O percentual elevado de gestantes que reportaram a contraindica&ccedil;&atilde;o denota uma percep&ccedil;&atilde;o fortemente associada a aspectos culturais, n&atilde;o somente sobre a indica&ccedil;&atilde;o do tratamento, como tamb&eacute;m sobre a import&acirc;ncia do pr&eacute;-natal odontol&oacute;gico, uma vez que a gesta&ccedil;&atilde;o &eacute; um per&iacute;odo prop&iacute;cio para a aquisi&ccedil;&atilde;o de novos conhecimentos e para mudan&ccedil;as de h&aacute;bitos saud&aacute;veis que visam a melhoria da sa&uacute;de bucal tanto da m&atilde;e quanto de seus filhos.</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os motivos que levam a maioria das entrevistadas a acreditarem que h&aacute; riscos se o tratamento odontol&oacute;gico for realizado durante a gravidez est&atilde;o diretamente relacionados a relatos de familiares, amigos, vizinhos, curandeiros e at&eacute; mesmo profissionais de sa&uacute;de que v&atilde;o passando como uma heran&ccedil;a cultural fortemente disseminada na sociedade. As cita&ccedil;&otilde;es mais frequentes foram: <i>&laquo;Medo de prejudicar o beb&ecirc;&raquo;, &laquo;minha m&atilde;e disse que faz mal&raquo;, &laquo;todo mundo fala que n&atilde;o pode&raquo;, &laquo;n&atilde;o pode arrancar, porque d&aacute; morragia&raquo;, &laquo;n&atilde;o pode tomar anestegia&raquo;, &laquo;a gente pode desmaiar e at&eacute; perder o beb&ecirc;&raquo;.</i></p>    <p>Alguns depoimentos definem bem esta problem&aacute;tica, bastante enraizada na cultura popular: &laquo;<i>Porque pode ter muitos problemas pra meu filho</i>... <i>Tanto minha m&atilde;e como minhas irm&atilde;s n&atilde;o iam no dentista quando tavam gr&aacute;vidas e sempre me dizem pra eu n&atilde;o ir</i>...&raquo;, T&acirc;misa, servente de 32 anos; &laquo;<i>Porque d&oacute;i muito quando a gente t&aacute; gr&aacute;vida e eu ouvi dizer que meu filho pode nascer com pobrema</i>&raquo;, Cacilda, lavradora de 37anos; &laquo;<i>Dizem que eu posso perder meu filho... eu n&atilde;o quero isso</i>&raquo;, Francisca, balconista de 23 anos.</p>    <p>Apreende-se que s&atilde;o muitos os mitos e cren&ccedil;as que desaconselham as gestantes a procurarem o cirurgi&atilde;o-dentista, dificultando o acesso das mulheres &agrave; assist&ecirc;ncia odontol&oacute;gica e aos meios que beneficiam sua sa&uacute;de e a de seu futuro beb&ecirc;.</p>    <p>Diante disto, o profissional da odontologia e as equipes de sa&uacute;de bucal precisam cada vez mais atuar como agentes promotores de sa&uacute;de, contribuindo para desmistificar conceitos tradicionalmente conservados pelas gestantes, seja no contato direto ou no planejamento das a&ccedil;&otilde;es coletivas, extrapolando sua atua&ccedil;&atilde;o para al&eacute;m dos servi&ccedil;os de repara&ccedil;&atilde;o de danos causados pelas doen&ccedil;as bucais.</p>    <p>O bom n&iacute;vel de conscientiza&ccedil;&atilde;o das m&atilde;es, que deve ser estimulado no per&iacute;odo pr&eacute;-natal, est&aacute; diretamente ligado ao empenho da equipe de sa&uacute;de e de todos os atores sociais envolvidos na promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de. Deve-se atentar que mudar mitos e cren&ccedil;as arraigados na cultura popular n&atilde;o &eacute; algo que ocorre com tanta facilidade, por isto, a educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de bucal torna-se um instrumento necess&aacute;rio dentro da Estrat&eacute;gia Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia que deve ser levado a s&eacute;rio por todos que comp&otilde;e este modelo de aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conclus&otilde;es</b></p>    <p>Com a realiza&ccedil;&atilde;o deste estudo, constatou-se que a maioria das gestantes acreditam em muitas cren&ccedil;as envolvidas e enraizadas na cultura popular, no que diz respeito aos problemas bucais e ao tratamento odontol&oacute;gico durante a gesta&ccedil;&atilde;o, contribuindo para o distanciamento das mulheres da aten&ccedil;&atilde;o odontol&oacute;gica neste per&iacute;odo.</p>    <p>Os profissionais que comp&otilde;em as equipes de sa&uacute;de da fam&iacute;lia e as equipes de sa&uacute;de bucal devem buscar desmistificar mitos e cren&ccedil;as em torno da odontologia na gravidez, proporcionando educa&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua e culturalmente adequada ao estilo de vida das gestantes e, assim, gerar subs&iacute;dios para a melhoria da condi&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de bucal das m&atilde;es e de seus filhos e suas rela&ccedil;&otilde;es com a problem&aacute;tica social.</p>    <p>Torna-se imprescind&iacute;vel que os cirurgi&otilde;es-dentistas da Estrat&eacute;gia Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia estejam conscientes da import&acirc;ncia dos programas de aten&ccedil;&atilde;o odontol&oacute;gica &agrave; Estrat&eacute;gia gestante e realmente priorizem a assist&ecirc;ncia a esta demanda, fundamentalmente devido ao importante papel que as m&atilde;es exercem na promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de bucal dos seus filhos.</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Por outro lado, o sistema formador de recursos humanos deve repensar para quem, como e com que prop&oacute;sitos vem formando os profissionais da &aacute;rea odontol&oacute;gica. &eacute; fato que os cirurgi&otilde;es-dentistas que atuam na Estrat&eacute;gia Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia n&atilde;o tiveram preparo durante a gradua&ccedil;&atilde;o para lidar com os problemas enfrentados na sa&uacute;de p&uacute;blica, principalmente no que diz respeito &agrave;s a&ccedil;&otilde;es de promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de a grupos espec&iacute;ficos, como &eacute; o caso das gestantes. Portanto, a educa&ccedil;&atilde;o continuada se constitui num instrumento capaz de sensibilizar os cirurgi&otilde;es-dentistas para o trabalho com gestantes segundo os pressupostos da atual realidade que envolve a aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica &agrave; sa&uacute;de no pa&iacute;s.</p>    <p>A partir desta pesquisa, torna-se evidente a necessidade emergencial de reformula&ccedil;&atilde;o das estrat&eacute;gias que beneficiem a aten&ccedil;&atilde;o integral &agrave;s gestantes, de acordo com as diretrizes de uma pol&iacute;tica nacional de sa&uacute;de, dentro de um modelo que valorize a humaniza&ccedil;&atilde;o, a resolutividade e a relev&acirc;ncia social e que contemple efetivamente os princ&iacute;pios norteadores do Sistema &uacute;nico de Sa&uacute;de.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Bibliograf&iacute;a</b></p>     <!-- ref --><p>1. Ribeiro Filho B. Avalia&ccedil;&atilde;o de qualidade da aten&ccedil;&atilde;o pr&eacute;-natal em quatro unidades do Programa de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia do munic&iacute;pio de Manaus-AM. Manaus: Escola Nacional de Sa&uacute;de P&uacute;blica, Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo Cruz; 2004. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S0870-9025201300020000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>2. Alves CS. Aten&ccedil;&atilde;o odontol&oacute;gica no pr&eacute;-natal: a percep&ccedil;&atilde;o das gestantes do bairro Padre Palhano, Sobral-CE. Sobral: Escola de Forma&ccedil;&atilde;o de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia Visconde de Sab&oacute;ia; 2004. Monografia de Especializa&ccedil;&atilde;o.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S0870-9025201300020000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>3. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Programa de Humaniza&ccedil;&atilde;o do Parto: humaniza&ccedil;&atilde;o no Pr&eacute;-natal e Nascimento. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S0870-9025201300020000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>4. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Diretrizes da pol&iacute;tica nacional de sa&uacute;de bucal. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S0870-9025201300020000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>5. Konishi F, Konish R. Odontologia intra-uterina: um novo modelo de constru&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de bucal. In: Cardoso RJA, Gon&ccedil;alves EAN, organizadores. Odontopediatria: preven&ccedil;&atilde;o. S&atilde;o Paulo: Editora Artes M&eacute;dicas; 2002. p. 155-66.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S0870-9025201300020000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>6. Goepel E, Goepel K, Stock KH, Gunay H. The need for cooperation between the gynecologist and dentist in pregnancy: a study of dental health education in pregnancy. Gehurtshife Frauenheilkd. 1991; 3:231-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S0870-9025201300020000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>7. Gunay H, Goepel K, Stock KH, Schneller T. Position of health education knowledge concerning pregnancy. Oralprophilaxe. 1991; 13:4-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S0870-9025201300020000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>8. Barbosa TRCL, Chelotti A. Avalia&ccedil;&atilde;o do conhecimento de aspectos da preven&ccedil;&atilde;o e educa&ccedil;&atilde;o em odontologia, denti&ccedil;&atilde;o dec&iacute;dua e oclus&atilde;o, em gestantes e m&atilde;es at&eacute; 6 anos p&oacute;s-parto, como fator importante na manuten&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de bucal da crian&ccedil;a. Rev Inst Ci&ecirc;nc Sa&uacute;de. 1997; 1:13-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S0870-9025201300020000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>9. Baroni de Carvalho R, Sarcinelli R, Barroso AA. Conhecimentos e atitudes de m&atilde;es sobre sa&uacute;de oral. JBC. 2000; 16:29-32.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S0870-9025201300020000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>10. Stamford T, Pereira D, Grinfeld S, Rebelo C. Risco de c&aacute;rie e grau de conhecimento da sa&uacute;de oral em gestantes do Instituto Materno Infantil de Pernambuco &- IMIP. Revista do IMIP. 2000; 1:73-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S0870-9025201300020000600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>11. Maeda F, Toledo L, Pandolf M. A vis&atilde;o das gestantes quanto &agrave;s condutas odontol&oacute;gicas na cidade de Franca (SP). UFES Rev Odontol. 2001; 2:8-14.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S0870-9025201300020000600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>12. Santos-Pinto L, Uema APA, Galassi MAS, Ciuff NJ. O que as gestantes conhecem sobre sa&uacute;de bucal?. J Bras Odontopediatr Odontol Beb&ecirc;. 2001; 20:429-34. Monografia de Especializa&ccedil;&atilde;o.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S0870-9025201300020000600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>13. Leite ICC. Conhecimento das gestantes sobre sa&uacute;de bucal. S&atilde;o Crist&oacute;v&atilde;o: Universidade Federal de Sergipe; 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S0870-9025201300020000600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>14. Martins RO, Martins ZO. O que as gestantes sabem sobre c&aacute;rie: uma avalia&ccedil;&atilde;o dos conhecimentos de primigestas e multigestas quanto &agrave; pr&oacute;pria sa&uacute;de bucal. Rev ABO Nac. 2002; 5:278-84.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S0870-9025201300020000600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>15. Albuquerque OM, Abegg C, Rodrigues CS. Percep&ccedil;&atilde;o de gestantes do Programa Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia em rela&ccedil;&atilde;o a barreiras no atendimento odontol&oacute;gico em Pernambuco, Brasil. 3. Cad Sa&uacute;de P&uacute;blica; 2004; 789-96.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S0870-9025201300020000600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>16. Menino RM, Bijella VT. Necessidades de sa&uacute;de bucal em gestantes dos n&uacute;cleos de sa&uacute;de de Bauru: conhecimentos com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; pr&oacute;pria sa&uacute;de bucal. Rev FOB. 1995; 1/4(Suppl):5-16.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S0870-9025201300020000600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>17. Costa ICC, Marcelino G, Berti-Guimar&atilde;es M, Saliba NAA. A gestante como agente multiplicador de sa&uacute;de. RPG Rev Pos Grad. 1998; 2:87-92.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S0870-9025201300020000600017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>18. Tiveron ARF, Benfatti SV, Bausells J. Avalia&ccedil;&atilde;o do conhecimento das pr&aacute;ticas de sa&uacute;de bucal em gestantes do munic&iacute;pio de Adamantina-SP. JBP Rev Ibero-am Odontopediatr Odontol Beb&ecirc;. 2004; 35:66-77.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S0870-9025201300020000600018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>19. Shein B, Tsamtsouris A, Rovero J. Self reported compliance and the effectiveness of prenatal dental education. J Clin Pediatr Dent. 1991; 2:102-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000153&pid=S0870-9025201300020000600019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>20. Medeiros EB, Rodrigues MJ. Conhecimento das gestantes sobre a sa&uacute;de bucal de seu beb&ecirc;. Rev Assoc Paul Cir Dent. 2003; 5:381-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000155&pid=S0870-9025201300020000600020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>21. Minayo MCS. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em sa&uacute;de. S&atilde;o Paulo: Editora Hucitec; 1992.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000157&pid=S0870-9025201300020000600021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>22. Blinkhorn AS, Leathar DS, Kay JK. An assessment of the value of qualitative and quantitative data collection techniques in oral health promotion research. London: British Dental Association Headquarters; 1992.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000159&pid=S0870-9025201300020000600022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>23. Nettleton S. Understanding dental health beliefs: introduction to ethnography. Br Dent J. 1986; 161:145-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000161&pid=S0870-9025201300020000600023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>24. Gift HC. Values of select qualitative methods for research, education and policy. J Dent Educ. 1996; 60:703-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000163&pid=S0870-9025201300020000600024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>25. Callahan D. The WHO definition of health. Stud Hastings Center. 1973; 1:1-3.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000165&pid=S0870-9025201300020000600025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>26. Almeida Filho N. O conceito de sa&uacute;de: ponto-cego da epidemiologia?. Rev Bras Epidemiol. 2000; 3:4-20.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000167&pid=S0870-9025201300020000600026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>27. Guimar&atilde;es TAA, Melo AA, Silva AA, Fernandes MH. A concep&ccedil;&atilde;o de professores do ensino fundamental do munic&iacute;pio de Jequi&eacute;-BA sobre sa&uacute;de-doen&ccedil;a. Rev Sa&uacute;de e Com. 2005; 1:95-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000169&pid=S0870-9025201300020000600027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>28. Alves RB. Vigil&acirc;ncia em sa&uacute;de do trabalhador e promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de: aproxima&ccedil;&otilde;es poss&iacute;veis e desafios. Cad Sa&uacute;de P&uacute;blica. 2003; 19:319-22.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000171&pid=S0870-9025201300020000600028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>29. Canguilhem G. O normal e o patol&oacute;gico. Rio de Janeiro: Forense Universit&aacute;ria; 1995.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000173&pid=S0870-9025201300020000600029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>30. Armond JE, Temporini ER. Cren&ccedil;as sobre sa&uacute;de ocular entre professores do sistema p&uacute;blico de ensino do munic&iacute;pio de S&atilde;o Paulo. SP-Brasil Rev Sa&uacute;de P&uacute;blica. 2000; 34:9-14. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000175&pid=S0870-9025201300020000600030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>31. Caponi S. Georges Canguilhem y el estatuto epistemol&oacute;gico del concepto de salud. Hist Cienc Saude Manguinhos. 1997; 4:287-307.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000177&pid=S0870-9025201300020000600031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>32. Aerts D, Abegg C, Cesa K. O papel do cirurgi&atilde;o-dentista no Sistema &uacute;nico de Sa&uacute;de. Ci&ecirc;ncia & Sa&uacute;de Coletiva. 2004; 9:131-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000179&pid=S0870-9025201300020000600032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>33. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Relat&oacute;rio final: I Confer&ecirc;ncia Nacional de Sa&uacute;de Bucal. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 1986.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000181&pid=S0870-9025201300020000600033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>34. Kuhn E. Promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de bucal em beb&ecirc;s participantes de um programa educativo-preventivo na cidade de Ponta Grosa-PR. Rio de Janeiro: Escola Nacional de Sa&uacute;de P&uacute;blica, Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo Cruz; 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000183&pid=S0870-9025201300020000600034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>35. Oliveira ACAP, Oliveira AFB. Sa&uacute;de bucal em gestantes: um enfoque educativo-preventivo. J Bras Odontopediatr Odontol Beb&ecirc;. 1999; 7:182-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000185&pid=S0870-9025201300020000600035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>    <!-- ref --><p>36. Tarsitano BF, Rollings RE. The pregnant dental patient: evaluation and management. General Dentistry. 1993; 41:226-34.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000187&pid=S0870-9025201300020000600036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conflito de interesses</b></p>    <p>Os autores declaram n&atilde;o haver conflito de interesses.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Agradecimentos</b></p>    <p>&agrave; Prefeitura Municipal de Ribeir&oacute;polis-SE, atrav&eacute;s da Secretaria Municipal de Sa&uacute;de, e &agrave;s gestantes participantes da pesquisa.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido 6 Novembro 2011. Aceito 21 Maio 2013 </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i><a href="#topc0">*</a><a name="c0"></a>Autor para correspond&ecirc;ncia</i>. <a href="mailto:thiago.ctbmf@yahoo.com.br">thiago.ctbmf@yahoo.com.br</a></p>      ]]></body><back>
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