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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Saúde Pública]]></journal-title>
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<publisher-name><![CDATA[Escola Nacional de Saúde Pública]]></publisher-name>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Iniciativa Hospital Amigo da Criança: uma análise a partir das concepções de profissionais quanto às suas práticas]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Baby-Friendly Hospital Initiative: An analysis from the conceptions of professionais about their practices]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade Federal da Paraíba Departamento de Enfermagem e Saúde Pública ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Objectives : To analyse the operationalization of the Baby-Friendly Hospital Iniciative (BFHI) as far as the humanization in promoting breastfeeding and staff involvement in activities related to its stragey is concerned. Methods: A case study, qualitative research, was conducted in a Baby-Friendly Hospital from the public system of Paraiba, northeastern Brazil. Semi-structured interviews and meetings with focus groups were conducted featuring 60 technical and top level professionals. This process was followed by the content analysis of the narratives. Results: Professionals showed greater concern with the technical aspects of encouraging breastfeeding. A gap between the work processes between these professionals and the pro-breastfeeding activities developed in maternity units was identified, which appeared to be predominantly in charge of the milk bank sector. It was also found that there is no appropriation of breastfeeding policy of the institution, by the health team, as a guiding tool to carry out daily activities. Conclusions: It is necessary to implement an effective policy of lifelong learning and education directed to the maternity health care team that contemplates a wide dissemination and discussion with all professionals involved in maternal and infant care, so they can be prepared to rescue the breastfeeding practice considering not only the biological aspects of this practice, but also valuing issues related to humanization.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Aleitamento materno]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <P align="right"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></P>     <p>&nbsp;</p>     <P><b>Iniciativa Hospital Amigo da Crian&ccedil;a: uma an&aacute;lise a partir das concep&ccedil;&otilde;es de profissionais quanto &agrave;s suas pr&aacute;ticas</b></P>     <P><b>Baby-Friendly Hospital Initiative: An analysis from the conceptions of professionais about their practices</b></P>     <p>&nbsp;</p>     <P><b>Maria Clara Santana Maroja<SUP>a</SUP><a href="#c0">*</a><a name="topc0"></a>, Ana Tereza Medeiros Cavalcanti da Silva<SUP>b</SUP>, Alice Teles de Carvalho<SUP>c</SUP></b></P>     <P>a Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncias da Nutri&ccedil;&atilde;o pela Universidade Federal da Para&iacute;ba, Jo&atilde;o Pessoa-PB, Brasil</P>    <P>b Departamento de Enfermagem e Sa&uacute;de P&uacute;blica, Universidade Federal da Para&iacute;ba, Jo&atilde;o Pessoa-PB, Brasil</P>    <P>c Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncias da Nutri&ccedil;&atilde;o, Universidade Federal da Para&iacute;ba, Jo&atilde;o Pessoa-PB, Brasil</P>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><B>RESUMO</B></P>     <P><B>Objetivos</B>: Analisar a operacionaliza&ccedil;&atilde;o da IHAC no que diz respeito &agrave; humaniza&ccedil;&atilde;o na promo&ccedil;&atilde;o do aleitamento materno e ao envolvimento da equipe nas a&ccedil;&otilde;es relacionadas com a estrat&eacute;gia.</P>      <P><B>M&eacute;todos</B>: Pesquisa qualitativa, do tipo estudo de caso, realizada num Hospital Amigo da Crian&ccedil;a da rede p&uacute;blica da Para&iacute;ba, nordeste do Brasil. Foram realizadas entrevistas semiestruturadas e encontros de grupos focais com 60 profissionais de sa&uacute;de de n&iacute;veis t&eacute;cnico e superior. Em seguida, procedeu-se &agrave; an&aacute;lise de conte&uacute;do das narrativas.</P>      <P><B>Resultados</B>: Os profissionais revelaram maior preocupa&ccedil;&atilde;o com o aspecto t&eacute;cnico no incentivo ao aleitamento materno. Foi identificado um distanciamento entre os processos de trabalho desses profissionais e as atividades pr&oacute;-amamenta&ccedil;&atilde;o desenvolvidas na maternidade, as quais se mostraram predominantemente a cargo do setor de Banco de Leite. Verificou-se tamb&eacute;m que n&atilde;o h&aacute; uma apropria&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;tica de aleitamento materno da institui&ccedil;&atilde;o, por parte da equipe de sa&uacute;de, como um instrumento orientador para o desempenho das atividades cotidianas.</P>      <P> <B>Conclus&otilde;es</B> : &eacute; necess&aacute;ria a implanta&ccedil;&atilde;o de uma efetiva pol&iacute;tica de educa&ccedil;&atilde;o permanente e continuada destinada &agrave; equipe de sa&uacute;de da maternidade, que contemple ampla divulga&ccedil;&atilde;o e discuss&atilde;o com todos os profissionais envolvidos na assist&ecirc;ncia materno-infantil. Todos estes devem estar preparados para resgatar a pr&aacute;tica do aleitamento materno de forma a considerar n&atilde;o somente os aspectos biol&oacute;gicos dessa pr&aacute;tica, mas valorizando tamb&eacute;m quest&otilde;es referentes &agrave; humaniza&ccedil;&atilde;o.</P>     <P><B>Palavras-chave</B>: Aleitamento materno. Hospital. Avalia&ccedil;&atilde;o. Profissionais de sa&uacute;de. </P>     <p>&nbsp;</p>     <P> <B>ABSTRACT</B> </P>     <P> <B>Objectives</B>: To analyse the operationalization of the Baby-Friendly Hospital Iniciative (BFHI) as far as the humanization in promoting breastfeeding and staff involvement in activities related to its stragey is concerned.</P>      <P> <B>Methods</B>: A case study, qualitative research, was conducted in a Baby-Friendly Hospital from the public system of Paraiba, northeastern Brazil. Semi-structured interviews and meetings with focus groups were conducted featuring 60 technical and top level professionals. This process was followed by the content analysis of the narratives.</P>      ]]></body>
<body><![CDATA[<P> <B>Results</B>: Professionals showed greater concern with the technical aspects of encouraging breastfeeding. A gap between the work processes between these professionals and the pro-breastfeeding activities developed in maternity units was identified, which appeared to be predominantly in charge of the milk bank sector. It was also found that there is no appropriation of breastfeeding policy of the institution, by the health team, as a guiding tool to carry out daily activities.</P>      <P> <B>Conclusions</B>: It is necessary to implement an effective policy of lifelong learning and education directed to the maternity health care team that contemplates a wide dissemination and discussion with all professionals involved in maternal and infant care, so they can be prepared to rescue the breastfeeding practice considering not only the biological aspects of this practice, but also valuing issues related to humanization.</P> </P>     <P> <B>Keywords</B>: Breastfeeding. Hospital. Evaluation. Health care professionals. </p>      <p>&nbsp;</p>     <P> <B>Introdu&ccedil;&atilde;o</B> </P>    <P>Com base nos benef&iacute;cios da amamenta&ccedil;&atilde;o, a Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (OMS) e o Fundo das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para a Inf&acirc;ncia (UNICEF) elaboraram, para a d&eacute;cada de 1990, estrat&eacute;gias que favorecem a pr&aacute;tica do aleitamento materno exclusivo at&eacute; o sexto m&ecirc;s de vida; e do aleitamento materno complementar at&eacute; os 2 anos ou mais. Foi, ent&atilde;o, criada a Iniciativa Hospital Amigo da Crian&ccedil;a (IHAC), cujo objetivo &eacute; promover, proteger e apoiar o aleitamento materno por meio da mobiliza&ccedil;&atilde;o de toda a equipe hospitalar que trabalha com m&atilde;es e lactentes<SUP>1,2</SUP>.</P>    <P>Atualmente s&atilde;o mais de 20 mil hospitais credenciados em todo o mundo. No Brasil, a IHAC faz parte do elenco de programas que comp&otilde;em a Pol&iacute;tica Nacional de Incentivo ao Aleitamento Materno (PNIAM) do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de (MS)<SUP>3</SUP> e configura-se como uma estrat&eacute;gia de reconhecida import&acirc;ncia para o sucesso do aleitamento materno, com impacto positivo na pr&aacute;tica da amamenta&ccedil;&atilde;o<SUP>4-6</SUP>.</P>    <P>Contudo, durante o processo de implanta&ccedil;&atilde;o e manuten&ccedil;&atilde;o da IHAC num hospital, podem ocorrer dificuldades de naturezas diversas, sendo ainda escassos os estudos que abordam quest&otilde;es relacionadas &agrave; sustentabilidade dessa estrat&eacute;gia<SUP>7</SUP>. Nesse sentido, o presente estudo teve por objetivo analisar a operacionaliza&ccedil;&atilde;o da IHAC no Instituto C&acirc;ndida Vargas, no que diz respeito &agrave; humaniza&ccedil;&atilde;o na promo&ccedil;&atilde;o do aleitamento materno e ao envolvimento da equipe nas a&ccedil;&otilde;es relacionadas com a estrat&eacute;gia. Adicionalmente, objetivou-se identificar eventuais barreiras e fatores facilitadores para a promo&ccedil;&atilde;o desses aspetos-chave da IHAC.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P> <B>Material e m&eacute;todos</B> </P>    ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Trata-se de uma pesquisa com abordagem qualitativa, do tipo estudo de caso, realizada num HAC - o Instituto C&acirc;ndida Vargas -, da rede p&uacute;blica de Jo&atilde;o Pessoa, capital do estado da Para&iacute;ba, nordeste do Brasil. Essa institui&ccedil;&atilde;o foi escolhida como cen&aacute;rio de estudo por ser a maternidade que apresenta, desde a sua funda&ccedil;&atilde;o, a maior m&eacute;dia mensal de nascidos vivos no estado. Al&eacute;m disso, &eacute; um dos mais antigos HAC da Para&iacute;ba: foi credenciado na iniciativa em outubro de 1997 e, desde ent&atilde;o, vem mantendo o t&iacute;tulo.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P> <B>Coleta de dados</B> </P>    <P>A coleta de dados foi realizada no per&iacute;odo de fevereiro a junho de 2011 e consistiu na realiza&ccedil;&atilde;o de entrevistas individuais, com aplica&ccedil;&atilde;o de roteiro de entrevista semiestruturado, e tamb&eacute;m de encontros de grupos focais. Foram considerados eleg&iacute;veis a participar da pesquisa todos os 222 profissionais de sa&uacute;de de n&iacute;veis t&eacute;cnico e superior que trabalhavam na institui&ccedil;&atilde;o. Foram inclu&iacute;dos no estudo 60 profissionais selecionados aleatoriamente a partir da listagem de escala de trabalho dos diversos setores do instituto. Participaram dos encontros de grupos focais os auxiliares de enfermagem; enquanto que, das entrevistas individuais, participaram os profissionais de sa&uacute;de de n&iacute;vel superior, incluindo cargos de chefia.</P>    <P>Os instrumentos utilizados na coleta dos dados foram elaborados com base nos documentos oficiais que normatizam a iniciativa<SUP>8,9</SUP> e em artigos cient&iacute;ficos da &aacute;rea<SUP>10,11</SUP>. Continham quest&otilde;es inclu&iacute;das em 2 eixos norteadores: a humaniza&ccedil;&atilde;o na promo&ccedil;&atilde;o do aleitamento materno e o envolvimento da equipe nas a&ccedil;&otilde;es da IHAC.</P>    <P>Com o objetivo de analisar a adequa&ccedil;&atilde;o do roteiro semiestruturado para a entrevista, realizou-se um pr&eacute;-teste num HAC de outro munic&iacute;pio da Para&iacute;ba. Nessa ocasi&atilde;o, foram entrevistados 15 profissionais de sa&uacute;de de n&iacute;vel superior. Observou-se, ent&atilde;o, se houve compreens&atilde;o do conte&uacute;do por parte dos entrevistados e se a ordem das quest&otilde;es obedecia a uma l&oacute;gica sem indu&ccedil;&atilde;o a respostas.</P>    <P>A pesquisa foi aprovada pelo Comit&ecirc; de &eacute;tica em Pesquisa da Universidade Federal da Para&iacute;ba, sob o protocolo n.&ordm; 681/10. Todos os participantes receberam esclarecimentos sobre a pesquisa e, em caso de concord&acirc;ncia, assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P> <B>Sistematiza&ccedil;&atilde;o e an&aacute;lise dos dados</B> </P>    <P>Os depoimentos foram registrados por meio de gravador e transcritos na sua &iacute;ntegra. Em seguida, procedeu-se &agrave; an&aacute;lise de conte&uacute;do, procurando atender as etapas propostas por Bardin<SUP>12</SUP>: pr&eacute;-an&aacute;lise, explora&ccedil;&atilde;o do material, tratamento dos resultados e interpreta&ccedil;&atilde;o. Foram consideradas as palavras, o contexto, a frequ&ecirc;ncia, a intensidade dos coment&aacute;rios, a especificidade das respostas e a consist&ecirc;ncia interna destas<SUP>13</SUP>.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <P> <B>Resultados e discuss&atilde;o</B> </P>    <P>Participaram da pesquisa as seguintes &aacute;reas profissionais: auxiliares de enfermagem (12), enfermeiros (18), fisioterapeutas (6), fonoaudi&oacute;logos (6), nutricionistas (6), psic&oacute;logos (6) e m&eacute;dicos pediatras (6). Dentre os profissionais entrevistados, 8 exerciam cargos de gest&atilde;o, sendo 2 diretores e 6 coordenadores de &aacute;rea. A idade dos participantes variou de 21-58 anos, com mais da metade destes apresentando idade inferior ou igual a 30 anos. Entre os participantes do estudo, apenas 15% trabalhavam h&aacute; menos de um ano no instituto - sendo que o menor tempo de servi&ccedil;o verificado foi de 3 meses; e o maior, de 29 anos.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P> <B>Humaniza&ccedil;&atilde;o na promo&ccedil;&atilde;o do aleitamento materno</B> </P>    <P>Percebeu-se que a aten&ccedil;&atilde;o humanizada &agrave;s pu&eacute;rperas &eacute; uma quest&atilde;o que permeia o processo de trabalho de parte dos profissionais entrevistados, refletindo, assim, uma extrapola&ccedil;&atilde;o do campo meramente t&eacute;cnico e consistindo num compromisso com aspetos relacionados ao acolhimento:</P>    <P>    <blockquote>&laquo;[...] Eu acho que a finalidade do nosso trabalho &eacute; o acolher, o acolher do bin&oacute;mio, tanto da m&atilde;e quanto do rec&eacute;m-nascido. Como j&aacute; foi dito, elas v&ecirc;m para c&aacute; muito fragilizadas - &eacute; um per&iacute;odo que a gente est&aacute; muito sens&iacute;vel -; a pu&eacute;rpera tamb&eacute;m precisa de um apoio e a gente est&aacute; ali para apoi&aacute;-la: cuidando, ensinando, apoiando psicologicamente [...]. Eu acho que a palavra correta pra finalidade do nosso trabalho na verdade &eacute; acolhimento.&raquo; (Auxiliar de enfermagem).</blockquote></P>    <P>    <blockquote>&laquo;A humaniza&ccedil;&atilde;o - eu gosto muito desta palavra -, sem isso a&iacute; nada funciona. Voc&ecirc; pode dar o medicamento ao paciente, mas mais da metade &eacute; voc&ecirc; levar para ele a compreens&atilde;o, o acolhimento - como ela falou - a preocupa&ccedil;&atilde;o com ele.&raquo; (Auxiliar de enfermagem).</blockquote></P>    ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Alguns profissionais, contudo, revelaram maior preocupa&ccedil;&atilde;o com o aspeto t&eacute;cnico da finalidade das suas atribui&ccedil;&otilde;es:</P>    <P>    <blockquote>&laquo;Coordenar toda a &aacute;rea t&eacute;cnica correlacionada &agrave;s atividades m&eacute;dicas desde a admiss&atilde;o at&eacute; a alta, como tamb&eacute;m a parte ambulatorial e diagn&oacute;stica.&raquo; (Diretor t&eacute;cnico).</blockquote></P>    <P>    <blockquote>&laquo;&Eacute; preparar as m&atilde;es para que o trabalho de parto possa evoluir de forma r&aacute;pida e segura para a m&atilde;e e para o beb&ecirc;; e, ent&atilde;o, quando ele nasce, a gente acompanha esse beb&ecirc; para que o desenvolvimento dele seja o mais pr&oacute;ximo do normal poss&iacute;vel.&raquo; (Coordenador de fisioterapia).</blockquote></P>    <P>Verificou-se, ainda, que a valoriza&ccedil;&atilde;o do aspeto t&eacute;cnico prevaleceu, mesmo quando a promo&ccedil;&atilde;o do aleitamento materno foi abordada como um dos objetivos das atividades por eles desenvolvidas:</P>    <P>    <blockquote>&laquo;Eu trabalho com o objetivo de promover o aleitamento materno; trabalho com musculatura, porque tem beb&ecirc;s prematuros que nascem sem reflexo, com musculatura inadequada, dificuldade de suc&ccedil;&atilde;o; ent&atilde;o a gente vai trabalhar para desenvolver isso para que ele seja capaz de mamar, recebendo aleitamento materno exclusivo.&raquo; (Fonoaudi&oacute;logo).</blockquote></P>    <P>Em alguns momentos das entrevistas, a necessidade de uma abordagem mais humanizada no incentivo ao aleitamento materno foi reconhecida pelos pr&oacute;prios profissionais, com destaque para aqueles que desempenhavam cargos de gest&atilde;o:</P>    <P>    ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote>&laquo;[...] Ent&atilde;o eu preciso de uma pessoa capacitada que tenha tamb&eacute;m essa vontade de trabalhar com aleitamento materno. E tem a quest&atilde;o tamb&eacute;m da humaniza&ccedil;&atilde;o do profissional que, por mais que tenha, eu ainda sinto falta disso.&raquo; (Coordenador de Banco de Leite).</blockquote></P>    <P>    <blockquote>&laquo;Que dessem espa&ccedil;o para reciclar profissionais. Com rela&ccedil;&atilde;o ao aleitamento materno, a sugest&atilde;o seria [...] a humaniza&ccedil;&atilde;o no trabalho, a recep&ccedil;&atilde;o com rela&ccedil;&atilde;o ao usu&aacute;rio, ao acompanhante [...], para tirar um pouco esse peso de voc&ecirc; chegar aqui e dizer: "Preste esse servi&ccedil;o...". E voc&ecirc; deixa de ser uma pessoa [...] que interaja com o outro de uma forma mais harmoniosa [...].&raquo; (Coordenador de Psicologia).</blockquote></P>    <P>&Eacute; importante lembrar que n&atilde;o apenas o saber t&eacute;cnico, espec&iacute;fico das diferentes profiss&otilde;es, deve ser aperfei&ccedil;oado, mas tamb&eacute;m a clareza de incorporar no processo de trabalho o acolhimento e a import&acirc;ncia de entender de forma individualizada a situa&ccedil;&atilde;o de cada mulher.</P>    <P>Uma dificuldade apontada por Bulhosa et al.<SUP>14</SUP> refere-se &agrave;s orienta&ccedil;&otilde;es oferecidas &agrave;s mulheres - muitas vezes n&atilde;o individualizadas e n&atilde;o contextualizadas -, que aparentemente n&atilde;o contribuem para o aleitamento materno. Torna-se importante valorizar as caracter&iacute;sticas singulares de cada bin&oacute;mio '&laquo;m&atilde;e-filho&raquo; e fornecer apoio e orienta&ccedil;&otilde;es que possibilitem &agrave; mulher sentir-se livre para decidir o manejo do aleitamento materno. Esses autores discutem a falta dessa individualiza&ccedil;&atilde;o das orienta&ccedil;&otilde;es sobre aleitamento materno, constituindo situa&ccedil;&otilde;es que parecem pressionar as mulheres a amamentar. Tais atividades profissionais, como atividades mec&acirc;nicas, induzem a mulher a amamentar tamb&eacute;m de modo mec&acirc;nico, porque s&atilde;o atividades desempenhadas sem a indica&ccedil;&atilde;o de suas finalidades, portanto, descontextualizadas.</P>    <P>Por sua vez, Ramos et al.<SUP>15</SUP> perceberam, em seu estudo, que o repasse de informa&ccedil;&otilde;es sobre aleitamento materno &agrave;s pu&eacute;rperas, em HAC, era feito, algumas vezes, de forma verticalizada e centrado nas vantagens e nas t&eacute;cnicas da amamenta&ccedil;&atilde;o. Para esses autores, &eacute; prov&aacute;vel que o enfoque centrado nos aspectos biol&oacute;gicos do aleitamento - presente nos documentos que norteiam os treinamentos da IHAC - tenha influenciado os discursos predominantemente t&eacute;cnicos dos profissionais de sa&uacute;de.</P>    <P>&Eacute; importante destacar que, em 2009, foi lan&ccedil;ada uma nova vers&atilde;o do material que normatiza o curso da IHAC para equipes de maternidade<SUP>9</SUP>. Esse material tem sido adotado pelo Instituto C&acirc;ndida Vargas no processo de capacita&ccedil;&atilde;o dos profissionais de sa&uacute;de. De acordo com o material revisitado, o aspecto t&eacute;cnico da amamenta&ccedil;&atilde;o enfatizado nas vers&otilde;es anteriores foi substitu&iacute;do por uma metodologia mais participativa, que envolve quest&otilde;es que ultrapassam as t&eacute;cnicas relativas &agrave;s profiss&otilde;es da &aacute;rea da sa&uacute;de e alcan&ccedil;am outras &aacute;reas do conhecimento humano, como a comunica&ccedil;&atilde;o, a antropologia e a sociologia.</P>    <P>Deve-se compreender, ainda, que a apreens&atilde;o das normas da IHAC pelos profissionais sob uma &oacute;tica exclusivamente administrativa pode transformar o car&aacute;ter humanizador dessa iniciativa em pr&aacute;ticas impositivas de condutas que n&atilde;o incorporam o respeito &agrave;s diversidades socioculturais das mulheres e o direito destas sobre suas pr&oacute;prias decis&otilde;es; como refletem os depoimentos a seguir:</P>    <P>    <blockquote>&laquo;[...] Como ele (o rec&eacute;m-nascido) est&aacute; aqui, e aqui &eacute; HAC, voc&ecirc; tem que amamentar [...]&raquo;. (M&eacute;dico Pediatra).</blockquote></P>    ]]></body>
<body><![CDATA[<P>    <blockquote>&laquo;[...] S&oacute; v&atilde;o liberar (dar alta &agrave;s m&atilde;es) quando elas estiverem amamentando [...].&raquo; (Enfermeiro).</blockquote></P>    <P>Segundo Tornquist<SUP>16</SUP>, a obsess&atilde;o em fazer toda mulher amamentar seu beb&ecirc; - fruto da apropria&ccedil;&atilde;o burocr&aacute;tica de normas e rotinas - pode facilmente transformar gestos aparentemente acolhedores em atos de imposi&ccedil;&atilde;o normativa. Se as experi&ecirc;ncias de humaniza&ccedil;&atilde;o se concentram em aspectos t&eacute;cnicos isolados e num modelo universalista de fam&iacute;lia e de feminilidade, podem minimizar seu grande potencial, que &eacute; o do empoderamento das diferentes mulheres no que tange &agrave; sua sa&uacute;de reprodutiva e &agrave; sa&uacute;de do seu filho.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P> <B>Envolvimento da equipe nas a&ccedil;&otilde;es da Iniciativa Hospital Amigo da Crian&ccedil;a</B> </P>    <P>Quanto &agrave;s a&ccedil;&otilde;es promotoras do aleitamento materno desenvolvidas na maternidade, os profissionais destacaram as atividades educativas, ou seja, palestras ou orienta&ccedil;&otilde;es durante o atendimento individual junto &agrave;s pu&eacute;rperas ou gestantes. No entanto, observou-se tamb&eacute;m, em suas falas, a aus&ecirc;ncia do tema entre os elementos dos processos de trabalho das pr&aacute;ticas profissionais, no sentido do incentivo &agrave; amamenta&ccedil;&atilde;o.</P>    <P>    <blockquote>&laquo;Eu creio que s&atilde;o as palestras que minhas colegas desenvolvem nas enfermarias; ent&atilde;o elas incentivam muito o aleitamento materno. Eu creio que &eacute; isso a&iacute;, eu n&atilde;o tenho como responder com precis&atilde;o, pois n&atilde;o &eacute; minha &aacute;rea de atua&ccedil;&atilde;o.&raquo; (Nutricionista).</blockquote></P>    <P>    <blockquote>&laquo;Na minha fun&ccedil;&atilde;o no hospital, eu n&atilde;o chego a incentivar o aleitamento materno, [...] mas tem o Banco de Leite, tem as outras fisioterapeutas l&aacute; em cima que est&atilde;o sempre estimulando; elas (as m&atilde;es) s&atilde;o bem estimuladas no incentivo ao aleitamento materno, mas do meu incentivo mesmo eu n&atilde;o tenho contato.&raquo; (Fisioterapeuta).</blockquote></P>    ]]></body>
<body><![CDATA[<P>    <blockquote>&laquo;[...] A gente trabalha tamb&eacute;m em conjunto com a fisioterapia no Grupo de Gestantes, [...] &agrave;s vezes chamam psic&oacute;logo, mas n&atilde;o &eacute; sempre n&atilde;o, sempre &eacute; a fisioterapia [...].&raquo; (Enfermeira do Banco de Leite).</blockquote></P>    <P>A desvincula&ccedil;&atilde;o das pr&aacute;ticas cotidianas dos profissionais das atividades pr&oacute;-amamenta&ccedil;&atilde;o reflete ser necess&aacute;rio um maior entendimento de que os processos de trabalho pressup&otilde;em iniciativas para a promo&ccedil;&atilde;o, prote&ccedil;&atilde;o e apoio ao aleitamento materno.</P>    <P>&Eacute; importante ressaltar que todos os profissionais de sa&uacute;de da maternidade s&atilde;o sujeitos-chave para o cumprimento dos passos da IHAC, por estarem em contato direto com o bin&oacute;mio &laquo;m&atilde;e-beb&ecirc;&raquo;. Nessa perspectiva, uma das etapas cumpridas pelo hospital em estudo para o credenciamento na iniciativa &eacute; o treinamento de toda a equipe de cuidados de sa&uacute;de, capacitando-a para implementar a pol&iacute;tica de aleitamento materno do hospital. Na maternidade em an&aacute;lise, conforme relato da equipe do Banco de Leite, esse treinamento ocorre semestralmente a fim de promover a educa&ccedil;&atilde;o permanente e contemplar os profissionais rec&eacute;m-contratados:</P>    <P>    <blockquote>&laquo;[...] &eacute; a minha &aacute;rea aqui dentro que &eacute; a quest&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o permanente, treinando os profissionais para o programa da IHAC. Todos os funcion&aacute;rios que entram aqui t&ecirc;m que passar por esse treinamento, porque a gente &eacute; um HAC, e a cada 6 meses a gente est&aacute; fazendo sempre uma reciclagem com esses profissionais j&aacute; existentes e com os que est&atilde;o chegando.&raquo; (Psic&oacute;loga do Banco de Leite).</blockquote></P>    <P>O cumprimento da etapa de treinamento dos profissionais quanto &agrave;s normas da iniciativa &eacute; importante. No entanto, n&atilde;o parece ser suficiente para que os profissionais se percebam como correspons&aacute;veis para que o bin&oacute;mio &laquo;m&atilde;e-beb&ecirc;&raquo; tenha acesso a uma estrutura facilitadora da pr&aacute;tica da amamenta&ccedil;&atilde;o. A maternidade em estudo, enquanto HAC, deve caracterizar-se n&atilde;o apenas pelas rotinas e atividades que desenvolve, mas sobretudo por apresentar toda a sua equipe de sa&uacute;de preparada e envolvida com a quest&atilde;o da amamenta&ccedil;&atilde;o, valorizando a rela&ccedil;&atilde;o com as pacientes.</P>    <P>Moorel, Gauld e Williams<SUP>10</SUP>, ao estudarem a experi&ecirc;ncia da Nova Zel&acirc;ndia na implementa&ccedil;&atilde;o da IHAC, revelaram que nem todos os profissionais estavam familiarizados com a pol&iacute;tica e com as implica&ccedil;&otilde;es desta nos seus processos de trabalho. Al&eacute;m disso, esses profissionais revelaram n&atilde;o entender por que eles precisavam participar de treinamentos sobre o assunto, mostrando-se relutantes em rela&ccedil;&atilde;o ao processo de capacita&ccedil;&atilde;o. Os autores afirmaram a necessidade de se ir al&eacute;m dos treinamentos - a import&acirc;ncia de sensibilizar todos os profissionais, em longo prazo - para que seja alcan&ccedil;ado o efetivo cumprimento da pol&iacute;tica de aleitamento materno.</P>    <P>Algumas atividades t&ecirc;m sido referidas como formas de sensibilizar a equipe de sa&uacute;de e garantir o envolvimento desta nas a&ccedil;&otilde;es da IHAC: reuni&otilde;es peri&oacute;dicas, a fim de refor&ccedil;ar continuamente conceitos e pr&aacute;ticas para adapta&ccedil;&atilde;o das pessoas envolvidas no processo; promo&ccedil;&atilde;o de f&oacute;runs de acompanhamento, como Comit&ecirc; Permanente de Aleitamento; e avalia&ccedil;&otilde;es sistem&aacute;ticas realizadas pelas Secretarias de Estado da Sa&uacute;de - muito embora estas tenham sido relatadas como algo temido, requerendo uma prepara&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via intensa<SUP>11,17</SUP>.</P>    <P>Um fato que pode estar contribuindo para o distanciamento entre o incentivo &agrave; amamenta&ccedil;&atilde;o e o processo de trabalho dos profissionais de sa&uacute;de refere-se &agrave; inexist&ecirc;ncia de uma padroniza&ccedil;&atilde;o das orienta&ccedil;&otilde;es sobre aleitamento materno que devem ser transmitidas &agrave;s m&atilde;es, conforme se verifica nos relatos abaixo:</P>    ]]></body>
<body><![CDATA[<P>    <blockquote>&laquo;[...] Das orienta&ccedil;&otilde;es n&atilde;o; &eacute; mais uma quest&atilde;o oral mesmo, a gente n&atilde;o segue nenhum.&raquo; (Fonoaudi&oacute;logo).</blockquote></P>    <P>    <blockquote>&laquo;[...] N&atilde;o tem por escrito, mas a gente tenta padronizar: o pessoal que faz a visita nos alojamentos, quando d&atilde;o alta, eles tentam orientar do mesmo jeito [...].&raquo; (M&eacute;dico pediatra).</blockquote></P>    <P>A defini&ccedil;&atilde;o de uma pol&iacute;tica interna de aleitamento materno &eacute; o primeiro passo para o credenciamento de um hospital na IHAC<SUP>8</SUP>. No entanto, a simples exist&ecirc;ncia dessa pol&iacute;tica, no plano te&oacute;rico, n&atilde;o &eacute; suficiente para impactar o processo de trabalho dos profissionais. As inten&ccedil;&otilde;es da pol&iacute;tica devem ser apropriadas por toda a equipe de sa&uacute;de como um instrumento orientador para o desempenho das atividades cotidianas de cada profissional. Essa correspond&ecirc;ncia do plano te&oacute;rico na pr&aacute;tica profissional possibilitaria visibilidade da uniformidade das atividades pr&oacute;-amamenta&ccedil;&atilde;o adotada pela institui&ccedil;&atilde;o, inclusive no que se refere &agrave;s orienta&ccedil;&otilde;es que s&atilde;o transmitidas &agrave;s m&atilde;es, permitindo que os profissionais tratassem da quest&atilde;o de forma equ&acirc;nime.</P>    <P>O processo de inser&ccedil;&atilde;o dos profissionais no contexto da IHAC n&atilde;o deve ficar limitado a contemplar as atividades espec&iacute;ficas de cada categoria profissional, mas tamb&eacute;m ajud&aacute;-los a compreender a rotina de toda a institui&ccedil;&atilde;o como uma estrat&eacute;gia global de incentivo &agrave; amamenta&ccedil;&atilde;o. Quando questionados quanto &agrave;s a&ccedil;&otilde;es promotoras do aleitamento materno desenvolvidas na maternidade, esse entendimento n&atilde;o se mostrou claro entre os entrevistados. Estes referiram, de forma pontual, o alojamento conjunto e o contato entre m&atilde;e e beb&ecirc; logo ap&oacute;s o nascimento como pr&aacute;ticas facilitadoras da amamenta&ccedil;&atilde;o, a exemplo das seguintes falas:</P>    <P>    <blockquote>&laquo;Colocar a crian&ccedil;a no peito assim que chega &eacute; um incentivo, e a gente orienta em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; import&acirc;ncia dele (aleitamento materno) [...].&raquo; (Enfermeiro).</blockquote></P>    <P>    <blockquote>&laquo;A primeira coisa &eacute; deixar o beb&ecirc; junto com a m&atilde;e, &eacute; um protocolo [...] e a&iacute; a gente faz isso de rotina, ent&atilde;o isso tudo incentiva o aleitamento materno.&raquo; (M&eacute;dico pediatra).</blockquote></P>    ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Quanto &agrave; conduta diante de m&atilde;es que apresentam alguma intercorr&ecirc;ncia com a amamenta&ccedil;&atilde;o, os profissionais revelaram dificuldades referentes ao procedimento adequado nesse tipo de situa&ccedil;&atilde;o. Adicionalmente, verificou-se que as a&ccedil;&otilde;es de incentivo e manejo da lacta&ccedil;&atilde;o s&atilde;o predominantemente referidas como atribui&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas do setor de Banco de Leite, conforme as declara&ccedil;&otilde;es:</P>    <P>    <blockquote>&laquo;[...] Eu n&atilde;o consigo dar essas orienta&ccedil;&otilde;es, mas tem as meninas do Banco de Leite que d&atilde;o todo o apoio &agrave;s m&atilde;es que est&atilde;o com alguma dificuldade ou t&ecirc;m que tirar o leite [...], a&iacute; elas orientam essas m&atilde;es.&raquo; (Enfermeiro).</blockquote></P>    <P>    <blockquote>&laquo;Elas recebem do Banco de Leite, como eu falei, elas (profissionais do Banco de Leite) s&atilde;o bem atuantes aqui [...]. N&atilde;o sei como &eacute; o tratamento, mas eu acho que deve sim ter algum tratamento adequado.&raquo; (Enfermeiro).</blockquote></P>    <P>    <blockquote>&laquo;Sim, sempre que as m&atilde;es t&ecirc;m dificuldade para amamentar, o Banco de Leite &eacute; solicitado; as meninas do Banco de Leite v&atilde;o l&aacute; e d&atilde;o orienta&ccedil;&atilde;o.&raquo; (Fonoaudi&oacute;logo).</blockquote></P>    <P>Foram identificados depoimentos que revelaram autonomia no apoio &agrave;s m&atilde;es com dificuldades para amamentar, ainda que associada &agrave; participa&ccedil;&atilde;o do Banco de Leite:</P>    <P>    <blockquote>&laquo;A gente percebe que ela tem alguma dificuldade para amamentar. A gente tem que detectar a causa da dificuldade, ouvir a hist&oacute;ria, o porqu&ecirc; dessa dificuldade de amamentar - que &agrave;s vezes d&aacute; dor -, ver se deu de mamar, se n&atilde;o deu e a gente vai investigar. A&iacute;, trabalho intensamente os conflitos psicol&oacute;gicos existentes naquela amamenta&ccedil;&atilde;o e tamb&eacute;m solicito a participa&ccedil;&atilde;o do Banco de Leite [...].&raquo; (Psic&oacute;logo).</blockquote></P>    ]]></body>
<body><![CDATA[<P>    <blockquote>&laquo;[...] A gente procura incentivar, procura dizer a ela que n&atilde;o &eacute; assim; dependendo do que for a situa&ccedil;&atilde;o, &agrave;s vezes &eacute; um mito [...]. S&atilde;o pacientes que apresentam um pouco mais de dificuldade, mas a gente consegue quebrar, traz o pessoal do Banco de Leite, que &eacute; especialista no assunto. A gente tamb&eacute;m conversa, a gente ajuda, diz que est&aacute; com ela, que vai ajudar a colocar no peito [...].&raquo; (Enfermeiro).</blockquote></P>    <P>Os profissionais de sa&uacute;de de um HAC devem estar capacitados para analisar as causas das dificuldades que as pu&eacute;rperas tenham e sugerir meios que possam ajud&aacute;-las a resolver os problemas relativos &agrave; amamenta&ccedil;&atilde;o<SUP>9</SUP>. Assim, o hospital, cen&aacute;rio do estudo, uma vez credenciado na IHAC, deve garantir &agrave;s mulheres o aux&iacute;lio necess&aacute;rio para a pr&aacute;tica da amamenta&ccedil;&atilde;o, independente da etapa do fluxo de aten&ccedil;&atilde;o hospitalar em que a m&atilde;e se encontre.</P>    <P>Salientamos que a atua&ccedil;&atilde;o efetiva dos profissionais do Banco de Leite na promo&ccedil;&atilde;o do aleitamento materno tamb&eacute;m foi evidenciada. Os depoimentos a seguir revelam essa realidade:</P>    <P>    <blockquote>&laquo;O Banco de Leite tem um trabalho de primeiro mundo. Inclusive eu posso falar como usu&aacute;ria, que eu tive que levar minha filha, ela teve dificuldade [...] e fiquei muito feliz, porque ela hoje &eacute; doadora do Banco de Leite. Ela teve s&eacute;rias dificuldades, ela teve acompanhamento de v&aacute;rios profissionais; ent&atilde;o &eacute; um trabalho realmente de muita qualidade.&raquo; (Nutricionista).</blockquote></P>    <P>    <blockquote>&laquo;[...] Aqui tem muito apoio, porque voc&ecirc; tem o Banco de Leite; eu acho que isso j&aacute; &eacute; muito bem orientado. A &uacute;nica coisa que falta mais aqui &eacute; o interesse de alguns profissionais, porque aqui a gente trabalha com equipe, sabe- E a gente v&ecirc; a dificuldade que alguns profissionais t&ecirc;m de dar mais aten&ccedil;&atilde;o, porque o Banco de Leite &eacute; para a maternidade todinha.&raquo; (Enfermeiro).</blockquote></P>    <P>A exist&ecirc;ncia de uma comiss&atilde;o de aleitamento materno respons&aacute;vel pelas atividades da IHAC foi recomendada pelos participantes de um estudo realizado na Austr&aacute;lia por Walsh, Pincombe e Henderson<SUP>18</SUP>. Os profissionais consideraram importante o processo de educa&ccedil;&atilde;o em amamenta&ccedil;&atilde;o, mas reconheceram a dificuldade de seu alcance por todos os membros da equipe em virtude da intensa carga hor&aacute;ria de trabalho, o que limitava o acesso aos treinamentos. Esses profissionais apresentaram, ent&atilde;o, como recurso &uacute;til, a designa&ccedil;&atilde;o de funcion&aacute;rios para atuarem como consultores em lacta&ccedil;&atilde;o e promoverem atividades educativas sobre aleitamento materno junto &agrave;s pu&eacute;rperas.</P>    <P>Assim, pode-se minimizar a preocupa&ccedil;&atilde;o com o fato de as atividades de promo&ccedil;&atilde;o do aleitamento materno estarem predominantemente a cargo de profissionais do Banco de Leite, levando-se em considera&ccedil;&atilde;o que o aperfei&ccedil;oamento e o empenho dos profissionais que o comp&otilde;em possam resultar em um apoio &agrave; amamenta&ccedil;&atilde;o mais especializado. Por outro lado, essa pr&aacute;tica pode levar &agrave; diminui&ccedil;&atilde;o do envolvimento da maternidade como um todo - enquanto institui&ccedil;&atilde;o credenciada na IHAC -, uma vez que esta deve apresentar envolvimento de todos que lidam direta ou indiretamente com m&atilde;es e beb&ecirc;s, devendo estar preparados para atuar, sobretudo, diante das intercorr&ecirc;ncias com a amamenta&ccedil;&atilde;o.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <P> <B>Conclus&otilde;es</B> </P>    <P>Na perspectiva de identificar poss&iacute;veis limita&ccedil;&otilde;es, assim como poss&iacute;veis fatores facilitadores, em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; humaniza&ccedil;&atilde;o na promo&ccedil;&atilde;o do aleitamento materno e ao envolvimento da equipe de sa&uacute;de com as a&ccedil;&otilde;es da IHAC, analisou-se o material emp&iacute;rico produzido e observou-se que o caminho metodol&oacute;gico percorrido contribuiu para o alcance do objetivo. Essa an&aacute;lise evidenciou alguns fatores intervenientes na sustentabilidade da IHAC, como a necessidade de implanta&ccedil;&atilde;o de uma efetiva pol&iacute;tica de educa&ccedil;&atilde;o permanente e continuada destinada aos profissionais de sa&uacute;de da maternidade.</P>    <P>Nesse sentido, um dos eixos norteadores do processo de capacita&ccedil;&atilde;o deve ser a abordagem humanizada na promo&ccedil;&atilde;o do aleitamento materno. Esta deve considerar, n&atilde;o somente as habilidades de comunica&ccedil;&atilde;o, inseridas na &uacute;ltima vers&atilde;o do curso da IHAC para equipes de maternidades, mas, sobretudo, despertar os profissionais para o prop&oacute;sito da IHAC: que &eacute; incentivar o aleitamento materno por meio do empoderamento das mulheres em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s suas pr&oacute;prias decis&otilde;es sobre a amamenta&ccedil;&atilde;o.</P>    <P>Outro aspecto que deve ser contemplado no processo de capacita&ccedil;&atilde;o &eacute; o entendimento de que a din&acirc;mica de trabalho de cada profissional faz parte de um projeto maior: a IHAC. Dessa forma, o processo de inser&ccedil;&atilde;o dos profissionais no contexto da iniciativa n&atilde;o deve apenas esclarec&ecirc;-los quanto aos aspectos biol&oacute;gicos do aleitamento materno, mas tamb&eacute;m sensibiliz&aacute;-los quanto &agrave; valoriza&ccedil;&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o com as m&atilde;es e &agrave; percep&ccedil;&atilde;o das rotinas de toda a institui&ccedil;&atilde;o como pr&aacute;ticas facilitadoras da amamenta&ccedil;&atilde;o. Assim, os profissionais ir&atilde;o perceber-se como sujeitos-chave na promo&ccedil;&atilde;o do aleitamento materno num HAC.</P>    <P>A educa&ccedil;&atilde;o permanente e continuada da equipe de sa&uacute;de deve ainda permitir o acesso e a utiliza&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;tica de aleitamento materno da institui&ccedil;&atilde;o amiga da crian&ccedil;a, especialmente no que se refere &agrave;s orienta&ccedil;&otilde;es a serem transmitidas &agrave;s m&atilde;es, como um instrumento efetivo para o desempenho das atividades dos profissionais.</P>    <P>Revelou-se como uma pr&aacute;tica positiva o fato de existir um grupo de profissionais (Banco de Leite) respons&aacute;vel pelas atividades de incentivo ao aleitamento materno e manejo da lacta&ccedil;&atilde;o, e pelos treinamentos da IHAC para os profissionais de sa&uacute;de da maternidade, considerando a qualifica&ccedil;&atilde;o dessas atividades. Entretanto, para que essa pr&aacute;tica n&atilde;o prejudique o envolvimento dos demais profissionais nas a&ccedil;&otilde;es da IHAC, &eacute; necess&aacute;rio o refor&ccedil;o cont&iacute;nuo de conceitos, de pr&aacute;ticas e do papel essencial que cada um destes exerce num HAC.</P>    <P>Portanto, o processo de capacita&ccedil;&atilde;o precisa contemplar uma ampla divulga&ccedil;&atilde;o e discuss&atilde;o com todos os profissionais envolvidos na assist&ecirc;ncia materno-infantil, devendo todos estes estar preparados para resgatar a pr&aacute;tica do aleitamento materno.</P>     <p>&nbsp;</p>    <P> <B>Autoria</B> </P>    ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Maria Clara Santana Maroja &eacute; servidora t&eacute;cnico-administrativa do Instituto Federal de Educa&ccedil;&atilde;o, Ci&ecirc;ncia e Tecnologia da Para&iacute;ba, Brasil. Alice Teles de Carvalho e Ana Tereza Medeiros Cavalcanti da Silva s&atilde;o docentes da Universidade Federal da Para&iacute;ba, Brasil.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P> <B>Refer&ecirc;ncias Bibliogr&aacute;ficas</B> </P>     <P>1. UNICEF (United Nations Children's Fund). Innocenti Declaration. WHO/UNICEF, (1990) </P>     <!-- ref --><P>2. J.&aacute;. Lamounier, M.C.F. Bouzada, A.M.S. Janneu, A.G.K. Maranh&atilde;o, M.F.M. Ara&uacute;jo, G.O. Vieira. Iniciativa Hospital Amigo da Crian&ccedil;a, mais de uma d&eacute;cada no Brasil: repensando o futuro. Rev Paul Pediatr. 2008;26:103-5&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S0870-9025201400010000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><P>3. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Iniciativa Hospital Amigo da Crian&ccedil;a. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2010.</P>     <!-- ref --><P>4. P.F. Sampaio, C.L. Moraes, M.E. Reichenheim, A.S.D. Oliveira, G. Lobato. Nascer em Hospital Amigo da Crian&ccedil;a no Rio de Janeiro, Brasil: um fator de prote&ccedil;&atilde;o ao aleitamento materno-. Cad Sa&uacute;de P&uacute;blica. 2011;27:1349-61&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S0870-9025201400010000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>5. M.B. Silva, E.P. Albernaz, M.L.W. Mascarenhas, R.B. Silveira. Influ&ecirc;ncia do apoio &agrave; amamenta&ccedil;&atilde;o sobre o aleitamento materno exclusivo dos beb&ecirc;s no primeiro m&ecirc;s de vida e nascidos na cidade de Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil. Rev Br&aacute;s Saude Mater Infant. 2008;8:275-84&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S0870-9025201400010000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>6. A.P. Caldeira, E. Gon&ccedil;alves. Assessment of the impact of implementing the Baby-Friendly Hospital Initiative. J Pediatr. 2007;83:127-32&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S0870-9025201400010000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>7. M.F.M. Ara&uacute;jo, B.A.S. Schmitz. Doze anos de evolu&ccedil;&atilde;o da Iniciativa Hospital Amigo da Crian&ccedil;a no Brasil. Rev Panam Salud Publica. 2007;22:1020-5&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S0870-9025201400010000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><P>8. WHO (World Health Organization). UNICEF (United Nations Children&rsquo; Fund). Baby-Friendly Hospital Initiative: revised, updated and expanded for integrated care. Section 1: Background and implementation. Geneva: WHO/UNICEF; 2009.</P>     <P>9. WHO (World Health Organization). UNICEF (United Nations Children&rsquo; Fund). Baby-Friendly Hospital Initiative: revised, updated and expanded for integrated care. Section 3: Breastfeeding promotion and support in a baby-friendly hospital: a 20-hour course for maternity staff. Geneva: WHO/UNICEF; 2009.</P>     <!-- ref --><P>10. T. Moorel, R. Gauld, S. Williams. Implementing Baby Friendly Hospital Initiative policy: The case of New Zealand public hospitals. 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Lisboa: Edi&ccedil;&otilde;es. 2009;70:&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S0870-9025201400010000200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>13. M.C.S. Minayo. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em sa&uacute;de. 11 ed., Hucitec, (2008) &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S0870-9025201400010000200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>14. M.S. Bulhosa, V.L. Lunardi, W.D. Lunardi Filho, S.A. Gon&ccedil;alez. Promo&ccedil;&atilde;o do aleitamento materno pela equipe de enfermagem em um Hospital Amigo da Crian&ccedil;a. Rev Ga&uacute;cha Enferm. 2007;28:89-97&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S0870-9025201400010000200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>15. C.V. Ramos, J.A.G. Almeida, L.M.R. Pereira, T.G. Pereira. A Iniciativa Hospital Amigo da Crian&ccedil;a sob a &oacute;tica dos atores sociais que a vivenciam em Teresina, Piau&iacute;. Rev Nutr. 2010;23:1019-30&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S0870-9025201400010000200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>16. C.S. Tornquist. Paradoxos da humaniza&ccedil;&atilde;o em uma maternidade no Brasil. Cad Sa&uacute;de P&uacute;blica. 2003;19:419-27&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S0870-9025201400010000200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>17. M.M. Melleiro, F.M. Magaldi, T.C.H. Parisi. A implanta&ccedil;&atilde;o de uma estrat&eacute;gia de interven&ccedil;&atilde;o em um servi&ccedil;o de sa&uacute;de. Acta Paul Enferm. 2008;21:268-74&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000152&pid=S0870-9025201400010000200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>18. A.D. Walsh, J. Pincombe, A. Henderson. An examination of maternity staff attitudes towards implementing Baby Friendly Health Initiative (BFHI) accreditation in Australia. Matern Child Health J. 2011;15:597-609&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000153&pid=S0870-9025201400010000200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>    <P> <B>Conflito de interesses</B> </P>    <P>Os autores declaram n&atilde;o haver conflito de interesses.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Agradecimentos</B></P>     <P>Agradecemos aos alunos bolsistas de Inicia&ccedil;&atilde;o Cient&iacute;fica, &iacute;talo Max e T&aacute;ssia Camila, pelo apoio &agrave; coleta de dados; &agrave; Diretora Multiprofissional do Instituto C&acirc;ndida Vargas, Maria da Assun&ccedil;&atilde;o N&oacute;brega, pelo livre acesso que nos concedeu ao cen&aacute;rio de estudo; e aos profissionais de sa&uacute;de da institui&ccedil;&atilde;o, pela disponibilidade para as entrevistas.</P>     <p>&nbsp;</p>     <p><i><a href="#topc0">*</a><a name="c0"></a>Autor para correspond&ecirc;ncia</i>. <a href="mailto:alicetel@terra.com.br">alicetel@terra.com.br</a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
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