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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Saúde Pública]]></journal-title>
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<publisher-name><![CDATA[Escola Nacional de Saúde Pública]]></publisher-name>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Evolução da prevenção e combate à obesidade de crianças e jovens em Portugal ao nível do planeamento estratégico]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade Nova de Lisboa Instituto de Higiene e Medicina Tropical Centro colaborador da OMS para Políticas e Planeamento da Força de Trabalho em Saúde]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: Considered by WHO as a global epidemic and one of the greatest public health challenges of the twenty-first century, Obesity is a chronic disease with multiple causes, especially behavioural changes like dietary changes and sedentary lifestyle. It is a risk factor for other conditions, such as diabetes or cardiovascular diseases, associated with the decrease of life quality of individual and the increase of health costs. Overweight has immediate negative effects on individual health of young people, increasing the risk of Obesity and its co-morbidities in their adult age. The fact of being a growing problem among children and youth, coupled with a relatively high permeability of members of these age groups to behavioral changes is at the basis of recommendations to a priority intervention with these groups. Several studies show that the problem is growing among the Portuguese population, being the prevalence among children and youth one of the highest in Europe. This fact, together with the individual, social and economic burden of the disease, is of interest to those who study the evolution of health systems. With this investigation, we tried to understand the evolution of policies and strategies for preventing and combating Obesity among children and young people at strategic management level in Portugal. Method: With a qualitative methodology, we analyzed the semantic and content of a set of documents, including the Health Strategy (1998-2002), the National Health Plan 2004-2010 and the draft of the National Health Plan 2012-2016, complementing it with ad hoc query with key informants. Results and discussion: Our results permit one overview of strategic planning in Portugal and show that the increasing concern of Portuguese health authorities with the growing impact of Obesity in the population. However the concern with its increase among children and young people risen later in the strategic documents. We established that the problem became a political priority after the approval of the European Charter on Counteracting Obesity, of which Portugal is a signatory member, and it's possible to find a correspondence between the principles of the European Charter and the strategic guidelines of the National Health Plan 2012-2016.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <P align="right"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></P>     <p>&nbsp;</p>     <P><b>Evolu&ccedil;&atilde;o da preven&ccedil;&atilde;o e combate &agrave; obesidade de crian&ccedil;as e jovens em Portugal ao n&iacute;vel do planeamento estrat&eacute;gico</b></P>     <P><b>Prevention and battle against obesity in children and youngsters at a strategic planning level and their evolution in Portugal</b></P>     <p>&nbsp;</p>     <P><b>Andr&eacute; Beja<a href="#c0">*</a><a name="topc0"></a>, Paulo Ferrinho, Isabel Craveiro</b></P>     <P>Unidade de Sa&uacute;de P&uacute;blica Internacional e Bioestat&iacute;stica, Centro colaborador da OMS para Pol&iacute;ticas e Planeamento da For&ccedil;a de Trabalho em Sa&uacute;de, CMDT, Instituto de Higiene e Medicina Tropical, Universidade Nova de Lisboa, Lisboa, Portugal</P>     <p>&nbsp;</p>     <P> <B>RESUMO</B> </P>     <P> <B>Introdu&ccedil;&atilde;o</B>: Considerada pela OMS como epidemia global e um dos maiores desafios da sa&uacute;de p&uacute;blica do s&eacute;culo XXI, a obesidade &eacute; uma doen&ccedil;a cr&oacute;nica com m&uacute;ltiplas causas, com destaque para as comportamentais, nomeadamente altera&ccedil;&otilde;es ao padr&atilde;o alimentar e sedentarismo. Constitui fator de risco de v&aacute;rias patologias, como diabetes tipo 2 ou cardiovascular, contribuindo para diminui&ccedil;&atilde;o da qualidade de vida dos indiv&iacute;duos e aumento dos custos com a sa&uacute;de.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>O excesso de peso tem efeitos negativos imediatos na sa&uacute;de individual de crian&ccedil;as e jovens, aumentando o risco de apresentarem obesidade e suas comorbilidades na idade adulta. O crescimento do problema em idades infantojuvenis e a maior facilidade na introdu&ccedil;&atilde;o de mudan&ccedil;a nos seus comportamentos sustentam recomenda&ccedil;&otilde;es para uma interven&ccedil;&atilde;o priorit&aacute;ria junto destas faixas et&aacute;rias.</P>     <P>Diversos estudos evidenciam agravamento do problema na popula&ccedil;&atilde;o portuguesa, sendo a preval&ecirc;ncia entre crian&ccedil;as e jovens das mais elevadas na Europa. Este facto, associado aos custos individuais, sociais e econ&oacute;micos da doen&ccedil;a, constitui foco de interesse para quem estuda os sistemas de sa&uacute;de, tendo-se procurado, com esta investiga&ccedil;&atilde;o, compreender a evolu&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas e estrat&eacute;gias de preven&ccedil;&atilde;o e combate &agrave; obesidade infantil e dos jovens ao n&iacute;vel do planeamento estrat&eacute;gico em Portugal.</P>      <P> <B>M&eacute;todo</B>: Recorrendo a uma metodologia qualitativa, fez-se a an&aacute;lise dos conte&uacute;dos e estrutura de um <I>Corpus</I> Documental, que incluiu, entre outros, a <I>Estrat&eacute;gia de Sa&uacute;de para o Virar do S&eacute;culo (1998-2002)</I>, Plano Nacional de Sa&uacute;de 2004-2010 e a vers&atilde;o preliminar do PNS 2012-2016, complementando-a com consulta pontual a informadores-chave.</P>      <P> <B>Resultados e discuss&atilde;o</B>: Os resultados permitem uma vis&atilde;o sequencial do planeamento estrat&eacute;gico em Portugal e mostram que ao aumento de preval&ecirc;ncia de excesso de peso na popula&ccedil;&atilde;o correspondeu um ganho de import&acirc;ncia do problema nas preocupa&ccedil;&otilde;es das autoridades de sa&uacute;de. Verifica-se ainda que a preocupa&ccedil;&atilde;o com o aumento da preval&ecirc;ncia em crian&ccedil;as e jovens se refletiu mais tardiamente nos documentos estrat&eacute;gicos.</P>     <P>Conclui-se tamb&eacute;m que o assumir do problema enquanto prioridade pol&iacute;tica surge ap&oacute;s a aprova&ccedil;&atilde;o da <I>Carta Europeia de Luta Contra a Obesidade</I>, de que Portugal &eacute; signat&aacute;rio, sendo poss&iacute;vel estabelecer correspond&ecirc;ncia entre os princ&iacute;pios deste documento e as orienta&ccedil;&otilde;es estrat&eacute;gicas do PNS 2012-2016.</P> </P>     <P> <B>Palavras-chave</B>: Obesidade. Estrat&eacute;gias de sa&uacute;de. Plano Nacional de Sa&uacute;de. Planeamento em sa&uacute;de. Planeamento estrat&eacute;gico. Carta Europeia de Luta contra a Obesidade. Portugal. </P>     <p>&nbsp;</p>     <P> <B>ABSTRACT</B> </P>     <P> <B>Introduction</B>: Considered by WHO as a global epidemic and one of the greatest public health challenges of the twenty-first century, Obesity is a chronic disease with multiple causes, especially behavioural changes like dietary changes and sedentary lifestyle. It is a risk factor for other conditions, such as diabetes or cardiovascular diseases, associated with the decrease of life quality of individual and the increase of health costs.</P>     <P>Overweight has immediate negative effects on individual health of young people, increasing the risk of Obesity and its co-morbidities in their adult age. The fact of being a growing problem among children and youth, coupled with a relatively high permeability of members of these age groups to behavioral changes is at the basis of recommendations to a priority intervention with these groups.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Several studies show that the problem is growing among the Portuguese population, being the prevalence among children and youth one of the highest in Europe. This fact, together with the individual, social and economic burden of the disease, is of interest to those who study the evolution of health systems. With this investigation, we tried to understand the evolution of policies and strategies for preventing and combating Obesity among children and young people at strategic management level in Portugal.</P>      <P> <B>Method</B>: With a qualitative methodology, we analyzed the semantic and content of a set of documents, including the <I>Health Strategy (1998-2002)</I>, the <I>National Health Plan 2004-2010</I> and the draft of the <I>National Health Plan 2012-201</I>6, complementing it with ad hoc query with key informants.</P>      <P> <B>Results and discussion</B>: Our results permit one overview of strategic planning in Portugal and show that the increasing concern of Portuguese health authorities with the growing impact of Obesity in the population. However the concern with its increase among children and young people risen later in the strategic documents.</P>     <P>We established that the problem became a political priority after the approval of the <I>European Charter on Counteracting Obesity</I>, of which Portugal is a signatory member, and it's possible to find a correspondence between the principles of the <I>European Charter</I> and the strategic guidelines of the <I>National Health Plan 2012-2016</I>.</P> </P>     <P> <B>Keywords</B>: Obesity. Health strategies. National Health Plan. Health planning. Strategic planning. European Charter on Counteracting Obesity. Portugal. </P>     <p>&nbsp;</p>     <P> <B>Introdu&ccedil;&atilde;o</B> </P>    <P>A obesidade &eacute; um grave problema de sa&uacute;de nos pa&iacute;ses desenvolvidos e em desenvolvimento, considerado pela Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de (OMS), em 1997, como epidemia de escala global e um dos maiores desafios da sa&uacute;de p&uacute;blica do in&iacute;cio do s&eacute;culo XXI<SUP>1</SUP>. Desde ent&atilde;o que se assiste &agrave; mobiliza&ccedil;&atilde;o crescente de recursos e esfor&ccedil;os de respons&aacute;veis pol&iacute;ticos, autoridades e profissionais de sa&uacute;de e educa&ccedil;&atilde;o, sociedade civil e comunidade cient&iacute;fica, para conhec&ecirc;-lo e enfrent&aacute;-lo melhor.</P>    <P>Em Portugal, estudos de diversos especialistas e os resultados do 4.&ordm; Inqu&eacute;rito Nacional de Sa&uacute;de (2005/2006)<SUP>2</SUP> confirmam o crescimento da obesidade entre adultos<SUP>3</SUP>, enquanto outros indicadores apontam para uma das mais elevadas taxas de preval&ecirc;ncia entre crian&ccedil;as e jovens ao n&iacute;vel da Europa<SUP>4</SUP>.</P>    <P>&Eacute; largamente aceite que a obesidade &eacute; originada pelo desequil&iacute;brio energ&eacute;tico resultante de um aporte muito superior &agrave;s necessidades org&acirc;nicas, num per&iacute;odo de tempo prolongado<SUP>5</SUP>. Este balan&ccedil;o energ&eacute;tico positivo tem m&uacute;ltiplas causas que interagem e se potenciam: os fatores internos, como gen&eacute;tica ou fisiologia, e os externos, ligados &agrave; inter-rela&ccedil;&atilde;o do indiv&iacute;duo com a sociedade.</P>    ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Os fatores externos s&atilde;o considerados determinantes no aumento da incid&ecirc;ncia e preval&ecirc;ncia da obesidade<SUP>6</SUP>. Entre estes, destacam-se as mudan&ccedil;as dos estilos de vida, tais como altera&ccedil;&otilde;es do padr&atilde;o alimentar - maior consumo de hidratos de carbono e l&iacute;pidos, redu&ccedil;&atilde;o do consumo de c&aacute;lcio ou menor qualidade dos nutrientes - e aumento do sedentarismo<SUP>5</SUP>.</P>    <P>Al&eacute;m de doen&ccedil;a cr&oacute;nica, a obesidade constitui fator de risco para outras patologias, tais como hipertens&atilde;o, diabetes tipo 2, lit&iacute;ase vesicular, doen&ccedil;as cardiovasculares, certos tipos de cancro e problemas psicossociais, aumentando tamb&eacute;m o risco de dislipidemia, insulinorresist&ecirc;ncia, problemas respirat&oacute;rios, osteoarticulares, hormonais, entre outros, contribuindo em larga escala para a diminui&ccedil;&atilde;o da qualidade de vida de adultos, crian&ccedil;as e jovens<SUP>7</SUP>. Estes factos originam elevados custos diretos e indiretos com a sa&uacute;de e consider&aacute;veis perdas econ&oacute;micas<SUP>8,9</SUP>.</P>    <P>Para crian&ccedil;as e jovens em particular, a obesidade n&atilde;o s&oacute; representa um risco acrescido no desenvolvimento cada vez mais precoce de doen&ccedil;as n&atilde;o transmiss&iacute;veis, como se afigura precursora de obesidade na idade adulta, calculando-se que cerca de 60% das crian&ccedil;as que apresentam excesso de peso antes da puberdade poder&atilde;o apresentar excesso de peso numa idade adulta jovem<SUP>7</SUP>.</P>    <P>A origem multifatorial da obesidade sugere que a preven&ccedil;&atilde;o se deve centrar nas escolhas e comportamentos individuais e tamb&eacute;m nos fatores sociais e ambientais que os influenciam, incidindo em v&aacute;rios n&iacute;veis, do individual ao global, pela conjuga&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias provenientes de organiza&ccedil;&otilde;es internacionais com iniciativas locais ou comunit&aacute;rias e nacionais<SUP>10</SUP>.</P>    <P>Defendida por v&aacute;rios especialistas e organiza&ccedil;&otilde;es, a preven&ccedil;&atilde;o centrada nas crian&ccedil;as e jovens justifica-se pela maior facilidade de interven&ccedil;&atilde;o junto destas faixas et&aacute;rias, tanto em ambiente familiar como na escola e servi&ccedil;os de sa&uacute;de, de modo a influenciar a sua alimenta&ccedil;&atilde;o e padr&otilde;es de atividade e, por consequ&ecirc;ncia, o seu desenvolvimento. Por outro lado, verifica-se uma maior dificuldade dos adultos em perder peso<SUP>5</SUP>.</P>    <P>Em 2002, a International Obesity Task Force alertava para o facto da obesidade se estar a tornar numa amea&ccedil;a direta &agrave;s crian&ccedil;as da Europa<SUP>6</SUP>. No ano seguinte, a FAO/OMS enfatizava a preven&ccedil;&atilde;o priorit&aacute;ria junto de crian&ccedil;as e jovens, apontando um conjunto de estrat&eacute;gias nesse sentido<SUP>11</SUP>.</P>    <P>Em 2006 teve lugar a confer&ecirc;ncia da OMS-Europa sobre a luta contra a obesidade, da qual resultou um compromisso pol&iacute;tico e uma proposta estrat&eacute;gica para preven&ccedil;&atilde;o, combate e tratamento da obesidade, com especial destaque para as crian&ccedil;as, vertidos na <I>Carta Europeia de Luta Contra a Obesidade</I><SUP>12</SUP>. A g&eacute;nese e conte&uacute;do deste documento, que Portugal subscreveu, tornam-no num quadro de refer&ecirc;ncia para os sistemas de sa&uacute;de, orientador da pol&iacute;tica e interven&ccedil;&atilde;o sobre o problema.</P>    <P>Em Portugal, a Lei de Bases da Sa&uacute;de<SUP>13</SUP> determina que &eacute; ao Governo que compete formular a pol&iacute;tica de sa&uacute;de (Base VI, Art.&ordm; 1.&ordm;), cabendo ao Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, em coordena&ccedil;&atilde;o com os minist&eacute;rios que tutelam &aacute;reas conexas, propor a sua defini&ccedil;&atilde;o, promover e vigiar a respetiva implementa&ccedil;&atilde;o e execu&ccedil;&atilde;o (Base VI, Art.&ordm; 2.&ordm;).</P>    <P>A pol&iacute;tica de sa&uacute;de, enquanto conjunto de valores, finalidades e prefer&ecirc;ncias, num dom&iacute;nio de maior abrang&ecirc;ncia e de menor especificidade<SUP>14</SUP>, &eacute; clarificada no Programa de Governo<SUP>15</SUP>, sendo desdobradas, atrav&eacute;s do planeamento em sa&uacute;de, em estrat&eacute;gias de sa&uacute;de, as linhas de &laquo;<I>atua&ccedil;&atilde;o seletiva para alcan&ccedil;ar, atingir as metas e os objetivos</I>&raquo;<SUP>16</SUP>.</P>    <P>Com a elabora&ccedil;&atilde;o da <I>Estrat&eacute;gia de Sa&uacute;de Para o Virar do S&eacute;culo (1998-2002)</I><SUP>16</SUP>, que denominaremos como Estrat&eacute;gia, o planeamento em sa&uacute;de em Portugal assumiu um car&aacute;ter de planeamento estrat&eacute;gico<SUP>17</SUP>, que se pode definir como o processo atrav&eacute;s do qual se estabelecem prioridades acordadas e uma orienta&ccedil;&atilde;o para o sector, dando-lhe uma dire&ccedil;&atilde;o e continuidade, e que tem em conta os limites definidos pelos recursos existentes e os contextos pol&iacute;tico, social, cultural, institucional, financeiro, econ&oacute;mico e internacional em que ocorre<SUP>18</SUP>. Estes contextos est&atilde;o interligados, influenciando-se mutuamente e reagindo &agrave;s altera&ccedil;&otilde;es que neles possam ocorrer.</P>    ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Pelas implica&ccedil;&otilde;es para indiv&iacute;duos e comunidade, a elevada incid&ecirc;ncia e preval&ecirc;ncia da obesidade em Portugal constitui um foco de interesse para quem estuda a evolu&ccedil;&atilde;o dos sistemas de sa&uacute;de e as respostas que as autoridades t&ecirc;m vindo a preconizar. Assim, este artigo tem por objetivo fazer uma retrospetiva das pol&iacute;ticas e principais estrat&eacute;gias de preven&ccedil;&atilde;o e combate &agrave; pr&eacute;-obesidade e obesidade infantil e dos jovens implementadas ao abrigo da Estrat&eacute;gia e do Plano Nacional de Sa&uacute;de 2004-2010<SUP>19,20</SUP>, procurando compreender em que medida &eacute; que estas influenciam as op&ccedil;&otilde;es inscritas na vers&atilde;o preliminar do PNS 2012-2016.</P>     <p>&nbsp;</p>    <P> <B>Material e m&eacute;todos</B> </P>    <P>A investiga&ccedil;&atilde;o assentou numa metodologia qualitativa, com a realiza&ccedil;&atilde;o de um estudo de caso, procurando a compreens&atilde;o de um fen&oacute;meno atual no seu contexto real<SUP>21</SUP>.</P>    <P>Focando-nos num fen&oacute;meno particular - a resposta preconizada pelas autoridades de sa&uacute;de portuguesas &agrave; problem&aacute;tica da obesidade infantil e dos jovens - procur&aacute;mos, pela descri&ccedil;&atilde;o da sua evolu&ccedil;&atilde;o num determinado per&iacute;odo de tempo, a sua compreens&atilde;o global, recorrendo a pesquisa documental de fontes escritas oficiais, complementada com consulta a um conjunto de 10 informadores-chave.</P>    <P>O contributo destes informadores foi o de facilitar documenta&ccedil;&atilde;o, esclarecer d&uacute;vidas sobre os documentos estrat&eacute;gicos e sugerir outros informadores a contactar. A sua sele&ccedil;&atilde;o foi orientada por t&eacute;cnicas de amostragem n&atilde;o probabil&iacute;stica: partindo de um grupo inicial de especialistas e respons&aacute;veis envolvidos no processo de planeamento, constitu&iacute;do de forma <I>criteriosa</I> e de <I>conveni&ecirc;ncia</I>, o conjunto de informadores foi expandido por <I>bola de neve</I><SUP>22</SUP>.</P>    <P>A constitui&ccedil;&atilde;o do <I>Corpus Documental</I> para an&aacute;lise partiu da leitura geral dos documentos estrat&eacute;gicos e da consulta de <I>sites</I> e <I>microsites</I> oficiais - Governo, ACS, DGS, PNS 2011-2016 e Plataforma Contra a Obesidade - abarcando textos mencionados nestas fontes e sugest&otilde;es dos informadores. A sele&ccedil;&atilde;o final atendeu a crit&eacute;rios de <I>exaustividade</I>, <I>homogeneidade</I> e <I>pertin&ecirc;ncia</I>, sendo composta por meia centena de documentos, posteriormente analisados quanto &agrave; estrutura, sem&acirc;ntica e conte&uacute;dos, de modo a obter uma vis&atilde;o ampla e sistematizada de cada um<SUP>23</SUP>.</P>    <P>Para an&aacute;lise sem&acirc;ntica, foi constru&iacute;da uma grelha de an&aacute;lise com 3 categorias, definidas no processo de pr&eacute;-an&aacute;lise, correspondentes ao problema e a 2 das suas principais causas - obesidade, alimenta&ccedil;&atilde;o e atividade f&iacute;sica -, sendo-lhes agregado um conjunto de subcategorias com elas relacionadas.</P>    <P>A grelha de an&aacute;lise de estrutura, aplicada aos documentos mais relevantes e adaptada &agrave;s suas caracter&iacute;sticas, incidiu na organiza&ccedil;&atilde;o e conte&uacute;dos, em particular na identifica&ccedil;&atilde;o e caracteriza&ccedil;&atilde;o da obesidade e obesidade infantil, propostas de estrat&eacute;gias, recomenda&ccedil;&otilde;es ou a&ccedil;&otilde;es para lhe responder.</P>    <P>A aplica&ccedil;&atilde;o destas grelhas teve ainda uma fun&ccedil;&atilde;o explorat&oacute;ria, permitindo eliminar alguns textos inicialmente considerados.</P>    ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Al&eacute;m de documentos em suporte papel e digital, o material utilizado na investiga&ccedil;&atilde;o compreendeu software para edi&ccedil;&atilde;o de texto e pesquisa e edi&ccedil;&atilde;o em ficheiros PDF (<I>MSWord 2003</I> e <I>Adobe Acrobat 7.0 Professional</I>).</P>     <p>&nbsp;</p>    <P> <B>Resultados</B> </P>    <P> <B>Sa&uacute;de um Compromisso: A Estrat&eacute;gia de Sa&uacute;de para o Virar do S&eacute;culo (1998-2002)</B> </P>    <P> <I>A Estrat&eacute;gia de Sa&uacute;de para o Virar do S&eacute;culo (1998-2002)</I> &eacute; um dos resultados vis&iacute;veis do conjunto de reformas que marcaram o ciclo pol&iacute;tico iniciado nas elei&ccedil;&otilde;es legislativas de 1995. Estabelecendo como miss&atilde;o do sistema de sa&uacute;de a obten&ccedil;&atilde;o de ganhos em sa&uacute;de, a Estrat&eacute;gia prop&otilde;e uma nova pol&iacute;tica para o sector e visa ser &laquo;<I>um quadro de refer&ecirc;ncia nacional a partir do qual &eacute; necess&aacute;rio estabelecer prioridades regionais e locais, de acordo com cada situa&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica</I>&raquo;<SUP>16</SUP>. Focada nos principais problemas de sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o, apresenta objetivos gerais, metas a 5 anos, horizontes qualitativos a 10 anos e orienta&ccedil;&otilde;es de a&ccedil;&atilde;o para lhes responder.</P>    <P>Pese a sua abordagem inovadora, a Estrat&eacute;gia n&atilde;o recolheu consenso pol&iacute;tico necess&aacute;rio &agrave; sua prossecu&ccedil;&atilde;o<SUP>24</SUP>, tendo sido abandonada pouco tempo depois da apresenta&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica do documento final. No entanto, continuou a servir como guia de atua&ccedil;&atilde;o das autoridades regionais e servi&ccedil;os de sa&uacute;de<SUP>25</SUP>.</P>    <P>Quando a Estrat&eacute;gia foi elaborada, a mudan&ccedil;a nos padr&otilde;es nutricionais e de atividade f&iacute;sica da popula&ccedil;&atilde;o era j&aacute; preocupa&ccedil;&atilde;o das autoridades de sa&uacute;de<SUP>26</SUP>. No entanto, a obesidade n&atilde;o est&aacute; quantificada nem considerada nos problemas priorit&aacute;rios da popula&ccedil;&atilde;o: da an&aacute;lise &agrave; sem&acirc;ntica e conte&uacute;dos do documento, conclui-se que existe apenas uma men&ccedil;&atilde;o ao problema, relativa aos obesos enquanto grupo de risco da diabetes mellitus.</P>    <P>Considerando a perspetiva intersectorial da Estrat&eacute;gia, uma an&aacute;lise &agrave;s suas 27 &aacute;reas de interven&ccedil;&atilde;o priorit&aacute;ria permite identificar, em 11 delas, horizontes, metas, objetivos e orienta&ccedil;&otilde;es de a&ccedil;&atilde;o que podem contribuir para combater e prevenir o problema junto de crian&ccedil;as e jovens, pois visam algumas causas da obesidade, como alimenta&ccedil;&atilde;o e atividade f&iacute;sica, propondo melhoria na vigil&acirc;ncia de sa&uacute;de, refor&ccedil;o de conhecimentos dos indiv&iacute;duos ou capacita&ccedil;&atilde;o de professores, profissionais de sa&uacute;de e respetivas equipas.</P>    <P>No relat&oacute;rio <I>Ganhos de Sa&uacute;de em Portugal</I>, que reflete sobre alguns dos dom&iacute;nios abordados na Estrat&eacute;gia, o excesso de peso &eacute; apontado como um problema dos adolescentes que, a par das morbilidades associadas, carece de indicadores atualizados para avalia&ccedil;&atilde;o, recomendando-se o refor&ccedil;o &laquo;<I>da agenda para a sa&uacute;de dos portugueses</I>&raquo; no que respeita a dieta e atividade f&iacute;sica<SUP>25</SUP>.</P>     <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<P> <B>Plano Nacional de Sa&uacute;de 2004-2010</B> </P>    <P>Apresentado como alavanca com &laquo;<I>orienta&ccedil;&otilde;es estrat&eacute;gicas destinadas a sustentar - pol&iacute;tica, t&eacute;cnica e financeiramente - o Sistema Nacional de Sa&uacute;de</I>&raquo;<SUP>19</SUP>, o PNS 2004-2010 assume continuidade com a Estrat&eacute;gia, sendo balizado pelo conhecimento existente sobre a situa&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de, evid&ecirc;ncia e orienta&ccedil;&otilde;es de organiza&ccedil;&otilde;es como a Uni&atilde;o Europeia, OMS ou OCDE<SUP>27</SUP>.</P>    <P>Constru&iacute;do atrav&eacute;s de uma metodologia consultiva e de debate p&uacute;blico, o Plano foi implementado, monitorizado e submetido a avalia&ccedil;&atilde;o, tendo todo este processo servido de base ao ciclo de planeamento que se iniciou em 2009<SUP>28</SUP>.</P>    <P>O estado de sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o &eacute; descrito a partir dos indicadores dispon&iacute;veis, utilizados, juntamente com os resultados da consulta p&uacute;blica e dos debates preparat&oacute;rios, para estabelecer prioridades de interven&ccedil;&atilde;o.</P>    <P>A obesidade &eacute; considerada um &laquo;<I>enorme problema de sa&uacute;de p&uacute;blica</I>&raquo;<SUP>20</SUP>, sendo apresentados indicadores de preval&ecirc;ncia nas fases do ciclo de vida correspondentes &agrave; idade adulta, bem como metas de redu&ccedil;&atilde;o dos mesmos at&eacute; 2010. Prev&ecirc;-se ainda monitoriza&ccedil;&atilde;o dos h&aacute;bitos de atividade f&iacute;sica/sedentarismo.</P>    <P>As altera&ccedil;&otilde;es do padr&atilde;o nutricional e a diminui&ccedil;&atilde;o dos &iacute;ndices de atividade f&iacute;sica s&atilde;o identificadas como fatores de risco de patologia cr&oacute;nica e &eacute; proposta uma interven&ccedil;&atilde;o transversal preventiva, centrada na promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de, curativa e de gest&atilde;o da doen&ccedil;a, abrangendo v&aacute;rios sectores (sa&uacute;de, social, alimentar, educa&ccedil;&atilde;o e cultural), atrav&eacute;s de um programa nacional espec&iacute;fico.</P>    <P>Estas tem&aacute;ticas s&atilde;o ainda apontadas como importantes no quadro da coopera&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica no dom&iacute;nio da sa&uacute;de com v&aacute;rios organismos internacionais, recomendando-se o seu refor&ccedil;o.</P>    <P>N&atilde;o existem, no entanto, refer&ecirc;ncias a obesidade infantil e dos jovens, nem quantifica&ccedil;&atilde;o do problema. Constata-se aumento do sedentarismo e desequil&iacute;brios nutricionais nos jovens, admitindo-se limita&ccedil;&atilde;o dos indicadores dispon&iacute;veis para a avalia&ccedil;&atilde;o da morbilidade associada a obesidade, bulimia, anorexia.</P>    <P>A resposta aos principais problemas de sa&uacute;de identificados no Plano passou pela elabora&ccedil;&atilde;o de programas nacionais (ou revis&atilde;o dos existentes), tendo sido concretizados 22 dos 40 previstos<SUP>29</SUP>. Entre estes, analis&aacute;mos o Programa Nacional de Luta Contra a Obesidade (PNLCO), os de Sa&uacute;de dos Jovens e Sa&uacute;de Escolar, e, entre os restantes, os 7 onde se identificaram refer&ecirc;ncias &agrave; problem&aacute;tica: Plano Nacional de A&ccedil;&atilde;o Ambiente e Sa&uacute;de e Programas Nacionais de Promo&ccedil;&atilde;o da Sa&uacute;de Oral; Preven&ccedil;&atilde;o e Controlo das Doen&ccedil;as Oncol&oacute;gicas; Preven&ccedil;&atilde;o e Controlo das Doen&ccedil;as Cardiovasculares; Preven&ccedil;&atilde;o e Controlo da Diabetes; Contra as Doen&ccedil;as Reum&aacute;ticas; Interven&ccedil;&atilde;o Integrada sobre Determinantes da Sa&uacute;de Relacionados com os Estilos de Vida.</P>    <P>Os objetivos espec&iacute;ficos do PNLCO apontam para a redu&ccedil;&atilde;o da propor&ccedil;&atilde;o de indiv&iacute;duos com excesso de peso em todos os grupos et&aacute;rios. Embora se reconhe&ccedil;a a elevada preval&ecirc;ncia entre crian&ccedil;as e jovens, com disparidades regionais, &eacute;tnicas e de condi&ccedil;&atilde;o social na sua distribui&ccedil;&atilde;o, estes n&atilde;o figuram entre grupos de risco identificados. As 23 Estrat&eacute;gias inscritas no documento servem a preven&ccedil;&atilde;o e combate &agrave; obesidade entre crian&ccedil;as e jovens, sendo 3 delas particularmente dirigidas a estes grupos<SUP>30</SUP>.</P>    ]]></body>
<body><![CDATA[<P>O PNLCO foi extinto em 2008, com integra&ccedil;&atilde;o das compet&ecirc;ncias de preven&ccedil;&atilde;o secund&aacute;ria/terci&aacute;ria na Plataforma Contra a Obesidade e enquadramento do tratamento cir&uacute;rgico numa comiss&atilde;o criada para o efeito.</P>    <P>A Plataforma surge para concretizar os objetivos da Carta Europeia de Luta Contra a Obesidade e &eacute; apresentada como &laquo;medida estrat&eacute;gica, assumida politicamente a n&iacute;vel nacional, que visa criar sinergias intersectoriais, a n&iacute;vel governamental e da sociedade civil&raquo;<SUP>31</SUP>. Assume explicitamente a preven&ccedil;&atilde;o e combate &agrave; obesidade como prioridade pol&iacute;tica e, atrav&eacute;s dos objetivos e estrat&eacute;gias propostos, valoriza uma interven&ccedil;&atilde;o direcionada aos mais jovens.</P>    <P>Nos restantes 7 programas, obesidade, comportamentos alimentares ou sedentarismo s&atilde;o apontados como fatores de risco, n&atilde;o se identificando uma rela&ccedil;&atilde;o entre os prop&oacute;sitos de cada um destes documentos com a necessidade de preven&ccedil;&atilde;o e combate &agrave; obesidade infantil e dos jovens. Apenas o programa de combate &agrave;s doen&ccedil;as cardiovasculares contempla interven&ccedil;&otilde;es preventivas junto destes grupos, nomeadamente altera&ccedil;&atilde;o de h&aacute;bitos alimentares e combate ao sedentarismo<SUP>32</SUP>.</P>    <P>Todos estes programas apresentam medidas que, n&atilde;o sendo dirigidas ao problema ou a estes grupos, podem contribuir para este des&iacute;gnio, tais como altera&ccedil;&atilde;o da oferta alimentar, interven&ccedil;&otilde;es no meio, melhoria na vigil&acirc;ncia de sa&uacute;de e resposta dos servi&ccedil;os, capacita&ccedil;&atilde;o de indiv&iacute;duos, profissionais de sa&uacute;de ou professores ou promo&ccedil;&atilde;o de melhor conhecimento epidemiol&oacute;gico.</P>     <p>&nbsp;</p>    <P> <B>Plano Nacional de Sa&uacute;de 2012-2016</B> </P>    <P>Dando seguimento &agrave; orienta&ccedil;&atilde;o governamental para elabora&ccedil;&atilde;o de um novo Plano &laquo;<I>orientado no sentido de uma prioriza&ccedil;&atilde;o clara das interven&ccedil;&otilde;es, com base na evid&ecirc;ncia acerca do que gera mais ganhos em sa&uacute;de</I>&raquo;<SUP>33</SUP>, o Alto Comissariado da Sa&uacute;de deu in&iacute;cio &agrave; constru&ccedil;&atilde;o do PNS 2011-2016<SUP>34</SUP>, mais tarde designado como PNS 2012-2016 em virtude de atrasos ocorridos na sua elabora&ccedil;&atilde;o.</P>    <P>Em junho de 2011, um ano ap&oacute;s a data prevista, foi anunciada a discuss&atilde;o p&uacute;blica deste Plano<SUP>35</SUP>, estando dispon&iacute;veis para consulta v&aacute;rios cap&iacute;tulos do primeiro volume, <I>Estrat&eacute;gias para a Sa&uacute;de</I>, e apenas um cap&iacute;tulo do segundo volume, <I>Operacionaliza&ccedil;&atilde;o do Plano Nacional de Sa&uacute;de</I>. Quando esta investiga&ccedil;&atilde;o foi realizada, a vers&atilde;o definitiva ainda n&atilde;o era conhecida, pelo que nos centr&aacute;mos na vers&atilde;o preliminar e no seu processo preparat&oacute;rio.</P>    <P>No novo Plano, a obesidade &eacute; considerada risco de sa&uacute;de p&uacute;blica e fator de risco para um conjunto de patologias em adultos e crian&ccedil;as. Constata-se aumento da preval&ecirc;ncia entre adultos, com assimetrias na distribui&ccedil;&atilde;o regional<SUP>36</SUP>, n&atilde;o existindo dados de preval&ecirc;ncia para menores de 18 anos.</P>    <P>O problema n&atilde;o figura entre as prioridades de interven&ccedil;&atilde;o nacional. No entanto, poder&aacute; vir a ser considerado como tal nos Planos Regionais de Sa&uacute;de, previstos no PNS e que dever&atilde;o estabelecer um quadro regional de prioridades<SUP>37</SUP>.</P>    ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Embora a obesidade seja valorizada nas diversas fases do ciclo de vida dos indiv&iacute;duos, s&oacute; na fase <I>Crescer com Seguran&ccedil;a</I> (per&iacute;odo entre os 29 dias e 9 anos de idade) se explicita a necessidade de uma interven&ccedil;&atilde;o direcionada ao problema. Nas restantes fases s&atilde;o definidas &aacute;reas de interven&ccedil;&atilde;o que, n&atilde;o visando diretamente o problema, interferem com as suas causas.</P>    <P>Para monitorizar a evolu&ccedil;&atilde;o da preval&ecirc;ncia do excesso de peso, prop&otilde;e-se a manuten&ccedil;&atilde;o do quadro de indicadores do PNS 2004/2010, alargando-o &agrave;s crian&ccedil;as de 6 e 13 anos. N&atilde;o foi divulgada previs&atilde;o das metas a alcan&ccedil;ar em 2016.</P>    <P>O quadro de a&ccedil;&otilde;es e recomenda&ccedil;&otilde;es para operacionaliza&ccedil;&atilde;o do Plano n&atilde;o foi disponibilizado. No entanto, face &agrave; valoriza&ccedil;&atilde;o do problema ao longo do documento, com refer&ecirc;ncias &agrave; Plataforma Contra a Obesidade - embora a <I>Carta Europeia</I> n&atilde;o figure no quadro legal, normativo, regulamentar e estrat&eacute;gico apresentado -, aos programas de Sa&uacute;de Escolar, aos projetos de Cidades Saud&aacute;veis e Escolas Promotoras de Sa&uacute;de, como exemplo de interven&ccedil;&atilde;o a desenvolver, e perante a orienta&ccedil;&atilde;o e evid&ecirc;ncia formuladas para os <I>Eixos Estrat&eacute;gicos</I> e <I>Objetivos para o Sistema de Sa&uacute;de</I> do documento, abrem-se perspetivas para um quadro de a&ccedil;&otilde;es que responda direta ou indiretamente ao problema.</P>    <P>Esta perspetiva &eacute; refor&ccedil;ada por um conjunto de reflex&otilde;es e propostas feitas durante o processo de planeamento, no &acirc;mbito das <I>An&aacute;lises Especializadas</I> e dos <I>Contributos</I> enviados por entidades, organiza&ccedil;&otilde;es, especialistas e cidad&atilde;os, que, a serem acolhidas, poder&atilde;o vir a ter impacto positivo sobre o problema e suas causas.</P>    <P>Entre estas propostas, destacamos a ado&ccedil;&atilde;o de boas pr&aacute;ticas implementadas noutros pa&iacute;ses, atribui&ccedil;&atilde;o de responsabilidade e meios para uma interven&ccedil;&atilde;o dirigida ao problema e suas causas ao n&iacute;vel dos cuidados prim&aacute;rios, refor&ccedil;o das estrat&eacute;gias locais de sa&uacute;de e de iniciativas que promovam sa&uacute;de em todas as pol&iacute;ticas, cidadania em sa&uacute;de ou equidade no acesso e a promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de e atividade f&iacute;sica em meio urbano pela altera&ccedil;&atilde;o dos instrumentos de ordenamento do territ&oacute;rio.</P>     <p>&nbsp;</p>    <P> <B>Discuss&atilde;o</B> </P>    <P>Esta investiga&ccedil;&atilde;o permitiu-nos uma perspetiva sequencial do processo de planeamento estrat&eacute;gico em Portugal e da sua evolu&ccedil;&atilde;o num contexto de mudan&ccedil;a e influenciado por v&aacute;rios fatores<SUP>18</SUP>, bem como uma vis&atilde;o contextualizada das principais estrat&eacute;gias de preven&ccedil;&atilde;o e combate &agrave; obesidade infantil e dos jovens pensadas a este n&iacute;vel de planeamento. A discuss&atilde;o far-se-&aacute; em torno destes aspetos, focando ainda algumas dificuldades e aspetos cr&iacute;ticos identificados durante o estudo.</P>    <P>Apesar das diferen&ccedil;as de conce&ccedil;&atilde;o, a concretiza&ccedil;&atilde;o das orienta&ccedil;&otilde;es pol&iacute;tico-ideol&oacute;gicas que enquadram a pol&iacute;tica de sa&uacute;de que est&aacute; por detr&aacute;s dos 3 documentos estrat&eacute;gicos traduz-se numa perspetiva comum de obten&ccedil;&atilde;o de ganhos em sa&uacute;de, espelhando a evolu&ccedil;&atilde;o e matura&ccedil;&atilde;o da sociedade portuguesa e do pr&oacute;prio SNS.</P>    <P>Os 3 documentos prop&otilde;em uma vis&atilde;o e dire&ccedil;&atilde;o para o sistema de sa&uacute;de<SUP>38</SUP>, identificando-se uma linha de continuidade indiciadora de consist&ecirc;ncia associada ao planeamento<SUP>39</SUP>. Partem do conhecimento existente sobre a sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o para consensualizar prioridades, procuram ter em conta as caracter&iacute;sticas, necessidades e recursos do sistema de sa&uacute;de e s&atilde;o alinhados com a evid&ecirc;ncia, orienta&ccedil;&otilde;es e boas pr&aacute;ticas internacionais. Estas caracter&iacute;sticas, bem como a integra&ccedil;&atilde;o de m&uacute;ltiplos atores no planeamento, refletem uma preocupa&ccedil;&atilde;o de ancorar estes processos na realidade e contextos em que decorram<SUP>18,38</SUP>.</P>    ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Embora sem estatuto de prioridade em nenhum dos 3 documentos estrat&eacute;gicos, a obesidade foi sendo gradualmente reconhecida como problema de sa&uacute;de em Portugal. A aten&ccedil;&atilde;o crescente dada ao problema nos documentos e a preocupa&ccedil;&atilde;o cada vez mais expl&iacute;cita com a necessidade de respostas espelham este ganho de import&acirc;ncia.</P>    <P>Contempor&acirc;nea da classifica&ccedil;&atilde;o da obesidade enquanto epidemia global, a Estrat&eacute;gia n&atilde;o referencia o problema. No entanto, existem no documento metas, objetivos e orienta&ccedil;&otilde;es de a&ccedil;&atilde;o que podem contribuir para combater e prevenir a obesidade junto de crian&ccedil;as e jovens, bem como de adultos, pois visam uma interven&ccedil;&atilde;o sobre algumas das suas causas.</P>    <P>No PNS 2004-2010, a obesidade &eacute; j&aacute; considerada como problema de sa&uacute;de p&uacute;blica, n&atilde;o estando inclu&iacute;da nas 5 &aacute;reas priorit&aacute;rias de interven&ccedil;&atilde;o propostas, sendo valorizada mais como fator risco e at&eacute; como determinante da sa&uacute;de, do que enquanto doen&ccedil;a <I>em si</I><SUP>40</SUP>.</P>    <P>&agrave; data da elabora&ccedil;&atilde;o deste plano, existiam orienta&ccedil;&otilde;es internacionais para uma interven&ccedil;&atilde;o de preven&ccedil;&atilde;o e combate ao excesso de peso centrada nas idades infantojuvenis. No entanto, e embora estivesse descrito um aumento da preval&ecirc;ncia na popula&ccedil;&atilde;o portuguesa adulta, poucos eram os dados de preval&ecirc;ncia em crian&ccedil;as e jovens<SUP>3</SUP>, facto que pode explicar uma menor aten&ccedil;&atilde;o dada &agrave; quest&atilde;o e a inexist&ecirc;ncia de um quadro de indicadores para acompanhar a evolu&ccedil;&atilde;o nestes grupos et&aacute;rios. Ainda assim, &eacute; poss&iacute;vel identificar interven&ccedil;&otilde;es visando uma a&ccedil;&atilde;o positiva sobre algumas das causas do problema em 10 dos 22 programas nacionais ent&atilde;o elaborados.</P>    <P>O PNS 2012-2016 surge num contexto de uma prioridade pol&iacute;tica de preven&ccedil;&atilde;o e combate ao problema, assumida em 2007 com a cria&ccedil;&atilde;o da Plataforma Contra a Obesidade, existindo um conhecimento mais alargado sobre a preval&ecirc;ncia na popula&ccedil;&atilde;o portuguesa, fruto do desenvolvimento da investiga&ccedil;&atilde;o.</P>    <P>Embora a obesidade n&atilde;o seja apontada como problema priorit&aacute;rio na vers&atilde;o preliminar do Plano, verifica-se um alinhamento com os princ&iacute;pios da <I>Carta Europeia</I>, nomeadamente uma maior preocupa&ccedil;&atilde;o com o aumento da preval&ecirc;ncia, em particular nas idades infantojuvenis, refer&ecirc;ncias &agrave; necessidade de uma interven&ccedil;&atilde;o direcionada e a ado&ccedil;&atilde;o de indicadores para avaliar e monitorizar a evolu&ccedil;&atilde;o do problema entre os mais jovens. Quando realiz&aacute;mos a investiga&ccedil;&atilde;o, esta interven&ccedil;&atilde;o direcionada ainda n&atilde;o estava definida, existindo um acervo de propostas para a sua concretiza&ccedil;&atilde;o.</P>    <P>Os principais resultados deste estudo, bem como a discuss&atilde;o que deles &eacute; feita neste artigo, validam a pertin&ecirc;ncia da abordagem &agrave; problem&aacute;tica escolhida e da metodologia utilizada, permitindo-nos alcan&ccedil;ar o objetivo proposto na investiga&ccedil;&atilde;o.</P>    <P>A aplica&ccedil;&atilde;o de metodologias qualitativas no campo da ci&ecirc;ncia tem sido alvo de reflex&atilde;o de v&aacute;rios autores, pois a inexist&ecirc;ncia de mensura&ccedil;&atilde;o quantitativa dos fen&oacute;menos dificulta a avalia&ccedil;&atilde;o dos resultados quanto &agrave; sua <I>validade</I>, ou seja, &agrave; correspond&ecirc;ncia com a realidade, e &agrave; sua <I>fiabilidade</I>, que ser&aacute; tanto maior quanto maior for a possibilidade de serem id&ecirc;nticos se houver uma repeti&ccedil;&atilde;o do estudo<SUP>21</SUP>.</P>    <P>Tratando-se de uma investiga&ccedil;&atilde;o baseada na an&aacute;lise documental, confront&aacute;mo-nos permanentemente com a necessidade de fazer prevalecer o rigor da t&eacute;cnica e a objetividade aos ju&iacute;zos, valores e ideias pr&eacute;-concebidas de quem investiga. Esta dificuldade constitui-se como um desafio que consideramos bem-sucedido, estando a validade e a fiabilidade do estudo asseguradas pela clarifica&ccedil;&atilde;o dos procedimentos de sele&ccedil;&atilde;o do <I>Corpus</I> documental e do processo de an&aacute;lise realizado.</P>    <P>Durante o trabalho de an&aacute;lise foi poss&iacute;vel identificar um conjunto assinal&aacute;vel de interven&ccedil;&otilde;es na &aacute;rea da preven&ccedil;&atilde;o e combate &agrave; obesidade, promovidas por organiza&ccedil;&otilde;es da sociedade civil, especialistas, escolas, universidades, servi&ccedil;os de sa&uacute;de ou entidades locais e regionais, num claro sinal de que, apesar do problema n&atilde;o ter estatuto de prioridade, existem respostas organizadas e experi&ecirc;ncias de trabalho concretas sobre as quais valer&aacute; a pena refletir. Estas realidades n&atilde;o t&ecirc;m express&atilde;o significativa nos resultados apresentados, uma vez que a investiga&ccedil;&atilde;o se centrou nas respostas ao n&iacute;vel do planeamento estrat&eacute;gico em sa&uacute;de, e constituem-se como uma hip&oacute;tese de trabalho cient&iacute;fico futuro.</P>    ]]></body>
<body><![CDATA[<P>&Eacute; ainda de referir que a an&aacute;lise do PNS 2012-2016 ficou limitada pelo facto de, &agrave; data de termo da investiga&ccedil;&atilde;o (novembro de 2011), a vers&atilde;o posta &agrave; discuss&atilde;o p&uacute;blica estar incompleta. Ainda assim, tendo a vers&atilde;o final do PNS sido publicada ap&oacute;s submiss&atilde;o deste artigo, mas antes da sua revis&atilde;o final, foi poss&iacute;vel uma breve abordagem ao documento, confirmando-se a generalidade dos resultados aqui enunciados.</P>     <p>&nbsp;</p>    <P> <B>Conclus&atilde;o</B> </P>    <P>A an&aacute;lise &agrave; abordagem da obesidade feita na Estrat&eacute;gia, PNS 2004-2010 e na vers&atilde;o preliminar do PNS 2012-2016, permite concluir que, embora sem ganhar estatuto de prioridade, o problema tem vindo a ganhar import&acirc;ncia entre as preocupa&ccedil;&otilde;es das autoridades de sa&uacute;de em Portugal, expressas ao n&iacute;vel do planeamento estrat&eacute;gico. O mesmo se conclui sobre a import&acirc;ncia dada ao aumento da preval&ecirc;ncia entre crian&ccedil;as e jovens e &agrave; necessidade de interven&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica junto destas faixas et&aacute;rias, verificando-se, no entanto, que este percurso tem sido mais lento.</P>    <P>Pode ainda concluir-se que a inexist&ecirc;ncia de uma preocupa&ccedil;&atilde;o formal com a obesidade infantil e dos jovens, no sentido da sua prioriza&ccedil;&atilde;o enquanto problema, n&atilde;o limitou as respostas ao mesmo, pois existiam conhecimento e recursos para impulsion&aacute;-las.</P>    <P>No entanto, a subscri&ccedil;&atilde;o da <I>Carta Europeia de Luta Contra a Obesidade</I> pelo governo portugu&ecirc;s determinou o assumir de uma prioridade pol&iacute;tica, verificando-se que a exist&ecirc;ncia de um referencial de lideran&ccedil;a e a&ccedil;&atilde;o<SUP>41</SUP> deu uma nova dimens&atilde;o ao problema, sendo poss&iacute;vel estabelecer correspond&ecirc;ncia entre os seus princ&iacute;pios e as orienta&ccedil;&otilde;es estrat&eacute;gicas do PNS 2012-2016.</P>     <p>&nbsp;</p>    <P> <B>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</B> </P>     <!-- ref --><P>1. World Health Organization. Obesity: Preventing and managing the global epidemic: Report of a WHO Consultation. Geneva: WHO;2000. [Acedido 8 Nov 2011]. Dispon&iacute;vel em: <A href="http://whqlibdoc.who.int/trs/WHO_TRS_894.pdf" target="_blank">http://whqlibdoc.who.int/trs/WHO_TRS_894.pdf</A>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S0870-9025201400010000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>2. Instituto Nacional de Estat&iacute;stica. Instituto Nacional de Sa&uacute;de. 4&ordm; Inqu&eacute;rito Nacional de Sa&uacute;de (2005/2006): informa&ccedil;&atilde;o &agrave; imprensa. Lisboa: INE. INSA; 2007. [Acedido 6 Nov 2011]. Dispon&iacute;vel em: <A href="http://www.insa.pt/sites/INSA/Portugues/ComInf/Imprensa/ComNotas/ComunicadosNotas/INS-2005-2006_Principais%20Indicadores.pdf" target="_blank">http://www.insa.pt/sites/INSA/Portugues/ComInf/Imprensa/ComNotas/ComunicadosNotas/INS-2005-2006_Principais%20Indicadores.pdf</A>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S0870-9025201400010000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>3. I. Carmo, J. Camolas, O. Santos, J. Vieira. Obesidade em Portugal e no mundo. Faculdade de Medicina de Lisboa, (2008) &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S0870-9025201400010000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>4. UNICEF. Situa&ccedil;&atilde;o mundial da inf&acirc;ncia 2011. New Jersey: Hatteras Press;2011. [Acedido 7 Nov 2011]. Dispon&iacute;vel em: <A href="http://www.unicef.pt/18/Relatorio_SOWC_2011.pdf" target="_blank">http://www.unicef.pt/18/Relatorio_SOWC_2011.pdf</A>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S0870-9025201400010000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>5. M. Dehghan, N. Akhtar-Danesh, A.T. Merchant. Childhood obesity: Prevalence and prevention. Nutr J. 2005;4:24&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S0870-9025201400010000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>6. International Obesity Task Force. European Association for the Study of Obesity. Obesity in Europe: The case for action. London: IOTF-EASO;2002. [Acedido 8 Nov 2011]. Dispon&iacute;vel em: <A href="http://www.iaso.org/site_media/uploads/Sep_2002_Obesity_in_Europe_Case_for_Action_2002.pdf" target="_blank">http://www.iaso.org/site_media/uploads/Sep_2002_Obesity_in_Europe_Case_for_Action_2002.pdf</A>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S0870-9025201400010000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>7. World Health Organization-Europe. The challenge of obesity in the WHO European Region and the strategies for response: Summary. Copenhagen: WHO-Europe;2007. [Acedido 8 Nov 2011]. Dispon&iacute;vel em: <A href="http://www.euro.who.int/__data/assets/pdf_file/0008/98243/E89858.pdf" target="_blank">http://www.euro.who.int/__data/assets/pdf_file/0008/98243/E89858.pdf</A>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S0870-9025201400010000300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>8. J. Pereira, C. Mateus. Custos indirectos associados &agrave; obesidade em Portugal. Rev Port Sa&uacute;de P&uacute;blica. 2003;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S0870-9025201400010000300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>9. J. Pereira, C. Mateus, M.J. Amaral. Custos da obesidade em Portugal. Associa&ccedil;&atilde;o Portuguesa de Economia da Sa&uacute;de, (1999) &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S0870-9025201400010000300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>10. T. Lobstein, L. Baur, R. Uauy, IASO International Obesity TaskForce. Obesity in children and young people: A crisis in public health. Obes Rev. 2004;5:4-104&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S0870-9025201400010000300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>11. World Health Organization. Food and Alimentation Organization. Diet, nutrition and the prevention of chronic diseases: Report of a joint WHO/FAO expert consultation. Geneva: WHO;2003. [Acedido 8 Nov 2011]. Dispon&iacute;vel em: <A href="http://whqlibdoc.who.int/trs/WHO_TRS_916.pdf" target="_blank">http://whqlibdoc.who.int/trs/WHO_TRS_916.pdf</A>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S0870-9025201400010000300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>12. World Health Organization-Europe. Carta europeia de luta contra a obesidade. Copenhagen: WHO-Europe; 2006. [Acedido 8 Nov 2011]. Dispon&iacute;vel em <A href="http://www.plataformacontraaobesidade.dgs.pt/PresentationLayer/textos01.aspx-cttextoid=605&amp;menuid=143&amp;exmenuid=-1" target="_blank">http://www.plataformacontraaobesidade.dgs.pt/PresentationLayer/textos01.aspx-cttextoid=605&amp;menuid=143&amp;exmenuid=-1</A>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S0870-9025201400010000300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <P>13. Lei n&ordm; 48/1990. D.R. 195. I<SUP>a</SUP> S&eacute;rie (1990-08-24) 3452-4. Lei de Bases da Sa&uacute;de alterada pela Lei n&ordm; 27/2002.</P>     <!-- ref --><P>14. C. Sena, P. Ferrinho, J.P. Miguel. Planos e programas de sa&uacute;de em Portugal: quest&otilde;es metodol&oacute;gicas e macroan&aacute;lise dos programas nacionais. Rev Port Sa&uacute;de P&uacute;blica. 2006;24:5-20&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S0870-9025201400010000300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><P>15. Constitui&ccedil;&atilde;o da Rep&uacute;blica Portuguesa. Lisboa:&nbsp;Imprensa Nacional-Casa da Moeda;&nbsp;1976.</P>     <!-- ref --><P>16. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Direc&ccedil;&atilde;o-Geral de Sa&uacute;de. Sa&uacute;de um compromisso: a estrat&eacute;gia de sa&uacute;de para o virar do s&eacute;culo (1998-2002). Lisboa: DGS;1999.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S0870-9025201400010000300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>17. M. Peleteiro, R. Marques, T. Galhardo. Uma an&aacute;lise cr&iacute;tica das orienta&ccedil;&otilde;es estrat&eacute;gicas: o Plano Nacional de Sa&uacute;de Portugu&ecirc;s. OPSS, (2004) &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S0870-9025201400010000300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>18. A. Green, C. Collins, B. Hagos, S. Gebreselassie, A. Stefanini, I. Craveiro. Strategic health planning: Guidelines for developing countries. Nuffield Institute for Health, (2002) &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S0870-9025201400010000300016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>19. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Direc&ccedil;&atilde;o-Geral de Sa&uacute;de. Plano Nacional de Sa&uacute;de 2004-2010: mais sa&uacute;de para todos. DGS, (2004) &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S0870-9025201400010000300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>20. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Direc&ccedil;&atilde;o-Geral de Sa&uacute;de: Plano Nacional de Sa&uacute;de 2004-2010: mais sa&uacute;de para todos. DGS, (2004) &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S0870-9025201400010000300018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>21. H. Carmo, M.M. Ferreira. Metodologia da investiga&ccedil;&atilde;o: guia para a auto-aprendizagem. Universidade Aberta, (1998) &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S0870-9025201400010000300019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>22. M.Q. Patton. Qualitative research &amp; evaluation methods. 3<SUP>a</SUP> ed., Sage Publications, (2002) &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S0870-9025201400010000300020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>23. L. Bardin. An&aacute;lise de conte&uacute;dos, 70. Lisboa: Edi&ccedil;&otilde;es; 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S0870-9025201400010000300021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </P>     <!-- ref --><P>24. C. Justo. O estado das coisas de Estado: pol&iacute;ticas de sa&uacute;de em Portugal. Campo das Letras, (2000) &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S0870-9025201400010000300022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>25. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Direc&ccedil;&atilde;o-Geral de Sa&uacute;de. Ganhos de sa&uacute;de em Portugal: ponto de situa&ccedil;&atilde;o: relat&oacute;rio do Director Geral e Alto Comiss&aacute;rio da Sa&uacute;de. Lisboa: DGS; 2002. [Acedido 8 Nov 2011]. Dispon&iacute;vel em: <A href="http://www.arsalgarve.min-saude.pt/docs/ganho_saude_pt.pdf" target="_blank">http://www.arsalgarve.min-saude.pt/docs/ganho_saude_pt.pdf</A>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S0870-9025201400010000300023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>26. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Direc&ccedil;&atilde;o-Geral de Sa&uacute;de. A sa&uacute;de dos portugueses. DGS, (1997) &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S0870-9025201400010000300024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>27. Observat&oacute;rio Portugu&ecirc;s dos Sistemas de Sa&uacute;de. Novo servi&ccedil;o p&uacute;blico da sa&uacute;de: novos desafios: relat&oacute;rio Primavera 2005. Lisboa: Escola Nacional de Sa&uacute;de P&uacute;blica; 2005. [Acedido 8 Nov 2011]. Dispon&iacute;vel em: <A href="http://www.observaport.org/sites/observaport.org/files/RelatorioPrimavera2005_OPSS.pdf" target="_blank">http://www.observaport.org/sites/observaport.org/files/RelatorioPrimavera2005_OPSS.pdf</A>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S0870-9025201400010000300025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>28. Alto Comissariado da Sa&uacute;de. Plano Nacional de Sa&uacute;de 2011-2016: caderno de encargos. Lisboa: ACS; 2009. [Acedido 7 Nov 2011]. Dispon&iacute;vel em: <A href="http://www.acs.min-saude.pt/files/2009/12/caderno-de-encargos-pns-2011-16-2009-10-13.pdf" target="_blank">http://www.acs.min-saude.pt/files/2009/12/caderno-de-encargos-pns-2011-16-2009-10-13.pdf</A>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S0870-9025201400010000300026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>29. World Health Organization-Europe. WHO evaluation of the National Health Plan of Portugal (2004-2010). Copenhagen: WHO-Europe; 2010. [Acedido 8 Nov 2011]. Dispon&iacute;vel em: <A href="http://www.acs.min-saude.pt/pns2011-2016/files/2010/02/avaext.pdf" target="_blank">http://www.acs.min-saude.pt/pns2011-2016/files/2010/02/avaext.pdf</A>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S0870-9025201400010000300027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>30. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Direc&ccedil;&atilde;o-Geral de Sa&uacute;de. Programa nacional de combate &agrave; obesidade. DGS, (2005) &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S0870-9025201400010000300028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>31. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Direc&ccedil;&atilde;o-Geral de Sa&uacute;de. Plataforma contra a obesidade: brochura de apresenta&ccedil;&atilde;o. DGS, (2007) &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S0870-9025201400010000300029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>32. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Direc&ccedil;&atilde;o-Geral de Sa&uacute;de. Programa nacional de preven&ccedil;&atilde;o e controlo das doen&ccedil;as cardiovasculares. DGS, (2003) &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S0870-9025201400010000300030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>33. Governo de Portugal. Programa do XVIII Governo. Governo de Portugal, (2009) &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S0870-9025201400010000300031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>34. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Alto Comissariado da Sa&uacute;de. Relat&oacute;rio de actividades de 2009 do ACS. ACS, (2010) &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S0870-9025201400010000300032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>35. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Alto Comissariado da Sa&uacute;de. An&uacute;ncio da discuss&atilde;o p&uacute;blica do PNS 2011-2016. 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ACS, (2011) &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S0870-9025201400010000300034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>37. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Alto Comissariado da Sa&uacute;de. Plano Nacional de Sa&uacute;de 2011-2016: objectivos para o sistema de sa&uacute;de 1: obter ganhos em sa&uacute;de: vers&atilde;o discuss&atilde;o. ACS, (2011) &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000152&pid=S0870-9025201400010000300035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>38. H. Mintzberg. The fall and rise of strategic planning. Harvard Bus Rev. 1994;1:107-14&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000153&pid=S0870-9025201400010000300036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>39. I. Craveiro, P. Ferrinho. Planear estrategicamente: a pr&aacute;tica do SNS. Rev Port Sa&uacute;de P&uacute;blica. 2001;19:27-37&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000154&pid=S0870-9025201400010000300037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>40. R.T. Jung. Obesity as a disease. Brit Med Bull. 1997;53:307-21&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000155&pid=S0870-9025201400010000300038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>41. H. Mintzberg, B. Ahlstrand, J. Lampel. Strategy bites back: It is a lot more, and less than you ever imagined. Pearson Prentice Hall, (2005) &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000156&pid=S0870-9025201400010000300039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>    <P>    <P> <B>Conflito de interesses</B> </P>    <P>Os autores declaram n&atilde;o haver conflito de interesses.</P>     <p>&nbsp;</p>    <P>    ]]></body>
<body><![CDATA[<P>     <p><i><a href="#topc0">*</a><a name="c0"></a>Autor para correspond&ecirc;ncia</i>. <a href="mailto:ema.leite@chln.min-saude.pt">ema.leite@chln.min-saude.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>    <P>     <P>Recebido 20 de Junho de 2012. Aceito 5 de Fevereiro de 2014</P>      ]]></body><back>
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