<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0870-9025</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Saúde Pública]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Rev. Port. Sau. Pub.]]></abbrev-journal-title>
<issn>0870-9025</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Escola Nacional de Saúde Pública]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0870-90252014000100009</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Cuidado humanizado na atenção primária à saúde: demanda por serviços e atuação profissional na rede de atenção primária à saúde - Fortaleza, Ceará, Brasil]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Humanized care in primary healthcare: Demand for services and professional performance on municipal network in primary health care - Fortaleza, Ceará, Brazil]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gondim]]></surname>
<given-names><![CDATA[Ana Paula Soares]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Andrade]]></surname>
<given-names><![CDATA[João Tadeu de]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Universidade Federal do Ceará Faculdade de Farmácia, Odontologia e Enfermagem ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Fortaleza Ceará]]></addr-line>
<country>Brasil</country>
</aff>
<aff id="A02">
<institution><![CDATA[,Universidade Estadual do Ceará  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Ceará ]]></addr-line>
<country>Brasil</country>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>03</month>
<year>2014</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>03</month>
<year>2014</year>
</pub-date>
<volume>32</volume>
<numero>1</numero>
<fpage>61</fpage>
<lpage>68</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0870-90252014000100009&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0870-90252014000100009&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0870-90252014000100009&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[O artigo analisa a demanda dos usuários quanto ao cuidado humanizado na atenção primária à saúde. Estudo descritivo com 345 usuários de um serviço de saúde em um município do nordeste do Brasil. A procura por serviços e o cuidado humanizado (respeito e educação, atenção, interesse, rapidez no atendimento e repasse de informação) foram estudados. O cuidado humanizado e a satisfação do usuário estão diretamente relacionados ao acolhimento recebido por funcionários e profissionais de saúde. A perspectiva do usuário sobre a qualidade da atenção e o respeito e educação constituem fatores necessários a um relacionamento médico/paciente sensível e humano.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The paper analyzes the users' demand concerning humanized care in the primary healthcare. Descriptive study was held with 345 users of a service in a city of the Northeast, Brazil. The service demanded on the day of the interview, waiting time for attendance and humanized care (respect and education, care, interest, fast attendance and distribution of information) are examined. The humanized care and the satisfaction of the user are directly related to the reception by the staff and health professionals. The user's perspective over the care quality and the respect and education constitute necessary factors to a human and sensitive doctor/patient relationship.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Cuidado humanizado]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Humanização]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Atenção primária à saúde]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Humanized care]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Humanization]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Primary health care]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <P align="right"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></P>     <p>&nbsp;</p>     <P><b>Cuidado humanizado na aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria &agrave; sa&uacute;de: demanda por servi&ccedil;os e atua&ccedil;&atilde;o profissional na rede de aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria &agrave; sa&uacute;de - Fortaleza, Cear&aacute;, Brasil</b></P>     <P><b>Humanized care in primary healthcare: Demand for services and professional performance on municipal network in primary health care - Fortaleza, Cear&aacute;, Brazil</b></P>     <p>&nbsp;</p>    <P><b>Ana Paula Soares Gondim<SUP>a</SUP><a href="#c0">*</a><a name="topc0"></a>, Jo&atilde;o Tadeu de Andrade<SUP>b</SUP> </b></P>     <P>a Faculdade de Farm&aacute;cia, Odontologia e Enfermagem da Universidade Federal do Cear&aacute;, Fortaleza, Cear&aacute;, Brasil</P>    <P>b Universidade Estadual do Cear&aacute;, Fortaleza, Cear&aacute;, Brasil</P>     <p>&nbsp;</p>    <P> <B>RESUMO</B> </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>     <P>O artigo analisa a demanda dos usu&aacute;rios quanto ao cuidado humanizado na aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria &agrave; sa&uacute;de. Estudo descritivo com 345 usu&aacute;rios de um servi&ccedil;o de sa&uacute;de em um munic&iacute;pio do nordeste do Brasil. A procura por servi&ccedil;os e o cuidado humanizado (respeito e educa&ccedil;&atilde;o, aten&ccedil;&atilde;o, interesse, rapidez no atendimento e repasse de informa&ccedil;&atilde;o) foram estudados. O cuidado humanizado e a satisfa&ccedil;&atilde;o do usu&aacute;rio est&atilde;o diretamente relacionados ao acolhimento recebido por funcion&aacute;rios e profissionais de sa&uacute;de. A perspectiva do usu&aacute;rio sobre a qualidade da aten&ccedil;&atilde;o e o respeito e educa&ccedil;&atilde;o constituem fatores necess&aacute;rios a um relacionamento m&eacute;dico/paciente sens&iacute;vel e humano.</P> </P>    <P> <B>Palavras-chave</B>: Cuidado humanizado. Humaniza&ccedil;&atilde;o. Aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria &agrave; sa&uacute;de. </P>     <p>&nbsp;</p>    <P> <B>ABSTRACT</B> </P>     <P>     <P>The paper analyzes the users' demand concerning humanized care in the primary healthcare. Descriptive study was held with 345 users of a service in a city of the Northeast, Brazil. The service demanded on the day of the interview, waiting time for attendance and humanized care (respect and education, care, interest, fast attendance and distribution of information) are examined. The humanized care and the satisfaction of the user are directly related to the reception by the staff and health professionals. The user's perspective over the care quality and the respect and education constitute necessary factors to a human and sensitive doctor/patient relationship.</P> </P>     <P> <B>Keywords</B>: Humanized care. Humanization. Primary health care. </P>      <p>&nbsp;</p>     <P> <B>Introdu&ccedil;&atilde;o</B> </P>    ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Humaniza&ccedil;&atilde;o constitui relevante tema para a sa&uacute;de p&uacute;blica, seja em termos filos&oacute;ficos<SUP>1</SUP>, seja relativo a aspectos pr&aacute;ticos dos cuidados sanit&aacute;rios<SUP>2</SUP>. Em um sentido, humanizar implica reduzir as inequidades em sa&uacute;de<SUP>1</SUP>, o que implica, entre alguns aspectos, compreender o significado da sa&uacute;de relacionado &agrave; esfera do bem-estar subjetivo e &agrave; qualidade de vida. Tal entendimento sugere uma articula&ccedil;&atilde;o entre dimens&otilde;es da sa&uacute;de (estar livre de doen&ccedil;as, funcionamento normal do organismo) com componentes da qualidade de vida (integra&ccedil;&atilde;o em redes sociais, vis&atilde;o positiva sobre a vida)<SUP>3</SUP>. Na esfera da aten&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de, humaniza&ccedil;&atilde;o implica tamb&eacute;m na qualidade dos cuidados, a partir dos servi&ccedil;os p&uacute;blicos dispon&iacute;veis aos cidad&atilde;os, sendo relevante indicador para a satisfa&ccedil;&atilde;o dos pacientes, conforme diversos estudos apontam<SUP>4,5</SUP>.</P>    <P>O termo humaniza&ccedil;&atilde;o compreende a capacidade de oferecer atendimento de qualidade, combinando dom&iacute;nio tecnol&oacute;gico (dos processos, comunica&ccedil;&atilde;o e equipamentos) e esfera subjetiva (relacionamento interpessoal)<SUP>6</SUP>. Enquanto cuidado situa-se no campo da aten&ccedil;&atilde;o integral, propiciando ao indiv&iacute;duo o desenvolvimento de sua capacidade de superar os efeitos da doen&ccedil;a como fen&oacute;meno social, existencial e cultural<SUP>7</SUP>.</P>    <P>No in&iacute;cio dos anos 1990, o termo &laquo;humaniza&ccedil;&atilde;o&raquo; foi empregado no &acirc;mbito da sa&uacute;de no Brasil, como princ&iacute;pio em 2 programas de assist&ecirc;ncia &agrave; sa&uacute;de: Programa de Humaniza&ccedil;&atilde;o no Pr&eacute;-Natal e Nascimento<SUP>8</SUP> e Programa de Humaniza&ccedil;&atilde;o da Assist&ecirc;ncia Hospitalar<SUP>9</SUP>. Sendo legitimado quando o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de regulamentou a Pol&iacute;tica Nacional de Humaniza&ccedil;&atilde;o, em 2004<SUP>9</SUP>. Esta pol&iacute;tica tem como objetivo desenvolver a humaniza&ccedil;&atilde;o nas pr&aacute;ticas da sa&uacute;de coletiva. Considera-se que grande parcela dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de demanda um atendimento sempre muito maior do que o n&uacute;mero de profissionais de sa&uacute;de que executa tal servi&ccedil;o, podendo ocasionar um atendimento deficit&aacute;rio<SUP>9</SUP>. Al&eacute;m disso, este cen&aacute;rio revela um modelo tradicional de organiza&ccedil;&atilde;o da demanda por meio da entrega de fichas e marca&ccedil;&atilde;o no balc&atilde;o, gerando filas para o atendimento<SUP>10</SUP>.</P>    <P>O Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de desenvolveu a Pol&iacute;tica Nacional de Humaniza&ccedil;&atilde;o em sintonia com os princ&iacute;pios gerais do Sistema &uacute;nico de Sa&uacute;de (SUS), entre os quais se destacam a integralidade, a universalidade, a equidade e a descentraliza&ccedil;&atilde;o da aten&ccedil;&atilde;o e da gest&atilde;o. Assim sendo, o pr&oacute;prio Governo reconhece que, para o avan&ccedil;o do SUS, e de conformidade com suas diretrizes, &eacute; for&ccedil;oso p&oacute;r em desenvolvimento essa pol&iacute;tica e que reconhe&ccedil;a, entre diversos itens, a fragmenta&ccedil;&atilde;o do processo de trabalho, a prec&aacute;ria intera&ccedil;&atilde;o das equipes de sa&uacute;de, o desrespeito aos direitos dos usu&aacute;rios, o baixo investimento em qualifica&ccedil;&atilde;o e a burocratiza&ccedil;&atilde;o dos sistemas de gest&atilde;o<SUP>11</SUP>.</P>    <P>A aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria &agrave; sa&uacute;de no Brasil consolida-se por meio da estrat&eacute;gia sa&uacute;de da fam&iacute;lia (ESF), expandindo os servi&ccedil;os &agrave; popula&ccedil;&atilde;o em geral, particularmente nas camadas mais pobres<SUP>12</SUP>. A ESF desenvolve densa penetra&ccedil;&atilde;o social, considerando os fatores socioecon&oacute;micos, epidemiol&oacute;gicos e culturais, cobrindo grandes &aacute;reas, o que o torna um campo rico para a implementa&ccedil;&atilde;o e avalia&ccedil;&atilde;o continuada do Humaniza SUS.</P>    <P>O presente estudo analisa a vis&atilde;o dos usu&aacute;rios quanto &agrave; demanda e atua&ccedil;&atilde;o profissional na perspectiva do cuidado humanizado nos servi&ccedil;os de sa&uacute;de da aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria &agrave; sa&uacute;de.</P>    <p>&nbsp;</p>    <P> <B>M&eacute;todo</B> </P>    <P>Estudo descritivo com usu&aacute;rios da aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria &agrave; sa&uacute;de de um munic&iacute;pio de regi&atilde;o metropolitana no nordeste brasileiro. Estudo realizado no per&iacute;odo de janeiro a mar&ccedil;o de 2007.</P>    <P>O estado do Cear&aacute; est&aacute; localizado no nordeste do Brasil, com &aacute;rea total de 148.825,6 km<SUP>2</SUP>, sendo a quarta extens&atilde;o territorial da regi&atilde;o. &eacute; composto atualmente por 184 munic&iacute;pios e 2 regi&otilde;es metropolitanas segundo a Secretaria do Planejamento e Gest&atilde;o (SEPLAG)<SUP>13</SUP>. Estima-se uma popula&ccedil;&atilde;o de mais de 8 milh&otilde;es de pessoas, 75% delas residindo em &aacute;reas urbanas, sendo que mais de 99% dessa popula&ccedil;&atilde;o vivem em &aacute;reas urbanas e mais de 96% da popula&ccedil;&atilde;o t&ecirc;m acesso &agrave; energia el&eacute;trica em seus domic&iacute;lios e 92% t&ecirc;m acesso &agrave; &aacute;gua tratada. A cobertura das unidades de aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria &agrave; sa&uacute;de (UAPS) no estado &eacute; de 71,4%<SUP>14</SUP>.</P>    ]]></body>
<body><![CDATA[<P>O munic&iacute;pio de Fortaleza localiza-se em uma dessas regi&otilde;es metropolitanas e &eacute; capital do Cear&aacute;, onde vivem mais de 2,4 milh&otilde;es de habitantes e a taxa de escolariza&ccedil;&atilde;o &eacute; de 89,4%<SUP>15</SUP>. A rede de sa&uacute;de p&uacute;blica de Fortaleza &eacute; composta de 92 UAPS, um centro de especialidade m&eacute;dica, um hospital de alta complexidade e 10 hospitais de m&eacute;dia complexidade<SUP>15</SUP>. Foram selecionadas 5 UAPS distribu&iacute;das em 5 Secretarias Executivas Regionais (SER). O c&aacute;lculo da amostra estratificada de usu&aacute;rios com idade acima de 18 anos que procuravam atendimento nas UAPS considerou uma propor&ccedil;&atilde;o de 50% de usu&aacute;rios satisfeitos com a humaniza&ccedil;&atilde;o, erro amostral de 5% e intervalo de confian&ccedil;a de 95%, totalizando 345 usu&aacute;rios.</P>    <P>Para a coleta de dados, aplicou-se um formul&aacute;rio pr&eacute;-codificado, testado e dividido em 3 partes: dados socioecon&oacute;micos (sexo, idade, estado conjugal, escolaridade, renda familiar, n&uacute;mero de pessoas por resid&ecirc;ncia); caracteriza&ccedil;&atilde;o da demanda pelo servi&ccedil;o de sa&uacute;de (procura por 3 servi&ccedil;os, servi&ccedil;o que procura no dia da entrevista, tempo de espera para atendimento e prepara&ccedil;&atilde;o dos profissionais da UAPS); cuidado humanizado (respeito e educa&ccedil;&atilde;o, aten&ccedil;&atilde;o, interesse, rapidez no atendimento e repasse de informa&ccedil;&atilde;o) (<a href ="/img/revistas/rpsp/v32n1/32n1a09a1.jpg">Anexo 1</a>). Este instrumento foi aplicado por acad&ecirc;micos de medicina e de ci&ecirc;ncias sociais da Universidade Estadual do Cear&aacute; (UECE), quando os usu&aacute;rios aguardavam atendimento nas UAPS.</P>    
<P>Os dados foram analisados no programa de computa&ccedil;&atilde;o <I>SPSS 15.0 for Windows.</I> Realizou-se uma an&aacute;lise de estat&iacute;stica descritiva das vari&aacute;veis. O cuidado humanizado foi classificado em &laquo;respeito e educa&ccedil;&atilde;o&raquo;, &laquo;aten&ccedil;&atilde;o&raquo;, &laquo;interesse&raquo;, &laquo;rapidez no atendimento&raquo; e &laquo;repasse de informa&ccedil;&atilde;o&raquo;, sendo que sua avalia&ccedil;&atilde;o baseou-se em conceitos: muito satisfeito, satisfeito, insatisfeito e muito insatisfeito, atribu&iacute;dos pelos usu&aacute;rios.</P>    <P>A pesquisa foi aprovada pelo Comit&ecirc; de &eacute;tica em Pesquisa da UECE, sendo conduzida de acordo com a Resolu&ccedil;&atilde;o n.<SUP>o</SUP> 196/96<SUP>16</SUP>.</P>    <p>&nbsp;</p>    <P> <B>Resultados</B> </P>    <P>Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s caracter&iacute;sticas socioecon&oacute;micas dos 345 usu&aacute;rios, observamos uma m&eacute;dia de idade de 37,4 anos (&plusmn; 14,6), variando entre 18-86 anos e 80,9% na faixa et&aacute;ria entre 20-59 anos; o sexo feminino predominante (85,5%) e 54,3% eram casados. Quanto &agrave; escolaridade, a maioria (51,3%) informou que concluiu o ensino m&eacute;dio fundamental e apenas 3,1% dos usu&aacute;rios completaram o ensino superior. A renda m&eacute;dia da fam&iacute;lia foi de 1,3 sal&aacute;rios m&iacute;nimos, variando de 0-7,3 sal&aacute;rios m&iacute;nimos. Cerca de 60% dos usu&aacute;rios moravam com mais de 4 pessoas (<a href="#t1">tabela 1</a>).</P>     <p>&nbsp;</p> <a name="t1"> <img src="/img/revistas/rpsp/v32n1/32n1a09t1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <P>Os 3 servi&ccedil;os mais procurados foram os servi&ccedil;os m&eacute;dicos, sala de preparo (verifica&ccedil;&atilde;o da press&atilde;o, curativos) e o servi&ccedil;o de farm&aacute;cia (dispensa&ccedil;&atilde;o de medicamentos) em ambos os sexos e na faixa et&aacute;ria de 20-39 anos. O atendimento m&eacute;dico foi o servi&ccedil;o mais procurado no dia da entrevista, com tempo m&eacute;dio de espera de 105,1 minutos e o atendimento de enfermagem apresentou menor demanda, com tempo m&eacute;dio de espera de 53,2 minutos. Os exames complementares foram os mais demandados por usu&aacute;rios com menos de 20 anos e adultos acima de 40 anos (<a href="#t2">tabela 2</a>).</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="t2"> <img src="/img/revistas/rpsp/v32n1/32n1a09t2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <P>Observou-se um tempo m&eacute;dio de espera para qualquer atendimento das UAPS de 93,4 minutos, variando entre um minuto e 7 horas de espera. Quase todos os servi&ccedil;os oferecidos nas UAPS eram realizados por agendamento pr&eacute;vio. A maioria (70%) dos usu&aacute;rios considera que os profissionais est&atilde;o preparados para desempenhar suas fun&ccedil;&otilde;es (<a href="#t2">tabela 2</a>).</P>    <P>Na an&aacute;lise sobre o cuidado humanizado dos usu&aacute;rios em rela&ccedil;&atilde;o aos funcion&aacute;rios evidenciou-se que a maioria est&aacute; satisfeita com o atendimento desses funcion&aacute;rios, sendo que &laquo;respeito e educa&ccedil;&atilde;o&raquo; &eacute; o aspecto mais importante nesta avalia&ccedil;&atilde;o. Um ter&ccedil;o deles considera que foi bem acolhido. Verificou-se uma insatisfa&ccedil;&atilde;o dos usu&aacute;rios quanto &agrave; &laquo;rapidez no atendimento&raquo; (34,5%). Na an&aacute;lise dos usu&aacute;rios em rela&ccedil;&atilde;o aos profissionais de sa&uacute;de, observou-se uma propor&ccedil;&atilde;o de &laquo;muito satisfeito&raquo; para &laquo;respeito e educa&ccedil;&atilde;o&raquo; (27,5%) e &laquo;aten&ccedil;&atilde;o&raquo; (25,5%). Tamb&eacute;m se verificou uma propor&ccedil;&atilde;o menor de usu&aacute;rios insatisfeitos quanto &agrave; &laquo;rapidez no atendimento&raquo; (19,9%), conforme a <a href="#t3">tabela 3</a>.    <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t3"> <img src="/img/revistas/rpsp/v32n1/32n1a09t3.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <P> <B>Discuss&atilde;o</B> </P>    <P>O m&eacute;todo empregado possibilitou um estudo sobre o cuidado humanizado em UAPS, a partir de uma amostra de usu&aacute;rios que procuram atendimento nessas UAPS. O estudo de Viana et al.<SUP>17</SUP> reconhece a amplia&ccedil;&atilde;o da rede de aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria atrav&eacute;s da acessibilidade geogr&aacute;fica, garantindo confiabilidade das informa&ccedil;&otilde;es analisadas. Percebe-se que o acesso e o acolhimento como constru&ccedil;&atilde;o do cuidado integral constituem-se elementos de import&acirc;ncia para gest&atilde;o e avalia&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os<SUP>18</SUP>.</P>    <P>A utiliza&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de por mulheres pobres condiz com o descrito na literatura<SUP>19</SUP>. O estudo aponta que pessoas de n&iacute;vel socioecon&oacute;mico mais baixo utilizam mais os servi&ccedil;os de sa&uacute;de por terem mais acesso<SUP>19</SUP>. A faixa et&aacute;ria de maior propor&ccedil;&atilde;o que utiliza os servi&ccedil;os de sa&uacute;de foi menor quando comparada com outro autor<SUP>20</SUP>. Os idosos com maior idade do estudo apresentaram uma frequ&ecirc;ncia baixa de utiliza&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os.</P>    ]]></body>
<body><![CDATA[<P>A satisfa&ccedil;&atilde;o do usu&aacute;rio est&aacute; diretamente ligada ao atendimento m&eacute;dico, independentemente da localiza&ccedil;&atilde;o ou dos recursos dispon&iacute;veis pela UAPS. A procura pelo atendimento m&eacute;dico revela que o modelo de aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria &agrave; sa&uacute;de no Brasil ainda continua centrado na consulta m&eacute;dica e na abordagem da doen&ccedil;a<SUP>21</SUP>, mesmo assim, reconhece-se a exist&ecirc;ncia de um novo modelo de aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria &agrave; sa&uacute;de, voltado para a ESF, onde novas pr&aacute;ticas de sa&uacute;de podem ser desenvolvidas para aproximar o usu&aacute;rio do profissional de sa&uacute;de.</P>    <P>O cuidado humanizado e a satisfa&ccedil;&atilde;o do usu&aacute;rio est&atilde;o vinculados ao acolhimento dos funcion&aacute;rios e dos profissionais de sa&uacute;de. Na perspectiva do usu&aacute;rio, qualidade da aten&ccedil;&atilde;o, respeito e educa&ccedil;&atilde;o, da parte de funcion&aacute;rios administrativos e de sa&uacute;de, s&atilde;o indicadores do desejo por um relacionamento m&eacute;dico/paciente sens&iacute;vel e humano<SUP>21</SUP>.</P>    <p>&nbsp;</p>    <P> <B>Considera&ccedil;&otilde;es finais</B> </P>    <P>Como resultado da an&aacute;lise feita &eacute; cab&iacute;vel indicar algumas recomenda&ccedil;&otilde;es, enquanto eventuais diretrizes para o aperfei&ccedil;oamento das pol&iacute;ticas de humaniza&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de, a partir do caso estudado. O cuidado humanizado, reconhecido como relacionamento profissional sens&iacute;vel, atencioso e competente, deve ser objeto de incentivo atrav&eacute;s de a&ccedil;&otilde;es e programas institucionais. A avalia&ccedil;&atilde;o permanente da pol&iacute;tica de humaniza&ccedil;&atilde;o deve ser estimulada de modo a auxiliar nos mecanismos de qualifica&ccedil;&atilde;o e efic&aacute;cia da aten&ccedil;&atilde;o e da gest&atilde;o. A valoriza&ccedil;&atilde;o de pr&aacute;ticas comunit&aacute;rias em sa&uacute;de (rodas de conversa, grupos de acolhimento, oficinas) podem se tornar aliados na efetiva&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os e programas de humaniza&ccedil;&atilde;o. Estrat&eacute;gia relevante constitui a intensifica&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas de capacita&ccedil;&atilde;o dos servidores, favorecendo a participa&ccedil;&atilde;o e o compromisso entre os sujeitos envolvidos.</P>    <P>Finalmente, a satisfa&ccedil;&atilde;o dos usu&aacute;rios deve considerar diversas vari&aacute;veis (respeito, educa&ccedil;&atilde;o, interesse, rapidez no atendimento, disponibilidade de medicamentos, atendimento m&eacute;dico) que atuam na qualidade dos servi&ccedil;os e no aprimoramento da humaniza&ccedil;&atilde;o.</P>     <p>&nbsp;</p>    <P> <B>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</B> </P>     <!-- ref --><P>1. A. Hemingway. Can humanization theory contribute to the philosophical debate in public health-. Public Health. 2012;126:448-53&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000061&pid=S0870-9025201400010000900001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>2. B.R. Maestre. Para la humanizaci&oacute;n de la atenci&oacute;n sanitaria: los cuidados paliativos como modelo. Med Paliat. 2013;20:19-25&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000062&pid=S0870-9025201400010000900002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>3. H. Fagerlind, L. Ring, B. Brulde, N. Feltelius, A.K. Lindblad. Patients' understanding of the concepts of health and quality of life. Patient Educ Couns. 2010;78:104-10&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000063&pid=S0870-9025201400010000900003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>4. M.A. Schuster, E.A. Mcglynn, R.H. Brook. How good is the quality of health care in the United States-. Milbank Q. 2005;83:843-95&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000064&pid=S0870-9025201400010000900004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>5. N.K. Choudhry, R.H. Fletcher, S.B. Soumerai. Systematic review: The relationship between clinical experience and quality of health care. Ann Intern Med. 2005;142:260-73&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000065&pid=S0870-9025201400010000900005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>6. S.F. Deslandes. An&aacute;lise do discurso oficial sobre a humaniza&ccedil;&atilde;o da assist&ecirc;ncia hospitalar. Cien Sau Coletiva. 2004;9:7-14&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000066&pid=S0870-9025201400010000900006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>7. M.G. Motta. Cuidado humanizado no ensino de enfermagem. Rev Bras Enferm. 2004;57:758-60&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000067&pid=S0870-9025201400010000900007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>8. Secretaria de Aten&ccedil;&atilde;o &agrave; Sa&uacute;de. Pr&eacute;-natal e puerp&eacute;rio: aten&ccedil;&atilde;o qualificada e humanizada: manual t&eacute;cnico. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, (2006) &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000068&pid=S0870-9025201400010000900008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>9. Secretaria de Aten&ccedil;&atilde;o &agrave; Sa&uacute;de. Programa nacional de humaniza&ccedil;&atilde;o da assist&ecirc;ncia hospitalar. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, (2001) &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000069&pid=S0870-9025201400010000900009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>10. Humaniza SUS. Humaniza&ccedil;&atilde;o: pol&iacute;tica nacional de humaniza&ccedil;&atilde;o: documento para discuss&atilde;o. N&uacute;cleo T&eacute;cnico da Pol&iacute;tica Nacional de Humaniza&ccedil;&atilde;o. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, (2010) &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000070&pid=S0870-9025201400010000900010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>11. E.C.F. Souza, R.L.A. Vilar, N.S.P.D. Rocha, A.C. Uchoa, P.M. Rocha. Acesso e acolhimento na aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria: uma an&aacute;lise da percep&ccedil;&atilde;o dos usu&aacute;rios e profissionais de sa&uacute;de. Cad Sa&uacute;de P&uacute;blica. 2008;24 Sup:100-16&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000071&pid=S0870-9025201400010000900011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>12. V.S. Alves. Um modelo de educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de para o programa sa&uacute;de da fam&iacute;lia: pela integralidade da aten&ccedil;&atilde;o e reorienta&ccedil;&atilde;o do modelo assistencial. Interface. 2005;9:39-52&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000072&pid=S0870-9025201400010000900012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><P>13. Anu&aacute;rio Estat&iacute;stico do Cear&aacute;. Instituto de Pesquisa e Estrat&eacute;gia Econ&oacute;mica do Cear&aacute;, (2010) </P>     <!-- ref --><P>14. S&iacute;ntese de indicadores sociais: uma an&aacute;lise das condi&ccedil;&otilde;es de vida da popula&ccedil;&atilde;o brasileira. Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica, (2010) pp. 98-137&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000074&pid=S0870-9025201400010000900013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><P>15. Secretaria Municipal de Sa&uacute;de. Estrat&eacute;gia sa&uacute;de da fam&iacute;lia. Fortaleza: Secretaria Municipal de Sa&uacute;de; 2010 [consultado 10 Jan 2011]. Dispon&iacute;vel em: <A href="http://www.sms.fortaleza.ce.gov.br/sms_v2/redes_atencaoBasica_PSF.asp" target="blank">http://www.sms.fortaleza.ce.gov.br/sms_v2/redes_atencaoBasica_PSF.asp</A></P>     <P>16. Resolu&ccedil;&atilde;o n<SUP>o</SUP> 196/96 de 10 de outubro de 1996. Aprova as diretrizes e normas regulamentadoras de pesquisas envolvendo seres humanos. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, (1996) </P>     <!-- ref --><P>17. A.L.A. Viana, L.S. Heimann, L.D. Lima, R.G. Oliveira, S.H. Rodrigues. Mudan&ccedil;as significativas no processo de descentraliza&ccedil;&atilde;o do sistema de sa&uacute;de no Brasil. Cad Sa&uacute;de P&uacute;blica. 2002;18 Sup:139-51&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000077&pid=S0870-9025201400010000900014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>18. K. Vegda, J.X. Nie, L. Wang, C.S. Tracy, R. Moineddin, R.E. Upshur. Trends in health services utilization, medication use, and health conditions among older adults: A 2-year retrospective chart review in a primary care practice. BMC Health Serv Res. 2009;9:217&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000078&pid=S0870-9025201400010000900015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>19. L.C. Fernandes, A.D. Bertoldi, A.J.D. Barros. Utiliza&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de pela popula&ccedil;&atilde;o coberta pela Estrat&eacute;gia de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia. Rev Sa&uacute;de P&uacute;blica. 2009;43:595-603&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000079&pid=S0870-9025201400010000900016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>20. J.M. Silva, A.P. Caldeira. Modelo assistencial e indicadores de qualidade da assist&ecirc;ncia: percep&ccedil;&atilde;o dos profissionais da aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria &agrave; sa&uacute;de. Cad Sa&uacute;de P&uacute;blica. 2010;26:1187-93&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000080&pid=S0870-9025201400010000900017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>21. I. Samico, Z.M.A. Hartz, E. Felisberto, E.F. Carvalho. Aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de da crian&ccedil;a: uma an&aacute;lise do grau de implanta&ccedil;&atilde;o e da satisfa&ccedil;&atilde;o de profissionais e usu&aacute;rios em dois munic&iacute;pios do estado de Pernambuco, Brasil. Rev Bras Sa&uacute;de Mater Infant. 2005;5:229-40&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000081&pid=S0870-9025201400010000900018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<P> <B>Financiamento</B> </P>    <P>Este artigo &eacute; resultado de pesquisa financiada pela Rede de Observat&oacute;rios de Recursos Humanos em Sa&uacute;de/ObservaRH CETREDE/UFC/UECE, Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de e Organiza&ccedil;&atilde;o Pan-americana de Sa&uacute;de (OPAS).</P>    <p>&nbsp;</p>    <P> <B>Conflito de interesses</B> </P>    <P>Os autores declaram n&atilde;o haver conflito de interesses.</P>     <p>&nbsp;</p>    <P><b>Agradecimentos</b></P>     <P>Agradecemos &agrave; Secret&aacute;ria Municipal de Sa&uacute;de de Fortaleza, que viabilizou a realiza&ccedil;&atilde;o deste estudo.</P>     <p>&nbsp;</p>     <p><i><a href="#topc0">*</a><a name="c0"></a>Autor para correspond&ecirc;ncia</i>. <a href="mailto:anapaulasgondim@ufc.br">anapaulasgondim@ufc.br</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <P>Recebido 24 de Fevereiro de 2012. Aceito 13 de Janeiro de 2014</P>     <p>&nbsp;</p> <a href ="/img/revistas/rpsp/v32n1/32n1a09a1.jpg">Anexo</a>     
<p>&nbsp;</p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Hemingway]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Can humanization theory contribute to the philosophical debate in public health]]></article-title>
<source><![CDATA[Public Health]]></source>
<year>2012</year>
<volume>126</volume>
<page-range>448-53</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Maestre]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Para la humanización de la atención sanitaria: los cuidados paliativos como modelo]]></article-title>
<source><![CDATA[Med Paliat]]></source>
<year>2013</year>
<volume>20</volume>
<page-range>19-25</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Fagerlind]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ring]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Brulde]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Feltelius]]></surname>
<given-names><![CDATA[N.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lindblad]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.K.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Patients' understanding of the concepts of health and quality of life]]></article-title>
<source><![CDATA[Patient Educ Couns.]]></source>
<year>2010</year>
<volume>78</volume>
<page-range>104-10</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Schuster]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mcglynn]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Brook]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.H.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[How good is the quality of health care in the United States]]></article-title>
<source><![CDATA[Milbank Q]]></source>
<year>2005</year>
<volume>83</volume>
<page-range>843-95</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Choudhry]]></surname>
<given-names><![CDATA[N.K.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fletcher]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Soumerai]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.B.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Systematic review: The relationship between clinical experience and quality of health care]]></article-title>
<source><![CDATA[Ann Intern Med.]]></source>
<year>2005</year>
<volume>142</volume>
<page-range>260-73</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Deslandes]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.F.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Análise do discurso oficial sobre a humanização da assistência hospitalar]]></article-title>
<source><![CDATA[Cien Sau Coletiva]]></source>
<year>2004</year>
<volume>9</volume>
<page-range>7-14</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Motta]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Cuidado humanizado no ensino de enfermagem]]></article-title>
<source><![CDATA[Rev Bras Enferm]]></source>
<year>2004</year>
<volume>57</volume>
<page-range>758-60</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>Secretaria de Atenção à Saúde</collab>
<source><![CDATA[Pré-natal e puerpério: atenção qualificada e humanizada: manual técnico]]></source>
<year>2006</year>
<publisher-name><![CDATA[Ministério da Saúde]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>Secretaria de Atenção à Saúde</collab>
<source><![CDATA[Programa nacional de humanização da assistência hospitalar]]></source>
<year>2001</year>
<publisher-name><![CDATA[Ministério da Saúde]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>Humaniza SUS</collab>
<source><![CDATA[Humanização: política nacional de humanização: documento para discussão]]></source>
<year>2010</year>
<publisher-name><![CDATA[Núcleo Técnico da Política Nacional de Humanização. Ministério da Saúde]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Souza]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.C.F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Vilar]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.L.A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rocha]]></surname>
<given-names><![CDATA[N.S.P.D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Uchoa]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rocha]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Acesso e acolhimento na atenção primária: uma análise da percepção dos usuários e profissionais de saúde]]></article-title>
<source><![CDATA[Cad Saúde Pública]]></source>
<year>2008</year>
<numero>^s24</numero>
<issue>^s24</issue>
<supplement>24</supplement>
<page-range>100-16</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Alves]]></surname>
<given-names><![CDATA[V.S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Um modelo de educação em saúde para o programa saúde da família: pela integralidade da atenção e reorientação do modelo assistencial]]></article-title>
<source><![CDATA[Interface]]></source>
<year>2005</year>
<volume>9</volume>
<page-range>39-52</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<nlm-citation citation-type="">
<collab>Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística</collab>
<source><![CDATA[Síntese de indicadores sociais: uma análise das condições de vida da população brasileira]]></source>
<year>2010</year>
<page-range>98-137</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Viana]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.L.A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Heimann]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lima]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Oliveira]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rodrigues]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.H.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Mudanças significativas no processo de descentralização do sistema de saúde no Brasil]]></article-title>
<source><![CDATA[Cad Saúde Pública]]></source>
<year>2002</year>
<numero>^s18</numero>
<issue>^s18</issue>
<supplement>18</supplement>
<page-range>139-51</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Vegda]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Nie]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.X.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Wang]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Tracy]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Moineddin]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Upshur]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Trends in health services utilization, medication use, and health conditions among older adults: A 2-year retrospective chart review in a primary care practice]]></article-title>
<source><![CDATA[BMC Health Serv Res]]></source>
<year>2009</year>
<volume>9</volume>
<page-range>217</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Fernandes]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bertoldi]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Barros]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.J.D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Utilização dos serviços de saúde pela população coberta pela Estratégia de Saúde da Família]]></article-title>
<source><![CDATA[Rev Saúde Pública]]></source>
<year>2009</year>
<volume>43</volume>
<page-range>595-603</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Silva]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Caldeira]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Modelo assistencial e indicadores de qualidade da assistência: percepção dos profissionais da atenção primária à saúde]]></article-title>
<source><![CDATA[Cad Saúde Pública]]></source>
<year>2010</year>
<volume>26</volume>
<page-range>1187-93</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Samico]]></surname>
<given-names><![CDATA[I.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hartz]]></surname>
<given-names><![CDATA[Z.M.A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Felisberto]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Carvalho]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.F.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Atenção à saúde da criança: uma análise do grau de implantação e da satisfação de profissionais e usuários em dois municípios do estado de Pernambuco, Brasil]]></article-title>
<source><![CDATA[Rev Bras Saúde Mater Infant]]></source>
<year>2005</year>
<volume>5</volume>
<page-range>229-40</page-range></nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
