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<article-id pub-id-type="doi">10.1016/j.rpsp.2014.03.002</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Adesão dos utentes aos medicamentos genéricos]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Adherence of users to generic drugs]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Objectives: This transversal study aims to characterize adherence to generic drugs for users and identify factors that influence such adherence. Methodology: This study was conducted from October 2011 to June 2012. The sample consisted of 375 individuals, aged over 18 years. A questionnaire was used as an instrument of data collection that included socio-demographic and adherence to generic drugs variables, to which individuals responded voluntarily. Results: From 375 respondents, only 1.3% (n = 5) never heard of generic drugs. It is seen that the means that have reported the existence of generic drugs, the doctor and the pharmacy are the ones that stand out the most, with 69.7% (n = 258) and 66.2% (n = 245) respectively. From the 292 (78.9%) individuals who already bought generic drugs, 64.6% (n = 188) acquired such drugs using medical. From the 78 (21.1%) individuals who had never bought generic drugs, 39.7% (n = 31) reported that the reason was the absence of generic drugs prescription by the doctor and 24.4% (n = 19) reported having no confidence in generic drugs. Conclusion: The characterization of adhesion to generic drugs contributes not only to the knowledge of the evolution of the consumption of these drugs, but also to analyze the impact of the measures that have been taken in Portugal, to encourage and promote the consumption of MG have on the population.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <P align="right"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></P>     <p>&nbsp;</p>     <P><b>Ades&atilde;o dos utentes aos medicamentos gen&eacute;ricos</b></P>     <P><b>Adherence of users to generic drugs</b></P>     <p>&nbsp;</p>     <P><b>Marco Duque<SUP>a</SUP>, Clara Rocha<SUP>b</SUP><SUP>c</SUP><a href="#c0">*</a><a name="topc0"></a>, Jorge Balteiro<SUP>a</SUP></b> </P>     <P>a Instituto Polit&eacute;cnico de Coimbra, ESTESC-Coimbra Health School, Farm&aacute;cia, Coimbra, Portugal</P>     <P>b Instituto Polit&eacute;cnico de Coimbra, ESTESC-Coimbra Health School, Ci&ecirc;ncias Complementares, Coimbra, Portugal</P>     <P>c INESC Coimbra, Portugal</P>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P> <B>RESUMO</B> </P>     <P>     <P> <B>Objetivos</B>: Este estudo transversal teve como objetivo caracterizar a ades&atilde;o dos utentes aos medicamentos gen&eacute;ricos, bem como identificar fatores que influenciam tal ades&atilde;o.</P>      <P> <B>Procedimentos metodol&oacute;gicos</B>: Este estudo foi realizado de outubro de 2011 a junho de 2012. A amostra foi composta por 375 indiv&iacute;duos, com idade igual ou superior a 18 anos. Definiu-se como instrumento de recolha de dados um question&aacute;rio, que incluiu vari&aacute;veis sociodemogr&aacute;ficas e de ades&atilde;o aos medicamentos gen&eacute;ricos, ao qual os indiv&iacute;duos responderam voluntariamente.</P>      <P> <B>Resultados</B>: Dos 375 entrevistados, apenas 1,3% (n = 5) nunca ouviram falar em medicamentos gen&eacute;ricos. Verifica-se que dos meios que informaram sobre a exist&ecirc;ncia de medicamentos gen&eacute;ricos, o m&eacute;dico e a farm&aacute;cia s&atilde;o os que mais se destacam, com 69,7% (n = 258) e 66,2% (n = 245), respetivamente. Dos 292 (78,9%) indiv&iacute;duos que j&aacute; compraram medicamentos gen&eacute;ricos, 64,6% (n = 188) adquiriram tais medicamentos com receita m&eacute;dica. Dos 78 (21,1%) indiv&iacute;duos que nunca compraram medicamentos gen&eacute;ricos, 39,7% (n = 31) referem como causa o facto de o m&eacute;dico n&atilde;o prescrever este tipo de f&aacute;rmacos e 24,4% (n = 19) referem n&atilde;o terem confian&ccedil;a nos medicamentos gen&eacute;ricos.</P>      <P> <B>Conclus&atilde;o</B>: A caracteriza&ccedil;&atilde;o da ades&atilde;o aos medicamentos gen&eacute;ricos contribui n&atilde;o s&oacute; para o conhecimento da evolu&ccedil;&atilde;o do consumo destes medicamentos, como tamb&eacute;m para analisar o impacto das medidas que t&ecirc;m sido tomadas em Portugal, para incentivar e promover o consumo dos medicamentos gen&eacute;ricos, t&ecirc;m sobre a popula&ccedil;&atilde;o em geral.</P> </P>     <P> <B>Palavras-chave</B>: Medicamentos gen&eacute;ricos. ades&atilde;o. Meios de informa&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <P> <B>ABSTRACT</B> </P>     <P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P> <B>Objectives</B>: This transversal study aims to characterize adherence to generic drugs for users and identify factors that influence such adherence.</P>      <P> <B>Methodology</B>: This study was conducted from October 2011 to June 2012. The sample consisted of 375 individuals, aged over 18 years. A questionnaire was used as an instrument of data collection that included socio-demographic and adherence to generic drugs variables, to which individuals responded voluntarily.</P>      <P> <B>Results</B>: From 375 respondents, only 1.3% (n = 5) never heard of generic drugs. It is seen that the means that have reported the existence of generic drugs, the doctor and the pharmacy are the ones that stand out the most, with 69.7% (n = 258) and 66.2% (n = 245) respectively. From the 292 (78.9%) individuals who already bought generic drugs, 64.6% (n = 188) acquired such drugs using medical. From the 78 (21.1%) individuals who had never bought generic drugs, 39.7% (n = 31) reported that the reason was the absence of generic drugs prescription by the doctor and 24.4% (n = 19) reported having no confidence in generic drugs.</P>      <P> <B>Conclusion</B>: The characterization of adhesion to generic drugs contributes not only to the knowledge of the evolution of the consumption of these drugs, but also to analyze the impact of the measures that have been taken in Portugal, to encourage and promote the consumption of MG have on the population.</P> </P>       <P> <B>Keywords</B>: Generic Drugs. Adherence. Mass media. </P>      <p>&nbsp;</p>     <P> <B>Introdu&ccedil;&atilde;o</B> </P>    <P>Em Portugal, como noutros pa&iacute;ses da uni&atilde;o Europeia (EU), a despesa p&uacute;blica com os cuidados de sa&uacute;de tem sido caracterizada nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas por um elevado aumento. As proje&ccedil;&otilde;es da UE apontam para a manuten&ccedil;&atilde;o deste cen&aacute;rio at&eacute; 2050, como consequ&ecirc;ncia do envelhecimento da popula&ccedil;&atilde;o<SUP>1</SUP>. Tal facto levou &agrave; implementa&ccedil;&atilde;o, em todos os pa&iacute;ses da UE, de uma pol&iacute;tica do medicamento que possa levar &agrave; conten&ccedil;&atilde;o das despesas na &aacute;rea da sa&uacute;de<SUP>2</SUP>. Uma das medidas implementadas foi a promo&ccedil;&atilde;o de medicamentos gen&eacute;ricos (MG) que, embora possam ser menos dispendiosos, de acordo com o Estatuto do Medicamento (Decreto-Lei n.&deg; 1.761/2006, de 30 de agosto), &eacute; um medicamento &laquo;com a mesma composi&ccedil;&atilde;o qualitativa e quantitativa em subst&acirc;ncias ativas, a mesma forma farmac&ecirc;utica e cuja bioequival&ecirc;ncia com o medicamento de refer&ecirc;ncia haja sido demonstrada por estudos de biodisponibilidade apropriados&raquo;. Igual qualidade comprovada a um baixo pre&ccedil;o &eacute; pois a grande vantagem dos MG face aos medicamentos de marca (MM)<SUP>3,4</SUP>.</P>    <P>De acordo com um estudo baseado em 17 pa&iacute;ses em desenvolvimento, a redu&ccedil;&atilde;o dos custos do MG conduz a uma poupan&ccedil;a m&eacute;dia do paciente de 60%<SUP>5</SUP>. Tamb&eacute;m para o Sistema Nacional de Sa&uacute;de (SNS) estes medicamentos representam uma importante poupan&ccedil;a que, segundo Perry<SUP>4</SUP> (2006), &laquo;vendidos a um diferencial de 20-80% do pre&ccedil;o do medicamento cuja patente expirou, s&atilde;o respons&aacute;veis por uma poupan&ccedil;a de 13 bili&otilde;es de euros nos Sistemas de Sa&uacute;de da uni&atilde;o Europeia&raquo;. Tal poupan&ccedil;a permite ao SNS uma melhor gest&atilde;o de recursos, j&aacute; que poder&atilde;o ser feitos investimentos noutras &aacute;reas, nomeadamente na comparticipa&ccedil;&atilde;o de medicamentos inovadores destinados a doentes portadores de doen&ccedil;as cr&oacute;nicas debilitantes ou ainda na &aacute;rea de investiga&ccedil;&atilde;o de novos produtos farmac&ecirc;uticos<SUP>3,6</SUP>.</P>    <P>Nos pa&iacute;ses onde a aposta no desenvolvimento do mercado de gen&eacute;ricos tem sido uma realidade desde h&aacute; v&aacute;rias d&eacute;cadas, como por exemplo Pol&oacute;nia, Reino Unido, Holanda, Dinamarca, Litu&acirc;nia e Alemanha, a quota de mercado em volume destes medicamentos &eacute; superior a 50% do mercado total. Em Portugal, o mercado de MG registou um crescimento da quota de mercado em volume, de 21%, em janeiro de 2011, para 24,5% no mesmo per&iacute;odo de 2012<SUP>7</SUP>. Segundo a ANF (2013)<SUP>8</SUP>, com a entrada em vigor da prescri&ccedil;&atilde;o por denomina&ccedil;&atilde;o comum internacional (DCI)<SUP>9</SUP>, ou seja, pelo nome da subst&acirc;ncia ativa (SA) do medicamento, a 1 de junho de 2012, a quota de mercado que era de 34,4% em maio de 2012 passou para 39,8% em agosto de 2013. O pre&ccedil;o m&eacute;dio dos MG passou de 8,11 euros em maio de 2012 para 7,23 euros em agosto de 2013, isto &eacute;, teve uma redu&ccedil;&atilde;o de 0,88 euros. Relativamente a 2012, o mercado reduziu 113,9 milh&otilde;es de euros, dos quais 74,8 milh&otilde;es foram poupan&ccedil;a para o Estado e 39,1 milh&otilde;es foram poupan&ccedil;a para os utentes.</P>    ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Embora Portugal tenha um mercado de MG em ascens&atilde;o, na verdade ainda tem uma enorme margem de progress&atilde;o para este tipo de f&aacute;rmacos, encontrando-se ainda distante dos mercados mundiais consolidados. A identifica&ccedil;&atilde;o dos fatores que influenciam a ades&atilde;o aos MG pela popula&ccedil;&atilde;o pode contribuir para a promo&ccedil;&atilde;o de uma maior ades&atilde;o de forma informada a esses medicamentos e, consequentemente, &agrave; terapia farmacol&oacute;gica com um custo menor, contribuindo para o controlo do crescimento da despesa p&uacute;blica com os cuidados de sa&uacute;de e melhorando a rela&ccedil;&atilde;o custo/benef&iacute;cio para o utente. Segundo a Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de (2010), a falta de confian&ccedil;a na efic&aacute;cia e seguran&ccedil;a dos MG por parte dos utentes, bem como dos profissionais de farm&aacute;cia, s&atilde;o uma das causas da n&atilde;o ades&atilde;o a estes medicamentos<SUP>5</SUP>.</P>    <P>A atitude dos pacientes e profissionais de sa&uacute;de perante os MG tem sido estudada em diferentes pa&iacute;ses da EU. Num estudo realizado na Alemanha, os inquiridos consideraram que os pre&ccedil;os mais baixos dos MG devem-se &agrave; qualidade inferior dos mesmos, defendido particularmente por idosos, doentes cr&oacute;nicos e indiv&iacute;duos com menos habilita&ccedil;&otilde;es<SUP>10</SUP>. Na Eslov&aacute;quia concluiu-se que a aceita&ccedil;&atilde;o dos MG est&aacute; relacionada com a Regi&atilde;o e que s&atilde;o os jovens que apresentam uma maior confian&ccedil;a nos MG<SUP>11</SUP>, e segundo um estudo realizado na Fran&ccedil;a, h&aacute; maior resist&ecirc;ncia &agrave; mudan&ccedil;a para MG por parte dos pacientes idosos e m&atilde;es<SUP>12</SUP>. Numa investiga&ccedil;&atilde;o realizada na Espanha, concluiu-se que a aceitabilidade dos MG pelos pacientes depende do tipo de doen&ccedil;a<SUP>13</SUP>. Os MG e os MM n&atilde;o s&atilde;o vistos como medicamentos equivalentes numa investiga&ccedil;&atilde;o realizada na Noruega, sendo a poupan&ccedil;a obtida com os MG a principal raz&atilde;o para a substitui&ccedil;&atilde;o dos MM<SUP>14</SUP>. De um estudo realizado na Finl&acirc;ndia concluiu-se que, dos inquiridos, homens e idosos s&atilde;o os que melhor aceitam a substitui&ccedil;&atilde;o dos MM para MG<SUP>15</SUP>. Especificamente em Portugal, 2 estudos conclu&iacute;ram que a aceita&ccedil;&atilde;o dos MG &eacute; menor quando se trata de doen&ccedil;as graves e que as cren&ccedil;as sobre a efic&aacute;cia dos MG s&atilde;o influenciadas pela idade e grau de habilita&ccedil;&otilde;es<SUP>16,17</SUP>.</P>    <P>Os objetivos deste estudo s&atilde;o avaliar a ades&atilde;o dos pacientes aos MG, identificar os principais meios que informaram da exist&ecirc;ncia dos MG, bem como identificar fatores que influenciam a ades&atilde;o. As atitudes dos utentes no momento da prescri&ccedil;&atilde;o e no momento da compra de MG s&atilde;o tamb&eacute;m objeto de estudo.</P>    <p>&nbsp;</p>    <P> <B>M&eacute;todos</B> </P>    <P>A popula&ccedil;&atilde;o em estudo &eacute; constitu&iacute;da pelos utentes do Centro de Sa&uacute;de de s&atilde;o Martinho do Bispo, do concelho de Coimbra, com idade igual ou superior a 18 anos. Segundo os dados fornecidos pela Junta de Freguesia de s&atilde;o Martinho, esta freguesia &eacute; constitu&iacute;da por 12.418 eleitores. Este estudo foi realizado de outubro de 2011 a junho de 2012.</P>    <P>Para a realiza&ccedil;&atilde;o deste trabalho de investiga&ccedil;&atilde;o foi elaborado um question&aacute;rio baseado em estudos realizados sobre a tem&aacute;tica<SUP>18&ndash;20</SUP>, com quest&otilde;es capazes de traduzir de forma rigorosa e precisa os objetivos do estudo. Foram usadas apenas perguntas do tipo fechado, uma vez que o tamanho da amostra para esta popula&ccedil;&atilde;o era elevado. O question&aacute;rio est&aacute; estruturado em 2 grupos: o primeiro grupo cont&eacute;m quest&otilde;es do foro pessoal para caracteriza&ccedil;&atilde;o demogr&aacute;fica da amostra &ndash; g&eacute;nero, idade e habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias &ndash; e o segundo grupo cont&eacute;m quest&otilde;es para avaliar a ades&atilde;o ao consumo de MG &ndash; &laquo;J&aacute; ouviu falar sobre MG?&raquo;, &laquo;Quais as fontes que o informaram sobre a exist&ecirc;ncia de MG?&raquo;, &laquo;J&aacute; comprou MG?&raquo;. Para os indiv&iacute;duos que referiram j&aacute; terem comprado MG, colocaram-se ainda as quest&otilde;es &laquo;Como adquiriu os MG?&raquo;, &laquo;Quando o m&eacute;dico lhe prescreve um medicamento, solicita-lhe um MG?&raquo;, &laquo;Qual a sua opini&atilde;o sobre os MG?&raquo;. Quanto aos indiv&iacute;duos que responderam nunca terem comprado MG, colocaram-se ainda as quest&otilde;es &laquo;No futuro pretende consumir MG?&raquo; e &laquo;Quais as raz&otilde;es para nunca ter comprado?&raquo;.</P>    <P>Ap&oacute;s autoriza&ccedil;&atilde;o da presidente do Agrupamento de Centros de Sa&uacute;de do Baixo Mondego I, realizou-se um pr&eacute;?teste com a finalidade de avaliar a compreens&atilde;o e a clareza do question&aacute;rio e corrigir eventuais inconsist&ecirc;ncias, ap&oacute;s o que se procedeu &agrave; recolha da amostra.</P>    <P>O tipo de amostragem &eacute; n&atilde;o probabil&iacute;stico e quanto &agrave; t&eacute;cnica de amostragem &eacute; por conveni&ecirc;ncia, uma vez que a amostra &eacute; formada pelos pacientes adultos que se encontravam nas consultas do Centro de Sa&uacute;de de s&atilde;o Martinho do Bispo nos dias em que a recolha dos dados foi feita. A participa&ccedil;&atilde;o foi volunt&aacute;ria, ap&oacute;s ser obtido consentimento informado e garantida a confidencialidade dos resultados. A dimens&atilde;o da amostra foi calculada, usando a f&oacute;rmula para popula&ccedil;&otilde;es finitas (&le; 100.000 casos), com um n&iacute;vel de confian&ccedil;a de 95%, tendo sido obtida uma amostra constitu&iacute;da por 375 indiv&iacute;duos.</P>    <P>Este estudo &eacute; qualificado como de n&iacute;vel II, do tipo descritivo-correlacional, uma vez que explorou e determinou a exist&ecirc;ncia de rela&ccedil;&otilde;es entre vari&aacute;veis, com vista a descrever essas rela&ccedil;&otilde;es e de conhecer as que est&atilde;o associadas ao fen&oacute;meno em estudo.</P>    ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Ap&oacute;s a recolha dos dados, estes foram analisados e tratados atrav&eacute;s do Statistical Software Packages (v.17).</P>    <P>Sendo um estudo de estat&iacute;stica descritiva e inferencial utilizaram-se distribui&ccedil;&otilde;es de frequ&ecirc;ncia e tabula&ccedil;&otilde;es cruzadas, bem como o teste da independ&ecirc;ncia qui-quadrado. Estabeleceu-se a exist&ecirc;ncia de signific&acirc;ncia estat&iacute;stica para p &lt; 0,05 e um intervalo de confian&ccedil;a de 95%.</P>    <p>&nbsp;</p>    <P> <B>Resultados</B> </P>    <P>Foram alvo deste estudo 375 indiv&iacute;duos, com idades compreendidas entre os 18 e os 88 anos (m&eacute;dia = 49; dp = 18,5), com 18,7% jovens e 28% idosos. Na sua maioria s&atilde;o mulheres (65,9%) e indiv&iacute;duos com grau de escolaridade baixo, ou seja, menor que o 12.&deg; ano (62,1%).</P>    <P>Dos 375 inquiridos, 370 (98,7%) afirmaram ter ouvido falar sobre estes medicamentos. Destes 370 indiv&iacute;duos e no que respeita &agrave;s fontes que informaram sobre a exist&ecirc;ncia de MG, 69,7% referiram o M&eacute;dico, 66,2% referiram os Profissionais de farm&aacute;cia, seguindo-se a Televis&atilde;o/r&aacute;dio com 59,7% (<a href ="/img/revistas/rpsp/v32n2/32n2a08t1.jpg">Tabela 1</a>). Os resultados da <a href ="/img/revistas/rpsp/v32n2/32n2a08t1.jpg">Tabela 1</a> indicam que existe uma associa&ccedil;&atilde;o estatisticamente significativa entre o g&eacute;nero e as habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias com a fonte de obten&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o Televis&atilde;o/r&aacute;dio (p = 0,023 e p = 0,000, respetivamente), bem como com a fonte Folhetos informativos/revistas (p = 0,008 e p = 0,000, respetivamente). Verifica-se ainda que s&atilde;o os homens e os indiv&iacute;duos com grau de escolaridade mais elevado que mais referem tais fontes de divulga&ccedil;&atilde;o. Foi observada, tamb&eacute;m, associa&ccedil;&atilde;o estatisticamente significativa entre a escolaridade e a fonte Institui&ccedil;&atilde;o prestadora de servi&ccedil;os de sa&uacute;de (p = 0,000), sendo mais uma vez os indiv&iacute;duos com grau de escolaridade mais elevado que mais referem esta fonte. Por outro lado, as mulheres e os indiv&iacute;duos com grau de escolaridade mais baixo s&atilde;o os que mais referem o m&eacute;dico como fonte de divulga&ccedil;&atilde;o dos MG, embora n&atilde;o se verifiquem associa&ccedil;&otilde;es estatisticamente significativas (p &gt; 0,05).</P>     
<P>Os resultados da <a href ="/img/revistas/rpsp/v32n2/32n2a08f1.jpg">figura 1</a> mostram que existe associa&ccedil;&atilde;o estatisticamente significativa da idade com os meios que informaram sobre a exist&ecirc;ncia de MG Televis&atilde;o/r&aacute;dio (p = 0,000), com Folhetos informativos/revistas (p = 0,000) e com a Institui&ccedil;&atilde;o prestadora de servi&ccedil;os de sa&uacute;de (p = 0,002). Constata-se ainda que s&atilde;o os mais novos que mais referem tais meios de divulga&ccedil;&atilde;o. Os mais idosos referem principalmente o m&eacute;dico, embora n&atilde;o se verifique uma associa&ccedil;&atilde;o estatisticamente significativa da idade com este meio de divulga&ccedil;&atilde;o (p = 0,054 &gt; 0,05).</P>     
<P>Na <a href ="/img/revistas/rpsp/v32n2/32n2a08t2.jpg">tabela 2</a> &eacute; apresentada a distribui&ccedil;&atilde;o da ades&atilde;o aos MG dos indiv&iacute;duos que j&aacute; ouviram falar sobre estes medicamentos. Verifica-se que grande parte destes indiv&iacute;duos (78,9%) j&aacute; tinham comprado MG e, destes, a maioria considera que a prescri&ccedil;&atilde;o de um MG cabe apenas ao m&eacute;dico e n&atilde;o ao paciente solicit&aacute;-lo ao m&eacute;dico (71,5%). Quando questionados sobre a forma de aquisi&ccedil;&atilde;o dos MG, a maioria refere ter sido Decis&atilde;o do M&eacute;dico (64,6%), seguindo-se terem comprado por iniciativa pr&oacute;pria, ou seja, solicitando-os ao Profissional de farm&aacute;cia (27,1%). Todos os inquiridos que j&aacute; compraram MG acreditam que estes produtos s&atilde;o mais baratos quando comparados aos de refer&ecirc;ncia e 62,9% destes inquiridos consideram que t&ecirc;m a mesma qualidade. Quanto aos indiv&iacute;duos que nunca compraram MG, a maioria pretende vir a comprar estes f&aacute;rmacos no futuro (64,1%). Os resultados mostram ainda que s&atilde;o os indiv&iacute;duos com escolaridade mais elevada que mais referem terem comprado MG, tendo-se verificado uma associa&ccedil;&atilde;o estatisticamente significativa com a escolaridade e a aquisi&ccedil;&atilde;o de MG (p = 0,013). Foi observada, tamb&eacute;m, uma rela&ccedil;&atilde;o estatisticamente significativa da forma de aquisi&ccedil;&atilde;o de MG com o g&eacute;nero (p = 0,028) e com as habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias (p = 0,000), bem como entre o g&eacute;nero e a vontade de no futuro comprarem MG (p = 0,029) e, finalmente, entre a opini&atilde;o sobre os MG e as habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias (p = 0,003).</P>     
<P>Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s raz&otilde;es apontadas pelos indiv&iacute;duos que nunca compraram MG, 39,7% referem que o seu m&eacute;dico n&atilde;o os prescreve, seguindo-se 24,4% que referem n&atilde;o confiar nos MG e 10,3% n&atilde;o se lembra de os pedir (<a href="#f3">Fig. 3</a>).</P>     <p>&nbsp;</p> <a name="f3"> <img src="/img/revistas/rpsp/v32n2/32n2a08f3.jpg">     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <P> <B>Discuss&atilde;o</B> </P>    <P>O termo &laquo;medicamento gen&eacute;rico&raquo; &eacute; bem conhecido dos indiv&iacute;duos questionados no presente estudo, sendo que apenas 1,3% afirmam nunca terem ouvido falar em tais medicamentos. Quando questionados quanto &agrave;s fontes que os informaram sobre a exist&ecirc;ncia de MG, a maioria apontou o m&eacute;dico, profissionais da farm&aacute;cia e a comunica&ccedil;&atilde;o social (TV/r&aacute;dio). Na literatura, s&atilde;o tamb&eacute;m estas as 3 fontes de divulga&ccedil;&atilde;o mais apontadas<SUP>18,21</SUP>. Verificou-se ainda a exist&ecirc;ncia de associa&ccedil;&otilde;es estatisticamente significativas das vari&aacute;veis g&eacute;nero, habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias e idade com as fontes de divulga&ccedil;&atilde;o dos MG TV/r&aacute;dio, Folhetos/revistas e institui&ccedil;&otilde;es prestadora de servi&ccedil;os de sa&uacute;de. Os homens, indiv&iacute;duos com maior instru&ccedil;&atilde;o (pelo menos 12.&deg; ano) e jovens, s&atilde;o os que mais referem a TV/r&aacute;dio e os Folhetos/revistas, enquanto as institui&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de s&atilde;o mais apontadas pelas mulheres e, mais uma vez, pelos indiv&iacute;duos com maior instru&ccedil;&atilde;o e jovens.</P>    <P>Embora quase todos os questionados tenham ouvido falar sobre MG, os resultados mostram que ainda s&atilde;o muitos os indiv&iacute;duos que nunca compraram tais medicamentos (21,1%), sendo o facto de o m&eacute;dico n&atilde;o os prescrever a raz&atilde;o mais apontada. A implementa&ccedil;&atilde;o em Portugal, em maio de 2012<SUP>9</SUP>, da obrigatoriedade da prescri&ccedil;&atilde;o por DCI, bem como a obrigatoriedade da prescri&ccedil;&atilde;o eletr&oacute;nica, poder&aacute; ser um fator determinante para a diminui&ccedil;&atilde;o de tal percentagem. Na verdade, tal medida incentiva os m&eacute;dicos, a todos os n&iacute;veis do sistema, tanto p&uacute;blico como privado, a prescrever MG, acrescido de, no momento de dispensa, o profissional de farm&aacute;cia ter obrigatoriedade de informar o utente dos medicamentos mais baratos existentes no mercado que cumpram a prescri&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica, devendo dispor em stock, no m&iacute;nimo, 3 medicamentos de cada grupo homog&eacute;neo, de entre aqueles que correspondem aos 5 pre&ccedil;os mais baixos e, destes, dispensar ao utente o mais barato. O utente deve ainda ser informado do seu direito de op&ccedil;&atilde;o na escolha do medicamento que cumpra a prescri&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica e da possibilidade de lhe ser disponibilizado o medicamento mais barato existente no mercado no prazo de 12 horas e sem acr&eacute;scimo de custo, caso este n&atilde;o exista em stock da farm&aacute;cia.</P>    <P>Verificou-se que, dos indiv&iacute;duos que j&aacute; tinham comprado MG, a forma predominante de adquirir tais medicamentos &eacute; com receita m&eacute;dica, havendo mesmo uma associa&ccedil;&atilde;o estatisticamente significativa da forma de aquisi&ccedil;&atilde;o dos MG com as vari&aacute;veis g&eacute;nero, habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias e idade. Constatou-se que, no momento da compra, a aquisi&ccedil;&atilde;o por receita m&eacute;dica &eacute; mais comum nas mulheres, indiv&iacute;duos menos instru&iacute;dos e idosos, enquanto por solicita&ccedil;&atilde;o ao profissional de farm&aacute;cia &eacute; apontada mais pelos homens, indiv&iacute;duos mais instru&iacute;dos e jovens. Verificou-se ainda que mais de 70% dos inquiridos n&atilde;o solicitam ao m&eacute;dico a prescri&ccedil;&atilde;o de MG por considerarem que essa Decis&atilde;o &eacute; apenas do m&eacute;dico. Cerca de 40% n&atilde;o conseguem definir corretamente o MG como sendo mais barato e de igual qualidade (uns consideram apenas mais barato e outros consideram mais barato, mas de menor qualidade), sendo os menos instru&iacute;dos os menos informados relativamente aos mais instru&iacute;dos, com diferen&ccedil;as estatisticamente significativas.</P>    <P>Com as novas medidas implementadas para a prescri&ccedil;&atilde;o e compra de medicamentos &eacute;, mais do que nunca, vital apostar-se na forma&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua e no esclarecimento sobre os MG, quer dos utentes quer dos m&eacute;dicos e profissionais de farm&aacute;cia, j&aacute; que a persist&ecirc;ncia de ideias err&oacute;neas acerca da seguran&ccedil;a, efic&aacute;cia e qualidade dos MG pode ser uma enorme barreira &agrave; sua utiliza&ccedil;&atilde;o. Na verdade, estudos realizados demonstram que ampliar o n&iacute;vel de conhecimento dos prescritores de MG poder&aacute; ser uma boa medida para aumentar a sua prescri&ccedil;&atilde;o<SUP>22&ndash;24</SUP> e consequente aumento do consumo destes medicamentos. Num estudo de Figueiras et al.<SUP>22</SUP> verificou-se ainda a exist&ecirc;ncia de uma grande percentagem de m&eacute;dicos em Portugal que, em 2008, n&atilde;o permitiam a substitui&ccedil;&atilde;o de MG por terem d&uacute;vidas acerca da bioequival&ecirc;ncia e da confian&ccedil;a na efic&aacute;cia destes, em termos da n&atilde;o ocorr&ecirc;ncia de falhas terap&ecirc;uticas ou problemas relacionados com a substitui&ccedil;&atilde;o. Nesse mesmo estudo, verificou-se ainda que os profissionais de farm&aacute;cia se sentem mais bem informados acerca dos MG que os m&eacute;dicos, no que se refere ao seu custo, aos MG dispon&iacute;veis no mercado, aos fabricantes dos mesmos, ao controlo de qualidade e aos testes de qualidade realizados. Relativamente aos utentes, a import&acirc;ncia de desmistificar as suas cren&ccedil;as, informar e esclarecer as suas d&uacute;vidas relativas aos MG &eacute; confirmada por um estudo espanhol, em que 98,9% dos utentes submetidos a uma interven&ccedil;&atilde;o educativa, durante um ano, sobre os MG, concordaram em substituir os MM prescritos por MG<SUP>13</SUP>.</P>    <P>Em investiga&ccedil;&atilde;o futura, parece-nos pertinente investigar o impacto da ades&atilde;o aos MG decorrente da Portaria n.&deg; 137-A/2012, de 11 de maio 2012, que estabelece o regime jur&iacute;dico a que obedecem as regras de prescri&ccedil;&atilde;o de medicamentos. Parece-nos igualmente importante o estudo das cren&ccedil;as e atitudes sobre os MG dos m&eacute;dicos e profissionais de farm&aacute;cia, j&aacute; que estes t&ecirc;m um papel fundamental no processo de implementa&ccedil;&atilde;o destes medicamentos. Relativamente a estes profissionais, tamb&eacute;m as fontes de informa&ccedil;&atilde;o sobre os MG por eles utilizadas devem ser estudadas.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P> <B>Bibliografia</B> </P>     <!-- ref --><P>1. European Commission. The impact of ageing on public expenditure: Projections for the EU25 Member States on pensions, health care, long term-care, education and unemployment transfers (2004-2050). European Commission, (2006) &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000062&pid=S0870-9025201400020000800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>2. Barros, P. Economia da Sa&uacute;de - Conceitos e Comportamentos, Livraria Almedina, 2<SUP>a</SUP> edi&ccedil;&atilde;o 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000063&pid=S0870-9025201400020000800002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <P>3. Aguiar A. Medicamentos gen&eacute;ricos, hipocrisia ou compet&ecirc;ncia? [Internet]. Lisboa: Infarmed IP; 2008. (Artigo de opini&atilde;o; 1). [consultado 22 Mai 2012]. Dispon&iacute;vel em: <A href="http://www.infarmed.pt/portal/page/portal/INFARMED/MEDICAMENTOS_USO_HUMANO/GENERICOS/ARTIGOS_OPINIAO/TESTEMUNHO_1_site.pdf" TARGET="BLANK">http://www.infarmed.pt/portal/page/portal/INFARMED/MEDICAMENTOS_USO_HUMANO/GENERICOS/ARTIGOS_OPINIAO/TESTEMUNHO_1_site.pdf</A></P>     <!-- ref --><P>4. G. Perry. The European pharmaceutical market in review: 2006 and beyond. J Generic Medicines.. 2006;4:4-14&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000066&pid=S0870-9025201400020000800003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>5. World Health Organisation. The World Health Report 2010: Health systems financing: The path to universal coverage. World Health Organisation, (2010) &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000067&pid=S0870-9025201400020000800004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><P>6. Carneiro A. O lugar dos medicamentos gen&eacute;ricos na prescri&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica. [Internet]. Lisboa: Infarmed IP; 2008. (Artigo de opini&atilde;o; 2). [consultado 24 Mai 2012]. Dispon&iacute;vel em: <A href="http://www.infarmed.pt/portal/page/portal/INFARMED/MEDICAMENTOS_USO_HUMANO/GENERICOS/ARTIGOS_OPINIAO/TESTEMUNHO_2_web.pdf" TARGET="BLANK">http://www.infarmed.pt/portal/page/portal/INFARMED/MEDICAMENTOS_USO_HUMANO/GENERICOS/ARTIGOS_OPINIAO/TESTEMUNHO_2_web.pdf</A></P>     <!-- ref --><P>7. Infarmed. Mercado total e mercado de medicamentos gen&eacute;ricos. Infarmed IP, (2012) &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000069&pid=S0870-9025201400020000800005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>8. Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Farm&aacute;cias. Gen&eacute;ricos poupam 553 milh&otilde;es de Euros. ANF, (2013) &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000070&pid=S0870-9025201400020000800006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><P>9. Portaria n&deg;137-A/2012. D.R.1 &ordf; S&eacute;rie. 92. (2012-05-11) 2482-75.</P>     <!-- ref --><P>10. W. Himmel, A. Simmenroth-Nayda, W. Niebling, T. Ledig, R.D. Jansen, M.M. Kochen. What do primary care patients think about generic drugs?. Int J Clin Pharmacol Ther.. 2005;43:472-9&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000072&pid=S0870-9025201400020000800007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>11. M. Palagyi, M. Lassanova. Patients attitudes towards experience with use of generics in Slovakia, performance of generic substitution. Bratisl Lek Listy.. 2008;109:324-8&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000073&pid=S0870-9025201400020000800008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>12. B. Allenet, H. Barry. Opinion and behaviour of pharmacists towards the substitution of branded drugs by generic drugs: Survey of 1000 French community pharmacists. Pharm World Sci.. 2003;25:197-202&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000074&pid=S0870-9025201400020000800009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>13. J.A. Vall&egrave;s, M. Barreiro, G. Cereza, J.J. Ferro, M.J. Mart&iacute;nez, J.M. Escrib&agrave;. A prospective multicenter study of the effect of patient education on acceptability of generic prescribing in general practice. Health Policy.. 2003;65:269-75&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000075&pid=S0870-9025201400020000800010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><P>14. I. Kjoenniksen, M. Lindbaek, A.G. Granas. Patients&rsquo; attitudes towards and experiences of generic drug substitution in Norway. Pharm World Sci.. 2006;28:284-9</P>     <!-- ref --><P>15. R. Heikkil&auml;, P. M&auml;ntyselk&auml;, R. Ahonen. Do people regard cheaper medicines effective? Population survey on public opinion of generic substitution in Finland. Pharmacoepidemiol Drug Saf.. 2011;20:185-91&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000077&pid=S0870-9025201400020000800012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>16. M. Figueiras, D. Marcelino, M. Cortes, R. Horne, J. Weinman. Common sense views about generic medicines vs. branded medicines: A pilot study about gender differences (Portuguese). An&aacute; Psicol&oacute;gica. 2007;3:427-37&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000078&pid=S0870-9025201400020000800013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>17. M. Figueiras, D. Marcelino, M. Cortes. People's views on the level of agreement of generic medicines for different illnesses. Pharm World Sci.. 2008;30:590-4&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000079&pid=S0870-9025201400020000800014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>18. C.E. Rocha, J.A. Barros, M.D. Silva. Levantamento de dados sobre o conhecimento e informa&ccedil;&atilde;o acerca dos medicamentos gen&eacute;ricos em uma popula&ccedil;&atilde;o de pacientes do servi&ccedil;o de sa&uacute;de ambulatorial do Recife, Pernambuco, Brasil. [Internet]. Cad Sa&uacute;de P&uacute;blica. 2007;23:1141-50&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000080&pid=S0870-9025201400020000800015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><P>19. E. Kobayashi, H. Karigome, T. Sakurada, N. Satoh, S. Ueda. Patients&rsquo; attitudes towards generic drug substitution in Japan. Health Policy.. 2011;99:60-5</P>     <!-- ref --><P>20. C. Chong, G. March, A. Clark, A. Gilbert, M.A. Hassali, M.B. Bahari. A nationwide study on generic medicines substitution practices of Australian community pharmacists and patient acceptance. Health Policy.. 2011;99:139-48&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000082&pid=S0870-9025201400020000800017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>21. C.R. Blatt, S.C. Trauthman, E.H. Schmidt, S. Marchesan, L.M. Silva, J.L. Martins. Conhecimento popular e utiliza&ccedil;&atilde;o dos medicamentos gen&eacute;ricos na popula&ccedil;&atilde;o do munic&iacute;pio de Tubar&atilde;o, SC. Cien Saude Colet.. 2012;17:79-87&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000083&pid=S0870-9025201400020000800018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>22. M.J. Figueiras, D. Marcelino, M.A. Cortes. Cren&ccedil;as sobre os medicamentos gen&eacute;ricos: diferen&ccedil;as entre m&eacute;dicos e profissionais de farm&aacute;cia. Rev Port Sa&uacute;de P&uacute;blica.. 2008;26:53-61&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000084&pid=S0870-9025201400020000800019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>23. J.A. Valles, M. Barreiro, G. Cereza, J.J. Ferro, M.J. Martinez, E. Cucurrull. Aceptaci&oacute;n de los f&aacute;rmacos gen&eacute;ricos en equipos de atenci&oacute;n primaria: efecto de una intervenci&oacute;n educativa y de los precios de referencia. Gac Sanit.. 2002;16:505-10&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000085&pid=S0870-9025201400020000800020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>24. M.Z. Vosgerau, R.K. Souza, D.A. Soares. Utiliza&ccedil;&atilde;o de gen&eacute;ricos em &aacute;rea de atua&ccedil;&atilde;o da equipe de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia em munic&iacute;pio do sul do Brasil. Rev Bras Epidemiol.. 2011;14:253-63&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000086&pid=S0870-9025201400020000800021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>    <P><B>Conflito de interesses</B> </P>    <P>Os autores declaram n&atilde;o haver conflito de interesses.</P>     <p>&nbsp;</p>     <p><i><a href="#topc0">*</a><a name="c0"></a>Autor para correspond&ecirc;ncia.</i>. <a href="mailto:clarapr@estescoimbra.pt">clarapr@estescoimbra.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
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