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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Saúde Pública]]></journal-title>
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<publisher-name><![CDATA[Escola Nacional de Saúde Pública]]></publisher-name>
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<article-id pub-id-type="doi">10.1016/j.rpsp.2014.09.002</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A promoção do envelhecimento ativo ao nível local: análise de programas de intervenção autárquica]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Active ageing promotion at local level: Analyzing municipal programs]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The demographic changes arise a great challenge to public policies, demanding the preparation of the responsible organizations. The «Active Ageing» starts to be seen as the mainstreaming for policies, as it can counteract or reverse the negative trends of these demographic changes. This research focused on the policies that seek to respond to the population aging problems in Portugal. It was produced an analysis of three local programs following the mainstreaming of «active ageing» in interior country. Although there is no unique and definitive solution, these programs should emphasize healthy lifestyles aiming the highest quality of life possible taking into account the socioeconomic situations, without disregarding the duty of reinforce the repairing and inclusive component of ageing.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <P align="right"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>A promo&ccedil;&atilde;o do envelhecimento ativo ao n&iacute;vel local: an&aacute;lise de programas de interven&ccedil;&atilde;o aut&aacute;rquica</B><a href="#c0">*</a><a name="topc0"></a></P>     <P><B>Active ageing promotion at local level: Analyzing municipal programs</B></P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Maria Jo&ccedil;o B&aacute;rrios<SUP>a</SUP><SUP>b</SUP><a href="#c00">**</a><a name="topc00"></a>, Ana Alexandre Fernandes<SUP>a</SUP><SUP>b</SUP></B> </P>     <P>a Instituto Superior de Ci&ecirc;ncias Sociais e Pol&iacute;ticas, Universidade de Lisboa, Lisboa, Portugal</P>     <P>b Centro de Estudos de Sociologia, Faculdade de Ci&ecirc;ncias Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa, Lisboa, Portugal</P>     <p>&nbsp;</p>     <P> <B>RESUMO</B> </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>     <P>As transforma&ccedil;&otilde;es demogr&aacute;ficas originam fortes desafios a enfrentar pelas pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, exigindo a prepara&ccedil;&atilde;o dos organismos respons&aacute;veis. O &laquo;envelhecimento ativo&raquo; surge como paradigma de interven&ccedil;&atilde;o que pode contrariar/inverter as tend&ecirc;ncias nefastas das novas transforma&ccedil;&otilde;es. A investiga&ccedil;&atilde;o incidiu em torno das pol&iacute;ticas municipais que procuram responder aos problemas inerentes ao envelhecimento, envolvendo-nos numa an&aacute;lise de programas em 3 concelhos do interior de Portugal. Embora n&atilde;o exista uma solu&ccedil;&atilde;o &uacute;nica e definitiva, os programas devem procurar enfatizar estilos de vida saud&aacute;veis, alcan&ccedil;ar maior qualidade de vida e ter em conta as situa&ccedil;&otilde;es socioecon&oacute;micas, refor&ccedil;ando a componente reparadora e inclusiva da velhice.</P> </P>     <P> <B>Palavras-chave</B>: Envelhecimento ativo. Pol&iacute;tica local. Programas municipais.</p>     <p>&nbsp;</p>     <P> <B>ABSTRACT</B> </P>     <P>     <P>The demographic changes arise a great challenge to public policies, demanding the preparation of the responsible organizations. The &laquo;Active Ageing&raquo; starts to be seen as the mainstreaming for policies, as it can counteract or reverse the negative trends of these demographic changes. This research focused on the policies that seek to respond to the population aging problems in Portugal. It was produced an analysis of three local programs following the mainstreaming of &laquo;active ageing&raquo; in interior country. Although there is no unique and definitive solution, these programs should emphasize healthy lifestyles aiming the highest quality of life possible taking into account the socioeconomic situations, without disregarding the duty of reinforce the repairing and inclusive component of ageing.</P> </P>     <P> <B>Keywords</B>: Active Ageing. Local Policies. Local Programs.</P>      <p>&nbsp;</p>     <P> <B>Introdu&ccedil;&atilde;o</B> </P>    ]]></body>
<body><![CDATA[<P>As inquieta&ccedil;&otilde;es que se t&ecirc;m vindo a gerar em torno do envelhecimento demogr&aacute;fico e dos seus impactos tendem a mobilizar interesses em v&aacute;rios setores da vida social. &Eacute; considerado um dos grandes desafios societais com in&uacute;meras implica&ccedil;&otilde;es ao n&iacute;vel das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas. A multidimensionalidade da tem&aacute;tica requer a coopera&ccedil;&atilde;o de diferentes saberes e compet&ecirc;ncias. A dupla dimens&atilde;o do envelhecimento, o n&iacute;vel individual e o n&iacute;vel populacional, requer a ado&ccedil;&atilde;o de uma perspetiva multidisciplinar de integra&ccedil;&atilde;o de conhecimentos, que &eacute; essencial para uma correta e eficiente avalia&ccedil;&atilde;o das medidas de pol&iacute;tica a desenhar. O crescente tempo vivido na &uacute;ltima fase do ciclo de vida tem feito emergir dificuldades prementes que tendem a impor-se nos debates p&uacute;blicos, refor&ccedil;ando a urg&ecirc;ncia de repensar as solu&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas at&eacute; aqui adotadas &agrave; luz dos novos desafios. A l&oacute;gica repousa numa mudan&ccedil;a de paradigma assente, agora, na constata&ccedil;&atilde;o de que a vida &eacute; mais longa, mas que a fase final pode ser exigente quando as condi&ccedil;&otilde;es f&iacute;sicas e ps&iacute;quicas correm riscos de degrada&ccedil;&atilde;o gradual. Mas esta altera&ccedil;&atilde;o de perspetiva incorre tamb&eacute;m numa outra mudan&ccedil;a de paradigma: se vamos viver mais tempo, vamos preparar-nos para evitar efeitos nefastos dos estados m&oacute;rbidos, que tendem a aumentar com o n&uacute;mero crescente de pessoas acima dos &uacute;ltimos patamares de idade e que se agravam com a possibilidade de vivermos uma vida mais longa.</P>    <P>O desafio lan&ccedil;ado pela Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de (OMS) no documento publicado em 2002 &laquo;Active Ageing. A Policy Framework&raquo;<SUP>1</SUP> consiste num arqu&eacute;tipo inovador com potencialidades ao n&iacute;vel da interven&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica local. Com a promo&ccedil;&atilde;o de um &laquo;envelhecimento ativo&raquo; pretende-se a otimiza&ccedil;&atilde;o das oportunidades de sa&uacute;de, participa&ccedil;&atilde;o e seguran&ccedil;a de modo a permitir a qualidade de vida das pessoas no decurso do envelhecimento. No essencial, consiste em promover condi&ccedil;&otilde;es para a (i) integra&ccedil;&atilde;o, a (ii) securiza&ccedil;&atilde;o e a (iii) sa&uacute;de das pessoas que envelhecem. Este enquadramento conceptual constitui um campo anal&iacute;tico prop&iacute;cio a uma reflex&ccedil;o consertada em torno dos principais vetores de ordem pol&iacute;tica, ao n&iacute;vel local, atrav&eacute;s dos quais se poder&aacute; operar uma interven&ccedil;&atilde;o sist&eacute;mica.</P>    <P>Apesar da relev&acirc;ncia pol&iacute;tica que come&ccedil;a a ser atribu&iacute;da &agrave; promo&ccedil;&atilde;o do &laquo;envelhecimento ativo&raquo;, n&atilde;o sabemos como tem sido entendido o conceito, tendo em conta que a popula&ccedil;&atilde;o idosa &eacute; a popula&ccedil;&atilde;o alvo. Entendemo-lo como um conceito multidimensional e multissetorial, mas tem sido, por vezes, identificado de forma redundante com &laquo;atividade f&iacute;sica&raquo; ou &laquo;participa&ccedil;&atilde;o na vida ativa em idade mais avan&ccedil;ada&raquo;.</P>    <P>Este artigo sintetiza os resultados de uma pesquisa<SUP>2</SUP> cujo objetivo principal consistiu em identificar, caracterizar e avaliar programas implementados ao n&iacute;vel aut&aacute;rquico que tinham como alvo a popula&ccedil;&atilde;o 65 + anos. Na metodologia adot&aacute;mos o paradigma do &laquo;envelhecimento ativo&raquo;<SUP>1</SUP> proposto pela OMS enquanto modelo de an&aacute;lise. O estudo decorreu em 3 concelhos do interior da Regi&atilde;o Centro, uma zona envelhecida de Portugal.</P>    <p>&nbsp;</p>    <P> <B><I>Envelhecimento ativo</I>, um paradigma para a interven&ccedil;&atilde;o local</B> </P>    <P>O &laquo;envelhecimento ativo&raquo;, enquanto paradigma de interven&ccedil;&atilde;o para as pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, &eacute; definido como o &laquo;processo de otimiza&ccedil;&atilde;o de oportunidades para a sa&uacute;de, participa&ccedil;&atilde;o e seguran&ccedil;a, no sentido de aumentar a qualidade de vida ao longo do processo de envelhecimento&raquo;<SUP>1</SUP>. O modelo te&oacute;rico assenta numa perspetiva sist&eacute;mica e na formula&ccedil;&atilde;o dos determinantes da sa&uacute;de, definidos como as condi&ccedil;&otilde;es sociais em que as pessoas vivem e trabalham ou &laquo;as caracter&iacute;sticas sociais dentro das quais a vida decorre&raquo;<SUP>3</SUP>. Os principais fatores que moldam a sa&uacute;de n&atilde;o s&atilde;o tratamentos m&eacute;dicos ou escolhas de estilo de vida, mas sim as condi&ccedil;&otilde;es de vida que experimentam, influenciadas tamb&eacute;m pelos recursos econ&oacute;micos, sociais e oportunidades<SUP>4</SUP>. Estas condi&ccedil;&otilde;es t&ecirc;m vindo a ser conhecidas como os determinantes sociais da sa&uacute;de. O paradigma denominado &laquo;envelhecimento ativo&raquo; assenta neste pressuposto e prop&otilde;e orienta&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas para enfrentar os desafios que decorrem do envelhecimento demogr&aacute;fico e do aumento da longevidade. Prop&otilde;e 3 pilares priorit&aacute;rios na orienta&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica: integra&ccedil;&atilde;o, securiza&ccedil;&atilde;o e sa&uacute;de. &Eacute; a partir destes pilares que s&atilde;o definidos os par&acirc;metros de interven&ccedil;&atilde;o com o objetivo de potenciar o bem-estar bio-psico-social. A proposta integra uma perspetiva de ciclo de vida, atrav&eacute;s de uma orienta&ccedil;&atilde;o que antecipa as situa&ccedil;&otilde;es cr&iacute;ticas e procura preveni-las<SUP>1</SUP>. A sua concretiza&ccedil;&atilde;o baseia-se na identifica&ccedil;&atilde;o do ecossistema em que decorre o processo de envelhecimento, intervindo no sentido da capacita&ccedil;&atilde;o dos indiv&iacute;duos.</P>    <P>n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel atribuir causalidade direta a qualquer determinante, mas no seu conjunto o que condiciona a sa&uacute;de sugere que todos estes fatores (e a intera&ccedil;&atilde;o entre eles) s&atilde;o indicadores adequados &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o das condi&ccedil;&otilde;es em que decorre o envelhecimento das popula&ccedil;&otilde;es ao n&iacute;vel do ecossistema habitacional. Entre os determinantes do &laquo;envelhecimento ativo&raquo;, a cultura e o g&eacute;nero s&atilde;o considerados fatores transversais e necess&aacute;rios na identifica&ccedil;&atilde;o das condi&ccedil;&otilde;es em que decorre a vida dos indiv&iacute;duos. Para al&eacute;m destes, s&atilde;o considerados os determinantes (i) relacionados com a organiza&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os sociais e de sa&uacute;de, (ii) econ&oacute;micos, (iii) ambientais (iv), comportamentais e (v) sociais<SUP>1</SUP>.</P>    <P>O crescimento da esperan&ccedil;a de vida tem consequ&ecirc;ncias na organiza&ccedil;&atilde;o e estrutura&ccedil;&atilde;o do ciclo de vida, nas idades da vida, nas rela&ccedil;&otilde;es intergeracionais, de trabalho e de lazer e ao n&iacute;vel das necessidades de suporte familiar e social. Estas quest&otilde;es envolvem ainda as controv&eacute;rsias respeitantes &agrave; cessa&ccedil;&atilde;o definitiva da atividade laboral, os tempos da reforma e &agrave; amea&ccedil;a da sustentabilidade dos sistemas de pens&otilde;es. &Eacute; nesta evolu&ccedil;&atilde;o das estruturas demogr&aacute;ficas que as pol&iacute;ticas p&uacute;blicas se debatem com a urg&ecirc;ncia em formular e implementar solu&ccedil;&otilde;es adequadas &agrave; resolu&ccedil;&atilde;o dos problemas resultantes de m&uacute;ltiplas necessidades em crescimento.</P>    <P>De um modo geral, considera-se que o envelhecimento da popula&ccedil;&atilde;o engendra problemas, dificuldades e necessidades a v&aacute;rios n&iacute;veis. Necessidades em cuidados de sa&uacute;de, em situa&ccedil;&otilde;es agudas e cr&oacute;nicas, necessidades econ&oacute;micas e sociais, s&atilde;o alguns desses problemas recorrentes para os quais os recursos dispon&iacute;veis se tornam insuficientes e inadequados. Promover a sa&uacute;de numa perspetiva de autonomia e capacita&ccedil;&atilde;o ao longo do processo de envelhecimento &eacute; reconhecido como uma meta fundamental n&atilde;o s&oacute; para os indiv&iacute;duos em geral, mas tamb&eacute;m para os interventores e promotores de pol&iacute;ticas locais<SUP>5</SUP>.</P>    ]]></body>
<body><![CDATA[<P>De acordo com a proposta da OMS, a promo&ccedil;&atilde;o de &laquo;envelhecimento ativo&raquo; deve ainda basear-se no reconhecimento dos direitos humanos e nos princ&iacute;pios de independ&ecirc;ncia, participa&ccedil;&atilde;o, dignidade, assist&ecirc;ncia e autorrealiza&ccedil;&atilde;o, estabelecidos pela Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas<SUP>1</SUP>, cujo sucesso passa tamb&eacute;m por implementar uma estrat&eacute;gia de comunica&ccedil;&atilde;o que construa a consci&ecirc;ncia sobre os benef&iacute;cios de uma vida ativa<SUP>6</SUP>.</P>    <P>Segundo Walker<SUP>7</SUP> a quest&atilde;o principal n&atilde;o &eacute; a idade avan&ccedil;ada da popula&ccedil;&atilde;o, mas o estado de sa&uacute;de e as condi&ccedil;&otilde;es sociais em que decorre o processo de envelhecimento, particularmente no que concerne &agrave;s rela&ccedil;&otilde;es familiares e modos de vida familiar (<I>living arrangements</I>) conseguidos na &uacute;ltima fase do ciclo de vida. s&atilde;o reconhecidas boas raz&otilde;es pol&iacute;ticas, econ&oacute;micas, sociais e &eacute;ticas para os governos, as organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o-governamentais (ONG) e de solidariedade social, as associa&ccedil;&otilde;es locais e a sociedade civil porem em pr&aacute;tica iniciativas e programas de &laquo;envelhecimento ativo&raquo;<SUP>1</SUP>. Os principais desafios de ordem pol&iacute;tica s&atilde;o considerados pelo mesmo autor os seguintes: i) salvaguardar a seguran&ccedil;a econ&oacute;mica na velhice; ii) manter a solidariedade intergeracional; iii) combater a discrimina&ccedil;&atilde;o posicionada na idade; iv) fornecer assist&ecirc;ncia social no contexto das mudan&ccedil;as familiares e padr&otilde;es de resid&ecirc;ncia; e v) garantir a cidadania plena das pessoas mais velhas assegurando que n&atilde;o s&atilde;o socialmente exclu&iacute;dos<SUP>7</SUP>.</P>    <P>O modelo de &laquo;envelhecimento ativo&raquo; preconiza medidas que incentivem uma vida integrada na sociedade, isto &eacute;, com participa&ccedil;&atilde;o na vida social, em seguran&ccedil;a e com sa&uacute;de. Considera que &eacute; poss&iacute;vel reduzir os problemas de sa&uacute;de p&uacute;blica, contribuindo para um aumento do n&uacute;mero de pessoas desfrutando de qualidade de vida &agrave; medida que envelhece<SUP>1</SUP>. Atrav&eacute;s da preven&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;as incapacitantes associadas ao processo de envelhecimento e da promo&ccedil;&atilde;o da participa&ccedil;&atilde;o ativa dos mais velhos nos contextos social, cultural, econ&oacute;mico e pol&iacute;tico da sociedade, na vida familiar e da comunidade<SUP>1</SUP>, podem tamb&eacute;m ser minimizados os custos financeiros e com recursos humanos associados &agrave; presta&ccedil;&atilde;o de cuidados sociais e de sa&uacute;de<SUP>6</SUP>.</P>    <P>As condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de degradam-se com a idade e t&ecirc;m repercuss&otilde;es nas capacidades f&iacute;sicas e ps&iacute;quicas dos trabalhadores mais velhos. Paradoxalmente, a atividade laboral &eacute; um dos fundamentos de doen&ccedil;a mas, simultaneamente, uma fonte importante de ganhos em sa&uacute;de em termos de atividade, autoestima e manuten&ccedil;&atilde;o de redes sociais. &Eacute; tamb&eacute;m reconhecida politicamente a necessidade de contrariar as barreiras da idade, de modo a implementar condi&ccedil;&otilde;es de trabalho mais adequadas, prevenindo estados m&oacute;rbidos e doen&ccedil;as incapacitantes. A estrat&eacute;gia de preven&ccedil;&atilde;o parece ser adequada tendo por pressuposi&ccedil;&atilde;o que a manuten&ccedil;&atilde;o das condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de dos trabalhadores &eacute; essencial para a ades&atilde;o &agrave; vida laboral e consequente adiamento da passagem &agrave; reforma. A perspetiva da interven&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica deve ser direcionada no sentido de um quadro de otimiza&ccedil;&atilde;o dos recursos p&uacute;blicos orientado para a manuten&ccedil;&atilde;o da vida produtiva e a redu&ccedil;&atilde;o da cessa&ccedil;&atilde;o precoce da atividade laboral de modo a compensar os custos crescentes dos sistemas de pens&otilde;es<SUP>8</SUP>.</P>    <P>O conceito de &laquo;envelhecimento ativo&raquo; remete igualmente para uma forma mais abrangente de participa&ccedil;&atilde;o na vida social e pol&iacute;tica, uma certa forma de cidadania ativa que engloba o trabalho volunt&aacute;rio em atividades de interesse p&uacute;blico (voluntariado) e a provis&atilde;o de ajudas e apoios dentro da fam&iacute;lia<SUP>8</SUP>. Um percurso de vida mais longo acarreta dificuldades na sua trajet&oacute;ria final. Embora a participa&ccedil;&atilde;o em atividades sociais continue a ser importante, pela influ&ecirc;ncia da qualidade dos contactos sociais na satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida<SUP>9</SUP>, &agrave; medida que se avan&ccedil;a na idade h&aacute; evid&ecirc;ncia de que ocorrem altera&ccedil;&otilde;es ao n&iacute;vel da manuten&ccedil;&atilde;o das redes sociais. &Eacute; importante intervir no sentido de contrariar o isolamento atrav&eacute;s de dispositivos formais (clubes, associa&ccedil;&otilde;es, centros de conv&iacute;vio) e das redes familiares informais<SUP>9</SUP>.</P>    <P>Pensadas em conjunto e tendo o enquadramento demogr&aacute;fico como um condicionante altamente exigente, as m&uacute;ltiplas dimens&otilde;es do ambiente podem conduzir &agrave; cria&ccedil;&atilde;o de medidas de planeamento que contribuam para melhorar a qualidade de vida, o bem-estar e a sa&uacute;de das popula&ccedil;&otilde;es<SUP>10</SUP>. A import&acirc;ncia dos espa&ccedil;os p&uacute;blicos, enquanto determinante da atividade e mobilidade, acentua-se com o envelhecimento. As barreiras f&iacute;sicas dos espa&ccedil;os p&uacute;blicos (escadas, pisos irregulares ou escorregadios, falta de espa&ccedil;os de lazer, condi&ccedil;&otilde;es de seguran&ccedil;a, entre outros) s&atilde;o condicionantes inultrapass&aacute;veis n&atilde;o s&oacute; nas circunst&acirc;ncias de limita&ccedil;&atilde;o da funcionalidade, mas no envelhecimento em geral, pela fragilidade f&iacute;sica e ps&iacute;quica que caracteriza a velhice. A promo&ccedil;&atilde;o de espa&ccedil;os p&uacute;blicos amig&aacute;veis (<I>friendly</I>) deve constar da agenda pol&iacute;tica de interven&ccedil;&atilde;o local.</P>    <P>Muitas cidades e pa&iacute;ses europeus t&ecirc;m integrado estas estrat&eacute;gias de sa&uacute;de p&uacute;blica, em particular os pa&iacute;ses n&oacute;rdicos<SUP>8</SUP>, sendo a maioria replic&aacute;veis em outros pa&iacute;ses. Evidenciam-se exemplos de boas pr&aacute;ticas relacionadas com a promo&ccedil;&atilde;o do envelhecimento saud&aacute;vel na comunidade, estilos de vida saud&aacute;veis, pr&aacute;tica de atividade f&iacute;sica, educa&ccedil;&atilde;o para a sa&uacute;de, combate &agrave; solid&ccedil;o na velhice, desenvolvimento da participa&ccedil;&atilde;o social, melhoria das compet&ecirc;ncias de prepara&ccedil;&atilde;o para o envelhecimento e acessibilidade ambiental<SUP>11</SUP>.</P>    <P>No mesmo contexto, a OMS apresenta os resultados do projeto &laquo;cidades amigas das pessoas idosas&raquo;<SUP>12</SUP> que considera as seguintes &aacute;reas: espa&ccedil;os exteriores e edif&iacute;cios, transportes, habita&ccedil;&atilde;o, participa&ccedil;&atilde;o social, respeito e inclus&atilde;o social, participa&ccedil;&atilde;o c&iacute;vica e emprego, comunica&ccedil;&atilde;o e informa&ccedil;&atilde;o, apoio comunit&aacute;rio e servi&ccedil;os de sa&uacute;de. Em termos pr&aacute;ticos, uma cidade amiga das pessoas idosas adapta as suas estruturas e servi&ccedil;os, de maneira a que estes incluam e sejam acess&iacute;veis a pessoas mais velhas, com diferentes necessidades e capacidades<SUP>12</SUP>.</P>    <P>Da constata&ccedil;&atilde;o de que a sa&uacute;de &eacute; fortemente condicionada pelas circunst&acirc;ncias do ambiente urbano, tamb&eacute;m o conceito de <I>cidade saud&aacute;vel</I> est&aacute; consolidado no quadro de uma nova vis&atilde;o para a promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de<SUP>13</SUP>. Trata-se de uma perspetiva de interven&ccedil;&atilde;o proposta pela OMS<SUP>14</SUP> com o objetivo de promover ambientes residenciais e de trabalho sadios e pr&oacute;speros, que integra a dimens&atilde;o da sa&uacute;de nos programas e projetos de planeamento urbano direcionado para o bem-estar, a seguran&ccedil;a, a mobilidade e a intera&ccedil;&atilde;o dos seus residentes. Em Portugal v&aacute;rias cidades integram a Rede Europeia e a Rede Portuguesa de Cidades Saud&aacute;veis<SUP>15</SUP>.</P>    <P>Os estudos sobre o envelhecimento na sociedade portuguesa evidenciam grandes dificuldades para as pol&iacute;ticas p&uacute;blicas devido &agrave;s deficientes condi&ccedil;&otilde;es econ&oacute;micas e sociais que caracterizam a popula&ccedil;&atilde;o 65 + anos. De modo geral, apresentam baixos n&iacute;veis de pens&otilde;es, muito baixos n&iacute;veis de escolaridade acompanhados com condi&ccedil;&otilde;es habitacionais degradadas. As pol&iacute;ticas sociais s&atilde;o incipientes, muito direcionadas para a &laquo;popula&ccedil;&atilde;o idosa&raquo;, com caracter&iacute;sticas segregacionistas e estigmatizantes<SUP>16&ndash;21</SUP>. Tamb&eacute;m a sa&uacute;de e a qualidade de vida dos portugueses 65 + apresenta m&uacute;ltiplas fragilidades, tanto em termos de morbilidade como de esperan&ccedil;a de vida, e fracos resultados na avalia&ccedil;&atilde;o subjetiva da sa&uacute;de e bem-estar por parte dos idosos. Tornam-se imperativas as pol&iacute;ticas que visam as desigualdades de sa&uacute;de entre os grupos sociais desta faixa et&aacute;ria em termos de rendimento, escolaridade, local de resid&ecirc;ncia e g&eacute;nero; pelo seu impacto global na sa&uacute;de das popula&ccedil;&otilde;es<SUP>22</SUP>. Relativamente a estudos ao n&iacute;vel da comunidade, realizados em Portugal, persiste insufici&ecirc;ncia e escassez face &agrave; prem&ecirc;ncia problem&aacute;tica do tema, podendo apontar-se algumas investiga&ccedil;&otilde;es que evidenciaram que as interven&ccedil;&otilde;es locais adotam perspetivas segregacionistas (<I>ageism)</I>, sendo inflex&iacute;veis e insuficientes na resposta &agrave;s exig&ecirc;ncias dos mais velhos<SUP>2,23</SUP>.</P>    ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Estas quest&otilde;es s&atilde;o, essencialmente, colocadas ao n&iacute;vel da a&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica local, num sentido amplo de responsabiliza&ccedil;&atilde;o social difusa. A implementa&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias orientadas para a melhoria das condi&ccedil;&otilde;es de vida da popula&ccedil;&atilde;o que envelhece decorre da interven&ccedil;&atilde;o, integrada ou n&atilde;o, dos atores p&uacute;blicos e privados como as autarquias, as associa&ccedil;&otilde;es, as ONG, entre outras. Consideramos que o poder local, dotado de compet&ecirc;ncias e recursos, desempenha um papel fulcral na melhoria das condi&ccedil;&otilde;es de envelhecimento da popula&ccedil;&atilde;o, em virtude da sua proximidade aos cidad&ccedil;os e capacidade de mobiliza&ccedil;&atilde;o dos atores<SUP>24</SUP>.</P>    <p>&nbsp;</p>    <P> <B>Material e m&eacute;todos</B> </P>    <P>A recolha da informa&ccedil;&atilde;o para o estudo decorreu em 3 concelhos do interior da Regi&atilde;o centro de Portugal: Guarda, Covilh&ccedil; e Castelo Branco. Esta op&ccedil;&atilde;o metodol&oacute;gica na sele&ccedil;&atilde;o da amostra de conveni&ecirc;ncia teve em considera&ccedil;&atilde;o o facto de se tratar de 3 concelhos urbanos, que s&atilde;o polos de desenvolvimento industrial e situam-se numa zona de acentuado envelhecimento do interior da Regi&atilde;o Centro<SUP>25</SUP>. Os concelhos selecionados apresentam tend&ecirc;ncia para o decl&iacute;nio populacional e consequente envelhecimento demogr&aacute;fico, resultante de saldos migrat&oacute;rios negativos e baixas taxas de natalidade. Esta involu&ccedil;&atilde;o demogr&aacute;fica tem efeitos ao n&iacute;vel do desenvolvimento da Regi&atilde;o e qualidade de vida dos residentes.</P>    <P>Em Portugal, no &uacute;ltimo recenseamento<SUP>26</SUP> encontramos mais pessoas que atingiram os 65 anos com expectativas de vida nunca antes alcan&ccedil;adas e crescentes exig&ecirc;ncias sociais e econ&oacute;micas. De 2001 para 2011 a propor&ccedil;&atilde;o aumentou de 16,4% para 19,1%, dos quais 18,4% s&atilde;o homens e 21,5% s&atilde;o mulheres. Dentro da categoria dos 65 e mais anos aumenta tamb&eacute;m a propor&ccedil;&atilde;o dos que atingem os 70 e os 80 anos.</P>    <P>Com a esperan&ccedil;a de vida &agrave; nascen&ccedil;a em crescimento (atingindo valores de 79,98 na Beira Interior Norte; 79,04 na Beira Interior Sul e 79,50 na Cova da Beira), bem como de esperan&ccedil;a de vida aos 65 anos (registando-se 19,15 na Beira Interior Norte; 18,57 na Beira Interior Sul e 18,99 na Cova da Beira) e um elevado &iacute;ndice de envelhecimento<sup><a href="#2">b</a></sup><a name="top2"></a> (Guarda 153,2; Covilh&ccedil; 193,2; Castelo Branco 188,8); &eacute; previs&iacute;vel que haja uma r&aacute;pida acelera&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o dependente (verificando-se j&aacute; um &iacute;ndice de depend&ecirc;ncia de idosos<sup><a href="#3">c</a></sup><a name="top3"></a> de 32,2 na Guarda, 37,1 na Covilh&ccedil; e 37,7 em Castelo Branco), &agrave; medida que os atuais ativos transitam para os segmentos terminais da estrutura et&aacute;ria<SUP>26</SUP>.</P>    <P>Foi realizado um levantamento documental de todos os programas de gest&atilde;o aut&aacute;rquica que, de alguma forma, fossem orientados para a promo&ccedil;&atilde;o de um envelhecimento saud&aacute;vel e ativo. A maioria dos programas analisados tem como popula&ccedil;&atilde;o alvo a popula&ccedil;&atilde;o idosa (65 +) e traduz-se em iniciativas que v&ccedil;o desde a promo&ccedil;&atilde;o de atividades culturais e de lazer, interven&ccedil;&otilde;es ambientais at&eacute; a apoios sociais. Em certos casos, os programas s&atilde;o implementados por grupos ou associa&ccedil;&otilde;es na sociedade civil, mas financeiramente suportados pelas autarquias. &Eacute; o que acontece com certas Universidades de Terceira Idade ou Universidades S&eacute;nior, como s&atilde;o tamb&eacute;m designadas.</P>    <P>A metodologia utilizada para a an&aacute;lise dos programas recolhidos junto das autarquias e associa&ccedil;&otilde;es locais consistiu na classifica&ccedil;&atilde;o, a partir de uma tipologia criada, segundo o quadro de an&aacute;lise proposto para o &laquo;envelhecimento ativo&raquo;<SUP>1</SUP>.</P>    <P>A pesquisa decorreu em 2 fases. Numa primeira fase foi efetuado um levantamento dos programas atrav&eacute;s de recolha documental com recurso a reuni&otilde;es e entrevistas informais explorat&oacute;rias. A partir da an&aacute;lise da documenta&ccedil;&atilde;o recolhida foram criadas 6 categorias que aglutinam as interven&ccedil;&otilde;es implementadas pelos munic&iacute;pios que estud&aacute;mos: atividade f&iacute;sica, ambiente, a&ccedil;&atilde;o social, cultura e educa&ccedil;&atilde;o, habita&ccedil;&atilde;o e sa&uacute;de. A defini&ccedil;&atilde;o das categorias teve em conta os objetivos priorit&aacute;rios de cada programa e o quadro te&oacute;rico que fundamenta a defini&ccedil;&atilde;o dos determinantes do &laquo;envelhecimento ativo&raquo;. As categorias aqui formuladas n&atilde;o percorrem todos os determinantes, tendo sido constru&iacute;das com a finalidade de organizar e classificar os tipos de programas identificados nos 3 concelhos em an&aacute;lise.</P>    <P>Na fase seguinte procedeu-se a uma an&aacute;lise documental, utilizando-se essencialmente a dimens&atilde;o anal&iacute;tica de maior ou menor aproxima&ccedil;&atilde;o ao paradigma de interven&ccedil;&atilde;o proposto.</P>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <P> <B>Apresenta&ccedil;&atilde;o e discuss&atilde;o de resultados</B> </P>    <P>Enquadrados na estrat&eacute;gia que contextualiza esta investiga&ccedil;&atilde;o, os discursos pol&iacute;ticos dos protagonistas da a&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica das autarquias salientam o conhecimento dos desafios associados ao envelhecimento demogr&aacute;fico, assim como a assun&ccedil;&atilde;o da responsabilidade das autarquias em intervir nos seus diversos dom&iacute;nios. Analisadas de acordo com o primado do &laquo;envelhecimento ativo&raquo;, salientamos aqui algumas das considera&ccedil;&otilde;es sobre categorias e programas criados, sumarizadas no quadro apresentado abaixo (<a href ="/img/revistas/rpsp/v32n2/32n2a09t1.jpg">Tabela 1</a>).</P>     
<p>&nbsp;</p>    <P> <B>Programas promotores da pr&aacute;tica de atividade f&iacute;sica</B> </P>    <P>Relativamente &agrave;s pol&iacute;ticas promotoras da pr&aacute;tica de atividade f&iacute;sica foram identificados programas destinados a pessoas de todas as idades (como aulas diversificadas em complexos desportivos e o apoio a associa&ccedil;&otilde;es), programas exclusivos para idosos (como a canaliza&ccedil;&atilde;o de todos os programas de exerc&iacute;cio f&iacute;sico pela C&acirc;mara Municipal de Castelo Branco na Universidade de Terceira Idade: USALBI) e ainda programas exclusivos para idosos institucionalizados (como o programa &laquo;Guarda + 55 em Forma&raquo;, que leva idosos que vivem em institui&ccedil;&otilde;es a usufru&iacute;rem de aulas de exerc&iacute;cio f&iacute;sico nos complexos desportivos e espa&ccedil;os verdes da cidade).</P>    <P>Embora as oportunidades para uma vida ativa sejam importantes para todos, os grupos populacionais mais velhos exigem uma aten&ccedil;&atilde;o especial, por revelarem necessidades espec&iacute;ficas. Acrescenta-se ainda que, nesta faixa et&aacute;ria, mesmo pequenos aumentos de atividade podem fazer uma grande diferen&ccedil;a no bem-estar e capacidade de se manterem independentes, contribuindo ativamente para a participa&ccedil;&atilde;o<SUP>6</SUP>. Por esta raz&atilde;o, torna-se pertinente a cria&ccedil;&atilde;o de atividades pr&oacute;prias para idosos, considerando a diminui&ccedil;&atilde;o das suas capacidades f&iacute;sicas, exibindo uma maior suscetibilidade a problemas de sa&uacute;de. No mesmo sentido, reconhecendo que a popula&ccedil;&atilde;o institucionalizada, constitu&iacute;da essencialmente por pessoas com 85 + ou 90 +, se caracteriza por vulnerabilidades e fragilidade acrescidas, exigem-se programas espec&iacute;ficos e devidamente adaptados, que possam contribuir para a melhoria da qualidade de vida destas popula&ccedil;&otilde;es.</P>    <P>Contudo, posicionados numa exclusividade para idosos ou idosos institucionalizados, estes programas exibem um forte sentido de discrimina&ccedil;&atilde;o e possibilidade de atingir um impacto negativo, por assinalarem um tratamento coletivo e impessoal. Trata-se de medidas que correm o risco de se revelarem altamente segregacionistas, evidenciando uma separa&ccedil;&atilde;o et&aacute;ria intra e intergeracional.</P>    <P>Nesta perspetiva, salientam-se as iniciativas integradoras, que n&atilde;o distinguem idades e que incluem os idosos nos programas e espa&ccedil;os destinados a toda a popula&ccedil;&atilde;o.</P>    <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<P> <B>Programas ambientais</B> </P>    <P>Nesta categoria destacamos os parques urbanos existentes nos 3 munic&iacute;pios (Parque Urbano Rio Diz na Guarda, Parque da Goldra e Jardim do Lago na Covilh&ccedil; e o Parque Urbano de Castelo Branco) que apresentam caracter&iacute;sticas vocacionadas para a pr&aacute;tica de atividades de conv&iacute;vio, recreio, lazer e desporto livre, que podem potenciar a participa&ccedil;&atilde;o e integra&ccedil;&atilde;o das pessoas idosas. Tamb&eacute;m as praias fluviais nestes concelhos funcionam no mesmo sentido, isto &eacute;, se adequadamente utilizadas t&ecirc;m potencialidades para promover pr&aacute;ticas de atividade f&iacute;sica ao ar livre e a&ccedil;&otilde;es sociorrecreativas.</P>    <P>A cria&ccedil;&atilde;o destes espa&ccedil;os verdes pode servir todos os estratos sociais, sendo particularmente valorizados por dotarem as zonas de seguran&ccedil;a e contemplarem pol&iacute;ticas de aproveitamento do ambiente constru&iacute;do, apoio de a&ccedil;&otilde;es comunit&aacute;rias e atividades espec&iacute;ficas de organiza&ccedil;&otilde;es, associa&ccedil;&otilde;es ou individuais. Destacamos como relevante a coloca&ccedil;&atilde;o de instrumentos espec&iacute;ficos para a pr&aacute;tica de atividade f&iacute;sica &laquo;para idosos&raquo; no <I>Parque Urbano Rio Diz</I>, posteriormente designado de &laquo;parque gerontol&oacute;gico&raquo;. Numa perspetiva de &laquo;envelhecimento ativo&raquo;, esta medida promove a segrega&ccedil;&atilde;o dos idosos ao criar dispositivos espec&iacute;ficos para os mais velhos. Outros dispositivos poder&atilde;o ser colocados de modo que todos pratiquem atividade f&iacute;sica e partilhem o mesmo espa&ccedil;o p&uacute;blico. Dois aspetos devem, portanto, ser considerados: i) n&atilde;o segregar os mais velhos e ii) alargar o acesso a todas as idades. Neste ponto de vista, e ao contr&aacute;rio do que prometem, medidas como esta sujeitam-se a ser consideradas inibidoras do exerc&iacute;cio dos direitos de toda a popula&ccedil;&atilde;o, perpetuadoras de situa&ccedil;&otilde;es de desigualdade e fragiliza&ccedil;&atilde;o dos p&uacute;blicos mais vulner&aacute;veis.</P>    <P>Nos programas ambientais foram tamb&eacute;m inclu&iacute;dos projetos de requalifica&ccedil;&atilde;o dos espa&ccedil;os p&uacute;blicos promotores de mobilidade e acessibilidade. Estes programas integram objetivos de preserva&ccedil;&atilde;o de zonas hist&oacute;ricas que refor&ccedil;am a atratividade das cidades. s&atilde;o considerados boas pr&aacute;ticas no ponto de vista da integra&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o, da securiza&ccedil;&atilde;o e da sa&uacute;de. Integram ainda medidas de adequa&ccedil;&atilde;o dos espa&ccedil;os a pessoas com mobilidade condicionada.</P>    <P>Tendo em conta princ&iacute;pios de equidade e redu&ccedil;&atilde;o das desigualdades sociais, tamb&eacute;m as popula&ccedil;&otilde;es carenciadas devem ser inclu&iacute;das nos programas de interven&ccedil;&atilde;o pelas condi&ccedil;&otilde;es sociais e a limita&ccedil;&atilde;o de recursos dispon&iacute;veis<SUP>6</SUP>. As pol&iacute;ticas locais s&atilde;o incumbidas de promover os ambientes residenciais no pressuposto de equidade no acesso aos recursos dispon&iacute;veis.</P>    <P>Consideramos ainda que o leque de medidas deve ser alargado &agrave; garantia de qualidade ambiental, seguran&ccedil;a e preven&ccedil;&atilde;o da criminalidade. Devem incluir-se nesta categoria as interven&ccedil;&otilde;es de engenharia sanit&aacute;ria. Em conjunto com mudan&ccedil;as sociais, econ&oacute;micas e pol&iacute;ticas, estas a&ccedil;&otilde;es contribuem objetivamente para a melhoria da sa&uacute;de p&uacute;blica e das condi&ccedil;&otilde;es de vida e sa&uacute;de das popula&ccedil;&otilde;es<SUP>27</SUP>.</P>    <p>&nbsp;</p>    <P> <B>Programas de a&ccedil;&atilde;o social</B> </P>    <P>Os programas de a&ccedil;&atilde;o social orientam-se para as popula&ccedil;&otilde;es com menos recursos, procurando minimizar as dificuldades socioecon&oacute;micas e responder a necessidades n&atilde;o satisfeitas. Entre as medidas de interven&ccedil;&atilde;o social destacamos as que preconizam descontos nos transportes e uma diversidade de dispositivos p&uacute;blicos de cultura, desporto, educa&ccedil;&atilde;o e lazer, destinados a certos grupos populacionais, entre os quais, todos os cidad&ccedil;os 65 +. Estas medidas s&atilde;o prosseguidas atrav&eacute;s da aplica&ccedil;&atilde;o de Descontos Gerais pela C&acirc;mara Municipal de Castelo Branco ou atrav&eacute;s do Cart&ccedil;o Social, nas autarquias da Guarda e Covilh&ccedil;.</P>    <P>As condi&ccedil;&otilde;es em que decorre o envelhecimento podem dificultar a manuten&ccedil;&atilde;o dos n&iacute;veis de participa&ccedil;&atilde;o social pelo risco de exclus&atilde;o e isolamento social. Medidas desta natureza podem fomentar e incentivar a continuidade da intera&ccedil;&atilde;o social, uma vez que o baixo n&iacute;vel das pens&otilde;es coloca em risco de pobreza um n&uacute;mero crescente de idosos reformados com escassos recursos para superar as dificuldades.</P>    ]]></body>
<body><![CDATA[<P>A pobreza, o isolamento social e a velhice s&atilde;o conceitos relacionados podendo induzir a uma associa&ccedil;&atilde;o err&oacute;nea. Estes programas assumem a exclus&atilde;o e condi&ccedil;&atilde;o carenciada como inerentes &agrave; condi&ccedil;&atilde;o de &laquo;velho&raquo;, n&atilde;o tendo em conta a heterogeneidade associada &agrave; idade. Numa mesma gera&ccedil;&atilde;o encontram-se disparidades ao n&iacute;vel do capital social, escolar, cultural e econ&oacute;mico, que resultam de diferentes trajet&oacute;rias sociais.</P>    <P>Um programa orientado para uma categoria et&aacute;ria suscita quest&otilde;es de equidade intergeracional. As gera&ccedil;&otilde;es mais novas est&atilde;o a ser prejudicadas? n&atilde;o estar&atilde;o a ser beneficiadas pessoas sem necessidades, mas que integram a categoria 65 +- Os mais novos seguem trajetos profissionais prec&aacute;rios e incertos, ou mesmo com dificuldade em ingressar no mercado de trabalho, sujeitando-se a n&atilde;o usufruir dos sistemas de reparti&ccedil;&atilde;o para os quais contribuem.</P>    <P>Por fim, entre os programas sociais evidenciamos uma plataforma de <I>ateliers</I> exclusivos para a popula&ccedil;&atilde;o idosa, que presta servi&ccedil;os gratuitos ou de baixo custo, o Espa&ccedil;o Idades da Covilh&ccedil;. Esta iniciativa pretende ser uma medida inovadora, favorecendo as rela&ccedil;&otilde;es sociais, o acesso a cuidados de sa&uacute;de e a abertura de perspetivas culturais. Como servi&ccedil;os sociais, o projeto disp&otilde;e, por exemplo, de um cabeleireiro, centro de est&eacute;tica, venda de produtos de limpeza e higiene, servi&ccedil;os de tratamento de roupas e ainda uma loja social. Constitui uma iniciativa que generaliza o acesso aos 65 + imputando as propriedades de alguns a todos os velhos. Confunde pobreza com velhice. Identifica um estado de priva&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os que respeitam a toda a popula&ccedil;&atilde;o, mas que aqui s&atilde;o espec&iacute;ficos para os &laquo;velhos&raquo; enquanto categoria carenciada, estere&oacute;tipo social com alta carga negativa. As propriedades reconhecidas em parte da popula&ccedil;&atilde;o s&atilde;o transferidas para todos os que est&atilde;o acima dos 65 anos.</P>    <p>&nbsp;</p>    <P> <B>Programas socioculturais e educacionais</B> </P>    <P>Dentro da diversidade de programas socioculturais, real&ccedil;amos os projetos aut&aacute;rquicos destinados &agrave; cultura e lazer da popula&ccedil;&atilde;o idosa onde se incluem atividades orientadas para a popula&ccedil;&atilde;o institucionalizada. Falamos, por exemplo, das atividades da Biblioteca Municipal de Castelo Branco destinadas a idosos, do projeto &laquo;Ch&aacute; Dan&ccedil;ante&raquo; da autoria do Teatro Municipal da Guarda (organiza&ccedil;&atilde;o que congrega as atividades culturais) e do &laquo;Ch&aacute; com Biscoito&raquo; no Teatro Cine da Covilh&ccedil;.</P>    <P>&Eacute; reconhecida a relev&acirc;ncia das atividades culturais que contribuem para o resgate da cidadania, incentivando a autonomia e a autoexpress&atilde;o. O dinamismo cultural contribui ainda para uma velhice ativa e saud&aacute;vel, importante para que o contexto cultural n&atilde;o exclua os mais velhos. Por&eacute;m, ao serem dirigidas &agrave; popula&ccedil;&atilde;o s&eacute;nior incorrem em segregacionismo da velhice (<I>ageism</I>). Acresce o facto de certas atividades reunirem idosos e crian&ccedil;as em atividades comuns, de forma impessoal, podendo incorrer numa certa infantiliza&ccedil;&atilde;o da velhice. A partilha de atividades intergeracionais poder&aacute; ser prof&iacute;cua em certas condi&ccedil;&otilde;es, em que h&aacute; a vontade rec&iacute;proca e interesses comuns.</P>    <P>Na mesma linha de interven&ccedil;&atilde;o &eacute; de real&ccedil;ar o papel desempenhado pela <I>USALBI</I>, a <I>Universidade de Terceira Idade de Castelo Branco</I>, que re&uacute;ne a grande maioria dos programas aut&aacute;rquicos destinados &agrave; popula&ccedil;&atilde;o mais velha de Castelo Branco, contribuindo para o desenvolvimento social e cultural a partir de iniciativas de associativismo e coopera&ccedil;&atilde;o.</P>    <P>Neste conjunto de programas educacionais e de lazer salientam-se as iniciativas que procuram aliar as ofertas culturais &agrave; integra&ccedil;&atilde;o dos mais velhos, indo ao encontro de tem&aacute;ticas que unam os interesses dos mais diversos p&uacute;blicos, tornando os espa&ccedil;os multigeracionais. Para tal, propomos que se encontrem alternativas a estas defini&ccedil;&otilde;es e programas, tais como a cria&ccedil;&atilde;o de centros culturais e educativos destinados a p&uacute;blicos de todas as idades</P>    <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<P> <B>Programas habitacionais</B> </P>    <P>Entre os projetos habitacionais destacamos os programas de qualifica&ccedil;&atilde;o habitacional para a popula&ccedil;&atilde;o idosa como o Programa de Conforto Habitacional para Pessoas Idosas (PCHI) em Castelo Branco e na Guarda, entre outros. T&ecirc;m como objetivo a melhoria das condi&ccedil;&otilde;es b&aacute;sicas de habitabilidade e determinam as solu&ccedil;&otilde;es poss&iacute;veis de apoio habitacional dos agregados familiares mais carenciados e desfavorecidos, privilegiando os idosos. Apostam, tamb&eacute;m, em servi&ccedil;os gratuitos que cumprem a sua miss&atilde;o de apoio junto da popula&ccedil;&atilde;o com 65 ou mais anos, carenciada ou dependente, atrav&eacute;s da execu&ccedil;&atilde;o de pequenas repara&ccedil;&otilde;es dom&eacute;sticas, como o Bricosolid&aacute;rio na Guarda.</P>    <P>A urg&ecirc;ncia destas medidas decorre da crescente utiliza&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o da habita&ccedil;&atilde;o, que nestes concelhos apresenta muitas insufici&ecirc;ncias n&atilde;o s&oacute; pela degrada&ccedil;&atilde;o e falta de manuten&ccedil;&atilde;o como pelas caracter&iacute;sticas das habita&ccedil;&otilde;es tradicionais em espa&ccedil;o rural. As condi&ccedil;&otilde;es de habitabilidade do espa&ccedil;o dom&eacute;stico s&atilde;o muito prec&aacute;rias, tendo em conta a adversidade das condi&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas (muito frio no inverno e muito calor no ver&ccedil;o), a debilidade dos materiais de constru&ccedil;&atilde;o, as acessibilidades e tamb&eacute;m o isolamento espacial que caracteriza algumas zonas do interior rural como s&atilde;o os 3 concelhos em estudo.</P>    <P>Estes programas constituem interven&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias, cuja implementa&ccedil;&atilde;o nem sempre se traduz em resultados eficientes e, mesmo direcionadas para a popula&ccedil;&atilde;o 65 +, n&atilde;o s&atilde;o promotoras de segrega&ccedil;&atilde;o, apenas fazem coincidir a popula&ccedil;&atilde;o 65 + com popula&ccedil;&atilde;o carenciada.</P>    <p>&nbsp;</p>    <P> <B>Programas de sa&uacute;de</B> </P>    <P>De acordo com o n&uacute;mero reduzido de programas que recolhemos, entendemos que a raz&atilde;o se deve ao facto de a sa&uacute;de se considerar um setor da responsabilidade priorit&aacute;ria dos centros de sa&uacute;de e do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. A escassez de interven&ccedil;&otilde;es justifica-se, assim, pela atribui&ccedil;&atilde;o formal das a&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas em sa&uacute;de a um setor tutelado pelo governo central. Entre as poucas iniciativas de sa&uacute;de ao n&iacute;vel da administra&ccedil;&atilde;o local destacamos o programa Covilh&ccedil; Solid&aacute;ria, que tem por objetivo fornecer apoio domicili&aacute;rio em v&aacute;rias vertentes, alargado aos cuidados de sa&uacute;de como cuidados terap&ecirc;uticos e de enfermagem relativos a certas doen&ccedil;as, ajudas com a toma de medica&ccedil;&atilde;o, acompanhamento, cuidados noturnos e ainda servi&ccedil;os gerais como compras, prepara&ccedil;&atilde;o de refei&ccedil;&otilde;es e servi&ccedil;os de limpeza.</P>    <P>O programa denominado A&ccedil;&otilde;es de Sensibiliza&ccedil;&atilde;o, desenvolvido pelo munic&iacute;pio da Covilh&ccedil;, tem grande abrang&ecirc;ncia nas tem&aacute;ticas orientadas para problemas considerados priorit&aacute;rios na capacita&ccedil;&atilde;o das popula&ccedil;&otilde;es mais velhas e carenciadas. Foram j&aacute; realizadas a&ccedil;&otilde;es de forma&ccedil;&atilde;o como: &laquo;preven&ccedil;&atilde;o contra adversidades clim&aacute;ticas&raquo;, &laquo;trancas &agrave; porta&raquo;, &laquo;respostas sociais para seniores&raquo;, &laquo;sa&uacute;de mental na terceira idade&raquo;, &laquo;alimenta&ccedil;&atilde;o na terceira idade&raquo;, &laquo;mantenha-se saud&aacute;vel&raquo;, &laquo;o idoso e a sexualidade&raquo;, &laquo;contra a viol&ecirc;ncia&raquo; e &laquo;o idoso em seguran&ccedil;a &ndash; o conto do vig&aacute;rio&raquo;.</P>    <P>O crescimento da longevidade e a crescente sanitariza&ccedil;&atilde;o do social colocam o tema sa&uacute;de no centro das preocupa&ccedil;&otilde;es da popula&ccedil;&atilde;o a envelhecer. Pela complexidade e natureza multidisciplinar da sa&uacute;de come&ccedil;am a surgir planos de sa&uacute;de implementados pelo poder municipal. Os governos municipais e as pol&iacute;ticas locais poder&atilde;o vir a ter um importante papel na promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de e preven&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a junto das popula&ccedil;&otilde;es. Contudo, a capacidade de as autarquias agirem em defesa da sa&uacute;de das popula&ccedil;&otilde;es est&aacute; dependente do contexto e das prioridades pol&iacute;ticas<SUP>27</SUP>.</P>    <P>A promo&ccedil;&atilde;o de estilos de vida saud&aacute;veis e da pr&aacute;tica de atividade f&iacute;sica, condi&ccedil;&atilde;o essencial para retardar decl&iacute;nios funcionais, juntamente com programas de melhoria da acessibilidade, qualidade habitacional, interven&ccedil;&otilde;es ao n&iacute;vel da participa&ccedil;&atilde;o e integra&ccedil;&atilde;o social, t&ecirc;m efeitos n&atilde;o s&oacute; em termos de acesso a servi&ccedil;os de sa&uacute;de, como tamb&eacute;m na sa&uacute;de mental. Isto porque &laquo;a desocupa&ccedil;&atilde;o na velhice pode dar espa&ccedil;o a ideias m&oacute;rbidas que tendem a deslizar do inconsciente para o consciente, tendo a depress&atilde;o associada ao envelhecimento adquirido j&aacute; uma dimens&atilde;o preocupante&raquo;<SUP>28</SUP>.</P>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <P> <B>Conclus&atilde;o</B> </P>    <P>O desafio global imposto pelo envelhecimento da popula&ccedil;&atilde;o exige uma resposta pol&iacute;tica de transforma&ccedil;&atilde;o dos aspetos econ&oacute;micos, pol&iacute;ticos, de sa&uacute;de e da vida social, que requer a aplica&ccedil;&atilde;o de uma abordagem hol&iacute;stica do ciclo de vida. Estas novas orienta&ccedil;&otilde;es estrat&eacute;gicas dependem de um equil&iacute;brio entre os diferentes n&iacute;veis de governa&ccedil;&atilde;o<SUP>29</SUP>, envolvendo atores pol&iacute;ticos a todos os n&iacute;veis da a&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica, com particular relev&acirc;ncia para a interven&ccedil;&atilde;o local comunit&aacute;ria.</P>    <P>Os programas analisados evidenciam a exist&ecirc;ncia de preocupa&ccedil;&otilde;es com a problem&aacute;tica do envelhecimento. O n&uacute;mero de programas e a mobiliza&ccedil;&atilde;o de recursos econ&oacute;micos e humanos que envolvem confirmam o reconhecimento do problema e a necessidade em encontrar solu&ccedil;&otilde;es. A multissetorialidade das respostas atesta o envolvimento que ultrapassa as organiza&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas e em especial as c&acirc;maras municipais.</P>    <P>A debilidade encontrada em alguma das interven&ccedil;&otilde;es analisadas reside na perspetiva adotada: a defini&ccedil;&atilde;o dos objetivos baseia-se no crit&eacute;rio idade em detrimento das necessidades. Se por um lado este &eacute; um crit&eacute;rio objetivo, que permite identificar facilmente a popula&ccedil;&atilde;o alvo, por outro lado incorre na perversidade de imputar ao todo as propriedades reconhecidas apenas em alguns, caindo no que &eacute; j&aacute; identificado como idadismo (<I>ageism</I>), isto &eacute;, descrimina&ccedil;&atilde;o a partir da idade.</P>    <P>O crit&eacute;rio da idade e da segrega&ccedil;&atilde;o relacionada com a idade &eacute; parte integrante da raiz dos problemas associados ao envelhecimento demogr&aacute;fico, no pressuposto de que a discrimina&ccedil;&atilde;o a partir da idade &eacute; a ant&iacute;tese da participa&ccedil;&atilde;o, integra&ccedil;&atilde;o<SUP>29</SUP>, um dos 3 pilares do envelhecimento ativo. A continuarem no mesmo sentido, as interven&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas locais ir&ccedil;o estar enviesadas pela perspetiva. A substitui&ccedil;&atilde;o do crit&eacute;rio da idade pelo crit&eacute;rio das necessidades &eacute; uma das condi&ccedil;&otilde;es centrais para a adequa&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas aos desafios que j&aacute; enfrentamos relativos ao envelhecimento das popula&ccedil;&otilde;es.</P>    <P>Adotar uma perspetiva integrada do curso de vida, promover a flexibiliza&ccedil;&atilde;o face &agrave; diversidade, fomentar a articula&ccedil;&atilde;o institucional e organizacional s&atilde;o condi&ccedil;&otilde;es essenciais para promover a otimiza&ccedil;&atilde;o de recursos. A promo&ccedil;&atilde;o de atividade f&iacute;sica deve come&ccedil;ar na escola, prosseguir na idade adulta e continuar no decurso do envelhecimento. A flexibiliza&ccedil;&atilde;o aliada &agrave; diversidade de possibilidades cria as condi&ccedil;&otilde;es para maior efici&ecirc;ncia. A preven&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a, a promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de e do bem-estar geral s&atilde;o considerados vetores essenciais, entre outros, para a promo&ccedil;&atilde;o do bem-estar na &uacute;ltima fase do ciclo de vida. A otimiza&ccedil;&atilde;o dos recursos, individuais e coletivos, dever&aacute; constituir-se como um objetivo para contrariar os riscos associados ao envelhecimento e evitar o aumento dos custos em recursos humanos e financeiros que decorrem do envelhecimento demogr&aacute;fico.</P>    <P>&Eacute; de salientar a necessidade da ado&ccedil;&atilde;o de uma perspetiva que reconhe&ccedil;a a diversidade individual, considerando o contexto intergeracional e a exist&ecirc;ncia de trajet&oacute;rias de vida conduzidas de forma diferenciada, n&atilde;o se dissociando da desigual distribui&ccedil;&atilde;o dos recursos econ&oacute;micos, educativos, sociais e culturais. Numa popula&ccedil;&atilde;o diversificada em termos de idade, capacidades, etnia e cultura, o desafio consiste em otimizar os recursos de que disp&otilde;em satisfazendo simultaneamente as suas necessidades<SUP>6</SUP>. A concretiza&ccedil;&atilde;o destes objetivos est&aacute; dependente de tomadas de Decis&atilde;o que n&atilde;o excluam da esfera do debate p&uacute;blico os grupos minorit&aacute;rios que n&atilde;o se veem representados. As institui&ccedil;&otilde;es e organiza&ccedil;&otilde;es locais, c&acirc;maras municipais, centros de sa&uacute;de, associa&ccedil;&otilde;es, IPSS, farm&aacute;cias, escolas, servi&ccedil;os de seguran&ccedil;a, bombeiros e a sociedade civil constituem o enquadramento em que se movem os protagonistas da a&ccedil;&atilde;o local. As medidas de interven&ccedil;&atilde;o dever&ccedil;o ter em conta as necessidades emergentes, as aspira&ccedil;&otilde;es da popula&ccedil;&atilde;o e a otimiza&ccedil;&atilde;o dos recursos dispon&iacute;veis.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P> <B>Refer&ecirc;ncias</B> </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>1. Active ageing: A policy framework. WHO, (2002) </P>     <!-- ref --><P>2. M.J. B&aacute;rrios. Programas de interven&ccedil;&atilde;o municipal orientados para a promo&ccedil;&atilde;o do envelhecimento ativo. Faculdade de Ci&ecirc;ncias M&eacute;dicas. Universidade Nova de Lisboa, (2011) &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S0870-9025201400020000900001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>3. A. Tarlov. Social determinants of health: The sociobiological translation. Routledge, (1996) pp. 71-93&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S0870-9025201400020000900002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>4. P. Braveman, S. Egerter, D. Williams. The social determinants of health: Coming of age. Annu Rev. Public Health.. 2011;32:381-98&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S0870-9025201400020000900003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>5. A. Walker. A strategy for active ageing. Int Soc Security Rev.. 2002;55:121-39&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S0870-9025201400020000900004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>6. P. Edwards, A. Tsouros. Promoting physical activity and active living in urban environments: The role of local governments. World Health Organization, (2006) &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S0870-9025201400020000900005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>7. A. Walker. Ageing Europe: Challenges for policy and research. Springer, (2006) pp. 231-244&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S0870-9025201400020000900006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>8. A. Walker, T. Maltby. Active ageing: A strategic policy solution to demographic ageing in the European Union. Int J Soc Welf.. 2012;21:117-30&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S0870-9025201400020000900007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>9. K. Boudiny. Active ageing: From empty rhetoric to effective policy tool. Ageing Soc.. 2013;33:1077-98&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S0870-9025201400020000900008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>10. P. Santana, C. Costa, R. Santos, A. Loureiro. O papel dos espa&ccedil;os verdes urbanos no bem-estar e sa&uacute;de das popula&ccedil;&otilde;es. Rev Estudos Demogr&aacute;ficos.. 2010;48:5&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S0870-9025201400020000900009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>11. Swedish National Institute of Public Health. Healthy ageing: A challenge for Europe: The Healthy Ageing Project. Swedish National Institute of Public Health, (2007) &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S0870-9025201400020000900010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>12. Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian. Guia global das cidades amigas das pessoas idosas. FCG, (2009) &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S0870-9025201400020000900011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>13. J. Sim&otilde;es. Construindo a cidade saud&aacute;vel. Edi&ccedil;&otilde;es Almedina, (2007) pp. 39-48&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S0870-9025201400020000900012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>14. World Health Organization. Zagreb Declaration for Healthy Cities: Health and health equity in all local policies. WHO, (2009) &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S0870-9025201400020000900013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><P>15. Seixal: Rede Portuguesa de Cidades Saud&aacute;veis. 2013;</P>     <!-- ref --><P>16. A. Fernandes. Velhice e sociedade: demografia. Fam&iacute;lia e pol&iacute;ticas sociais em Portugal, Celta Editora, (1997) &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S0870-9025201400020000900014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>17. L. Pimentel. A presta&ccedil;&atilde;o de cuidados a pessoas idosas dependentes: uma an&aacute;lise das rela&ccedil;&otilde;es familiares intergeracionais e de germanidade. ISCTE. Instituto Universit&aacute;rio de Lisboa, (2007) &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S0870-9025201400020000900015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>18. P. Gil. Her&oacute;is do quotidiano: din&acirc;micas familiares na depend&ecirc;ncia. Edi&ccedil;&atilde;o da Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian, (2010) &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S0870-9025201400020000900016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>19. C. Pa&uacute;l. Tend&ecirc;ncias atuais e desenvolvimentos futuros da gerontologia. Lidel, (2012) pp. 1-17&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S0870-9025201400020000900017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>20. A. Fonseca. Desenvolvimento psicol&oacute;gico e processos de transi&ccedil;&atilde;o-adapta&ccedil;&atilde;o no decurso do envelhecimento. Lidel, (2012) pp. 95-106&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S0870-9025201400020000900018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>21. O. Ribeiro. G&eacute;nero e envelhecimento. Lidel, (2012) pp. 231-253&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S0870-9025201400020000900019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>22. M. Almeida. Promo&ccedil;&atilde;o da Sa&uacute;de depois dos 65 anos: elementos para uma pol&iacute;tica integrada de envelhecimento. Escola Nacional de Sa&uacute;de P&uacute;blica. Universidade Nova de Lisboa, (2009) &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S0870-9025201400020000900020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>23. P. Machado. As malhas que a (c)idade tece: mudan&ccedil;a social. Envelhecimento e velhice em meio urbano, Faculdade de Ci&ecirc;ncias Sociais e Humanas. Universidade Nova de Lisboa, (2004) &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S0870-9025201400020000900021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>24. P. Feio, J. Chorincas. Governa&ccedil;&atilde;o territorial e inova&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas. Prospectiva e Planeamento. 2009;16:137-57&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S0870-9025201400020000900022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>25. Instituto Nacional de Estat&iacute;stica. Proje&ccedil;&otilde;es de popula&ccedil;&atilde;o residente em Portugal: 2008-2060. INE, (2009) &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S0870-9025201400020000900023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><P>26. Instituto Nacional de Estat&iacute;stica. Censos. INE, (2011 (citado 12 Set 2013)) </P>     <!-- ref --><P>27. P. Collins, M. Hayes. The role of urban municipal governments in reducing health inequities: A meta-narrative mapping analysis. Int J Equity Health.. 2010;9:13&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S0870-9025201400020000900024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>28. A. Fernandes. Quest&otilde;es demogr&aacute;ficas: demografia e sociologia da popula&ccedil;&atilde;o. Edi&ccedil;&otilde;es Colibri, (2008) &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S0870-9025201400020000900025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>29. S. Ney. Active aging policy in Europe: Between path dependency and path departure. Ageing Int.. 2005;30:325-33&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S0870-9025201400020000900026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<P><B>Conflito de interesses</B> </P>    <P>Os autores declaram n&atilde;o haver conflito de interesses.</P>     <p>&nbsp;</p>     <p><i><a href="#topc00">**</a><a name="c00"></a>Autor para correspond&ecirc;ncia.</i>. <a href="mailto:majbarrios@gmail.com">majbarrios@gmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <P>     <P>Recebido 12 de Novembro de 2013.Aceito 18 de Setembro de 2014</P>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>NOTAS</p></b>     <P><a href="#topc0">*</a><a name="c0"></a> Este trabalho tem por base a investiga&ccedil;&atilde;o realizada e apresentada como disserta&ccedil;&atilde;o no Mestrado em Sa&uacute;de e Envelhecimento, Faculdade de Ci&ecirc;ncias M&eacute;dicas, Universidade Nova de Lisboa, com o t&iacute;tulo Programas de interven&ccedil;&atilde;o municipal orientados para a promo&ccedil;&atilde;o do envelhecimento ativo, 2011.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><Sup><a name="2"></a><a href="#top2">b</a></Sup>  &Iacute;ndice de envelhecimento = (65 +/0-14) * 100.</P>     <P><Sup><a name="3"></a><a href="#top3">c</a></Sup>  &Iacute;ndice de depend&ecirc;ncia de idosos = (65 +/15-64) * 100.</P>      ]]></body><back>
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