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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Saúde Pública]]></journal-title>
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<article-id pub-id-type="doi">10.1016/j.rpsp.2014.06.003</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Promover uma cultura de segurança em cuidados de saúde primários]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Promoting a Culture of Safety in Primary Health Care]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The quality of Portuguese health system response from the perspective of the citizen, is still far from achieving a reasonable level of satisfaction, contributing for that a poor safety culture in the Portuguese health services and particularly in primary care where this issue has not been, to date, included in the priorities of those who organizes and provides this type of care. This article presents a review of the literature on the subject of safety culture in healthcare organizations, basing the relevance of its implementation in primary care.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Cultura de segurança]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <P align="right"><b>ARTIGO DE REVIS&Atilde;O</b></P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Promover uma cultura de seguran&ccedil;a em cuidados de sa&uacute;de prim&aacute;rios</B></P>     <P><B>Promoting a Culture of Safety in Primary Health Care</B></P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Carla Maria Ferreira Guerreiro da Silva Mendes<SUP>a</SUP><SUP>b</SUP><a href="#c0">*</a><a name="topc0"></a>, Fernando Fausto Margalho Barroso<SUP>c</SUP><SUP>d</SUP></B> </P>     <P>a Comiss&atilde;o de Qualidade e Seguran&ccedil;a/Comiss&atilde;o de Seguran&ccedil;a do doente, Agrupamento de Centros de Sa&uacute;de Lisboa Central, Unidade de Sa&uacute;de Familiar, Lisboa, Portugal</P>     <P>b Departamento de Enfermagem, Escola Superior de Sa&uacute;de da Cruz Vermelha Portuguesa, Lisboa, Portugal</P>     <P>c Comiss&atilde;o de Qualidade e Seguran&ccedil;a do Doente/Grupo de Indicadores, Auditoria e Risco Cl&iacute;nico, Centro Hospitalar de Set&uacute;bal, Set&uacute;bal, Portugal</P>     <P>d Divis&atilde;o de Seguran&ccedil;a do Doente, Departamento da Qualidade na Sa&uacute;de, Dire&ccedil;&atilde;o Geral da Sa&uacute;de, Lisboa, Portugal</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <P> <B>RESUMO</B> </P>     <P>     <P>A qualidade de resposta do sistema de sa&uacute;de portugu&ecirc;s, na perspetiva do cidad&atilde;o, est&aacute; ainda longe de alcan&ccedil;ar um n&iacute;vel razo&aacute;vel de satisfa&ccedil;&atilde;o, contribuindo para tal uma deficiente cultura de seguran&ccedil;a nos servi&ccedil;os de sa&uacute;de portugueses e em particular nos cuidados de sa&uacute;de prim&aacute;rios, onde esta tem&aacute;tica n&atilde;o tem sido inclu&iacute;da nas prioridades de quem organiza e presta este tipo de cuidados. O presente artigo apresenta uma revis&atilde;o de literatura sobre o tema da cultura de seguran&ccedil;a nas organiza&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de, fundamentando a pertin&ecirc;ncia da sua implementa&ccedil;&atilde;o nos cuidados de sa&uacute;de prim&aacute;rios.</P>     <P> <B>Palavras-chave</B>: Cultura de seguran&ccedil;a. Seguran&ccedil;a do doente. Cuidados de sa&uacute;de prim&aacute;rios.</P>      <p>&nbsp;</p>     <P> <B>ABSTRACT</B> </P>     <P>     <P>The quality of Portuguese health system response from the perspective of the citizen, is still far from achieving a reasonable level of satisfaction, contributing for that a poor safety culture in the Portuguese health services and particularly in primary care where this issue has not been, to date, included in the priorities of those who organizes and provides this type of care. This article presents a review of the literature on the subject of safety culture in healthcare organizations, basing the relevance of its implementation in primary care.</P> </P>     <P> <B>Keywords</B>: Safety Culture. Patient Safety. Primary Health Care. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>    <p>&nbsp;</p><B>Introdu&ccedil;&atilde;o</B> </P>    <P>O tema da seguran&ccedil;a do doente tornou-se, nas &uacute;ltimas 2 d&eacute;cadas, uma quest&atilde;o central nas agendas de muitos pa&iacute;ses da Europa e um pouco por todo o Mundo. Reconhece-se que a mudan&ccedil;a permanente das condi&ccedil;&otilde;es de trabalho (doentes mais complexos, rota&ccedil;&atilde;o de profissionais, evolu&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica permanente), associada a um n&iacute;vel de exig&ecirc;ncia cada vez maior dos utilizadores do sistema de sa&uacute;de, pode amea&ccedil;ar o funcionamento da melhor equipa e a excel&ecirc;ncia do melhor profissional. Desta forma, os aspetos relacionados com a seguran&ccedil;a do doente, enquanto componente chave da qualidade dos cuidados de sa&uacute;de, t&ecirc;m assumido uma crescente preocupa&ccedil;&atilde;o para as organiza&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de, para os decisores pol&iacute;ticos, para os profissionais de sa&uacute;de, cuja principal <I>miss&atilde;o</I> consiste na presta&ccedil;&atilde;o de cuidados com elevado n&iacute;vel de efetividade, efici&ecirc;ncia e baseados na melhor evid&ecirc;ncia dispon&iacute;vel, como para os utentes e suas fam&iacute;lias que desejam sentir-se confiantes e seguros<SUP>1</SUP>.</P>    <P>Contudo, a investiga&ccedil;&atilde;o em seguran&ccedil;a do doente n&atilde;o tem ainda, na opini&atilde;o de v&aacute;rios autores, a aten&ccedil;&atilde;o merecida ou desej&aacute;vel. Encontra-se, de uma forma geral, a dar os seus primeiros passos, sendo que, numa grande parte dos pa&iacute;ses, se carateriza por ser fragmentada e pouco valorizada<SUP>2&ndash;4</SUP>.</P>    <P>Por outro lado, se a maioria das investiga&ccedil;&otilde;es realizadas se t&ecirc;m concentrado nos cuidados hospitalares, a efetividade e a seguran&ccedil;a nos cuidados de sa&uacute;de prim&aacute;rios (CSP), onde ocorrem todos os dias milh&otilde;es de atendimentos na Uni&atilde;o Europeia (UE)<SUP>5</SUP>, t&ecirc;m recebido menos aten&ccedil;&atilde;o<SUP>6</SUP>, o que torna o escasso conhecimento cient&iacute;fico sobre seguran&ccedil;a do doente em CSP precioso para a defini&ccedil;&atilde;o, no imediato, de prioridades de interven&ccedil;&atilde;o neste contexto.</P>    <P>Para a elabora&ccedil;&atilde;o deste artigo recorreu-se &agrave; consulta e an&aacute;lise de uma extensa literatura nacional e internacional sobre o tema, com o principal objetivo de evidenciar a inevitabilidade de promover uma cultura de seguran&ccedil;a nas institui&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de em geral e nos CSP em particular.</P>    <P>    <p>&nbsp;</p><B>(In)Seguran&ccedil;a do doente: um dos principais problemas de sa&uacute;de p&uacute;blica do s&eacute;culo XXI</B> </P>    <P>A defini&ccedil;&atilde;o de alguns conceitos chave sobre seguran&ccedil;a do doente torna-se um importante requisito para uma melhor compreens&atilde;o sobre o tema, principalmente para quem se est&aacute; a iniciar nesta &aacute;rea de conhecimento. Com alguma frequ&ecirc;ncia confundem-se ou utilizam-se como sin&oacute;nimos termos como <I>incidente, erro, evento adverso</I>, que na realidade assumem significados claramente diferentes.</P>    <P>A Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de (OMS) define <I>Seguran&ccedil;a do Doente</I> como &laquo;a redu&ccedil;&atilde;o do risco de danos desnecess&aacute;rios relacionados com os cuidados de sa&uacute;de, para um m&iacute;nimo aceit&aacute;vel&raquo;<SUP>7</SUP>, pois a evid&ecirc;ncia tem-nos demonstrado que os erros s&atilde;o uma constante da pr&aacute;tica de cuidados de sa&uacute;de e ocorrem em qualquer fase do processo de cuidados. Um <I>erro</I> &eacute; a &laquo;falha na execu&ccedil;&atilde;o de uma a&ccedil;&atilde;o planeada de acordo com o desejado ou o desenvolvimento incorreto de um plano&raquo;<SUP>7</SUP>. S&atilde;o, por defini&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o intencionais e podem manifestar-se por pr&aacute;tica da a&ccedil;&atilde;o errada (comiss&atilde;o) ou por n&atilde;o conseguir praticar a a&ccedil;&atilde;o certa (omiss&atilde;o), quer seja na fase de planeamento ou na fase de execu&ccedil;&atilde;o. Um erro pode dar origem a um <I>incidente</I>, definido como um &laquo;evento ou circunst&acirc;ncia que poderia resultar, ou resultou, em dano desnecess&aacute;rio para o doente&raquo;<SUP>7</SUP>, assumindo a designa&ccedil;&atilde;o de <I>incidente com dano</I> ou <I>evento adverso</I>, quando o doente &eacute; lesado.</P>    ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Os eventos adversos podem ser agrupados em ocorr&ecirc;ncias relacionadas com o profissional, com os procedimentos e com o sistema. Nas ocorr&ecirc;ncias relacionadas com o profissional encontramos, por exemplo, as quedas do doente, a infe&ccedil;&atilde;o hospitalar, as &uacute;lceras de press&atilde;o, os erros de administra&ccedil;&atilde;o de medica&ccedil;&atilde;o e utiliza&ccedil;&atilde;o de equipamentos e materiais. Os exemplos de situa&ccedil;&otilde;es relacionadas com os procedimentos podem ser os mesmos, modificando apenas a forma como &eacute; realizada a interven&ccedil;&atilde;o, pois o objetivo do procedimento n&atilde;o &eacute; corretamente planeado. As ocorr&ecirc;ncias relacionadas com o sistema dependem de fatores institucionais, organizacionais e dos recursos materiais e equipamentos dispon&iacute;veis<SUP>8</SUP>.</P>    <P>Segundo Ashid<SUP>9</SUP>, provavelmente os eventos adversos s&atilde;o a maior causa de mortalidade e morbilidade em todo o mundo.</P>    <P>As falhas ao n&iacute;vel da seguran&ccedil;a do doente podem ter diversas implica&ccedil;&otilde;es, entre as quais: a perda de confian&ccedil;a por parte dos utentes/doentes nas organiza&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de e seus profissionais, com consequente degrada&ccedil;&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es entre ambos; o aumento dos custos sociais e econ&oacute;micos, variando a sua dimens&atilde;o na raz&atilde;o direta dos danos causados e da casu&iacute;stica dos mesmos; e a redu&ccedil;&atilde;o da possibilidade de alcan&ccedil;ar os resultados (<I>outcomes</I>) esperados/desejados, com consequ&ecirc;ncias diretas na qualidade dos cuidados prestados<SUP>10,11</SUP>.</P>    <P>Destacam-se como principais custos econ&oacute;micos, sociais e pessoais o aumento de dias de internamento, a redu&ccedil;&atilde;o de produtividade, o sofrimento e desgaste emocional para o doente e fam&iacute;lia e, em &uacute;ltima consequ&ecirc;ncia, a morte, como deram a conhecer alguns dados publicados h&aacute; cerca de 12 anos pelo <I>Institute of Medicine</I>, atrav&eacute;s do relat&oacute;rio <I>&laquo;To err is human: building a safer health care system&raquo;.</I> J&aacute; nessa altura estimava-se que nos Estados Unidos morriam anualmente entre 44-98 mil americanos devido a danos decorrentes dos cuidados de sa&uacute;de e n&atilde;o da sua doen&ccedil;a, implicando uma elevada percentagem de taxa de mortalidade, comparativamente superior &agrave; atribu&iacute;da ao VIH-Sida, cancro da mama ou acidentes de via&ccedil;&atilde;o<SUP>12,13</SUP>.</P>    <P>Simultaneamente, no Reino Unido, o relat&oacute;rio &laquo;<I>An organization with a memory&raquo;</I> revelava que no servi&ccedil;o nacional de sa&uacute;de existiam 850.000 eventos adversos por ano, com custos de 2 bili&otilde;es de d&oacute;lares em dias de internamento adicionais e que as infe&ccedil;&otilde;es hospitalares custavam 1 bili&atilde;o de libras, sendo 15% delas preven&iacute;veis<SUP>14</SUP>.</P>    <P>Em Portugal n&atilde;o existem dados dispon&iacute;veis em rela&ccedil;&atilde;o a esta mat&eacute;ria, no entanto, se se considerar como hip&oacute;tese que os nossos hospitais t&ecirc;m a mesma fiabilidade dos seus cong&eacute;neres americanos, seria poss&iacute;vel estimar entre 1.300-2.900 mortes anuais em consequ&ecirc;ncia de erros cometidos pelos profissionais de sa&uacute;de<SUP>15</SUP>.</P>    <P>Por este motivo, tem-se assistido recentemente a um movimento crescente no sentido de valorizar a investiga&ccedil;&atilde;o nesta &aacute;rea (<I>patient safety research)</I> e tamb&eacute;m na necessidade de desenvolver e avaliar o impacto de solu&ccedil;&otilde;es inovadoras que possam acrescentar valor em termos de ganhos cl&iacute;nicos, sociais e econ&oacute;micos.</P>    <P>De entre os temas priorit&aacute;rios na investiga&ccedil;&atilde;o em seguran&ccedil;a do doente destacam-se: o conhecimento epidemiol&oacute;gico (frequ&ecirc;ncia, causas, tipologia e impacto) dos eventos adversos e o desenvolvimento, implementa&ccedil;&atilde;o e avalia&ccedil;&atilde;o de solu&ccedil;&otilde;es inovadoras. O objetivo subjacente a essas 2 linhas de investiga&ccedil;&atilde;o consiste em obter conhecimento que possibilite a diminui&ccedil;&atilde;o do risco e consequentemente potenciar a seguran&ccedil;a do doente e, simultaneamente, com base na transfer&ecirc;ncia desse conhecimento monitorizar a&ccedil;&otilde;es de melhoria e apoiar as tomadas de decis&atilde;o (pol&iacute;tica e cl&iacute;nica) a n&iacute;vel local, regional, nacional e internacional.</P>    <P>Segundo a OMS<SUP>6</SUP>, a evid&ecirc;ncia sobre seguran&ccedil;a do doente, apesar de muito incipiente, est&aacute; significativamente a contribuir para a crescente compreens&atilde;o das m&uacute;ltiplas formas em que os cuidados podem vir a ser comprometidos. N&atilde;o obstante, para prevenir e/ou evitar os eventos adversos &eacute; fundamental conhec&ecirc;-los, antecip&aacute;-los e, quando ocorrem, notific&aacute;-los, discuti-los, partilh&aacute;-los e aprender com eles.</P>    <P>Um dos sistemas mais comuns de informa&ccedil;&atilde;o de seguran&ccedil;a baseia-se no relato volunt&aacute;rio e confidencial destas ocorr&ecirc;ncias ou de qualquer preocupa&ccedil;&atilde;o de seguran&ccedil;a detetada no trabalho. Este relato tem como objetivos, por um lado, aumentar a sensibilidade aos erros e riscos inerentes ao tipo e local de trabalho, por outro lado, atrav&eacute;s da investiga&ccedil;&atilde;o local do incidente e da an&aacute;lise de v&aacute;rios incidentes agregados gerar informa&ccedil;&atilde;o &uacute;til para corrigir as fragilidades identificadas<SUP>16</SUP>.</P>    ]]></body>
<body><![CDATA[<P>A implementa&ccedil;&atilde;o de um sistema deste tipo implica que as organiza&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de se norteiem pelos princ&iacute;pios de uma cultura de seguran&ccedil;a que torne todas as atividades de cuidado aos utentes/doentes, desde a entrada at&eacute; &agrave; sa&iacute;da do sistema, seguras e redutoras do risco de sofrer eventos adversos<SUP>17</SUP>. Uma <I>cultura de seguran&ccedil;a</I> &eacute; essencialmente uma cultura onde todos est&atilde;o conscientes do seu papel e da sua contribui&ccedil;&atilde;o para a organiza&ccedil;&atilde;o e s&atilde;o respons&aacute;veis pelas consequ&ecirc;ncias das suas a&ccedil;&otilde;es.</P>    <P>Considerando o que refere a <I>Health Consumer Powerhouse</I>, a qualidade de resposta do sistema de sa&uacute;de portugu&ecirc;s, na perspetiva do cidad&atilde;o, est&aacute; ainda longe de alcan&ccedil;ar um n&iacute;vel razo&aacute;vel de satisfa&ccedil;&atilde;o<SUP>18</SUP>, contribuindo para este facto uma deficiente cultura de seguran&ccedil;a nos servi&ccedil;os de sa&uacute;de portugueses e em particular nos CSP, onde esta tem&aacute;tica n&atilde;o tem sido, at&eacute; &agrave; data, sistematicamente inclu&iacute;da nas prioridades de quem organiza e presta este tipo de cuidados.</P>    <P>N&atilde;o podemos continuar na ilus&atilde;o de que os utentes/doentes deixar&atilde;o de ser lesados pelos nossos cuidados se nada fizermos por isso. A melhoria da seguran&ccedil;a do doente requer inevitavelmente mudan&ccedil;a, vontade, esfor&ccedil;o, muita persist&ecirc;ncia, com implica&ccedil;&otilde;es concretas na pr&aacute;tica cl&iacute;nica.</P>    <P>    <p>&nbsp;</p><B>Seguran&ccedil;a do doente: a realidade hospitalar e nos cuidados prim&aacute;rios de sa&uacute;de</B> </P>    <P>Os estudos desenvolvidos sobre esta tem&aacute;tica t&ecirc;m sido fundamentais para o conhecimento da dimens&atilde;o, natureza e (em certa medida) do impacto dos eventos adversos em diversos pa&iacute;ses. Apesar das especificidades destes estudos dificultarem as compara&ccedil;&otilde;es ou replica&ccedil;&otilde;es em m&uacute;ltiplos contextos, a verdade &eacute; que a maioria apresenta conclus&otilde;es similares<SUP>19</SUP>.</P>    <P>De acordo com a Comiss&atilde;o das Comunidades Europeias (CCE), na UE 8-12% dos doentes internados s&atilde;o v&iacute;timas de eventos adversos, 7,5-10,4% t&ecirc;m rea&ccedil;&otilde;es adversas a f&aacute;rmacos e, destas, 28-56% s&atilde;o evit&aacute;veis<SUP>20</SUP>.</P>    <P>Uma recente revis&atilde;o sistem&aacute;tica da literatura sobre a ocorr&ecirc;ncia de eventos adversos em hospitais de pa&iacute;ses desenvolvidos<SUP>4</SUP> aponta para uma taxa de incid&ecirc;ncia que varia entre os 3,7 e os 16,6%. Os autores conclu&iacute;ram tamb&eacute;m que nos doentes em que se confirmou evento adverso o per&iacute;odo de internamento prolongou-se, em m&eacute;dia, 10-12 dias e que 40-70% do seu total eram preven&iacute;veis ou evit&aacute;veis.</P>    <P>Em Portugal, a verdadeira dimens&atilde;o e as consequ&ecirc;ncias associadas &agrave;s falhas na seguran&ccedil;a dos doentes est&aacute; longe de ser conhecida, conforme ficou subjacente na primeira reuni&atilde;o sobre investiga&ccedil;&atilde;o em seguran&ccedil;a do doente, promovida pela OMS em conjunto com a UE, realizada no Porto em 2007.</P>    <P>S&atilde;o v&aacute;rios os fatores que contribuem para esta realidade, nomeadamente a aus&ecirc;ncia de orienta&ccedil;&otilde;es gerais e espec&iacute;ficas que harmonizem as a&ccedil;&otilde;es a desenvolver no sentido de analisar as causas e consequentemente diminuir ou eliminar as falhas que podem desencadear a ocorr&ecirc;ncia de eventos adversos; o predom&iacute;nio de uma cultura de culpabiliza&ccedil;&atilde;o e ostracismo perante as falhas e as suas potenciais consequ&ecirc;ncias, em detrimento de uma cultura de an&aacute;lise e aprendizagem a partir das mesmas; informa&ccedil;&atilde;o escassa, inadequada e de dif&iacute;cil obten&ccedil;&atilde;o<SUP>21</SUP>, dificultando o conhecimento dos fatores subjacentes &agrave; causalidade dos eventos adversos e em geral das falhas na seguran&ccedil;a do doente, assim como a subutiliza&ccedil;&atilde;o do sistema nacional de notifica&ccedil;&atilde;o dos eventos adversos; resumindo, a falta de uma estrat&eacute;gia nacional expl&iacute;cita e consistente para esta problem&aacute;tica, &agrave; semelhan&ccedil;a do que j&aacute; existe em pa&iacute;ses como o Reino Unido, Dinamarca, Su&eacute;cia, Noruega, Austr&aacute;lia, entre outros<SUP>22</SUP>.</P>    ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Por outro lado, a investiga&ccedil;&atilde;o nesta &aacute;rea, em Portugal, encontra-se tamb&eacute;m a dar os primeiros passos. O estudo intitulado &laquo;<I>Seguran&ccedil;a do doente: eventos adversos em hospitais portugueses: estudo piloto de incid&ecirc;ncia, impacto e evitabilidade&raquo;</I><SUP>22</SUP> &eacute; talvez um dos mais importantes neste dom&iacute;nio. Os seus resultados indicam uma realidade n&atilde;o muito diferente da que foi descrita em estudos similares realizados em v&aacute;rios pa&iacute;ses da Europa (Inglaterra, Fran&ccedil;a, Espanha, Dinamarca, Su&eacute;cia e Pa&iacute;ses Baixos), nos Estados Unidos da Am&eacute;rica, na Austr&aacute;lia, no Canad&aacute;, na Nova Zel&acirc;ndia e no Brasil. O referido estudo, realizado em 3 hospitais p&uacute;blicos da regi&atilde;o de Lisboa, teve por base a informa&ccedil;&atilde;o contida nos processos cl&iacute;nicos de uma amostra de 1.669 doentes internados durante o ano de 2009. Os resultados deste estudo apontam para uma taxa de incid&ecirc;ncia de eventos adversos de 11,1%, com um intervalo de confian&ccedil;a de 95% (9,6%; 12,6%). Relativamente ao seu impacto, constatou-se a presen&ccedil;a de dano, incapacidade ou disfun&ccedil;&atilde;o permanente em 5,7% dos casos e em 10,8% ocorreu &oacute;bito. Cerca de 53% das situa&ccedil;&otilde;es de eventos adversos foram consideradas evit&aacute;veis e em 58,7% dos casos houve prolongamento do per&iacute;odo de internamento, com um valor m&eacute;dio de 10,7 dias<SUP>22</SUP>.</P>    <P>Contudo, se considerarmos que a investiga&ccedil;&atilde;o sobre seguran&ccedil;a do doente, relacionada com os cuidados de sa&uacute;de hospitalares, se encontra na primeira inf&acirc;ncia a n&iacute;vel internacional e a dar os primeiros passos a n&iacute;vel nacional, a relacionada com os CSP &eacute; ainda menos desenvolvida na UE, encontrando-se, numa fase inicial, em Portugal.</P>    <P>De uma maneira geral, parece existir a perce&ccedil;&atilde;o de que nos CSP, pelo facto de ser um ambiente dotado de baixa tecnologia, a seguran&ccedil;a do doente n&atilde;o constitui um problema. Na realidade trata-se de uma ideia errada, mais ainda se considerarmos que na UE ocorrem diariamente milh&otilde;es de atendimentos em CSP.</P>    <P>No Reino Unido, cerca de 750.000 utentes por dia recorrem ao seu m&eacute;dico de fam&iacute;lia, na Alemanha realizam-se 1,5 milh&otilde;es de atendimentos por dia nos CSP<SUP>5</SUP> e em Portugal realizaram-se, no ano de 2010, um total de 23.212.118 consultas de cl&iacute;nica geral e familiar, o que representa uma m&eacute;dia de 89.277 consultas por dia e 2,3 consultas por habitante por ano, valor relativamente superior ao n&uacute;mero de consultas de especialidades realizadas em contexto hospitalar (15.752.669) no mesmo per&iacute;odo<SUP>23</SUP>. Estes dados, por si s&oacute;, fundamentam o facto das institui&ccedil;&otilde;es de CSP serem, &agrave; semelhan&ccedil;a dos hospitais, locais prop&iacute;cios &agrave; ocorr&ecirc;ncia de incidentes.</P>    <P>Makeham et al.<SUP>24</SUP> realizaram uma revis&atilde;o sistem&aacute;tica da literatura sobre estudos publicados na &aacute;rea da seguran&ccedil;a do doente em CSP. Conclu&iacute;ram que, nos pa&iacute;ses desenvolvidos, existe uma preval&ecirc;ncia de incidentes relacionados com a falta de seguran&ccedil;a em CSP de 4-24% e que cerca de 45-76% destes s&atilde;o evit&aacute;veis. Nesta revis&atilde;o, alguns dos estudos analisados avaliavam a frequ&ecirc;ncia relativa dos tipos de incidentes que ocorrem mais frequentemente em CSP, apontando para 26-57% relacionados com erros no diagn&oacute;stico, 7-52% relacionados com o tratamento (prescri&ccedil;&atilde;o de medica&ccedil;&atilde;o), 9-56% com os aspetos administrativos/organizacionais e 5-72% com erros de comunica&ccedil;&atilde;o (entre equipa e entre profissionais-utentes/doentes).</P>    <P>Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s consequ&ecirc;ncias destes incidentes, 70-76% representaram quase eventos (incidente que n&atilde;o alcan&ccedil;ou o doente); 13% resultaram em eventos sem danos (incidente que chegou ao doente mas n&atilde;o resultou em danos discern&iacute;veis); 17-39% resultou em dano para o doente e 4% resultou em morte, o que representa uma percentagem elevada para uma consequ&ecirc;ncia t&atilde;o grave. A este respeito, alguns autores referem que os eventos adversos medicamentosos que ocorrem em ambulat&oacute;rio s&atilde;o mais fatais do que aqueles que ocorrem no ambiente hospitalar, porque os doentes em ambulat&oacute;rio n&atilde;o s&atilde;o monitorizados de perto pelos profissionais de sa&uacute;de<SUP>25,26</SUP>.</P>    <P>Um outro estudo desenvolvido no Reino Unido corrobora com a maioria dos resultados anteriormente apresentados. Este estudo sugere que naquele pa&iacute;s existem entre 37-600 incidentes por dia nos CSP e que a generalidade dos incidentes pode ser classificada em 4 &aacute;reas principais: o diagn&oacute;stico, a prescri&ccedil;&atilde;o, a comunica&ccedil;&atilde;o entre os profissionais e os utentes/doentes e aspetos organizacionais. Embora a possibilidade de erro seja grande, o estudo refere ainda que 50% n&atilde;o t&ecirc;m nenhuma consequ&ecirc;ncia, 20% n&atilde;o s&atilde;o clinicamente relevantes e 30% originam dano para o doente, sendo que um ter&ccedil;o destes &uacute;ltimos resulta em consequ&ecirc;ncias graves, incluindo a morte<SUP>5</SUP>.</P>    <P>O estudo APEAS<SUP>27</SUP>, realizado em Espanha e que teve como objetivos melhorar o conhecimento sobre a magnitude, impacto e transcend&ecirc;ncia dos eventos adversos em CSP e aumentar o n&uacute;mero de profissionais envolvidos na cultura de seguran&ccedil;a do doente, entre outros, revelou que, num universo de 96.047 doentes e 452 profissionais, se identificaram 18,63 &permil; <I>(por mil)</I> eventos adversos. Generalizando os resultados, os autores conclu&iacute;ram que, por ano, 7 em cada 100 cidad&atilde;os poderiam ser afetados por um evento adverso relacionado com os cuidados de sa&uacute;de, resultado bastante significativo tendo em conta o n&uacute;mero de contatos que os utentes/doentes estabelecem por ano com as unidades de CSP em todo o mundo, conforme j&aacute; demonstrado.</P>    <P>Em Portugal, salientamos a iniciativa realizada pela Rede M&eacute;dicos Sentinela, em 2005, que procedeu &agrave; notifica&ccedil;&atilde;o volunt&aacute;ria de eventos adversos ocorridos nos centros de sa&uacute;de. Este estudo teve como objetivos identificar o tipo e carater&iacute;sticas de eventos adversos que ocorrem nestas unidades de sa&uacute;de, determinar a sua taxa de incid&ecirc;ncia e desenvolver instrumentos de preven&ccedil;&atilde;o e redu&ccedil;&atilde;o de eventos adversos neste contexto.</P>    <P>Apesar de profissionais altamente motivados para a notifica&ccedil;&atilde;o, apenas 28% dos m&eacute;dicos participantes notificou ao longo de um ano um ou mais eventos adversos, num total de 208 notifica&ccedil;&otilde;es. Este estudo concluiu que mesmo em m&eacute;dicos altamente motivados os eventos adversos n&atilde;o est&atilde;o enraizados como epis&oacute;dios de alerta para a melhoria da pr&aacute;tica cl&iacute;nica e redu&ccedil;&atilde;o dos riscos para os doentes, pelo que o desconhecimento da sua frequ&ecirc;ncia e carater&iacute;sticas deixa-nos fragilizados perante a sua preven&ccedil;&atilde;o<SUP>17</SUP>.</P>    ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Apesar da literatura internacional e nacional consultada ser un&acirc;nime ao concluir que existe ainda um longo caminho a percorrer, quer na produ&ccedil;&atilde;o de mais evid&ecirc;ncia quer na utiliza&ccedil;&atilde;o de abordagens metodol&oacute;gicas (paradigmas, m&eacute;todos e t&eacute;cnicas) que permitam caraterizar com maior rigor e consist&ecirc;ncia esta problem&aacute;tica no contexto dos CSP, bem como determinar a robustez e validade dos resultados alcan&ccedil;ados<SUP>24</SUP>, tamb&eacute;m torna evidente que as quest&otilde;es relacionadas com a seguran&ccedil;a do doente (ou a falta dela) em CSP constituem um problema major, &agrave; semelhan&ccedil;a do que acontece em contexto hospitalar e, como tal, necessitando de uma adequada e urgente interven&ccedil;&atilde;o.</P>    <P>A produ&ccedil;&atilde;o gradual de conhecimento sobre esta mat&eacute;ria tem funcionado como alavanca para o desenvolvimento de algumas iniciativas e pol&iacute;ticas internacionais e nacionais com o objetivo de contribuir para a preven&ccedil;&atilde;o desta problem&aacute;tica.</P>    <P>    <p>&nbsp;</p><B>Iniciativas e pol&iacute;ticas de sa&uacute;de internacionais e nacionais sobre seguran&ccedil;a do doente</B> </P>    <P>A OMS mobilizou-se em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; tem&aacute;tica da seguran&ccedil;a do doente em 2002, na 55&ordf; Assembleia Mundial da Sa&uacute;de. Ap&oacute;s este evento, iniciaram-se os trabalhos de desenvolvimento da taxonomia internacional em seguran&ccedil;a do doente com o primeiro relat&oacute;rio em 2003 e em 2004 &eacute; criada a primeira edi&ccedil;&atilde;o da Alian&ccedil;a Mundial para a Seguran&ccedil;a do Doente, voltada para o desenvolvimento de pol&iacute;ticas e pr&aacute;ticas em prol da seguran&ccedil;a do doente para todos os pa&iacute;ses membros da EU<SUP>28</SUP>.</P>    <P>Em 2005 realizam-se v&aacute;rias confer&ecirc;ncias internacionais sobre seguran&ccedil;a do doente, das quais se destaca a Confer&ecirc;ncia Europeia <I>&laquo;Seguran&ccedil;a do doente &ndash; torn&aacute;-la uma realidade!&raquo;</I>, de onde surgiu uma proposta de trabalho conjunto com a OMS no sentido de criar um banco de solu&ccedil;&otilde;es para a UE dirigido a esta problem&aacute;tica e de onde emanaram v&aacute;rias recomenda&ccedil;&otilde;es, como por exemplo, divulgar boas pr&aacute;ticas nesta &aacute;rea; a utiliza&ccedil;&atilde;o de novas tecnologias; a realiza&ccedil;&atilde;o de registos eletr&oacute;nicos de doentes; a inclus&atilde;o dos aspetos da seguran&ccedil;a na aprendizagem (b&aacute;sica e p&oacute;s?b&aacute;sica) dos profissionais de sa&uacute;de e a implementa&ccedil;&atilde;o de projetos sobre esta tem&aacute;tica ao n&iacute;vel das unidades de cuidados, para que os profissionais de forma aberta e eficiente consigam lidar com as situa&ccedil;&otilde;es de erro e omiss&otilde;es<SUP>29</SUP>.</P>    <P>Em 2009 s&atilde;o conhecidas as Recomenda&ccedil;&otilde;es do Conselho Europeu sobre a seguran&ccedil;a dos doentes, incluindo a preven&ccedil;&atilde;o e o controlo de infe&ccedil;&otilde;es associadas aos cuidados de sa&uacute;de. Ainda neste ano, a Alian&ccedil;a Mundial para a Seguran&ccedil;a do Doente publica o relat&oacute;rio t&eacute;cnico final da Estrutura Concetual da Classifica&ccedil;&atilde;o Internacional sobre Seguran&ccedil;a do Doente, traduzido para Portugu&ecirc;s pela DGS em 2011. Esta estrutura, apesar de n&atilde;o ser ainda uma classifica&ccedil;&atilde;o completa, &eacute; o ponto de partida para melhorar progressivamente uma compreens&atilde;o internacional conjunta de termos e conceitos, permitindo a descri&ccedil;&atilde;o, compara&ccedil;&atilde;o, medi&ccedil;&atilde;o, monitoriza&ccedil;&atilde;o, an&aacute;lise e interpreta&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o de seguran&ccedil;a do doente<SUP>7</SUP>.</P>    <P>A par destas iniciativas e um pouco por todo o mundo, foram sendo criadas v&aacute;rias ag&ecirc;ncias especializadas neste assunto: a <I>National Patient Safety Foundation</I>, a <I>American Society of Health Systems Pharmacists</I>, a <I>Australian Patient Safety Foundation</I>, a <I>National Coordinating Council for Medication Error Reporting and Prevention</I>, entre outras. Todas estas organiza&ccedil;&otilde;es t&ecirc;m em vista um objetivo comum &ndash; melhorar a seguran&ccedil;a dos utilizadores dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de e consequentemente melhorar a qualidade dos cuidados de sa&uacute;de em geral.</P>    <P>No &acirc;mbito dos CSP, destacamos uma das mais importantes iniciativas internacionais que visa aumentar o conhecimento sobre a seguran&ccedil;a do doente neste contexto. Trata-se do projeto europeu LINNEAUS, coordenado pela <I>European Society for Quality in Healthcare</I>. Este projeto, em funcionamento desde 2009, conta com a colabora&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rios pa&iacute;ses europeus, nomeadamente Inglaterra, Dinamarca, Holanda, Alemanha, Espanha, Gr&eacute;cia, &Aacute;ustria, Pol&oacute;nia e Esc&oacute;cia. A sua principal finalidade &eacute; criar uma rede de profissionais e investigadores peritos em seguran&ccedil;a do doente dentro da UE.</P>    <P>Os objetivos deste grupo de trabalho consistem, essencialmente, em:<UL>     ]]></body>
<body><![CDATA[<LI>    <P> a.desenvolver uma taxonomia de incidentes em CSP comum aos diferentes pa&iacute;ses da Europa &ndash; foi elaborado um documento preliminar, com base numa revis&atilde;o sistem&aacute;tica sobre sistemas de classifica&ccedil;&atilde;o j&aacute; existentes, adaptado &agrave;s carater&iacute;sticas dos CSP e submetido a um grupo de especialistas internacionais que elaboraram recomenda&ccedil;&otilde;es sobre o seu conte&uacute;do e estrutura<SUP>30</SUP>, n&atilde;o tendo sido at&eacute; &agrave; data publicada a sua vers&atilde;o final;</P> </LI>     <LI>    <P> b.implementar um sistema universal de relato de eventos adversos no &acirc;mbito dos CSP, ainda em constru&ccedil;&atilde;o;</P> </LI>     <LI>    <P> c.promover a investiga&ccedil;&atilde;o com base em metodologias que permitam comparar resultados;</P> </LI>     <LI>    <P>d.entender os aspetos relacionados com a lideran&ccedil;a e cultura de seguran&ccedil;a nas institui&ccedil;&otilde;es de CSP da Europa &ndash; neste momento um grupo de trabalho dedica-se a avaliar os instrumentos existentes que permitam avaliar a cultura de seguran&ccedil;a nos CSP, para que possam ser aplicados em diferentes contextos europeus. Um exemplo &eacute; o <I>MaPSaFT, AHRQ Medical Office Survey on Patient Safety</I>, que &eacute; um instrumento que permite medir a cultura organizacional no que diz respeito a seguran&ccedil;a do doente em CSP, encontrando-se a ser testado por um grupo de investigadores do projeto LINNEAUS, na Pol&oacute;nia;</P> </LI>     <LI>    <P> e.identificar m&eacute;todos que permitam envolver os utentes/doentes nas iniciativas de seguran&ccedil;a. Na realidade o doente &eacute; o &uacute;nico que est&aacute; presente em todos os momentos do processo de cuidados, isto &eacute;, desde a entrada at&eacute; &agrave; sa&iacute;da do sistema. Parte-se do princ&iacute;pio que estando devidamente informado, a sua participa&ccedil;&atilde;o pode ser vital para que o erro cl&iacute;nico n&atilde;o aconte&ccedil;a;</P> </LI>     ]]></body>
<body><![CDATA[<LI>    <P> f.identificar e divulgar boas pr&aacute;ticas relacionadas com a aprendizagem de erros e eventos adversos e desenvolver ferramentas para a melhoria da seguran&ccedil;a do doente que possam ser usadas por todos os pa&iacute;ses parceiros<SUP>5</SUP>;</P> </LI>     </UL> </P>    <P>A n&iacute;vel nacional, a seguran&ccedil;a do doente tamb&eacute;m n&atilde;o tem sido indiferente &agrave;s mais recentes pol&iacute;ticas de sa&uacute;de. O Despacho n.&deg; 14.223/2009 aprova a Estrat&eacute;gia Nacional para a Qualidade na Sa&uacute;de e determina que &laquo;Consolidadas, que est&atilde;o, a cobertura territorial e a universalidade da presta&ccedil;&atilde;o de cuidados de sa&uacute;de, os desafios da qualidade e da seguran&ccedil;a surgem, em primeiro plano, como uma das principais prioridades do sistema de sa&uacute;de portugu&ecirc;s&raquo;<SUP>31</SUP>.</P>    <P>Em Fevereiro de 2009 &eacute; criado o Departamento da Qualidade integrado na DGS, competindo-lhe, entre outras, a fun&ccedil;&atilde;o de criar e coordenar atividades e programas de promo&ccedil;&atilde;o da seguran&ccedil;a do doente, incluindo-se aqui a sua responsabilidade pelo desenvolvimento do atual Programa Nacional de Acredita&ccedil;&atilde;o das institui&ccedil;&otilde;es do Servi&ccedil;o Nacional de Sa&uacute;de, que se trata de um processo formal de assegurar a presta&ccedil;&atilde;o de cuidados de sa&uacute;de seguros e de elevado n&iacute;vel de qualidade<SUP>32</SUP>.</P>    <P>Neste processo de busca da excel&ecirc;ncia/acredita&ccedil;&atilde;o, as institui&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de portuguesas candidatas viram-se obrigadas a uma mudan&ccedil;a na sua cultura organizacional, na medida em que novas preocupa&ccedil;&otilde;es surgiram, como por exemplo, a gest&atilde;o do risco, que passou a fazer parte dos objetivos da organiza&ccedil;&atilde;o, criando-se departamentos para a mesma, com equipas pr&oacute;prias.</P>    <P>Apesar da exist&ecirc;ncia desta base legal e normativa, em Portugal, o n&uacute;mero de institui&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de acreditadas est&aacute; aqu&eacute;m do desej&aacute;vel e &eacute; praticamente inexistente em CSP. Segundo dados do INE, em 2010 existiam em Portugal 127 hospitais p&uacute;blicos e 376 centros de sa&uacute;de, com um total de 1.225 unidades/extens&otilde;es<SUP>23</SUP>. Dos primeiros, 15 foram acreditados at&eacute; ao presente e dos segundos apenas 3 Unidades de Sa&uacute;de Familiar (USF) (USF de Valongo; USF Dafundo, em Alg&eacute;s-oeiras, e USF Gr&atilde;o Vasco, em Viseu) foram acreditadas pelo modelo oficial do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de designado por <I>Agencia de Calidad Sanitaria de Andaluc&iacute;a</I><SUP>33</SUP>. Esta realidade demonstra a exist&ecirc;ncia de uma deficiente cultura de qualidade e consequentemente de seguran&ccedil;a nas organiza&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de em Portugal.</P>    <P>N&atilde;o obstante, a Miss&atilde;o para os CSP &ndash; Plano estrat&eacute;gico 2010-2011<SUP>33</SUP>, considera como objetivos primordiais a atingir: cuidados de sa&uacute;de de qualidade para todos os cidad&atilde;os; recompensa pelas boas pr&aacute;ticas profissionais e efici&ecirc;ncia e sustentabilidade do sistema de sa&uacute;de. Est&atilde;o definidos 5 eixos que se entendem como essenciais para a consolida&ccedil;&atilde;o e conclus&atilde;o da atual reforma dos CSP, dos quais destacamos o Eixo II &ndash; Governa&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica e de sa&uacute;de que &laquo;abrange v&aacute;rios aspetos da condu&ccedil;&atilde;o de um servi&ccedil;o de sa&uacute;de como a efetividade cl&iacute;nica, a auditoria cl&iacute;nica, a gest&atilde;o do risco, a satisfa&ccedil;&atilde;o do utente e o desenvolvimento de compet&ecirc;ncias dos profissionais&raquo;, assumindo como objetivos estrat&eacute;gicos a &laquo;Identifica&ccedil;&atilde;o e implementa&ccedil;&atilde;o, de forma sistem&aacute;tica, de boas pr&aacute;ticas cl&iacute;nicas e gest&atilde;o do risco em todo o ACES&raquo;<SUP>33</SUP>. Neste &acirc;mbito, assume particular import&acirc;ncia a interven&ccedil;&atilde;o dos Conselhos Cl&iacute;nicos e de Sa&uacute;de dos ACES, recentemente atualizada pelo Decreto Lei n.&deg; 253/2012 de 27 de novembro, que define que este &oacute;rg&atilde;o deve assegurar que todos os profissionais do ACES se orientam para a obten&ccedil;&atilde;o de ganhos em sa&uacute;de, garantindo a adequa&ccedil;&atilde;o, a seguran&ccedil;a, a efetividade e a efici&ecirc;ncia dos cuidados de sa&uacute;de prestados, bem como a satisfa&ccedil;&atilde;o dos utentes e dos profissionais.</P>    <P>Apesar de esta reforma ter vindo colocar variados desafios, conduzindo a uma introspe&ccedil;&atilde;o e capacidade de autoan&aacute;lise, autorreflex&atilde;o e cr&iacute;tica sobre uma cultura de seguran&ccedil;a do doente e sobre a qualidade dos cuidados de sa&uacute;de, verifica-se ainda um longo caminho a percorrer, como tamb&eacute;m demonstra a avalia&ccedil;&atilde;o do Plano Nacional de Sa&uacute;de (PNS) 2004-2010, feita pela OMS<SUP>34</SUP>, que identifica que &aacute;reas fundamentais como a quest&atilde;o da sustentabilidade do sistema de sa&uacute;de, os recursos humanos e a qualidade e seguran&ccedil;a dos cuidados n&atilde;o foram objeto de aten&ccedil;&atilde;o neste PNS.</P>    <P>A promo&ccedil;&atilde;o de uma cultura de seguran&ccedil;a do doente n&atilde;o pode por isso ser uma atividade paralela dos programas ministeriais, dos par&aacute;grafos estatut&aacute;rios das institui&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de, dos organigramas dos gestores e at&eacute; das bases de dados dos respons&aacute;veis do risco, mas sim a base de trabalho para toda a pr&aacute;tica cl&iacute;nica.</P>    ]]></body>
<body><![CDATA[<P>O desenvolvimento de uma cultura de seguran&ccedil;a em geral e nos CSP em particular &eacute; sem d&uacute;vida um dos mais importantes desafios que se coloca aos profissionais de sa&uacute;de no imediato.</P>    <P>    <p>&nbsp;</p><B>O desenvolvimento de uma cultura de seguran&ccedil;a em cuidados de sa&uacute;de prim&aacute;rios: o relato volunt&aacute;rio de incidentes</B> </P>    <P>O conceito de cultura de seguran&ccedil;a mais amplamente utilizado &eacute; o da Comiss&atilde;o de Seguran&ccedil;a e Sa&uacute;de do Reino Unido, que define cultura de seguran&ccedil;a como o produto de valores, atitudes, compet&ecirc;ncias e padr&otilde;es de comportamento individuais e de grupo, os quais determinam o compromisso, o estilo e a profici&ecirc;ncia da gest&atilde;o de uma organiza&ccedil;&atilde;o saud&aacute;vel e segura. Segundo esta Comiss&atilde;o, organiza&ccedil;&otilde;es com uma cultura de seguran&ccedil;a positiva caraterizam-se por uma comunica&ccedil;&atilde;o fundada na confian&ccedil;a m&uacute;tua, atrav&eacute;s da perce&ccedil;&atilde;o comum da import&acirc;ncia da seguran&ccedil;a e do reconhecimento da efic&aacute;cia das medidas preventivas<SUP>35</SUP>.</P>    <P>O <I>Council of Europe/committee of ministers</I> reconhece a necessidade de promover a seguran&ccedil;a do doente como um princ&iacute;pio fundamental dos sistemas de sa&uacute;de; que os mesmos princ&iacute;pios de <I>patient safety</I> se aplicam igualmente aos cuidados prim&aacute;rios, secund&aacute;rios e terci&aacute;rios, tal como outros aspetos dos cuidados de sa&uacute;de, como a promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de, preven&ccedil;&atilde;o, tratamento, entre outros<SUP>36</SUP>.</P>    <P>N&atilde;o obstante, no <I>ranking</I> das 20 &aacute;reas priorit&aacute;rias sobre seguran&ccedil;a do doente, para os pa&iacute;ses desenvolvidos, destaca-se, segundo a OMS<I>, &laquo;</I>a cultura de seguran&ccedil;a do doente pouco enraizada&raquo;<SUP>28,37</SUP>.</P>    <P>Contudo, quando se fala em seguran&ccedil;a dos utentes/doentes subentende-se que estamos perante um conceito pragm&aacute;tico e bem delimitado, supostamente f&aacute;cil de identificar, analisar e propor mudan&ccedil;as no sentido da sua redu&ccedil;&atilde;o ou elimina&ccedil;&atilde;o. A realidade apresenta-nos algumas particularidades, que tornam dif&iacute;cil a sua abordagem nas organiza&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de em geral e nos CSP em particular. Este facto deve-se, essencialmente, &agrave; complexidade das organiza&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de, ao car&aacute;ter multifatorial das situa&ccedil;&otilde;es que est&atilde;o por detr&aacute;s das falhas de seguran&ccedil;a (ou seu desconhecimento) e, n&atilde;o menos importante, &agrave; sensibilidade do tema<SUP>38</SUP> ou sobre o tema.</P>    <P>Relativamente &agrave; primeira quest&atilde;o, &eacute; comum referir que a generalidade das organiza&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de se carateriza por serem sistemas de grande complexidade devido a v&aacute;rios fatores, dos quais se destacam:<UL>     <LI>    <P>i) os seus princ&iacute;pios de equidade, universalidade, acessibilidade;</P> </LI>     ]]></body>
<body><![CDATA[<LI>    <P>ii) as carater&iacute;sticas das atividades e processos que desenvolvem, tais como um conjunto de t&eacute;cnicas de diagn&oacute;sticos e/ou terap&ecirc;utica de complexidade tecnol&oacute;gica vari&aacute;vel e realizadas em contextos com in&uacute;meras particularidades;</P> </LI>     <LI>    <P>iii) o facto de estarem inseridas num mercado imperfeito onde a imprevisibilidade da procura &eacute; uma constante;</P> </LI>     <LI>    <P>iv) dotadas de pouco poder de decis&atilde;o, com expetativas por vezes muito elevadas, associado a situa&ccedil;&otilde;es de fragilidade f&iacute;sica, emocional, psicol&oacute;gica e social;</P> </LI>     <LI>    <P>v) as carater&iacute;sticas dos seus profissionais com forma&ccedil;&atilde;o muito espec&iacute;fica; habituados a uma forte componente do trabalho em equipas multidisciplinares; desenvolvendo uma atividade intensa e numa &aacute;rea em constante evolu&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica e cient&iacute;fica.</P> </LI>     </UL> </P>    <P>Nas institui&ccedil;&otilde;es de CSP acresce aos fatores anteriormente apresentados a exist&ecirc;ncia de uma organiza&ccedil;&atilde;o ainda mais heterog&eacute;nea quando comparada com os hospitais, onde a presta&ccedil;&atilde;o de cuidados se desenvolve na comunidade e nos diferentes locais de vida dos utentes, contextos muito particulares e dif&iacute;ceis de controlar, como s&atilde;o exemplo a escola e o local de trabalho.</P>    ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Esta quest&atilde;o tem tamb&eacute;m implica&ccedil;&otilde;es sobre o segundo aspeto que dificulta a abordagem da seguran&ccedil;a dos doentes nos CSP: o car&aacute;ter multifatorial das situa&ccedil;&otilde;es que est&aacute; por detr&aacute;s das falhas de seguran&ccedil;a, que associado &agrave; escassa produ&ccedil;&atilde;o de evid&ecirc;ncia nesta &aacute;rea dificulta o seu conhecimento.</P>    <P>Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; terceira quest&atilde;o sobre a sensibilidade do e sobre o tema, importa referir que a seguran&ccedil;a do doente tem subjacente uma ideia de &laquo;identificar erros para punir culpados&raquo;, tornando-se por isso uma &aacute;rea muito sens&iacute;vel e pouco atrativa &agrave; colabora&ccedil;&atilde;o dos profissionais. Os profissionais de sa&uacute;de n&atilde;o s&atilde;o preparados na sua forma&ccedil;&atilde;o para lidar com os erros, principalmente porque estes s&atilde;o associados a sentimentos de incapacidade, culpa, vergonha e incompet&ecirc;ncia, al&eacute;m do medo de san&ccedil;&otilde;es legais, &eacute;ticas e sociais.</P>    <P>Por outro lado, a sensibilidade para com o tema (ou a sua falta) pode constituir uma importante dificuldade &agrave; sua abordagem, contribuindo para isso a falsa perce&ccedil;&atilde;o de que o tipo de cuidados de sa&uacute;de prestados nos CSP s&atilde;o dotados de grande simplicidade e de pouca tecnologia e s&oacute; por isso a seguran&ccedil;a n&atilde;o constitui um problema<SUP>5</SUP>.</P>    <P>Podemos assim concluir que criar uma cultura de seguran&ccedil;a &eacute; um trabalho &aacute;rduo e n&atilde;o acontece automaticamente. Alguns autores referem a necessidade de existirem 3 subcomponentes fundamentais para o seu desenvolvimento, qualquer que seja o contexto onde os cuidados s&atilde;o prestados. S&atilde;o eles:<UL>     <LI>    <P>i) a exist&ecirc;ncia de uma <I>cultura de reporte;</I> </P> </LI>     <LI> ii) a exist&ecirc;ncia de uma <I>cultura justa</I>;</P> </LI>     <LI>    <P>iii) a seguran&ccedil;a fazer parte dos <I>objetivos estrat&eacute;gicos da institui&ccedil;&atilde;o</I><SUP>4,15,39,40</SUP>.</P> </LI>     </UL> </P>    ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Maamoun<SUP>41</SUP> apresenta uma perspetiva interessante sobre os programas de seguran&ccedil;a do doente, referindo que estes s&atilde;o alicer&ccedil;ados em 4 pilares, designados pelos 4 <I>C</I>s: mudan&ccedil;a na <I>Cultura; Colheita</I> de dados atrav&eacute;s de um sistema de relat&oacute;rios de incidentes; <I>C&aacute;lculo</I> de riscos para os doentes e auditorias <I>Cl&iacute;nicas.</I> Estes pilares est&atilde;o sustentados em 3 atividades essenciais: a engenharia dos fatores humanos, a comunica&ccedil;&atilde;o eficaz e a educa&ccedil;&atilde;o da equipa para a seguran&ccedil;a do doente.</P>    <P>Nesta &oacute;tica, conclu&iacute;mos que a seguran&ccedil;a n&atilde;o se pode centrar numa pessoa, num equipamento ou num servi&ccedil;o. Ela emerge da intera&ccedil;&atilde;o de todos os componentes de um sistema. Melhorar a seguran&ccedil;a depende da compreens&atilde;o e an&aacute;lise dessa intera&ccedil;&atilde;o.</P>    <P>Uma an&aacute;lise cuidada dos fatores desencadeantes do erro mostra que uma s&eacute;rie de incidentes, mesmo numa pr&aacute;tica segura, mas influenciados pelo ambiente de trabalho e pela envolvente organizacional, podem produzir um mau resultado. Desta forma o erro humano deve ser encarado de 2 modos diferentes: o do indiv&iacute;duo e o da organiza&ccedil;&atilde;o.</P>    <P>A abordagem do sistema leva em considera&ccedil;&atilde;o o contexto em que os erros ocorrem, preconizando que os indiv&iacute;duos s&atilde;o fal&iacute;veis e que todas as organiza&ccedil;&otilde;es, incluindo aquelas de excel&ecirc;ncia em seguran&ccedil;a, ir&atilde;o conviver com uma certa taxa de erros. Assim, esta abordagem defende ser prefer&iacute;vel mudar o sistema, de forma a torn&aacute;-lo mais seguro, do que mudar as condi&ccedil;&otilde;es humanas<SUP>42</SUP>. A abordagem do sistema tem sido defendida como a mais efetiva para reduzir o erro e a ocorr&ecirc;ncia de incidentes. A sua implementa&ccedil;&atilde;o remete para a promo&ccedil;&atilde;o de uma cultura de fiabilidade<SUP>15</SUP>, que se carateriza pela gest&atilde;o do inesperado, das oscila&ccedil;&otilde;es, dos incidentes e das rela&ccedil;&otilde;es interpessoais.</P>    <P>Os incidentes ocorrem de forma imprevista e perturbam o desenvolvimento normal do sistema. A gest&atilde;o destes eventos passa pela sua identifica&ccedil;&atilde;o, registo, an&aacute;lise, discuss&atilde;o e preven&ccedil;&atilde;o, numa cultura de responsabilidade e n&atilde;o de culpabiliza&ccedil;&atilde;o.</P>    <P>Nas organiza&ccedil;&otilde;es com um padr&atilde;o de alta fiabilidade, como deveriam ser exemplo as organiza&ccedil;&otilde;es prestadoras de cuidados de sa&uacute;de, o registo do erro com base numa perspetiva de aprendizagem deve ser incentivado como uma atitude proativa preventiva e sistem&aacute;tica de toda a equipa de sa&uacute;de, pela aprendizagem que da&iacute; adv&eacute;m e sobretudo pela mais-valia que a organiza&ccedil;&atilde;o adquire, evitando a sua recorr&ecirc;ncia e aumentando a credibilidade da organiza&ccedil;&atilde;o e dos seus profissionais.</P>    <P>Por&eacute;m, a dificuldade dos profissionais em notificar associa-se principalmente ao medo de puni&ccedil;&atilde;o<SUP>39,43,44</SUP> e ao desconhecimento sobre o objetivo real da notifica&ccedil;&atilde;o<SUP>45</SUP>. Desta forma, refor&ccedil;ar o conhecimento da equipa de sa&uacute;de sobre seguran&ccedil;a do doente atrav&eacute;s da forma&ccedil;&atilde;o, assumindo que o erro em sa&uacute;de existe e &eacute; inerente &agrave; presta&ccedil;&atilde;o de cuidados, compreender os tipos de incidentes, suas causas e consequ&ecirc;ncias; n&atilde;o punir o profissional envolvido; manter o anonimato dos envolvidos e evitar que as informa&ccedil;&otilde;es sobre os eventos adversos sejam utilizadas para a&ccedil;&otilde;es criminais, torna-se essencial para a exist&ecirc;ncia de uma verdadeira cultura de seguran&ccedil;a do doente nas organiza&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de, onde o desenvolvimento de um sistema de notifica&ccedil;&atilde;o de eventos adversos assume particular import&acirc;ncia, sobretudo ao n&iacute;vel da identifica&ccedil;&atilde;o e estabelecimento de estrat&eacute;gias de preven&ccedil;&atilde;o dos eventos adversos<SUP>39</SUP>.</P>    <P>Para que um sistema de registo de incidentes funcione adequadamente &eacute; necess&aacute;rio:<UL>     <LI>    <P>desenvolver uma cultura de responsabiliza&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o de culpabiliza&ccedil;&atilde;o;</P> </LI>     ]]></body>
<body><![CDATA[<LI>    <P>an&aacute;lise dos incidentes com &ecirc;nfase no sistema e n&atilde;o no indiv&iacute;duo;</P> </LI>     <LI>    <P>relato centrado na ocorr&ecirc;ncia, mantendo para fins estritos de notifica&ccedil;&atilde;o o anonimato;</P> </LI>     <LI>    <P>incutir a autoparticipa&ccedil;&atilde;o de eventos nefastos e permitir sempre o retorno de informa&ccedil;&atilde;o para estimular a corre&ccedil;&atilde;o e a melhoria prevenindo novas ocorr&ecirc;ncias de risco &ndash; <I>repetir erros n&atilde;o &eacute; construir experi&ecirc;ncia</I>;</P> </LI>     <LI>    <P>simplifica&ccedil;&atilde;o do sistema de relato: &laquo;poucos itens, mas fundamentais, simplifica&ccedil;&atilde;o do registo e transmiss&atilde;o, em suma, melhoria na comunica&ccedil;&atilde;o&raquo;<SUP>46</SUP>.</P> </LI>     </UL> </P>    <P>Uma comunica&ccedil;&atilde;o aberta sobre os problemas relacionados com a seguran&ccedil;a, um trabalho de equipa eficaz/eficiente e o apoio dos l&iacute;deres organizacionais no estabelecimento da seguran&ccedil;a como uma prioridade s&atilde;o importantes caracter&iacute;sticas da cultura de seguran&ccedil;a do doente. Ou seja, toda esta natureza multidimensional sobre a cultura de seguran&ccedil;a mostra que &eacute; necess&aacute;rio intervir em diversas dimens&otilde;es<SUP>9</SUP>.</P>    ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Em Portugal, a seguran&ccedil;a do doente e a notifica&ccedil;&atilde;o e resolu&ccedil;&atilde;o de eventos adversos, mais do que uma necessidade, deve transformar-se numa rotina e n&atilde;o na exce&ccedil;&atilde;o. &Eacute; urgente implementar mudan&ccedil;as que promovam esta cultura e tornem todas as atividades de cuidado aos doentes, desde a entrada at&eacute; &agrave; sa&iacute;da, seguras e redutoras do risco de sofrer eventos adversos.</P>    <P>Ao n&iacute;vel dos CSP este processo &eacute; ainda mais urgente, dado que a maioria das interven&ccedil;&otilde;es se tem centrado nos cuidados de sa&uacute;de hospitalares.</P>    <P>Desejavelmente, a implementa&ccedil;&atilde;o de um sistema de monitoriza&ccedil;&atilde;o e de preven&ccedil;&atilde;o de eventos adversos ao n&iacute;vel dos ACES deveria ser considerado um indicador de boas pr&aacute;ticas e, provavelmente, no futuro, um fator de contratualiza&ccedil;&atilde;o com os seus clientes diretos: os cidad&atilde;os<SUP>17</SUP>.</P>    <P>    <p>&nbsp;</p><B>Conclus&atilde;o</B> </P>    <P>Num per&iacute;odo de aumento exponencial das expetativas e das exig&ecirc;ncias dos cidad&atilde;os a margem de aceita&ccedil;&atilde;o do insucesso &eacute; muito pequena, pelo que falhas na seguran&ccedil;a n&atilde;o s&atilde;o toleradas nem t&atilde;o pouco compreendidas, o que ali&aacute;s se subentende se se tiver em conta que as falhas na &aacute;rea da sa&uacute;de podem resultar em danos graves ou at&eacute; mesmo em morte, tanto em contexto hospitalar como em CSP.</P>    <P>Neste &uacute;ltimo contexto, ocorrem diariamente milh&otilde;es de atendimentos em toda a UE, por&eacute;m o cliente nem sempre se apresenta na condi&ccedil;&atilde;o de doente, o que n&atilde;o elimina a possibilidade do mesmo ser v&iacute;tima de uma situa&ccedil;&atilde;o de falta de seguran&ccedil;a na presta&ccedil;&atilde;o dos cuidados de sa&uacute;de, contrariando a falsa perce&ccedil;&atilde;o de que nos CSP, por ser um ambiente dotado de baixa tecnologia, a seguran&ccedil;a do doente n&atilde;o constitui um problema! Inevitavelmente os erros existem, quer relacionados com os profissionais quer relacionados com o sistema. S&atilde;o uma constante na pr&aacute;tica cl&iacute;nica e podem ocorrer em qualquer fase do processo da presta&ccedil;&atilde;o de cuidados.</P>    <P>Desta forma, foi nosso objetivo na elabora&ccedil;&atilde;o deste trabalho evidenciar a inevitabilidade de promover uma cultura de seguran&ccedil;a nas institui&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de em geral e nos CSP em particular, tendo em conta que esta tem&aacute;tica, no segundo contexto, se encontra num n&iacute;vel de desenvolvimento muito inferior em rela&ccedil;&atilde;o ao primeiro.</P>    <P>No &acirc;mbito da recente reforma dos CSP, real&ccedil;amos a interven&ccedil;&atilde;o dos Concelhos Cl&iacute;nicos e de Sa&uacute;de dos ACES, que devem atuar como promotores de pr&aacute;ticas e desempenhos profissionais seguros, efetivos e de elevada qualidade, e, por isso, incentivar e facilitar o desenvolvimento de projetos locais na &aacute;rea da seguran&ccedil;a do doente.</P>    <P>A oculta&ccedil;&atilde;o do erro &eacute; por si s&oacute; um evento adverso. A sua preven&ccedil;&atilde;o &eacute; sobretudo um problema de mudan&ccedil;a de atitude e de cultura<SUP>5</SUP>, motivo pelo qual a seguran&ccedil;a do doente n&atilde;o &eacute; uma problem&aacute;tica individual nem de uma categoria profissional, mas de um processo que envolve uma transforma&ccedil;&atilde;o a n&iacute;vel institucional.</P>    ]]></body>
<body><![CDATA[<P>&Eacute; esta transforma&ccedil;&atilde;o que queremos promover nas nossas institui&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de, pelo que esperamos que a interpreta&ccedil;&atilde;o, an&aacute;lise e reflex&atilde;o apresentadas neste artigo possam ser um importante contributo para esta importante miss&atilde;o.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P> <B>Bibliografia</B> </P>     <P>1. Quality of care: A process for making strategic choices in health systems. WHO, (2006) </P>     <!-- ref --><P>2. World Alliance For Patient Safety. Research for patient safety: Better knowledge for safer care. WHO, (2008) &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000157&pid=S0870-9025201400020001000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>3. D.W. Bates, I. Larizgoitia, N. Prasopa-Plaizier, A.K. Jha. Global priorities for patient safety: Research priority setting working group of the WHO World Alliance for Patient Safety. BMJ.. 2009;338:1242-4&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000158&pid=S0870-9025201400020001000002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>4. A.K. Jha, N. Prasopa-Plaizer, I. Larizgoitia, O.W. Bates. Patient safety research: An overview of the global evidence. Qual Saf Health Care.. 2010;19:42-7&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000159&pid=S0870-9025201400020001000003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>5. European Society for Quality in Healthcare. Project LINNAEUS: A classification system for adverse events in healthcare. [Internet]. Limerick: The European Society for Quality in Healthcare; 2009. [citado 20 Out 2012]. Dispon&iacute;vel em: <A href="http://www.esqh.net/sites/default/files/ESQH_public_files/LONDON%2008%20Project%20LINNAEUS%20-%20A%20classification%20system%20for%20adverse%20events%20in%20healthcare.pdf" TARGET="BLANK">http://www.esqh.net/sites/default/files/ESQH_public_files/LONDON%2008%20Project%20LINNAEUS%20-%20A%20classification%20system%20for%20adverse%20events%20in%20healthcare.pdf</A>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000160&pid=S0870-9025201400020001000004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><P>6. Cuidados de Sa&uacute;de Prim&aacute;rios: agora mais que nunca: relat&oacute;rio mundial de sa&uacute;de 2008. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, (2008) </P>     <P>7. Portugal. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Direc&ccedil;&atilde;o Geral da Sa&uacute;de. Estrutura concetual da classifica&ccedil;&atilde;o internacional sobre seguran&ccedil;a do doente. Lisboa: Dire&ccedil;&atilde;o Geral da Sa&uacute;de; 2011.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>8. M. Harada, M. Pedreira, M. Peterlini. O erro humano e a seguran&ccedil;a do paciente. Atheneu, (2006) &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000163&pid=S0870-9025201400020001000005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>9. J. Ashid. Summary of the evidence on patient safety. World Health Organization, (2008) &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000164&pid=S0870-9025201400020001000006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><P>10. Patient safety study: Rapid assessment methods forestimating hazards: Report of a WHO working group meeting. WHO, (2002) </P>     <!-- ref --><P>11. W.R. Wears. Organization and safety in health care. Qual Saf Health Care.. 2004;13:10-1&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000166&pid=S0870-9025201400020001000007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>12. D. Berwick. The science of improvement. JAMA.. 2008;299:1182-4&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000167&pid=S0870-9025201400020001000008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>13. L.T. Kohn, J.M. Corrigan, M.S. Donaldson. To err is human: Building a safer health system: A report of the Committee on Quality of Health Care in America. Institute of Medice., National Academy Press, (2000) &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000168&pid=S0870-9025201400020001000009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><P>14. An organization with a memory. The Stationary Office, (2000) </P>     <!-- ref --><P>15. J. Fragata, L. Martins. O erro em medicina: perpectivas do indiv&iacute;duo da organiza&ccedil;&atilde;o e da sociedade. Almedina, (2004) &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000170&pid=S0870-9025201400020001000010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>16. M. Lage. Seguran&ccedil;a do doente: da teoria &agrave; pr&aacute;tica cl&iacute;nica. Rev Port Sa&uacute;de P&uacute;blica.. 2010;10:11-6&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000171&pid=S0870-9025201400020001000011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>17. M.J. Ribas. Eventos adversos em cuidado de sa&uacute;de prim&aacute;rios: promover uma cultura de seguran&ccedil;a. Rev Port Clinica Geral.. 2010;26:585-9&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000172&pid=S0870-9025201400020001000012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>18. J.M. Ribeiro. Sa&uacute;de: a liberdade de escolher. Gradiva, (2009) &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000173&pid=S0870-9025201400020001000013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>19. W. Mendes, C. Travassos, M. Martins, J. Noronha. Revis&atilde;o dos estudos de avalia&ccedil;&atilde;o da ocorr&ecirc;ncia de eventos adversos em hospitais. Rev. Bras. Epidemiol.. 2005;8:393-406&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000174&pid=S0870-9025201400020001000014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><P>20. Comunica&ccedil;&atilde;o da Comiss&atilde;o ao Parlamento Europeu e ao Conselho sobre a seguran&ccedil;a dos doentes, incluindo a preven&ccedil;&atilde;o e o controlo de infec&ccedil;&otilde;es associadas aos cuidados de sa&uacute;de. Comiss&atilde;o das Comunidades Europeias, (2008) </P>     <!-- ref --><P>21. P. Sousa, A.S. Uva, F. Serranheira. Investiga&ccedil;&atilde;o e inova&ccedil;&atilde;o em seguran&ccedil;a do doente. Rev Port Sa&uacute;de P&uacute;blica.. 2010;10:89-95&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000176&pid=S0870-9025201400020001000015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>22. P. Sousa, A.S. Uva, F. Serranheira, E. Leite, C. Nunes. Seguran&ccedil;a do doente: eventos adversos em hospitais portugueses: estudo piloto de incid&ecirc;ncia, impacte e evitabilidade. Escola Nacional de Sa&uacute;de P&uacute;blica. Universidade Nova de Lisboa, (2011) &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000177&pid=S0870-9025201400020001000016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><P>23. Instituto Nacional de Estat&iacute;stica. Dados estat&iacute;sticos. Base de dados. Sa&uacute;de. Ac&ccedil;&atilde;o desenvolvida. [Internet] Lisboa: Instituto Nacional de Estat&iacute;stica, 2010. [citado 12 Dez 2012]. Dispon&iacute;vel em: <A href="http://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&amp;xpgid=ine_base_dados&amp;contexto=bd&amp;selTab=tab2" TARGET="BLANK">http://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&amp;xpgid=ine_base_dados&amp;contexto=bd&amp;selTab=tab2</A></P>     <!-- ref --><P>24. M. MaKeham, S. Dovey, W. Runciman, I. Larizgoita. Methods and measures used in primary care patient safety research: Results of a literature review. WHO, (2008) &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000179&pid=S0870-9025201400020001000017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>25. D. J&uacute;nior, J. Siqueira, D. Ten&oacute;rio da Silva, L. Almeida, W. Barros da Silva, P. Sousa. Erro medicamentoso em cuidados de sa&uacute;de prim&aacute;rios e secund&aacute;rios: dimens&atilde;o, causas e estrat&eacute;gias de preven&ccedil;&atilde;o. Rev Port Sa&uacute;de P&uacute;blica.. 2010;10:40-6&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000180&pid=S0870-9025201400020001000018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>26. L. Peyton, K. Ramser, G. Hamann, D. Patel, D. Kuhl, L. Sprabery. Evaluation of medication reconciliation in an ambulatory setting before and after pharmacist intervention. J Am Pharm Assoc.. 2010;50:490-5&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000181&pid=S0870-9025201400020001000019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><P>27. Estudio APEAS: estudio sobre la seguridad de los pacientes en Atenci&oacute;n Primaria de Salud. Ministerio de Sanidad y Consumo, (2008) </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>28. World Alliance for Patient Safety. WHO, (2008) </P>     <P>29. Seguran&ccedil;a do doente 17. Ordem dos Enfermeiros, (2005) </P>     <!-- ref --><P>30. K. Klempik, B. Hoffmann, F.M. Gerlech. Patient safety incident classification in primary care: Preliminary recommendations of an expert advisory group. World Health Organization, (2010) &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000185&pid=S0870-9025201400020001000020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><P>31. Despacho n&deg; 14223/2009. DR. 2 <SUP>a</SUP> S&eacute;rie. 120 (2009-06-24). 24667-24669. Procede &agrave; aprova&ccedil;&atilde;o da Estrat&eacute;gia Nacional para a Qualidade na Sa&uacute;de.</P>     <P>32. Portaria n.&deg; 155/2009. DR. 2<SUP>a</SUP> S&eacute;rie. 28 (2009-02-10). Altera as Portarias n.&deg;s 644/2007, de 30 de Maio, que estabelece a estrutura nuclear da Direc&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de e as compet&ecirc;ncias das respectivas unidades org&acirc;nicas, 646/2007, de 30 de Maio, que aprova os Estatutos da Administra&ccedil;&atilde;o Central do Sistema de Sa&uacute;de, I.P., e 660/2007, de 30 de Maio, que fixa o n&uacute;mero m&aacute;ximo de unidades org&acirc;nicas flex&iacute;veis e a dota&ccedil;&atilde;o m&aacute;xima de chefes de equipas multidisciplinares da Direc&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de.</P>     <P>33. Miss&atilde;o para os Cuidados de Sa&uacute;de Prim&aacute;rios. Reforma dos cuidados de sa&uacute;de prim&aacute;rios: plano estrat&eacute;gico 2010-2011. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, (2010) </P>     <P>34. Evaluation of the national health plan of Portugal (2004-2010). WHO, (2010) </P>     <!-- ref --><P>35. UK. Health and Safety Commission. ACSNI Study Group of Human Factors. Organizing for safety:Third report. London: HMSO; 1993.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000190&pid=S0870-9025201400020001000021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <P>36. Recommendation Rec(2006)7 of the Committee of Ministers to member states on management of patient safety and prevention of adverse events in health care. Committee of Ministers. Council of Europe, (2006) </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>37. J. &Oslash;vreteit. Which interventions are effective for improving patient safety? A synthesis of research and policy issues. WHO. HEN. MMC Karolinska Institute, (2009) &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000193&pid=S0870-9025201400020001000022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>38. P. Sousa. Patient safety: a necessidade de uma estrat&eacute;gia nacional. Acta Med Port.. 2006;19:309-18&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000194&pid=S0870-9025201400020001000023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>39. R. Wachter. Compreendendo a seguran&ccedil;a do paciente. Artmed, (2010) &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000195&pid=S0870-9025201400020001000024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><P>40. Keeping patients safe: Transforming the work environment of nurses. Institute of Medicine, (2004) </P>     <!-- ref --><P>41. J. Maamoun. An introdution to patient safety. J Med Imaging Radiation Sci.. 2009;40:123-33&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000197&pid=S0870-9025201400020001000025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>42. J. Reason. Human error: Models and management. BMJ.. 2000;320:768-70&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000198&pid=S0870-9025201400020001000026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>43. A.M. Ques, C.H. Montora, M.G. Gonzales. Fortalezas e amea&ccedil;as em torno da seguran&ccedil;a do paciente segundo a opini&atilde;o dos profissionais de enfermagem. Rev Lat Am Enfermagem.. 2010;18:42-9&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000199&pid=S0870-9025201400020001000027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>44. A. Benson. Creating a culture to support patient safety: The contribution of a multidisciplinary team development programme to collaborative working. Z Evid Fortbild Qual Gesundh Wesen (ZEFQ).. 2010;104:10-7&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000200&pid=S0870-9025201400020001000028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>45. A. Schatkoski, W. Wegner, S. Alegri, E. Pedro. Safety and protection for hospitalized children: Literature review. Rev Lat Am Enfermagem.. 2009;17:410-6&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000201&pid=S0870-9025201400020001000029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>46. J. Fragata. Risco cl&iacute;nico: complexidade e performance. Almedina, (2006) &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000202&pid=S0870-9025201400020001000030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>    <P><B>Conflito de interesses</B> </P>    <P>Os autores declaram n&atilde;o haver conflito de interesses.</P>     <p>&nbsp;</p>     <p><i><a href="#topc0">*</a><a name="c0"></a>Autor para correspond&ecirc;ncia.</i>. <a href="mailto:cguerreiromendes@gmail.com">cguerreiromendes@gmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <P>Recebido 24 de Setembro de 2013.Aceito 24 de Junho de 2014</P>      ]]></body><back>
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