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<article-id pub-id-type="doi">10.1016/j.rpsp.2014.06.002</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Prevalência de excesso de peso nos imigrantes brasileiros e africanos residentes em Portugal]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The aim of this study was to evaluate overweight rates among African and Brazilian immigrants living in Portugal. Participants were first generation immigrant's adults selected trough spatial random sampling. Data was collected in 2007. The sample included 1777 immigrants (adherence rate: 97.9%) (37.8% Brazilian; 53.5% female). Pre-obesity rates were 13.0% and 30.9% (Brazilian) and 32.8% and 36.0% (African) among female and male, respectively. Obesity rates were 7.1% and 7.8% (Brazilian) and 17.8% and 9.1% (African), respectively. Body mass index varies with age, marital status, time of residence in Portugal and nativity. It's essential to follow health indicators in immigrants, in order to design specific public health strategies.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <P align="right"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></P>     <p>&nbsp;</p>     <P><b>Preval&ecirc;ncia de excesso de peso nos imigrantes brasileiros e africanos residentes em Portugal</b></P>     <P><b>Overweight prevalence in Brazilian and African immigrants living in Portugal</b></P>     <p>&nbsp;</p>     <P><b>Beatriz Goul&atilde;o<SUP>a</SUP><SUP>, <a href="#c0">*</a><a name="topc0"></a>, </SUP>, Osvaldo Santos<SUP>a</SUP><SUP>, </SUP>, Violeta Alarc&atilde;o<SUP>a</SUP><SUP>, </SUP>, Rui Portugal<SUP>a</SUP><SUP>, </SUP>, M&aacute;rio Carreira<SUP>a</SUP><SUP>, </SUP>, Isabel do Carmo<SUP>b</SUP><SUP>, </SUP></b> </P>     <P><SUP>a</SUP> Instituto de Medicina Preventiva e Sa&uacute;de P&uacute;blica da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, Lisboa, Portugal</P>     <P><SUP>b</SUP> Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, Lisboa, Portugal</P>     <p>&nbsp;</p>     <P> <B>RESUMO</B> </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>     <P>Avaliou-se, pela primeira vez, a preval&ecirc;ncia de excesso de peso em imigrantes brasileiros e africanos em Portugal. Foram selecionados imigrantes adultos de primeira gera&ccedil;&atilde;o por amostragem aleat&oacute;ria espacial. Os dados foram recolhidos em 2007. A amostra incluiu 1.777 imigrantes (ades&atilde;o: 97,9%) (37,8% brasileiros; 53,5% mulheres). A pr&eacute;-obesidade nos brasileiros foi de 28,0% nas mulheres e 30,9% nos homens; em africanos 32,8 e 36,0%, respetivamente. Na obesidade foi 7,1 e 7,8% (brasileiros) e 17,8 e 9,1% (africanos). O &iacute;ndice de massa corporal varia com: idade, estado civil, anos desde migra&ccedil;&atilde;o e naturalidade. Importa monitorizar os indicadores de sa&uacute;de deste grupo de modo a delinear estrat&eacute;gias de interven&ccedil;&atilde;o.</P>     <P> <B>Palavras-chave</B>: Obesidade. Imigrantes. Sa&uacute;de das minorias. Portugal.</P>     <p></P>     <p>&nbsp;</p>     <P> <B>ABSTRACT</B> </P>     <P>     <P>The aim of this study was to evaluate overweight rates among African and Brazilian immigrants living in Portugal. Participants were first generation immigrant's adults selected trough spatial random sampling. Data was collected in 2007. The sample included 1777 immigrants (adherence rate: 97.9%) (37.8% Brazilian; 53.5% female). Pre-obesity rates were 13.0% and 30.9% (Brazilian) and 32.8% and 36.0% (African) among female and male, respectively. Obesity rates were 7.1% and 7.8% (Brazilian) and 17.8% and 9.1% (African), respectively. Body mass index varies with age, marital status, time of residence in Portugal and nativity. It's essential to follow health indicators in immigrants, in order to design specific public health strategies.</P>     <p></P>     <P> <B>Keywords</B>: Obesity. Immigrants. Minorities&rsquo; health. Portugal. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <P> <B>Introdu&ccedil;&atilde;o</B> </P>     <P>A sa&uacute;de dos imigrantes em Portugal tem sido alvo de poucos estudos epidemiol&oacute;gicos<SUP>1</SUP>, havendo escassa informa&ccedil;&atilde;o e conhecimento relativamente ao estado de sa&uacute;de nestas popula&ccedil;&otilde;es e seus determinantes. As desigualdades socioecon&oacute;micas est&atilde;o associadas a contextos de pobreza, exclus&atilde;o social e a situa&ccedil;&otilde;es laborais prec&aacute;rias, muitas vezes caracter&iacute;sticas das popula&ccedil;&otilde;es migrantes, que podem traduzir-se em reduzidas oportunidades de acesso &agrave; educa&ccedil;&atilde;o, utiliza&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os sociais e de sa&uacute;de. As barreiras culturais e lingu&iacute;sticas, relatadas pelos profissionais de sa&uacute;de, s&atilde;o mais um obst&aacute;culo &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o dos cuidados de sa&uacute;de pelos imigrantes<SUP>2</SUP>. Estas desigualdades determinam diferentes graus de exposi&ccedil;&atilde;o a fatores de risco, que levam a um aumento da vulnerabilidade, com consequ&ecirc;ncias ao n&iacute;vel da sa&uacute;de destas popula&ccedil;&otilde;es<SUP>3,4</SUP>.</P>     <P>Relativamente &agrave; obesidade e doen&ccedil;as cardiovasculares, alguns estudos comparativos entre popula&ccedil;&otilde;es aut&oacute;ctones e popula&ccedil;&otilde;es imigrantes apontam para que as &uacute;ltimas apresentem maiores taxas de preval&ecirc;ncia destas doen&ccedil;as<SUP>3,5</SUP>. Isto nem sempre acontece e tamb&eacute;m tem sido relatado o efeito do imigrante saud&aacute;vel: a popula&ccedil;&atilde;o imigrante chega ao pa&iacute;s de acolhimento com melhores n&iacute;veis de sa&uacute;de do que os nativos do pa&iacute;s acolhedor<SUP>6</SUP>. Existem v&aacute;rias poss&iacute;veis explica&ccedil;&otilde;es para este fen&oacute;meno, incluindo rastreios de sa&uacute;de por parte dos pa&iacute;ses de acolhimento, um comportamento saud&aacute;vel pr&eacute;vio &agrave; imigra&ccedil;&atilde;o, seguido da ado&ccedil;&atilde;o sistem&aacute;tica de comportamentos menos saud&aacute;veis no novo pa&iacute;s e uma autosele&ccedil;&atilde;o dos imigrantes, que tendem a ser mais ricos e saud&aacute;veis do que os restantes nativos n&atilde;o migrantes<SUP>7</SUP>. Este fen&oacute;meno &eacute; relatado em todos os tipos de imigrantes que imigram para pa&iacute;ses como os Estados Unidos da Am&eacute;rica, Canad&aacute; e Austr&aacute;lia &ndash; embora a grande maioria venha de pa&iacute;ses em vias de desenvolvimento, onde os n&iacute;veis de mortalidade e morbilidade s&atilde;o superiores &agrave;queles encontrados nos pa&iacute;ses desenvolvidos. No caso particular do excesso de peso, tem-se verificado uma tend&ecirc;ncia para menor preval&ecirc;ncia deste fator nos imigrantes a viver nos Estados Unidos da Am&eacute;rica<SUP>5</SUP>, Canad&aacute;<SUP>8</SUP>, Austr&aacute;lia<SUP>9</SUP>, It&aacute;lia<SUP>10</SUP>, Israel<SUP>11</SUP>, Holanda<SUP>12</SUP> e Su&eacute;cia<SUP>13</SUP> em compara&ccedil;&atilde;o com os nativos dos mesmos pa&iacute;ses. N&atilde;o se trata de um fen&oacute;meno linear e varia por pa&iacute;s de origem dos imigrantes, assim como por pa&iacute;s de acolhimento dos mesmos<SUP>14</SUP>. Subjacente a um aumento na preval&ecirc;ncia de excesso de peso com o tempo ap&oacute;s a migra&ccedil;&atilde;o, est&aacute; o conceito de acultura&ccedil;&atilde;o e acultura&ccedil;&atilde;o alimentar. A <I>acultura&ccedil;&atilde;o</I> pode ser definida como o processo pelo qual um grupo &eacute;tnico adota padr&otilde;es (por exemplo, cren&ccedil;as, linguagem, alimenta&ccedil;&atilde;o) do grupo de acolhimento/dominante. Pode dizer-se que o conceito de acultura&ccedil;&atilde;o envolve mudan&ccedil;as na atitude e comportamento dos imigrantes<SUP>15</SUP>. <I>Acultura&ccedil;&atilde;o alimentar</I> refere-se ao processo que ocorre quando membros de um grupo minorit&aacute;rio adotam os padr&otilde;es alimentares do pa&iacute;s de acolhimento<SUP>16</SUP>. Diversos fatores influenciam a acultura&ccedil;&atilde;o alimentar, nomeadamente a disponibilidade alimentar, o rendimento, o agregado familiar, as cren&ccedil;as alimentares e religiosas e a gera&ccedil;&atilde;o e idade no momento de migra&ccedil;&atilde;o.</P>     <P>A popula&ccedil;&atilde;o estrangeira a residir, de forma legal, em Portugal tem vindo a aumentar desde 2003 (249.995 imigrantes)<SUP>17</SUP> at&eacute; aos dados mais recentes (relativos a 2011) publicados pelo Servi&ccedil;o de Estrangeiros e Fronteiras (436.822)<SUP>18</SUP>.</P>     <P>Agrupando os imigrantes por pa&iacute;ses de origem, s&atilde;o os imigrantes do Brasil (25,5%) e dos Pa&iacute;ses Africanos de L&iacute;ngua Oficial Portuguesa (PALOP) (24,4%) os que apresentam maior express&atilde;o demogr&aacute;fica em Portugal<SUP>17</SUP>. Este agrupamento &eacute; frequentemente usado em literatura acerca dos imigrantes a viver em Portugal<SUP>19</SUP>. Existem dados relativamente &agrave;s preval&ecirc;ncias de excesso de peso nos pa&iacute;ses de origem destes imigrantes, embora amostras representativas a n&iacute;vel nacional sejam mais escassas e estratifica&ccedil;&otilde;es por estrato social tamb&eacute;m. No entanto, sabe-se que tendencialmente &ndash; e ao contr&aacute;rio daquilo que se verifica nos pa&iacute;ses desenvolvidos &ndash; as pessoas com maior grau de educa&ccedil;&atilde;o e/ou rendimento apresentam uma maior preval&ecirc;ncia de excesso de peso, assim como aquelas que vivem em meio urbano em compara&ccedil;&atilde;o com o meio rural. Isto verificou-se em Mo&ccedil;ambique<SUP>20</SUP> e no Brasil<SUP>21</SUP>.</P>     <P>N&atilde;o existem dados pr&eacute;vios acerca da preval&ecirc;ncia de excesso de peso nos imigrantes brasileiros e africanos a viver em Portugal. O estudo aqui descrito representa um contributo in&eacute;dito para o conhecimento desta preval&ecirc;ncia entre imigrantes com maior representatividade em Portugal, brasileiros e africanos, comparando a mesma com a da popula&ccedil;&atilde;o portuguesa<SUP>22&ndash;24</SUP>.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P> <B>M&eacute;todos</B> </P>     <P>O estudo utilizou dados recolhidos no &acirc;mbito do Projeto de Acesso aos Cuidados de Sa&uacute;de e N&iacute;vel de Sa&uacute;de das Comunidades Imigrantes Africana e Brasileira em Portugal (SAIMI), realizado pelo Instituto de Medicina Preventiva e Sa&uacute;de P&uacute;blica, da Faculdade de Medicina, da Universidade de Lisboa. Este estudo seguiu um desenho observacional seccional e teve por objetivo principal avaliar o acesso aos cuidados de sa&uacute;de dos imigrantes em Portugal. Os dados foram recolhidos em 2007.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>A partir dos distritos com maior propor&ccedil;&atilde;o de imigrantes (Lisboa e Set&uacute;bal, nos quais habitam 43,1 e 10,3% do total dos imigrantes em Portugal, respetivamente<SUP>18</SUP>), foram selecionados os 13 concelhos e 18 freguesias com maior propor&ccedil;&atilde;o de imigrantes (ou seja, os concelhos e freguesias onde habitavam mais imigrantes, comparativamente ao total do distrito, de acordo com os Censos 2001). Em cada um destes concelhos foi feita uma amostragem aleat&oacute;ria simples espacial com a defini&ccedil;&atilde;o de <I>clusters</I> com dimens&atilde;o 50 &times; 50 m<SUP>2</SUP>, atrav&eacute;s do <I>software</I> ArcMap<SUP>25</SUP>. A partir dos 20 <I>clusters</I> assim selecionados, foram constru&iacute;dos mapas para guiar os entrevistadores, treinados e em equipas provenientes da comunidade em causa ou mistas, que se deslocaram ao terreno. Em cada <I>cluster</I> os entrevistadores inclu&iacute;ram todas as habita&ccedil;&otilde;es e, em cada habita&ccedil;&atilde;o, todos os sujeitos eleg&iacute;veis. Este m&eacute;todo permitiu entrevistar imigrantes em situa&ccedil;&atilde;o irregular. Verificou-se uma taxa de participa&ccedil;&atilde;o de 97,9% (n&uacute;mero de entrevistados por n&uacute;mero de contactados). Este m&eacute;todo de amostragem permitiu englobar 98,2 e 90,6% dos imigrantes residentes no distrito de Lisboa e Set&uacute;bal, respetivamente, o que corresponde sensivelmente a metade dos imigrantes a residir em Portugal.</P>     <P>No presente estudo, foram inclu&iacute;dos os sujeitos com idades entre 18-64 anos, imigrantes de 1.<SUP>a</SUP> gera&ccedil;&atilde;o, ou seja, naturais dos PALOP ou do Brasil. Al&eacute;m disso, foi crit&eacute;rio de exclus&atilde;o a n&atilde;o exist&ecirc;ncia de dados de peso e/ou altura que permitissem posteriormente efetuar o calculo do &iacute;ndice de massa corporal (IMC). Atendendo a estes crit&eacute;rios, foram inclu&iacute;dos no estudo 1.980 indiv&iacute;duos. Destes, 244 foram eliminados por terem um valor omisso em qualquer das vari&aacute;veis usadas para a an&aacute;lise. Mais precisamente, 6,8% da amostra inicial tinha a vari&aacute;vel escolaridade omissa, 1,2% tinha a vari&aacute;vel refei&ccedil;&otilde;es interm&eacute;dias omissa, 0,9% tinha a vari&aacute;vel refei&ccedil;&otilde;es principais omissa, 0,3% tinha a vari&aacute;vel estado civil omissa. Realizou-se uma an&aacute;lise de dados omissos explorat&oacute;ria e testaram-se t&eacute;cnicas de imputa&ccedil;&atilde;o simples e m&uacute;ltipla, relativamente &agrave; vari&aacute;vel com maior percentagem de valores omissos &ndash; a escolaridade &ndash;, verificando-se que esta omiss&atilde;o n&atilde;o altera os resultados da regress&atilde;o final.</P>     <P>A recolha de dados foi feita por question&aacute;rio adaptado do 4.&deg; Inqu&eacute;rito Nacional de Sa&uacute;de (INS) (2005/06) aplicado, em contexto de entrevista face a face, no domic&iacute;lio dos participantes. Antes da sua aplica&ccedil;&atilde;o foi realizado um estudo piloto com o objetivo de testar o question&aacute;rio, bem como as estrat&eacute;gias de amostragem. Para esse efeito, o question&aacute;rio foi administrado a 32 participantes. Os dados recolhidos foram validados atrav&eacute;s da reinquiri&ccedil;&atilde;o, por telefone, a uma subamostra aleat&oacute;ria de cerca de 5% dos inquiridos, para controlo de qualidade.</P>     <P>O IMC foi calculado a partir da f&oacute;rmula de Quetelet e recodificado de acordo com os crit&eacute;rios estipulados pela Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de (OMS): baixo peso, eutrofia, pr&eacute;-obesidade (PO) e obesidade<SUP>26</SUP>.</P>     <P>Os dados sociodemogr&aacute;ficos recolhidos e utilizados no presente estudo foram a idade (categorizada em 18-24, 25-34, 35-44, 45-54, 55-64 anos), a escolaridade (categorizada em 0-5, 6-12 e superior a 12 anos de sucesso escolar), o estado civil (categorizada em solteiro, casado ou outro [vi&uacute;vo ou divorciado]) e o n&uacute;mero de anos de resid&ecirc;ncia em Portugal (categorizada em 0-4 anos, 5-9, 10-14, 15 ou mais anos).</P>     <P>Os sujeitos foram questionados quanto ao n&uacute;mero de refei&ccedil;&otilde;es consumidas, que se dividiram em 2 categorias: as principais e as interm&eacute;dias. No caso das primeiras a informa&ccedil;&atilde;o foi obtida da seguinte forma: <I>&laquo;Por refei&ccedil;&otilde;es principais entende-se o pequeno-almo&ccedil;o, almo&ccedil;o e jantar. Quantas refei&ccedil;&otilde;es principais &eacute; que toma habitualmente por dia?&raquo;</I>. No caso das refei&ccedil;&otilde;es interm&eacute;dias a quest&atilde;o foi: <I>&laquo;O/a senhor/a come habitualmente fora das refei&ccedil;&otilde;es principais? Se sim, quantas vezes?&raquo;</I>. A vari&aacute;vel n&uacute;mero de refei&ccedil;&otilde;es principais foi recodificada em 2 categorias: menos de 3 refei&ccedil;&otilde;es e 3 refei&ccedil;&otilde;es. A vari&aacute;vel n&uacute;mero de refei&ccedil;&otilde;es interm&eacute;dias foi recodificada em 4 categorias: 0, 1, 2 e 3 ou mais.</P>     <P>Para o tratamento estat&iacute;stico dos dados foram usadas as aplica&ccedil;&otilde;es inform&aacute;ticas R Studio 2.14 e Microsoft Office Excel 2007.</P>     <P>Para compara&ccedil;&atilde;o de propor&ccedil;&otilde;es foi utilizado o teste Z. Para compara&ccedil;&atilde;o de m&eacute;dias entre amostras independentes usou-se o teste T (bilateral). Para testar a associa&ccedil;&atilde;o entre 2 vari&aacute;veis categ&oacute;ricas utilizou-se o teste do Qui-quadrado ou o teste de Fisher, nos casos que assim o exigissem. Sabe-se que o IMC n&atilde;o tem uma distribui&ccedil;&atilde;o normal, mas sim uma distribui&ccedil;&atilde;o assim&eacute;trica<SUP>27</SUP>. Por esse motivo, foi calculada uma regress&atilde;o, atrav&eacute;s de um modelo linear generalizado cuja vari&aacute;vel resposta (o IMC) tem distribui&ccedil;&atilde;o gama, e obtiveram-se os coeficientes de regress&atilde;o (&#946;) ajustados para as vari&aacute;veis sexo, idade, escolaridade, estado civil e naturalidade. O valor-p (p) usado como refer&ecirc;ncia para a signific&acirc;ncia das diferen&ccedil;as estat&iacute;sticas foi de 0,05.</P>     <P>Este estudo foi conduzido de acordo com as orienta&ccedil;&otilde;es encontradas na Declara&ccedil;&atilde;o de Helsinki e seguiu orienta&ccedil;&otilde;es de boas pr&aacute;ticas na investiga&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica. O consentimento verbal informado foi obtido. Optou-se por n&atilde;o usar o consentimento escrito para garantir a participa&ccedil;&atilde;o de imigrantes em situa&ccedil;&atilde;o irregular que se pudessem sentir constrangidos com o fornecimento da assinatura.</P>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P> <B>Resultados</B> </P>     <P>Participaram neste estudo 1736 indiv&iacute;duos, representando 6 pa&iacute;ses de origem diferentes: Brasil 696 (40,1%); Cabo Verde (CV) 360 (20,7%); Angola 330 (19,0%); Guin&eacute;-Bissau (GB) 181 (10,4%); S&atilde;o Tom&eacute; e Pr&iacute;ncipe (STP) 142 (8,2%); Mo&ccedil;ambique 27 (1,6%). Ao todo, os imigrantes PALOP representam 62,3% da amostra.</P>     <P>Verificaram-se diferen&ccedil;as significativas entre amostras de imigrantes, por origem (brasileiros versus africanos). Cerca de metade dos imigrantes brasileiros eram do sexo feminino (50,3%) e entre imigrantes africanos 55,6% eram mulheres (p = 0,031). A idade m&eacute;dia dos imigrantes brasileiros era de 32,4 &plusmn; 8,9 anos e dos imigrantes africanos 36,1 &plusmn; 11,3 anos (p &lt; 0,001). No caso dos imigrantes brasileiros, a escolaridade m&eacute;dia era de 10,1 &plusmn; 3,1 anos (superior &agrave; dos africanos, com 8,6 &plusmn; 3,7 anos; p &lt; 0,001). Relativamente &agrave; ocupa&ccedil;&atilde;o profissional, 61,9% dos imigrantes africanos exerciam uma profiss&atilde;o mesmo n&atilde;o remunerada e 12,2% estavam desempregados. No caso dos imigrantes brasileiros, 83,6% exerciam uma profiss&atilde;o e 9,7% estavam desempregados (diferen&ccedil;as estatisticamente significativas, p &lt; 0,001 e p = 0,04, respetivamente). Dos imigrantes africanos, 24,8% estavam em situa&ccedil;&atilde;o de visto tempor&aacute;rio e 5,5% em situa&ccedil;&atilde;o irregular. Dos imigrantes brasileiros, 16,8% estavam em situa&ccedil;&atilde;o de visto tempor&aacute;rio e 31,4% em situa&ccedil;&atilde;o irregular (diferen&ccedil;as estatisticamente significativas, p &lt; 0,001 para ambos). Os brasileiros viviam, em m&eacute;dia, h&aacute; menos anos em Portugal do que os africanos (4,0 &plusmn; 3,0 e 13,1 &plusmn; 8,1 anos, respetivamente; p &lt; 0,001). Relativamente &agrave; situa&ccedil;&atilde;o familiar, 64,1% dos imigrantes brasileiros eram casados, enquanto apenas 50,2% dos africanos se encontravam nessa situa&ccedil;&atilde;o (p &lt; 0,001).</P>     <P>Os imigrantes de origem brasileira apresentaram um IMC m&eacute;dio de 24,3 &plusmn; 3,9 kg/m<SUP>2</SUP>, enquanto os africanos tinham 25,5 &plusmn; 4,7 kg/m<SUP>2</SUP> (p &lt; 0,001). A percentagem de brasileiros que afirmaram fazer menos de 3 refei&ccedil;&otilde;es principais por dia foi superior &agrave; dos africanos, com 31,0 versus 24,1% (p = 0,002). Dos imigrantes brasileiros, 33,9% afirmou n&atilde;o fazer nenhum <I>snack</I> ao longo do dia, valor superior ao encontrado para os imigrantes africanos (26,5%) (p = 0,001).</P>     <p>&nbsp;</p>     <P> <B>Excesso de peso nos imigrantes</B> </P>     <P>A <a href ="/img/revistas/rpsp/v33n1/33n1a04t1.jpg">tabela 1</a> apresenta a preval&ecirc;ncia de PO e a preval&ecirc;ncia de obesidade nos imigrantes, por faixa et&aacute;ria, escolaridade, estado civil e anos de resid&ecirc;ncia em Portugal. Os dados apresentam-se para o total da amostra e estratificados por sexo. No final da tabela, podem observar-se as preval&ecirc;ncias totais de PO e de obesidade encontradas para os imigrantes brasileiros e africanos.</P>     
<P>As preval&ecirc;ncias de PO e de obesidade aumentam com a faixa et&aacute;ria. No que diz respeito &agrave; classe de obesidade, a &uacute;ltima categoria da mesma (55-64 anos) apresenta a maior preval&ecirc;ncia, em ambos os sexos. A faixa et&aacute;ria de 45-54 anos apresenta a maior preval&ecirc;ncia de PO, em ambos os sexos. A faixa et&aacute;ria est&aacute; fortemente associada ao excesso de peso tanto nos homens como nas mulheres (p &lt; 0,001) (<a href ="/img/revistas/rpsp/v33n1/33n1a04t1.jpg">tabela 1</a>).</P>     
<P>Os imigrantes com menos de 6 anos de escolaridade apresentam maior preval&ecirc;ncia de PO e obesidade. Estratificando por sexo, os resultados s&atilde;o diferentes. Os homens com escolaridade superior a 12 anos apresentam maior preval&ecirc;ncia de PO, mas a preval&ecirc;ncia de obesidade mais elevada verifica-se naqueles com menos de 6 anos de escolaridade (0-5 anos). No caso das mulheres, s&atilde;o as que t&ecirc;m menor escolaridade (0-5 anos) que apresentam os valores mais elevados de PO e de obesidade. A menor escolaridade encontra-se associada ao excesso de peso na amostra total e nas mulheres imigrantes (p &lt; 0,001). Nos homens, esta associa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o se verifica (<a href ="/img/revistas/rpsp/v33n1/33n1a04t1.jpg">tabela 1</a>). Verifica-se maior percentagem de PO e de obesidade nos casados e nos imigrantes com outro estado civil, em compara&ccedil;&atilde;o com os solteiros (quer para homens quer para mulheres). Esta vari&aacute;vel est&aacute; associada, de forma estatisticamente significativa, ao excesso de peso nos 2 sexos (<a href ="/img/revistas/rpsp/v33n1/33n1a04t1.jpg">tabela 1</a>).</P>     
<P>As mulheres que vivem h&aacute; 15 anos ou mais em Portugal t&ecirc;m maior preval&ecirc;ncia de PO e de obesidade. O mesmo se verifica para os homens, no que diz respeito &agrave; preval&ecirc;ncia de obesidade, mas n&atilde;o de PO (que &eacute; superior naqueles que vivem h&aacute; 10-14 anos no pa&iacute;s). Verifica-se ainda o aumento (n&atilde;o linear) da preval&ecirc;ncia de PO e obesidade com o aumento da categoria de anos de resid&ecirc;ncia em Portugal. Este aumento &eacute; particularmente acentuado nas imigrantes, mas significativo em ambos os casos (<a href ="/img/revistas/rpsp/v33n1/33n1a04t1.jpg">tabela 1</a>).</P>     
]]></body>
<body><![CDATA[<P>A <a href ="/img/revistas/rpsp/v33n1/33n1a04t2.jpg">tabela 2</a> apresenta informa&ccedil;&atilde;o acerca da preval&ecirc;ncia de excesso peso por consumo alimentar, mais precisamente, n&uacute;mero de refei&ccedil;&otilde;es principais e interm&eacute;dias consumidas. O n&uacute;mero de refei&ccedil;&otilde;es principais consumidas n&atilde;o est&aacute; associado ao excesso de peso no total da amostra e no sexo feminino. No entanto, no sexo masculino encontra-se uma associa&ccedil;&atilde;o significativa entre vari&aacute;veis (p = 0,031). No caso do n&uacute;mero de refei&ccedil;&otilde;es interm&eacute;dias, a associa&ccedil;&atilde;o com o excesso de peso &eacute; mais forte e un&acirc;nime &ndash; todos os grupos apresentam uma associa&ccedil;&atilde;o significativa entre as 2 vari&aacute;veis. Isto poder&aacute; refletir as menores preval&ecirc;ncias de PO e obesidade quando o consumo de refei&ccedil;&otilde;es interm&eacute;dias &eacute; superior, ou seja, de 2 refei&ccedil;&otilde;es (no caso da obesidade no total da amostra e nas mulheres) ou 3 ou mais (no caso da PO no total, homens e mulheres e obesidade nos homens). Por outro lado, as maiores preval&ecirc;ncias de PO e obesidade encontram-se naqueles que n&atilde;o consomem refei&ccedil;&otilde;es interm&eacute;dias (no total da amostra e nos homens) ou que consomem uma refei&ccedil;&atilde;o interm&eacute;dia di&aacute;ria (nas mulheres).</P>     
<p>&nbsp;</p>     <P> <B>Excesso de peso por origem</B> </P>     <P>O gr&aacute;fico da <a href="#f1">figura 1</a> apresenta a preval&ecirc;ncia de PO e de obesidade por sexo e origem dos imigrantes.</P>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1"></a> <img src="/img/revistas/rpsp/v33n1/33n1a04f1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <P>Pode constatar-se uma percentagem mais elevada de PO nos homens africanos comparativamente com as mulheres da mesma origem, mas verifica-se o contr&aacute;rio para a categoria da obesidade (PO: p = 0,305; obesidade: p &lt; 0,001). No caso dos imigrantes brasileiros, as percentagens de PO e obesidade s&atilde;o semelhantes nos homens e mulheres (PO: p = 0,383; obesidade: p = 0,615). No geral, as mulheres brasileiras apresentam menor preval&ecirc;ncia de PO e obesidade do que as as mulheres africanas (PO: p = 0,143; obesidade: p &lt; 0,001). Nos homens encontra-se o mesmo fen&oacute;meno, mas as diferen&ccedil;as s&atilde;o marginais (PO: p = 0,151; obesidade: p = 0,596).</P>     <P>Estratificando estes resultados por naturalidade (<a href ="/img/revistas/rpsp/v33n1/33n1a04t3.jpg">tabela 3</a>), pode verificar-se que os homens s&atilde;o-tomenses t&ecirc;m maior preval&ecirc;ncia de PO e os mo&ccedil;ambicanos t&ecirc;m maior preval&ecirc;ncia de obesidade, enquanto os homens brasileiros t&ecirc;m menor preval&ecirc;ncia de PO e os guineenses de obesidade. Relativamente &agrave;s mulheres, s&atilde;o mais uma vez as s&atilde;o-tomenses quem apresenta maior preval&ecirc;ncia de PO e as mo&ccedil;ambicanas de obesidade. A preval&ecirc;ncia mais baixa de PO &eacute; encontrada nas imigrantes mo&ccedil;ambicanas e de obesidade nas imigrantes brasileiras.</P>     
<P>Ajustando um modelo de regress&atilde;o linear, conclui-se que a idade, os anos de resid&ecirc;ncia no pa&iacute;s, a naturalidade s&atilde;o-tomense e o estado civil s&atilde;o fatores associados a um maior IMC. Todas as categorias de faixa et&aacute;ria apresentam um IMC significativamente superior &agrave; categoria refer&ecirc;ncia 18-24 anos (&#946;<SUB>25-34 anos</SUB> = 1,62, p &lt; 0,001; &#946;<SUB>35-44</SUB><SUB>anos</SUB> = 2,50, p &lt; 0,001; &#946;<SUB>45-54</SUB><SUB>anos</SUB> = 2,88, p &lt; 0,001; &#946;<SUB>55-64</SUB><SUB>anos</SUB> = 4,37, p &lt; 0,001). Ser casado est&aacute; associado a um IMC m&eacute;dio superior, comparativamente com ser solteiro (categoria de refer&ecirc;ncia) (&#946; = 0,55, p = 0,019). Aqueles que vivem h&aacute; 10-14 anos (&#946; = 1,15, p = 0,004) ou h&aacute; 15 anos ou mais no pa&iacute;s (&#946; = 1,48, p &lt; 0,001) t&ecirc;m em m&eacute;dia um IMC superior aos que vivem em Portugal h&aacute; menos de 5 anos (categoria de refer&ecirc;ncia). Os imigrantes s&atilde;o-tomenses apresentam um IMC m&eacute;dio superior aos imigrantes brasileiros (categoria de refer&ecirc;ncia, &#946; = 1,21, p = 0,004). O sexo (p = 0,28) e a escolaridade (p<SUB>6-12</SUB><SUB>anos</SUB> = 0,40 e p <SUB>&gt;</SUB> <SUB>12</SUB><SUB>anos</SUB> = 0,48) n&atilde;o est&atilde;o associados ao IMC de forma estatisticamente significativa, neste modelo ajustado para a idade, naturalidade, escolaridade, sexo e anos de resid&ecirc;ncia em Portugal. O R<SUP>2</SUP> obtido foi 15,2%.</P>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P> <B>Discuss&atilde;o</B> </P>     <P>A preval&ecirc;ncia de excesso de peso entre imigrantes a residir em Portugal tem sido muito pouco estudada. O presente estudo procurou caracterizar esta preval&ecirc;ncia, num grupo populacional que reside na zona de maior densidade de imigrantes e que corresponde a 49,9% da popula&ccedil;&atilde;o imigrante estimada para Portugal &agrave; data da recolha dos dados<SUP>18</SUP>. O estudo seguiu um desenho observacional seccional com amostragem aleat&oacute;ria simples espacial. No total, foi analisada informa&ccedil;&atilde;o relativa a 1736 adultos imigrantes, atrav&eacute;s de question&aacute;rio administrado por entrevista face a face. A amostra de imigrantes usada &eacute; representativa dos imigrantes brasileiros e africanos a viver em Lisboa e Set&uacute;bal.</P>     <P>A natureza urbana da amostra implica que os imigrantes se encontrem aglomerados por bairros espec&iacute;ficos &ndash; fen&oacute;meno t&iacute;pico deste tipo de amostra em cidades &ndash;, o que torna a amostra mais realista, mas o processo de acultura&ccedil;&atilde;o mais lento e dif&iacute;cil, facilitando a manuten&ccedil;&atilde;o dos h&aacute;bitos e comportamentos do pa&iacute;s de origem.</P>     <P>Os dados sobre peso e altura foram recolhidos por autorrelato, tratando-se de um limite metodol&oacute;gico. A literatura aponta para uma tend&ecirc;ncia de subestima&ccedil;&atilde;o dos dados de peso e sobrestima&ccedil;&atilde;o da altura, fato verificado em Portugal<SUP>24</SUP> e no Brasil<SUP>28</SUP>. No entanto, importa salientar que v&aacute;rios estudos que analisam as diferen&ccedil;as do autorrelato entre imigrantes nos EUA referem que as imigrantes subestimam menos o peso, em compara&ccedil;&atilde;o com as nativas; os homens subestimam o seu peso da mesma forma<SUP>29,30</SUP>. Esta tend&ecirc;ncia para subestima&ccedil;&atilde;o de peso e sobrestima&ccedil;&atilde;o da altura pode resultar numa subestima&ccedil;&atilde;o da preval&ecirc;ncia de excesso de peso. No entanto, em termos comparativos com a popula&ccedil;&atilde;o residente em Portugal esta quest&atilde;o n&atilde;o se levanta, j&aacute; que os dados usados para este efeito foram tamb&eacute;m recolhidos por autorrelato.</P>     <P>A preval&ecirc;ncia de obesidade na popula&ccedil;&atilde;o adulta portuguesa n&atilde;o foi alvo de muitos estudos de &acirc;mbito nacional. Para efeitos comparativos, importa ter em conta 2 estudos mais recentes: o estudo de Do Carmo et al<I>.</I><SUP>22</SUP> (2003-05; a partir do qual &eacute; poss&iacute;vel aferir as preval&ecirc;ncias de PO e obesidade autorrelatadas, tendo em considera&ccedil;&atilde;o a publica&ccedil;&atilde;o do mesmo grupo de investiga&ccedil;&atilde;o por Santos et al.<SUP>24</SUP>) e o estudo do &uacute;ltimo INS<SUP>23</SUP> (2005-06). A preval&ecirc;ncia de PO no nosso estudo foi de 32,5%. Esta percentagem &eacute; significativamente superior (p = 0,004) &agrave; que Do Carmo et al<I>.</I> encontraram para a popula&ccedil;&atilde;o adulta portuguesa (35,5%), bem como &agrave; que foi registada, para a mesma popula&ccedil;&atilde;o, no 4.&deg; INS (35,7%). J&aacute; no que se refere &agrave; preval&ecirc;ncia da obesidade (11,4%), os resultados do presente estudo n&atilde;o diferem significativamente dos encontrados por Do Carmo et al. (11,8%, p = 0,34), mas s&atilde;o significativamente inferiores aos reportados pelo 4.&deg; INS (15,7%, p = 0,03).</P>     <P>Tal como verificado no 4.&deg; INS, a preval&ecirc;ncia de obesidade &eacute; maior nas mulheres do que nos homens. A percentagem de PO entre mulheres imigrantes n&atilde;o difere significativamente da encontrada por Do Carmo et al<I>.</I> e pelo 4.&deg; INS. J&aacute; no que se refere &agrave; obesidade, a preval&ecirc;ncia entre as imigrantes (13,8%) &eacute; significativamente superior &agrave; encontrada por Do Carmo et al. (10,5%, p = 0,02). Entre os homens, quer para a PO quer para a obesidade as percentagens encontradas no nosso estudo (33,8 e 8,5%) s&atilde;o significativamente inferiores &agrave;s do INS (40,6%, p = 0,01 e 14,3%, p &lt; 0,001) e &agrave;s do estudo de Do Carmo et al<I>.</I> (43,2%, p &lt; 0,001 e 13,1%, p &lt; 0,001).</P>     <P>As preval&ecirc;ncias calculadas pela OMS e usadas na <a href ="/img/revistas/rpsp/v33n1/33n1a04t3.jpg">tabela 3</a> s&atilde;o, no caso de Angola, valores projetados e t&ecirc;m de ser interpretados com a devida cautela, podendo verificar-se grandes diferen&ccedil;as entre estes valores e os valores medidos nas comunidades<SUP>31</SUP>.</P>     
<P>Tal como seria de esperar, os imigrantes do sexo masculino apresentam uma preval&ecirc;ncia superior de PO e obesidade comparativamente com os seus compatriotas n&atilde;o migrantes. No entanto, os brasileiros n&atilde;o migrantes t&ecirc;m preval&ecirc;ncias superiores de PO e obesidade, relativamente aos imigrantes a viver em Portugal.</P>     <P>No caso das imigrantes, apresentam maior preval&ecirc;ncia de PO as cabo-verdianas, s&atilde;o-tomenses e guineenses, comparativamente com o pa&iacute;s de origem. Relativamente &agrave; obesidade, as imigrantes apresentam maior preval&ecirc;ncia comparativamente com as suas compatriotas n&atilde;o migrantes, exceto as brasileiras.</P>     <P>Neste quadro, os imigrantes brasileiros diferenciam-se dos restantes. As diferen&ccedil;as nas preval&ecirc;ncias encontradas s&atilde;o grandes, com os imigrantes a apresentarem menores preval&ecirc;ncias em ambas as categorias. O estudo comparativo usado para este pa&iacute;s foi a Pesquisa de Or&ccedil;amentos Familiares de 2008-09<SUP>32</SUP>, com valores de preval&ecirc;ncia a n&iacute;vel nacional. Os dados antropom&eacute;tricos foram recolhidos atrav&eacute;s de um processo de medi&ccedil;&atilde;o, enquanto no presente estudo foram autorrelatados. Esse motivo poder&aacute; justificar as diferen&ccedil;as, j&aacute; que o autorrelato leva a subestima&ccedil;&atilde;o do IMC em sujeitos brasileiros<SUP>28</SUP>. No entanto, esta quest&atilde;o tamb&eacute;m existe nos pa&iacute;ses com dados provenientes do STEPS &ndash; Mo&ccedil;ambique, S&atilde;o Tom&eacute; e Princ&iacute;pe, CV e Guin&eacute;. Verificou-se um aumento recente na preval&ecirc;ncia de obesidade dos brasileiros. Os dados relatados neste estudo foram recolhidos em 2007, com imigrantes brasileiros que viviam no pa&iacute;s h&aacute; cerca de 4 anos, e poder&atilde;o representar gera&ccedil;&otilde;es mais antigas, com preval&ecirc;ncias de excesso de peso menores, &agrave; partida. A discrep&acirc;ncia encontrada entre preval&ecirc;ncias de imigrantes brasileiros e africanos pode, em parte, dever-se &agrave; diferen&ccedil;a significativa entre a m&eacute;dia de anos de resid&ecirc;ncia no pa&iacute;s com os imigrantes brasileiros a viver h&aacute; consideravelmente menos tempo em Portugal.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>No presente estudo, verific&aacute;mos que a idade, o estado civil, os anos de resid&ecirc;ncia em Portugal e a naturalidade s&atilde;o fatores associados a um maior IMC nos imigrantes a residir no pa&iacute;s, mesmo ap&oacute;s ajustamento para estas vari&aacute;veis e para o sexo e escolaridade. &Eacute; comum encontrar estes resultados na literatura. O tempo de resid&ecirc;ncia no pa&iacute;s de acolhimento &eacute; considerado, com frequ&ecirc;ncia, um fator de risco para a obesidade nos imigrantes, podendo ser representativo da acultura&ccedil;&atilde;o sofrida durante o processo de migra&ccedil;&atilde;o<SUP>14</SUP>. Por outro lado, ser mais velho e ser casado<SUP>33</SUP> s&atilde;o fatores de risco reconhecidos na popula&ccedil;&atilde;o geral. Os determinantes de um maior IMC m&eacute;dio nos imigrantes s&atilde;o-tomenses, comparativamente com os imigrantes brasileiros, est&atilde;o ainda por descobrir. O processo de acultura&ccedil;&atilde;o poder&aacute; ser distinto para este grupo, mas tamb&eacute;m poder&atilde;o existir fatores gen&eacute;ticos, culturais e sociais subjacentes a este resultado e que necessitam ser investigados.</P>     <P>O efeito do imigrante saud&aacute;vel, comparativamente com os nativos do pa&iacute;s de acolhimento, verifica-se no presente estudo. Encontraram-se menores preval&ecirc;ncias de excesso de peso nos imigrantes, comparativamente com os nativos portugueses. No entanto, este efeito &eacute; vis&iacute;vel apenas nos homens, sendo que as mulheres parecem mais suscet&iacute;veis &agrave; acultura&ccedil;&atilde;o e est&atilde;o, aparentemente, menos protegidas por este efeito. Este resultado vai ao encontro a resultados previamente relatados, que descrevem comportamentos e respostas diferentes em sa&uacute;de de acordo com o sexo<SUP>34</SUP>, durante o processo de migra&ccedil;&atilde;o. O comportamento em sa&uacute;de nas mulheres mais aculturadas &eacute; menos positivo do que nas menos aculturadas. Para os homens, a acultura&ccedil;&atilde;o parece ter pouco efeito nos comportamentos de sa&uacute;de<SUP>35</SUP>. Isto poder&aacute; prender-se com o pr&oacute;prio processo de sele&ccedil;&atilde;o dos imigrantes: homens e mulheres t&ecirc;m diferentes motiva&ccedil;&otilde;es para imigrar e, com frequ&ecirc;ncia, os pap&eacute;is e trabalhos que v&atilde;o assumir no pa&iacute;s de acolhimento diferem<SUP>36</SUP>. Tamb&eacute;m poder&atilde;o estar em causa aspetos culturais das imigrantes estudadas, nomeadamente a autoperce&ccedil;&atilde;o de imagem corporal, que parece ser mais positiva nas africanas em compara&ccedil;&atilde;o com as caucasianas. As africanas apresentam uma maior prefer&ecirc;ncia cultural por modelos de beleza associados a um maior IMC<SUP>37</SUP>.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P> <B>Conclus&atilde;o</B> </P>     <P>Os resultados encontrados s&atilde;o ilustrativos de uma amostra de imigrantes com menores preval&ecirc;ncias de PO e de obesidade do que as encontradas nos nativos no pa&iacute;s de acolhimento (efeito do imigrante saud&aacute;vel), mas com aparente tend&ecirc;ncia para o aumento de IMC com o tempo de resid&ecirc;ncia em Portugal e com importantes diferen&ccedil;as por sexo. Interessa estudar mais aprofundadamente esta associa&ccedil;&atilde;o (preval&ecirc;ncia da obesidade com tempo de resid&ecirc;ncia dos imigrantes em Portugal), assim como identificar que estrat&eacute;gias para combater a obesidade nos imigrantes residentes em Portugal. Pr&oacute;ximos estudos dever&atilde;o incluir uma an&aacute;lise dos determinantes da obesidade nos imigrantes em Portugal, assim como maior variedade de etnias e de pa&iacute;ses de origem (bem como tamanhos amostrais maiores, para cada um dos pa&iacute;ses de origem em quest&atilde;o). Seria tamb&eacute;m de grande interesse analisar outras vari&aacute;veis de acultura&ccedil;&atilde;o, como a acultura&ccedil;&atilde;o alimentar, a prefer&ecirc;ncia pelos <I>media</I> em casa e autoperce&ccedil;&atilde;o de acultura&ccedil;&atilde;o. Este esfor&ccedil;o deveria fazer parte de uma estrat&eacute;gia mais abrangente de monitoriza&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de (e condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de) das popula&ccedil;&otilde;es imigrantes em Portugal.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P> <B>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</B> </P>     <!-- ref --><P>1 Fonseca ML, Silva S, Esteves A, McGarrigle J. MIGHEALTHNET: rede de informa&ccedil;&atilde;o sobre boas pr&aacute;ticas em cuidados de sa&uacute;de para imigrantes e minorias &eacute;tnicas na Europa: relat&oacute;rio sobre o estado da arte em Portugal. Lisboa: Centro de Estudos Geogr&aacute;ficos. Instituto de Geografia e Ordenamento do Territ&oacute;rio. Universidade de Lisboa; 2009. (MIGRARE Working Papers).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000080&pid=S0870-9025201500010000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</P>     <!-- ref --><P>2 Dias S., Gama A., Silva A.C., Cargaleiro H., Martins M.O. Barreiras no acesso e utiliza&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de pelos imigrantes: a perspectiva dos profissionais de sa&uacute;de. Acta Med Port.. 2011;24:511-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000082&pid=S0870-9025201500010000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>3 Dias S., Gon&ccedil;alves A. Migra&ccedil;&atilde;o e sa&uacute;de. Migra&ccedil;&otilde;es.. 2007;1:15-26.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000084&pid=S0870-9025201500010000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>4 Matsue R.Y. Sentir-se em casa longe de casa: vulnerabilidade, religiosidade e apoio social entre os migrantes brasileiros no Jap&atilde;o. Cien Saude Colet.. 2012;17:1135-42.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000086&pid=S0870-9025201500010000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>5 Argeseanu S., Ruben J.D., Narayan K.M. Health of foreign-born people in the United States: A review. Health Place.. 2008;14:623-35.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000088&pid=S0870-9025201500010000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>6 Ng E. The healthy immigrant effect and mortality rates. Health Rep.. 2011;22.:25-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000090&pid=S0870-9025201500010000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>7 Kennedy S, McDonald J, Biddle N. The healthy immigrant effect and immigrant selection: Evidence from four countries. Ontario, Canada: SEDAP: Program for Research on Social and Economic Dimensions of an Aging Population. McMaster University; 2006. (SEDAP Research Paper;164).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000092&pid=S0870-9025201500010000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</P>     <!-- ref --><P>8 Tremblay M.S., P&eacute;rez C.E., Ardern C.I., Bryan S.N. Obesity, overweight and ethnicity. Health Rep.. 2005;16:23-34.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000094&pid=S0870-9025201500010000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>9 Kouris-Blazos A. Morbidity mortality paradox of 1 <SUP>st</SUP> generation Greek Australians. Asia Pac J Clin Nutr.. 2002;11:(Suppl 3)S569-75.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S0870-9025201500010000400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>10 Toselli S., Galletti L., Pazzaglia S., Gualdi-Russo E. Two-stage study (1990-2002) of North African immigrants in Italy. Homo.. 2008;59:439-52.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S0870-9025201500010000400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>11 Regev-Tobias H., Reifen R., Endevelt R., Havkin O., Cohen E., Stern G. Dietary acculturation and increasing rates of obesity in Ethiopian women living in Israel. Nutrition.. 2012;28:30-4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S0870-9025201500010000400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>12 Dijkshoorn H., Nierkens V., Nicolaou M. Risk groups for overweight and obesity among Turkish and Moroccan migrants in The Netherlands. Public Health.. 2008;122:625-30.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S0870-9025201500010000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>13 Lindstr&ouml;m M., Sundquist K. The impact of country of birth and time in Sweden on overweight and obesity: A population-based study. Scand J Public Health.. 2005;33:276-84.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S0870-9025201500010000400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>14 Oza-Frank R., Cunningham S. The weight of US residence among immigrants: A systematic review. Obes Rev.. 2010;11:271-80.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S0870-9025201500010000400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>15 Delavari M., Farrelly A., Renzaho A., Swinburn B. Experiences of migration and the determinants of obesity among recent Iranian immigrants in Victoria, Australia. Ethn Health.. 2012;18:66-82.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S0870-9025201500010000400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>16 Satia J.A. Dietary acculturation and the nutrition transition. Appl Physiol Nutr Metab. 2010;35:219-23.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S0870-9025201500010000400016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <P>17 Indicadores Sociais 2009.. Lisboa, (2009) pp. 23.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>18 Relat&oacute;rio de Imigra&ccedil;&atilde;o Fronteiras e Asilo 2011.. Lisboa, (2012) .</P>     <!-- ref --><P>19 Almeida L.M., Casanova C., Caldas J., Ayres-de-Campos D., Dias S. Migrant women's perceptions of healthcare during pregnancy and early motherhood: Addressing the social determinants of health. J Immigr Minor Health.. 2014;16:719-23.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S0870-9025201500010000400017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>20 Gomes A., Damasceno A., Azevedo A., Prista A., Silva-Matos C., Saranga C. Body mass index and waist circumference in Mozambique: Urban/rural gap during epidemiological transition. Obes Rev. 2010;11:627-34.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S0870-9025201500010000400018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>21 Fonseca M.J.M., Faerstein E., Chor D., Lopes C.S., Andreozzi V.L. Associations between schooling, income, and body mass index among public employees at an university in Rio de Janeiro, Brasil: Pro-Health Study. Cad Sa&uacute;de P&uacute;blica.. 2006;22:2359-67.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S0870-9025201500010000400019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>22 do I., dos O., Camolas J., Vieira J., Carreira M., Medina L. Overweight and obesity in Portugal: National prevalence in 2003-2005. Obes Rev. 2008;9:11-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S0870-9025201500010000400020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <P>23 Inqu&eacute;rito Nacional de Sa&uacute;de, 2005/2006. Lisboa, (2009) .</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>24 Santos O., do I., Camolas J., Vieira J. Validade do auto-relato do peso e da altura na avalia&ccedil;&atilde;o do &iacute;ndice de massa corporal da popula&ccedil;&atilde;o adulta portuguesa. Endocrinol, Diabetes Obesid. 2009;3:157-68.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S0870-9025201500010000400021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <P>25 Carreira M., Alarc&atilde;o V., Oliveira A., Cardoso C., Plantier T. Amostragem espacial na avalia&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel de sa&uacute;de e acessibilidade aos cuidados de sa&uacute;de nas comunidades imigrantes. In: Actas do 1&deg; Congresso Sa&uacute;de e Sistemas de Informa&ccedil;&atilde;o Geogr&aacute;fica, 31 Maio &ndash; 1 Junho 2007, Lisboa, Portugal.. 2007;9:.</P>     <!-- ref --><P>26 World Health Organization. Obesity: Preventing and managing the global epidemic, World Health Organization. WHO Technical Report Series 894, (2000) .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S0870-9025201500010000400023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>27 Hruschka D.J. Do economic constraints on food choice make people fat? A critical review of two hypotheses for the poverty-obesity paradox. Am J Hum Biol. 2012;24:277-85.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S0870-9025201500010000400024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>28 Duca G., Gonz&aacute;lez-Chica D.A., Knuth A.G., Beatriz M., Camargo J., Ara&uacute;jo C.L. Peso e altura autorreferidos para determina&ccedil;&atilde;o do estado nutricional de adultos e idosos: validade e implica&ccedil;&otilde;es em an&aacute;lises de dados. Cad Sa&uacute;de P&uacute;blica.. 2012;28:75-85.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S0870-9025201500010000400025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>29 Antecol H., Bedard K. Unhealthy assimilation: Why do immigrants converge to American health status levels?. Demography. 2006;43:337-60.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S0870-9025201500010000400026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>30 Dijkshoorn H., Ujcic-Voortman J.K., Viet L., Verhoeff A.P., Uitenbroek D.G. Ethnic variation in validity of the estimated obesity prevalence using self-reported weight and height measurements. BMC Public Health.. 2011;11:408.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S0870-9025201500010000400027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <P>31 Relat&oacute;rio de estudo sobre os principais fatores de risco relacionados com doen&ccedil;as n&atilde;o transmiss&iacute;veis em S&atilde;o Tom&eacute; e Pr&iacute;ncipe.. S&atilde;o Tom&eacute;, (2010) .</P>     <P>32 Pesquisa de or&ccedil;amentos familiares 2008-09: antropometria e estado nutricional de crian&ccedil;as adolescentes e adultos no Brasil.. Rio de Janeiro, (2010) .</P>     <!-- ref --><P>33 Averett S.L., Sikora A., Argys L.M. For better or worse: Relationship status and body mass index. Econ Hum Bio.. 2008;6:330-49.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S0870-9025201500010000400028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>34 Koya D.L., Egede L.E. Association between length of residence and cardiovascular disease risk factors among an ethnically diverse group of United States immigrants. J Gen Intern Med.. 2007;22:841-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S0870-9025201500010000400029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>35 Lopez-Gonzalez L., Aravena V.C., Hummer R.A. Immigrant acculturation, gender and health behavior: A research note. Soc Forces.. 2005;84:581-93.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S0870-9025201500010000400030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>36 Cerrutti M., Massey D.S. On the auspices of female migration from Mexico to the United States. Demography.. 2001;38:187-200.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S0870-9025201500010000400031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>37 Molloy B.L., Herzberger S.D. Body image and self-esteem: A comparison of African-American and Caucasian women. Sex Roles.. 1998;38:631-43.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S0870-9025201500010000400032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>38 WHO Global infobase: data on overweight and obesity, mean BMI, healthy diets and physical inactivity; 2010 [atualizado 20 Jan. 2011;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S0870-9025201500010000400033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</P>     <!-- ref --><P>39 World Health Organization. STEPwise approach to surveillance (STEPS): STEPS Country Reports: Mozambique, S&atilde;o Tom&eacute; and Princ&iacute;pe, Cape Verde and Guinea. Geneva: World Health Organization; 2005. [atualizado 22 Fev. 2013, citado 19 Ago 2013]. Dispon&iacute;vel em: <A href="http://www.who.int/chp/steps/en/" target="blank">http://www.who.int/chp/steps/en/</A>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S0870-9025201500010000400034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <P> <B>Conflito de interesses</B> </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Os autores declaram n&atilde;o haver conflito de interesses.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><b>Agradecimentos</b></P>     <P>Este estudo foi financiado pelo Alto-Comissariado para a Sa&uacute;de. Agradece-se &agrave; equipa de investiga&ccedil;&atilde;o e aos entrevistadores.</P>     <p>&nbsp;</p>     <p><i><a href="#topc0">*</a><a name="c0"></a>Autor para correspondência:</i> Correio eletrónico: <a href="mailto:beatriz.goulao@gmail.com">beatriz.goulao@gmail.com</a></P>     <p>&nbsp;</p>     <P>Recebido 31 de Janeiro de 2014 .Aceito 3 de Junho de 2014</P>      ]]></body><back>
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<label>1</label><nlm-citation citation-type="book">
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<surname><![CDATA[Fonseca]]></surname>
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<source><![CDATA[MIGHEALTHNET: rede de informação sobre boas práticas em cuidados de saúde para imigrantes e minorias étnicas na Europa: relatório sobre o estado da arte em Portugal]]></source>
<year>2009</year>
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<publisher-name><![CDATA[Centro de Estudos Geográficos. Instituto de Geografia e Ordenamento do Território. Universidade de LisboaMIGRARE Working Papers]]></publisher-name>
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