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<article-id pub-id-type="doi">10.1016/j.rpsp.2014.07.002</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Questionário dos Conhecimentos da Diabetes (QCD): propriedades psicométricas]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This paper describes the psychometric properties of the Knowledge about Diabetes Questionnaire (QCD) developed by Sousa and McIntyre (2003) on the basis of the self-regulation model of Leventhal and colleagues. Its purpose is to assess the knowledge that diabetics have about their disease and treatment. The questionnaire was administered to 249 patients diagnosed with Type 2 Diabetes Mellitus for more than 12 months, enrolled in health centers in the Oporto district. In order to determine test-retest reliability, a second administration was conducted 30 days later in a subgroup of 123 patients. Participants were &#8805;40 years old, were mostly female and weren't professionally active. The final version of the QCD consists of 20 items distributed by three dimensions (Treatment, control and complications, Causes and Duration). The results show that the QCD is reliable and valid in the population under study.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <P align="right"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Question&aacute;rio dos Conhecimentos da Diabetes (QCD): propriedades psicom&eacute;tricas</B></P>     <P><B>Diabetes Knowledge Questionnaire (DKQ): Psychometric properties</B></P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Maria Rui Sousa<SUP>a</SUP><SUP>, </SUP><a href="#c0">*</a><a name="topc0"></a><SUP>, </SUP>, Teresa McIntyre<SUP>b</SUP><SUP>, </SUP>, Teresa Martins<SUP>a</SUP><SUP>, </SUP>, Elsa Silva<SUP>c</SUP><SUP>, </SUP></B> </P>     <P><SUP>a</SUP> Unidade de Investiga&ccedil;&atilde;o, Escola Superior de Enfermagem do Porto (UNIESEP), Porto, Portugal</P>     <P><SUP>b</SUP> Texas Institute for Measurement, Evaluation and Statistics (TIMES), Department of Psychology, University of Houston, Houston, Estados Unidos da Am&eacute;rica</P>     <P><SUP>c</SUP> Centro Hospitalar do T&acirc;mega e Sousa, E.P.E., Portugal</P>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P> <B>RESUMO</B> </P>     <P>     <P>Este artigo descreve as propriedades psicom&eacute;tricas do Question&aacute;rio dos Conhecimentos da Diabetes (QCD), desenvolvido por Sousa e McIntyre (2003) e que visa avaliar os conhecimentos que pessoas diagnosticadas com diabetes possuem sobre a sua doen&ccedil;a e tratamento. O QCD tem como referencial te&oacute;rico o modelo de autorregula&ccedil;&atilde;o de Leventhal. O question&aacute;rio foi aplicado a 249 indiv&iacute;duos inscritos em centros de sa&uacute;de do distrito do Porto, com diabetes <I>mellitus</I> tipo 2 diagnosticada h&aacute; mais de 12 meses. Com a finalidade de determinar a fidelidade teste-reteste avaliou-se uma subamostra de 123 pessoas num segundo momento, com um intervalo de 30 dias. Os participantes possu&iacute;am uma idade &ge; 40 anos, eram maioritariamente do sexo feminino e encontravam-se n&atilde;o ativos profissionalmente. A vers&atilde;o final do QCD consiste em 20 quest&otilde;es agrupadas em 3 dimens&otilde;es (<I>Tratamento, controlo e complica&ccedil;&otilde;es</I>, <I>Causas</I> e <I>Dura&ccedil;&atilde;o</I>). Os resultados indicam que o QCD &eacute; fi&aacute;vel e v&aacute;lido para a popula&ccedil;&atilde;o em estudo.</P>     <P> <B>Palavras-chave</B>: Conhecimentos na diabetes. Diabetes <I>mellitus</I>. Question&aacute;rio dos conhecimentos na diabetes </P>     <p>&nbsp;</p>     <P> <B>ABSTRACT</B> </P>     <P>     <P>This paper describes the psychometric properties of the Knowledge about Diabetes Questionnaire (QCD) developed by Sousa and McIntyre (2003) on the basis of the self-regulation model of Leventhal and colleagues. Its purpose is to assess the knowledge that diabetics have about their disease and treatment. The questionnaire was administered to 249 patients diagnosed with Type 2 Diabetes Mellitus for more than 12 months, enrolled in health centers in the Oporto district. In order to determine test-retest reliability, a second administration was conducted 30 days later in a subgroup of 123 patients. Participants were &ge;40 years old, were mostly female and weren&rsquo;t professionally active. The final version of the QCD consists of 20 items distributed by three dimensions (<I>Treatment</I>, <I>control</I> and <I>complications</I>, <I>Causes</I> and <I>Duration</I>). The results show that the QCD is reliable and valid in the population under study.</P>     <p></P>     <P> <B>Keywords</B>: Diabetes knowledge. Diabetes <I>mellitus</I>. Diabetes knowledge questionnaire. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <P>A diabetes <I>mellitus</I> &eacute; uma doen&ccedil;a caracter&iacute;stica dos pa&iacute;ses desenvolvidos e em vias de desenvolvimento, representando um dos principais problemas de sa&uacute;de que causa incapacidade e mortalidade<SUP>1</SUP>. Calcula-se que 10% dos gastos globais em sa&uacute;de sejam utilizados no tratamento desta patologia<SUP>2</SUP>. Torna-se, por isso, necess&aacute;ria uma interven&ccedil;&atilde;o efetiva por parte dos profissionais de sa&uacute;de no que respeita &agrave; preven&ccedil;&atilde;o e tratamento desta doen&ccedil;a.</P>     <P>O conhecimento e a ades&atilde;o ao regime terap&ecirc;utico &eacute; um aspeto fundamental para um eficaz controlo da diabetes, em que o indiv&iacute;duo tem um papel ativo e colaborativo no planeamento e implementa&ccedil;&atilde;o do regime de tratamento. V&aacute;rios fatores interferem na ades&atilde;o ao regime terap&ecirc;utico. Gonder-Frederick, Cox e Ritterband<SUP>3</SUP> identificaram 3 categorias de vari&aacute;veis: individuais, sociais e ambientais. As vari&aacute;veis individuais incluem as cren&ccedil;as pessoais de sa&uacute;de, as compet&ecirc;ncias de <I>coping</I>, a psicopatologia, o <I>distress</I> psicol&oacute;gico, a personalidade e as caracter&iacute;sticas demogr&aacute;ficas. As vari&aacute;veis sociais integram o suporte social, as caracter&iacute;sticas da fam&iacute;lia, as responsabilidades parentais, as intera&ccedil;&otilde;es com os profissionais de sa&uacute;de, o impacto da diabetes nas pessoas significativas e os fatores sociodemogr&aacute;ficos. Por &uacute;ltimo, as vari&aacute;veis ambientais contemplam o sistema de sa&uacute;de, o ambiente geral, o ambiente no trabalho/escola, os programas comunit&aacute;rios e os fatores culturais. A ades&atilde;o ao regime terap&ecirc;utico da diabetes <I>mellitus</I> implica frequentemente altera&ccedil;&otilde;es nos estilos de vida do indiv&iacute;duo em diferentes &aacute;reas, como na alimenta&ccedil;&atilde;o, na medica&ccedil;&atilde;o e no exerc&iacute;cio f&iacute;sico<SUP>4</SUP>, com implica&ccedil;&otilde;es diretas no seu quotidiano. A complexidade do tratamento da doen&ccedil;a constitui uma barreira &agrave; ades&atilde;o ao regime terap&ecirc;utico e contribui para um ineficaz controlo da doen&ccedil;a, sendo &laquo;<I>um tratamento extremamente desafiante pelo grau de envolvimento ativo fora do comum que exige ao doente</I>&raquo; (p.34)<SUP>5</SUP>.</P>     <P>O conhecimento que o indiv&iacute;duo possui sobre os determinantes da sa&uacute;de &eacute; fundamental para que possa tomar decis&otilde;es conscientes tendo como objetivo comportamentos saud&aacute;veis. O mesmo &eacute; v&aacute;lido para a doen&ccedil;a e tratamento, em que o conhecimento &eacute; fundamental para o desenvolvimento de compet&ecirc;ncias na gest&atilde;o do regime terap&ecirc;utico. Como referem Almeida e Matos<SUP>6</SUP>, &laquo;<I>dada a complexidade do cuidado di&aacute;rio da diabetes, o doente e a fam&iacute;lia precisam de saber como lidar com a doen&ccedil;a, desde o executar di&aacute;rio de tarefas ao saber fazer ajustamentos no regime de insulina ou na dieta</I>&raquo; (p. 63). Apesar do conhecimento, por si s&oacute;, n&atilde;o ser suficiente para a mudan&ccedil;a comportamental, a literatura tem demonstrado que este &eacute; essencial na ades&atilde;o ao regime terap&ecirc;utico<SUP>1,7,8</SUP>.</P>     <P>Uma das teorias mais validadas na compreens&atilde;o dos comportamentos associados &agrave; doen&ccedil;a e tratamento &eacute; a teoria de autorregula&ccedil;&atilde;o de Leventhal et al.<SUP>9</SUP>. Com base nesta teoria, as pessoas formam cren&ccedil;as pessoais sobre a sua doen&ccedil;a e tratamento que se podem agrupar em v&aacute;rias dimens&otilde;es: identidade, causa, consequ&ecirc;ncias, dura&ccedil;&atilde;o, cura e controlo, e estado emocional. Os conhecimentos sobre a doen&ccedil;a e tratamento s&atilde;o pass&iacute;veis de influenciar e ser influenciados por estas cren&ccedil;as, estando comprovado que estas afetam igualmente a adapta&ccedil;&atilde;o &agrave; doen&ccedil;a<SUP>10,11</SUP>. Assim, um instrumento de medida baseado nesta teoria poder&aacute; ser uma mais-valia na compreens&atilde;o e adequa&ccedil;&atilde;o das pr&aacute;ticas cl&iacute;nicas, privilegiando uma abordagem centrada no cliente. A avalia&ccedil;&atilde;o dos conhecimentos da pessoa acerca da sua doen&ccedil;a e tratamento &eacute; um passo importante na identifica&ccedil;&atilde;o das suas cren&ccedil;as e recursos, possibilitando um plano de tratamento personalizado e eficaz. No caso da diabetes, a identifica&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas de desconhecimento acerca da doen&ccedil;a e tratamento pode ajudar a orientar a educa&ccedil;&atilde;o do cliente e a identificar cren&ccedil;as que poder&atilde;o prejudicar a sua recupera&ccedil;&atilde;o. Existem v&aacute;rias escalas que permitem identificar o n&iacute;vel de conhecimentos sobre a diabetes, mas que s&atilde;o dirigidas a pessoas com n&iacute;veis de literacia mais elevados. Apesar de se encontrarem refer&ecirc;ncias na literatura a uma escala traduzida para portugu&ecirc;s, esta est&aacute; mais focada em aspetos cl&iacute;nicos, n&atilde;o contemplando as dimens&otilde;es que formam as cren&ccedil;as pessoais<SUP>12</SUP>.</P>     <P>Com base nestes pressupostos, Sousa e McIntyre<SUP>11</SUP> desenvolveram o Question&aacute;rio dos conhecimentos da diabetes (QCD) que visa identificar os conhecimentos que o indiv&iacute;duo possui sobre a doen&ccedil;a e tratamento. O presente trabalho visou avaliar as caracter&iacute;sticas psicom&eacute;tricas do QCD, no sentido de verificar se este re&uacute;ne os crit&eacute;rios psicom&eacute;tricos necess&aacute;rios &agrave; sua utiliza&ccedil;&atilde;o com seguran&ccedil;a na investiga&ccedil;&atilde;o no dom&iacute;nio da diabetes e na pr&aacute;tica cl&iacute;nica.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P> <B>M&eacute;todo</B> </P>     <P> <B>Participantes</B> </P>     <P>Neste estudo participaram 249 indiv&iacute;duos inscritos em centros de sa&uacute;de do distrito do Porto, com diabetes <I>mellitus</I> tipo 2 diagnosticada h&aacute; mais de 12 meses, com idade igual ou superior a 40 anos e que aceitaram participar no estudo, tendo por base uma amostra sequencial e de conveni&ecirc;ncia. A participa&ccedil;&atilde;o foi volunt&aacute;ria e sujeita a consentimento informado.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Foram estudados 166 (66,7%) participantes do sexo feminino e 83 (33,3%) do sexo masculino, com uma idade m&eacute;dia de 66,4 anos (DP = 10,5), n&atilde;o havendo diferen&ccedil;as estatisticamente significativas na idade entre homens e mulheres (<I>t</I>[247] = 0,38; p = 0,703). No que se refere ao estado civil, verific&aacute;mos que 53,0% das mulheres e 89,2% dos homens s&atilde;o casados. Os homens apresentam maior escolaridade (M <I>=</I> 4,36; DP = 2,79) do que as mulheres (M = 2,84; DP = 2,11), apresentando esta diferen&ccedil;a significado estat&iacute;stico (<I>t</I>[246] = 4,79; p = 0,0001). Quanto &agrave; situa&ccedil;&atilde;o laboral, a grande maioria, quer do sexo feminino (88,0%) quer do sexo masculino (80,7%), j&aacute; n&atilde;o se encontra ativa.</P>     <P>Relativamente &agrave; caracteriza&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica da amostra, mais especificamente &agrave; idade do diagn&oacute;stico da diabetes, n&atilde;o se encontraram diferen&ccedil;as significativas entre os 2 sexos (<I>t</I>[246] = -1,09; p = 0,278), sendo que nas mulheres a idade m&eacute;dia foi de 56,1 anos (DP = 11,9) e nos homens de 57,8 anos (DP = 11,1). A dura&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia da doen&ccedil;a nos participantes foi de 9,7 anos (DP = 8,2; Min. = 1; M&aacute;x. = 44). Do total da amostra, 234 pessoas faziam antidiab&eacute;ticos orais. &Eacute; de real&ccedil;ar que 49,2% dos participantes referiram n&atilde;o ter qualquer ajuda familiar no tratamento da sua doen&ccedil;a, relatando dificuldades na gest&atilde;o do regime terap&ecirc;utico na componente alimenta&ccedil;&atilde;o 24,6% dos diab&eacute;ticos, na componente medica&ccedil;&atilde;o 5,9% e no exerc&iacute;cio f&iacute;sico 29,7%. A compara&ccedil;&atilde;o destas dificuldades entre os participantes femininos e masculinos evidenciou que apenas no exerc&iacute;cio f&iacute;sico as mulheres mostraram maior dificuldade (&#967;<SUP>2</SUP> = 3,85; p = 0,03). Questionados acerca de outros problemas de sa&uacute;de, 71,5% referiu problemas de vis&atilde;o, 55,8% hipertens&atilde;o arterial, 48,2% hipercolesterolemia, 38,2% diminui&ccedil;&atilde;o na sensibilidade dos membros inferiores, 32,5% hipertrigliceriemia, 30,5% problemas do cora&ccedil;&atilde;o, 24,9% problemas renais e 14,1% antecedentes de AVC. Contudo, apenas uma pequena percentagem de participantes relacionou estes problemas de sa&uacute;de com a sua diabetes. A maior parte da amostra (54,6%) referiu antecedentes familiares de diabetes.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P> <B>Instrumentos</B> </P>     <P>Utilizaram-se os seguintes question&aacute;rios: o question&aacute;rio sociodemogr&aacute;fico e cl&iacute;nico<SUP>11</SUP> e o QCD<SUP>11</SUP>. O question&aacute;rio sociodemogr&aacute;fico e cl&iacute;nico cont&eacute;m 13 itens de formato variado (perguntas fechadas e abertas) que questionam acerca dos aspetos idade, sexo, estado civil, escolaridade, situa&ccedil;&atilde;o laboral, profiss&atilde;o atual ou anterior, agregado familiar, idade do diagn&oacute;stico, in&iacute;cio do tratamento com antidiab&eacute;ticos orais, dificuldades espec&iacute;ficas sentidas com o tratamento, apoio de pessoas significativas, problemas de sa&uacute;de existentes, familiares com diabetes <I>mellitus</I> e seu parentesco.</P>     <P>O QCD foi desenvolvido com vista a avaliar o conhecimento das pessoas acerca da doen&ccedil;a e tratamento. Como foi referido, a defini&ccedil;&atilde;o dos dom&iacute;nios do conhecimento a avaliar teve por base o modelo de autorregula&ccedil;&atilde;o de Leventhal, que define v&aacute;rias dimens&otilde;es de representa&ccedil;&atilde;o cognitiva da doen&ccedil;a: identidade, consequ&ecirc;ncias, causa, dura&ccedil;&atilde;o, controlo/cura e rea&ccedil;&otilde;es emocionais<SUP>13</SUP>. Estas dimens&otilde;es inspiraram as facetas de conhecimento sobre a diabetes avaliadas pelo QCD. A vers&atilde;o original do QCD de 35 itens foi objeto de um estudo piloto que produziu uma vers&atilde;o inicial de 28 itens organizados nas seguintes dimens&otilde;es: <I>Identidade</I>, <I>Causas</I>, <I>Dura&ccedil;&atilde;o</I>, <I>Tratamento</I>, L<I>imita&ccedil;&otilde;es</I>, C<I>ontrolo</I> e <I>Complica&ccedil;&otilde;es</I> da diabetes. No presente estudo, que visou uma an&aacute;lise mais aprofundada das caracter&iacute;sticas psicom&eacute;tricas do QCD, opt&aacute;mos pela aplica&ccedil;&atilde;o da vers&atilde;o original, que continha 35 itens, uma vez que alguns dos itens eliminados pareciam ter pertin&ecirc;ncia cl&iacute;nica (<a href ="/img/revistas/rpsp/v33n1/33n1a05t1.jpg">tabela 1</a>). Estes itens tinham sido revistos por um painel de peritos que opinou sobre a sua relev&acirc;ncia e corre&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica, assim como o formato de resposta.</P>     
<P>Os itens do QCD usados neste estudo apresentam um formato com 3 op&ccedil;&otilde;es de resposta, tal como na vers&atilde;o original: <I>verdadeiro (V)</I>, <I>falso (F)</I> e <I>n&atilde;o sei (NS)</I>. O total das respostas corretas (soma das respostas V e F corretas) constitui uma medida dos conhecimentos sobre a doen&ccedil;a e tratamento. A an&aacute;lise das respostas por dom&iacute;nio em termos de respostas incorretas e &laquo;n&atilde;o sei&raquo;, permite identificar &aacute;reas de desconhecimento acerca da doen&ccedil;a e tratamento.</P>     <P>Para que os resultados de cada dimens&atilde;o variassem entre 0-100, facilitando a sua interpreta&ccedil;&atilde;o e comparabilidade, a pontua&ccedil;&atilde;o de cada participante nas diferentes dimens&otilde;es em an&aacute;lise foi calculada atrav&eacute;s de uma f&oacute;rmula [&sum;/Mx*100], sendo &sum; o somat&oacute;rio das respostas corretas do participante na dimens&atilde;o; e o Mx a pontua&ccedil;&atilde;o m&aacute;xima poss&iacute;vel de obter nessa dimens&atilde;o.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P> <B>Procedimento</B> </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Todos os participantes no estudo foram devidamente esclarecidos sobre o objetivo do mesmo e sobre a confidencialidade dos dados. Assegurou-se a participa&ccedil;&atilde;o volunt&aacute;ria e o consentimento informado.</P>     <P>Devido ao baixo n&iacute;vel de escolaridade dos participantes o preenchimento do question&aacute;rio foi efetuado, na maioria (81,1%) por heterorrelato. Os investigadores foram orientados a n&atilde;o influenciarem as respostas dos participantes, sendo apenas permitida a repeti&ccedil;&atilde;o do item 2 vezes.</P>     <P>O estudo de fidelidade foi realizado atrav&eacute;s do c&aacute;lculo dos coeficientes de consist&ecirc;ncia interna (<I>Cronbach</I> alfas) e do coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o teste-reteste (intervalo de 30 dias), numa subamostra de 123 pacientes. A validade de constructo foi estudada atrav&eacute;s de an&aacute;lises fatoriais explorat&oacute;rias e an&aacute;lises fatoriais confirmat&oacute;rias. A an&aacute;lise fatorial explorat&oacute;ria incluiu a an&aacute;lise de componentes principais atrav&eacute;s do m&eacute;todo de rota&ccedil;&atilde;o <I>Varimax.</I> Para avaliar se a estrutura fatorial encontrada se mostrava ajustada a um modelo te&oacute;rico, procedemos a uma an&aacute;lise fatorial confirmat&oacute;ria com recurso ao AMOS (vers&atilde;o 21, SPSS-IBM). Seguimos os &iacute;ndices e respetivos valores descritos por Mar&ocirc;co<SUP>14</SUP> para avaliar a qualidade do ajustamento do modelo (CFI, PCFI, TLI e RMSEA).</P>     <p>&nbsp;</p>     <P> <B>Resultados</B> </P>     <P>Apresentaremos de seguida, os resultados relativos ao estudo de validade (an&aacute;lises fatoriais explorat&oacute;rias e confirmat&oacute;rias), seguidos dos resultados relativos &agrave; fidelidade (consist&ecirc;ncia interna e teste-reteste).</P>     <p>&nbsp;</p>     <P> <B>Estudo de validade</B> </P>     <P>Para testar a validade de constructo do QCD procedeu-se a an&aacute;lises fatoriais explorat&oacute;rias e confirmat&oacute;rias. O modelo inicial, obtido por an&aacute;lise fatorial explorat&oacute;ria com o total dos 35 itens e sem fixa&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de fatores, gerou uma matriz de 11 componentes que explicavam 60,69% da vari&acirc;ncia nos valores do QCD. Todavia, a composi&ccedil;&atilde;o dos 11 fatores n&atilde;o era suportada por um modelo te&oacute;rico coerente. Procedeu-se a uma segunda an&aacute;lise fatorial explorat&oacute;ria, for&ccedil;ando a 7 fatores, para analisar a sobreposi&ccedil;&atilde;o com o modelo sugerido pelos autores no estudo da vers&atilde;o original<SUP>11</SUP>, n&atilde;o se reproduzindo a estrutura fatorial do QCD na sua vers&atilde;o original. A vari&acirc;ncia explicada por esta solu&ccedil;&atilde;o fatorial foi de 47,86%. Foram realizadas an&aacute;lises explorat&oacute;rias subsequentes, com indica&ccedil;&atilde;o de 4, 5 e 6 fatores, que tamb&eacute;m n&atilde;o produziram solu&ccedil;&otilde;es coerentes.</P>     <P>A solu&ccedil;&atilde;o fatorial mais consistente do ponto de vista emp&iacute;rico e conceptual foi de 3 fatores, a qual passamos a descrever. Esta solu&ccedil;&atilde;o implicou a elimina&ccedil;&atilde;o de 11 dos 35 itens da vers&atilde;o original (itens 2, 3 e 4 da dimens&atilde;o <I>Identidade</I>; itens 1 e 6 da dimens&atilde;o <I>Causas</I>; itens 2 e 5 da dimens&atilde;o <I>Tratamento</I>; item 4 da dimens&atilde;o <I>Limita&ccedil;&otilde;es</I>; itens 1, 3 e 5 da dimens&atilde;o <I>Complica&ccedil;&otilde;es</I>) por apresentarem carga fatorial inferior a 0,40, seguindo as recomenda&ccedil;&otilde;es de Pestana e Gageiro<SUP>15</SUP>. Analisando a rela&ccedil;&atilde;o de cada um dos itens com a respetiva dimens&atilde;o, considerou-se ainda oportuno a elimina&ccedil;&atilde;o de mais 4 itens por n&atilde;o apresentarem coer&ecirc;ncia conceptual com os restantes itens do fator em que estavam alocados (os itens 1, 2 e 3 da dimens&atilde;o <I>Limita&ccedil;&otilde;es</I> e o item 1 da dimens&atilde;o <I>Controlo</I>). Na totalidade, 15 dos 35 itens originais foram eliminados na vers&atilde;o atual de valida&ccedil;&atilde;o.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>A estrutura trifatorial final contempla 20 itens e apresenta uma vari&acirc;ncia explicada de 42,75% (<a href ="/img/revistas/rpsp/v33n1/33n1a05t2.jpg">tabela 2</a>), tendo a dimens&atilde;o <I>Tratamento, controlo e complica&ccedil;&otilde;es</I> 10 itens (vari&acirc;ncia explicada de 24,33%), a dimens&atilde;o <I>Dura&ccedil;&atilde;o</I> 5 itens (vari&acirc;ncia explicada de 9,61%) e a dimens&atilde;o <I>Causas</I> tamb&eacute;m 5 itens (vari&acirc;ncia explicada de 8,81%). Verifica-se que o item 6, &laquo;Devido &agrave; diabetes, outros problemas de sa&uacute;de podem surgir sem o diab&eacute;tico dar por isso&raquo; satura em 2 dimens&otilde;es (<I>Tratamento, controlo e complica&ccedil;&otilde;es</I> e <I>Causas)</I>, contudo, com uma carga fatorial superior na dimens&atilde;o <I>Tratamento, controlo e complica&ccedil;&otilde;es</I>, pelo que foi a&iacute; alocado.</P>     
<P>Adicionalmente procedeu-se a an&aacute;lise fatorial confirmat&oacute;ria para testar a adequa&ccedil;&atilde;o do modelo trifatorial encontrado para o QCD. O modelo revelou uma qualidade de ajustamento razo&aacute;vel, mas com possibilidade de o melhorar (CFI = 0,801; PCFI = 0,704; RMSEA = 0,076). Ap&oacute;s a elimina&ccedil;&atilde;o de <I>outliers</I> e a correla&ccedil;&atilde;o dos erros de medida entre os itens 2<B>,</B> 7 e 4 com o item 1, e ainda correlacionados os erros dos itens 2 com o 9, e o 5 com o 6, todos pertencentes &agrave; componente <I>Tratamento, controlo e complica&ccedil;&otilde;es</I>, foi poss&iacute;vel obter um melhor ajustamento que suporta a validade fatorial deste instrumento (CFI = 0,908; PCFI = 0,774; TLI = 0,892; RMSEA = 0,052). A <a href ="/img/revistas/rpsp/v33n1/33n1a05f1.jpg">figura 1</a> apresenta os valores dos pesos fatoriais estandardizados e a fiabilidade individual de cada um dos itens no modelo final.</P>     
<P>Ainda como estudo da validade de constructo, realizaram-se correla&ccedil;&otilde;es de <I>Spearman</I> entre as 3 subescalas do QCD. O <I>Tratamento, controlo e complica&ccedil;&otilde;es</I> apresenta uma correla&ccedil;&atilde;o com a <I>Dura&ccedil;&atilde;o</I> de <I>r</I><SUB><I>s</I></SUB> = 0,28; p = 0,000 e com as <I>Causas</I> de <I>r</I><SUB><I>s</I></SUB> = 0,28; p = 0,000. A <I>Dura&ccedil;&atilde;o</I> apresenta uma correla&ccedil;&atilde;o com as <I>Causas</I> de <I>r</I><SUB><I>s</I></SUB> = 0,18; p = 0,005. Verifica-se que estas dimens&otilde;es apresentam correla&ccedil;&otilde;es baixas a moderadas entre si, o que apoia a especificidade das mesmas.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P> <B>Estudo de fidelidade</B> </P>     <P>Para avaliar a consist&ecirc;ncia interna dos valores obtidos nos itens do QCD, calculou-se o coeficiente alfa de <I>Chronbach</I> para as 3 subescalas (<a href ="/img/revistas/rpsp/v33n1/33n1a05t3.jpg">tabela 3</a>). Os valores alfa de <I>Cronbach</I> obtidos foram de 0,75 para a subescala de conhecimentos ao n&iacute;vel do <I>Tratamento, controlo e complica&ccedil;&otilde;es</I>, de 0,74 para a subescala <I>Dura&ccedil;&atilde;o</I> e de 0,61 para a subescala <I>Causas</I>. Estes valores indicam uma consist&ecirc;ncia interna adequada embora os coeficientes alfa sejam relativamente modestos (&lt; 80). Isto deve-se provavelmente ao facto de haver baixa vari&acirc;ncia dos itens, havendo um vi&eacute;s positivo no sentido de conhecimentos elevados nas v&aacute;rias dimens&otilde;es. O valor mais baixo da subescala <I>Causas</I> poder&aacute; ter ainda a ver com o menor n&uacute;mero de itens desta subescala.</P>     
<P>Relativamente &agrave; <I>fidelidade teste-reteste</I>, a estabilidade temporal do QCD foi avaliada atrav&eacute;s de coeficientes de correla&ccedil;&atilde;o de <I>Spearman</I> entre os valores de cada dimens&atilde;o e os valores encontrados no intervalo de 30 dias. Os resultados demostram que a correla&ccedil;&atilde;o entre os conhecimentos na dimens&atilde;o <I>Tratamento, controlo e complica&ccedil;&otilde;es</I> foram <I>de r</I><SUB><I>s</I></SUB> = 0,91<I>;</I> p = 0,0001<I>.</I> A estabilidade na dimens&atilde;o <I>Dura&ccedil;&atilde;o</I> foi de <I>r</I><SUB><I>s</I></SUB> = 0,93; p <I>=</I> 0,0001 e na dimens&atilde;o <I>Causas</I> foi de <I>r</I><SUB><I>s</I></SUB> = 0,97; p = 0,0001, valores indicativos de uma estabilidade temporal elevada.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P> <B>Estat&iacute;sticas descritivas e influ&ecirc;ncias demogr&aacute;ficas e cl&iacute;nicas</B> </P>     <P>Caracterizou-se a amostra em rela&ccedil;&atilde;o aos n&iacute;veis de conhecimentos acerca da doen&ccedil;a e tratamento de acordo com o QCD. Tendo em conta que o m&aacute;ximo de cota&ccedil;&atilde;o poss&iacute;vel de alcan&ccedil;ar em cada subescala &eacute; de 100, a an&aacute;lise das estat&iacute;sticas descritivas (m&eacute;dia e desvio padr&atilde;o) das 3 subescalas do QCD, mostra que os participantes apresentam mais conhecimentos espec&iacute;ficos no <I>Tratamento, controlo e complica&ccedil;&otilde;es</I> da diabetes (M <I>=</I> 88,07; DP = 16,76), seguido pelos aspetos relacionados com a <I>Dura&ccedil;&atilde;o</I> da doen&ccedil;a (M = 83,94; DP = 25,19). Por outro lado, quest&otilde;es relativas &agrave;s <I>Causas</I>, nomeadamente o que origina a diabetes, foi a dimens&atilde;o onde as pessoas evidenciaram mais desconhecimento (M = 74,94; DP = 26,25), por&eacute;m com valores ainda elevados de conhecimentos nesta dimens&atilde;o. Analisando as medidas de tend&ecirc;ncia central nestas vari&aacute;veis, constatamos que a moda em cada uma das dimens&otilde;es foi de 100 e que a mediana se situa entre a m&eacute;dia e a moda, dando a indica&ccedil;&atilde;o de que se trata de uma distribui&ccedil;&atilde;o assim&eacute;trica positiva (Med <I>Tratamento, controlo e complica&ccedil;&otilde;es</I> = 90; Med <I>Dura&ccedil;&atilde;o</I> = 100; Med <I>Causas</I> = 80).</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Procedeu-se ao estudo da rela&ccedil;&atilde;o entre vari&aacute;veis sociodemogr&aacute;ficas e cl&iacute;nicas e os valores do QCD em termos da idade, escolaridade, sexo e tempo de doen&ccedil;a (tempo decorrente desde o diagn&oacute;stico da doen&ccedil;a at&eacute; &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o atual). Realizaram-se coeficientes de correla&ccedil;&atilde;o de <I>Spearman</I> entre as vari&aacute;veis cont&iacute;nuas e testes <I>t</I> de Student para a vari&aacute;vel categ&oacute;rica (sexo). Constatou-se que a idade da pessoa n&atilde;o apresenta correla&ccedil;&otilde;es significativas com as dimens&otilde;es do QCD. Verificou-se uma correla&ccedil;&atilde;o baixa significativa entre a escolaridade e as dimens&otilde;es <I>Tratamento, controlo e complica&ccedil;&otilde;es</I> (<I>r</I><SUB><I>s</I></SUB> = 0,20; p = 0,002), e a <I>Dura&ccedil;&atilde;o</I> (<I>r</I><SUB><I>s</I></SUB> = 0,17; p = 0,008), sugerindo que participantes mais escolarizados t&ecirc;m maiores conhecimentos acerca da diabetes nas dimens&otilde;es referidas.</P>     <P>Analisando os resultados em fun&ccedil;&atilde;o do sexo, verificou-se que apenas na dimens&atilde;o T<I>ratamento, controlo e complica&ccedil;&otilde;es</I> as mulheres demonstram menos conhecimentos (M <I>=</I> 86,45; DP = 17,30) do que os homens (M = 91,33; DP = 15,30), com resultados estatisticamente significativos (<I>t</I>[247] = 2,18; p = 0,03). Em termos da vari&aacute;vel cl&iacute;nica considerada, n&atilde;o se encontrou correla&ccedil;&atilde;o significativa entre o tempo de doen&ccedil;a e os n&iacute;veis de conhecimento em qualquer dimens&atilde;o do QCD.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P> <B>Discuss&atilde;o</B> </P>     <P>O QCD foi desenvolvido com o objetivo de avaliar os conhecimentos que as pessoas com diabetes possuem acerca da sua doen&ccedil;a e tratamento, abordando as principais dimens&otilde;es que o modelo de representa&ccedil;&otilde;es de doen&ccedil;a de Leventhal preconiza. O estudo das caracter&iacute;sticas psicom&eacute;tricas do instrumento na presente amostra resultou numa vers&atilde;o de 20 itens com bons &iacute;ndices de validade e fidelidade. O instrumento em estudo teve uma boa aceita&ccedil;&atilde;o junto dos participantes, mostrando-se &uacute;til para pessoas mais idosas e com menos literacia.</P>     <P>A an&aacute;lise fatorial explorat&oacute;ria n&atilde;o confirmou as dimens&otilde;es propostas por Leventhal et al. indicando que as pessoas nesta amostra t&ecirc;m uma perspetiva menos diferenciada dos conhecimentos sobre a sua doen&ccedil;a e tratamento. Assim, a solu&ccedil;&atilde;o fatorial encontrada engloba 3 dimens&otilde;es em vez das 7 esperadas: <I>Identidade</I>, <I>Causas</I>, <I>Dura&ccedil;&atilde;o</I>, <I>Tratamento</I>, <I>Limita&ccedil;&otilde;es</I>, <I>Controlo</I> e <I>Complica&ccedil;&otilde;es</I>. Os itens relativos ao tratamento, controlo e complica&ccedil;&otilde;es concentram-se numa s&oacute; dimens&atilde;o, o que pode ser explicado pela informa&ccedil;&atilde;o dispon&iacute;vel acerca da doen&ccedil;a, em que estes 3 aspetos est&atilde;o habitualmente associados. Isto &eacute;, o controlo da doen&ccedil;a est&aacute; intimamente relacionado com o tratamento e com as consequ&ecirc;ncias que podem advir. Parece que estes aspetos da diabetes s&atilde;o percecionados conjuntamente pelos participantes, o que pode tamb&eacute;m indicar alguma falta de diferencia&ccedil;&atilde;o, por exemplo, em rela&ccedil;&atilde;o ao significado do que est&aacute; englobado no tratamento da doen&ccedil;a, versus o seu controlo. Este controlo refere-se concretamente &agrave; monitoriza&ccedil;&atilde;o de alguns valores como a glicemia, ceton&uacute;ria e tens&atilde;o arterial. Ser&aacute; importante que os profissionais enfatizem a import&acirc;ncia de vigiar estes par&acirc;metros, n&atilde;o como uma finalidade em si, pois somente o ato de monitorizar n&atilde;o influencia diretamente no estado da diabetes, mas antes como um meio de adequar o tratamento, de forma a manter a diabetes controlada, evitando ou atrasando as suas consequ&ecirc;ncias. Isto porque a nossa pr&aacute;tica profissional tem revelado que estes comportamentos de autovigil&acirc;ncia, embora fundamentais, s&atilde;o por vezes sobrevalorizados pelos utentes, remetendo para segundo plano os comportamentos de autocuidado, relacionados efetivamente com o tratamento.</P>     <P>As restantes dimens&otilde;es reportam-se &agrave;s causas e &agrave; dura&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a, correspondendo &agrave;s categorias mais valorizadas pelos profissionais de sa&uacute;de e mais distintas do ponto de vista dos conhecimentos que as pessoas t&ecirc;m acerca da doen&ccedil;a.</P>     <P>Os valores de fidelidade encontrados s&atilde;o indicativos de uma boa consist&ecirc;ncia interna para 2 das suas subescalas. Os valores encontrados para a subescala <I>Causas</I>, embora aceit&aacute;veis, s&atilde;o mais baixos, provavelmente devido &agrave; baixa variabilidade na resposta aos itens e ao menor n&uacute;mero de itens, o que afeta os coeficientes de correla&ccedil;&atilde;o.</P>     <P>As correla&ccedil;&otilde;es teste-reteste indicam que o QCD apresenta uma elevada estabilidade temporal, tendo sido encontrados valores de correla&ccedil;&atilde;o superiores a 0,90 ao intervalo de 30 dias, sugerindo que os n&iacute;veis de conhecimentos acerca da diabetes s&atilde;o bastante est&aacute;veis no tempo. Neste caso, os bons n&iacute;veis de conhecimentos apresentados pelos participantes na primeira avalia&ccedil;&atilde;o n&atilde;o parecem diminuir no espa&ccedil;o de um m&ecirc;s, o que &eacute; um espa&ccedil;o razo&aacute;vel. Seria importante, em estudos futuros, avaliar a estabilidade do QCD em per&iacute;odos de tempo mais alargados (por exemplo, aos 6 meses) e tamb&eacute;m em termos do impacto de programas educacionais dirigidos ao aumento dos conhecimentos da pessoa acerca da sua doen&ccedil;a e tratamento. Ser&aacute; importante determinar se o QCD &eacute; sens&iacute;vel a uma interven&ccedil;&atilde;o educativa.</P>     <P>Tal como em estudos anteriores, os participantes da amostra revelaram bons n&iacute;veis de conhecimentos sobre a diabetes<SUP>11,16,17</SUP>. Em geral, verifica-se uma baixa vari&acirc;ncia nos valores m&eacute;dios das subescalas, que s&atilde;o bastante elevados nas medidas de tend&ecirc;ncia central (m&eacute;dia e moda). Isto sugere que esta amostra tem conhecimentos elevados acerca da doen&ccedil;a e tratamento e que &eacute; bastante homog&eacute;nea a este n&iacute;vel. Ser&aacute; pertinente, no futuro, realizarem-se estudos com o QCD em amostras menos homog&eacute;neas.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>No que se refere &agrave;s diferentes dimens&otilde;es, os participantes demonstraram maiores conhecimentos sobre o <I>Tratamento, controlo e complica&ccedil;&otilde;es</I> e menores conhecimentos relacionados com as <I>Causas</I>, resultados tamb&eacute;m encontrados por Sousa<SUP>11</SUP>, Pace et al.<SUP>18</SUP> e Hu, Gruber, Liu, Zhao e Garcia<SUP>19</SUP>. Os resultados poder&atilde;o estar relacionados com o tipo de informa&ccedil;&atilde;o que os profissionais de sa&uacute;de priorizam, ou seja, a &ecirc;nfase em aspetos pr&aacute;ticos relacionados com a gest&atilde;o do regime terap&ecirc;utico. Por outro lado, os utentes poder&atilde;o tamb&eacute;m valorizar a informa&ccedil;&atilde;o com aplicabilidade no dia-a-dia. Contudo, os estudos sobre as representa&ccedil;&otilde;es de doen&ccedil;a que usam o modelo de autorregula&ccedil;&atilde;o t&ecirc;m indicado que a representa&ccedil;&atilde;o cognitiva que as pessoas t&ecirc;m sobre as causas da doen&ccedil;a tem implica&ccedil;&otilde;es na ades&atilde;o ao regime de tratamento<SUP>20</SUP>, o que sugere que a educa&ccedil;&atilde;o para a sa&uacute;de da pessoa com diabetes deve tamb&eacute;m considerar esta dimens&atilde;o.</P>     <P>Algumas vari&aacute;veis sociodemogr&aacute;ficas demonstraram ter influ&ecirc;ncia nos conhecimentos acerca da diabetes. Verific&aacute;mos que os diab&eacute;ticos com maior n&iacute;vel de instru&ccedil;&atilde;o sabem mais sobre a sua doen&ccedil;a. Fitzgerald et al.<SUP>21</SUP> e, mais recentemente, Hu et al.<SUP>19</SUP> tamb&eacute;m confirmaram maiores conhecimentos sobre a diabetes nas pessoas com mais forma&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica. Um estudo efetuado com uma popula&ccedil;&atilde;o de pessoas n&atilde;o diab&eacute;ticas, mas onde esta doen&ccedil;a tinha elevada preval&ecirc;ncia geogr&aacute;fica, revelou que as pessoas com maior n&iacute;vel educacional tinham maiores conhecimentos acerca da patologia<SUP>22</SUP>.</P>     <P>Neste estudo, as mulheres evidenciaram menos conhecimentos, o que poder&aacute; estar relacionado com o menor n&iacute;vel de escolaridade das mesmas, sendo essa diferen&ccedil;a apenas significativa na dimens&atilde;o <I>Tratamento, controlo e complica&ccedil;&otilde;es</I>. Al-Sarihin et al.<SUP>23</SUP> tamb&eacute;m encontraram diferen&ccedil;as nos conhecimentos acerca da diabetes entre homens e mulheres, argumentando que a baixa literacia que elas possuem estar&aacute; na base desses resultados.</P>     <P>O tempo de conv&iacute;vio com a doen&ccedil;a n&atilde;o influenciou os conhecimentos globais acerca da diabetes. Frequentemente, nesta patologia, n&atilde;o se verifica uma deteriora&ccedil;&atilde;o vis&iacute;vel do estado de sa&uacute;de a curto/m&eacute;dio prazo. Como referem Leventhal e Benyamini<SUP>9</SUP>, a forma como as pessoas percecionam os seus sintomas influencia o seu comportamento. &Eacute; assim de esperar que, perante pouca sintomatologia da doen&ccedil;a, as pessoas n&atilde;o se sintam motivadas a procurar mais informa&ccedil;&atilde;o, principalmente quando consideram que j&aacute; possuem a necess&aacute;ria para lidar com a doen&ccedil;a no dia-a-dia. As pol&iacute;ticas de sa&uacute;de t&ecirc;m vindo a refor&ccedil;ar a necessidade de proporcionar aos clientes recursos informativos que lhes permitam compreender a sua doen&ccedil;a e tomar decis&otilde;es esclarecidas. Esta aposta pode refletir-se numa popula&ccedil;&atilde;o mais esclarecida acerca da diabetes. Assim, no caso desta amostra, os conhecimentos acerca da doen&ccedil;a foram elevados, independentemente do est&aacute;dio da doen&ccedil;a.</P>     <P>Os resultados relativos &agrave; influ&ecirc;ncia de fatores demogr&aacute;ficos nos n&iacute;veis de QCD permitem identificar grupos-alvo para interven&ccedil;&atilde;o educativa. As mulheres e os utentes com menor escolaridade parecem necessitar de mais aten&ccedil;&atilde;o em termos educacionais acerca da diabetes.</P>     <P>Este question&aacute;rio, tendo como referencial te&oacute;rico o modelo de autorregula&ccedil;&atilde;o de Leventhal, permite avaliar os conhecimentos que as pessoas t&ecirc;m sobre a sua diabetes em 3 dimens&otilde;es importantes da sua doen&ccedil;a: <I>Tratamento</I>, <I>controlo e complica&ccedil;&otilde;es</I>, <I>Causas</I> e <I>Dura&ccedil;&atilde;o</I>. Estas dimens&otilde;es t&ecirc;m comprovada relev&acirc;ncia em termos das cren&ccedil;as acerca da doen&ccedil;a e tratamento e subsequentemente, nos comportamentos de ades&atilde;o terap&ecirc;utica, que s&atilde;o essenciais &agrave; gest&atilde;o e controlo da doen&ccedil;a. O QCD pode ser um instrumento importante a utilizar pelos t&eacute;cnicos de sa&uacute;de para identificar &aacute;reas de desconhecimento acerca da diabetes e orientar as interven&ccedil;&otilde;es educativas.</P>     <P>Atrav&eacute;s deste trabalho foi poss&iacute;vel verificar que o QCD revela ser um instrumento fi&aacute;vel e v&aacute;lido para avaliar os conhecimentos gerais que as pessoas possuem sobre a sua diabetes. As op&ccedil;&otilde;es metodol&oacute;gicas assumidas na realiza&ccedil;&atilde;o deste estudo seguem as recomenda&ccedil;&otilde;es mais cl&aacute;ssicas de avalia&ccedil;&atilde;o de instrumentos de medida<SUP>24</SUP>. Por&eacute;m, o estudo dos aspetos psicom&eacute;tricos deveria ser ponderado com o cruzamento de aspetos mais clinim&eacute;tricos<SUP>25</SUP>. Seriam desej&aacute;veis novos estudos, em amostras semelhantes, que comprovassem os resultados apurados na an&aacute;lise fatorial confirmat&oacute;ria, para assim confirmar o modelo te&oacute;rico tridimensional. Na pr&aacute;tica cl&iacute;nica poder&aacute; ser um instrumento &uacute;til para orientar a educa&ccedil;&atilde;o para a sa&uacute;de. Em termos de futuros estudos, ser&aacute; importante continuar a testar a validade do QCD, especialmente com popula&ccedil;&otilde;es com maior variabilidade de n&iacute;vel de conhecimentos sobre a doen&ccedil;a.</P>     <P>Investiga&ccedil;&otilde;es futuras sobre o impacto de campanhas comunit&aacute;rias ou interven&ccedil;&otilde;es individuais ou de grupo, destinadas a aumentar os conhecimentos da pessoa com diabetes sobre a sua doen&ccedil;a e tratamento, poder&atilde;o beneficiar do uso do QCD para avaliar os conhecimentos pr&eacute; e p&oacute;s-interven&ccedil;&atilde;o.</P>     <p>&nbsp;</p> <B>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</B>     <p></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>1 Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de. Preven&ccedil;&atilde;o das doen&ccedil;as cr&oacute;nicas: um investimento vital. [Internet]. Genebra: OMS; 2005. [consultado 20 Nov 2012]. Dispon&iacute;vel em: <A href="http://www.who.int/chp/chronic_disease_report/part1_port.pdf" target="blank">http://www.who.int/chp/chronic_disease_report/part1_port.pdf</A>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000083&pid=S0870-9025201500010000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><P>2 Portugal. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Ganhos de sa&uacute;de em Portugal: ponto da situa&ccedil;&atilde;o: relat&oacute;rio do Director Geral e Alto-Comiss&aacute;rio da Sa&uacute;de. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, (2002) .</P>     <!-- ref --><P>3 Gonder-Frederick L.A., Cox D.J., Ritterband L.M. Diabetes and behavioral medicine: The second decade. J Consult Clin Psychol.. 2002;70:611-25.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000085&pid=S0870-9025201500010000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>4 Protetora Associa&ccedil;&atilde;o Diabetes tipo 2: um guia de apoio e orienta&ccedil;&atilde;o. Edi&ccedil;&otilde;es Lidel, (2009) .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000087&pid=S0870-9025201500010000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>5 Silva I., Pais-Ribeiro J., Cardoso H. Ades&atilde;o ao tratamento da diabetes mellitus: a import&acirc;ncia das caracter&iacute;sticas demogr&aacute;ficas e cl&iacute;nicas. Refer&ecirc;ncia.. 2006;2:33-41.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000089&pid=S0870-9025201500010000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>6 Almeida V., Matos A.P. A diabetes na adolesc&ecirc;ncia: um estudo biopsicossocial. Int J Clin Health Psychol.. 2003;3:61-76.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000091&pid=S0870-9025201500010000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>7 Al-Qazaz H., Hassali M., Shafie A., Sulaiman S., Sundram S. The 14-item Michigan Diabetes Knowledge Test: Translation and validation study of the Malaysian version. Pract Diab Int.. 2010;27:238-42.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S0870-9025201500010000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>8 Lushen M., Rambiritch V. An assessment of the level of knowledge about diabetes mellitus among diabetic patients in a primary healthcare setting. South Afr Fam Pract.. 2007;49:.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S0870-9025201500010000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>9 Leventhal H., Benyamini Y. Lay beliefs about health and illness. Cambridge handbook of psychology, health and medicine., Cambridge University Press, 1997. pp. 131-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S0870-9025201500010000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>10 Bennett P. Introdu&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica &agrave; psicologia da sa&uacute;de. Climepsi Editores, (2002) .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S0870-9025201500010000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>11 Sousa M. Estudos dos conhecimentos e representa&ccedil;&otilde;es de doen&ccedil;a associados &agrave; ades&atilde;o terap&ecirc;utica nos diabetes tipo 2. Universidade do Minho, (2003) .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S0870-9025201500010000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>12 Bastos S. Ades&atilde;o e gest&atilde;o do regime terap&ecirc;utico do diab&eacute;tico tipo 2: participa&ccedil;&atilde;o das esposas no plano educacional. Universidade do Porto, (2004) .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S0870-9025201500010000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>13 Moss-Morris R., Weinman J., Petrie K.J., Horne R., Cameron L.D., Buick D. The Revised Illness Perception Questionnaire (IPQ-R). Psychol Health.. 2002;17:1-16.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S0870-9025201500010000500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>14 Mar&ocirc;co J. An&aacute;lise de equa&ccedil;&otilde;es estruturais, fundamentos te&oacute;ricos, software &amp; aplica&ccedil;&otilde;es. Editora ReportNumber, (2010) .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S0870-9025201500010000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>15 Pestana M., Gageiro J. An&aacute;lise de dados para ci&ecirc;ncias sociais: a complementaridade do SPSS. 5<SUP>a</SUP> edi&ccedil;&atilde;o, Edi&ccedil;&otilde;es S&iacute;labo, (2008) .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S0870-9025201500010000500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>16 Chan Y.M., Molassiotis A. The relationship between diabetes knowledge and compliance among Chinese with non-insulin dependent diabetes mellitus in Hong Kong. J Adv Nurs.. 1999;30:431-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S0870-9025201500010000500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>17 Coates V.E., Boore J.P. The influence of psychological factors on the self-management of insulin-dependent diabetes mellitus. J Adv Nurs.. 1998;27:528-37.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S0870-9025201500010000500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>18 Pace A.E., Ochoa-Vigo K., Caliri M.L., Fernandes A.M. O conhecimento sobre diabetes mellitus no processo de autocuidado. Rev Lat Am Enfermagem.. 2006;14.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S0870-9025201500010000500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>19 Hu J., Gruber K., Liu H., Zhao H., Garcia A. Diabetes knowledge among older adults with diabetes in Beijing, China. J Clin Nurs.. 2012;22:51-60.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S0870-9025201500010000500018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>20 Broadbent E., Petrie K., Main J., Weinman J. The brief illness perception questionnaire. J Psychosom Res.. 2006;60:631-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S0870-9025201500010000500019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>21 Fitzgerald J., Funnel M., Hess G., Barr P., Anderson R., Hiss R. The realiability and validity of a brief diabetes knowledge test. Diabetes Care.. 1998;21:706-10.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S0870-9025201500010000500020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>22 Maina W., Ndegwa Z., Njenga E., Muchemi W. Knowledge, attitude, and practices related to diabetes among community members in four provinces in Kenya: A cross-sectional study. AJDM.. 2011;19:15-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S0870-9025201500010000500021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>23 Al-Sarihin K., Bani-Khaled M., Haddad F., Althwabia I. Diabetes knowledge among patients with diabetes mellitus at King Hussein Hospital. JRMS.. 2012;19:72-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S0870-9025201500010000500022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>24 Streiner D., Norman G. Health measurement scales: A practical guide to their development and use. 4<SUP>th</SUP> edition, Oxford Medical Publications, (2004) .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S0870-9025201500010000500023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>25 Juniper E., Guyatt G., Streiner D., King D. Clinical impact versus factor analysis for qualtity of life questionnaire constrution. J Clin Epidemiol.. 1997;3:233-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S0870-9025201500010000500024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <p>&nbsp;</p>     <P> <B>Conflito de interesses</B> </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Os autores declaram n&atilde;o haver conflito de interesses.</P>     <p>&nbsp;</p>     <p><i><a href="#topc0">*</a><a name="c0"></a>Autor para correspondência:</i> Correio eletrónico: <a href="mailto:mariarui@esenf.pt">mariarui@esenf.pt</a></P>     <p>&nbsp;</p>     <P>Recebido 21 de Fevereiro de 2014 .Aceito 9 de Julho de 2014</P>      ]]></body><back>
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