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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Saúde Pública]]></journal-title>
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<publisher-name><![CDATA[Escola Nacional de Saúde Pública]]></publisher-name>
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<article-id>S0870-90252015000100007</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.1016/j.rpsp.2014.10.003</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Prevalência de sintomas associados a lesões musculoesqueléticas na atividade profissional dos higienistas orais]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Objectives Work-related musculoskeletal disorders (WRMSDs) are among the most prevalent work-related diseases in dental hygienists (DH), reason for which we decided to conduct a national study to analyze the frequency of symptoms from these DH pathologies, looking for associations with their daily working tasks. Methods A questionnaire was sent to 415 DH, via the &#8220;survey monkey&#8221; web page getting a response rate of 61.2% (n = 254). Results Most WRMSD symptoms referred by this group were on the neck or cervical region (52%), wrist/hand (47.8%), dorsal (45.2%), lumbar (44.5%) and shoulder (44.9%). We observed that the daily working time influences the chance of occurrence of symptoms, mainly with tasks such as root planning or polishing for the cervical symptoms (OR = 2,337; p = 0,045 and OR = 8,909; p = 0,043), root planning for the shoulder symptoms (OR = 2,758; p = 0,022) and scaling and root planning for the wrist symptoms (OR = 9,797; p = 0,032 and OR = 2,527; p = 0,029), respectively. Conclusions This study suggests that WRMSDs are a real problem among Portuguese dental hygienists that needs to be addressed for an urgent intervention in a way to lower the prevalence of these diseases and to establish preventive strategies to minimize their impact in that group of health professionals.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Lesões musculoesqueléticas ligadas ao trabalho]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <P align="right"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Preval&ecirc;ncia de sintomas associados a les&otilde;es musculoesquel&eacute;ticas na atividade profissional dos higienistas orais</B></P>     <P><B>Dental hygienists self-reported work-related musculoskeletal disorders symptoms and task demands</B></P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>F&aacute;tima Duarte<SUP>a</SUP><SUP>, </SUP><SUP><a href="#c0">*</a><a name="topc0"></a></SUP><SUP>, </SUP>, Florentino Serranheira<SUP>b</SUP><SUP>, </SUP><SUP>c</SUP><SUP>, </SUP></B> </P>     <P><SUP>a</SUP> Departamento de Periodontologia, Faculdade de Medicina Dent&aacute;ria, Universidade de Lisboa, Lisboa, Portugal</P>     <P><SUP>b</SUP> Departamento de Sa&uacute;de Ocupacional e Ambiental, Escola Nacional de Sa&uacute;de P&uacute;blica, Universidade Nova de Lisboa, Lisboa, Portugal</P>     <P><SUP>c</SUP> Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de P&uacute;blica, Escola Nacional de Sa&uacute;de P&uacute;blica, Universidade Nova de Lisboa, Lisboa, Portugal</P>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P> <B>RESUMO</B> </P>     <P>     <P> <B>Objetivos</B> </P>     <P>As les&otilde;es musculoesquel&eacute;ticas ligadas ao trabalho (LMELT) s&atilde;o as mais prevalentes doen&ccedil;as profissionais nos higienistas orais (HO), o que motivou um estudo nacional de identifica&ccedil;&atilde;o da frequ&ecirc;ncia de sintomas destas patologias neste grupo, procurando rela&ccedil;&otilde;es com as suas atividades di&aacute;rias.</P>     <P> <B>M&eacute;todos</B> </P>     <P>Foi enviado um question&aacute;rio a 415 HO, atrav&eacute;s da plataforma <I>SurveyMonkey</I>, obtendo-se uma taxa de resposta de 61,2% (n = 254).</P>     <P> <B>Resultados</B> </P>     <P>Os sintomas de LMELT mais referidos encontram-se a n&iacute;vel do pesco&ccedil;o ou regi&atilde;o cervical (52%), punho/m&atilde;o (47,8%), zona dorsal (45,2%), zona lombar (44,5%) e ombros (40,9%). O tempo de atividade di&aacute;ria influencia a probabilidade de ocorr&ecirc;ncia de sintomas, principalmente o alisamento radicular e o polimento profil&aacute;tico para as queixas a n&iacute;vel da regi&atilde;o cervical (OR = 2,337; p = 0,045 e OR = 8,909; p = 0,043), o alisamento radicular para as queixas a n&iacute;vel dos ombros (OR = 2,758; p = 0,022) e a destartariza&ccedil;&atilde;o e o alisamento radicular para os sintomas nos punhos (OR = 9,797; p = 0,032 e OR = 2,527; p = 0,029), respetivamente.</P>     <P> <B>Conclus&otilde;es</B> </P>     <P>Este estudo sugere que as LMELT s&atilde;o um problema real entre os HO portugueses, que necessita uma interven&ccedil;&atilde;o urgente no sentido de diminuir a preval&ecirc;ncia destas patologias e estabelecer estrat&eacute;gias preventivas que minimizem o seu impacto na sa&uacute;de deste grupo profissional.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P> <B>Palavras-chave</B>: Les&otilde;es musculoesquel&eacute;ticas ligadas ao trabalho. Sa&uacute;de ocupacional. Ergonomia. Higienistas orais.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P> <B>ABSTRACT</B> </P>     <P>     <P> <B>Objectives</B> </P>     <P>Work-related musculoskeletal disorders (WRMSDs) are among the most prevalent work-related diseases in dental hygienists (DH), reason for which we decided to conduct a national study to analyze the frequency of symptoms from these DH pathologies, looking for associations with their daily working tasks.</P>     <P> <B>Methods</B> </P>     <P>A questionnaire was sent to 415 DH, via the &ldquo;survey monkey&rdquo; web page getting a response rate of 61.2% (n = 254).</P>     <P> <B>Results</B> </P>     <P>Most WRMSD symptoms referred by this group were on the neck or cervical region (52%), wrist/hand (47.8%), dorsal (45.2%), lumbar (44.5%) and shoulder (44.9%).</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>We observed that the daily working time influences the chance of occurrence of symptoms, mainly with tasks such as root planning or polishing for the cervical symptoms (OR = 2,337; <I>p</I> = 0,045 and OR = 8,909; <I>p</I> = 0,043), root planning for the shoulder symptoms (OR = 2,758; <I>p</I> = 0,022) and scaling and root planning for the wrist symptoms (OR = 9,797; <I>p</I> = 0,032 and OR = 2,527; <I>p</I> = 0,029), respectively.</P>     <P> <B>Conclusions</B> </P>     <P>This study suggests that WRMSDs are a real problem among Portuguese dental hygienists that needs to be addressed for an urgent intervention in a way to lower the prevalence of these diseases and to establish preventive strategies to minimize their impact in that group of health professionals.</P>     <p></P>     <P> <B>Keywords</B>: Work-related musculoskeletal disorders. Occupational health. Ergonomics. Dental hygienists. </P>     <p>&nbsp;</p>     <P> <B>Introdu&ccedil;&atilde;o</B> </P>     <P>As les&otilde;es musculoesquel&eacute;ticas ligadas ao trabalho (LMELT) s&atilde;o as patologias ocupacionais mais comuns na Uni&atilde;o Europeia e podem afetar trabalhadores de todos os setores profissionais<SUP>1,2</SUP>. De acordo com o <I>Bureau of Labor Statistics</I><SUP>3</SUP>, mais de 60% das doen&ccedil;as relacionadas com o trabalho s&atilde;o LMELT. Sabe-se tamb&eacute;m que estas doen&ccedil;as, frequentemente com origem na atividade profissional, constituem uma das grandes preocupa&ccedil;&otilde;es dos servi&ccedil;os de gest&atilde;o de recursos humanos, assim como dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de e seguran&ccedil;a do trabalho<SUP>4</SUP>, apresentando uma dimens&atilde;o individual e social com custos intang&iacute;veis<SUP>5</SUP>.</P>     <P>As LMELT constituem s&iacute;ndromes de dor cr&oacute;nica e podem afetar uma ou mais regi&otilde;es do corpo no decorrer de uma atividade com exig&ecirc;ncias f&iacute;sicas, de aplica&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;a, quer repetitiva quer em posi&ccedil;&otilde;es intersegmentares extremas<SUP>5</SUP>.</P>     <P>De acordo com Ag&ecirc;ncia Europeia para a Seguran&ccedil;a e a Sa&uacute;de no Trabalho, as LMELT t&ecirc;m etiologia multifatorial e &eacute; dif&iacute;cil na maioria das vezes, estabelecer um nexo de causalidade<SUP>1,2</SUP>.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Entre os higienistas orais (HO) as patologias associadas ao trabalho, nomeadamente as relacionadas com o membro superior e regi&atilde;o cervical<SUP>3</SUP>, t&ecirc;m sido referenciadas como as mais prevalentes em diversos estudos, de que se destaca o de Ylipaa et al. em HO suecos<SUP>6</SUP>.</P>     <P>Na origem das LMELT do membro superior est&atilde;o normalmente atividades que exigem aplica&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;a elevada com as m&atilde;os, posturas extremas dos membros superiores, repetitividade de movimentos e compress&atilde;o mec&acirc;nica das estruturas anat&oacute;micas<SUP>5,7,8</SUP>. Considera-se ainda que a utiliza&ccedil;&atilde;o de ferramentas vibrat&oacute;rias manuais possa influenciar, de uma forma elevada, o risco de contrair estas patologias, devido &agrave; exposi&ccedil;&atilde;o a vibra&ccedil;&otilde;es no sistema m&atilde;o-bra&ccedil;o<SUP>9</SUP>.</P>     <P>Nesse contexto, os HO s&atilde;o profissionais de sa&uacute;de que, na sua vertente cl&iacute;nica, utilizam frequentemente os membros superiores, com gestos e movimentos repetitivos, sobretudo com os punhos/m&atilde;os e dedos. Essa prevalente utiliza&ccedil;&atilde;o anat&oacute;mica encontra-se dependente de condicionantes externas da atividade, designadamente, dos equipamentos, instrumentos utilizados (na maioria produtores de vibra&ccedil;&otilde;es) e fundamentalmente pelos constrangimentos da sua manipula&ccedil;&atilde;o na cavidade oral, durante os procedimentos cl&iacute;nicos. Desta forma &eacute; aceit&aacute;vel presumir que estes profissionais apresentem um risco elevado de LMELT. As posturas de trabalho, a for&ccedil;a e a repetitividade dos gestos impostos pela atividade, os equipamentos, a configura&ccedil;&atilde;o e exig&ecirc;ncias que os utens&iacute;lios e a posi&ccedil;&atilde;o do utente determinam aos HO s&atilde;o os principais condicionantes que podem estar etiologicamente na origem destas les&otilde;es. Outro dos fatores de risco que podem igualmente contribuir para a g&eacute;nese das LMELT &eacute; o stresse a que os HO est&atilde;o expostos, mormente pelo n&uacute;mero de pacientes que veem e muitas vezes devido &agrave;s frequentes exig&ecirc;ncias temporais (como por exemplo atraso entre consultas) e que v&atilde;o influenciar a regula&ccedil;&atilde;o da atividade, as suas atitudes e modos operat&oacute;rios, no sentido de atingir os objetivos definidos pela organiza&ccedil;&atilde;o do trabalho<SUP>10</SUP>.</P>     <P>Michalak-Turcotte refere que dados dos anos 80-90 revelam nos Estados Unidos da Am&eacute;rica (EUA) uma preval&ecirc;ncia de LMELT nos HO que atingiu os 62%<SUP>11</SUP>. Existem, ainda, de acordo com Sanders<SUP>12</SUP>, estudos, tamb&eacute;m nos HO dos EUA, que apresentam queixas ou sintomas ao n&iacute;vel do canal c&aacute;rpico acima dos 56%<SUP>13,14</SUP> (considerada a LME mais relatada entre os HO) e percentagens de preval&ecirc;ncia de LMELT superiores, com valores entre 63-95%, nomeadamente no que se refere &agrave; zona lombar, ao pesco&ccedil;o, aos ombros, bra&ccedil;os e m&atilde;os<SUP>15&ndash;17</SUP>.</P>     <P>O trabalho do HO difere de um trabalho de produ&ccedil;&atilde;o de linha (onde os trabalhadores executam repetidamente os mesmos gestos e a&ccedil;&otilde;es t&eacute;cnicas, de forma r&aacute;pida e por per&iacute;odos longos de tempo) e requer uma elevada precis&atilde;o nas atividades que s&atilde;o mais frequentemente realizadas, nomeadamente, a destartariza&ccedil;&atilde;o e o polimento profil&aacute;tico. Tais procedimentos podem durar cerca de 20 minutos do total da consulta habitual de higiene oral de 50 minutos. Apesar de aparentemente existir tempo para recupera&ccedil;&atilde;o dos tecidos, os fatores de risco est&atilde;o presentes em todas as atividades, determinando a exposi&ccedil;&atilde;o continuada e frequente dos HO<SUP>18</SUP>.</P>     <P>De acordo com alguns estudos nesta &aacute;rea, reconhece-se que as LMELT podem contribuir de forma substantiva para que estes profissionais apresentem altera&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de que resultem em quebra da produtividade no trabalho e ainda em absentismo<SUP>18,19</SUP>.</P>     <P>O presente trabalho partiu da quest&atilde;o &laquo;quais os valores de preval&ecirc;ncia de sintomatologia de LMELT autorreferida pelos HO e ser&aacute; que existe rela&ccedil;&atilde;o com as atividades de trabalho prevalentes?&raquo;. Desta forma definiu-se como objetivo geral a identifica&ccedil;&atilde;o da preval&ecirc;ncia de sintomatologia musculoesquel&eacute;tica autorreferida pelos HO relacionada com as LMELT, incluindo elementos relacionados com a caracteriza&ccedil;&atilde;o sociodemogr&aacute;fica, de sa&uacute;de e, principalmente, com a atividade de trabalho.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P> <B>Materiais e m&eacute;todos</B> </P>     <P>Os HO portugueses foram o alvo deste estudo descritivo e transversal que teve como objetivo estudar a preval&ecirc;ncia de sintomas de LMELT nesse grupo.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>O estudo decorreu em 2010 e incluiu todos os HO que conclu&iacute;ram o curso de Higiene Oral depois de 1986 (in&iacute;cio do curso em Portugal). Foram contactados 415 profissionais, incluindo-se todos os HO formados pela FMDUL e os HO formados no ISAVE ap&oacute;s 2004 (ano de abertura do curso nessa institui&ccedil;&atilde;o), com distribui&ccedil;&atilde;o de Norte a Sul do pa&iacute;s e ainda ilhas.</P>     <P>O contacto dos profissionais foi feito pessoalmente ou pelo m&eacute;todo &laquo;passa-palavra&raquo; e a participa&ccedil;&atilde;o no estudo foi volunt&aacute;ria. O estudo foi aprovado pela Universidade de &Eacute;vora, garantindo-se do ponto de vista &eacute;tico e deontol&oacute;gico todas as recomenda&ccedil;&otilde;es do Comit&eacute; de Hels&iacute;nquia, designadamente a confidencialidade dos dados.</P>     <P>Foi utilizada uma adapta&ccedil;&atilde;o portuguesa do Question&aacute;rio N&oacute;rdico Musculoesquel&eacute;tico (QNM)<SUP>20,21</SUP> para identifica&ccedil;&atilde;o da presen&ccedil;a de sintomatologia musculoesquel&eacute;tica, incluindo um &laquo;m&oacute;dulo relativo ao trabalho&raquo;, no sentido de identificar elementos da especificidade das atividades dos HO e procurar eventuais rela&ccedil;&otilde;es entre a sintomatologia referida e as exig&ecirc;ncias da atividade de trabalho.</P>     <P>O question&aacute;rio apresenta-se dividido em 3 partes<SUP>21</SUP>: (i) caracteriza&ccedil;&atilde;o sociodemogr&aacute;fica, (ii) identifica&ccedil;&atilde;o da sintomatologia musculoesquel&eacute;tica e (iii) caracteriza&ccedil;&atilde;o das principais atividades desempenhadas pelos HO, com a identifica&ccedil;&atilde;o da sintomatologia associada.</P>     <P>O question&aacute;rio foi adaptado a uma vers&atilde;o eletr&oacute;nica e enviado aos HO atrav&eacute;s da plataforma <I>SurveyMonkey</I> por ser uma forma de preenchimento mais f&aacute;cil.</P>     <P>Os dados recolhidos foram posteriormente combinados e agrupados para an&aacute;lise estat&iacute;stica com recurso ao SPSS vers&atilde;o 17.</P>     <P>Na an&aacute;lise descritiva foram utilizadas medidas de tend&ecirc;ncia central &ndash; m&eacute;dia e medidas de dispers&atilde;o &ndash;, amplitude para as vari&aacute;veis quantitativas cont&iacute;nuas e frequ&ecirc;ncias relativas para as vari&aacute;veis nominais e ordinais.</P>     <P>Face ao n&uacute;mero de respondentes (n = 254) e &agrave; tipologia das quest&otilde;es, utilizou-se para a an&aacute;lise de correla&ccedil;&otilde;es o teste de coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o de Spearman. Para avaliar as associa&ccedil;&otilde;es entre as vari&aacute;veis dos sintomas com as vari&aacute;veis de interesse foram utilizados os testes estat&iacute;sticos de Kruskal Wallis e de Mann-Whitney e de Qui-quadrado; esta escolha deve-se &agrave; natureza dicot&oacute;mica da vari&aacute;vel &laquo;sintomas&raquo; e &agrave; natureza ordinal de diversas vari&aacute;veis, das quais se destacam a &laquo;frequ&ecirc;ncia&raquo; e a &laquo;intensidade&raquo; dos sintomas. Utilizou-se a regress&atilde;o log&iacute;stica para identifica&ccedil;&atilde;o de contributos de classes de realiza&ccedil;&atilde;o de atividades frequentes nos sintomas a diversos n&iacute;veis anat&oacute;micos. Nos testes utilizados o n&iacute;vel de signific&acirc;ncia foi de 5%.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P> <B>Resultados</B> </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Do total dos 415 question&aacute;rios enviados foram respondidos 254, o que corresponde a uma taxa de resposta de 61,2%.</P>     <P>Relativamente &agrave;s vari&aacute;veis demogr&aacute;ficas e antropom&eacute;tricas, os respondentes s&atilde;o maioritariamente do g&eacute;nero feminino (80,7%). A idade m&eacute;dia dos inquiridos &eacute; de aproximadamente 35 anos. O peso m&eacute;dio dos HO &eacute; de cerca de 64 kg e a altura m&eacute;dia de 1,65 m. Quando calculado o &iacute;ndice de massa corporal (IMC) da amostra verifica-se que varia entre 16,5-39,8, com um valor m&eacute;dio de 23,1. Contudo, observa-se uma percentagem de 23,2% dos respondentes com um IMC igual ou superior a 25, o que revela excesso de peso ou obesidade.</P>     <P>O membro superior dominante &eacute; o direito (95,1%) e 5 dos inquiridos (2,0%) reportam ser ambidextros.</P>     <P>Na caracteriza&ccedil;&atilde;o do estado de sa&uacute;de cerca de 21% (n = 53) dos inquiridos relatou ser portador de uma ou mais doen&ccedil;as naturais (p. ex.: diabetes, hipertens&atilde;o, osteoporose, asma, rinite), 7,3% (n = 18) dos inquiridos faz algum tipo de tratamento de reabilita&ccedil;&atilde;o, onde se destaca as t&eacute;cnicas da fisioterapia. Das doen&ccedil;as referidas, 66% (n = 35) n&atilde;o tinham rela&ccedil;&atilde;o com a sa&uacute;de musculoesquel&eacute;tica, 26,4% (n = 14) poder&atilde;o ter alguma rela&ccedil;&atilde;o (ex.: h&eacute;rnias discais, problemas de coluna) e 7,5% (n = 4) s&atilde;o LMELT (p. ex.: tendinites).</P>     <P>No &uacute;ltimo ano 85,1% dos respondentes consultaram um m&eacute;dico por raz&otilde;es diversas e 54,3% (n = 134) tomaram medicamentos com regularidade.</P>     <P>A atividade f&iacute;sica &eacute; praticada de forma regular por sensivelmente metade dos higienistas (49,4%, n = 123), contudo para 26,5% dos praticantes desta atividade existe risco acrescido no desenvolvimento de LMELT.</P>     <P>Os h&aacute;bitos tab&aacute;gicos s&atilde;o observados em 47 (48,9%) dos HO com uma m&eacute;dia de 8,5 cigarros di&aacute;rios (m&aacute;ximo de 25) e o consumo de &aacute;lcool identifica-se em 27 dos HO (10,6%).</P>     <P>A frequ&ecirc;ncia de consumo de caf&eacute; regista-se em 61,7% dos respondentes.</P>     <P>Caracteriza&ccedil;&atilde;o profissional: a m&eacute;dia de anos de profiss&atilde;o &eacute; de 9 anos, com 83,6% da amostra a ter menos de 15 anos de profiss&atilde;o. Observa-se uma ligeira diferen&ccedil;a (inferior a 6 meses) entre o n&uacute;mero de anos de profiss&atilde;o e os anos de trabalho efetivo, o que pode indicar uma entrada posterior na profiss&atilde;o.</P>     <P>As horas de trabalho com paciente variam entre 0-50 horas por semana, com uma m&eacute;dia aproximada de 27 horas semanais.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Os inquiridos exercem predominantemente a atividade profissional em trabalho cl&iacute;nico (86,2%, n = 219) com uma m&eacute;dia de 16 horas por semana (moda de 8 horas e o 3.&deg; quartil com 25 horas semanais). A atividade comunit&aacute;ria &eacute; exercida por 87 higienistas (34,3%), com uma m&eacute;dia de 10 horas semanais. O trabalho pedag&oacute;gico foi assinalado por 34 higienistas (13,4%) num total de 8 horas por semana. Vinte e nove (11,4%) higienistas assinalaram outro tipo de trabalho como atividade predominante, nomeadamente, marketing, publicidade, membros de organismos oficiais, consultoria, com cerca de 6 horas semanais.</P>     <P>De referir que a maioria dos higienistas (82,1%) divide o seu tempo de trabalho por mais do que uma das &aacute;reas de atividade das suas compet&ecirc;ncias, despendendo 35 ou mais horas por semana.</P>     <P>Quanto ao regime de trabalho, o mais observado &eacute; a combina&ccedil;&atilde;o do &laquo;trabalho por conta de outrem&raquo; com o &laquo;trabalho independente&raquo;, com 38,6% (n = 93), havendo a registar 32,8% (n = 79) e 27,2% (n = 69) dos HO que trabalham em regime alternado, respetivamente, dependente ou independente.</P>     <P>Quarenta e quatro higienistas (18,2%) exercem tamb&eacute;m outra atividade profissional, como por exemplo a de delegados de informa&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica, prot&eacute;sicos dent&aacute;rios ou gestores.</P>     <P>A an&aacute;lise da preval&ecirc;ncia de sintomas de les&otilde;es musculoesquel&eacute;ticas revelou que dos 254 respondentes, 214 (86,6%) relataram a ocorr&ecirc;ncia de sintomatologia musculoesquel&eacute;tica em diferentes partes do corpo nos &uacute;ltimos 12 meses, dos quais 202 referiram sintomatologia na parte superior do corpo, 52 apresentavam sintomatologia na zona inferior do corpo e 45 apresentaram sintomatologia em ambas as zonas corporais. Neste contexto &eacute; importante referir que h&aacute; HO que referiram sintomas musculoesquel&eacute;ticos em diversas partes do corpo.</P>     <P>Quando analisada a sintomatologia da parte superior do corpo (pesco&ccedil;o, zona dorsal, zona lombar, ombros, cotovelos e m&atilde;o/punho) verifica-se que 202 (81,8%) dos inquiridos apresentaram alguma ocorr&ecirc;ncia nos &uacute;ltimos 12 meses, com um quarto da amostra a registar sintomatologia em 3 localiza&ccedil;&otilde;es diferentes dos membros superiores. Nenhum inquirido reportou sintomatologia em todas as localiza&ccedil;&otilde;es superiores do corpo.</P>     <P>As &aacute;reas com refer&ecirc;ncia a sintomatologia, designadamente desconforto, fadiga ou dor s&atilde;o: pesco&ccedil;o, n = 129 (52%), punho/m&atilde;o, n = 118 (48%), zona dorsal, n = 112 (45%), zona lombar, n = 107 (44,5%), ombros, n = 100 (41%), tornozelos/p&eacute;s, n = 29 (12%), joelhos, n = 23 (9%), cotovelos, n = 13 (6%) e coxas, n = 10 (4%).</P>     <P>Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; sintomatologia do pesco&ccedil;o ou regi&atilde;o cervical (<a href ="/img/revistas/rpsp/v33n1/33n1a07t1.jpg">tabela 1</a>), dos 248 respondentes cerca de metade (52,0%) referiram ter tido dor nos &uacute;ltimos 12 meses.</P>     
<P>Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; sintomatologia dos ombros, dos 247 respondentes, 100 (40,5%) afirmaram ter sintomas nos ombros e entre estes 35 com maior registo no ombro direito (35% entre os respondentes com dor nos ombros e 14,1% do total de respondentes), sendo a frequ&ecirc;ncia mais reportada entre as 2 ou 3 vezes (35,6%) (<a href ="/img/revistas/rpsp/v33n1/33n1a07t1.jpg">tabela 1</a>).</P>     
<P>Dos 247 inquiridos cerca de metade (47,8%) refere ter tido sintomatologia dos punhos/m&atilde;os nos &uacute;ltimos 12 meses, mais evidente no punho/m&atilde;o direita (67,4%) e com uma frequ&ecirc;ncia ao ano de 2 a 3 vezes (39,0%). A intensidade mais referida foi a moderada (41,5%) (<a href ="/img/revistas/rpsp/v33n1/33n1a07t1.jpg">tabela 1</a>).</P>     
]]></body>
<body><![CDATA[<P>Duzentos e dois higienistas (81,8%) apresentaram sintomas na zona superior do corpo nos &uacute;ltimos 12 meses.</P>     <P>A &laquo;soma de sintomas&raquo; revelou-se estatisticamente significativa com o n&uacute;mero de horas com paciente (&#967;<SUP>2</SUP> = 11,903; p = 0,036).</P>     <P>Observa-se a exist&ecirc;ncia de pausas di&aacute;rias de 5 minutos efetuadas pela maioria dos inquiridos (n = 146; 59,8%), com um m&aacute;ximo de 10 pausas di&aacute;rias e uma m&eacute;dia de 3. J&aacute; o trabalho a 4 m&atilde;os com colabora&ccedil;&atilde;o de assistente &eacute; praticado sempre ou frequentemente por 78 (32,3%) dos inquiridos e raramente ou nunca por 164 (67,7%).</P>     <P>A posi&ccedil;&atilde;o de trabalho sentado &eacute; pr&aacute;tica comum em 150 HO (61,7%), correspondendo a cerca de 70% do tempo de trabalho, enquanto 38 (15,6%) apenas trabalham sentados em menos de metade do tempo de trabalho.</P>     <P>A repeti&ccedil;&atilde;o de movimentos de m&atilde;os/dedos &eacute; observada em mais de 70% do tempo de trabalho, bem como a precis&atilde;o com os dedos e a aplica&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;a com as m&atilde;os e dedos (<a href ="/img/revistas/rpsp/v33n1/33n1a07t2.jpg">tabela 2</a>).</P>     
<P>As correla&ccedil;&otilde;es entre os sintomas relacionados com os diferentes tipos de posi&ccedil;&atilde;o ou movimento na atividade de trabalho s&atilde;o positivas, moderadas e significativas para o trabalho com os bra&ccedil;os acima da altura dos ombros (p = 0,451; p &lt; 0,001), a inclina&ccedil;&atilde;o do tronco (p = 0,482; p &lt; 0,001), a rota&ccedil;&atilde;o do tronco (p = 0,474; p &lt; 0,001), a repetitividade dos movimentos dos bra&ccedil;os (p = 0,457; p &lt; 0,001), com os movimentos repetidos das m&atilde;os e dedos (p = 0,382; p &lt; 0,001), a precis&atilde;o com os dedos (p = 0,400; p &lt; 0,001) e a aplica&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;as com as m&atilde;os e dedos (p = 0,393; p &lt; 0,001).</P>     <P>A atividade que &eacute; exercida com maior frequ&ecirc;ncia &eacute; o polimento profil&aacute;tico (73,2%), seguida da destartariza&ccedil;&atilde;o (69,0%). A atividade que requer mais esfor&ccedil;o manual (alisamento radicular) &eacute; aquela que &eacute; praticada com menor frequ&ecirc;ncia (39,9%).</P>     <P>Observa-se uma associa&ccedil;&atilde;o estatisticamente significativa entre a &laquo;presen&ccedil;a de sintomas na zona superior do corpo&raquo; e as vari&aacute;veis (i) de &laquo;tempo com inclina&ccedil;&atilde;o do tronco&raquo; (&#967;<SUP>2</SUP> = 24,203; p &lt; 0,001), (ii) de &laquo;tempo gasto com movimentos repetidos das m&atilde;os/dedos&raquo; (&#967;<SUP>2</SUP> = 12,055; p = 0,034), (iii) de &laquo;tempo com movimentos de precis&atilde;o com os dedos&raquo; (&#967;<SUP>2</SUP> = 11,823; p = 0,037) e ainda (iv) de tempo com alisamento radicular (&#967;<SUP>2</SUP> = 14,188; p = 0,014).</P>     <P>A probabilidade de existirem sintomas de LMELT em determinadas zonas anat&oacute;micas evidencia-se relacionada com a frequ&ecirc;ncia de realiza&ccedil;&atilde;o das atividades (de ocasional a muito frequente) dos HO (<a href ="/img/revistas/rpsp/v33n1/33n1a07t3.jpg">tabela 3</a>). Constata-se que a realiza&ccedil;&atilde;o &laquo;muito frequente&raquo; de atividades como o alisamento radicular (OR = 2,337) ou do polimento (OR = 8,909) contribui significativamente para a refer&ecirc;ncia de sintomas musculoesquel&eacute;ticos a n&iacute;vel da regi&atilde;o cervical. Destacam-se, igualmente significativos quando classificados como &laquo;muito frequentes&raquo;, o alisamento radicular com probabilidades acrescidas de sintomatologia a n&iacute;vel dos ombros (OR = 2,758) e dos punhos (OR = 2,527), assim como a destartariza&ccedil;&atilde;o para os sintomas no punho (OR = 9,797). Os valores obtidos evidenciam o aumento da probabilidade desses sintomas surgirem nas atividades muito frequentes, destacando a rela&ccedil;&atilde;o entre a sintomatologia e a exposi&ccedil;&atilde;o aos diversos fatores de risco da atividade dos HO.</P>     
<P>Dos 215 inquiridos que apresentaram &laquo;qualquer tipo de sintoma&raquo;, 34 (15,8%) referiram absentismo pela sintomatologia apresentada.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>N&atilde;o houve nenhum inquirido que tenha registado impedimento ao trabalho por sintomatologia nos joelhos ou cotovelos.</P>     <P>Relativamente aos dias de absentismo ao trabalho por sintomatologia nas diferentes regi&otilde;es anat&oacute;micas verifica-se que &eacute; nas zonas do pesco&ccedil;o (m&eacute;dia de 32 dias) e dorsal (m&eacute;dia de 36 dias) que se regista maior absentismo, tendo um inquirido reportado 330 dias de absentismo.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P> <B>Discuss&atilde;o</B> </P>     <P>As v&aacute;rias exig&ecirc;ncias das principais atividades de trabalho dos HO e respetivos fatores de risco contribuem para a etiologia das LMELT neste grupo profissional. A pr&aacute;tica da higiene oral requer coordena&ccedil;&atilde;o motora fina, numa reduzida e frequentemente elevada zona de trabalho, a boca. H&aacute; uma constante aus&ecirc;ncia de suporte dos bra&ccedil;os e antebra&ccedil;os, a utiliza&ccedil;&atilde;o de gestos e movimentos repetitivos, com exig&ecirc;ncias de coordena&ccedil;&atilde;o oculomotora em particular a n&iacute;vel do punho, m&atilde;o e dedos, em a&ccedil;&otilde;es que exigem agarrar aparelhos e instrumentos, frequentemente produtores de vibra&ccedil;&otilde;es de elevada frequ&ecirc;ncia.</P>     <P>As exig&ecirc;ncias do trabalho cl&iacute;nico s&atilde;o determinantes para as posi&ccedil;&otilde;es est&aacute;ticas, particularmente a flex&atilde;o da regi&atilde;o cervical (pesco&ccedil;o), a inclina&ccedil;&atilde;o e rota&ccedil;&atilde;o do tronco. Para al&eacute;m destes fatores relacionados diretamente com as atividades, outros t&ecirc;m sido sugeridos tais como os anos de profiss&atilde;o, o maior tempo de consulta (pr&aacute;tica cl&iacute;nica) e o g&eacute;nero feminino<SUP>19</SUP>.</P>     <P>Num estudo semelhante ao apresentado<SUP>6</SUP> constatou-se que dos 471 HO respondentes, 99,7% eram do sexo feminino e 0,3% do masculino. De acordo com Osuna, 98% dos higienistas orais s&atilde;o mulheres<SUP>22</SUP>. O g&eacute;nero constitui um fator de risco na sintomatologia de LMELT<SUP>23</SUP>, o que &eacute; neste estudo, devido &agrave; popula&ccedil;&atilde;o observada ser maioritariamente do sexo feminino (80,7%), bastante relevante.</P>     <P>A sintomatologia a n&iacute;vel do pesco&ccedil;o foi a relatada em mais de metade dos HO (52%), o que est&aacute; de acordo com Hayes et al.<SUP>24</SUP> e Anton et al.<SUP>25</SUP>. Os HO apresentam tamb&eacute;m sintomatologia musculoesquel&eacute;tica mais frequente do pesco&ccedil;o, ombro e punho/m&atilde;o, comparados com outros profissionais de sa&uacute;de oral<SUP>24,25</SUP>.</P>     <P>No presente estudo observam-se elevados valores de preval&ecirc;ncia de sintomas nos &uacute;ltimos 12 meses na zona superior do corpo (81,8%), designadamente 52% para o pesco&ccedil;o, 48% para o punho/m&atilde;o, 45% para a zona dorsal, 43% para a zona lombar, 41% para os ombros, o que parece ser similar com outros estudos, como Akesson et al.<SUP>15</SUP>, Anton et al.<SUP>25</SUP> e Morse et al.<SUP>26</SUP>, onde s&atilde;o referidos valores respetivamente de 64, 69 e 60% ao n&iacute;vel do punho/m&atilde;o; Oberg e Oberg<SUP>27</SUP> e Anton et al.<SUP>25</SUP> com valores para o pesco&ccedil;o de 62 e 68%, respetivamente. Ylipaa et al.<SUP>6</SUP> referem 64% de preval&ecirc;ncia de sintomas em estudos com pesco&ccedil;o e ombros em simult&acirc;neo.</P>     <P>A evid&ecirc;ncia de sintomatologia da zona cervical, pesco&ccedil;o e ombros &eacute; atribu&iacute;da &agrave;s componentes posturais e biomec&acirc;nicas exigidas pela atividade de trabalho dos HO, nomeadamente a flex&atilde;o cervical, as exig&ecirc;ncias visuais, a eleva&ccedil;&atilde;o dos membros superiores, muitas vezes acima da altura dos ombros, o trabalho muscular est&aacute;tico ao n&iacute;vel da articula&ccedil;&atilde;o dos ombros, a extens&atilde;o repetida do bra&ccedil;o e antebra&ccedil;o e a repetitividade de movimentos ao n&iacute;vel do punho/m&atilde;o. &Eacute; importante neste contexto referir que estes sintomas est&atilde;o relacionados com a dura&ccedil;&atilde;o e o ritmo do trabalho executado.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Como dito anteriormente, a sintomatologia do pesco&ccedil;o (52%) revelou ser o problema mais importante ao n&iacute;vel dos HO portugueses.</P>     <P>Existem algumas limita&ccedil;&otilde;es inerentes ao instrumento e ao processo de delineamento metodol&oacute;gico que sumariamente se descrevem. S&atilde;o as limita&ccedil;&otilde;es da maioria dos estudos desta natureza e que utilizam como instrumento de recolha de informa&ccedil;&atilde;o question&aacute;rios sem apoio de investigadores no seu preenchimento: (i) limita&ccedil;&otilde;es do instrumento que, mesmo validado entre n&oacute;s, s&oacute; mede o que se inclui no question&aacute;rio, deixando informa&ccedil;&atilde;o eventualmente relevante fora da an&aacute;lise; (ii) limita&ccedil;&otilde;es relativas a aspetos da validade interna relacionados com os constructos de cada quest&atilde;o e com aspetos de eventual dificuldade de compreens&atilde;o, bem como da validade externa uma vez que n&atilde;o se pretendeu qualquer tipo de generaliza&ccedil;&atilde;o dos resultados; (iii) limita&ccedil;&otilde;es do delineamento utilizado para aceder aos respondentes considerando que o estudo se dirigiu &agrave; popula&ccedil;&atilde;o de HO em Portugal &ndash; a utiliza&ccedil;&atilde;o de question&aacute;rios respondidos em ambiente inform&aacute;tico e de internet t&ecirc;m reconhecidamente aspetos que podem enviesar os resultados, designadamente o n&iacute;vel de literacia inform&aacute;tica, de acesso, entre outros.</P>     <P>Apesar disso, e perante os resultados obtidos, destaca-se como poss&iacute;vel afirmar que a avalia&ccedil;&atilde;o dos n&iacute;veis de desconforto e inc&oacute;modo ou dor com origem no sistema musculoesquel&eacute;tico nos HO est&aacute; relacionada fundamentalmente com a atividade de trabalho e com as condi&ccedil;&otilde;es em que &eacute; desenvolvido<SUP>2,28</SUP>.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P> <B>Conclus&otilde;es</B> </P>     <P>A sintomatologia de LMELT, face aos resultados obtidos, &eacute; uma realidade no seio dos profissionais de sa&uacute;de oral mais propriamente no grupo dos HO.</P>     <P>Existe uma elevada preval&ecirc;ncia de sintomas musculoesquel&eacute;ticos nas diferentes zonas corporais dos HO nos &uacute;ltimos 12 meses, com maior preval&ecirc;ncia ao n&iacute;vel da zona superior do corpo, nomeadamente no pesco&ccedil;o (52%), nos punhos/m&atilde;os (48%), na zona dorsal (45%), na zona lombar (43%) e nos ombros (41%).</P>     <P>Verifica-se uma significativa (p = 0,001) rela&ccedil;&atilde;o entre os sintomas musculoesquel&eacute;ticos e as posi&ccedil;&otilde;es e posturas predominantes de trabalho dos HO com os bra&ccedil;os acima da altura dos ombros (p = 0,390), a inclina&ccedil;&atilde;o dos ombros (p = 0,390), a inclina&ccedil;&atilde;o do tronco (p = 0,505), a rota&ccedil;&atilde;o do tronco (p = 0,479), a repetitividade dos movimentos dos bra&ccedil;os (p = 0,457), os movimentos repetidos das m&atilde;os e dedos (p = 0,428), a precis&atilde;o com os dedos (p = 0,395) e a aplica&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;as com as m&atilde;os e dedos (p = 0,425).</P>     <P>S&oacute; uma pequena percentagem de respondentes (15,8%) referiu absentismo devido &agrave; sintomatologia apresentada nos &uacute;ltimos 12 meses, tendo sido o pesco&ccedil;o e a zona dorsal as que mais contribu&iacute;ram.</P>     <P>A pr&aacute;tica cl&iacute;nica dos HO envolve, de acordo com os respondentes, movimentos, gestos e posturas muito semelhantes com uma elevada repetitividade, em todas as atividades di&aacute;rias realizadas muito frequentemente, destacando-se o alisamento radicular e o polimento no aumento da probabilidade de sintomas a n&iacute;vel da regi&atilde;o cervical (OR = 2,337; OR = 8,909, respetivamente), do alisamento radicular a n&iacute;vel dos ombros (OR = 2,728) e da destartariza&ccedil;&atilde;o e do alisamento radicular a n&iacute;vel dos punhos (OR = 9,797; OR = 2,527).</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Face aos resultados obtidos &eacute; esper&aacute;vel a exist&ecirc;ncia de um substantivo n&uacute;mero de casos de LMELT entre os HO, com as incapacidades da&iacute; decorrentes e as perdas, quer na perspetiva econ&oacute;mica quer individual.</P>     <P>Com base nos resultados autorreferenciados de sintomatologia musculoesquel&eacute;tica pelos HO torna-se pertinente que se iniciem programas de preven&ccedil;&atilde;o das LMELT, orientados para interven&ccedil;&otilde;es sobre as condicionantes do trabalho com, entre outras, medidas concretas a n&iacute;vel da organiza&ccedil;&atilde;o e dos tempos de trabalho em cada subatividade.</P>     <P>A interven&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s da forma&ccedil;&atilde;o permitir&aacute; tamb&eacute;m contribuir para reduzir a exposi&ccedil;&atilde;o aos fatores de risco profissionais e alterar os meios e as formas de trabalho que permitam aos HO estar sensibilizados para o problema e prevenir estas les&otilde;es. A capacita&ccedil;&atilde;o ou empoderamento destes profissionais de sa&uacute;de sobre as inter-rela&ccedil;&otilde;es entre o trabalho e a sua sa&uacute;de, designadamente sobre as LMELT, por certo permitir&aacute;, entre outros aspetos, reconhecer a presen&ccedil;a de sintomas de forma precoce, aumentando a probabilidade de dete&ccedil;&atilde;o r&aacute;pida destas doen&ccedil;as profissionais e contribuir para uma melhor gest&atilde;o da preven&ccedil;&atilde;o destas doen&ccedil;as relacionadas com o trabalho.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P> <B>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</B> </P>     <P>1 Work-related musculoskeletal disorders: Back to work report. European Agency Safety and Health at Work, (2007) .</P>     <!-- ref --><P>2 Schneider E., Irastorza X. OSH in figures: Work- related muscoloskeletal disorders in the EU: Facts and figures. European Agency Safety and Health at Work: EASHW, (2010) .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S0870-9025201500010000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>3 Hamann C., Werner R., Rhode N., Rodgers P., Sullivan K. Upper extremity musculoskeletal disorders in dental hygiene: Diagnosis and options for management. Contemp Oral Hyg.. 2004;4:2-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S0870-9025201500010000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>4 H&eacute;lis P. Les troubles musculo-squelettiques: Le travail &agrave; la carte, les harc&egrave;lements professionnels. Performances Humaines et Techniques. 2005;24.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S0870-9025201500010000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>5 Serranheira F., Uva A., Espirito-Santo J. Estrat&eacute;gia de avalia&ccedil;&atilde;o do risco de les&otilde;es m&uacute;sculo-esquel&eacute;ticas dos membros superiores ligadas ao trabalho aplicada na ind&uacute;stria de abate e desmancha de carne em Portugal. Rev Bras Sa&uacute;de Ocup.. 2009;34:58-66.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S0870-9025201500010000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>6 Ylipaa V., Arnetz B.B., Preber H. Factors that affect health and well-being in dental hygienists; a comparison of Swedish dental practices. J Dent Hyg.. 1999;73:191-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S0870-9025201500010000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>7 Serranheira F. Les&otilde;es m&uacute;sculo-esquel&eacute;ticas ligadas ao trabalho: que m&eacute;todos de avalia&ccedil;&atilde;o do risco?. ENSP. Universidade Nova de Lisboa, (2007) .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S0870-9025201500010000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>8 Serranheira F., Uva A.S. LER/DORT: que m&eacute;todos de avalia&ccedil;&atilde;o do risco?. Rev Bras Sa&uacute;de Ocup.. 2010;35:314-26.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S0870-9025201500010000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>9 Serranheira F., Lopes F., Uva A. Les&otilde;es m&uacute;sculo-esquel&eacute;ticas (LME) e trabalho: uma associa&ccedil;&atilde;o muito frequente. Jornal das Ci&ecirc;ncias M&eacute;dicas; Tomos CLXVIII:59-78. 2004;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S0870-9025201500010000700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</P>     <!-- ref --><P>10 Luis H.S., Ribeiro S., Albuquerque T. The dental hygiene program in Portugal. Int J Dent Hyg.. 2003;1:223-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S0870-9025201500010000700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>11 Michalak-Turcotte C. Controlling dental hygiene work-related musculoskeletal disorders: The ergonomic process. J Dent Hyg.. 2000;74:41-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S0870-9025201500010000700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>12 Sanders M.J. Dental ergonomics. Work.. 2010;35:409-10.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S0870-9025201500010000700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>13 Lalumandier J.A., McPhee S.D., Parrott C.B., Vendemia M. Musculoskeletal pain: Prevalence, prevention, and differences among dental office personnel. Gen Dent.. 2001;49:160-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S0870-9025201500010000700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>14 Macdonald G. Hazards in the dental workplace. Dent Hyg (Chic).. 1987;61:212-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S0870-9025201500010000700013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <P>15 Akesson I., Johnsson B., Rylander L., Moritz U., Skerfving S. Musculoskeletal disorders among female dental personnel&ndash;clinical examination and a 5-year follow-up study of symptoms. Int Arch Occup Environ Health.. 1999;72:395-403.</P>     <!-- ref --><P>16 Atwood M., Michalak C. The occurrence of cumulative trauma in dental hygienists. Work.. 1992;2:17-31.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S0870-9025201500010000700015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>17 Shenkar O., Mann J., Shevach A., Ever-Hadani P., Weiss P. Prevalence and risk factors of upper extremity cumulative trauma disorder in dental hygienists. Work.. 1998;11:263-75.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S0870-9025201500010000700016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>18 Guay A.H. Ergonomically related disorders in dental practice: Commentary. J Am Dent Assoc.. 1998;129:184-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S0870-9025201500010000700017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>19 Hayes M., Cockrell D., Smith D. A systematic review of musculoskeletal disorders among dental professionals. Int J Dent Hyg.. 2009;7:159-65.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000152&pid=S0870-9025201500010000700018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>20 Kuorinka I., Jonsson B., Kilbom A., Vinterberg H., Biering-S&oslash;rensen F., Andersson G. Standardised Nordic questionnaires for the analysis of musculoskeletal symptoms. Appl Ergon.. 1987;18:233-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000154&pid=S0870-9025201500010000700019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>21 Serranheira F., Uva A., Lopes F. Les&otilde;es m&uacute;sculo-esquel&eacute;ticas e trabalho: alguns m&eacute;todos de avalia&ccedil;&atilde;o do risco. Sociedade Portuguesa de Medicina do Trabalho, (2008) .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000156&pid=S0870-9025201500010000700020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>22 Osuna T. Ergonomics: Investing in yourself. J Calif Dent Hyg Assoc.. 2006;21:19-27.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000158&pid=S0870-9025201500010000700021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>23 Kuorinka I., Forcier L., Hagberg M., Silverstein B., Wells R., Smith M. LATR: Les l&eacute;sions attribuables au travail r&eacute;p&eacute;titif: Ouvrage de r&eacute;f&eacute;rence sur les l&eacute;sions musculo-squelettiques li&eacute;es au travail. &Eacute;ditions MultiMondes, (1995) .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000160&pid=S0870-9025201500010000700022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>24 Hayes M., Smith D., Cockrell D. Prevalence of muscoloskeletal disorders among Australian dental hygiene students. Int J Dent Hyg.. 2009;7:176-81.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000162&pid=S0870-9025201500010000700023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>25 Anton D., Rosecrance J., Merlino L., Cook T. Prevalence of musculoskeletal symptoms and carpal tunnel syndrome among dental hygienists. Am J Indus Med.. 2002;42:248-57.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000164&pid=S0870-9025201500010000700024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>26 Morse T., Bruneau H., Michalak-Turcotte C., Sanders M., Warren N., Dussetschleger J. Musculoskeletal disorders of the neck and shoulder in dental hygienists and dental hygiene students. J Dent Hyg.. 2007;81:10.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000166&pid=S0870-9025201500010000700025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>27 Oberg T., Oberg U. Musculoskeletal complaints in dental hygiene: A survey study from a Swedish county. J Dent Hyg.. 1993;67:257-61.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000168&pid=S0870-9025201500010000700026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <P>28 Serranheira F., Cotrim T., Rodrigues V., Nunes C., Sousa-Uva A. Nurses&rsquo; working tasks and MSDs back symptoms: Results from a national survey. Work.. 2012;41:(Suppl 1)2449-51.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P> <B>Conflito de interesses</B> </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Os autores declaram n&atilde;o haver conflito de interesses.</P>     <p>&nbsp;</p>     <p><i><a href="#topc0">*</a><a name="c0"></a>Autor para correspondência:</i> Correio eletrónico: <a href="mailto:mfaduarte1@gmail.com">mfaduarte1@gmail.com</a></P>     <p>&nbsp;</p>     <P>Recebido 28 de Abril de 2014 .Aceito 7 de Outubro de 2014</P>      ]]></body><back>
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