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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Saúde Pública]]></journal-title>
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<publisher-name><![CDATA[Escola Nacional de Saúde Pública]]></publisher-name>
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<article-id>S0870-90252015000100011</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.1016/j.rpsp.2015.01.001</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Eficácia das intervenções psicológicas em grupo dirigidas a mulheres com cancro da mama: uma revisão sistemática]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Efficacy of psychological group interventions for women with breast cancer: A systematic review]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade do Porto Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação ]]></institution>
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<institution><![CDATA[,Universidade do Porto Centro de Psicologia ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This review aims to analyze the efficacy of psychological interventions programs for women with breast cancer. Studies were identified by searching multiple databases and hand-searching of randomized controlled trials. A total of 48 studies were identified. The majority of psychological interventions programs were based on cognitive-behavior therapy, supportive-expressive therapy, psychoeducation and psychosocial therapy. These studies suggested positive results in psychological and biological dimensions. Twelve studies did not report any benefits. We can conclude that psychological interventions programs for women with breast cancer are effective in the promotion of breast cancer adaptation. Future studies should focus on overcoming the methodological limitations identified and focus on analyzing the processes of changes associated with the psychological interventions programs implemented.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Revisão sistemática]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Intervenção psicológica em grupo]]></kwd>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Cancro da mama]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Breast cancer]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <P align="right"><b>ARTIGO DE REVISÃO</b></P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Efic&aacute;cia das interven&ccedil;&otilde;es psicol&oacute;gicas em grupo dirigidas a mulheres com cancro da mama: uma revis&atilde;o sistem&aacute;tica</B></P>     <P><B>Efficacy of psychological group interventions for women with breast cancer: A systematic review</B></P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>T&acirc;nia Brand&atilde;o<SUP><a href="#c0">*</a><a name="topc0"></a></SUP><SUP>, </SUP>, Paula Mena Matos</B></P>     <P>Faculdade de Psicologia e de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto, Centro de Psicologia da Universidade do Porto, Porto, Portugal</P>     <p>&nbsp;</p>     <P> <B>RESUMO</B> </P>     <P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Esta revis&atilde;o pretende analisar os programas de interven&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica dirigidos a mulheres com cancro da mama. Foi efetuada uma pesquisa com recurso a base de dados e pesquisa manual de ensaios cl&iacute;nicos aleat&oacute;rios. Foram inclu&iacute;dos 48 estudos. A maioria dos estudos apresenta interven&ccedil;&otilde;es cognitivo-comportamentais, de apoio e express&atilde;o emocional, de psicoeduca&ccedil;&atilde;o e psicossociais. Os dados sugerem benef&iacute;cios em dimens&otilde;es psicol&oacute;gicas e biol&oacute;gicas. Doze estudos n&atilde;o reportaram quaisquer benef&iacute;cios. Conclui-se que os programas de interven&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica s&atilde;o eficazes na promo&ccedil;&atilde;o da adapta&ccedil;&atilde;o &agrave; doen&ccedil;a. Estudos futuros devem centrar a sua an&aacute;lise nos processos de mudan&ccedil;a subjacentes aos programas de interven&ccedil;&atilde;o.</P>     <P> <B>Palavras-chave</B>: Revis&atilde;o sistem&aacute;tica. Interven&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica em grupo. Interven&ccedil;&atilde;o psicossocial. Cancro da mama.</P>     <p></P>     <p>&nbsp;</p>     <P> <B>ABSTRACT</B> </P>     <P>     <P>This review aims to analyze the efficacy of psychological interventions programs for women with breast cancer. Studies were identified by searching multiple databases and hand-searching of randomized controlled trials. A total of 48 studies were identified. The majority of psychological interventions programs were based on cognitive-behavior therapy, supportive-expressive therapy, psychoeducation and psychosocial therapy. These studies suggested positive results in psychological and biological dimensions. Twelve studies did not report any benefits.</P>     <P>We can conclude that psychological interventions programs for women with breast cancer are effective in the promotion of breast cancer adaptation. Future studies should focus on overcoming the methodological limitations identified and focus on analyzing the processes of changes associated with the psychological interventions programs implemented.</P>     <p></P>     <P> <B>Keywords</B>: Systematic review. Psychological intervention in group. Psychosocial care. Breast cancer. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <P> <B>Introdu&ccedil;&atilde;o</B> </P>     <P>O cancro da mama constitui-se como um problema de sa&uacute;de p&uacute;blica dada a sua incid&ecirc;ncia e mortalidade. Em 2012, este foi o tipo de cancro mais comum nas mulheres em Portugal. Estima-se que tenham surgido 6.088 novos casos e que 1.570 mulheres tenham morrido desta doen&ccedil;a<SUP>1</SUP>. No entanto, e tendo em considera&ccedil;&atilde;o que a taxa de sobreviv&ecirc;ncia ronda os 87%<SUP>2</SUP>, as mulheres com cancro da mama tendem a viver mais tempo com esta doen&ccedil;a e com a possibilidade de recorr&ecirc;ncia. Assim sendo, torna-se fundamental promover a adapta&ccedil;&atilde;o psicossocial destas mulheres ao cancro da mama e contribuir para a melhoria da sua qualidade de vida.</P>     <P>Na verdade, o diagn&oacute;stico de cancro da mama, bem como os tratamentos a ele associados, podem ter um profundo impacto f&iacute;sico e psicossocial na vida das mulheres. Estas, sobretudo na fase do diagn&oacute;stico e dos tratamentos, tendem a apresentar n&iacute;veis superiores de ansiedade e depress&atilde;o e n&iacute;veis inferiores de qualidade de vida, particularmente na dimens&atilde;o f&iacute;sica, em compara&ccedil;&atilde;o com a popula&ccedil;&atilde;o saud&aacute;vel<SUP>3,4</SUP>. Durante esta fase evidencia-se igualmente uma diminui&ccedil;&atilde;o da satisfa&ccedil;&atilde;o com a imagem corporal (sobretudo para mulheres submetidas a mastectomia) e do funcionamento sexual<SUP>5,6</SUP>. Al&eacute;m disso, e mesmo ap&oacute;s o t&eacute;rmino dos tratamentos, as sobreviventes de cancro da mama s&atilde;o confrontadas com diversos desafios, nomeadamente desafios f&iacute;sicos (p. ex., fertilidade, linfedema, desfiguramento, reconstru&ccedil;&atilde;o mam&aacute;ria), desafios psicol&oacute;gicos e emocionais (p. ex., adapta&ccedil;&atilde;o &agrave; imagem corporal, rela&ccedil;&otilde;es sociais, funcionamento sexual) e ainda desafios pr&aacute;ticos (p. ex., regresso ao trabalho ou dificuldades financeiras)<SUP>7&ndash;10</SUP>.</P>     <P>Por estas raz&otilde;es, as diretrizes cl&iacute;nicas internacionais de apoio psicossocial a pacientes com cancro, e mais especificamente a pacientes com cancro da mama, defendem que este apoio deve ser providenciado desde a fase do diagn&oacute;stico at&eacute; &agrave; fase de recupera&ccedil;&atilde;o e sobreviv&ecirc;ncia<SUP>7&ndash;9,11</SUP>.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P> <B>Efic&aacute;cia da interven&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica em grupo</B> </P>     <P>Durante as &uacute;ltimas 2 d&eacute;cadas, v&aacute;rios estudos t&ecirc;m procurado avaliar a efic&aacute;cia da interven&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica individual e em grupo no &acirc;mbito do cancro da mama. No entanto, este tem sido um processo complexo na medida em que existem v&aacute;rios fatores que influenciam os resultados obtidos. A aus&ecirc;ncia do estudo destes fatores comuns e a aus&ecirc;ncia do estudo das respostas diferenciais aos tratamentos t&ecirc;m contribu&iacute;do para a n&atilde;o exist&ecirc;ncia de uma evid&ecirc;ncia cient&iacute;fica s&oacute;lida relativamente &agrave; efic&aacute;cia da interven&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica no &acirc;mbito do cancro da mama. Ainda assim, alguns estudos de meta-an&aacute;lise apontam para efeitos significativos da interven&ccedil;&atilde;o na ansiedade (<I>Hedges&rsquo; g</I> = -0,40), na depress&atilde;o (<I>g</I> = -1,01), na qualidade de vida (<I>g</I> = 0,74)<SUP>12</SUP>, no sofrimento psicol&oacute;gico (<I>Cohens&rsquo; d</I> = 0,31) e na dor (<I>d</I> = 0,31)<SUP>13</SUP>. Zimmermann, Heinrichs e Baucom<SUP>14</SUP> identificaram um efeito global das interven&ccedil;&otilde;es psicol&oacute;gicas para mulheres com cancro da mama de <I>d</I> = 0,26.</P>     <P>Esta dificuldade em avaliar a efic&aacute;cia da interven&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica no cancro da mama acentua-se em Portugal dada a escassez de estudos neste dom&iacute;nio. Na verdade, no &acirc;mbito do cancro da mama destacam-se apenas 3 estudos explorat&oacute;rios que avaliam a efic&aacute;cia da interven&ccedil;&atilde;o cognitivo-comportamental<SUP>15&ndash;17</SUP> e um estudo explorat&oacute;rio que avalia a efic&aacute;cia da interven&ccedil;&atilde;o psico-educativa<SUP>18</SUP>. De entre os v&aacute;rios estudos, apenas McIntyre et al.<SUP>15</SUP> encontraram diferen&ccedil;as significativas, no sentido esperado, em algumas das dimens&otilde;es avaliadas, nomeadamente na depress&atilde;o, ansiedade-tra&ccedil;o, estrat&eacute;gias de <I>coping</I> de aceita&ccedil;&atilde;o e autodistra&ccedil;&atilde;o e na orienta&ccedil;&atilde;o para os servi&ccedil;os de sa&uacute;de.</P>     <P>Neste sentido, pretende-se com este estudo identificar e examinar criticamente os programas de interven&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica em grupo para mulheres com cancro da mama e avaliar a efic&aacute;cia dos mesmos. Ao contr&aacute;rio das revis&otilde;es sistem&aacute;ticas anteriores, pretendemos definir crit&eacute;rios de inclus&atilde;o e exclus&atilde;o mais rigorosos e focalizados, incluindo apenas estudos cl&iacute;nicos aleat&oacute;rios que avaliam a efic&aacute;cia de interven&ccedil;&otilde;es psicol&oacute;gicas em grupo, para mulheres com cancro da mama (prim&aacute;rio ou metast&aacute;tico), nas dimens&otilde;es f&iacute;sicas, psicol&oacute;gicas e biol&oacute;gicas, independentemente da abordagem te&oacute;rica subjacente ao programa de interven&ccedil;&atilde;o. De facto, as revis&otilde;es sistem&aacute;ticas anteriores, apesar de serem relativamente recentes, apresentam algumas limita&ccedil;&otilde;es na medida em que (a) contemplam apenas a efic&aacute;cia de interven&ccedil;&otilde;es cognitivo-comportamentais, ou de apoio e express&atilde;o emocional<SUP>19,20</SUP>, ou baseadas no <I>mindfulness</I><SUP>21</SUP>; (b) avaliam dimens&otilde;es espec&iacute;ficas de funcionamento<SUP>22</SUP> (p. ex., sexualidade); (c) restringem-se ao cancro da mama prim&aacute;rio<SUP>20</SUP>; ou (d) incluem nas suas an&aacute;lises apenas interven&ccedil;&otilde;es psicol&oacute;gicas individuais<SUP>23</SUP>.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Al&eacute;m disso, a maior parte das revis&otilde;es sistem&aacute;ticas efetuadas anteriormente caracterizam-se por colocarem constrangimentos geogr&aacute;ficos, lingu&iacute;sticos (p. ex., inclus&atilde;o apenas de estudos em ingl&ecirc;s) e de publica&ccedil;&atilde;o (p. ex., inclus&atilde;o apenas de artigos publicados em revistas cient&iacute;ficas com revis&atilde;o de pares e exclus&atilde;o de disserta&ccedil;&otilde;es), que limitam o acesso a alguns estudos que podem ter um contributo importante para o aumento do conhecimento relativamente &agrave; efic&aacute;cia das interven&ccedil;&otilde;es psicol&oacute;gicas em grupo com mulheres com cancro da mama. A ultrapassagem destes constrangimentos &eacute;, igualmente, objetivo deste trabalho.</P>     <P>A presente revis&atilde;o sistem&aacute;tica ser&aacute; efetuada tendo como base as linhas de orienta&ccedil;&atilde;o definidas pela Colabora&ccedil;&atilde;o <I>Cochrane</I><SUP>24</SUP>.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P> <B>M&eacute;todos</B> </P>     <P> <B>Crit&eacute;rios de sele&ccedil;&atilde;o dos artigos</B> </P>     <P>Os crit&eacute;rios de inclus&atilde;o utilizados na procura de estudos foram os seguintes: (1) estudos cl&iacute;nicos aleat&oacute;rios; (2) estudos que avaliem a efic&aacute;cia de programas de interven&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica em grupo; (3) em mulheres com cancro da mama (prim&aacute;rio ou metast&aacute;tico); (4) que avaliem dimens&otilde;es f&iacute;sicas, psicol&oacute;gicas e biol&oacute;gicas. Relativamente aos crit&eacute;rios de exclus&atilde;o temos: (1) programas de interven&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica individuais; (2) estudos explorat&oacute;rios ou estudos piloto; (3) estudos de caso ou estudos qualitativos; (4) programas de interven&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica com recurso &agrave; internet; (5) programas de interven&ccedil;&atilde;o baseados no exerc&iacute;cio f&iacute;sico ou nutri&ccedil;&atilde;o; (6) programas de interven&ccedil;&atilde;o com apenas uma sess&atilde;o.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P> <B>Estrat&eacute;gia de pesquisa</B> </P>     <P>Os m&eacute;todos de pesquisa utilizados foram os seguintes: bases de dados bibliogr&aacute;ficas consultadas retrospetivamente at&eacute; ao ano de 1984 relacionadas com a &aacute;rea da sa&uacute;de e da psicologia (CINAHL, Medline, PsycArticles, PsycCritiques, Psychology and Behavioral Sciences Collection, PsycInfo e Google); pesquisa manual (revistas e resumos de congressos); refer&ecirc;ncias de estudos e refer&ecirc;ncias associadas &agrave;s revis&otilde;es sistem&aacute;ticas e meta-an&aacute;lises encontradas. As palavras-chave utilizadas para a pesquisa foram: <I>cancro da mama (breast cancer), interven&ccedil;&atilde;o de grupo (group intervention), terapia de grupo (group therapy), psicossocial (psychosocial), cognitiva (cognitive), comportamental (behavioural), suporte (supportive), estudo randomizado controlado (randomized controlled trial), aleat&oacute;rio (random)</I>. Foi for&ccedil;ada a exclus&atilde;o das palavras: <I>radioterapia (radiotherapy), quimioterapia (chemotherapy), dieta (diet) e exerc&iacute;cio (exercise)</I>. N&atilde;o foram feitos constrangimentos lingu&iacute;sticos (&agrave; exce&ccedil;&atilde;o da l&iacute;ngua chinesa) nem geogr&aacute;ficos de modo a diminuir o vi&eacute;s de publica&ccedil;&atilde;o.</P>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P> <B>Resultados</B> </P>     <P>A estrat&eacute;gia de busca adotada permitiu a identifica&ccedil;&atilde;o de 507 estudos. Destes, 189 foram automaticamente eliminados por se tratarem de duplicatas (i. e., apresentarem o mesmo t&iacute;tulo) e 262 foram exclu&iacute;dos por n&atilde;o cumprirem os crit&eacute;rios de inclus&atilde;o (183 por n&atilde;o avaliarem os resultados da interven&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica, 24 por avaliaram interven&ccedil;&otilde;es individuais, 14 por avaliarem interven&ccedil;&otilde;es baseadas na internet, 14 por se tratarem de estudos-piloto, 11 por inclu&iacute;rem familiares ou outros significativos nas interven&ccedil;&otilde;es, 13 por n&atilde;o serem estudos cl&iacute;nicos aleat&oacute;rios e 3 por inclu&iacute;rem outros tipos de cancro). Deste modo, foram selecionados para leitura 56 estudos. Destes, 8 foram exclu&iacute;dos por n&atilde;o cumprirem os crit&eacute;rios de inclus&atilde;o (5 n&atilde;o avaliam a efic&aacute;cia de interven&ccedil;&otilde;es psicol&oacute;gicas, um &eacute; composto apenas por uma sess&atilde;o de interven&ccedil;&atilde;o e 2 est&atilde;o escritos em mandarim). Deste modo, foram inclu&iacute;dos na revis&atilde;o 48 estudos<SUP>25&ndash;69,22,70,71</SUP> (<a href="#f1">fig. 1</a>). Uma caracteriza&ccedil;&atilde;o detalhada dos estudos de interven&ccedil;&atilde;o inclu&iacute;dos na presente revis&atilde;o sistem&aacute;tica pode ser consultada na <a href="#t1">tabela 1</a>.</P>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1"></a> <img src="/img/revistas/rpsp/v33n1/33n1a11f1.jpg">     
<p>&nbsp;</p> <a name="t1"></a> <img src="/img/revistas/rpsp/v33n1/33n1a11t1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <P>No que diz respeito aos participantes, o n&uacute;mero total de mulheres envolvidas foi de 8.027 (<I>Min</I> = 16; <I>M&aacute;x</I> = 411 por estudo), sendo que 4.445 participaram nos grupos experimentais (<I>Min</I> = 8; <I>M&aacute;x</I> = 284) e 3.395 nos grupos de controlo (<I>Min</I> = <I>8</I>; <I>M&aacute;x</I> = <I>191</I>). A m&eacute;dia da idade das mulheres no grupo de interven&ccedil;&atilde;o &eacute; de 52 (<I>DP</I> = 3,64), assim como no grupo de controlo (<I>DP</I> = 3,17). Os alvos da interven&ccedil;&atilde;o s&atilde;o, maioritariamente, mulheres com cancro da mama n&atilde;o metast&aacute;tico (<I>n</I> = 34), havendo apenas 14 estudos que t&ecirc;m como popula&ccedil;&atilde;o-alvo mulheres com cancro da mama metast&aacute;tico (sendo que, destes, 3 dos estudos incluem todos os est&aacute;dios da doen&ccedil;a I-IV).</P>     <P>Relativamente ao n&uacute;mero de sess&otilde;es existe, igualmente, uma grande diversidade, com programas de interven&ccedil;&atilde;o a apresentarem 4 sess&otilde;es e outros a apresentarem 55 sess&otilde;es (<I>M</I> = 13 sess&otilde;es; excluem-se da m&eacute;dia 7 estudos que n&atilde;o precisaram o n&uacute;mero de sess&otilde;es referindo apenas que estas se prolongaram durante cerca de 12 meses). Todos os programas de interven&ccedil;&atilde;o identificados envolvem uma frequ&ecirc;ncia semanal (pelo menos numa fase inicial, passando a uma frequ&ecirc;ncia mensal numa fase posterior), &agrave; exce&ccedil;&atilde;o de um estudo que apresenta uma frequ&ecirc;ncia bissemanal<SUP>69</SUP>. Quanto aos l&iacute;deres da interven&ccedil;&atilde;o, 17 estudos foram liderados exclusivamente por psic&oacute;logos, 15 estudos por v&aacute;rios profissionais (p. ex., enfermeiros, assistentes sociais, psiquiatras e psic&oacute;logos), 8 por terapeutas, 3 por psic&oacute;logos, psiquiatras e/ou psicoterapeutas, 2 por assistentes sociais e 3 n&atilde;o reportam informa&ccedil;&atilde;o relacionada com este t&oacute;pico.</P>     <P>Os estudos utilizam como grupo de compara&ccedil;&atilde;o mulheres com cancro da mama que frequentam grupos psicoeducativos ou semin&aacute;rios tem&aacute;ticos (6 estudos), que recebem apenas material educativo relacionado com o cancro (11 estudos), que recebem telefonemas, treino de t&eacute;cnicas de relaxamento ou que frequentam grupos de encontro, que n&atilde;o existe uma interven&ccedil;&atilde;o intencionalizada (7 estudos). Al&eacute;m disso, existem estudos que n&atilde;o oferecem qualquer interven&ccedil;&atilde;o aos elementos do grupo de controlo, sendo que estes recebem os cuidados usuais oferecidos na &aacute;rea de resid&ecirc;ncia (9 estudos) ou ficam em lista de espera para os grupos realizados numa fase posterior (6 estudos).</P>     <P>No que respeita aos momentos de avalia&ccedil;&atilde;o, todos os estudos apresentam pelo menos 2 momentos de avalia&ccedil;&atilde;o (avalia&ccedil;&atilde;o inicial e avalia&ccedil;&atilde;o p&oacute;s-tratamento), sendo que a maioria dos estudos apresenta avalia&ccedil;&otilde;es de seguimento (42 estudos). A dura&ccedil;&atilde;o da avalia&ccedil;&atilde;o de seguimento varia entre a p&oacute;s-interven&ccedil;&atilde;o at&eacute; 14 anos. Relativamente &agrave;s dimens&otilde;es avaliadas, existe tamb&eacute;m uma grande diversidade, sendo que as dimens&otilde;es avaliadas com maior frequ&ecirc;ncia s&atilde;o as dimens&otilde;es emocionais (o humor em 19 estudos, a depress&atilde;o em 13 estudos, a ansiedade em 12 estudos e a express&atilde;o e regula&ccedil;&atilde;o emocional em 8 estudos), as dimens&otilde;es associadas com o impacto da experi&ecirc;ncia do cancro e o modo de lidar com ele (stress, pensamentos intrusivos, pensamentos de evitamento e hiperativa&ccedil;&atilde;o, estrat&eacute;gias de <I>coping</I> e satisfa&ccedil;&atilde;o com a imagem corporal, em 23 estudos). Note-se que v&aacute;rios estudos avaliam a perce&ccedil;&atilde;o de stress atrav&eacute;s da Escala de Impacto do Evento <I>(The Impact of Event Scale de Horowitz, Wilner e Alvarez)</I>, originalmente concebida para avaliar os pensamentos de intrus&atilde;o, evitamento e a hiperativa&ccedil;&atilde;o. Quatro estudos utilizam esta escala para medir precisamente os pensamentos de intrus&atilde;o e evitamento. Apenas 2 estudos avaliam a perce&ccedil;&atilde;o de stress atrav&eacute;s da Escala de Perce&ccedil;&atilde;o de Stress <I>(The Perceived Stress Scale de Cohen, Kamarck e Mermelstein)</I>, escala originalmente concebida para avaliar a perce&ccedil;&atilde;o de stress, as dimens&otilde;es adaptativas (a qualidade de vida em 15 estudos e o desenvolvimento p&oacute;s-traum&aacute;tico ou benef&iacute;cios percebidos em 4 estudos), as dimens&otilde;es relacionais (o apoio social em 8 estudos, a satisfa&ccedil;&atilde;o conjugal em 3 estudos, a rela&ccedil;&atilde;o familiar em 2 estudos e a solid&atilde;o num estudo), as dimens&otilde;es associadas com a perce&ccedil;&atilde;o subjetiva da sa&uacute;de f&iacute;sica (a dor em 7 estudos, a fadiga em 4 estudos, o funcionamento sexual em 2 estudos e a ins&oacute;nia num estudo). Embora com menor frequ&ecirc;ncia, foram tamb&eacute;m avaliadas outras dimens&otilde;es psicol&oacute;gicas (a autoestima em 4 estudos, o otimismo em 2 estudos, a incerteza, a resili&ecirc;ncia, o locus de controlo e a autoefic&aacute;cia num estudo cada uma). Finalmente foram reportadas tamb&eacute;m dimens&otilde;es biol&oacute;gicas (sistema imunit&aacute;rio e sistema end&oacute;crino em 8 estudos) e dados relacionados com o prolongamento da sobreviv&ecirc;ncia em 8 estudos.</P>     <P>Relativamente aos objetivos dos programas de interven&ccedil;&atilde;o identificados, pode-se verificar que estes s&atilde;o transversais &agrave;s diferentes orienta&ccedil;&otilde;es te&oacute;ricas. Destacam-se os seguintes objetivos: a promo&ccedil;&atilde;o da express&atilde;o e regula&ccedil;&atilde;o emocional, a melhoria da qualidade de vida, a promo&ccedil;&atilde;o do apoio social, a melhoria da autoestima, da imagem corporal, do funcionamento sexual e da intimidade, o desenvolvimento de objetivos de vida e a aquisi&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias de relaxamento, resolu&ccedil;&atilde;o de problemas, estrat&eacute;gias de <I>coping</I> e comunica&ccedil;&atilde;o. Para alcan&ccedil;arem estes objetivos os programas de interven&ccedil;&atilde;o tendem a utilizar t&eacute;cnicas psicoeducativas e de educa&ccedil;&atilde;o para a sa&uacute;de, e t&eacute;cnicas cognitivo-comportamentais.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>No que respeita &agrave; abordagem te&oacute;rica subjacente, apenas 9 estudos sustentam teoricamente de forma expl&iacute;cita o programa de interven&ccedil;&atilde;o. Tr&ecirc;s estudos baseiam-se no modelo biocomportamental do stress do cancro e do curso da doen&ccedil;a de Andersen, Kiecolt-Glaser e Glaser<SUP>25&ndash;27,72</SUP>, 3 estudos baseiam-se na teoria existencialista de Yalom<SUP>58&ndash;60,73</SUP>, um estudo baseia-se na teoria do apoio social de Stewart, Craig, Mcpherson e Alexander<SUP>48,74</SUP>, um estudo baseia-se na teoria da autoefic&aacute;cia de Bandura<SUP>61,75</SUP> e um estudo no modelo de processamento do stress e <I>coping</I> de Lazarus e Folkman<SUP>34,76</SUP>.</P>     <P>Relativamente aos resultados encontrados, pode-se afirmar que a interven&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica em grupo produz benef&iacute;cios em diversas dimens&otilde;es, apresentando resultados nulos em 12 estudos<SUP>31,34,35,39,43,46,47,58,59,64,66,68</SUP>. &Eacute; importante salientar que, destes, o estudo de Boesen et al.<SUP>34</SUP> foi o &uacute;nico a controlar o uso de psicof&aacute;rmacos. Os autores encontraram apenas melhorias significativas nas pacientes que tomavam medica&ccedil;&atilde;o antidepressiva independentemente de terem participado no grupo de interven&ccedil;&atilde;o ou no grupo de controlo. Os restantes estudos n&atilde;o reportaram qualquer tipo de informa&ccedil;&atilde;o relacionada com este t&oacute;pico.</P>     <P>Dos 12 estudos que n&atilde;o encontraram resultados positivos, 5 deles centraram-se na avalia&ccedil;&atilde;o do prolongamento da sobreviv&ecirc;ncia<SUP>43,46,51,60,68</SUP>. A avalia&ccedil;&atilde;o do prolongamento da sobreviv&ecirc;ncia foi feita, em todos os estudos, atrav&eacute;s da estimativa de <I>Kaplan-Meier</I>. Esta medida permite estimar o intervalo de tempo que os pacientes sobrevivem ap&oacute;s diferentes tipos tratamento (neste caso, grupo de interven&ccedil;&atilde;o ou grupo de controlo), num dado per&iacute;odo de tempo. Apesar de estes estudos n&atilde;o terem encontrado diferen&ccedil;as significativas entre os grupos, identificaram como preditores significativos do prolongamento da sobreviv&ecirc;ncia o local da met&aacute;stase, a positividade dos recetores hormonais e a presen&ccedil;a de determinados tratamentos como a quimioterapia e a terapia hormonal (sendo que met&aacute;stases viscerais, recetores negativos para estrog&eacute;nio e progesterona e o ter feito quimioterapia est&atilde;o associados a um menor prolongamento da sobreviv&ecirc;ncia). Num dos estudos, o n&uacute;mero de ciclos de quimioterapia (ao contr&aacute;rio de outros estudos) em conjunto com o n&uacute;mero de meses de terapia hormonal foram preditores significativos da sobreviv&ecirc;ncia (sendo que um maior n&uacute;mero de ciclos de quimioterapia e de meses de tratamento hormonal estavam associados a uma maior sobreviv&ecirc;ncia)<SUP>60</SUP>.</P>     <P>Destaca-se ainda o estudo de Goodwin et al.<SUP>51</SUP> e Kissane et al.<SUP>60</SUP>, que para al&eacute;m da avalia&ccedil;&atilde;o do prolongamento da sobreviv&ecirc;ncia focaram tamb&eacute;m a sua aten&ccedil;&atilde;o noutros indicadores. Deste modo, os autores verificaram que o grupo de interven&ccedil;&atilde;o, apesar de n&atilde;o ter prolongado a sobreviv&ecirc;ncia das mulheres, contribuiu para uma melhoria do seu bem-estar psicol&oacute;gico, nomeadamente atrav&eacute;s da diminui&ccedil;&atilde;o dos sintomas depressivos, dos sentimentos de desesperan&ccedil;a, dos sintomas traum&aacute;ticos e do melhoramento do funcionamento social<SUP>51,60</SUP>. Estudos futuros deveriam assim ter em considera&ccedil;&atilde;o outros indicadores, para al&eacute;m da sobreviv&ecirc;ncia temporal, com vista &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o da qualidade desse tempo.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P> <B>Discuss&atilde;o</B> </P>     <P>O principal objetivo desta revis&atilde;o foi identificar os estudos cl&iacute;nicos aleat&oacute;rios de interven&ccedil;&otilde;es psicol&oacute;gicas em grupo dirigidas a mulheres com cancro da mama, analisar criticamente o conte&uacute;do destas interven&ccedil;&otilde;es e avaliar a sua efic&aacute;cia na promo&ccedil;&atilde;o e melhoria do bem-estar f&iacute;sico e psicossocial das mulheres que enfrentam esta doen&ccedil;a. Pretendeu-se, igualmente, ultrapassar as limita&ccedil;&otilde;es apresentadas pelas revis&otilde;es sistem&aacute;ticas j&aacute; existentes, atrav&eacute;s da ado&ccedil;&atilde;o de crit&eacute;rios de inclus&atilde;o e exclus&atilde;o mais espec&iacute;ficos e exigentes (p. ex., inclus&atilde;o de apenas estudos cl&iacute;nicos aleat&oacute;rios, em grupo, e apenas no &acirc;mbito do cancro da mama, independentemente do referencial te&oacute;rico adotado e do est&aacute;dio da doen&ccedil;a) de forma a obter resultados v&aacute;lidos para informar a pr&aacute;tica cl&iacute;nica nesta &aacute;rea de interven&ccedil;&atilde;o.</P>     <P>Foi poss&iacute;vel verificar que existe uma grande quantidade de estudos no que respeita &agrave; interven&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica em grupo com mulheres com cancro da mama. Os resultados encontrados pelos mesmos s&atilde;o positivos, na medida em que a grande maioria dos estudos revelou benef&iacute;cios em v&aacute;rias dimens&otilde;es. Na verdade, dos 48 estudos inclu&iacute;dos nesta revis&atilde;o, 12 deles reportaram resultados nulos, e, destes, 4 avaliaram apenas o prolongamento da sobreviv&ecirc;ncia (2 dos estudos apresentaram resultados mistos). Os restantes estudos evidenciaram efeitos positivos da interven&ccedil;&atilde;o, na dire&ccedil;&atilde;o esperada, em dimens&otilde;es psicol&oacute;gicas, nomeadamente na melhoria da qualidade de vida<SUP>57,60,65</SUP>, na diminui&ccedil;&atilde;o dos n&iacute;veis de ansiedade e depress&atilde;o<SUP>25,28,32,44,45,53,58,70</SUP>, no aumento da perce&ccedil;&atilde;o do apoio social<SUP>25,37</SUP>, no desenvolvimento de estrat&eacute;gias de coping<SUP>57,58,61</SUP>, na diminui&ccedil;&atilde;o da dor e da fadiga<SUP>40,44,53,54,67,70</SUP> e, ainda, em indicadores biol&oacute;gicos, como indicadores imunit&aacute;rios e inflamat&oacute;rios<SUP>25,30,37,62,70</SUP>.</P>     <P>Esta converg&ecirc;ncia dos resultados &eacute; f&aacute;cil de compreender &agrave; luz das componentes de interven&ccedil;&atilde;o presentes na maioria dos programas de interven&ccedil;&atilde;o. De facto, independentemente do referencial te&oacute;rico subjacente (que &eacute; explicitado em poucos estudos, o que dificulta a sustenta&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica das interven&ccedil;&otilde;es), existem v&aacute;rios elementos que est&atilde;o quase sempre presentes nos programas de interven&ccedil;&atilde;o implementados, como foi poss&iacute;vel verificar na apresenta&ccedil;&atilde;o dos resultados.</P>     <P>Relativamente ao prolongamento da sobreviv&ecirc;ncia, apenas 8 estudos avaliaram esta dimens&atilde;o. No entanto, os resultados s&atilde;o discrepantes, com estudos a apontarem para um prolongamento da sobreviv&ecirc;ncia<SUP>26,27,49</SUP> (os autores n&atilde;o avaliaram diretamente a sobreviv&ecirc;ncia, mas antes o papel mediador dos sintomas depressivos no aumento do prolongamento da sobreviv&ecirc;ncia) e outros n&atilde;o<SUP>43,46,51,60,68</SUP>. Os dados apresentados n&atilde;o permitem determinar o efeito das interven&ccedil;&otilde;es psicol&oacute;gicas no prolongamento da sobreviv&ecirc;ncia, sendo necess&aacute;rios mais estudos para apurar esta efic&aacute;cia. Al&eacute;m disso, a existir esse prolongamento, os mecanismos subjacentes ao mesmo s&atilde;o desconhecidos. Neste sentido, sugere-se que em estudos futuros algumas vari&aacute;veis que t&ecirc;m sido identificadas como preditores significativos da sobreviv&ecirc;ncia (p. ex., grau histol&oacute;gico, comprometimento dos g&acirc;nglios linf&aacute;ticos, recetores hormonais e sintomas depressivos)<SUP>50,59,68</SUP> sejam controladas de forma a perceber se os efeitos encontrados est&atilde;o efetivamente associados &agrave; interven&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Para al&eacute;m da avalia&ccedil;&atilde;o da efic&aacute;cia das interven&ccedil;&otilde;es no prolongamento da sobreviv&ecirc;ncia, existem alguns estudos que procuraram perceber a influ&ecirc;ncia que as interven&ccedil;&otilde;es t&ecirc;m em indicadores fisiol&oacute;gicos intimamente relacionados com o desenvolvimento e a progress&atilde;o do cancro (p. ex., sistema imunit&aacute;rio e sistema inflamat&oacute;rio). De facto, alguns estudos evidenciam que a interven&ccedil;&atilde;o melhora os &iacute;ndices imunit&aacute;rios e inflamat&oacute;rios, nomeadamente os n&iacute;veis de cortisol (inferiores no grupo de interven&ccedil;&atilde;o), a regula&ccedil;&atilde;o da citocina e a prolifera&ccedil;&atilde;o de linf&oacute;citos T (superiores no grupo de interven&ccedil;&atilde;o)<SUP>25,30,37,41,42,62,70</SUP>.</P>     <P>Apesar da converg&ecirc;ncia dos resultados encontrados (&agrave; exce&ccedil;&atilde;o dos dados relativos ao prolongamento da sobreviv&ecirc;ncia), n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel identificar, atrav&eacute;s das vari&aacute;veis estudadas e das t&eacute;cnicas de an&aacute;lises de dados efetuadas, quais as mulheres que mais beneficiam com cada tipo de interven&ccedil;&atilde;o, ou seja, as respostas diferenciais aos tratamentos. Al&eacute;m disso, n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel perceber <I>como</I> a interven&ccedil;&atilde;o funciona ou se torna eficaz, isto &eacute;, quais s&atilde;o os mecanismos e processos de mudan&ccedil;a que levam &agrave; efic&aacute;cia da interven&ccedil;&atilde;o. Existe, de facto, uma grande heterogeneidade no que respeita &agrave;s caracter&iacute;sticas dos grupos (p. ex., idade, est&aacute;dio da doen&ccedil;a, tratamentos efetuados) e &agrave;s caracter&iacute;sticas dos programas de interven&ccedil;&atilde;o (p. ex., n.&deg; de sess&otilde;es, dura&ccedil;&atilde;o das sess&otilde;es, l&iacute;deres da interven&ccedil;&atilde;o), que dificultam a investiga&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o apenas porque esta varia&ccedil;&atilde;o intragrupo dificulta a identifica&ccedil;&atilde;o do poder estat&iacute;stico, mas tamb&eacute;m porque o n&atilde;o controlo destas vari&aacute;veis dificulta a identifica&ccedil;&atilde;o das mulheres que beneficiam mais com cada tipo de interven&ccedil;&atilde;o e porqu&ecirc;.</P>     <P>Al&eacute;m disso, tamb&eacute;m as caracter&iacute;sticas pessoais dos l&iacute;deres da interven&ccedil;&atilde;o e a alian&ccedil;a terap&ecirc;utica estabelecida com os mesmos, assim como as caracter&iacute;sticas dos pr&oacute;prios elementos do grupo e dos processos subjacentes &agrave; interven&ccedil;&atilde;o em grupo (p. ex., coes&atilde;o, apoio social) poder&atilde;o influenciar os resultados das interven&ccedil;&otilde;es<SUP>77&ndash;79</SUP>, sendo por isso essencial que tamb&eacute;m estas caracter&iacute;sticas sejam controladas. Deste modo, ressalva-se a import&acirc;ncia de em estudos futuros, mais do que avaliar a efic&aacute;cia dos programas de interven&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica, haja um foco no estudo de vari&aacute;veis moderadoras e mediadoras que possam contribuir para uma melhor compreens&atilde;o de todo o processo de interven&ccedil;&atilde;o.</P>     <P>Na verdade, s&atilde;o poucos os estudos encontrados nesta revis&atilde;o que efetuam este tipo de an&aacute;lise (5 estudos). Antoni et al.<SUP>28</SUP> avaliam o papel moderador do otimismo (menos otimistas beneficiam mais da interven&ccedil;&atilde;o), Groarke, Curtis e Kerin<SUP>52</SUP> avaliam o papel moderador dos n&iacute;veis de stress iniciais (mulheres mais stressadas inicialmente apresentam maior redu&ccedil;&atilde;o do stress e ansiedade ap&oacute;s interven&ccedil;&atilde;o) e Taylor et al.<SUP>22</SUP> avaliam o papel moderador dos n&iacute;veis de sofrimento inicial e do rendimento (as mulheres que apresentam mais sofrimento inicial e menos rendimentos beneficiam mais da interven&ccedil;&atilde;o). Por seu lado, Cruess et al.<SUP>41</SUP> avaliam o papel mediador dos benef&iacute;cios percebidos na diminui&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel de cortisol ap&oacute;s a interven&ccedil;&atilde;o. Phillips et al.<SUP>63</SUP> avaliam o papel mediador da capacidade para relaxar na diminui&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel de cortisol. No entanto, a hip&oacute;tese de media&ccedil;&atilde;o n&atilde;o foi confirmada. &Eacute; necess&aacute;rio enfatizar que a capacidade para relaxar foi avaliada apenas com recurso a uma dimens&atilde;o de escala de autorrelato composta por 2 itens que avaliam a capacidade para utilizar t&eacute;cnicas de relaxamento e imagina&ccedil;&atilde;o guiada para reduzir a tens&atilde;o sentida.</P>     <P>Outro aspeto que merece realce nesta revis&atilde;o &eacute; o facto de muitos estudos apresentarem v&aacute;rias limita&ccedil;&otilde;es metodol&oacute;gicas, apesar do rigor cient&iacute;fico associado aos ensaios cl&iacute;nicos aleat&oacute;rios. De facto, a grande maioria dos estudos n&atilde;o sustenta teoricamente a sua interven&ccedil;&atilde;o, havendo apenas algumas exce&ccedil;&otilde;es<SUP>48,58&ndash;61</SUP>, em muitos dos estudos as amostras s&atilde;o pequenas, limitando a dete&ccedil;&atilde;o de diferen&ccedil;as estatisticamente significativas, muitos estudos n&atilde;o avaliam a influ&ecirc;ncia dos valores iniciais das participantes nas dimens&otilde;es avaliadas nos resultados encontrados, e as an&aacute;lises estat&iacute;sticas utilizadas s&atilde;o simples. A op&ccedil;&atilde;o por an&aacute;lises estat&iacute;sticas mais sofisticadas, como os modelos de crescimento latente, poderia dar um maior contributo na compreens&atilde;o e caracteriza&ccedil;&atilde;o dos mecanismos de mudan&ccedil;a individual e grupal ao longo do tempo. No entanto, alguns estudos (18 estudos) t&ecirc;m apenas 2 ou 3 momentos de avalia&ccedil;&atilde;o (inicial, p&oacute;s-interven&ccedil;&atilde;o e avalia&ccedil;&atilde;o de seguimento), o que dificulta a caracteriza&ccedil;&atilde;o deste processo e a avalia&ccedil;&atilde;o dos efeitos das interven&ccedil;&otilde;es a longo prazo. Na verdade, os estudos que apresentam avalia&ccedil;&otilde;es de seguimento superiores a 2 anos s&atilde;o apenas os estudos que pretendem avaliar o impacto da interven&ccedil;&atilde;o no prolongamento da sobreviv&ecirc;ncia. No entanto, os dados relativos &agrave; efic&aacute;cia das interven&ccedil;&otilde;es a longo prazo s&atilde;o discrepantes, com estudos que apontam para a manuten&ccedil;&atilde;o desses benef&iacute;cios at&eacute; 12 meses ap&oacute;s a interven&ccedil;&atilde;o<SUP>27,29,33,56,65</SUP> e outros que apontam para o desaparecimento destes benef&iacute;cios a longo prazo<SUP>45,57</SUP>.</P>     <P>Al&eacute;m disso, outra limita&ccedil;&atilde;o apresentada por v&aacute;rios estudos<SUP>31&ndash;33,51,52,57,61,67</SUP> tem que ver com o facto de o grupo de compara&ccedil;&atilde;o ser constitu&iacute;do por mulheres com cancro da mama que t&ecirc;m acesso aos cuidados usuais existentes na &aacute;rea de resid&ecirc;ncia. Na verdade, este facto pode limitar a an&aacute;lise dos resultados das interven&ccedil;&otilde;es, na medida em que as mulheres poder&atilde;o ter acesso a apoio psicol&oacute;gico fora do contexto do estudo. Os estudos n&atilde;o fazem qualquer refer&ecirc;ncia ao controlo desta vari&aacute;vel, pelo que estudos futuros dever&atilde;o ter esta situa&ccedil;&atilde;o em considera&ccedil;&atilde;o dado o efeito que este apoio pode ter nos resultados obtidos. Tamb&eacute;m o controlo da utiliza&ccedil;&atilde;o de psicof&aacute;rmacos deve ser um aspeto a ter em conta, uma vez que a maioria dos estudos n&atilde;o reporta qualquer informa&ccedil;&atilde;o relacionada com esse controlo.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P> <B>Limita&ccedil;&otilde;es</B> </P>     <P>Esta revis&atilde;o sistem&aacute;tica n&atilde;o est&aacute; isenta de limita&ccedil;&otilde;es. De facto, apesar da tentativa de realizar uma pesquisa abrangente, recorrendo a diferentes fontes de informa&ccedil;&atilde;o (p. ex., base de dados, motores de busca), nem todos os estudos realizados est&atilde;o dispon&iacute;veis e acess&iacute;veis, havendo um vi&eacute;s de publica&ccedil;&atilde;o dif&iacute;cil de ultrapassar na totalidade. Deste modo, h&aacute; sempre a possibilidade de existirem estudos que n&atilde;o foram inclu&iacute;dos nesta revis&atilde;o, sobretudo estudos que n&atilde;o encontram diferen&ccedil;as estatisticamente significativas, dada a dificuldade que existe em publicar estudos com estes resultados. No entanto, mesmo estes estudos que n&atilde;o evidenciam resultados significativos deveriam ser considerados para publica&ccedil;&atilde;o dado o seu contributo no aumento do conhecimento relacionado com os mecanismos de mudan&ccedil;a no &acirc;mbito dos processos terap&ecirc;uticos.</P>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P> <B>Conclus&otilde;es e implica&ccedil;&otilde;es para a pr&aacute;tica</B> </P>     <P>Com a realiza&ccedil;&atilde;o desta revis&atilde;o podemos concluir que existe um n&uacute;mero significativo de estudos que avaliam a efic&aacute;cia da interven&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica em grupo com mulheres com cancro da mama e que estes estudos, na sua maioria, apresentam benef&iacute;cios em diversas dimens&otilde;es do funcionamento psicol&oacute;gico e biol&oacute;gico. No entanto, e apesar desta grande quantidade de estudos, continuam por explorar e compreender os mecanismos e os processos de mudan&ccedil;a subjacentes aos programas de interven&ccedil;&atilde;o implementados. Continuam, igualmente, por ultrapassar uma s&eacute;rie de limita&ccedil;&otilde;es metodol&oacute;gicas que dificultam o consenso relativamente &agrave; efic&aacute;cia das interven&ccedil;&otilde;es psicol&oacute;gicas. Em estudos futuros esta informa&ccedil;&atilde;o deve ser tida em considera&ccedil;&atilde;o, de forma a alcan&ccedil;armos um maior e melhor conhecimento acerca deste processo terap&ecirc;utico neste contexto de interven&ccedil;&atilde;o.</P>     <P>No entanto, &eacute; necess&aacute;rio salientar que a avalia&ccedil;&atilde;o da efic&aacute;cia da interven&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica &eacute; um processo extremamente complexo, n&atilde;o s&oacute; porque implica e gera um conjunto de quest&otilde;es &eacute;ticas e metodol&oacute;gicas, mas tamb&eacute;m porque existem v&aacute;rios fatores dif&iacute;ceis de controlar e mensurar, que poder&atilde;o influenciar os resultados obtidos. &Eacute; fundamental que se continue a aprofundar o conhecimento relativamente a todo este processo no sentido de oferecer cuidados mais adequados &agrave;s necessidades desta popula&ccedil;&atilde;o. Ainda assim, e tendo em considera&ccedil;&atilde;o os dados aqui apresentados, real&ccedil;a-se a import&acirc;ncia da integra&ccedil;&atilde;o das interven&ccedil;&otilde;es psicol&oacute;gicas em grupo no &acirc;mbito do apoio psicossocial a mulheres com cancro da mama, dado os benef&iacute;cios encontrados e dada a redu&ccedil;&atilde;o de custos associada &agrave; interven&ccedil;&atilde;o oferecida em formato de grupo.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P> <B>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</B> </P>     <P>1 IARC. EUCAN. Country: Portugal: Most frequent cancers in men, 2012. [Em linha]. Lyon: International Agency for Research on Cancer; 2013. [consultado 01 Mai 2013]. Dispon&iacute;vel em: <A href="http://eco.iarc.fr/EUCAN/Country.aspx?ISOCountryCd=620" target="blank">http://eco.iarc.fr/EUCAN/Country.aspx?ISOCountryCd=620.</A></P>     <P>2 Portugal. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. IPO Porto. Taxa de sobreviv&ecirc;ncia 2001-2002. [Em linha]. Porto: IPO Porto; 2002. [consultado 15 Mai 2013]. Dispon&iacute;vel em: <A href="http://www.ipoporto.min-saude.pt/NR/rdonlyres/7A01D0E2-B95A-4774-AF85-B19BC7028BE/24736/Taxadesobrevivencia20002001.pdf" target="blank">http://www.ipoporto.min-saude.pt/NR/rdonlyres/7A01D0E2-B95A-4774-AF85-B19BC7028BE/24736/Taxadesobrevivencia20002001.pdf</A>.</P>     <!-- ref --><P>3 Burgess C., Cornelius V., Love S., Graham J., Richards M., Ramirez A. Depression and anxiety in women with early breast cancer: Five year observational cohort study. BMJ.. 2005;330:702-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000080&pid=S0870-9025201500010001100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>4 Moreira H., Silva S., Canavarro M.C. Qualidade de vida e ajustamento psicossocial da mulher com cancro da mama: do diagn&oacute;stico &agrave; sobreviv&ecirc;ncia. Psic Sa&uacute;de &amp; Doen&ccedil;as.. 2008;9:165-84.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000082&pid=S0870-9025201500010001100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>5 Montazeri A., Vahdaninia M., Harirchi I., Ebrahimi M., Khaleghi F., Jarvandi S. Quality of life in patients with breast cancer before and after diagnosis: An eighteen months follow-up study. BMC Cancer.. 2008;8:330-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000084&pid=S0870-9025201500010001100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>6 Moreira H., Canavarro M.C. A longitudinal study about the body image and psychosocial adjustment of breast cancer patients during the course of the disease. Eur J Oncol Nurs.. 2010;14:263-70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000086&pid=S0870-9025201500010001100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>7 Adler N.E., Page A.E. Cancer care for the whole patient: Meeting psychosocial health needs. The National Academies Press, (2008) .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000088&pid=S0870-9025201500010001100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <P>8 Australia. National Breast Cancer Centre. National Cancer Control Initiative. Clinical practice guidelines for the psychosocial care of adults with cancer. [Em linha]. Camperdown, NSW: National Breast Cancer Centre; 2003. [consultado 15 Jun 2013]. Dispon&iacute;vel em: <A href="http://www.nhmrc.gov.au/guidelines/publications/cp90" target="blank">http://www.nhmrc.gov.au/guidelines/publications/cp90</A></P>     <P>9 Australia. National Breast Cancer Centre. National Cancer Control Initiative. Psychosocial clinical practice guidelines: information, support and counselling for women with breast cancer. [Em linha]. 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J Behav Med.. 2006;29:17-27.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S0870-9025201500010001100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <P>14 Zimmermann T., Heinrichs N., Baucom D.H. &ldquo;Does one size fit all?&rdquo; moderators in psychosocial interventions for breast cancer patients: A meta-analysis. Ann Behav Med.. 2007;34:225-39.</P>     <!-- ref --><P>15 McIntyre T., Fernandes S., Pereira M. Interven&ccedil;&atilde;o psicossocial breve na situa&ccedil;&atilde;o oncol&oacute;gica em contexto de grupo. 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Terapia de grupo cognitivo-comportamental para sobreviventes de cancro da mama: descri&ccedil;&atilde;o de um programa e avalia&ccedil;&atilde;o preliminar da sua efic&aacute;cia. Psych Com &amp; Health.. 2012;1:300-12.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S0870-9025201500010001100012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>18 Ara&uacute;jo F. Interven&ccedil;&atilde;o psico-educativa em sobreviventes de cancro da mama. Universidade de Aveiro, (2011) .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S0870-9025201500010001100013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>19 Boutin D.L. Effectiveness of cognitive behavioral and supportive-expressive group therapy for women diagnosed with breast cancer: A review of the literature. J Spec Group Work.. 2007;32:267-84.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S0870-9025201500010001100014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>20 Fors E.A., Bertheussen G.F., Thune I., Juvet L.K., Elvsaas I.K., Oldervoll L. Psychosocial interventions as part of breast cancer rehabilitation programs? Results from a systematic review. Psychooncology.. 2011;20:909-18.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S0870-9025201500010001100015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>21 Cramer H., Lauch R., Paul A., Dobos G. Mindfulness-based stress reduction for breast cancer: A systematic review and meta-analysis. Curr Oncol.. 2012;19:343-52.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S0870-9025201500010001100016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>22 Taylor K.L., Lamdan R.M., Siegel J.E., Shelby R., Moran-Klimi K., Hrywna M. Psychological adjustment among African American breast cancer patients: One-year follow-up results of a randomized psychoeducational group intervention. Health Psychol.. 2003;22:316-23.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S0870-9025201500010001100017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>23 Bantum E.O., Donovan K., Owen J.E. A systematic review of outcomes associated with psychosocial interventions for women with breast cancer. J Clin Outcomes Manage.. 2007;14:341-52.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S0870-9025201500010001100018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <P>24 Higgins JPT, Green S, editors. Cochrane Handbook for Systematic Reviews of Interventions: version 5.1.0. [Em linha]. The Cochrane Collab oration; 2011. [consultado 25 Fev 2013]. Dispon&iacute;vel em: <A href="http://handbook.cochrane.org/" target="blank">http://handbook.cochrane.org/</A></P>     <!-- ref --><P>25 Andersen B.L., Farrar W.B., Golden-Kreutz D.M., Glaser R., Emery C.F., Crespin T.R. Psychological, behavioral, and immune changes after a psychological intervention: A clinical trial. J Clin Oncol.. 2004;22:3570-80.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S0870-9025201500010001100019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>26 Andersen B.L., Yang H.C., Farrar W.B., Golden-Kreutz D.M., Emery C.F., Thornton L.M. Psychologic intervention improves survival for breast cancer patients. Cancer.. 2008;113:3450-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S0870-9025201500010001100020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>27 Andersen B.L., Thornton L.M., Shapiro C.L., Farrar W.B., Mundy B.L., Yang H.C. Biobehavioral, immune, and health benefits following recurrence for psychological intervention participants. Clin Cancer Res.. 2010;16:3270-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S0870-9025201500010001100021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>28 Antoni M.H., Lehman J.M., Kilbourn K.M., Boyers A.E., Culver J.L., Alferi S.M. Cognitive-behavioral stress management intervention decreases the prevalence of depression and enhances benefit finding among women under treatment for early-stage breast cancer. Health Psychol.. 2001;20:20-32.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S0870-9025201500010001100022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>29 Antoni M.H., Wimberly S.R., Lechner S.C., Kazi A., Sifre T., Urcuyo K.R. Stress management intervention reduces cancer-specific thought intrusions and anxiety symptoms among women undergoing treatment for breast cancer. Am J Psychiatry. 2006;163:1791-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S0870-9025201500010001100023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>30 Antoni M.H., Lechner S., Diaz A., Vargas S., Holley H., Phillips K. Cognitive behavioral stress management effects on psychosocial and physiological adaptation in women undergoing treatment for breast cancer. Brain Behav Immun.. 2009;23:580-91.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S0870-9025201500010001100024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>31 Bj&ouml;rneklett H.G., Lindemalm C., Ojutkangas M.L., Berglund A., Letocha H., Strang P. A randomized controlled trial of a support group intervention on the quality of life and fatigue in women after primary treatment for early breast cancer. Support Care Cancer.. 2012;20:3325-34.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S0870-9025201500010001100025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>32 Bj&ouml;rneklett H.G., Lindemalm C., Rosenblad A., Ojutkangas M.L., Letocha H., Strang P. A randomized controlled trial of support group intervention after breast cancer treatment: Results on anxiety and depression. Acta Oncol.. 2012;51:198-207.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S0870-9025201500010001100026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>33 Bj&ouml;rneklett H.G., Rosenblad A., Lindemalm C., Ojutkangas M.L., Letocha H., Strang P. Long-term follow-up of a randomized study of support group intervention in women with primary breast cancer. J Psychosom Res.. 2013;74:346-53.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S0870-9025201500010001100027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>34 Boesen E.H., Karlsen R., Christensen J., Paaschburg B., Nielsen D., Bloch I.S. Psychosocial group intervention for patients with primary breast cancer: A randomised trial. Eur J Cancer.. 2011;47:1363-72.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S0870-9025201500010001100028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>35 Bordeleau L., Szalai J.P., Ennis M., Leszcz M., Speca M., Sela R. Quality of life in a randomized trial of group psychosocial support in metastatic breast cancer: Overall effects of the intervention and an exploration of missing data. J Clin Oncol.. 2003;21:1944-51.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S0870-9025201500010001100029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>36 Butler L.D., Koopman C., Neri E., Giese-Davis J., Palesh O., Thorne-Yocam K.A. Effects of supportive-expressive group therapy on pain in women with metastatic breast cancer. Health Psychol.. 2009;28:579-87.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S0870-9025201500010001100030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>37 Chan C.L., Ho R.T., Lee P.W., Cheng J.Y., Leung P.P., Foo W. A randomized controlled trial of psychosocial interventions using the psychophysiological framework for Chinese breast cancer patients. J Psychosoc Oncol.. 2006;24:3-26.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S0870-9025201500010001100031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>38 Classen C., Butler L.D., Koopman C., Miller E., DiMiceli S., Giese-Davis J. Supportive-expressive group therapy and distress in patients with metastatic breast cancer: A randomized clinical intervention trial. Arch Gen Psychiatry.. 2001;58:494-501.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S0870-9025201500010001100032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <P>39 Classen C.C., Kraemer H.C., Blasey C., Giese-Davis J., Koopman C., Palesh O.G. Supportive&ndash;expressive group therapy for primary breast cancer patients: A randomized prospective multicenter trial. Psychooncology.. 2008;17:438-47.</P>     <!-- ref --><P>40 Cohen M., Fried G. Comparing relaxation training and cognitive-behavioral group therapy for women with breast cancer. Res Social Work Prac.. 2007;17:313-23.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S0870-9025201500010001100034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>41 Cruess D.G., Antoni M.H., McGregor B.A., Kilbourn K.M., Boyers A.E., Alferi S.M. Cognitive-behavioral stress management reduces serum cortisol by enhancing benefit finding among women being treated for early stage breast cancer. Psychosom Med.. 2000;62:304-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S0870-9025201500010001100035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>42 Cruess D.G., Antoni M.H., Kumar M., McGregor B., Alferi S., Boyers A.E. Effects of stress management on testosterone levels in women with early-stage breast cancer. Int J Behav Med.. 2001;8:194-207.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000152&pid=S0870-9025201500010001100036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>43 Cunningham A.J., Edmonds C.V., Jenkins G.P., Pollack H., Lockwood G.A., Warr D. A randomized controlled trial of the effects of group psychological therapy on survival in women with metastatic breast cancer. Psychooncology.. 1998;7:508-17.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000154&pid=S0870-9025201500010001100037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>44 Dolbeault S., Cayrou S., Br&eacute;dart A., Viala A.L., Desclaux B., Saltel P. The effectiveness of psychoeducational group after early-stage breast cancer treatment: Results of a randomized French study. Psychooncology.. 2009;18:647-56.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000156&pid=S0870-9025201500010001100038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>45 Edelman S., Bell D.R., Kidman A.D. A group cognitive behavior therapy programme with metastatic breast cancer patients. Psychooncology.. 1999;8:295-305.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000158&pid=S0870-9025201500010001100039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>46 Edelman S., Lemon J., Bell D.R., Kidman A.D. Effects of group CBT on the survival time of patients with metastatic breast cancer. Psychooncology.. 1999;8:474-81.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000160&pid=S0870-9025201500010001100040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>47 Edmonds C.V., Lockwood G.A., Cunningham A.J. Psychological response to long term group therapy: A randomized trial with metastatic breast cancer patients. Psychooncology.. 1999;8:74-91.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000162&pid=S0870-9025201500010001100041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>48 Fukui S., Koike M., Ooba A., Uchitomi Y. 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Education and peer discussion group interventions and adjustment to breast cancer. Arch Gen Psychiatry.. 1999;56:340-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000176&pid=S0870-9025201500010001100048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>55 Helgeson V.S., Cohen S., Schulz R., Yasko J. Group support interventions for women with breast cancer: Who benefits from what?. Health Psychol.. 2000;19:107-14.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000178&pid=S0870-9025201500010001100049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>56 Helgeson V.S., Cohen S., Schulz R., Yasko J. 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Cognitive&ndash;behavioral stress management increases benefit finding and immune function among women with early-stage breast cancer. J Psychosom Res.. 2004;56:1-8.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>63 Phillips K.M., Antoni M.H., Lechner S.C., Blomberg B.B., Llabre M.M., Avisar E. Stress management intervention reduces serum cortisol and increases relaxation during treatment for nonmetastic breast cancer. Psychosom Med.. 2008;70:1044-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000193&pid=S0870-9025201500010001100057&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>64 Rowland J.H., Meyerowitz B.E., Crespi C.M., Leedham B., Desmond K., Belin T.R. Addressing intimacy and partner communication after breast cancer: A randomized controlled group intervention. Breast Cancer Res Treat.. 2009;118:99-111.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000195&pid=S0870-9025201500010001100058&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>65 Savard J., Simard S., Ivers H., Morin C.M. Randomized study on the efficacy of cognitive-behavioral therapy for insomnia secondary to breast cancer, part I: Sleep and psychological effects. J Clin Oncol.. 2005;23:6083-96.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000197&pid=S0870-9025201500010001100059&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>66 Simpson J.S., Carlson L.E., Beck C.A., Patten S. Effects of a brief intervention on social support and psychiatric morbidity in breast cancer patients. Psychooncology.. 2002;11:282-94.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000199&pid=S0870-9025201500010001100060&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>67 Spiegel D., Bloom J.R. Group therapy and hypnosis reduce metastatic breast carcinoma pain. Psychosom Med.. 1983;45:333-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000201&pid=S0870-9025201500010001100061&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>68 Spiegel D., Butler L.D., Giese-Davis J., Koopman C., Miller E., DiMiceli S. Supportive-expressive group therapy and survival in patients with metastatic breast cancer: A randomized clinical intervention trial. Cancer.. 2007;110:1130-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000203&pid=S0870-9025201500010001100062&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>69 Targ E.F., Levine E.G. The efficacy of a mind-body-spirit group for women with breast cancer: A randomized controlled trial. Gen Hosp Psychiatry.. 2002;24:238-48.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000205&pid=S0870-9025201500010001100063&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>70 Thornton L.M., Andersen B.L., Schuler T.A., Carson W.E. A psychological intervention reduces inflammatory markers by alleviating depressive symptoms: Secondary analysis of a randomized controlled trial. Psychosom Med.. 2009;71:715-24.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000207&pid=S0870-9025201500010001100064&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>71 Vos P.J., Garssen B., Visser A.P., Duivenvoorden H.J., de H.C. Psychosocial intervention for women with primary, non-metastatic breast cancer: A comparison between participants and non-participants. Psychother Psychosom.. 2004;73:276-85.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000209&pid=S0870-9025201500010001100065&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>72 Andersen B.L., Kiecolt-Glaser J.K., Glaser R. A biobehavioral model of cancer stress and disease course. Am Psychol. 1994;49:389-404.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000211&pid=S0870-9025201500010001100066&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>73 Yalom I.D. Existencial psychotherapy. Basic Books, (2008) .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000213&pid=S0870-9025201500010001100067&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>74 Stewart M., Craig D., MacPherson K., Alexander S. Promoting positive affect and diminishing loneliness of widowed seniors through a support intervention. Public Health Nurs.. 2001;18:54-63.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000215&pid=S0870-9025201500010001100068&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>75 Bandura A. Health promotion from the perspective of social cognitive theory. Psychol Health.. 1998;13:623-49.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000217&pid=S0870-9025201500010001100069&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>76 Lazarus R.S., Folkman S. Stress, appraisal, and coping. Springer, (1984) .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000219&pid=S0870-9025201500010001100070&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>77 Burlingame G.M., McClendon D.T., Alonso J. Cohesion in group therapy. Psychotherapy relationships that work: Evidence-based responsiveness, Oxford University Press, 2011. pp. 110-31.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000221&pid=S0870-9025201500010001100071&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>78 Schnur J.B., Montgomery G.H. Cohesion in group therapy. Psychotherapy relationships that work: Evidence-based responsiveness, Oxford University Press, 2011. pp. 238-47.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000223&pid=S0870-9025201500010001100072&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>79 Yalom I.D. The theory and practice of group psychotherapy. Basic Books, (1995) .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000225&pid=S0870-9025201500010001100073&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <p>&nbsp;</p>     <P> <B>Financiamento</B> </P>     <P>Trabalho financiado pela Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e Tecnologia no &acirc;mbito da Bolsa de Doutoramento atribu&iacute;da &agrave; primeira autora (SFRH/BD/84436/2012).</P>     <p>&nbsp;</p>     <p><i><a href="#topc0">*</a><a name="c0"></a>Autor para correspondência:</i> Correio eletrónico: <a href="mailto:taniabrandao@fpce.up.pt">taniabrandao@fpce.up.pt</a></P>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Recebido 11 de Julho de 2013 .Aceito 9 de Janeiro de 2015</P>      ]]></body><back>
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