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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Saúde Pública]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Rev. Port. Sau. Pub.]]></abbrev-journal-title>
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<publisher-name><![CDATA[Escola Nacional de Saúde Pública]]></publisher-name>
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<article-id>S0870-90252015000100012</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.1016/j.rpsp.2014.07.003</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Suplementação de iodo na gravidez: qual a importância?]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Iodine supplementation in pregnancy: is it important?]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade do Algarve Departamento de Ciências Biomédicas e Medicina ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[We intend to access the importance of iodine and to evaluate the relevance of supplementation in pregnancy. A search in Medline was performed and the obtained articles submitted to the selection criteria. Of the 294 studies we obtained, 13 reviews and 19 original studies were selected for further analysis. We concluded that both deficit and excess iodine negatively affect fetal/newborn health, being the consequences of the deficit the worst. We recommend to inform women, to evaluate their iodine ingestion and to regularly screen their iodine levels. Further research is necessary regarding the best timing for supplementation.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Benefícios]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <P align="right"><b>ARTIGO DE REVISÃO</b></P>     <p>&nbsp;</p>     <P><b>Suplementa&ccedil;&atilde;o de iodo na gravidez: qual a import&acirc;ncia?</b></P>     <P><b>Iodine supplementation in pregnancy: is it important?</b></P>     <p>&nbsp;</p>     <P><b>Miguel Jacob<SUP><a href="#c0">*</a><a name="topc0"></a></SUP><SUP>, </SUP>, Nelson Brito</b></P>     <P>Mestrado Integrado em Medicina, Departamento de Ci&ecirc;ncias Biom&eacute;dicas e Medicina, Universidade do Algarve, Faro, Portugal</P>     <p>&nbsp;</p>     <P> <B>RESUMO</B> </P>     <P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Pretende-se aferir a import&acirc;ncia do iodo e avaliar a pertin&ecirc;ncia da suplementa&ccedil;&atilde;o na gravidez. Fez-se uma pesquisa na <I>Medline</I> e submeteram-se os artigos encontrados aos crit&eacute;rios de sele&ccedil;&atilde;o previamente definidos. Obtiveram-se 294 artigos, aos quais se aplicaram os crit&eacute;rios de inclus&atilde;o, resultando em 13 revis&otilde;es e 19 artigos originais. Conclui-se que quer o d&eacute;fice quer o excesso de iodo afetam negativamente a sa&uacute;de do feto/rec&eacute;m-nascido, sendo as consequ&ecirc;ncias do d&eacute;fice mais graves. Recomenda-se informar as mulheres, avaliar a sua ingest&atilde;o alimentar e fazer um <I>screening</I> regular dos n&iacute;veis de iodo. Mais estudos ser&atilde;o necess&aacute;rios relativamente ao <I>timing</I> de suplementa&ccedil;&atilde;o.</P>     <p></P>     <P> <B>Palavras-chave</B>: Benef&iacute;cios. Gesta&ccedil;&atilde;o. Gravidez. Iodo. Riscos. Suplementa&ccedil;&atilde;o.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P> <B>ABSTRACT</B> </P>     <P>     <P>We intend to access the importance of iodine and to evaluate the relevance of supplementation in pregnancy. A search in Medline was performed and the obtained articles submitted to the selection criteria. Of the 294 studies we obtained, 13 reviews and 19 original studies were selected for further analysis. We concluded that both deficit and excess iodine negatively affect fetal/newborn health, being the consequences of the deficit the worst. We recommend to inform women, to evaluate their iodine ingestion and to regularly screen their iodine levels. Further research is necessary regarding the best timing for supplementation.</P>     <p></P>     <P> <B>Keywords</B>: Benefits. Gestation. Pregnancy. Iodine. Risks. Supplementation. </P>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P> <B>Introdu&ccedil;&atilde;o</B> </P>     <P>O iodo &eacute; um componente essencial das hormonas tiroideias, que s&atilde;o important&iacute;ssimas para a vida dos mam&iacute;feros<SUP>1</SUP>. Esta mat&eacute;ria tem sido objeto de investiga&ccedil;&atilde;o, nomeadamente no que concerne &agrave; sua influ&ecirc;ncia no desenvolvimento fetal e do rec&eacute;m-nascido. Assim, a comunidade cient&iacute;fica tem-se debru&ccedil;ado, desde h&aacute; bastante tempo, mas com especial relevo recentemente, sobre o estudo da rela&ccedil;&atilde;o entre a ingest&atilde;o adequada versus ingest&atilde;o deficiente de iodo e a sua influ&ecirc;ncia no desenvolvimento do feto durante a gravidez, e no desenvolvimento p&oacute;s-parto, inf&acirc;ncia e, por conseguinte, vida adulta dos indiv&iacute;duos.</P>     <P>Muito recentemente, em Portugal, a Dire&ccedil;&atilde;o Geral de Sa&uacute;de emitiu uma norma de orienta&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica acerca da suplementa&ccedil;&atilde;o de iodo em gr&aacute;vidas, na qual recomenda a ingest&atilde;o de iodo, sob a forma de iodeto de pot&aacute;ssio, a todas as mulheres em preconce&ccedil;&atilde;o, gr&aacute;vidas ou em amamenta&ccedil;&atilde;o, desde o per&iacute;odo pr&eacute;-concecional at&eacute; ao fim da amamenta&ccedil;&atilde;o<SUP>2</SUP>. Trata-se de uma novidade normativa, mas com um longo passado de discuss&atilde;o acad&eacute;mica e cient&iacute;fica, que neste trabalho ir&aacute; ser abordado e discutido.</P>     <P>Sabe-se, inequivocamente, que o per&iacute;odo gestacional &eacute; cr&iacute;tico em termos metab&oacute;licos, energ&eacute;ticos e nutricionais, devendo o organismo ser adequadamente suprido em todas as suas necessidades, protegendo a sa&uacute;de da m&atilde;e e promovendo um adequado desenvolvimento do feto<SUP>2</SUP>. A par deste, o per&iacute;odo pr&eacute;-concecional &eacute; igualmente importante em termos de adequa&ccedil;&atilde;o nutricional de certos elementos, cujo papel ser&aacute; essencial logo nas primeiras semanas de desenvolvimento intrauterino e cujo d&eacute;fice se traduzir&aacute; em preju&iacute;zo irrevog&aacute;vel na matura&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rias estruturas essenciais do feto, nomeadamente o sistema nervoso<SUP>2</SUP>. Nos seres humanos, o pico de crescimento e desenvolvimento cerebral acontece durante o per&iacute;odo fetal, onde ocorre a prolifera&ccedil;&atilde;o e migra&ccedil;&atilde;o neuronal no c&oacute;rtex cerebral, hipocampo e emin&ecirc;ncia ganglionar, crescimento axonal e o in&iacute;cio da mieliniza&ccedil;&atilde;o, e continua ap&oacute;s o nascimento<SUP>3</SUP>. Assim, a necessidade do pleno conhecimento destas rela&ccedil;&otilde;es justifica, por si s&oacute;, a import&acirc;ncia do tema em quest&atilde;o.</P>     <P>A Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de (OMS) estima que 13% da popula&ccedil;&atilde;o mundial est&aacute; afetada por doen&ccedil;as cuja etiologia &eacute; a falta de iodo<SUP>4</SUP>. Tamb&eacute;m o <I>International Council for the Control of Iodine Deficiency Disorders</I> (ICCDD) refere que cerca de 2 bili&otilde;es de pessoas t&ecirc;m um aporte deficiente de iodo, considerando que esta car&ecirc;ncia &eacute; a principal causa mundial evit&aacute;vel de doen&ccedil;as mentais e de desenvolvimento<SUP>5</SUP>. Por seu turno, a <I>United Nations Children's Fund</I> (UNICEF) sugere que 46 milh&otilde;es de rec&eacute;m-nascidos est&atilde;o tamb&eacute;m sob risco de car&ecirc;ncia deste elemento<SUP>6</SUP>. Em Portugal, um estudo realizado com 3.631 gr&aacute;vidas em 17 maternidades revela que o aporte de iodo &eacute; insuficiente de acordo com as recomenda&ccedil;&otilde;es. Neste estudo, 83% das gr&aacute;vidas do continente consomem menos iodo do que &eacute; recomendado pela OMS<SUP>7</SUP>. Assim, trata-se, inequivocamente, de um problema de sa&uacute;de p&uacute;blica que merece reflex&atilde;o.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P> <B>Iodo</B> </P>     <P>O iodo &eacute; um oligoelemento essencial para o organismo humano<SUP>5</SUP>, que existe sob v&aacute;rias formas qu&iacute;micas, das quais se destacam o iodeto, o iodato e o iodo elementar. Est&aacute; presente em quantidades relativamente constantes em &aacute;guas salgadas, mas a sua distribui&ccedil;&atilde;o na terra e em &aacute;guas doces &eacute; desigual<SUP>5</SUP>, o que nos particulariza a import&acirc;ncia da fonte dos alimentos com iodo.</P>     <P>Este elemento pode ser encontrado em v&aacute;rias fontes, mas o seu maior aporte &eacute; atrav&eacute;s daquilo que ingerimos. O marisco e o peixe s&atilde;o excelentes fontes<SUP>2,5</SUP>, uma vez que o oceano &eacute; bastante rico em iodo. J&aacute; os peixes de &aacute;gua doce podem ter um conte&uacute;do em iodo muito vari&aacute;vel e, na grande maioria dos casos, deficiente, uma vez que traduzem o n&iacute;vel de iodo das &aacute;guas em que crescem e dos alimentos com que s&atilde;o nutridos<SUP>4</SUP>. Os lactic&iacute;nios, como queijo e leite, s&atilde;o, geralmente, tamb&eacute;m boas fontes deste elemento<SUP>2</SUP>.</P>     <P>O sal iodado merece especial destaque. Na verdade, o vulgar sal (cloreto de s&oacute;dio) na sua forma natural n&atilde;o cont&eacute;m iodo. Por&eacute;m, a adi&ccedil;&atilde;o deste elemento torna o sal iodado numa das melhores e mais eficazes formas de aumentar o consumo de iodo na popula&ccedil;&atilde;o. &Eacute; interessante verificar as diferen&ccedil;as regionais no que toca &agrave; pr&aacute;tica de adi&ccedil;&atilde;o de iodo ao sal. Nos Estados Unidos da Am&eacute;rica os consumidores t&ecirc;m dispon&iacute;vel quer sal iodado quer sal n&atilde;o iodado. No Canad&aacute; esta pr&aacute;tica &eacute; obrigat&oacute;ria e todo o sal de mesa &eacute; iodado<SUP>5</SUP>. Em Portugal est&aacute; j&aacute; legislada a produ&ccedil;&atilde;o e comercializa&ccedil;&atilde;o de sal iodado<SUP>5,8</SUP>.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>O iodo pode ainda ser obtido de outras fontes que n&atilde;o a alimenta&ccedil;&atilde;o, mas igualmente importantes pela sua frequ&ecirc;ncia. Corantes alimentares, produtos de limpeza da pele, contrastes usados em m&eacute;todos imagiol&oacute;gicos e medicamentos<SUP>4</SUP>, s&atilde;o outras formas de aporte deste elemento que os seres vivos aproveitam de forma espor&aacute;dica, ainda que inconscientemente.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P> <B>Iodo e tiroide &ndash; fun&ccedil;&otilde;es</B> </P>     <P>A tiroide &eacute; um &oacute;rg&atilde;o end&oacute;crino e modula fun&ccedil;&otilde;es centrais, atrav&eacute;s das suas hormonas, como o crescimento celular, o desenvolvimento cerebral, a matura&ccedil;&atilde;o de &oacute;rg&atilde;os centrais, o controlo da frequ&ecirc;ncia card&iacute;aca e manuten&ccedil;&atilde;o da temperatura corporal<SUP>5</SUP>. Este &oacute;rg&atilde;o concentra 99% do iodo dispon&iacute;vel no organismo<SUP>9</SUP>, pelo que a deple&ccedil;&atilde;o de iodo &eacute; causa maior de patologia tiroideia<SUP>10</SUP>.</P>     <P>O iodo &eacute; uma parte essencial da estrutura qu&iacute;mica das hormonas da tiroide, sendo respons&aacute;vel pela sua bioss&iacute;ntese<SUP>11</SUP>. A tiroide produz, al&eacute;m de calcitonina, 2 hormonas de enorme import&acirc;ncia: tiroxina (T4) e triiodotironina (T3). At&eacute; se tornarem ativas e dispon&iacute;veis para as mais variadas fun&ccedil;&otilde;es do organismo, a estrutura base das hormonas tiroideias depende da liga&ccedil;&atilde;o de res&iacute;duos de iodo, sendo a disponibilidade deste elemento, portanto, um passo essencial para a sua forma&ccedil;&atilde;o. A T4 &eacute; apenas produto da tiroide, tendo uma taxa de produ&ccedil;&atilde;o de 80-100 &#956;g/dia<SUP>12</SUP>. A T3 &eacute;, tamb&eacute;m, produto da tiroide, mas &eacute; essencialmente produzida (cerca de 80%) em tecidos extratiroideus, a partir da deiodina&ccedil;&atilde;o da T4<SUP>12</SUP>, a uma taxa de 30-40 &#956;g/dia<SUP>13</SUP>. Uma grande fra&ccedil;&atilde;o destas hormonas circula no sangue ligada a prote&iacute;nas de transporte, especialmente &agrave; <I>Tiroxin Binding Globulin</I> (TBG). Trata-se de uma glicoprote&iacute;na, produzida no f&iacute;gado, com uma alt&iacute;ssima taxa de afinidade para a T4, mas muito menor para a T3. A sua concentra&ccedil;&atilde;o s&eacute;rica em indiv&iacute;duos normais &eacute; de cerca de 1,5 mg/dl, valor que aumenta durante a gesta&ccedil;&atilde;o<SUP>13,14</SUP>.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P> <B>Ingest&atilde;o recomendada de iodo</B> </P>     <P>Como acontece com todos os nutrientes, as recomenda&ccedil;&otilde;es da ingest&atilde;o de iodo variam ao longo da vida. Assim, a dose di&aacute;ria recomendada para crian&ccedil;as entre os 0 e os 5 anos &eacute; de 90 &#956;g/dia, entre os 6 e os 12 anos de 120 &#956;g/dia, para os adolescentes e adultos &eacute; de 150 &#956;g/dia e para as gr&aacute;vidas e lactantes de 250 &#956;g/dia<SUP>15,16</SUP>.</P>     <P>Por outro lado, h&aacute; evid&ecirc;ncia de que uma dose di&aacute;ria de iodo, em adultos, superior a 1.100 &#956;g se pode tornar prejudicial<SUP>17</SUP>. J&aacute; nas gr&aacute;vidas e lactantes o valor m&aacute;ximo aceit&aacute;vel de ingest&atilde;o de iodo por dia &eacute; de 600 &#956;g<SUP>18</SUP>.</P>     <P>As patologias mais importantes e tamb&eacute;m mais vulgares de d&eacute;fice de iodo s&atilde;o o b&oacute;cio e o hipotiroidismo. Por&eacute;m, no que toca ao desenvolvimento fetal e infantil, e devido &agrave;s importantes fun&ccedil;&otilde;es das hormonas tiroideias para as quais a quantidade de iodo adequada &eacute; essencial, as potenciais consequ&ecirc;ncias s&atilde;o mais graves: atraso mental e cretinismo<SUP>10</SUP>.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Em termos obst&eacute;tricos, a car&ecirc;ncia de iodo por parte da m&atilde;e aumenta a probabilidade de abortos, infertilidade e complica&ccedil;&otilde;es na gesta&ccedil;&atilde;o<SUP>4</SUP>. Para o feto e rec&eacute;m-nascido, a exposi&ccedil;&atilde;o insuficiente a uma quantidade adequada de hormonas tiroideias, primeiro maternas e depois do pr&oacute;prio, tem sido associada a um condicionamento marcado quer do seu crescimento fenot&iacute;pico bem como do seu desenvolvimento cerebral<SUP>4</SUP>, com a perpetua&ccedil;&atilde;o de d&eacute;fices cognitivos que o acompanhar&atilde;o durante toda a vida.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P> <B>A gravidez</B> </P>     <P>A gravidez &eacute; um estado de grande delicadeza para a sa&uacute;de quer da m&atilde;e quer do feto, devido a todas as altera&ccedil;&otilde;es fisiol&oacute;gicas que a m&atilde;e sofre durante este per&iacute;odo<SUP>19</SUP>.</P>     <P>Na verdade, a gesta&ccedil;&atilde;o &eacute; de extrema exig&ecirc;ncia metab&oacute;lica e nutricional. Em termos nutricionais, h&aacute; uma necessidade crescente de aumento cal&oacute;rico e de macronutrientes, do primeiro para o terceiro trimestre<SUP>17</SUP>. Metabolicamente, h&aacute; uma hiperestimula&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rios sistemas, nomeadamente da fun&ccedil;&atilde;o card&iacute;aca e circulat&oacute;ria, renal, pulmonar e end&oacute;crina<SUP>20</SUP>. Nesta &uacute;ltima a fun&ccedil;&atilde;o tiroideia assume-se como muito importante, quer pela regula&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rios efeitos metab&oacute;licos, pelo aumento da necessidade da T4 para manter o normal metabolismo da mulher, ou ainda pelo aumento da depura&ccedil;&atilde;o renal na gr&aacute;vida, mas essencialmente pela transfer&ecirc;ncia de T4 e iodo para o feto durante a gravidez<SUP>21</SUP>, ou seja, pela fun&ccedil;&atilde;o direta das hormonas tiroideias no desenvolvimento intrauterino do feto e, posteriormente, do rec&eacute;m-nascido.</P>     <P>Fisiologicamente, durante a gravidez existe um aumento para cerca do dobro de TBG, que se liga a aproximadamente a 70% das hormonas tiroideias, gra&ccedil;as a uma grande afinidade para as mesmas<SUP>22</SUP>. Por&eacute;m, a parcela biologicamente ativa das hormonas tiroideias &eacute; a fra&ccedil;&atilde;o livre, que n&atilde;o se liga a esta prote&iacute;na de transporte. Portanto, um aumento de TBG traduz-se numa maior liga&ccedil;&atilde;o a hormonas tiroideias, o que reduz a fra&ccedil;&atilde;o livre destes elementos. Este facto elucida acerca do aumento da necessidade real de hormonas tiroideias, de modo a poder suplantar a liga&ccedil;&atilde;o da TBG a uma maior quantidade de hormonas e a haver disponibilidade livre adequada para as mais variadas fun&ccedil;&otilde;es atr&aacute;s descritas.</P>     <P>A gravidez acompanha-se ainda de uma depura&ccedil;&atilde;o aumentada de iodo, o que se reflete num d&eacute;fice plasm&aacute;tico relativo deste elemento. Este d&eacute;fice, conjugado com uma necessidade aumentada de hormonas tiroideias, condiciona um aumento de capta&ccedil;&atilde;o de iodo pela tiroide<SUP>21</SUP>. Fisiologicamente, este fen&oacute;meno leva ao aumento de volume desta gl&acirc;ndula e ao aumento da prote&iacute;na de transporte TBG, no sentido de tentar captar maior quantidade deste elemento<SUP>21</SUP>. Nutricionalmente, a car&ecirc;ncia de iodo inviabiliza todo o processo atr&aacute;s descrito e esse acontecimento tem sido associado a um preju&iacute;zo imenso para o adequado desenvolvimento f&iacute;sico e psicol&oacute;gico do feto e rec&eacute;m-nascido<SUP>2,10</SUP>.</P>     <P>Assim, &eacute; certo que o iodo &eacute; um elemento de extrema import&acirc;ncia e que a par de outros micronutrientes, como o &aacute;cido f&oacute;lico e o ferro<SUP>19</SUP>, desempenha um papel muito importante no adequado desenvolvimento do feto e futuro rec&eacute;m-nascido. Se a suplementa&ccedil;&atilde;o efetiva em todas as mulheres j&aacute; gr&aacute;vidas, oriundas de v&aacute;rios contextos socioecon&oacute;micos e com diferentes perfis nutricionais e cl&iacute;nicos, traduz ou n&atilde;o uma necessidade, ver-se-&aacute; mais detalhadamente ao longo desta revis&atilde;o bibliogr&aacute;fica. Este trabalho pretende, pois, rever a evid&ecirc;ncia dispon&iacute;vel sobre a import&acirc;ncia do iodo no per&iacute;odo gestacional, a repercuss&atilde;o da sua car&ecirc;ncia/excesso na sa&uacute;de do feto ou rec&eacute;m-nascido e assim avaliar a pertin&ecirc;ncia da suplementa&ccedil;&atilde;o de iodo na gravidez.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P> <B>M&eacute;todos</B> </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P> <B>Sele&ccedil;&atilde;o da <I>query</I> de pesquisa</B> </P>     <P>Esta revis&atilde;o bibliogr&aacute;fica foi conduzida de acordo com m&eacute;todos usuais de revis&otilde;es cient&iacute;ficas. Tendo em conta o tema em an&aacute;lise, selecionaram-se as palavras que iriam incluir a <I>query</I> de pesquisa <I>online</I>, isto &eacute;, o conjunto de palavras atrav&eacute;s do qual se iria pesquisar a informa&ccedil;&atilde;o na base de dados, no sentido de obter os melhores resultados relativamente ao tema em quest&atilde;o. Foram utilizados termos inclu&iacute;dos no dicion&aacute;rio de sin&oacute;nimos usado para indexa&ccedil;&atilde;o de artigos na PubMed, conhecidos como termos MeSH, no sentido de aumentar a objetividade da pesquisa. Escolheram-se, inicialmente, os termos &laquo;iodine&raquo;, que &eacute; termo MeSH, &laquo;supplementation&raquo; e &laquo;pregnancy&raquo;. Os termos MeSH correspondentes a estas 2 &uacute;ltimas palavras s&atilde;o, respetivamente, &laquo;dietary supplements&raquo; e &laquo;gestation&raquo;, pelo que se optou por construir uma <I>query</I> que englobasse todos os anteriores. Outras palavras-chave foram testadas, mas n&atilde;o foram inclu&iacute;das na <I>query</I> final de pesquisa, uma vez que n&atilde;o aumentavam a qualidade e diversidade dos estudos encontrados. Assim, construiu-se a seguinte <I>query</I>: <I>iodine AND (supplementation OR dietary supplements) AND (pregnancy OR gestation)</I>.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P> <B>Sequ&ecirc;ncia de pesquisa e aplica&ccedil;&atilde;o do algoritmo de sele&ccedil;&atilde;o</B> </P>     <P>Come&ccedil;ou-se por introduzir a <I>query</I> na <I>Medline</I> e fazer uma pesquisa. Limitou-se esta pesquisa a artigos sobre a esp&eacute;cie humana, escritos em ingl&ecirc;s, portugu&ecirc;s e espanhol, publicados entre janeiro de 2011 e dezembro de 2013, procurando assim as &uacute;ltimas evid&ecirc;ncias cient&iacute;ficas sobre o tema. Optou-se por analisar todo o tipo de artigos, &agrave; exce&ccedil;&atilde;o de <I>guidelines</I>, com o intuito de conhecer o trabalho cient&iacute;fico que o assunto tem promovido. Selecionaram-se, assim, apenas estudos eleg&iacute;veis de acordo com a <I>query</I> de pesquisa e os crit&eacute;rios de inclus&atilde;o previamente definidos e apresentados na <a href="#f1">figura 1</a>, sendo exclu&iacute;dos os artigos que n&atilde;o obedeciam a algum dos crit&eacute;rios. <UL>       <p>&nbsp;</p>   <a name="f1"></a> <img src="/img/revistas/rpsp/v33n1/33n1a12f1.jpg">       
<p>&nbsp;</p>       <LI>         <P>1) Aplicaram-se estes crit&eacute;rios aos artigos selecionados pela <I>query</I>.</P>   </LI>       <LI>         ]]></body>
<body><![CDATA[<P>2) Fez-se a an&aacute;lise aos t&iacute;tulos e resumos, e os artigos selecionados foram submetidos para an&aacute;lise.</P>   </LI>       <LI>         <P>3) Fez-se uma pesquisa criteriosa da bibliografia usada nestes artigos, que ap&oacute;s submiss&atilde;o aos crit&eacute;rios de inclus&atilde;o e exclus&atilde;o foram tamb&eacute;m alguns artigos inclu&iacute;dos nesta revis&atilde;o. Esta op&ccedil;&atilde;o foi tomada no sentido de encontrar artigos potencialmente relevantes, que pudessem ser inclu&iacute;dos no estudo, melhorando a qualidade da base de dados. Por um lado, esta inclus&atilde;o permite fazer uma an&aacute;lise pr&oacute;pria desses artigos, eliminando o vi&eacute;s dos autores que os analisaram. Por outro lado, permite analisar o artigo na &iacute;ntegra, sendo poss&iacute;vel identificar outros aspetos que os autores que usaram esses artigos n&atilde;o tivessem tido em conta e que fossem relevantes para esta revis&atilde;o.</P>   </LI>       <LI>         <P>4) Foram exclu&iacute;dos os que n&atilde;o disponibilizavam o texto integral.</P>   </LI>     </UL>     <p></P>     <p>&nbsp;</p>     <P> <B>Resultados</B> </P>     <P>Os resultados do processo de sele&ccedil;&atilde;o est&atilde;o descritos na <a href ="/img/revistas/rpsp/v33n1/33n1a12f2.jpg">figura 2</a>. Ap&oacute;s pesquisa com a <I>query</I> definida na <I>Medline</I> obtiveram-se 288 artigos. Numa primeira fase do processo de sele&ccedil;&atilde;o aplicaram-se os crit&eacute;rios de inclus&atilde;o aos artigos encontrados pela <I>query</I> e exclu&iacute;ram-se 208 artigos. De seguida fez-se a an&aacute;lise aos t&iacute;tulos e resumos e exclu&iacute;ram-se 30 artigos, tendo sido 50 artigos submetidos para an&aacute;lise do texto original. Infelizmente n&atilde;o se conseguiu obter a vers&atilde;o integral de todos os artigos, mesmo ap&oacute;s cuidadosa pesquisa <I>online</I> na rede do Departamento de Ci&ecirc;ncias Biom&eacute;dicas e Medicina da Universidade do Algarve, pelo que se exclu&iacute;ram 24 artigos. Desta amostra de artigos para exclus&atilde;o fez-se o contato dos autores, tendo-se obtido apenas uma resposta, pelo que se adicionou mais esta fonte &agrave;quelas at&eacute; ent&atilde;o selecionadas. Nesta fase foram ent&atilde;o inclu&iacute;dos para an&aacute;lise os 27 artigos selecionados e dispon&iacute;veis na &iacute;ntegra. Fez-se ainda, como j&aacute; referido, uma pesquisa criteriosa da bibliografia usada nestes artigos e selecionaram-se 5 refer&ecirc;ncias potencialmente relevantes, que ap&oacute;s submiss&atilde;o aos crit&eacute;rios de inclus&atilde;o e exclus&atilde;o foram tamb&eacute;m inclu&iacute;dos nesta revis&atilde;o. Totalizaram-se, assim, 32 artigos que foram cuidadosamente analisados.</P>     
]]></body>
<body><![CDATA[<P>Foram encontrados 13 artigos de revis&atilde;o e 19 artigos originais, apresentados nas <a href ="/img/revistas/rpsp/v33n1/33n1a12f3.jpg">figuras 3</a> e <a href ="/img/revistas/rpsp/v33n1/33n1a12t1.jpg">tabela 1</a>, respetivamente. Destes &uacute;ltimos, o artigo de Pharoah e de McMichael est&atilde;o escritos sob a forma de coment&aacute;rio cient&iacute;fico, pelo que n&atilde;o apresentam o n&uacute;mero de indiv&iacute;duos estudados. Na <a href="#f4">figura 4</a> est&atilde;o resumidas as conclus&otilde;es, acerca da suplementa&ccedil;&atilde;o de iodo, dos autores que se debru&ccedil;aram sobre este tema nos estudos analisados. O <I>timing</I> da suplementa&ccedil;&atilde;o, isto &eacute;, antes, durante ou depois da gravidez, n&atilde;o foi tido em conta nesta tabela. A <a href ="/img/revistas/rpsp/v33n1/33n1a12f5.jpg">figura 5</a> resume a influ&ecirc;ncia que os v&aacute;rios n&iacute;veis de defici&ecirc;ncia de iodo t&ecirc;m na sa&uacute;de do feto e/ou rec&eacute;m-nascido, segundo os autores.</P>     
<p>&nbsp;</p> <a name="f4"></a> <img src="/img/revistas/rpsp/v33n1/33n1a12f4.jpg">     
<p>&nbsp;</p> <B>Discuss&atilde;o</B>     <p></P>     <P>A import&acirc;ncia do iodo na gravidez tem estado na ordem do dia em termos de produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica, como se pode verificar pelo n&uacute;mero de trabalhos encontrados. Sabe-se inequivocamente que as hormonas tiroideias t&ecirc;m fun&ccedil;&otilde;es essenciais, n&atilde;o s&oacute; modulando o metabolismo dos l&iacute;pidos, hidratos de carbono e prote&iacute;nas, bem como regulando o consumo de oxig&eacute;nio por parte das c&eacute;lulas ou ainda fazendo o controlo da temperatura corporal<SUP>24</SUP>. Al&eacute;m disso, s&atilde;o essenciais para o desenvolvimento do sistema nervoso, cardiovascular, imune e reprodutor<SUP>24</SUP>.</P>     <P>Como referido anteriormente nesta revis&atilde;o, o per&iacute;odo gestacional &eacute; de grande exig&ecirc;ncia fisiol&oacute;gica e metab&oacute;lica, pelo que ocorre um aumento das necessidades quer de macronutrientes quer de micronutrientes. Neste particular, as necessidades de iodo est&atilde;o tamb&eacute;m aumentadas devido a 3 fatores essenciais: um aumento da produ&ccedil;&atilde;o de T4 pela tiroide da m&atilde;e para manter a sua fun&ccedil;&atilde;o tiroideia normal e assim poder transferir adequadamente hormonas tiroideias para o feto; transfer&ecirc;ncia de iodo da m&atilde;e para o feto; e aumento da <I>clearance</I> renal de iodo por parte da m&atilde;e<SUP>25</SUP>.</P>     <P>Se por um lado se sabe da import&acirc;ncia deste elemento, cujas particularidades ser&atilde;o aqui discutidas, tamb&eacute;m se sabe que existe um d&eacute;fice global no seu consumo. Atualmente ainda 1,88 bili&otilde;es de pessoas, incluindo 241 milh&otilde;es de crian&ccedil;as em idade escolar, tem ingest&atilde;o insuficiente de iodo<SUP>26</SUP>. Na verdade, este d&eacute;fice global est&aacute; provavelmente associado a um desconhecimento generalizado acerca do tema na popula&ccedil;&atilde;o em geral e nas gr&aacute;vidas em particular. Charlton et al. avaliaram os conhecimentos de mulheres gr&aacute;vidas e lactentes da Austr&aacute;lia acerca da nutri&ccedil;&atilde;o do iodo e conclu&iacute;ram que em todos os question&aacute;rios aplicados existia um conhecimento insuficiente acerca deste elemento e das suas fun&ccedil;&otilde;es. Al&eacute;m disso, as mulheres n&atilde;o conseguiam identificar se a sua dieta fornecia as quantidades adequadas de iodo que elas e os seus filhos precisam<SUP>25</SUP>. Curiosamente, neste estudo as mulheres mostraram-se muito mais confiantes acerca de conhecimentos relacionados com outros aspetos da nutri&ccedil;&atilde;o, como comer saudavelmente, informa&ccedil;&atilde;o acerca da contamina&ccedil;&atilde;o de alimentos e ainda dom&iacute;nio sobre as tem&aacute;ticas do folato, do c&aacute;lcio e do ferro<SUP>25</SUP>.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P> <B>D&eacute;fice de iodo e impacto na sa&uacute;de do feto e do rec&eacute;m-nascido</B> </P>     <P>O estudo desta rela&ccedil;&atilde;o &eacute; uma atualidade em termos de investiga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica e as abordagens ao tema s&atilde;o v&aacute;rias. Budenhofer et al. referem que altera&ccedil;&otilde;es da tiroide maternas, especialmente o hipotiroidismo, afetam negativamente o desenvolvimento fetal e s&atilde;o causa maior quer de abortos no primeiro trimestre de gravidez quer de altera&ccedil;&otilde;es gestacionais<SUP>27</SUP>. Assim, este estudo real&ccedil;a a import&acirc;ncia de que as mulheres em idade f&eacute;rtil devem ser vigiadas no que toca &agrave; fun&ccedil;&atilde;o tiroideia, n&atilde;o apenas por ginecologistas, mas tamb&eacute;m por m&eacute;dicos de fam&iacute;lia, sendo a suplementa&ccedil;&atilde;o de iodo e o ajuste da hormona tirostimulante (TSH) em mulheres com hipotiroidismo altamente recomendada<SUP>27</SUP>. &Eacute; de salientar que, em Portugal, a avalia&ccedil;&atilde;o da fun&ccedil;&atilde;o tiroideia nas gr&aacute;vidas n&atilde;o consta do plano de vigil&acirc;ncia preconizado pela Dire&ccedil;&atilde;o Geral de Sa&uacute;de. Esta necessidade de uma boa fun&ccedil;&atilde;o tiroideia durante a gravidez foi tamb&eacute;m documentada por Leung et al., que demonstraram que uma adequada nutri&ccedil;&atilde;o durante a gravidez e lacta&ccedil;&atilde;o &eacute; necess&aacute;ria para a s&iacute;ntese de hormonas tiroideias e normal desenvolvimento do feto<SUP>28</SUP>. Estes autores referem ainda que experi&ecirc;ncias de suplementa&ccedil;&atilde;o materna com iodo em mulheres com defici&ecirc;ncia severa deste elemento se associaram a redu&ccedil;&otilde;es da taxa de mortalidade fetal e de cretinismo<SUP>28</SUP>. Zhou et al., na sua revis&atilde;o sistem&aacute;tica, mostraram tamb&eacute;m que a suplementa&ccedil;&atilde;o de iodo na gravidez ou per&iacute;odo pr&eacute;-concecional, em regi&otilde;es de defici&ecirc;ncia severa de iodo, reduziu o risco de cretinismo<SUP>29</SUP>. Por outro lado, a suplementa&ccedil;&atilde;o em mulheres residentes em &aacute;reas associadas a moderada defici&ecirc;ncia mostrou uma diminui&ccedil;&atilde;o do volume da tiroide e dos n&iacute;veis de TSH e em &aacute;reas de baixa defici&ecirc;ncia relacionou-se com melhorias nos par&acirc;metros neurocognitivos das crian&ccedil;as<SUP>28</SUP>.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Na verdade, as melhorias nos par&acirc;metros de desenvolvimento neurocognitivo do feto e do rec&eacute;m-nascido ap&oacute;s suplementa&ccedil;&atilde;o das m&atilde;es com iodo em &aacute;reas de defici&ecirc;ncia severa deste elemento est&atilde;o bem estabelecidas. Por&eacute;m, em &aacute;reas de moderada a baixa defici&ecirc;ncia de iodo, a evid&ecirc;ncia cient&iacute;fica n&atilde;o &eacute; t&atilde;o consistente. Zimmermann refere na sua revis&atilde;o, onde analisa os efeitos da defici&ecirc;ncia de iodo na gravidez e inf&acirc;ncia, que a defici&ecirc;ncia moderada de iodo pode causar disfun&ccedil;&atilde;o da tiroide materna e fetal. Por&eacute;m, conclui que a rela&ccedil;&atilde;o desse facto com a fun&ccedil;&atilde;o cognitiva e neurol&oacute;gica do rec&eacute;m-nascido ainda n&atilde;o &eacute; clara<SUP>30</SUP>. Skeaff analisou estudos que avaliaram o neurodesenvolvimento tanto pela <I>Neonatal Behavioral Assessment Scale</I>, como por <I>scores</I> de desenvolvimento motor e cognitivo tendo conclu&iacute;do que, nas zonas de defici&ecirc;ncia baixa a moderada de iodo, n&atilde;o h&aacute; evid&ecirc;ncias de atrasos no neurodesenvolvimento das crian&ccedil;as<SUP>3</SUP>. Tamb&eacute;m Melse-Boonstra et al. referem que a defici&ecirc;ncia severa de iodo &eacute; causa de cretinismo no rec&eacute;m-nascido. Os autores usaram, tamb&eacute;m, a escala <I>Neonatal Behavioral Assessment</I>, aplicada &agrave;s 6 semanas de idade, para avaliar este resultado. Por seu turno, referem tamb&eacute;m que n&iacute;veis de defici&ecirc;ncia baixa a moderada carecem de mais investiga&ccedil;&atilde;o no que diz respeito &agrave; sua influ&ecirc;ncia no desenvolvimento neurocognitivo<SUP>31</SUP>. Murcia et al. referem mesmo que no seu estudo, onde foram avaliadas 691 crian&ccedil;as, a hipertirotropinemia materna (TSH aumentada) no final do primeiro trimestre de gravidez est&aacute; associada com um pior desenvolvimento psicomotor<SUP>32</SUP>. Referem ainda que a suplementa&ccedil;&atilde;o de gr&aacute;vidas com n&iacute;veis adequados de iodo ou com baixa defici&ecirc;ncia se relacionou com um pior desenvolvimento neurol&oacute;gico das crian&ccedil;as, especialmente nas raparigas<SUP>32</SUP>. Estes dados sugerem e alertam para que, antes de se fazer suplementa&ccedil;&atilde;o das mulheres no per&iacute;odo gestacional, deve-se avaliar cuidadosamente o estado nutricional. Por contraste, um estudo de coorte que analisou 168 mulheres residentes numa &aacute;rea de pequena a moderada defici&ecirc;ncia de iodo, mostrou que o uso de suplementos que cont&ecirc;m este elemento mostrou ser efetivo na redu&ccedil;&atilde;o do risco de n&iacute;veis de T4 perigosamente baixos durante a gravidez<SUP>33</SUP>.</P>     <P>Um dos motivos para a falta de consenso no que toca &agrave; defici&ecirc;ncia leve a moderada de iodo e a sua influ&ecirc;ncia, ou falta dela, na sa&uacute;de do feto ou do rec&eacute;m-nascido pode ter a ver com os achados de Burns et al. no seu estudo, onde analisaram 103 placentas provenientes de mulheres com fun&ccedil;&atilde;o tiroideia normal. Aqui, os autores verificam que a placenta tem a capacidade de armazenar iodo, o que pode explicar porque &eacute; que gr&aacute;vidas com d&eacute;fice de ingest&atilde;o de iodo n&atilde;o lesam o feto<SUP>34</SUP>. Sabe-se que o organismo humano preserva aspetos prim&aacute;rios de sobreviv&ecirc;ncia, pelo que esta fun&ccedil;&atilde;o e a capacidade de armazenamento de iodo pela placenta poder&aacute; existir para garantir um adequado desenvolvimento do feto e pode ser mais uma prova de que este elemento &eacute; essencial no seu neurodesenvolvimento. Burns et al. consideram ainda que a excre&ccedil;&atilde;o urin&aacute;ria pode n&atilde;o refletir fiavelmente os n&iacute;veis de iodo no organismo devido a esta fra&ccedil;&atilde;o armazenada na placenta, apesar de os est&iacute;mulos para a sua liberta&ccedil;&atilde;o permanecerem desconhecidos, necessitando de mais investiga&ccedil;&otilde;es nesse sentido<SUP>34</SUP>. Tamb&eacute;m Skeaff et al. mostram que os n&iacute;veis de iodo de um indiv&iacute;duo n&atilde;o podem ser determinados por uma amostra casual de urina, dada a grande variabilidade que existe nesta medi&ccedil;&atilde;o<SUP>3</SUP>. Esta preocupa&ccedil;&atilde;o acerca de uma fi&aacute;vel medi&ccedil;&atilde;o dos n&iacute;veis de iodo parece ser comum a v&aacute;rios autores, uma vez que tamb&eacute;m Gahche et al., no estudo NHANES 1999-2006, referem que o iodo urin&aacute;rio &eacute; um bom marcador agudo da ingest&atilde;o de iodo, sendo influenciado pela ingest&atilde;o recente, e n&atilde;o da ingest&atilde;o cr&oacute;nica, pelo que consideram ser importante monitorizar e avaliar a exposi&ccedil;&atilde;o cr&oacute;nica a este elemento<SUP>35</SUP>. Assim, o armazenamento de iodo pela placenta (e que vai sendo libertado) poder&aacute;, de certa forma, mascarar a real quantidade de iodo armazenada/dispon&iacute;vel, o que real&ccedil;a a import&acirc;ncia de se encontrar uma medida da quantidade de iodo dispon&iacute;vel no organismo que tenha em conta todos os seus locais de armazenamento<SUP>34</SUP>.</P>     <P>Neste aspeto, tamb&eacute;m os estudos em an&aacute;lise nesta revis&atilde;o adotam v&aacute;rias metodologias com o intuito de aferir os n&iacute;veis de iodo, desde a hist&oacute;ria alimentar ao iodo sangu&iacute;neo e urin&aacute;rio. Esta ampla variabilidade de metodologia &eacute; fonte de intensa discuss&atilde;o cient&iacute;fica atualmente, pelo que mais estudos esclarecedores ser&atilde;o necess&aacute;rios para encontrar um m&eacute;todo fi&aacute;vel e consensual de medi&ccedil;&atilde;o do iodo corporal ingerido e armazenado. A partir da&iacute; poder-se-&aacute; avaliar ainda mais objetivamente a influ&ecirc;ncia da suplementa&ccedil;&atilde;o na sa&uacute;de do feto e do rec&eacute;m-nascido.</P>     <P>A rela&ccedil;&atilde;o entre quociente de intelig&ecirc;ncia (QI) e defici&ecirc;ncia de iodo tem sido, tamb&eacute;m, amplamente estudada. Morse descreveu no seu artigo de revis&atilde;o que v&aacute;rios estudos mostram que uma defici&ecirc;ncia severa em iodo materno pode resultar em menor desenvolvimento mental do rec&eacute;m-nascido, o que inclui um significativa redu&ccedil;&atilde;o do QI<SUP>36</SUP>. Ao contr&aacute;rio da influ&ecirc;ncia do d&eacute;fice ligeiro a moderado de iodo no neurodesenvolvimento fetal, cuja rela&ccedil;&atilde;o na literatura ainda &eacute; discut&iacute;vel, neste estudo de Morse verificasse que tamb&eacute;m a defici&ecirc;ncia baixa a moderada deste elemento afeta negativamente o QI, a capacidade de leitura e a performance escolar<SUP>36</SUP>.</P>     <P>Tamb&eacute;m Zimmermann refere, na sua revis&atilde;o sobre o tema, que popula&ccedil;&otilde;es com d&eacute;fice no aporte de iodo veem o seu QI reduzido entre 12-13,5 pontos<SUP>30</SUP>. Bougma et al., no seu trabalho de revis&atilde;o sistem&aacute;tica recentemente publicado, constataram tamb&eacute;m que a defici&ecirc;ncia de iodo tem um impacto biol&oacute;gico importante no desenvolvimento mental das crian&ccedil;as. Assim, referem que as crian&ccedil;as com d&eacute;fice de iodo t&ecirc;m entre 6,9-7,2 pontos de QI mais baixos do que as crian&ccedil;as com n&iacute;veis de iodo adequados<SUP>37</SUP>.</P>     <P>Por&eacute;m, Bougma et al. alertam que, nalguns estudos analisados, em que eram fornecidos suplementos de iodo &agrave;s m&atilde;es, outras consequ&ecirc;ncias positivas da suplementa&ccedil;&atilde;o materna com iodo n&atilde;o foram consideradas em nenhum dos artigos analisados. Estas incluem altera&ccedil;&otilde;es comportamentais nas m&atilde;es que podem afetar o estado mental nas suas crian&ccedil;as (m&atilde;es com melhor quantidade de iodo, e por conseguinte melhor fun&ccedil;&atilde;o tiroideia, poder&atilde;o estar mais en&eacute;rgicas e menos deprimidas). Isto pode levar a intera&ccedil;&otilde;es mais positivas e estimulantes com as suas crian&ccedil;as e influenciar o seu desenvolvimento psicossocial. Por&eacute;m, como nenhum destes estudos abordou o comportamento da m&atilde;e ap&oacute;s o parto, n&atilde;o se pode determinar qual o peso do adequado n&iacute;vel de iodo na crian&ccedil;a versus a estimula&ccedil;&atilde;o positiva pela m&atilde;e nas altera&ccedil;&otilde;es de QI evidenciadas nos artigos analisados<SUP>37</SUP>. Tamb&eacute;m Ramakrishnan et al. identificam outros fatores que podem influenciar o estado nutricional das mulheres e confundirem os resultados do estudo, como mulheres adolescentes que ainda n&atilde;o terminaram o seu pr&oacute;prio crescimento, poderem estar carentes de energia e micronutrientes, como o iodo<SUP>38</SUP>. Zhou et al. revelaram, contrariamente ao acima descrito, que em regi&otilde;es de defici&ecirc;ncia severa de iodo a suplementa&ccedil;&atilde;o com este elemento n&atilde;o melhorou a intelig&ecirc;ncia das crian&ccedil;as, nem o crescimento, nem o desenvolvimento geral, apesar de ter havido uma melhoria nalgumas fun&ccedil;&otilde;es motoras, mas consideram que mais estudos s&atilde;o necess&aacute;rios para refor&ccedil;ar estas hip&oacute;teses<SUP>29</SUP>.</P>     <P>Assim, a rela&ccedil;&atilde;o entre fun&ccedil;&atilde;o tiroideia materna/fetal, n&iacute;veis de iodo e QI carece de mais investiga&ccedil;&otilde;es, no sentido de avaliar o verdadeiro impacto deste elemento na intelig&ecirc;ncia das crian&ccedil;as, sem vari&aacute;veis confundidoras que alterem a perce&ccedil;&atilde;o dos resultados obtidos.</P>     <P>A rela&ccedil;&atilde;o entre defici&ecirc;ncia de iodo e poss&iacute;veis defeitos do tubo neural &eacute; uma novidade cient&iacute;fica que recentemente come&ccedil;ou a ser encarada de forma s&eacute;ria. Sarici et al. reportam o caso de um rec&eacute;m-nascido com defeito do tubo neural, a quem foi diagnosticado d&eacute;fice de iodo, bem como &agrave; sua m&atilde;e, tendo como causa a baixa ingest&atilde;o por viverem numa zona de defici&ecirc;ncia end&eacute;mica deste elemento. Ap&oacute;s posterior investiga&ccedil;&atilde;o acerca da etiologia, os autores identificaram um hipotiroidismo por defici&ecirc;ncia de iodo, considerando que a defici&ecirc;ncia de iodo pode ser uma causa de defeitos do tubo neural, que deve ser acrescentada &agrave;s outras causas poss&iacute;veis desta entidade cl&iacute;nica. Consideram, por&eacute;m, que mais estudos s&atilde;o necess&aacute;rios para validar esta hip&oacute;tese<SUP>39</SUP>.</P>     <P>Um outro aspeto que gera grande discuss&atilde;o cient&iacute;fica prende-se com o <I>timing</I> da ingest&atilde;o de iodo, sendo o debate ocupado pela dicotomia &laquo;aporte ideal de iodo durante a gravidez&raquo; versus &laquo;aporte ideal de iodo antes da gravidez&raquo;. A ingest&atilde;o deste elemento preocupa as autoridades de sa&uacute;de, dada a preval&ecirc;ncia de um baixo consumo n&atilde;o s&oacute; pela popula&ccedil;&atilde;o em geral, como j&aacute; foi referido, mas pelas mulheres em particular. Brants&aelig;ter et al. avaliaram, numa popula&ccedil;&atilde;o de 61.904 mulheres norueguesas, a preval&ecirc;ncia de car&ecirc;ncia de iodo e conclu&iacute;ram que 16,1% tinham uma ingest&atilde;o de iodo abaixo dos 100 microgramas por dia, 42% tinham uma ingest&atilde;o abaixo de 150 microgramas por dia e apenas 21,7% atingiam as recomenda&ccedil;&otilde;es da OMS/UNICEF/ICCDD de 250 &#956;g por dia<SUP>40</SUP>. A corre&ccedil;&atilde;o deste d&eacute;fice de ingest&atilde;o de iodo divide opini&otilde;es.</P>     <P>Ramakrishnan et al. consideram que a nutri&ccedil;&atilde;o da mulher no per&iacute;odo pr&eacute;-concecional desempenha um papel essencial no primeiro trimestre de gravidez (quando muitas mulheres ainda n&atilde;o sabem que est&atilde;o gr&aacute;vidas e tendo em conta que &eacute; neste per&iacute;odo que ocorre o desenvolvimento de estruturas essenciais do feto)<SUP>38</SUP>. Este achado &eacute; confirmado por Pharoah et al., que realizaram um ensaio cl&iacute;nico que avaliou os rec&eacute;m-nascidos de m&atilde;es tratadas com iodo versus rec&eacute;m-nascidos de m&atilde;es n&atilde;o tratadas com iodo, tendo verificado que as m&atilde;es tratadas com iodo deram &agrave; luz rec&eacute;m-nascidos com cretinismo. Por&eacute;m, os autores consideram que o facto de as mulheres j&aacute; estarem gr&aacute;vidas quando lhes foi administrado o suplemento de iodo assume crucial import&acirc;ncia. Pharoah et al. consideram, assim, que a defici&ecirc;ncia de iodo materno durante o primeiro trimestre de gravidez &eacute;, provavelmente, o principal fator etiol&oacute;gico de cretinismo<SUP>41</SUP>. Os mesmos autores consideram, num outro estudo, que a diminui&ccedil;&atilde;o da defici&ecirc;ncia de iodo nas mulheres permitiu prevenir o cretinismo end&eacute;mico numa zona onde este problema era muito prevalente. Por&eacute;m, esta preven&ccedil;&atilde;o apenas surtia efeito se o iodo fosse administrado antes da conce&ccedil;&atilde;o<SUP>42</SUP>. Tamb&eacute;m Moleti et al., num estudo de coorte que englobou 168 mulheres de uma zona de baixa a moderada defici&ecirc;ncia de iodo, verificaram que o uso regular de suplementos de iodo &eacute; eficaz na redu&ccedil;&atilde;o do risco de n&iacute;veis baixos de T4 durante a gravidez. Assim, Moleti et al. recomendam que as mulheres que considerem engravidar devem ser aconselhadas a ingerir suplementos que contenham iodo v&aacute;rios meses antes da gravidez<SUP>33</SUP>. Deste modo, os autores acima descritos real&ccedil;am a import&acirc;ncia de uma &oacute;tima quantidade de iodo antes da conce&ccedil;&atilde;o, promovendo um estado eutiroideu materno, permitindo &agrave;s hormonas maternas estarem dispon&iacute;veis para o primeiro trimestre de gravidez, onde v&atilde;o ser essenciais para o neurodesenvolvimento fetal.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Ainda relativamente &agrave; import&acirc;ncia do <I>timing</I> para uma &oacute;tima quantidade de iodo no organismo, um estudo realizado em Portugal por Costeira et al. revela que a rela&ccedil;&atilde;o entre o estado da tiroide neonatal e o desenvolvimento do rec&eacute;m-nascido &eacute; fraca e n&atilde;o consistente. Assim, o maior impacto das hormonas tiroideias parece ser durante a vida fetal, especialmente antes do in&iacute;cio do funcionamento da fun&ccedil;&atilde;o tiroideia fetal, que se d&aacute; por volta da 20.<SUP>a</SUP> semana de gesta&ccedil;&atilde;o e, portanto j&aacute; durante o segundo trimestre de gravidez<SUP>43</SUP>. Estas observa&ccedil;&otilde;es real&ccedil;am, assim, a import&acirc;ncia de fazer um acompanhamento da fun&ccedil;&atilde;o tiroideia materna no primeiro trimestre da gravidez, sendo este achado consistente com o acima descrito noutros trabalhos<SUP>33,38,41,42</SUP>.</P>     <P>Fisiologicamente, a disponibilidade materna de T4 para desenvolvimento do c&eacute;rebro fetal &eacute; mais importante que a disponibilidade de T3, dado que a hormona T3 fetal &eacute; inteiramente gerada localmente a partir da T4 materna. De facto, considerando que a fun&ccedil;&atilde;o tiroideia fetal apenas &eacute; consider&aacute;vel a partir das 20 semanas de gesta&ccedil;&atilde;o, atingindo quantidades apreci&aacute;veis no terceiro trimestre de gesta&ccedil;&atilde;o, mas os recetores para hormonas tiroideias est&atilde;o no c&eacute;rebro fetal a partir das 10 semanas de gesta&ccedil;&atilde;o, &eacute; de considerar que os n&iacute;veis de T3 fetal dependem dos n&iacute;veis de T4 s&eacute;ricos. Por sua vez, os n&iacute;veis de T4 s&eacute;ricos dependem da quantidade de T4 materno que atravessa a barreira placent&aacute;ria<SUP>43</SUP>. Estes mecanismos fisiol&oacute;gicos mostram que as hormonas tiroideias maternas s&atilde;o, ent&atilde;o, importantes enquanto a fun&ccedil;&atilde;o tiroideia fetal n&atilde;o &eacute; apreci&aacute;vel, ou seja, durante o primeiro e parte do segundo trimestre de gesta&ccedil;&atilde;o.</P>     <P>Tendo em conta o mecanismo acima descrito, em termos fisiopatol&oacute;gicos, Costeira et al. consideram que a hipotiroxinemia (T4 baixa) materna est&aacute; assim associada a um risco acrescido de atrasos psicomotores nas crian&ccedil;as, avaliado atrav&eacute;s da <I>Bayley Scale of Infant Development</I>. Por outro lado, referem que a fun&ccedil;&atilde;o tiroideia &agrave; nascen&ccedil;a n&atilde;o se relacionou com altera&ccedil;&otilde;es no desenvolvimento futuro da crian&ccedil;a<SUP>43</SUP>.</P>     <P>Um estudo recente de Santiago et al., que avaliou 131 mulheres gr&aacute;vidas no primeiro trimestre de gesta&ccedil;&atilde;o, refuta aspetos encontrados nos estudos supracitados (que referem que o consumo de iodo &eacute; importante antes da gravidez, tendo em conta a necessidade deste elemento nos primeiros meses de gesta&ccedil;&atilde;o). Nesse trabalho, Santiago et al. referem que o desenvolvimento neurol&oacute;gico das crian&ccedil;as n&atilde;o est&aacute; significativamente associado com o consumo de suplementos de iodo desde pelo menos um ano antes de engravidar<SUP>44</SUP>. Os autores concluem, tamb&eacute;m, que em mulheres gr&aacute;vidas com insuficiente aporte de iodo a toma deste elemento durante a gravidez n&atilde;o altera a fun&ccedil;&atilde;o tiroideia materna<SUP>44</SUP>. Este achado pode ir de encontro ao trabalho de Brucker-Davis et al., onde se refere que 66% das mulheres gr&aacute;vidas com fun&ccedil;&atilde;o tiroideia normal tem um pequeno d&eacute;fice de iodo durante o primeiro trimestre. Por&eacute;m, nas an&aacute;lises realizadas neste estudo, a gonadotrofina cori&oacute;nica humana correlacionou-se fortemente com os testes da tiroide<SUP>45</SUP>. Assim, esta hormona poder&aacute; ser a atriz principal que controla a fun&ccedil;&atilde;o tiroideia materna no primeiro trimestre. Tamb&eacute;m Obican et al. apresentam resultados semelhantes e classificam este agente fisiol&oacute;gico como importante na fun&ccedil;&atilde;o da tiroide, ao considerar que o seu aumento durante o primeiro trimestre. Consequentemente, h&aacute; tamb&eacute;m um aumento de T3 e T4 e uma diminui&ccedil;&atilde;o proporcional na produ&ccedil;&atilde;o hipofis&aacute;ria de TSH<SUP>24</SUP>. Mais estudos ser&atilde;o necess&aacute;rios para melhor compreender esta rela&ccedil;&atilde;o.</P>     <P>Santiago et al. consideram, por&eacute;m, que a toma de iodo antes de as mulheres engravidarem est&aacute;, essa sim, associada a uma melhor fun&ccedil;&atilde;o tiroideia materna<SUP>44</SUP>, o que vai de encontro ao encontrado noutras publica&ccedil;&otilde;es<SUP>33,41,42</SUP>. Santiago et al. abrem, contudo, a discuss&atilde;o a outro campo dentro deste tema. Ao considerarem, como j&aacute; referido, que o consumo de suplementos de iodo desde pelo menos um ano antes da conce&ccedil;&atilde;o n&atilde;o afeta o desenvolvimento neurol&oacute;gico das crian&ccedil;as e que a toma deste elemento antes da gravidez apenas melhora a fun&ccedil;&atilde;o tiroideia materna, assumem assim que o desenvolvimento neurol&oacute;gico &eacute; independente da toma de suplementos de iodo e que estes apenas afetam a fun&ccedil;&atilde;o tiroideia da m&atilde;e. Por&eacute;m, outros estudos mostraram j&aacute; a importante influ&ecirc;ncia da fun&ccedil;&atilde;o tiroideia materna no neurodesenvolvimento fetal<SUP>28,32</SUP>. Mais estudos s&atilde;o necess&aacute;rios para esclarecer este ponto.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P> <B>Excesso de iodo e impacto na sa&uacute;de do feto e rec&eacute;m-nascido</B> </P>     <P>Se a car&ecirc;ncia de iodo &eacute; causa de uma ampla investiga&ccedil;&atilde;o e evid&ecirc;ncia cient&iacute;fica, como acima descrito, alguns autores t&ecirc;m alertado para o perigo que o excesso de iodo pode trazer &agrave;s popula&ccedil;&otilde;es e particularmente &agrave;s mulheres gr&aacute;vidas. Na realidade, a sobrecarga de iodo &eacute; rar&iacute;ssima, sendo que a maioria das pessoas pode tolerar por dia 1.000 microgramas sem efeitos adversos<SUP>4</SUP>. Existem, de facto, situa&ccedil;&otilde;es onde podem existir danos provocados pelo excesso de iodo, como no hipertiroidismo induzido pelo excesso de iodo nos indiv&iacute;duos com doen&ccedil;a nodular da tiroide, ou ainda no hipotiroidismo por bloqueio da capacidade da gl&acirc;ndula tiroide em produzir hormonas. Outros casos podem surgir em doentes com patologia autoimune, como a doen&ccedil;a de Graves ou tiroidite de Hashimoto<SUP>4</SUP>. Santana-Lopes et al. referem, no seu artigo, que a elevada ingest&atilde;o de iodo numa popula&ccedil;&atilde;o est&aacute; associada a um aumento de novos casos de doen&ccedil;a autoimune da tiroide<SUP>4</SUP>. Tamb&eacute;m Pearce refere que o excesso de iodo na gravidez, apesar de ser um problema muito pouco comum, pode ter efeitos fetais adversos. Por&eacute;m, o autor considera que o limite superior seguro de ingest&atilde;o de iodo ainda n&atilde;o est&aacute; bem definido e que mais investiga&ccedil;&atilde;o &eacute; necess&aacute;ria para se determinar este patamar com confian&ccedil;a<SUP>46</SUP>.</P>     <P>Por outro lado, Connelly et al. estudaram 3 casos de crian&ccedil;as cujas m&atilde;es estavam a ingerir um suplemento em que a quantidade de iodo superava claramente as necessidades di&aacute;rias deste elemento. Os autores referem que uma ingest&atilde;o excessiva e cr&oacute;nica de iodo pode provocar uma diminui&ccedil;&atilde;o de produ&ccedil;&atilde;o de hormonas tiroideias, conhecido fisiologicamente como o efeito de <I>Chaikoff</I>, no sentido de proteger contra a produ&ccedil;&atilde;o excessiva destas hormonas, na presen&ccedil;a de iodo em grandes quantidades. Nestes 3 casos, ap&oacute;s aprofundar a hist&oacute;ria cl&iacute;nica materna, Connelly et al. conclu&iacute;ram que as 3 crian&ccedil;as estiveram expostas a altos n&iacute;veis de iodo durante a gravidez, tendo desenvolvido hipotiroidismo cong&eacute;nito secund&aacute;rio ao excesso de iodo materno<SUP>47</SUP>.</P>     <P>Al&eacute;m dos efeitos nefastos para os quais o caso acima descrito alerta, importa chamar a aten&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m para os crit&eacute;rios em que se faz a suplementa&ccedil;&atilde;o das gr&aacute;vidas. De facto, o uso de suplementos est&aacute;-se a massificar, tendo em conta os resultados das investiga&ccedil;&otilde;es que v&atilde;o chegando &agrave; popula&ccedil;&atilde;o em geral atrav&eacute;s de todos os meios. Perante este fato, importa apurar junto das mulheres a toma desses suplementos, avaliando a sua seguran&ccedil;a em termos de quantidade e qualidade de iodo contido, evitando expor a m&atilde;e e o feto a poss&iacute;veis sobredosagens nefastas para ambos e que est&atilde;o relacionadas com o aparecimento de hipotiroidismo cong&eacute;nito nos rec&eacute;m-nascidos<SUP>47</SUP>. Por outro lado, esse controlo deve ser feito tamb&eacute;m para que as mulheres e/ou gr&aacute;vidas possam ter acesso a uma suplementa&ccedil;&atilde;o segura e eficaz, ingerindo apenas o indispens&aacute;vel para uma boa sa&uacute;de tiroideia e um &oacute;timo neurodesenvolvimento fetal.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Assim, existem j&aacute; estrat&eacute;gias de sa&uacute;de implementadas no sentido de melhorar o aporte de iodo na popula&ccedil;&atilde;o e que revelam algum sucesso. Charlton et al. mostram no seu estudo que os n&iacute;veis de iodo urin&aacute;rio das mulheres melhoraram cerca de 2-3 anos ap&oacute;s a introdu&ccedil;&atilde;o de um programa obrigat&oacute;rio de suplementa&ccedil;&atilde;o deste elemento, na Austr&aacute;lia<SUP>48</SUP>. Os autores identificaram tamb&eacute;m uma falta de informa&ccedil;&atilde;o nutricional acerca do iodo<SUP>48</SUP>, facto que j&aacute; tinha sido descrito por Charlton et al. noutro estudo acima referido<SUP>25</SUP>. Concluem, por&eacute;m, que o estudo refor&ccedil;a a import&acirc;ncia do acompanhamento das gr&aacute;vidas que foram suplementadas, monitorizando o seu <I>status</I> de iodo, no sentido de serem atingidos n&iacute;veis &oacute;timos deste elemento, evitando os riscos nefastos do seu excesso<SUP>48</SUP>. No entanto, Fisher et al. mostraram num coorte prospetivo que o sal iodado, uma das formas utilizadas para aumentar a ingest&atilde;o de iodo na popula&ccedil;&atilde;o, era menos usado em mulheres com menos literacia, o que sugeriu que as estrat&eacute;gias de sa&uacute;de neste campo n&atilde;o estavam a chegar &agrave;s mulheres com menos forma&ccedil;&atilde;o. Sugerem, tamb&eacute;m, que o custo de comprar alimentos ricos neste elemento pode diminuir o seu uso<SUP>49</SUP>. Logo, mesmo em termos de estrat&eacute;gias de incentivo ao aumento do consumo de alimentos ricos em iodo &eacute; necess&aacute;ria a devida cautela, uma vez que nem todos os alimentos s&atilde;o acess&iacute;veis a todos os indiv&iacute;duos. Relativamente a esta mat&eacute;ria, Brants&aelig;ter et al. mostraram no seu trabalho que a preval&ecirc;ncia de ingest&atilde;o inadequada de iodo diminuiu com o aumento do consumo de leite e iogurtes. Diminuiu, igualmente, com o aumento da ingest&atilde;o de pescado. Conclu&iacute;ram, assim, que a ingest&atilde;o de suplementos que contenham iodo &eacute; vital para assegurar um aporte correto deste elemento e &eacute; ainda mais importante para mulheres que n&atilde;o incluem os alimentos acima referidos na sua alimenta&ccedil;&atilde;o<SUP>40</SUP>. Este dado &eacute; importante em termos estrat&eacute;gicos. Na verdade, nem todos os indiv&iacute;duos t&ecirc;m acesso aos alimentos referidos e que s&atilde;o uma &oacute;tima fonte de iodo. Desta forma, quer para prevenir o d&eacute;fice de iodo na gravidez e seus efeitos delet&eacute;rios descritos ao longo deste trabalho quer para evitar que indiv&iacute;duos excedam o seu consumo e se exponham a si e ao feto &agrave; toxicidade deste elemento, a suplementa&ccedil;&atilde;o com iodo ser&aacute;, nesta perspetiva, a medida mais razo&aacute;vel em termos de sa&uacute;de p&uacute;blica e da mulher. Brants&aelig;ter et al. consideram, assim, que uma dieta adequada, que inclua leite/derivados e peixe, &eacute; muito importante na gravidez, mas referem que mulheres com baixa ingest&atilde;o destes alimentos devem fazer suplementa&ccedil;&atilde;o de iodo<SUP>40</SUP>.</P>     <P>Um estudo de Kassim et al. mostrou que no contexto particular de zonas de defici&ecirc;ncia e escassez alimentar, que beneficiam de ajuda alimentar, ainda que a priori sejam classificadas como zonas de d&eacute;fice de iodo, se verificou que o sal iodado contido nos mantimentos disponibilizados era em grande quantidade, pelo que estas popula&ccedil;&otilde;es estavam, pelo contr&aacute;rio, em risco de excesso de iodo<SUP>50</SUP>. Esta evid&ecirc;ncia &eacute; mais um alerta para o facto de que os n&iacute;veis de ingest&atilde;o de iodo devem ser minuciosamente aferidos, uma vez que potenciais deficit&aacute;rios de iodo, que fa&ccedil;am uma alimenta&ccedil;&atilde;o baseada, por exemplo, em enlatados, podem pelo contr&aacute;rio ter um bom aporte deste elemento e a suplementa&ccedil;&atilde;o, nestes casos, n&atilde;o ser realmente necess&aacute;ria.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P> <B>For&ccedil;as/fraquezas do trabalho e principais conclus&otilde;es</B> </P>     <P>A revis&atilde;o dos avan&ccedil;os cient&iacute;ficos dos &uacute;ltimos 3 anos permitiu obter as evid&ecirc;ncias mais recentes acerca do tema em an&aacute;lise, tendo sido inclu&iacute;dos artigos que ainda n&atilde;o constam de outras revis&otilde;es encontradas. O facto de se terem inclu&iacute;do todo o tipo de estudos permitiu n&atilde;o s&oacute; cruzar factos como tamb&eacute;m opini&otilde;es de autores, o que enriqueceu indiscutivelmente esta discuss&atilde;o. Contudo, teria sido potencialmente mais esclarecedor um maior n&uacute;mero de estudos originais que fornecesse novos dados para serem inclu&iacute;dos e discutidos juntamente com os restantes encontrados.</P>     <P>Em conclus&atilde;o, <UL>       <LI>         <P>-verifica-se que os d&eacute;fices de ingest&atilde;o materna de iodo afetam negativamente a sa&uacute;de do feto e do rec&eacute;m-nascido, com consequ&ecirc;ncias que perdurar&atilde;o toda a vida. Por&eacute;m, o <I>timing</I> em que uma quantidade &oacute;tima de iodo &eacute; essencial para exercer as suas fun&ccedil;&otilde;es precisa de ser mais estudado;</P>   </LI>       <LI>         <P>-a ingest&atilde;o excessiva deste elemento pode, por outro lado, acarretar efeitos nefastos para o rec&eacute;m-nascido. No entanto, a evid&ecirc;ncia sugere que os casos de toxicidade por excesso s&atilde;o raros e que a gravidade das les&otilde;es que a defici&ecirc;ncia de iodo promove &eacute; claramente pior do que as provocadas pela ingest&atilde;o excessiva deste elemento;</P>   </LI>       ]]></body>
<body><![CDATA[<LI>         <P>-assim, a suplementa&ccedil;&atilde;o de mulheres com iodo &eacute; recomendada, mas &agrave; luz dos achados desta revis&atilde;o, a suplementa&ccedil;&atilde;o dever&aacute; seguir um percurso l&oacute;gico, uma vez que a real necessidade de suplementar mulheres com d&eacute;fice baixo a moderado de iodo n&atilde;o &eacute; ainda consensual, sendo a suplementa&ccedil;&atilde;o das mulheres em defici&ecirc;ncia severa a que re&uacute;ne opini&otilde;es maioritariamente favor&aacute;veis;</P>   </LI>       <LI>         <P>-deve-se, antes de mais, informar as mulheres acerca do iodo, dotando-as de conhecimentos acerca deste elemento, como as suas fontes alimentares e fun&ccedil;&otilde;es no organismo. Depois, deve-se avaliar o tipo de ingest&atilde;o alimentar que a mulher faz, aferindo os n&iacute;veis de aporte de iodo tendo em conta o seu padr&atilde;o alimentar. Deste modo, poder&aacute; ser suplementada apenas com a quantidade necess&aacute;ria, adequada e personalizada para ter benef&iacute;cios, sem ter riscos de toxicidade;</P>   </LI>       <LI>         <P>-idealmente deve ser feito um acompanhamento cl&iacute;nico continuado, a come&ccedil;ar idealmente no per&iacute;odo pr&eacute;-gestacional, bem como uma monitoriza&ccedil;&atilde;o regular dos n&iacute;veis de iodo. Contudo, o m&eacute;todo ideal para esta monitoriza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o est&aacute; ainda determinado, com base nos estudos analisados;</P>   </LI>       <LI>         <P>-permanece a d&uacute;vida acerca do benef&iacute;cio/falta de benef&iacute;cio em suplementar mulheres j&aacute; gr&aacute;vidas, pelo que mais estudos ser&atilde;o necess&aacute;rios para esclarecer este ponto de particular import&acirc;ncia.</P>   </LI>     </UL>     <p></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <P> <B>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</B> </P>     <!-- ref --><P>1 Zimmermann M.B. The role of iodine in human growth and development. Semin Cell Dev Biol.. 2011;22:645-52.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S0870-9025201500010001200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <P>2 Portugal. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. DGS. Aporte de iodo em mulheres na pr&eacute;-conce&ccedil;&atilde;o, gravidez e amamenta&ccedil;&atilde;o. [Em linha]. Lisboa: Dire&ccedil;&atilde;o Geral de Sa&uacute;de; 2013. [consultado 5 Dez 2013]. Dispon&iacute;vel em: <A href="http://www.dgs.pt/directrizes-da-dgs/orientacoes-e-circulares-informativas/orientacao-n-0112013-de-26082013.aspx" target="blank">http://www.dgs.pt/directrizes-da-dgs/orientacoes-e-circulares-informativas/orientacao-n-0112013-de-26082013.aspx</A>.</P>     <!-- ref --><P>3 Skeaff S.A. Iodine deficiency in pregnancy: The effect on neurodevelopment in the child. Nutrients.. 2011;3:265-73.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S0870-9025201500010001200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>4 Santana-Lopes M., Jacome J., Marcelino M., Oliveira M.J., Carrilho F., Limbert E. Iodo e tiroide: o que o cl&iacute;nico deve saber. Act Med Port.. 2012;25:174-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S0870-9025201500010001200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <P>5 The International Council for the Control of Iodine Deficiency Disorders. National iodine status in 2014. [Em linha]. Ottawa, Ontario: ICCIDD Global Network; 2014. [consultado 10 Jan 2014]. Dispon&iacute;vel em: <A href="http://www.ign.org/" target="blank">http://www.ign.org/</A></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>6 UNICEF. Iodine deficiency still leaves millions of children at risk of mental retardation. [Em linha]. New York: UNICEF; 2004. [consultado 19 Dez 2013]. Dispon&iacute;vel em: <A href="http://www.unicef.org/media/" target="blank">http://www.unicef.org/media/http</A></P>     <!-- ref --><P>7 Limbert E., Prazeres S., S&atilde;o-Pedro M., Madureira D., Miranda A., Ribeiro M. Iodine intake in Portuguese pregnant women: Results of a countrywide study. Eur J Endocrinol.. 2010;163:631-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S0870-9025201500010001200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <P>8 Decreto-Lei 350/2007. D.R. I<SUP>a</SUP> S&eacute;rie.. 2007;202:7684-5.</P>     <!-- ref --><P>9 Haldimann M., Alt A., Blanc A., Blondeav K. Iodine content of food groups. J Food Comp Anal.. 2005;18:461-71.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S0870-9025201500010001200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>10 World Health Organisation. Assessement of iodine deficiency disorders and monotoring their elimination: A guide for programme managers. 3 rd ed., WHO, (2007) .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S0870-9025201500010001200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>11 Yarrington C., Pearce E.N. Iodine and pregnancy. J Thyroid Res.. 2011;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S0870-9025201500010001200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>12 Engler D., Burger A.G. The deiodination of the iodothyronines and of their derivatives in man. Endocr Rev.. 1984;5:151-84.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S0870-9025201500010001200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <P>13 Ross DS. Thyroid hormone synthesis and physiology. [Em linha]. UpToDate. 2014. [consultado 05 Fev 2014]. Dispon&iacute;vel em: <A href="http://www.uptodate.com/contents/thyroid-hormone-synthesis-and-physiology" target="blank">http://www.uptodate.com/contents/thyroid-hormone-synthesis-and-physiology</A>.</P>     <!-- ref --><P>14 Bartalena L. Recent achievements in studies on thyroid hormone-binding proteins. Endocr Rev.. 1990;11:47-64.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S0870-9025201500010001200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>15 Andersson M., de B., Delange F., Zupan J. Prevention and control of iodine deficiency in pregnant and lactating women and in children less than 2-years-old: Conclusions and recommendations of the Technical Consultation. Public Health Nutr.. 2007;10:1606-11.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S0870-9025201500010001200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <P>16 Vitamin and mineral requirements in human nutrition. 2 nd ed. [Em linha], WHO, (2005) .</P>     <!-- ref --><P>17 Becker D.V., Braverman L.E., Delange F., Dunn J.T., Franklyn J.A. 1&deg; autor, passa para o in&iacute;cio. Iodine supplementation for pregnancy and lactation-United States and Canada: Recommendations of the American Thyroid Association. Thyroid.. 2006;16:949-51.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S0870-9025201500010001200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>18 Tolerable upper intake levels for vitamins and minerals. Scientific Committee on Food. Scientific Panel on Dietetic Products, Nutrition and Allergies, (2006) .</P>     <P>19 Associa&ccedil;&atilde;o Portuguesa dos Nutricionistas. Gravidez. [Em linha]. Porto: Associa&ccedil;&atilde;o Portuguesa dos Nutricionistas; 2011. [consultado 16 Jan 2014]. Dispon&iacute;vel em: <A href="http://www.apn.org.pt/scid/webapn/defaultCategoryViewOne.asp?categoryId=843" target="blank">http://www.apn.org.pt/scid/webapn/defaultCategoryViewOne.asp?categoryId=843</A></P>     <!-- ref --><P>20 Williams D. Physiological changes of normal pregnancy. Oxford textbook of medicine, 5 th edition. [Em linha], Oxford University Press, 2014.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000155&pid=S0870-9025201500010001200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> .</P>     <!-- ref --><P>21 Delange F. Iodine requirements during pregnancy, lactation and the neonatal period and indicators of optimal iodine nutrition. Public Health Nutr.. 2007;10:1571-80.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000157&pid=S0870-9025201500010001200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>22 Glinoer D. The regulation of thyroid function in pregnancy: Pathways of endocrine adaptation from physiology to pathology. Endocr Rev.. 1997;18:404-33.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000159&pid=S0870-9025201500010001200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <P>23 Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses. [Em linha]. The PRISMA Group. Ottawa Hospital Research Institute, (2009) .</P>     <!-- ref --><P>24 Obican S.G., Jahnke G.D., Soldin O.P., Scialli A.R. Teratology public affairs committee position paper: Iodine deficiency in pregnancy. Birth Defects Res A Clin Mol Teratol.. 2012;94:677-82.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000162&pid=S0870-9025201500010001200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>25 Charlton K., Yeatman H., Lucas C., Axford S., Gemming L., Houweling F. Poor knowledge and practices related to iodine nutrition during pregnancy and lactation in Australian women: Pre- and post-iodine fortification. Nutrients.. 2012;4:1317-27.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000164&pid=S0870-9025201500010001200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>26 Andersson M., Karumbunathan V., Zimmermann M.B. Global iodine status in 2011 and trends over the past decade. J Nutr.. 2012;142:744-50.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000166&pid=S0870-9025201500010001200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>27 Budenhofer B.K., Ditsch N., Jeschke U., Gartner R., Toth B. Thyroid (dys-)function in normal and disturbed pregnancy. Arch Gynecol Obstetr.. 2013;287:1-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000168&pid=S0870-9025201500010001200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>28 Leung A.M., Pearce E.N., Braverman L.E. Iodine nutrition in pregnancy and lactation. Endocrinol Metab Clin North Am.. 2011;40:765-77.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000170&pid=S0870-9025201500010001200019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>29 Zhou S.J., Anderson A.J., Gibson R.A., Makrides M. Effect of iodine supplementation in pregnancy on child development and other clinical outcomes: A systematic review of randomized controlled trials. Am J Clin Nutr.. 2013;98:1241-54.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000172&pid=S0870-9025201500010001200020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>30 Zimmermann M.B. The effects of iodine deficiency in pregnancy and infancy. Paediatr Perinatal Epidemiol.. 2012;26:(Suppl 1)108-17.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000174&pid=S0870-9025201500010001200021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>31 Melse-Boonstra A., Gowachirapant S., Jaiswal N., Winichagoon P., Srinivasan K., Zimmermann M.B. Iodine supplementation in pregnancy and its effect on child cognition. J Trace Elem Med Biol.. 2012;26:134-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000176&pid=S0870-9025201500010001200022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>32 Murcia M., Rebagliato M., Iniguez C., Lopez-Espinosa M.J., Estarlich M., Plaza B. Effect of iodine supplementation during pregnancy on infant neurodevelopment at 1 year of age. Am J Epidemiol.. 2011;173:804-12.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000178&pid=S0870-9025201500010001200023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>33 Moleti M., di B., Giorgianni G., Mancuso A., de A., Alibrandi A. Maternal thyroid function in different conditions of iodine nutrition in pregnant women exposed to mild-moderate iodine deficiency: An observational study. Clin Endocrinol.. 2011;74:762-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000180&pid=S0870-9025201500010001200024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <P>34 Burns R., Azizi F., Hedayati M., Mirmiran P., O&rsquo;Herlihy C., Smyth P.P. Is placental iodine content related to dietary iodine intake?. Clin Endocrinol.. 2011;75:261-4.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>35 Gahche J.J., Bailey R.L., Mirel L.B., Dwyer J.T. The prevalence of using iodine-containing supplements is low among reproductive-age wome, NHANES 1999-2006. J Nutr.. 2013;143:872-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000183&pid=S0870-9025201500010001200026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>36 Morse N.L. Benefits of docosahexaenoic acid, folic acid, vitamin D and iodine on foetal and infant brain development and function following maternal supplementation during pregnancy and lactation. Nutrients.. 2012;4:799-840.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000185&pid=S0870-9025201500010001200027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>37 Bougma K., Aboud F.E., Harding K.B., Marquis G.S. Iodine and mental development of children 5 years old and under: A systematic review and meta-analysis. Nutrients.. 2013;5:1384-416.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000187&pid=S0870-9025201500010001200028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>38 Ramakrishnan U., Grant F., Goldenberg T., Zongrone A., Martorell R. Effect of women's nutrition before and during early pregnancy on maternal and infant outcomes: A systematic review. Paediatr Perinatal Epidemiol.. 2012;26:(Suppl 1)285-301.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000189&pid=S0870-9025201500010001200029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>39 Sarici D., Akin M.A., Kurtoglu S., Akin L., Tucer B., Yikilmaz A. Iodine deficiency: A probable cause of neural tube defect. Childs Nerv Syst.. 2013;29:1027-30.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000191&pid=S0870-9025201500010001200030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>40 Brantsaeter A.L., Abel M.H., Haugen M., Meltzer H.M. Risk of suboptimal iodine intake in pregnant Norwegian women. Nutrients.. 2013;5:424-40.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000193&pid=S0870-9025201500010001200031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>41 Pharoah P., Buttfield I.H., Hetzel B.S. Neurological damage to the fetus resulting from severe iodine deficiency during pregnancy. Int J Epidemiol.. 2012;41:589-92.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000195&pid=S0870-9025201500010001200032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>42 Pharoah P.O. Commentary: From iodine deficiency to anomalous fetal development. Int J Epidemiol.. 2012;41:593-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000197&pid=S0870-9025201500010001200033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>43 Costeira M.J., Oliveira P., Santos N.C., Ares S., Saenz-Rico B., de G.M. Psychomotor development of children from an iodine-deficient region. J Pediatr.. 2011;159:447-53.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000199&pid=S0870-9025201500010001200034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>44 Santiago P., Velasco I., Muela J.A., Sanchez B., Martinez J., Rodriguez A. Infant neurocognitive development is independent of the use of iodised salt or iodine supplements given during pregnancy. Br J Nutr.. 2013;110:831-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000201&pid=S0870-9025201500010001200035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>45 Brucker-Davis F., Ferrari P., Gal J., Berthier F., Fenichel P., Hieronimus S. Iodine status has no impact on thyroid function in early healthy pregnancy. J Thyroid Res.. 2012;2012:168764.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000203&pid=S0870-9025201500010001200036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>46 Pearce E.N. Effects of iodine deficiency in pregnancy. J Trace Elem Med Biol.. 2012;26:131-3.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000205&pid=S0870-9025201500010001200037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>47 Connelly K.J., Boston B.A., Pearce E.N., Sesser D., Snyder D., Braverman L.E. Congenital hypothyroidism caused by excess prenatal maternal iodine ingestion. J Pediatr.. 2012;161:760-2.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000207&pid=S0870-9025201500010001200038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>48 Charlton K.E., Yeatman H., Brock E., Lucas C., Gemming L., Goodfellow A. Improvement in iodine status of pregnant Australian women 3 years after introduction of a mandatory iodine fortification programme. Prev Med.. 2013;57:26-30.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000209&pid=S0870-9025201500010001200039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>49 Fisher J., Tran T., Biggs B., Tran T., Dwyer T., Casey G. Iodine status in late pregnancy and psychosocial determinants of iodized salt use in rural northern Viet Nam. Bull World Health Organ.. 2011;89:813-20.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000211&pid=S0870-9025201500010001200040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     ]]></body>
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