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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Saúde Pública]]></journal-title>
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<publisher-name><![CDATA[Escola Nacional de Saúde Pública]]></publisher-name>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Escolhas e hábitos alimentares em adolescentes: associação com padrões alimentares do agregado familiar]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Food choices and eating patterns in adolescents: association with parents' food patterns]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: There are several factors that can influence food choices. In children and youngsters, parents play an important role in the construction of food preferences. This influence is especially relevant in childhood but it seems to extend throughout adolescence. Objective: to characterize the association between the household habits and the food choices of adolescents. Method: This is a quantitative and qualitative study. In a first moment, data collection (quantitative) was made by the Eating Habits Scale (EHA). Students from two schools of Coimbra (10th to 12th grade) were asked to complete the EHA. Thus, it was possible to characterize adolescents according to adequacy of eating habits. Then, for the qualitative study, we selected the students according to the best (more appropriate habits) and the worst (bad habits) score EHA obtained. These adolescents were interviewed about their food preferences, including on food choice in different contexts (at home, in school and outside the home), household habits and reasons of the choices. Were also asked about perceptions of risk associated with eating habits, decision before the urge to eat and, finally, about the intentions of changing habits. A content analysis was made, using line&#8208;by&#8208;line coding method according to Charmaz and axial codification (using MaxQDA software). Results: The census of students was invited to participate in the survey, reaching a sample size of 358 students, aged 14 to 18 (mean = 15.78, standard deviation = 1.05; 46.9% boys). The average score on itens of EHA (likert 1&#8208;5) was 3,434 (standard deviation 0.346) with mean between 2.15 and 4.3. Among the adolescents, the total score obtained in the EHA ranged between 86 and 172 (possible values between 0 and 200), with an average of 137.4 (standard deviation = 13.85). There were no significant different eating habits according to each age group or socioeconomic stratum, with the girls to take more appropriate food choices (higher scores EHA). The group of adolescents with proper habits (EHA average 3.75-4.3; EHA scores between 150 and 172), includes eleven students. The group of inadequate habits (EHA average 2.65-3.125; EHA scores between 106 and 125), includes 17 students. Adolescents with proper eating habits describe the parenting style as more interventionist than those reported by adolescents with bad habits. This parents' influence is operationalized in several ways: through authoritative style, through behavioral examples (by parents), and/or through negotiation or control of food availability at home. From content analysis we also infer that parents/families of adolescents with low scores in EHA tend to have unhealthy eating habits. Registration of feelings of well &#8208;being associated with dietary patterns is common among adolescents with proper habits; among adolescents with inadequate habits, we found conformity, without developing an active remediation attitude as, for example, initiative to change habits, even occasionally. The results point to the need for education interventions among youngsters with particular focus in developing appropriate household eating behaviors, in addition to educational interventions directed only to youngsters.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Escolhas alimentares]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <P align="right"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Escolhas e h&aacute;bitos alimentares em adolescentes: associa&ccedil;&atilde;o com padr&otilde;es alimentares do agregado familiar</B></P>     <P><B>Food choices and eating patterns in adolescents: association with parents&rsquo; food patterns</B></P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Susana Cardoso<SUP>a</SUP><SUP>, </SUP><a href="#c0">*</a><a name="topc0"></a>, Osvaldo Santos<SUP>b</SUP>, Carla Nunes<SUP>a</SUP>, Isabel Loureiro<SUP>a</SUP> </B></P>     <p>&nbsp;</p>     <P><SUP>a</SUP> Escola Nacional de Sa&uacute;de Publica, Universidade NOVA de Lisboa, Lisboa, Portugal</P>     <P><SUP>b</SUP> Instituto de Medicina Preventiva, Faculdade de Medicina de Lisboa, Lisboa, Portugal</P>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P> <B>RESUMO</B> </P>     <P> <B>Introdu&ccedil;&atilde;o: </B>S&atilde;o m&uacute;ltiplos os fatores que condicionam as escolhas alimentares. Nas idades infanto&#8208;juvenis, os pais desempenham um papel importante na constru&ccedil;&atilde;o de prefer&ecirc;ncias alimentares. Tal influ&ecirc;ncia &eacute; especialmente relevante na inf&acirc;ncia, mas parece prolongar&#8208;se atrav&eacute;s do per&iacute;odo da adolesc&ecirc;ncia.</P>     <P> <B>Objetivo: </B>O principal objetivo do estudo foi caracterizar a associa&ccedil;&atilde;o entre h&aacute;bitos alimentares do agregado familiar e escolhas alimentares dos adolescentes.</P>     <P> <B>M&eacute;todo: </B>Trata&#8208;se de um estudo com abordagem mista, quantitativa e qualitativa. Numa primeira etapa, a recolha de dados (quantitativos) foi feita atrav&eacute;s da Escala de H&aacute;bitos Alimentares (EHA), autopreenchida por uma amostra de adolescentes a frequentar o ensino secund&aacute;rio (10.&deg;&#8208;12.&deg; ano) em 2 escolas do distrito de Coimbra. Desta forma, foi poss&iacute;vel caracterizar os adolescentes quanto &agrave; adequa&ccedil;&atilde;o de h&aacute;bitos alimentares. De seguida, para a componente qualitativa do estudo, foram identificados e selecionados os adolescentes com pontua&ccedil;&otilde;es mais elevadas na escala EHA (i. e., com h&aacute;bitos mais adequados) e os adolescentes com pontua&ccedil;&otilde;es mais baixas nesta escala (i. e., com h&aacute;bitos alimentares menos adequados). Estes adolescentes foram entrevistados relativamente &agrave;s suas prefer&ecirc;ncias alimentares, nomeadamente quanto &agrave; escolha alimentar em v&aacute;rios contextos (em casa, na escola e fora de casa), h&aacute;bitos do agregado familiar e raz&otilde;es conducentes &agrave;s op&ccedil;&otilde;es efetuadas. Foram questionados ainda quanto ao risco de sa&uacute;de (i. e., perce&ccedil;&otilde;es de risco) associado aos h&aacute;bitos alimentares, decis&atilde;o perante o impulso de comer e situa&ccedil;&otilde;es associadas e, por &uacute;ltimo, acerca de inten&ccedil;&otilde;es de mudan&ccedil;a de h&aacute;bitos. Foi feita uma an&aacute;lise de conte&uacute;do de natureza tem&aacute;tica, com codifica&ccedil;&atilde;o linha&#8208;a&#8208;linha segundo o m&eacute;todo de Charmaz e codifica&ccedil;&atilde;o axial (com recurso ao software MaxQDA).</P>     <P> <B>Resultados: </B>Participaram 358 adolescentes, dos 14 aos 18 anos (m&eacute;dia = 15,78; desvio&#8208;padr&atilde;o = 1,05; 46,9% rapazes). A m&eacute;dia da pontua&ccedil;&atilde;o obtida nos itens da EHA (escala tipo <I>Likert</I> 1&#8208;5) foi de 3,434 (desvio&#8208;padr&atilde;o = 0,346), variando entre 2,15&#8208;4,3. A pontua&ccedil;&atilde;o total resultante da soma dos itens variou entre 86&#8208;172 (numa escala entre 0&#8208;200), com uma m&eacute;dia de 137,4 pontos (desvio&#8208;padr&atilde;o = 13,85). N&atilde;o foram encontrados h&aacute;bitos alimentares significativamente diferentes entre grupos et&aacute;rios ou estratos socioecon&oacute;micos, sendo as raparigas a assumir escolhas alimentares mais adequadas. O grupo de adolescentes com h&aacute;bitos adequados (m&eacute;dia EHA entre 3,75&#8208;4,3; pontua&ccedil;&atilde;o total EHA entre 150&#8208;172) integra 11 alunos; o grupo com h&aacute;bitos desadequados (m&eacute;dia EHA entre 2,65&#8208;3,125; pontua&ccedil;&atilde;o total EHA entre 106&#8208;125) integra 17 alunos. Os adolescentes com h&aacute;bitos alimentares mais adequados descrevem o estilo parental como sendo mais interventivo do que o descrito pelos adolescentes com h&aacute;bitos menos adequados. Esta influ&ecirc;ncia, por parte dos pais, &eacute; operacionalizada de formas diversas: atrav&eacute;s de estilo autoritativo, atrav&eacute;s dos exemplos comportamentais (por parte dos pais) e/ou atrav&eacute;s de negocia&ccedil;&atilde;o ou controlo da disponibilidade alimentar em casa. Da an&aacute;lise de conte&uacute;do tamb&eacute;m se infere que os pais/familiares dos adolescentes com baixa pontua&ccedil;&atilde;o na EHA tendem a ter h&aacute;bitos alimentares pouco saud&aacute;veis. &Eacute; frequente o registo de sensa&ccedil;&otilde;es de bem&#8208;estar associado ao padr&atilde;o alimentar, por parte dos alunos com h&aacute;bitos mais adequados; nos adolescentes com h&aacute;bitos menos adequados foram registadas a&ccedil;&otilde;es de acomoda&ccedil;&atilde;o aos h&aacute;bitos, sem desenvolvimento de uma postura ativa de remedia&ccedil;&atilde;o como, por exemplo, iniciativa para mudar os h&aacute;bitos, mesmo que pontualmente. Os resultados deste estudo apontam para a necessidade de as interven&ccedil;&otilde;es de educa&ccedil;&atilde;o alimentar entre jovens apostarem no desenvolvimento de comportamentos alimentares adequados ao n&iacute;vel de todo o agregado familiar, em complemento a interven&ccedil;&otilde;es educativas dirigidas apenas aos jovens.</P>     <P> <B>Palavras&#8208;chave</B>: Escolhas alimentares. Adolescentes. Fam&iacute;lia. </P>     <p>&nbsp;</p>     <p></P>     <P> <B>ABSTRACT</B> </P>     <P> <B>Introduction: </B>There are several factors that can influence food choices. In children and youngsters, parents play an important role in the construction of food preferences. This influence is especially relevant in childhood but it seems to extend throughout adolescence.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P> <B>Objective: </B>to characterize the association between the household habits and the food choices of adolescents.</P>     <P> <B>Method: </B>This is a quantitative and qualitative study. In a first moment, data collection (quantitative) was made by the Eating Habits Scale <B>(</B>EHA). Students from two schools of Coimbra (10th to 12th grade) were asked to complete the EHA. Thus, it was possible to characterize adolescents according to adequacy of eating habits. Then, for the qualitative study, we selected the students according to the best (more appropriate habits) and the worst (bad habits) score EHA obtained. These adolescents were interviewed about their food preferences, including on food choice in different contexts (at home, in school and outside the home), household habits and reasons of the choices. Were also asked about perceptions of risk associated with eating habits, decision before the urge to eat and, finally, about the intentions of changing habits. A content analysis was made, using line&#8208;by&#8208;line coding method according to Charmaz and axial codification (using MaxQDA software).</P>     <P> <B>Results: </B>The census of students was invited to participate in the survey, reaching a sample size of 358 students, aged 14 to 18 (mean = 15.78, standard deviation = 1.05; 46.9% boys). The average score on itens of EHA (likert 1&#8208;5) was 3,434 (standard deviation 0.346) with mean between 2.15 and 4.3. Among the adolescents, the total score obtained in the EHA ranged between 86 and 172 (possible values between 0 and 200), with an average of 137.4 (standard deviation = 13.85). There were no significant different eating habits according to each age group or socioeconomic stratum, with the girls to take more appropriate food choices (higher scores EHA). The group of adolescents with proper habits (EHA average 3.75&ndash;4.3; EHA scores between 150 and 172), includes eleven students. The group of inadequate habits (EHA average 2.65&ndash;3.125; EHA scores between 106 and 125), includes 17 students. Adolescents with proper eating habits describe the parenting style as more interventionist than those reported by adolescents with bad habits. This parents&rsquo; influence is operationalized in several ways: through authoritative style, through behavioral examples (by parents), and/or through negotiation or control of food availability at home. From content analysis we also infer that parents/families of adolescents with low scores in EHA tend to have unhealthy eating habits. Registration of feelings of well &#8208;being associated with dietary patterns is common among adolescents with proper habits; among adolescents with inadequate habits, we found conformity, without developing an active remediation attitude as, for example, initiative to change habits, even occasionally. The results point to the need for education interventions among youngsters with particular focus in developing appropriate household eating behaviors, in addition to educational interventions directed only to youngsters.</P>     <p></P>     <P> <B>Keywords</B>: Food Choices. Adolescents. Family. </P>     <p>&nbsp;</p>     <P> <B>Introdu&ccedil;&atilde;o</B> </P>     <P>A escolha alimentar, mais ou menos consciente, &eacute; tomada no momento em que se compra e/ou consome determinado alimento, sendo esta escolha determinada por diversos fatores: fisiol&oacute;gicos, psicol&oacute;gicos, sociais, econ&oacute;micos e culturais. As escolhas alimentares s&atilde;o ve&iacute;culos de forma&ccedil;&atilde;o de h&aacute;bitos alimentares e influenciam significativamente o estado de sa&uacute;de ao longo da vida<SUP>1</SUP>. Por outro lado, importa destacar o papel da aprendizagem na aquisi&ccedil;&atilde;o de prefer&ecirc;ncias alimentares em jovens (crian&ccedil;as e adolescentes), quer a aprendizagem formal (sobre alimentos saud&aacute;veis versus n&atilde;o saud&aacute;veis, por exemplo) quer a aprendizagem informal<SUP>2,3</SUP>. Nos processos de aprendizagem informal os pais desempenham um papel fundamental, nomeadamente atrav&eacute;s da modela&ccedil;&atilde;o quanto a h&aacute;bitos alimentares (aprendizagem vicariante, para os jovens) e da disponibilidade alimentar permitida (para al&eacute;m, obviamente, das recomenda&ccedil;&otilde;es/permiss&otilde;es diretas quanto &agrave;s escolhas alimentares dos jovens)<SUP>4</SUP>.</P>     <P>De facto, o ambiente familiar apresenta&#8208;se frequentemente como de import&acirc;ncia crucial para o desenvolvimento e manuten&ccedil;&atilde;o dos comportamentos alimentares e de atividade f&iacute;sica, em crian&ccedil;as, podendo ser encorajadas pr&aacute;ticas saud&aacute;veis atrav&eacute;s dos h&aacute;bitos assumidos pelos pais e dos recursos disponibilizados por estes<SUP>5,6</SUP>. Sabe&#8208;se tamb&eacute;m que as pr&aacute;ticas parentais potenciam a op&ccedil;&atilde;o por determinados alimentos atrav&eacute;s da exposi&ccedil;&atilde;o repetida a esses alimentos<SUP>4,7</SUP>.</P>     <P>Em crian&ccedil;as dos 4 aos 8 anos foi poss&iacute;vel destacar a influ&ecirc;ncia da m&atilde;e, assumindo relev&acirc;ncia n&atilde;o s&oacute; a pr&aacute;tica parental, mas tamb&eacute;m o estilo parental, nomeadamente atrav&eacute;s da press&atilde;o exercida para comer, com efeito potencialmente perverso (i. e., associado a maior disfun&ccedil;&atilde;o alimentar)<SUP>8</SUP>. A estrutura e as intera&ccedil;&otilde;es familiares diretamente relacionadas com a refei&ccedil;&atilde;o estendem a sua influ&ecirc;ncia sobre o per&iacute;odo da adolesc&ecirc;ncia<SUP>9,10</SUP>.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Um estudo de Arcan<SUP>11</SUP>, com adolescentes de idades compreendidas entre 15&#8208;18 anos, aponta para uma associa&ccedil;&atilde;o positiva entre a modelagem parental saud&aacute;vel, em termos de escolhas alimentares, e um IMC de 18&#8208;23 (i. e., saud&aacute;vel) nos filhos. Assim sendo, &eacute; particularmente importante compreender os determinantes das escolhas alimentares.</P>     <P>Com o crescimento, e sobretudo na adolesc&ecirc;ncia, em que as intera&ccedil;&otilde;es sociais n&atilde;o parentais se intensificam, a constru&ccedil;&atilde;o de escolha torna&#8208;se mais complexa e dependente da intera&ccedil;&atilde;o com/entre m&uacute;ltiplos elementos psicossociais, culturais e econ&oacute;micos<SUP>2,12</SUP>. A globaliza&ccedil;&atilde;o e o contexto social em que o adolescente se integra afetam as escolhas alimentares de modo ainda mais pronunciado do que no per&iacute;odo da inf&acirc;ncia<SUP>13</SUP>. Bouwman<SUP>14, p.391</SUP> refere que &laquo;<I>a comida &eacute; frequentemente partilhada com outros e proporciona oportunidades para estabelecimento de contactos sociais. Estas intera&ccedil;&otilde;es sociais podem funcionar como um marco de cultura e como express&atilde;o de afeto, compromisso e identidade</I>&raquo;.</P>     <P>De qualquer modo, o impacto dos h&aacute;bitos familiares continua a fazer&#8208;se sentir na adolesc&ecirc;ncia. Por exemplo, em alguns estudos foi poss&iacute;vel verificar associa&ccedil;&atilde;o de maior consumo de <I>fast&#8208;food</I> e menor consumo de vegetais por parte dos adolescentes, com contextos familiares que introduzem frequentemente o <I>fast&#8208;food</I> na pr&aacute;tica habitual quotidiana<SUP>15</SUP>. Parece existir uma associa&ccedil;&atilde;o entre o ambiente alimentar de casa, controlado sobretudo pelos pais, e o consumo de frutas e vegetais, por parte dos jovens. A disponibilidade de frutas e vegetais e o r&aacute;cio alimentos mais saud&aacute;veis/alimentos pouco saud&aacute;veis, em casa, est&atilde;o fortemente associados &agrave; ingest&atilde;o de frutas e vegetais<SUP>16</SUP>.</P>     <P>O estudo aqui apresentado visa contribuir para a compreens&atilde;o da forma como as escolhas alimentares, no dia&#8208;a&#8208;dia de adolescentes, se relacionam com os h&aacute;bitos alimentares do agregado familiar e, em especial, com os h&aacute;bitos alimentares dos pais.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P> <B>Objetivos</B> </P>     <P>O principal objetivo deste estudo &eacute; caracterizar a associa&ccedil;&atilde;o entre perce&ccedil;&atilde;o dos h&aacute;bitos alimentares do agregado familiar e as escolhas alimentares dos adolescentes<I>.</I> </P>     <P>Numa primeira fase, recorrendo a uma abordagem quantitativa, pretende&#8208;se caracterizar os h&aacute;bitos alimentares em adolescentes a frequentar o ensino secund&aacute;rio. Numa segunda fase, recorrendo a uma abordagem qualitativa, pretende&#8208;se conhecer a perce&ccedil;&atilde;o dos jovens quanto aos h&aacute;bitos alimentares do agregado familiar. Esta informa&ccedil;&atilde;o, obtida pela abordagem qualitativa, permite compreender a associa&ccedil;&atilde;o entre as pr&aacute;ticas parentais e as escolhas alimentares dos adolescentes (avaliadas pela componente quantitativa).</P>     <p>&nbsp;</p>     <P> <B>M&eacute;todos</B> </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>O estudo seguiu uma abordagem mista, inicialmente quantitativa e de seguida qualitativa, sempre com um desenho observacional transversal. A recolha dos dados quantitativos foi feita atrav&eacute;s de question&aacute;rios de autopreenchimento, em contexto escolar, e por entrevista individual semiestruturada face&#8208;a&#8208;face. Participaram no estudo 2 escolas (amostra intencional), em que se procurou diversidade (entre adolescentes) socioecon&oacute;mica, bem como de oferta alimentar (em termos de pastelaria/<I>snack&#8208;bar</I> e estabelecimentos <I>fast&#8208;food</I> e em termos de ementa de cantina escolar). Em cada escola foi constitu&iacute;da uma amostra n&atilde;o probabil&iacute;stica, por conveni&ecirc;ncia. Numa das escolas foram aplicados question&aacute;rios a turmas do 10&deg; ao 12&deg; anos de escolaridade, ensino regular, selecionando 2 turmas por ano de escolaridade e a turmas de ensino profissional, selecionando uma turma por ano de escolaridade. Noutra, foram aplicados question&aacute;rios a turmas do 10&deg; ao 12&deg; do ensino regular, selecionando 3 turmas por cada ano de escolaridade. A sele&ccedil;&atilde;o foi realizada com base em conveni&ecirc;ncia do hor&aacute;rio escolar, por forma a facilitar a operacionaliza&ccedil;&atilde;o dos question&aacute;rios. Foram exclu&iacute;dos alunos com hist&oacute;ria cl&iacute;nica conhecida de dist&uacute;rbio alimentar e/ou com patologia condicionante da dieta (n = 4). Foram obtidas as autoriza&ccedil;&otilde;es da dire&ccedil;&atilde;o das escolas que participaram no estudo, bem como o consentimento informado assinado pelos pais e pelos adolescentes, com garantia de anonimato (e, portanto, de confidencialidade).</P>     <P>Os alunos responderam &agrave; Escala de H&aacute;bitos Alimentares (EHA), validada para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa por Marques<SUP>17</SUP>. As respostas s&atilde;o dadas atrav&eacute;s de uma escala do tipo <I>Likert</I>. Quanto mais elevada a pontua&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia de todos os itens, mais adequados ser&atilde;o os h&aacute;bitos alimentares. Este instrumento inclui quest&otilde;es relativas a 4 dimens&otilde;es: quantidade alimentar (7 itens), qualidade alimentar (14 itens), variedade alimentar (8 itens) e adequa&ccedil;&atilde;o alimentar (11 itens), que originam distribui&ccedil;&atilde;o por item de 1&#8208;5. A pontua&ccedil;&atilde;o global (somat&oacute;rio das respostas dadas aos 40 itens) pode apresentar valores a variar entre 0&#8208;200. M&eacute;dias de pontua&ccedil;&atilde;o (1&#8208;5) mais elevadas correspondem a h&aacute;bitos mais adequados em termos de qualidade, quantidade, variedade e adequa&ccedil;&atilde;o alimentares.</P>     <P>O processo de valida&ccedil;&atilde;o da EHA desenvolvido por Marques resultou de uma amostra n&atilde;o aleat&oacute;ria, de &acirc;mbito regional (zona Centro) e verificou haver alguns itens com baixa correla&ccedil;&atilde;o com a pontua&ccedil;&atilde;o total da escala (reduzindo o valor global de consist&ecirc;ncia interna). No entanto, os referidos itens foram mantidos por quest&otilde;es de significado de constructo. Os valores de alfa encontrados no estudo de valida&ccedil;&atilde;o foram de &#945; = 0,5 para a quantidade alimentar, &#945; = 0,716 para a qualidade alimentar, &#945; = 0,658 para variedade alimentar e &#945; = 0,619 para adequa&ccedil;&atilde;o alimentar. O valor alfa de Cronbach global foi bastante bom: &#945; = 0,816.</P>     <P>O &iacute;ndice de massa corporal (IMC) foi determinado pela investigadora por medi&ccedil;&atilde;o antropom&eacute;trica do peso e da altura dos adolescentes. Para determina&ccedil;&atilde;o de pr&eacute;&#8208;obesidade e de obesidade seguiram&#8208;se os pontos de corte (e curvas de percentil) do CDC<SUP>18</SUP>.</P>     <P>Para efeitos da an&aacute;lise estat&iacute;stica utilizou&#8208;se o software IBM Statistical Package for the Social Sciences, SPSS 20.0. Para compara&ccedil;&atilde;o entre alunos provenientes dos v&aacute;rios estratos socioecon&oacute;micos, g&eacute;nero e grupos et&aacute;rios recorreu&#8208;se ao teste t para amostras independentes e &agrave; ANOVA a um fator.</P>     <P>Para as entrevistas semiestruturadas foram selecionados os alunos com melhor e pior pontua&ccedil;&atilde;o obtida na EHA. Pretendeu&#8208;se assim estabelecer uma dicotomia, com vista &agrave; an&aacute;lise comparativa de subgrupos com caracter&iacute;sticas (em termos de h&aacute;bitos alimentares) muito distintas (mais adequados &ndash; grupo A &ndash; e mais desadequados &ndash; grupo B). Assim sendo, a amostra de adolescentes que participou na abordagem qualitativa consistiu numa subamostra dos que participaram na abordagem quantitativa. O tamanho amostral de cada grupo (com melhores e piores h&aacute;bitos) foi definido de acordo com o princ&iacute;pio da satura&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica<SUP>19</SUP>:</P>     <p>&#8226; <B>Grupo A (n</B> <B>=</B> <B>11)</B>: alunos com elevada pontua&ccedil;&atilde;o na EHA (h&aacute;bitos alimentares mais adequados; EHA &ge; 150); pontua&ccedil;&otilde;es entre 150&#8208;172, m&eacute;dia de 163,9 (desvio&#8208;padr&atilde;o = 5,84). M&eacute;dia das dimens&otilde;es: qualidade &ndash; 3,889 &plusmn; 0,29; quantidade &ndash;4,026 &plusmn; 0,56; variedade &ndash; 4,522 &plusmn; 0,23; adequa&ccedil;&atilde;o &ndash; 4,024 &plusmn; 0,17. M&eacute;dia total das dimens&otilde;es &ndash; 4,115 &plusmn; 0,17.</P>     <p>&#8226; <B>Grupo B (n</B> <B>=</B> <B>17)</B>: alunos com baixa pontua&ccedil;&atilde;o na EHA (h&aacute;bitos alimentares menos adequados; EHA &le; 125); pontua&ccedil;&otilde;es entre 106&#8208;125, m&eacute;dia de 118,82 (desvio&#8208;padr&atilde;o = 5,85). M&eacute;dia das dimens&otilde;es: qualidade &ndash; 2,890 &plusmn; 0,34; quantidade &ndash;2,823 &plusmn; 0,55; variedade &ndash; 3,125 &plusmn; 0,39; adequa&ccedil;&atilde;o &ndash; 3,074 &plusmn; 0,48. M&eacute;dia total das dimens&otilde;es &ndash; 2,978 &plusmn; 0,15. Relativamente a este grupo, n&atilde;o foi poss&iacute;vel integrar 4 alunos que haviam obtido pontua&ccedil;&atilde;o inferior a 106 (2 deles mudaram de escola e 2 recusaram participar na componente qualitativa do estudo).</P>     <p></P>     <P>Nas entrevistas semiestruturadas os participantes procederam a uma descri&ccedil;&atilde;o dos h&aacute;bitos alimentares do agregado familiar, dos seus pr&oacute;prios h&aacute;bitos alimentares, sendo questionados acerca das diferen&ccedil;as entre a alimenta&ccedil;&atilde;o praticada em casa, na escola e fora de ambas, e raz&otilde;es conducentes a essas escolhas. Foram questionados ainda quanto ao risco de sa&uacute;de (i. e., perce&ccedil;&otilde;es de risco) associado aos h&aacute;bitos alimentares, decis&atilde;o perante o impulso de comer e situa&ccedil;&otilde;es associadas e, por &uacute;ltimo, acerca de inten&ccedil;&otilde;es de mudan&ccedil;a de h&aacute;bitos.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Para efeitos de an&aacute;lise dos dados recolhidos atrav&eacute;s da entrevista (dados qualitativos) seguiu&#8208;se uma abordagem tipo <I>grounded theory</I><SUP>20,21</SUP>. Os registos &aacute;udio das entrevistas foram transcritos de forma integral. Foi feita uma an&aacute;lise tem&aacute;tica do conte&uacute;do, com categoriza&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s do m&eacute;todo de codifica&ccedil;&atilde;o aberta linha&#8208;a&#8208;linha de Charmaz<SUP>22</SUP>. Ap&oacute;s esta codifica&ccedil;&atilde;o aberta realizou&#8208;se a codifica&ccedil;&atilde;o axial, com recurso ao <I>software</I> MaxQDA, por an&aacute;lise da rela&ccedil;&atilde;o entre categorias<SUP>23</SUP> e, por &uacute;ltimo, codifica&ccedil;&atilde;o seletiva procurando identificar uma categoria central da teoria, integrando todos os dados do processo, at&eacute; atingir a satura&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica dos dados<I>.</I> </P>     <p>&nbsp;</p>     <P> <B>Resultados</B> </P>     <P>A EHA foi administrada a 358 alunos (46,9% rapazes) do ensino secund&aacute;rio (10.&deg;&#8208;12.&deg; anos de escolaridade), com idades entre os 14 e os 18 anos de idade (m&eacute;dia = 15,78 &plusmn; 1,05). A distribui&ccedil;&atilde;o por idades, n&iacute;vel socioecon&oacute;mico e sexo dos alunos participantes em cada uma das fases do estudo apresentam&#8208;se nas <a href="#t1">tabelas 1</a> e <a href="#t2">2</a>.</P>     <p>&nbsp;</p> <a name="t1"></a> <img src="/img/revistas/rpsp/v33n2/33n2a02t1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t2"></a> <img src="/img/revistas/rpsp/v33n2/33n2a02t2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <P>As pontua&ccedil;&otilde;es totais de EHA, resultantes da soma de todos os itens, variaram entre 86&#8208;172, com uma m&eacute;dia de 137,4 (desvio&#8208;padr&atilde;o = 13,85). Em termos m&eacute;dios, obtiveram&#8208;se os valores apresentados na <a href="#t3">tabela 3</a>.     <p>&nbsp;</p> <a name="t3"></a> <img src="/img/revistas/rpsp/v33n2/33n2a02t3.jpg">     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <P>Por se tratar de uma escala recente e de aplica&ccedil;&atilde;o ainda diminuta, procedeu&#8208;se, como j&aacute; referido, a uma an&aacute;lise de fiabilidade interna da mesma. Relativamente &agrave; escala completa obteve&#8208;se um alfa de 0,81. Para as subdimens&otilde;es da escala foram encontrados os seguintes alfas: quantidade &ndash; 0,52; qualidade &ndash; 0,69; variedade &ndash; 0,69 e adequa&ccedil;&atilde;o &ndash; 0,52, correspondendo a valores que apontam para fraca/razo&aacute;vel consist&ecirc;ncia para algumas dimens&otilde;es (com reduzido n&uacute;mero de itens), mas uma boa fiabilidade no seu conjunto.</P>     <P>O estrato socioecon&oacute;mico foi avaliado segundo o escal&atilde;o de subs&iacute;dio de a&ccedil;&atilde;o social escolar<I>.</I> A amostra inclui alunos de escal&otilde;es socioecon&oacute;micos diversificados: 86,9% de adolescentes n&atilde;o abrangidos por subs&iacute;dio, 7,5% de adolescentes pouco carenciados (escal&atilde;o C), 4,7% de adolescentes carenciados (escal&atilde;o B) e 0,8% de adolescentes muito carenciados (escal&atilde;o A).</P>     <P>Apenas um aluno vivia com uma tia. Os restantes viviam com os pais e irm&atilde;os no caso de estes existirem.</P>     <P>N&atilde;o foram encontrados h&aacute;bitos alimentares significativamente diferentes entre grupo et&aacute;rios ou estratos socioecon&oacute;micos. J&aacute; relativamente ao sexo, recorrendo&#8208;se ao teste t para compara&ccedil;&atilde;o de m&eacute;dias, verificou&#8208;se serem as raparigas a assumir escolhas alimentares mais adequados (pontua&ccedil;&otilde;es mais elevadas do EHA; p &lt; 0,001).</P>     <P>Nenhum dos adolescentes apresentava obesidade. No grupo A uma aluna apresentava ligeiro excesso de peso (IMC = 25,0). No grupo B uma aluna apresentava excesso de peso (IMC = 27,7) e um aluno apresentava ligeiro excesso de peso (IMC = 24,8)<SUP>18</SUP>.</P>     <P> <B>Perspetivas dos alunos sobre os h&aacute;bitos alimentares dos pais</B> </P>     <P>Da an&aacute;lise dos relatos obtidos atrav&eacute;s da entrevista, constata&#8208;se que o fator com maior relev&acirc;ncia nas escolhas dos adolescentes &ndash; h&aacute;bitos do agregado familiar &ndash; &eacute; comum aos 2 grupos, em detrimento de outros fatores, como tempo dispon&iacute;vel e prefer&ecirc;ncias alimentares baseadas no paladar, estes sim, diferindo na prioridade assumida entre os 2 grupos (A e B).</P>     <P>Os adolescentes com h&aacute;bitos alimentares adequados referem pr&aacute;ticas mais saud&aacute;veis, partindo do ambiente familiar (ver exemplo de discurso na <a href ="/img/revistas/rpsp/v33n2/33n2a02t4.jpg"target="_blank">tabela 4</a>). Os pais/familiares assumem influ&ecirc;ncia direta e interventiva. Apresenta&#8208;se uma fam&iacute;lia que, tipicamente, aprecia e cultiva uma alimenta&ccedil;&atilde;o adequada, frequentemente com controlo e preocupa&ccedil;&atilde;o pela sa&uacute;de. De salientar que o &laquo;controlo&raquo; &eacute; referido, pelos adolescentes, como um acompanhamento, mas sem press&atilde;o conflituosa. Na perspetiva dos adolescentes, os referidos h&aacute;bitos enra&iacute;zam&#8208;se ao longo do tempo e as op&ccedil;&otilde;es dos pais t&ecirc;m repercuss&otilde;es claras nas op&ccedil;&otilde;es em contexto familiar. &Eacute; referido o bem&#8208;estar que adv&eacute;m da op&ccedil;&atilde;o por uma alimenta&ccedil;&atilde;o adequada. Os h&aacute;bitos familiares incorporam a procura de bem&#8208;estar por parte dos v&aacute;rios elementos da fam&iacute;lia.</P>     
<P>No &uacute;nico caso, de entre os que constituem o grupo A, em que surgem alguns cen&aacute;rios de h&aacute;bitos menos adequados o adolescente, mesmo perante a dificuldade em gerir problemas de disponibilidade, assume uma posi&ccedil;&atilde;o ativa no sentido de desenvolver condi&ccedil;&otilde;es facilitadoras de op&ccedil;&otilde;es saud&aacute;veis, sendo estas (tamb&eacute;m neste caso e tal como expresso pelo adolescente) associadas &agrave; influ&ecirc;ncia de um dos pais.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Em contraste, dos relatos dos adolescentes com h&aacute;bitos alimentares inadequados, verifica&#8208;se uma pr&aacute;tica familiar, nomeadamente sele&ccedil;&atilde;o alimentar e modos de confe&ccedil;&atilde;o, pouco saud&aacute;veis. Nestes adolescentes, a influ&ecirc;ncia ativa da fam&iacute;lia, nas raras vezes em que &eacute; mencionada, &eacute; mais t&eacute;nue, menos controladora, n&atilde;o encorajando os h&aacute;bitos saud&aacute;veis. No discurso dos adolescentes surge com frequ&ecirc;ncia o reconhecimento da alimenta&ccedil;&atilde;o como inadequada, mas sem desenvolvimento de comportamentos de compensa&ccedil;&atilde;o, ao inv&eacute;s do observado em alguns casos do grupo A. Associam&#8208;se quest&otilde;es de prefer&ecirc;ncias e modos de confe&ccedil;&atilde;o, com disponibilidade de produtos alimentares menos salutog&eacute;nicos, em casa: <I>&laquo;Eu como por gosto&hellip;estou a refletir pela primeira vez&hellip; talvez oportunidade&hellip; Como quando vou ao restaurante. Se quisesse fazer n&atilde;o tinha para o fazer&raquo;</I>. Nesta frase &eacute; especialmente evidente o facto das pr&aacute;ticas familiares, nomeadamente no que se refere &agrave; disponibilidade alimentar, condicionarem a forma como o adolescente se alimenta. J&aacute; frases como <I>&laquo;se eu acordar &agrave;s 10 ou 11 h o meu pai s&oacute; acorda &agrave;s 3 da tarde e ent&atilde;o sou capaz de comer 3 vezes o pequeno&#8208;almo&ccedil;o, seja p&atilde;o ou cereais&raquo; ou &laquo;so almo&ccedil;o n&atilde;o como nada ou como um p&atilde;o e s&oacute; volto a comer ao jantar ou ao lanche&hellip;&raquo; ou ainda &laquo;n&atilde;o h&aacute; o h&aacute;bito de almo&ccedil;ar l&aacute; em casa. Almo&ccedil;o logo ao acordar&hellip; &eacute; sempre assim quer ao s&aacute;bado quer ao domingo&raquo;</I> denotam uma acomoda&ccedil;&atilde;o, sem desenvolvimento de estrat&eacute;gias remediadoras (verificadas no grupo com h&aacute;bitos alimentares adequados).</P>     <P>Do discurso dos adolescentes tamb&eacute;m se conclui que os pais, ou pelo menos um deles, fomentam os h&aacute;bitos inadequados ou encorajam&#8208;nos, criando condi&ccedil;&otilde;es favor&aacute;veis aos consumos alimentares pouco saud&aacute;veis.</P>     <P>A influ&ecirc;ncia por parte da m&atilde;e surge mais frequentemente comparativamente com o pai. Esta assimetria &eacute; em parte explic&aacute;vel pela execu&ccedil;&atilde;o, por parte da m&atilde;e, de tarefas como cozinhar ou adquirir produtos. O pai ter&aacute; assim uma influ&ecirc;ncia mais pontual nas escolhas alimentares dos adolescentes.</P>     <P>Os adolescentes entrevistados referem frequentemente as escolhas realizadas em contexto familiar, como assumidas igualmente em contextos fora do ambiente familiar: &laquo;A<I>t&eacute; gosto&hellip;antes nem gostava muito mas comecei a gostar&hellip;&raquo;, &laquo;escolho habitualmente coisas que t&ecirc;m a ver com a comida que eu costumo comer&raquo;, &laquo;&hellip;vai tamb&eacute;m por aquilo que eu estou mais habituada&hellip;&raquo; ou &laquo;sempre fui controlada pela minha m&atilde;e no que toca &agrave; alimenta&ccedil;&atilde;o, nunca me excedi com porcarias e habituei&#8208;me assim&raquo;.</I> </P>     <p>&nbsp;</p>     <P> <B>Discuss&atilde;o</B> </P>     <P>Pretendia&#8208;se com este estudo uma caracteriza&ccedil;&atilde;o da associa&ccedil;&atilde;o entre h&aacute;bitos alimentares do agregado familiar e as escolhas alimentares dos adolescentes, recorrendo a uma metodologia mista (quantitativa e qualitativa). A abordagem quantitativa visou a caracteriza&ccedil;&atilde;o da amostra em estudo quanto aos h&aacute;bitos alimentares e a sele&ccedil;&atilde;o de (sub)amostras que permitissem uma abordagem qualitativa rica em informa&ccedil;&atilde;o sobre determinantes das escolhas alimentares.</P>     <P>Foi utilizada a EHA, que revelou uma boa consist&ecirc;ncia interna (para a escala total), embora com consist&ecirc;ncia interna mais fraca para algumas das suas subdimens&otilde;es (explic&aacute;vel tamb&eacute;m pelo facto de estas dimens&otilde;es terem poucos itens). De uma forma geral, os valores de consist&ecirc;ncia interna encontrados est&atilde;o alinhados com os encontrados por Marques<SUP>17</SUP>.</P>     <P>A escala EHA apresenta algumas limita&ccedil;&otilde;es que decorrem do seu processo de valida&ccedil;&atilde;o e uso ainda limitado. Este trabalho refor&ccedil;a a possibilidade de recurso a esta escala para an&aacute;lise dos h&aacute;bitos alimentares, tendo&#8208;se obtido um alpha de Cronbach de 0,81. No entanto, &eacute; aconselh&aacute;vel recorrer a estudos mais aprofundados de modo a refor&ccedil;ar a validade externa da escala.</P>     <P>Na amostra estudada os adolescentes apresentaram classifica&ccedil;&otilde;es mais elevadas na dimens&atilde;o &laquo;variedade alimentar&raquo; e mais reduzidas na dimens&atilde;o &laquo;quantidade&raquo;, tal como obtido em outros estudos<SUP>17</SUP>. As m&eacute;dias obtidas para cada dimens&atilde;o da escala EHA aproximam&#8208;se das j&aacute; encontradas na amostra estudada por Marques (quantidade: 3,107; qualidade: 3,244; variedade: 3,574; adequa&ccedil;&atilde;o: 3,297), apresentando valores ligeiramente mais baixos para a dimens&atilde;o relativa &agrave; quantidade e ligeiramente mais elevados para as restantes dimens&otilde;es.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Uma limita&ccedil;&atilde;o deste estudo tem a ver com o facto de n&atilde;o existirem dados relativos ao IMC da totalidade dos alunos. Apenas foram determinados esses valores relativamente aos alunos selecionados para abordagem qualitativa, por condicionantes relativas &agrave; log&iacute;stica e hor&aacute;rios das diversas turmas. Seria igualmente pertinente complementar o estudo com outras fontes de dados relativos &agrave;s pr&aacute;ticas parentais e estilo parental, para al&eacute;m das decorrentes dos relatos dos adolescentes. Da mesma forma, o facto de a an&aacute;lise decorrer sobre uma amostra de conveni&ecirc;ncia limita a sua representatividade.</P>     <P>Da an&aacute;lise dos relatos dos adolescentes, apesar dos mesmos n&atilde;o visarem descri&ccedil;&atilde;o exaustiva, constata&#8208;se alguma identidade entre os alimentos e h&aacute;bitos alimentares que os adolescentes verbalizaram e o registado <I>a priori</I> aquando do preenchimento da EHA.</P>     <P>Os dados recolhidos neste estudo confirmam o papel das pr&aacute;ticas e h&aacute;bitos familiares enquanto formatadores de escolhas alimentares entre adolescentes. A <a href ="/img/revistas/rpsp/v33n2/33n2a02f1.jpg"target="_blank">figura 1</a> apresenta, de forma esquem&aacute;tica, o modo como estas pr&aacute;ticas e h&aacute;bitos alimentares do agregado familiar se relacionam com as escolhas alimentares atuais dos adolescentes. Como se pode observar, na opini&atilde;o dos adolescentes, o padr&atilde;o alimentar dos pais est&aacute; diretamente associado aos recursos alimentares disponibilizados em casa. Tal, &eacute; concordante com outros estudos, que mostraram que a modelagem parental, o ambiente familiar e controlo da disponibilidade por parte dos pais est&atilde;o associados aos h&aacute;bitos alimentares adotados pelos adolescentes<SUP>6,15,16</SUP>. A perce&ccedil;&atilde;o de bem&#8208;estar por parte dos alunos com h&aacute;bitos alimentares adequados surge tamb&eacute;m associada &agrave;s op&ccedil;&otilde;es alimentares implementadas em contexto familiar.</P>     
<P>Os relatos que apontam para o encorajamento, por parte dos pais, do consumo de <I>fastfood</I>, predominantes no grupo de adolescentes com h&aacute;bitos inadequados (classifica&ccedil;&otilde;es mais baixas da escala EHA), parecem ir de encontro ao defendido por alguns autores, como Boutelle, quanto &agrave; influ&ecirc;ncia da aquisi&ccedil;&atilde;o de <I>fastfood</I> para consumo no seio familiar. Nesta perspetiva, a fam&iacute;lia parece assumir um papel negativo, contribuindo para a sele&ccedil;&atilde;o desse tipo de alimentos<SUP>15</SUP>.</P>     <P>Existem estudos de associa&ccedil;&atilde;o entre o padr&atilde;o alimentar dos pais e as escolhas e prefer&ecirc;ncias alimentares dos filhos, inferindo a influ&ecirc;ncia parental sobre os comportamentos alimentares, mas, na sua maioria, incidiram sobre amostras constitu&iacute;das por crian&ccedil;as at&eacute; aos 13&#8208;14 anos de idade. Poucos s&atilde;o os estudos que inclu&iacute;ram adolescentes at&eacute; aos 18 anos<SUP>6,24</SUP>. Um estudo de 2013 analisou a associa&ccedil;&atilde;o entre h&aacute;bitos alimentares e o ambiente familiar em termos de frequ&ecirc;ncia das refei&ccedil;&otilde;es em fam&iacute;lia e controlo parental, numa amostra de adolescentes gregos. Foi registada uma associa&ccedil;&atilde;o entre controlo parental e escolhas saud&aacute;veis por parte dos filhos<SUP>13</SUP>. Tamb&eacute;m na nossa amostra o papel regulador dos pais assume especial relev&acirc;ncia para os h&aacute;bitos dos filhos. Os estudos realizados nos &uacute;ltimos anos t&ecirc;m investido na caracteriza&ccedil;&atilde;o de h&aacute;bitos e pr&aacute;ticas alimentares parentais e sua associa&ccedil;&atilde;o com h&aacute;bitos alimentares dos filhos. N&atilde;o foram encontrados estudos que relacionem a pr&aacute;tica parental percecionada pelos adolescentes e as escolhas assumidas por estes. Num estudo de Stevenson, com recolha de dados atrav&eacute;s de <I>focus&#8208;group</I>, com adolescentes dos 12 aos 15 anos, apresentando h&aacute;bitos alimentares saud&aacute;veis, verificou&#8208;se associa&ccedil;&atilde;o entre a pr&aacute;tica de desporto e de atividades culin&aacute;rias e a autoperce&ccedil;&atilde;o relacionada com a alimenta&ccedil;&atilde;o, isto &eacute;, a cren&ccedil;a de que os h&aacute;bitos saud&aacute;veis acarretam mais&#8208;valias, assim como a correta avalia&ccedil;&atilde;o em &laquo;bom&raquo; e &laquo;mau&raquo; pode ser determinante para os comportamentos adoptados<SUP>25</SUP>. Segundo os autores desse estudo, participar ativamente, nomeadamente na confe&ccedil;&atilde;o dos alimentos, ser&aacute; um mediador do consumo de maior variedade de alimentos. Esta postura ativa surge na presente investiga&ccedil;&atilde;o, nesta mesma perspetiva, uma vez que os adolescentes que assumem este tipo de postura mais ativa, nomeadamente participando na aquisi&ccedil;&atilde;o de produtos para consumo em casa, apresentam maior capacidade para efetuar escolhas saud&aacute;veis.</P>     <P>No presente estudo, a associa&ccedil;&atilde;o entre padr&atilde;o alimentar dos pais e escolhas dos filhos adolescentes foi investigada recorrendo aos relatos dos filhos. Deste modo, sobressaem os fatores relevantes caracter&iacute;sticos do agregado familiar, quando percecionados pelos adolescentes.</P>     <P>As escolhas alimentares podem estar em associa&ccedil;&atilde;o com fatores culturais e &eacute;tnicos<SUP>26</SUP>. No estudo que se apresenta tal n&atilde;o foi considerado uma vez que todos os participantes s&atilde;o provenientes de um mesmo ambiente cultural, sendo oriundos de Portugal, concretamente Beira Litoral.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P> <B>Conclus&otilde;es</B> </P>     <P>O recurso &agrave; compara&ccedil;&atilde;o de discursos de grupos de adolescentes com h&aacute;bitos especialmente antag&oacute;nicos corresponde a uma nova abordagem relativamente aos estudos j&aacute; existentes. Com este estudo, verificou&#8208;se que a influ&ecirc;ncia dos pais &eacute; relevante, independentemente de se tratar de adolescentes com h&aacute;bitos manifestamente adequados ou manifestamente desadequados.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Um dos fatores que pode influenciar as escolhas alimentares dos adolescentes est&aacute; relacionado com os h&aacute;bitos familiares relacionados com a alimenta&ccedil;&atilde;o. O padr&atilde;o alimentar praticado em casa &eacute; determinante para a ado&ccedil;&atilde;o e manuten&ccedil;&atilde;o de comportamentos alimentares por parte dos adolescentes em geral. Este fator, ao contr&aacute;rio do que poder&aacute; acontecer com outros, assume relev&acirc;ncia especial quer entre os adolescentes que efetuam escolhas adequadas quer sobre os que efetuam escolhas inadequadas. Pais que adquirem alimentos saud&aacute;veis, tornando&#8208;os dispon&iacute;veis em contexto familiar, que consomem esses mesmos alimentos de uma forma regular, com preocupa&ccedil;&atilde;o com o bem&#8208;estar dos v&aacute;rios elementos da fam&iacute;lia, contribuem para o enraizar de h&aacute;bitos alimentares saud&aacute;veis por parte dos filhos. Estes tendem a tomar decis&otilde;es semelhantes fora de casa, pelo que a influ&ecirc;ncia se estende para al&eacute;m do contexto familiar. Os jovens falam em h&aacute;bitos iniciados pelos h&aacute;bitos alimentares praticados em fam&iacute;lia e que se perpetuam para al&eacute;m desse contexto, o que &eacute; patente na refer&ecirc;ncia frequente a frases com termos como &laquo;h&aacute;bito&raquo; e &laquo;comecei a gostar&raquo;.</P>     <P>Tendo em conta que os h&aacute;bitos alimentares partem em grande parte do contexto familiar, existe uma tend&ecirc;ncia para estes se perpetuarem ao longo das gera&ccedil;&otilde;es. Assim sendo, e tendo em conta os resultados do presente estudo, &eacute; importante que as interven&ccedil;&otilde;es na &aacute;rea da educa&ccedil;&atilde;o para a sa&uacute;de tenham em conta o contexto familiar. Qualquer medida que contemple este contexto, nomeadamente atrav&eacute;s de atividades que incluam os pais/fam&iacute;lia com quem vive o adolescente, ser&atilde;o sempre mais adequadas. Confirma&#8208;se a import&acirc;ncia de intervir junto dos pais, nomeadamente no sentido de os encorajar a disponibilizar, em casa, alimentos variados, nomeadamente frutas e vegetais, e a diminuir a disponibilidade de outros alimentos menos saud&aacute;veis<SUP>27,28</SUP>.</P>     <P>&Eacute; aconselh&aacute;vel efetuar estudos recorrendo a amostras mais alargadas e em contextos culturais diversificados para uma compreens&atilde;o mais fundamentada do fen&oacute;meno. Estes esfor&ccedil;os de investiga&ccedil;&atilde;o ser&atilde;o especialmente heur&iacute;sticos se inclu&iacute;rem a caracteriza&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel educacional dos pais, das suas perce&ccedil;&otilde;es e atitudes relativamente &agrave; alimenta&ccedil;&atilde;o e o n&iacute;vel de literacia em sa&uacute;de, fundamental para uma compreens&atilde;o mais ampla da influ&ecirc;ncia do contexto familiar.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P> <B>Refer&ecirc;ncias Bibliografia</B> </P>     <!-- ref --><P>1 Croll J.K., Neumark-Sztainer D.S., Story M. Healthy eating: What does it means to adolescents?. J Nutr Educ.. 2001;33:193-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=799391&pid=S0870-9025201500020000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>2 Larson N., Story M. A review of environmental influences on food choices. Ann Behav Med.. 2009;38:(Supplement 1)S56-73.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=799393&pid=S0870-9025201500020000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>3 Story M., Neumark-Sztainer D., French S. Individual and environmental influences on adolescent eating behaviors. J Am Diet Assoc.. 2002;102:(3 Supplement)S40-51.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=799395&pid=S0870-9025201500020000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>4 Kral T., Rauh E. Eating behaviors of children in the context of their family environment. Physiol Behav.. 2010;100:567-73.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=799397&pid=S0870-9025201500020000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <P>5 Bauer K.W., Berge J.M., Neumark-Sztainer D. The importance of families to adolescents&rsquo; physical activity and dietary importance. Adolesc Med State Art Rev.. 2011;22:601-13.</P>     <!-- ref --><P>6 Roos E., Lehto R., Ray C. Parental family food choice motives and children's food intake. Food Qual Prefer.. 2012;24:85-91.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=799400&pid=S0870-9025201500020000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>7 Hanson N., Neumark-Sztainer D., Eisenberg M.E., Story M., Wall M. Associations between parental report of the home food environment and adolescent intakes of fruits, vegetables and dairy foods. Public Health Nutr.. 2005;8:77-85.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=799402&pid=S0870-9025201500020000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>8 Scaglioni S., Arrizza C., Vecchi F., Tedeschi S. Determinants of children's eating behavior. Am J Clin Nutr.. 2011;94:(6 Suppl)2006S-11S.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=799404&pid=S0870-9025201500020000200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>9 Berge J., Wall M., Bauer K., Neumark-Sztainer D. Parenting characteristics in the home environment and adolescent overweight: A latent class analysis. Obesity.. 2010;18:818-25.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=799406&pid=S0870-9025201500020000200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>10 Berge J., Wall M., Larson N., Lot K., Neumark-Sztainer D. Family functioning: Associations with weight status, eating behaviors and physical activity in adolescents. J Adolesc Health.. 2013;52:351-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=799408&pid=S0870-9025201500020000200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>11 Arcan C., Neumark-Sztainer D., Hannan P., van P., Story M., Larson N. Parental eating behaviors, home food environment and adolescent intakes of fruits, vegetables and dairy foods: Longitudinal findings from Project EAT. Public Health Nutr.. 2007;10:1257-65.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=799410&pid=S0870-9025201500020000200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>12 Shepherd R., Dennison C. Influences on adolescent food choice. Proc Nutr Soc.. 1996;55:345-57.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=799412&pid=S0870-9025201500020000200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>13 Bargiota A., Pelekanou M., Tsitouras A., Koukoulis G. Eating habits and factors affecting food choice of adolescents living in rural areas. Hormones.. 2013;12:246-53.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=799414&pid=S0870-9025201500020000200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>14 Bouwman L., Molder H., Koelen M.M., van C.M. I eat healthfully but I am not a freak: Consumer's everyday life perspective on healthful eating. Appetite.. 2009;53:390-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=799416&pid=S0870-9025201500020000200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>15 Boutelle K.N., Fulkerson J., Neumark-Sztainer D., Story M., French S. Fast food for family meals: Relationships with parent and adolescent food intake, home food availability and weight status. Public Health Nutr.. 2007;10:16-23.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=799418&pid=S0870-9025201500020000200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>16 Ding D., Sallis J., Norman G., Saelens B., Harris S.K., Kerr J., et al. Community food environment, home food environment, and fruit and vegetable intake of children and adolescents. J Nutr Educ Behav.. 2012;44:634-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=799420&pid=S0870-9025201500020000200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>17 Marques A., Luzio F., Martins J., Vaquinhas M. H&aacute;bitos alimentares: valida&ccedil;&atilde;o de uma escala para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa. Esc Anna Nery.. 2011;15:402-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=799422&pid=S0870-9025201500020000200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>18 US Center for Disease Control and Prevention. National Center for Health Statistics. About BMI for children and teens. [Internet]. Atlanta, GA: CDC. NCHS; 2000. [citado Abr 2013]. Dispon&iacute;vel em: <A href="http://www.cdc.gov/healthyweight/assessing/bmi/childrens_bmi/about_childrens_bmi"target="_blank">http://www.cdc.gov/healthyweight/assessing/bmi/childrens_bmi/about_childrens_bmi</A>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=799424&pid=S0870-9025201500020000200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>19 Glaser B.G., Strauss A.L. The discovery of grounded theory: Strategies for qualitative research. Aldine de Gruyter, (1967) .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=799425&pid=S0870-9025201500020000200019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>20 Pais-Ribeiro J.L. Metodologia de investiga&ccedil;&atilde;o em psicologia e sa&uacute;de. Legis Editora, (2003) .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=799427&pid=S0870-9025201500020000200020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>21 Strauss A., Corbin J. Basics of qualitative research: Techniques and procedures for developing grounded theory. Sage, (1998) .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=799429&pid=S0870-9025201500020000200021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>22 Charmaz K. Constructing grounded theory: A practical guide through qualitative analysis. Sage Publications, (2006) .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=799431&pid=S0870-9025201500020000200022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>23 Bianchi E., Ikeda A. Usos e aplica&ccedil;&otilde;es da grounded theory em administra&ccedil;&atilde;o. Rev Eletr Gest Org. 2008;6:231-48.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=799433&pid=S0870-9025201500020000200023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>24 Zuercher J., Wagstaff D., Kranz S. Associations of food group and nutrient intake, diet quality, and meal sizes between adults and children in the same household: A cross&#8208;sectional analysis of U.S. households. Nutr J. 2011;10:131.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=799435&pid=S0870-9025201500020000200024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <P>25 Stevenson C., Doherty G., Barnett J., Muldoon O., Trewa K. Adolescents&rsquo; views of food and eating: Identifying barriers to healthy eating. J Adolesc.. 2007;30:417-34.</P>     <!-- ref --><P>26 Contento I. Nutrition education: Linking research, theory and practice. 2nd ed., Jones &amp; Bartlett Learning, (2011) .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=799438&pid=S0870-9025201500020000200026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>27 Larson N., Laska M.N., Story M., Neumark-Sztainer D. Predictors of fruit and vegetable intake in young adulthood. J Acad Nutr Diet.. 2012;112:1216-22.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=799440&pid=S0870-9025201500020000200027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>28 Gillman M.W., Rifas-Shiman S.L., Frazier A.L., Rockett H.R., Camargo C.A., Field A.E., et al. Family dinner and diet quality among older children and adolescents. Arch Fam Med.. 2000;9:235-40.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=799442&pid=S0870-9025201500020000200028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <p>&nbsp;</p>     <P> <B>Conflito de interesses</B> </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Os autores declaram n&atilde;o haver conflito de interesses.</P>     <p>&nbsp;</p>     <p><i><a href="#topc0">*</a><a name="c0"></a>Autor para correspondência:</i> Correio eletrónico: <a href="mailto:sm.cardoso@ensp.unl.pt">sm.cardoso@ensp.unl.pt</a>(S. Cardoso).</P>     <p>&nbsp;</p>     <P>Recebido 7 de Abril de 2014. Aceito 14 de Julho de 2014</P>      ]]></body><back>
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