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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[In palliative care it is important to promote the wellbeing. The aim of this study is to present the creation/validation process of the scale for Capacity to Care in Palliative Care (ECCP). 58 items were created and then discussed and measured by a group of experts and caregivers of PC, using the Content Validity Index and Cognitive Debriefing techniques. The peer&#8208;test reached an agreement on 47 items, none of which obtained a value < 3. This study shows that the instrument is endowed with content validity, which allows us to conclude that it is a consistent instrument liable to be applied to the target population.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <P align="right"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></P>     <P><B>Constru&ccedil;&atilde;o de uma escala de capacidade para cuidar em paliativos: processo de valida&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;do</B></P>     <P><B>Development of an instrument to assess the capacity for families to provide home care: content validation process</B></P>     <P><B>Carla Reigada<SUP>a</SUP><SUP>, </SUP><SUP><a href="#c0">*</a><a name="topc0"></a></SUP>, Jos&eacute; Lu&iacute;s Pais&#8208;Ribeiro<SUP>a</SUP>, Anna Novellas<SUP>b</SUP>, Edna Gon&ccedil;alves<SUP>c</SUP> </B></P>     <p>&nbsp;</p>     <P><SUP>a</SUP> Departamento de Psicologia, Faculdade de Psicologia e Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto, Portugal; Servi&ccedil;o de Cuidados Paliativos, Centro Hospitalar de S&atilde;o Jo&atilde;o, EPE, Porto, Portugal</P>     <P><SUP>b</SUP> Universidade de Barcelona; Instituto Catal&atilde; de Oncologia, Barcelona, Espanha</P>     <P><SUP>c</SUP> Servi&ccedil;o de Cuidados Paliativos, Centro Hospitalar de S&atilde;o Jo&atilde;o, EPE, Porto, Portugal</P>     <p>&nbsp;</p>     <P> <B>RESUMO</B> </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>     <P>Em cuidados paliativos (CP) &eacute; essencial apostar no bem&#8208;estar. O objetivo deste estudo &eacute; apresentar o processo de constru&ccedil;&atilde;o e valida&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;do da escala de capacidade para cuidar em paliativos (ECCP). Criou&#8208;se uma lista de 58 itens que foi avaliada por profissionais e por um grupo de cuidadores em CP, com recurso &agrave; t&eacute;cnica de &iacute;ndice de validade de conte&uacute;do e &agrave; t&eacute;cnica pensar alto, respetivamente. O pr&eacute;&#8208;teste obteve concord&acirc;ncia de vari&aacute;veis em 47 itens, sendo que nenhum obteve valor &lt; 3. Os resultados mostram que o instrumento &eacute; dotado de validade de conte&uacute;do, consistente e suscet&iacute;vel de ser aplicado &agrave; popula&ccedil;&atilde;o alvo.</P>     <p></P>     <P> <B>Palavras&#8208;chave: </B>Valida&ccedil;&atilde;o de medidas. Cuidados paliativos. Capacidades familiares. Validade de conte&uacute;do. </P>     <p>&nbsp;</p>     <P> <B>ABSTRACT</B> </P>     <P>     <P>In palliative care it is important to promote the wellbeing. The aim of this study is to present the creation/validation process of the scale for Capacity to Care in Palliative Care (ECCP). 58 items were created and then discussed and measured by a group of experts and caregivers of PC, using the Content Validity Index and Cognitive Debriefing techniques. The peer&#8208;test reached an agreement on 47 items, none of which obtained a value &lt; 3. This study shows that the instrument is endowed with content validity, which allows us to conclude that it is a consistent instrument liable to be applied to the target population.</P>     <p></P>     <P> <B>Keywords:</B> Validation of measures. Palliative care. Family abilities. Content validity. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <P> <B>Introdu&ccedil;&atilde;o</B> </P>     <P>Segundo a Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de (OMS), os cuidados paliativos (CP) devem focar a sua aten&ccedil;&atilde;o e interven&ccedil;&atilde;o n&atilde;o apenas no doente, mas tamb&eacute;m na fam&iacute;lia<SUP>1</SUP>. Do mesmo modo que se justifica a realiza&ccedil;&atilde;o do diagn&oacute;stico cl&iacute;nico no doente (problemas f&iacute;sicos, ps&iacute;quicos, sociais e espirituais), &eacute; tamb&eacute;m essencial que se avaliem as necessidades do grupo familiar onde ele se encontra inserido, sendo este visto como a trave mestra ao longo do processo de doen&ccedil;a.</P>     <P>Cuidar de algu&eacute;m em fim de vida acarreta uma carga acrescida na rotina de quem cuida e, consequentemente, o seu bem&#8208;estar &eacute; suplantado por efeitos negativos, demorados e exigentes<SUP>2</SUP>. Muitas vezes a (in)capacidade dos familiares cuidadores para lidar com as dimens&otilde;es coadunadas ao cuidado inviabiliza a manuten&ccedil;&atilde;o do doente em casa, mesmo que seja esta a vontade de ambos. Persiste ent&atilde;o a ideia de que a investiga&ccedil;&atilde;o aplicada &agrave;s necessidades e capacidades da fam&iacute;lia &eacute; hoje fundamental em prol de uma assist&ecirc;ncia melhorada e humanizada<SUP>2,3</SUP>.</P>     <P>Reigada et al.<SUP>4</SUP> estiveram nesta linha de orienta&ccedil;&atilde;o quando realizaram um estudo emp&iacute;rico qualitativo assente na <I>grounded theory</I> (GT) onde, recorrendo &agrave; t&eacute;cnica de grupos focais com familiares de doentes oncol&oacute;gicos paliativos, obtiveram uma lista de indicadores de capacidades e incapacidades da fam&iacute;lia para cuidar. Este instrumento <I>(check&#8208;list)</I> &eacute; entendido pelos autores como um elemento facilitador para uma equipa de CP, na medida em que permite a identifica&ccedil;&atilde;o da &laquo;incapacidade chave&raquo; que deve ser trabalhada, fazendo jus a uma interven&ccedil;&atilde;o precoce, direcionada e personalizada. Nesse estudo foram identificadas 4 dimens&otilde;es (eixos) que comportam fatores (categorias) condicionantes &agrave; capacidade para cuidar: o eixo da pr&aacute;tica (internamento, ajudas t&eacute;cnicas, recursos sociais/sa&uacute;de, CP, apoio psicol&oacute;gico, desloca&ccedil;&atilde;o, despesas no domic&iacute;lio); o eixo relacional (v&iacute;nculos, perda, privacidade, intimidade, apoio ao cuidador, partilha); o eixo da experi&ecirc;ncia interna (sentimentos, estrat&eacute;gias de <I>coping</I>, afeto, sofrimento, morte, apoio psicol&oacute;gico) e o eixo do estado de sa&uacute;de (recupera&ccedil;&atilde;o, sintomas, informa&ccedil;&atilde;o sobre a doen&ccedil;a, vulnerabilidade do cuidador)<SUP>4</SUP>. Este conjunto de vari&aacute;veis &eacute; defendido pelos autores como aqueles que permitem ou n&atilde;o a fam&iacute;lia cuidar. Foi a partir deste estudo que surgiu o desafio de criar a escala de capacidade para cuidar em paliativos (ECCP) por forma a identificar, medir e validar as referidas vari&aacute;veis.</P>     <P>Diversos autores salientam a utilidade dos instrumentos de investiga&ccedil;&atilde;o em situa&ccedil;&otilde;es dif&iacute;ceis<SUP>5,6</SUP>. Hudson<SUP>7</SUP> realizou uma revis&atilde;o sistem&aacute;tica da literatura com o objetivo de identificar os instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o aplic&aacute;veis a fam&iacute;lias de doentes em CP. Nos 110 artigos estudados, 62 instrumentos foram identificados sendo que apenas 43% foram originalmente desenvolvidos num contexto de CP e somente 24% encontram&#8208;se traduzidos para outro idioma. Esta estat&iacute;stica n&atilde;o inclui os instrumentos que visam avaliar a compet&ecirc;ncia e a prepara&ccedil;&atilde;o dos cuidadores, como a Caregivers Competence Scale (CCS)<SUP>8</SUP>, Caregiving Mastery (CM)<SUP>9</SUP>, Preparedeness for Careviging Scale (PCS)<SUP>10</SUP>.</P>     <P>A CCS foi desenvolvida por Pearlin et al.<SUP>8</SUP> nos Estados Unidos Am&eacute;rica e pretende medir a perce&ccedil;&atilde;o que os cuidadores t&ecirc;m em rela&ccedil;&atilde;o ao seu desempenho. Foi criada com base numa amostra de cuidadores de pessoas com dem&ecirc;ncia e &eacute; composta por 4 itens com resposta tipo <I>Likert</I> que varia de &laquo;nada competente&raquo; (0) a &laquo;muito competente&raquo; (3). A sua consist&ecirc;ncia interna &eacute; considerada aceit&aacute;vel (Alpha Cronbach 0,86). As quest&otilde;es 1. How competent do you feel?, 2. How self&#8208;confident?, 3. How much do you feel that you have learned to deal with difficult situations?, 4. How much do you feel that all in all, you are a good caregiver?, integram este instrumento e est&atilde;o assentes em algumas vari&aacute;veis como autoestima, perce&ccedil;&atilde;o da compet&ecirc;ncia e resili&ecirc;ncia.</P>     <P>A escala CM<SUP>9</SUP> est&aacute; intimamente relacionada com a ideia de constructos psicossociais tais como sentimento de autocontrolo e autoefic&aacute;cia, o que por sua vez est&aacute; arrolado ao n&iacute;vel de stresse e depress&atilde;o nos cuidadores. A CM permite avaliar a perce&ccedil;&atilde;o dos cuidadores relativamente &agrave; sua capacidade/efici&ecirc;ncia para cuidar, na &aacute;rea da doen&ccedil;a de Alzheimer. Desenvolvida em 1989, na Austr&aacute;lia, trata&#8208;se de um instrumento que integra 5 escalas diferentes que avaliam o conhecimento, a exaust&atilde;o, o impacto, a satisfa&ccedil;&atilde;o e a ideologia dos cuidadores em rela&ccedil;&atilde;o ao seu papel de cuidar. No que respeita ao conhecimento (mastery) a escala integra 12 itens e regista um Alpha Cronbach de 0,59 (consist&ecirc;ncia interna baixa/inaceit&aacute;vel)<SUP>11</SUP>.</P>     <P>Por &uacute;ltimo, a PCS, criada em 1990 por Archbold et al.<SUP>10</SUP> com cuidadores de pessoas com doen&ccedil;a oncol&oacute;gica, &eacute; uma escala de autoavalia&ccedil;&atilde;o com 8 itens que avalia a perce&ccedil;&atilde;o do cuidador relativamente &agrave; sua prepara&ccedil;&atilde;o para prestar cuidados f&iacute;sicos, apoio emocional, bem como lidar com o estresse. As respostas est&atilde;o classificadas de 0 (nada preparado) a 4 (muito bem preparado) e apresenta uma consist&ecirc;ncia interna de elevada a moderada (Alpha Cronbach varia entre 0,86&#8208;0,92)<SUP>12</SUP>.</P>     <P>Estes seriam os instrumentos mais adequados &agrave; tem&aacute;tica do presente estudo &ndash; a capacita&ccedil;&atilde;o familiar &ndash;, mas, para al&eacute;m de terem sido criados com base em bibliografia e n&atilde;o na experi&ecirc;ncia vivida, os itens que as constituem ficam muito aqu&eacute;m das vari&aacute;veis encontradas no estudo de Reigada et al.<SUP>4</SUP>, o que desde logo justificou a cria&ccedil;&atilde;o da ECCP. A escala de Zarit<SUP>13</SUP> que se encontra validada para a l&iacute;ngua portuguesa em Portugal num contexto de CP &eacute; tamb&eacute;m considerada um bom instrumento para medir a exaust&atilde;o do cuidador.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>A cria&ccedil;&atilde;o de um instrumento de medida exige precis&atilde;o por parte do investigador e, al&eacute;m disso, para que me&ccedil;a efetivamente aquilo que se pretende medir, o instrumento deve ser considerado consistente e v&aacute;lido. Entende&#8208;se por consist&ecirc;ncia a medida de confian&ccedil;a que um instrumento traduz quando aplicado repetidamente em situa&ccedil;&otilde;es semelhantes refletindo resultados similares, o que indicia que o instrumento &eacute; est&aacute;vel<SUP>14</SUP>. No que respeita &agrave; validade, espera&#8208;se que o instrumento me&ccedil;a o que realmente pretende medir e para isso deve ser considerado nos diferentes tipos de validade: validade facial, validade de conte&uacute;do, validade de crit&eacute;rio e validade de constrcuto<SUP>15</SUP>. A validade facial e a validade de conte&uacute;do podem ser comprovadas atrav&eacute;s da an&aacute;lise do instrumento por um grupo de pessoas com experi&ecirc;ncia pr&aacute;tica no fen&oacute;meno em estudo (estrat&eacute;gia de julgamento). O &iacute;ndice de valida&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;do (IVC) &eacute; uma das t&eacute;cnicas que permite avaliar a concord&acirc;ncia dos especialistas face a um instrumento de medida, relacionando o conte&uacute;do estudado e o grau de medida da amostra<SUP>14</SUP>. O IVC &eacute; conseguido pela soma da concord&acirc;ncia do n&iacute;vel dos itens (I&#8208;IVC), isto &eacute;, somando o n&uacute;mero de itens avaliados pelos especialistas com valor &ge; 3 e dividindo&#8208;o posteriormente pelo n&uacute;mero total de respostas. Esta t&eacute;cnica pressup&otilde;e que, quando existam 6 ou mais peritos haja, no m&iacute;nimo para cada item, um grau de concord&acirc;ncia de 80% entre os avaliadores. Desta forma, o item poder&aacute; ser considerado v&aacute;lido. Ainda em rela&ccedil;&atilde;o ao n&uacute;mero de especialistas a envolver na amostra, aconselha&#8208;se um n&uacute;mero entre 3&#8208;10 especialistas e recomenda&#8208;se que o pr&eacute;&#8208;teste seja avaliado pelo menos em 2 momentos distintos, permitindo assim a sua reformula&ccedil;&atilde;o com vista ao melhoramento dos itens que a consituem<SUP>16</SUP>.</P>     <P>Outra t&eacute;cnica defendida pelos investigadores da &aacute;rea da qualidade de vida &eacute; a t&eacute;cnica do pensar alto (PA). Nesta, os participantes s&atilde;o convidados a refletir (pela escrita ou pelo debate oral) sobre determinado tema; no contexto de desenvolvimento de instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o, o grupo de participantes reflete sobre o significado e a compreens&atilde;o de cada item, que por sua vez se encontra relacionado a uma categoria (vari&aacute;vel). Esta t&eacute;cnica &eacute; considerada sistem&aacute;tica e pretende real&ccedil;ar aspetos que care&ccedil;am de coment&aacute;rios quanto &agrave; compreens&atilde;o da palavra e da sintaxe. Atualmente os m&eacute;todos cognitivos s&atilde;o frequentemente utilizados na cria&ccedil;&atilde;o de pr&eacute;&#8208;question&aacute;rios, pois permitem compreender, completar e melhorar a compreens&atilde;o de algum vi&eacute;s em resultados quantitativos<SUP>17</SUP>.</P>     <P>O presente estudo pretende avaliar a validade facial e a validade de conte&uacute;do da ECCP, desenvolvida pelos investigadores com base nos indicadores de capacidade de cuidar em doentes oncol&oacute;gicos paliativos (ICCDOP) apresentados por Reigada et al.<SUP>4</SUP>.</P>     <P>     <p>&nbsp;</p> <B>M&eacute;todo</B>     <p></P>     <P>Estudo descritivo de natureza metodol&oacute;gica mista que descreve o processo de constru&ccedil;&atilde;o e valida&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;do de uma escala com recurso &agrave; t&eacute;cnica IVC e PA. O projeto foi aprovado pelo Conselho Cient&iacute;fico da Faculdade de Psicologia e Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto, Comiss&atilde;o de &eacute;tica e Conselho de investiga&ccedil;&atilde;o do Centro Hospitalar de S&atilde;o Jo&atilde;o (CHSJ), EPE. A recolha de dados foi realizada nos meses de janeiro e setembro de 2012.</P>     <P>Para a sele&ccedil;&atilde;o dos participantes no estudo foi utilizada uma amostra por conveni&ecirc;ncia e/ou intencional:</P>     <P>Grupo um (G1) &ndash; profissionais de sa&uacute;de com forma&ccedil;&atilde;o e experi&ecirc;ncia em CP, conhecedores das necessidades dos familiares cuidadores de doentes oncol&oacute;gicos paliativos (especialistas); constitu&iacute;do por 4 m&eacute;dicos, 5 enfermeiros e um psic&oacute;logo (n = 10) do Servi&ccedil;o de Cuidados Paliativos (SCP) do CHSJ, EPE que foram convidados para participar nas 2 fases da investiga&ccedil;&atilde;o. No m&aacute;ximo responderam 7 pessoas na primeira fase e 8 na segunda fase.</P>     <P>Grupo 2 (G2) &ndash; Foram selecionados 10 familiares cuidadores de doentes seguidos pelo SCP CHSJ tendo como crit&eacute;rios de inclus&atilde;o: ser familiar cuidador, maior de 18 anos, biol&oacute;gico ou n&atilde;o, implicado ou respons&aacute;vel pelos cuidados do paciente oncol&oacute;gico paliativo; ter disponibilidade/interesse em participar no estudo; n&atilde;o se encontrar num processo de luto por morte de ente querido. Foram exclu&iacute;dos todos aqueles que n&atilde;o cumpriam os crit&eacute;rios de inclus&atilde;o.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <P> <B>Procedimentos</B> </P>     <P> <B>Identifica&ccedil;&atilde;o e operacionaliza&ccedil;&atilde;o das vari&aacute;veis</B> </P>     <P>Para a constru&ccedil;&atilde;o dos itens da ECCP foram consideradas as seguintes vari&aacute;veis que se encontram integradas em diferentes dimens&otilde;es tal como j&aacute; descrito anteriormente<SUP>4</SUP>: internamento; ajudas t&eacute;cnicas; recursos sociais/sa&uacute;de; cuidados paliativos; apoio psicol&oacute;gico (inadequado); desloca&ccedil;&atilde;o; despesa no domic&iacute;lio; recupera&ccedil;&atilde;o; sintomas; vulnerabilidade do cuidador; v&iacute;nculos; perda; privacidade; intimidade; apoio ao cuidador; partilha de experi&ecirc;ncias; saber cuidar; sentimento de seguran&ccedil;a; esperan&ccedil;a; medo; impot&ecirc;ncia; ang&uacute;stia; tristeza; obriga&ccedil;&atilde;o; responsabilidade; revolta; culpa; solid&atilde;o; descontrole emocional; amor; nostalgia/saudade; estrat&eacute;gias de <I>coping;</I> afeto; sofrimento; morte.</P>     <P> <B>Elabora&ccedil;&atilde;o dos itens</B> </P>     <P>Para cada indicador foram criadas 2 afirma&ccedil;&otilde;es (itens), &agrave; exce&ccedil;&atilde;o de 14 indicadores integrados no eixo da experi&ecirc;ncia interna por serem claramente objetivos. Cada item encontrava&#8208;se respetivamente marcado ao indicador espec&iacute;fico que se pretendia medir e as respostas eram dadas numa escala de <I>Likert</I> com alternativas de 1&#8208;5, entre &laquo;nunca&raquo; a &laquo;sempre&raquo; ou entre &laquo;nada&raquo; a &laquo;bastante&raquo;. A sequ&ecirc;ncia dos itens encontrava&#8208;se organizada da seguinte forma: primeiro pelo eixo da pr&aacute;tica (14 itens correspondentes a 7 indicadores), seguida do eixo de estado de sa&uacute;de (8 itens correspondentes a 4 indicadores), o eixo relacional (14 itens correspondentes a 7 indicadores) e o eixo experi&ecirc;ncia interna (22 itens correspondentes a 18 indicadores). Cinquenta e oito itens foram criados na totalidade.</P>     <P> <B>Debate do pr&eacute;&#8208;teste (validade facial e validade de conte&uacute;do)</B> </P>     <P>Ap&oacute;s a elabora&ccedil;&atilde;o dos itens, iniciou&#8208;se o processo de valida&ccedil;&atilde;o facial e de conte&uacute;do do instrumento. Num primeiro momento o pr&eacute;&#8208;teste foi discutido pelo G1 com uma reflex&atilde;o falada acerca de cada item (PA). Posteriormente, o pr&eacute;&#8208;teste foi enviado para cada um dos participantes do G1 via <I>e&#8208;mail</I> e foi solicitado que cada um individualmente medisse de 1&#8208;5 a clareza (C) e objetividade (O) de cada item. Pretendeu&#8208;se avaliar se os itens estavam redigidos de forma simples e n&atilde;o amb&iacute;gua (1 = &laquo;sem clareza&raquo; e 5 = &laquo;bastante claro&raquo;) e em que medida cada item avaliava/media o indicador respetivo (1 = &laquo;sem objetividade&raquo; e 5 = &laquo;bastante objetivo&raquo;). Na primeira fase foi tamb&eacute;m pedido aos participantes do G1 que comentassem cada item e sugerissem as altera&ccedil;&otilde;es que lhes parecessem pertinentes. O pr&eacute;&#8208;teste foi depois modificado com as sugest&otilde;es dos especialistas, sendo a segunda vers&atilde;o enviada aos mesmos 15 dias depois para que se cotasse novamente cada item quanto &agrave; C e O. Nesta segunda fase j&aacute; n&atilde;o foram contemplados coment&aacute;rios. De seguida foi criada a vers&atilde;o um do instrumento que foi aplicado aos 10 familiares cuidadores (popula&ccedil;&atilde;o alvo &ndash; G2) que, na presen&ccedil;a do investigador, leram e responderam em voz alta ao question&aacute;rio apontando e comentando o que cada item lhes pedia (t&eacute;cnica PA). Nesta fase foi solicitado aos participantes que sugerissem altera&ccedil;&otilde;es e as escrevessem no pr&oacute;prio instrumento.</P>     <P>Os dados foram analisados com recurso ao programa Microsoft Excel 2010. Para avaliar a concord&acirc;ncia entre os especialistas foram considerados os itens que obtiveram I&#8208;CVI &ge; 80% com valores &ge; 4 (&laquo;muito/bastante claros&raquo; e &laquo;muito/bastante objetivos&raquo;).</P>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P> <B>Resultados</B> </P>     <P>A aprecia&ccedil;&atilde;o do G1 compreendeu uma an&aacute;lise que adveio do debate e confronto escrito entre os participantes (PA), o que permitiu melhorar as quest&otilde;es teste, quer relativamente &agrave; sua clareza quer &agrave; sua objetividade. O PA permitiu uma melhor compreens&atilde;o e reda&ccedil;&atilde;o de cada item e, por conseguinte, a possibilidade de obter uma resposta mais fidedigna.</P>     <P>Entendeu&#8208;se haver concord&acirc;ncia de vari&aacute;veis (CV) quando os itens apresentaram simultaneamente concord&acirc;ncia quanto &agrave; C e O.</P>     <P>A <a href ="/img/revistas/rpsp/v33n2/33n2a06t1.jpg"target="_blank">tabela 1</a> dita a percentagem de concord&acirc;ncia entre os especialistas convidados. Sete especialistas (no m&aacute;ximo) responderam de forma quantitativa no 1.&deg; momento da avalia&ccedil;&atilde;o dos itens e 8 no 2.&deg; momento. No que respeita &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o qualitativa (feita somente no 1.&deg; momento), todos os especialistas realizaram os seus coment&aacute;rios. Por exemplo, em rela&ccedil;&atilde;o ao item A1 &laquo;Quando o meu familiar necessita de internamento, tenho resposta&raquo; o especialista apreciou&#8208;o da seguinte forma: <I>&laquo;Como a decis&atilde;o final de internar &eacute; geralmente m&eacute;dica parece&#8208;me importante acrescentar: quando penso que&hellip;&raquo;</I>; ou ent&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o ao item C18* &laquo;Sei cuidar do meu familiar&raquo; o especialista entendeu <I>&laquo;A resposta &eacute; muito Sim/N&atilde;o&raquo;</I> e sugeriu a seguinte altera&ccedil;&atilde;o: &laquo;<I>Sinto que sei cuidar do meu familiar</I>&raquo;.</P>     
<P>Nos seus coment&aacute;rios e sugest&otilde;es, os especialistas foram de opini&atilde;o que os itens A1, A2, A3, A4, A5*, B8*, B10*, B11, B11*, C14*, C16*, C18*, D19.1, D19.9, D19.14/15, D20 e D20* podiam ser melhorados quanto &agrave; clareza e os itens A2, A3, A5*, A6*,A7*, B8*, B11, B11*, C13, C14, C15, C16*, D19.1, D19.9, D19.14/15, D20*, D21*e D22* beneficiavam de maior objetividade com vista a eliminar as d&uacute;vidas em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; medi&ccedil;&atilde;o da vari&aacute;vel. Os especialistas foram un&acirc;nimes relativamente &agrave; necessidade de exemplificar o conceito de ajudas t&eacute;cnicas presente no item A2. O item B9* foi o que mais d&uacute;vida suscitou, mas o que teve menos sugest&otilde;es de reformula&ccedil;&atilde;o.</P>     <P>O pr&eacute;&#8208;teste foi ent&atilde;o reformulado tendo em conta estes primeiros resultados e a nova vers&atilde;o foi devolvida aos participantes do G1 (especialistas).</P>     <P>Trinta e tr&ecirc;s itens n&atilde;o registaram CV &ge; 80%, mas n&atilde;o sofreram modifica&ccedil;&otilde;es significativas quanto ao I&#8208;IVC (&ge; 80%) (<a href ="/img/revistas/rpsp/v33n2/33n2a06t2.jpg"target="_blank">tabela 2</a>). O item C18 reaparece nesta tabela por ter sido respondido apenas por 2 especialistas na primeira fase da valida&ccedil;&atilde;o do pr&eacute;&#8208;teste.</P>     
<P>Na segunda fase do estudo foi conseguida uma CV &ge; 80% em 23 dos 33 itens em falta. No que respeita &agrave; clareza, 27 itens apresentam um I&#8208;IVC &ge; 80%, sendo que os restantes 5 n&atilde;o obtiveram valores &lt; 3; e quanto &agrave; objetividade, 28 itens apresentam um I&#8208;IVC &ge; 80%, sendo que os restantes 4 n&atilde;o obtiveram valores &lt; 3.</P>     <P>Em suma, os 58 itens do pr&eacute;&#8208;teste atingiram uma CV em 47 itens (I&#8208;IVC &ge; 80%). Dos 11 itens que n&atilde;o conseguiram obter uma CV &ge; 80%, 5 n&atilde;o atingiram (n = 3) ou diminu&iacute;ram (n = 2) na sua clareza e 6 n&atilde;o atingiram (n = 3) ou diminu&iacute;ram (n = 3) a sua objetividade. Assim, podem ser melhorados quanto &agrave; sua clareza os itens D19.12, B9*, A1, A7*, A3 e quanto &agrave; sua objetividade os itens B8*, A5*, A2; B10, B10*, C16, salvaguardando que nenhum deles obteve um valor &lt; 3.</P>     <P>No que refere aos 10 familiares cuidadores selecionados (G2), 9 eram do g&eacute;nero feminino e um masculino. A m&eacute;dia de idades era de 39 anos (min. 23, max. 75; DP = 15,1) e a maioria eram casados (70%). Sessenta por cento dos participantes residiam no Porto e no que se refere &agrave;s rela&ccedil;&otilde;es de parentesco foram os filhos que mais participaram no estudo (60%), seguindo&#8208;se os c&ocirc;njuges (n = 3) e uma neta. O grau de escolaridade dos participantes variava: 2 licenciados, 2 com o 12.&deg; ano, 2 com o 9.&deg; ano, um com o 7.&deg; ano; 2 tinham a 4.<SUP>a</SUP> classe e um tinha a 3.<SUP>a</SUP> classe.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Cada question&aacute;rio demorou em m&eacute;dia 23 minutos para ser comentado e preenchido. Os resultados obtidos foram analisados de forma qualitativa, com destaque para os pontos positivos a melhorar segundo os familiares (<a href="#t3">tabela 3</a>).</P>     <p>&nbsp;</p> <a name="t3"></a> <img src="/img/revistas/rpsp/v33n2/33n2a06t3.jpg">     
<p>&nbsp;</p> <B>Discuss&atilde;o</B>     <p></P>     <P>A procura pela melhoria di&aacute;ria do bem&#8208;estar psicossocial do familiar cuidador &eacute; uma prioridade atual nos CP<SUP>18</SUP>. Este estudo surge nessa linha de investiga&ccedil;&atilde;o, na medida em que ap&oacute;s uma an&aacute;lise dos instrumentos existentes para avaliar familiares cuidadores verificou&#8208;se a car&ecirc;ncia de ferramentas sobre o bem&#8208;estar e o sofrimento neste grupo alvo, embora se reconhe&ccedil;a que tal passa muito para al&eacute;m da quantifica&ccedil;&atilde;o<SUP>7</SUP>.</P>     <P>A ECCP criada e apresentada neste estudo tem a particularidade de poder identificar a incapacidade&#8208;chave a ser trabalhada j&aacute; que cada item mede uma (in)capacidade espec&iacute;fica<SUP>4</SUP>. Por exemplo, o item A1* &ndash; <I>Quando penso que o meu familiar necessita de ser internado, sei o que fazer</I> &ndash; pretende medir se o cuidador se encontra informado da din&acirc;mica do sistema de sa&uacute;de. Ou ent&atilde;o o item C18* &ndash; <I>Sinto que sei cuidar do meu familiar</I> &ndash; que pretende avaliar se o cuidador se sente preparado para cumprir tarefas mais pr&aacute;ticas como o dar banho, gerir medica&ccedil;&atilde;o e posicionar o doente. Reigada et al.<SUP>4</SUP> identificaram no seu estudo emp&iacute;rico que ter acesso &aacute;gil ao internamento hospitalar (informa&ccedil;&atilde;o) pode aumentar a capacidade para cuidar, assim como ter a certeza de que cumprem as boas pr&aacute;ticas para satisfazer as necessidades b&aacute;sicas do seu familiar doente. Estes exemplos concretos servem para demonstrar a potencial aplica&ccedil;&atilde;o da ECCP a um cuidador. O resultado passaria pela identifica&ccedil;&atilde;o destas vari&aacute;veis atestando a sua capacidade (ou n&atilde;o) para cumpri&#8208;las. Se efetivamente o cuidador se mostrasse incapaz de levar a cabo estas tarefas poder&#8208;se&#8208;ia concluir que a sua capacidade para cuidar, naquele momento, estaria diminu&iacute;da e dificultada. Por&eacute;m, uma vez identificada a vari&aacute;vel, o profissional poderia ensinar&#8208;lhe os procedimentos necess&aacute;rios de modo a tornar o cuidador mais capaz.</P>     <P>Alguns autores defendem que este tipo de <I>empowerment</I> familiar, isto &eacute;, capacitar algu&eacute;m numa determinada tarefa ou dimens&atilde;o, pode fortalecer a pessoa de modo a melhor enfrentar a situa&ccedil;&atilde;o dolorosa em que se encontra. Al&eacute;m disso, pode influenciar positivamente o per&iacute;odo antes e ap&oacute;s a morte dos entes queridos ajudando&#8208;os a sobreviver &agrave; perda<SUP>19</SUP>. Neste sentido, um dos motivos para o insucesso das interven&ccedil;&otilde;es na fam&iacute;lia deve&#8208;se &agrave; falta de objetividade nos instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o aplicados. Muitas vezes estes n&atilde;o provocam uma mudan&ccedil;a, mas apenas detetam necessidades<SUP>6</SUP>.</P>     <P>Dotada de validade de conte&uacute;do, onde 81% dos 58 itens apresentaram uma I&#8208;IVC &ge; 80% e onde os itens finais foram no m&iacute;nimo considerados claros e objetivos (&gt; 3), a ECCP revela ser um instrumento consistente e din&acirc;mico poss&iacute;vel de ser usado na &aacute;rea dos CP, mais concretamente no trabalho com familiares de doentes oncol&oacute;gicos em fim de vida. Este instrumento mostrou&#8208;se muito pr&aacute;tico, pois permitiu acima de tudo que os participantes falassem em voz alta daquilo que mais os preocupa, os seus receios e as suas verdadeiras &laquo;incapacidades&raquo; e necessidades, j&aacute; que o item assim desafiava.</P>     <P>Este &uacute;ltimo aspeto &eacute; de extrema import&acirc;ncia quando falamos em CP. Ter capacidade e possibilidade de express&atilde;o pode contribuir para o processo de assimila&ccedil;&atilde;o/adapta&ccedil;&atilde;o de uma situa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o normativa que surge no ciclo vital familiar<SUP>4</SUP>. Muitos cuidadores ficam isolados quando cuidam e perdem a sua intera&ccedil;&atilde;o social, o que traz consequ&ecirc;ncias &agrave; sua sa&uacute;de e bem&#8208;estar<SUP>20</SUP>. A hierarquia das necessidades apresentada pela pir&acirc;mide de Maslow e adaptada para os CP<SUP>21</SUP> mostra&#8208;nos de forma simples que as necessidades sociais s&atilde;o vitais, pois trazem um sentimento de perten&ccedil;a a uma comunidade. Partilhar ajuda a relativizar o sofrimento e promove o processo de aceita&ccedil;&atilde;o<SUP>4</SUP>. Contudo, o modo como as necessidades s&atilde;o suprimidas depende sempre da capacidade f&iacute;sica, psicol&oacute;gica, social ou espiritual de cada indiv&iacute;duo<SUP>22</SUP>.</P>     <P>Previamente &agrave; cria&ccedil;&atilde;o da ECCP, foram estudadas 3 escalas espec&iacute;ficas que visam avaliar as capacidades dos cuidadores<SUP>7&ndash;10</SUP>. Depois de solicitar ao autor a CCS, foi poss&iacute;vel verificar que esta n&atilde;o permite avaliar quest&otilde;es de dimens&atilde;o pr&aacute;tica (tais como, ter acesso a recursos sociais/sa&uacute;de e fatores econ&oacute;micos), nem permite a avaliar a dimens&atilde;o relacional (v&iacute;nculos, privacidade, intimidade, etc.). Para al&eacute;m disso, a CCS parece ser uma escala que pode de ser usada no &acirc;mbito da entrevista dado que as perguntas s&atilde;o muito gerais e o profissional teria de investir algum tempo at&eacute; encontrar a verdadeira incapacidade&#8208;chave. Embora pare&ccedil;a pr&aacute;tica do ponto de vista estrutural, acaba por n&atilde;o o ser do ponto de vista temporal.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>A CM foi tamb&eacute;m solicitada ao respetivo autor no sentido de ser apreciada, mas n&atilde;o foi poss&iacute;vel faz&ecirc;&#8208;lo em tempo &uacute;til. De qualquer forma, entendemos que como o &iacute;ndice de Cronbach se mostrava inaceit&aacute;vel, os itens da escala apresentavam&#8208;se heterog&eacute;neos e definiam estruturas multifatoriais, optamos por n&atilde;o a considerar. A PCS suscitou grande interesse no nosso grupo de investiga&ccedil;&atilde;o. Para al&eacute;m de se apresentar estruturalmente bem conseguido, integra v&aacute;rias dimens&otilde;es contempladas no estudo de Reigada<SUP>4</SUP>. No entanto, a op&ccedil;&atilde;o foi rejeitada quando verificamos que o instrumento n&atilde;o pergunta sobre necessidades ou habilidades espec&iacute;ficas.</P>     <P>&Eacute; importante referir que as escalas anteriormente referidas foram criadas h&aacute; cerca de 25 anos e somente uma em contexto de doentes oncol&oacute;gicos. Nenhuma delas foi criada com a popula&ccedil;&atilde;o&#8208;alvo deste estudo e embora a CCS j&aacute; tenha sido validada em CP, carece de itens que aprofundem outras dimens&otilde;es. Outro aspeto inquietante &eacute; o facto de terem sido desenvolvidas fora da Europa, registando assim culturas e tradi&ccedil;&otilde;es muito diferentes no nosso contexto. Assim, a ECCP surge da necessidade de haver uma escala de medida com aplicabilidade pr&aacute;tica no contexto concreto dos CP e surge tamb&eacute;m com a finalidade do treino das incapacidades do cuidador.</P>     <P>O facto de ECCP contemplar o recurso a uma metodologia de investiga&ccedil;&atilde;o mista (o que n&atilde;o se verificou na cria&ccedil;&atilde;o da CCS, CM e PCS) vem trazer uma vis&atilde;o mais abrangente e aut&ecirc;ntica<SUP>23,24</SUP>. Os m&eacute;todos de pesquisa mistos oferecem uma oportunidade para explorar aprofundadamente um fen&oacute;meno tendo em conta 2 vis&otilde;es diferentes. No caso concreto da cria&ccedil;&atilde;o de um instrumento de medida, a abordagem quantitativa pode comprovar estatisticamente quais e quantas mudan&ccedil;as ocorreram durante o processo de cria&ccedil;&atilde;o, enquanto os dados qualitativos procuram ajudar a entender o porqu&ecirc; dessas mudan&ccedil;as<SUP>23,24</SUP>.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P> <B>Limita&ccedil;&otilde;es do estudo</B> </P>     <P>Consideramos poss&iacute;veis limita&ccedil;&otilde;es neste estudo a diferen&ccedil;a do n&uacute;mero de participantes do G1 (especialistas) da primeira para a segunda fase e o facto de a primeira vers&atilde;o do instrumento se encontrar estruturada por dimens&otilde;es (ver ponto 2 &ndash; Elabora&ccedil;&atilde;o dos Itens). Da an&aacute;lise dos question&aacute;rios foi poss&iacute;vel perceber que a distribui&ccedil;&atilde;o dos itens poder&aacute; carecer de ser alterada em prol de uma melhor e r&aacute;pida interpreta&ccedil;&atilde;o dos dados.</P>     <P>Outro passo importante para que este instrumento possa ser considerado v&aacute;lido e fi&aacute;vel &eacute; proceder &agrave; sua valida&ccedil;&atilde;o psicom&eacute;trica que os autores assumem ser o pr&oacute;ximo estudo a realizar. As sugest&otilde;es deixadas pelos participantes de forma qualitativa ser&atilde;o tidas em conta nas pr&oacute;ximas etapas da investiga&ccedil;&atilde;o de forma a garantir que o instrumento me&ccedil;a o que &eacute; suposto medir<SUP>13</SUP>.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P> <B>Conclus&atilde;o</B> </P>     <P>O bem&#8208;estar da pessoa doente e fam&iacute;lia dependem de fatores pessoais, culturais, f&iacute;sicos, sociais, psicol&oacute;gicos e espirituais. A forma como estas pessoas lidam com o sofrimento depende da sua capacidade e estrat&eacute;gias de adapta&ccedil;&atilde;o que v&atilde;o sendo adquiridas e aprendidas ao longo do tempo<SUP>19</SUP>.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>A ECCP &eacute; um instrumento que poder&aacute;, no seu resultado final, promover a capacita&ccedil;&atilde;o daqueles que desejam, mas n&atilde;o podem ou t&ecirc;m dificuldade em cuidar dos seus, e pretende ser um instrumento pr&aacute;tico e &uacute;til aos profissionais de sa&uacute;de envolvidos nos cuidados a pessoas em CP e familiares, tal como ficou demonstrado neste estudo.</P>     <p>&nbsp;</p> <B>Refer&ecirc;ncias Bibliografia</B>     <p></P>     <!-- ref --><P>1 Sep&uacute;lveda C., Marlin A., Yoshida T., Ullrich A. Palliative care: The World Health Organization's global perspective. J Pain Symptom Manage.. 2002;24:91-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=800269&pid=S0870-9025201500020000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>2 Emanuel L., Bennet K., Richardson V. The dying role. J Palliat Med.. 2007;10:159-68.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=800271&pid=S0870-9025201500020000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>3 Abernethy A., Burns C., Wheeler J., Currow D. Defining distinct caregiver subpopulations by intensity of end&#8208;of&#8208;life care provided. Palliat Med.. 2009;23:66-79.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=800273&pid=S0870-9025201500020000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>4 Reigada C., Ribeiro E., Novellas A. Indicadores de capacidade de cuidar em doentes oncol&oacute;gicos paliativos 2010. Universidade Cat&oacute;lica Portuguesa, (2010) .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=800275&pid=S0870-9025201500020000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>5 Arranz P., Barbero J., Barreto P., Bay&eacute;s R. Intervencion emocional en cuidados paliativos: modelo y protocolos. Editorial Ariel, (2005) .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=800277&pid=S0870-9025201500020000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>6 Hudson P., Zordan R., Trauer T. Research priorities associated with family caregivers in palliative care: International perspectives. J Palliat Med.. 2011;14:397-401.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=800279&pid=S0870-9025201500020000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>7 Hudson P., Trauer T., Graham S., Grande G., Ewing G., Payne S., et al. A systematic review of instruments related to family caregivers of palliative care patients. Palliat Med.. 2010;24:656-68.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=800281&pid=S0870-9025201500020000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>8 Pearlin L.I., Mullan J.T., Semple S.J., Skaff M.M. Caregiving and the stress process: An overview of concepts and their mesures. Gerontologist.. 1990;30:583-94.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=800283&pid=S0870-9025201500020000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>9 Archbold P.G., Stewart B.J., Greenlick M.R., Harvath T. Mutuality and preparedness as predictors of caregiver role strain. Res Nurs Health.. 1990;13:375-84.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=800285&pid=S0870-9025201500020000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>10 Pearlin L., Schooler C. The structure of coping. J Health Soc Behav.. 1978;19:2-21.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=800287&pid=S0870-9025201500020000600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>11 Lawton M.P., Kleban M.H., Moss M., Rovine M., Glicksman A. Measuring caregiving appraisal. J Gerontol. 1989;44:61-71.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=800289&pid=S0870-9025201500020000600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>12 Archbold P.G., Stewart B.J. Preparedness for caregiving. Oregon Health &amp; Science University, (1993) .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=800291&pid=S0870-9025201500020000600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <P>13 Ferreira F., Pinto A., Laranjeira A., Pinto A.C., Lopes A., Viana A., et al. Validation of the Zarit's scale (&ldquo;Zarit Burden Interview&rdquo;) for the Portuguese population in the field of domiciliary palliative patient care. Cadernos. 2010;3:13-9.</P>     <!-- ref --><P>14 Vituri D., Matsuda L. Valida&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;do de indicadores de qualidade para avalia&ccedil;&atilde;o do cuidado em enfermagem. Rev Esc Enferm USP.. 2009;43:429-37.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=800294&pid=S0870-9025201500020000600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>15 Rubio D., Berg-Weger M., Tebb S., Lee S. Objectifying content validity: Conducting a content validity study in social work research. Soc Work Res.. 2003;27:94-104.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=800296&pid=S0870-9025201500020000600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>16 Lynn R. Determination and quantification of content validity. Nurs Res.. 1986;35:382-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=800298&pid=S0870-9025201500020000600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>17 Collins D. Pretesting survey instruments: An overview of cognitive methods. Qual Life Res.. 2003;12:229-38.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=800300&pid=S0870-9025201500020000600017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>18 Pa&uacute;l C., Fonseca A. Psicossociologia da sa&uacute;de. Climepsi Editores, (2001) .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=800302&pid=S0870-9025201500020000600018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>19 Mossin H., B Landmark Being present in hospital when the patient is dying: A grounded theory study of spouses experiences. Eur J Oncol Nurs.. 2011;15:382-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=800304&pid=S0870-9025201500020000600019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><P>20 Guadalupe S. Interven&ccedil;&atilde;o em rede: servi&ccedil;o social, sist&eacute;mica e redes de suporte social. Imprensa da Universidade de Coimbra, (2009) .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=800306&pid=S0870-9025201500020000600020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>21 Zalenski R.J., Raspa R. Maslow's hierarchy of needs: A framework for achieving human potential in hospice. J Palliat Med.. 2006;9:1120-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=800308&pid=S0870-9025201500020000600021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>22 Twycross R. Cuidados paliativos. Climepsi Editores, (2003) .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=800310&pid=S0870-9025201500020000600022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>23 Wisdom J., Cavaleri M., Onwuegbuzie A., Green C. Methodological reporting in qualitative, quantitative, and mixed methods health services research articles. Health Serv Res.. 2012;47:721-45.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=800312&pid=S0870-9025201500020000600023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     <!-- ref --><P>24 Pais-Ribeiro J.L. Metodologia de investiga&ccedil;&atilde;o em psicologia e sa&uacute;de. Legis Editora, (2010) .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=800314&pid=S0870-9025201500020000600024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <P> <B>Conflito de interesses</B> </P>     <P>Os autores declaram n&atilde;o haver conflito de interesses.</P>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Agradecimentos</B></P>     <P>Estudo patrocinado pela Bolsa de Investiga&ccedil;&atilde;o Isabel Levy da Associa&ccedil;&atilde;o Portuguesa de Cuidados Paliativos.</P>     <p>&nbsp;</p>     <p><i><a href="#topc0">*</a><a name="c0"></a>Autor para correspondência:</i> Correio eletrónico: <a href="mailto:reigadacarla@gmail.com">reigadacarla@gmail.com</a> (C. Reigada)</p>     <p>&nbsp;</p>     <P>Recebido 14 de Maio de 2013. Aceito 3 de Junho de 2015</P>     ]]></body>
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