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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Saúde Pública]]></journal-title>
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<publisher-name><![CDATA[Escola Nacional de Saúde Pública]]></publisher-name>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Tuberculose latente em profissionais de saúde: concordância entre 2 testes diagnósticos]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The diagnosis of latent tuberculosis infection (LTBI), namely in healthcare workers, has been done by tuberculin skin test (TST). Recently, Interferon&#8208;¿ Release Assays (IGRA tests) have been introduced. Unlike TST, they do not turn positive after BCG vaccine or after most of non&#8208;tuberculous mycobacteria infections. In the absence of a gold standard for the diagnosis of LTB, the aim of this study was to analyze the correlation between the two LTB diagnostic techniques, by determining Kappa coefficient and concordance rate between TST and IGRA test, in healthcare workers of a Portuguese university hospital. We carried out a cross&#8208;sectional and retrospective study, and we analysed TST and IGRA tests records, that are performed simultaneously (up to 15 days apart) in Occupational Health Department, in 2010 and 2011 (n 137). Most of the sample did BCG and 44.5% did two or more inoculations. The average diameter of PT was 17.5 mm (SD 4.3). Only two subjects reported TST < 10 mm, both showing a negative IGRA test. Only 53 (39.3%) of the 135 participants with positive PT had a positive IGRA test too. The level of agreement between TST and the IGRA test was determined by Kappa coefficient. Respectively to a cut off for PT of 10 mm, 15 mm and 20 mm, the degree of agreement was 0.019 (p = 0.26), 0,19 (p = 0.001) and 0.26 (p = 0.003). Concordance rates were respectively 40%, 54% and 65%. It was found that the concordance between the two methods increased as the cut off for TST also increased. Nevertheless, a higher concordance rate would be expected with cut off of 15 mm, and particularly of 20 mm, since BCG vaccine administered in childhood usually induce smaller reactions. The existence of more than one BCG inoculation in the sample, especially after childhood, can be partly responsible for the low concordance between the two methods. Nevertheless, we cannot also exclude IGRA test's false negatives. In the decision to treat LTB, it is necessary to take into account the limitations of both tests, their level of agreement and weighting individual, occupational and epidemiological factors.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <P align="right"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></P>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Tuberculose latente em profissionais de sa&uacute;de: concord&acirc;ncia entre 2 testes diagn&oacute;sticos</b></p>     <p><b>Latent tuberculosis (LTB) in healthcare workers: Agreement between two diagnostic tests</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Olena Shapovalova <sup>a</sup>, Ema Sacadura&#8208;Leite <sup>a</sup><sup>, </sup><sup>b</sup><sup>, </sup><sup>c</sup><sup>,</sup><a href="#c0">*</a><a name="topc0"></a>, Lu&iacute;s Mendon&ccedil;a Galaio <sup>a</sup>, Isabel Pereira <sup>a</sup>, Regina Rocha <sup>a</sup>, Ant&oacute;nio Sousa&#8208;Uva <sup>b</sup><sup>, </sup><sup>c</sup></b></p>     <p>a Servi&ccedil;o de Sa&uacute;de Ocupacional, Centro Hospitalar Lisboa Norte EPE, Lisboa, Portugal</p>     <p>b Departamento de Sa&uacute;de Ocupacional e Ambiental, Escola Nacional de Sa&uacute;de P&uacute;blica, Universidade NOVA de Lisboa, Lisboa, Portugal</p>     <p>c Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de P&uacute;blica, Escola Nacional de Sa&uacute;de P&uacute;blica, Universidade NOVA de Lisboa, Lisboa, Portugal</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>RESUMO</b></p>     <p>O diagn&oacute;stico de tuberculose latente (TL), designadamente em profissionais de sa&uacute;de, tem sido efetuado ao longo dos anos atrav&eacute;s da prova de tuberculina (PT). Mais recentemente, surgiram os testes Interferon&#8208;&iquest; Release Assays (IGRA) que, ao contr&aacute;rio da PT, n&atilde;o positivam com a vacina <i>Bacillus Calmette&#8208;Gu&eacute;rin</i> (BCG) nem com a maioria das micobact&eacute;rias n&atilde;o tuberculosas.</p>     <p>Na aus&ecirc;ncia de um <i>gold standard</i> para o diagn&oacute;stico de TL, o objetivo deste estudo consistiu em analisar a concord&acirc;ncia entre as 2 t&eacute;cnicas de diagn&oacute;stico da TL, atrav&eacute;s da determina&ccedil;&atilde;o do coeficiente <i>Kappa</i> e da taxa de concord&acirc;ncia entre a PT e o teste IGRA em profissionais de sa&uacute;de de um hospital central universit&aacute;rio portugu&ecirc;s.</p>     <p>Trata&#8208;se de um estudo transversal, retrospetivo, em que se efetuou a an&aacute;lise dos registos das PT e dos testes IGRA realizados em simult&acirc;neo (at&eacute; 15 dias de intervalo) no servi&ccedil;o de sa&uacute;de ocupacional, em 2010 e 2011 (n = 137).</p>     <p>A grande maioria tinha efetuado BCG e 44,5% tinham efetuado 2 ou mais inocula&ccedil;&otilde;es. O di&acirc;metro m&eacute;dio da PT foi de 17,5 mm (DP 4,3). Apenas 2 profissionais apresentaram PT &lt; 10 mm, sendo o teste IGRA negativo. Dos 135 participantes com PT positivo, apenas 53 (39,3%) apresentaram tamb&eacute;m o teste IGRA positivo.</p>     <p>O n&iacute;vel de concord&acirc;ncia entre a PT e o teste IGRA foi determinado atrav&eacute;s do coeficiente <i>Kappa.</i> Respetivamente, para um <i>cut off</i> da PT de 10, de 15 e de 20 mm, os n&iacute;veis de concord&acirc;ncia foram de 0,019 (p = 0,26), 0,19 (p = 0,001) e de 0,26 (p = 0,003). As taxas de concord&acirc;ncia foram, respetivamente de 40, 54 e 65%.</p>     <p>Verificou&#8208;se que a concord&acirc;ncia entre os 2 m&eacute;todos aumentou quando o <i>cut off</i> para a PT tamb&eacute;m aumentou. Contudo, seria expect&aacute;vel uma taxa de concord&acirc;ncia mais elevada para <i>cut off&lsquo;s</i> de 15 mm e, sobretudo, de 20 mm, uma vez que a vacina BCG administrada na inf&acirc;ncia habitualmente induz respostas menores. &Eacute; poss&iacute;vel que a exist&ecirc;ncia de mais do que uma inocula&ccedil;&atilde;o de BCG na amostra estudada, especialmente depois da inf&acirc;ncia, possa ser respons&aacute;vel pela baixa concord&acirc;ncia entre os 2 m&eacute;todos, n&atilde;o se podendo tamb&eacute;m excluir a possibilidade de falsos negativos do teste IGRA.</p>     <p>Na decis&atilde;o de tratar TL, &eacute; necess&aacute;rio ter em considera&ccedil;&atilde;o as limita&ccedil;&otilde;es de ambos os testes e o seu n&iacute;vel de concord&acirc;ncia, devendo ainda ser ponderados fatores individuais, ocupacionais e epidemiol&oacute;gicos.</p>     <p><b>Palavras&#8208;chave: </b>Tuberculose latente. Profissionais de sa&uacute;de. Prova tubercul&iacute;nica. Testes <i>in vitro</i> de liberta&ccedil;&atilde;o do interfer&atilde;o&#8208;gama. Tuberculose.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The diagnosis of latent tuberculosis infection (LTBI), namely in healthcare workers, has been done by tuberculin skin test (TST). Recently, Interferon&#8208;&iquest; Release Assays (IGRA tests) have been introduced. Unlike TST, they do not turn positive after BCG vaccine or after most of non&#8208;tuberculous mycobacteria infections.</p>     <p>In the absence of a gold standard for the diagnosis of LTB, the aim of this study was to analyze the correlation between the two LTB diagnostic techniques, by determining <i>Kappa</i> coefficient and concordance rate between TST and IGRA test, in healthcare workers of a Portuguese university hospital.</p>     <p>We carried out a cross&#8208;sectional and retrospective study, and we analysed TST and IGRA tests records, that are performed simultaneously (up to 15 days apart) in Occupational Health Department, in 2010 and 2011 (n 137).</p>     <p>Most of the sample did BCG and 44.5% did two or more inoculations. The average diameter of PT was 17.5 mm (SD 4.3). Only two subjects reported TST &lt; 10 mm, both showing a negative IGRA test. Only 53 (39.3%) of the 135 participants with positive PT had a positive IGRA test too.</p>     <p>The level of agreement between TST and the IGRA test was determined by <i>Kappa</i> coefficient. Respectively to a cut off for PT of 10 mm, 15 mm and 20 mm, the degree of agreement was 0.019 (<i>p</i> = 0.26), 0,19 (<i>p</i> = 0.001) and 0.26 (<i>p</i> = 0.003). Concordance rates were respectively 40%, 54% and 65%.</p>     <p>It was found that the concordance between the two methods increased as the cut off for TST also increased. Nevertheless, a higher concordance rate would be expected with cut off of 15 mm, and particularly of 20 mm, since BCG vaccine administered in childhood usually induce smaller reactions. The existence of more than one BCG inoculation in the sample, especially after childhood, can be partly responsible for the low concordance between the two methods. Nevertheless, we cannot also exclude IGRA test's false negatives.</p>     <p>In the decision to treat LTB, it is necessary to take into account the limitations of both tests, their level of agreement and weighting individual, occupational and epidemiological factors.</p>     <p><b>Keywords: </b>Latent tuberculosis infection. Healthcare workers. Tuberculin skin test. Interferon&#8208;&iquest; release assays. Tuberculosis.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>A tuberculose (TB) &eacute; uma doen&ccedil;a infeciosa originada pelo bacilo <i>Mycobacterium tuberculosis</i> (<i>M. tuberculosis</i>) que infeta predominantemente o pulm&atilde;o, podendo ainda atingir outros &oacute;rg&atilde;os. Em 2012, constituiu a segunda causa de morte no mundo, tendo morrido 1,3 milh&otilde;es de pessoas devido a esta doen&ccedil;a e tendo surgido 8,6 milh&otilde;es de novos casos<sup>1</sup>.</p>     <p>Nesse mesmo ano, a incid&ecirc;ncia de TB ativa em Portugal foi de 22,8 casos/100 000 habitantes<sup>2</sup>, pelo que Portugal pode ser classificado como um pa&iacute;s de m&eacute;dia incid&ecirc;ncia de TB. Contudo, verificaram&#8208;se algumas assimetrias a n&iacute;vel regional, em que as regi&otilde;es do Porto (incid&ecirc;ncia de 37,4 casos/100.000 habitantes) e de Lisboa (incid&ecirc;ncia de 34,9 casos/100.000 habitantes) foram aquelas que apresentaram os valores mais elevados<sup>2</sup>.</p>     <p>Na tuberculose latente (TL) os indiv&iacute;duos est&atilde;o infetados pelo <i>M. tuberculosis</i>, mas o bacilo est&aacute; controlado pelo sistema imunit&aacute;rio do indiv&iacute;duo. De facto, o sistema imunit&aacute;rio mant&eacute;m as bact&eacute;rias quiescentes, contendo a sua multiplica&ccedil;&atilde;o e impedindo o desenvolvimento de les&otilde;es org&acirc;nicas com significado patol&oacute;gico. Dessa forma, n&atilde;o apresenta qualquer sintoma ou sinal de TB ativa e n&atilde;o contagia outros indiv&iacute;duos<sup>3</sup>.</p>     <p>Cerca de 10% dos indiv&iacute;duos infetados, e n&atilde;o tratados, desenvolvem doen&ccedil;a ativa durante a sua vida. No entanto, o risco de evolu&ccedil;&atilde;o de TL para TB ativa &eacute; mais elevado em indiv&iacute;duos com sistemas imunit&aacute;rios debilitados ou com exposi&ccedil;&otilde;es recorrentes. Esse risco &eacute; superior nos 2 primeiros anos ap&oacute;s a ocorr&ecirc;ncia da infe&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria, declinando nos anos seguintes, a n&atilde;o ser que surja diminui&ccedil;&atilde;o da atividade do sistema imunit&aacute;rio por fatores diversos, tais como a idade avan&ccedil;ada, a desnutri&ccedil;&atilde;o, doen&ccedil;as concomitantes ou a utiliza&ccedil;&atilde;o de f&aacute;rmacos imunossupressores<sup>3</sup>.</p>     <p>A TB &eacute; considerada uma doen&ccedil;a profissional em trabalhadores cuja atividade profissional implique exposi&ccedil;&atilde;o ao agente, designadamente em trabalhadores da sa&uacute;de, e a sua transmiss&atilde;o, nas institui&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de, constitui um problema importante. Alguns servi&ccedil;os hospitalares poder&atilde;o proporcionar maior risco de exposi&ccedil;&atilde;o, especialmente se as medidas de preven&ccedil;&atilde;o n&atilde;o estiverem devidamente implementadas<sup>4,5</sup>.</p>     <p>Em pa&iacute;ses com uma taxa de incid&ecirc;ncia inferior a 50/100.000 habitantes, como &eacute; o caso de Portugal, a incid&ecirc;ncia de TB em profissionais de sa&uacute;de parece ser significativamente superior &agrave; da popula&ccedil;&atilde;o em geral. Baussano et al. estimaram uma incid&ecirc;ncia nesse grupo de trabalhadores de aproximadamente 67 casos/100.000 habitantes<sup>6</sup>. De acordo com Duarte e Diniz<sup>7</sup>, Portugal tem registado, nos &uacute;ltimos anos, uma incid&ecirc;ncia inferior de TB entre profissionais de sa&uacute;de, comparativamente &agrave; estimada por Baussano et al., &agrave; exce&ccedil;&atilde;o de 2013, ano no qual se registou uma incid&ecirc;ncia superior.</p>     <p>O controlo da TB em profissionais de sa&uacute;de implica a ado&ccedil;&atilde;o de medidas de prote&ccedil;&atilde;o eficazes, o reconhecimento precoce dos poss&iacute;veis contactos, o despiste dos casos de TL e, particularmente, de TL recente entre esse grupo de profissionais<sup>8,9</sup>. O diagn&oacute;stico dos casos de TL efetua&#8208;se atrav&eacute;s da realiza&ccedil;&atilde;o da prova de tuberculina (PT) e, em casos duvidosos, em testes <i>in vitro</i> de liberta&ccedil;&atilde;o do interfer&atilde;o&#8208;gama (IGRA) ap&oacute;s estimula&ccedil;&atilde;o por antig&eacute;nios apropriados<sup>10</sup>.</p>     <p>A PT &eacute; um teste cut&acirc;neo (<i>in vivo</i>) intrad&eacute;rmico, em que o antig&eacute;nio (tuberculina) induz localmente um processo inflamat&oacute;rio de tipo retardado em pessoas infetadas com o <i>M. tuberculosis.</i> Este processo &eacute; mediado por linf&oacute;citos T com mem&oacute;ria imunol&oacute;gica, que produzem linfocinas. Essas linfocinas atraem linf&oacute;citos sensibilizados que causam a indura&ccedil;&atilde;o e, por vezes, vesicula&ccedil;&atilde;o e necrose. Atualmente, utiliza&#8208;se a prote&iacute;na purificada PPD RT 23, que &eacute; doseada em unidades de tuberculina (UT)<sup>11</sup>, sendo adotada nos servi&ccedil;os de sa&uacute;de de Portugal a tuberculina PPD RT 23 <i>SSI</i> a 2 UT.</p>     <p>A PT &eacute; usada mundialmente h&aacute; mais de uma centena de anos e as suas caracter&iacute;sticas (e limita&ccedil;&otilde;es) s&atilde;o bem conhecidas<sup>8,10</sup>. &Eacute; de f&aacute;cil execu&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o exige uma infraestrutura laboratorial para a sua realiza&ccedil;&atilde;o e &eacute; de baixo custo. Contudo, apresenta possibilidade de m&aacute; realiza&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica e exige que a leitura seja efetuada por um t&eacute;cnico treinado. Al&eacute;m do mais, apresenta a dificuldade na defini&ccedil;&atilde;o de um valor objetivo de positividade e requer 2 visitas a uma unidade de sa&uacute;de para a sua realiza&ccedil;&atilde;o e interpreta&ccedil;&atilde;o.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No entanto, a maior dificuldade poder&aacute; relacionar&#8208;se com a ocorr&ecirc;ncia de falsos negativos (relacionados essencialmente: i) com casos de imunossupress&atilde;o, mas tamb&eacute;m ii) com infe&ccedil;&otilde;es v&iacute;ricas recentes, iii) crian&ccedil;as com idade inferior a 3 anos ou iv) fase inicial da TB) e, sobretudo, a taxa elevada de falsos positivos. A especificidade &eacute; condicionada por rea&ccedil;&otilde;es cruzadas com a vacina&ccedil;&atilde;o <i>Bacillus Calmette&#8208;Gu&eacute;rin</i> (BCG) e com a infe&ccedil;&atilde;o por micobact&eacute;rias n&atilde;o tuberculosas (MNT). Em Portugal, a elevada taxa de vacina&ccedil;&atilde;o pelo BCG faz com que, frequentemente, sejam encontradas rea&ccedil;&otilde;es positivas &agrave; PT, pelo que se prefere considerar um valor de PT com maior especificidade e menor sensibilidade (&ge; 15 mm) para a dete&ccedil;&atilde;o de TL em profissionais de sa&uacute;de<sup>8</sup>.</p>     <p>O valor preditivo positivo da PT &eacute; influenciado pela especificidade do teste e pela preval&ecirc;ncia da TL na popula&ccedil;&atilde;o testada. Quanto mais baixa for a preval&ecirc;ncia da TL numa determinada popula&ccedil;&atilde;o ou quanto mais elevada for a exposi&ccedil;&atilde;o a MNT ou &agrave; vacina&ccedil;&atilde;o BCG, mais resultados falsos positivos ocorrer&atilde;o, implicando uma diminui&ccedil;&atilde;o da especificidade e um baixo valor preditivo positivo. Contrariamente, o valor preditivo positivo da PT ser&aacute; elevado quando a preval&ecirc;ncia da TL for elevada e em popula&ccedil;&otilde;es n&atilde;o vacinadas com a vacina BCG<sup>8,10</sup>.</p>     <p>Mais recentemente, surgiram os IGRA ap&oacute;s estimula&ccedil;&atilde;o por antig&eacute;nios apropriados, considerados especialmente &uacute;teis para o diagn&oacute;stico de TL. Atualmente, s&atilde;o comercializados o <i>QuantiFERON</i><sup><i>&reg;</i></sup><i>&#8208; TB Gold</i> Cellestis (Austr&aacute;lia) e o <i>T&ndash;SPOT.TB Immunotec</i><sup><i>&reg;</i></sup> Oxford Immunotec (Gr&atilde;&#8208;Bretanha)<sup>12</sup>.</p>     <p>Os novos testes baseiam&#8208;se na resposta imunol&oacute;gica celular a antig&eacute;nios espec&iacute;ficos do <i>M. tuberculosis</i>: &laquo;<i>early secretion antigenic target 6&#8208;kDa</i>&raquo; (ESAT&#8208;6) e &laquo;<i>culture filtrate protein 10&#8208;kDa</i>&raquo; (CFP&#8208;10), que s&atilde;o codificados na regi&atilde;o de diferen&ccedil;a 1 (RD&#8208;1) do genoma do <i>M. tuberculosis</i><sup>13</sup>. Estes antig&eacute;nios s&atilde;o espec&iacute;ficos, uma vez que n&atilde;o est&atilde;o presentes nem no BCG nem na mem&oacute;ria da maioria das MNT<sup>14</sup>. Os IGRA baseiam&#8208;se no princ&iacute;pio de que as c&eacute;lulas T de indiv&iacute;duos previamente sensibilizados por antig&eacute;nios do <i>M. tuberculosis</i> libertam interfer&atilde;o gama (IFN&#8208;gama) quando reestimuladas por antig&eacute;nios espec&iacute;ficos. O IFN&#8208;gama pode ent&atilde;o ser medido pelos m&eacute;todos &laquo;<i>Enzym&#8208;Linked Immunosorbent Assay</i>&raquo; (ELISA) (no QuantiFERON<sup>&reg;</sup> &#8208; TB Gold) e pelo &laquo;<i>Enzyme&#8208;Linked ImmunoSPOT Assay</i>&raquo; (ELISPOT) no T&#8208;SPOT.TB<sup>&reg;</sup><sup>12</sup>.</p>     <p>A principal vantagem dos testes IGRA reside na sua maior especificidade relativamente &agrave; PT, uma vez que o BCG e a maioria das infe&ccedil;&otilde;es por micobact&eacute;rias at&iacute;picas n&atilde;o positivam estes testes. O facto de a sua leitura n&atilde;o depender da interpreta&ccedil;&atilde;o do observador e n&atilde;o ser necess&aacute;ria uma segunda visita &agrave; institui&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de tamb&eacute;m parecem constituir vantagens importantes. Contudo, s&atilde;o testes dispendiosos, que necessitam de laborat&oacute;rios diferenciados para a sua realiza&ccedil;&atilde;o e que n&atilde;o est&atilde;o isentos da possibilidade de erro laboratorial. Tal como a PT, os IGRA n&atilde;o distinguem infe&ccedil;&atilde;o latente de infe&ccedil;&atilde;o ativa<sup>8</sup>.</p>     <p>V&aacute;rias revis&otilde;es t&ecirc;m sido efetuadas no sentido de avaliar a utilidade dos IGRA na TL, revelando que estes testes s&atilde;o particularmente importantes em indiv&iacute;duos vacinados com o BCG<sup>15&ndash;18</sup>.</p>     <p>Na verdade, a determina&ccedil;&atilde;o do valor destes testes na avalia&ccedil;&atilde;o de TL &eacute; dif&iacute;cil de obter pela inexist&ecirc;ncia de um <i>gold standard</i> para a TL, embora se tenha encontrado que os testes IGRA s&atilde;o pelo menos t&atilde;o sens&iacute;veis e mais espec&iacute;ficos que a PT<sup>16</sup>. De acordo com outro estudo, os testes IGRA correlacionam&#8208;se melhor que a PT com a exposi&ccedil;&atilde;o a doentes infetados e apresentam uma maior sensibilidade para TB ativa<sup>19</sup>. A concord&acirc;ncia desses 2 testes parece ser limitada<sup>20</sup>, especialmente em pa&iacute;ses como Portugal, em que se efetua o BCG logo &agrave; nascen&ccedil;a. Alguns artigos determinaram uma elevada propor&ccedil;&atilde;o de PT positiva com IGRA negativo<sup>19&ndash;21</sup>, apesar desses resultados dependerem do crit&eacute;rio de positividade utilizado para a interpreta&ccedil;&atilde;o da PT.</p>     <p>A utiliza&ccedil;&atilde;o dos IGRA na pr&aacute;tica cl&iacute;nica para o diagn&oacute;stico e gest&atilde;o da TL tem seguido orienta&ccedil;&otilde;es muito diversas: <i>1)</i> PT inicial seguida de IGRA quando a PT &eacute; negativa (para aumentar a sensibilidade, principalmente em imunocomprometidos) ou quando &eacute; positiva (para aumentar a especificidade, principalmente em indiv&iacute;duos com BCG); <i>2)</i> PT ou IGRA, mas n&atilde;o os 2 testes; <i>3)</i> IGRA e PT em simult&acirc;neo (para aumentar a sensibilidade); <i>4)</i> apenas IGRA<sup>22</sup>. As recomenda&ccedil;&otilde;es europeias publicadas em 2006 pelo <i>&laquo;National Institute for Health and Clinical Excellence&raquo;</i> (NICE) recomendam o seu uso nos indiv&iacute;duos em risco de TL com PT positiva e nos indiv&iacute;duos nos quais a PT &eacute; pouco fi&aacute;vel<sup>23</sup>. Esses testes parecem ser particularmente &uacute;teis na confirma&ccedil;&atilde;o de um resultado tubercul&iacute;nico positivo, em indiv&iacute;duos previamente vacinados com a vacina BCG.</p>     <p>O presente estudo teve como objetivo principal analisar a concord&acirc;ncia entre as 2 t&eacute;cnicas de diagn&oacute;stico da TL, atrav&eacute;s da determina&ccedil;&atilde;o do coeficiente <i>Kappa</i> (K) e da taxa de concord&acirc;ncia entre a PT e o teste IGRA em profissionais de sa&uacute;de de um hospital central.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Material e m&eacute;todos</b></p>     <p><b>Desenho do estudo</b></p>     <p>Trata&#8208;se de um estudo transversal, retrospetivo, em que se efetuou a an&aacute;lise dos registos das PT e dos testes IGRA realizados a profissionais de sa&uacute;de de um hospital central universit&aacute;rio portugu&ecirc;s, entre o in&iacute;cio de janeiro de 2010 e o final de dezembro de 2011.</p>     <p><b>Popula&ccedil;&atilde;o e amostra em estudo</b></p>     <p>De entre os profissionais do hospital em estudo (cerca de 5.000 trabalhadores) foram inclu&iacute;dos todos os trabalhadores que efetuaram a PT e, simultaneamente, o teste IGRA (at&eacute; 15 dias de intervalo) no servi&ccedil;o de sa&uacute;de ocupacional, entre o in&iacute;cio de janeiro de 2010 e o final de dezembro de 2011 (n = 137). Trata&#8208;se, pois, de uma amostra de conveni&ecirc;ncia.</p>     <p>Os 2 testes foram realizados sempre no &acirc;mbito de uma exposi&ccedil;&atilde;o profissional n&atilde;o protegida ao <i>M. tuberculosis</i> ou no &acirc;mbito de exames m&eacute;dicos de admiss&atilde;o ou peri&oacute;dicos de profissionais que trabalhavam em servi&ccedil;os considerados de risco elevado &agrave; data do estudo (servi&ccedil;o de Pneumologia, servi&ccedil;o de doen&ccedil;as infeciosas, servi&ccedil;o de urg&ecirc;ncia central, servi&ccedil;o de anatomia patol&oacute;gica e laborat&oacute;rio de microbiologia).</p>     <p><b>Crit&eacute;rios de exclus&atilde;o</b></p>     <p>Profissionais que apresentaram crit&eacute;rios de TB ativa e profissionais que apresentaram registo de PT anterior ao in&iacute;cio do estudo &ge; 15 mm.</p>     <p><b>Vari&aacute;veis em estudo</b></p>     <p>Vari&aacute;veis sociodemogr&aacute;ficas: idade, sexo, grupo profissional (m&eacute;dico, enfermeiro, assistente t&eacute;cnico, assistente operacional, t&eacute;cnico de diagn&oacute;stico e terap&ecirc;utica).</p> <ul>       ]]></body>
<body><![CDATA[<li>Prova tubercul&iacute;nica           <p>Foram definidos os seguintes <i>cut off's</i> para os di&acirc;metros transversais da PT, tendo em considera&ccedil;&atilde;o os v&aacute;rios <i>cut off's</i> para a sua positividade<sup>8</sup> e ainda tendo em considera&ccedil;&atilde;o que a vacina BCG, a qual positiva a PT, habitualmente n&atilde;o induzir respostas superiores a 20 mm<sup>20</sup>.</p>       <ul>             <li>               <p>5 mm (&lt; 5 mm ou &ge; 5 mm)</p>         </li>             <li>               <p>10 mm (&lt; 10 mm ou &ge; 10 mm)</p>         </li>             <li>               <p>15 mm (&lt; 15 mm ou &ge; 15 mm)</p>         </li>             <li>               <p>20 mm (&lt; 20 mm ou &ge; 20 mm)</p>         </li>           ]]></body>
<body><![CDATA[</ul>   </li>       <li>Teste IGRA           <p>Os <i>cut off's</i> usados para o teste IGRA foram os indicados pelo fabricante <i>QuantiFERON</i><sup><i>&reg;</i></sup><i>&#8208; TB Gold.</i></p>       <ul>             <li>               <p>IGRA positivo (&ge; 0,35 UI/mL)</p>         </li>             <li>               <p>IGRA negativo (&lt; 0,35 UI/mL)</p>         </li>           </ul>   </li>       <li>Vacina&ccedil;&atilde;o anterior pelo BCG       <ul>             <li>               ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Registo de uma dose de vacina de BCG</p>         </li>             <li>               <p>Registo de 2 ou mais vacinas de BCG</p>         </li>             <li>               <p>Situa&ccedil;&atilde;o desconhecida da vacina&ccedil;&atilde;o BCG</p>         </li>           </ul>   </li>     </ul>     <p><b>Procedimentos</b></p>     <p>A PT foi executada atrav&eacute;s da inje&ccedil;&atilde;o intrad&eacute;rmica na face anterior do antebra&ccedil;o de 0,1 ml de 2 UT de PPD RT <i>SSI</i> 23, e foi efetuada a leitura do resultado &agrave;s 72 horas, por uma de 2 profissionais de enfermagem, devidamente treinadas para o efeito.</p>     <p>A colheita de sangue para o teste IGRA (<i>QuantiFERON</i><sup><i>&reg;</i></sup><i>&#8208; TB Gold</i> Cellestis, Austr&aacute;lia) foi realizada quando a PT foi &ge; 10 mm (&agrave; exce&ccedil;&atilde;o de 2 casos que apresentaram PT &ge; 5 mm e &lt; 10 mm) e foi ponderada a terap&ecirc;utica de TL. O sangue foi transportado para o laborat&oacute;rio e processado no pr&oacute;prio dia da colheita. O m&eacute;todo utilizado foi o ELISA. O teste IGRA foi considerado positivo quando o resultado obtido foi &ge; 0,35 UI/mL.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A vacina&ccedil;&atilde;o BCG foi avaliada atrav&eacute;s do registo da vacina&ccedil;&atilde;o individual nos boletins da vacina&ccedil;&atilde;o, ou atrav&eacute;s da verifica&ccedil;&atilde;o da exist&ecirc;ncia das cicatrizes. Em Portugal, a vacina&ccedil;&atilde;o com BCG &eacute; obrigat&oacute;ria para rec&eacute;m&#8208;nascidos e, at&eacute; h&aacute; alguns anos, administrava&#8208;se uma segunda dose de BCG caso a PT fosse negativa. Assim, cada profissional inclu&iacute;do no estudo tinha, teoricamente, sido vacinado com BCG pelo menos uma vez. Mesmo assim, decidiu&#8208;se considerar a situa&ccedil;&atilde;o da vacina&ccedil;&atilde;o com BCG desconhecida, caso n&atilde;o existisse registo de vacina&ccedil;&atilde;o ou cicatriz.</p>     <p><b>An&aacute;lise estat&iacute;stica</b></p>     <p>Os dados foram recolhidos em suporte inform&aacute;tico e o tratamento estat&iacute;stico dos dados realizou&#8208;se no programa <i>Statistical package for Social Sciences&#8208;</i>SPSS<sup><i>&reg;</i></sup>, vers&atilde;o 17.0 para Windows.</p>     <p>De forma a analisar as vari&aacute;veis num&eacute;ricas, procedeu&#8208;se ao c&aacute;lculo da m&eacute;dia, mediana, desvio padr&atilde;o (DP) e identifica&ccedil;&atilde;o de m&aacute;ximos e m&iacute;nimos.</p>     <p>Para vari&aacute;veis nominais e categ&oacute;ricas, procedeu&#8208;se ao c&aacute;lculo da distribui&ccedil;&atilde;o de frequ&ecirc;ncias.</p>     <p>Realizou&#8208;se a an&aacute;lise de concord&acirc;ncia entre as 2 t&eacute;cnicas de diagn&oacute;stico (PT e IGRA), atrav&eacute;s da determina&ccedil;&atilde;o do coeficiente K e an&aacute;lise da taxa de concord&acirc;ncia.</p>     <p>Classificou&#8208;se o n&iacute;vel de concord&acirc;ncia de acordo com o sugerido por Altman<sup>24</sup> e Landish e Kock<sup>25</sup>:</p> <ul>       <li>         <p>baixo: K &lt; 0,20;</p>   </li>       <li>         ]]></body>
<body><![CDATA[<p>ligeiro: K entre 0,21&#8208;0,40;</p>   </li>       <li>         <p>moderado: K entre 0,41&#8208;0,60;</p>   </li>       <li>         <p>bom: K entre 0,61&#8208;0,80;</p>   </li>       <li>         <p>muito bom: K entre 0,81 e 1,0.</p>   </li>     </ul>     <p><b>Aspetos &eacute;ticos</b></p>     <p>Sem qualquer conflito de natureza &eacute;tica. O estudo, de natureza retrospetiva, envolveu dados referentes &agrave; vigil&acirc;ncia de sa&uacute;de de trabalhadores sujeitos a vigil&acirc;ncia do seu estado de sa&uacute;de pelo servi&ccedil;o de sa&uacute;de ocupacional que realizou o estudo. N&atilde;o existe qualquer refer&ecirc;ncia a dados individuais dos trabalhadores da sa&uacute;de estudados.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>A amostra (n = 137) foi constitu&iacute;da predominantemente por mulheres (n = 110; 80,3%), com uma m&eacute;dia et&aacute;ria de 30,5 anos (m&iacute;nimo = 20 anos; m&aacute;ximo = 57 anos) e DP de 7,24.</p>     <p>Os grupos profissionais dos assistentes operacionais (n = 48) e dos enfermeiros (n = 38) representaram mais de metade da amostra, seguidos do grupo dos m&eacute;dicos (n = 19), dos assistentes t&eacute;cnicos (n = 19) e dos t&eacute;cnicos de diagn&oacute;stico e terap&ecirc;utica (n = 13).</p>     <p>Uma percentagem elevada da amostra em estudo (61 participantes, 44,5%) tinha feito 2 ou mais inocula&ccedil;&otilde;es da vacina BCG. Cinquenta (36,5%) fizeram apenas uma dose e 26 (18,8%) n&atilde;o tinham qualquer registo vacinal.</p>     <p>O di&acirc;metro m&eacute;dio da PT realizada na amostra em estudo foi de 17,5 mm (m&iacute;nimo = 5 mm; m&aacute;ximo = 30 mm, DP = 4,3). Da totalidade da amostra considerada, apenas 2 profissionais apresentaram PT &lt; 10 mm, nos quais o teste IGRA foi negativo. Dos 137 participantes que efetuaram PT, 84 (61,3%) apresentaram um resultado do teste IGRA negativo e 53 (38,7%) positivo.</p>     <p>A <a href="#t1">tabela 1</a> sintetiza os resultados encontrados das PT e dos testes IGRA na amostra em estudo, tendo em considera&ccedil;&atilde;o os diferentes <i>cut off&lsquo;s</i> considerados para a PT.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t1"></a> <img src="/img/revistas/rpsp/v34n1/34n1a02t1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Nenhum dos profissionais de sa&uacute;de inclu&iacute;dos apresentou PT com di&acirc;metro inferior a 5 mm (PT &lt; 5 mm), pelo que n&atilde;o foi poss&iacute;vel calcular o coeficiente K para o <i>cut off</i> de 5 mm. Dos 137 profissionais com PT &ge; 5 mm, apenas 53 (38,7%) apresentaram teste IGRA positivo.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Somente 2 profissionais de sa&uacute;de apresentaram PT inferior a 10 mm, tendo tido ambos um teste IGRA negativo. Contudo, apenas 53 (39,3%) dos 135 profissionais com PT &ge; a 10 mm apresentaram IGRA positivo. O n&iacute;vel de concord&acirc;ncia entre a PT e o teste IGRA para um <i>cut off</i> da PT de 10 mm, determinado atrav&eacute;s do coeficiente K, foi de 0,019 (p = 0,26). A taxa de concord&acirc;ncia foi de 40%.</p>     <p>Dos profissionais de sa&uacute;de estudados, somente 27 (19,7%) tinham PT inferior a 15 mm. Desses, 88,9% apresentaram teste IGRA negativo. Contudo, entre aqueles que apresentaram PT &ge; 15 mm (110; 80,3%), menos de metade apresentaram teste IGRA positivo. Para um <i>cut off</i> de 15 mm da PT o n&iacute;vel de concord&acirc;ncia determinado atrav&eacute;s do coeficiente K foi de 0,19 (p = 0,001) e a taxa de concord&acirc;ncia foi de 54%.</p>     <p>Entre os profissionais inclu&iacute;dos no estudo, 86 (62,8%) apresentaram PT &lt; 20 mm. Desses, 70,9% dos profissionais de sa&uacute;de apresentaram tamb&eacute;m IGRA negativo. No entanto, entre aqueles que apresentaram PT &ge; 20 mm, pouco mais de metade (54,9%) apresentou igualmente IGRA positivo. Para PT com <i>cut off</i> de 20 mm, o coeficiente K foi de 0,26 (p = 0,003) e a taxa de concord&acirc;ncia foi de 65%.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Discuss&atilde;o e conclus&otilde;es</b></p>     <p>O di&acirc;metro m&eacute;dio da PT realizada pela amostra em estudo foi elevado (17,5 mm), tendo 98,5% dos participantes apresentado PT &ge; 10 mm e 80,3% PT &ge; 15 mm. Esta situa&ccedil;&atilde;o provavelmente n&atilde;o representa os resultados dos profissionais de sa&uacute;de do hospital, uma vez que este estudo &eacute; retrospetivo e &eacute; efetuado pela an&aacute;lise dos registos do servi&ccedil;o de sa&uacute;de ocupacional do hospital em estudo. Os procedimentos desse servi&ccedil;o determinavam a realiza&ccedil;&atilde;o do IGRA em caso de PT positiva em que se ponderava a possibilidade de efetuar tratamento da TL, pelo que, nestes profissionais, existia hist&oacute;ria de contacto n&atilde;o protegido documentada por esse servi&ccedil;o ou possibilidade de contacto a n&iacute;vel epidemiol&oacute;gico nos &uacute;ltimos 2 anos. Os profissionais que nele foram inclu&iacute;dos foram, unicamente, os que tinham efetuado a PT e o teste IGRA em simult&acirc;neo (at&eacute; 15 dias de intervalo) e, embora se tenha confirmado o registo de vacina&ccedil;&atilde;o anterior pelo BCG apenas em 81% dos participantes, possivelmente todos eles estariam vacinados, uma vez que a vacina BCG faz parte do plano nacional de vacina&ccedil;&atilde;o portugu&ecirc;s. Al&eacute;m do mais, em 44,5% dos profissionais verificou&#8208;se o registo de mais do que uma inocula&ccedil;&atilde;o de BCG. Apesar do efeito da vacina BCG nas rea&ccedil;&otilde;es tubercul&iacute;nicas ser maioritariamente modesta 10 anos ap&oacute;s a vacina&ccedil;&atilde;o efetuada na inf&acirc;ncia<sup>15</sup>, a inocula&ccedil;&atilde;o de mais doses de vacina BCG poder&aacute; associar&#8208;se a respostas tubercul&iacute;nicas superiores. Por outro lado, a amostra estudada era relativamente jovem, sendo tamb&eacute;m por isso expect&aacute;vel uma boa resposta imunit&aacute;ria &agrave; tuberculina.</p>     <p>De facto, num estudo efetuado num hospital universit&aacute;rio com caracter&iacute;sticas semelhantes ao hospital onde decorreu o nosso estudo, em que foi efetuada a PT e o teste IGRA a todos os profissionais, independentemente da exist&ecirc;ncia ou n&atilde;o exist&ecirc;ncia de hist&oacute;ria de exposi&ccedil;&atilde;o n&atilde;o protegida, a percentagem de profissionais de sa&uacute;de com PT &ge; 10 mm e PT &ge; 15 mm, apesar de ser elevada, foi inferior (entre 1.829 profissionais que efetuaram PT, 924 (50,5%) apresentaram PT &ge; 10 mm e 223 (12,2%) apresentaram PT &ge; 15 mm)<sup>26</sup>.</p>     <p>Relativamente ao <i>cut off</i> de 10 mm para a PT, p&ocirc;de observar&#8208;se um resultado positivo do teste IGRA em apenas 39,3% dos profissionais de sa&uacute;de que apresentaram PT &ge; 10 mm. Num estudo realizado com profissionais de sa&uacute;de portugueses, 33,1% dos participantes apresentaram PT &ge; 10 mm e &lt; 15 mm e tiveram teste IGRA positivo<sup>27</sup>. Num outro estudo, tamb&eacute;m realizado em profissionais de sa&uacute;de desse mesmo hospital, foram efetuadas 490 PT, entre as quais 175 apresentaram di&acirc;metro transversal entre 10&#8208;14 mm. Desses 175, apenas 36 (20,6%) apresentaram teste IGRA positivo<sup>28</sup>. Uma explica&ccedil;&atilde;o prov&aacute;vel relaciona&#8208;se com o facto da vacina BCG positivar a PT, mas n&atilde;o o teste IGRA. Contudo, n&atilde;o podemos deixar de admitir a possibilidade da ocorr&ecirc;ncia de alguns falsos negativos para TL associados ao teste IGRA. Uma vez que n&atilde;o existe, atualmente, um teste <i>gold standard</i> para o diagn&oacute;stico de TL, n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel conhecer a frequ&ecirc;ncia de falsos negativos do teste IGRA, mas apenas compar&aacute;&#8208;lo com o teste mais antigo de diagn&oacute;stico da TL: a PT.</p>     <p>Num estudo franc&ecirc;s, a percentagem de profissionais da sa&uacute;de com PT &ge; 10 mm que apresentou teste IGRA positivo foi ainda inferior (19,1%)<sup>20</sup>. Tal poder&aacute; relacionar&#8208;se com uma menor preval&ecirc;ncia de TB em Fran&ccedil;a (8,9 casos/100.000 habitantes em 2007), relativamente a Portugal. At&eacute; 2010, a vacina&ccedil;&atilde;o com o BCG tamb&eacute;m foi obrigat&oacute;ria para profissionais de sa&uacute;de em Fran&ccedil;a<sup>29</sup>. Nesse mesmo estudo, o n&iacute;vel de concord&acirc;ncia entre PT com <i>cut off</i> de 10 mm e o teste IGRA tamb&eacute;m foi considerado fraco (coeficiente K = 0,11)<sup>20</sup>.</p>     <p>Num outro estudo que incluiu trabalhadores da sa&uacute;de portugueses, franceses e alem&atilde;es, 40,2% dos profissionais que apresentaram PT positiva tinham teste IGRA negativo. A propor&ccedil;&atilde;o de trabalhadores que apresentaram PT negativa e teste IGRA positivo foi apenas de 2,5%<sup>30</sup>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&Eacute; de real&ccedil;ar que nem a PT nem o IGRA s&atilde;o capazes de diferenciar uma infe&ccedil;&atilde;o tuberculosa recente de uma infe&ccedil;&atilde;o antiga. Tal como foi salientado num documento de consenso publicado no <i>European Respiratory Journal</i>, dada a aus&ecirc;ncia de um teste <i>gold standard</i> para diagn&oacute;stico de TL, a presen&ccedil;a de uma PT ou de um teste IGRA positivos poder&atilde;o significar a presen&ccedil;a de infe&ccedil;&atilde;o latente, de doen&ccedil;a ativa ou a presen&ccedil;a de uma resposta de mem&oacute;ria imunol&oacute;gica persistente<sup>31</sup>.</p>     <p>Uma vez que a probabilidade de evolu&ccedil;&atilde;o para TB ativa &eacute; mais elevada nos 2 primeiros anos ap&oacute;s ter ocorrido a infe&ccedil;&atilde;o, o tratamento da TL dever&aacute; ser cuidadosamente ponderado tendo em considera&ccedil;&atilde;o fatores de natureza individual, profissional e epidemiol&oacute;gica. Esse tratamento implica 6&#8208;9 meses de isoniazida ou, alternativamente, outros esquemas mais curtos, mas que incluem v&aacute;rios antibacilares<sup>18,32</sup>.</p>     <p>A Orienta&ccedil;&atilde;o da Dire&ccedil;&atilde;o&#8208;Geral da Sa&uacute;de n.&deg; 010/2014 de 25/6/2014<sup>33</sup> refere que &laquo;em contexto de rastreio de contactos e perante impossibilidade de utilizar os testes IGRA em indiv&iacute;duos imunocompetentes, o teste tubercul&iacute;nico com o <i>cut off</i> de 15 mm demonstrou melhor valor preditivo positivo de evolu&ccedil;&atilde;o para doen&ccedil;a do que <i>cut off's</i> inferiores&raquo;. Nos resultados obtidos no presente estudo, apesar de 88,5% dos indiv&iacute;duos com PT &lt; 15 mm terem IGRA negativo, apenas 45,5% dos profissionais com PT &ge; 15 mm apresentaram teste IGRA positivo, com um n&iacute;vel de concord&acirc;ncia fraco (taxa de concord&acirc;ncia de 54%). Estes resultados fazem&#8208;nos questionar se, na aus&ecirc;ncia da realiza&ccedil;&atilde;o de um teste IGRA, n&atilde;o poderemos estar a sujeitar ao tratamento de TL uma percentagem elevada de indiv&iacute;duos para a qual ela seria desnecess&aacute;ria. Contudo, e apesar de alguns estudos referirem uma sensibilidade semelhante entre a PT e os testes IGRA<sup>16</sup>, teremos que admitir a hip&oacute;tese de corresponderem a falsos negativos para TL dos testes IGRA.</p>     <p>De acordo com os resultados obtidos no nosso estudo, quanto maior for o <i>cut off</i> considerado para a PT maior ser&aacute; a concord&acirc;ncia entre os 2 m&eacute;todos. Mesmo assim, seria espect&aacute;vel uma maior taxa de concord&acirc;ncia para <i>cut off's</i> de 15 mm e, sobretudo de 20 mm (taxa de concord&acirc;ncia encontrada de 65%), uma vez que a vacina BCG, a qual positiva a PT, habitualmente n&atilde;o induz respostas superiores a 20 mm<sup>20,34</sup>.</p>     <p>No entanto, estes 2 testes podem n&atilde;o estar a medir exatamente o mesmo fen&oacute;meno. Acredita&#8208;se que a nova gera&ccedil;&atilde;o de testes de IFN&#8208;gama, com os seus curtos per&iacute;odos de incuba&ccedil;&atilde;o, medem principalmente respostas de c&eacute;lulas T na presen&ccedil;a de antig&eacute;nios, ao contr&aacute;rio da PT, que mede essencialmente a mem&oacute;ria das c&eacute;lulas T e a ativa&ccedil;&atilde;o macrof&aacute;gica<sup>35</sup>. Por outro lado, a leitura da PT comporta em si mesmo alguma subjetividade, uma vez que depende da experi&ecirc;ncia de quem a efetua. Apesar de a leitura ter sido feita por 2 enfermeiras com alguma experi&ecirc;ncia, existe sempre este potencial fator de confundimento que deve ser tido em conta.</p>     <p>Como foi anteriormente referido, entre as principais limita&ccedil;&otilde;es da PT encontram&#8208;se a necessidade da realiza&ccedil;&atilde;o correta da t&eacute;cnica, a dificuldade de interpreta&ccedil;&atilde;o dos resultados e exist&ecirc;ncia de um n&uacute;mero n&atilde;o desprez&iacute;vel de falsos negativos e, essencialmente, de falsos positivos, relativamente ao diagn&oacute;stico de TL.</p>     <p>Enquanto os falsos negativos poder&atilde;o ser um problema em indiv&iacute;duos imunodeprimidos, n&atilde;o parecem ser t&atilde;o relevantes em profissionais de sa&uacute;de imunocompetentes, tanto mais que perante um resultado negativo da PT est&aacute; indicada a repeti&ccedil;&atilde;o da prova nos 5&#8208;7 dias seguintes, aproveitando a possibilidade de ocorr&ecirc;ncia de efeito <i>booster</i> (potencia&ccedil;&atilde;o da rea&ccedil;&atilde;o &agrave; tuberculina na aus&ecirc;ncia de infe&ccedil;&atilde;o, resultante de um efeito mem&oacute;ria da imunidade celular, secund&aacute;rio a uma vacina&ccedil;&atilde;o anterior pelo BCG). Contudo, os falsos positivos constituem uma limita&ccedil;&atilde;o importante na vigil&acirc;ncia de profissionais de sa&uacute;de expostos ao bacilo da TB em ambiente ocupacional e relacionam&#8208;se, essencialmente, com a vacina&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via pelo BCG, embora tamb&eacute;m se possam relacionar com infe&ccedil;&otilde;es por MNT, respons&aacute;veis por cerca de 5% de todas as rea&ccedil;&otilde;es superiores a 10 mm<sup>8,36</sup>.</p>     <p>A TB continua a ser um problema importante de sa&uacute;de ocupacional entre os profissionais de sa&uacute;de portugueses<sup>7</sup>. Considerando as limita&ccedil;&otilde;es que a PT e os testes IGRA apresentam, a melhor solu&ccedil;&atilde;o parece ser o uso de ambos, utilizando a maior especificidade do IGRA para confirmar uma PT positiva, aproveitando as melhores caracter&iacute;sticas de cada teste, tal como recomendado pelas orienta&ccedil;&otilde;es da Dire&ccedil;&atilde;o&#8208;Geral da Sa&uacute;de<sup>33</sup>. Contudo, considera&#8208;se fundamental ter em considera&ccedil;&atilde;o o contexto epidemiol&oacute;gico e ocupacional na interpreta&ccedil;&atilde;o destes testes quando se pretende decidir sobre o tratamento de uma TL, j&aacute; que a medica&ccedil;&atilde;o antibacilar apresenta efeitos colaterais importantes e implica, obrigatoriamente, tratamento por tempo prolongado, n&atilde;o isenta de efeitos secund&aacute;rios.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>1. Health World Global tuberculosis report 2013. Geneva: World Health Organization, (2013) .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=802004&pid=S0870-9025201600010000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>2. Diniz A., Duarte R. Portugal: infe&ccedil;&atilde;o VIH/SIDA e tuberculose em n&uacute;meros 2013. Lisboa: Dire&ccedil;&atilde;o&#8208;Geral da Sa&uacute;de. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, (2013) .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=802006&pid=S0870-9025201600010000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>3. Meyer J.D. Occupational tuberculosis. Occupational and environmental infections diseases, Beverly, MA: OEM Press., 2000. pp. 195-207.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=802008&pid=S0870-9025201600010000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>4. Saleiro S., Santos A.R., Vidal O., Carvalho E., Costa J.T., Marques J.A. Tuberculose em profissionais da sa&uacute;de de um servi&ccedil;o hospitalar. Rev Port Pneumol. 2007;:789-99.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=802010&pid=S0870-9025201600010000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>5. Fernandes MH. Tuberculose nosocomial. (Em linha). Covilh&atilde;: Faculdade de Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de. Universidade da Beira Interior; 2009. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado Integrado em Medicina, 2009. (citado 10 Dez 2014). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.fcsaude.ubi.pt/thesis/upload/118/803/marta_fernandespdf.pdf" target="_blank">http://www.fcsaude.ubi.pt/thesis/upload/118/803/marta_fernandespdf.pdf</a>.</p>     <!-- ref --><p>6. Baussano I., Nunn P., Williams B., Pivetta E., Bugianni M., Scano F. Tuberculosis among healthcare workers. Emerg Infect Diseases J. 2011;17:488-94.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=802013&pid=S0870-9025201600010000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>7. Duarte R., Diniz A. Programa Nacional de Luta Contra a Tuberculose: ponto de situa&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica e de desempenho: dados provis&oacute;rios. Lisboa: Dire&ccedil;&atilde;o&#8208;Geral da Sa&uacute;de. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, (2013) .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=802015&pid=S0870-9025201600010000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>8. Duarte R., Amado J., Lucas H., Sapage J.M. Comiss&atilde;o de Trabalho de Tuberculose da Sociedade Portuguesa de Pneumologia. Tratamento da tuberculose latente: revis&atilde;o das normas. Rev Port Pneumol. 2007;:397-406.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=802017&pid=S0870-9025201600010000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>9. Horsburgh C.R. Priorities for the treatment of latent tuberculosis infection in the United States. New Engl J Med. 2004;350:2060-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=802019&pid=S0870-9025201600010000200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>10. Duarte R. Teste tubercul&iacute;nico: como optimizar?. Rev Port Pneumol. 2009;:295-304.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=802021&pid=S0870-9025201600010000200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>11. Sim&otilde;es A, Santos IA, Afonso A. MGF 201: prova tubercul&iacute;nica: &uacute;ltima atualiza&ccedil;&atilde;o em Dezembro de 2000. (Em linha). In: Gon&ccedil;alves C, Silva ML. Manual de medicina geral e familiar; 2000. (citado 28 Dez 2014). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://csgois.web.interacesso.pt/MGFV001MASTER/textos/43/201_texto.html" target="_blank">http://csgois.web.interacesso.pt/MGFV001MASTER/textos/43/201_texto.html</a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>12. Direc&ccedil;&atilde;o&#8208;Geral da Sa&uacute;de. Utiliza&ccedil;&atilde;o dos testes de interfer&atilde;o&#8208;gama para o diagn&oacute;stico da tuberculose latente e ativa, na pr&aacute;tica cl&iacute;nica. Lisboa: Direc&ccedil;&atilde;o&#8208;Geral da Sa&uacute;de, (2007) .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=802024&pid=S0870-9025201600010000200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>13. Targeted tuberculin skin test and treatment of latent tuberculosis infection in children and adolescents. Pediatrics. 2004;114:1175-201.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=802026&pid=S0870-9025201600010000200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>14. Shingadia D., Novelli V. The tuberculin skin test: An hundred, not out. Arch Dis Child. 2008;93:189-90.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=802028&pid=S0870-9025201600010000200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>15. Trajman A., Steffen R.E., Menzies D. Interferon&#8208;gamma release assays versus tuberculin skin testing for the diagnosis of latent tuberculosis infection: An overview of the evidence. Pulm Med. 2013;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=802030&pid=S0870-9025201600010000200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</p>     <!-- ref --><p>16. Pai M., Zwerling A., Menzies D. Systematic review: T&#8208;cell based assays for the diagnosis of latent tuberculosis infection: An update. Ann Intern Med. 2008;149:177-84.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=802032&pid=S0870-9025201600010000200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>17. Denkinger C.M., Dheda K., Pai M. Guidelines on interferon &iquest; release assays for tuberculosis infection: Concordance, discordance or confusion. Clin Microbiol Infect. 2011;17:806-14.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=802034&pid=S0870-9025201600010000200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>18. Zwerling A., van S., Scholten J., Cobelens F., Menzies D., Pai M. Interferon&#8208;gamma release assays for tuberculosis screening of healthcare workers: A systematic review. Thorax. 2012;67:62-70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=802036&pid=S0870-9025201600010000200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>19. Diel R., Loddenkemper R., Meywald-Walter K., Nieman S., Nienhaus A. Predictive value of a whole blood IFN&#8208;gamma assay for the development of active tuberculosis disease after recent infection with Mycobacterium tuberculosis. Am J Respir Crit Care Med. 2008;177:1164-70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=802038&pid=S0870-9025201600010000200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>20. Tripodi D., Brunet-Courtois B., Nael V., Audrain M., Chailleux E., Germaud P., et al. Evaluation of the tuberculin skin test and interferon&#8208;gama release assay for TB screening in French healthcare workers. J Occup Med Toxicol. 2009;4:30.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=802040&pid=S0870-9025201600010000200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>21. Schablon A., Harling M., Diel R., Ringshausen F.C., Costa J.T., Nienhaus A. Serial testing with an interferon&#8208;gama release assay in German healthcare workers. GMS Krankenhhyg Interdiszip. 2010;5:2.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=802042&pid=S0870-9025201600010000200019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>22. Peter J.G., van R.N., Denkinger C.M., Pai M. Diagnosis of TB: State of the art. Tuberculosis., Norwich: European Respiratory Society, 2012. pp. 124-43.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=802044&pid=S0870-9025201600010000200020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>23. Tuberculosis: Clinical diagnosis and management of tuberculosis, and measures for its prevention and control. London: National Institute for Health and Clinical Excellence, (2006) .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=802046&pid=S0870-9025201600010000200021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>24. Altman D.G. Practical statistics for medical research. London: Chapman and Hall, (1991) .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=802048&pid=S0870-9025201600010000200022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>25. Landish J.R., Kock G.G. The measurement of observer agreement for categorical data. Biometrics. 1977;33:159-74.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=802050&pid=S0870-9025201600010000200023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>26. Costa J.T., Silva R., Vaz M., Nienhaus A. Tuberculose continuada em profissionais de sa&uacute;de. Sa&uacute;de e Trabalho. 2012;8:47-63.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=802052&pid=S0870-9025201600010000200024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>27. Costa J.T., Silva R., Ringshausen F., Nienhaus A. Screening for tuberculosis and prediction of disease in Portuguese healthcare workers. J Occupat Med Toxicology. 2011;6:19.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=802054&pid=S0870-9025201600010000200025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>28. Costa J.T., Silva R., S&aacute; R., Cardoso M.J., Ferreira J., Ribeiro C., et al. Tuberculosis: Risk of continued transmission in healthcare workers. Rev Port Pneumol. 2013;16:5-21.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=802056&pid=S0870-9025201600010000200026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>29. France. Minist&egrave;re de la Sant&eacute; et des Sports. Haut Conseil de la Sant&eacute; Publique. Avis relatif &agrave; l&rsquo;obligation de vaccination par le BCG des professionnels list&eacute;s aux articles L. 3112&#8208;1, R.3112&#8208;1 C et R. 3112&#8208;2 du Code de la sant&eacute; publique de 5 mars 2010. (Em linha). Paris: Haut Conseil de la Sant&eacute; Publique; 2010. (citado 27 Dez 2014). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.hcsp.fr/docspdf/avisrapports/hcspa20100305_BCG.pdf" target="_blank">http://www.hcsp.fr/docspdf/avisrapports/hcspa20100305_BCG.pdf</a>.</p>     <!-- ref --><p>30. Nienhaus A., Schablon A., Tripodi D., Torres J. The prevalence of latent tuberculosis infections among health&#8208;care workers: A three&#8208;country comparison. Pneumologie. 2011;65:726-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=802059&pid=S0870-9025201600010000200027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>31. Mack U., Migliori G., Sester M., Rieder H., Lange C. LTBI: Latent tuberculosis infection or lasting immune responses to <i>M. tuberculosis?</i> A TBNET consensus statement. Eur Respir J. 2009;33:956-73.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=802061&pid=S0870-9025201600010000200028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>32. Ringshausen F.C., Schablon A., Nienhaus A. Interferon&#8208;gamma release assays for the tuberculosis serial testing of health care workers: A systematic review. J Occup Med Toxicol. 2012;7:6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=802063&pid=S0870-9025201600010000200029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>33. Portugal. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Dire&ccedil;&atilde;o&#8208;Geral da Sa&uacute;de. Vigil&acirc;ncia da tuberculose nos profissionais de sa&uacute;de. Lisboa: Dire&ccedil;&atilde;o&#8208;Geral da Sa&uacute;de; 2014. 1&#8208;10. (Orienta&ccedil;&atilde;o; 010/2014 de 25/6/2014).</p>     <!-- ref --><p>34. Diel R., Golleti D., Ferrara G., Bothamley D., Cirillo B., Kampmann C., et al. Interferon&#8208;y release assays for the diagnosis of latent Mycobacterium tuberculosis infection: A systematic review and meta&#8208;analysis. Eur Resp J. 2011;37:88-99.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=802066&pid=S0870-9025201600010000200030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>35. US Centers for Disease Control and Prevention. Guidelines for using the QuantiFERON&reg;&#8208;TB Gold Test for Detecting Mycobacterium tuberculosis infection, United States. MMWR. 2005; Recomm Rep 54:49&#8208;55.</p>     <!-- ref --><p>36. Nienhaus A., Schablon A., Ringsausen F.C., Costa J.T., Tripodi D., Diel R. TB as an occupational disease. Tuberculosis, Norwich: European Respiratory Society, 2012. pp. 219-29.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=802069&pid=S0870-9025201600010000200031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conflito de interesses</b></p>     <p>Os autores declaram n&atilde;o haver conflito de interesses.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><i><a href="#topc0">*</a><a name="c0"></a>Autor para correspondência:</i> Correio eletrónico: <a href="mailto:ema.leite@chln.minsaude.pt">ema.leite@chln.minsaude.pt</a></P>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido 2 de Fevereiro de 2015 . Aceito 23 de Junho de 2015</p>      ]]></body><back>
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