<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0870-9025</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Saúde Pública]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Rev. Port. Sau. Pub.]]></abbrev-journal-title>
<issn>0870-9025</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Escola Nacional de Saúde Pública]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0870-90252016000100004</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.1016/j.rpsp.2016.02.001</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A utilização de fontes administrativas de dados na estimação da adesão terapêutica aos antagonistas dos recetores da angiotensina]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The use of administrative data sources for measurement of angiotensin receptor blockers therapeutic adherence]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Moita]]></surname>
<given-names><![CDATA[Bruno]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Robalo]]></surname>
<given-names><![CDATA[José]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Duarte]]></surname>
<given-names><![CDATA[António]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Santana]]></surname>
<given-names><![CDATA[Rui]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A03"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Universidade NOVA de Lisboa Escola Nacional de Saúde Pública ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Lisboa ]]></addr-line>
<country>Portugal</country>
</aff>
<aff id="A02">
<institution><![CDATA[,Administração Regional de Saúde do Alentejo Departamento de Contratualização ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Évora ]]></addr-line>
<country>Portugal</country>
</aff>
<aff id="A03">
<institution><![CDATA[,Universidade NOVA de Lisboa Escola Nacional de Saúde Pública Departamento de Políticas e Gestão do Sistema de Saúde]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Lisboa ]]></addr-line>
<country>Portugal</country>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>03</month>
<year>2016</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>03</month>
<year>2016</year>
</pub-date>
<volume>34</volume>
<numero>1</numero>
<fpage>20</fpage>
<lpage>29</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0870-90252016000100004&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0870-90252016000100004&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0870-90252016000100004&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[A recente evolução do registo informático dos atos de prescrição e levantamento de medicação disponibiliza um conjunto de dados que possibilita a mensuração dos comportamentos de adesão terapêutica, por recurso a Fontes administrativas de dados. Pretendeu-se caracterizar o comportamento de adesão terapêutica, no subgrupo fármaco-terapêutico dos antagonistas dos recetores da angiotensina, dos doentes hipertensos residentes na região de saúde do Alentejo nos anos de 2010-2011. Constatou-se que a adesão terapêutica primária foi de 61,2% e que a adesão terapêutica total se situou entre 55,7-69,5%, com elevada variabilidade nos padrões comportamentais por idade, sexo e área geográfica.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The recent development in electronic pharmacy records made possible the measure of patients' adherence behavior using administrative data sources. The overall objective of the study was to characterize the adherence behavior to Angiotensin Receptor Blockers of hypertensive patients living in Alentejo, Portugal, in 2010 and 2011. The results revealed that primary adherence stood at 61.2% and total adherence was situated between 55.7% and 69.5% with high variability on behavioral patterns for age, gender and geographic area.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Adesão terapêutica]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Fontes administrativas de dados]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Hipertensão arterial]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Medication Adherence]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Electronic Pharmacy Record]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Arterial hypertension]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <P align="right"><b>ARTIGO DE REVISÃO</b></P>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>A utiliza&ccedil;&atilde;o de fontes administrativas de dados na estima&ccedil;&atilde;o da ades&atilde;o terap&ecirc;utica aos antagonistas dos recetores da angiotensina</b></p>     <p><b>The use of administrative data sources for measurement of angiotensin receptor blockers therapeutic adherence</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Bruno Moita <sup>a</sup><sup>, </sup><a href="#c0">*</a><a name="topc0"></a>, Jos&eacute; Robalo <sup>a</sup>, Ant&oacute;nio Duarte <sup>b</sup>, Rui Santana <sup>c</sup></b></p>     <p>a Escola Nacional de Sa&uacute;de P&uacute;blica (ENSP), Universidade NOVA de Lisboa, Lisboa, Portugal</p>     <p>b Departamento de Contratualiza&ccedil;&atilde;o, Administra&ccedil;&atilde;o Regional de Sa&uacute;de do Alentejo, I.P., &Eacute;vora, Portugal</p>     <p>c Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de P&uacute;blica, Departamento de Pol&iacute;ticas e Gest&atilde;o do Sistema de Sa&uacute;de, Escola Nacional de Sa&uacute;de P&uacute;blica (ENSP), Universidade NOVA de Lisboa, Lisboa, Portugal</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>RESUMO</b></p>     <p>A recente evolu&ccedil;&atilde;o do registo inform&aacute;tico dos atos de prescri&ccedil;&atilde;o e levantamento de medica&ccedil;&atilde;o disponibiliza um conjunto de dados que possibilita a mensura&ccedil;&atilde;o dos comportamentos de ades&atilde;o terap&ecirc;utica, por recurso a Fontes administrativas de dados. Pretendeu-se caracterizar o comportamento de ades&atilde;o terap&ecirc;utica, no subgrupo f&aacute;rmaco-terap&ecirc;utico dos antagonistas dos recetores da angiotensina, dos doentes hipertensos residentes na regi&atilde;o de sa&uacute;de do Alentejo nos anos de 2010-2011. Constatou-se que a ades&atilde;o terap&ecirc;utica prim&aacute;ria foi de 61,2% e que a ades&atilde;o terap&ecirc;utica total se situou entre 55,7-69,5%, com elevada variabilidade nos padr&otilde;es comportamentais por idade, sexo e &aacute;rea geogr&aacute;fica.</p>     <p><b>Palavras-chave: </b>Ades&atilde;o terap&ecirc;utica. Fontes administrativas de dados. Hipertens&atilde;o arterial.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The recent development in electronic pharmacy records made possible the measure of patients&rsquo; adherence behavior using administrative data sources. The overall objective of the study was to characterize the adherence behavior to Angiotensin Receptor Blockers of hypertensive patients living in Alentejo, Portugal, in 2010 and 2011. The results revealed that primary adherence stood at 61.2% and total adherence was situated between 55.7% and 69.5% with high variability on behavioral patterns for age, gender and geographic area.</p>     <p><b>Keywords: </b>Medication Adherence. Electronic Pharmacy Record. Arterial hypertension.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>Apesar do conceito de ades&atilde;o terap&ecirc;utica apresentar falta de concord&acirc;ncia e consenso terminol&oacute;gico, este pode entender-se como a medida em que o comportamento individual do doente corresponde &agrave;s recomenda&ccedil;&otilde;es acordadas entre este e um prestador de cuidados de sa&uacute;de, seja esse comportamento respeitante a toma de medica&ccedil;&atilde;o, seguimento de regime alimentar e/ou altera&ccedil;&atilde;o de estilos de vida<sup>1</sup>. &Eacute; na natureza consensual da rela&ccedil;&atilde;o estabelecida entre prestador e doente que podemos diferenciar os conceitos de ades&atilde;o (<i>adherence</i>) e cumprimento (<i>compliance</i>) terap&ecirc;utico. Este &uacute;ltimo sugere que o doente segue passivamente as orienta&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas que lhe s&atilde;o prescritas, pelo que, atualmente, tende a ser menos aceite na comunidade cient&iacute;fica<sup>2</sup>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A ades&atilde;o terap&ecirc;utica &eacute; frequentemente segmentada em ades&atilde;o terap&ecirc;utica prim&aacute;ria e ades&atilde;o terap&ecirc;utica secund&aacute;ria, correspondendo a primeira ao peso dos levantamentos de medica&ccedil;&atilde;o no total de prescri&ccedil;&otilde;es efetuadas e a segunda &agrave; conformidade da toma da medica&ccedil;&atilde;o com as orienta&ccedil;&otilde;es posol&oacute;gicas prescritas<sup>3</sup>.</p>     <p>A relev&acirc;ncia deste tema pode ser evidenciada sobretudo em 2 dimens&otilde;es: cl&iacute;nica e econ&oacute;mica.</p>     <p>A import&acirc;ncia cl&iacute;nica da ades&atilde;o terap&ecirc;utica resulta da assun&ccedil;&atilde;o de que a prescri&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica e o seguimento por parte do doente das orienta&ccedil;&otilde;es posol&oacute;gicas acordadas com o prescritor lhe &eacute; ben&eacute;fico e que o seu comportamento racional implica seguir as recomenda&ccedil;&otilde;es terap&ecirc;uticas. Existe assim uma associa&ccedil;&atilde;o direta entre ades&atilde;o terap&ecirc;utica e efetividade terap&ecirc;utica. Charles Koop, cirurgi&atilde;o norte-americano, resume esta ideia numa simples frase: <i>&laquo;Drugs don&iquest;t work in patients who don&rsquo;t take them&raquo;.</i></p>     <p>V&aacute;rios s&atilde;o os estudos que corroboram esta abordagem. Bramley et al. (2006)<sup>4</sup> confirmaram a associa&ccedil;&atilde;o entre n&iacute;veis de ades&atilde;o terap&ecirc;utica mais elevados e a redu&ccedil;&atilde;o da tens&atilde;o arterial em doentes hipertensos, constatando que os doentes que verificaram n&iacute;veis de ades&atilde;o superiores a 80% apresentaram uma probabilidade de controlo efetivo da tens&atilde;o arterial 45% superior aos doentes que verificaram n&iacute;veis de ades&atilde;o terap&ecirc;utica inferiores a 80%. Dunbar et al. (1991)<sup>5</sup> conclu&iacute;ram, relativamente ao tratamento da hipertens&atilde;o arterial, que 50% dos doentes desistem da terap&ecirc;utica e que dos 50% que permanecem em tratamento apenas 2 ter&ccedil;os consomem a medica&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria para controlar efetivamente a tens&atilde;o arterial. Concomitantemente, existindo evid&ecirc;ncia cient&iacute;fica de que o controlo da tens&atilde;o arterial permite reduzir significativamente o risco de desenvolvimento de complica&ccedil;&otilde;es cardiovasculares, designadamente enfarte agudo do mioc&aacute;rdio, doen&ccedil;a coron&aacute;ria isqu&eacute;mica e aguda, acidente vascular cerebral, etc., parece poss&iacute;vel concluir que incrementos no n&iacute;vel de ades&atilde;o terap&ecirc;utica tendem a minimizar a probabilidade de ocorr&ecirc;ncia de complica&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas<sup>6,7</sup>.</p>     <p>A import&acirc;ncia econ&oacute;mica da ades&atilde;o terap&ecirc;utica n&atilde;o pode ser dissociada da sua import&acirc;ncia cl&iacute;nica, na medida em que se manifesta com maior &ecirc;nfase no desenvolvimento de complica&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas que requerem, por regra, o encaminhamento do doente para n&iacute;veis de cuidados e/ou terap&ecirc;uticas mais diferenciadas e, consequentemente, mais caras. A import&acirc;ncia econ&oacute;mica da ades&atilde;o terap&ecirc;utica est&aacute; intrinsecamente associada ao conceito de efici&ecirc;ncia econ&oacute;mica na utiliza&ccedil;&atilde;o dos recursos dispon&iacute;veis. Nos EUA, estima-se que o impacto financeiro das admiss&otilde;es por falta de ades&atilde;o terap&ecirc;utica atinja valores anuais pr&oacute;ximos dos $ 100.000 milh&otilde;es de d&oacute;lares<sup>2,8</sup>. Estes s&atilde;o alcan&ccedil;ados devido a n&iacute;veis de ades&atilde;o terap&ecirc;utica medicamentosa relativamente reduzidos, situados na ordem dos 50%<sup>2,9</sup>. A este respeito, Osterberg et al. (2005) e Vermeire et al. (2001), citando estudos realizados anteriormente, avan&ccedil;am que a fraca ades&atilde;o terap&ecirc;utica resulta num acr&eacute;scimo de 10% nas admiss&otilde;es hospitalares e num acr&eacute;scimo de 23% de cuidados domicili&aacute;rios.</p>     <p>A import&acirc;ncia da ades&atilde;o terap&ecirc;utica para o planeamento em sa&uacute;de &eacute;, assim, uma consequ&ecirc;ncia direta da import&acirc;ncia cl&iacute;nica e econ&oacute;mica, na medida em que &eacute; expect&aacute;vel que a afeta&ccedil;&atilde;o de recursos t&eacute;cnicos, humanos e financeiros promova a efetividade cl&iacute;nica e a efici&ecirc;ncia econ&oacute;mica.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>M&eacute;todos e instrumentos de medi&ccedil;&atilde;o da ades&atilde;o terap&ecirc;utica</b></p>     <p>A defini&ccedil;&atilde;o dos m&eacute;todos e instrumentos de medi&ccedil;&atilde;o da ades&atilde;o terap&ecirc;utica assume particular import&acirc;ncia na investiga&ccedil;&atilde;o da tem&aacute;tica e decorre, por um lado, da inexist&ecirc;ncia de um <i>&laquo;gold standard&raquo;</i> comummente aceite pela comunidade cient&iacute;fica e, por outro, da possibilidade de se verificar obten&ccedil;&atilde;o de resultados distintos entre os diversos instrumentos dispon&iacute;veis<sup>1,8,10</sup>.</p>     <p>Neste &acirc;mbito, o uso de fontes administrativas de dados de prescri&ccedil;&atilde;o e levantamento de medica&ccedil;&atilde;o, para quantifica&ccedil;&atilde;o e qualifica&ccedil;&atilde;o dos comportamentos de ades&atilde;o terap&ecirc;utica dos doentes, tem-se tornado mais frequente na &uacute;ltima d&eacute;cada e acompanhou o processo progressivo de informatiza&ccedil;&atilde;o dos registos de sa&uacute;de. O recurso a estas fontes de informa&ccedil;&atilde;o tem resultado na constru&ccedil;&atilde;o de indicadores que capturam quer os comportamentos de ades&atilde;o prim&aacute;ria quer os comportamentos de ades&atilde;o secund&aacute;ria. A simplicidade do seu c&aacute;lculo e utiliza&ccedil;&atilde;o, produzindo resultados objetivos e quantificados, bem como os custos reduzidos da sua utiliza&ccedil;&atilde;o para uma amostra populacional significativa, s&atilde;o as principais vantagens apontadas na literatura<sup>2,10,11</sup>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>V&aacute;rios estudos permitiram concluir a validade cient&iacute;fica da utiliza&ccedil;&atilde;o de fontes de dados administrativos de prescri&ccedil;&atilde;o e levantamento de medica&ccedil;&atilde;o, quando comparada com outros instrumentos de mensura&ccedil;&atilde;o dos comportamentos de ades&atilde;o terap&ecirc;utica<sup>10,12,13</sup>. Sistematizam-se na <a href ="/img/revistas/rpsp/v34n1/34n1a04t1.jpg">tabela 1</a> os indicadores mais frequentemente citados, explicitando-se a sua designa&ccedil;&atilde;o, descri&ccedil;&atilde;o e f&oacute;rmula de c&aacute;lculo.</p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>Objetivos do estudo</b></p>     <p>O objetivo do presente estudo &eacute; caracterizar a ades&atilde;o terap&ecirc;utica dos doentes atrav&eacute;s de Fontes administrativas de dados de prescri&ccedil;&atilde;o e levantamento de medica&ccedil;&atilde;o. Delimita-se este objectivo aos doentes hipertensos residentes na regi&atilde;o do Alentejo, em particular no subgrupo f&aacute;rmaco-terap&ecirc;utico dos antagonistas dos recetores da angiotensina (ARA).</p>     <p>Constituem objetivos espec&iacute;ficos do presente estudo:</p> <ul>       <li>         <p>Caracterizar a ades&atilde;o terap&ecirc;utica prim&aacute;ria em ambiente de cuidados de sa&uacute;de prim&aacute;rios (CSP) nas dimens&otilde;es de g&eacute;nero, escal&atilde;o et&aacute;rio e concelho de resid&ecirc;ncia.</p>   </li>       <li>         <p>Caracterizar a ades&atilde;o terap&ecirc;utica pelos indicadores taxa de posse de medica&ccedil;&atilde;o (MPR), taxa de cumprimento (CR), taxa de cumprimento da aquisi&ccedil;&atilde;o (RCR) e medida cont&iacute;nua dos intervalos de aquisi&ccedil;&atilde;o da medica&ccedil;&atilde;o (CMG) nas dimens&otilde;es g&eacute;nero, escal&atilde;o et&aacute;rio e concelho de resid&ecirc;ncia.</p>   </li>       <li>         ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Verificar se existe diferen&ccedil;a de m&eacute;dias de ades&atilde;o terap&ecirc;utica entre g&eacute;nero, entre escal&atilde;o et&aacute;rio e entre concelhos de resid&ecirc;ncia.</p>   </li>     </ul>     <p><b>Metodologia</b></p>     <p>Como fonte de dados foram utilizadas as bases de dados de prescri&ccedil;&atilde;o e fatura&ccedil;&atilde;o (independentes) de medica&ccedil;&atilde;o na regi&atilde;o Alentejo, dos anos de 2010 e 2011, que se encontram na base do Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o das Administra&ccedil;&otilde;es Regionais de Sa&uacute;de (SIARS). Os dados de prescri&ccedil;&atilde;o respeitavam, exclusivamente, a prescri&ccedil;&otilde;es efetuadas em CSP integrados no Servi&ccedil;o Nacional de Sa&uacute;de (SNS) e que efetuassem prescri&ccedil;&atilde;o eletr&oacute;nica (90,5%), enquanto os dados de fatura&ccedil;&atilde;o continham todos os levantamentos de medica&ccedil;&atilde;o, independentemente do local onde a prescri&ccedil;&atilde;o subjacente havia sido efetuada.</p>     <p>As op&ccedil;&otilde;es metodol&oacute;gicas visaram garantir a correta associa&ccedil;&atilde;o entre as 2 bases de dados e, assim, permitir associar as orienta&ccedil;&otilde;es posol&oacute;gicas referentes a cada receita prescrita ao seu levantamento em farm&aacute;cia de oficina. Na medida em que n&atilde;o se encontravam dispon&iacute;veis os dados das prescri&ccedil;&otilde;es efetuadas noutros n&iacute;veis de cuidados que n&atilde;o CSP (hospitais, prestadores privados, etc.), assumiu-se que a orienta&ccedil;&atilde;o posol&oacute;gica di&aacute;ria associada a estes levantamentos correspondia, para cada doente, &agrave; m&eacute;dia das orienta&ccedil;&otilde;es posol&oacute;gicas di&aacute;rias que se tinham verificado nas prescri&ccedil;&otilde;es efetuadas em CSP no per&iacute;odo em an&aacute;lise.</p>     <p>Os crit&eacute;rios de inclus&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o, cumulativos e que conduziram &agrave; defini&ccedil;&atilde;o da amostra subjacente ao estudo, foram os seguintes:</p> <ul>       <li>i. Foram consideradas todas as prescri&ccedil;&otilde;es em CSP de medicamentos ARA (categoria f&aacute;rmaco-terap&ecirc;utica, CFT 3.4.2.2.)<sup>17</sup>, cuja orienta&ccedil;&atilde;o posol&oacute;gica se encontrasse presente e permitisse a quantifica&ccedil;&atilde;o di&aacute;ria do n&uacute;mero de comprimidos que o doente deveria tomar. Foi poss&iacute;vel obter uma quantifica&ccedil;&atilde;o di&aacute;ria v&aacute;lida da posologia para 30,1% dos utentes a quem foi prescrita medica&ccedil;&atilde;o ARA em CSP. Todos os medicamentos desta CFT s&atilde;o de levantamento sujeito a receita m&eacute;dica.</li>       <li>ii. Foram consideradas todas as prescri&ccedil;&otilde;es cujo n&uacute;mero de receita fosse v&aacute;lido, i. e., n&atilde;o nulo.</li>       <li>iii. Os utentes que reunissem as 2 condi&ccedil;&otilde;es supracitadas deveriam verificar a exist&ecirc;ncia de 2 prescri&ccedil;&otilde;es de medicamentos ARA, independentemente de estas terem ou n&atilde;o sido levantadas.</li>       <li>iv. Foram consideradas todas as prescri&ccedil;&otilde;es que estivessem associadas a utentes com idade igual ou superior a 18 anos e cujo n&uacute;mero de benefici&aacute;rio do SNS fosse v&aacute;lido, i. e<i>.</i>, n&atilde;o nulo.</li>       ]]></body>
<body><![CDATA[<li>v. Foram considerados todos os levantamentos de medicamentos ARA dos doentes que cumprissem os 4 crit&eacute;rios de inclus&atilde;o anteriores, independentemente da natureza e n&iacute;vel de cuidados do local onde a prescri&ccedil;&atilde;o tivesse ocorrido, devendo os dados respeitantes ao levantamento de medica&ccedil;&atilde;o conter o n&uacute;mero de receita e o n&uacute;mero de benefici&aacute;rio do SNS v&aacute;lido.</li>     </ul>     <p>A associa&ccedil;&atilde;o entre os dados de prescri&ccedil;&atilde;o e os dados de levantamento de medica&ccedil;&atilde;o foi feita atrav&eacute;s do n.&deg; de utente e n.&deg; de receita para os levantamentos de prescri&ccedil;&otilde;es efetuadas em CSP, e pelo n.&deg; de utente para os levantamentos de prescri&ccedil;&otilde;es efetuadas noutro tipo de cuidados.</p>     <p>O receitu&aacute;rio triplo foi considerado. Apesar de, no momento da prescri&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o existir nenhum elemento que diferencie cada uma das 3 vias, a uma prescri&ccedil;&atilde;o com o mesmo n.&deg; de receita podem estar associados v&aacute;rios levantamentos em momentos distintos. Estas particularidades foram consideradas, tendo exigido um trabalho pr&eacute;vio de associa&ccedil;&atilde;o destes levantamentos a cada prescri&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s do n.&deg; de receita e datas de levantamento.</p>     <p>Ap&oacute;s aplica&ccedil;&atilde;o dos crit&eacute;rios metodol&oacute;gicos definidos obteve-se uma amostra de 22450 doentes residentes na regi&atilde;o de sa&uacute;de do Alentejo que, em 2010 e 2011, adquiriram aproximadamente 230.000 embalagens de antagonistas dos recetores da angiotensina (CFT 3.4.2.2) e cujo encargo para o SNS foi de sensivelmente 5 milh&otilde;es de euros.</p>     <p>Para valida&ccedil;&atilde;o estat&iacute;stica dos resultados apurados foram utilizados os testes de Kruskall-Wallis, o teste de Games-Howell e o teste de correla&ccedil;&atilde;o de Spearman. Recorreu-se a um n&iacute;vel de confian&ccedil;a de 95%.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Apresenta&ccedil;&atilde;o de resultados</b></p>     <p><b>Caracteriza&ccedil;&atilde;o da amostra</b></p>     <p>O presente estudo conta com uma amostra de 22.450 doentes, aos quais estiveram associados, pelo menos, 2 prescri&ccedil;&otilde;es de medica&ccedil;&atilde;o anti-hipertensora ARA efetuadas nos centros de sa&uacute;de da regi&atilde;o do Alentejo. Constatou-se que 39,7% das observa&ccedil;&otilde;es respeitavam a doentes do sexo masculino, cuja m&eacute;dia de idades se situou em 66,4 anos (DP 12,4 anos), e que 60,3% das observa&ccedil;&otilde;es respeitavam a doentes do sexo feminino, cuja m&eacute;dia de idades se situou em 68,2 anos (DP 12,2 anos). Est&atilde;o representados os 47 concelhos que integram a regi&atilde;o do Alentejo, A <a href="#t2">tabela 2</a> visa sistematizar a informa&ccedil;&atilde;o de prescri&ccedil;&atilde;o e fatura&ccedil;&atilde;o de medica&ccedil;&atilde;o ARA, nos anos de 2010 e 2011, associada aos 22.450 doentes considerados na amostra. Independentemente do n&iacute;vel e tipo de cuidados em que a prescri&ccedil;&atilde;o ocorreu, verificou-se que foram levantadas em farm&aacute;cia de oficina 233.357 embalagens de medicamentos ARA por 19.758 doentes distintos. Constata-se, assim, que existiram 2.692 doentes (12,0%) que, n&atilde;o obstante terem associadas pelo menos 2 prescri&ccedil;&otilde;es no per&iacute;odo em CSP, n&atilde;o tiveram associado qualquer levantamento. A 167 destes 2.692 utentes esteve associada prescri&ccedil;&atilde;o de medica&ccedil;&atilde;o sem qualquer comparticipa&ccedil;&atilde;o e que, n&atilde;o sendo considerada pelo centro de confer&ecirc;ncia de faturas (CCF), n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel determinar se se trata ou n&atilde;o de n&atilde;o ades&atilde;o terap&ecirc;utica prim&aacute;ria.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="t2"></a> <img src="/img/revistas/rpsp/v34n1/34n1a04t2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Em m&eacute;dia, foram levantadas 11,8 embalagens por doente (CV 62,5%) e a posologia di&aacute;ria m&eacute;dia foi de 1,01 comprimidos/dia (CV 13,0%). O encargo total com a medica&ccedil;&atilde;o levantada foi de, aproximadamente, 6,6 milh&otilde;es de euros, dos quais cerca de 4,9 milh&otilde;es de euros (74,2%) foram suportados pela comparticipa&ccedil;&atilde;o do SNS. O encargo m&eacute;dio (<i>out-of-pocket</i>) suportado por cada doente foi de aproximadamente 83 euros para os 2 anos considerados, i.e., 41,5 euros/ano.</p>     <p><b>Ades&atilde;o terap&ecirc;utica prim&aacute;ria</b></p>     <p>Obteve-se um r&aacute;cio de ades&atilde;o prim&aacute;ria (RAP) de 0,612 (<a href ="/img/revistas/rpsp/v34n1/34n1a04t3.jpg">tabela 3</a>), sendo poss&iacute;vel concluir tamb&eacute;m pela exist&ecirc;ncia de uma variabilidade elevada de comportamentos que o coeficiente de varia&ccedil;&atilde;o verificado foi de 53,1%. Objetivamente, tal significou que, em m&eacute;dia, por cada 100 comprimidos de ARA prescritos nos centros de sa&uacute;de da regi&atilde;o, em 2010 e 2011, apenas foram adquiridos pelos doentes 61,2 comprimidos.</p>     
<p>A informa&ccedil;&atilde;o dispon&iacute;vel permitiu ainda concluir pela exist&ecirc;ncia de comportamentos extremos, i.e., doentes que no per&iacute;odo, ou n&atilde;o t&ecirc;m registo de qualquer medica&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o obstante a necessidade cl&iacute;nica da toma ter sido identificada em pelo menos 2 momentos, ou adquiriram um n&uacute;mero de comprimidos superior ao que lhes foi prescrito. Relativamente &agrave; primeira situa&ccedil;&atilde;o, identificaram-se 2.692 doentes (12% da amostra), devendo ser tido em conta o efeito da medica&ccedil;&atilde;o n&atilde;o comparticipada referido acima, ainda que o mesmo tenha express&atilde;o reduzida. Relativamente &agrave; segunda situa&ccedil;&atilde;o, foi poss&iacute;vel identificar 255 doentes (1,1% da amostra) que levantaram mais 129.322 comprimidos do que o previsto nas receitas subjacentes, tendo tal resultado num encargo adicional para o SNS de 48.450 euros. Clarifica-se que este excesso &eacute; marginal e n&atilde;o corresponde a levantamento de medica&ccedil;&atilde;o n&atilde;o prescrita; antes respeita a levantamento de medica&ccedil;&atilde;o prescrita, mas cuja apresenta&ccedil;&atilde;o dispensada (n.&deg; de comprimidos por embalagem) foi superior &agrave; apresenta&ccedil;&atilde;o prescrita (e.g. prescri&ccedil;&atilde;o de caixa de 28 comprimidos e dispensa de caixa de 30 comprimidos).</p>     <p><b>Ades&atilde;o terap&ecirc;utica, indicadores taxa de posse de medica&ccedil;&atilde;o, taxa de cumprimento, taxa de cumprimento da aquisi&ccedil;&atilde;o e medida cont&iacute;nua dos intervalos de aquisi&ccedil;&atilde;o de medica&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>Em termos globais, verificou-se que a ades&atilde;o terap&ecirc;utica oscilou entre 0,557, quando medida pelo indicador MPR, 0,697 (indicador CR), 0,695 (indicador RCR) e 0,648 (indicador CMG).</p>     <p>O indicador MPR indica que, em m&eacute;dia, nos 730 dias considerados, s&oacute; em 55,7% dos dias o doente teve &agrave; sua disposi&ccedil;&atilde;o a medica&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria ao tratamento da sua condi&ccedil;&atilde;o, em conformidade com a orienta&ccedil;&atilde;o posol&oacute;gica prescrita.</p>     <p>Para os restantes indicadores a leitura &eacute; ligeiramente distinta, na medida em que a formula&ccedil;&atilde;o matem&aacute;tica do indicador &eacute; tamb&eacute;m ela distinta. Os valores obtidos indicam que, em m&eacute;dia, no per&iacute;odo compreendido entre o primeiro e o &uacute;ltimo levantamento de medica&ccedil;&atilde;o, s&oacute; em 69,7% dos dias (69,5% para o indicador RCR e 64,8% para o indicador CMG) os doentes tiveram &agrave; sua disposi&ccedil;&atilde;o a medica&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria ao tratamento da sua condi&ccedil;&atilde;o, em conformidade com a orienta&ccedil;&atilde;o posol&oacute;gica prescrita (<a href="#t4">tabela 4</a>).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="t4"></a> <img src="/img/revistas/rpsp/v34n1/34n1a04t4.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Em quaisquer dos indicadores selecionados verificou-se a exist&ecirc;ncia de uma dispers&atilde;o elevada em torno da m&eacute;dia, indiciando uma heterogeneidade dos comportamentos dos doentes.</p>     <p>A an&aacute;lise da ades&atilde;o terap&ecirc;utica por estes 4 indicadores permitiu confirmar a exist&ecirc;ncia de comportamentos extremos de ades&atilde;o terap&ecirc;utica (<a href="#t5">tabela 5</a>), que haviam sido sinalizados na quantifica&ccedil;&atilde;o da ades&atilde;o terap&ecirc;utica prim&aacute;ria, i. e., doentes que no per&iacute;odo n&atilde;o t&ecirc;m registo de qualquer levantamento de medica&ccedil;&atilde;o e doentes que adquiriam mais medica&ccedil;&atilde;o que a necess&aacute;ria ao tratamento da sua condi&ccedil;&atilde;o em conformidade com as orienta&ccedil;&otilde;es posol&oacute;gicas prescritas.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t5"></a> <img src="/img/revistas/rpsp/v34n1/34n1a04t5.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>A n&atilde;o ades&atilde;o terap&ecirc;utica total &eacute; capturada de forma id&ecirc;ntica pelos 4 indicadores, tendo-se constatado que existiram 2.692 doentes, 12% da amostra, que se enquadravam neste tipo de comportamento.</p>     <p>J&aacute; a sobreaquisi&ccedil;&atilde;o de medica&ccedil;&atilde;o &eacute; capturada de forma distinta, sendo que o indicador CMG trunca a ades&atilde;o terap&ecirc;utica m&aacute;xima a 100%. Em todo o caso, para estes 4 indicadores, a sobreaquisi&ccedil;&atilde;o de medica&ccedil;&atilde;o deve ser entendida como o excesso de dias de tratamento que os utentes tiveram medica&ccedil;&atilde;o em sua posse por n&atilde;o cumprirem a orienta&ccedil;&atilde;o posol&oacute;gica subjacente, sendo tal aferido pela cad&ecirc;ncia dos levantamentos da medica&ccedil;&atilde;o prescrita.</p>     <p>Assim, quando considerado o indicador MPR, verificou-se que 1.915 doentes, 8,5% da amostra, adquiram um excesso de medica&ccedil;&atilde;o que lhes conferiu, em m&eacute;dia, mais 155 dias de tratamento do que os 730 dias em an&aacute;lise. Observou-se tamb&eacute;m que, quando considerado o indicador CR, a sobreaquisi&ccedil;&atilde;o de medica&ccedil;&atilde;o afetou 4.095 doentes, 18,2% da amostra, conferindo-lhes em m&eacute;dia mais 97 dias de tratamento do que os necess&aacute;rios ao tratamento da sua condi&ccedil;&atilde;o em conformidade com a orienta&ccedil;&atilde;o posol&oacute;gica prescrita.</p>     <p>Do total de encargos suportados pelo SNS com medica&ccedil;&atilde;o ARA para os doentes considerados na amostra (aproximadamente 5 milh&otilde;es de euros) estimou-se que entre 3,2-4,3% estavam associados a sobreaquisi&ccedil;&atilde;o de medica&ccedil;&atilde;o.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>G&eacute;nero</b></p>     <p>Independentemente do indicador selecionado, verificou-se que a ades&atilde;o terap&ecirc;utica era significativamente mais elevada nos doentes do sexo feminino do que nos doentes do sexo masculino, que a dispers&atilde;o relativa em torno da m&eacute;dia era mais elevada nos doentes do sexo masculino e que a ordena&ccedil;&atilde;o dos indicadores, em fun&ccedil;&atilde;o dos resultados obtidos para ambos os g&eacute;neros, se manteve id&ecirc;ntica &agrave; registada para a amostra total (<a href="#t6">tabela 6</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t6"></a> <img src="/img/revistas/rpsp/v34n1/34n1a04t6.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Da an&aacute;lise dos comportamentos extremos foi poss&iacute;vel concluir que, independentemente do indicador, 15,5% dos doentes do sexo masculino n&atilde;o chegaram a efetuar qualquer levantamento de medica&ccedil;&atilde;o no per&iacute;odo, enquanto para os doentes do sexo feminino a preval&ecirc;ncia deste tipo de comportamento se situou em 9,7%.</p>     <p>No extremo oposto e relativamente &agrave; sobreaquisi&ccedil;&atilde;o de medica&ccedil;&atilde;o, constatou-se que os diferentes indicadores produziam diferentes resultados, ainda que o fen&oacute;meno seja sempre mais prevalente no sexo feminino do que no sexo masculino. Pelo indicador MPR constatou-se que a preval&ecirc;ncia de sobreaquisi&ccedil;&atilde;o foi de 9,1% nos doentes do sexo feminino e 7,7% dos doentes do sexo masculino. Pelo indicador CR, que registou valores aproximados ao indicador RCR, verificou-se que a preval&ecirc;ncia de sobreaquisi&ccedil;&atilde;o foi de 18,9% nos doentes do sexo feminino e 17,3% nos doentes do sexo masculino.</p>     <p><b>Escal&atilde;o et&aacute;rio</b></p>     <p>Tamb&eacute;m a desagrega&ccedil;&atilde;o da an&aacute;lise em fun&ccedil;&atilde;o da idade permitiu constatar que os diferentes indicadores produziam diferentes resultados e que, em regra, o indicador MPR apresentava valores de ades&atilde;o terap&ecirc;utica mais baixos e o indicador RCR apresentava os valores mais elevados (<a href="#t7">tabela 7</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t7"></a> <img src="/img/revistas/rpsp/v34n1/34n1a04t7.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A faixa et&aacute;ria entre 30-39 anos registou os valores mais baixos de ades&atilde;o terap&ecirc;utica pelos indicadores MPR e CMG, enquanto para os indicadores CR e CMG esse valor foi verificado na faixa et&aacute;ria entre 40-49 anos. Os valores de ades&atilde;o mais elevados foram registados na faixa et&aacute;ria entre 80-90 anos pelo indicador MPR e na faixa et&aacute;ria que compreende os doentes com idade superior a 90 anos nos restantes 3 indicadores.</p>     <p>N&atilde;o obstante se confirmar que em todas as faixas et&aacute;rias existiriam doentes que n&atilde;o fizeram qualquer levantamento de medica&ccedil;&atilde;o no per&iacute;odo, as classes et&aacute;rias entre 40-70 anos s&atilde;o as que apresentam preval&ecirc;ncias do fen&oacute;meno superiores &agrave; m&eacute;dia amostral.</p>     <p>Relativamente &agrave; sobreaquisi&ccedil;&atilde;o de medica&ccedil;&atilde;o, constatou-se que a mesma era mais prevalente nas faixas et&aacute;rias que registaram melhores desempenhos de ades&atilde;o terap&ecirc;utica, i.e., faixa et&aacute;ria 80-89 anos para o indicador MPR com uma preval&ecirc;ncia estimada de 10,9%, faixa et&aacute;ria &ge; 90 anos para os indicadores CR e RCR, com uma preval&ecirc;ncia estimada de aproximadamente 28%.</p>     <p><b>&Aacute;rea geogr&aacute;fica</b></p>     <p>A an&aacute;lise da ades&atilde;o terap&ecirc;utica pelos 4 indicadores selecionados foi feita para os 47 concelhos da regi&atilde;o do Alentejo. Por facilidade de exposi&ccedil;&atilde;o, apenas se apresenta o melhor e o pior resultado para cada um dos indicadores (<a href ="/img/revistas/rpsp/v34n1/34n1a04t8.jpg">tabela 8</a>).</p>     
<p>Assim, pelo indicador MPR, constatou-se que o melhor desempenho ao n&iacute;vel da ades&atilde;o terap&ecirc;utica foi registado no concelho de Aljustrel (0,667) e o pior desempenho no concelho de Marv&atilde;o (0,466). Pelos indicadores CR e RCR, o melhor desempenho verificou-se no concelho de Marv&atilde;o e o pior desempenho no concelho de Almod&ocirc;var. Pelo indicador CMG, verificou-se que o melhor desempenho se verificou no concelho de Monforte e o pior desempenho no concelho de Almod&ocirc;var.</p>     <p>Em todos os concelhos foi poss&iacute;vel validar a exist&ecirc;ncia de comportamentos extremos. Os concelhos que verificaram uma maior preval&ecirc;ncia de doentes que n&atilde;o efetuaram qualquer levantamento de medica&ccedil;&atilde;o foram Marv&atilde;o (21,0%), Cuba (20,9%) e &Eacute;vora (20,1%), constatando-se que existiram 16 concelhos que apresentaram uma preval&ecirc;ncia deste comportamento superior &agrave; m&eacute;dia amostral. Os concelhos de Ferreira do Alentejo (4,2%), Borba (5,1%) e Avis (5,5%) foram aqueles onde se verificou a menor percentagem de utentes que n&atilde;o efetuaram qualquer levantamento no per&iacute;odo.</p>     <p>A preval&ecirc;ncia da sobreaquisi&ccedil;&atilde;o de medica&ccedil;&atilde;o foi mais elevada nos concelhos de Aljustrel (17,9%), Mora (13,8%) e Barrancos (11,8%), quando considerado o indicador MPR. Quando considerado o indicador CR, constata-se que a preval&ecirc;ncia da sobreaquisi&ccedil;&atilde;o foi mais elevada nos concelhos de Mora (28,7%), Aljustrel (28%) e Ferreira do Alentejo (27,3%). Estes resultados s&atilde;o v&aacute;lidos para o indicador RCR, com diferen&ccedil;as marginais na preval&ecirc;ncia do fen&oacute;meno.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Discuss&atilde;o</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Discuss&atilde;o metodol&oacute;gica</b></p>     <p>Com o presente estudo, pretendeu-se caracterizar o comportamento dos doentes relativamente &agrave; ades&atilde;o terap&ecirc;utica com medica&ccedil;&atilde;o anti-hipertensora.</p>     <p>Os indicadores utilizados no presente estudo n&atilde;o permitem aferir a toma efetiva de medica&ccedil;&atilde;o; antes aferem a posse de medica&ccedil;&atilde;o pelos doentes e assumindo que a aquisi&ccedil;&atilde;o e posse de medica&ccedil;&atilde;o implicam a sua toma. Esta &eacute; uma limita&ccedil;&atilde;o que deve ser considerada e que &eacute; amplamente reconhecida na literatura cient&iacute;fica, constatando-se tamb&eacute;m que ela se manifesta na maioria dos m&eacute;todos de aferi&ccedil;&atilde;o dos comportamentos de ades&atilde;o terap&ecirc;utica. Em concreto, &eacute; reconhecido que esta limita&ccedil;&atilde;o tende a sobrestimar a ades&atilde;o terap&ecirc;utica<sup>2,10,11,16</sup>. Destarte, os mesmos autores concluem pela validade do recurso a indicadores administrativos de ades&atilde;o terap&ecirc;utica e pela validade dos resultados por eles obtidos, em confronta&ccedil;&atilde;o com os obtidos por outros m&eacute;todos de aferi&ccedil;&atilde;o da ades&atilde;o terap&ecirc;utica<sup>2,10,11,16</sup>.</p>     <p>N&atilde;o obstante se encontrar dispon&iacute;vel toda a informa&ccedil;&atilde;o de levantamento da medica&ccedil;&atilde;o ARA, a disponibilidade dos dados de prescri&ccedil;&atilde;o de medica&ccedil;&atilde;o apresentou-se circunscrita &agrave; prescri&ccedil;&atilde;o efetuada em CSP. Na medida em que tal inviabilizou a obten&ccedil;&atilde;o das orienta&ccedil;&otilde;es posol&oacute;gicas prescritas fora dos CSP, houve a necessidade de se efetuar 2 op&ccedil;&otilde;es metodol&oacute;gicas:</p> <ul>       <li>i) c&aacute;lculo da ades&atilde;o terap&ecirc;utica prim&aacute;ria pelo indicador RAP apenas para as prescri&ccedil;&otilde;es efetuadas em CSP;</li>       <li>ii) para os indicadores MPR, CR, RCR e CMG assumir que a orienta&ccedil;&atilde;o posol&oacute;gica subjacente aos levantamentos cujas prescri&ccedil;&otilde;es haviam sido efetuadas fora dos CSP correspondia, para cada doente, &agrave; m&eacute;dia ponderada das orienta&ccedil;&otilde;es posol&oacute;gicas que esse doente verificou nas prescri&ccedil;&otilde;es de CSP.</li>     </ul>     <p>Existe um conjunto de particularidades associadas &agrave; prescri&ccedil;&atilde;o e levantamento de medica&ccedil;&atilde;o, e consequente confer&ecirc;ncia de receitu&aacute;rio para efeitos de comparticipa&ccedil;&atilde;o dos encargos pelo SNS, que devem ser considerados aquando da leitura dos resultados obtidos, na medida em que podem n&atilde;o se consubstanciar como efetivos comportamentos de n&atilde;o ades&atilde;o terap&ecirc;utica, n&atilde;o obstante os indicadores os estarem a classificar como tal. S&atilde;o de tal exemplo o extravio do receitu&aacute;rio e a exist&ecirc;ncia de desconformidades administrativas na pr&oacute;pria receita, invalidando o levantamento da medica&ccedil;&atilde;o, situa&ccedil;&otilde;es que, por regra, s&atilde;o colmatadas pela emiss&atilde;o de nova receita e n&atilde;o pela reemiss&atilde;o da receita original. Esta limita&ccedil;&atilde;o metodol&oacute;gica &eacute; particularmente relevante na interpreta&ccedil;&atilde;o do RAP, na medida em que este relaciona diretamente o que foi prescrito com o que foi levantado pelo utente. Os restantes indicadores (MPR, CR, RCR e CMG) n&atilde;o se apresentam vulner&aacute;veis a esta limita&ccedil;&atilde;o, na medida em que da sua formula&ccedil;&atilde;o matem&aacute;tica resulta a rela&ccedil;&atilde;o entre o n&uacute;mero de dias em que o doente teve medica&ccedil;&atilde;o em sua posse, i. e., medica&ccedil;&atilde;o efetivamente levantada, com o n&uacute;mero de dias que era suposto o doente ter medica&ccedil;&atilde;o em sua posse, em conformidade com as orienta&ccedil;&otilde;es posol&oacute;gicas prescritas.</p>     <p>Pelas limita&ccedil;&otilde;es metodol&oacute;gicas mencionadas, o indicador RAP apenas incide sobre as prescri&ccedil;&otilde;es efetuadas em CSP, pelo que a sua comparabilidade com os restantes indicadores se encontra bastante limitada.</p>     <p>Outra limita&ccedil;&atilde;o que deve ser considerada prende-se com a prescri&ccedil;&atilde;o e levantamento de medica&ccedil;&atilde;o n&atilde;o comparticipada pelo SNS, que, por esse facto, n&atilde;o &eacute; conferida pelo CCF. No presente estudo considerou-se a prescri&ccedil;&atilde;o desta medica&ccedil;&atilde;o e assumiu-se que os utentes n&atilde;o levantaram a medica&ccedil;&atilde;o, uma vez que n&atilde;o existia qualquer registo de levantamento associado, ainda que, em rigor, n&atilde;o seja poss&iacute;vel determinar se essa medica&ccedil;&atilde;o foi ou n&atilde;o adquirida. Da totalidade de comprimidos prescritos considerados, apenas 1,03% corresponderam a prescri&ccedil;&otilde;es sem comparticipa&ccedil;&atilde;o. A op&ccedil;&atilde;o metodol&oacute;gica adoptada pretendeu assegurar a maior captura poss&iacute;vel das orienta&ccedil;&otilde;es posol&oacute;gicas associadas a cada utente.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O indicador MPR permite medir a propor&ccedil;&atilde;o de dias que cada doente se encontra a coberto de medica&ccedil;&atilde;o num determinado per&iacute;odo (730 dias no presente estudo). Esta abordagem apresenta algumas limita&ccedil;&otilde;es, em particular quando aplicada numa base populacional. Em primeiro lugar, porque o denominador se mant&eacute;m fixo independentemente do doente, n&atilde;o descontando assim o enviesamento decorrente do abandono da terap&ecirc;utica antes do termo do per&iacute;odo de an&aacute;lise, nem o enviesamento decorrente de doentes que iniciem a terap&ecirc;utica ap&oacute;s o limite inferior do per&iacute;odo em an&aacute;lise. Neste sentido, tender&aacute; a sobrevalorizar a n&atilde;o ades&atilde;o terap&ecirc;utica. Em segundo lugar, porque permite que a sobreaquisi&ccedil;&atilde;o de medica&ccedil;&atilde;o contribua para melhoria dos resultados, sem que tal configure uma efetiva melhoria na ades&atilde;o terap&ecirc;utica dos doentes<sup>10,11,16</sup>.</p>     <p>Os indicadores CR e RCR s&atilde;o bastante similares na sua formula&ccedil;&atilde;o matem&aacute;tica, tendo-se verificado que as diferen&ccedil;as nos resultados obtidos s&atilde;o marginais. A grande limita&ccedil;&atilde;o associada a estes 2 indicadores prende-se com o facto da sobreaquisi&ccedil;&atilde;o de medica&ccedil;&atilde;o contribuir para a melhoria dos resultados m&eacute;dios de ades&atilde;o terap&ecirc;utica, limita&ccedil;&atilde;o essa que &eacute; ultrapassada pelo indicador CMG, cuja formula&ccedil;&atilde;o apenas difere do indicador CR por truncar a 100% o valor m&aacute;ximo de ades&atilde;o terap&ecirc;utica. Faz-se, no entanto, notar que o tratamento da sobreaquisi&ccedil;&atilde;o de medica&ccedil;&atilde;o, e a forma como deve ser interpretada ao n&iacute;vel da ades&atilde;o terap&ecirc;utica, n&atilde;o se reveste de consenso cient&iacute;fico<sup>11</sup>. &Eacute; question&aacute;vel que um doente que adquira, por hip&oacute;tese, o dobro da medica&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria ao tratamento da sua condi&ccedil;&atilde;o em linha com as orienta&ccedil;&otilde;es terap&ecirc;uticas prescritas deva ser considerado aderente.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Discuss&atilde;o de resultados</b></p>     <p><b>Ades&atilde;o terap&ecirc;utica prim&aacute;ria</b></p>     <p>Globalmente, foi poss&iacute;vel concluir que, para a amostra considerada (22.450 doentes), em m&eacute;dia, em cada 100 comprimidos de anti-hipertensores ARA prescritos em centros de sa&uacute;de da regi&atilde;o do Alentejo apenas foram levantados pelos doentes 61,2 comprimidos. A n&atilde;o ades&atilde;o terap&ecirc;utica prim&aacute;ria situou-se em 38,8%, sendo mais elevada no sexo masculino (40,8%) do que no sexo feminino (37,4%).</p>     <p>Os estudos consultados, resultantes da revis&atilde;o de literatura efetuada, cujo objeto fosse a ades&atilde;o terap&ecirc;utica prim&aacute;ria em patologia hipertensiva apresentaram valores que oscilaram entre 17,7-28,4%<sup>18&ndash;20</sup>. Numa an&aacute;lise mais aprofundada aos crit&eacute;rios metodol&oacute;gicos adoptados por estes investigadores, em particular relativamente &agrave; sele&ccedil;&atilde;o amostral, concluiu-se que os mesmos limitavam a comparabilidade dos resultados com os obtidos pelo presente estudo.</p>     <p>Foi tamb&eacute;m poss&iacute;vel constatar que 64,9% dos doentes (14.565) apresentaram RAP inferiores a 80%, i. e., 65% dos doentes n&atilde;o adquiriram, pelo menos, 20% da medica&ccedil;&atilde;o que lhes havia sido prescrita em CSP.</p>     <p>Igualmente se evidenciou que as faixas et&aacute;rias que compreendiam os doentes em idade ativa apresentaram RAP significativamente inferiores aos verificados nas faixas et&aacute;rias que compreendiam doentes em idade n&atilde;o ativa (&gt; 65 anos). Esta tend&ecirc;ncia confirma os resultados obtidos por Wroth (2008)<sup>19</sup>.</p>     <p>Confirmou-se a exist&ecirc;ncia de comportamentos extremos numa franja significativa da amostra: 12% dos doentes (2.692) n&atilde;o t&ecirc;m qualquer levantamento de medica&ccedil;&atilde;o associado &agrave; prescri&ccedil;&atilde;o no per&iacute;odo, n&atilde;o obstante a necessidade cl&iacute;nica da terap&ecirc;utica ter sido identificada em pelo menos 2 momentos distintos.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Ades&atilde;o terap&ecirc;utica, indicadores taxa de posse de medica&ccedil;&atilde;o, taxa de cumprimento, taxa de cumprimento da aquisi&ccedil;&atilde;o e medida cont&iacute;nua dos intervalos de aquisi&ccedil;&atilde;o de medica&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>Os 4 indicadores de ades&atilde;o terap&ecirc;utica selecionados permitem quantificar os comportamentos de ades&atilde;o terap&ecirc;utica de uma forma mais abrangente do que o indicador RAP, seja porque capturam cumulativamente comportamentos de ades&atilde;o terap&ecirc;utica prim&aacute;ria e secund&aacute;ria, seja porque permitem capturar os comportamentos em todos os n&iacute;veis e tipos de cuidados onde tenha existido prescri&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Globalmente, conclui-se que a ades&atilde;o terap&ecirc;utica, para os doentes considerados na amostra, oscilou entre 55,7% (MPR), 69,7% (CR), 69,5% (RCR) e 64,8% (CMG). O indicador MPR &eacute; aquele que &eacute; referido na literatura cient&iacute;fica como o instrumento de aferi&ccedil;&atilde;o da ades&atilde;o terap&ecirc;utica mais frequente. A compara&ccedil;&atilde;o dos resultados obtidos com outros estudos cient&iacute;ficos realizados n&atilde;o foi conclusiva; embora na esmagadora maioria dos estudos o indicador MPR seja aquele que apresenta valores de ades&atilde;o mais baixos, e os valores obtidos pelo presente estudo e pelos diversos indicadores se enquadrem dentro do leque de valores encontrados na revis&atilde;o de literatura, constatou-se que os crit&eacute;rios metodol&oacute;gicos adoptados e as caracter&iacute;sticas das amostras diferem bastante de estudo para estudo<sup>4,8,10,16,21</sup>.</p>     <p>Independentemente do indicador considerado, constatou-se que os doentes do sexo masculino apresentaram n&iacute;veis de ades&atilde;o terap&ecirc;utica significativamente mais baixos que os doentes do sexo feminino, o que se encontra em linha com as conclus&otilde;es obtidas ao n&iacute;vel da ades&atilde;o terap&ecirc;utica prim&aacute;ria.</p>     <p>As faixas et&aacute;rias que compreendem os doentes em idade n&atilde;o ativa, independentemente do indicador considerado, apresentaram consistentemente valores de ades&atilde;o terap&ecirc;utica mais elevados, sempre superiores &agrave; m&eacute;dia amostral, que os verificados nas restantes faixas et&aacute;rias. N&atilde;o obstante confirmar-se a diferen&ccedil;a de m&eacute;dias entre as diversas faixas et&aacute;rias, a correla&ccedil;&atilde;o encontrada entre a idade e o n&iacute;vel de ades&atilde;o terap&ecirc;utica, apesar de positiva, foi fraca (0,13).</p>     <p>Foi poss&iacute;vel confirmar a exist&ecirc;ncia de comportamentos extremos em qualquer dos indicadores, i. e<i>.</i>, comportamentos de n&atilde;o ades&atilde;o total e comportamentos de sobreaquisi&ccedil;&atilde;o de medica&ccedil;&atilde;o. Independentemente do indicador, 12% dos doentes considerados n&atilde;o tiveram, no per&iacute;odo, associado qualquer levantamento de medica&ccedil;&atilde;o ARA, sendo que a necessidade terap&ecirc;utica foi identificada em pelo menos 2 momentos distintos. No extremo oposto, constatou-se a exist&ecirc;ncia de comportamentos de sobreaquisi&ccedil;&atilde;o de medica&ccedil;&atilde;o, sendo que a preval&ecirc;ncia do fen&oacute;meno variou em fun&ccedil;&atilde;o do indicador selecionado. A preval&ecirc;ncia mais reduzida de sobreaquisi&ccedil;&atilde;o de medica&ccedil;&atilde;o (8,5% da amostra) foi obtida pelo indicador MPR, enquanto a mais elevada pelo indicador CR (18,2% da amostra), o que permitiu concluir que o encargo suportado com o SNS relativo &agrave; sobreaquisi&ccedil;&atilde;o de medica&ccedil;&atilde;o se ter&aacute; situado entre 160.000-213.000 euros, respetivamente 3,2 e 4,3% do total de encargos SNS suportados com medica&ccedil;&atilde;o ARA na regi&atilde;o. A compara&ccedil;&atilde;o dos resultados obtidos pelos indicadores CR e CMG permitiu concluir que a sobreaquisi&ccedil;&atilde;o de medica&ccedil;&atilde;o, face &agrave;s orienta&ccedil;&otilde;es posol&oacute;gicas prescritas, ter&aacute; contribu&iacute;do para a melhoria dos resultados de ades&atilde;o terap&ecirc;utica em cerca de 7,6%.</p>     <p>&Agrave; semelhan&ccedil;a do verificado para a ades&atilde;o terap&ecirc;utica prim&aacute;ria, a desagrega&ccedil;&atilde;o da an&aacute;lise &agrave; dimens&atilde;o do concelho de resid&ecirc;ncia n&atilde;o permitiu obter, com os elementos dispon&iacute;veis, padr&otilde;es muito evidentes de distribui&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica do fen&oacute;meno. Em regra, verificou-se que os concelhos que apresentavam um valor de ades&atilde;o terap&ecirc;utica superior &agrave; m&eacute;dia amostral, por um determinado indicador, viam confirmada essa tend&ecirc;ncia pelos restantes indicadores.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conclus&atilde;o</b></p>     <p>O presente estudo confirmou que, com a informa&ccedil;&atilde;o administrativa de prescri&ccedil;&atilde;o e levantamento de medica&ccedil;&atilde;o que atualmente &eacute; recolhida pelos diversos prestadores de cuidados, &eacute; poss&iacute;vel a mensura&ccedil;&atilde;o da ades&atilde;o terap&ecirc;utica numa base populacional. N&atilde;o obstante, verifica-se a exist&ecirc;ncia de um conjunto de limita&ccedil;&otilde;es e barreiras, na sua ess&ecirc;ncia decorrentes dos m&eacute;todos log&iacute;sticos de prescri&ccedil;&atilde;o e recolha da informa&ccedil;&atilde;o que, n&atilde;o inviabilizando a mensura&ccedil;&atilde;o dos comportamentos, se n&atilde;o forem devidamente acautelados, poder&atilde;o conduzir a enviesamentos na leitura dos resultados. Referimo-nos aqui &agrave; inexist&ecirc;ncia de uma base de dados centralizada de todas as prescri&ccedil;&otilde;es realizadas, independentemente do local em que tenham sido efetuadas, conduzindo &agrave; impossibilidade de se obter sistematizadamente as orienta&ccedil;&otilde;es posol&oacute;gicas da terap&ecirc;utica prescrita, &agrave; subsist&ecirc;ncia de alguns prestadores p&uacute;blicos que ainda n&atilde;o aderiram &agrave; prescri&ccedil;&atilde;o eletr&oacute;nica, ao facto das desconformidades administrativas associadas ao receitu&aacute;rio conduzirem &agrave; emiss&atilde;o de nova receita, ao inv&eacute;s de ser reemitida a receita inicial, etc. A progressiva elimina&ccedil;&atilde;o destas barreiras parece ser desej&aacute;vel na medida em que, assegurando uma maior qualidade e fiabilidade da informa&ccedil;&atilde;o, permitir&aacute; aferir, para todos os doentes de uma forma <i>standardizada</i> e universal, os n&iacute;veis de ades&atilde;o terap&ecirc;utica por estes registados.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O presente estudo permitiu tamb&eacute;m constatar que os resultados de ades&atilde;o terap&ecirc;utica variam consoante o indicador utilizado. Neste sentido, refor&ccedil;a-se a import&acirc;ncia da escolha dos instrumentos de medida em adequa&ccedil;&atilde;o aos objetivos e condicionalismos de cada estudo concreto, facto amplamente refor&ccedil;ado pela inexist&ecirc;ncia de um <i>&laquo;gold standard&raquo;</i> reconhecido pela comunidade cient&iacute;fica e pela falta de consenso cient&iacute;fico, terminol&oacute;gico e conceptual, relativamente a muitos dos conceitos que se relacionam com a ades&atilde;o terap&ecirc;utica<sup>9&ndash;11</sup>.</p>     <p>Em fun&ccedil;&atilde;o das conclus&otilde;es e resultados obtidos e da evid&ecirc;ncia cient&iacute;fica consultada, n&atilde;o se recomenda a prossecu&ccedil;&atilde;o de estudos de ades&atilde;o terap&ecirc;utica por recurso exclusivo a um indicador; antes se adopta a posi&ccedil;&atilde;o assumida por Andrade et al. (2006) de se mensurar os n&iacute;veis de ades&atilde;o terap&ecirc;utica por recurso a diferentes indicadores<sup>11</sup>.</p>     <p>O presente estudo pretendeu perceber como se distribui a ades&atilde;o terap&ecirc;utica em 3 vari&aacute;veis: g&eacute;nero, idade e &aacute;rea geogr&aacute;fica de resid&ecirc;ncia. Perceber o porqu&ecirc; dos comportamentos apresentarem &iacute;ndices de variabilidade elevados ser&aacute; o aprofundamento l&oacute;gico do presente estudo. O relacionamento entre a ades&atilde;o terap&ecirc;utica e n&iacute;veis de rendimento, condi&ccedil;&otilde;es sociodemogr&aacute;ficas, disponibilidade de recursos de sa&uacute;de, condi&ccedil;&otilde;es de acessibilidade a cuidados de sa&uacute;de, causas de admiss&atilde;o hospitalar, entre tantas outras vari&aacute;veis que possam apresentar capacidade preditiva dos comportamentos de ades&atilde;o terap&ecirc;utica, contribuir&aacute; seguramente para um melhor entendimento sobre as motiva&ccedil;&otilde;es e consequ&ecirc;ncias dos comportamentos individuais de ades&atilde;o terap&ecirc;utica.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias Bibliografia</b></p>     <!-- ref --><p>1. Adherence to long-term therapies: Evidence for action. Geneva: World Health Organization, (2003) .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=802454&pid=S0870-9025201600010000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>2. Osterberg L., Blaschke T. Adherence to medication. N Engl J Med. 2005;353:487-97.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=802456&pid=S0870-9025201600010000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>3. Beardon P., McGilchrist M., McDevitt D., MacDonald T., Mckendrick A. Primary non-compliance with prescribed medication in primary care. BMJ. 1993;307:846-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=802458&pid=S0870-9025201600010000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>4. Bramley T., Gerbino P., Nightengale B., Frech-Tamas F. Relationship of blood pressure control to adherence with antihypertensive monotherapy in 13 managed care organizations. J Manag Care Pharm. 2006;12:239-45.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=802460&pid=S0870-9025201600010000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>5. Dunbar-Jacob J., Dwyer K. Compliance with antihypertensive regimen: A review of the research in the 1980's. Ann Behavioral Med. 1991;12:31-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=802462&pid=S0870-9025201600010000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>6. Portugal. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Dire&ccedil;&atilde;o Geral da Sa&uacute;de. Hipertens&atilde;o arterial: defini&ccedil;&atilde;o e classifica&ccedil;&atilde;o. Lisboa: DGS; 2011. (Norma de Orienta&ccedil;&atilde;o Cl&iacute;nica; 020/2011).</p>     <!-- ref --><p>7. Staessen J., Wang J.G., Thijs L. Cardiovascular prevention and blood pressure reduction: A quantitative overview updated until 1 March 2003. J Hypertension. 2003;21:1055-76.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=802465&pid=S0870-9025201600010000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>8. Vermeire E., Hearnshaw H., van P., Denekens J. Patient adherence to treatment: Three decades of research: A comprehensive review. J Clin Pharm Ther. 2001;26:331-42.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=802467&pid=S0870-9025201600010000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>9. Haynes B., McDonald H., Garg A. Helping patients follow prescribed treatment: Clinical applications. JAMA. 2002;288:2880-3.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=802469&pid=S0870-9025201600010000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>10. Hess L., Raebel M., Conner D., Malone D. Measurement of adherence in pharmacy administrative databases: A proposal for standard definitions and preferred measures. Ann Pharmacother. 2006;40:1280-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=802471&pid=S0870-9025201600010000400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>11. Andrade S., Kahler K., Frech F., Chan A. Methods for evaluation of medication adherence and persistence using automated databases. Pharmacoepidemiol Drug Saf. 2006;15:565-74.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=802473&pid=S0870-9025201600010000400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>12. Gunette L., Moisan J., Preville M., Boyer R. Measures of adherence based on self-report exhibited poor agreement with those based on pharmacy records (abstract). J Clin Epidemiol. 2005;58:924-33.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=802475&pid=S0870-9025201600010000400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>13. Grossberg R., Zhang Y., Gross R. A time-to-prescription-refill measure of antiretroviral adherence predicted changes in viral load in HIV. J Clin Epidemiol. 2004;57:1107-10.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=802477&pid=S0870-9025201600010000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>14. Larsen J., Stovring H., Kragstrup J., Hansen D. Can differences in medical drug compliance between European countries be explained by social factors: Analyses based on data from the European Social Survey, round 2. BMC Public Health. 2009;9:1-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=802479&pid=S0870-9025201600010000400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>15. Raebel M., Ellis J., Carroll N., Bayliss E., McGinnis B., Schroeder E., et al. Characteristics of patients with primary non-compliance to medications for hypertension, diabetes and lipid disorders. J Gen Intern Med. 2011;27:57-64.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=802481&pid=S0870-9025201600010000400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>16. Karve S., Cleves M., Helm M., Hudson T., West D., Martin B. Prospective validation of eight different adherence measures for use with administrative claims data among patients with schizophrenia. Value Health. 2009;12:989-95.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=802483&pid=S0870-9025201600010000400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>17. Pereira O.G., Alegria J.P., Gouveia A. &Iacute;ndice nacional terap&ecirc;utico 2011: 1.&deg; semestre, Inverno/Primavera. Lisboa: Tupam Editores, (2011) .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=802485&pid=S0870-9025201600010000400016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>18. Fischer M., Stedman M., Lii J., Vogeli C., Shrank W., Brookhart A., et al. Primary medication non-adherence: Analysis of 195,930 electronic prescriptions (abstract). J Gen Intern Med. 2010;25:284-90.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=802487&pid=S0870-9025201600010000400017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>19. Wroth T., Pathman D. Primary medication adherence in a rural population: The role of the patient-physician relationship and satisfaction with care. J Am Board Fam Med. 2006;19:478-86.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=802489&pid=S0870-9025201600010000400018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>20. Jackevicius C., Li P., Tu J. Prevalence, predictors, and outcomes of primary nonadherence after acute myocardial infarction. Circulation. 2008;117:1028-36.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=802491&pid=S0870-9025201600010000400019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>21. Elliot W., Plauschinat C., Skrepnek G., Gause D. Persistence, adherence, and risk of discontinuation associated with commonly prescribed antihypertensive drug monotherapies. J Am Board Fam Med. 2007;20:72-80.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=802493&pid=S0870-9025201600010000400020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conflito de interesses</b></p>     <p>Os autores declaram n&atilde;o haver conflito de interesses.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i><a href="#topc0">*</a><a name="c0"></a>Autor para correspondência:</i> Correio eletrónico: <a href="mailto:bruno.d.moita@gmail.com">bruno.d.moita@gmail.com</a></P>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<label>1</label><nlm-citation citation-type="book">
<source><![CDATA[Adherence to long-term therapies: Evidence for action]]></source>
<year>2003</year>
<publisher-loc><![CDATA[Geneva ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[World Health Organization]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<label>2</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Osterberg]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Blaschke]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Adherence to medication]]></article-title>
<source><![CDATA[N Engl J Med]]></source>
<year>2005</year>
<volume>353</volume>
<page-range>487-97</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<label>3</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Beardon]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[McGilchrist]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[McDevitt]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[MacDonald]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mckendrick]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Primary non-compliance with prescribed medication in primary care]]></article-title>
<source><![CDATA[BMJ]]></source>
<year>1993</year>
<volume>307</volume>
<page-range>846-8</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<label>4</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bramley]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gerbino]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Nightengale]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Frech-Tamas]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Relationship of blood pressure control to adherence with antihypertensive monotherapy in 13 managed care organizations]]></article-title>
<source><![CDATA[J Manag Care Pharm]]></source>
<year>2006</year>
<numero>12</numero>
<issue>12</issue>
<page-range>239-45</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<label>5</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Dunbar-Jacob]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Dwyer]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Compliance with antihypertensive regimen: A review of the research in the 1980's]]></article-title>
<source><![CDATA[Ann Behavioral Med]]></source>
<year>1991</year>
<volume>12</volume>
<page-range>31-9</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<label>7</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Staessen]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Wang]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Thijs]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Cardiovascular prevention and blood pressure reduction: A quantitative overview updated until 1 March 2003]]></article-title>
<source><![CDATA[J Hypertension]]></source>
<year>2003</year>
<volume>21</volume>
<page-range>1055-76</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<label>8</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Vermeire]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hearnshaw]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[van]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Denekens]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Patient adherence to treatment: Three decades of research: A comprehensive review]]></article-title>
<source><![CDATA[J Clin Pharm Ther]]></source>
<year>2001</year>
<volume>26</volume>
<page-range>331-42</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<label>9</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Haynes]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[McDonald]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Garg]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Helping patients follow prescribed treatment: Clinical applications]]></article-title>
<source><![CDATA[JAMA]]></source>
<year>2002</year>
<volume>288</volume>
<page-range>2880-3</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<label>10</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Hess]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Raebel]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Conner]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Malone]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Measurement of adherence in pharmacy administrative databases: A proposal for standard definitions and preferred measures]]></article-title>
<source><![CDATA[Ann Pharmacother]]></source>
<year>2006</year>
<volume>40</volume>
<page-range>1280-8</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<label>11</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Andrade]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kahler]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Frech]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Chan]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Methods for evaluation of medication adherence and persistence using automated databases]]></article-title>
<source><![CDATA[Pharmacoepidemiol Drug Saf]]></source>
<year>2006</year>
<volume>15</volume>
<page-range>565-74</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<label>12</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gunette]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Moisan]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Preville]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Boyer]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Measures of adherence based on self-report exhibited poor agreement with those based on pharmacy records (abstract)]]></article-title>
<source><![CDATA[J Clin Epidemiol]]></source>
<year>2005</year>
<volume>58</volume>
<page-range>924-33</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<label>13</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Grossberg]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Zhang]]></surname>
<given-names><![CDATA[Y.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gross]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[A time-to-prescription-refill measure of antiretroviral adherence predicted changes in viral load in HIV]]></article-title>
<source><![CDATA[J Clin Epidemiol]]></source>
<year>2004</year>
<volume>57</volume>
<page-range>1107-10</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<label>14</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Larsen]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Stovring]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kragstrup]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hansen]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Can differences in medical drug compliance between European countries be explained by social factors: Analyses based on data from the European Social Survey, round 2]]></article-title>
<source><![CDATA[BMC Public Health]]></source>
<year>2009</year>
<volume>9</volume>
<page-range>1-6</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<label>15</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Raebel]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ellis]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Carroll]]></surname>
<given-names><![CDATA[N.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bayliss]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[McGinnis]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Schroeder]]></surname>
<given-names><![CDATA[E]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Characteristics of patients with primary non-compliance to medications for hypertension, diabetes and lipid disorders]]></article-title>
<source><![CDATA[J Gen Intern Med]]></source>
<year>2011</year>
<volume>27</volume>
<page-range>57-64</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<label>16</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Karve]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cleves]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Helm]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hudson]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[West]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Martin]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Prospective validation of eight different adherence measures for use with administrative claims data among patients with schizophrenia]]></article-title>
<source><![CDATA[Value Health]]></source>
<year>2009</year>
<volume>12</volume>
<page-range>989-95</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<label>17</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pereira]]></surname>
<given-names><![CDATA[O.G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Alegria]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gouveia]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Índice nacional terapêutico 2011: 1.° semestre, Inverno/Primavera]]></source>
<year>2011</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Tupam Editores]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<label>18</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Fischer]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Stedman]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lii]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Vogeli]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Shrank]]></surname>
<given-names><![CDATA[W.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Brookhart]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Primary medication non-adherence: Analysis of 195,930 electronic prescriptions (abstract)]]></article-title>
<source><![CDATA[J Gen Intern Med]]></source>
<year>2010</year>
<volume>25</volume>
<page-range>284-90</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<label>19</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Wroth]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pathman]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Primary medication adherence in a rural population: The role of the patient-physician relationship and satisfaction with care]]></article-title>
<source><![CDATA[J Am Board Fam Med]]></source>
<year>2006</year>
<volume>19</volume>
<page-range>478-86</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<label>20</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Jackevicius]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Li]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Tu]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Prevalence, predictors, and outcomes of primary nonadherence after acute myocardial infarction]]></article-title>
<source><![CDATA[Circulation]]></source>
<year>2008</year>
<volume>117</volume>
<page-range>1028-36</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<label>21</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Elliot]]></surname>
<given-names><![CDATA[W.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Plauschinat]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Skrepnek]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gause]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Persistence, adherence, and risk of discontinuation associated with commonly prescribed antihypertensive drug monotherapies]]></article-title>
<source><![CDATA[J Am Board Fam Med]]></source>
<year>2007</year>
<volume>20</volume>
<page-range>72-80</page-range></nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
