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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Saúde Pública]]></journal-title>
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<publisher-name><![CDATA[Escola Nacional de Saúde Pública]]></publisher-name>
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<article-id pub-id-type="doi">10.1016/j.rpsp.2015.10.001</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Consumo alimentar de crianças com um ano de vida num serviço de atenção primária em saúde]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Children's food consumption in the first year of life in a primary health care service]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Objective The aim of this study was to describe the dietary intake of one year old children treated by the Community Health Service of Grupo Hospitalar Conceição placed in Porto Alegre. Methods Data of 83 children treated in the territory covered by the Community Health Service of Grupo Hospitalar Conceição born during the period between 2012 and 2013 was analyzed. Mothers that allowed the participation of their children in the study have answered a consumption of food questionnaire whose variables were habits food (duration of breastfeeding exclusive-BE, the total duration of breastfeeding, introduction of sugar, meat, vegetables and ferrous sulfate supplementation). Results Children were predominantly female (54.2%), with mean age of 13.3 ± 1.2 months, remaining 41% exclusive breastfeeding up to 06 months and 48% had received breast milk on the interview day. It was found significant percentage of children (66%) who did not receive honey/molasses/sugar or brown sugar before 6 months however evidenced high consumption of juice powder (63.9%) and soft drinks (55.4%). The mothers' mean age was 30.4 ± 9.9 years old. Dissatisfaction with family income last month reached a percentage of 68.7%. Conclusion The findings of the study showed positive data on food quality in the studied age group. Nutrition education and healthy eating promotion should be encouraged in the health services in all cycles of life.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Consumo de alimentos]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <P align="right"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></P>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Consumo alimentar de crian&ccedil;as com um ano de vida num servi&ccedil;o de aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria em sa&uacute;de</b></p>     <p><b>Children's food consumption in the first year of life in a primary health care service</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Laura Garcia de Freitas <sup>a</sup><sup>, </sup><a href="#c0">*</a><a name="topc0"></a>, Renata de Souza Escobar <sup>b</sup>, Margarita Alexandra Pe&ntilde;a Cort&eacute;s <sup>c</sup>, Daniel Dem&eacute;trio Faustino-Silva <sup>b</sup><sup>, </sup><sup>d</sup></b></p>     <p>a Programa de Resid&ecirc;ncia Integrada em Sa&uacute;de do Grupo Hospitalar Concei&ccedil;&atilde;o, Porto Alegre/RS, Brasil</p>     <p>b Servi&ccedil;o de Sa&uacute;de Comunit&aacute;ria do Grupo Hospitalar Concei&ccedil;&atilde;o, Porto Alegre/RS, Brasil</p>     <p>c Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Biologia Celular e Molecular da Pontif&iacute;cia Universidade Cat&oacute;lica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre/RS, Brasil</p>     <p>d Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Odontologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre/RS, Brasil</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p><b>Objetivo</b></p>     <p>Descrever o consumo alimentar de crian&ccedil;as com um ano de idade atendidas no Servi&ccedil;o de Sa&uacute;de Comunit&aacute;ria do Grupo Hospitalar Concei&ccedil;&atilde;o, localizado no munic&iacute;pio de Porto Alegre &ndash; RS.</p>     <p><b>M&eacute;todos</b></p>     <p>Foram analisados dados de 83 crian&ccedil;as atendidas no territ&oacute;rio de abrang&ecirc;ncia do Servi&ccedil;o de Sa&uacute;de Comunit&aacute;ria do Grupo Hospitalar Concei&ccedil;&atilde;o, nascidas no per&iacute;odo entre 2012-2013. As m&atilde;es que permitiram a participa&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as no estudo responderam a question&aacute;rio de consumo alimentar, cujas vari&aacute;veis foram os h&aacute;bitos alimentares (tempo de aleitamento materno exclusivo (AME), tempo de aleitamento materno total, introdu&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&uacute;car, carne, vegetais e suplementa&ccedil;&atilde;o de sulfato ferroso).</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>As crian&ccedil;as eram predominantemente do sexo feminino (54,2%), com a m&eacute;dia de idade de 13,3 &plusmn; 1,2 meses, permanecendo 41% em aleitamento exclusivo at&eacute; aos 6 meses e 48% tinham recebido leite de peito no dia anterior a entrevista. Foi significativa a percentagem de crian&ccedil;as (66%) que n&atilde;o recebeu mel/melado/a&ccedil;&uacute;car ou rapadura antes dos 6 meses; no entanto, foi evidenciado consumo elevado de suco em p&oacute; (63,9%) e refrigerante (55,4%). A m&eacute;dia de idade entre as m&atilde;es foi de 30,4 &plusmn; 9,9 anos. A insatisfa&ccedil;&atilde;o com a renda familiar atingiu um percentual de 68,7% no &uacute;ltimo m&ecirc;s.</p>     <p><b>Conclus&atilde;o</b></p>     <p>Os achados do estudo demonstraram dados positivos na qualidade da alimenta&ccedil;&atilde;o na faixa et&aacute;ria avaliada. Educa&ccedil;&atilde;o nutricional e promo&ccedil;&atilde;o da alimenta&ccedil;&atilde;o saud&aacute;vel devem ser estimuladas nos servi&ccedil;os de sa&uacute;de em todos os ciclos da vida.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Palavras-chave: </b>Consumo de alimentos. Nutri&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a. Primeiro ano de vida. H&aacute;bitos alimentares.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p><b>Objective</b></p>     <p>The aim of this study was to describe the dietary intake of one year old children treated by the Community Health Service of Grupo Hospitalar Concei&ccedil;&atilde;o placed in Porto Alegre.</p>     <p><b>Methods</b></p>     <p>Data of 83 children treated in the territory covered by the Community Health Service of Grupo Hospitalar Concei&ccedil;&atilde;o born during the period between 2012 and 2013 was analyzed. Mothers that allowed the participation of their children in the study have answered a consumption of food questionnaire whose variables were habits food (duration of breastfeeding exclusive-BE, the total duration of breastfeeding, introduction of sugar, meat, vegetables and ferrous sulfate supplementation).</p>     <p><b>Results</b></p>     <p>Children were predominantly female (54.2%), with mean age of 13.3 &plusmn; 1.2 months, remaining 41% exclusive breastfeeding up to 06 months and 48% had received breast milk on the interview day. It was found significant percentage of children (66%) who did not receive honey/molasses/sugar or brown sugar before 6 months however evidenced high consumption of juice powder (63.9%) and soft drinks (55.4%). The mothers&rsquo; mean age was 30.4 &plusmn; 9.9 years old. Dissatisfaction with family income last month reached a percentage of 68.7%.</p>     <p><b>Conclusion</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>The findings of the study showed positive data on food quality in the studied age group. Nutrition education and healthy eating promotion should be encouraged in the health services in all cycles of life.</p>     <p><b>Keywords: </b>Food consumption. Child nutrition. First year of life. Food habits.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>O estudo sobre consumo alimentar no primeiro ano de vida &eacute; de grande relev&acirc;ncia para nortear as a&ccedil;&otilde;es e o entendimento da rela&ccedil;&atilde;o sa&uacute;de versus doen&ccedil;a nos servi&ccedil;os de sa&uacute;de p&uacute;blica. Nessa idade os h&aacute;bitos alimentares come&ccedil;am a se formar, constituindo assim o per&iacute;odo ideal para interven&ccedil;&otilde;es educativas em nutri&ccedil;&atilde;o que visem a promo&ccedil;&atilde;o e preven&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de<sup>1</sup>. H&aacute;bitos alimentares inadequados no in&iacute;cio da inf&acirc;ncia relacionam-se com excesso de peso e surgimento na vida adulta de doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas n&atilde;o transmiss&iacute;veis (DCNT), hoje uma das principais causas de mortalidade no Brasil<sup>2</sup>.</p>     <p>Diante desse problema, o governo federal brasileiro, atrav&eacute;s da Rede de Aten&ccedil;&atilde;o &agrave; Sa&uacute;de, coordena e identifica as necessidades dos utilizadores para garantir uma adequada organiza&ccedil;&atilde;o dos cuidados nutricionais da popula&ccedil;&atilde;o brasileira<sup>3</sup>. A aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica &eacute; a porta de entrada dos utilizadores do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SUS), tornando-se o espa&ccedil;o adequado para a&ccedil;&otilde;es de promo&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de relacionadas a alimenta&ccedil;&atilde;o e ao excesso de peso<sup>4</sup>.</p>     <p>A alimenta&ccedil;&atilde;o saud&aacute;vel &eacute; uma forma de preven&ccedil;&atilde;o que acarretar&aacute; efeitos positivos na sa&uacute;de ao longo da vida. S&atilde;o diversas as publica&ccedil;&otilde;es sobre o assunto, destacando-se o documento do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de (MS) brasileiro intitulado &laquo;10 passos para uma alimenta&ccedil;&atilde;o saud&aacute;vel para crian&ccedil;as brasileiras menores de 2 anos&raquo;, no qual est&atilde;o resumidas orienta&ccedil;&otilde;es alimentares para essa faixa et&aacute;ria em 10 itens<sup>1</sup>.</p>     <p>O Sistema de Vigil&acirc;ncia Alimentar e Nutricional (SISVAN) &eacute; uma das ferramentas utilizadas pelo MS visando realizar o diagn&oacute;stico descritivo e anal&iacute;tico da situa&ccedil;&atilde;o alimentar e nutricional da popula&ccedil;&atilde;o brasileira, contribuindo para formula&ccedil;&atilde;o e revis&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, identificando &aacute;reas geogr&aacute;ficas, segmentos sociais e grupos populacionais de maior risco aos dist&uacute;rbios nutricionais<sup>5</sup>. Diante disso, o objetivo desse estudo foi descrever o consumo alimentar de crian&ccedil;as com um ano de idade, atendidas por um servi&ccedil;o de cuidados de sa&uacute;de prim&aacute;rios de Porto Alegre &ndash; RS/Brasil, e contribuir para o conhecimento do estado nutricional desse grupo populacional.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>M&eacute;todos</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Trata-se de um estudo transversal descritivo<sup>6</sup>, inserido numa pesquisa de coorte de acompanhamento de sa&uacute;de infantil. O estudo foi realizado nas 12 unidades de sa&uacute;de pertencentes ao Servi&ccedil;o de Sa&uacute;de Comunit&aacute;ria do Grupo Hospitalar Concei&ccedil;&atilde;o (SSC-GHC), localizadas na zona norte de Porto Alegre &ndash; RS/Brasil.</p>     <p>Participaram do estudo 83 crian&ccedil;as pertencentes ao territ&oacute;rio de abrang&ecirc;ncia do SSC-GHC, nascidas no per&iacute;odo entre 2012-2013. A coleta de dados foi realizada atrav&eacute;s da aplica&ccedil;&atilde;o de um question&aacute;rio de consumo alimentar &agrave;s m&atilde;es que permitiram a participa&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as, atrav&eacute;s da assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido antes de sua inclus&atilde;o na amostra.</p>     <p>Entrevistadores previamente treinados aplicaram o question&aacute;rio que continha quest&otilde;es do instrumento de marcadores do consumo alimentar para crian&ccedil;as do SISVAN do MS<sup>5</sup>, cujas vari&aacute;veis foram os h&aacute;bitos alimentares (tempo de aleitamento materno exclusivo (AME), tempo de aleitamento materno total, introdu&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&uacute;car, carne, vegetais e suplementa&ccedil;&atilde;o com sulfato ferroso).</p>     <p>O SISVAN recomenda a aplica&ccedil;&atilde;o desse question&aacute;rio, pois permite qualificar de forma geral o padr&atilde;o alimentar da crian&ccedil;a sem a preocupa&ccedil;&atilde;o de quantificar a dieta em termos de nutrientes e valor energ&eacute;tico. Sua divis&atilde;o por faixa et&aacute;ria possibilita a identifica&ccedil;&atilde;o da preval&ecirc;ncia e o tipo de aleitamento materno, al&eacute;m de caracterizar melhor o per&iacute;odo de introdu&ccedil;&atilde;o de alimentos, t&atilde;o importante para a sa&uacute;de de menores de 5 anos<sup>7</sup>.</p>     <p>A pesquisa foi aprovada pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica e Pesquisa do GHC (CAAE n.&deg; 26100013.0.0000.5530 e Parecer n.&deg; 610.81).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>Foram avaliadas 83 crian&ccedil;as com predomin&acirc;ncia do sexo feminino (54,2%). A m&eacute;dia de idade foi de 13,3 &plusmn; 1,2 meses. Analisando as vari&aacute;veis maternas, observou-se com rela&ccedil;&atilde;o a escolaridade maior percentagem de m&atilde;es com ensino m&eacute;dio conclu&iacute;do. A m&eacute;dia de idade das m&atilde;es foi de 30,4 &plusmn; 9,9 anos. Predominou a insatisfa&ccedil;&atilde;o com a renda familiar (68,7%). As caracter&iacute;sticas sociodemogr&aacute;ficas da amostra estudada est&atilde;o representadas na <a href="#t1">tabela 1</a>.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t1"></a> <img src="/img/revistas/rpsp/v34n1/34n1a07t1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Na popula&ccedil;&atilde;o estudada, 41% permaneceu em aleitamento exclusivo at&eacute; os 6 meses de idade e 48% das crian&ccedil;as tinham recebido leite de peito no dia anterior a entrevista. A qualifica&ccedil;&atilde;o da dieta oferecida (introdu&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&uacute;car, carne, vegetais, frutas e suplementa&ccedil;&atilde;o com sulfato ferroso) pode ser analisada na <a href="#t2">tabela 2</a>.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t2"></a> <img src="/img/revistas/rpsp/v34n1/34n1a07t2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>&Eacute; importante ressaltar que uma elevada percentagem de crian&ccedil;as (79,5%) n&atilde;o recebeu mel/melado/a&ccedil;&uacute;car ou rapadura antes dos 6 meses, no entanto, foi evidenciado consumo significativo de sumo em p&oacute; (63,9%) e refrigerante (55,4%) no &uacute;ltimo m&ecirc;s.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Discuss&atilde;o</b></p>     <p>As a&ccedil;&otilde;es de promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de e preven&ccedil;&atilde;o das DCNT iniciam-se na gravidez, promovendo os cuidados pr&eacute;-natais e a nutri&ccedil;&atilde;o adequada, passando pelo incentivo ao aleitamento materno e estendendo-se durante todo o ciclo vital, estimulando fatores protetores como a alimenta&ccedil;&atilde;o saud&aacute;vel, entre outros<sup>2</sup>.</p>     <p>Conforme dados da Pesquisa de Preval&ecirc;ncia de Aleitamento Materno em Munic&iacute;pios Brasileiros, a preval&ecirc;ncia de aleitamento materno exclusivo nos primeiros 6 meses de vida, no Brasil, &eacute; de 41%<sup>8</sup>. Dado id&ecirc;ntico foi encontrado neste estudo (<a href="#t2">tabela 2</a>). O leite materno &eacute; o alimento ideal para a crian&ccedil;a rec&eacute;m-nascida. Seus benef&iacute;cios incluem redu&ccedil;&atilde;o da mortalidade infantil e da incid&ecirc;ncia de diversas doen&ccedil;as como diarreia, infec&ccedil;&otilde;es respirat&oacute;rias, alergias, hipertens&atilde;o, colesterol alto, diabetes e obesidade. Soma-se a isso o efeito positivo que acarreta no desenvolvimento neurol&oacute;gico e cognitivo, e melhor desenvolvimento da cavidade oral da crian&ccedil;a<sup>9&ndash;11</sup>. Incluem-se outros benef&iacute;cios no que se refere a praticidade, pois dispensa o trabalho de esterilizar os biber&otilde;es e ferver, misturar, coar, dissolver, esfriar o leite<sup>12</sup>. Al&eacute;m disso, evita custos financeiros com f&oacute;rmulas infantis industrializadas ou outros leites. A amamenta&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m beneficia a m&atilde;e ao proteg&ecirc;-la contra a anemia, o cancro de mama e de ov&aacute;rio. Outro aspecto importante &eacute; que ele refor&ccedil;a o v&iacute;nculo afetivo entre m&atilde;e e filho<sup>9,12</sup>. Atrav&eacute;s de uma parceria entre OMS, UNICEF e MS, foi criado um documento que prop&otilde;e diretrizes para os &laquo;10 passos para o sucesso do aleitamento materno&raquo;, cuja utiliza&ccedil;&atilde;o e cumprimento pelos hospitais os intitula como Amigo da Crian&ccedil;a. As orienta&ccedil;&otilde;es focam na capacita&ccedil;&atilde;o das equipes para orienta&ccedil;&otilde;es &agrave;s gestantes na pr&aacute;tica adequada do aleitamento<sup>13,14</sup>.</p>     <p>Mesmo que apenas menos da metade das crian&ccedil;as avaliadas (41%) tenham permanecido em AME at&eacute; os 6 meses, um percentual significativo de m&atilde;es (79,5%) referiu que n&atilde;o ofereceram doces nem comida de panela &agrave;s crian&ccedil;as antes desse per&iacute;odo. Domene et al.<sup>1</sup> analisaram pr&aacute;ticas de amamenta&ccedil;&atilde;o de grupos vulner&aacute;veis, residentes no distrito noroeste da cidade de Campinas, e viram que, entre o grupo estudado, a mediana de aleitamento materno exclusivo foi de 4 meses e mais de 20% das crian&ccedil;as j&aacute; recebiam outros alimentos no primeiro m&ecirc;s de vida. Em uma pesquisa realizada na cidade de Ara&ccedil;atuba &ndash; SP, cujo objetivo foi avaliar frequ&ecirc;ncias e vari&aacute;veis associadas ao aleitamento materno em crian&ccedil;as at&eacute; 12 meses, os pesquisadores conclu&iacute;ram que crian&ccedil;as que usavam biber&atilde;o e chupeta estavam mais propensas &agrave; interrup&ccedil;&atilde;o da amamenta&ccedil;&atilde;o e &agrave; introdu&ccedil;&atilde;o de outros alimentos<sup>16</sup>. Outras causas para a interrup&ccedil;&atilde;o foram encontradas no estudo de Filamingo et al.<sup>17</sup>, realizado na cidade de Dois C&oacute;rregos (SP). Verificou-se que a influ&ecirc;ncia cultural das m&atilde;es e/ou av&oacute;s e dificuldades como rachaduras e inflama&ccedil;&otilde;es mam&aacute;rias, tamb&eacute;m contribu&iacute;ram para o insucesso de m&atilde;es adolescentes na amamenta&ccedil;&atilde;o, mesmo que 87,2% das entrevistadas tenham referido que receberam orienta&ccedil;&atilde;o sobre o assunto durante o per&iacute;odo pr&eacute;-natal. Muitas m&atilde;es relatam em consultas a inseguran&ccedil;a sobre o leite materno n&atilde;o ser suficiente para nutrir seus beb&ecirc;s e mitos como esse sobre aleitamento materno e composi&ccedil;&atilde;o do leite devem ser discutidos em espa&ccedil;os educativos coletivos e em consultas individuais. Frigo et al.<sup>18</sup>, em relato de experi&ecirc;ncia sobre grupo de gestante em uma equipe de cuidados de sa&uacute;de prim&aacute;rios de Santa Maria (RS &ndash; Brasil), conclu&iacute;ram que conhecer previamente as expetativas e sentimentos das gestantes, considerando seus conhecimentos anteriores e abordando poss&iacute;veis dificuldades, pode deix&aacute;-las mais seguras para superar as adversidades da gesta&ccedil;&atilde;o e da amamenta&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Resultados deste estudo apontaram que 58,1% das crian&ccedil;as forma amamentadas ao peito mais de 120 dias, o que deve continuar sendo estimulado, visto que o direito legal a licen&ccedil;a maternidade &eacute; garantido por 4 meses e isso muitas vezes influencia no abandono do aleitamento materno, apesar das mulheres terem direito a 2 descansos de meia hora para amamentar quando retornam ao trabalho<sup>19</sup>. Visto que o MS brasileiro recomenda aleitamento materno complementado at&eacute; os 2 anos ou mais, &eacute; importante continuar estimulando a pr&aacute;tica ap&oacute;s o t&eacute;rmino da licen&ccedil;a de maternidade. A m&atilde;e deve receber orienta&ccedil;&otilde;es de recolha e armazenamento do leite materno quando n&atilde;o estiver pr&oacute;xima ao beb&ecirc; e de t&eacute;cnicas e manejo dos principais problemas relacionados a amamenta&ccedil;&atilde;o<sup>9</sup>. Al&eacute;m disso, o apoio da fam&iacute;lia &eacute; muito importante nesse momento da amamenta&ccedil;&atilde;o, especialmente para as m&atilde;es que trabalham informalmente e, por isso, n&atilde;o s&atilde;o amparadas pelos benef&iacute;cios trabalhistas legais. S&atilde;o necess&aacute;rias medidas, tanto do governo como dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de p&uacute;blica, que visem investigar os desafios acerca do tema e elaborar a&ccedil;&otilde;es com base nas dificuldades maternas encontradas.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A partir dos 6 meses deve-se introduzir a alimenta&ccedil;&atilde;o complementar de forma gradual sem rigidez de hor&aacute;rio. Esta orienta&ccedil;&atilde;o &eacute; alterada somente nos casos em que a crian&ccedil;a esteja recebendo leite de vaca ou f&oacute;rmula infantil quando, ent&atilde;o, a alimenta&ccedil;&atilde;o deve ser introduzida aos 4 meses. Devem ser oferecidos todos os grupos alimentares (cereais/tub&eacute;rculos, leguminosas, carne/ovo e legumes/verduras e frutas) desde o in&iacute;cio evitando a liquidifica&ccedil;&atilde;o dos alimentos, estimulando desta forma a mastiga&ccedil;&atilde;o e o adequado desenvolvimento facial do beb&ecirc;. Nessa fase, a alimenta&ccedil;&atilde;o espessa auxilia nas fun&ccedil;&otilde;es da l&iacute;ngua, da musculatura facial e na capacidade de mastiga&ccedil;&atilde;o. Al&eacute;m disso, a crian&ccedil;a tem capacidade g&aacute;strica reduzida e deve receber maior densidade energ&eacute;tica em menor volume. Aos 12 meses a crian&ccedil;a j&aacute; pode se alimentar da mesma maneira que a sua fam&iacute;lia<sup>1,9</sup>.</p>     <p>O guia alimentar para crian&ccedil;as menores de 2 anos orienta para estimular o consumo di&aacute;rio de frutas, verduras e legumes (FVL), devido &agrave; quantidade de vitaminas, ferro e fibras desses alimentos<sup>1</sup>. Dados desta pesquisa apontaram que, no dia anterior &agrave; entrevista, esses grupos alimentares estavam presentes visto que, do total de crian&ccedil;as (n = 83), 81,9% tinham consumido verduras/legumes e 91,6% frutas. Este resultado pode estar relacionado a diversos fatores. Podemos citar entre eles o maior acesso aos alimentos, est&iacute;mulo dos m&eacute;dia e campanhas de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; alimenta&ccedil;&atilde;o saud&aacute;vel, juntamente com o trabalho das equipas de sa&uacute;de multiprofissionais que visa ao cuidado integral. H&aacute; um programa espec&iacute;fico para sa&uacute;de da crian&ccedil;a, em que a assist&ecirc;ncia &eacute; realizada de forma integrada e que orienta&ccedil;&otilde;es sobre alimenta&ccedil;&atilde;o saud&aacute;vel est&atilde;o presentes nas consultas de puericultura e demais a&ccedil;&otilde;es realizadas. Por&eacute;m, deve-se dar aten&ccedil;&atilde;o ao consumo desses alimentos ao longo da inf&acirc;ncia at&eacute; a vida adulta. Muniz et al.<sup>20</sup>, em pesquisa com 600 alunos de 15-20 anos na cidade de Caruaru, em Pernambuco, constataram que 10% dos entrevistados informaram nunca consumir frutas e 30,7% nunca consumir verduras/legumes. O consumo de FVL contribui para sa&uacute;de em diversos aspectos. Uma revis&atilde;o sistem&aacute;tica de ensaios cl&iacute;nicos randomizados, abrangendo a faixa et&aacute;ria de 5-18 anos, publicada no ano de 2011, concluiu que interven&ccedil;&otilde;es de educa&ccedil;&atilde;o nutricional, como envolvimento dos pais e fornecimento de frutas e verduras pelos servi&ccedil;os escolares, aumentam o consumo desses alimentos e auxiliam na redu&ccedil;&atilde;o do sobrepeso e da obesidade<sup>21</sup>. Gomes<sup>22</sup>, em uma revis&atilde;o cr&iacute;tica sobre consumo de FVL, conclui que os profissionais de sa&uacute;de costumam promover a alimenta&ccedil;&atilde;o saud&aacute;vel apenas atrav&eacute;s do est&iacute;mulo ao consumo de nutrientes e prote&ccedil;&atilde;o &agrave;s doen&ccedil;as de maneira t&eacute;cnica e cient&iacute;fica; por&eacute;m, deve ser considerado o saber popular na constru&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias para pr&aacute;ticas alimentares saud&aacute;veis adequadas &agrave; realidade dos indiv&iacute;duos e fam&iacute;lias.</p>     <p>O consumo insuficiente de alimentos fonte de ferro e/ou com baixa disponibilidade do micronutriente &eacute; uma das principais causas de anemia em crian&ccedil;as, gerando retardo do crescimento, comprometimento cognitivo e motor, atraso de linguagem, problemas imunol&oacute;gicos, entre outros. As principais fontes alimentares de ferro s&atilde;o as carnes vermelhas, aves, peixes, v&iacute;sceras e leguminosas<sup>23,24</sup>. Tratando-se dos alimentos fonte deste nutriente foram encontrados dados positivos neste trabalho, no qual 88% das crian&ccedil;as consumiram carne no dia anterior &agrave; aplica&ccedil;&atilde;o do question&aacute;rio e 86,7% tinham consumido feij&atilde;o. No entanto, em rela&ccedil;&atilde;o a suplementa&ccedil;&atilde;o de sulfato ferroso, cujo MS preconiza para crian&ccedil;as de 6-23 meses de idade<sup>25</sup>, apenas 26,5% das crian&ccedil;as avaliadas tinham recebido o suplemento. Numa revis&atilde;o sistem&aacute;tica recente sobre a efetividade da suplementa&ccedil;&atilde;o de sulfato ferroso na preven&ccedil;&atilde;o da anemia em crian&ccedil;as, os autores referiram n&atilde;o haver evid&ecirc;ncia cient&iacute;fica que a suplementa&ccedil;&atilde;o com sulfato ferroso esteja associada na preval&ecirc;ncia de anemia em crian&ccedil;as menores de 5 anos<sup>26</sup>. Portanto, al&eacute;m do est&iacute;mulo &agrave; suplementa&ccedil;&atilde;o, &eacute; importante que as equipas de sa&uacute;de monitorizem exames e estejam atentas para o consumo alimentar das fam&iacute;lias em um conjunto de a&ccedil;&otilde;es estrat&eacute;gicas de preven&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a, a fim de diminuir complica&ccedil;&otilde;es causadas por ela, relacionadas ao desenvolvimento da crian&ccedil;a.</p>     <p>Artigo de revis&atilde;o sobre defici&ecirc;ncia de ferro na crian&ccedil;a conclui que h&aacute; preval&ecirc;ncia da doen&ccedil;a em crian&ccedil;as, principalmente lactentes, e que a preven&ccedil;&atilde;o deve ser priorizada atrav&eacute;s de a&ccedil;&otilde;es como suplementa&ccedil;&atilde;o e fortifica&ccedil;&atilde;o de alimentos para o grupo de risco, incentivo ao aleitamento materno exclusivo at&eacute; os 6 meses de idade e promo&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de<sup>27</sup>.</p>     <p>Deve oferecer-se &agrave; crian&ccedil;a uma alimenta&ccedil;&atilde;o variada e colorida, abrangendo o maior n&uacute;mero de nutrientes poss&iacute;vel, evitando oferecer a&ccedil;&uacute;car, caf&eacute;, enlatados, frituras, refrigerantes, rebu&ccedil;ados, salgadinhos e outras guloseimas, bem como adicionar sal em excesso, na alimenta&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a. O consumo desses alimentos causa desinteresse por outros, irritam a mucosa g&aacute;strica, induzem &agrave; alergia e podem levar ao excesso de peso<sup>1</sup>. Um estudo com 270 crian&ccedil;as de creches p&uacute;blicas de S&atilde;o Paulo, no ano de 2007, apontou que 2/3 das crian&ccedil;as estudadas consumiram, antes dos 12 meses, alimentos indutores de obesidade<sup>28</sup>. As propagandas de alimentos e bebidas a&ccedil;ucaradas e doces geram um reflexo de recompensa atrav&eacute;s do ver, lembrar e, por consequ&ecirc;ncia, querer que &eacute; especialmente suscet&iacute;vel na faixa et&aacute;ria das crian&ccedil;as<sup>29</sup>. Al&eacute;m disso, em se tratando do consumo excessivo e frequente de a&ccedil;&uacute;car, o Caderno de Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica de Sa&uacute;de Bucal do MS aponta que o h&aacute;bito &eacute; um dos maiores fatores de risco para a c&aacute;rie na inf&acirc;ncia<sup>30</sup>. As percentagens significativas de consumo no &uacute;ltimo m&ecirc;s de refrigerante (55,4%) e suco em p&oacute; (63,9%) encontrado nos question&aacute;rios analisados sinaliza a necessidade de estrat&eacute;gias de redu&ccedil;&atilde;o dos mesmos. A alta densidade energ&eacute;tica de bebidas ado&ccedil;adas &eacute; desconhecida pelos pais e familiares, principalmente em rela&ccedil;&atilde;o aos sucos de sabores artificiais de fruta. No servi&ccedil;o de cuidados de sa&uacute;de prim&aacute;rios onde a presente pesquisa foi desenvolvida costuma-se utilizar a exposi&ccedil;&atilde;o de maquetes com as quantidades reais de a&ccedil;&uacute;car presentes nas bebidas e em outros alimentos, impactando os usu&aacute;rios do servi&ccedil;o pois, ao conseguirem visualizar a quantidade de a&ccedil;&uacute;car existente em cada produto, passam a assimilar as orienta&ccedil;&otilde;es antes recebidas.</p>     <p>Achados neste estudo mostram que poucas crian&ccedil;as (28,9%) tomaram mais de 2 copos de leite no dia anterior da aplica&ccedil;&atilde;o do question&aacute;rio, evidenciando que o consumo deste alimento n&atilde;o prejudicou o restante da alimenta&ccedil;&atilde;o. Recomenda-se evitar o leite de vaca no primeiro ano de vida, uma vez que seu consumo est&aacute; relacionado &agrave;s alergias alimentares, predisposi&ccedil;&atilde;o &agrave;s anemias, dist&uacute;rbios hidroeletrol&iacute;ticos e futuro excesso de peso. A partir de um ano de idade o consumo &eacute; permitido, desde que n&atilde;o substitua outros alimentos e refei&ccedil;&otilde;es<sup>31</sup>. Oliveira e Os&oacute;rio<sup>32</sup>, em revis&atilde;o sobre consumo de leite de vaca e anemia, conclu&iacute;ram que o consumo de leite de vaca em substitui&ccedil;&atilde;o a alimentos ricos em ferro biodispon&iacute;vel constitui risco para anemia. O que vai ao encontro da revis&atilde;o sistem&aacute;tica, realizada em 2006, sobre fatores associados ao risco de anemia em crian&ccedil;as menores de 6 anos, que associou o consumo energ&eacute;tico da alimenta&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as provenientes do leite de vaca com a doen&ccedil;a, em conjunto com outras vari&aacute;veis. Os autores deste estudo destacam como ponto positivo o fato de que a maioria dos entrevistados n&atilde;o engrossou o leite com farinhas, alimento que, por apresentar excesso de a&ccedil;&uacute;car, pode induzir sobrepeso e obesidade<sup>33</sup>.</p>     <p>Tanto a oferta excessiva de leite, como a de farinhas enriquecidas com a&ccedil;&uacute;car, fazem parte de um contexto cultural de que esses alimentos s&atilde;o nutritivos e necess&aacute;rios para crian&ccedil;a durante toda a inf&acirc;ncia. &Eacute; responsabilidade das equipas de sa&uacute;de desconstruir essa ideia, atrav&eacute;s de atividades did&aacute;ticas e materiais educativos que mostrem a verdadeira recomenda&ccedil;&atilde;o alimentar para cada faixa et&aacute;ria.</p>     <p>Relativamente a quest&atilde;o sobre alimentar-se assistindo televis&atilde;o no dia anterior a entrevista, poucas m&atilde;es (24,1%) responderam que sim, o que pode estar relacionado com a depend&ecirc;ncia da crian&ccedil;a para comer junto a um respons&aacute;vel. Contudo, este &eacute; um h&aacute;bito amplamente estudado pela comunidade cient&iacute;fica, a qual refere que comer diante da televis&atilde;o influencia negativamente na alimenta&ccedil;&atilde;o<sup>34,35</sup>. Rossi et al.<sup>34</sup>, em revis&atilde;o sistem&aacute;tica em 2010, verificaram uma associa&ccedil;&atilde;o de 85% entre consumo alimentar e h&aacute;bito de assistir televis&atilde;o na rotina de crian&ccedil;as e adolescentes, e associa&ccedil;&atilde;o com obesidade em 60% dos artigos revistos. Concluiu-se que maior tempo dedicado para tal h&aacute;bito tende a diminuir o consumo de frutas e verduras, e aumentar o consumo de salgadinhos, doces e bebidas com elevado teor de a&ccedil;&uacute;car. Outro estudo com crian&ccedil;as entre 6-10 anos de idade apresentou tempo superior a 3 horas em frente a televis&atilde;o como um dos fatores de risco para o sobrepeso infantil<sup>35</sup>.</p>     <p>O estabelecimento de bons h&aacute;bitos alimentares da crian&ccedil;a &eacute;, principalmente, de responsabilidade da fam&iacute;lia. Uma pesquisa na cidade de Vit&oacute;ria (ES) constatou que o grau de instru&ccedil;&atilde;o da m&atilde;e e a participa&ccedil;&atilde;o direta do pai na renda da fam&iacute;lia parecem influenciar na escolha de alguns alimentos, como frutas e feij&atilde;o<sup>36</sup>. Toloni et al.<sup>28</sup>, em estudo realizado com 270 crian&ccedil;as de 8 creches p&uacute;blicas de S&atilde;o Paulo, constataram que a baixa escolaridade materna e idade inferior a 20 anos s&atilde;o vari&aacute;veis associadas a introdu&ccedil;&atilde;o precoce de salgadinhos e macarr&atilde;o instant&acirc;neo, e que a renda per capita inferior a um sal&aacute;rio m&iacute;nimo representa riscos 2 vezes maior de introdu&ccedil;&atilde;o precoce de salgadinho e refrigerante. Em pesquisa realizada por Veleda, Soares e Cezar<sup>37</sup> foi analisada uma amostra de crian&ccedil;as entre 8-12 meses, identificadas como de risco social ao nascer, sendo detetado que a renda familiar esteve associada ao risco de transtornos no desenvolvimento. A m&eacute;dia de idade das m&atilde;es que responderam aos question&aacute;rios deste trabalho &eacute; alta (30,4 &plusmn; 9,9 anos), sendo que metade delas possui ensino m&eacute;dio completo ou mais, o que pode ter influenciado as escolhas alimentares positivas descritas no trabalho. Entretanto, ao serem questionadas sobre a renda familiar, 68, 67% das m&atilde;es do presente estudo relataram considerar a renda da fam&iacute;lia insuficiente (<a href="#t2">tabela 2</a>).</p>     <p>Iniciativas como o projeto &laquo;Papa Bem&raquo;, implantado em Portugal e desenvolvido pelo Programa Harvard Medical School<sup>38</sup>, cujo objetivo foi a produ&ccedil;&atilde;o e dissemina&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o sobre obesidade infantil atrav&eacute;s da internet destinada ao p&uacute;blico geral, &eacute; um exemplo de ferramenta que pode ser utilizada para auxiliar o incentivo da alimenta&ccedil;&atilde;o saud&aacute;vel e desmistificar mitos relacionados ao assunto.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A relev&acirc;ncia dos achados atrav&eacute;s de dados de pesquisa em servi&ccedil;os de cuidados em sa&uacute;de prim&aacute;rios pode ser considerada como um ponto positivo desta pesquisa. No entanto, &eacute; necess&aacute;rio fazer algumas considera&ccedil;&otilde;es com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; limita&ccedil;&atilde;o deste estudo. Primeiramente, podemos citar aquelas que s&atilde;o intr&iacute;nsecas &agrave;s an&aacute;lises transversais, como impossibilidade de inferir causalidade dos achados. Contudo, mesmo sendo um estudo transversal, o estudo est&aacute; aninhado a uma coorte maior de sa&uacute;de infantil. Finalmente, aponta-se o fato dos dados utilizados no trabalho serem de uma regi&atilde;o espec&iacute;fica da cidade, o que impede de serem extrapolados para todo munic&iacute;pio de Porto Alegre &ndash; RS/Brasil.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conclus&atilde;o</b></p>     <p>Os resultados encontrados demonstraram dados positivos na qualidade da alimenta&ccedil;&atilde;o na faixa et&aacute;ria estudada. Educa&ccedil;&atilde;o nutricional e promo&ccedil;&atilde;o da alimenta&ccedil;&atilde;o saud&aacute;vel devem ser estimulados nos servi&ccedil;os de sa&uacute;de em todos os ciclos da vida, visto que a literatura mostra piora da alimenta&ccedil;&atilde;o e consequente aumento condi&ccedil;&otilde;es cr&ocirc;nicas de sa&uacute;de (obesidade, hiperten&ccedil;&atilde;o, diabetes) com o aumento da idade. Em se tratando de aleitamento materno, deve ser continuadamente estimulado pelos servi&ccedil;os de sa&uacute;de, devido a seus in&uacute;meros benef&iacute;cios que influenciam tanto na inf&acirc;ncia, como na vida adulta.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></p>     <!-- ref --><p>1. Dez passos para uma alimenta&ccedil;&atilde;o saud&aacute;vel: guia alimentar para crian&ccedil;as menores de dois anos. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, (2010) .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=802979&pid=S0870-9025201600010000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>2. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de. Departamento de An&aacute;lise de Situa&ccedil;&atilde;o de Sa&uacute;de. Plano de a&ccedil;&otilde;es estrat&eacute;gicas para o enfrentamento das doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas n&atilde;o transmiss&iacute;veis (DCNT) no Brasil 2011-2022 (Internet). Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2011 (consultado 15 Out 2014). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://actbr.org.br/uploads/conteudo/917_cartilha_dcnt.pdf" target="_blank">http://actbr.org.br/uploads/conteudo/917_cartilha_dcnt.pdf</a>.</p>     <!-- ref --><p>3. Pol&iacute;tica Nacional de Alimenta&ccedil;&atilde;o e Nutri&ccedil;&atilde;o. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, (2012) .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=802982&pid=S0870-9025201600010000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>4. Secretaria de Aten&ccedil;&atilde;o &agrave; Sa&uacute;de. Departamento de Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica. Obesidade. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, (2006) .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=802984&pid=S0870-9025201600010000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>5. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Vigil&acirc;ncia alimentar e nutricional. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. SISVAN: Orienta&ccedil;&otilde;es b&aacute;sicas para coleta, o processamento, a an&aacute;lise de dados e a informa&ccedil;&atilde;o em servi&ccedil;os de sa&uacute;de, Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, (2004) .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=802986&pid=S0870-9025201600010000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>6. Hulley S.B., Cummings S.R., Browner W.S., Grady D.G., Newman T.B. Delineando a pesquisa cl&iacute;nica: uma abordagem epidemiol&oacute;gica. 3<sup>a</sup> ed., Porto Alegre: Artmed, (2008) .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=802988&pid=S0870-9025201600010000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>7. Informe uso dos formul&aacute;rios e registro das informa&ccedil;&otilde;es no novo Sistema Informatizado da Vigil&acirc;ncia Alimentar e Nutricional Sisvan Web. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, (2008) .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=802990&pid=S0870-9025201600010000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>8. Pesquisa de preval&ecirc;ncia de aleitamento materno em munic&iacute;pios brasileiros: situa&ccedil;&atilde;o do aleitamento materno em 227 munic&iacute;pios brasileiros. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, (2010) .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=802992&pid=S0870-9025201600010000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>9. Secretaria de Aten&ccedil;&atilde;o &agrave; Sa&uacute;de. Sa&uacute;de da crian&ccedil;a: crescimento e desenvolvimento. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, (2012) .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=802994&pid=S0870-9025201600010000700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>10. Guiding principles for complementary feeding of the breastfed child. Washington/Geneva: Division of Health Promotion and Protection. Food and Nutrition Program. PAHO. WHO, (2003) .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=802996&pid=S0870-9025201600010000700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>11. Leventakou V., Roumeliotaki T., Koutra K., Vassilaki M., Mantzouranis E., Bitsios P., et al. Breastfeeding duration and cognitive, language and motor development at 18 months of age: Rhea mother&ndash;child cohort in Crete, Greece. J Epidemiol Community Health. 2013;69:232-9.</p>     <!-- ref --><p>12. Projeto de inclus&atilde;o social e desenvolvimento comunit&aacute;rio: cartilha de promo&ccedil;&atilde;o da amamenta&ccedil;&atilde;o e alimenta&ccedil;&atilde;o complementar saud&aacute;vel. S&atilde;o Paulo: Editora SENAC, (2014) .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=802999&pid=S0870-9025201600010000700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>13. Health World Protecting, promoting and supporting breastfeeding: The special role of maternity services: A joint WHO/UNICEF statement. Geneva: WHO, (1989) .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803001&pid=S0870-9025201600010000700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>14. Health World Family and reproductive health: Evidence for the ten steps to successful breast-feeding. Geneva: Division of Child Health and Development. WHO, (1998) .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803003&pid=S0870-9025201600010000700013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>15. Domene S.M.S., Medeiros M.A.T., Martins P.A. A din&acirc;mica do aleitamento materno em fam&iacute;lias em vulnerabilidade social: o que revela o sistema de busca ativa. Rev Nutr. 2011;24:71-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803005&pid=S0870-9025201600010000700014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>16. Saliba N.A., Zina L.G., Moimaz S.A.S., Saliba O. Freq&uuml;&ecirc;ncia e vari&aacute;veis associadas ao aleitamento materno em crian&ccedil;as com at&eacute; 12 meses de idade no munic&iacute;pio de Ara&ccedil;atuba, S&atilde;o Paulo, Brasil. Rev Bras Saude Mater Infant. 2008;8:481-90.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803007&pid=S0870-9025201600010000700015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>17. Filamingo B.O., Lisboa B.C.F., Basso N.A.S. A pr&aacute;tica do aleitamento materno entre m&atilde;es adolescentes na cidade de Dois C&oacute;rregos, Estado de S&atilde;o Paulo. Sci Med. 2012;22:81-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803009&pid=S0870-9025201600010000700016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>18. Frigo L.F., Silva R.M., Mattos K.M., Manfio F., Boeira G.S. A import&acirc;ncia dos grupos de gestante na aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria: um relato de experi&ecirc;ncia. Rev Epidemiol Control Infect. 2012;2:113-4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803011&pid=S0870-9025201600010000700017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>19. Brasil. Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica. Consolida&ccedil;&atilde;o das Leis do Trabalho: Decreto-lei 5452/43. Decreto-lei n.&deg; 5.452, de 1&deg; de maio de 1943. (Internet). (S.l.): Rede JusBrasil. (consultado em 18 Dez 2014). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://presrepublica.jusbrasil.com.br/legislacao/91896/consolidacao-das-leis-do-trabalho-decreto-lei-5452-43#art-396" target="_blank">http://presrepublica.jusbrasil.com.br/legislacao/91896/consolidacao-das-leis-do-trabalho-decreto-lei-5452-43#art-396</a>.</p>     <!-- ref --><p>20. Muniz L.C., Zanini R.V., Schneider B.C., Tassitano R.M., Feitosa W.M.N., Gonz&aacute;lez-Chica D.A. Preval&ecirc;ncia e fatores associados ao consumo de frutas, legumes e verduras entre adolescentes de escolas p&uacute;blicas de Caruaru, PE. Ci&ecirc;nc Sa&uacute;de Coletiva. 2013;18:393-404.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803014&pid=S0870-9025201600010000700018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>21. Silveira J.A., Taddei J.A., Guerra P.H., Nobre M.R. Effectiveness of school-based nutrition education interventions to prevent and reduce excessive weight gain in children and adolescents: A systematic review. J Pediatr (Rio J). 2011;87:382-92.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803016&pid=S0870-9025201600010000700019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>22. Gomes F.S. Frutas, legumes e verduras: recomenda&ccedil;&otilde;es t&eacute;cnicas versus constructos sociais. Rev Nutr. 2007;20:669-80.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803018&pid=S0870-9025201600010000700020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>23. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Unicef Car&ecirc;ncias de micronutrientes. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2007. (S&eacute;rie Cadernos de Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica; 20).</p>     <!-- ref --><p>24. Philippi S.T. Pir&acirc;mide dos alimentos: fundamentos b&aacute;sicos da nutri&ccedil;&atilde;o. S&atilde;o Paulo: Manole, (2008) .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803021&pid=S0870-9025201600010000700021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>25. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Pol&iacute;tica Nacional de Alimenta&ccedil;&atilde;o e Nutri&ccedil;&atilde;o: Programa Nacional de Suplementa&ccedil;&atilde;o de Ferro. (Internet). Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2012. (consultado 15 Jun 2014). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://nutricao.saude.gov.br/ferro.php" target="_blank">http://nutricao.saude.gov.br/ferro.php</a>.</p>     <!-- ref --><p>26. Cembranel F., Dallazen C., Gonz&aacute;lez-Chica D.A. Efetividade da suplementa&ccedil;&atilde;o de sulfato ferroso da preven&ccedil;&atilde;o da anemia em crian&ccedil;as: revis&atilde;o sistem&aacute;tica da literatura e metan&aacute;lise. Cad Sa&uacute;de P&uacute;blica. 2013;29:1731-51.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803024&pid=S0870-9025201600010000700022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>27. Mahoney DH. Iron deficiency in infants and young children: Screening, prevention, clinical manifestations, and diagnosis. UpToDate; 2015 (consultado 15 Jul 2015). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.uptodate.com/contents/iron-deficiency-in-infants-and-young-children-screening-prevention-clinical-manifestations-and-diagnosis#H1" target="_blank">http://www.uptodate.com/contents/iron-deficiency-in-infants-and-young-children-screening-prevention-clinical-manifestations-and-diagnosis#H1</a>.</p>     <!-- ref --><p>28. Toloni M.H.A., Silva G.L., Goulart R.M.M., Taddei J.A.A.C. Introdu&ccedil;&atilde;o de alimentos industrializados de uso tradicional na dieta de crian&ccedil;as de creches p&uacute;blicas no munic&iacute;pio de S&atilde;o Paulo. Rev Nutr. 2011;24:61-70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803027&pid=S0870-9025201600010000700023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>29. Sawaya A.L., Filgueiras A. Abra a felicidade?: implica&ccedil;&otilde;es para o v&iacute;cio alimentar. Estud Av. 2013;27:53-70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803029&pid=S0870-9025201600010000700024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>30. Secretaria de Aten&ccedil;&atilde;o &agrave; Sa&uacute;de. Sa&uacute;de bucal. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, (2008) .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803031&pid=S0870-9025201600010000700025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>31. Secretaria de Aten&ccedil;&atilde;o &agrave; Sa&uacute;de. Departamento de Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica. Sa&uacute;de da crian&ccedil;a: nutri&ccedil;&atilde;o infantil: aleitamento materno e alimenta&ccedil;&atilde;o complementar. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, (2009) .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803033&pid=S0870-9025201600010000700026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>32. Oliveira M.A.A., Os&oacute;rio M.M. Consumo de leite de vaca e anemia ferropriva na inf&acirc;ncia. J Pediatr. 2005;81:361-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803035&pid=S0870-9025201600010000700027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>33. Leal L.P., Os&oacute;rio M.M. Fatores associados a ocorr&ecirc;ncia de anemia em crian&ccedil;as menores de seis anos: uma revis&atilde;o sistem&aacute;tica dos estudos populacionais. Rev Bras Sa&uacute;de Mater Infant. 2010;10:417-39.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803037&pid=S0870-9025201600010000700028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>34. Rossi C.E., Albernaz D.O., Vasconcelos F.A.G., Assis M.A.A., Pietro P.F.D. Influ&ecirc;ncia da televis&atilde;o no consumo alimentar e na obesidade em crian&ccedil;as e adolescentes: uma revis&atilde;o sistem&aacute;tica. Rev Nutr. 2010;23:607-20.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803039&pid=S0870-9025201600010000700029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>35. Novaes J.F., Lamounier J.A., Francischini S.C.C., Priori S.E. Fatores ambientais associados ao sobrepeso infantil. Rev Nutr. 2009;22:661-73.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803041&pid=S0870-9025201600010000700030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>36. Neto E.T.S., Faria C.P., Barbosa M.L., Oliveira A.E., Zandonade E. Association between food consumption in the first months of life and socioeconomic status: A longitudinal study. Rev Nutr. 2009;22:675-85.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803043&pid=S0870-9025201600010000700031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>37. Veleda A.A., Soares M.C.F., Cezar-Vaz M.R. Fatores associados ao atraso do desenvolvimento em crian&ccedil;as, Rio Grande, Rio Grande do Sul, Brasil. Rev Ga&uacute;cha Enferm. 2011;32:79-85.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803045&pid=S0870-9025201600010000700032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>38. Goes A., C&acirc;mara G., Loureiro I., Bragan&ccedil;a G., Nunes l., Bourbon M. &laquo;Papa Bem&raquo;: investir na literacia em sa&uacute;de para a preven&ccedil;&atilde;o da obesidade infantil. Rev Port Sa&uacute;de P&uacute;blica. 2015;33:12-23.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803047&pid=S0870-9025201600010000700033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Financiamento</b></p>     <p>Essa pesquisa &eacute; parte do projeto de tese de doutorado intitulado &laquo;Impacto de programas preventivos de sa&uacute;de bucal infantil na Aten&ccedil;&atilde;o Prim&aacute;ria a Sa&uacute;de&raquo;, vinculado ao Programa de P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em Odontologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em parceria com o GHC e financiado pelo Edital 02/2013 PPSUS/FAPERGS.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Conflito de interesses</b></p>     <p>Os autores declaram n&atilde;o haver conflito de interesses.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Agradecimentos</b></p>     <p>Ao Servi&ccedil;o de Sa&uacute;de Comunit&aacute;ria do Grupo Hospitalar Concei&ccedil;&atilde;o, pela disponibilidade e apoio para realiza&ccedil;&atilde;o deste estudo, &agrave; equipa de pesquisa que aplicou os question&aacute;rios e &agrave;s m&atilde;es que aceitaram respond&ecirc;-los.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i><a href="#topc0">*</a><a name="c0"></a>Autor para correspondência:</i> Correio eletrónico: <a href="mailto:laufreinutri@gmail.com">laufreinutri@gmail.com</a></P>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido 18 de Abril de 2015 . Aceito 16 de Outubro de 2015</p>      ]]></body><back>
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<source><![CDATA[Dez passos para uma alimentação saudável: guia alimentar para crianças menores de dois anos]]></source>
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