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<article-id pub-id-type="doi">10.1016/j.rpsp.2015.07.003</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O perfil de saúde de crianças vigiadas em consultas de cuidados primários na cidade de Viseu, Portugal]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Obesity, tooth decay, alterations in vision and sleep in children have become a public health problem of considerable importance. In this regard, a study based on a questionnaire and observations of 72 children, monitored in primary care, was conducted with the aim of defining the prevalence of obesity, altered vision, tooth decay, changes in sleep patterns and daily life habits. The results highlight the importance of preventive measures that promote health education and healthy lifestyles among health professionals, children and their parents.]]></p></abstract>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Sleep disturbances]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <P align="right"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></P>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>O perfil de sa&uacute;de de crian&ccedil;as vigiadas em consultas de cuidados prim&aacute;rios na cidade de Viseu, Portugal</b></p>     <p><b>Health profile of children monitored in primary care consultation in Viseu, Portugal</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>&Acirc;ngela Amaral <sup>a</sup>, Nuno Mel&atilde;o <sup>b</sup><sup>, </sup></b><a href="#c0">*</a><a name="topc0"></a></p>     <p>a Unidade de Sa&uacute;de Familiar Viriato, Viseu, Portugal</p>     <p>b Escola Superior de Tecnologia e Gest&atilde;o de Viseu, Instituto Polit&eacute;cnico de Viseu, Viseu, Portugal</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A obesidade, a c&aacute;rie dent&aacute;ria e as altera&ccedil;&otilde;es na vis&atilde;o e no sono das crian&ccedil;as tornaram-se problemas de sa&uacute;de p&uacute;blica de consider&aacute;vel import&acirc;ncia. Neste sentido, foi realizado um estudo, baseado num question&aacute;rio e observa&ccedil;&otilde;es, em 72 crian&ccedil;as vigiadas nos cuidados de sa&uacute;de prim&aacute;rios, com o objetivo de definir a preval&ecirc;ncia de obesidade, altera&ccedil;&otilde;es da vis&atilde;o, c&aacute;rie dent&aacute;ria, altera&ccedil;&otilde;es do sono e h&aacute;bitos de vida di&aacute;rios. Os resultados destacam a import&acirc;ncia de medidas preventivas, que promovam a educa&ccedil;&atilde;o para a sa&uacute;de e de h&aacute;bitos de vida saud&aacute;veis junto dos profissionais de sa&uacute;de, crian&ccedil;as e seus pais.</p>     <p><b>Palavras-chave: </b>Crian&ccedil;as. Cuidados de sa&uacute;de prim&aacute;rios. Obesidade. C&aacute;rie dent&aacute;ria. Altera&ccedil;&otilde;es na vis&atilde;o. Dist&uacute;rbios de sono.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Obesity, tooth decay, alterations in vision and sleep in children have become a public health problem of considerable importance. In this regard, a study based on a questionnaire and observations of 72 children, monitored in primary care, was conducted with the aim of defining the prevalence of obesity, altered vision, tooth decay, changes in sleep patterns and daily life habits. The results highlight the importance of preventive measures that promote health education and healthy lifestyles among health professionals, children and their parents.</p>     <p><b>Keywords: </b>Children. Primary health care. Obesity. Tooth decay. Vision alterations. Sleep disturbances.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>Os fatores gen&eacute;ticos e o ambiente interv&ecirc;m na sa&uacute;de da crian&ccedil;a, mas os cuidados que lhes s&atilde;o prestados s&atilde;o tamb&eacute;m um aspeto importante. A manuten&ccedil;&atilde;o e a promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de de todas as crian&ccedil;as &eacute; um ponto priorit&aacute;rio para os profissionais dos cuidados de sa&uacute;de prim&aacute;rios (CSP), na medida em que as crian&ccedil;as s&atilde;o o futuro da humanidade e a sua sa&uacute;de permite-lhes um correto desenvolvimento e um aumento da sua longevidade. O acesso &agrave; sa&uacute;de &eacute; um direito da crian&ccedil;a, aconselhando-se a realiza&ccedil;&atilde;o regular de consultas de vigil&acirc;ncia ao longo de toda a inf&acirc;ncia e adolesc&ecirc;ncia, pois &eacute; nos primeiros anos de vida que se devem instituir h&aacute;bitos de vida saud&aacute;veis. &Eacute;, ent&atilde;o, deveras importante proceder-se, nesta fase, &agrave; ado&ccedil;&atilde;o de medidas que possam prevenir e/ou detetar precocemente qualquer problema de sa&uacute;de.</p>     <p>&Eacute; geralmente aceite que, se os sistemas de sa&uacute;de estiverem assentes numa estrutura s&oacute;lida de CSP, estes s&atilde;o mais eficientes, t&ecirc;m uma maior equidade e aumentam os n&iacute;veis de sa&uacute;de e satisfa&ccedil;&atilde;o dos indiv&iacute;duos<sup>1,2</sup>. Os CSP s&atilde;o um sucesso em Portugal. Desde 1960 at&eacute; 2002, houve uma grande evolu&ccedil;&atilde;o em indicadores como a esperan&ccedil;a de vida &agrave; nascen&ccedil;a, as taxas de mortalidade infantil e as taxas de mortalidade neonatal e perinatal<sup>3</sup>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&Eacute; tamb&eacute;m amplamente reconhecido o impacto positivo que a vigil&acirc;ncia da sa&uacute;de tem nas crian&ccedil;as<sup>4</sup>. Estas a&ccedil;&otilde;es procuram identificar e colmatar poss&iacute;veis vulnerabilidades f&iacute;sicas ou mentais que impe&ccedil;am a crian&ccedil;a de desenvolver o seu pleno potencial. Como tal, a manuten&ccedil;&atilde;o e a promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de em todas as crian&ccedil;as &eacute; um ponto de import&acirc;ncia fulcral para os profissionais e para os servi&ccedil;os<sup>5</sup>.</p>     <p>Existem v&aacute;rios fatores de sa&uacute;de que podem influenciar um correto desenvolvimento da crian&ccedil;a, e que devem fazer parte das prioridades de avalia&ccedil;&atilde;o e interven&ccedil;&atilde;o precoce dos profissionais de sa&uacute;de. Por exemplo, a obesidade tem sido reconhecida como um importante problema de sa&uacute;de que afeta as crian&ccedil;as em pa&iacute;ses desenvolvidos<sup>6</sup>. A Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de (WHO) define a obesidade como o excesso de gordura corporal acumulada, podendo atingir patamares em que pode vir a interferir com a sa&uacute;de, e tem como causas fatores gen&eacute;ticos, metab&oacute;licos, ambientais e comportamentais<sup>7</sup>. A evid&ecirc;ncia recente sugere que os valores da obesidade infantil t&ecirc;m estabilizado nos &uacute;ltimos anos em alguns pa&iacute;ses desenvolvidos<sup>6</sup>. Contudo, a WHO alerta que, se n&atilde;o houver interven&ccedil;&atilde;o, metade da popula&ccedil;&atilde;o possa ser obesa em 2025<sup>7</sup>. Antunes e Moreira<sup>8</sup> apresentam uma revis&atilde;o de estudos, publicados entre 2007-2009, sobre a preval&ecirc;ncia de excesso de peso e obesidade em crian&ccedil;as e adolescentes. Num estudo mais recente, em 17.136 crian&ccedil;as portuguesas, entre 3-10 anos de idade, Bingham et al.<sup>9</sup> mencionaram uma preval&ecirc;ncia de 19,7% de excesso de peso e 8,2% de obesidade. Assim, a promo&ccedil;&atilde;o de h&aacute;bitos alimentares saud&aacute;veis, o aumento da atividade f&iacute;sica e a redu&ccedil;&atilde;o de comportamentos sedent&aacute;rios t&ecirc;m estado na base de muitas interven&ccedil;&otilde;es em pa&iacute;ses europeus<sup>10</sup>. Costa et al.<sup>11</sup> relatam os resultados de uma interven&ccedil;&atilde;o em Portugal. Outro estudo<sup>12</sup> analisou a associa&ccedil;&atilde;o entre a atividade f&iacute;sica, TV, videojogos e a obesidade.</p>     <p>As doen&ccedil;as orais constituem outro dos principais problemas de sa&uacute;de de crian&ccedil;as<sup>13</sup>. A sa&uacute;de oral &eacute; definida como um estado livre de dor cr&oacute;nica orofacial, &uacute;lceras orais, cancro oral ou orofar&iacute;ngeo, malforma&ccedil;&otilde;es cong&eacute;nitas, c&aacute;ries e perdas de dentes, e outras doen&ccedil;as ou dist&uacute;rbios que possam afetar a cavidade oral<sup>14</sup>. A c&aacute;rie dent&aacute;ria diminuiu de forma significativa nos &uacute;ltimos anos, principalmente nas crian&ccedil;as e jovens portugueses, no entanto, tem ainda uma alta preval&ecirc;ncia, sendo um problema de sa&uacute;de p&uacute;blica a resolver<sup>15</sup>. As metas em sa&uacute;de oral, a que a WHO se prop&otilde;e para 2020, requerem um aumento nas a&ccedil;&otilde;es de promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de e preven&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;as orais, o que por sua vez ir&aacute; exigir um maior envolvimento dos profissionais de sa&uacute;de e da educa&ccedil;&atilde;o<sup>16</sup>. Em particular, a promo&ccedil;&atilde;o de h&aacute;bitos de higiene oral afiguram-se importantes para este desiderato. Veiga et al.<sup>17</sup> discutiram os resultados de uma investiga&ccedil;&atilde;o sobre a preval&ecirc;ncia da c&aacute;rie dent&aacute;ria em 605 crian&ccedil;as, entre 8-12 anos, do concelho de Sat&atilde;o.</p>     <p>A vis&atilde;o desempenha uma fun&ccedil;&atilde;o muito importante na sa&uacute;de e desenvolvimento infantil<sup>18</sup>, tratando-se de um meio de comunica&ccedil;&atilde;o fundamental no envolvimento entre indiv&iacute;duos e na atividade profissional. Desde o nascimento que se deve preservar a vis&atilde;o, prevenindo e tratando qualquer problema que surja, logo desde o in&iacute;cio, para preserva&ccedil;&atilde;o da qualidade de vida do indiv&iacute;duo<sup>19</sup>. A melhor forma de detetar doen&ccedil;as oculares e/ou visuais &eacute; atrav&eacute;s da dete&ccedil;&atilde;o precoce e do diagn&oacute;stico precoce<sup>20</sup>. O rastreio oftalmol&oacute;gico &eacute; um processo que pode ser concretiz&aacute;vel nas consultas de vigil&acirc;ncia de sa&uacute;de infantil, sendo um rastreio que n&atilde;o tem custos acrescidos, e que apenas exige que se sigam protocolos de atua&ccedil;&atilde;o para diagn&oacute;sticos e encaminhamentos precoces<sup>21</sup>. Pinto et al.<sup>22</sup> avaliaram a exist&ecirc;ncia de problemas oculares em 704 indiv&iacute;duos, desde um m&ecirc;s aos 15 anos de idade, que frequentavam a consulta de pediatria num centro de sa&uacute;de urbano. Outro trabalho &eacute; relatado por Lan&ccedil;a et al.<sup>23</sup>, que analisaram a preval&ecirc;ncia de problemas visuais em 672 crian&ccedil;as, entre 6-12 anos, da cidade de Lisboa.</p>     <p>Um sono adequado, em qualidade e dura&ccedil;&atilde;o, &eacute; um fator cr&iacute;tico na sa&uacute;de das crian&ccedil;as. As perturba&ccedil;&otilde;es no sono t&ecirc;m sido associadas a v&aacute;rios problemas de sa&uacute;de nos primeiros anos de idade dos indiv&iacute;duos, incluindo dificuldades de aprendizagem, comportamentos adversos, diminui&ccedil;&atilde;o da coordena&ccedil;&atilde;o motora, diminui&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de mental e da qualidade de vida<sup>24</sup>. Por perturba&ccedil;&otilde;es de sono entende-se qualquer altera&ccedil;&atilde;o nos padr&otilde;es desej&aacute;veis de sono, quer em quantidade quer em qualidade, resultante de dificuldades em iniciar ou manter o sono, sonol&ecirc;ncia excessiva, ou de comportamentos anormais durante o sono<sup>25</sup>. Um aspeto-chave para a gest&atilde;o das perturba&ccedil;&otilde;es de sono &eacute; a educa&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as e pais quanto &agrave; higiene do sono, incluindo, por exemplo, horas de deitar e levantar regulares, ambiente f&iacute;sico adequado, o evitar de bebidas com cafe&iacute;na, entre outras<sup>26</sup>. Klein e Gon&ccedil;alves<sup>27</sup> examinaram a preval&ecirc;ncia de perturba&ccedil;&otilde;es do sono em 938 crian&ccedil;as, entre 7-11 anos, dos concelhos de Braga e Faro. Padez et al.<sup>28</sup> constataram que as crian&ccedil;as, entre 7-9 anos, com uma menor dura&ccedil;&atilde;o de sono apresentavam um maior risco de obesidade.</p>     <p>As crian&ccedil;as s&atilde;o cada vez mais vigiadas nos CSP, quer pelo crescendo de confian&ccedil;a que se deposita nos profissionais de sa&uacute;de das institui&ccedil;&otilde;es, quer pela conjuntura financeira que o pa&iacute;s atravessa, que condiciona as visitas a consultas privadas. Ao caracterizar-se o perfil destas crian&ccedil;as, &eacute; poss&iacute;vel conhecer melhor a popula&ccedil;&atilde;o-alvo e, deste modo, desenvolver interven&ccedil;&otilde;es que possam ir ao encontro dos problemas de sa&uacute;de identificados. No percurso desta investiga&ccedil;&atilde;o n&atilde;o foram encontrados estudos que estudassem, no seu conjunto, os diferentes fatores, analisados neste trabalho, que interferem com a sa&uacute;de, mas t&atilde;o-somente estudos que avaliam um ou 2 fatores em simult&acirc;neo<sup>9,11,12,17,22,23,27</sup>.</p>     <p>O objetivo geral desta investiga&ccedil;&atilde;o foi o de descrever o perfil de sa&uacute;de da crian&ccedil;a seguida em consulta de vigil&acirc;ncia nos CSP. Para tal, este perfil foi definido pelo &iacute;ndice de massa corporal (IMC) (valor preditor de obesidade), pela integridade dent&aacute;ria, pela acuidade visual e pelas altera&ccedil;&otilde;es no padr&atilde;o de sono. A escolha incidiu sobre estes itens por serem par&acirc;metros a observar obrigatoriamente em todas as consultas e por serem preditores de um n&iacute;vel de vida saud&aacute;vel<sup>6,10,13,18,21,24,25</sup>. Mais especificamente, os objetivos desta investiga&ccedil;&atilde;o, relativamente &agrave;s crian&ccedil;as seguidas em CSP, foram:</p> <ul>       <li>1. determinar a preval&ecirc;ncia da obesidade;</li>       <li>2. determinar a preval&ecirc;ncia das altera&ccedil;&otilde;es da vis&atilde;o;</li>       <li>3. determinar a preval&ecirc;ncia da c&aacute;rie dent&aacute;ria;</li>       ]]></body>
<body><![CDATA[<li>4. determinar a preval&ecirc;ncia das altera&ccedil;&otilde;es no sono.</li>     </ul>     <p>Como objetivo secund&aacute;rio, pretendeu-se analisar a rela&ccedil;&atilde;o destas vari&aacute;veis com vari&aacute;veis sociodemogr&aacute;ficas e h&aacute;bitos de vida di&aacute;rios.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>M&eacute;todos</b></p>     <p>O estudo assumiu uma natureza explorat&oacute;ria e quantitativa. A amostra foi n&atilde;o probabil&iacute;stica, por conveni&ecirc;ncia, sendo constitu&iacute;da por 72 crian&ccedil;as, entre 8-11 anos, cujos pais consentiram participar no estudo, que foram &agrave; consulta de vigil&acirc;ncia programada de sa&uacute;de infantil, entre um de julho de 2013 e 15 de setembro de 2013, em unidades de sa&uacute;de de Viseu, nomeadamente: a Unidade de Sa&uacute;de Familiar Viriato, Unidade de Sa&uacute;de Familiar Lusit&acirc;nia, Unidade de Sa&uacute;de Familiar Alves Martins e Unidade de Cuidados de Sa&uacute;de Personalizados Dom Duarte.</p>     <p>A recolha de dados foi efetuada atrav&eacute;s de um question&aacute;rio constitu&iacute;do por 3 partes. Na primeira parte fez-se uma avalia&ccedil;&atilde;o e registo de par&acirc;metros biom&eacute;tricos da crian&ccedil;a (peso e altura), registo da presen&ccedil;a, ou aus&ecirc;ncia, de c&aacute;rie dent&aacute;ria ou dentes obturados, e avalia&ccedil;&atilde;o e registo da acuidade visual, sendo esta parte preenchida pelo profissional de sa&uacute;de que efetuou essas mesmas avalia&ccedil;&otilde;es. O peso e a altura foram avaliados numa balan&ccedil;a calibrada de coluna mec&acirc;nica com craveira, estando as crian&ccedil;as descal&ccedil;as, sem adere&ccedil;os na cabe&ccedil;a e apenas com uma pe&ccedil;a de roupa vestida, ao n&iacute;vel do tronco e dos membros inferiores. O IMC foi calculado atrav&eacute;s da divis&atilde;o do peso (kg) pelo quadrado da altura (metros) e o percentil do IMC foi determinado pela consulta das curvas de crescimento preconizadas pelo <i>Centers for Disease Control and Prevention</i> (CDC), e adotadas pela Dire&ccedil;&atilde;o-Geral de Sa&uacute;de<sup>29</sup>, tendo por base o sexo, o valor do IMC e a idade da crian&ccedil;a. Os valores de corte para classificar os n&iacute;veis de peso foram os seguintes: IMC &lt; 5&deg; percentil &ndash; peso baixo; 5&deg; percentil &lt; IMC &lt; 85&deg; percentil &ndash; peso normal; 85&deg; percentil &lt; IMC &lt; 95&deg; percentil &ndash; excesso de peso; IMC &gt; 95&deg; percentil &ndash; obesidade. A dete&ccedil;&atilde;o de c&aacute;rie dent&aacute;ria ou dentes obturados foi realizada por observa&ccedil;&atilde;o direta da cavidade oral, com aux&iacute;lio de um foco luminoso de bolso. A avalia&ccedil;&atilde;o da acuidade visual foi efetuada &agrave;s crian&ccedil;as que n&atilde;o usavam &oacute;culos, com recurso &agrave; tabela de Snellen, aplicando-se as letras a partir da idade em que a crian&ccedil;a j&aacute; sabia ler, e aplicando a letra E em rota&ccedil;&atilde;o &agrave;s crian&ccedil;as que ainda n&atilde;o estivessem alfabetizadas. A tabela foi colocada aproximadamente a 1,5 metros do ch&atilde;o e a uma dist&acirc;ncia aproximada de 3 metros da crian&ccedil;a, tendo sido testado primeiro o olho direito e, de seguida, o olho esquerdo. Considerou-se haver vis&atilde;o alterada nas situa&ccedil;&otilde;es em que a crian&ccedil;a usava &oacute;culos e quando a acuidade era igual ou inferior a 8/10 em ambos os olhos, ou apenas em um. A segunda e terceira partes do question&aacute;rio foram constitu&iacute;das por perguntas fechadas e abertas, relativamente &agrave; caracteriza&ccedil;&atilde;o sociodemogr&aacute;fica da fam&iacute;lia da crian&ccedil;a e aos h&aacute;bitos de vida di&aacute;rios da crian&ccedil;a, que foram preenchidas pelo respons&aacute;vel pela crian&ccedil;a nessa mesma consulta.</p>     <p>Na an&aacute;lise de dados utilizaram-se t&eacute;cnicas de estat&iacute;stica descritiva e inferencial, com o aux&iacute;lio do <i>software</i> SPSS<sup>&reg;</sup>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A amostra &eacute; constitu&iacute;da por 72 crian&ccedil;as, das quais 41 (56,9%) s&atilde;o do sexo masculino e 31 (43,1%) do sexo feminino (ver <a href ="/img/revistas/rpsp/v34n1/34n1a08t1.jpg">tabela 1</a>). Estas crian&ccedil;as t&ecirc;m idades compreendidas entre 8-11 anos, havendo uma maior predomin&acirc;ncia das crian&ccedil;as com 8 anos, 39 crian&ccedil;as (54,2%), seguida das crian&ccedil;as com 11 anos, 19 crian&ccedil;as (26,4%), depois das crian&ccedil;as com 9 e 10 anos, 7 crian&ccedil;as com cada uma das idades (9,7%). A maior parte da amostra vive na cidade ou na vila, 39 crian&ccedil;as (54,2%), e na aldeia vivem 33 (45,8%). Cerca de 90,3% (65) das crian&ccedil;as vivem com o pai e a m&atilde;e em simult&acirc;neo, 6,9% (5) vivem apenas com a m&atilde;e e 64 (88,9%) s&atilde;o filhos de pais casados ou em uni&atilde;o de facto. Em casa das crian&ccedil;as vivem em m&eacute;dia 4 pessoas, sendo que 62,5% das crian&ccedil;as t&ecirc;m 4 coabitantes na mesma casa. A maioria das crian&ccedil;as t&ecirc;m irm&atilde;os (88,9%), em m&eacute;dia um irm&atilde;o por crian&ccedil;a (70,8% das crian&ccedil;as t&ecirc;m um irm&atilde;o), bem como um quarto individual (76,4%). Relativamente &agrave;s habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias dos pais, 11,1% t&ecirc;m os pais com escolaridade entre o 4-6.&deg; ano, 11,1% t&ecirc;m uma escolaridade entre 7-9.&deg; ano, 29,2% t&ecirc;m uma escolaridade entre 10-12.&deg; ano, e 48,6% t&ecirc;m uma escolaridade superior ao 12.&deg; ano.</p>     
<p>A <a href ="/img/revistas/rpsp/v34n1/34n1a08t2.jpg">tabela 2</a> apresenta a distribui&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel de peso por sexo das crian&ccedil;as, tendo por base o percentil de IMC. Cerca de 62,6% t&ecirc;m peso normal, 18,1% t&ecirc;m excesso de peso e 19,4% s&atilde;o obesas. Relativamente &agrave; distribui&ccedil;&atilde;o por sexo, 51,6% das crian&ccedil;as do sexo feminino t&ecirc;m peso normal, 19,4% t&ecirc;m excesso de peso e 29% s&atilde;o obesas. Relativamente &agrave;s crian&ccedil;as do sexo masculino, 12,2% s&atilde;o obesas, 17,1% t&ecirc;m excesso de peso e 70,7% t&ecirc;m peso normal.</p>     
<p>Relativamente &agrave; presen&ccedil;a de c&aacute;rie dent&aacute;ria e dentes obturados (ver <a href ="/img/revistas/rpsp/v34n1/34n1a08t3.jpg">tabela 3</a>), 84,7% da amostra n&atilde;o tem dentes cariados e 40,3% tem dentes obturados. Quando analisados os dados por sexo da crian&ccedil;a, 90,3% das crian&ccedil;as do sexo feminino n&atilde;o t&ecirc;m dentes cariados e 61,3% n&atilde;o t&ecirc;m dentes obturados, enquanto 80,5% das crian&ccedil;as do sexo masculino n&atilde;o apresentam c&aacute;ries e 58,5% n&atilde;o t&ecirc;m dentes obturados. Cerca de 51,4% das crian&ccedil;as n&atilde;o tem dentes cariados nem obturados.</p>     
<p>Quanto &agrave; acuidade visual (ver <a href ="/img/revistas/rpsp/v34n1/34n1a08t4.jpg">tabela 4</a>), 54,2% das crian&ccedil;as t&ecirc;m altera&ccedil;&otilde;es na acuidade visual, das quais 29,2% j&aacute; usam &oacute;culos. Cerca de 67,7% crian&ccedil;as do sexo feminino t&ecirc;m altera&ccedil;&otilde;es na acuidade visual e 43,9% das crian&ccedil;as do sexo masculino tamb&eacute;m t&ecirc;m essas altera&ccedil;&otilde;es. Relativamente aos problemas de vis&atilde;o, constata-se que 62,5% das crian&ccedil;as t&ecirc;m familiares diretos com problemas na vis&atilde;o, sendo que em 48,6% dos casos &eacute; a m&atilde;e a portadora das altera&ccedil;&otilde;es, 36,1% s&atilde;o os pais e 12,5% s&atilde;o os irm&atilde;os. Foi poss&iacute;vel ainda apurar que 54,2% da amostra nunca foram a uma consulta de oftalmologia.</p>     
<p>No que respeita &agrave;s altera&ccedil;&otilde;es do sono (ver <a href ="/img/revistas/rpsp/v34n1/34n1a08t5.jpg">tabela 5</a>), 62,5% das crian&ccedil;as nunca tiveram dificuldades em adormecer no &uacute;ltimo m&ecirc;s. No entanto, 37,5% sentiram dificuldades em adormecer entre menos do que uma vez por semana (16,7%) at&eacute; 3 ou mais vezes por semana (4,2%). Em 65,3% das crian&ccedil;as n&atilde;o houve um sono agitado, de m&aacute; qualidade ou superficial no &uacute;ltimo m&ecirc;s e 34,7% tiveram este tipo de altera&ccedil;&otilde;es no sono, entre menos do que uma vez por semana (25%) e 1-2 vezes por semana (9,7%). A m&eacute;dia de horas dormidas por noite, durante a semana, &eacute; 10 horas e 18 minutos e durante o fim-de-semana &eacute; 10 horas e 44 minutos. Cerca de 59,7% das crian&ccedil;as deitam-se quase todos os dias &agrave; mesma hora e 20,8% apenas &agrave;s vezes t&ecirc;m o mesmo hor&aacute;rio de deitar.</p>     
<p>Relativamente aos h&aacute;bitos de sa&uacute;de di&aacute;rios, foram feitas quest&otilde;es sobre higiene oral, h&aacute;bitos alimentares, o tempo que passam em frente de um ecr&atilde; e h&aacute;bitos de exerc&iacute;cio f&iacute;sico. Assim, 70,8% das crian&ccedil;as realiza a sua higiene oral antes de deitar e 47,2% ao fim do pequeno-almo&ccedil;o. Cerca de 37,5% das crian&ccedil;as realizam a sua higiene oral abrangendo as gengivas, dentes e l&iacute;ngua, e apenas 1,4% n&atilde;o costuma realizar a sua higiene oral. Nesta amostra, 63,9% n&atilde;o usam fio dent&aacute;rio, 31,9% usam fio dent&aacute;rio &agrave;s vezes e apenas 4,2% usa fio dent&aacute;rio diariamente. Em m&eacute;dia, cada crian&ccedil;a realiza a sua higiene oral 1,78 vezes por dia, durante em m&eacute;dia 3,17 minutos. Nos h&aacute;bitos alimentares, 47,2% das crian&ccedil;as fazem 5 refei&ccedil;&otilde;es por dia e 31,9% fazem 4 refei&ccedil;&otilde;es di&aacute;rias. Cerca de 94,4% das crian&ccedil;as ingere produtos l&aacute;cteos, 75% fruta e 68,1% sopa e legumes todos os dias, 81,9% ingere gorduras, 58,3% peixe, 55,6% doces e 69,4% bebidas a&ccedil;ucaradas entre 1-3 vezes por semana. Em m&eacute;dia, durante a semana, as crian&ccedil;as est&atilde;o na frente de um ecr&atilde; durante 5 horas e 36 minutos e ao fim de semana em m&eacute;dia 4 horas e 30 minutos, em que 56,9% da amostra durante a semana, e 66,7% durante o fim-de-semana, est&aacute; entre 30 minutos e 4 horas em frente a um ecr&atilde;. A m&eacute;dia de horas de exerc&iacute;cio f&iacute;sico praticado durante a semana &eacute; 3 horas e 10 minutos. Perto de 59,7% das crian&ccedil;as praticam modalidades desportivas extraescola, e 90,3% pratica atividades ao ar livre, como caminhadas, andar de bicicleta, entre outras.</p>     <p>Foram realizados alguns testes inferenciais entre as vari&aacute;veis do estudo, cujos resultados se sumariam em seguida. Por exemplo, testou-se se o n&iacute;vel de peso das crian&ccedil;as estava relacionado com a distribui&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de horas em frente a um ecr&atilde;, n&atilde;o se tendo registado diferen&ccedil;as estatisticamente significativas (teste Kruskal-Wallis, p = 0,845 &ndash; durante a semana, p = 0,517 &ndash; o fim-de-semana). Analogamente, n&atilde;o se verificou uma diferen&ccedil;a estatisticamente significativa na rela&ccedil;&atilde;o entre a distribui&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de horas de sono e o n&iacute;vel de peso das crian&ccedil;as (teste Kruskal-Wallis, p = 0,372 &ndash; durante a semana; p = 0,566 &ndash; durante o fim-de-semana). Testaram-se tamb&eacute;m se as habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias dos pais estavam associadas &agrave; presen&ccedil;a de c&aacute;ries, tendo-se constatado que as crian&ccedil;as cujos pais t&ecirc;m maiores habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias t&ecirc;m menor probabilidade de terem c&aacute;ries (teste qui-quadrado, p = 0,020). No entanto, n&atilde;o se verificaram diferen&ccedil;as significativas na associa&ccedil;&atilde;o entre a presen&ccedil;a de obtura&ccedil;&otilde;es e as habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias dos pais (teste qui-quadrado, p = 0,585). Adicionalmente, apurou-se que o sexo da crian&ccedil;a est&aacute; associado &agrave;s altera&ccedil;&otilde;es na acuidade visual, existindo maior probabilidade de as crian&ccedil;as do sexo feminino apresentarem essas altera&ccedil;&otilde;es do que as crian&ccedil;as do sexo masculino (teste qui-quadrado, p = 0,044). Finalmente, inferiu-se existir uma rela&ccedil;&atilde;o estatisticamente significativa entre a qualidade do sono da crian&ccedil;a e esta ter um quarto s&oacute; para ela, sendo que a qualidade do sono tem maior probabilidade de n&atilde;o ter qualquer altera&ccedil;&atilde;o em crian&ccedil;as que t&ecirc;m um quarto s&oacute; para elas (teste Mann-Whitney, p = 0,024).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Discuss&atilde;o</b></p>     <p>Segundo a WHO<sup>30</sup>, na It&aacute;lia, 36% das crian&ccedil;as com 9 anos s&atilde;o obesas ou t&ecirc;m excesso de peso, enquanto na Gr&eacute;cia, em crian&ccedil;as entre 6-17 anos, h&aacute; uma preval&ecirc;ncia de obesidade de 19% no sexo feminino e 26% no sexo masculino. Portugal &eacute; o sexto pa&iacute;s europeu com a maior preval&ecirc;ncia de obesidade, sendo que cerca de 3,5% das despesas anuais da sa&uacute;de em Portugal se destinam a esta doen&ccedil;a<sup>31</sup>. Bingham et al.<sup>9</sup> obtiveram resultados de preval&ecirc;ncia de 19,7% de excesso de peso e 8,2% de obesidade. Em idades entre 8-11 anos este estudo apresenta valores de obesidade superiores (19,4%). Os valores de obesidade das crian&ccedil;as do sexo feminino s&atilde;o tamb&eacute;m superiores aos valores correspondentes dos estudos revistos por Antunes e Moreira<sup>8</sup>, o que refor&ccedil;a a necessidade de se inverter esta situa&ccedil;&atilde;o.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No estudo realizado por Veiga et al.<sup>17</sup> a preval&ecirc;ncia de c&aacute;rie dent&aacute;ria em crian&ccedil;as entre 8-12 anos foi de 78,8%. Relativamente &agrave; investiga&ccedil;&atilde;o aqui relatada, 84,7% da amostra n&atilde;o tem dentes cariados e apenas 40,3% tem dentes obturados. No cruzamento de dados denota-se que 51,4% das crian&ccedil;as nem tem dentes cariados nem obturados, pelo que estes dados est&atilde;o fora das metas estabelecidas pela WHO para 2020.</p>     <p>A vis&atilde;o rege 85% da aprendizagem de uma crian&ccedil;a e a WHO estima que 7,5 milh&otilde;es de crian&ccedil;as em idade escolar possam ter uma altera&ccedil;&atilde;o na vis&atilde;o, mas apenas 25% apresentam sintomas<sup>32</sup>. Pinto et al.<sup>22</sup> mencionaram a exist&ecirc;ncia de problemas oculares em 25,9% da amostra. Lan&ccedil;a et al.<sup>23</sup> constataram uma preval&ecirc;ncia de problemas visuais em 13,8% das crian&ccedil;as, sendo que 23,3% da amostra j&aacute; utilizava &oacute;culos. Quando observada a acuidade visual das crian&ccedil;as vigiadas nos CSP em Viseu, 54,2% das crian&ccedil;as t&ecirc;m altera&ccedil;&otilde;es na acuidade visual e 29,2% j&aacute; usam &oacute;culos. Apurou-se igualmente haver uma associa&ccedil;&atilde;o entre a preval&ecirc;ncia das altera&ccedil;&otilde;es na acuidade visual e o sexo das crian&ccedil;as. Os resultados encontrados s&atilde;o superiores aos citados por Pinto et al.<sup>22</sup> e Lan&ccedil;a et al.<sup>23</sup> (especialmente no que toca &agrave; preval&ecirc;ncia das altera&ccedil;&otilde;es na vis&atilde;o), o que denota a import&acirc;ncia da realiza&ccedil;&atilde;o de um estudo oftalmol&oacute;gico mais extenso e sistem&aacute;tico na regi&atilde;o de Viseu.</p>     <p>Conhecer o sono das crian&ccedil;as &eacute; necess&aacute;rio, para que n&atilde;o se confundam fen&oacute;menos fisiol&oacute;gicos com dist&uacute;rbios da organiza&ccedil;&atilde;o do sono<sup>33</sup>. Blader et al.<sup>34</sup> observaram uma preval&ecirc;ncia relativamente elevada de problemas de sono em crian&ccedil;as de idade escolar, entre eles, 27% de crian&ccedil;as com resist&ecirc;ncia &agrave; hora de deitar, 11% que acordam durante a noite, 17% tem problemas ao acordar de manh&atilde; e 17% apresentam muito cansa&ccedil;o. Outro estudo<sup>35</sup> revelou uma preval&ecirc;ncia de problemas de sono em crian&ccedil;as em idade escolar em 10,8% da amostra. No estudo de Klein e Gon&ccedil;alves<sup>27</sup> observou-se que 56,4% das crian&ccedil;as dormia mais de 9 horas por noite e 18,6% das crian&ccedil;as apresentava perturba&ccedil;&otilde;es do sono. Quando comparados com estes trabalhos, denota-se que as altera&ccedil;&otilde;es do sono s&atilde;o ligeiramente mais elevadas neste estudo. Tal pode justificar-se, por exemplo, pelo f&aacute;cil acesso a videojogos com jogos estimulantes, pelo tipo de programas televisivos e desenhos animados, ou pelo consumo de bebidas a&ccedil;ucaradas com cafe&iacute;na. Em contraste com Padez et al.<sup>28</sup>, n&atilde;o se registaram, no estudo aqui apresentado, diferen&ccedil;as estatisticamente significativas na rela&ccedil;&atilde;o entre a distribui&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de horas de sono e o n&iacute;vel de peso das crian&ccedil;as.</p>     <p>A higiene dent&aacute;ria deve ser realizada pelo menos 2 vezes ao dia, sendo que uma das vezes &eacute; obrigat&oacute;rio que seja antes de deitar<sup>16</sup>. No trabalho realizado por Veiga et al.<sup>17</sup> 53,9% das crian&ccedil;as escovam os dentes 2 ou mais vezes por dia, 21,9% das crian&ccedil;as referem usar fio dent&aacute;rio e 41,4% das crian&ccedil;as fez uma visita ao dentista nos &uacute;ltimos 12 meses. Os resultados deste estudo s&atilde;o claramente mais positivos relativamente a estes h&aacute;bitos, apresentando valores de 66,7, 36,1 e 79,2%, respetivamente. De modo an&aacute;logo ao trabalho de Veiga et al.<sup>16</sup>, este estudo identificou que a preval&ecirc;ncia de c&aacute;rie est&aacute; associada &agrave;s habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias dos pais; contudo, n&atilde;o foi encontrada uma associa&ccedil;&atilde;o estatisticamente significativa com a idade ou local de resid&ecirc;ncia. No estudo de Costa et al.<sup>11</sup>, quando analisados os h&aacute;bitos alimentares das crian&ccedil;as, 95% dos inquiridos referem fazer 3 refei&ccedil;&otilde;es di&aacute;rias, sendo que 81% dessas refei&ccedil;&otilde;es s&atilde;o cozinhadas fora de casa. No estudo aqui relatado, os resultados aparentam ser mais animadores, uma vez que 47,2% das crian&ccedil;as fazem 5 refei&ccedil;&otilde;es por dia e 31,9% fazem 4 refei&ccedil;&otilde;es di&aacute;rias. Relativamente ao tipo de alimentos ingeridos, 94,4% das crian&ccedil;as ingere produtos l&aacute;teos, 75% fruta e 68,1% sopa e legumes todos os dias, 81,9% ingere gorduras, 58,3% peixe, 55,6% doces e 69,4% bebidas a&ccedil;ucaradas entre 1-3 vezes por semana.</p>     <p>Nos estudos de Hancox et al.<sup>36</sup> e Carvalhal et al.<sup>12</sup> inferiu-se uma correla&ccedil;&atilde;o positiva significativa entre a obesidade infantil e as horas de visionamento televisivo. No estudo de Gentile et al.<sup>31</sup> as crian&ccedil;as passam durante a semana em m&eacute;dia 4 horas a ver televis&atilde;o e apenas uma a fazer os trabalhos de casa. Em m&eacute;dia, durante a semana, as crian&ccedil;as nesta investiga&ccedil;&atilde;o est&atilde;o na frente de um ecr&atilde; durante 5 horas e 36 minutos e ao fim de semana em m&eacute;dia 4 horas e 30 minutos, em que 56,9% da amostra durante a semana, e 66,7% durante o fim-de-semana, est&aacute; entre 30 minutos e 4 horas em frente a um ecr&atilde;. Estes valores s&atilde;o superiores aos apresentados por Gentile et al.<sup>31</sup>. N&atilde;o se detetaram diferen&ccedil;as significativas entre a distribui&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de horas em frente a um ecr&atilde; e o n&iacute;vel de peso das crian&ccedil;as.</p>     <p>Costa et al.<sup>11</sup> denotaram que 89% das crian&ccedil;as estudadas eram sedent&aacute;rias. Almeida<sup>37</sup> refere que a pr&aacute;tica de atividade f&iacute;sica nas crian&ccedil;as diminui devido a uma import&acirc;ncia aumentada, por parte dos pais, com a componente acad&eacute;mica da educa&ccedil;&atilde;o e com as dificuldades econ&oacute;micas; tamb&eacute;m interfere um aumento da preocupa&ccedil;&atilde;o dos pais com les&otilde;es que possam acontecer aos seus filhos. Como os pais tamb&eacute;m acham que todos os locais exteriores s&atilde;o inseguros e n&atilde;o permitem os filhos sair para brincar, as crian&ccedil;as gastam mais tempo a ver televis&atilde;o ou a jogar jogos de computador<sup>38</sup>. Almeida<sup>37</sup> salienta que os pais n&atilde;o t&ecirc;m no&ccedil;&atilde;o de qual o tempo adequado que uma crian&ccedil;a deve dedicar a atividades f&iacute;sicas e n&atilde;o sabem, ao certo, quanto tempo o seu filho dedica ao exerc&iacute;cio f&iacute;sico. A m&eacute;dia de horas de exerc&iacute;cio f&iacute;sico praticado durante a semana, pelas crian&ccedil;as, &eacute; 3 horas e 10 minutos. Observou-se que 59,7% das crian&ccedil;as praticam modalidades desportivas extraescola e que 90,3% pratica atividades ao ar livre, como caminhadas, andar de bicicleta, entre outras.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conclus&atilde;o</b></p>     <p>Os resultados deste estudo poder&atilde;o servir de aux&iacute;lio ao desenvolvimento e implementa&ccedil;&atilde;o de uma interven&ccedil;&atilde;o mais efetiva na educa&ccedil;&atilde;o para a sa&uacute;de, de forma a prevenir e detetar, o mais precocemente poss&iacute;vel, os casos em que as crian&ccedil;as est&atilde;o em risco de desenvolver determinadas altera&ccedil;&otilde;es, que possam prejudicar a sua sa&uacute;de, e ajudar os pais a tomarem consci&ecirc;ncia sobre a import&acirc;ncia da preven&ccedil;&atilde;o desses mesmos problemas de sa&uacute;de. Relativamente &agrave;s implica&ccedil;&otilde;es para as unidades de sa&uacute;de, as dire&ccedil;&otilde;es poder&atilde;o dinamizar e promover forma&ccedil;&atilde;o na &aacute;rea dos comportamentos alimentares, sa&uacute;de oral, vigil&acirc;ncia e avalia&ccedil;&atilde;o da cavidade oral, na avalia&ccedil;&atilde;o e manuten&ccedil;&atilde;o da acuidade visual e padr&otilde;es de sono e comportamentos associados, para os profissionais que nessas institui&ccedil;&otilde;es prestam servi&ccedil;os. Ter&aacute; que haver uma maior consciencializa&ccedil;&atilde;o dos profissionais de sa&uacute;de de que os h&aacute;bitos e din&acirc;micas de vida di&aacute;rias est&atilde;o em constante mudan&ccedil;a, pelo que n&atilde;o pode haver acomoda&ccedil;&atilde;o no local de trabalho e nos conhecimentos at&eacute; a&iacute; adquiridos. As unidades de sa&uacute;de poder&atilde;o permitir, para al&eacute;m do tempo dedicado pelos profissionais &agrave;s consultas de vigil&acirc;ncia, gerir o tempo de trabalho para que se fa&ccedil;a uma maior interven&ccedil;&atilde;o na comunidade em termos de preven&ccedil;&atilde;o, criando equipas espec&iacute;ficas de educa&ccedil;&atilde;o para a sa&uacute;de e promovendo sess&otilde;es em escolas, juntas de freguesia, associa&ccedil;&otilde;es, entre outros locais. Ao n&iacute;vel da gest&atilde;o das unidades de sa&uacute;de, tamb&eacute;m poder&atilde;o ser implementados indicadores quantitativos e qualitativos relativos aos fatores interventivos na sa&uacute;de da crian&ccedil;a, com metas definidas e respetivos prazos de consecu&ccedil;&atilde;o, para um incentivo dos profissionais &agrave; obten&ccedil;&atilde;o dos melhores resultados poss&iacute;veis. No seu todo, estas medidas preventivas poder&atilde;o contribuir para uma melhor qualidade de vida da crian&ccedil;a e futuro adulto, e para uma redu&ccedil;&atilde;o das despesas de sa&uacute;de do Estado portugu&ecirc;s com os tratamentos de diversas doen&ccedil;as pass&iacute;veis de ser prevenidas.</p>     <p>Em termos de educa&ccedil;&atilde;o para a sa&uacute;de, recomenda-se um maior incentivo &agrave; redu&ccedil;&atilde;o de comportamentos sedent&aacute;rios e promo&ccedil;&atilde;o de estilos de vida saud&aacute;veis e ativos, de forma a prevenir e tratar a obesidade infantil. Algumas das interven&ccedil;&otilde;es a sugerir ser&atilde;o: a promo&ccedil;&atilde;o do exerc&iacute;cio f&iacute;sico, a redu&ccedil;&atilde;o do tempo que a crian&ccedil;a passa em frente a um ecr&atilde;, o aumento de consumo de frutas e legumes, a redu&ccedil;&atilde;o de doces e bebidas a&ccedil;ucaradas, e a diminui&ccedil;&atilde;o das por&ccedil;&otilde;es alimentares, tanto fora de casa, como em casa. Os conhecimentos e comportamentos corretos e adequados, relativos &agrave; higiene oral e preven&ccedil;&atilde;o de c&aacute;rie dent&aacute;ria e problemas de sa&uacute;de oral, s&atilde;o essenciais para a redu&ccedil;&atilde;o do risco destas doen&ccedil;as. Relativamente &agrave; sa&uacute;de dos olhos, deve haver um grande incentivo ao in&iacute;cio dos rastreios visuais, com colabora&ccedil;&atilde;o direta da crian&ccedil;a, o mais precocemente poss&iacute;vel e, novamente, insistir na educa&ccedil;&atilde;o para a sa&uacute;de na redu&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de horas que os pais permitem &agrave; crian&ccedil;a estar em frente a um ecr&atilde;; incentivar &agrave; n&atilde;o permiss&atilde;o de jogos violentos e demasiado estimulantes, que poder&atilde;o intervir com a vis&atilde;o mas tamb&eacute;m com as altera&ccedil;&otilde;es no sono, o aumento da ansiedade e perturba&ccedil;&otilde;es no descanso. Relativamente ao sono, deve ser estimulada a sua correta higiene, incentivando os pais a insistir com a manuten&ccedil;&atilde;o fixa do hor&aacute;rio de dormir da crian&ccedil;a, tanto durante a semana como no fim-de-semana, promovendo rituais de calma e descontra&ccedil;&atilde;o antes da hora de dormir, mantendo um ambiente calmo junto ao quarto de dormir da crian&ccedil;a e, no pr&oacute;prio quarto, evitar ter televis&otilde;es, videojogos port&aacute;teis ou computadores nos locais de descanso da crian&ccedil;a.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Relativamente &agrave; investiga&ccedil;&atilde;o propriamente dita, h&aacute; aspetos que podem ser melhorados. Numa futura investiga&ccedil;&atilde;o, e dada a pertin&ecirc;ncia do tema, pode ser realizado um estudo em amostra probabil&iacute;stica para um melhor significado populacional. O m&eacute;todo de colheita de dados poder&aacute; passar tamb&eacute;m por uma entrevista, de modo a ser mais f&aacute;cil esclarecer as d&uacute;vidas dos pais relativamente a algumas perguntas, e para que o investigador chegue mais facilmente aos objetivos a que se prop&otilde;e. Outra situa&ccedil;&atilde;o que poderia ter interesse cient&iacute;fico, era fazer estas avalia&ccedil;&otilde;es em per&iacute;odos diferentes &agrave;s mesmas crian&ccedil;as, ou seja, fazer a avalia&ccedil;&atilde;o dos par&acirc;metros biom&eacute;tricos e quest&otilde;es sobre h&aacute;bitos de vida em determinado momento, implementar a educa&ccedil;&atilde;o para a sa&uacute;de, dando conselhos e estrat&eacute;gias de interven&ccedil;&atilde;o para colmatar as altera&ccedil;&otilde;es que fossem encontradas, encaminhando para consultas de medicina dent&aacute;ria e de oftalmologia para confirma&ccedil;&atilde;o de diagn&oacute;stico, e fazendo uma segunda avalia&ccedil;&atilde;o, ap&oacute;s determinado per&iacute;odo de tempo, de forma a concluir se h&aacute; mudan&ccedil;a nos estilos de vida e se essas mudan&ccedil;as interv&ecirc;m ou n&atilde;o na altera&ccedil;&atilde;o dos par&acirc;metros biom&eacute;tricos.</p>     <p>O tratamento da obesidade infantil em Portugal, no ano de 2002, custou ao Estado uma quantia de 297 milh&otilde;es de euros<sup>39</sup>, pelo que a estrat&eacute;gia de interven&ccedil;&atilde;o nesta doen&ccedil;a ter&aacute; que ser bem delineada e posta em a&ccedil;&atilde;o de forma a reduzir os gastos, para uma melhor economia na sa&uacute;de. A preven&ccedil;&atilde;o dos problemas de sa&uacute;de oral poder&aacute; traduzir-se em gastos econ&oacute;micos reduzidos e em relevantes ganhos em sa&uacute;de. No ano de 2007, o Estado portugu&ecirc;s gastou com tratamentos dent&aacute;rios a crian&ccedil;as 3.293.487 &euro;<sup>15</sup>, n&atilde;o estando inclu&iacute;dos nestes gastos o que os pais de muitas crian&ccedil;as, que n&atilde;o adquiriram os cheques-dentistas, gastaram em consultas de medicina dent&aacute;ria particulares, nem a comparticipa&ccedil;&atilde;o dos subsistemas de sa&uacute;de, pelo que, este valor, na globalidade, ser&aacute; maior do que o referido. Relativamente aos casos de tratamentos de acuidade visual ou de problemas do sono, n&atilde;o se encontram gastos descritos.</p>     <p>Uma boa gest&atilde;o de interven&ccedil;&atilde;o e implementa&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias poder&aacute; intervir na diminui&ccedil;&atilde;o dos custos efetivos da sa&uacute;de em Portugal, pelo que &eacute; necess&aacute;rio &laquo;p&ocirc;r m&atilde;os &agrave; obra&raquo;. Dado que as crian&ccedil;as s&atilde;o o futuro da humanidade, s&atilde;o estas em quem deve haver uma grande aposta para um bom estado de sa&uacute;de e uma qualidade de vida aumentada.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></p>     <!-- ref --><p>1. World Health Report 2008: Primary care now more than ever. Geneva: WHO, (2008) .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803164&pid=S0870-9025201600010000800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>2. Kringos D., Boerma W., Hutchinson A., van J., Groenewegen P. The breadth of primary care: A systematic literature review of its core dimensions. BMC Health Serv Res. 2010;10:65.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803166&pid=S0870-9025201600010000800002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>3. Cuidados de Sa&uacute;de Prim&aacute;rios em 2011-2016: refor&ccedil;ar, expandir. Lisboa: ACS, (2010) .</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>4. Bellman M., Vijeratnam S. From child health surveillance to child health promotion, and onwards: A tale of babies and bathwater. Arch Dis Child. 2012;97:73-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803169&pid=S0870-9025201600010000800003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>5. Direc&ccedil;&atilde;o-Geral de Sa&uacute;de. Sa&uacute;de infantil e juvenil: programa-tipo de actua&ccedil;&atilde;o: orienta&ccedil;&otilde;es t&eacute;cnicas. Lisboa: DGS, (2005) .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803171&pid=S0870-9025201600010000800004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>6. Olds T., Maher C., Zumin S., P&eacute;neau S., Lioret S., Castetbon K., et al. Evidence that the prevalence of childhood overweight is plateauing: Data from nine countries. Int J Pediatr Obes. 2011;6:342-60.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803173&pid=S0870-9025201600010000800005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>7. The challenge of obesity in the WHO European Region and the strategies for response: Summary. Copenhagen: WHO Europe, (2007) .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803175&pid=S0870-9025201600010000800006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>8. Antunes A., Moreira P. Preval&ecirc;ncia de excesso de peso e obesidade em crian&ccedil;as e adolescentes. Acta Med Port. 2011;24:279-84.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803177&pid=S0870-9025201600010000800007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>9. Bingham D., Varela-Silva M., Ferr&atilde;o M., Gama A., Mour&atilde;o M., Nogueira H., et al. Socio-demographic and behavioral risk factors associated with the high prevalence of overweight and obesity in Portuguese children. Am J Hum Biol. 2013;25:733-42.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803179&pid=S0870-9025201600010000800008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>10. P&eacute;rez-Cueto F., Aschemann-Witzel J., Shankar B., Brambila-Macias J., Bech-Larsen T., Mazzocchi M., et al. Assessment of evaluations made to healthy eating policies in Europe: A review within the EATWELL Project. Public Health Nutr. 2012;15:1489-96.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803181&pid=S0870-9025201600010000800009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>11. Costa C., Ferreira M., Amaral R. Obesidade infantil e juvenil. Acta Med Port. 2010;23:379-84.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803183&pid=S0870-9025201600010000800010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>12. Carvalhal I., Padez C., Moreira P., Rosado V. Overweight and obesity related to activities in Portuguese children, 7-9 years. Eur J Public Health. 2007;17:42-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803185&pid=S0870-9025201600010000800011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>13. Peterson-Sweeney K., Stevens J. Optimizing the health of infants and children: Their oral health counts!. J Pediatr Nurs. 2010;25:244-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803187&pid=S0870-9025201600010000800012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>14. World Health Organization. Oral health. Fact Sheet No. 318; 2012 (citado 14 Out 2014). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.who.int/mediacentre/factsheets/fs318/en/" target="_blank">http://www.who.int/mediacentre/factsheets/fs318/en/</a>.</p>     <p>15. Estudo Nacional de Preval&ecirc;ncia das Doen&ccedil;as Orais. Lisboa: DGS, (2008) .</p>     <p>16. Programa Nacional de Promo&ccedil;&atilde;o da Sa&uacute;de Oral. Lisboa: DGS, (2008) .</p>     <!-- ref --><p>17. Veiga N., Pereira C., Amaral O. Prevalence and determinants of dental caries in a sample of schoolchildren of S&aacute;t&atilde;o, Portugal. Rev Port Estomatol Med Dent Cir Maxilofac. 2014;55:214-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803192&pid=S0870-9025201600010000800013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>18. Marshall E., Meetz R., Harmon L. Through our children's eyes: The public health impact of the vision screening requirements for Indiana school children. Optometry. 2010;81:71-82.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803194&pid=S0870-9025201600010000800014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>19. Programa Nacional para a Sa&uacute;de da Vis&atilde;o. Lisboa: DGS, (2005) .</p>     <!-- ref --><p>20. Mathers M., Keyes M., Wright M. A review of the evidence on the effectiveness of children's vision screening. Child Care Health Dev. 2010;36:756-80.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803197&pid=S0870-9025201600010000800015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>21. Sociedade Portuguesa de Pediatria. Sec&ccedil;&atilde;o pediatria ambulat&oacute;ria. ROI - Rastreio Oftalmol&oacute;gico Infantil. Lisboa: SPP 2007 (citado 14 Out 2014). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.spp.pt/UserFiles/File/Seccao_Ambulatoria/ROI2009_seccao_ambulatorio.pdf" target="_blank">http://www.spp.pt/UserFiles/File/Seccao_Ambulatoria/ROI2009_seccao_ ambulatorio.pdf</a>.</p>     <!-- ref --><p>22. Pinto F., Guerra I., Maia I., Rodrigues S. Rastreio oftalmol&oacute;gico infantil nos cuidados prim&aacute;rios. Acta Pediatr Port. 2007;38:99-102.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803200&pid=S0870-9025201600010000800016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>23. Lan&ccedil;a C., Serra H., Prista J. Strabismus, visual acuity, and uncorrected refractive error in Portuguese children aged 6 to 11 years. Strabismus. 2014;22:115-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803202&pid=S0870-9025201600010000800017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>24. Matricciani L., Olds T., Blunden S., Rigney G., Williams M. Never enough sleep: A brief history of sleep recommendations for children. Pediatrics. 2012;129:548-56.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803204&pid=S0870-9025201600010000800018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>25. Thiedke C. Sleep disorders and sleep problems in childhood. Am Fam Physician. 2001;63:277-84.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803206&pid=S0870-9025201600010000800019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>26. Galland B., Mitchell E. Helping children sleep. Arch Dis Child. 2010;95:850-3.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803208&pid=S0870-9025201600010000800020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>27. Klein J., Gon&ccedil;alves A. Problemas de sono-vig&iacute;lia em crian&ccedil;as: um estudo da preval&ecirc;ncia. Psico-USF. 2008;13:51-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803210&pid=S0870-9025201600010000800021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>28. Padez C., Mour&atilde;o I., Moreira P., Rosado V. Long sleep duration and childhood overweight/obesity and body fat. Am J Hum Biol. 2009;21:371-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803212&pid=S0870-9025201600010000800022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>29. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Direc&ccedil;&atilde;o-Geral de Sa&uacute;de. Consultas de vigil&acirc;ncia de sa&uacute;de infantil e juvenil: actualiza&ccedil;&atilde;o das curvas de crescimento. Circular Normativa N.&deg; 5/DSMIA. (citado 14 Out 2014). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.dgs.pt/upload/membro.id/ficheiros/i007811.pdf" target="_blank">http://www.dgs.pt/upload/membro.id/ficheiros/i007811.pdf</a>.</p>     <p>30. World Health Organization. Obesity and overweight. Fact Sheet No. 318; 2012 (citado 14 Out 2014). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.who.int/mediacentre/factsheets/fs311/en/" target="_blank">http://www.who.int/mediacentre/factsheets/fs311/en/</a>.</p>     <!-- ref --><p>31. Gentile D., Oberg C., Sherwood N., Story M., Walsh D., Hogan M. Well-child visits in the video age: Pediatricians and the American Academy of pediatrics guidelines for children's media use. Pediatrics. 2004;114:1235-41.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803216&pid=S0870-9025201600010000800023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>32. Zanoni L., Biberg-Salum T., Esp&iacute;ndola Y., C&ocirc;nsolo C. Preval&ecirc;ncia da baixa acuidade visual em alunos do primeiro ano do ensino fundamental de uma escola p&uacute;blica. Revista da AMRIGS. 2010;54:19-24.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803218&pid=S0870-9025201600010000800024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>33. Mendes R. A crian&ccedil;a, o sono e a escola. Coimbra: Formasau - Forma&ccedil;&atilde;o e Sa&uacute;de, Lda, (2005) .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803220&pid=S0870-9025201600010000800025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>34. Blader J., Koplewiez H., Abikoff H., Foley C. Sleep Problems of elementary school children: A community survey. Arch Pediatr Adolesc Med. 1997;151:473-80.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803222&pid=S0870-9025201600010000800026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>35. Stein M., Mendelsohn J., Obermeyer W., Amromin J., Benca R. Sleep and behavioral problems in school-aged children. Pediatrics. 2001;107:60-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803224&pid=S0870-9025201600010000800027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>36. Hancox R., Milne B., Poulton R. Association between child and adolescent television viewing and adult health: A longitudinal birth cohort study. Lancet. 2004;364:257-62.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803226&pid=S0870-9025201600010000800028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>37. Almeida F. Media&ccedil;&atilde;o parental do uso dos media na preven&ccedil;&atilde;o da obesidade infantil. Coimbra: Faculdade de Psicologia e Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o. Universidade de Coimbra, (2013) .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803228&pid=S0870-9025201600010000800029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>38. Lumeng J., Appugliese D., Cabral H., Bradley R., Zuckerman B. Neighbour safety and overweight status in children. Arch Pediatr Adolesc Med. 2006;160:25-31.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803230&pid=S0870-9025201600010000800030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>39. Pereira J., Mateus C. Custos indirectos associados &agrave; obesidade em Portugal. Rev Port Sa&uacute;de P&uacute;blica. 2003;3:65-80.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803232&pid=S0870-9025201600010000800031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conflito de interesses</b></p>     <p>Os autores declaram n&atilde;o haver conflito de interesses.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i><a href="#topc0">*</a><a name="c0"></a>Autor para correspondência:</i> Correio eletrónico: <a href="mailto:nmelao@estgv.ipv.pt">nmelao@estgv.ipv.pt</a></P>     ]]></body>
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