<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0870-9025</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Saúde Pública]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Rev. Port. Sau. Pub.]]></abbrev-journal-title>
<issn>0870-9025</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Escola Nacional de Saúde Pública]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0870-90252016000100009</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.1016/j.rpsp.2015.09.001</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Validação para a população adolescente portuguesa com dor lombar: do Modified Hanover Functional Ability Questionnaire]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Modified Hanover Functional Ability Questionnaire: Validation for the Portuguese speaking adolescentes with back pain]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Robalo]]></surname>
<given-names><![CDATA[Lina]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cruz]]></surname>
<given-names><![CDATA[Eduardo B.]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Nunes]]></surname>
<given-names><![CDATA[Carla]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Instituto Politécnico de Setúbal Escola Superior de Saúde Departamento de Fisioterapia]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Setúbal ]]></addr-line>
<country>Portugal</country>
</aff>
<aff id="A02">
<institution><![CDATA[,Universidade Nova de Lisboa Escola Nacional da Saúde Pública Centro de Investigação em Saúde Pública]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
<country>Portugal</country>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>03</month>
<year>2016</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>03</month>
<year>2016</year>
</pub-date>
<volume>34</volume>
<numero>1</numero>
<fpage>61</fpage>
<lpage>68</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0870-90252016000100009&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0870-90252016000100009&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0870-90252016000100009&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[A dor lombar é uma condição de saúde comum em idades precoces, desconhecendo-se, no entanto, o seu impacto a nível funcional. Na ausência de instrumentos adaptados e validados para a população adolescente portuguesa, que permitam avaliar o impacto funcional da dor lombar, desenvolveu-se um estudo metodológico com o objetivo de realizar a tradução e adaptação da versão modificada do Hanover Functional Ability Questionnaire (MHFAQ) para a língua portuguesa (para uso em Portugal) e estudar as suas propriedades psicométricas. Após o processo de tradução e retroversão, a versão portuguesa foi testada numa amostra piloto de 40 adolescentes com dor lombar, com o objetivo de analisar a sua consistência interna e estabilidade temporal, através do coeficiente de Cronbach's alpha e do coeficiente de correlação intraclasse (ICC2,1). A análise da validade de construto foi baseada no coeficiente de correlação de Spearman entre MHFAQ-PT e a escala numérica da dor (END) para validade convergente e entre a MHFAQ-PT e a dimensão saúde mental do Medical Outcomes Study Short-Form Health Survey Instrument 12-Item (SF-12) para a discriminante, numa amostra de 127 adolescentes. As medidas de consistência interna obtidas, Cronbach's alpha = 0,699 e de estabilidade temporal CCI= 0,973 (IC: 95%: 0,948-0,986, p < 0,01), indicam que a versão portuguesa do MHFAQ possui bons níveis de fiabilidade. Relativamente à validade de construto, os resultados revelaram uma correlação positiva moderada entre a MHFAQ-PT e a END (rs = 0,591, p < 0,01) e uma correlação negativa estatisticamente significativa moderada entre a MHFAQ-PT e a dimensão saúde mental da SF-12 (rs = &#8722;0,426, p < 0,01). Concluiu-se, assim, através dos resultados obtidos, que a versão traduzida e adaptada para a população adolescente portuguesa com dor lombar encontra-se validada.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Low back pain is a common symptom in younger populations but the real functional impact of this condition remains underreported. In the absence of culturally adapted and validated instruments to assess the functional impact of low back pain in Portuguese adolescents, a methodological study was developed aiming to translate and culturally adapt the modified version of the Hanover Functional Ability Questionnaire (MHFAQ) to the European Portuguese language and examine its psychometric properties. The MHFAQ was first translated and back translated following the published guidelines. The Portuguese version of the MHFAQ was then piloted in a Portuguese sample of 40 adolescents with low back pain complaints and assessed for reliability through internal consistency and reproducibility, using Cronbach's alpha and intraclass correlation coefficient (ICC2,1), respectively. Construct validity was assessed using Spearman's correlation analysis between the MHFAQ-PT and the Numeric Pain Rating Scale (NPRS), for convergent validity, and between the MHFAQ-PT and the Health Mental dimension of the Medical Outcomes Study Short-Form Health Survey Instrument 12-Item (SF-12), for discriminant validity, in a new sample of 127 adolescents. One week test-retest reliability was 0.973 (CI: 95%: 0.948-0.986, p < 0.01) and Cronbach's alpha was 0.699, indicating good reliability estimates for the Portuguese version of the MHFAQ. The results showed a moderate positive correlation between MHFAQ-PT and END (rs = 0.591, p < 0.01), and a negative correlation between MHFAQ-PT and Mental Health dimension of the SF-12 (rs = &#8722;0.426, p < 0.01). Therefore, the translated and adapted version of MHFAQ is acceptable to assess functional status of Portuguese speaking adolescents with low back pain complaints.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Incapacidade funcional]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Dor lombar]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Adolescentes portugueses]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Modified Hanover Functional Ability Questionnaire]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Adaptação e validação]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Functional disability]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Low back pain]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Portuguese adolescents]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Modified Hanover Functional Ability Questionnaire]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Instruments adaption and validation]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <P align="right"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></P>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Valida&ccedil;&atilde;o para a popula&ccedil;&atilde;o adolescente portuguesa com dor lombar do <i>Modified Hanover Functional Ability Questionnaire</i></b></p>     <p><b><i>Modified Hanover Functional Ability Questionnaire:</i> Validation for the Portuguese speaking adolescentes with back pain</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Lina Robalo <sup>a</sup><sup>, </sup><a href="#c0">*</a><a name="topc0"></a>, Eduardo B. Cruz <sup>a</sup>, Carla Nunes <sup>b</sup></b></p>     <p>a Departamento de Fisioterapia, Escola Superior de Sa&uacute;de, Instituto Polit&eacute;cnico de Set&uacute;bal, Set&uacute;bal, Portugal</p>     <p>b Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de P&uacute;blica, Escola Nacional da Sa&uacute;de P&uacute;blica, Universidade Nova de Lisboa, Portugal</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A dor lombar &eacute; uma condi&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de comum em idades precoces, desconhecendo-se, no entanto, o seu impacto a n&iacute;vel funcional. Na aus&ecirc;ncia de instrumentos adaptados e validados para a popula&ccedil;&atilde;o adolescente portuguesa, que permitam avaliar o impacto funcional da dor lombar, desenvolveu-se um estudo metodol&oacute;gico com o objetivo de realizar a tradu&ccedil;&atilde;o e adapta&ccedil;&atilde;o da vers&atilde;o modificada do <i>Hanover Functional Ability Questionnaire</i> (MHFAQ) para a l&iacute;ngua portuguesa (para uso em Portugal) e estudar as suas propriedades psicom&eacute;tricas.</p>     <p>Ap&oacute;s o processo de tradu&ccedil;&atilde;o e retrovers&atilde;o, a vers&atilde;o portuguesa foi testada numa amostra piloto de 40 adolescentes com dor lombar, com o objetivo de analisar a sua consist&ecirc;ncia interna e estabilidade temporal, atrav&eacute;s do coeficiente de <i>Cronbach's alpha</i> e do coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o intraclasse (ICC<sub>2,1</sub>). A an&aacute;lise da validade de construto foi baseada no coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o de <i>Spearman</i> entre MHFAQ-PT e a escala num&eacute;rica da dor (END) para validade convergente e entre a MHFAQ-PT e a dimens&atilde;o sa&uacute;de mental do <i>Medical Outcomes Study Short-Form Health Survey Instrument 12-Item</i> (SF-12) para a discriminante, numa amostra de 127 adolescentes. As medidas de consist&ecirc;ncia interna obtidas, <i>Cronbach's alpha </i>= 0,699 e de estabilidade temporal CCI= 0,973 (IC: 95%: 0,948-0,986, p &lt; 0,01), indicam que a vers&atilde;o portuguesa do MHFAQ possui bons n&iacute;veis de fiabilidade. Relativamente &agrave; validade de construto, os resultados revelaram uma correla&ccedil;&atilde;o positiva moderada entre a MHFAQ-PT e a END (r<i>s </i>= 0,591, p &lt; 0,01) e uma correla&ccedil;&atilde;o negativa estatisticamente significativa moderada entre a MHFAQ-PT e a dimens&atilde;o sa&uacute;de mental da SF-12 (r<i>s </i>= &minus;0,426, p &lt; 0,01). Concluiu-se, assim, atrav&eacute;s dos resultados obtidos, que a vers&atilde;o traduzida e adaptada para a popula&ccedil;&atilde;o adolescente portuguesa com dor lombar encontra-se validada.</p>     <p><b>Palavras-chave: </b>Incapacidade funcional. Dor lombar. Adolescentes portugueses. Modified <i>Hanover Functional Ability Questionnaire</i>. Adapta&ccedil;&atilde;o e valida&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Low back pain is a common symptom in younger populations but the real functional impact of this condition remains underreported. In the absence of culturally adapted and validated instruments to assess the functional impact of low back pain in Portuguese adolescents, a methodological study was developed aiming to translate and culturally adapt the modified version of the Hanover Functional Ability Questionnaire (MHFAQ) to the European Portuguese language and examine its psychometric properties.</p>     <p>The MHFAQ was first translated and back translated following the published guidelines. The Portuguese version of the MHFAQ was then piloted in a Portuguese sample of 40 adolescents with low back pain complaints and assessed for reliability through internal consistency and reproducibility, using Cronbach's alpha and intraclass correlation coefficient (ICC<sub>2,1</sub>), respectively. Construct validity&nbsp;was assessed using Spearman's correlation analysis between the MHFAQ-PT and the Numeric Pain Rating Scale (NPRS), for convergent validity, and between the MHFAQ-PT and the Health Mental dimension of the Medical Outcomes Study Short-Form Health Survey Instrument 12-Item (SF-12), for discriminant validity, in a new sample of 127 adolescents. One week test-retest reliability was 0.973 (CI: 95%: 0.948-0.986, <i>p</i> &lt; 0.01) and Cronbach's alpha was 0.699, indicating good reliability estimates for the Portuguese version of the MHFAQ. The results showed a moderate positive correlation between MHFAQ-PT and END (r<i>s</i> = 0.591, <i>p</i> &lt; 0.01), and a negative correlation between MHFAQ-PT and Mental Health dimension of the SF-12 (r<i>s</i> = &minus;0.426, <i>p</i> &lt; 0.01). Therefore, the translated and adapted version of MHFAQ is acceptable to assess functional status of Portuguese speaking adolescents with low back pain complaints.</p>     <p><b>Keywords: </b>Functional disability. Low back pain. Portuguese adolescents. Modified <i>Hanover Functional Ability Questionnaire</i>. Instruments adaption and validation.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A dor lombar nos adolescentes &eacute; uma experi&ecirc;ncia comum e apontada por diferentes autores como relacionada com a dor na idade adulta<sup>1&ndash;3</sup>. Os fatores de risco para o desenvolvimento da dor lombar em fases precoces da vida s&atilde;o o resultado de m&uacute;ltiplas componentes, n&atilde;o independentes, tendo especial impacto o ambiente onde os jovens se encontram, nomeadamente o ambiente escolar e familiar, riscos intr&iacute;nsecos aos pr&oacute;prios e fatores relacionados com os seus h&aacute;bitos e estilo de vida<sup>4</sup>. No entanto, a forma como se estabelece a intera&ccedil;&atilde;o entre os diferentes fatores, assim como o contributo de cada um para o desenvolvimento da dor, mant&ecirc;m-se inconsistentes. Pouco se sabe tamb&eacute;m sobre o impacto da dor a n&iacute;vel do estado de sa&uacute;de dos adolescentes e da sua funcionalidade, e &eacute; dif&iacute;cil estabelecer a diferen&ccedil;a entre a dor enquanto experi&ecirc;ncia ocasional e passageira e a dor enquanto condi&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de<sup>1,5</sup>. V&aacute;rios autores reportam que a dor tem um forte impacto na vida di&aacute;ria dos adolescentes, embora seja improv&aacute;vel que implique a procura de cuidados de sa&uacute;de<sup>6,7</sup>. No entanto, parece ser consensual a import&acirc;ncia da avalia&ccedil;&atilde;o do impacto da dor lombar a n&iacute;vel da capacidade funcional para uma maior compreens&atilde;o das suas implica&ccedil;&otilde;es e relev&acirc;ncia<sup>1,6,8,9</sup>. A exist&ecirc;ncia de instrumentos v&aacute;lidos e fidedignos, que permitam avaliar o impacto da dor na funcionalidade dos adolescentes, &eacute; uma ferramenta importante para a pr&aacute;tica dos profissionais de sa&uacute;de, permitindo-lhes avaliar/reavaliar os seus utentes, bem como demonstrar os resultados decorrentes da sua interven&ccedil;&atilde;o. Para a avalia&ccedil;&atilde;o do impacto funcional da dor nos adolescentes t&ecirc;m sido utilizados instrumentos espec&iacute;ficos, nomeadamente a vers&atilde;o modificada do <i>Hanover Functional Ability Questionnaire</i> (MHFAQ). Este instrumento foi adaptado e validado para a popula&ccedil;&atilde;o adolescente por Watson et al. a partir do <i>Hanover Functional Ability Questionnaire</i> (HFAQ), que foi desenvolvido e validado para a popula&ccedil;&atilde;o adulta com dor lombar por Roese et al.<sup>10</sup> e que tem sido frequentemente utilizado em diferentes estudos, apresentando boas propriedades psicom&eacute;tricas<sup>11</sup>. Em 2002, Watson et al. desenvolveram e testaram para a popula&ccedil;&atilde;o adolescente uma vers&atilde;o modificada deste instrumento reportando bons n&iacute;veis de consist&ecirc;ncia interna (<i>Cronbach's alpha</i> = 0,71) e uma correla&ccedil;&atilde;o satisfat&oacute;ria dos itens vs. item-total (0,35-0,47)<sup>7</sup>. Desde ent&atilde;o, este instrumento tem sido utilizado por diversos autores para avaliar a capacidade funcional na popula&ccedil;&atilde;o adolescente com dor lombar<sup>1,6&ndash;8,12</sup>.</p>     <p>Trata-se de um instrumento de autoadministra&ccedil;&atilde;o que incluiu 9 itens sobre atividades di&aacute;rias com uma resposta dicot&oacute;mica (sim/n&atilde;o) e com a pontua&ccedil;&atilde;o total a variar entre 0 (aus&ecirc;ncia de incapacidade) e 9 (incapacidade severa). O somat&oacute;rio dos itens &eacute; categorizado em incapacidade ligeira (0-1), moderada (2-3) e elevada (4-9)<sup>1</sup>.</p>     <p>Na aus&ecirc;ncia de instrumentos adaptados e validados para a popula&ccedil;&atilde;o adolescente portuguesa que permitam avaliar o impacto funcional da dor lombar, desenvolveu-se um estudo com o objetivo de realizar a tradu&ccedil;&atilde;o e adapta&ccedil;&atilde;o do MHFAQ para a l&iacute;ngua portuguesa (para uso em Portugal) e estudar a fiabilidade e validade de construto (convergente e discriminante).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Material e m&eacute;todos</b></p>     <p>O processo de adapta&ccedil;&atilde;o cultural seguiu as recomenda&ccedil;&otilde;es das normas orientadoras propostas por Beaton et al. <sup>13</sup> e do MAPI <i>Research Institute</i><sup>14</sup> e foi organizado em 3 fases. A primeira fase incluiu o processo de adapta&ccedil;&atilde;o cultural do instrumento; na segunda fase procedeu-se ao estudo da fiabilidade da vers&atilde;o portuguesa, atrav&eacute;s da avalia&ccedil;&atilde;o da consist&ecirc;ncia interna e da reprodutibilidade ou estabilidade temporal; e na terceira fase testaram-se os efeitos de ch&atilde;o e teto e a validade de construto com base em hip&oacute;teses previamente definidas, utilizando-se como instrumentos de refer&ecirc;ncia a escala num&eacute;rica da dor (END) para validade convergente e a dimens&atilde;o sa&uacute;de mental (SM) do <i>Medical Outcomes Study Short-Form Health Survey Instrument 12-Item</i> (SF-12) para a discriminante.</p>     <p>A <b>primeira fase</b> englobou:</p> <ul>       <li>         <p><b>Tradu&ccedil;&atilde;o para a l&iacute;ngua portuguesa</b> &ndash; ap&oacute;s a autoriza&ccedil;&atilde;o do autor da vers&atilde;o original do instrumento, procedeu-se &agrave; sua tradu&ccedil;&atilde;o por 2 tradutores independentes (T1 e T2), bilingues, com portugu&ecirc;s como l&iacute;ngua materna, com compet&ecirc;ncias comprovadas na l&iacute;ngua original da escala e com diferentes perfis e conhecimento dos conceitos inclu&iacute;dos no instrumento a traduzir; um com conhecimento dos conceitos cl&iacute;nicos relacionados com o question&aacute;rio a traduzir e o outro sem conhecimento nem informa&ccedil;&atilde;o acerca dos conceitos em an&aacute;lise.</p>   </li>       <li>         ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Vers&atilde;o s&iacute;ntese das tradu&ccedil;&otilde;es</b> as 2 vers&otilde;es da tradu&ccedil;&atilde;o foram posteriormente analisadas e sintetizadas por um painel que incluiu 2 investigadores e 2 tradutores independentes dos 2 primeiros, mas com perfil similar, obtendo-se assim uma primeira vers&atilde;o de consenso do instrumento traduzido. Este painel trabalhou a partir do question&aacute;rio original e das vers&otilde;es de T1 e de T2. A partir das 2 tradu&ccedil;&otilde;es produziu-se uma tradu&ccedil;&atilde;o comum, obtendo-se a vers&atilde;o s&iacute;ntese 1.</p>   </li>       <li>         <p><b>Retrovers&atilde;o</b> &ndash; a partir da vers&atilde;o s&iacute;ntese 1, foi realizada a retrovers&atilde;o com recurso a 2 tradutores (R1 e R2) bilingues, que n&atilde;o os tradutores iniciais (T1 e T2), totalmente cegos em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; vers&atilde;o original e ao processo de tradu&ccedil;&atilde;o e sem conhecimentos na &aacute;rea da dor lombar. De forma id&ecirc;ntica ao processo de tradu&ccedil;&atilde;o, foram obtidas 2 vers&otilde;es independentes que foram analisadas por um painel de 2 investigadores e 2 elementos independentes dos anteriores. A vers&atilde;o resultante foi enviada ao autor original, de forma a obter parecer sobre a equival&ecirc;ncia com os itens da vers&atilde;o original. Ap&oacute;s esta revis&atilde;o e avalia&ccedil;&atilde;o obteve-se a vers&atilde;o pr&eacute;-final da vers&atilde;o portuguesa do MHFAQ.</p>   </li>       <li>         <p><b>Estudo piloto do instrumento</b> &ndash; o estudo piloto foi realizado com o objetivo de receber informa&ccedil;&atilde;o dos potenciais utilizadores do instrumento (adolescentes com dor lombar e profissionais de sa&uacute;de da &aacute;rea). O estudo piloto englobou o pr&eacute;-teste do instrumento, com recurso a uma amostra de 40 adolescentes com dor lombar de origem n&atilde;o espec&iacute;fica e a revis&atilde;o por 3 peritos da &aacute;rea cl&iacute;nica (condi&ccedil;&otilde;es musculosquel&eacute;ticas). Aos primeiros foi-lhes solicitado que avaliassem a clareza, a compreens&atilde;o, a adequa&ccedil;&atilde;o das palavras utilizadas no instrumento, a sua dimens&atilde;o e ainda o tempo de preenchimento. Aos segundos foi solicitado que avaliassem a terminologia utilizada no MHFAQ-PT e a sua adequa&ccedil;&atilde;o conceptual e cultural aos adolescentes portugueses com dor lombar. A todos os participantes no estudo piloto (adolescentes e cl&iacute;nicos) foi entregue um <i>dossier</i> que continha a carta convite aos participantes, com explica&ccedil;&atilde;o dos objetivos e procedimentos do estudo piloto, o consentimento informado, a vers&atilde;o pr&eacute;-final do instrumento em adapta&ccedil;&atilde;o, um teste de compreens&atilde;o e um formul&aacute;rio de caracteriza&ccedil;&atilde;o sociodemogr&aacute;fica e cl&iacute;nica. Posteriormente ao preenchimento do instrumento e resposta ao teste de compreens&atilde;o, foi solicitado a 4 adolescentes escolhidos de forma aleat&oacute;ria que participassem numa entrevista conduzida por um elemento externo ao estudo, para explorar aspetos relativos &agrave; clareza, compreens&atilde;o, relev&acirc;ncia cultural e adequa&ccedil;&atilde;o das palavras utilizadas no instrumento, quest&atilde;o a quest&atilde;o (<i>cognitive debriefing</i>), de acordo com um formul&aacute;rio tipificado. As respostas dos adolescentes foram submetidas a an&aacute;lise de conte&uacute;do.</p>   </li>     </ul>     <p>A <b>segunda fase</b> deste processo teve como objetivo testar a fiabilidade da vers&atilde;o portuguesa da MHFAQ, tendo sido considerada para este estudo a estimativa da consist&ecirc;ncia interna e fiabilidade teste-reteste, uma vez que o instrumento &eacute; de autoadministra&ccedil;&atilde;o e, como tal, sem necessidade de recorrer a um avaliador externo. Esta fase foi realizada durante o estudo piloto, tendo sido recrutados aleatoriamente estudantes de 4 turmas do ensino secund&aacute;rio de uma escola secund&aacute;ria do distrito de Set&uacute;bal que cumpriam os seguintes crit&eacute;rios de inclus&atilde;o:</p> <ul>       <li>         <p>idade igual ou inferior a 18 anos;</p>   </li>       <li>         ]]></body>
<body><![CDATA[<p>nacionalidade portuguesa;</p>   </li>       <li>         <p>adolescentes que reportassem dor localizada na regi&atilde;o lombar no &uacute;ltimo m&ecirc;s;</p>   </li>       <li>         <p>aus&ecirc;ncia de patologia/condi&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de conhecida associada &agrave; dor;</p>   </li>       <li>         <p>consentimento livre e esclarecido por parte dos pr&oacute;prios e dos respons&aacute;veis legais.</p>   </li>     </ul>     <p>Esta fase foi completada uma semana ap&oacute;s a primeira recolha, assumindo-se que neste per&iacute;odo n&atilde;o ocorreu qualquer altera&ccedil;&atilde;o na condi&ccedil;&atilde;o de dor lombar dos adolescentes. Este intervalo de tempo &eacute; sugerido na literatura como o mais indicado em estudos metodol&oacute;gicos e tem sido o intervalo utilizado em estudos similares para estimar a fiabilidade teste-reteste<b>,</b> que se encontra associada &agrave; reprodutibilidade do instrumento, traduzindo o grau com que o instrumento fornece resultados est&aacute;veis no tempo<sup>15</sup>. A fiabilidade teste-reteste foi estimada pelo coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o intraclasse (CCI), modelo 2,1, utilizando as pontua&ccedil;&otilde;es obtidas no MHFAQ-PT no primeiro e segundo momentos de avalia&ccedil;&atilde;o. O CCI &eacute; considerado mais adequado para estimar a fiabilidade teste-reteste, uma vez que os coeficientes de correla&ccedil;&atilde;o de <i>Pearson ou Spearman</i> n&atilde;o t&ecirc;m em considera&ccedil;&atilde;o os erros sistem&aacute;ticos, sendo o CCI o mais comummente utilizado<sup>17</sup>. O CCI &eacute; um coeficiente que varia entre 0 (sem fiabilidade) e 1 (fiabilidade perfeita)<sup>16</sup>.</p>     <p>A consist&ecirc;ncia interna foi verificada atrav&eacute;s do coeficiente de <i>Cronbach's alpha</i>, que estima qu&atilde;o uniformemente os itens contribuem para a soma n&atilde;o ponderada do instrumento, variando numa escala de 0-1, em que quanto mais elevadas forem as covari&acirc;ncias (ou correla&ccedil;&otilde;es entre os itens) maior &eacute; a homogeneidade dos itens e maior &eacute; a consist&ecirc;ncia com que medem a mesma dimens&atilde;o ou construto te&oacute;rico. Por outro lado, se o valor do coeficiente for baixo (mais pr&oacute;ximo do 0) aumenta a probabilidade do instrumento medir mais do que um construto<sup>18</sup>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Na <b>terceira fase</b> e para o estudo dos efeitos de ch&atilde;o e teto e da validade da MHFAQ-PT, foi utilizada uma amostra de 127 adolescentes com dor lombar de origem n&atilde;o espec&iacute;fica, recrutados aleatoriamente de 2 escolas do ensino secund&aacute;rio do distrito de Set&uacute;bal, que cumpriam os mesmos crit&eacute;rios de inclus&atilde;o do estudo piloto e cujos respons&aacute;veis legais deram o consentimento livre e esclarecido. Considera-se que os efeitos de ch&atilde;o e teto est&atilde;o presentes quando os valores pontuados nas extremidades do instrumento s&atilde;o superiores a 15%, sendo prov&aacute;vel que os itens extremos do instrumento sejam definidos como inexistentes. Desta forma e como consequ&ecirc;ncia, os utentes que pontuarem os valores extremos do instrumento n&atilde;o podem ser diferenciados, o que resulta numa redu&ccedil;&atilde;o da fiabilidade do instrumento<sup>19</sup>. Este aspeto reveste-se de particular import&acirc;ncia na pr&aacute;tica cl&iacute;nica, uma vez que os utentes que pontuarem nesses valores representam os utentes para os quais as estimativas relativas &agrave; incapacidade podem ser inv&aacute;lidas.</p>     <p>Para o estudo da validade convergente, n&atilde;o sendo poss&iacute;vel utilizar outro instrumento que avaliasse o impacto funcional da dor lombar nos adolescentes por n&atilde;o existir nenhum dispon&iacute;vel em portugu&ecirc;s, optou-se por usar outros procedimentos que permitem avaliar o impacto da dor lombar de forma indireta, nomeadamente a avalia&ccedil;&atilde;o da intensidade da dor pela aplica&ccedil;&atilde;o de uma END. Apesar da END e o MHFAQ n&atilde;o avaliarem o mesmo construto, admite-se que existem conte&uacute;dos partilhados pelos 2 instrumentos e por isso pressup&otilde;e-se uma correla&ccedil;&atilde;o positiva entre os mesmos<sup>20,21</sup>. Para al&eacute;m disso, a END tem sido o instrumento utilizado em outros estudos de valida&ccedil;&atilde;o de instrumentos que avaliam o impacto da dor lombar na capacidade funcional<sup>22</sup>. A END classifica a dor de 0-10 em que o 0 corresponde &agrave; aus&ecirc;ncia de dor e o 10 &agrave; dor m&aacute;xima alguma vez sentida, sendo solicitado aos utentes que selecionem o n&uacute;mero que representa a intensidade da dor. Esta escala &eacute; consensualmente utilizada por diversos autores por ser considerada fi&aacute;vel, com bom poder de resposta e com boa capacidade discriminativa<sup>23</sup>. Assim, no dom&iacute;nio da avalia&ccedil;&atilde;o da validade de construto e para validade convergente, os autores estabeleceram como hip&oacute;tese que os resultados de ambos os instrumentos deveriam apresentar uma correla&ccedil;&atilde;o positiva moderada no coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o de <i>Pearson</i> (0,3 &le; r &ge; 0,5) ou uma correla&ccedil;&atilde;o positiva moderada no coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o de <i>Spearman</i> (0,5 &le; r<i>s</i> &ge; 0,7), consoante se verificasse a normalidade ou n&atilde;o da distribui&ccedil;&atilde;o das vari&aacute;veis atrav&eacute;s do teste de Kolmogorov-Smirnov<sup>24</sup>. No dom&iacute;nio da validade discriminante, foi utilizado o Medical Outcomes Study Short-Form Health Survey Instrument 12-Item (SF-12), por ser um instrumento validado para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa e que, supostamente, n&atilde;o avalia o mesmo construto que o MHFAQ, nomeadamente a sua dimens&atilde;o de SM. Este instrumento desenvolvido por Jonh Ware Jr. (1994), foi validado para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa, pelo Centro de Estudo e Investiga&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de da Universidade de Coimbra, a partir da vers&atilde;o portuguesa do <i>Medical Outcomes Study Short Form 36 Health Survey Instrument</i> (SF-36)<sup>25</sup>. Este question&aacute;rio permite medir e avaliar o estado de sa&uacute;de de popula&ccedil;&otilde;es e indiv&iacute;duos com ou sem doen&ccedil;a, monitorizar doentes com m&uacute;ltiplas condi&ccedil;&otilde;es, comparar doentes com condi&ccedil;&otilde;es diversas e comparar o estado de sa&uacute;de de doentes com o da popula&ccedil;&atilde;o em geral. O SF-12 sumaria a sa&uacute;de do indiv&iacute;duo em 2 dimens&otilde;es: a sa&uacute;de f&iacute;sica (SF) e a SM, a partir da resposta dada a 12 itens. Assim, no dom&iacute;nio da avalia&ccedil;&atilde;o da validade de construto, a validade discriminante foi testada colocando-se a hip&oacute;tese a priori de que existiria uma correla&ccedil;&atilde;o negativa moderada no coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o de <i>Pearson</i> (&minus;0,3 &le; r &ge; &minus;0,5) ou uma correla&ccedil;&atilde;o negativa moderada no coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o de <i>Spearman</i> (&minus;0,5 &le; r<i>s</i> &ge; &minus;0,7), consoante se verificasse a normalidade ou n&atilde;o da distribui&ccedil;&atilde;o das vari&aacute;veis atrav&eacute;s do teste de Kolmogorov-Smirnov<sup>24</sup>, entre a dimens&atilde;o SM medida pelo question&aacute;rio de estado de sa&uacute;de (SF-12) e a capacidade funcional medida pelo MHFAQ-PT. Os valores esperados de correla&ccedil;&atilde;o nas hip&oacute;teses em teste resultaram, no caso da validade convergente, de ter sido utilizado um instrumento que n&atilde;o avalia o mesmo construto mas em que se admite a utiliza&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;dos associados e, como tal, pressup&otilde;e-se uma correla&ccedil;&atilde;o positiva moderada. O mesmo acontece para a validade discriminante, em que foi utilizado um instrumento (SF-12) que supostamente n&atilde;o avalia o mesmo construto.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p><b>1.<sup>a</sup> fase</b></p>     <p>No processo de tradu&ccedil;&atilde;o, as diferen&ccedil;as encontradas entre os tradutores foram m&iacute;nimas, sendo que as op&ccedil;&otilde;es realizadas pelo painel refletiram sobretudo a clareza da descri&ccedil;&atilde;o das atividades referidas tendo em conta a popula&ccedil;&atilde;o alvo. Em rela&ccedil;&atilde;o aos diferentes itens que comp&otilde;em o instrumento, no item 3 ouve uma diferen&ccedil;a na tradu&ccedil;&atilde;o de T1 &laquo;Estar sentado numa cadeira&hellip;&raquo; e de T2 &laquo;Sentar-se numa cadeira&hellip;&raquo;. Esta diferen&ccedil;a foi resolvida considerando o coment&aacute;rio de T1, que considerou que estar sentado refletia a rela&ccedil;&atilde;o com a perman&ecirc;ncia no tempo pretendida no item relacionada com a dura&ccedil;&atilde;o de um tempo letivo. Ambos os tradutores afirmaram ter tido dificuldades na tradu&ccedil;&atilde;o do item 7 no que se relaciona com a palavra &laquo;<i>armchair</i>&raquo;, cuja tradu&ccedil;&atilde;o &eacute; poltrona ou cadeir&atilde;o, mas optaram por sof&aacute;, por ser a palavra mais usualmente utilizada pelos adolescentes mesmo para se referirem apenas a um sof&aacute; de um s&oacute; lugar.</p>     <p>No processo de retrovers&atilde;o as diverg&ecirc;ncias entre os 2 tradutores foram igualmente m&iacute;nimas e relacionaram-se com o enquadramento do verbo na a&ccedil;&atilde;o. Assim, R2 inicia todas as frases por &laquo;To&raquo; (ex: <i>To reach&hellip;</i>; <i>To carry&hellip;</i>; <i>To move&hellip;</i>; <i>To bend&hellip;</i>; <i>To run&hellip;</i>), enquanto R1 utiliza <i>&laquo;Reaching&hellip;; Carring&hellip;; Bending&hellip;; Running&hellip;</i>&raquo;. Optou-se pela tradu&ccedil;&atilde;o de R2 para a l&iacute;ngua inglesa, por se considerar que utilizar diretamente o verbo enquadrado na a&ccedil;&atilde;o seria mais adequada. A vers&atilde;o resultante foi enviada ao autor original que considerou que na generalidade a vers&atilde;o refletia os conte&uacute;dos dos itens da vers&atilde;o original.</p>     <p>No estudo piloto foram distribu&iacute;dos 84 question&aacute;rios, tendo sido devolvidos 65 pelo facto dos restantes alunos n&atilde;o terem comparecido no dia e hora da passagem dos question&aacute;rios. Dos 65 adolescentes que preencheram os question&aacute;rios, apenas 40 cumpriram os crit&eacute;rios de inclus&atilde;o. Dos 25 exclu&iacute;dos, 16 foram por n&atilde;o apresentarem dor localizada na regi&atilde;o lombar, 6 por terem patologia associada e 3 por idade superior a 18 anos.</p>     <p>Dos 40 adolescentes inclu&iacute;dos, 25 (62,5%) eram do sexo feminino e 15 (37,5%) do masculino, com idades entre os 15-18 anos (m&eacute;dia &plusmn; dp: 16,45 &plusmn; 1,084). No que se refere &agrave; caracteriza&ccedil;&atilde;o da dor lombar, a intensidade da dor autorreportada no &uacute;ltimo m&ecirc;s na END variou entre 1-10 (m&eacute;dia &plusmn; dp: 4,75 &plusmn; 2,25). Em termos da frequ&ecirc;ncia da dor, 19 (47,5%) participantes referiram ter tido dor entre 2-3 vezes no &uacute;ltimo m&ecirc;s e 11 (27,5%) apenas uma vez. A maioria dos participantes, 29 (72,5%), referiu que a dor permaneceu entre 12-24 h e 11 (27,5%) consultaram um m&eacute;dico por causa da dor. A pontua&ccedil;&atilde;o total MHFAQ-PT variou entre 2-9 (m&eacute;dia &plusmn; dp: 3,91 &plusmn; 1,87).</p>     <p>Relativamente &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o do MHFAQ-PT pelos adolescentes, todos os participantes responderam &agrave; totalidade das quest&otilde;es da vers&atilde;o portuguesa pr&eacute;-final do MHFAQ e apenas 3 dos participantes fizeram coment&aacute;rios ao instrumento, referindo que o per&iacute;odo de aulas era de 50 minutos ou 90 minutos, n&atilde;o correspondendo ao per&iacute;odo referido na quest&atilde;o 3. Todos os participantes consideraram as instru&ccedil;&otilde;es claras, n&atilde;o antecipando qualquer dificuldade de resposta e n&atilde;o tiveram qualquer d&uacute;vida na compreens&atilde;o das quest&otilde;es. Adicionalmente, todos referiram n&atilde;o ter tido qualquer dificuldade de leitura, nomeadamente devido ao tamanho/tipo de letra utilizado ou estrutura/formato do question&aacute;rio, tendo considerado o formato claro e sugestivo. Consideraram a dimens&atilde;o do question&aacute;rio adequada e o tempo m&eacute;dio de preenchimento reportado foi de 3 minutos. Foram realizadas apenas 4 entrevistas aos adolescentes individualmente, havendo uma satura&ccedil;&atilde;o das respostas no final das mesmas. As respostas foram un&acirc;nimes relativamente &agrave; inexist&ecirc;ncia de dificuldades na compreens&atilde;o das quest&otilde;es. A interpreta&ccedil;&atilde;o feita por todos os entrevistados foi considerada adequada &agrave;s quest&otilde;es. A maioria considerou que as quest&otilde;es s&atilde;o relevantes para a sua condi&ccedil;&atilde;o e todos referiram que n&atilde;o teriam escrito qualquer uma das quest&otilde;es de outra forma.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Na revis&atilde;o por peritos da &aacute;rea participaram um m&eacute;dico, uma fisioterapeuta e uma enfermeira de sa&uacute;de escolar, todos com mais de 7 anos de experi&ecirc;ncia profissional espec&iacute;fica na &aacute;rea em estudo. A opini&atilde;o sobre o instrumento foi un&acirc;nime relativamente &agrave; clareza das instru&ccedil;&otilde;es, n&atilde;o se antecipando qualquer dificuldade na compreens&atilde;o das mesmas. Os 3 peritos consideraram que as palavras utilizadas eram de f&aacute;cil compreens&atilde;o por parte dos adolescentes, n&atilde;o relataram qualquer situa&ccedil;&atilde;o de ambiguidade e consideraram o question&aacute;rio claro e sugestivo. Assim, e para al&eacute;m de se ter em considera&ccedil;&atilde;o os tempos letivos praticados nas diferentes escolas, n&atilde;o houve necessidade de introduzir altera&ccedil;&otilde;es ao instrumento, obtendo-se a vers&atilde;o final (<a href ="/img/revistas/rpsp/v34n1/34n1a09a1.jpg">Ap&ecirc;ndice 1</a>).</p>     
<p><b>2.<sup>a</sup> fase</b></p>     <p>Considerando a inexist&ecirc;ncia de altera&ccedil;&otilde;es no instrumento resultante do seu pr&eacute;-teste, procedeu-se &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o da precis&atilde;o das medidas fornecidas pela vers&atilde;o portuguesa do MHFAQ-PT atrav&eacute;s da consist&ecirc;ncia interna das respostas (<i>Cronbach's alpha)</i>, da correla&ccedil;&atilde;o item-item e item-total e pela estabilidade temporal (teste-reteste).</p>     <p><b>Consist&ecirc;ncia interna</b></p>     <p>O valor de <i>Cronbach's alpha</i> do MHFAQ obtido foi de 0,699, sendo este um valor considerado aceit&aacute;vel<sup>18</sup>. Com o objetivo de complementar a an&aacute;lise da consist&ecirc;ncia interna, realizou-se a correla&ccedil;&atilde;o dos item-item e a correla&ccedil;&atilde;o item-total com a pontua&ccedil;&atilde;o obtida na aplica&ccedil;&atilde;o da MHFAQ-PT. Os valores obtidos da correla&ccedil;&atilde;o item-item foram todos positivos e compreendidos entre 0,313-0,505, o que demonstrou uma correla&ccedil;&atilde;o moderada entre os 9 itens da escala. A correla&ccedil;&atilde;o item-total apresentou valores entre 0,423-0,592. Verificou-se ainda que a elimina&ccedil;&atilde;o de qualquer uma das quest&otilde;es n&atilde;o provocou altera&ccedil;&otilde;es significativas do <i>Cronbach's alpha</i>, ou seja, a exclus&atilde;o de qualquer quest&atilde;o n&atilde;o aumentou a consist&ecirc;ncia interna da escala (<a href ="/img/revistas/rpsp/v34n1/34n1a09t1.jpg">tabela 1</a>).</p>     
<p><b>Estabilidade temporal</b></p>     <p>Ao fim de 7 dias, 39 dos 40 adolescentes voltaram a preencher a escala e a reprodutibilidade teste-reteste estimada pela correla&ccedil;&atilde;o entre os resultados obtidos pela aplica&ccedil;&atilde;o do mesmo instrumento em ambos os tempos pelo CCI foi de 0,973 (IC: 95%: 0,948-0,986, p &lt; 0,01), com uma varia&ccedil;&atilde;o entre 0,785-1 na reprodutibilidade quest&atilde;o a quest&atilde;o.</p>     <p><b>3.<sup>a</sup> fase</b></p>     <p>Nesta terceira fase foi utilizada uma amostra de 127 adolescentes com dor lombar de origem n&atilde;o espec&iacute;fica. Dos 127 adolescentes inclu&iacute;dos, 72 (56,6%) eram do sexo feminino e 55 (43,3%) do masculino, com idades entre 14-18 anos (m&eacute;dia &plusmn; dp: 16,13 &plusmn; 0,920). No que se refere &agrave; caracteriza&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica, a intensidade da dor autorreportada na END, no &uacute;ltimo m&ecirc;s, variou entre 2-8 (m&eacute;dia &plusmn; dp: 4,5 &plusmn; 1,751). Em termos da frequ&ecirc;ncia, 51 (40,2%) dos participantes referiram ter tido dor entre 2-3 vezes no &uacute;ltimo m&ecirc;s e 57 (44,9%) apenas uma vez. A maioria dos participantes, 96 (75,6%), referiu que a dor permaneceu entre 12-24 h e 33 (26%) consultaram um profissional de sa&uacute;de por causa da dor.</p>     <p>No preenchimento do MHFAQ-PT n&atilde;o houve itens sem resposta. Todas as poss&iacute;veis pontua&ccedil;&otilde;es finais foram obtidas (0-9) e n&atilde;o foram encontrados efeitos de ch&atilde;o ou teto (valores das extremidades da escala superiores a 15%). A pontua&ccedil;&atilde;o m&iacute;nima &laquo;0&raquo; foi obtida em 5 participantes (3,9%) e apenas para um participante foi encontrada a pontua&ccedil;&atilde;o m&aacute;xima (0,8%). A maioria dos participantes reportou pontua&ccedil;&otilde;es entre &laquo;2&raquo; e &laquo;5&raquo;, sugerindo um impacto funcional da dor na incapacidade funcional dos adolescentes de moderado a elevado (<a href ="/img/revistas/rpsp/v34n1/34n1a09t2.jpg">tabela 2</a>). A m&eacute;dia da pontua&ccedil;&atilde;o total (&plusmn; dp) do MHFAQ-PT foi de 3,465 (&plusmn; 1,726)</p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>No dom&iacute;nio da avalia&ccedil;&atilde;o da validade de construto, procedeu-se &agrave; an&aacute;lise da intensidade e dire&ccedil;&atilde;o de associa&ccedil;&atilde;o entre a MHFAQ-PT e a END. Ap&oacute;s a verifica&ccedil;&atilde;o da normalidade na distribui&ccedil;&atilde;o das vari&aacute;veis concluiu-se que a distribui&ccedil;&atilde;o das 2 vari&aacute;veis n&atilde;o era normal; assim, recorreu-se ao coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o de <i>Spearman</i> para determinar a intensidade da rela&ccedil;&atilde;o entre as 2 escalas. Considerando os resultados do teste de correla&ccedil;&atilde;o de <i>Spearman</i> e a hip&oacute;tese colocada a priori, que previa uma correla&ccedil;&atilde;o positiva estatisticamente significativa moderada entre os resultados da END e da MHFAQ-PT, concluiu-se da exist&ecirc;ncia dessa mesma correla&ccedil;&atilde;o, sendo que o valor obtido (r<i>s</i> = 0,591, p &lt; 0,01) a classifica como moderada (<a href="#t3">tabela 3</a>). No dom&iacute;nio da validade discriminante, os resultados do teste de correla&ccedil;&atilde;o de <i>Spearman</i> (<a href="#t3">tabela 3</a>) e a hip&oacute;tese colocada a priori que previa uma correla&ccedil;&atilde;o negativa estatisticamente significativa moderada entre os resultados da dimens&atilde;o SM, medida pelo question&aacute;rio de estado de sa&uacute;de (SF-12) e a MHFAQ, concluiu-se a exist&ecirc;ncia dessa mesma correla&ccedil;&atilde;o, sendo que o valor obtido (r<sub>s</sub> = &minus;0,426, p &lt; 0,01) a classifica como moderada.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t3"></a> <img src="/img/revistas/rpsp/v34n1/34n1a06t3.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>Discuss&atilde;o</b></p>     <p><b>1.<sup>a</sup> fase</b></p>     <p>No processo de tradu&ccedil;&atilde;o do MHFAQ, a natureza das diferen&ccedil;as encontradas pelos 2 tradutores independentes permitiu que o painel chegasse a uma vers&atilde;o de consenso do instrumento traduzido. Por outro lado, o autor original do instrumento foi consultado no sentido de avaliar a vers&atilde;o resultante do processo de retrovers&atilde;o, tendo considerado que a vers&atilde;o refletia os conte&uacute;dos dos itens da vers&atilde;o original. Ap&oacute;s este processo, o estudo piloto, realizado com o objetivo de receber informa&ccedil;&atilde;o dos potenciais utilizadores do instrumento, culminou com uma altera&ccedil;&atilde;o m&iacute;nima e factual no instrumento (dura&ccedil;&atilde;o dos tempos letivos). Pelos adolescentes o MHFAQ-PT foi considerado globalmente claro, de f&aacute;cil compreens&atilde;o e com boa adequa&ccedil;&atilde;o na sua dimens&atilde;o e ainda no tempo necess&aacute;rio para o seu preenchimento. Pelos peritos da &aacute;rea cl&iacute;nica, foi considerado adequada a terminologia utilizada, bem como a sua adequa&ccedil;&atilde;o conceptual e cultural aos adolescentes portugueses com dor lombar.</p>     <p><b>2.<sup>a</sup> fase</b></p>     <p>Considerando a inexist&ecirc;ncia de altera&ccedil;&otilde;es no instrumento resultante do seu pr&eacute;-teste, procedeu-se &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o da precis&atilde;o das medidas fornecidas pela vers&atilde;o portuguesa do MHFAQ. As medidas de consist&ecirc;ncia interna obtidas (<i>Cronbach's alpha</i> = 0,699) s&atilde;o consideradas dentro dos valores m&iacute;nimos aceit&aacute;veis<sup>18</sup> por diferentes autores e a correla&ccedil;&atilde;o dos itens da escala com valores compreendidos entre 0,313-0,505, demonstraram uma correla&ccedil;&atilde;o moderada entre os 9 itens da escala. Os valores de correla&ccedil;&atilde;o item-total demonstraram uma correla&ccedil;&atilde;o moderada entre os 9 itens da escala MHFAQ-PT e a sua pontua&ccedil;&atilde;o final, tendo sido obtidos valores superiores a 0,423, oscilando entre 0,423-0,592. Estes valores encontram-se dentro dos valores m&iacute;nimos aceit&aacute;veis, o que significa que os itens da escala se encontram significativamente relacionados. Estes resultados s&atilde;o similares aos do estudo de Watson et al., que consideraram que o instrumento apresentou elevados n&iacute;veis de consist&ecirc;ncia interna (<i>Cronbach's alpha</i> = 0,71) e uma correla&ccedil;&atilde;o satisfat&oacute;ria dos itens vs. item-total (0,35-0,47)<sup>7</sup>. Relativamente &agrave; estabilidade temporal, os valores obtidos (CCI = 0,973) indicam que a vers&atilde;o portuguesa do MHFAQ possui elevados n&iacute;veis de fiabilidade, o que n&atilde;o &eacute; igualmente pass&iacute;vel de comparar com o autor original pela indisponibilidade de informa&ccedil;&otilde;es.</p>     <p><b>3.<sup>a</sup> fase</b></p>     <p>Foram analisados os efeitos de ch&atilde;o e teto, concluindo-se que estes n&atilde;o se encontravam presentes. Considera-se que estes est&atilde;o presentes quando mais de 15% dos participantes pontuam no resultado m&iacute;nimo ou m&aacute;ximo da escala, respetivamente; se estes estiverem presentes &eacute; prov&aacute;vel que os itens superiores ou inferiores da escala sejam definidos como inexistentes, o que teria um efeito redutor na fiabilidade do instrumento<sup>19</sup>, o que n&atilde;o se verificou. Na avalia&ccedil;&atilde;o da validade de construto, os resultados foram igualmente positivos verificando-se a exist&ecirc;ncia de uma correla&ccedil;&atilde;o positiva moderada e significativa com a END (r<i>s</i> = 0,591, p &lt; 0,01), tal como em estudos similares<sup>22</sup>, indicando assim que ambos os instrumentos medem conte&uacute;dos partilhados mas n&atilde;o o mesmo construto. Por outro lado, verificou-se uma correla&ccedil;&atilde;o negativa moderada e significativa com a dimens&atilde;o SM da SF-12 (r<i>s</i> = &minus;0,426, p &lt; 0,01), o que &eacute; indicativo de que os instrumentos medem construtos diferentes. Estes resultados n&atilde;o s&atilde;o pass&iacute;veis de comparar com o autor original, uma vez que os mesmos n&atilde;o se encontram dispon&iacute;veis.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Conclus&atilde;o</b></p>     <p>A avalia&ccedil;&atilde;o do impacto funcional da dor lombar nos adolescentes &eacute; importante, quer a n&iacute;vel da interven&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica quer a n&iacute;vel da investiga&ccedil;&atilde;o. A inexist&ecirc;ncia de uma escala que quantificasse o impacto da dor lombar nas atividades dos jovens levou-nos &agrave; adapta&ccedil;&atilde;o e valida&ccedil;&atilde;o do MHFQA.</p>     <p>A vers&atilde;o portuguesa do MHFAQ-PT revelou boa equival&ecirc;ncia emp&iacute;rica, sem&acirc;ntica, conceptual e idiom&aacute;tica em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; vers&atilde;o original. Os resultados obtidos demonstraram igualmente que esta apresenta bons valores de fiabilidade e validade de constructo.</p>     <p>Conclui-se que a adapta&ccedil;&atilde;o aqui apresentada do MHFAQ &eacute; v&aacute;lida para a popula&ccedil;&atilde;o adolescente portuguesa com dor lombar e permite a utiliza&ccedil;&atilde;o deste instrumento com confian&ccedil;a.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></p>     <!-- ref --><p>1. Jones G.T., Macfarlane G.J. Predicting persistent low back pain in schoolchildren: A prospective cohort study arthritis &amp; rheumatism. Arthritis Care Res. 2009;61:1359-66.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803363&pid=S0870-9025201600010000900001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>2. Haraldstad K., S&oslash;rum R., Eide H., Natvig G.K., Helseth S. Pain in children and adolescents: Prevalence, impact on daily life, and parents&rsquo; perception: A school survey. Scand J Caring Sci. 2011;25:27-36.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>3. Jackson C., McLaughlin K., Teti B. A holistic approach to diagnosis and management. J Pediatr Health Care. 2011;25(5):284-93.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803366&pid=S0870-9025201600010000900003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>4. Grimmer K., Nyland L., Milanese S. Longitudinal investigation of low back pain in Australian adolescents: A five-year study. Physiother Res Int. 2006;11:161-72.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803368&pid=S0870-9025201600010000900004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>5. Almeida V., Coelho L., Oliveira R. Lombalgia inespec&iacute;fica nos adolescentes: identifica&ccedil;&atilde;o de fatores de risco biomorfol&oacute;gicos: estudo de levantamento na Regi&atilde;o da Grande Lisboa. Revista da ESSA. 2006;3:65-86.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803370&pid=S0870-9025201600010000900005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>6. Pellise F., Balague F., Rajmil L., Cedraschi C., Aguirre M., Fontecha C.G., et al. Prevalence of low back pain and its effect on health-related quality of life in adolescents. Arch Pediatr Adolesc Med. 2009;163:65-71.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803372&pid=S0870-9025201600010000900006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>7. Watson K.D., Papageorgiou A.C., Jones G.T., Symmons D.P., Silman A.J., Macfarlane G.J. Low back pain in schoolchildren. Pain. 2002;97:87-92.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803374&pid=S0870-9025201600010000900007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>8. Trevelyan F.C., Legg S.J. The prevalence and characteristics of back pain among school children in New Zealand. Ergonomics. 2010;53:1455-60.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803376&pid=S0870-9025201600010000900008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>9. Balagu&eacute; F., Ferrer M., Rajmil L., Acuna A.P., Pellis&eacute; F., Cedraschi C. Assessing the association between low back pain, quality of life, and live events as reported by school children in a population-based study. Eur J Pediatr. 2012;171:507-14.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803378&pid=S0870-9025201600010000900009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>10. Roese I., Kohlmann T., Raspe H. Measuring functional capacity in backache patients in rehabilitation: A comparison of standardized questionnaires. Rehabilitation (Stuttg). 1996;35:103-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803380&pid=S0870-9025201600010000900010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>11. Kohlmann T., Raspe H. Hannover Functional Questionnaire in ambulatory diagnosis of functional disability caused by backache. Rehabilitation (Stuttg). 1996;35.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803382&pid=S0870-9025201600010000900011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>12. Kaspiris A., Grivas T.B., Zafiropoulou C., Vasiliadis E., Tsadira O. Nonspecific low back pain during childhood: A retrospective epidemiological study of risk factors. J Clin Rheumatol. 2010;16:55-60.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803384&pid=S0870-9025201600010000900012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>13. Beaton D, Bombardier C, Guillemin F, Ferraz MB. Recommendations for the cross-cultural adaptation of the DASH &amp; Quick DASH Outcome Measures. Toronto, Ontario: Institute for Work &amp; Health;2007. (consultado 18 Dez 2014). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://dash.iwh.on.ca/system/files/X-CulturalAdaptation-2007.pdf" target="_blank">http://dash.iwh.on.ca/system/files/X-CulturalAdaptation-2007.pdf</a>.</p>     <p>14. France. MAPI Research Institute. Linguistic validation manual for patient-reported outcomes instruments. Lyon: MAPI Research Institute; 2009. (consultado 20 Dez 2014). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.mapi-research.fr/i_02_meth.htm#concept" target="_blank">http://www.mapi-research.fr/i_02_meth.htm#concept</a>.</p>     <!-- ref --><p>15. Kovacs F., Gestoso M., Gil M., Lopez J., Mufraggi N., Mendez J. Risk factors for non-specific low back pain in schoolchildren and their parents: A population based study. Pain. 2003;103:259-68.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803388&pid=S0870-9025201600010000900013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>16. Mokkink LB, Terwee CB, Patrick D, Alonso J, Stratford PW, Knol DL, et al. COSMIN checklist manual. Amsterdam: Department of Epidemiology and Biostatistics. VU University Medical Center; The Netherlands. EMGO Institute for Health and Care Research; 2010. (consultado 29 Dez 2014). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.cosmin.nl/images/upload/files/COSMIN%20checklist%20manual%20v9.pdf" target="_blank">http://www.cosmin.nl/images/upload/files/COSMIN%20checklist%20manual%20v9.pdf</a>.</p>     <!-- ref --><p>17. De H.C.W., Terwee C.B., Knol D.L., Bouter L.M. When to use agreement versus reliability measures. J Clin Epidemiol. 2006;59:1033-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803391&pid=S0870-9025201600010000900014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>18. Maroco J., Garcia-Marques T. Qual a fiabilidade do alfa de Cronbach? Quest&otilde;es antigas e solu&ccedil;&otilde;es modernas?. Laborat&oacute;rio de Psicologia. 2006;4:65-90.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803393&pid=S0870-9025201600010000900015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>19. Terwee C.B., Bot S.D., de M.R., van D.A., Knol D.L., Dekker J., et al. Quality criteria were proposed for measurement properties of health status questionnaires. J Clin Epidemiol. 2007;60:34-42.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803395&pid=S0870-9025201600010000900016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>20. Denison E., Asenlof P., Lindberg P. Self-efficacy, fear avoidance, and pain intensity as predictors of disability in subacute and chronic musculoskeletal pain patients in primary health care. Pain. 2004;111:245-52.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803397&pid=S0870-9025201600010000900017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>21. Meyer K., Tschopp A., Sprott H., Mannion A.F. Association between catastrophizing and self-rated pain and disability in patients with chronic low back pain. J Rehabil Med. 2009;41:620-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803399&pid=S0870-9025201600010000900018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>22. Monteiro J., Faisca L., Nunes O., Hip&oacute;lito J. Question&aacute;rio de Incapacidade de Roland Morris: adapta&ccedil;&atilde;o e valida&ccedil;&atilde;o para os doentes de l&iacute;ngua portuguesa com lombalgia. Acta Med Port. 2010;23:761-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803401&pid=S0870-9025201600010000900019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>23. Pool J.J.M., Ostelo R.W.J.G., Hoving J.L., Bouter L.M., de H.C.W. Minimal clinically important change of the Neck Disability Index and the Numerical Rating Scale for patients with neck pain. Spine. 2007;32:3047-51.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803403&pid=S0870-9025201600010000900020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>24. Maroco J. An&aacute;lise estat&iacute;stica com utiliza&ccedil;&atilde;o do SPSS. 3<sup>a</sup>ed., Lisboa: Edi&ccedil;&otilde;es S&iacute;labo, (2010) .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803405&pid=S0870-9025201600010000900021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>25. Ferreira P.L. A medi&ccedil;&atilde;o do estado de sa&uacute;de: cria&ccedil;&atilde;o da vers&atilde;o portuguesa do MOS SF-12. Coimbra: Centro de Estudos e Investiga&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de. Universidade de Coimbra, (1998) .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803407&pid=S0870-9025201600010000900022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Fontes de financiamento</b></p>     <p>N&atilde;o existiriam fontes de financiamento externas para a realiza&ccedil;&atilde;o deste artigo.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conflito de interesses</b></p>     <p>Os autores declaram n&atilde;o haver conflito de interesses.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Agradecimentos</b></p>     <p>&Agrave;s escolas, estudantes, pais, aos participantes nas diferentes fases e ao autor original da escala.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i><a href="#topc0">*</a><a name="c0"></a>Autor para correspondência:</i> Correio eletrónico: <a href="mailto:lina.robalo@ess.ips.pt">lina.robalo@ess.ips.pt</a></P>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido 19 de Fevereiro de 2015 . Aceito 22 de Setembro de 2015</p>     <p><i>&nbsp;</i></p>     <p><a href ="/img/revistas/rpsp/v34n1/34n1a09a1.jpg">Ap&ecirc;ndice 1</a>. MODIFIED HANOVER FUNCIONAL ABILITY QUESTIONNAIRE-PT.</p>     
 ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<label>1</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Jones]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Macfarlane]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Predicting persistent low back pain in schoolchildren: A prospective cohort study arthritis & rheumatism]]></article-title>
<source><![CDATA[Arthritis Care Res]]></source>
<year>2009</year>
<volume>61</volume>
<page-range>1359-66</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<label>2</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Haraldstad]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sørum]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Eide]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Natvig]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.K.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Helseth]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Pain in children and adolescents: Prevalence, impact on daily life, and parents' perception: A school survey]]></article-title>
<source><![CDATA[Scand J Caring Sci]]></source>
<year>2011</year>
<volume>25</volume>
<page-range>27-36</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<label>3</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Jackson]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[McLaughlin]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Teti]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[A holistic approach to diagnosis and management]]></article-title>
<source><![CDATA[J Pediatr Health Care]]></source>
<year>2011</year>
<volume>25</volume>
<numero>5</numero>
<issue>5</issue>
<page-range>284-93</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<label>4</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Grimmer]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Nyland]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Milanese]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Longitudinal investigation of low back pain in Australian adolescents: A five-year study]]></article-title>
<source><![CDATA[Physiother Res Int]]></source>
<year>2006</year>
<volume>11</volume>
<page-range>161-72</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<label>5</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Almeida]]></surname>
<given-names><![CDATA[V]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Coelho]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Oliveira]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Lombalgia inespecífica nos adolescentes: identificação de fatores de risco biomorfológicos: estudo de levantamento na Região da Grande Lisboa]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista da ESSA]]></source>
<year>2006</year>
<volume>3</volume>
<page-range>65-86</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<label>6</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pellise]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Balague]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rajmil]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cedraschi]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Aguirre]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fontecha]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Prevalence of low back pain and its effect on health-related quality of life in adolescents]]></article-title>
<source><![CDATA[Arch Pediatr Adolesc Med]]></source>
<year>2009</year>
<volume>163</volume>
<page-range>65-71</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<label>7</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Watson]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Papageorgiou]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Jones]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Symmons]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Silman]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Macfarlane]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Low back pain in schoolchildren]]></article-title>
<source><![CDATA[Pain]]></source>
<year>2002</year>
<volume>97</volume>
<page-range>87-92</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<label>8</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Trevelyan]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Legg]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The prevalence and characteristics of back pain among school children in New Zealand]]></article-title>
<source><![CDATA[Ergonomics]]></source>
<year>2010</year>
<volume>53</volume>
<page-range>1455-60</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<label>9</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Balagué]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ferrer]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rajmil]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Acuna]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pellisé]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cedraschi]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Assessing the association between low back pain, quality of life, and live events as reported by school children in a population-based study]]></article-title>
<source><![CDATA[Eur J Pediatr]]></source>
<year>2012</year>
<volume>171</volume>
<page-range>507-14</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<label>10</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Roese]]></surname>
<given-names><![CDATA[I.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kohlmann]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Raspe]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Measuring functional capacity in backache patients in rehabilitation: A comparison of standardized questionnaires]]></article-title>
<source><![CDATA[Rehabilitation (Stuttg)]]></source>
<year>1996</year>
<volume>35</volume>
<page-range>103-8</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<label>11</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Kohlmann]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Raspe]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Hannover Functional Questionnaire in ambulatory diagnosis of functional disability caused by backache]]></article-title>
<source><![CDATA[Rehabilitation (Stuttg)]]></source>
<year>1996</year>
<page-range>35</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<label>12</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Kaspiris]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Grivas]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Zafiropoulou]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Vasiliadis]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Tsadira]]></surname>
<given-names><![CDATA[O.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Nonspecific low back pain during childhood: A retrospective epidemiological study of risk factors]]></article-title>
<source><![CDATA[J Clin Rheumatol]]></source>
<year>2010</year>
<volume>16</volume>
<page-range>55-60</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<label>15</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Kovacs]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gestoso]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gil]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lopez]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mufraggi]]></surname>
<given-names><![CDATA[N.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mendez]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Risk factors for non-specific low back pain in schoolchildren and their parents: A population based study]]></article-title>
<source><![CDATA[Pain]]></source>
<year>2003</year>
<volume>103</volume>
<page-range>259-68</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<label>17</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[De]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.C.W.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Terwee]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Knol]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bouter]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[When to use agreement versus reliability measures]]></article-title>
<source><![CDATA[J Clin Epidemiol]]></source>
<year>2006</year>
<volume>59</volume>
<page-range>1033-9</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<label>18</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Maroco]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Garcia-Marques]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Qual a fiabilidade do alfa de Cronbach? Questões antigas e soluções modernas?]]></article-title>
<source><![CDATA[Laboratório de Psicologia]]></source>
<year>2006</year>
<volume>4</volume>
<page-range>65-90</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<label>19</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Terwee]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bot]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[de]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[van]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Knol]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Dekker]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Quality criteria were proposed for measurement properties of health status questionnaires]]></article-title>
<source><![CDATA[J Clin Epidemiol]]></source>
<year>2007</year>
<volume>60</volume>
<page-range>34-42</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<label>20</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Denison]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Asenlof]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lindberg]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Self-efficacy, fear avoidance, and pain intensity as predictors of disability in subacute and chronic musculoskeletal pain patients in primary health care]]></article-title>
<source><![CDATA[Pain]]></source>
<year>2004</year>
<volume>111</volume>
<page-range>245-52</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<label>21</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Meyer]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Tschopp]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sprott]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mannion]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.F.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Association between catastrophizing and self-rated pain and disability in patients with chronic low back pain]]></article-title>
<source><![CDATA[J Rehabil Med]]></source>
<year>2009</year>
<volume>41</volume>
<page-range>620-5</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<label>22</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Monteiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Faisca]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Nunes]]></surname>
<given-names><![CDATA[O.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hipólito]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Questionário de Incapacidade de Roland Morris: adaptação e validação para os doentes de língua portuguesa com lombalgia]]></article-title>
<source><![CDATA[Acta Med Port]]></source>
<year>2010</year>
<volume>23</volume>
<page-range>761-6</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<label>23</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pool]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.J.M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ostelo]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.W.J.G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hoving]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bouter]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[de]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.C.W.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Minimal clinically important change of the Neck Disability Index and the Numerical Rating Scale for patients with neck pain]]></article-title>
<source><![CDATA[Spine]]></source>
<year>2007</year>
<volume>32</volume>
<page-range>3047-51</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B21">
<label>24</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Maroco]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Análise estatística com utilização do SPSS]]></source>
<year>2010</year>
<edition>3</edition>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Edições Sílabo]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B22">
<label>25</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ferreira]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[A medição do estado de saúde: criação da versão portuguesa do MOS SF-12]]></source>
<year>1998</year>
<publisher-loc><![CDATA[Coimbra ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Centro de Estudos e Investigação em Saúde. Universidade de Coimbra]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
