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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A Lei do Tabaco em Portugal: análise da mancha mediática (2010-2013)]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Over the years tobacco consumption has been established as a worldwide problem. Because of the consequences of this health problem, the Framework Convention of the World Health Organization (WHO) has emerged for the tobacco prevention and control. This was ratified by Portugal and has been implemented by Law No. 37/2007 of August 14th, which established limitations on smoking in enclosed areas intended for collective use, to protect the citizens of involuntary exposure to tobacco smoke. This article reflects an analysis of a wide range of news on the topic of the Tobacco Law and tobacco consumption in general in the national media between 2010 and 2013. The analysis of this media spot allows checking if the media in Portugal are receptive to these issues by posting them to the population. To carry out this study, a set of news of many Portuguese communication media was analyzed, in accordance with quantitative (type of support and means of communication, publication date, national or regional impact, focus on the subject, etc.) and qualitative criteria (tone of news). The results show the existence of various news that address this issue, following the disclosure of new information, the occurrence of social events, the possibility of any legislation amendment or the implementation of a tobacco tax. It is considered that the media are aware of this problem and represent a key role in the prevention and control of smoking. Through the dissemination in the media, it is possible to contribute to the understanding and education of the audience and to the change of some health behaviors, thus promoting health literacy and consequently an improvement of population health.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <P align="right"><b>ARTIGO DE REVISÃO</b></P>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>A Lei do Tabaco em Portugal: an&aacute;lise da mancha medi&aacute;tica (2010-2013)</b></p>     <p><b>The Tobacco Law in Portugal: Analysis of Media coverage (2010-2013)</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Andreia Costa <sup>a</sup><sup>, </sup><a href="#c0">*</a><a name="topc0"></a>, Maria Cortes <sup>b</sup>, Andreia Duarte <sup>c</sup>, Catarina Sena <sup>d</sup>, Paulo Nogueira <sup>e</sup></b></p>     <p>a Doen&ccedil;a e Promo&ccedil;&atilde;o da Sa&uacute;de, Dire&ccedil;&atilde;o-geral da Sa&uacute;de, Lisboa, Portugal</p>     <p>b Plano Nacional de Sa&uacute;de, Dire&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de, Lisboa, Portugal</p>     <p>c Servi&ccedil;os de Preven&ccedil;&atilde;o da Doen&ccedil;a e Promo&ccedil;&atilde;o da Sa&uacute;de, Dire&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de, Lisboa, Portugal</p>     <p>d Dire&ccedil;&atilde;o, Dire&ccedil;&atilde;o-geral da Sa&uacute;de, Lisboa, Portugal</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>e Servi&ccedil;os de Informa&ccedil;&atilde;o e An&aacute;lise, Dire&ccedil;&atilde;o-geral da Sa&uacute;de, Lisboa, Portugal</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>O consumo de tabaco tem vindo a constituir-se, ao longo dos anos, como um problema &agrave; escala mundial. Devido &agrave;s consequ&ecirc;ncias deste problema para a sa&uacute;de, surgiu a Conven&ccedil;&atilde;o-Quadro da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de (OMS) para a preven&ccedil;&atilde;o e controlo do tabaco. Esta foi ratificada por Portugal, tendo sido implementada atrav&eacute;s da Lei n.&deg; 37/2007, de 14 de agosto, que estabeleceu limita&ccedil;&otilde;es ao consumo de tabaco em recintos fechados destinados &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o coletiva, no sentido de proteger os cidad&atilde;os da exposi&ccedil;&atilde;o involunt&aacute;ria ao fumo do tabaco. Este artigo traduz uma an&aacute;lise de um conjunto alargado de not&iacute;cias sobre o tema da Lei do Tabaco e do consumo de tabaco em geral nos meios de comunica&ccedil;&atilde;o social nacionais, entre 2010-2013. A an&aacute;lise da mancha medi&aacute;tica permite verificar se os <i>media</i> em Portugal se encontram recetivos a estas problem&aacute;ticas, atrav&eacute;s da divulga&ccedil;&atilde;o das mesmas &agrave; popula&ccedil;&atilde;o. Para realizar esta an&aacute;lise, foi verificado um conjunto de not&iacute;cias de diversos suportes de comunica&ccedil;&atilde;o portugueses, segundo crit&eacute;rios quantitativos (tipo de suporte e meio de comunica&ccedil;&atilde;o, data de publica&ccedil;&atilde;o, impacto nacional ou regional, foco no tema, entre outros) e qualitativos (tom das not&iacute;cias). Os resultados demonstram a exist&ecirc;ncia de not&iacute;cias que abordam o tema, perante a divulga&ccedil;&atilde;o de novas informa&ccedil;&otilde;es, ocorr&ecirc;ncia de eventos sociais, possibilidade de altera&ccedil;&atilde;o de legisla&ccedil;&atilde;o ou do imposto sobre o tabaco. Considera-se que os <i>media</i> est&atilde;o atentos a esta problem&aacute;tica e representam um papel fundamental na preven&ccedil;&atilde;o e controlo do tabagismo. Atrav&eacute;s da divulga&ccedil;&atilde;o na comunica&ccedil;&atilde;o social, &eacute; poss&iacute;vel contribuir para o esclarecimento e educa&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o e altera&ccedil;&atilde;o de alguns comportamentos de sa&uacute;de, promovendo assim a literacia em sa&uacute;de e, consequentemente, uma melhoria da sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o.</p>     <p><b>Palavras-chave: </b>Lei do Tabaco. Tabaco. Meios de comunica&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Over the years tobacco consumption has been established as a worldwide problem. Because of the consequences of this health problem, the Framework Convention of the World Health Organization (WHO) has emerged for the tobacco prevention and control. This was ratified by Portugal and has been implemented by Law No. 37/2007 of August 14th, which established limitations on smoking in enclosed areas intended for collective use, to protect the citizens of involuntary exposure to tobacco smoke. This article reflects an analysis of a wide range of news on the topic of the Tobacco Law and tobacco consumption in general in the national media between 2010 and 2013. The analysis of this media spot allows checking if the media in Portugal are receptive to these issues by posting them to the population. To carry out this study, a set of news of many Portuguese communication media was analyzed, in accordance with quantitative (type of support and means of communication, publication date, national or regional impact, focus on the subject, etc.) and qualitative criteria (tone of news). The results show the existence of various news that address this issue, following the disclosure of new information, the occurrence of social events, the possibility of any legislation amendment or the implementation of a tobacco tax. It is considered that the media are aware of this problem and represent a key role in the prevention and control of smoking. Through the dissemination in the media, it is possible to contribute to the understanding and education of the audience and to the change of some health behaviors, thus promoting health literacy and consequently an improvement of population health.</p>     <p><b>Keywords: </b>Tobacco Law. Tobacco. Media.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>Tratando-se de um problema crescente, n&atilde;o s&oacute; em Portugal como &agrave; escala mundial, a tem&aacute;tica do tabagismo tem sido alvo de uma cobertura medi&aacute;tica cada vez maior. O presente artigo apresenta uma an&aacute;lise da mancha medi&aacute;tica com o objetivo de analisar um conjunto alargado de not&iacute;cias disponibilizadas, nos meios de comunica&ccedil;&atilde;o social nacionais sobre os temas &laquo;Lei do Tabaco&raquo; e &laquo;tabagismo&raquo;, numa perspetiva quantitativa e qualitativa, tendo em conta a frequ&ecirc;ncia e enfoque das not&iacute;cias que abordam os temas. Esta an&aacute;lise permitiu assim conhecer a relev&acirc;ncia dada pelos <i>media</i> em Portugal &agrave; problem&aacute;tica da Lei do Tabaco e do tabagismo, bem com analisar import&acirc;ncia da divulga&ccedil;&atilde;o nos <i>media</i> da Lei do Tabaco e tabagismo para a obten&ccedil;&atilde;o de ganhos em sa&uacute;de na popula&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>A an&aacute;lise da mancha medi&aacute;tica surge no &acirc;mbito de um exerc&iacute;cio de aplica&ccedil;&atilde;o da metodologia de Health Impact Assessment, em 2013, pela Dire&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de (DGS).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Enquadramento te&oacute;rico</b></p>     <p>O tabagismo consiste num fen&oacute;meno complexo, determinado por m&uacute;ltiplos fatores, de car&aacute;cter cultural, social, econ&oacute;mico, comportamental, gen&eacute;tico e neurobiol&oacute;gico<sup>1&ndash;3</sup>. Os problemas relacionados com o tabagismo n&atilde;o se encontram apenas relacionados com o consumo, mas tamb&eacute;m com a exposi&ccedil;&atilde;o ao fumo. Neste caso, dada a composi&ccedil;&atilde;o qu&iacute;mica do tabaco, rico em nicotina, subst&acirc;ncia psicoativa geradora de depend&ecirc;ncia, e em subst&acirc;ncias cancer&iacute;genas, t&oacute;xicas e mutag&eacute;nicas, n&atilde;o existe um limiar seguro de exposi&ccedil;&atilde;o para o ser humano, o que obriga &agrave; ado&ccedil;&atilde;o de medidas preventivas e de prote&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de baseadas na prova cient&iacute;fica, bem como interven&ccedil;&otilde;es efetivas que influenciem o pre&ccedil;o para o consumo de tabaco<sup>2,4</sup>.</p>     <p>O consumo de tabaco continua a ser a principal causa de morte evit&aacute;vel na Uni&atilde;o Europeia (UE), devido n&atilde;o s&oacute; &agrave;s patologias causadas pelo fumo do tabaco como tamb&eacute;m ao crescente n&uacute;mero de pessoas expostas, sendo respons&aacute;vel por mais de meio milh&atilde;o de mortes por ano<sup>3,5</sup>. Neste sentido, o reconhecimento do consumo do tabaco como um problema &agrave; escala mundial com consequ&ecirc;ncias de sa&uacute;de individual e p&uacute;blica, assim como sociais, econ&oacute;micas e ambientais, conduziu &agrave; aprova&ccedil;&atilde;o da Conven&ccedil;&atilde;o-Quadro da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de (OMS) para o controlo do tabaco, 2003, tendo existido um compromisso internacional para reduzir as mortes, doen&ccedil;as e outros riscos para a sa&uacute;de dos indiv&iacute;duos relacionadas com o consumo do tabaco. A Conven&ccedil;&atilde;o-Quadro estabeleceu normas para a preven&ccedil;&atilde;o do tabagismo, particularmente no que respeita &agrave; prote&ccedil;&atilde;o da exposi&ccedil;&atilde;o involunt&aacute;ria ao fumo do tabaco, regulamenta&ccedil;&atilde;o da composi&ccedil;&atilde;o dos produtos do tabaco e informa&ccedil;&otilde;es sobre os mesmos, sensibiliza&ccedil;&atilde;o e educa&ccedil;&atilde;o para a sa&uacute;de, patroc&iacute;nios e publicidade ao tabaco, assim como, n&atilde;o menos importante, &agrave; venda a menores (inclusive atrav&eacute;s de meios autom&aacute;ticos)<sup>6</sup>. Ao ratificar esta conven&ccedil;&atilde;o, Portugal assumiu o compromisso de desenvolver pol&iacute;ticas adequadas para a preven&ccedil;&atilde;o e a redu&ccedil;&atilde;o do consumo do tabaco, da depend&ecirc;ncia da nicotina e da exposi&ccedil;&atilde;o ao fumo ambiental do tabaco. A Lei 37/2007 de 14 de agosto procedeu &agrave; revis&atilde;o e atualiza&ccedil;&atilde;o da legisla&ccedil;&atilde;o nacional nesta &aacute;rea, tendo sido introduzidas altera&ccedil;&otilde;es relevantes que visavam fomentar uma maior prote&ccedil;&atilde;o de todos os cidad&atilde;os da exposi&ccedil;&atilde;o involunt&aacute;ria ao fumo do tabaco e incrementar medidas de preven&ccedil;&atilde;o do consumo, salientando-se as seguintes<sup>7</sup>:</p> <ul>       <li>         <p>Limita&ccedil;&otilde;es ao consumo do tabaco em espa&ccedil;os fechados e cobertos e em todos os espa&ccedil;os da administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica, nomeadamente estabelecimentos de ensino, de sa&uacute;de e outros;</p>   </li>       <li>         ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Proibi&ccedil;&atilde;o da publicidade ao tabaco;</p>   </li>       <li>         <p>Obrigatoriedade da utiliza&ccedil;&atilde;o de mensagens de sa&uacute;de nas embalagens, disponibiliza&ccedil;&atilde;o de consultas/programas de cessa&ccedil;&atilde;o tab&aacute;gica, de informa&ccedil;&atilde;o e educa&ccedil;&atilde;o para a sa&uacute;de, em particular das crian&ccedil;as e jovens;</p>   </li>       <li>         <p>Proibi&ccedil;&atilde;o de venda de produtos do tabaco a menores de 18 anos (contra os 16 da altura);</p>   </li>       <li>         <p>Proibi&ccedil;&atilde;o da venda de produtos do tabaco em m&aacute;quinas de venda autom&aacute;tica que n&atilde;o estejam munidas de um dispositivo eletr&oacute;nico, ou outro sistema bloqueador que impe&ccedil;a o seu acesso a menores de 18 anos, ou que n&atilde;o estejam localizadas no interior do estabelecimento comercial, de forma a serem visualizadas pelo respons&aacute;vel do estabelecimento.</p>   </li>     </ul>     <p>Esta legisla&ccedil;&atilde;o surgiu assim orientada para a preven&ccedil;&atilde;o e controlo do consumo de tabaco que, segundo a OMS requer, uma abordagem global, integrada por m&uacute;ltiplas medidas e iniciativas, centradas na preven&ccedil;&atilde;o da inicia&ccedil;&atilde;o do consumo, na promo&ccedil;&atilde;o da cessa&ccedil;&atilde;o tab&aacute;gica, na prote&ccedil;&atilde;o da exposi&ccedil;&atilde;o ao fumo ambiental e na cria&ccedil;&atilde;o de um clima social, cultural e econ&oacute;mico favor&aacute;vel &agrave; ado&ccedil;&atilde;o de estilos de vida conducentes &agrave; sa&uacute;de<sup>1,2</sup>. Para tal, a promo&ccedil;&atilde;o da literacia em sa&uacute;de torna-se essencial, o que implica um refor&ccedil;o do poder e da responsabilidade do cidad&atilde;o em contribuir para a melhoria da sa&uacute;de individual e coletiva, bem como um refor&ccedil;o de uma din&acirc;mica cont&iacute;nua que integre a produ&ccedil;&atilde;o e partilha de informa&ccedil;&atilde;o e conhecimento<sup>8</sup>.</p>     <p>Esta partilha de conhecimento pode ser potenciada pelos meios de comunica&ccedil;&atilde;o social que assumem uma posi&ccedil;&atilde;o preponderante na comunica&ccedil;&atilde;o do risco. Esta constitui-se como um processo interativo de troca de informa&ccedil;&atilde;o e opini&otilde;es entre indiv&iacute;duos, grupos e institui&ccedil;&otilde;es relativa a acontecimentos que amea&ccedil;am a sa&uacute;de humana ou a seguran&ccedil;a dos indiv&iacute;duos<sup>9&ndash;12</sup>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Visto que os meios de comunica&ccedil;&atilde;o social se constituem como um meio de divulga&ccedil;&atilde;o &agrave; popula&ccedil;&atilde;o, torna-se essencial que estes meios se encontrem alerta e conscientes para o problema crescente do tabagismo, orientando a divulga&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o para os seus efeitos nocivos, para medidas de controlo do consumo e estrat&eacute;gias de preven&ccedil;&atilde;o, nomeadamente a difus&atilde;o da presente lei. Assim, os <i>media</i> poder&atilde;o ser utilizados para transmitir instru&ccedil;&otilde;es ao p&uacute;blico sobre as problem&aacute;ticas de sa&uacute;de, o que vai de encontro ao conceito de <i>marketing</i> social: estrat&eacute;gia que permite conduzir as atividades de consumo (ex. tabaco) no sentido da mudan&ccedil;a de comportamentos e, consequentemente, promover a sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o<sup>13,14</sup>.</p>     <p>No que respeita &agrave; preven&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s destes meios, a divulga&ccedil;&atilde;o e informa&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias de preven&ccedil;&atilde;o e controlo do tabagismo poder&aacute; tamb&eacute;m ser eficaz n&atilde;o apenas para popula&ccedil;&atilde;o, como tamb&eacute;m para manter estes assuntos na agenda social e pol&iacute;tica, na consagra&ccedil;&atilde;o da a&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria, assim como no desenvolvimento de novas estrat&eacute;gias para lidar com estes assuntos<sup>15&ndash;17</sup>. Os meios de comunica&ccedil;&atilde;o social, ao divulgarem estes assuntos, contribuem para aumentar o conhecimento da popula&ccedil;&atilde;o e consequentemente para a mudan&ccedil;a de comportamentos individuais. Por outro lado, poder&aacute; verificar-se tamb&eacute;m uma altera&ccedil;&atilde;o nas normas sociais no que se refere &agrave; aceitabilidade social do ato de fumar<sup>18</sup>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Materiais</b></p>     <p>Na an&aacute;lise da mancha medi&aacute;tica, os suportes de comunica&ccedil;&atilde;o utilizados foram a imprensa escrita, Lusa/ag&ecirc;ncia noticiosa e imprensa <i>online</i> nacionais. A sele&ccedil;&atilde;o das not&iacute;cias teve ainda por base os seguintes descritores: &laquo;tabagismo&raquo; ou &laquo;lei do tabaco&raquo;.</p>     <p>No que respeita ao universo de an&aacute;lise, importa referir que o n&uacute;mero total de not&iacute;cias de sa&uacute;de registadas nos 4 anos analisados (2010-2013) foi de 4.997: 228 sobre a tem&aacute;tica e 4.769 sobre outros assuntos.</p>     <p>Inicialmente foi feita uma an&aacute;lise de todas as not&iacute;cias disponibilizadas pelo servi&ccedil;o de inform&aacute;tica da DGS (n = 4.997). Estas foram gravadas em ficheiros formato PDF, imagem (jpg/tif) e documento de <i>Microsoft Word</i>, pelo que na sua maioria n&atilde;o foi poss&iacute;vel a utiliza&ccedil;&atilde;o de ferramentas de pesquisa por palavras-chave, optando-se pela leitura integral do seu conte&uacute;do. Num segundo momento, realizou-se uma an&aacute;lise pormenorizada das not&iacute;cias sobre o tema, tendo em conta 2 perspetivas: quantitativa e qualitativa.</p>     <p>No que respeita &agrave; an&aacute;lise quantitativa, foram tidos em conta diversos aspetos como o tipo de suporte (imprensa escrita ou imprensa <i>online</i>), o nome do meio de comunica&ccedil;&atilde;o, a data de publica&ccedil;&atilde;o (m&ecirc;s/ano), o impacto nacional e regional, o foco no tema (principal, parcial, paralelo), a dimens&atilde;o na p&aacute;gina, a inclus&atilde;o de ilustra&ccedil;&atilde;o, assim como o n&uacute;mero de p&aacute;ginas ocupadas ou tempo de emiss&atilde;o. Na perspetiva qualitativa, as not&iacute;cias foram analisadas tendo em conta o seu tom, assim como a refer&ecirc;ncia a entidades e/ou personalidades, bem como a distribui&ccedil;&atilde;o das not&iacute;cias por categorias.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Na an&aacute;lise do universo total das not&iacute;cias disponibilizadas (n = 4.997), foram identificados 228 artigos jornal&iacute;sticos com foco na tem&aacute;tica em estudo (Lei do Tabaco e tabagismo) (n = 228).</p>     <p>As not&iacute;cias foram distribu&iacute;das e analisadas mediante 6 categorias, sendo elas: &laquo;tabaco e legisla&ccedil;&atilde;o&raquo;, &laquo;tabaco e sa&uacute;de&raquo;, &laquo;Dia do n&atilde;o fumador&raquo;, &laquo;exposi&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as ao fumo ambiental do tabaco&raquo;, &laquo;tabaco e custo&raquo; e &laquo;tabaco e consumo&raquo; (<a href ="/img/revistas/rpsp/v34n1/34n1a12t1.jpg">tabela 1</a>).</p>     
<p>Tal como &eacute; poss&iacute;vel observar na <a href ="/img/revistas/rpsp/v34n1/34n1a12t1.jpg">tabela 1</a>, verificou-se que foi dada uma particular aten&ccedil;&atilde;o &agrave; categoria &laquo;tabaco e legisla&ccedil;&atilde;o&raquo;, com not&iacute;cias sobre a posi&ccedil;&atilde;o do governo relativamente ao consumo de tabaco e poss&iacute;vel revis&atilde;o da lei (2012 &ndash; &laquo;Secret&aacute;rio de Estado da Sa&uacute;de promete luta sem tr&eacute;guas ao tabagismo&raquo;). As not&iacute;cias relacionadas com o tema &laquo;tabaco e sa&uacute;de&raquo; tiveram bastante enfoque, nomeadamente no que respeita ao tabaco como fator de risco para o cancro do pulm&atilde;o ou, por outro lado, medidas de cessa&ccedil;&atilde;o tab&aacute;gica (2013 &ndash; &laquo;Portugal &eacute; o maior adepto do iCoach para deixar de fumar&raquo;).</p>     
<p>Seguiu-se a categoria &laquo;tabaco e custo&raquo;, na sua maioria com not&iacute;cias referentes ao aumento do imposto sobre o tabaco (2011&ndash; &laquo;Tabaco: pre&ccedil;o do ma&ccedil;o vai fazer aumentar a contrafa&ccedil;&atilde;o e os riscos de sa&uacute;de p&uacute;blica &ndash; empres&aacute;rios&raquo;). No que respeita ao &laquo;tabaco e consumo&raquo;, as not&iacute;cias alertaram principalmente para o aumento de consumo de tabaco em jovens, como se pode verificar numa not&iacute;cia de 2012 &ndash; &laquo;Jovens est&atilde;o a fumar mais &ndash; inqu&eacute;rito escolar realizado pelo Instituto de Drogas e Toxicodepend&ecirc;ncia sobre consumo de &Aacute;lcool, Tabaco e Drogas&raquo;.</p>     <p>Finalmente, surgiram as not&iacute;cias que alertam para as consequ&ecirc;ncias e aumento da exposi&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as ao fumo ambiental do tabaco, provavelmente tamb&eacute;m relacionadas com a possibilidade de contemplar este tema na nova legisla&ccedil;&atilde;o. Por &uacute;ltimo, apareceram as not&iacute;cias relacionadas com o Dia no n&atilde;o fumador (2010 &ndash; Dia do n&atilde;o fumador: cigarros eletr&oacute;nicos mant&ecirc;m o v&iacute;cio, s&atilde;o prejudiciais e aliciam os mais novos &ndash; Confedera&ccedil;&atilde;o antitabagismo).</p>     <p>O ano de 2012 (<a href ="/img/revistas/rpsp/v34n1/34n1a12g1.jpg">fig. 1</a>) registou um maior n&uacute;mero de not&iacute;cias publicadas e a imprensa escrita foi o suporte de comunica&ccedil;&atilde;o que maior n&uacute;mero de not&iacute;cias produziu, seguida da imprensa <i>online</i>.</p>     
<p>Tendo em conta o universo das 228 not&iacute;cias abordadas sobre o tema, e comparando o ano de 2012 com os restantes anos, &eacute; poss&iacute;vel verificar que o ano de 2012 apresentou 50% das not&iacute;cias em an&aacute;lise, as quais abordam direta e indiretamente a tem&aacute;tica da &laquo;Lei do Tabaco&raquo; ou &laquo;tabagismo&raquo; em Portugal. Segue-se o ano 2013 com 26% de not&iacute;cias publicadas, o ano 2011 com 21% e o ano 2010 respons&aacute;vel por 3% das mesmas.</p>     <p>Analisando o total de not&iacute;cias publicadas por m&ecirc;s (n = 228), nestes 4 anos foram identificados diversos picos de cobertura medi&aacute;tica (<a href ="/img/revistas/rpsp/v34n1/34n1a12t2.jpg">tabela 2</a>), que refletem a relev&acirc;ncia atribu&iacute;da aos temas.</p>     
<p>Em termos de periodicidade, &eacute; de salientar que 95% das not&iacute;cias sobre o tema &laquo;Lei do Tabaco&raquo; foram publicadas/emitidas por meios de comunica&ccedil;&atilde;o social peri&oacute;dicos di&aacute;rios, tendo sido publicadas um total de 109 not&iacute;cias em 2012, j&aacute; que refletem temas relevantes da agenda pol&iacute;tica nacional. Os <i>media</i> de periodicidade semanal e mensal s&atilde;o respons&aacute;veis por 3 e 2% das not&iacute;cias em observa&ccedil;&atilde;o, respetivamente.</p>     <p>No que respeita &agrave; &aacute;rea tem&aacute;tica dos <i>media</i>, 94% das not&iacute;cias em an&aacute;lise foram publicadas por meios de comunica&ccedil;&atilde;o social de cariz generalista, ou seja, que abordam um leque de temas muito diversos como sa&uacute;de, pol&iacute;tica, sociedade, desporto, etc. Estes meios de comunica&ccedil;&atilde;o t&ecirc;m uma maior ades&atilde;o na sociedade em geral, pelo que s&atilde;o determinantes para a cria&ccedil;&atilde;o de tend&ecirc;ncias na opini&atilde;o p&uacute;blica nacional.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Por outro lado, 6% das not&iacute;cias em an&aacute;lise foram publicadas em meios de comunica&ccedil;&atilde;o especializados, na sua maioria da &aacute;rea &laquo;economia e neg&oacute;cios&raquo;, como os meios Di&aacute;rio Econ&oacute;mico, Jornal de Neg&oacute;cios e Oje, no &acirc;mbito do tema Or&ccedil;amento Geral do Estado e da refer&ecirc;ncia ao aumento do imposto sobre o tabaco.</p>     <p>Dos principais meios de comunica&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s, pela sua dimens&atilde;o, tiragem e audi&ecirc;ncia, como os jornais P&uacute;blico, o Sol, o Metro, o Jornal i, Jornal de Not&iacute;cias, Jornal de Neg&oacute;cios, Expresso, Di&aacute;rio de Not&iacute;cias, Econ&oacute;mico, Destak e Correio da Manh&atilde;, pode verificar-se que o jornal P&uacute;blico foi aquele que maior espa&ccedil;o medi&aacute;tico dedicou aos temas &laquo;Lei do Tabaco&raquo; e &laquo;tabaco&raquo;, com a publica&ccedil;&atilde;o de 42 artigos. Este foi seguido dos jornais Di&aacute;rio de Not&iacute;cias e Jornal de Not&iacute;cias, tamb&eacute;m de periodicidade di&aacute;ria e ambos pertencentes ao mesmo grupo editorial, mas com express&otilde;es de audi&ecirc;ncia complementares &ndash; centro/sul e norte, respetivamente.</p>     <p>A Lusa, ag&ecirc;ncia de not&iacute;cias de Portugal, respons&aacute;vel pela produ&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;dos informativos que s&atilde;o enviados para todos os meios de comunica&ccedil;&atilde;o social do pa&iacute;s e considerada uma fonte de informa&ccedil;&atilde;o privilegiada, atribuiu bastante relev&acirc;ncia ao tema, tendo publicado um total de 75 not&iacute;cias entre 2010-2013. No entanto, pode-se constatar um maior enfoque no ano de 2012, com 56% das not&iacute;cias.</p>     <p>Noutra perspetiva de an&aacute;lise, atrav&eacute;s do crit&eacute;rio &laquo;tipo de distribui&ccedil;&atilde;o&raquo;, os jornais de distribui&ccedil;&atilde;o gratuita e os <i>websites</i> informativos t&ecirc;m vindo a ganhar relev&acirc;ncia no panorama nacional, facto que foi demonstrado com a presen&ccedil;a de 7% das not&iacute;cias publicadas em suportes de comunica&ccedil;&atilde;o que n&atilde;o requerem qualquer pagamento para aceder aos seus conte&uacute;dos. As not&iacute;cias publicadas sobre os temas obtiveram mais relev&acirc;ncia nestes meios de distribui&ccedil;&atilde;o gratuita no ano de 2012, com um total de 11 not&iacute;cias. J&aacute; os meios de comunica&ccedil;&atilde;o social de distribui&ccedil;&atilde;o paga, suportes impressos na sua maioria, mantiveram o peso tradicional e representam 93% das not&iacute;cias em an&aacute;lise, mais prevalente no ano de 2012, com 103 not&iacute;cias, seguindo-se o ano de 2013 com 54 not&iacute;cias.</p>     <p>As not&iacute;cias em an&aacute;lise apresentaram um forte impacto a n&iacute;vel nacional, sendo que 91% das destas foram publicadas por meios de comunica&ccedil;&atilde;o social de tiragem nacional, ao longo dos 4 anos em an&aacute;lise. Os <i>media</i> regionais apresentaram tamb&eacute;m abordagens pr&oacute;prias sobre temas publicados nos <i>media</i> nacionais e representam 9% do total das not&iacute;cias em an&aacute;lise. O ano de 2012 continua a ser o mais expressivo em termos de not&iacute;cias sobre o tema do tabaco e Lei do Tabaco, quer a n&iacute;vel nacional, com 97 not&iacute;cias, quer a n&iacute;vel regional, com 17 not&iacute;cias sob maior audi&ecirc;ncia.</p>     <p>A n&iacute;vel regional importa referir que, ao longo do per&iacute;odo de an&aacute;lise, o centro foi a regi&atilde;o respons&aacute;vel pela publica&ccedil;&atilde;o do maior n&uacute;mero de not&iacute;cias sobre o tema (58%). De salientar que &eacute; nesta regi&atilde;o que se situa a cidade de Lisboa, onde est&atilde;o sedeados os principais <i>media</i> do pa&iacute;s. Apesar desta situa&ccedil;&atilde;o, os <i>media</i> das ilhas dos A&ccedil;ores e Madeira tamb&eacute;m apresentaram uma presen&ccedil;a significativa com 21% das not&iacute;cias, seguidas do norte com 16% e do sul de Portugal com 5%.</p>     <p>Al&eacute;m deste impacto nas audi&ecirc;ncias a n&iacute;vel nacional e regional, torna-se importante analisar o foco sobre o tema da Lei do Tabaco, com uma classifica&ccedil;&atilde;o de principal, parcial ou paralelo. A &laquo;Lei do Tabaco&raquo; foi o tema principal de 29% das not&iacute;cias analisadas, no entanto foi abordado de forma parcial em 26% das not&iacute;cias. A abordagem ao tema foi considerada paralela sempre que o tema dos artigos incluiu refer&ecirc;ncias ao tabaco em geral. Exemplo: &laquo;Cancro oral: rastreio avan&ccedil;a para travar tumor que mata cada vez mais em Portugal; refer&ecirc;ncia ao consumo de tabaco como um dos fatores de risco&raquo; (Lusa, abril de 2012).</p>     <p>Nos meios de comunica&ccedil;&atilde;o em suporte impresso, isto &eacute;, imprensa escrita, foi utilizado o crit&eacute;rio de an&aacute;lise da &laquo;dimens&atilde;o na p&aacute;gina&raquo;, tendo tamb&eacute;m sido aplicado em <i>websites</i> diversos e especificamente no <i>website</i> da ag&ecirc;ncia noticiosa Lusa. A import&acirc;ncia da avalia&ccedil;&atilde;o segundo este crit&eacute;rio prende-se com a relev&acirc;ncia que cada meio de comunica&ccedil;&atilde;o atribuiu aos temas em foco e, consequentemente, ao impacto que os mesmos poder&atilde;o ter representado junto da opini&atilde;o p&uacute;blica. Assim, o facto de 40% das not&iacute;cias sobre o tema &laquo;Lei do Tabaco&raquo; terem ocupado uma p&aacute;gina e 17% incluir uma chamada de capa, demonstra que este &eacute; um tema ao qual os <i>media</i> atribuem elevada import&acirc;ncia. Seguem-se os artigos com a dimens&atilde;o de mais de uma p&aacute;gina (9%), meia p&aacute;gina e 1/3 de p&aacute;gina (6%), capa e 3/4 de p&aacute;gina (4%) e, por fim, 1/4 de p&aacute;gina (3%).</p>     <p>Al&eacute;m do crit&eacute;rio da dimens&atilde;o nas p&aacute;ginas das not&iacute;cias sobre a Lei do Tabaco na imprensa escrita, foi considerado relevante analisar a presen&ccedil;a de ilustra&ccedil;&atilde;o nas not&iacute;cias, visto que por vezes as ilustra&ccedil;&otilde;es poder&atilde;o causar um maior impacto na popula&ccedil;&atilde;o. Verificou-se ent&atilde;o que 52% dos artigos em an&aacute;lise inclu&iacute;ram fotografias, desenhos e/ou gr&aacute;ficos. Tal indica que os referidos conte&uacute;dos jornal&iacute;sticos apresentaram uma maior probabilidade de cativar a aten&ccedil;&atilde;o dos seus leitores e assim de garantir a leitura da informa&ccedil;&atilde;o sobre o tema. Por outro lado, 48% das not&iacute;cias em an&aacute;lise n&atilde;o inclu&iacute;ram qualquer imagem.</p>     <p>De um ponto vista qualitativo, o tom das not&iacute;cias publicadas foi na generalidade s&oacute;brio, objetivo e factual. Apenas nos artigos de opini&atilde;o foram utilizados tons mais emotivos, de acordo com a natureza e autores dos textos.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A an&aacute;lise das not&iacute;cias demonstrou ainda que alguns dos conte&uacute;dos jornal&iacute;sticos se referiam a entidades do Estado sempre que estas comentavam ou divulgavam algo sobre o tema. Mais especificamente, foram feitas refer&ecirc;ncias ao ministro da Sa&uacute;de, Paulo Macedo, ao secret&aacute;rio de Estado adjunto do ministro da Sa&uacute;de, Fernando Leal da Costa, e ao diretor-geral da Sa&uacute;de, Francisco George, entre outros.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Discuss&atilde;o</b></p>     <p>Neste artigo foi poss&iacute;vel verificar que os meios de comunica&ccedil;&atilde;o em Portugal est&atilde;o particularmente atentos e dispon&iacute;veis para a abordagem destes temas, com maior relev&acirc;ncia para o ano de 2012 que publicou mais not&iacute;cias sobre esta problem&aacute;tica, em particular no que toca &agrave; imprensa escrita.</p>     <p>Esta maior aten&ccedil;&atilde;o no ano de 2012 pode ter-se devido ao facto de terem sido feitas refer&ecirc;ncias a uma poss&iacute;vel revis&atilde;o da Lei do Tabaco, com enfoque em medidas mais restritivas para uma maior prote&ccedil;&atilde;o dos n&atilde;o-fumadores, nomeadamente nos estabelecimentos comerciais.</p>     <p>O tema do tabagismo cria sempre tens&otilde;es entre 2 grupos distintos: por um lado, a ind&uacute;stria tabaqueira e as associa&ccedil;&otilde;es de restaura&ccedil;&atilde;o; por outro lado, o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de e os grupos da &aacute;rea da sa&uacute;de. Os primeiros esgrimem argumentos na comunica&ccedil;&atilde;o social a favor da economia e da liberdade individual, enquanto os segundos argumentam em prol da defesa da sa&uacute;de p&uacute;blica, salientando o dever do Estado em proteger a sa&uacute;de dos seus cidad&atilde;os.</p>     <p>O per&iacute;odo temporal em an&aacute;lise coincidiu com um per&iacute;odo de ajuda externa a Portugal, o que poder&aacute; ter potenciado o aumento do foco das not&iacute;cias na legisla&ccedil;&atilde;o, no custo e nos impostos associados ao tabaco.</p>     <p>Em 2012, foram desenvolvidos estudos e a&ccedil;&otilde;es de divulga&ccedil;&atilde;o promovidas pela DGS relativos &agrave; Lei do Tabaco e tabagismo, nomeadamente atrav&eacute;s do Programa Nacional para a Preven&ccedil;&atilde;o e Controlo do Tabagismo, que assumiu um car&aacute;ter de Programa Nacional Priorit&aacute;rio nas pol&iacute;ticas de sa&uacute;de nacionais desde 2012. Estes aspetos refletem o trabalho do sector da sa&uacute;de para promover a sa&uacute;de e prevenir a doen&ccedil;a e, simultaneamente, o esfor&ccedil;o em promover a literacia atrav&eacute;s da divulga&ccedil;&atilde;o aos cidad&atilde;os.</p>     <p>A an&aacute;lise da mancha medi&aacute;tica aponta para disponibilidade dos <i>media</i> na divulga&ccedil;&atilde;o destes temas, o que demonstra o papel destes meios enquanto parceiros na transmiss&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o que permita aos cidad&atilde;os optarem por estilos de vida saud&aacute;veis. Este papel de <i>parceiros</i> &eacute; evidenciado pelo facto das not&iacute;cias publicadas pertencerem a meios de comunica&ccedil;&atilde;o de periodicidade di&aacute;ria, demonstrando a prioridade do tema na agenda editorial, bem como divulga&ccedil;&atilde;o imediata e alargada, j&aacute; que s&atilde;o os <i>media</i> de tiragem nacional aqueles que maior express&atilde;o t&ecirc;m nesta an&aacute;lise.</p>     <p>O n&uacute;mero de not&iacute;cias publicadas sobre os temas em foco e o espa&ccedil;o que lhes &eacute; atribu&iacute;do nas suas edi&ccedil;&otilde;es tamb&eacute;m s&atilde;o fatores que refor&ccedil;am estas ila&ccedil;&otilde;es, uma vez que se verifica que o espa&ccedil;o editorial maioritariamente ocupado &eacute; de &laquo;uma p&aacute;gina inteira e chamada de capa&raquo;, as sec&ccedil;&otilde;es de maior relevo dos jornais.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Verificou-se igualmente uma preocupa&ccedil;&atilde;o acentuada em atribuir valor acrescentado aos conte&uacute;dos jornal&iacute;sticos, com a inclus&atilde;o de elementos de ilustra&ccedil;&atilde;o como fotografias, desenhos e/ou gr&aacute;ficos, que, deste modo, se tornam mais apelativos para os diversos p&uacute;blicos-alvo e permitem que a popula&ccedil;&atilde;o fique mais consciente para a problem&aacute;tica.</p>     <p>Uma das limita&ccedil;&otilde;es do trabalho aqui apresentado relaciona-se com a natureza da amostra de not&iacute;cias analisadas, que n&atilde;o inclui os meios de comunica&ccedil;&atilde;o de r&aacute;dio e televis&atilde;o para an&aacute;lise retrospetiva. Tal aspeto justifica-se pela impossibilidade de adquirir tais suportes junto das diferentes esta&ccedil;&otilde;es de televis&atilde;o e r&aacute;dio. Contudo, a abrang&ecirc;ncia nacional da imprensa escrita e <i>online</i> obtida na amostra sugere que as categorias identificadas nesta an&aacute;lise ser&atilde;o semelhantes &agrave; an&aacute;lise da mancha medi&aacute;tica da r&aacute;dio e televis&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conclus&atilde;o</b></p>     <p>Os meios de comunica&ccedil;&atilde;o social s&atilde;o fundamentais para a promo&ccedil;&atilde;o da literacia em sa&uacute;de na popula&ccedil;&atilde;o em geral. No caso do tabagismo, verifica-se uma maior relev&acirc;ncia no que se refere ao papel dos <i>media</i> e &agrave; natureza das informa&ccedil;&otilde;es que se divulgam e ao destaque que estas obt&eacute;m. De facto, os <i>media</i> desempenham um papel fundamental para modelar os conhecimentos, opini&otilde;es, atitudes e comportamentos associados ao tabaco e &agrave; aceita&ccedil;&atilde;o social do consumo na comunidade<sup>19,20</sup>. A proibi&ccedil;&atilde;o de publicidade ao tabaco, a aus&ecirc;ncia deste comportamento nos conte&uacute;dos divulgados, bem como a informa&ccedil;&atilde;o sobre consequ&ecirc;ncias para a sa&uacute;de e estrat&eacute;gias de cessa&ccedil;&atilde;o tab&aacute;gica s&atilde;o medidas de promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de atrav&eacute;s do refor&ccedil;o da literacia. De facto, a evid&ecirc;ncia aponta para que os <i>media</i> influenciem a tomada de decis&atilde;o individual no que se refere ao iniciar o consumo ou em deixar de fumar, provocando a altera&ccedil;&atilde;o de comportamentos. Por outro lado, os <i>media</i> t&ecirc;m tamb&eacute;m capacidade para influenciar a rede social dos indiv&iacute;duos e diminuir a aceitabilidade do consumo, tendo deste modo um resultado mais abrangente para o controlo do tabaco<sup>21</sup>.</p>     <p>Todos estes aspetos apontam para a relev&acirc;ncia do papel dos <i>media</i> na promo&ccedil;&atilde;o da literacia em sa&uacute;de e no <i>empowerment</i> dos cidad&atilde;os, sendo que as not&iacute;cias e mensagens divulgadas se constituem como importantes para o controlo do tabagismo e consequente melhoria da sa&uacute;de individual e coletiva<sup>8</sup>. Por outro lado, os meios de comunica&ccedil;&atilde;o social, ao contribu&iacute;rem para a forma&ccedil;&atilde;o de opini&atilde;o p&uacute;blica sobre determinado tema, poder&atilde;o facilitar a implementa&ccedil;&atilde;o de medidas pol&iacute;ticas mais restritivas nesta &aacute;rea, &laquo;tabaco&raquo;, nomeadamente legisla&ccedil;&atilde;o mais protetora da sa&uacute;de p&uacute;blica<sup>22,23</sup>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></p>     <!-- ref --><p>1. Framework convention on tobacco control. Geneva: World Health Organization, (2003) .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803958&pid=S0870-9025201600010001200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>2. Report on the global tobacco epidemic 2008: The MPOWER package. Geneva: World Health Organization, (2008) .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803960&pid=S0870-9025201600010001200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>3. Report on the global tobacco epidemic 2015: Raising taxes on tobacco. Geneva: World Health Organization, (2015) .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803962&pid=S0870-9025201600010001200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>4. Portugal. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Dire&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de. Programa Nacional para a Preven&ccedil;&atilde;o e Controlo do Tabagismo 2012-2016. Lisboa: Dire&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de; 2012.</p>     <!-- ref --><p>5. Public Health Europe. Health determinants: Tobacco. Brussels: European Commission, (2007) .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803965&pid=S0870-9025201600010001200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>6. Decreto-Lei n.&deg; 25-A/2005. D.R. I S&eacute;rie A. 214 (2005-11-08) 6456-6491. Aprova a Conven&ccedil;&atilde;o-Quadro da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de para o Controlo do Tabaco (Genebra), pela 56.<sup>a</sup> Assembleia Mundial de Sa&uacute;de, em 21 de maio de 2003.</p>     <p>7. Lei n.&deg; 37/2007. D.R. I S&eacute;rie. 156 (2007-08-14) 5277-5285. Aprova normas para a prote&ccedil;&atilde;o dos cidad&atilde;os da exposi&ccedil;&atilde;o involunt&aacute;ria ao fumo do tabaco e medidas de redu&ccedil;&atilde;o da procura relacionadas com a depend&ecirc;ncia e a cessa&ccedil;&atilde;o do seu consumo.</p>     <p>8. Portugal. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Dire&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de. Plano Nacional de Sa&uacute;de 2012-2016. Lisboa: Dire&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de; 2012.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>9. Communicating in a crisis: Risk communication guidelines for public officials. Washington, D.C: Department of Health and Human Services, (2002) .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803970&pid=S0870-9025201600010001200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>10. Crisis and emergency risk communication. Atlanta: Centers for Disease Control and Prevention, (2012) .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803972&pid=S0870-9025201600010001200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>11. FAO. The application of risk communication to food standards and safety matters: Report of a Joint FAO/WHO expert consultation, Rome 2-6 February 1998. Rome: FAO; 1999.(FAO Food and Nutrition Paper; 70).</p>     <!-- ref --><p>12. Guide for application of risk analysis principles and procedures during food safety emergencies. Rome: FAO, (2011) .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803975&pid=S0870-9025201600010001200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>13. Moreira J.P.K. A framework for responsive health policy and corporate communication. CCIJ. 2007;12:8-24.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803977&pid=S0870-9025201600010001200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>14. Newton J.D., Ewing M.T., Finch C.F. Social marketing: Why injury prevention needs to adopt this behavior change approach. Br J Sports Med. 2012;47:665-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803979&pid=S0870-9025201600010001200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>15. Wellings K., Macdowall W. Evaluating mass media approaches to health promotion: A review of methods. 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Public policy and mass media: The interplay of mass communication and political decision-making. London: Routledge, (2010) .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803985&pid=S0870-9025201600010001200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>18. Bala M.M., Strzeszynski L., Cahill K. Mass media interventions for smoking cessation in adults. Cochrane Database Syst Rev. 2013;6:1-53.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803987&pid=S0870-9025201600010001200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>19. National Institutes of Health. National Cancer Institute. The role of the media in promoting and reducing tobacco use, Bethesda, MD: National Cancer Institute, (2008) .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803989&pid=S0870-9025201600010001200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>20. Rigotti N.A., Wakefield M. Real people, real stories: A new mass media campaign that could help smokers quit. Ann Intern Med. 2012;157:907-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803991&pid=S0870-9025201600010001200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>21. Durkin S., Brennan E., Wakefield M. Mass media campaigns to promote smoking cessation among adults:An integrative review. Tob Control. 2012;21:127-38.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803993&pid=S0870-9025201600010001200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>22. Asbridge M. Public place restrictions on smoking in Canada: Assessing the role of the state, media, science and public health advocacy. Soc Sci Med. 2004;58:13-24.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803995&pid=S0870-9025201600010001200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>23. Wakefield M., Brennan E., Durkin S., Mcleod K., Smith K. Making news: The appearance of tobacco control organizations in newspaper coverage of tobacco control issues. Am J Health Promot. 2012;26:166-71.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=803997&pid=S0870-9025201600010001200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
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