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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Saúde Pública]]></journal-title>
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<article-id>S0870-90252016000200008</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.1016/j.rpsp.2016.05.002</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Os muito idosos do concelho de Coimbra: avaliação da funcionalidade na área de saúde física]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Context Concurrent with the aging process there is a decline of the individuals' physical health, by the interaction of numerous factors, which interferes with their activities of daily living and quality of life. Thus, it is essential to promote a multidimensional assessment to identify those factors and intervene early. Objective To assess the functional status in physical health area of individuals aged 75 years old or more from Coimbra. Method Quantitative, descriptive and correlational study with a random sample (stratified by gender, age and area of residence), composed by 1153 individuals. The questionnaire used was the Questionário de Avaliação Funcional Multidimensional para Idosos. The evaluation of physical health area involves number of physician visits, prescribed drugs, pathologies mentioned and their interference with activities, self&#8208;evaluation vision and hearing, consumption of alcohol, and self&#8208;rated physical health. Results In a period of six months, 89.5% of participants (90.0% men and 89.2% women) reported having had at least one physician visit. Hypertension was the most referred pathology (51.6%), followed by arthritis or rheumatism (49.5%). As for vision and hearing, 24.8% and 26.8%, respectively, answered that was poor. The women and individuals &#8805;85 years evaluated more negatively their physical health. Conclusion The knowledge of the functional capacity produced in this study area, conjugated with primary health care network, may be useful for screening, routing and addressing situations of disability.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Envelhecimento da população]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Avaliação geriátrica]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[health]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <P align="right"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></P>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Os muito idosos do concelho de Coimbra: avalia&ccedil;&atilde;o da funcionalidade na &aacute;rea de sa&uacute;de f&iacute;sica</b></p>     <p><b>The oldest old from Coimbra: Assessment of functionality in the physical health area</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Rog&eacute;rio Manuel Clemente Rodrigues <sup>a</sup><sup>, </sup> <sup> * </sup>, Zaida de Aguiar S&aacute; Azeredo <sup>b</sup>, Isabel Margarida Marques Monteiro Dias Mendes <sup>a</sup>, Sandrina Sofia da Silva Crespo <sup>a</sup>, Cristiana Filipa Ribeiro da Silva <sup>a</sup></b></p>     <p>a Unidade de Investiga&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de: Enfermagem, Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, Coimbra, Portugal</p>     <p>b Escola Superior de Sa&uacute;de Jean Piaget, Instituto Piaget, Viseu, Portugal</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Contexto</b></p>     <p>Concomitante com o processo de envelhecimento existe um decl&iacute;nio da sa&uacute;de f&iacute;sica dos indiv&iacute;duos, por intera&ccedil;&atilde;o de in&uacute;meros fatores, interferindo com as suas atividades de vida di&aacute;ria e qualidade de vida. Desta forma, &eacute; essencial promover uma avalia&ccedil;&atilde;o multidimensional que permita identificar esses fatores e intervir precocemente.</p>     <p><b>Objetivo</b></p>     <p>Avaliar a capacidade funcional na &aacute;rea de sa&uacute;de f&iacute;sica da popula&ccedil;&atilde;o com idade &ge; 75 anos do concelho de Coimbra.</p>     <p><b>M&eacute;todo</b></p>     <p>Estudo quantitativo, descritivo e correlacional, com amostra probabil&iacute;stica (estratificada por sexo, idade e &aacute;rea de resid&ecirc;ncia), constitu&iacute;da por 1.153 indiv&iacute;duos. Foi utilizado o Question&aacute;rio de Avalia&ccedil;&atilde;o Funcional Multidimensional para Idosos. A avalia&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea de sa&uacute;de f&iacute;sica comporta o n&uacute;mero de consultas m&eacute;dicas, a prescri&ccedil;&atilde;o de medicamentos, as patologias referidas e sua interfer&ecirc;ncia nas atividades, a autoperce&ccedil;&atilde;o da vis&atilde;o e audi&ccedil;&atilde;o, o consumo de &aacute;lcool, a pr&aacute;tica de atividade f&iacute;sica e a autoavalia&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de f&iacute;sica.</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>Relativamente &agrave;s consultas m&eacute;dicas, 89,5% dos participantes (90,0% dos homens e 89,2% das mulheres) referiram ter tido pelo menos uma consulta, num per&iacute;odo de 6 meses. A <i>hipertens&atilde;o arterial</i> foi a patologia mais referida (51,6%), seguida da <i>artrite ou reumatismo</i> (49,5%).</p>     <p>Quanto &agrave; vis&atilde;o e audi&ccedil;&atilde;o, 24,8 e 26,8%, respetivamente, responderam que estava <i>mal</i>. As mulheres e os participantes &ge; 85 anos s&atilde;o os que avaliam a sua sa&uacute;de f&iacute;sica mais negativamente.</p>     <p><b>Conclus&atilde;o</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O conhecimento da capacidade funcional produzido nesta &aacute;rea de estudo, conjugado com a rede de cuidados de sa&uacute;de prim&aacute;rios, pode ser &uacute;til no rastreio, no encaminhamento e na resolu&ccedil;&atilde;o de situa&ccedil;&otilde;es de incapacidade.</p>     <p><b>Palavras&#8208;chave</b>: Envelhecimento da popula&ccedil;&atilde;o. Avalia&ccedil;&atilde;o geri&aacute;trica. Sa&uacute;de do idoso.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p><b>Context</b></p>     <p>Concurrent with the aging process there is a decline of the individuals&rsquo; physical health, by the interaction of numerous factors, which interferes with their activities of daily living and quality of life. Thus, it is essential to promote a multidimensional assessment to identify those factors and intervene early.</p>     <p><b>Objective</b></p>     <p>To assess the functional status in physical health area of individuals aged 75 years old or more from Coimbra.</p>     <p><b>Method</b></p>     <p>Quantitative, descriptive and correlational study with a random sample (stratified by gender, age and area of residence), composed by 1153 individuals. The questionnaire used was the <i>Question&aacute;rio de Avalia&ccedil;&atilde;o Funcional Multidimensional para Idosos</i>. The evaluation of physical health area involves number of physician visits, prescribed drugs, pathologies mentioned and their interference with activities, self&#8208;evaluation vision and hearing, consumption of alcohol, and self&#8208;rated physical health.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Results</b></p>     <p>In a period of six months, 89.5% of participants (90.0% men and 89.2% women) reported having had at least one physician visit. <i>Hypertension</i> was the most referred pathology (51.6%), followed by <i>arthritis or rheumatism</i> (49.5%).</p>     <p>As for vision and hearing, 24.8% and 26.8%, respectively, answered that was <i>poor</i>. The women and individuals &ge;85 years evaluated more negatively their physical health.</p>     <p><b>Conclusion</b></p>     <p>The knowledge of the functional capacity produced in this study area, conjugated with primary health care network, may be useful for screening, routing and addressing situations of disability.</p>     <p><b>Keywords</b>: Demographic aging. Geriatric assessment. Elderly health.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>Nas sociedades contempor&acirc;neas, a um n&iacute;vel global, observa&#8208;se uma diminui&ccedil;&atilde;o das taxas de mortalidade com aumento da esperan&ccedil;a m&eacute;dia de vida e uma diminui&ccedil;&atilde;o nas taxas de fecundidade, repercutindo&#8208;se numa transi&ccedil;&atilde;o demogr&aacute;fica marcada, com envelhecimento populacional<sup>1</sup>.</p>     <p>Em Portugal, o &iacute;ndice de envelhecimento &eacute;, de acordo com os dados publicados no ano de 2013 pelo Instituto Nacional de Estat&iacute;stica<sup>2</sup>, de 131 pessoas idosas ( &ge; 65 anos) por cada 100 jovens (0&#8208;14 anos), sendo a esperan&ccedil;a m&eacute;dia de vida de 79,8 anos<sup>2</sup>. Este fen&oacute;meno &eacute; mais acentuado nas mulheres, refletindo a sua maior longevidade<sup>2</sup>, e no grupo dos muito idosos (idade &ge; 85 anos), constituindo estes 12,0% da popula&ccedil;&atilde;o em pa&iacute;ses desenvolvidos<sup>1</sup>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O envelhecimento demogr&aacute;fico est&aacute; associado a um aumento da incapacidade, amplificando os custos em sa&uacute;de. Como tal, &eacute; fundamental criar condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de, sociais e econ&oacute;micas, para que a pessoa possa permanecer aut&oacute;noma e independente o maior n&uacute;mero de anos poss&iacute;vel<sup>1</sup>.</p>     <p>Neste contexto, desenvolvemos em Coimbra, o projeto <i>Os muito idosos: estudo do envelhecimento em Coimbra</i>, PTDC/CS&#8208;SOC/114895/2009, com o intuito de avaliar a capacidade funcional e a utiliza&ccedil;&atilde;o, e necessidade sentida de servi&ccedil;os de sa&uacute;de e de apoio social pelos indiv&iacute;duos com idade &ge; 75 anos.</p>     <p>O conceito de capacidade funcional reporta&#8208;se &agrave; capacidade da pessoa para desenvolver as atividades essenciais ao seu bem&#8208;estar, integrando os dom&iacute;nios biol&oacute;gico, psicol&oacute;gico e social<sup>3</sup>. Desta forma, &eacute; fundamental que a sua avalia&ccedil;&atilde;o seja multidimensional e orientada para os 3 dom&iacute;nios. Contrariamente, a incapacidade funcional pode ser definida como a incapacidade ou dificuldade em realizar as atividades di&aacute;rias, podendo estar relacionada com a sa&uacute;de f&iacute;sica, psicol&oacute;gica, social, econ&oacute;mica ou de recursos, impossibilitando uma vida independente.</p>     <p>&Eacute; neste pressuposto que assenta a avalia&ccedil;&atilde;o multidimensional da pessoa idosa e, por sua vez, o presente estudo. Foi utilizado o Question&aacute;rio de Avalia&ccedil;&atilde;o Funcional Multidimensional para Idosos (QAFMI)<sup>4,5</sup>, que abrange as &aacute;reas determinantes para a sa&uacute;de e, por conseguinte, para a capacidade funcional do idoso, nomeadamente recursos sociais, recursos econ&oacute;micos, sa&uacute;de f&iacute;sica, sa&uacute;de mental e atividades de vida di&aacute;ria.</p>     <p>No presente artigo pretendemos descrever a avalia&ccedil;&atilde;o da capacidade funcional na &aacute;rea de sa&uacute;de f&iacute;sica, colocando em evid&ecirc;ncia as diferen&ccedil;as entre sexos e grupos et&aacute;rios, por ser uma das &aacute;reas em que a interven&ccedil;&atilde;o dos t&eacute;cnicos de sa&uacute;de &eacute; mais not&oacute;ria e em que o seu papel &eacute; determinante no rastreio, cuidado e encaminhamento das situa&ccedil;&otilde;es em que necessitam de servi&ccedil;os de sa&uacute;de.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Enquadramento</b></p>     <p>A avalia&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de f&iacute;sica da pessoa idosa implica o reconhecimento da coexist&ecirc;ncia de uma multiplicidade de fatores que acompanham o processo de envelhecimento e da possibilidade de intera&ccedil;&otilde;es entre estes<sup>6</sup>.</p>     <p>As pessoas idosas s&atilde;o mais suscet&iacute;veis &agrave; incapacidade, refletindo a acumula&ccedil;&atilde;o de fatores de risco durante o seu percurso de vida. Estima&#8208;se que 46,0% das pessoas com mais de 60 anos apresentem incapacidade, sendo as principais causas a diminui&ccedil;&atilde;o da acuidade visual e auditiva, a dem&ecirc;ncia e a osteoartrite<sup>7</sup>. Muitas destas condi&ccedil;&otilde;es s&atilde;o altamente incapacitantes e poderiam ser prevenidas, ou pelo menos retardado o seu aparecimento, de forma a manter a capacidade funcional e qualidade de vida o maior n&uacute;mero de anos poss&iacute;vel.</p>     <p>Um dos aspetos caracter&iacute;sticos da incapacidade na popula&ccedil;&atilde;o idosa &eacute; a exist&ecirc;ncia de &laquo;multimorbilidade&raquo;, ou seja, de coexistirem m&uacute;ltiplas doen&ccedil;as no mesmo indiv&iacute;duo<sup>8</sup>. Este facto aumenta de forma significativa o risco do idoso vir a necessitar de cuidados de longa dura&ccedil;&atilde;o num per&iacute;odo de 5 anos, sendo a dem&ecirc;ncia e o acidente vascular cerebral (AVC) aqueles que s&atilde;o mais fortemente correlacionados com este risco<sup>9</sup>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A apresenta&ccedil;&atilde;o da multimorbilidade, e do padr&atilde;o de doen&ccedil;as associadas, difere de forma significativa entre sexo e idade. As mulheres apresentam uma maior preval&ecirc;ncia de patologias do foro musculoesquel&eacute;tico, nomeadamente osteoartrose e osteoporose, do foro psiqui&aacute;trico (depress&atilde;o e ansiedade), apresentam mais frequentemente diminui&ccedil;&atilde;o da acuidade visual e incontin&ecirc;ncia. Os homens s&atilde;o mais frequentemente acometidos por doen&ccedil;a cardiovascular e metab&oacute;lica (diabetes, obesidade, hipertens&atilde;o, insufici&ecirc;ncia card&iacute;aca congestiva, entre outras)<sup>10,11</sup>. Nos indiv&iacute;duos mais idosos ( &ge; 85 anos) ocorre mais frequentemente doen&ccedil;a cerebrovascular, insufici&ecirc;ncia card&iacute;aca, dem&ecirc;ncia e osteoporose<sup>10,11</sup>.</p>     <p>Tamb&eacute;m a utiliza&ccedil;&atilde;o dos cuidados de sa&uacute;de, nomeadamente de consultas m&eacute;dicas, difere entre homens e mulheres, observando&#8208;se que a probabilidade de n&atilde;o consultar o m&eacute;dico num per&iacute;odo de 3 meses &eacute; superior para os homens e que a propor&ccedil;&atilde;o de mulheres que procuram o m&eacute;dico entre 1&#8208;6 vezes &eacute; superior, denotando&#8208;se uma tend&ecirc;ncia para atrasar a procura de ajuda m&eacute;dica por parte dos homens<sup>12</sup>.</p>     <p>Apesar das diferen&ccedil;as individuais e da multiplicidade de diagn&oacute;sticos, o paradigma dominante dos cuidados de sa&uacute;de contempor&acirc;neos permanece focado na abordagem de cada doen&ccedil;a em separado, resultando em problemas de articula&ccedil;&atilde;o entre os profissionais dos cuidados de sa&uacute;de prim&aacute;rios e especializados, com preju&iacute;zo para a pessoa<sup>13</sup>.</p>     <p>&Eacute; no sentido de mudar o paradigma atual que surgem as medidas de avalia&ccedil;&atilde;o multidimensionais, tal como a metodologia e instrumento utilizado no presente estudo, pois estas t&ecirc;m em considera&ccedil;&atilde;o a multiplicidade de diagn&oacute;sticos de sa&uacute;de a que os idosos est&atilde;o sujeitos<sup>6,14</sup>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Metodologia</b></p>     <p><b>Tipo de estudo</b></p>     <p>Trata&#8208;se de um estudo quantitativo de tipo descritivo e correlacional, realizado no concelho de Coimbra.</p>     <p><b>Popula&ccedil;&atilde;o e amostra</b></p>     <p>Definimos como popula&ccedil;&atilde;o&#8208;alvo os utentes com idade &ge; 75 anos (a 31 de dezembro de 2011) inscritos e residentes na &aacute;rea geogr&aacute;fica de abrang&ecirc;ncia dos 6 centros de sa&uacute;de do concelho de Coimbra, pertencentes ao Agrupamento de Centros de Sa&uacute;de Baixo Mondego.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A constitui&ccedil;&atilde;o da amostra baseou&#8208;se nos dados disponibilizados pela Administra&ccedil;&atilde;o Regional de Sa&uacute;de do Centro (ARS Centro) relativamente &agrave; popula&ccedil;&atilde;o alvo. Segundo os dados, a popula&ccedil;&atilde;o total era constitu&iacute;da por 16.474 indiv&iacute;duos. Tendo em conta o tempo e os recursos dispon&iacute;veis para a recolha de dados, definimos como tamanho da amostra 7,0% da popula&ccedil;&atilde;o, representando 1.153 participantes.</p>     <p>De forma a estratificar a amostra, subdividimos o ficheiro de acordo com: sexo, grupos et&aacute;rios (74&#8208;84 e &ge; 85) e &aacute;rea de resid&ecirc;ncia (centro de sa&uacute;de). A sele&ccedil;&atilde;o da amostra foi efetuada, em cada estrato, mediante sele&ccedil;&atilde;o aleat&oacute;ria simples, segundo a ordem aleat&oacute;ria das bases de dados fornecidas pelos centros de sa&uacute;de.</p>     <p>Para alcan&ccedil;ar o nosso objetivo foram realizados 2.175 contactos. Destes, 1.022 (47,0%) n&atilde;o participaram no estudo maioritariamente devido a contactos err&oacute;neos (41,4%), recusas (21,4%) ou &oacute;bito (12,7%). Quando ocorria uma destas situa&ccedil;&otilde;es o potencial entrevistado era substitu&iacute;do por outro com as mesmas caracter&iacute;sticas, respeitando a aleatoriedade da amostra definida.</p>     <p><b>Procedimentos para a recolha de dados</b></p>     <p>Antes do in&iacute;cio da recolha de dados foi realizada uma sess&atilde;o de esclarecimento em cada centro de sa&uacute;de abrangido pelo estudo com os profissionais de sa&uacute;de, de forma a informar acerca dos objetivos e procedimentos de recolha de dados.</p>     <p>O primeiro contacto foi realizado pelo enfermeiro do centro de sa&uacute;de, tal como solicitado pela Comiss&atilde;o Nacional de Prote&ccedil;&atilde;o de Dados (CNPD). Este informava o utente sobre o estudo e questionava sobre o seu interesse em participar. Assim sendo, a recolha de dados foi realizada atrav&eacute;s de entrevista estruturada, maioritariamente no domic&iacute;lio, mas tamb&eacute;m nos centros de sa&uacute;de, pelas bolseiras de investiga&ccedil;&atilde;o, com uma dura&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia de 47,38 minutos (&sigma; = 15,661). Esta fase decorreu de junho de 2012 a outubro de 2013.</p>     <p><b>Instrumento de recolha de dados</b></p>     <p>O instrumento de recolha de dados utilizado foi a vers&atilde;o validada em portugu&ecirc;s europeu do <i>Older Americans Resources and Services</i> (OARS), o QAFMI<sup>4,5</sup>. Este &eacute; um instrumento multidimensional com qualidades reconhecidas na &aacute;rea da sa&uacute;de, desenvolvido especificamente para idosos, cujas caracter&iacute;sticas lhe permitem desempenhar um papel no estudo desta popula&ccedil;&atilde;o, auxiliando na identifica&ccedil;&atilde;o de problemas e orientando interven&ccedil;&otilde;es<sup>15</sup>. O QAFMI/OARS &eacute; constitu&iacute;do apenas por perguntas fechadas e, atendendo &agrave;s caracter&iacute;sticas da popula&ccedil;&atilde;o alvo, o limite m&aacute;ximo de apelo &agrave; mem&oacute;ria &eacute; de 6 meses e o m&iacute;nimo de um m&ecirc;s.</p>     <p>O question&aacute;rio inicia&#8208;se pela caracteriza&ccedil;&atilde;o sociodemogr&aacute;fica e pelo <i>Short Portable Mental Status Questionnaire</i> (SPMSQ)<sup>16</sup>. Este &uacute;ltimo &eacute; composto por 10 quest&otilde;es e pretende avaliar a fun&ccedil;&atilde;o cognitiva, determinando se o idoso &eacute; id&oacute;neo para responder ao question&aacute;rio ou se &eacute; necess&aacute;rio recorrer a um informante. A determina&ccedil;&atilde;o da idoneidade &eacute; realizada atrav&eacute;s do somat&oacute;rio das respostas incorretas. No presente estudo, tendo em conta a idade dos entrevistados, ficou definido que o participante estaria id&oacute;neo a responder ao question&aacute;rio se o n&uacute;mero de respostas incorretas fosse at&eacute; 5 e n&atilde;o as 4 habitualmente definidas como crit&eacute;rio de exclus&atilde;o, decis&atilde;o esta decorrente dos trabalhos originais de Pfeiffer<sup>16</sup> e de Fillenbaum<sup>17</sup>, bem como na utiliza&ccedil;&atilde;o dos estudos de valida&ccedil;&atilde;o e aplica&ccedil;&atilde;o para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa<sup>4&ndash;6,18</sup>.</p>     <p>Em termos de estrutura, o QAFMI/OARS &eacute; composto fundamentalmente por 2 partes. A parte A (70 quest&otilde;es) corresponde &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o funcional das &aacute;reas de recursos sociais, recursos econ&oacute;micos, sa&uacute;de mental, sa&uacute;de f&iacute;sica e AVD. A parte B recolhe informa&ccedil;&atilde;o sobre a utiliza&ccedil;&atilde;o, nos &uacute;ltimos 6 meses, de 6 conjuntos de servi&ccedil;os, nomeadamente, servi&ccedil;os de sa&uacute;de, de avalia&ccedil;&atilde;o e coordena&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o classificados, de apoio geral, de apoio econ&oacute;mico, e sociais e recreativos, num total de 23 servi&ccedil;os.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A avalia&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea de sa&uacute;de f&iacute;sica, apresentada no presente artigo, engloba 20 quest&otilde;es, correspondendo ao grupo entre a 37.<sup>a</sup> e a 55.<sup>a</sup> quest&atilde;o.</p>     <p>O primeiro grupo de quest&otilde;es (37&#8208;40) corresponde &agrave; an&aacute;lise da frequ&ecirc;ncia das consultas m&eacute;dicas e dos dias em que esteve doente e/ou internado, sendo solicitado &agrave; pessoa para referir o n&uacute;mero de vezes ou n&uacute;mero de dias no per&iacute;odo de 6 meses. A quest&atilde;o 41 questiona a necessidade de cuidados m&eacute;dicos adicionais.</p>     <p>Na quest&atilde;o 42 e 43 &eacute; apresentada uma lista de medicamentos, solicitando&#8208;se ao doente que indique quais os que tomou no &uacute;ltimo m&ecirc;s. Enquanto na quest&atilde;o 44 &eacute; apresentada uma lista de 25 doen&ccedil;as e &eacute; solicitado aos participantes que indiquem aquelas que padecem atualmente, referindo de que modo estas interferem nas suas atividades (&laquo;nada&raquo;, &laquo;pouco&raquo; ou &laquo;muito&raquo;).</p>     <p>Na pergunta 45 &eacute; questionado acerca da presen&ccedil;a de incapacidade f&iacute;sica como &laquo;paralisia total&raquo;, &laquo;paralisia parcial&raquo;, &laquo;falta de membro/fun&ccedil;&atilde;o&raquo; ou &laquo;fratura &oacute;ssea&raquo;, e a quest&atilde;o 48 inquere sobre a presen&ccedil;a de outro problema de sa&uacute;de que afete seriamente a sua sa&uacute;de (resposta dicot&oacute;mica &laquo;sim/n&atilde;o&raquo;).</p>     <p>As quest&otilde;es 46 e 47 s&atilde;o relativas &agrave; acuidade visual e auditiva, respetivamente, variando as respostas desde &laquo;muito boa&raquo; a &laquo;cego/surdo&raquo;.</p>     <p>As quest&otilde;es 49 e 50 s&atilde;o relativas aos dispositivos de apoio e pr&oacute;teses, em que as pessoas s&atilde;o questionadas acerca de quais utilizam e de quais necessitariam, mediante listagem.</p>     <p>A quest&atilde;o 51 &eacute; relativa ao consumo de bebidas alco&oacute;licas) e a 52 &agrave; pr&aacute;tica de atividade f&iacute;sica (ambas respostas dicot&oacute;micas &laquo;sim/n&atilde;o&raquo;).</p>     <p>Por fim, as quest&otilde;es 53 a 55 reportam&#8208;se &agrave; autoavalia&ccedil;&atilde;o da pessoa relativamente &agrave; sua sa&uacute;de f&iacute;sica. A primeira questiona acerca da opini&atilde;o da sua sa&uacute;de em geral, desde &laquo;muito boa&raquo; a &laquo;m&aacute;&raquo;, a segunda solicita uma compara&ccedil;&atilde;o com h&aacute; 5 anos (&laquo;melhor&raquo;, &laquo;igual&raquo; ou &laquo;pior&raquo;) e, por &uacute;ltimo a 55.&ordf; inquere de que forma os problemas de sa&uacute;de interferem com a sua vida (&laquo;nada&raquo;, &laquo;um pouco&raquo;, &laquo;muito&raquo;).</p>     <p>As 3 dimens&otilde;es (doen&ccedil;a cr&oacute;nica, incapacidade funcional e autoavalia&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de) e a rela&ccedil;&atilde;o que estabelecem entre si s&atilde;o o ponto central de qualquer modelo de avalia&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de f&iacute;sica em idosos<sup>19</sup>.</p>     <p>Al&eacute;m destes dados, &eacute; tamb&eacute;m poss&iacute;vel atribuir uma classifica&ccedil;&atilde;o a cada &aacute;rea funcional em estudo. Tendo por base o QAFMI/OARS, foi constru&iacute;do um programa inform&aacute;tico que classifica a capacidade funcional dos respondentes, em cada &aacute;rea, de 1&#8208;6, correspondendo, respetivamente, a <i>excelente</i>, <i>boa</i>, <i>limita&ccedil;&atilde;o pequena</i>, <i>limita&ccedil;&atilde;o moderada</i>, <i>limita&ccedil;&atilde;o grave</i> e <i>limita&ccedil;&atilde;o total</i><sup>18</sup>. Na &aacute;rea de sa&uacute;de f&iacute;sica, o programa tem em conta as respostas dadas nos itens anteriormente descritos. O ponto de corte definido como &laquo;incapacidade&raquo; foi estabelecido ao n&iacute;vel da pontua&ccedil;&atilde;o 5 e 6.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Tratamento estat&iacute;stico dos dados</b></p>     <p>Os dados obtidos foram processados no programa inform&aacute;tico <i>Statistical Package for the Social Sciences</i> (SPSS&reg; vers&atilde;o 22.0) do Windows, tendo&#8208;se recorrido a m&eacute;todos inerentes &agrave; estat&iacute;stica descritiva (apresentando c&aacute;lculos referentes a frequ&ecirc;ncias absolutas e relativas) e inferencial, tendo&#8208;se recorrido &agrave;s estat&iacute;sticas resumo adequadas e ao teste de compara&ccedil;&atilde;o de propor&ccedil;&otilde;es do qui&#8208;quadrado e respetiva medida de associa&ccedil;&atilde;o (V de Cramer). Para melhor compreens&atilde;o da leitura das tabelas, gostar&iacute;amos de referir que nas <a href="#t6">tabelas 6</a> e <a href="#t7">7</a> ser&atilde;o apresentados os dados relativos &agrave; compara&ccedil;&atilde;o entre sexos para cada um dos grupos et&aacute;rios (75&#8208;84 anos<sup>[A]</sup> e &ge; 85 anos<sup>[B]</sup>) e para o total da amostra<sup>[C]</sup> e, ainda, &agrave; compara&ccedil;&atilde;o entre os 2 grupos et&aacute;rios<sup>[D]</sup>.</p>     <p><b>Considera&ccedil;&otilde;es &eacute;tico&#8208;legais</b></p>     <p>O estudo foi autorizado pela ARS Centro, pela CNPD (autoriza&ccedil;&atilde;o n.&deg;1713/2012) e pela Comiss&atilde;o de &Eacute;tica da Unidade de Investiga&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de: Enfermagem da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (parecer n.&deg; 90&#8208;05/2012). No momento da entrevista, o indiv&iacute;duo era informado dos objetivos do estudo e da garantia de confidencialidade dos dados recolhidos, assinando o consentimento informado.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>Os resultados referentes &agrave; &aacute;rea funcional de sa&uacute;de f&iacute;sica ser&atilde;o apresentados de acordo com par&acirc;metros de avalia&ccedil;&atilde;o enunciados na metodologia.</p>     <p><b>Caracter&iacute;sticas da amostra</b></p>     <p>A amostra &eacute; constitu&iacute;da, quanto ao sexo, por 422 participantes do sexo masculino e 731 do sexo feminino. Quanto ao grupo et&aacute;rio &eacute; constitu&iacute;da por 814 participantes entre 75&#8208;84 anos e por 339 participantes com idade &ge; 85 anos.</p>     <p>Em rela&ccedil;&atilde;o ao estado civil dos participantes, o estado de solteiro foi referido maioritariamente por mulheres (10,1% do sexo feminino e 1,4% do sexo masculino), enquanto a percentagem de homens casados &eacute; superior (76,1 e 33,9%, respetivamente). A situa&ccedil;&atilde;o de vi&uacute;vo &eacute; mais frequente nas mulheres (52,5 e 20,6%, respetivamente).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Quanto &agrave;s habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias, n&atilde;o sabiam ler nem escrever, 8,8% dos homens e 26,0% das mulheres. Detinham o ensino b&aacute;sico prim&aacute;rio, 51,4% dos homens e 45,6% das mulheres, e o ensino superior 9,5% dos homens e 6,0% das mulheres.</p>     <p><b>Consultas m&eacute;dicas</b></p>     <p>Quanto &agrave; frequ&ecirc;ncia de consultas m&eacute;dicas (<a href="#t1">Tabela 1</a>), observamos que 89,5% dos participantes referiram ter tido uma consulta m&eacute;dica nos &uacute;ltimos 6 meses, sendo a percentagem mais alta para as mulheres e para os participantes do grupo et&aacute;rio 75&#8208;84 anos (89,2 e 91,3%, respetivamente). Mas apenas 32,3% referiram ter estado doentes, sendo este facto mais referido pelas mulheres e pelos participantes com idade &ge; 85 anos (35,6 e 41,6%, respetivamente) e 15,1% referiram ter estado internados num hospital, tamb&eacute;m maioritariamente mulheres (15,0%) e participantes &ge; 85 anos (17,4%).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t1"></a> <img src="/img/revistas/rpsp/v34n2/34n2a08t1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Cerca de 16,6% dos participantes referiu necessitar de cuidados m&eacute;dicos, al&eacute;m daqueles que recebem.</p>     <p><b>Patologias</b></p>     <p>Na <a href="#t2">Tabela 2</a> &eacute; conjugada a informa&ccedil;&atilde;o das quest&otilde;es relativas &agrave;s patologias mais referidas e &agrave; medica&ccedil;&atilde;o com receita m&eacute;dica no &uacute;ltimo m&ecirc;s, indicando&#8208;se para cada patologia o grau com que interfere nas atividades (valores percentuais para o total de vezes referida).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t2"></a> <img src="/img/revistas/rpsp/v34n2/34n2a08t2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A <i>hipertens&atilde;o arterial</i> foi a patologia mais referida pelos participantes (51,6%), especialmente no grupo et&aacute;rio 75&#8208;84 (55,3%) e pelas mulheres (52,4%).</p>     <p>A <i>artrite ou reumatismo</i> foi referida por 49,5% dos participantes, sendo neste caso mais evidente no grupo et&aacute;rio &ge; 85 anos com 57,8%. Apresenta, tamb&eacute;m, valores percentuais mais elevados para as mulheres (59,2%).</p>     <p>Os <i>problemas card&iacute;acos</i> foram mencionados por 39,2% dos participantes (39,8% das mulheres e 38,2% dos homens).</p>     <p>A <i>diabetes</i> foi referida por 18,7% dos participantes, sendo maior a percentagem dos homens (20,1%).</p>     <p>Quanto aos <i>problemas circulat&oacute;rios dos membros</i> e &agrave; <i>doen&ccedil;a da tiroide</i> estes foram referidos por 11,9 e 9,5% dos participantes, respetivamente, e, para ambos, a percentagem foi mais elevada para as mulheres (14,1 e 16,1%, respetivamente).</p>     <p>Contudo, as patologias mais referidas n&atilde;o s&atilde;o necessariamente aquelas que mais interferem nas atividades.</p>     <p>As patologias referidas com maior interfer&ecirc;ncia nas atividades s&atilde;o a <i>artrite ou reumatismo</i> (58,8%), <i>problemas circulat&oacute;rios dos membros</i> com 35,0%, <i>epilepsia</i> (33,3%), <i>diabetes</i> com 24,5%, <i>&uacute;lceras (sistema digestivo)</i> com 23,4%, <i>doen&ccedil;as da tiroide</i> ou outras gl&acirc;ndulas (22,0%), <i>problemas card&iacute;acos</i> (21,9%) e <i>hipertens&atilde;o</i> com 4,7%.</p>     <p>Duas das 3 patologias mais citadas, a <i>hipertens&atilde;o</i> (51,6%) e os <i>problemas card&iacute;acos</i> (39,2%), s&atilde;o referidas como interferindo pouco nas atividades, respetivamente em 56,6 e 67,0% dos casos, sendo ao mesmo tempo aquelas para as quais h&aacute; maior percentagem de inquiridos (67,4 e 68,8%) a indicar a exist&ecirc;ncia de receita de medicamento com elas relacionadas.</p>     <p><b>Vis&atilde;o</b></p>     <p>Relativamente &agrave; perce&ccedil;&atilde;o do estado da sua vis&atilde;o (<a href="#t3">Tabela 3</a>), a maioria dos participantes classificou&#8208;a como <i>regular</i> (37,4%). Apenas 4,3% do total dos participantes referiram que est&aacute; <i>muito boa</i> (6,6% dos homens e 2,9% das mulheres), 30,2% classificou&#8208;a como <i>boa</i>, 24,8% como <i>mal</i>. Referindo estar <i>cego</i> est&aacute; 1,0% da amostra total (0,7% dos homens e 1,2% das mulheres), &eacute; o grupo et&aacute;rio &ge; 85 anos que apresenta percentagem mais alta (1,8%).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="t3"></a> <img src="/img/revistas/rpsp/v34n2/34n2a08t3.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>Audi&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>Quanto &agrave; perce&ccedil;&atilde;o do estado da sua audi&ccedil;&atilde;o (<a href="#t4">Tabela 4</a>), tamb&eacute;m a maioria dos participantes a classificou como <i>regular</i> (31,0%). Com <i>muito boa</i> classificou&#8208;se 12,0% da amostra total (10,7% dos homens e 12,9% das mulheres), tendo o grupo et&aacute;rio 75&#8208;84 anos uma percentagem mais alta (15,0%); com <i>boa</i> classificou&#8208;se 27,3% da amostra total; com <i>mal</i> classificou&#8208;se 26,8%. Classificando&#8208;se como estando <i>surdo</i> foi 0,6% da amostra total (1,0% das mulheres), sendo o grupo et&aacute;rio &ge; 85 anos a apresentar uma percentagem mais elevada (1,5%).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t4"></a> <img src="/img/revistas/rpsp/v34n2/34n2a08t4.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>Consumo de &aacute;lcool</b></p>     <p>A refer&ecirc;ncia de indica&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica de redu&ccedil;&atilde;o do consumo de bebidas alco&oacute;licas, apenas surgiu por parte dos homens (7,3% no total da amostra), representando 8,1% dos homens do grupo et&aacute;rio 75&#8208;84 anos e 4,9% do grupo et&aacute;rio &ge; 85 anos.</p>     <p><b>Atividade f&iacute;sica</b></p>     <p>Quando questionados se praticavam algum tipo de atividade f&iacute;sica (<a href="#t5">Tabela 5</a>), 33,7% da amostra total (50,0% dos homens e 24,2% das mulheres) referiu que <i>sim</i>, tendo sido no grupo et&aacute;rio 75&#8208;84 anos que esta percentagem foi mais alta (41,0%).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="t5"></a> <img src="/img/revistas/rpsp/v34n2/34n2a08t5.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>Autoavalia&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de f&iacute;sica</b></p>     <p>A maioria dos participantes autoavaliou a sua sa&uacute;de f&iacute;sica como <i>regular</i> (49,8% dos homens e 55,7% das mulheres) (<a href="#t6">tabela 6</a>). Como <i>muito boa</i> classificaram&#8208;na 5,0% dos homens e 1,2% das mulheres, e como <i>m&aacute;</i> foram 19,4% das mulheres e 12,3% dos homens. Foram observadas diferen&ccedil;as significativas entre sexos (&chi;2 = 36,013; p = 0,000), apresentando as mulheres pior perce&ccedil;&atilde;o da sua sa&uacute;de f&iacute;sica. As diferen&ccedil;as entre grupos et&aacute;rios foram tamb&eacute;m significativas (&chi;2 = 27,913; p = 0,000), tendo os participantes com idade &ge; 85 anos pior perce&ccedil;&atilde;o do seu estado de sa&uacute;de.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t6"></a> <img src="/img/revistas/rpsp/v34n2/34n2a08t6.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Quando questionados sobre a compara&ccedil;&atilde;o que fazem entre a situa&ccedil;&atilde;o atual e a que tinham h&aacute; 5 anos (<a href="#t6">tabela 6</a>), a maioria dos participantes referiu que se sente <i>pior</i> (75,0% das mulheres e 54,5% dos homens, no total da amostra). Apenas 0,7% referiu que se sentia <i>melhor</i> e 40,0% dos homens e 19,3% das mulheres referiram sentir&#8208;se <i>igual</i>. Observam&#8208;se diferen&ccedil;as significativas entre sexos (&chi;2 = 62,417; p = 0,000) e entre grupo et&aacute;rio (&chi;2 = 30,952; p = 0,000), tendo as mulheres e os participantes &ge; 85 anos uma maior perce&ccedil;&atilde;o de decl&iacute;nio.</p>     <p><b>Capacidade funcional na &aacute;rea de sa&uacute;de f&iacute;sica</b></p>     <p>A classifica&ccedil;&atilde;o segundo o modelo QAFMI/OARS permite classificar a capacidade funcional do indiv&iacute;duo na &aacute;rea de sa&uacute;de f&iacute;sica (<a href="#t7">tabela 7</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t7"></a> <img src="/img/revistas/rpsp/v34n2/34n2a08t7.jpg">     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Com uma classifica&ccedil;&atilde;o de <i>excelente</i> ou <i>boa</i> n&atilde;o foi pontuado nenhum indiv&iacute;duo da amostra. Com <i>limita&ccedil;&atilde;o pequena</i> s&atilde;o classificados 0,3% das mulheres e 0,2% dos homens. A classifica&ccedil;&atilde;o de <i>limita&ccedil;&atilde;o moderada</i> &eacute; atribu&iacute;da a 54,2% da amostra total (59,3% homens e 51,3% mulheres). Com <i>limita&ccedil;&atilde;o grave</i> s&atilde;o classificados 27,6 participantes (28,2% homens e 27,3% mulheres). A <i>limita&ccedil;&atilde;o total</i> surge com 21,1 e 12,3%, respetivamente para mulheres e homens.</p>     <p>A diferen&ccedil;a entre grupos et&aacute;rios (&chi;2 = 88,458; p = 0,000) &eacute; significativa, sendo pior classificados os mais idosos ( &ge; 85 anos). Quanto ao sexo a diferen&ccedil;a, no total da amostra, &eacute; significativa (&chi;2 = 14,647; p = 0,002), sendo as mulheres pior classificadas.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Discuss&atilde;o</b></p>     <p>A amostra em estudo tem uma composi&ccedil;&atilde;o semelhante &agrave; verificada na popula&ccedil;&atilde;o nacional, onde prevalece uma diminui&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o ao longo dos grupos et&aacute;rios, com mais acentuado decr&eacute;scimo dos homens<sup>20&ndash;22</sup>. Quanto ao estado civil, temos maior percentagem de solteiros entre as mulheres e, com o envelhecimento, observamos a diminui&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de indiv&iacute;duos casados e um aumento do n&uacute;mero de vi&uacute;vos<sup>23</sup>. Por &uacute;ltimo, a popula&ccedil;&atilde;o idosa continua a deter, de modo geral, baixos n&iacute;veis de escolaridade, registando as mulheres n&iacute;veis mais baixos que os homens<sup>21</sup>.</p>     <p>No que concerne &agrave;s consultas m&eacute;dicas, verificamos que a maioria dos participantes mencionaram ter consultado o m&eacute;dico nos &uacute;ltimos 6 meses, sendo a percentagem de homens e mulheres muito similar, ao contr&aacute;rio do verificado em outros. A grande percentagem de utilizadores observada est&aacute; muito relacionada com a faixa et&aacute;ria em estudo ( &gt; 75 anos), de acordo com o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, &eacute; o grupo com mais de 65 anos que det&eacute;m a taxa de utiliza&ccedil;&atilde;o de cuidados de sa&uacute;de prim&aacute;rios mais elevada (60,0%), al&eacute;m disso, outros estudos indicam que ser reformado e viver numa zona urbana implica tamb&eacute;m uma maior utiliza&ccedil;&atilde;o de cuidados<sup>12</sup>.</p>     <p>Quanto &agrave;s patologias referidas, observamos que as doen&ccedil;as cr&oacute;nicas s&atilde;o o fator major que influencia a capacidade das pessoas idosas em viverem o seu dia&#8208;a&#8208;dia de forma independente e segura no seio da comunidade onde residem<sup>6,18,20</sup>.</p>     <p>Pela an&aacute;lise dos resultados verificou&#8208;se que a maioria dos participantes estavam polimedicados (utiliza&ccedil;&atilde;o concomitante de v&aacute;rios medicamentos e que poder&atilde;o interagir entre si), uma vez que a indica&ccedil;&atilde;o de utentes com receita de medicamentos apresentava valores superiores aos da presen&ccedil;a de patologia. Est&atilde;o nesta situa&ccedil;&atilde;o a <i>hipertens&atilde;o</i>, <i>problemas card&iacute;acos</i>, <i>diabetes mellitus</i>, <i>problemas circulat&oacute;rios dos membros</i> e <i>&uacute;lcera (sistema digestivo)</i><sup>24&ndash;27</sup>.</p>     <p>Relativamente &agrave;s patologias acima elencadas, os participantes no estudo referiram &laquo;n&atilde;o interferirem muito&raquo; nas atividades de vida di&aacute;ria, o que pode justificar o seu &laquo;esquecimento&raquo; aquando da solicita&ccedil;&atilde;o para indicar as doen&ccedil;as de que padece no momento, apesar da quest&atilde;o sobre a toma de medica&ccedil;&atilde;o ser pr&eacute;via. A explica&ccedil;&atilde;o para o facto poder&aacute; residir na elevada frequ&ecirc;ncia com que estas patologias s&atilde;o mencionadas, a forma insidiosa e progressiva como se v&atilde;o instalando, e a aceita&ccedil;&atilde;o de um progressivo deterioro f&iacute;sico que acompanha o envelhecimento, que poder&atilde;o levar os idosos a considerar esta situa&ccedil;&atilde;o como sendo resultado de um processo normal e n&atilde;o como algo pass&iacute;vel de interven&ccedil;&atilde;o, cuidado ou tratamento. Este facto poder&aacute; estar tamb&eacute;m presente quando observamos que algumas das patologias que mais interferem nas atividades t&ecirc;m menor percentagem de receita de medicamentos. &Eacute; exemplo a <i>artrite ou reumatismo</i>, referida por 49,5%, mas em que apenas 10,1% referem medica&ccedil;&atilde;o associada. Na revis&atilde;o da literatura constatamos que h&aacute; um aumento da prescri&ccedil;&atilde;o de medicamentos relacionada com a exist&ecirc;ncia de maior n&uacute;mero de m&uacute;ltiplas doen&ccedil;as cr&oacute;nicas<sup>24&ndash;27</sup>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Quanto ao estado da vis&atilde;o, as mulheres est&atilde;o pior classificadas, assim com o grupo et&aacute;rio com idade de &ge; 85 anos, sendo que ambos os grupos et&aacute;rios, maioritariamente, consideram a sua vis&atilde;o como estando regular. Em termos das fun&ccedil;&otilde;es auditivas, tamb&eacute;m se verificou agravamento da perce&ccedil;&atilde;o auditiva com o avan&ccedil;o da idade, tal como noutros estudos<sup>21,28</sup>, e por parte das mulheres.</p>     <p>Sobre a indica&ccedil;&atilde;o de redu&ccedil;&atilde;o do consumo de bebidas alco&oacute;licas, o consumo de &aacute;lcool est&aacute; ligado ao sexo masculino, uma tend&ecirc;ncia que se confirma a n&iacute;vel nacional, por quest&otilde;es culturais, de socializa&ccedil;&atilde;o e econ&oacute;micas, sendo prova disso as doen&ccedil;as e a mortalidade que lhes est&aacute; associada<sup>20</sup>.</p>     <p>Quanto &agrave; pr&aacute;tica regular de atividade f&iacute;sica, denota&#8208;se um decr&eacute;scimo da pr&aacute;tica com o avan&ccedil;o da idade, bem como, uma menor ades&atilde;o pelas mulheres, sendo a percentagem de praticantes inferior ao apresentado noutro estudo<sup>20</sup>.</p>     <p>De um modo geral, para os valores do total da amostra, a classifica&ccedil;&atilde;o segundo o modelo QAFMI/OARS afasta&#8208;se da autoavalia&ccedil;&atilde;o efetuada pelos inquiridos, em que estes classificam melhor a sua sa&uacute;de f&iacute;sica. A presen&ccedil;a de patologias cr&oacute;nico&#8208;degenerativas e/ou incapacitantes, e as capacidades adaptativas n&atilde;o s&oacute; a doen&ccedil;as, mas tamb&eacute;m a situa&ccedil;&otilde;es que v&atilde;o surgindo ao longo da vida, podem, entre outros fatores n&atilde;o citados, influenciar a autoperce&ccedil;&atilde;o do estado de sa&uacute;de de um indiv&iacute;duo, bem como a sua tomada de decis&atilde;o em sa&uacute;de<sup>29</sup>.</p>     <p>De facto, conforme j&aacute; mencionado acima, a aceita&ccedil;&atilde;o do processo de decl&iacute;nio na capacidade funcional que acompanha o envelhecimento poder&aacute; levar os idosos a conformar&#8208;se com esta situa&ccedil;&atilde;o, considerando&#8208;a como um processo normal e n&atilde;o necessariamente alvo de interven&ccedil;&atilde;o de cuidados de sa&uacute;de.</p>     <p>Na revis&atilde;o da literatura damos conta da an&aacute;lise referente a este fator de subjetividade do estado de sa&uacute;de percecionado pelo sujeito e da sua rela&ccedil;&atilde;o com as condi&ccedil;&otilde;es objetivas de vida, onde pode existir a possibilidade de diversidade de respostas para o mesmo contexto, e da aceita&ccedil;&atilde;o das condi&ccedil;&otilde;es impostas pelo decl&iacute;nio funcional<sup>6,30&ndash;34</sup>.</p>     <p>Na &aacute;rea de sa&uacute;de f&iacute;sica, se considerarmos o total da amostra, as mulheres apresentaram pior capacidade funcional, podendo ser explicado por uma autoavalia&ccedil;&atilde;o mais negativa do seu estado de sa&uacute;de e maior n&uacute;mero de comorbilidades associadas<sup>6,30,31,33,34</sup>.</p>     <p>Os participantes com idade &ge; 85 anos apresentaram as piores classifica&ccedil;&otilde;es. O facto de nenhum ser classificado com <i>excelente</i> ou <i>boa</i> sa&uacute;de f&iacute;sica pode ser resultado da morbilidade, do consumo elevado de medica&ccedil;&atilde;o e de uma autoavalia&ccedil;&atilde;o negativa da sua sa&uacute;de f&iacute;sica atual<sup>6,29,33,34</sup>.</p>     <p>No decorrer da aplica&ccedil;&atilde;o desta metodologia, a dimens&atilde;o do question&aacute;rio e o tempo despendido para a recolha de dados podem surgir como uma limita&ccedil;&atilde;o. Contudo, a quantidade e qualidade da informa&ccedil;&atilde;o justificam a sua utiliza&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Conclus&otilde;es</b></p>     <p>Foi poss&iacute;vel a caracteriza&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o &ge; 75 anos do concelho de Coimbra (com caracter&iacute;sticas urbanas e rurais), na &aacute;rea de sa&uacute;de f&iacute;sica, permitindo observar as diferen&ccedil;as intr&iacute;nsecas entre homens e mulheres, e entre grupos et&aacute;rios.</p>     <p>Na &aacute;rea de sa&uacute;de f&iacute;sica, atendendo aos resultados obtidos, retemos a no&ccedil;&atilde;o de que as patologias mais referidas n&atilde;o s&atilde;o necessariamente as que mais interferem na capacidade funcional do idoso. Por outro lado, a classifica&ccedil;&atilde;o segundo o modelo QAFMI/OARS revela que com uma classifica&ccedil;&atilde;o de <i>excelente</i> ou <i>boa</i> n&atilde;o foi pontuado nenhum indiv&iacute;duo da amostra, sendo, das 5 &aacute;reas em estudo, aquela em que os participantes apresentaram maior incapacidade (45,6% com <i>limita&ccedil;&atilde;o grave ou total</i>). Este facto revela a import&acirc;ncia da promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de e preven&ccedil;&atilde;o de incapacidades que se manifestam nesta faixa et&aacute;ria, aconselhando a promo&ccedil;&atilde;o de programas dirigidos &agrave; sa&uacute;de f&iacute;sica (como programas de atividade f&iacute;sica) nos cuidados de sa&uacute;de prim&aacute;rios.</p>     <p>Assim, com o avan&ccedil;o da idade, verifica&#8208;se que as pessoas apresentam uma maior complexidade na avalia&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica, requerendo tratamento para muitas condi&ccedil;&otilde;es do foro f&iacute;sico e mental, refletindo&#8208;se num aumento das despesas sociais relacionadas com a sa&uacute;de e com a velhice, e numa necessidade crescente de cuidados de sa&uacute;de e assist&ecirc;ncia.</p>     <p>Em termos de implica&ccedil;&otilde;es para a pr&aacute;tica cl&iacute;nica e de investiga&ccedil;&atilde;o, podemos concluir que o conhecimento da capacidade funcional nesta &aacute;rea de estudo, podendo ser utilizada a metodologia QAFMI/OARS, conjugado com a rede de cuidados de sa&uacute;de prim&aacute;rios, pode ser &uacute;til no rastreio, no encaminhamento e na resolu&ccedil;&atilde;o de situa&ccedil;&otilde;es de incapacidade, assim como os dados obtidos poder&atilde;o ser utilizados para o planeamento e desenvolvimento das interven&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de.</p>     <p>Nesta perspetiva, a coordena&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de, tendo por base a avalia&ccedil;&atilde;o multidimensional de idosos, promove um envelhecimento saud&aacute;vel e a resposta &agrave;s necessidades sentidas, combinando as atividades de promo&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de com estrat&eacute;gias de preven&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;as, atendendo ao percurso de vida de cada individuo e &agrave;s distintas formas de envelhecimento de homens e mulheres.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></p>     <p>1. US National Institute of Aging. Global health and aging. Bethesda, Maryland: National Institutes of Health, (2011) .</p>     <p>2. Estat&iacute;sticas demogr&aacute;ficas 2012. Lisboa: Instituto Nacional de Estat&iacute;stica, (2013) .</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>3. Active ageing: a policy framework. Geneva: World Health Organization, (2002) .</p>     <!-- ref --><p>4. Ferreira P., Rodrigues R. Portuguese version of the OARS multidimensional functional assessment of older adults questionnaire. Qual Life Res. 1999;8:597.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=805866&pid=S0870-9025201600020000800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>5. Rodrigues R. Valida&ccedil;&atilde;o da vers&atilde;o em portugu&ecirc;s europeu de question&aacute;rio de avalia&ccedil;&atilde;o multidimensional de idosos. Rev Panam Salud Publica. 2008;23:109-15.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=805868&pid=S0870-9025201600020000800002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>6. Rodrigues R. Avalia&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria de uma popula&ccedil;&atilde;o de idosos. Coimbra: Mar da Palavra, (2009) .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=805870&pid=S0870-9025201600020000800003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>7. World Health Organization. Good health adds life to years: Global brief for World Health Day. Geneva: World Health Organization; 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=805872&pid=S0870-9025201600020000800004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>8. Marengoni A., Angleman S., Melis R., Mangialasche F., Karp A., Garmen A., et al. Aging with multimorbidity: A systematic review of the literature. Ageing Res Rev. 2011;10:430-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=805874&pid=S0870-9025201600020000800005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>9. Koller D., Sch&ouml;n G., Sch&auml;fer I., Glaeske G., van H., Hansen H. Multimorbidity and long&#8208;term care dependency: A five year follow&#8208;up. BMC Geriatr. 2014;14:70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=805876&pid=S0870-9025201600020000800006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>10. Abad-Diez J., Cald&eacute;ron-Larra&ntilde;aga A., Poncel-Falc&oacute; A., Poblador-Plou B., Calder&oacute;n-Meza J., Sicras-Mainar A., et al. Age and gender differences in the prevalence and patterns of multimorbidity in the older population. BMC Geriatr. 2014;14:75.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=805878&pid=S0870-9025201600020000800007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>11. Diet, nutrition, and the prevention of chronic diseases: Report of a WHO Study Group. Geneva: World Health Organization, (2003) .</p>     <!-- ref --><p>12. Quintal C., Louren&ccedil;o O., Ferreira P. Utiliza&ccedil;&atilde;o de cuidados de sa&uacute;de pela popula&ccedil;&atilde;o idosa portuguesa: uma avalia&ccedil;&atilde;o por g&eacute;nero e classes latentes. Rev Port Sa&uacute;de P&uacute;blica. 2012;30:35-46.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=805881&pid=S0870-9025201600020000800008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>13. Boyde C.M., Fortin M. Future of multimorbidity research: How should understanding of multimorbidity inform health system design. Public Health Rev. 2010;32:451-74.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=805883&pid=S0870-9025201600020000800009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>14. Eiroa P., V&aacute;squez-Vizoso F.L., Veras R. The handicaps and the need for services among the aged detected in the health survey OARS&#8208;Vigo. Med Clin (Barc.). 1996;106:641-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=805885&pid=S0870-9025201600020000800010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>15. Van M.P., Berkman B., Dunkle R. Assessment tools for general health care settings: Prime&#8208;MD, OARS, and SF&#8208;36. Health Soc Work. 1996;21:230-4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=805887&pid=S0870-9025201600020000800011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>16. Pfeiffer E. A short portable mental status questionnaire for the assessment of organic brain deficit in elderly patients. J Am Geriatr Soc. 1975;23:433-41.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=805889&pid=S0870-9025201600020000800012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>17. Fillenbaum G.G. Multidimensional functional assessment of older adults: The Duke Older Americans Resources and Services Procedures. Hilldale, NJ: Lawrence Erlbaum Associates, (1988) .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=805891&pid=S0870-9025201600020000800013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>18. Ferreira P., Rodrigues R., Nogueira D. Avalia&ccedil;&atilde;o multidimensional em idosos. Coimbra: Mar da Palavra, (2006) .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=805893&pid=S0870-9025201600020000800014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>19. Whitlaw N.A., Liang J. The structure of the OARS physical health measures. Med Care. 1991;29:332-47.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=805895&pid=S0870-9025201600020000800015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>20. Fontes A.P., Botelho M.A., Fernandes A.A. A funcionalidade dos mais idosos (75 anos): conceitos, perfis e oportunidades de um grupo heterog&ecirc;neo. Rev Bras Geriatr Gerontol. 2013;16:91-107.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=805897&pid=S0870-9025201600020000800016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>21. Lopes M.J., Escoval A., Pereira D.G., Pereira C.S., Carvalho C., Fonseca C. Evaluation of elderly persons&rsquo; functionality and care needs. Rev Lat Am Enfermagem. 2013;21(special):52-60.</p>     <!-- ref --><p>22. Aires M., Paskulin L., Morais E.P. Functional capacity of elder elderly: Comparative study in three regions of Rio Grande do Sul. Rev Lat Am Enfermagem. 2010;18:11-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=805900&pid=S0870-9025201600020000800018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>23. Inouye K., Pedrazzani E.S. Instruction, social economic status and evaluation of some dimensions of octagenarians&rsquo; quality of life. Rev Lat Am Enfermagem. 2007;15(n.spe):742-7.</p>     <!-- ref --><p>24. Gomes H.O., Caldas C.P. Uso inapropriado de medicamentos pelo idoso: polifarm&aacute;cia e seus efeitos. Rev HUPE. 2008;7:88-99.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=805903&pid=S0870-9025201600020000800020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>25. Fleith V.D., Figueiredo M.A., Figueiredo K.F., Moura E.C. Perfil de utiliza&ccedil;&atilde;o de medicamentos em usu&aacute;rios da rede b&aacute;sica de sa&uacute;de de Lorena. Cien Saude Colet. 2008;13(n&uacute;m.Sup.):755-62.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=805905&pid=S0870-9025201600020000800021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>26. Santos M., Almeida A. Polimedica&ccedil;&atilde;o no idoso. Rev Enf Refer. 2010;3:149-62.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=805907&pid=S0870-9025201600020000800022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>27. Linjakumpu T., Hartikainen S., Klaukka T., Veijola J., Kivel&auml; S.L., Isoaho R. Use of medication and polypharmacy are increasing among the elderly. J Clin Epidemiol. 2002;55:809-17.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=805909&pid=S0870-9025201600020000800023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>28. Machado F.N., Machado A.N., Soares S.M. Compara&ccedil;&atilde;o entre a capacidade e desempenho: um estudo sobre a funcionalidade de idosos dependentes. Rev Lat Am Enfermagem. 2013;21:1321-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=805911&pid=S0870-9025201600020000800024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>29. Azeredo Z. O idoso como um todo. Viseu: PsicoSoma, (2011) .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=805913&pid=S0870-9025201600020000800025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>30. Rodrigues T. O modelo OARS na enfermagem comunit&aacute;ria: avalia&ccedil;&atilde;o da funcionalidade e utiliza&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os de uma popula&ccedil;&atilde;o idosa rural. Escola Superior de Enfermagem de Coimbra; 2012. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado em Enfermagem Comunit&aacute;ria.</p>     <p>31. Silva, S. Estado funcional e utiliza&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os em idosos no habitat urbano: estudo em S&atilde;o Jo&atilde;o da Madeira. Santiago de Compostela: Departamento de Psiquiatria, Radiologia e Sa&uacute;de P&uacute;blica. Faculdade de Medicina da Universidade de Santiago de Compostela; 2014. Tese de Doutorado em Epidemiologia y Salud P&uacute;blica.</p>     <p>32. The Berlin aging study: Aging from 70 to 100., United Kingdom: Cambridge University Press, 2001. .</p>     <p>33. Gender, health and ageing. Geneva: World Health Organization, (2003) .</p>     <!-- ref --><p>34. Louren&ccedil;o O.D., Quintal C., Ferreira P.L., Barros P.P.A. Equidade na utiliza&ccedil;&atilde;o de cuidados de sa&uacute;de em Portugal: uma avalia&ccedil;&atilde;o em modelos de contagem. Notas Econ&oacute;micas. 2007;25:6-26.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=805919&pid=S0870-9025201600020000800026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Financiamento</b></p>     <p>Projeto financiado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) atrav&eacute;s do Programa Operacional Factores de Competitividade (COMPETE) e por fundos nacionais atrav&eacute;s da Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e Tecnologia (FCT) no &acirc;mbito do projeto PTDC/CS&#8208;SOC/114895/2009.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Conflito de interesses</b></p>     <p>Os autores declaram n&atilde;o haver conflito de interesses.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Autor para correspond&ecirc;ncia</i>: <a href="mailto:rogerio@esenfc.pt">rogerio@esenfc.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido 1 de Setembro de 2014 Aceito 5 de Maio de 2016</p>     <p><i>&nbsp;</i></p>      ]]></body><back>
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