<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0870-9025</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Saúde Pública]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Rev. Port. Sau. Pub.]]></abbrev-journal-title>
<issn>0870-9025</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Escola Nacional de Saúde Pública]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0870-90252016000200010</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.1016/j.rpsp.2016.05.003</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O risco e os consumos de performance na população jovem: entre as conceções e as práticas]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Risk and performance consumptions among young people: Between conceptions and practices]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Raposo]]></surname>
<given-names><![CDATA[Hélder]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Instituto Politécnico de Lisboa Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa”][ign]Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa (ESTeSL<span style='font-family: ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Lisboa ]]></addr-line>
<country>Portugal</country>
</aff>
<aff id="A02">
<institution><![CDATA[,Instituto Universitário de Lisboa Centro de Investigação e Estudos de Sociologia ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Lisboa ]]></addr-line>
<country>Portugal</country>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>06</month>
<year>2016</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>06</month>
<year>2016</year>
</pub-date>
<volume>34</volume>
<numero>2</numero>
<fpage>186</fpage>
<lpage>195</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0870-90252016000200010&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0870-90252016000200010&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0870-90252016000200010&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Objetivos O foco deste artigo centra&#8208;se na realidade emergente do consumo de medicamentos e/ou produtos terapêuticos naturais para finalidades de gestão do desempenho pessoal (aqui designados consumos de performance), e tem como objetivo analisar a relação entre as práticas de consumo e as perceções do risco e da eficácia atribuídas aos produtos farmacológicos e naturais para finalidades de melhoria e bem&#8208;estar, por parte da população jovem portuguesa (18&#8208;29 anos). Metodologia A análise dos resultados empíricos de carácter extensivo resulta da aplicação de um inquérito por questionário a uma amostra de âmbito nacional (n = 1.483). Do vasto conjunto de indicadores do questionário aplicado, aqueles que são aqui especificamente mobilizados são os que dizem respeito às perceções de risco associadas a estes consumos; aos escalonamentos de risco atribuídos aos diferentes recursos terapêuticos para finalidades de performance; bem como às experiências (e formas de gestão) do risco e da eficácia resultantes das práticas efetivas de consumo. Resultados Constata&#8208;se que, apesar de os posicionamentos relativamente ao risco dos consumos de performance fazerem salientar uma visão de valorização da segurança, há variações e diferenciações concretas que são indiciadoras não só de permeabilidades e predisposições ao consumo, mas também de conceções que se redefinem no quadro das experiências de uso, das circunstâncias do consumo e das finalidades da utilização dos diferentes produtos terapêuticos. Conclusões As conceções sobre o risco associado a estes consumos traduzem uma certa plasticidade social, no sentido em que a ancoragem na experiência e a familiaridade com o próprio consumo constituem&#8208;se como aspetos decisivos para a perceção de um maior controlo na gestão do risco. Torna&#8208;se, por isso, importante aprofundar o conhecimento sobre as especificidades contextuais dos segmentos juvenis onde se constroem as modalidades de gestão prática do risco e da eficácia associadas a estes consumos.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Objectives This article discusses the emerging reality of the new therapeutic investments through medications and/or natural products for purposes of mental/cognitive and/or physical/body performance management (designated herein as performance consumptions) among the Portuguese youth (aged 18&#8208;29). Methodology The sociological analysis of the empirical data results from the application of a questionnaire to a national survey (n = 1483). From the set of questionnaire indicators applied, those that are specifically mobilized consist of the perceptions of risk associated with these consumptions; the grading of risk given to different therapeutic resources for performance purposes; and the experience (and management) of risk and efficacy of actual consumption practices. Results Although the positions regarding the risk of performance consumptions do point out the appreciation of safety, there are specific variations and differentiations that not only indicate permeabilities and predispositions towards consumption, but also conceptions that are redefined due to the actual practices, circumstances and purposes of the consumptions, as well as to the contexts in which those consumptions occur. Conclusion Conceptions of the risk associated with these intakes translate a certain social plasticity in the sense that anchoring experience and familiarity with own consumption constitute aspects as decisive for the perception of a greater control on risk management. It is therefore important to further knowledge about the contextual specificities of juvenile segments which are built forms of practical risk management and efficacy associated with these consumptions.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Risco]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Juventude]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Consumos de performance]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Risk]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Youth]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Performance consumptions]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <P align="right"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></P>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>O risco e os consumos de <i>performance</i> na popula&ccedil;&atilde;o jovem: entre as conce&ccedil;&otilde;es e as pr&aacute;ticas</b></p>     <p><b>Risk and performance consumptions among young people: Between conceptions and practices</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>H&eacute;lder Raposo <sup>a</sup><sup>, </sup><sup>b</sup><sup>, </sup></b><sup><b> *</b> </sup></p>     <p>a Escola Superior de Tecnologia da Sa&uacute;de de Lisboa (ESTeSL&#8208;IPL), Lisboa, Portugal</p>     <p>b Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o e Estudos de Sociologia (CIES/ISCTE&#8208;IUL), ISCTE&#8208;IUL, Lisboa, Portugal</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Objetivos</b></p>     <p>O foco deste artigo centra&#8208;se na realidade emergente do consumo de medicamentos e/ou produtos terap&ecirc;uticos naturais para finalidades de gest&atilde;o do desempenho pessoal (aqui designados <i>consumos de performance</i>), e tem como objetivo analisar a rela&ccedil;&atilde;o entre as pr&aacute;ticas de consumo e as perce&ccedil;&otilde;es do risco e da efic&aacute;cia atribu&iacute;das aos produtos farmacol&oacute;gicos e naturais para finalidades de melhoria e bem&#8208;estar, por parte da popula&ccedil;&atilde;o jovem portuguesa (18&#8208;29 anos).</p>     <p><b>Metodologia</b></p>     <p>A an&aacute;lise dos resultados emp&iacute;ricos de car&aacute;cter extensivo resulta da aplica&ccedil;&atilde;o de um inqu&eacute;rito por question&aacute;rio a uma amostra de &acirc;mbito nacional (n = 1.483). Do vasto conjunto de indicadores do question&aacute;rio aplicado, aqueles que s&atilde;o aqui especificamente mobilizados s&atilde;o os que dizem respeito &agrave;s perce&ccedil;&otilde;es de risco associadas a estes consumos; aos escalonamentos de risco atribu&iacute;dos aos diferentes recursos terap&ecirc;uticos para finalidades de <i>performance</i>; bem como &agrave;s experi&ecirc;ncias (e formas de gest&atilde;o) do risco e da efic&aacute;cia resultantes das pr&aacute;ticas efetivas de consumo.</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>Constata&#8208;se que, apesar de os posicionamentos relativamente ao risco dos <i>consumos de performance</i> fazerem salientar uma vis&atilde;o de valoriza&ccedil;&atilde;o da seguran&ccedil;a, h&aacute; varia&ccedil;&otilde;es e diferencia&ccedil;&otilde;es concretas que s&atilde;o indiciadoras n&atilde;o s&oacute; de permeabilidades e predisposi&ccedil;&otilde;es ao consumo, mas tamb&eacute;m de conce&ccedil;&otilde;es que se redefinem no quadro das experi&ecirc;ncias de uso, das circunst&acirc;ncias do consumo e das finalidades da utiliza&ccedil;&atilde;o dos diferentes produtos terap&ecirc;uticos.</p>     <p><b>Conclus&otilde;es</b></p>     <p>As conce&ccedil;&otilde;es sobre o risco associado a estes consumos traduzem uma certa plasticidade social, no sentido em que a ancoragem na experi&ecirc;ncia e a familiaridade com o pr&oacute;prio consumo constituem&#8208;se como aspetos decisivos para a perce&ccedil;&atilde;o de um maior controlo na gest&atilde;o do risco. Torna&#8208;se, por isso, importante aprofundar o conhecimento sobre as especificidades contextuais dos segmentos juvenis onde se constroem as modalidades de gest&atilde;o pr&aacute;tica do risco e da efic&aacute;cia associadas a estes consumos.</p>     <p><b>Palavras&#8208;chave</b>: Risco. Juventude. Consumos de performance.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b></p>     <p><b>Objectives</b></p>     <p>This article discusses the emerging reality of the new therapeutic investments through medications and/or natural products for purposes of mental/cognitive and/or physical/body performance management (designated herein as <i>performance consumptions</i>) among the Portuguese youth (aged 18&#8208;29).</p>     <p><b>Methodology</b></p>     <p>The sociological analysis of the empirical data results from the application of a questionnaire to a national survey (n = 1483). From the set of questionnaire indicators applied, those that are specifically mobilized consist of the perceptions of risk associated with these consumptions; the grading of risk given to different therapeutic resources for performance purposes; and the experience (and management) of risk and efficacy of actual consumption practices.</p>     <p><b>Results</b></p>     <p>Although the positions regarding the risk of performance consumptions do point out the appreciation of safety, there are specific variations and differentiations that not only indicate permeabilities and predispositions towards consumption, but also conceptions that are redefined due to the actual practices, circumstances and purposes of the consumptions, as well as to the contexts in which those consumptions occur.</p>     <p><b>Conclusion</b></p>     <p>Conceptions of the risk associated with these intakes translate a certain social plasticity in the sense that anchoring experience and familiarity with own consumption constitute aspects as decisive for the perception of a greater control on risk management. It is therefore important to further knowledge about the contextual specificities of juvenile segments which are built forms of practical risk management and efficacy associated with these consumptions.</p>     <p><b>Keywords</b>: Risk. Youth. Performance consumptions.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>Os chamados <i>consumos de performance</i>, ou seja, a utiliza&ccedil;&atilde;o de f&aacute;rmacos e/ou produtos naturais para finalidades de manuten&ccedil;&atilde;o ou melhoria do desempenho pessoal no plano cognitivo/mental e/ou f&iacute;sico/corporal<sup>1</sup> correspondem a um fen&oacute;meno emergente e com crescente visibilidade social<sup>2&ndash;5</sup>. N&atilde;o se tratando de um fen&oacute;meno que seja exclusivo de uma gera&ccedil;&atilde;o em particular, o mesmo tem vindo, todavia, a assumir um maior protagonismo junto da popula&ccedil;&atilde;o mais jovem, no sentido em que os horizontes de refor&ccedil;o do desempenho ou de melhoria das capacidades pessoais &ndash; a n&iacute;vel corporal, cognitivo ou social &ndash; tendem a afigurar&#8208;se como refer&ecirc;ncias potencialmente significativas nos universos das culturas juvenis. O car&aacute;cter mais saliente das predisposi&ccedil;&otilde;es culturais para a melhoria do desempenho f&iacute;sico e cognitivo, e a ades&atilde;o social ao uso dos medicamentos para finalidades desvinculadas do enfoque da sa&uacute;de (como a preven&ccedil;&atilde;o, a manuten&ccedil;&atilde;o ou a &laquo;repara&ccedil;&atilde;o&raquo;), remetem, assim, para um conjunto de investimentos de <i>performance</i> cujas l&oacute;gicas importa identificar e compreender.</p>     <p>Com efeito, o reconhecimento de que o consumo de v&aacute;rios produtos terap&ecirc;uticos para finalidades de melhoria de desempenho nos segmentos juvenis, e particularmente os estudantis, se tem vindo gradualmente a expandir, est&aacute; na base de uma crescente aten&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica, mas tamb&eacute;m de um interesse cient&iacute;fico que se vai disseminando em v&aacute;rias &aacute;reas de investiga&ccedil;&atilde;o, que tendem a configurar este fen&oacute;meno como um potencial problema de sa&uacute;de p&uacute;blica<sup>3&ndash;7</sup>.</p>     <p>No caso do presente artigo, que se inscreve no quadro de uma investiga&ccedil;&atilde;o sociol&oacute;gica sobre o tema, a abordagem n&atilde;o se confina ao habitual enfoque da generalidade dos estudos emp&iacute;ricos existentes sobre os consumos terap&ecirc;uticos de <i>performance</i>, dado que estes tendem a estar privilegiadamente orientados para perfis, pr&aacute;ticas e contextos de consumo espec&iacute;ficos e delimitados, quer sejam em torno dos <i>consumos de performance</i> cognitiva &ndash; as chamadas <i>smartdrugs</i> &ndash; junto dos estudantes universit&aacute;rios<sup>3,6,7</sup>, ou em contextos espec&iacute;ficos ligados a pr&aacute;ticas de investimento f&iacute;sico, como &eacute; o caso particular dos gin&aacute;sios<sup>8,9</sup>. Na investiga&ccedil;&atilde;o que aqui se toma como refer&ecirc;ncia, a op&ccedil;&atilde;o passa pelo mapeamento da diversidade dos universos juvenis, na medida que se procurar situar o fen&oacute;meno dos consumos terap&ecirc;uticos de <i>performance</i> no quadro social e cultural mais amplo em que se desenvolve.</p>     <p>&Eacute; justamente por esta ordem de raz&otilde;es que a ancoragem emp&iacute;rica da investiga&ccedil;&atilde;o que enquadra a presente abordagem remete &ndash; como se ver&aacute; na sec&ccedil;&atilde;o da metodologia &ndash; para a constitui&ccedil;&atilde;o de uma amostra que inclui na sua composi&ccedil;&atilde;o tanto jovens universit&aacute;rios como jovens trabalhadores (sem forma&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica superior); as diferentes categorias de <i>consumos de performance</i> (para finalidades de desempenho neurocognitivo e f&iacute;sico&#8208;corporal); e o consumo tanto de f&aacute;rmacos como de ditos produtos naturais.</p>     <p><b>Objetivos</b></p>     <p>Em termos dos objetivos espec&iacute;ficos deste trabalho, aquilo que est&aacute; em causa &eacute; fundamentalmente a caracteriza&ccedil;&atilde;o e discuss&atilde;o anal&iacute;tica das perce&ccedil;&otilde;es de risco e de efic&aacute;cia que recaem sobre estes consumos, o que significa que a discuss&atilde;o n&atilde;o se debru&ccedil;a sobre os potenciais riscos para a sa&uacute;de que estes podem efetivamente comportar, mas sim em que medida as conce&ccedil;&otilde;es da popula&ccedil;&atilde;o jovem acerca dos eventuais riscos deste tipo de consumos concorrem para estruturar as suas pr&aacute;ticas de consumo. Trata&#8208;se de uma abordagem que constitui uma importante porta de entrada para a compreens&atilde;o das l&oacute;gicas sociais que presidem &agrave;s op&ccedil;&otilde;es dos indiv&iacute;duos face ao vasto mercado de f&aacute;rmacos e produtos naturais orientado para a melhoria do desempenho.</p>     <p>Nesta medida, e sendo certo que v&aacute;rias investiga&ccedil;&otilde;es tendem a salientar a exist&ecirc;ncia de uma postura de maior experimenta&ccedil;&atilde;o na popula&ccedil;&atilde;o jovem<sup>10</sup>, &eacute; importante frisar que tal n&atilde;o totaliza necessariamente todas as pr&aacute;ticas de consumo, at&eacute; porque importa n&atilde;o perder de vista o reconhecimento da diversidade de contextos (escolar, trabalho, lazer, etc.) e da potencial pluralidade de l&oacute;gicas que nestes se desenvolvem.</p>     <p>Por esta raz&atilde;o, em lugar das conce&ccedil;&otilde;es <i>can&oacute;nicas</i> do risco<sup>11</sup>, que tendem a pressupor a sua realidade &laquo;objetiva&raquo; (pass&iacute;vel de procedimentos de calculabilidade e de avalia&ccedil;&atilde;o probabil&iacute;stica) e a conceber o indiv&iacute;duo como um ator racional empenhado em escolhas e pondera&ccedil;&otilde;es l&oacute;gicas de benef&iacute;cio direto e utilit&aacute;rio, a abordagem desenvolvida na discuss&atilde;o dos resultados privilegia a explora&ccedil;&atilde;o de outros n&iacute;veis de compreens&atilde;o relativamente ao modo como o risco vai sendo concebido pelos indiv&iacute;duos no quadro dos seus contextos de viv&ecirc;ncia pr&aacute;tica. Tal significa que em alternativa a uma perspetiva atomizada dos indiv&iacute;duos na sua rela&ccedil;&atilde;o com o risco, entendendo&#8208;a fundamentalmente enquanto conjunto de respostas individuais que se baseiam nos diferentes recursos cognitivos que cada um pode mobilizar face &agrave; informa&ccedil;&atilde;o pericial (designadamente preventiva)<sup>12,13</sup>, a &ecirc;nfase da presente abordagem alicer&ccedil;a&#8208;se na explora&ccedil;&atilde;o daquilo que se designar&aacute; de <i>contextualidade social das conce&ccedil;&otilde;es sobre o risco</i>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&Eacute; justamente por este motivo que qualquer pressuposto que assuma como caracter&iacute;stica distintiva da juventude o seu &laquo;natural&raquo; alheamento face aos riscos &ndash; subsumida numa postura mais experimental e mundana desprovida de qualquer reflexividade &ndash; ou que, no seu contraponto, assuma que os jovens automonitorizam todos os aspetos das suas escolhas e investimentos por via da pondera&ccedil;&atilde;o das op&ccedil;&otilde;es menos desafiadoras da sua <i>seguran&ccedil;a ontol&oacute;gica</i><sup>14</sup>, constitui um evidente manique&iacute;smo te&oacute;rico em que importa n&atilde;o incorrer.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Metodologia</b></p>     <p>A an&aacute;lise que aqui se apresenta tem por suporte emp&iacute;rico um estudo nacional sobre os consumos terap&ecirc;uticos para a melhoria do desempenho f&iacute;sico, intelectual e social na popula&ccedil;&atilde;o jovem portuguesa (18&#8208;29 anos). No processo de recolha de dados foi adotado um modelo de m&eacute;todos mistos<sup>15</sup>, que incluiu, entre outras t&eacute;cnicas, o inqu&eacute;rito por question&aacute;rio<sup>1</sup>1</p>     <p>O inqu&eacute;rito por question&aacute;rio, bem como todos os dados apresentados e analisados ao longo do artigo, podem ser consultados no relat&oacute;rio estat&iacute;stico do projeto de investiga&ccedil;&atilde;o, dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.cies.iscte.pt/Consumos_de_Performance.pdf" target="_blank">http://www.cies.iscte.pt/Consumos_de_Performance.pdf</a>. Relativamente ao question&aacute;rio, este permitiu quantificar a express&atilde;o e configura&ccedil;&atilde;o dos <i>consumos de performance</i> no &acirc;mbito do universo em estudo, tendo sido estruturado em 5 sec&ccedil;&otilde;es diferentes, que traduzem as dimens&otilde;es de an&aacute;lise da investiga&ccedil;&atilde;o: consumos terap&ecirc;uticos, perce&ccedil;&otilde;es sobre consumos terap&ecirc;uticos, perce&ccedil;&otilde;es de risco, fontes de informa&ccedil;&atilde;o e autorrepresenta&ccedil;&otilde;es e pr&aacute;ticas sociais, seguidas de uma sec&ccedil;&atilde;o de caracteriza&ccedil;&atilde;o sociodemogr&aacute;fica. No caso presente, os indicadores remetem exclusivamente para a sec&ccedil;&atilde;o das perce&ccedil;&otilde;es de risco.</p>     <p>, tendo este sido antecedido pela realiza&ccedil;&atilde;o de sess&otilde;es de grupos focais (10 sess&otilde;es/57 participantes). Com estes &uacute;ltimos, procedeu&#8208;se &agrave; explora&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via do universo dos <i>consumos de performance</i> em segmentos juvenis, circunst&acirc;ncia que acabou por sustentar o essencial da operacionaliza&ccedil;&atilde;o dos indicadores constantes do question&aacute;rio<sup>16</sup>.</p>     <p>O inqu&eacute;rito por question&aacute;rio (an&oacute;nimo e autoadministrado) foi aplicado a uma amostra de &acirc;mbito nacional (n = 1.483), n&atilde;o proporcional e por quotas, com erro m&aacute;ximo de &plusmn; 2,54%, e para um intervalo de confian&ccedil;a de 95%. Esta amostra &eacute;, em termos da sua composi&ccedil;&atilde;o, constitu&iacute;da por jovens universit&aacute;rios (70%) e por jovens trabalhadores sem forma&ccedil;&atilde;o de n&iacute;vel superior (30%). No caso dos primeiros incluem&#8208;se estudantes provenientes das &aacute;reas cient&iacute;ficas da Sa&uacute;de (36,9%), Engenharia (13,5%), Ci&ecirc;ncias Sociais (12,8%) e Artes (6,8%)<sup>2</sup>2</p>     <p>As &aacute;reas cient&iacute;ficas identificadas integram uma diversidade de cursos, de acordo com a seguinte distribui&ccedil;&atilde;o: Sa&uacute;de &ndash; Enfermagem (36%), Medicina (33,1%) e Ci&ecirc;ncias Farmac&ecirc;uticas (30,9%); Ci&ecirc;ncias Sociais &ndash; Hist&oacute;ria e Hist&oacute;ria de Arte (38,9%), Economia (23,2%), Ci&ecirc;ncia Pol&iacute;tica e Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais (17,4%) e outros (20,5%); Engenharia &ndash; Engenharia Civil (36%), Engenharia Metal&uacute;rgica e dos Materiais/Engenharia Mec&acirc;nica (21%), Engenharia Eletr&oacute;nica/Engenharia Eletrot&eacute;cnica/Engenharia Eletromec&acirc;nica (14,5%) e outros (28,5%); Artes &ndash; M&uacute;sica (55,4%), Teatro (25,7%) e Dan&ccedil;a (18,8%).</p>     <p>, e, no segundo caso, incluem&#8208;se trabalhadores de empresas de <i>call&#8208;center</i> (15,4%) e de atendimento em lojas de grandes superf&iacute;cies comerciais (<i>megastores</i>) (14,7%). Na distribui&ccedil;&atilde;o por sexo, as mulheres representam 59,2% e os homens 40,8%.</p>     <p>No caso dos estudantes, a aplica&ccedil;&atilde;o do question&aacute;rio foi efetuada nas escolas e faculdades, sempre em espa&ccedil;os pr&oacute;prios cedidos para o efeito, e ap&oacute;s obtida a respetiva autoriza&ccedil;&atilde;o institucional. No caso dos trabalhadores, essa aplica&ccedil;&atilde;o foi efetuada nas pr&oacute;prias empresas, onde tamb&eacute;m foram cedidos espa&ccedil;os adequados para esta finalidade. O contacto com os inquiridos foi sempre assegurado pela equipa de investigadores, constitu&iacute;da por soci&oacute;logos, sem qualquer interfer&ecirc;ncia dos diferentes interlocutores institucionais. J&aacute; no caso das empresas, e para salvaguardar qualquer equ&iacute;voco quanto &agrave;s finalidades e &agrave; natureza an&oacute;nima das respostas, foi tamb&eacute;m distribu&iacute;da uma nota informativa pr&eacute;via a todos quantos se voluntariaram para participar no estudo.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os dados recolhidos atrav&eacute;s do inqu&eacute;rito por question&aacute;rio foram tratados estatisticamente, atrav&eacute;s do recurso ao <i>Software</i> Statistical Package for Social Sciences (SPSS). Esse tratamento incluiu, numa primeira fase, a organiza&ccedil;&atilde;o dos dados e a codifica&ccedil;&atilde;o das respostas e, numa segunda fase, diversas an&aacute;lises descritivas, bivariadas e multivariadas.</p>     <p>&Eacute;, portanto, com base nestes dados que se procura tra&ccedil;ar um retrato panor&acirc;mico dos padr&otilde;es principais relativos &agrave;s articula&ccedil;&otilde;es entre as conce&ccedil;&otilde;es sobre o risco e as pr&aacute;ticas de investimento terap&ecirc;utico no quadro dos <i>consumos de performance</i>. Os indicadores que s&atilde;o especialmente mobilizados s&atilde;o, ent&atilde;o, os que dizem respeito &agrave;s perce&ccedil;&otilde;es de risco associados a estes consumos; aos escalonamentos de risco atribu&iacute;dos aos diferentes recursos terap&ecirc;uticos ligados &agrave;s finalidades de melhoria; bem como &agrave;s experi&ecirc;ncias (e formas de gest&atilde;o) do risco e da efic&aacute;cia resultantes dos <i>consumos de performance</i>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Apresenta&ccedil;&atilde;o e discuss&atilde;o de resultados</b></p>     <p><b>Posicionamentos face ao risco dos <i>consumos de performance</i></b></p>     <p>Relativamente &agrave; sinaliza&ccedil;&atilde;o e respetiva discuss&atilde;o das principais linhas de tend&ecirc;ncia em termos dos posicionamentos dos inquiridos face ao risco associado aos <i>consumos de performance</i> &eacute;, sem d&uacute;vida, &uacute;til e relevante o exerc&iacute;cio de determinar as suas configura&ccedil;&otilde;es mais estruturantes e quantitativamente mais expressivas.</p>     <p>Nesta medida, e com o objetivo de aferir os diferentes modos como o reconhecimento do risco se inscreve nas perce&ccedil;&otilde;es dos inquiridos acerca dos investimentos terap&ecirc;uticos para finalidades de melhoria do desempenho, recorreu&#8208;se a um indicador que visa avaliar o posicionamento dos inquiridos face ao risco dos <i>consumos de performance</i>.</p>     <p>Num plano gen&eacute;rico e inicial, o tra&ccedil;o mais saliente que se destaca diz respeito ao tendencial alinhamento dos posicionamentos dos inquiridos com as conce&ccedil;&otilde;es valorativas dominantes sobre a indesejabilidade de pr&aacute;ticas potencialmente n&atilde;o seguras. Constata&#8208;se uma not&oacute;ria ades&atilde;o normativa &agrave; ideia que conota o risco como uma dimens&atilde;o negativa e indesej&aacute;vel, pelo que &eacute; esse o aspeto que, numa primeira leitura descritiva, se assume como mais transversal (<a href="#t1">Tabela 1</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t1"></a> <img src="/img/revistas/rpsp/v34n2/34n2a10t1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Deste modo, e relativamente &agrave; leitura da express&atilde;o que esta configura&ccedil;&atilde;o geral assume, parece plaus&iacute;vel admitir que esta resultar&aacute; mais do efeito de uma certa resson&acirc;ncia social relativamente &agrave; ideia de que tudo pode estar sujeito a risco<sup>17</sup>, do que propriamente de uma preocupa&ccedil;&atilde;o reflexiva com o risco, at&eacute; porque se tratam de consumos que, embora remetendo para um certo grau de familiariza&ccedil;&atilde;o junto da popula&ccedil;&atilde;o jovem, n&atilde;o est&atilde;o t&atilde;o amplamente disseminados em termos de pr&aacute;ticas efetivas e estruturadas, no sentido de estas se traduzirem em investimentos sistem&aacute;ticos e continuados<sup>1,16,18</sup>. Nesta medida, e sendo certo que os consumos para que as asser&ccedil;&otilde;es explicitamente aludem estejam a remeter para o dom&iacute;nio espec&iacute;fico da <i>performance</i> &ndash; ou seja, para dom&iacute;nios que tendem a estar na periferia da interven&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica &ndash;, esta resson&acirc;ncia social do risco parece, acima de tudo, fazer eco da pregn&acirc;ncia que o discurso medicalizado da preven&ccedil;&atilde;o e dos pressupostos normativos da promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de e dos estilos de vida saud&aacute;veis<sup>19&ndash;21</sup> tem vindo a assumir no &acirc;mbito dos discursos e conce&ccedil;&otilde;es leigas sobre a sa&uacute;de<sup>22,23</sup>.</p>     <p>Em termos mais concretos, e decorrente deste padr&atilde;o de car&aacute;cter relativamente transversal, &eacute;, ent&atilde;o, poss&iacute;vel salientar a configura&ccedil;&atilde;o de 3 orienta&ccedil;&otilde;es principais: a primeira delas diz respeito &agrave; exist&ecirc;ncia de uma acentuada preocupa&ccedil;&atilde;o com o risco; a segunda diz respeito ao modo como a ideia de seguran&ccedil;a parece prevalecer face a horizontes de experimenta&ccedil;&atilde;o com vista &agrave; obten&ccedil;&atilde;o das vantagens potencialmente associadas a este tipo de consumos; e, por fim, a terceira linha de orienta&ccedil;&atilde;o diz respeito &agrave; desqualifica&ccedil;&atilde;o das formas de gest&atilde;o do risco ancoradas em crit&eacute;rios de natureza experiencial (dos pr&oacute;prios).</p>     <p>No quadro deste panorama geral &eacute;, todavia, poss&iacute;vel verificar alguns recortes e matizes mais espec&iacute;ficos, que indiciam diferencia&ccedil;&otilde;es relevantes no modo como se expressam as tend&ecirc;ncias associadas aos diferentes posicionamentos.</p>     <p>Com base na distribui&ccedil;&atilde;o sociodemogr&aacute;fica destes indicadores, torna&#8208;se not&oacute;ria a valoriza&ccedil;&atilde;o do crit&eacute;rio da experi&ecirc;ncia de consumo como recurso suficiente de gest&atilde;o dos riscos decorrentes do consumo por parte dos inquiridos mais velhos (24&#8208;29 anos), aspeto que n&atilde;o ser&aacute; completamente surpreendente, isto se se atender ao facto de que a idade pode potencialmente providenciar uma situa&ccedil;&atilde;o de alguma sedimenta&ccedil;&atilde;o de experi&ecirc;ncias e de exposi&ccedil;&atilde;o a circunst&acirc;ncias que podem tornar contextualmente justific&aacute;vel o recurso a consumos terap&ecirc;uticos, designadamente os de melhoria do desempenho. Se uma das particularidades deste universo remete, justamente, para a constata&ccedil;&atilde;o de que tendem a estar ausentes &ndash; sobretudo nas camadas mais jovens &ndash; trajet&oacute;rias terap&ecirc;uticas suficientemente longas e consistentes para que se possam constituir e organizar modalidades de investimento terap&ecirc;utico menos tuteladas (quer seja pela fam&iacute;lia ou pela pericialidade do campo da sa&uacute;de) e mais orientadas para a procura de finalidades que sejam significativas para os sujeitos, ent&atilde;o n&atilde;o surpreende que esta circunst&acirc;ncia tenha menos expressividade nos entendimentos dos inquiridos mais jovens, especialmente nos que se enquadram na categoria dos 18&#8208;20 anos.</p>     <p>J&aacute; no que diz respeito &agrave; distribui&ccedil;&atilde;o destes posicionamentos pelo perfil de atividade, ou seja, em fun&ccedil;&atilde;o de se tratar do segmento dos jovens universit&aacute;rios ou dos jovens trabalhadores sem forma&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica superior, as &uacute;nicas diferencia&ccedil;&otilde;es com signific&acirc;ncia estat&iacute;stica s&atilde;o as que se reportam ao segmento da popula&ccedil;&atilde;o universit&aacute;ria, designadamente quando se procede ao desdobramento por &aacute;reas de forma&ccedil;&atilde;o e respetivos cursos.</p>     <p>Nesta medida, verifica&#8208;se que as &aacute;reas de forma&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica onde s&atilde;o efetivamente not&oacute;rios os maiores n&iacute;veis de preocupa&ccedil;&atilde;o com o risco dizem respeito, em primeira inst&acirc;ncia, aos cursos de Artes. A este aspeto n&atilde;o ser&aacute; certamente alheio o facto de ser nestes cursos que o consumo de produtos naturais para a gest&atilde;o do desempenho &eacute; mais expressivo e de ser tamb&eacute;m nestes cursos que esses produtos naturais t&ecirc;m uma menor atribui&ccedil;&atilde;o de risco (em exato contraponto aos produtos farmacol&oacute;gicos)<sup>1,18</sup>.</p>     <p>Mas igualmente relevante &eacute; a constata&ccedil;&atilde;o segundo a qual se verificam posicionamentos transversais nos cursos de sa&uacute;de, tanto em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; preocupa&ccedil;&atilde;o com o risco, como &agrave; desqualifica&ccedil;&atilde;o dos crit&eacute;rios experienciais. Tal &eacute; particularmente not&oacute;rio nos cursos de Medicina e de Farm&aacute;cia, pelo que o reconhecimento do risco enquanto propriedade intr&iacute;nseca dos pr&oacute;prios produtos pode ser entendido &agrave; luz da natureza das forma&ccedil;&otilde;es periciais destas &aacute;reas.</p>     <p>Mobilizando tamb&eacute;m para esta an&aacute;lise um indicador que se designou por <i>perfil de consumo</i>, indicador esse que &eacute; composto a partir dos consumos declarados pelos inquiridos e que com base numa divis&atilde;o feita entre os recursos destinados &agrave; <i>performance</i> neuro/cognitiva e os direcionados para a <i>performance</i> f&iacute;sico/corporal permitiu construir 4 perfis distintos (<i>consumidor neuro; consumidor f&iacute;sico; consumidor de ambos; n&atilde;o consumidor</i>)<sup>3</sup>3</p>     <p>Como referido, foram constitu&iacute;dos 4 perfis: &laquo;<i>consumidor neuro</i>&raquo; (42,1%) &ndash; que corresponde aos jovens que usam ou usaram algum produto exclusivamente com finalidades de gest&atilde;o do desempenho neuro/cognitivo; &laquo;<i>consumidor f&iacute;sico</i>&raquo; (7,8%) &ndash; que inclui os que usam ou j&aacute; usaram produtos exclusivamente para o desempenho f&iacute;sico/corporal; &laquo;<i>consumidor de ambos</i>&raquo; (22,0%) &ndash; onde s&atilde;o inclu&iacute;dos os inquiridos que consomem ou j&aacute; consumiram um ou mais produtos para cada uma das finalidades; e &laquo;<i>n&atilde;o consumidor</i>&raquo; (28,1%) &ndash; do qual fazem parte os que indicaram nunca ter consumido nenhum produto para qualquer finalidade de <i>performance</i>.</p>     <p>, &eacute; poss&iacute;vel verificar algumas tend&ecirc;ncias diferenciadas ao n&iacute;vel dos posicionamentos face ao risco dos <i>consumos de performance</i>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Neste sentido, constata&#8208;se que, no que diz respeito &agrave;s formas de gest&atilde;o do risco, &eacute; not&oacute;rio o modo como o <i>perfil de consumo</i> introduz posicionamentos distintos, dado que a valoriza&ccedil;&atilde;o do crit&eacute;rio da experi&ecirc;ncia (asser&ccedil;&atilde;o E) &eacute; mais enfatizada pelos &laquo;consumidores de ambos&raquo; (36,2%), em contraponto aos &laquo;n&atilde;o consumidores&raquo; (23,8%), pelo que o patrim&oacute;nio de experi&ecirc;ncias pr&eacute;vias de consumo se constitui efetivamente como um recurso concreto de gest&atilde;o do risco. A mesma l&oacute;gica de diferencia&ccedil;&atilde;o se torna patente no posicionamento relativo ao crit&eacute;rio da experimenta&ccedil;&atilde;o subjacente &agrave; op&ccedil;&atilde;o entre riscos (asser&ccedil;&atilde;o D), dado que os inquiridos que tendem a ter uma posi&ccedil;&atilde;o de maior discord&acirc;ncia s&atilde;o os &laquo;n&atilde;o consumidores&raquo; (84,5%), ao passo que no caso dos &laquo;consumidores de ambos&raquo; essa discord&acirc;ncia &eacute; consideravelmente menos expressiva (72,4%), o que sugere, uma vez mais, que a experi&ecirc;ncia de consumo parece concorrer para o desenvolvimento de predisposi&ccedil;&otilde;es &agrave; prossecu&ccedil;&atilde;o ou experimenta&ccedil;&atilde;o dos consumos de gest&atilde;o do desempenho.</p>     <p><b>Hierarquias de risco nos <i>consumos de performance</i></b></p>     <p>O estabelecimento de delimita&ccedil;&otilde;es e de hierarquias de atribui&ccedil;&atilde;o de risco constitui uma dimens&atilde;o de an&aacute;lise relevante que permite explorar de que modos se organizam os escalonamentos do risco atribu&iacute;do aos diferentes produtos, concretamente segundo a sua natureza (f&aacute;rmacos e naturais), mas tamb&eacute;m segundo as suas distintas finalidades (genericamente associadas &agrave; gest&atilde;o do desempenho f&iacute;sico/corporal e/ou neuro/cognitivo).</p>     <p>Em termos gen&eacute;ricos, o tra&ccedil;o mais saliente que a este prop&oacute;sito se destaca diz respeito ao tendencial escalonamento do risco em fun&ccedil;&atilde;o, desde logo, da <i>natureza dos produtos</i>, pois este varia de acordo com as perce&ccedil;&otilde;es associadas ao facto de estes serem f&aacute;rmacos ou produtos naturais. No caso destes &uacute;ltimos, e de resto em coer&ecirc;ncia com outras pesquisas<sup>17</sup>, tende a prevalecer um estatuto de maior inocuidade, tend&ecirc;ncia que se pode verificar atrav&eacute;s da distribui&ccedil;&atilde;o das m&eacute;dias contidas na <a href="#t1">Tabela 2</a>.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t2"></a> <img src="/img/revistas/rpsp/v34n2/34n2a10t2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Um outro crit&eacute;rio de distin&ccedil;&atilde;o dos escalonamentos do risco a considerar &eacute; o que diz respeito &agrave; finalidade dos consumos. Tal &eacute; concretamente vis&iacute;vel quando se constata que no caso particular dos produtos naturais para &laquo;aumentar a massa muscular&raquo; e para &laquo;emagrecer&raquo;, bem como no caso dos &laquo;f&aacute;rmacos para a concentra&ccedil;&atilde;o&raquo;, tende a prevalecer o crit&eacute;rio da finalidade do produto face ao crit&eacute;rio da natureza do mesmo. Ou seja, n&atilde;o obstante se tratarem de produtos naturais, verifica&#8208;se que os recursos para a finalidade de &laquo;aumento da massa muscular&raquo; figuram como um dos que fazem recair sobre si uma das m&eacute;dias mais elevadas de atribui&ccedil;&atilde;o de risco (3,44), sendo tamb&eacute;m essa a situa&ccedil;&atilde;o (embora com valores menos elevados), dos produtos &laquo;para emagrecer&raquo; (3,22).</p>     <p>J&aacute; no caso dos f&aacute;rmacos para a finalidade de &laquo;concentra&ccedil;&atilde;o&raquo; verifica&#8208;se, pelo contr&aacute;rio, que a atribui&ccedil;&atilde;o de risco &eacute; uma das mais baixas, donde se conclui que a natureza do produto se afigura, tamb&eacute;m aqui, como um crit&eacute;rio que tende a ficar subsumido na valoriza&ccedil;&atilde;o da sua finalidade. Trata&#8208;se, com efeito, de um recurso cuja dissemina&ccedil;&atilde;o instaura n&atilde;o s&oacute; um maior grau de familiaridade, mas neste caso tamb&eacute;m, de uma perce&ccedil;&atilde;o mais acentuada de inocuidade, n&atilde;o obstante se tratar de um produto qu&iacute;mico. Ali&aacute;s, os f&aacute;rmacos para a concentra&ccedil;&atilde;o s&atilde;o, justamente, um dos produtos sobre os quais recaem os consumos mais elevados e a sua familiaridade decorre do facto de serem tamb&eacute;m estes produtos os que remetem para trajet&oacute;rias de consumo com um in&iacute;cio mais precoce em termos de idade (antes dos 18 anos)<sup>16,18</sup>, ou seja, para contextos maioritariamente marcados por experi&ecirc;ncias de consumo iniciadas no seio da fam&iacute;lia.</p>     <p>Uma outra particularidade destas aparentes disson&acirc;ncias que, com efeito, complexificam as atribui&ccedil;&otilde;es de inocuidade e risco no quadro da organiza&ccedil;&atilde;o geral j&aacute; assinalada, diz respeito a uma menor consensualidade dos 2 produtos naturais j&aacute; referidos (para &laquo;aumentar a massa muscular&raquo; e para &laquo;emagrecer&raquo;), uma vez que &eacute; precisamente nestes que se verifica um desvio&#8208;padr&atilde;o mais elevado (1,01 e 1,00 respetivamente). Tal parece significar que n&atilde;o s&oacute; o natural tende a ser objeto de um maior desconhecimento por parte dos inquiridos comparando com os f&aacute;rmacos para as mesmas finalidades, mas tamb&eacute;m a ideia de que est&atilde;o em causa investimentos cujas conota&ccedil;&otilde;es negativas tendem a resvalar para o dom&iacute;nio da perigosidade e da ilicitude (no caso dos produtos naturais para &laquo;aumentar a massa muscular&raquo;) ou at&eacute; para o dom&iacute;nio da reprova&ccedil;&atilde;o social (no caso dos produtos naturais para &laquo;emagrecer&raquo;)<sup>24</sup>.</p>     <p>Analisando os dados com mais detalhe, e tomando como refer&ecirc;ncia a distribui&ccedil;&atilde;o destes escalonamentos do risco em termos sociodemogr&aacute;ficos, &eacute; relevante salientar algumas diferencia&ccedil;&otilde;es importantes. Uma primeira diz respeito &agrave; configura&ccedil;&atilde;o de um padr&atilde;o geral que tende a associar a atribui&ccedil;&atilde;o de um risco mais elevado aos produtos terap&ecirc;uticos para finalidades de <i>performance</i> neuro/cognitiva (&laquo;dormir&raquo;, &laquo;concentra&ccedil;&atilde;o&raquo; e &laquo;descontrair/acalmar&raquo;) ao universo do sexo masculino, e a atribui&ccedil;&atilde;o de um risco mais elevado aos produtos para finalidades de <i>performance</i> f&iacute;sica/corporal (&laquo;aumentar a energia f&iacute;sica&raquo;, &laquo;emagrecer&raquo; e &laquo;aumentar a massa muscular&raquo;) ao universo do sexo feminino. Estes elementos s&atilde;o, ali&aacute;s, bastante convergentes com a orienta&ccedil;&atilde;o diferenciadora que a vari&aacute;vel sexo tende tamb&eacute;m a potenciar relativamente ao tipo de reprova&ccedil;&atilde;o dos <i>consumos de performance</i>, na medida em que no caso concreto dos consumos para finalidades de melhoria do desempenho f&iacute;sico/corporal (com exce&ccedil;&atilde;o do &laquo;emagrecimento&raquo;), h&aacute;, por parte das raparigas, uma coincid&ecirc;ncia entre a baixa atribui&ccedil;&atilde;o da sua legitimidade com os n&iacute;veis mais elevados de atribui&ccedil;&atilde;o de risco<sup>24</sup>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>J&aacute; quando se analisam as distribui&ccedil;&otilde;es destes mesmos escalonamentos de risco tendo em linha de conta as diferencia&ccedil;&otilde;es que se configuram entre os segmentos da popula&ccedil;&atilde;o jovem universit&aacute;ria e da popula&ccedil;&atilde;o jovem trabalhadora, verifica&#8208;se que o risco atribu&iacute;do aos consumos associados ao desempenho neuro/cognitivo &eacute; mais elevado na popula&ccedil;&atilde;o laboral relativamente &agrave; popula&ccedil;&atilde;o universit&aacute;ria, ao passo que, no caso dos consumos mais ligados ao desempenho f&iacute;sico/corporal, a atribui&ccedil;&atilde;o de risco tende a ser genericamente maior na popula&ccedil;&atilde;o universit&aacute;ria.</p>     <p>Ainda um outro aspeto a merecer destaque &eacute; o que se prende com a constata&ccedil;&atilde;o de diferen&ccedil;as resultantes das distintas forma&ccedil;&otilde;es acad&eacute;micas dos inquiridos provenientes do segmento da popula&ccedil;&atilde;o jovem universit&aacute;ria. Com efeito, a perten&ccedil;a aos cursos revela&#8208;se como um crit&eacute;rio que estabelece diferen&ccedil;as concretas, particularmente no caso dos cursos da &aacute;rea da sa&uacute;de (especialmente Farm&aacute;cia e Enfermagem) e da &aacute;rea das Artes. A partir desses posicionamentos, especialmente os que dizem respeito aos produtos naturais, parece resultar claro que a forma&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica concorre para o estabelecimento de orienta&ccedil;&otilde;es ideol&oacute;gicas bem demarcadas, pois enquanto se verifica uma consider&aacute;vel deprecia&ccedil;&atilde;o destes produtos nos referidos cursos de sa&uacute;de (apesar de tudo, n&atilde;o t&atilde;o acentuado em Medicina) &ndash; especialmente para as finalidades de melhoria do desempenho f&iacute;sico/corporal &ndash;, nos cursos das Artes h&aacute;, em contrapartida, uma clara valoriza&ccedil;&atilde;o do natural, pois quaisquer que sejam as finalidades destes produtos, &eacute; sempre sobre estes que sistematicamente recaem os valores mais baixos de atribui&ccedil;&atilde;o de risco. Esta evid&ecirc;ncia emp&iacute;rica denota, portanto, o papel dos efeitos contextuais (neste caso as distintas perten&ccedil;as acad&eacute;micas) na modula&ccedil;&atilde;o das orienta&ccedil;&otilde;es e das conce&ccedil;&otilde;es relativas &agrave;s caracter&iacute;sticas e propriedades dos diferentes recursos para finalidades de <i>performance</i>.</p>     <p>J&aacute; quanto ao cruzamento com o perfil de consumo, a maior atribui&ccedil;&atilde;o de risco tende a concentrar&#8208;se nos &laquo;consumidores neuro&raquo; e nos &laquo;consumidores f&iacute;sico&raquo;. Aquilo que &eacute; relevante destacar na arruma&ccedil;&atilde;o desta tend&ecirc;ncia bipolarizada &eacute; a configura&ccedil;&atilde;o de diferen&ccedil;as razoavelmente expressivas entre os consumidores exclusivamente &laquo;neuro&raquo; e os consumidores exclusivamente &laquo;f&iacute;sico&raquo;, na medida em que no caso dos primeiros a atribui&ccedil;&atilde;o de risco mais elevado concentra&#8208;se justamente nos produtos para a melhoria do desempenho f&iacute;sico/corporal, ao passo que no segundo caso, a maior atribui&ccedil;&atilde;o de risco recai nos produtos para a melhoria do desempenho neuro/cognitivo. O que esta dicotomia parece, assim, colocar em evid&ecirc;ncia &eacute; que a maior familiaridade com os produtos sugere uma dilui&ccedil;&atilde;o dos riscos. Em contraposi&ccedil;&atilde;o, ou seja, quando essa familiaridade est&aacute; ausente, o que se verifica &eacute; um maior empolamento do risco, dado tratarem&#8208;se de perce&ccedil;&otilde;es que n&atilde;o est&atilde;o ancoradas em experi&ecirc;ncias concretas de consumo.</p>     <p>A l&oacute;gica destes quadros leigos de escalonamento do risco sugere, assim, que estas hierarquias t&ecirc;m, afinal, um car&aacute;cter din&acirc;mico e mut&aacute;vel, o que &eacute; sugestivo de uma reflexividade que se vai organizando em torno dos contextos sociais de viv&ecirc;ncia pr&aacute;tica, em que a experi&ecirc;ncia e os saberes acumulados se revelam fundamentais na constru&ccedil;&atilde;o da confian&ccedil;a leiga nos respetivos recursos<sup>25</sup>.</p>     <p><b>As experi&ecirc;ncias do risco e da efic&aacute;cia nos <i>consumos de performance</i></b></p>     <p>A avalia&ccedil;&atilde;o dos riscos e dos benef&iacute;cios obtidos com os consumos efetivamente efetuados corresponde a uma outra dimens&atilde;o espec&iacute;fica que tamb&eacute;m aqui se justifica sinalizar e explorar. Nesse sentido, e sendo certo que a express&atilde;o quantitativa das experi&ecirc;ncias de consumo, concretamente as negativas, &eacute; relativamente diminuta (315 inquiridos, ou seja, 21,2% do total de inquiridos que consumiram algum produto para finalidades de <i>performance</i>, reportaram efeitos negativos), importa, ainda assim, aferir quais os efeitos e resultados experienciados com este tipo de consumos, assim como as respetivas op&ccedil;&otilde;es em mat&eacute;ria da sua gest&atilde;o, nomeadamente quando os mesmos se traduzem em efeitos negativos (<a href="#t3">Tabela 3</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t3"></a> <img src="/img/revistas/rpsp/v34n2/34n2a10t3.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>As experi&ecirc;ncias negativas relatadas centram&#8208;se, sobretudo, em torno de alguns efeitos concretos, como sejam a &laquo;ins&oacute;nia ou sonol&ecirc;ncia&raquo; (21,7%), &laquo;dores de cabe&ccedil;a/est&ocirc;mago&raquo; (15,4%), &laquo;depend&ecirc;ncia ps&iacute;quica&raquo; (11%) e &laquo;arritmias/tremores&raquo; (10,2%). Nestes casos, aquilo que &eacute; poss&iacute;vel indicar passa pelo facto de serem os f&aacute;rmacos os produtos que est&atilde;o maioritariamente associados a esses efeitos, embora tamb&eacute;m seja relevante destacar que os produtos naturais assumem igualmente alguma express&atilde;o &ndash; n&atilde;o obstante estarmos a lidar com quantitativos relativamente diminutos em termos absolutos &ndash;, nomeadamente nas &laquo;dores de cabe&ccedil;a/est&ocirc;mago&raquo; e &laquo;ins&oacute;nia ou sonol&ecirc;ncia&raquo;. Com algum destaque afiguram&#8208;se tamb&eacute;m as drogas recreativas, principalmente nas &laquo;arritmias/tremores&raquo; e, com um pouco menos de express&atilde;o, nas &laquo;ins&oacute;nias ou sonol&ecirc;ncia&raquo; e &laquo;dores de cabe&ccedil;a/est&ocirc;mago&raquo;<sup>16</sup>.</p>     <p>Nos casos em que o efeito reportado pelos inquiridos diz respeito &agrave; &laquo;ins&oacute;nia ou sonol&ecirc;ncia&raquo;, tendem a predominar as refer&ecirc;ncias aos psicof&aacute;rmacos, designadamente o <i>Alprazolam</i> e <i>Xanax</i>, aos quais se junta, na categoria dos psicof&aacute;rmacos &agrave; base de plantas, o <i>Valdispert.</i> Relativamente ao efeito &laquo;dores de cabe&ccedil;a/est&ocirc;mago&raquo;, os f&aacute;rmacos mais mencionados na categoria dos analg&eacute;sicos e antipir&eacute;ticos s&atilde;o o <i>Ben&#8208;u&#8208;ron</i> e o <i>Brufen</i>, sendo tamb&eacute;m de registar a refer&ecirc;ncia &agrave;s bebidas energ&eacute;ticas. J&aacute; no que se refere aos efeitos de &laquo;depend&ecirc;ncia ps&iacute;quica&raquo;, e um pouco &agrave; semelhan&ccedil;a da &laquo;ins&oacute;nia ou sonol&ecirc;ncia&raquo;, os psicof&aacute;rmacos mais mencionados s&atilde;o o <i>Alprazolam</i> e <i>Xanax</i>, mas tamb&eacute;m a <i>Fluoxetina</i>, aos quais se junta, na categoria dos psicof&aacute;rmacos &agrave; base de plantas, o <i>Valdispert.</i> H&aacute; igualmente refer&ecirc;ncia &agrave;s drogas recreativas, sendo que as situa&ccedil;&otilde;es reportadas dizem respeito a <i>Haxixe/Cannabis/Marijuana.</i> Por fim, e em rela&ccedil;&atilde;o ao efeito &laquo;arritmias/tremores&raquo;, as frequ&ecirc;ncias s&atilde;o pouco expressivas e distribuem&#8208;se por v&aacute;rios tipos de medicamentos. H&aacute;, no entanto, algumas refer&ecirc;ncias &agrave;s j&aacute; referidas drogas recreativas<sup>16</sup>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>J&aacute; em termos das op&ccedil;&otilde;es adotadas para lidar com esses mesmos efeitos, prevalece em todos os casos (exceto, naturalmente, na &laquo;depend&ecirc;ncia ps&iacute;quica&raquo;) a interrup&ccedil;&atilde;o do respetivo consumo<sup>16</sup>, o que pode ser express&atilde;o de formas de consumo de &iacute;ndole mais pontual e intermitente. Pode&#8208;se, assim, considerar que em mat&eacute;ria de gest&atilde;o destes efeitos negativos concretos a op&ccedil;&atilde;o predominante de interromper os consumos &eacute; denotativa de investimentos mais experimentais para finalidades que, podendo ser circunstancialmente significativas para os pr&oacute;prios, n&atilde;o assumem, por&eacute;m, um car&aacute;cter imperativo que vincule os indiv&iacute;duos &agrave; necessidade de implementar alternativas para manter, mesmo que em formatos distintos, os consumos vistos como indispens&aacute;veis &agrave; obten&ccedil;&atilde;o de certos resultados, como, de resto, &eacute; mais frequente nas situa&ccedil;&otilde;es em que est&atilde;o em causa finalidades de sa&uacute;de<sup>17</sup>.</p>     <p>No que diz respeito &agrave; express&atilde;o quantitativa dos inquiridos que reportaram efeitos positivos decorrentes dos <i>consumos de performance</i> (957 inquiridos, ou seja, 64,5% do total de inquiridos que consumiram algum produto para finalidades de <i>performance</i>), esta revela&#8208;se notoriamente superior aos que referem efeitos negativos, e os aspetos positivos mencionados acabam por ser, em grande medida, o reflexo do predom&iacute;nio dos investimentos terap&ecirc;uticos orientados para as finalidades de melhoria do desempenho neuro/cognitivo (<a href="#t4">Tabela 4</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t4"></a> <img src="/img/revistas/rpsp/v34n2/34n2a10t4.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Neste sentido, os resultados que imediatamente se destacam s&atilde;o os que dizem respeito &agrave; &laquo;maior capacidade de concentra&ccedil;&atilde;o&raquo; (com um recurso bastante expressivo aos suplementos alimentares, especialmente o <i>Centrum</i> e <i>Cerebrum</i>) e a capacidade de ficar &laquo;mais calmo, tranquilo nos exames escolares/entrevistas emprego&raquo;, com um recurso fundamentalmente baseado em f&aacute;rmacos, em particular o <i>Valdispert</i>, mas tamb&eacute;m o <i>Inderal</i>. Na &laquo;maior capacidade de concentra&ccedil;&atilde;o&raquo; e, embora em menor escala, na &laquo;maior capacidade para estudar/trabalhar&raquo;, predominam efetivamente os produtos naturais, ao passo que nos efeitos relacionados com o ficar &laquo;mais calmo, tranquilo nos exames escolares/entrevistas emprego&raquo; e no &laquo;bem&#8208;estar geral&raquo; (embora menos) assumem maior express&atilde;o os f&aacute;rmacos<sup>16</sup>.</p>     <p>No fundo, tal ocorre n&atilde;o s&oacute; porque se verifica que, ao n&iacute;vel da distribui&ccedil;&atilde;o dos inquiridos pelos perfis de consumo, aquele que predomina &eacute; efetivamente o dos &laquo;consumidores neuro&raquo;, mas tamb&eacute;m porque os recursos (tanto naturais como farmacol&oacute;gicos) orientados para finalidades de melhoria do desempenho neuro/cognitivo s&atilde;o aqueles que s&atilde;o objeto de uma menor atribui&ccedil;&atilde;o de risco e, simultaneamente, aqueles onde se verificam n&iacute;veis mais expressivos de consumo efetivo e com um n&iacute;vel de familiariza&ccedil;&atilde;o mais disseminado.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conclus&atilde;o</b></p>     <p>No quadro desta realidade emergente de novas pr&aacute;ticas de <i>consumos de performance</i>, afigurou&#8208;se relevante explorar o modo como se organizam as rela&ccedil;&otilde;es entre as perce&ccedil;&otilde;es e conce&ccedil;&otilde;es sobre o risco associado a estes recursos, e as pr&aacute;ticas e predisposi&ccedil;&otilde;es de consumo dos mesmos. Nesta medida, a evid&ecirc;ncia emp&iacute;rica que aqui foi discutida permitiu problematizar algumas ideias relativamente disseminadas quanto &agrave;s pr&aacute;ticas e conce&ccedil;&otilde;es de risco na popula&ccedil;&atilde;o jovem, concretamente as que tendem a vincular as pr&aacute;ticas de consumo destes segmentos populacionais ao pressuposto de que estas se esgotam em posturas de acentuada predisposi&ccedil;&atilde;o &agrave; experimenta&ccedil;&atilde;o, como se as mesmas fossem um reflexo de uma &laquo;natural&raquo; postura iconoclasta e voluntarista dos jovens e do seu alegado alheamento face ao reconhecimento e &agrave; pondera&ccedil;&atilde;o dos riscos.</p>     <p>Assim, e em lugar de se assumir como postulado a naturaliza&ccedil;&atilde;o de uma rela&ccedil;&atilde;o de interdepend&ecirc;ncia entre pr&aacute;ticas e consumos de risco e a juventude<sup>26&ndash;28</sup>, como se uma e outra se implicassem reciprocamente, importa considerar, como de resto a evid&ecirc;ncia emp&iacute;rica aqui mobilizada ilustrou, que a juventude n&atilde;o corresponde, de facto, a uma totalidade homog&eacute;nea. Em termos pr&aacute;ticos, tal traduziu&#8208;se na constata&ccedil;&atilde;o emp&iacute;rica da contextualidade social subjacente &agrave;s l&oacute;gicas de envolvimento com o risco, justamente porque sendo a popula&ccedil;&atilde;o jovem heterog&eacute;nea e segmentada em torno de diferencia&ccedil;&otilde;es culturais e sociodemogr&aacute;ficas concretas (tal como tamb&eacute;m &eacute; denotado pela pr&oacute;pria composi&ccedil;&atilde;o da amostra selecionada), acaba por haver em mat&eacute;ria de <i>consumos de performance</i> condi&ccedil;&otilde;es para a constitui&ccedil;&atilde;o de diversas modula&ccedil;&otilde;es e particularidades internas ao n&iacute;vel dessas mesmas pr&aacute;ticas.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Deste modo, se &eacute; verdade que num primeiro patamar de an&aacute;lise os dados relativos aos posicionamentos dos inquiridos face ao risco dos <i>consumos de performance</i> parecem fazer prevalecer, no plano estrito das perce&ccedil;&otilde;es, uma acentuada atribui&ccedil;&atilde;o de risco aos mesmos, tal acaba por ser sobretudo mais not&oacute;rio nas situa&ccedil;&otilde;es em que os consumos s&atilde;o perspetivados de uma forma hipot&eacute;tica e abstrata. Ou seja, quando se tende a verificar uma dissocia&ccedil;&atilde;o entre essas perce&ccedil;&otilde;es e as pr&aacute;ticas efetivas de consumo.</p>     <p>Tal significa, portanto, que acaba por ter express&atilde;o um certo mimetismo ret&oacute;rico com as orienta&ccedil;&otilde;es normativas dominantes (concretamente os discursos preventivos) relativamente &agrave; tendencial associa&ccedil;&atilde;o destes investimentos aos seus potenciais riscos, o que os vincula &agrave; perspetiva de consequ&ecirc;ncias indesej&aacute;veis e negativas. Contudo, essa associa&ccedil;&atilde;o acaba por se diluir e reconfigurar de uma forma significativa quando est&atilde;o presentes pr&aacute;ticas efetivas de consumo, o que traduz uma certa plasticidade social das conce&ccedil;&otilde;es sobre o risco associados a estes consumos.</p>     <p>Tamb&eacute;m no que diz respeito ao modo como se constituem as hierarquias de risco relativamente aos medicamentos e produtos naturais para finalidades de melhoria do desempenho, foi poss&iacute;vel constatar que o retrato providenciado por este tipo de informa&ccedil;&atilde;o confirma o estatuto simbolicamente desigual dos produtos terap&ecirc;uticos em fun&ccedil;&atilde;o da sua natureza (farmacol&oacute;gico ou natural), o que &eacute; convergente com outras pesquisas<sup>17,29,30</sup> em que a conota&ccedil;&atilde;o do natural &agrave; ideia de inocuidade tende a ser predominante. Todavia, n&atilde;o deixa de ser pertinente verificar que n&atilde;o s&oacute; se constituem diferencia&ccedil;&otilde;es significativas em fun&ccedil;&atilde;o das finalidades espec&iacute;ficas dos consumos, como os escalonamentos dos riscos s&atilde;o tamb&eacute;m modelados pela sua ancoragem na experi&ecirc;ncia e na familiaridade do consumo. As pr&aacute;ticas efetivas de consumo e a experi&ecirc;ncia pessoal delas decorrentes acabam por conferir uma familiaridade com os recursos terap&ecirc;uticos que concorre, no plano das perce&ccedil;&otilde;es, para a dilui&ccedil;&atilde;o dos riscos, especialmente em alguns contextos. Designadamente, mas n&atilde;o apenas, os estudantis.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Limites e perspetivas da pesquisa</b></p>     <p>No que diz respeito &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o dos limites e possibilidades desta informa&ccedil;&atilde;o emp&iacute;rica de tipo extensivo, constata&#8208;se a exist&ecirc;ncia de uma margem ampla para o aprofundamento substantivo de outros aspetos cruciais da rela&ccedil;&atilde;o do risco com os <i>consumos de performance</i>, particularmente no quadro de um enfoque de natureza qualitativa. Trata&#8208;se de uma orienta&ccedil;&atilde;o metodol&oacute;gica importante, no sentido em que comporta v&aacute;rias potencialidades para a explora&ccedil;&atilde;o compreensiva da natureza contextual das conce&ccedil;&otilde;es e das diferentes estrat&eacute;gias e modalidades de gest&atilde;o pr&aacute;tica do risco e da efic&aacute;cia. Ou seja, para a an&aacute;lise dos modos como, no &acirc;mbito das experi&ecirc;ncias de consumo, os indiv&iacute;duos d&atilde;o sentido aos riscos e tomam as suas decis&otilde;es de consumo terap&ecirc;utico nos contextos espec&iacute;ficos em que se enquadram as suas experi&ecirc;ncias di&aacute;rias e de acordo com as pr&oacute;prias circunst&acirc;ncias biogr&aacute;ficas.</p>     <p>A compreens&atilde;o da diversidade dos contextos de a&ccedil;&atilde;o dos indiv&iacute;duos torna&#8208;se, assim, fundamental, atendendo ao facto de que esses contextos s&atilde;o potencialmente estruturadores dos imperativos e das necessidades performativas que podem, com efeito, justificar a predisposi&ccedil;&atilde;o para investimentos terap&ecirc;uticos que visem a gest&atilde;o do desempenho nas diferentes vertentes que se assumem como significativas no quadro da sua exist&ecirc;ncia social.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></p>     <!-- ref --><p>1. Lopes N., Clamote T., Raposo H., Pegado E., Rodrigues C. Medications, youth therapeutic cultures and performance consumptions: A sociological approach. Health (London). 2015;19:430-48.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=806348&pid=S0870-9025201600020001000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>2. Coveney C., Gabe J., Williams S. The sociology of cognitive enhancement: Medicalisation and beyond. Health Sociol Rev. 2011;20:381-93.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=806350&pid=S0870-9025201600020001000002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>3. Quintero G., Nichter M. Generation RX: Anthropological research on pharmaceutical enhancement, lifestyle regulation, self&#8208;medication, and recreational drug use. A companion to medical anthropology, London: Blackwell Publishing, 2011. pp. 339-55.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=806352&pid=S0870-9025201600020001000003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>4. Lexchin J. Lifestyle drugs: Issues for debate. CMAJ. 2001;164:1449-51.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=806354&pid=S0870-9025201600020001000004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>5. Flower R. Lifestyle drugs: Pharmacology and the social agenda. Trends Pharmacol Sci. 2004;5:182-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=806356&pid=S0870-9025201600020001000005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>6. McCabe S.E., West B.T., Wechsler H. Trends and college&#8208;level characteristics associated with the non&#8208;medical use of prescription drugs among US college students from 1993 to 2001. Addiction. 2007;102:455-65.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=806358&pid=S0870-9025201600020001000006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>7. Singh I., Kelleher K. Neuroenhancement in young people: Proposal for research, policy, and clinical management. AJOB Neuroscience. 2010;1:3-16.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=806360&pid=S0870-9025201600020001000007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>8. Ferreira V. Pesos, halteres e sentidos dos corpos (h)alterados: um s&eacute;culo de muscula&ccedil;&atilde;o em Portugal. In: Neves J, Domingos N, coords. Uma hist&oacute;ria do desporto em Portugal: classe, associativismo e Estado. Vol. III. Vila do Conde: Quidnovi; 2011. p. 231&#8208;257.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=806362&pid=S0870-9025201600020001000008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>9. Eisenberg M., Wall M., Shin J., Bruening M., Loth K., Neumark-Sztainer D. Associations between friends&rsquo; disordered eating and muscle&#8208;enhancing behaviours. Soc Sci Med. 2012;75:2242-9.</p>     <!-- ref --><p>10. Ferreira P. Comportamentos de risco dos jovens. Condutas de risco, pr&aacute;ticas culturais e atitudes perante o corpo, Oeiras: Celta Editora, 2003. pp. 41-166.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=806365&pid=S0870-9025201600020001000010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>11. Horlick-Jones T. Informal logics of risk: Contingency and modes of practical reasoning. J Risk Res. 2005;8:253-72.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=806367&pid=S0870-9025201600020001000011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>12. Lopes N. Da percep&ccedil;&atilde;o social do risco &agrave; automedica&ccedil;&atilde;o. In: Automedica&ccedil;&atilde;o: pr&aacute;ticas e racionalidades sociais. Lisboa: ISCTE, (2003) .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=806369&pid=S0870-9025201600020001000012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>13. Clamote, T. Fontes de informa&ccedil;&atilde;o e consumos terap&ecirc;uticos. In: Lopes N, org. Medicamentos e pluralismo terap&ecirc;utico: pr&aacute;ticas e l&oacute;gicas sociais em mudan&ccedil;a. Porto: Afrontamento; 2010. p. 87&#8208;157.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=806371&pid=S0870-9025201600020001000013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>14. Giddens A. Modernidade e identidade pessoal. Oeiras: Celta Editora, (2001) .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=806373&pid=S0870-9025201600020001000014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>15. Rodrigues C. Consumos terap&ecirc;uticos: notas e reflex&otilde;es metodol&oacute;gicas. In: Lopes N, org. Medicamentos e pluralismo terap&ecirc;utico: pr&aacute;ticas e l&oacute;gicas sociais em mudan&ccedil;a. Porto: Afrontamento; 2010. p. 267&#8208;282.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=806375&pid=S0870-9025201600020001000015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>16. Lopes N, coord. Relat&oacute;rio estat&iacute;stico: consumos terap&ecirc;uticos de performance na popula&ccedil;&atilde;o jovem. Lisboa: CIES&#8208;IUL/ISCTE. 2014. [consultado 21 Mai 2015]. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.cies.iscte.pt/Consumos_de_Performance.pdf" target="_blank">http://www.cies.iscte.pt/Consumos_de_Performance.pdf</a>.</p>     <!-- ref --><p>17. Raposo H. Consumos terap&ecirc;uticos, percep&ccedil;&atilde;o e gest&atilde;o do risco. In: Lopes N, org. Medicamentos e pluralismo terap&ecirc;utico: pr&aacute;ticas e l&oacute;gicas sociais em mudan&ccedil;a. Porto: Afrontamento; 2010. p. 159&#8208;222.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=806378&pid=S0870-9025201600020001000016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>18. Lopes N., Rodrigues C. Medicamentos, consumos de performance e culturas terap&ecirc;uticas em mudan&ccedil;a. Sociologia, Problemas e Pr&aacute;ticas. 2015;78:9-28.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=806380&pid=S0870-9025201600020001000017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>19. Buckingham A. Doing better, feeling scared: Health statistics and the culture of fear. A sociology of health, London: Sage Publications, 2008. pp. 19-37.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=806382&pid=S0870-9025201600020001000018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>20. Crawford R. Risk ritual and the management of control and anxiety in medical culture. Health (London). 2004;8:505-28.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=806384&pid=S0870-9025201600020001000019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>21. Nettleton S., Bunton R. Sociological critiques of health promotion. The sociology of health promotion: Critical analyses of consumption, lifestyle and risk, London: Routledge, 1995. pp. 41-58.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=806386&pid=S0870-9025201600020001000020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>22. Silva L. A sa&uacute;de e o saud&aacute;vel nas racionalidades leigas: o caso da alimenta&ccedil;&atilde;o. In: Carapinheiro G, org. Sociologia da sa&uacute;de: estudos e perspectivas. Coimbra: P&eacute; de P&aacute;gina; 2006. p. 165&#8208;195.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=806388&pid=S0870-9025201600020001000021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>23. Pegado E. Consumos terap&ecirc;uticos e investimentos de sa&uacute;de. In: Lopes N, org. Medicamentos e pluralismo terap&ecirc;utico: pr&aacute;ticas e l&oacute;gicas sociais em mudan&ccedil;a. Porto: Afrontamento; 2010. p. 223&#8208;266.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=806390&pid=S0870-9025201600020001000022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>24. Pegado E. A gest&atilde;o da performance nas culturas juvenis. Forum Sociol&oacute;gico. 2016 (no prelo).</p>     <!-- ref --><p>25. Bissel P., Ward P., Noyce P. The dependent consumer: Reflections on accounts of the risk of non&#8208;prescriptions medicines. Health. 2001;5:5-30.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=806393&pid=S0870-9025201600020001000023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>26. France A. Towards a sociological understanding of youth and their risk&#8208;taking. J Youth Stud. 2000;3:317-31.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=806395&pid=S0870-9025201600020001000024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>27. Hunt G., Evans K., Kares F. Drug use and meanings of risk and pleasure. J Youth Stud. 2007;10:73-96.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=806397&pid=S0870-9025201600020001000025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>28. Austen L. The social construction of risk by young people. Health Risk Soc. 2009;11:451-70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=806399&pid=S0870-9025201600020001000026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>29. Lopes N, org. Medicamentos e pluralismo terap&ecirc;utico: pr&aacute;ticas e l&oacute;gicas sociais em mudan&ccedil;a. Porto: Afrontamento. 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=806401&pid=S0870-9025201600020001000027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>30. Lopes N., Clamote T., Raposo H., Pegado E., Rodrigues C. O natural e o farmacol&oacute;gico: padr&otilde;es de consumo terap&ecirc;utico na popula&ccedil;&atilde;o portuguesa. Sa&uacute;de &amp; Tecnologia. 2012;8:5-17.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=806403&pid=S0870-9025201600020001000028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Financiamento</b></p>     <p>O projecto &laquo;Consumos terap&ecirc;uticos de performance na popula&ccedil;&atilde;o jovem: traject&oacute;rias e redes de informa&ccedil;&atilde;o&raquo; foi financiado pela Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e Tecnologia (PTDC/CS&#8208;SOC/118073/2010) e desenvolvido no quadro do Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o e Estudos de Sociologia, do Instituto Universit&aacute;rio de Lisboa (ISCTE) (CIES&#8208;IUL), em parceria com o Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o Interdisciplinar Egas Moniz (CiiEM). Para al&eacute;m do autor do presente artigo, fazem parte da equipa de investiga&ccedil;&atilde;o No&eacute;mia Lopes (coordena&ccedil;&atilde;o), Telmo Clamote, Elsa Pegado, Carla Rodrigues e Isabel Fernandes.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Conflito de interesses</b></p>     <p>O autor declara n&atilde;o haver conflito de interesses.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Agradecimentos</b></p>     <p>Um agradecimento a todos os jovens &ndash; estudantes e trabalhadores &ndash; que participaram no estudo, bem como aos respons&aacute;veis nas institui&ccedil;&otilde;es &ndash; escolas e empresas &ndash; que possibilitaram a recolha de informa&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>O inqu&eacute;rito por question&aacute;rio, bem como todos os dados apresentados e analisados ao longo do artigo, podem ser consultados no relat&oacute;rio estat&iacute;stico do projeto de investiga&ccedil;&atilde;o, dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.cies.iscte.pt/Consumos_de_Performance.pdf" target="_blank">http://www.cies.iscte.pt/Consumos_de_Performance.pdf</a>. Relativamente ao question&aacute;rio, este permitiu quantificar a express&atilde;o e configura&ccedil;&atilde;o dos <i>consumos de performance</i> no &acirc;mbito do universo em estudo, tendo sido estruturado em 5 sec&ccedil;&otilde;es diferentes, que traduzem as dimens&otilde;es de an&aacute;lise da investiga&ccedil;&atilde;o: consumos terap&ecirc;uticos, perce&ccedil;&otilde;es sobre consumos terap&ecirc;uticos, perce&ccedil;&otilde;es de risco, fontes de informa&ccedil;&atilde;o e autorrepresenta&ccedil;&otilde;es e pr&aacute;ticas sociais, seguidas de uma sec&ccedil;&atilde;o de caracteriza&ccedil;&atilde;o sociodemogr&aacute;fica. No caso presente, os indicadores remetem exclusivamente para a sec&ccedil;&atilde;o das perce&ccedil;&otilde;es de risco.</p>     <p>As &aacute;reas cient&iacute;ficas identificadas integram uma diversidade de cursos, de acordo com a seguinte distribui&ccedil;&atilde;o: Sa&uacute;de &ndash; Enfermagem (36%), Medicina (33,1%) e Ci&ecirc;ncias Farmac&ecirc;uticas (30,9%); Ci&ecirc;ncias Sociais &ndash; Hist&oacute;ria e Hist&oacute;ria de Arte (38,9%), Economia (23,2%), Ci&ecirc;ncia Pol&iacute;tica e Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais (17,4%) e outros (20,5%); Engenharia &ndash; Engenharia Civil (36%), Engenharia Metal&uacute;rgica e dos Materiais/Engenharia Mec&acirc;nica (21%), Engenharia Eletr&oacute;nica/Engenharia Eletrot&eacute;cnica/Engenharia Eletromec&acirc;nica (14,5%) e outros (28,5%); Artes &ndash; M&uacute;sica (55,4%), Teatro (25,7%) e Dan&ccedil;a (18,8%).</p>     <p>Como referido, foram constitu&iacute;dos 4 perfis: &laquo;<i>consumidor neuro</i>&raquo; (42,1%) &ndash; que corresponde aos jovens que usam ou usaram algum produto exclusivamente com finalidades de gest&atilde;o do desempenho neuro/cognitivo; &laquo;<i>consumidor f&iacute;sico</i>&raquo; (7,8%) &ndash; que inclui os que usam ou j&aacute; usaram produtos exclusivamente para o desempenho f&iacute;sico/corporal; &laquo;<i>consumidor de ambos</i>&raquo; (22,0%) &ndash; onde s&atilde;o inclu&iacute;dos os inquiridos que consomem ou j&aacute; consumiram um ou mais produtos para cada uma das finalidades; e &laquo;<i>n&atilde;o consumidor</i>&raquo; (28,1%) &ndash; do qual fazem parte os que indicaram nunca ter consumido nenhum produto para qualquer finalidade de <i>performance</i>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Autor para correspond&ecirc;ncia</i>: <a href="mailto:helder.raposo@estesl.ipl.pt">helder.raposo@estesl.ipl.pt</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Recebido 30 de Abril de 2014 Aceito 5 de Maio de 2016</p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<label>1</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lopes]]></surname>
<given-names><![CDATA[N.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Clamote]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Raposo]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pegado]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rodrigues]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Medications, youth therapeutic cultures and performance consumptions: A sociological approach]]></article-title>
<source><![CDATA[Health (London)]]></source>
<year>2015</year>
<volume>19</volume>
<page-range>430-48</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<label>2</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Coveney]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gabe]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Williams]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The sociology of cognitive enhancement: Medicalisation and beyond]]></article-title>
<source><![CDATA[Health Sociol Rev]]></source>
<year>2011</year>
<volume>20</volume>
<page-range>381-93</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<label>3</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Quintero]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Nichter]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Generation RX: Anthropological research on pharmaceutical enhancement, lifestyle regulation, self&#8208;medication, and recreational drug use. A companion to medical anthropology]]></source>
<year>2011</year>
<page-range>339-55</page-range><publisher-loc><![CDATA[London ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Blackwell Publishing]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<label>4</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lexchin]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Lifestyle drugs: Issues for debate]]></article-title>
<source><![CDATA[CMAJ]]></source>
<year>2001</year>
<volume>164</volume>
<page-range>1449-51</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<label>5</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Flower]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Lifestyle drugs: Pharmacology and the social agenda]]></article-title>
<source><![CDATA[Trends Pharmacol Sci]]></source>
<year>2004</year>
<volume>5</volume>
<page-range>182-5</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<label>6</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[McCabe]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[West]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Wechsler]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Trends and college&#8208;level characteristics associated with the non&#8208;medical use of prescription drugs among US college students from 1993 to 2001]]></article-title>
<source><![CDATA[Addiction]]></source>
<year>2007</year>
<volume>102</volume>
<page-range>455-65</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<label>7</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Singh]]></surname>
<given-names><![CDATA[I.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kelleher]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Neuroenhancement in young people: Proposal for research, policy, and clinical management]]></article-title>
<source><![CDATA[AJOB Neuroscience]]></source>
<year>2010</year>
<volume>1</volume>
<page-range>3-16</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<label>8</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ferreira]]></surname>
<given-names><![CDATA[V.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Pesos, halteres e sentidos dos corpos (h)alterados: um século de musculação em Portugal]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Neves]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Domingos]]></surname>
<given-names><![CDATA[N]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Uma história do desporto em Portugal: classe, associativismo e Estado]]></source>
<year>2011</year>
<volume>III</volume>
<page-range>231&#8208;257</page-range><publisher-loc><![CDATA[Vila do Conde ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Quidnovi]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<label>9</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Eisenberg]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Wall]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Shin]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bruening]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Loth]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Neumark-Sztainer]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Associations between friends' disordered eating and muscle&#8208;enhancing behaviours]]></article-title>
<source><![CDATA[Soc Sci Med]]></source>
<year>2012</year>
<volume>75</volume>
<page-range>2242-9</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<label>10</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ferreira]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Comportamentos de risco dos jovens. Condutas de risco, práticas culturais e atitudes perante o corpo]]></source>
<year>2003</year>
<page-range>41-166</page-range><publisher-loc><![CDATA[Oeiras ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Celta Editora]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<label>11</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Horlick-Jones]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Informal logics of risk: Contingency and modes of practical reasoning]]></article-title>
<source><![CDATA[J Risk Res]]></source>
<year>2005</year>
<volume>8</volume>
<page-range>253-72</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<label>12</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lopes]]></surname>
<given-names><![CDATA[N.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Da percepção social do risco à automedicação]]></article-title>
<source><![CDATA[Automedicação: práticas e racionalidades sociais]]></source>
<year>2003</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[ISCTE]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<label>13</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Clamote]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Fontes de informação e consumos terapêuticos]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Lopes]]></surname>
<given-names><![CDATA[N]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Medicamentos e pluralismo terapêutico: práticas e lógicas sociais em mudança]]></source>
<year>2010</year>
<page-range>87&#8208;157</page-range><publisher-loc><![CDATA[Porto ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Afrontamento]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<label>14</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Giddens]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Modernidade e identidade pessoal]]></source>
<year>2001</year>
<publisher-loc><![CDATA[Oeiras ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Celta Editora]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<label>15</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Rodrigues]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Consumos terapêuticos: notas e reflexões metodológicas]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Lopes]]></surname>
<given-names><![CDATA[N]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Medicamentos e pluralismo terapêutico: práticas e lógicas sociais em mudança]]></source>
<year>2010</year>
<page-range>267&#8208;282</page-range><publisher-loc><![CDATA[Porto ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Afrontamento]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<label>17</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Raposo]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Consumos terapêuticos, percepção e gestão do risco]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Lopes]]></surname>
<given-names><![CDATA[N]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Medicamentos e pluralismo terapêutico: práticas e lógicas sociais em mudança]]></source>
<year>2010</year>
<page-range>159&#8208;222</page-range><publisher-loc><![CDATA[Porto ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Afrontamento]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<label>18</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lopes]]></surname>
<given-names><![CDATA[N.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rodrigues]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Medicamentos, consumos de performance e culturas terapêuticas em mudança]]></article-title>
<source><![CDATA[Sociologia, Problemas e Práticas]]></source>
<year>2015</year>
<volume>78</volume>
<page-range>9-28</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<label>19</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Buckingham]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Doing better, feeling scared: Health statistics and the culture of fear. A sociology of health]]></source>
<year>2008</year>
<page-range>19-37</page-range><publisher-loc><![CDATA[London ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Sage Publications]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<label>20</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Crawford]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Risk ritual and the management of control and anxiety in medical culture]]></article-title>
<source><![CDATA[Health (London)]]></source>
<year>2004</year>
<volume>8</volume>
<page-range>505-28</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<label>21</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Nettleton]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bunton]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Sociological critiques of health promotion. The sociology of health promotion: Critical analyses of consumption, lifestyle and risk]]></source>
<year>1995</year>
<page-range>41-58</page-range><publisher-loc><![CDATA[London ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Routledge]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B21">
<label>22</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Silva]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A saúde e o saudável nas racionalidades leigas: o caso da alimentação]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Carapinheiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[G]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Sociologia da saúde: estudos e perspectivas]]></source>
<year>2006</year>
<page-range>165&#8208;195</page-range><publisher-loc><![CDATA[Coimbra ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Pé de Página]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B22">
<label>23</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pegado]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Consumos terapêuticos e investimentos de saúde]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Lopes]]></surname>
<given-names><![CDATA[N]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Medicamentos e pluralismo terapêutico: práticas e lógicas sociais em mudança]]></source>
<year>2010</year>
<page-range>223&#8208;266</page-range><publisher-loc><![CDATA[Porto ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Afrontamento]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B23">
<label>25</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bissel]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ward]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Noyce]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The dependent consumer: Reflections on accounts of the risk of non&#8208;prescriptions medicines]]></article-title>
<source><![CDATA[Health]]></source>
<year>2001</year>
<volume>5</volume>
<page-range>5-30</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B24">
<label>26</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[France]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Towards a sociological understanding of youth and their risk&#8208;taking]]></article-title>
<source><![CDATA[J Youth Stud]]></source>
<year>2000</year>
<volume>3</volume>
<page-range>317-31</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B25">
<label>27</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Hunt]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Evans]]></surname>
<given-names><![CDATA[K]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kares]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Drug use and meanings of risk and pleasure]]></article-title>
<source><![CDATA[J Youth Stud]]></source>
<year>2007</year>
<volume>10</volume>
<page-range>73-96</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B26">
<label>28</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Austen]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The social construction of risk by young people]]></article-title>
<source><![CDATA[Health Risk Soc]]></source>
<year>2009</year>
<volume>11</volume>
<page-range>451-70</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B27">
<label>29</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lopes]]></surname>
<given-names><![CDATA[N]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Medicamentos e pluralismo terapêutico: práticas e lógicas sociais em mudança]]></source>
<year>2010</year>
<publisher-loc><![CDATA[Porto ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Afrontamento]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B28">
<label>30</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lopes]]></surname>
<given-names><![CDATA[N.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Clamote]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Raposo]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pegado]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rodrigues]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O natural e o farmacológico: padrões de consumo terapêutico na população portuguesa]]></article-title>
<source><![CDATA[Saúde & Tecnologia]]></source>
<year>2012</year>
<volume>8</volume>
<page-range>5-17</page-range></nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
